FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: ambiente

  • Consulta sobre a Praia do Vau acaba em Agosto

    Consulta sobre a Praia do Vau acaba em Agosto

    Trata-se de um projeto de execução em análise que prevê a alimentação artificial da praia ao longo de um troço com uma frente de mar de 1 350 m, constituídos pelas praias dos Três Castelos, Amado e Careanos, com as areias acumuladas na praia da Rocha ao longo das últimas décadas.

    A APA pretende reverter o circuito de circulação sedimentar, «promovendo a migração sedimentar desde o final do circuito (a zona de acumulação da praia da Rocha) para o seu local original, onde a erosão das arribas causa maior risco para os utentes das praias (o troço contido entre a praia do Vau e a praia dos Três Castelos)».

    Esta intervenção, no entender da agência deve ser entendida como «medida de proteção costeira, na medida em que a areia a depositar nas praias suportadas por arribas permitirá alimentar a célula natural de circulação sedimentar poente, atenuando significativa e temporariamente a erosão das arribas nas praias dos Careanos, Amado e Três Castelos».

    O processo pode ser consultado no Portal Participa

  • Ninhos de aves marinhas protegidos em Los Haraganes, Ayamonte

    Ninhos de aves marinhas protegidos em Los Haraganes, Ayamonte

    O edil fez-se acompanhar pelo conselheiro de praias, Rosário de los Ángeles, e por Eladio Orta, poeta e membro do coletivo «Ecologistas em Ação», bem como vários técnicos municipais.

    A praia tinha sido previamente marcada com postes e cartazes informativos para proteger os ninhos de andorinha-do-mar-anã (Sternula albifrons) e borelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrino), a fim de verificar no terreno os resultados desta campanha de proteção às aves realizada por iniciativa desse grupo ambiental, em colaboração com o consistório ,no início de junho, após ter sido detectada a presença de pares de ninhos dessas aves marinhas na área.‎

    Ninhos de aves marinhas
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    ‎Uma campanha que, segundo as autoridades da cidade vizinha de Vila Real de Santo António, está a ser um sucesso «graças às ações empreendidas e, principalmente, à colaboração cidadã e ao respeito demonstrado pelos visitantes, caminhantes e usuários da praia, que possibilitaram o extraordinário progresso da colônia de reprodução, que já conta com várias dezenas de galinhas na praia de Ilha Canela e a presença maciça de ninhos que garantem a continuidade dessas espécies em nosso litoral».‎

    ‎A campanha de sinalização e informação continuará até que o período de nidação dessas aves marinhas ameaçadas de extinção que fazem ninhos na costa de Huelva, Espanha, tenha terminado.‎

    ‎Estas espécies de aves usam as areias das praias para fazer seus ninhos, o que os torna especialmente vulneráveis, já que a camuflagem é sua única estratégia para proteger as desovas.‎

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  • Lince Ibérico com presa nos dentes (c/vídeo)

    Lince Ibérico com presa nos dentes (c/vídeo)

    A Confederación Hidrográfica del Guadiana, entidade que em Espanha está encarregada da protecção e desenvolvimento da Bacia do Guadiana, divulgou imagens de um lince ibérico, na sua acção de caça, onde se pode ver o animal ainda com a presa nos dentes.

    População de linces ibéricos em Espanha

    Entretanto a Fundación Biodiversidad divulgou que o número de linces na Península aumentou 23% em 2021 em relação ao ano anterior, salientando que o esforço conjunto de pessoas, ONG’s e entidades está a dar frutos para a conservação de um dos animais mais emblemáticos da fauna da Península Ibérica.

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    20220625 01 lince iberico
  • Alameda de Faro remodelada

    Alameda de Faro remodelada

    No dia da reabertura, dia 16 de Junho passado, centenas de visitantes acorreram ao Jardim da Alameda para usufruir do espaço centenário e assistir a um conjunto alargado de iniciativas promovidas por várias associações do concelho.

    O que se alterou

    As intervenções incidiram na melhoria dos pavimentos, percursos de circulação pedonal, rearborização e replantação de espécies em mau estado ou perdidas, melhoria da iluminação, requalificação das instalações sanitárias e áreas de serviço e montagem de mobiliário urbano mais resistente e esteticamente mais apelativo.

    O ringue de patinagem passa a plataforma multifuncional, foram remodelados e reparados os equipamentos existentes no circuito de minigolfe e realizadas várias intervenções no parque infantil.

    A obra teve um custo aproximado a um milhão de euros e a câmara municipal espera que perdure por décadas, embora a requalificação ainda esteja esgotada.

    “Estamos hoje a devolver este espaço aos farenses depois de uma requalificação em que gastámos mais de 1,1 milhão de euros e esperamos que este possa perdurar com este efeito durante várias décadas e que todos possamos usufruir da nossa nova Alameda, que é também muito a Alameda que tínhamos na nossa memória”, referiu ainda o autarca Rogério Bacalhau, adiantando ainda que “esta intervenção de requalificação não se esgota agora”.

    “Temos um plano de manutenção deste espaço e do seu arvoredo e também por isso não vamos permitir ou promover aqui grandes festas ou eventos como fazíamos antigamente porque isso certamente iria contribuir para a degradação do Jardim. Teremos animação, mas apenas iniciativas que permitam às pessoas vir e usufruir do espaço”, concluiu.

  • Uma árvore plantada por cem rolhas recolhidas

    Uma árvore plantada por cem rolhas recolhidas

    A campanha pretende dar uma nova vida às rolhas de cortiça usadas, através da sua reciclagem e, ccmo contrapartida, contribuir para a reflorestação do território nacional com árvores autóctones.

    Será nos supermercados aderentes onde a marca terá espaços próprios em conjunto com os restantes produtores participantes, Monte da Ravasqueira, Lima & Smith e Lagoalva.

    Nestes espaços serão disponibilizados mini-rolhões que os clientes podem levar para casa para juntar as rolhas usadas. Quando estiver cheio podem dirigir-se de novo à loja e depositar as rolhas no rolhão presente junto ao espaço da marca.

    A entrega de rolhas é ilimitada e poderá ser realizada diversas vezes até ao término da campanha. Por cada 10 rolhas de cortiça recolhidas, 1 árvore será plantada. Este será o compromisso da marca.

    O projeto é coordenado pela Quercus, associada ao Green Cork, de recolha de rolhas de cortiça para reciclagem em parceria com a Amorim e pretende contribuir para a reciclagem das rolhas de cortiça e para a recuperação da floresta autóctone portuguesa.

  • Almargem limpou a Lagoa dos Salgados

    Almargem limpou a Lagoa dos Salgados

    A Associação Almargem assinalou a data de 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente com uma ação de voluntariado para limpeza da zona envolvente da Praia Grande – Lagoa dos Salgados.

    Os ambientalistas destacam a «ajuda dos incansáveis voluntários que dedicaram a sua manhã de domingo à conservação do ambiente», e o município Silves que lhes propiciou apoio na iniciativa em que conseguiram recolher «mais de uma dezena de sacos de lixo e deixar aquela zona muito mais agradável para quem a visita».

    Em 2022, o tema escolhido é “???????????? ????ó ????????????????????”, o também lema da Conferência de Estocolmo de 1972, que designou o dia 5 de junho como Dia Mundial do Ambiente.

    Assinalam que «50 anos depois, o tema mantém-se atual – este planeta é nossa única casa e seus recursos finitos devem ser preservados pela humanidade» e agradecem a participação popular.

  • No sábado há limpeza na Praia dos Salgados

    No sábado há limpeza na Praia dos Salgados

    A ação, além do impacto óbvio da limpeza, pretende «promover a consciência ecológica e avaliar o impacto humano no ecossistema,
    nomeadamente quando as boas práticas de deposição do lixo não são respeitadas» e tem início às 9:30 horas com a participação das entidades parceiras tais como, IKEA, Designer Outlet Algarve, Agência Portuguesa para o Ambiente, Instituto Nacional Conservação Natureza e Florestas, SPEA – Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves, ERP Portugal / European Recycling
    Platform – Entidade Gestora de Resíduos, CCMAR – Centro de Ciência e do Mar / UALG,
    Zoomarine ARA – Animal Rescue Algarve e Concessionário da Unidade Balnear denominada Praia
    dos Salgados – UB1.

    No final hasverá um workshop às 11:30, horas sobre o modo correto de descarte das pilhas e as suas consequências nos oceanos.

    Na primeira edição, realizada em maio de 2021, na Ria Formosa, foram recolhidos 53 sacos de lixo com capacidade de 120 litros cada, e contou com a participação de 120 voluntários. Na segunda edição, realizada em outubro do mesmo ano, 67 voluntários recolheram 2600 litros de resíduos.

    Na divulgação da iniciativa, Ana Antunes, diretora-geral do MAR Shopping Algarve, garantiu que «a responsabilidade, como membros desta comunidade é envolvermo-nos no bem-estar comum e na preservação dos
    recursos. Mais do que uma simples ação de limpeza, usaremos o nosso espaço e plataformas para
    continuar a alertar para o impacto do comportamento humano durante a época balnear no
    ecossistema, nomeadamente no que respeita à quantidade de lixo produzida e abandonada nas
    dunas e no mar
    ».

    Os participantes terão acesso a um KIT de participação composto por sacos específicos para os
    diferentes resíduos, luvas, máscaras certificadas e uma t-shirt. A iniciativa não carece de inscrição
    prévia e a participação é gratuita.

  • Novos linces libertados em Alcoutim

    Novos linces libertados em Alcoutim

    Neste dia foram libertados mais dois exemplares de lince-ibérico numa zona da serra algarvia, entre Pereiro e Fonte Zambujeiro de Cima , concelho de Alcoutim). É uma das áreas de expansão natural da população constituída na área de reintrodução da espécie no Vale do Guadiana.

    Esta foi a segunda solta que decorreu fora da região do Alentejo, desde o início do projeto de reintrodução da espécie em território nacional. A natureza fica a contar com Sidra, fêmea, e Salão, macho, ambos de 13 meses de idade, provenientes do Centro de Cría del Lince-Ibérico de Zarza de Granadilla, em Cáceres (Espanha). 

    Os dois animais foram previamente submetidos a controlo sanitário no Centro de Reprodução onde nasceram e são portadores de coleiras emissoras para subsequente monitorização.

  • Dunas e aves sensibilizam residentes na Ria de Alvor

    Dunas e aves sensibilizam residentes na Ria de Alvor

    O motivo foi o realçar da importância dos sistemas dunares quanto à proteção do avanço das areias e do mar e a defesa e suporte da diversidade de espécies de fauna e flora. Vai colocar dois painéis informativos nos acessos ao sistema dunar de Alvor e delimitar a área onde, anualmente, se estabelece a colónia de chilreta.

    A iniciativa foi tomada em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Associação A Rocha.

    De acordo com a câmara municipal de Portimão, explica-se pelo o facto de a Ria de Alvor se encontrar classificada no âmbito da Rede Natura 2000 (Sítio PTCON0058) e constituir um local de nidificação de duas espécies de aves que constroem os seus ninhos no areal das praias e dunas: a chilreta (Sternula albifrons) e o borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus).

    A época de nidificação coincide com a temporada balnear, o que leva ainda à participação nesta ação de sensibilização vigilantes da natureza e representantes da Polícia Marítima, GNR, Junta de Freguesia de Alvor, Proteção Civil Municipal, Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão, entre outros, enquanto «agentes de fiscalização, segurança e limpeza das praias que poderão contribuir para o sucesso reprodutor de ambas as espécies».

    foto de: Aves de Portugal

  • Nuclear de regresso

    O Reino Unido planeia construir seis ou sete novas centrais nucleares até 2050, num medida que visa investir em próprias fontes de eletricidade e não depender de países terceiros.

  • Espécies e adaptações nas Dunas de Cacela

    Espécies e adaptações nas Dunas de Cacela

    No próximo domingo, 3 Abril e com ponto de encontro âs 9h30, frete ao antigo Casino da Manta Rota tem início mais uma edição da iniciativa do Centro de Informação e Investigação do Património de Cacela, sobre os sistemas dunares, considerados importantes na proteção da faixa costeira nacional.

    Os alertas são para a crescente pressão humana que provoca a desestabilização sobre estes ecossistemas, razão porque o percurso a seguir pretende sensibilizar para a importância da conservação deste habitat e dar a conhecer a sua biodiversidade. O CiiP está a convidar o público para descobrir as espécies e as suas adaptações que ocorrem nas dunas de Cacela e a conhecer melhor «este sistema tão importante e, simultaneamente, tão frágil

    O percurso será orientado por Ana Moura, doutorada em 2010 em Ciências do Mar, que iniciou a sua atividade na área da promoção da cultura científica e tecnológica a partir de 2009, como coordenadora científica no Centro Ciência Viva de Tavira. É Fundadora de Scientura, empresa que visa promover a literacia científica e ambiental

    Paula Moura, mestre em Biologia e Gestão dos Recursos Marinhos, iniciou o seu percurso profissional no Instituto Português do Mar e da Atmosfera no qual permanece desde 2002, como especialista na biologia do crescimento e reprodução de moluscos, base científica para a gestão e sustentação dos recursos marinhos da pequena pesca.

    A organização recomenda aos participantes que se façam munir de binóculos para a observação de algumas aves na ribeira do Álamo, sendo a organização da câmara municipal de Vila Real de Santo António com o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela

  • Alcoutim e novo elétrico

    Alcoutim e novo elétrico

    O projeto “Alcoutim Sempre Solidário” tem como objetivo promover a igualdade de oportunidade de acesso a serviços na área da saúde e bem-estar, contribuindo simultaneamente para a sustentabilidade ambiental, promovendo assim a qualidade de vida da população.

    A Iniciativa Social Descentralizada 2021 destina-se a apoiar projetos sociais de âmbito local de instituições privadas ou públicas sem fins lucrativos, que sejam clientes especiais do BPI.

    A aquisição, com um valor de 38.170,00 euros, foi financiada a 75 % pelo BPI e a Fundação “la Caixa” no âmbito da Iniciativa Social Descentralizada 2021. É um programa de apoio à população, que consiste na entrega, na respetiva residência, de bens alimentares e medicamentos, bem como, o transporte de munícipes para consultas de diferentes especialidades. O programa destina-se à população em geral e abrange 400 beneficiários diretos.

    Para o presidente da autarquia, na fotografia junto à viatura, Osvaldo Gonçalves, para além da vertente social que engloba também objetivos a nível da sustentabilidade ambiental, a viatura elétrica agora adquirida «será a primeira viatura elétrica a pertencer à frota automóvel do município, marcando assim o início, daquele que se pretende ser o momento de viragem, na construção de uma frota automóvel amiga do ambiente».

  • As salpas dos oceanos filtram o ar que respiramos

    As salpas dos oceanos filtram o ar que respiramos

    São normalmente confundidas com pequenas águas-vivas (alforrecas) com aspeto de bolinhas gelatinosas cujo comprimento vai de alguns milímetros a alguns centímetros. Não possuem células urticantes, as tais que provocam queimaduras na pele.

    Chegaram recentemente às praias do Algarve e, segundo declarações prestadas à publicação «Portugal de Norte a Sul» pelo biólogo Juan Jesus Martin, o seu habitat natural é o mar aberto. Correntes, vento ou o aumento da luminosidade podem levar a uma produção massiva de salpas e à aproximação da costa.

    São aptas para duplicar de número, várias vezes ao dia, sendo comuns nos oceanos em todas as temperaturas. São animais capazes de se juntarem em filas de mais de um quilómetro e podem absorver cerca de 4.000 toneladas de CO2 por dia, quantidade muito relevante para o planeta. Alimentam-se de fitoplâncton das algas. Ajudam a limpar o oceano e filtram o ar que respiramos.

  • Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    A denúncia foi tornada pública pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, podendo as penalidades contra os falsificadores excede, se for o caso, 50.000 euros. O objetivo anunciado pela CHG é o de «consciencializar os utilizadores da água e chamar a atenção para a responsabilidade». A CHG releva que estas ações «resultam em detrimento de todos».

    Antes do início da Campanha de Irrigação, a Confederação Hidrográfica de Guadiana verificou, no âmbito das ações de controlo e vigilância do domínio público hidráulico que realiza, «a manipulação de três medidores volumosos instalados em captações de águas subterrâneas no Slto Guadiana, através de diferentes procedimentos (ímãs, fios, hastes)».

    Como já foi dito em outras ocasiões, salienta aquele organismo do Governo espanhol, «tais atos podem constituir crime contra o meio ambiente e os recursos naturais. As penalidades excederão, se for caso disso, 50.000 euros e implicarão o processamento das extinções dos direitos de uso da água desses usos».

    A Lei das Águas do país vizinho prevê que os detentores de concessões administrativas de água, tanto subterrâneas quanto superficiais, e todos aqueles que, por qualquer título, tiverem direito ao uso exclusivo da água, sejam obrigados a instalar e manter os sistemas de medição correspondentes que garantam informações precisas sobre os fluxos de água efetivamente consumidos ou utilizados e, quando apropriado, retorna.

    Os medidores de fluxo fornecem informações sobre os fluxos de água utilizados para garantir o respeito aos direitos existentes, medir o volume de água efetivamente consumida ou utilizada, permitir o planejamento e o gerenciamento corretos dos recursos e garantir a qualidade da água.

  • CNF equipa primeiro grifo-de-rüppell com GPS

    CNF equipa primeiro grifo-de-rüppell com GPS

    O exemplar agora equipado foi recolhido em Vouzela, tendo sido tratado no CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (Gouveia), gerido pela Associação ALDEIA entre outros grifos devolvidos.

    Durante os últimos dois meses deram entrada em várias destas unidades, diversos exemplares de abutres. A afluência de aves em mau estado fisiológico, sobretudo juvenis nascidos no presente ano, é normal e típica deste período do ano.

    Também depois de tratamento e recuperação no Hospital Veterinário UTAD e no Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal, foi libertado um britango (Neophron percnopterus) em articulação com os Servicios de Conservación de la Naturaleza da Junta de Extremadura.

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  • Camaleão alvo de acções de defesa

    Camaleão alvo de acções de defesa

    Uma parceria entre a Associação “Vita Nativa” – Conservação do Ambiente e o município de Vila Real de Santo0 António, está a promover a conservação do camaleão comum (Chamaeleo chamaeleon), através do “Projeto Camaleão”.

    Foram já colocadas placas informativas da importância da conservação desta espécie no concelho de Vila Real de Santo António com o objetivo de desenvolver uma campanha de sensibilização de forma a valorizar a manutenção deste animal tão emblemática, promover a investigação científica sobre a sua ecologia e atual distribuição e capacitar o único centro de recuperação de animais selvagens do Algarve (RIAS) para a receção e recuperação de indivíduos encontrados feridos ou debilitados.

    Numa das placas que tivemos oportiunidade de ler no passadiço da Praia de Santo António, a placa faz o apelo a quem avist um camaleão que não lhe toque e telefone para as autoridades, para as efetivas medidas de protecção.

  • ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    O imaturo foi batizado de Torto. Era uma das crias resgatadas pela equipa do ICNF com a colaboração da Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e da empresa JJTomé. Em comunicado, o ICNF explica que a ave esteve em recuperação no Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Câmara Municipal de Lisboa ao qual chegou com ferimentos num dos olhos, tendo sido alvo de tratamentos diversos que visaram a sua recuperação.

    Após a nota de alta, foi planeada a sua libertação. A Fundacion CBD-Hábitat, de Espanha, cedeu um emissor GPS/GSM, com o objetivo de monitorizar a sua adaptação ao meio natural.

    Desde 2004 que os Governos português e espanhol trabalham em colaboração conservar esta espécie. Até à atualidade têm vindo a ser desenvolvidos trabalhos de monitorização dos territórios em que a espécie ocorre em Portugal Continental.

  • Qualidade do Ar em Webinar da CCDRA

    Qualidade do Ar em Webinar da CCDRA

    Esta iniciativa decorre entre as 10:00 e as 12:00 horas, integrada num ciclo de sessões Informativas dinamizadas no âmbito do Programa de Ação da Agenda Regional de Transição para a Economia Circular (AREC).

    Os promotores pretendem a caracterização da situação de referência quanto à qualidade do ar da região e a sua relação com a atividade económica, bem como divulgar as ações da CCDR Algarve enquanto autoridade regional integrada na estratégia nacional de combate à poluição atmosférica.

    A sessão destina-se a decisores e técnicos municipais, agentes turísticos e investigadores, apesar do interesse geral que concita. Para além da apresentação do potencial de circularidade e o impacto das emissões na região do Algarve, a cargo da Direção de Serviços de Ambiente, o organismo regional pretende «dar a conhecer a estratégia nacional de combate à poluição do ar, e algumas das iniciativas de investigação que lhe estão associadas». Participam pela Agência Portuguesa do Ambiente, Dília Jardim e Cláudia Martins e pela Universidade de Aveiro Ana Miranda .

    A presidência da CCDRA abre o Webinar.

  • Novos pinheiros mansos no caminho dos «Três Pauzinhos»

    Novos pinheiros mansos no caminho dos «Três Pauzinhos»

    O Gabinete Técnico Florestal, da câmara municipal de Vila Real de Santo António, em parceria com Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, concluiu a plantação de 150 pinheiros mansos na Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António e Monte Gordo.

    As árvores, tiveram origem no viveiro florestal de Monte Gordo, tendo sido plantadas nas imediações do Caminho dos Três Pauzinhos, zona pedonal e de lazer e também de acesso à Praia de Santo António.

    Conceição Cabrita, presidente da câmara local esteve presente nos trabalhos de plantação e conservação efetuados pelo corpo de Sapadores Florestais de VRSA, de acordo com o plano florestal definido.

    De forma a garantir o sucesso da ação de reflorestação, os pinheiros agora plantados serão objeto de manutenção e rega periódica, estando prevista uma segunda fase de cultivo durante o ano de 2022.

  • Opinião: Temos de salvar a vida

    Opinião: Temos de salvar a vida

    José Estêvão Cruz

    Sim, é necessário dizer a hora e o número completo de mortos. São pessoas que desapareceram por causa de uma doença. Deixam atrás de si o vazio da perda, para além do receio de que alguém, próximo de nós ou mesmo nós próprios, apesar dos cuidados, possa vir também afetado.

    É uma tragédia que afeta toda a gente em todo o Mundo e por tal se diz pandémica. Pior, ainda não acabou. Se é certo que foram recuperadas da doença 40.575.920 seres humanos, neste momento ainda estão em luta com este microscópico ser que apenas é alguém dentro de nós,16.648.353 pessoas. Destas, 102.476 estão às portas da morte.

    Os números de hoje em Portugal não foram ainda divulgados, mas, tal como ontem, não será coisa que nos poderemos gabar, mesmo sob pesado confinamento e muita polémica entre nós sobre o que devemos e não devemos fazer, mais criada pelo medo e pelo oportunismo político que pela razão serena e fria, tão necessária nesta ocasião.

    Se temos de aceitar que nos metam em casa e imobilizem a vida económica e cultural, para evitar que colapsem os serviços de saúde, devemos saber exigir, dentro da legalidade democrática, que acabem as mesquinhas indefinições burocráticas de Bruxelas quanto aos auxílios, nem limitações para manter o défice orçamental como se a vida estivesse a correr normal, à beira de tudo isso deixar de fazer sentido, face à tragédia.

    Se nós estamos em casa, merecemos que todos os recursos técnicos e financeiros sejam lançados sobre o combate à doença, como se faz durante uma guerra, e prestado o devido auxílio a quem ficou obrigado a ficar em casa.

    Mas, como se a terra fosse um ser vivo que lançou anticorpos sobre os que lhe estavam a fazer mal, o ambiente está a fazer respirar as florestas e os campos, os pássaros a voar mais livres, o peixe a crescer e os recursos petrolíferos a não serem utilizados sem contenção, para poluir o ar.
    Sim, porque o planeta continuará a existir com outras formas de vida a seu. Estes meses em que o ser humano, com o seu comportamento predador de recursos, se retraiu por culpa do vírus, estão a mostrar que a Terra pode dispensar os humanos. O planeta auto reginara-se para outras realidades.
    Não, não é a Terra que temos de salvar! Esta cuida dela própria. Temos é todos de mudar de comportamento.

    ./JEC