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  • População de lince-ibérico em Portugal atinge valor mais elevado de sempre

    População de lince-ibérico em Portugal atinge valor mais elevado de sempre

    A população de lince-ibérico em Portugal atingiu em 2025 o valor mais elevado desde o início da monitorização da espécie, com 394 animais registados, segundo um comunicado do Ministério do Ambiente e Energia divulgado no âmbito do Dia Mundial do Ambiente, celebrado na sexta-feira, 5 de junho.

    De acordo com os dados do mais recente censo ibérico, foram identificados em território nacional 265 adultos ou subadultos e 129 crias nascidas este ano. No conjunto da Península Ibérica, a população alcançou os 2.663 exemplares, o número mais alto alguma vez registado.

    Os resultados mostram uma evolução significativa da espécie nos últimos anos. Em 2021 existiam 1.365 linces-ibéricos na Península Ibérica, o que significa que a população quase duplicou em quatro anos. Comparando com 2002, quando havia menos de uma centena de animais em estado selvagem, os números atuais evidenciam uma recuperação considerada histórica.

    O censo de 2025 contabilizou ainda 542 fêmeas reprodutoras, mais 72 do que no ano anterior, e 952 crias nascidas. A presença do lince-ibérico foi confirmada em 26 áreas distintas da Península Ibérica, com reprodução em 18 dessas zonas.

    Citada no comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que a recuperação do lince-ibérico representa “uma das maiores histórias de sucesso da conservação da natureza na Europa”, defendendo que os resultados demonstram ser possível travar a perda de biodiversidade através da combinação de conhecimento científico, compromisso político, cooperação internacional e envolvimento das comunidades locais.

    O ministério salienta que esta recuperação resulta de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre entidades públicas, centros de reprodução, proprietários e gestores do território, organizações científicas e associações de conservação da natureza. Apesar dos progressos alcançados, o comunicado refere que continuam a existir desafios, nomeadamente a redução dos atropelamentos e a melhoria da ligação entre habitats, considerada essencial para assegurar a conservação da espécie a longo prazo.

    Dia Mundial do Ambiente – Fonte: Ambiente Online

  • Portugal continental com concentração de pólen elevada na próxima semana

    Portugal continental com concentração de pólen elevada na próxima semana

    Portugal continental vai registar níveis elevados de concentração de pólen na atmosfera durante a próxima semana, entre sexta-feira e 4 de junho.

    As regiões autónomas mantêm valores baixos, segundo as previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

    Todo o território continental estará em risco baixo a moderado de concentração de pólen, sobretudo das árvores oliveira, pinheiro, bétula, sobreiro e carvalhos e das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, azeda, urtiga e urticáceas, incluindo a parietária.

    As regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Porto, Coimbra e Castelo Branco vão ter concentração destes pólenes de árvores e ervas durante o período previsto, de acordo com o Boletim Polínico da SPAIC.

    Lisboa, Setúbal e Faro registarão concentração elevada para as árvores oliveira, pinheiro, sobreiro e carvalhos, excluindo a bétula, mantendo-se as mesmas ervas.

    No Alentejo, a concentração elevada será para as árvores oliveira, pinheiro e sobreiro e das ervas gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas.

    Nas regiões autónomas, a situação será diferente, com concentração baixa de pólenes. No Funchal, as previsões apontam para os pólenes das árvores cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano e também das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas.

    Em Ponta Delgada, destacam-se os pólenes das árvores cipreste e pinheiro e das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas.

    com Lusa

  • Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Número de praias, marinas e embarcações distinguidas desce ligeiramente para 438, mas país continua no top mundial de qualidade e segurança balnear.

    Portugal hasteará a Bandeira Azul em 438 praias, marinas e embarcações durante a época balnear de 2026, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

    Este número representa uma ligeira diminuição face aos 444 galardões atribuídos em 2025. No entanto, Portugal mantém a sua posição de destaque a nível internacional, ocupando o 5º lugar no ranking mundial de praias costeiras com Bandeira Azul e o 2º lugar em praias interiores.

    O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, pelo presidente da ABAE, José Archer. Segundo o responsável, a diminuição no número de galardões reflete, em parte, as condições climatéricas adversas registadas durante a época balnear anterior, que afetaram a qualidade da água em algumas zonas.

    “Tivemos menos galardões que no ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as condições climatéricas que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear,” explicou José Archer.

    Apesar da ligeira quebra, a ABAE sublinha que a situação não é motivo de preocupação, sendo considerada “uma situação pontual.”

    Novidades e Perdas

    Entre as novidades deste ano, destaca-se a estreia do município da Sertã com a Praia Fluvial da Ribeira Grande a receber a distinção.

    A nível nacional, a Foz do Lima e Rodanho (Viana do Castelo), Agudela Sul e Meia Laranja (Matosinhos), Oriola (Portel), Albufeira de Odeleite (Tavira) e Praia do Lago Verde (Castro Marim) são outras das novas praias que ostentarão a Bandeira Azul.

    Por outro lado, várias praias perderam o galardão, incluindo Cavadinho (Braga), Arquiteto Albino Mendo (Mirandela), Espinho-Baía, Cornicovo (Penacova), Cova Gala Hospital (Figueira da Foz), Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), Praia Fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Praia da Pampilhosa da Serra, Porto da Calada (Mafra) e Praia dos Pescadores (Albufeira). Nos arquipélagos, a Calheta dos Lagadores (Praia da Vitória, Açores) e a Calheta (Porto Santo, Madeira) também perderam a Bandeira Azul.

    Ano de Transição e Novos Critérios

    2026 marca um período de transição nos critérios de atribuição da Bandeira Azul, que serão reforçados a partir de 2027, com a introdução de auditores externos na validação das candidaturas.

    Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas,” afirmou José Archer, explicando que a mudança está relacionada com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro.

    Para permitir a adaptação aos novos critérios, a ABAE abrirá um período extraordinário de candidaturas em julho e agosto, com os resultados a serem analisados em setembro.

    Celebração e Compromisso

    O programa Bandeira Azul celebra este ano o seu 40º aniversário. A Praia de Mira, que ostenta o galardão ininterruptamente desde a sua criação, é um símbolo do compromisso de Portugal com a qualidade e a sustentabilidade das suas zonas balneares.

    A primeira cerimónia de hasteamento da Bandeira Azul terá lugar na Praia de Mira, a 8 de junho, seguida pela Praia Fluvial de Mourão, no Alentejo, a 13 de junho. A marina de Angra do Heroísmo, nos Açores, será a primeira a hastear a Bandeira Azul, a 15 de junho.

    Para além das praias e marinas, foram ainda reconhecidos 31 Centros Azuis, estruturas de informação e educação ambiental localizadas nas proximidades das praias, reforçando o compromisso com a sensibilização para a proteção do ambiente.

    com Lusa

  • O Braço de Ferro entre a Energia “Verde” e a Integridade Ecológica

    O Braço de Ferro entre a Energia “Verde” e a Integridade Ecológica

    Com a consulta pública a decorrer até 16 de abril, o futuro dos parques eólicos de Viçoso, Pereiro, São Marcos e Albercas está sob escrutínio.

    Movimentos locais e organizações ambientalistas alertam que o preço da descarbonização não pode ser a destruição de ecossistemas críticos.

    O Nordeste Algarvio volta a ser o epicentro de uma disputa ambiental. Em causa está a modificação dos projetos de hibridização de quatro centrais fotovoltaicas (CF), que prevêem a instalação de torres eólicas em zonas de elevado valor ecológico. Embora a “hibridização” (combinar sol e vento num mesmo local) seja tecnicamente eficiente, o impacto geográfico está a gerar uma onda de contestação.

    O Que Pode Acontecer ao Projeto?
    O desfecho desta consulta pública no portal Participa.pt poderá ditar três caminhos distintos para as infraestruturas planeadas:

    Luz Verde com Condicionantes Estritas: A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pode emitir uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas exigir a alteração da localização de aerogeradores específicos para proteger rotas de aves ou reduzir o ruído junto a populações.

    Chumbo por Efeitos Cumulativos: Se ficar provado que a soma destes parques com outras infraestruturas energéticas na região ultrapassa a “capacidade de carga” do território (fragmentação excessiva de habitats), o projeto pode ser travado ou obrigado a uma reformulação profunda.

    Caso o projeto avance sem contemplar as preocupações locais, é provável que o caso transite das plataformas de consulta para os tribunais, tal como tem acontecido noutros pontos do país (ex: Serra de Arga).

    As Estratégias das Organizações Opositoras
    Para obviar (evitar ou impedir) a concretização do projeto nos moldes atuais, as associações e cidadãos estão a mover-se em várias frentes:

    A demonstração de incompatibilidade biológica, uma vez que as organizações estão a compilar dados sobre a presença de espécies protegidas (como aves de rapina e morcegos) que podem não ter sido devidamente acauteladas nos estudos de impacto ambiental da empresa promotora.

    A prova de risco de mortalidade direta é um dos argumentos mais fortes para o chumbo. Exixgtem atgumentos como o da “Saúde Pública” onde, para além da natureza, o foco está nas pessoas.

    A oposição destaca o impacto do ruído de baixa frequência e o efeito de shadow flicker (sombra intermitente das pás), que afetam a qualidade de vida e a saúde mental dos residentes nas proximidades.

    Quanto à exigência de uma Transição Energética Justa
    O argumento central não é contra a energia renovável, mas sim contra o local da sua instalação.

    As organizações defendem que a energia “verde” deixa de o ser quando destrói serviços de ecossistema e desvaloriza o território rural, defendendo o ordenamento do território em vez da proliferação desregulada de torres.

    «Nem toda a energia ‘verde’ é sustentável.» — Esta frase resume o sentimento da contestação: a urgência climática não deve servir de “cheque em branco” para sacrificar a biodiversidade remanescente.

    Até ao dia 16 de abril, qualquer cidadão pode consultar os documentos técnicos e submeter o seu parecer no portal

  • Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    As chuvas intensas que marcaram o início do ano trouxeram um alívio raro e muito bem‑vindo ao Algarve, uma região historicamente marcada por ciclos de seca severa.

    Depois de vários anos de preocupação crescente com a escassez hídrica, o cenário atual é descrito pelas autoridades como excecional e capaz de garantir o abastecimento público durante dois a três anos, mesmo que não volte a chover de forma significativa.

    Reservas de água em níveis históricos

    Segundo José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as barragens do sul do país encontram‑se “praticamente cheias”, um contraste evidente face ao panorama crítico vivido nos últimos anos.
    O boletim semanal das albufeiras confirma esta tendência: Portugal continental regista 95% da capacidade total de armazenamento, um valor que se aproxima de máximos históricos.

    Mesmo sistemas tradicionalmente mais frágeis, como a albufeira do Arade, apresentam agora níveis muito acima do habitual, situando‑se nos 74% da capacidade. Em alguns casos, como na barragem de Monte da Rocha, foi mesmo necessário proceder a descargas de superfície devido ao enchimento total.

    Impacto no Baixo Guadiana

    No Baixo Guadiana, onde a dependência das reservas hídricas é particularmente sensível — tanto para o consumo humano como para a agricultura — o novo cenário oferece uma margem de segurança inédita nos últimos anos.

    A região, que inclui concelhos como Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, tem beneficiado diretamente da recuperação das bacias hidrográficas do sotavento. A melhoria dos níveis de armazenamento reduz a pressão sobre os sistemas de captação e permite planear a gestão hídrica com maior estabilidade.

    Além disso, o Guadiana, enquanto eixo estratégico para o abastecimento e para a agricultura, apresenta caudais mais regulares, contribuindo para um equilíbrio ambiental que há muito não se verificava.

    Gestão responsável continua a ser essencial

    Apesar do otimismo, as autoridades sublinham que este é um alívio temporário e não uma solução definitiva. O Algarve continua a ser uma região vulnerável às alterações climáticas, com precipitação irregular e forte pressão turística e agrícola.

    Por isso, a APA reforça a necessidade de:

    • Manter práticas de consumo eficiente, tanto no setor doméstico como no agrícola;
    • Apostar em soluções estruturais, como a dessalinização e o reforço das interligações entre sistemas;
    • Monitorizar de forma contínua as bacias mais sensíveis, como as do Arade e do Funcho, que continuam a exigir gestão cuidada.

    Um presente tranquilo, um futuro a planear

    O Algarve respira agora de alívio. As reservas acumuladas garantem estabilidade no curto e médio prazo, permitindo que a região se concentre em preparar o futuro com mais resiliência.
    No Baixo Guadiana, onde a água é um recurso vital para a economia local e para a qualidade de vida das populações, este período de abundância deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar estratégias de gestão sustentável.

  • Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Universidade do Algarve lidera recuperação nacional do Carvalho-de-Monchique

    O carvalho-de-monchique, uma das árvores autóctones mais raras e ameaçadas de Portugal, está a receber uma nova esperança de sobrevivência através de um projeto nacional ambicioso, impulsionado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A Universidade do Algarve (UAlg) juntou-se a este esforço, desempenhando um papel crucial na conservação ex situ desta espécie em declínio.

    A iniciativa, parte do programa TransForm e coordenada pelo RAIZ em colaboração com o BIOPOLIS e outras universidades, visa criar uma rede nacional de mini-arboreta para a preservação do carvalho-de-monchique ( Quercus canariensis Willd. ), anunciou aquela instituição de ensino superior no Algarve.

    A ação tem por base uma extensa investigação desenvolvida pelo grupo de Biogeografia e Geobotânica Aplicada (BEPE) do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO (Universidade do Porto).

    A participação da UAlg foi facilitada pela professora Manuela David, curadora do Herbário da instituição, que apoiou a integração da universidade no projeto e acompanhou todo o processo.

    Recentemente, no campus da UAlg, foi realizada uma plantação de exemplares de carvalho-de-monchique, numa iniciativa que visa integrar a conservação da espécie na gestão dos espaços verdes da universidade.

    Esta plantação está plenamente alinhada com a visão estratégica da Reitoria para a promoção de campi mais sustentáveis, saudáveis e resilientes», explica Vânia Serrão de Sousa, pró-reitora para as Ciências da Sustentabilidade da UAlg.

    Carvalho-de-Monchique: Universidade do Algarve lidera «Ao integrar a conservação de uma espécie autóctone ameaçada, estamos a contribuir para a adaptação às alterações climáticas, promovendo a biodiversidade, o sombreamento e os serviços de ecossistema, com impacto positivo no bem-estar da comunidade académica.»

    A iniciativa visa igualmente reforçar o compromisso da UAlg com «soluções baseadas na natureza» para os desafios ambientais. A plantação e o acompanhamento dos exemplares contam com a colaboração de José Monteiro, José Bidarra e Helena Rodrigues.

    A Universidade do Algarve comprometeu-se a monitorizar o crescimento e desenvolvimento das árvores, consolidando o seu papel na conservação da biodiversidade e na construção de um campus mais resiliente face aos impactos das alterações climáticas.

    Este projeto pretende sublinha a importância da colaboração entre instituições de ensino superior e entidades de investigação para a proteção do património natural português.

  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Entre a Promessa Energética e o Grito de Alerta Ambiental da Serra


    TAVIRA E ALCOUTIM — O interior do Algarve encontra-se no centro de uma nova vaga de investimentos em energias renováveis que está a dividir opiniões.

    A instalação de parques eólicos com aerogeradores de nova geração — caracterizados por uma altura sem precedentes e elevada potência — nos concelhos de Tavira e Alcoutim está a colocar em confronto a urgência da transição energética e a preservação do património natural e social da região.


    O Projeto: Gigantes de Aço no Horizonte

    O principal foco de tensão é o projeto de hibridização da Central Fotovoltaica de Alcoutim (Solara4), que prevê a instalação de 25 aerogeradores com uma potência unitária de 6,6 MW. Somando a outros projetos em avaliação, como os parques de Cachopo (Tavira) e Pereiro, estima-se que mais de uma centena de turbinas possam vir a ocupar uma área de 500 km^2 no nordeste algarvio.

    Estes novos geradores são significativamente mais altos do que os modelos tradicionais, visando maximizar a captação de vento em altitudes superiores, o que altera de forma irreversível a linha do horizonte das serras algarvias.
    Autoridades: O Dilema entre Desenvolvimento e Ordenamento
    As autoridades locais e regionais encontram-se num equilíbrio delicado:

    Impacto Positivo: É reconhecido o potencial de criação de receitas diretas para os municípios (através de taxas e rendas) e o contributo para as metas nacionais de descarbonização. O reforço da rede elétrica na subestação de Tavira é visto como um ativo estratégico.

    Preocupações: Existe o receio de que o interior se torne um “quintal energético” do litoral, sem benefícios diretos na fixação de população ou na descida da fatura de energia para os residentes locais. A pressão sobre o ordenamento do território é uma preocupação constante nas câmaras municipais.
    Sociedade Civil e Ecologistas: “Impactos Irreversíveis”
    A reação da sociedade civil tem sido de forte oposição, liderada por movimentos como a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve (PPSBA) e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
    Em janeiro de 2026, a SPEA emitiu um parecer contundente pedindo o chumbo definitivo do projeto Solara4. Os argumentos focam-se em dois eixos:

    • Biodiversidade: O projeto situa-se num corredor migratório crítico e ameaça espécies protegidas, como a Águia-de-bonelli, o abutre e a cegonha, devido ao risco de colisão.
    • Qualidade de Vida: Aldeias como Malfrades e Monte das Preguiças poderão ficar a menos de 800 metros das turbinas, expondo os moradores a ruído constante e ao impacto visual de estruturas de grande escala.

    “A transição energética é necessária, mas não pode ocorrer à custa da natureza ou da qualidade de vida das populações locais”, afirma a SPEA em comunicado recente.

    Quadro Comparativo de Impactos

    DimensãoAspetos PositivosInconveniências / Riscos
    EconómicaReceitas municipais e investimento direto.Desvalorização de propriedades e impacto no turismo de natureza.
    AmbientalRedução de emissões de CO_2.Risco para aves migratórias e destruição de habitats sensíveis.
    SocialReforço das infraestruturas elétricas.Poluição sonora e alteração drástica da paisagem serrana.

    Antevisão Eólicas

    O processo de consulta pública para a reformulação do projeto de Alcoutim encerra no início de fevereiro, prometendo ser um marco na definição de quão longe o Algarve está disposto a ir na produção de energia “limpa”.

  • Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Revolução Azul: Portugal Lança a Reserva D. Carlos,

    O Governo português deu um passo de grande envergadura e decisivo na proteção do oceano ao avançar com o processo de criação da futura Reserva Natural Marinha D. Carlos.

    Esta nova área protegida será a maior alguma vez proposta pelo país, abrangendo uns impressionantes 173 mil km², o que equivale a alcançar a ambiciosa meta de proteger 25% da área marítima sob soberania nacional.

    A vastíssima área de conservação engloba complexos geográficos de elevado valor ecológico, nomeadamente o complexo dos montes submarinos Madeira-Tore e o estratégico Banco de Gorringe.

    A classificação da reserva assenta no melhor conhecimento científico disponível, resultado do trabalho conjunto e detalhado de diversas entidades académicas e públicas.

    Estes ecossistemas são vitais, atuando como verdadeiros santuários para a biodiversidade: contêm recifes de corais de águas frias, raros jardins de gorgónias e funcionam como zonas cruciais de alimentação e reprodução para inúmeras espécies marinhas, incluindo as vulneráveis e migratórias.

    José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e do Mar, sublinhou o duplo benefício da iniciativa. “Esta área marinha protegida terá um impacto positivo na saúde dos ecossistemas e, a médio prazo, na produtividade dos recursos pesqueiros”, afirmou.

    O Ministro destacou ainda o papel dos montes submarinos como “verdadeiras ‘maternidades’ no oceano”, garantindo melhores condições para a sustentabilidade das pescas e para a valorização da economia do mar.

    É importante notar que a proposta da Reserva D. Carlos foi desenhada para ser compatível com a sustentabilidade das comunidades piscatórias. O plano salvaguarda explicitamente as pescarias artesanais, seletivas e de baixo impacto ambiental, provando que a ambição de proteção oceânica pode coexistir com o desenvolvimento da economia azul.

    O processo de classificação desta área histórica está agora aberto à participação pública. A consulta pública da Reserva Natural Marinha D. Carlos encontra-se a decorrer no portal Participa, com um prazo estabelecido até 6 de março de 2026, permitindo que cidadãos e entidades contribuam para a definição final desta monumental área de conservação.

  • Isla Cristina em alerta: «Grupo Andalucista» lança Três ‘SOS’ por soluções urgentes em 2026

    Isla Cristina em alerta: «Grupo Andalucista» lança Três ‘SOS’ por soluções urgentes em 2026

    O Grupo Municipal Andalucista, Andalucía Por Sí (AxSí), anunciou que irá manter e intensificar as suas reivindicações cruciais para o município de Isla Cristina ao longo de 2026.

    Através de uma nota de imprensa, o grupo classificou as suas exigências como um ‘SOS’ triplo, abrangendo as áreas do litoral, acessibilidade e saúde, fundamentais para o bem-estar dos munícipes e visitantes.

    As reivindicações do grupo municipal não se limitam apenas à esfera institucional; o AxSí apela a uma mobilização social por parte de todos os habitantes de Isla Cristina, defendendo que a exigência de melhorias deve ser unificada para garantir que as administrações competentes deem a devida atenção à localidade.

    O primeiro e talvez mais urgente dos apelos é o ‘S.O.S. para as nossas Praias’. O grupo exige uma solução definitiva e estrutural para o problema da erosão costeira que afeta o litoral.

    A preocupação central é garantir que qualquer medida adotada não ponha em risco a integridade da costa, assegurando a proteção deste recurso natural vital para a economia e a identidade da região.

    O segundo ponto foca-se na acessibilidade: ‘S.O.S. para os acessos a Isla Cristina’. O AxSí sublinha a necessidade imperativa de melhorias nas infraestruturas rodoviárias que servem o município. Adicionalmente, exige a otimização da sinalização de forma a facilitar a chegada e a circulação, um aspeto crucial para o turismo e para a segurança rodoviária.

    Por fim, o terceiro apelo, ‘S.O.S. para o nosso Centro de Saúde’, visa a melhoria e ampliação das instalações médicas. O grupo municipal exige que o centro seja dotado de melhores equipamentos e que os serviços prestados sejam reforçados.

    Esta é uma exigência diretamente ligada à qualidade de vida dos residentes, que merecem ter acesso a cuidados de saúde adequados e modernas.

    O Grupo Municipal Andalucista reitera o seu compromisso em continuar a pressionar por estas causas ao longo de 2026, defendendo que Isla Cristina “merece tudo isto e mais” para assegurar o conforto e a prosperidade de quem ali vive e de quem a visita.

  • Tavira celebra duas décadas de Sustentabilidade

    Tavira celebra duas décadas de Sustentabilidade

    Bandeira Verde ECO XXI é Reconquistada Pela 20.ª Vez

    Tavira foi distinguida, pelo 20.º ano consecutivo, com a prestigiada Bandeira Verde do Programa ECO XXI da ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação.

    A autarquia algarvia alcançou um Índice ECO XXI de 76,1%, consolidando o seu estatuto como um dos municípios mais sustentáveis do país.

    Este galardão, atribuído pelo desempenho verificado em 2024, visa reconhecer o trabalho contínuo das câmaras municipais em diversas áreas críticas da sustentabilidade.

    O índice avalia a atuação das autarquias nos domínios ambiental, social e económico, abrangendo desde a qualidade do ar e da água, a gestão de resíduos e o saneamento, até ao turismo sustentável, a mobilidade, o ordenamento do território e a participação pública.

    No panorama nacional, a consistência de Tavira destaca-se. Das 61 candidaturas submetidas ao Programa ECOXXI, 60 municípios foram galardoados, ou seja, obtiveram um índice igual ou superior a 50%.

    Contudo, manter um desempenho elevado e uma prossecução de objetivos de sustentabilidade por vinte anos consecutivos coloca Tavira num patamar de excelência inegável.

    O resultado de 76,1% é fruto de boas práticas que foram analisadas por júris especializados de várias entidades que integram a Comissão Nacional ECOXXI. O Município de Tavira demonstrou particular excelência em diversos indicadores cruciais.

    Entre as áreas de destaque, evidenciaram-se as Atividades de Educação Ambiental promovidas e apoiadas pela Câmara Municipal, demonstrando um forte investimento na sensibilização da comunidade.

    A qualidade das infraestruturas e dos serviços também foi crucial. Tavira destacou-se pela Sustentabilidade das zonas balneares, pela Qualidade do ar e pela Certificação dos sistemas de gestão de qualidade e transparência dos procedimentos implementados.

    Adicionalmente, o desempenho na Saúde e bem-estar, bem como na Produção e recolha seletiva e valorização de resíduos urbanos, foram fatores determinantes para a obtenção deste índice elevado.

    Este marco de duas décadas é um testemunho do esforço conjunto. A autarquia sublinha que o sucesso só é possível graças à colaboração e atuação de todos os serviços municipais, das escolas, da Empresa Municipal de Ambiente – Taviraverde, das instituições, clubes, associações e, sobretudo, dos munícipes que contribuem diariamente para que Tavira seja, de forma consistente, um município mais verde e sustentável.

  • Devido ao mau tempo: Odiana aconselha pedestres a suspender caminhadas

    Devido ao mau tempo: Odiana aconselha pedestres a suspender caminhadas

    A Associação Odiana emitiu um aviso urgente dirigido aos entusiastas do pedestrianismo, desaconselhando veementemente a realização de caminhadas nos próximos dias.

    A medida preventiva surge em resposta à instabilidade meteorológica significativa que se tem feito sentir, visando garantir a segurança de todos os utilizadores dos percursos pedestres.

    De acordo com a associação, as condições meteorológicas adversas tornam os trilhos inseguros para a prática da atividade. A Odiana apela à responsabilidade: «A natureza convida-nos a contemplá-la, mas também nos pede prudência.», diz a Associação.

    Neste contexto, a organização reforça a importância de aguardar por um cenário atmosférico mais favorável e estável antes de regressar aos percursos.

    Chuvas intensas, ventos fortes e pisos escorregadios aumentam drasticamente o risco de acidentes, sendo a prudência a palavra-chave para os adeptos das atividades ao ar livre nesta fase.

    Evitar as caminhadas é, assim, uma medida temporária de prevenção, garantindo que a experiência nos trilhos seja segura e prazerosa quando as condições o permitirem.

    Enquanto se aguarda o regresso da estabilidade, e porque caminhar em segurança é uma prioridade institucional, a Odiana já se prepara para o futuro. Foi prometida para breve a divulgação do cartaz oficial para o aguardado Ciclo de Caminhadas 2026, oferecendo um horizonte de novos trilhos a explorar.

  • Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    A Praia de Forte Novo, em Quarteira, uma das joias da coroa do litoral algarvio, encontra-se num estado de degradação que tem suscitado preocupação generalizada, mobilizando a atenção tanto da imprensa regional como nacional. O impacto da recente agitação marítima e de fatores de erosão a longo prazo debilitou significativamente a orla costeira, forçando as autoridades a delinear um plano de intervenção urgente para garantir a segurança e a fruição da praia.

    O cenário atual em Forte Novo é visivelmente alarmante. Relatos e imagens que circulam nos meios de comunicação social mostram uma perda substancial do areal, expondo infraestruturas que normalmente estariam soterradas. O recuo da linha de costa ameaça apoios de praia e passadiços de acesso, essenciais para a mobilidade de veraneantes e residentes. Esta vulnerabilidade estrutural coloca um desafio imediato às entidades gestoras, obrigadas a agir rapidamente antes do início da época balnear.

    O que debilitou a Praia de Forte Novo é, sobretudo, a conjugação de fenómenos meteorológicos extremos – nomeadamente as fortes ondulações e as intempéries típicas do inverno – com a crónica erosão costeira que afeta grande parte da região do Algarve.

    A falta de proteção natural ou a insuficiência das barreiras existentes permitiram que a força do mar removesse toneladas de areia, alterando drasticamente o perfil da praia num curto espaço de tempo.

    Este é um problema que se agrava de ano para ano, exigindo soluções não só reativas, mas também preventivas e sustentáveis.

    Perante a gravidade da situação, as autoridades competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em articulação com a Câmara Municipal de Loulé – já estão a planear as reparações mais imediatas. A prioridade máxima será a reposição do areal. Este processo de ‘engordamento’ da praia será feito através da dragagem e transporte de areias de zonas costeiras adjacentes ou de depósitos marinhos, garantindo a recuperação da largura mínima de praia necessária para a segurança e para a atividade turística.

    Adicionalmente, estão a ser consideradas intervenções de estabilização estrutural. Isto pode incluir a reparação ou reforço de muros de contenção e a realocação de barreiras de proteção para mitigar futuros impactos erosivos. O objetivo é assegurar que a Praia de Forte Novo esteja totalmente operacional e segura a tempo da chegada dos primeiros turistas de verão, minimizando o impacto negativo na economia local, altamente dependente do turismo de sol e mar.

    ./Redacção Gem-Digi

  • Formigas com asas após chuvas de Outono

    Formigas com asas após chuvas de Outono

    Nos últimos dias, é possível que tenha reparado na presença de grandes quantidades de formigas com asas. Este fenómeno é natural e ocorre especialmente após dias quentes e chuvosos.

    As formigas aladas não pertencem a uma espécie diferente, são machos e rainhas que desenvolvem asas durante o período de reprodução. Nesta fase, conhecida como “voo nupcial”, saem dos ninhos em grandes grupos para acasalar e dar início a novas colónias.

    Este comportamento é mais frequente após dias quentes e húmidos, especialmente no início do Verão ou no Outono. Não há motivo para preocupação: trata-se de um processo natural e temporário, que normalmente dura apenas três a quatro semanas e não requer qualquer intervenção humana.

    Nota científica:
    Em algumas regiões do Algarve e Baixo Alentejo, estas formigas aladas são conhecidas popularmente por “agúdeas”. O nome científico da espécie mais associada a esta designação é Messor barbarus, também chamada de formiga-do-pão.

    Esta espécie destaca-se pela recolha de sementes — atividade fundamental para o equilíbrio ecológico e para a dispersão de plantas. Durante o “voo nupcial”, as rainhas e machos alados de Messor barbarus emergem em grandes quantidades, aproveitando as condições de humidade e calor após as chuvas de outono.

    O ciclo da espécie contribui para a renovação das colónias e reforça a importância das formigas no ecossistema mediterrânico, através da manutenção do solo e reciclagem de matéria orgânica.

  • Atentado ambientalista segundo a Zero

    Atentado ambientalista segundo a Zero

    A associação ambientalista Zero classifica a ampliação, com a instalação de uma nova célula, como “ilegal” e um “atentado ao ambiente”. O projeto prevê, nos próximos 10 anos, a deposição de mais de 1,5 milhões de toneladas de resíduos, grande parte deles orgânicos não tratados, algo que a legislação nacional proíbe.

    Segundo a Zero, esses resíduos vão gerar odores, atrair vetores de doença (insetos, roedores, aves) e produzir efluentes altamente poluentes e de difícil tratamento, além de libertar metano, um gás de estufa que agrava as alterações climáticas. O estudo de impacto ambiental esteve em consulta pública entre 11 de agosto e 22 de setembro. Algarve Marfado

  • Razões para não apanhar conchas na praia

    Razões para não apanhar conchas na praia

    A remoção de conchas marinhas das praias, aparentemente inofensiva, pode causar impactos ambientais consideráveis nos ecossistemas costeiros, alertam especialistas. A prática, comum entre turistas e visitantes, afeta a biodiversidade, a estabilidade das praias e o ciclo de nutrientes essenciais para a vida marinha.

    Um dos principais impactos da retirada de conchas é a diminuição da biodiversidade. Diversas espécies, como caranguejos-eremitas, dependem das conchas para abrigo e sobrevivência, enquanto outras utilizam-nas como substrato para fixação ou local de reprodução. A remoção desses objetos reduz a diversidade e a abundância de organismos que dependem desse recurso.

    Além disso, as conchas desempenham um papel crucial na estabilização das praias, ajudando a mitigar a erosão causada por ondas e ventos. A ausência de conchas torna a areia mais vulnerável, comprometendo a integridade da praia a longo prazo.

    Outro efeito negativo da remoção de conchas é o desequilíbrio no ciclo do cálcio. Conchas são compostas principalmente por carbonato de cálcio, um mineral importante para a formação de recifes de corais e como nutriente para outros organismos marinhos. A retirada das conchas impede o reaproveitamento desse mineral pela vida marinha.

    A sensibilidade de certos animais ao impacto causado pela retirada das conchas pode levar ao afastamento de espécies das áreas costeiras, provocando desequilíbrios no ecossistema.

    Embora a remoção de uma única concha possa parecer insignificante, o impacto cumulativo da ação de milhares de banhistas ao longo do tempo pode resultar em uma diminuição drástica da quantidade de conchas nas praias, conforme demonstrado em estudos internacionais.

    Os impactos da remoção de conchas afetam toda a cadeia alimentar e os ciclos naturais dos ecossistemas costeiros. Diante deste cenário, especialistas recomendam que as conchas permaneçam nas praias, onde continuam a desempenhar funções ambientais essenciais. A conscientização sobre os impactos da retirada de conchas é fundamental para a preservação dos ecossistemas costeiros.

    Citações:
    [1] Deixe as conchas na praia! Coleta de conchas pode … https://popularizandociencia.wordpress.com/2016/04/11/deixe-as-conchas-na-praia-coleta-de-conchas-pode-causar-impactos-ao-ambiente-marinho/
    [2] ‘Apreciar sem encostar’: sabia que você não deve tirar conchas da … https://www.terra.com.br/planeta/atitude-sustentavel/apreciar-sem-encostar-sabia-que-voce-nao-deve-tirar-conchas-da-praia,92affb383503f8e42e07c20229cdc0770fdwnv8k.html
    [3] Saiba porque não se deve retirar conchas da praia – O Antagonista https://oantagonista.com.br/mundo/saiba-porque-nao-se-deve-retirar-conchas-da-praia/
    [4] LIXARTE: Porque não devemos apanhar conchas na praia https://postal.pt/opiniao/lixarte-porque-nao-devemos-apanhar-conchas-na-praia-por-rafaela-cardoso/
    [5] POR QUE VOCÊ NÃO DEVE RECOLHER E LEVAR PRA CASA AS … https://www.ondaeco.com.br/m/blog/65bd2f3c846dae6de807b822/por-que-voce-nao-deve-recolher-e-levar-pra-casa-as-conchas-do-mar
    [6] Verão: retirar conchas do mar desequilibra o ecossistema; entenda https://jornaldaparaiba.com.br/cotidiano/verao-retirar-conchas-do-mar-desequilibra-o-ecossistema-entenda
    [7] Sabia que não deve levar conchas da praia como … https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/2834588/porque-nao-deve-levar-conchas-da-praia-como-lembranca
    [8] Retirar conchas das praias é uma prática que afeta todo o … https://novabrasilfm.com.br/jornalismo/retirar-conchas-das-praias-e-uma-pratica-que-afeta-todo-o-ecossistema-dos-oceanos
    [9] O papel das conchas no ambiente marinho – Projeto Bióicos https://www.bioicos.org.br/post/o-papel-das-conchas-no-ambiente-marinho
    [10] Conchas do mar: por que não deveríamos levá-las para casa https://www.potencialbiotico.com/post/conchasdomar
    [11] Coletar conchas, levar cachorro, alimentar peixes https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59888555
    ./com Perplexity e Squirrel
  • Odiana Participa em Projeto “Ambienta-te na Praia” em Vila Real de Santo António

    Odiana Participa em Projeto “Ambienta-te na Praia” em Vila Real de Santo António

    A Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana está a participar ativamente no projeto Ambienta-te na Praia, uma iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António.

    O projeto, inserido no programa nacional Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas do IPDJ, visa envolver jovens na preservação do território através de ações de educação, sensibilização e intervenção ambiental.

    O Ambienta-te na Praia centra-se na Praia de Santo António, um ecossistema sensível adjacente à Mata Nacional das Dunas Litorais. O projeto visa aumentar a consciencialização sobre a importância da preservação desta área e promover práticas sustentáveis entre os visitantes e a comunidade local.

    A participação da Odiana inclui a dinamização de atividades no Stand Ambienta-te, localizado na Praia de Santo António, aberto de segunda a sábado, das 09h15 às 16h45. Neste espaço, são desenvolvidos jogos educativos, ações de limpeza ambiental e iniciativas culturais, com o objetivo de fortalecer a ligação entre gerações e promover a valorização do território do Baixo Guadiana.

    O calendário de atividades dinamizadas pela Odiana no Stand Ambienta-te inclui:

    11 de agosto: Caminhada com recolha de lixo
    14 de agosto: Jogo da Dieta Mediterrânica
    18 de agosto: Caminhada com recolha de lixo
    20 de agosto: Hora do Conto sobre o Baixo Guadiana
    27 de agosto: Hora do Conto sobre o Baixo Guadiana

    A Odiana já desenvolveu atividades nos dias 4 e 7 de agosto, incluindo uma caminhada de recolha de resíduos na praia e o Jogo da Dieta Mediterrânica. Estas ações contaram com a participação ativa de jovens voluntários, demonstrando o seu compromisso com a proteção ambiental.

    Enquanto associação de desenvolvimento local, a Odiana vê neste tipo de projetos uma oportunidade natural de cumprir a sua missão, refere um representante da Odiana. Valorizar o território, proteger o património e envolver a comunidade, sobretudo os mais jovens, são compromissos que fazem parte da nossa identidade desde a fundação.

    O projeto Ambienta-te na Praia decorre durante o mês de agosto e procura sensibilizar, educar e incentivar a mudança de comportamentos em prol da sustentabilidade ambiental.

  • União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    Nova Proposta da Lei do Clima

    Bruxelas, Bélgica – A Comissão Europeia apresentou na passada quarta-feira uma proposta ambiciosa para alterar a Lei Europeia do Clima, estabelecendo um novo objetivo de redução de 90% nas emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE) até 2040, em comparação com os níveis de 1990. Esta mudança estratégica visa acelerar a descarbonização da economia europeia e reforçar a liderança global da UE na ação climática.

    Porquê esta Alteração Estratégica? – A proposta de uma meta mais ambiciosa para 2040, que representa um salto significativo, baseia-se em várias considerações cruciais:

    • Necessidade Urgente de Ação Climática: Os impactos das alterações climáticas são cada vez mais sentidos pelos cidadãos europeus, gerando uma forte exigência por parte da opinião pública para que a Europa atue de forma mais decisiva.
    • Consistência com a Neutralidade Climática de 2050: A Lei Europeia do Clima já prevê a neutralidade climática até 2050, tornando a UE o primeiro continente a comprometer-se legalmente com este objetivo. A meta de 90% para 2040 é vista como um passo essencial e pragmaticamente exequível para garantir que a trajetória rumo à neutralidade é mantida e reforçada.
    • Previsibilidade para Investidores e Indústria: Ao definir um objetivo claro e vinculativo para 2040, a Comissão pretende proporcionar a previsibilidade e estabilidade de que os investidores e as empresas necessitam para planearem as suas transições para energias limpas e investirem em tecnologias e processos mais sustentáveis. Isto reforça a liderança industrial europeia e a segurança energética do continente.
    • Reforço da Competitividade da UE: A descarbonização é vista como uma oportunidade para modernizar a economia, tornando-a mais eficiente em termos de recursos e competitiva, alinhando-se com a “Bússola para a Competitividade da UE” e o “Pacto da Indústria Limpa”.
    • Progresso Atual e Confiança: A UE está no bom caminho para cumprir a meta de 55% de redução de GEE até 2030, demonstrando a capacidade de alcançar objetivos ambiciosos. Este sucesso incute confiança para se estabelecerem metas ainda mais elevadas.

    Abandono da Meta Antiga? – Não se trata de um abandono de metas antigas, mas sim de uma evolução e reforço dos objetivos climáticos da UE. A Lei Europeia do Clima, aprovada em 2021, já estabelecia o objetivo juridicamente vinculativo de reduzir as emissões líquidas de GEE em pelo menos 55% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Esta meta intermédia permanece em vigor e a UE está a trabalhar ativamente para a atingir.

    A nova proposta para 2040 não substitui a meta de 2030, mas sim a complementa, delineando uma trajetória a longo prazo para a descarbonização. A Lei do Clima previa, inclusive, que a Comissão propusesse uma meta climática para 2040 após a primeira revisão global (Global Stocktake) do Acordo de Paris.

    A proposta de 90% para 2040 reconhece a necessidade de acelerar os esforços para além dos objetivos já estabelecidos para 2030, para garantir que a Europa atinge a neutralidade climática até 2050 de forma eficaz e que se mantém na vanguarda da transição energética global. A proposta será agora objeto de discussão e aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho.

    Com GEM-DIGI

  • Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, apelou hoje aos municípios para aproveitarem os dois terços ainda disponíveis dos fundos para intervenções no litoral, ao abrigo do Programa Operacional “Sustentável 2030”.

    Em declarações aos jornalistas na praia de Faro, onde participou num almoço depois de ter estado numa reunião da comissão de acompanhamento da seca na região, na capital algarvia, Maria da Graça Carvalho destacou que há 167 milhões de euros disponíveis para intervir no litoral em projetos ao abrigo desse programa, que só tem intervenções aprovadas no valor de 50 milhões de euros.

    «Temos, neste momento, cerca de 50 milhões de euros em obras a decorrer, que são financiadas 85% pelo Programa Operacional Sustentável e cofinanciadas a 15% pelo Fundo Ambiental, em todo o país. A maior de todas é na Figueira da Foz, que começou na segunda-feira» afirmou a governante, frisando que só este projeto representa 20 milhões de euros de investimento.

    A ministra salientou que estão também previstas intervenções para reposição de areias na Costa da Caparica, em Esposende, Furadouro (Ovar), em Espinho e no Algarve, como no caso da praia do Vau, em Portimão.

    «Vamos ter o contrato pronto ainda este mês para a maior de todas aqui no Algarve, que é no Garrão e Vale do Lobo. E na Fuseta saiu ontem [quinta-feira], em Diário da República, o concurso internacional», adiantou, sublinhando que na Fuseta, concelho de Olhão, já foi feita uma “obra de emergência”.

    Segundo explicou Maria da Graça Carvalho, em março “houve um completo arrastar da areia” que deixou a Fuseta “sem praia” e foi preciso fazer uma “obra de urgência” para garantir a sua abertura no início da época balnear, em junho.

    «Mas, agora vamos fazer uma obra mais completa, portanto de maior dimensão, para que fique uma extensão de 30 metros de largura de areia na praia da Fuseta», justificou a ministra, que durante a tarde visitou a ilha.

    Maria da Graça Carvalho insistiu que o Programa Operacional Sustentável “ainda tem bastante financiamento” disponível, só estando “em obra um terço do financiamento”, sendo que as intervenções têm de estar prontas em 2029 para os montantes serem aproveitados.

    «Já conseguimos ter projetos no valor de 50 milhões e agora, por isso, é que estamos a dizer que é preciso executar, é preciso avançar com os projetos para que não se perca o dinheiro e que se aproveite isso para recuperar todo o litoral», disse ainda a ministra, esclarecendo que os projetos podem abranger reposição de areias, intervenções em arribas ou melhorias da qualidade de água.

    Mas, apesar de que ainda existir “algum tempo”, é “importante chamar já a atenção, porque o projeto tem que ser preparado, tem que ser submetido, aprovado e depois a obra executada” pelos municípios, com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), reforçou.

    ./ com Lusa

  • Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    No próximo dia 3 de Julho, às 18:00 horas na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, a pintora Maria Manuela Santos, apresenta a exposição «Florestas Azuis» que ficará em exibição até dia 31 de Julho, na qual alerta para a Importância vital dos Ecossistemas Costeiros.

    Uma exposição da artista e arquiteta paisagista Maria Manuela Santos, intitulada “Florestas Azuis”, busca consciencializar sobre o papel crucial dos ecossistemas costeiros na mitigação das mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade.

    A mostra, que apresenta obras em diversas técnicas como acrílico e aquarela, explora a beleza e a importância das chamadas Florestas Azuis, manguezais, pradarias marinhas e outros habitats costeiros na captura e armazenamento de carbono, bem como na proteção das zonas costeiras.

    A artista enfatiza a urgência de proteger esses ambientes, alertando para a rápida degradação que sofrem, com consequências graves para a vida marinha, terrestre e a segurança das comunidades costeiras.

    A exposição é um chamado à ação, incentivando uma mudança de atitude em relação à natureza e à valorização desses ecossistemas vitais.

    Maria Manuela Santos, portuguesa radicada no Algarve, combina a sua formação em arquitetura paisagista com uma paixão pelas artes.

    As suas obras são inspiradas nas memórias, experiências e preocupações com o meio ambiente, resultando em composições poéticas e coloridas.

    A artista tem participado em diversas exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, Cabo Verde e Coreia do Sul, e é membro de associações de arte nacionais e internacionais.