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Etiqueta: ambiente

  • Como ajudar a combater as espécies invasoras

    Como ajudar a combater as espécies invasoras

    Neste caso, explica-nos a página do Facebook dedicada a estas espécies, que demorou três minutos e não foi preciso nenhuma ferramenta: bastou puxar, com cuidado para prevenir os cortes, muito fáceis. Nesta altura do ano, nas situações em que não é fácil ou possível remover as plantas, arrancar pela raiz, remover as plumas é um importante contributo para conter a dispersão da espécie.

    «Se todos dermos um contributo, nos locais onde tivermos legitimidade para o fazer, e sempre protegidos para evitar cortes, podemos travar a expansão desta espécie, pelo menos em alguns locais», diz-nos o Espécies Invasoras.

  • Grutas de Benagil com acesso regulamentado

    Grutas de Benagil com acesso regulamentado

    A decisão publicada ontem esta quarta-feira, dia 30, em Diário da República a criação e tem em conta o fato de que as Gruta, localizadas ao largo da Praia de Benagil, são um dos principais pontos turísticos do Algarve, designadamente o Algar de Benagil, tendo suscitado, nos últimos anos, a curiosidade de um crescente número de pessoas, que as procura por via marítima, levando a um aumento expressivo do número de visitantes que permanece naquela área, sobretudo no período estival.

    O Governo considera necessária a definição do limite máximo da capacidade de carga humana nas Grutas de Benagil, sendo fundamental regulamentar o respetivo acesso, face à necessidade de proteção e prevenção de situações de risco para a segurança das pessoas, sobretudo considerando a elevada erosão que se tem manifestado naquela área, o que impõe a definição de regras de utilização para os visitantes, para reforço da sua segurança, como explana na decisão.

    O grupo de trabalho será composto por 20 elementos, incluindo representantes dos gabinetes da Secretaria de Estado da Defesa Nacional, da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, da Secretaria de Estado do Mar, da Secretaria de Estado do Ambiente, da Secretaria de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, da Secretaria de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território e da Secretaria de Estado das Pescas, bem como representantes da Câmara Municipal de Lagoa, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve, entre outros.

    Um dos objetivos do grupo de trabalho será avaliar a possibilidade de criar uma taxa única de acesso às Grutas de Benagil. O Grupo de Trabalho será coordenado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que assegura o apoio logístico e administrativo necessário. O Despacho esclarece ainda que o Grupo de Trabalho pode convidar outras entidades cujo contributo seja considerado relevante para a prossecução dos trabalhos” .

    Dentro de dez dias têm de estar nomeados todos os representantes das entidades que compõem o Grupo de Trabalho e a apresentação das conclusões deve ser feita até ao dia 31 de dezembro de 2023.

  • Parque Natural de Doñana em grave risco ambiental

    Parque Natural de Doñana em grave risco ambiental

    A SEO/BirdLife considera que os relatórios são demolidores, uma vez que o estado de alarme se estende de três a nove, num só ano ,nenhum se encontra dentro da normalidade e metade deles estão piores do que seria de esperar, pelos níveis já registados de pluviometria.

    O Parque enfrenta o aumento da aridez, provocada pelas secas, a sobre exploração dos recursos hídricos em redor, pelo que será necessária a redução das extrações de água, no sentido de permitir a recuperação do aquífero e a sua capacidade de respostas aos eventos climáticos presentes e futuros, segundo aquela organização não governamental.

    Artigo original

  • O que ainda escapa no tratamento de esgotos

    O que ainda escapa no tratamento de esgotos

    A conclusão de que, mesmo essas águas, podem afetar a diversidade de vida que caracteriza os rios quando nele são descarregadas foi apurada por uma investigação liderada por cientistas da Universidade Goethe, em Frankfurt, na Alemanha, que se focou em 176 estações de tratamento de águas residuais, ETARs, na região alemã de Hesse.

    Há vestigios de entrada nas águas dos rios ou ribeiras, para as quais essas águas são lançadas, de ingredientes de produtos farmacêuticos, de produtos de cuidado pessoal, tais como maquilhagem e cremes e de pesticidas usados na agricultura.

    Porém, os impactos dessas descargas de águas residuais não provocam necessariamente a devastação da fauna dos sistemas fluviais, mas sim uma transformação da sua composição, diz aquele estudo. Há espécies de invertebrados que tendem a desaparecer, mas outras, como algumas minhocas e crustáceos, mais resistentes a essas mudanças ambientais, prosperam e aumentam de número.

    É recomendada, a aplicação de filtros de carvão ativo que podem tornar o tratamento de águas residuais mais eficiente, reforçando a capacidade de remoção de poluentes e impedindo que cheguem aos ecossistemas.

    Foto: Águas do Algarve – ETAR de VRSA
  • As 42.000 novas árvores da EDP e os sobreiros abatidos

    As 42.000 novas árvores da EDP e os sobreiros abatidos

    A motivação governamental foi a «imprescindível utilidade pública» do empreendimento eólico, a ser desenvolvido pela empresa Parque Eólico de Moncorvo, que não tem Sines no nome, por ter sido criada inicialmente para desenvolver um projeto eólico na região de Moncorvo, acabando por transferir o investimento para o litoral alentejano.

    A EDP Renováveis informou que o plano de compensação pelo abate de sobreiros do parque eólico de Morgavel, prevê a plantação de cerca de 42.000 árvores e arbustos, das quais 30.000 sobreiros numa área aprovada pelo ICNF, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, equivalente a 50 hectares, superior à que será intervencionada para a construção do parque eólico.

    A EDP comprometeu-se a assegurar a manutenção dos sobreiros ao longo da duração do projeto e, de modo imediato, beneficiar estradas e acessos em mais de sete quilómetros, com impacto direto no apoio ao combate a incêndios. Diz a EDP Renováveis que, dos sobreiros identificados para eliminação, 75% estão em fase jovem, existindo ainda uma quantidade significativa de sobreiros que se encontram em mau estado de conservação.

    Utilidade Pública

    O despacho por Duarte Cordeiro declara a imprescindível utilidade pública do Parque Eólico de Morgavel (PEM) e da linha elétrica a 400 kV de interligação à subestação de Sines, e considera estarem reunidas as condições necessárias, como a conformidade ambiental do projeto, as autorizações de abate/corte de sobreiros pelos proprietários e que a Parque Eólico de Moncorvo, da EDP Renováveis, apresentou um projeto de medidas compensatórias por arborização de povoamento misto de sobreiros e medronheiros numa área de 50,07 hectares.

    A empresa pediu autorização para proceder ao abate de 1.821 sobreiros numa área de 32,22 hectares de povoamento, localizados nas freguesias de Sines e Porto Covo, União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra, nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém.

    Na decisão do Governo pesou «relevante interesse público, económico e social do empreendimento, cumulativamente às obrigações inerentes ao contrato assinado entre a requerente e o Governo Português, a qual se encontra contratualmente obrigada a promover a execução de um Parque Eólico que concorra para o cumprimento pelo Estado Português dos objetivos de Quioto e do Plano Nacional de Energia».

    Foram ainda consideradas a Avaliação de Impacte Ambiental, que decidiu em conformidade com a localização do empreendimento, após equacionadas as alternativas, bem como a declaração da Câmara Municipal de Sines que expressa o interesse do município na instalação daquela central eólica.

    Em fevereiro, a Autoridade da Concorrência (AdC) autorizou a EDP Renováveis a comprar a Parque Eólico de Moncorvo, que atualmente se dedica a conceber e implementar o parque eólico de Morgavel, no concelho de Sines.

    A Morgavel é titular de um direito de interconexão à rede para capacidade de produção eólica de remuneração garantida a instalar de 50 megawatts (MW), bem como de um direito a instalar 10 MW adicionais de sobreequipamento, nos termos de contrato celebrado com a Direção-Geral de Energia e Geologia, em maio de 2009.

    O processo de aquisição do parque eólico de Morgavel por parte da EDP Renováveis encontra-se atualmente em fase de conclusão, segundo a empresa.

  • Ajuda ambiental solidária em Alcoutim

    Ajuda ambiental solidária em Alcoutim

    «Empenhados e cheios de energia», percorreram 16 km da E.N. 124 e recolheram cerca de 400 kg de resíduos ao longo do percurso! O município classifica de altruísta este gesto e afirma que «contribuiu significativamente para tornar o nosso município ainda mais limpo e sustentável».

    Na circunstância, expressou profundo agradecimento a estes «voluntários dedicados, que demonstraram um verdadeiro compromisso com a conservação da nossa natureza e com a promoção de um ambiente mais saudável para todos», classificando-os de verdadeiros heróis ambientais!

  • Tavira pede mudança de local para fotovoltaica

    Tavira pede mudança de local para fotovoltaica

    A autarquia já se pronunciou com um parecer desfavorável ao projeto, previsto para a freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, remetido à Comissão de Acompanhamento.

    Para a autarquia, a instalação de painéis solares, inversores e postos de transformação naquele território vai afetar uma paisagem do barrocal algarvio com elevado interesse, que importa de facto preservar, pelos seus valores naturais”«.

    No PDM de Tavira, aquela área está classificada como espaço natural de proteção paisagística e área de proteção aos sistemas aquíferos, na unidade de paisagem do Barrocal, encontrando-se abrangida pela Reserva Ecológica Nacional (REN).

    Na área de máxima infiltração do aquífero Peral-Moncarapacho, a prioridade deve ser, segundo a autaruia, permitir a infiltração de água nos solos, alegou, considerando que “não é benéfica a existência de 14 MVA (megavoltampere) de armazenamento por baterias” de iões de lítio devido ao risco de “provocar eventuais contaminações das águas infiltradas”.

    O município considera que a disseminação de blocos de painéis pelo território irá provocar a fragmentação desta unidade paisagística extremamente bem conservada e que, pelos motivos expressos, não se revê na colocação de uma infraestrutura com esta dimensão na localização proposta, devendo ser equacionada outra.

  • Cuidados com as alforrecas nas praias algarvias

    Cuidados com as alforrecas nas praias algarvias

    O IPMA aconselha a população a não tocar nesta espécie, considerada ligeiramente urticante e anuncia terem sido verificados até ao momento do alerta, 120 avistamentos desde a última semana de junho e registados pelo GelAvista, um programa de ciência responsável pela vigilância de organismos gelatinosos em toda a costa portuguesa.

    O GelAvisa, que faz parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aconselha a população a não tocar neste organismo, mesmo quando aparentam estar mortos nas praias. A sua devolução ao mar também não é aconselhada. Caso haja contacto direto com a pele, a zona afetada deve ser imediatamente lavada com água do mar, seguindo-se da aplicação de compressas de gelo durante cerca de 15 minutos, segundo a informação prestada pelo IPMA.

    A medusa-tambor, que tem grandes dimensões, é considerada ligeiramente urticante e é caracterizada pelos seus braços orais curtos e folhosos, com longos apêndices de coloração escura nas extremidades.

    Sempre que esta espécie for avistada, o IPMA recomenda a sua sinalização, assim como a comunicação da sua localização aos nadadores salvadores. «Preferencialmente, não se deve interferir com o ecossistema, mas, se necessário, os organismos poderão ser removidos para lixo orgânico e nunca enterrados». Apelam para que seja enviado um e-mail para plancton@ipma.pt sempre esta espécie for avistada. Neste e-mail deve constatar a data, a hora, o local, o número de medusas avistadas e uma fotografia.

    O aumento destas ocorrências verificam-se especialmente durante os meses de verão e outono e está normalmente relacionado com as correntes marítimas e com os ventos que favorecem o transporte das medusas até às praias.

    • Metade da energia a chegar de renováveis até 2030 pede a ZERO

      Metade da energia a chegar de renováveis até 2030 pede a ZERO

      Também apela para aumente para, pelo menos 50% até 2030 e, numa perspetiva de mais longo-prazo, para pelo menos 90% em 2040, a meta de incorporação de energias renováveis em todo o sistema, não apenas na eletricidade.

      A Zero pronunciou-se tendo em conta o Plano Nacional de Energia e Clima 2021-2030 (PNEC), cuja versão preliminar revista terá de ser apresentada à Comissão Europeia até final deste mês.

      A associação também considera que a revisão que agora se apresenta é essencial para os Estados assegurarem planos mais exigentes, e pronuncia-se para que o PNEC seja «suficientemente ambicioso, para ir além das metas estabelecidas pela União Europeia e, desta forma, alinhar-se com o compromisso estabelecido pelo Acordo de Paris».

      A Zero defende a promoção do armazenamento partilhado de energia renovável e a introdução no PNEC de um novo objetivo, de promoção da economia de partilha, um modelo económico em que os diferentes atores e atividades partilham recursos, diminuindo-se assim as necessidades de consumo e a pressão sobre os recursos.

      Seria o caso de produção partilhada de eletricidade, ou uso comum de eletrodomésticos como máquinas de lavar roupa.

      E considera que o mais importante a rever no PNEC é a suficiência e eficiência energética, que é preciso melhorar, e a segurança energética, porque as secas deverão reduzir a produção de energia hídrica, pelo que são importantes políticas que levem ao desenvolvimento das capacidades de armazenamento de energia.

      No documento, a Zero pede ainda a revisão do Simplex Ambiental, para haver critérios rigorosos de sustentabilidade, a antecipação para antes de 2040 do fim da produção de eletricidade a partir de gás fóssil, começando pelo fim da central da Tapada do Outeiro, cuja licença termina em 2026), a proibição da compra de novos autocarros a gás natural e prioridade ao uso interno de hidrogénio verde, orientado para setores onde não é possível usar a eletricidade.

    • Formas naturais de limpar águas residuais na Índia

      Formas naturais de limpar águas residuais na Índia


      Serpenteando pelas montanhas e planícies do norte da Índia, o rio Ganges é sagrado para a religião hindu. Mais prosaicamente, sua água e nutrientes são vitais para as terras agrícolas da região, centenas de milhões de habitantes e a economia da Índia.
      O Ganges é personificado como Ganga, a deusa hindu da purificação e do perdão. Mas, como muitos rios ao redor do mundo, o Ganges está severamente poluído, ameaçando a saúde das pessoas que vivem nas proximidades e as culturas que cultivam.


      Grande potencial

      Dois projetos financiados conjuntamente pela UE e pela Índia estão a melhorar a recolha, a sanitização e a reutilização das águas residuais – um desafio cada vez mais urgente, uma vez que as alterações climáticas exercem uma maior pressão sobre o abastecimento de água. Denominadas PAVITR e PAVITRA GANGA, as duas iniciativas fazem parte de uma Parceria UE-Índia para a Água.

      PAVITR está a utilizar o poder de filtragem natural das árvores para transformar o esgoto em um recurso. O objetivo insere-se no esforço da UE no sentido de uma economia circular, em que os recursos são reutilizados em vez de descartados.
      «Com o foco na economia circular, a Índia tem um enorme potencial», afirmou Mirko Hänel, coordenador europeu do PAVITR.

      O PAVITR, que começou em 2019 e vai até janeiro de 2024, é também um exemplo de solução baseada na natureza. A utilização de plantações de árvores pelo projeto para tratar águas residuais não só é inspirada e apoiada pela natureza, como também proporcionará benefícios ambientais, sociais e económicos locais.

      A equipa represou águas residuais municipais num hectare de terra para cultivar uma cultura densa de bambus, salgueiros e choupos. O sistema funciona em perfeita harmonia: os nutrientes como o azoto e o fósforo presentes nas águas residuais ajudam as árvores a crescer, enquanto as bactérias das raízes limpam naturalmente a água. A análise mostra que este tratamento natural faz com que as águas residuais cumpram os regulamentos necessários, de acordo com Hänel.

      Devoluções de boas-vindas

      O sistema é barato de instalar e operar em comparação com os altos custos de funcionamento em produtos químicos e eletricidade de uma estação de tratamento de águas residuais padrão – e as árvores, além de limpar a água, atrairão pássaros, insetos e outros animais selvagens.

      A Universidade Muçulmana de Aligarh, um dos parceiros do projeto na Índia, decidiu catalogar as espécies no local. As árvores e o bambu podem ser colhidos a cada dois ou três anos, proporcionando uma cultura de madeira sustentável para ser vendida à Europa dependente de importações e um fluxo de renda para os agricultores na Índia. Poderia também, idealmente, substituir materiais de construção e fabrico menos sustentáveis derivados de combustíveis fósseis.

      Não é necessária fertilização ou irrigação adicional, uma vez que as águas residuais fornecem tudo. Os fertilizantes químicos, outro recurso cada vez mais escasso e caro, não são necessários. O sistema radicular permanece no lugar, pronto para crescer novamente e continuar tratando a água.

      Olhando além do PAVITR, Hänel diz que os esforços precisarão se concentrar em ideias de negócios para mover o sistema da pesquisa exploratória para o mercado comercial e para mais áreas ao longo do Ganges, bem como outros rios.

      Limpeza de produtos químicos

      Enquanto PAVITR tem se concentrado em águas residuais municipais padrão, PAVITRA GANGA tem lidado com o tipo contaminado por produtos químicos industriais.

      Também uma iniciativa de cinco anos que decorre até janeiro de 2024, PAVITRA GANGA está a estudar formas de remover compostos perigosos de águas residuais insuficientemente tratadas. O projeto centra-se nas águas residuais em zonas urbanas e circundantes – periurbanas –, procurando garantir que possam ser reutilizadas com segurança para ajudar a cultivar culturas.
      Na cidade industrial de Kanpur, que tem mais de 400 fábricas de curtumes, as estações de tratamento de esgotos são incapazes de lidar com os grandes volumes e com o despejo ilegal de resíduos industriais nos esgotos municipais.

      A análise das águas residuais revelou concentrações elevadas de substâncias, como o crómio, que podem causar cancro.
      Se não for tratada adequadamente, essa poluição pode contaminar os solos, prejudicar a saúde dos agricultores e reduzir a produtividade das culturas se usada para irrigar terras agrícolas, de acordo com Paul Campling, coordenador do projeto. Ele também é gerente de desenvolvimento de negócios internacionais em uma organização belga de pesquisa de tecnologia limpa chamada VITO.

      PAVITRA GANGA tem como objetivo encontrar as melhores tecnologias para remover compostos nocivos das águas residuais para que possam ser reutilizadas com segurança para irrigação de culturas.

      A equipe também usa sensores e tecnologias de modelagem para monitorar e prever a qualidade dos corpos hídricos regionais afetados por águas residuais descarregadas e ajuda os governos locais a planejar medidas mais seguras para lidar com a água natural não tratada em rios, lagos e águas subterrâneas.

      Local e global

      Em Kanpur, a equipe está testando um sistema de tratamento de filtração secundária, bem como tecnologias de “polimento” para remover contaminantes, incluindo cromo. Primeiro, um tipo específico de membrana filtra o esgoto, separando-o em permeado, que é a água que será reutilizada, e retentado, que é a matéria orgânica restante.

      Zonas húmidas construídas “mais” depois limpam ainda mais o permeado. Estes vão um passo além das zonas húmidas construídas – um sistema de tratamento de água que utiliza estações para limpar águas residuais – ao incluir uma combinação de substâncias sorventes especificamente concebidas para remover poluentes, conhecidas como tecnologias de polimento.

      Mesmo os compostos, como o crómio, podem ser devolvidos ao sistema de economia circular se forem recolhidos em quantidades suficientes. Os parceiros da indústria local do projeto têm um grande papel a desempenhar, trabalhando com um instituto de conhecimento chamado IIT Kanpur.

      «Estão testando os sistemas de tratamento em Kanpur e poderiam facilmente ampliá-los se virem os benefícios», disse Campling. «Queremos chegar ao ponto em que as empresas locais possam levar as tecnologias mais longe quando o projeto terminar

      A esperança é que as abordagens sejam incorporadas na tomada de decisões do setor e reconhecidas pelas autoridades locais.
      As atividades poderiam, em última análise, produzir benefícios muito além de Kanpur e da Índia, que esta semana ultrapassou a China como o país mais populoso do mundo.

      «Se funcionar bem na Índia, provavelmente funcionará bem na África e na América do Sul também», disse Campling.

      Este artigo teve publicação original em Horizon, the EU Research and Innovation magazine. A investigação contida neste artigo foi financiada pela UE. Se você gostou deste artigo, considere compartilhá-lo nas redes sociais.

    • Plantas podem emitir sons audíveis pelos animais

      Plantas podem emitir sons audíveis pelos animais

      Esses sons foram ajustados eletronicamente para poderem ser audíveis aos humanos. Oferecemos aqui aos nossos leitores, trechos da tradução do artigo que pode ser consultado em https://www.vice.com/en/article/3aknn3/plants-make-sounds-when-hurt-scientists-confirm-and-now-you-can-hear-it.

      A articulista conta assim: «A sua tomateira pode estar a pedir para que você a regue, mas embora outros animais e plantas possam ouvi-la, os seus ouvidos humanos são surdos ao som dos seus lamentos. Essa é a descoberta de uma nova pesquisa que capturou os estalos e cliques de plantas com stress, que foram sintonizadas na faixa de audição humana.»

      Segundo a articulista, a nova experiência revelou que «as plantas expostas a pressões nocivas, como lesões e desidratação, produzem ruídos ultrassônicos que podem ser audíveis para animais e plantas até 16 metros de distância».
      Desta forma, as plantas podem usar o som para se comunicar com seus ecossistemas mais amplos, uma descoberta que lança luz sobre seus misteriosos mundos internos e pode ajudar a mitigar os desafios agrícolas apresentados pelas mudanças climáticas.

    • Ministro do ambiente acompanhou trabalhos em Silves

      Ministro do ambiente acompanhou trabalhos em Silves

      A visita foi aproveitada para fazer o ponto de situação das iniciativas em curso naquele concelho, no que respeita às candidaturas aprovadas, apoio à operatividade da Rede Primária de Faixas de Gestão do Combustível e ao processo de implantação das áreas integradas de gestão da paisagem.

      O ministro fez-se acompanhar pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, e o Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, ICNF, Nuno Banza.

      Pelo município de Silves esteve presente a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, o vereador Maxime Sousa Bispo e o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Florestas da CMS, Nelson Correia.

    • Cimbal desenvolve projeto ‘Hortas Top’

      Cimbal desenvolve projeto ‘Hortas Top’


      A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal) e o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL), arrancaram, esta semana, no Jardim de Infância de Mértola e nas Escolas Básicas de Algodôr e São Miguel do Pinheiro, o projeto «Hortas Top», sob os olhares vigilantes das crianças e jovens estudantes.

      Aconteceu no Jardim de Infância de Mértola, na Escola Básica de Algodôr e na Escola Básica de São Miguel do Pinheiro, onde as hortas verticais escolares servem para promover o cultivo de plantas aromáticas e hortícolas, apresentando-se como uma excelente ferramenta para a promoção do sucesso escolar, por via da introdução de conhecimentos num conceito hands-on.

      Apresentam-se ainda como muito importantes no processo de sensibilização e consciencialização ambiental e social, desde tenra idade.

    • Reserva do Sapal continua em debate

      Reserva do Sapal continua em debate

      Trata-se do prolongamento do debate ocorrido no passado dia 17, na Biblioteca Municipal de Castro Marim onde, para além da preservação desta área protegida, foi apresentado o modelo de congestão.

      Neste modelo, apresentado por Vanda Silva, cogestora da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), o objetivo é o de imprimir uma dinâmica de gestão de proximidade, em que diferentes entidades colocam ao serviço da área protegida o que de melhor têm para oferecer, no quadro das suas competências e atribuições, através de uma gestão participativa, colaborativa e articulada.

      A iniciativa intitulada “Porque todos queremos uma reserva viva” começou com uma intervenção do presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, que alertou para a necessidade de criar ações de sensibilização para com a reserva, rentabilizar e criar riqueza.

      Para a gestão, foi criada uma comissão presidida por Francisco Amaral e Álvaro Araújo, presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, em conjunto com  responsáveis de entidades como o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Universidade do Algarve, a Associação de Defesa do Património de Mértola, a Terras de Sal, a Odiana e a Associação Naval do Guadiana.

      Na primeira sessão, os participantes dividiram-se em grupos, abordando os temas dedicados à utilidade pública da reserva, como a melhorar, regras de utilização, sinalização e recursos humanos, limites de utilização por época, degradação dos caminhos junto às salinas, excessos de velocidade praticado pelos automobilistas e a utilização de maquinaria pesada no seu interior.

      Falaram sobre a melhoria dos caminhos, a sinalética pouco visível e a falta de estacionamento na zona do Cerro do Bufo, a existência de agricultura intensiva, pombais não compatíveis com a reserva, falta de rede de digital, necessidade de casas de banho sustentáveis, existência de poluição como lixo e resíduos, falta de rede de transportes, de informações de segurança e de formação aos novos salineiros, a necessidade de promover visitas às salinas e de educação ambiental nas escolas e a formação de vigilantes.

      O financiamento não ficou esquecido, nem a necessidade de promoção do sal tradicional e a criação de um banco de projetos para as empresas.

    • Reserva do Sapal em debate para a cogestão

      Reserva do Sapal em debate para a cogestão

      «Porque todos queremos uma RESERVA VIVA», é o lema para no dia 17 em Castro Marim e 24 em Vila Real de SAnto António, nos auditórios das bibliotecas municipais de cada uma destas localidades, às 10:30 horas, decorram sessões participativas no âmbito da Comissão de Cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

      Para a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), «o objetivo da iniciativa passa por ouvir todos os que partilhem interesse em relação aquela área protegida, contribuindo com a sua participação ativa para a estratégia de promoção e valorização da Reserva».

      É o início do processo de participação pública, no âmbito da implementação do modelo de cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA).

      Em concreto, haverá recolha das propostas das entidades do território, das populações locais e demais stakeholders, que contribuam para melhorar o Plano de Cogestão da RNSCMVRSA, o qual determina a estratégia a implementar com vista a valorizar e promover a Reserva, sensibilizar as populações locais e melhorar a comunicação com todos os interlocutores e utilizadores.

    • Podem vir a ser 109 as zonas balneárias no Algarve

      Podem vir a ser 109 as zonas balneárias no Algarve

      O maior número de zonas classificadas como balneares, 25 situa-se no concelho de Albufeira, sendo as restantes 14 em Vila do Bispo, 10 em Loulé e Lagoa, 9 em Aljezur, 8 em Portimão, 6 em Lagos, 5 em Olhão e Vila Real de Santo António, 4 em Faro, Silves e Tavira, 3 em Caastro Marim

      Como praias de águas interiores estão o Pego Fundo, no concelho de Alcoutim e a zona balnear da albufeira de Odeleite, no concelho de Castro Marim.

      A ser aprovada esta proposta, o Algarve ficará a contar em 2023 com um número igual ao findo de zonas balneares

    • BIO DIESEL de caroços de azeitona

      BIO DIESEL de caroços de azeitona

      Preveem que mais de 200 aviões voarão graças ao biocombustível da Cepsa feito de caroço de azeitona em La Rábida, depois de técnicos do parque energético La Rábida da distribuidora terem conseguido desenvolver o primeiro diesel totalmente sustentável.

      Trata-se do hidrobiodiesel (HBD), um combustível produzido pela hidrogenação de gorduras animais e óleos vegetais. As propriedades físicas do HBD tornam o produto ideal para ser usado como combustível para motores a diesel. A sua utilização em viaturas é imediata, pois responde sem problemas às especificações dos motores a gasóleo já em funcionamento e representa uma redução até 90% das emissões de CO2.

      O trabalho foi realizado em apenas 18 meses na fábrica de Palos de la Frontera. Para o efeito, os seus gestores tiveram que enfrentar a mudança de catalisador, metalurgia e segurança, digitalizando ainda mais do que era. Alberto Monje, natural de Encinasola, é o responsável pela obra. Junto com ele trabalharam Carmen, uma jovem engenheira da capital, e uma equipe de trabalho formada inteiramente por profissionais de Huelva de todos os cantos da província. O talento de Huelva volta a colocar Huelva e a sua fábrica Cepsa na vanguarda, diz o diário.

      Veja a Notícia em Huelva Información

    • Gasoduto submarino entre Espanha e França

      Um gasoduto submarino unirá Espanha e França. O investimento é de cerca de 2,5 mil milhões de euros, terá 455 quilómetros de conduta e poderá transportar anualmente dois milhões de toneladas de hidrogénio.
      A Comissão Europeia pagará metade da obra, apenas de for concebida para transportar combustível verde e não gás de origem fóssil.

    • Amêijoa da Ria Formosa vítima de alteração do clima

      Amêijoa da Ria Formosa vítima de alteração do clima

      Segundo relatou à agência Lusa João Florêncio, presidente da Cooperativa de Viveiristas Formosa, sediada em Olhão, a mortandade de bivalves nos últimos meses na Ria Formosa, cujas causas são desconhecidas, pode colocar em risco a sobrevivência da amêijoa.

      Não é fácil repovoar os viveiros da espécie, uma vez que a repovoação é efetuada pelo método natural e, se não se verificarem as condições necessárias à há o risco da extinção da espécie.

      A morte da ameijoa parece acontecer devido ou à elevada temperatura das águas ou uma sobrecarga da ria, que se estende pelo litoral de cinco concelhos algarvios, Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, com um elevado número de explorações de ostras.

      Os prejuízos são elevados pela atípica redução da produção destes bivalves. As preocupações dos viveiristas já chegaram à secretária de Estado das Pescas. Entretanto, a maioria dos viveiristas da ria Formosa recorrere aos apoios estatais através do programa Mar2020.