FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: ambiente

  • Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Um fenómeno meteorológico invulgar e visualmente impressionante, conhecido como “nuvem de rolo”, foi observado hoje, 29 de junho de 2025, em diversos pontos da costa portuguesa, causando surpresa e admiração a banhistas e residentes. Há registos da sua ocorrência em locais como a Póvoa de Varzim, Figueira da Foz e na Praia do Furadouro, em Ovar.

    O Que São Nuvens de Rolo?

    As nuvens de rolo, cientificamente designadas como Volutus, são formações nebulosas baixas, horizontais e com um formato tubular, que parecem rolar lentamente sobre o seu eixo horizontal. Pertencem ao grupo das nuvens do tipo Arcus, mas distinguem-se das mais comuns nuvens de prateleira (shelf clouds) por estarem completamente destacadas da base de qualquer outra nuvem.

    Essencialmente, uma nuvem de rolo é uma onda solitária, ou um soliton, que se propaga pela atmosfera. A sua formação está tipicamente associada ao avanço de uma frente fria ou de uma brisa marítima intensa sobre uma massa de ar mais quente e húmida. O ar frio, mais denso, força a subida do ar quente e húmido. Este, ao subir, arrefece e o vapor de água condensa, formando a nuvem. A interação entre as correntes de ar descendentes da frente fria e as ascendentes do ar quente cria a característica forma de rolo.

    Apesar da sua aparência por vezes imponente, as nuvens de rolo não são, por si só, perigosas e não indicam necessariamente a ocorrência de uma tempestade severa no local exato onde são observadas. No entanto, são um claro indicador de instabilidade atmosférica e da presença de fortes movimentos de ar.

    Ocorrências de Hoje na Costa Portuguesa

    As aparições de nuvens de rolo na costa portuguesa durante o dia de hoje foram potenciadas por uma combinação de fatores meteorológicos. Portugal continental encontra-se sob a influência de uma onda de calor, com temperaturas muito elevadas no interior. Esta situação gera um acentuado contraste térmico entre o ar quente sobre a terra e a massa de ar mais fresca sobre o oceano.

    Este diferencial de temperatura intensificou a brisa marítima ao longo da costa ocidental. A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para hoje já apontava para “vento em geral fraco predominando do quadrante norte, soprando por vezes moderado (até 30 km/h) na faixa costeira ocidental”. Foi esta brisa marítima mais intensa, atuando como uma mini frente fria, que, ao encontrar o ar quente e húmido sobre a linha da costa, deu origem à formação das espetaculares nuvens de rolo observadas. O fenómeno foi acompanhado por um aumento temporário da intensidade do vento nos locais onde a nuvem passou.

    Probabilidade de Repetição

    A ocorrência de nuvens de rolo é considerada um fenómeno raro em Portugal. A sua formação depende de um equilíbrio muito específico de condições atmosféricas, nomeadamente a presença de uma massa de ar quente e húmida, e a chegada de uma frente de ar mais frio e seco com a intensidade certa para gerar a ondulação atmosférica necessária.

    As previsões meteorológicas para os próximos dias indicam a continuação do tempo quente em Portugal continental. O IPMA mantém avisos de tempo quente para vários distritos. Esta persistência de temperaturas elevadas manterá o forte contraste térmico entre o continente e o oceano, o que sugere que as brisas marítimas continuarão a ser um fenómeno relevante nos próximos dias.

    No entanto, a formação da nuvem de rolo requer um nível de instabilidade atmosférica e uma configuração de vento muito particulares, que não são garantidos apenas pela diferença de temperatura. A previsão para os próximos dias aponta para uma manutenção de um regime de vento de norte/noroeste, mas a intensidade e a interação com a massa de ar quente podem não ser idênticas às que se verificaram hoje.

    Concluindo, embora as condições de base (contraste térmico terra-mar) se mantenham, a probabilidade de se repetirem as condições exatas para a formação de novas nuvens de rolo nos próximos dias é baixa. Fenómenos como este são, pela sua natureza, esporádicos e de difícil previsão com grande antecedência. Ainda assim, não é de excluir a possibilidade de ocorrências localizadas, caso se verifique uma intensificação particular da brisa marítima em conjunto com a instabilidade atmosférica presente.

    ./com GEM-DIGI

  • Mértola não está disponível para campo de tiro

    Mértola não está disponível para campo de tiro

    Com base nas informações conhecidas até o momento, o Governo português decidiu transferir o Campo de Tiro de Alcochete para dar lugar à construção do novo aeroporto de Lisboa, que será localizado no terreno atualmente ocupado por essa infraestrutura militar.

    A escolha de Mértola, especificamente na região do Parque Natural do Vale do Guadiana, como destino provável para o novo campo de tiro, parece estar fundamentada em razões práticas e estratégicas, embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido plenamente explicitados, dado que o processo está em fase preliminar.

    Por outro lado, as autarquias de Mértola e Serpa, juntamente com a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), manifestaram-se fortemente contra essa possibilidade, apresentando uma série de argumentos ambientais, económicos e sociais.

    Eis a polémica e os argumentos:

    Razões invocadas pelo Governo português para a transferência:

    1. Construção do novo aeroporto de Lisboa:
      A principal razão para a transferência do Campo de Tiro de Alcochete é a decisão de construir o novo Aeroporto Luís de Camões naquele local. O campo de tiro, que ocupa uma área de 7.560 hectares, é um dos maiores da Europa e está certificado para treinos militares, mas sua localização foi escolhida como a mais vantajosa para o novo aeroporto após estudos da Comissão Técnica Independente (CTI). A deslocalização é, portanto, uma consequência direta dessa opção estratégica.
    2. Baixa densidade populacional em Mértola:
      Desde pelo menos 2007, a Força Aérea Portuguesa considera a zona entre Mértola e Serpa, na região do Vale do Guadiana, como uma alternativa viável devido às suas características geográficas e demográficas. A baixa densidade populacional reduz os riscos e os conflitos com comunidades locais, sendo um fator favorável para a instalação de uma infraestrutura militar que envolve exercícios com armamento real, como os treinos ar-chão dos caças F-16.
    3. Requisitos operacionais da Força Aérea:
      O Campo de Tiro de Alcochete é o único em Portugal que permite treinos de bombardeamento aéreo com caças F-16, uma capacidade essencial para a operacionalidade militar. A transferência para Mértola seria uma forma de manter essa funcionalidade num local que, teoricamente, atende às necessidades técnicas, como espaço amplo e isolamento, conforme estudos realizados pela Força Aérea em 2008 e reavaliados ao longo dos anos.
    4. Custo assumido pelo Estado:
      O Governo, em conjunto com a ANA (concessionária dos aeroportos), determinou que os custos da deslocalização, incluindo a desminagem do terreno em Alcochete e a construção de novas infraestruturas em Mértola (estimados entre 200 e 250 milhões de euros), serão responsabilidade do Estado. Isso reflete a prioridade dada ao projeto do aeroporto e a necessidade de realocar as atividades militares sem depender de financiamento externo.

    Argumentos das autarquias que discordam (Mértola e Serpa):

    1. Impactos ambientais irreversíveis:
      As autarquias e a ADPM destacam que a instalação de um campo de tiro no Parque Natural do Vale do Guadiana teria «efeitos profundos» em áreas de elevado valor ecológico, como o sítio Guadiana (ZPE Vale do Guadiana), a ZPE Castro Verde, e a Reserva da Biosfera de Castro Verde. Esta região é um dos principais ecossistemas de biodiversidade da Península Ibérica, abrigando espécies ameaçadas como o lince-ibérico, abutre-preto, cegonha-preta e abetarda. A poluição sonora e luminosa, bem como a contaminação dos solos por metais como chumbo e zinco (provenientes de munições), comprometeriam a fauna, a flora e os ecossistemas locais.
    2. Prejuízo ao desenvolvimento sustentável:
      Mértola e Serpa têm investido em projetos de sustentabilidade, como a certificação de Mértola como Destino Turístico Sustentável Biosphere e o «Dark Sky Alqueva», o primeiro destino starlight do mundo. A presença de um campo de tiro, com ruído de operações militares e poluição luminosa, inviabilizaria essas iniciativas, afetando o turismo, a agricultura, como a produção do queijo Serpa, e a cinegética, setores fundamentais para a economia local.
    3. Conflito com projetos turísticos e transfronteiriços:
      Está em curso a criação do primeiro Geoparque Transfronteiriço do Vale do Guadiana e Província de Huelva, um projeto com financiamento do POCTEP e que envolve a participação de municípios portugueses e espanhóis. As autarquias argumentam que um campo de tiro comprometeria anos de trabalho na construção de uma oferta turística sustentável, pondo em risco a cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento económico da região.
    4. Falta de diálogo e informação:
      As câmaras de Mértola e Serpa criticam a ausência de envolvimento das autarquias no processo decisório. Apesar de o Governo ter afirmado, em 18 de fevereiro de 2025, que »não há decisão tomada» e que as autarquias serão consultadas na fase de consolidação, as entidades locais afirmam desconhecer os detalhes do projeto e exigem participar desde o início, considerando que o território e a população não podem ser ignorados.
    5. Impactos sociais e na qualidade de vida:
      A poluição sonora proveniente de exercícios militares afetaria os residentes e a produção pecuária, com prejuízos previsíveis na produtividade. Além disso, o ruído poderia interferir nas rotinas de nidificação e migração de aves, deslocando espécies para áreas menos adequadas e ameaçando a biodiversidade que sustenta a identidade cultural e económica da região.

    Considerações finais:

    Embora o Governo tenha destacado a necessidade de realocar o Campo de Tiro para viabilizar o novo aeroporto e manter a capacidade operacional da Força Aérea, os argumentos das autarquias refletem uma preocupação com a preservação do património ambiental, cultural e económico do Vale do Guadiana.

    Até agora, a decisão não está consolidada, e o Ministério da Defesa promete envolver as autarquias na próxima fase. Contudo, a oposição local é clara: caso o novo campo de tiro mantenha as mesmas características de Alcochete, Mértola e Serpa rejeitam «frontalmente» a transferência, defendendo que os impactos negativos superam os benefícios estratégicos apontados pelo Governo. Entretanto, a Câmara de Mértola emitiu um comunicado, onde esclarece que «não existe, até ao momento, qualquer decisão tomada relativamente à localização de um futuro Campo de Tiro e que, na fase de consolidação dessa decisão, as autarquias abrangidas serão contactadas».

    A posição é avançada, depois das recentes notícias sobre possibilidade da deslocação do Campo de Tiro de Alcochete para o concelho de Mértola, e depois da Câmara de Mértola ter recebido «finalmente uma comunicação oficial do Gabinete do Ministro da Defesa», com data de 18 de fevereiro.

    Perante a resposta oficial agora recebida, a Câmara Municipal de Mértola reafirma que não foi envolvida em qualquer discussão ou tomada de decisão sobre esta matéria e que desconhece os detalhes desta eventual mudança, frisando que as restantes entidades no território, nomeadamente a Câmara Municipal de Serpa, também não foram contactadas em relação a este assunto.

    A Câmara de Mértola fala ainda no «alto impacto negativo de tal projeto para diferentes setores da economia local como a agricultura, a cinegética, o turismo, a agropecuária e para toda a marca de sustentabilidade que tem vindo a ser trabalhada como fator diferenciador”, e exige ser “parte integrante deste processo desde o seu início».

    Mário Tomé, presidente da Câmara de Mértola, lamenta a «falta de envolvimento», neste processo.

  • Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    AMAL e ICNF apresentam o caderno pedagógico «O Camaleão Que Não Mudava de Cor», destinado a alunos do 2º ciclo.

    Trata-se de um livro editado pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e pela Direção Regional do Algarve do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e foi apresentado no Centro de Educação Ambiental de Marim, em Olhão.

    O caderno tem duas partes distintas: a primeira, é um conto para colorir, da autoria de Ana Xavier e ilustrações de João Pinto, que aborda temas como a amizade, a autoestima, a exclusão e as migrações.

    Revela a morfologia e o comportamento do camaleão-comum, a única espécie de camaleão que ocorre em Portugal (e na Europa).

    Tem uma segunda parte, de carácter informativo, sobre as características e comportamento do camaleão-comum, com fotografias de Teresa Patrício, do RIAS e da Associação A ROCHA. No final, tem ainda jogos e desafios propostos pela técnica da AMAL, Susana Marreiros.

    Este projeto está direcionado para alunos do 2º ciclo e assenta no princípio de que «Só se ama aquilo que se conhece», tendo por objetivo dar a conhecer o camaleão-comum e o seu habitat, cuja preservação é urgente.

    Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito da cogestão do Parque Natural da Ria Formosa e financiada pelo Fundo Ambiental.

    Na sessão de apresentação do caderno, estiveram presentes várias turmas da área do Parque Natural da Ria Formosa (Olhão, Faro e Tavira), tendo o conto sido lido por alunos da Escola E. B. 2 3 João da Rosa, a que se seguiu a distribuição dos cadernos pelos alunos e uma apresentação interativa pelo ilustrador João Pinto.

    Tanto o Primeiro Secretário da AMAL, Joaquim Brandão Pires, como o Diretor Regional do ICNF, Castelão Rodrigues, aproveitaram a ocasião para alertar e sensibilizar os mais novos para a importância da preservação não só desta espécie, mas da natureza, como um todo, porque «só assim poderemos ter uma sociedade mais sustentável».

  • Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Para quem participa na WWF, o ano de 2024 foi de contrastes para a natureza, com a celebração de vitórias que os encheram de esperança, mas também de assistir a decisões políticas que desafiaram o progresso já alcançado.

    Nas vitórias vem o facto da população de linces-ibéricos ter crescido e o seu nível de ameaça baixado, a aprovação da Lei Europeia do Restauro Ecológico, considerada como um marco histórico; a criação no Algarve de um Comité de Cogestão para a pesca do polvo, a remoção de mais uma barreira fluvial obsoleta para proteger os rios.

    Já no plano negativo assinalam a redução da proteção do lobo ibérico na União Europeia, a construção de mais barragens prejudiciais que podem destruir inúmeros habitats, o facto de o  Governo continuar sem fechar portas à mineração em mar profundo.

    Assina-se também como negativo o corte de 44% de fundos para cuidar das florestas.

    Para 2025 a WWF continua a analisar que estas incongruências lembram que o caminho pela natureza não é linear “mas isso não nos impede de avançar”.

     

    Fonte ANP/WWF

    ambiente
  • Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Segundo a Greensavers, a quantidade de pilhas e baterias enviadas para reciclagem aumentou oito vezes, no primeiro semestre do ano, anunciou ontem a associação Eletrão, que recolheu mais de 963 toneladas de material entre janeiro e junho.

    No mesmo período do ano passado, foram recolhidas 116 toneladas. O número alcançado em seis meses é superior ao da recolha anual registada entre 2010 e 2022, segundo a mesma fonte.

    No Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas, o Eletrão destacou que o resultado representa um «salto exponencial» nas pilhas e baterias industriais, maioritariamente provenientes de atividades empresariais e industriais, que passaram de 18 toneladas para 859 toneladas.

    “O crescimento da recolha e reciclagem de pilhas e baterias portáveis, que normalmente são encontradas em comandos, brinquedos, telemóveis e computadores, ascende a 6%”, revelou a associação, em comunicado.

    Para a recolha, contribuíram municípios, comerciantes, empresas, instituições e operadores de gestão de resíduos e o aumento do número de pontos de recolha para mais de 9.000.

    Os números continuam, porém, aquém do desejado, sobretudo nas pilhas e baterias portáteis, de acordo com o diretor geral de elétricos e pilhas, Ricardo Furtado, citado no comunicado.

    «A cada dia que passa, as entidades gestoras que integram a Eucobat reciclam mais de 10 milhões de baterias, o que corresponde a 2,5 mil milhões de baterias por ano. Esta quantidade poderia estender-se ao longo de 116 mil quilómetros, o que permitiria dar três voltas ao mundo», afirmam.

    «As pilhas e baterias têm substâncias «altamente nocivas», que poluem o solo e a água. Contêm igualmente materiais valiosos que podem ser reciclados, como o lítio, o zinco, cobalto e terras raras, elementos que integram a lista das matérias-primas identificadas pela Comissão Europeia como críticas para assegurar a transição ecológica e digital.

  • Jovens defendem com êxito ambiente em Castro Marim

    Jovens defendem com êxito ambiente em Castro Marim

    Desde julho, jovens de 16 a 21 anos do município de Castro Marim têm participado neste programa, que este ano trouxe novos desafios, dividido que foi em dois períodos.

    Os jovens envolveram-se na manutenção e limpeza de espaços públicos, organizaram iniciativas de promoção e conscientização ambiental, colheram sal e flor de sal, visitaram um aterro sanitário, aplicaram cal nas paredes, distribuíram recipientes para coleta de resíduos orgânicos e exploraram a Reserva Natural do Sapal.

    O objetivo do programa é que os jovens selecionados, que recebem uma bolsa e certificado, desenvolvam o pensamento crítico e atuem ativamente na valorização dos espaços públicos e na conservação do meio ambiente, tornando-se também promotores de conscientização ambiental.

    «Trata-se de um projeto feito por jovens e para jovens. Cremos que este projeto possui múltiplas facetas, como a educacional, ambiental e social, ajudando na valorização dos profissionais da gestão de resíduos e, pelo exemplo, na sensibilização da comunidade e de outros jovens», comentou Filomena Sintra, vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim.

  • Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    A estação de monitorização da qualidade do ar de Faro é uma das quatro estações que compõem a rede de monitorização da qualidade do ar do Algarve, sendo gerida pela CDR do Algarve desde 2004.

    • Estação urbana de fundo de Faro, na Escola Joaquim Magalhães
    • Estação urbana de fundo de Albufeira, junto do depósito de água de Malpique
    • Estação urbana de tráfego de Portimão, na Escola David Neto (junto da Estrada de Alvor)
    • Estação regional de fundo de Alcoutim, no sítio do Cerro


    As estações de monitorização funcionam em contínuo 365 dias por ano, sendo da responsabilidade da CCDR a sua manutenção, remodelação, reparação de avarias, etc, trabalhos que são efetuados por técnicos da CCDR Algarve, IP.

    Os principais poluentes atmosféricos indicadores da situação de qualidade do ar na região são as partículas em suspensão, o ozono (O3) e os óxidos de azoto (NOx), partículas em suspensão (PM) de 2 diâmetros 2,5 e 10 µm, sendo igualmente monitorizados, os compostos orgânicos voláteis (BTX), o dióxido de enxofre (SO2) e o monóxido de carbono (CO).

    Salvo situações anómalas e pontuais, o tecido económico da região, alicerçado sobretudo nas atividades de comércio, serviços e transformação agroalimentar, em regra não gera emissões atmosféricas relevantes.

    Assim, a qualidade do ar nas quatro estações de monitorização da região têm estado consistentemente abaixo dos valores limite de qualidade do ar que estão legislados em Portugal, através do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro.

    A região do Algarve tem em regra bons níveis de qualidade do ar e o poluente que mais preocupações acarreta são as partículas em suspensão, face à proximidade com o continente africano e a suscetibilidade da região para os fenómenos de excesso de partículas na atmosfera com potenciais consequências das mesmas na saúde pública.

    Embora classificadas como evento natural, estas ocorrências são previamente alvo de aviso à população para cuidados redobrados sobre a exposição a estes fenómenos.

    Os dados da qualidade do ar monitorizados nas estações de monitorização, podem ser consultados online em QualAR, podendo ser obtidos relatórios de cada estação e de cada poluente medido.

    Fonte: CCDR Algarve
  • Revitalgarve promove visita a Explorações Agrícolas

    Revitalgarve promove visita a Explorações Agrícolas

    O propósito é demonstrar a importância da utilização de «Modos de Produção Sustentáveis» de alimentos sazonais e sustentáveis, mais resilientes às alterações climáticas, e que contribuam para a redução da pegada de carbono, e para o incremento dos circuitos curtos agroalimentares e do padrão alimentar mediterrânico.

    A visita no dia 6 de setembro é dirigida fundamentalmente a agricultores e técnicos, tem por tema «Sustentabilidade da Produção Biológica», e é orientada pelo eng.º António Marreiros e o eng.º João Cassinello, técnicos da CCDR Algarve.

    As visitas nos dias 7 e 8 de setembro, sábado e domingo, são direcionadas para toda a comunidade, em especial para famílias.

  • Foz do Almargem e do Trafal protegidas por reserva

    Foz do Almargem e do Trafal protegidas por reserva

    Este ato representa mais um avanço do Município de Loulé na contribuição para a proteção ambiental do planeta e a conservação da biodiversidade.

    Localizada na freguesia de Quarteira, esta área abrange 135,4 hectares e é cortada por duas ribeiras: a ribeira da Fonte Santa ou do Almargem e a ribeira do Carcavai.

    É uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve, abrigando uma vasta diversidade de fauna, com 329 espécies identificadas, e flora, com pelo menos 236 espécies, incluindo 18 de interesse conservacionista ou de alto valor patrimonial.

    A criação da Reserva Natural Local permite ao Município de Loulé atingir metas de melhoria na conservação do património natural, de valorização do mesmo, de promoção da apropriação dos valores naturais e da biodiversidade, e de cumprimento da recente Lei do Restauro da Natureza.

    Esta lei tem como objetivo a recuperação de no mínimo 20% das áreas terrestres e marítimas da UE até 2030 e de todos os ecossistemas que necessitem de restauro até 2050. Em breve, será desenvolvido o Plano de Gestão, que envolverá um processo participativo com todas as partes interessadas.

    É importante notar que aproximadamente 63,8% da superfície do concelho de Loulé está classificada de acordo com o Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC).

    O Município de Loulé está comprometido com o investimento na proteção legal e na gestão sustentável de áreas de interesse que devem ser preservadas para as futuras gerações, estando em andamento diversos processos de classificação de áreas, como na Nave do Barão e na Gruta de Vale Telheiro.

  • Pedra do Valado com medidas de compensação

    Pedra do Valado com medidas de compensação

    Contudo, o Governo reconhece que a pesca comercial enfrentará desafios devido às novas restrições.

    Para mitigar o impacto, um mecanismo de compensação, regulamentado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2024 e o Despacho n.º 2182/2024, que exige licenças específicas para a pesca comercial dentro do parque.

    Este mecanismo visa equilibrar a conservação com as necessidades econômicas dos pescadores afetados.

    É importante que os interessados em concorrer às compensações leiam atentamente toda a legislação aplicável para entender completamente os critérios e processos envolvidos.

  • Almargem fez 36 anos

    Almargem fez 36 anos

    O almoço convívio foi no restaurante “ O Velho Cavalinho – Taberna Medieval” e já na Vila de Castro Marim, foi um verdadeiro manjar medieval que serviu de entrada para a visita histórica guiada que se realizou na parte da tarde ao Castelo de Castro Marim e Revelim de Santo António.

    A atitude é de prosseguir a missão em defesa de melhores condições ambientais para a vida coletiva, durante muitos mais anos!

  • Lagoa compra Alagoas Brancas

    Lagoa compra Alagoas Brancas

    A Câmara Municipal de Lagoa acaba de anunciar que celebrou ontem a escritura de compra dos terrenos das «Alagoas Brancas», adquirindo os terrenos à empresa Edifícios Atlântico, S.A., por um valor de 3 milhões e 670 mil euros.

    No final do ano de 2023 a autarquia tinha celebrado um protocolo de colaboração com o Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC), que lhe permitiu receber o montante doado pelo governo para a realização da compra dos terrenos.

    Revela a autarquia que «O processo de negociação durou vários meses e foram inúmeras as diligências efetuadas pelo executivo permanente para que fosse possível chegar a um acordo de atendimento que permitiu que o ato de ontem fosse uma realidade».

    Para além das diligências efetuadas pelo Município de Lagoa, o envolvimento do governo, à data das negociações, «foi determinante para o desfecho desta pasta de negociações», considera.

    Os técnicos do Município de Lagoa já se encontram, a alguns meses, a trabalhar no projeto do Parque Natural que ali irá nascer, uma vez que ficou logo acordado no protocolo celebrado com o Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC) que os terrenos a adquirir seriam para construir um Parque Natural.

    Loteamento Alagoas Brancas

    O loteamento das Alagoas Brancas é parte integrante do Plano de Urbanização da Cidade de Lagoa, que foi aprovado na reunião de Câmara de 6 de fevereiro de 2008.

    Este plano «definido a zona sul da cidade de Lagoa como zona de expansão de atividades económicas e implantação de áreas industriais de usos múltiplos comerciais e de serviços, pelo que o promotor teve todos os direitos adquiridos para construir naquela zona de cidade».

    Recordam que este loteamento e construção no mesmo fez nascer um movimento cívico, a que se juntaram algumas associações ambientalistas, que desde a primeira hora «contestaram a construção naquele local porque considerarem que lá existe uma riqueza natural que deverá ser preservada».

    Felizmente, graças ao entendimento com o promotor, que abdicou de todos os seus direitos, foi possível ao Município de Lagoa chegar a um acordo que permitiu comprar os terrenos e preservar aquela zona da cidade, onde já em 2021 o atual Executivo passou a classificar aquela zona, através do PDM, como solo rural, para que jamais fosse possível construir no local.

    Luís Encarnação, presidente da câmara municipal classifica este momento como «de enorme satisfação para mim e para o meu executivo, uma vez que conseguimos resolver um problema que herdamos e que já se arrastava há muitos anos».

    Entende que Lagoa ficou a ganhar porque «conseguimos cumprir com aquilo para o qual sempre estive disponível que era resolver a situação sem nunca hipotecar o futuro de Lagoa e dos Lagoenses».

  • Tavira mais neutra no clima

    Tavira mais neutra no clima

    O projeto “Tavira + Neutra”, vencedor do concurso “Iniciativa de Participação Climática”, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, decidiu envolver a comunidade na elaboração do Plano Municipal de Ação Climática.

    Este plano pretende que dar corpo à ”estratégia de adaptação às alterações climáticas e de mitigação das emissões de gases com efeito de estufa, assegurando o necessário alinhamento com os instrumentos de política nacional e os compromissos de Portugal a nível internacional”.

    Tavira, quer assumir um compromisso, a nível local, com o esforço global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5˚ C, o limite considerado seguro pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas.

    No dia 13 de julho de 2024, pelas 10h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, decorre mais uma sessão participativa aberta à comunidade.

  • Lince ibérico já não está em extinção

    Lince ibérico já não está em extinção

    O lince-ibérico deixou de ser considerado um animal ameaçado de extinção e passa a ser classificado uma espécie “vulnerável” na Lista Vermelha elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

    Esta catalogação obedece ao esforço que tem sido feito para a sua conservação.
    A organização internacional vai atualizar a sua lista a 27 de junho, mas já anunciou esta que uma das grandes novidades será a melhoria do estatuto deste mamífero endémico da Península Ibérica, que se tornou a espécie felina mais ameaçada do planeta nas décadas anteriores.

    A razão para isso é que o número de linces ibéricos adultos se multiplicou por dez até agora este século, como detalhou a UCIN em comunicado, no qual afirma que “os esforços de conservação conseguiram recuperar esta espécie depois de estar perto da extinção, com um aumento exponencial da sua população de 62 espécimes adultos em 2001 para 648 em 2022”.

    A população total do lince-ibérico (lince pardinus), incluindo espécimes jovens e maduros, está estimada em mais de 2.000, segundo o último relatório de 2023 elaborado pelo grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (Miteco). Dos 2.021 exemplares de lince, 1.730 estão localizados na Espanha e, destes, 130 estão em Doñana, o segundo centro populacional do país, atrás de Sierra Morena (545). Os restantes 291 linces estão, de acordo com o referido censo, em Portugal.

    Em Portugal, que trabalha na sua recuperação desde 2007, o lince habitou historicamente o Algarve e atualmente, com 291 indivíduos registados em 2023, as autoridades portuguesas já falam em ter “salvo este felino da extinção”.


    Considerado um animal endémico da Península Ibérica (Espanha e Portugal), o lince-ibérico é protegido em Espanha desde 1966 e declarado na categoria “em perigo” desde 1990. Pesa entre 8 e 12 quilos e, embora se assemelhe a um gato nas suas características, o seu pelo com manchas e orelhas, terminando em pincéis pretos, fazem dele um mamífero exclusivo e o melhor representante da biodiversidade ibérica.

    Para sua reprodução e sobrevivência, as condições básicas em seu ambiente, de montanhas e arbustos mediterrâneos, e sua dieta, baseada principalmente no coelho-bravo, são determinantes. Mesmo assim, a vulnerabilidade do lince está intimamente ligada à ação do homem. Incêndios, caça, atropelamentos e o declínio gradual das populações de coelhos, devido a doenças como mixomatose e pneumonia hemorrágica, têm contribuído para a extinção desta espécie.

    Em relação à Lista Vermelha da IUCN, criada em 1964, deve-se notar que ela classifica as espécies em três níveis (“baixo risco”, “ameaçadas” e “extintas”), com vários subníveis em cada um desses grupos. Dentro da classificação das espécies ameaçadas existem três subníveis, que do menos ao mais grave são “vulneráveis” (aquele que o lince-ibérico terá agora), “em perigo” e “criticamente em perigo”.
    Uma espécie vulnerável corre menor risco de extinção do que uma ameaçada de extinção, mas esta última ainda está presente devido a problemas como a perda de habitat, por isso a IUCN recomenda que seus animais continuem sendo supervisionados até que sua capacidade reprodutiva e capacidade de sobrevivência melhorem.

    Nesse sentido, a IUCN alerta que a população do lince-ibérico, nativo de zonas florestais mediterrânicas, mas também na zona do Parque Doñana, ao nível do mar, ainda está ameaçada por fatores como a alteração do seu habitat em resultado das alterações climáticas, atropelamentos ou caça furtiva.

    A organização alerta ainda para doenças que podem ser transmitidas a este animal pelos gatos domésticos, ou as flutuações que outras epidemias podem causar na população de coelhos, o seu alimento básico.

    A Lista Vermelha da IUCN inclui 44.000 espécies animais e vegetais, 28% do total, e no caso dos mamíferos, mais de um quarto delas está mais ou menos em perigo de extinção. Entre os mamíferos declarados mais ameaçados estão o camelo selvagem (camelus ferus), o vison europeu (Mustela lutreola), o gorila em suas subespécies oriental e ocidental (Gorilla beringei e Gorilla gorilla), o rinoceronte-de-java (rhinoceros sondaicus) ou o orangotango-de-sumatra (pongo abelil).

  • Recolha ambiental pelos caçadores de Castro Marim

    Recolha ambiental pelos caçadores de Castro Marim

    Recentemente, estas associações uniram forças numa ação de limpeza ambiental que resultou na recolha impressionante de cerca de sete toneladas de lixo. Este evento não só reflete a responsabilidade ambiental dos caçadores, mas também a sua dedicação em manter a beleza natural e a sustentabilidade da região.

    A limpeza ocorreu em vários locais do concelho e foi mais do que uma simples ação de recolha de resíduos; representou um esforço coletivo para a gestão e vigilância dos territórios contra incêndios rurais. A iniciativa culminou com um almoço de convívio em Odeleite, simbolizando a união e o espírito comunitário que caracterizam as populações locais.

    Os caçadores são reconhecidos como parceiros importantes no combate aos incêndios rurais, contribuindo significativamente para a vigilância e proteção do ambiente.

    Além disso, a sua ação é um passo positivo na luta contra o despovoamento, o isolamento e a desertificação dos territórios do interior do concelho de Castro Marim.

    O Município de Castro Marim tem-se esforçado por manter a limpeza dos espaços públicos e privados, melhorando a salubridade e estética da região e, consequentemente, contribuindo para um ambiente mais saudável e agradável para todos.

    Esta ação de limpeza ambiental é um exemplo inspirador de como a colaboração entre diferentes entidades e a comunidade pode levar a resultados significativos e positivos para o meio ambiente. É um lembrete de que todos têm um papel a desempenhar na proteção da nossa terra e na promoção de um futuro mais verde e sustentável.

  • EcológiTa no Junho de Tavira

    EcológiTa no Junho de Tavira

    O evento visa promover a sustentabilidade ambiental e destacar a importância da participação cívica, envolvendo pessoas de todas as idades e contribuindo para os objetivos da Agenda 2030.

    Seu propósito é destacar projetos, ideias inovadoras e conhecimentos existentes, fomentando o uso sustentável dos recursos naturais e soluções inspiradas na natureza.

    O EcológiTa proporcionará um espaço de reflexão para todos, ressaltando que políticas corretivas são essenciais para atingir a sustentabilidade e corrigir desigualdades geradas por sistemas vigentes.

    Durante o evento, haverá diálogos, oficinas, concertos, exposições de produtos ecológicos e outras atividades interativas.

    Diariamente, das 15h às 17h, acontecerão atividades náuticas, seguidas pela exposição de produtos e atividades a partir das 18h. Conversaremos com Catarina Barreiros, Tânia Graça, Tiago Lagoa, Sandra Cóias, entre outros, e teremos momentos musicais com Lena D’Água, Surma e o projeto de hip hop Anymal Racional.

    Dia 7 de junho, Sexta-feira
    15:00h – 17:00h
    Kayak e SUP
    18:30h – 19:30h
    Vox Pop “Sem Filtros”
    20:00h – 21:30h
    Oficina “10 Passos para uma vida mais sustentável” com Catarina Barreiros
    22:00h – 00:00h
    Momento Musical I Lena D´Água
    Dia 8 de junho, Sábado
    15:00h – 17:00h
    Kayak e SUP
    Vela
    18:00h – 19:00h
    Workshop Fotografia na Natureza
    19:00h – 20:00h
    Oficina Desafio Vegetariano com Sandra Cóias
    20:00h – 21:00h
    À conversa com…Elisa Nair, Noel Santos e Sandra Cóias I Alimentação: a importância de cada um de nós
    21:00h – 22:00h
    Grupo de Teatro Comunitário de Faro – Os Vizinhes
    22:00h – 00:00h
    Momento Musical I Surma
    Dia 9 de junho, Domingo
    15:00h – 18:30h
    Vela
    Gincana de Bicicletas
    18:00h – 20:30h
    Oficina de Brinquedos com Domingos Vaz
    18:00h – 19:00h
    Tertúlia: Eu participo, e tu?
    19:30h – 20:30h
    À conversa com… Tiago Lagoa I Ambiente e Sustentabilidade: nós e as alterações climáticas
    20:30h – 21:30h
    À conversa com…Tânia Graça I Cidadania Ativa: desmistificar para empoderar
    22:00h – 00:00h
    Momento Musical I Anymal Racional

    A EcológiTa é um eco-evento e, nesse espírito, são disponibilizadas soluções de mobilidade sustentável para que, gratuitamente, as pessoas se desloquem do centro da cidade para as Quatro-Águas e, para quem quiser comer no local, a par dos estabelecimentos já existem na zona, há food trucks.

    Junte-se à EcologiTa para reforçar a importância do nosso planeta e de toda a bioesfera.

  • Vender por verde o que é negro

    Vender por verde o que é negro

    Em junho de 2023, dizem, informaram sobre a apresentação de uma queixa, em colaboração com o BEUC e organizações de mais 19 países, à Comissão Europeia e à Rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, contra o greenwashing praticado por companhias aéreas, que acreditam estarem a enganar gravemente os consumidores.

    Destacam que é inaceitável que as companhias aéreas façam alegações de «neutralidade de carbono», «redução da pegada ambiental», «voar de maneira mais sustentável» ou «compensação das emissões de carbono», em um setor altamente poluidor.

    Além disso, observam ser inadmissível que os consumidores sejam levados a escolher suplementos que supostamente compensam as emissões ou tarifas denominadas «verdes».

    Independentemente de os consumidores pagarem uma «tarifa verde» ou não, «o voo em que embarcam continuará a emitir gases prejudiciais ao clima, tornando a apresentação deste meio de transporte como sustentável um claro caso de greenwashing».

    Recentementeconstataran que a Comissão e as autoridades nacionais de proteção ao consumidor anunciaram o início de uma ação contra 20 companhias aéreas por práticas enganosas, identificando diversos tipos de alegações problemáticas e instando as empresas a ajustarem suas práticas à legislação de proteção ao consumidor dentro de 30 dias

    Agora, aguardam a apresentação e discussão de medidas que abordem as preocupações levantadas, que, se não forem implementadas, poderão resultar na aplicação de sanções pelas autoridades competentes.

  • Praia de El Portil em tempo de recuperação

    Praia de El Portil em tempo de recuperação

    Trata-se de uma obra de reconstrução na zona afetada que implicará um orçamento elevado, embora os detalhes da ação esperada devam ser fornecidos pela Subdelegação, no momento que considerar mais adequado.

    A subdelegada do Governo indicou que as propostas apresentadas por aquela associação foram apresentadas à Direcção Geral de Costas e, segundo o diário Huelva Informação, acrescentadas com a rejeição da contribuição massiva de areia «porque significa colocar dinheiro e deixar o mar levar isso embora de novo», o que é inútil, porque «qualquer coisa que tentarmos lutar contra o mar não vamos conseguir.»

    Reportagem completa em https://www.huelvainformacion.es/provincia/recuperacion-Portil-contempla-envergadura-presupuesto_0_1900610703.html

  • Gatos e cães abandonados rondam o milhão

    Gatos e cães abandonados rondam o milhão

    Esses números são referentes às áreas onde vivem pessoas, ou seja, as zonas humanizadas do território nacional, correspondendo a cerca de 39% do total.

    O estudo, desenvolvido pela Universidade de Aveiro a pedido do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e financiado pelo Fundo Ambiental, utiliza modelos de extrapolação com base na contagem direta de animais errantes em zonas de amostragem.

    Apesar da capacidade para recolher cães e gatos das ruas ter aumentado, os lugares disponíveis nos centros de recolha oficiais ainda são insuficientes para atender às necessidades.

    Em 2022, os canis municipais acolheram 41.994 animais, o maior número desde 2017, mas ainda muito abaixo do estimado de animais ao abandono. Além disso, há um elevado número de animais com dono que não estão esterilizados nem têm identificação eletrónica, passeando pelas ruas sem supervisão.

    Os dados da Guarda Nacional Republicana (GNR), relacionados com a sinistralidade rodoviária, mostram que foram reportados 4.640 atropelamentos entre 2019 e 2022, sendo 4.443 cães e 197 gatos.

    O ano de 2020 registou o maior número de atropelamentos (1.428 cães e 84 gatos). Quanto aos cuidados prestados pelos inquiridos aos animais errantes, 83,4% providenciaram alimento para os gatos, enquanto 70,5% fizeram o mesmo para os cães.

    No entanto, os índices de detenção responsável são baixos, especialmente no que diz respeito à identificação individual e ao acesso ao exterior sem supervisão

  • Ampliação da Ecovia de Silves

    Ampliação da Ecovia de Silves

    Engloba um troço rural-natural que se estende em paralelo com o cordão da Praia Grande, em Pêra, com início na ponta nascente da malha urbana da vila de Armação de Pêra. Atravessa a Ribeira de Alcantarilha, unindo-se com o passadiço já existente na Lagoa dos Salgados.

    Para a câmara minicipal de Silves, este é um investimento que, «para além de representar mais um ponto de interesse turístico, também beneficiará a comunidade local, não só na área do lazer, mas também do encurtamento da distância entre a vila de Armação de Pêra e o concelho de Albufeira

    A autarquia salenta a utilização de meios de deslocação não poluentes, como a bicicleta.