FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam

    A recuperação após desastres naturais como tempestades e inundações vai muito além da reparação de danos materiais. As marcas emocionais podem ser profundas e exigem atenção especializada.

    Reconhecendo esta necessidade urgente, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) acaba de lançar, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), um guia prático destinado à população: “Como Recuperar Emocionalmente de Situações de Tempestade e Inundações?”.

    O documento, lançado em Lisboa a 5 de fevereiro de 2025, visa apoiar os cidadãos na gestão das reações psicológicas que surgem após o período de maior ameaça. É natural sentir medo do futuro, entrar em choque e sentir-se incapaz de reagir. A tristeza e a raiva perante a destruição dos pertences e a sensação de injustiça são manifestações comuns e válidas.

    Embora a urgência de reparar o que foi danificado seja compreensível, o guia adverte para os riscos de tomar decisões apressadas que possam colocar a segurança em perigo — como subir a telhados instáveis ou mexer em sistemas elétricos danificados. A primeira prioridade deve ser sempre proteger a vida, tanto a própria como a dos outros. Só depois virá o tempo de reconstruir.

    Um dos pontos-chave sublinhados pela OPP é que “cada pessoa reage à sua maneira e ao seu ritmo – não há o certo e o errado”. As reações intensas são uma parte natural da resposta a estas catástrofes. Para que estas emoções diminuam, é preferível aceitá-las e expressá-las, em vez de as ignorar ou evitar.

    O guia oferece recomendações práticas para adultos. É fundamental falar sobre o que se sente, mesmo que não seja fácil, ou simplesmente aceitar o conforto do silêncio ao lado de alguém de confiança. Deve-se resistir à tentação de querer resolver todos os problemas de uma só vez, focando-se em pequenas tarefas de menor risco, para evitar acidentes.

    Outra recomendação essencial é a gestão do consumo de notícias. Embora seja importante manter-se informado através de fontes oficiais, a exposição constante a imagens de destruição e sofrimento pode aumentar a ansiedade e o sofrimento. Reduzir a visualização de notícias e (re)estabelecer comportamentos de autocuidado (rotinas, atividades relaxantes) permite recuperar alguma normalidade e a perceção de controlo.

    No que toca às crianças e jovens, os cuidados exigem uma abordagem específica. Após as inundações, os perigos físicos (detritos, cabos, lama) continuam, exigindo vigilância acrescida. Os pais e cuidadores devem estar física e emocionalmente disponíveis, oferecendo colo ou tempo em família.

    É crucial validar os sentimentos dos mais novos. Os adultos devem incentivar a expressão emocional e assegurar que o que sentem é natural e compreensível, evitando respostas que desvalorizem a sua experiência, como “não te preocupes” ou “já viste a sorte que tens?”. Além disso, ajudar as crianças a organizarem a “história” do que aconteceu (respondendo a dúvidas) e manter rotinas habituais ajuda a restaurar a previsibilidade e a sensação de segurança.

    A recuperação emocional tem um ritmo individual, que pode ser mais rápido ou mais demorado. Se não estiver bem, ou se identificar sinais de alerta em si ou nos outros, o conselho é inequívoco: peça ajuda. Os cidadãos que sintam necessidade de apoio psicológico podem ligar para o Serviço de Aconselhamento Psicológico SNS24, através do número 808 24 24 24, ou consultar os recursos disponibilizados pela OPP em encontreumasaida.pt.

  • Inundações em Mértola: A História dos Três Dias de Sacrifício e Coordenação

    Inundações em Mértola: A História dos Três Dias de Sacrifício e Coordenação

    A câmara municipal de Mértola está preocupada com o volume de águas acumulado na tapada menor da Mina de São Domingos, e com os muros de contenção.

    Segundo a a AMM de Mértola, que reporta do local, a água está a ser escoada tentando evitar o pior que é uma rotura nos muros de contenção, o que colocaria em risco o casario.

    Também o Rio Guadiana elevou os níveis de alerta na região de Mértola, exigindo uma resposta imediata e intensa das autoridades. Durante 72 horas ininterruptas, os Bombeiros de Mértola estiveram na linha da frente, demonstrando um notável “espírito de missão” no apoio à população afetada pelas cheias e inundações.

    A prioridade máxima durante os três dias de emergência foi a salvaguarda de vidas e bens. A missão mais delicada envolveu a rápida evacuação dos utentes do lar de idosos de Mértola, garantindo a sua segurança face à subida das águas. As equipas estiveram em prevenção 24 horas por dia em pontos nevrálgicos junto ao rio, nomeadamente em Pomarão e na área de Mértola (Além Rio), bem como junto à Tapada Pequena, na Mina de S. Domingos.

    O Comando dos Bombeiros de Mértola expressou profundo agradecimento a todos os elementos pelo seu profissionalismo e dedicação contínua. A resposta à crise foi caracterizada por uma coordenação exemplar entre múltiplas entidades.

    O Município de Mértola assumiu a monitorização da situação, trabalhando em estreita parceria com a GNR, o Comando Sub Regional do Baixo Alentejo, a Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, a EDIA e a APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Esta união de esforços foi crucial para gerir a crise de forma eficaz.

    No que toca ao apoio logístico, essencial para manter os operacionais no terreno, foi feito um agradecimento especial à direção e aos funcionários do bar e limpeza do quartel. A sua ajuda na preparação da logística garantiu que nada faltasse às equipas de socorro. Foi também destacada a colaboração da Junta de Freguesia de Mértola, que prontamente cedeu uma sala vital para a montagem do Posto de Comando Municipal.

    Apesar de a fase mais crítica ter sido ultrapassada, as equipas de intervenção mantêm-se no terreno, atentas à evolução da situação. As entidades competentes reiteram a importância de a população confiar nas instruções das autoridades para garantir a segurança de toda a comunidade. Bem hajam.

    Foto e créditos: AMM Mértola Informação Meio Local

  • GNR e Microsoft Lançam Nova Campanha Nacional pela Segurança Online

    GNR e Microsoft Lançam Nova Campanha Nacional pela Segurança Online

    Cyberbullying em Foco

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Microsoft Portugal voltam a unir forças para assinalar o Dia da Internet Mais Segura, que se celebra a 10 de fevereiro.

    Esta 12.ª edição do programa nacional coloca o combate ao cyberbullying no centro das atenções, promovendo uma utilização mais responsável e consciente da tecnologia por parte das gerações mais jovens.

    O encontro, concebido para capacitar crianças e jovens para uma navegação segura, visa dotá-los de ferramentas essenciais para reconhecer comportamentos de risco e adotar estratégias de autoproteção no ambiente digital.

    O arranque oficial do programa terá lugar no dia 10 de fevereiro, às 10h, na Sede da Microsoft Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa.

    A sessão comemorativa irá reunir 100 crianças num momento de sensibilização focado na prevenção do cyberbullying, na promoção de comportamentos responsáveis na Internet e na crucial importância da proteção de dados pessoais.

    Esta colaboração de longa data – a Microsoft Portugal é membro fundador do Consórcio da Internet Segura – reflete um compromisso contínuo com a segurança digital em Portugal. Os resultados acumulados do programa ao longo da última década atestam a sua abrangência nacional:

    O programa já envolveu mais de 431 mil alunos, abrangendo o 1.º ao 3.º ciclo de ensino. Mais de 38 mil professores e encarregados de educação já participaram nas mais de 11 mil sessões realizadas em todo o território nacional.

    Nos próximos meses, o programa intensifica a sua presença nas escolas. Serão realizadas sessões gratuitas dirigidas a alunos do ensino básico e secundário em todo o país. Esta fase contará com o envolvimento de mais de 400 militares das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da GNR e mais de 100 voluntários da Microsoft Portugal.

    O objetivo primordial desta edição passa por chegar ao maior número possível de instituições de ensino, equipando a comunidade escolar com estratégias eficazes para lidar com situações de cyberbullying, promovendo o bem-estar e a confiança dos jovens no ambiente online.

    As escolas do ensino básico e secundário que pretendam agendar uma sessão ‘Internet Segura 2026’ para os seus alunos podem contactar a equipa através do e-mail sid2026@microsoft.com. Devem ser indicados o nome da escola, o ciclo de ensino e os horários disponíveis para a realização da sessão, que pode ser agendada em formato presencial ou virtual.

  • Milhões de euros para a requalificação total dos Bairros Sociais de VRSAntónio

    Milhões de euros para a requalificação total dos Bairros Sociais de VRSAntónio

    Vila Real de Santo António deu ontem o passo inicial para aquela que é considerada a «maior operação de reabilitação habitacional da sua história», assim a define a câmara municipal.

    Um investimento superior a 50 milhões de euros tem por objetivo a requalificação integral de todos os bairros de habitação social do concelho, abrangendo um total de 372 fogos.

    As obras arrancaram oficialmente ontem, quinta-feira, assinalando o início da fase de execução do Programa de Requalificação dos Bairros de Habitação Social. O Bairro da Manta Rota foi o primeiro a entrar em obra, servindo como modelo de intervenção para os restantes bairros.

    Com a fase de montagem de estaleiros já concluída, o município entra agora em «velocidade de cruzeiro». Embora a Manta Rota lidere o processo, está previsto que, nos próximos dias, todos os bairros abrangidos avancem para obra, concretizando a estratégia de revitalização urbana e social.

    O modelo de intervenção na Manta Rota, que será replicado no concelho, visa minimizar o impacto nas famílias. Os moradores do primeiro bloco de habitações (organizado em nove frações) foram temporariamente realojados em mobile homes. Esta solução é a que permite aos moradoresd permanecer no seu bairro, mantendo a proximidade à sua rede de vizinhança e quotidiano.

    A entrega das chaves destas estruturas temporárias foi acompanhada pela vice-presidente da Câmara Municipal, Patrícia Jerónimo. A empreitada no primeiro bloco tem uma duração estimada de cerca de três meses. Após a conclusão, os moradores podem regressar às suas casas renovadas, libertando as estruturas temporárias para acolher as famílias do segundo bloco.

    A requalificação será profunda e estrutural, afirma a autarquia, e as intervenções incidirão sobre o reforço estrutural dos edifícios, a melhoria significativa da envolvente térmica e acústica, isolamentos e impermeabilizações de coberturas, bem como a substituição integral das redes de água, eletricidade, telecomunicações e saneamento.

    O objetivo é assegurar uma melhoria mínima de 10% no desempenho térmico das frações, garantindo maior conforto, segurança e eficiência energética às famílias.

    Este ambicioso programa é financiado a 100% por fundos comunitários, nomeadamente através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa 1.º Direito.

    O investimento é o resultado direto do trabalho desenvolvido pelo Município no âmbito da Estratégia Local de Habitação, que permitiu o planeamento rigoroso e a angariação dos mecanismos financeiros necessários para uma intervenção desta dimensão.

    Para o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, o arranque das obras simboliza uma «transformação histórica no concelho». O autarca sublinha que este é «o maior programa de requalificação de habitação social de sempre, com financiamento integral do PRR», e demonstra que o município está preparado para colocar «as pessoas no centro das prioridades».

    Com a entrada progressiva de todos os bairros em obra, VRSA reafirma o seu compromisso com a justiça social e a melhoria efetiva das condições de vida de centenas de famílias. O investimento global ascende a 50.274.304,71 euros, distribuídos pelos vários bairros do concelho da seguinte forma:

    O Bairro Santo António, com 143 fogos, receberá a maior fatia do investimento, no valor de 20.168.555,03 €, seguido pelo Bairro da Barquinha (73 fogos) com 8.908.604,85 €.

    Os restantes valores distribuem-se pelos bairros Caminhos de Ferro, dos Navegantes, do Encalhe, da Caixa de Previdência, Manta Rota, e fogos dispersos pelo concelho.

    A autarquia esdpera que toda a obra esteja concluída no final do mês de Agosto do ano em curso.

  • Temos a companhia de uma nova e pequena «Lua»

    Temos a companhia de uma nova e pequena «Lua»

    Uma nova “Lua” na vizinhança da Terra: um visitante discreto que ficará por décadas

    A Terra passou a contar, nos últimos tempos, com a companhia próxima de um pequeno corpo celeste que muitos já apelidam de “nova Lua”. Não se trata, contudo, de um satélite natural como a Lua que domina o nosso céu noturno, mas de um quase-satélite: o asteroide 469219 Kamoʻoalewa, que entrou numa relação orbital especial com o nosso planeta e deverá manter-se nas proximidades durante várias décadas.

    Kamoʻoalewa, também conhecido pela designação 2016 HO3, descreve uma órbita em torno do Sol, mas sincronizada de tal forma com a da Terra que, visto do nosso planeta, parece acompanhar-nos continuamente. Esta dança gravitacional faz com que o asteroide permaneça “preso” à vizinhança terrestre, sem nunca se tornar um satélite verdadeiro, nem representar risco de colisão.

    Com dimensões estimadas entre 40 e 100 metros, este pequeno corpo rochoso é demasiado reduzido para ser visível a olho nu, mas tem despertado grande interesse científico. A sua estabilidade orbital torna-o um alvo privilegiado para estudos astronómicos e, no futuro, até para missões espaciais de proximidade, funcionando como um laboratório natural para compreender melhor os asteroides próximos da Terra.

    Ao contrário de fenómenos pontuais, como meteoros ou passagens rápidas de asteroides, Kamoʻoalewa veio para ficar — pelo menos à escala de uma vida humana. Os cálculos atuais indicam que continuará a acompanhar a Terra durante várias dezenas de anos, antes de a dinâmica gravitacional o afastar novamente para uma órbita diferente em torno do Sol.

    Esta “nova Lua” não altera marés nem ilumina as noites, mas acrescenta um capítulo curioso à relação da Terra com o espaço próximo. Um lembrete silencioso de que o nosso planeta não viaja sozinho e de que, mesmo nas imediações cósmicas, há sempre novos vizinhos a descobrir.

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    por Redacção Digital GPT

  • Hyderabad: Onde as Pérolas do Passado Encontram a Capital Hi-Tech da Índia

    Hyderabad: Onde as Pérolas do Passado Encontram a Capital Hi-Tech da Índia

    Hyderabad não é apenas mais uma metrópole indiana; é o coração pulsante do Telangana, o estado mais jovem da Índia, e um dos destinos turísticos mais procurados do país.

    Esta cidade notável consegue fundir séculos de história rica com a vanguarda da tecnologia moderna, oferecendo uma experiência de viagem que dificilmente pode ser esgotada numa única visita. Sendo uma das cidades metropolitanas mais importantes da Índia, Hyderabad é um microcosmo do progresso e da tradição.

    Conhecida popularmente como a “Hi-Tech City da Índia”, Hyderabad estabeleceu-se firmemente como um centro global de inovação. A cidade é um próspero polo tecnológico e empresarial, albergando os quartéis-generais indianos de inúmeras multinacionais.

    Com o seu ‘Hi Tech City’, centro de convenções e edifícios modernos de última geração, Hyderabad simboliza o dinamismo económico e a modernidade arquitetónica do país.

    No entanto, o fascínio de Hyderabad vai muito além do vidro e do aço dos seus arranha-céus. A vida e a língua Hyderabadi são mundialmente famosas, refletindo uma cultura vibrante e acolhedora.

    A cidade é também um próspero centro para o cinema, com estrelas e produção consideradas atrações que rivalizam com os monumentos históricos.

    Pontilhada por belos lagos e parques que oferecem refúgios de serenidade, Hyderabad é, juntamente com a sua cidade gémea Secunderabad, um destino obrigatório para os amantes de cultura e gastronomia.

  • Guadiana em cheia: um dia de balanço após as descargas do Alqueva e do Chança

    Guadiana em cheia: um dia de balanço após as descargas do Alqueva e do Chança

    O dia de ontem ficou marcado por um quadro hidrológico exigente em toda a bacia do Guadiana. Depois de vários dias de precipitação intensa no interior e no sul da Península Ibérica, as descargas controladas das barragens de Alqueva e do Chança fizeram-se sentir ao longo de todo o curso do rio, com impacto particular nas localidades ribeirinhas do Baixo Guadiana.

    O dia de hoje trouxe uma pausa relativa, mas o cenário mantém-se sob vigilância, perante a previsão de nova tempestade a atingir o Algarve.

    As descargas do sistema de Alqueva, necessárias para garantir a segurança da infraestrutura, provocaram um aumento significativo dos caudais a jusante. Este acréscimo, conjugado com os contributos naturais dos afluentes, resultou na subida rápida do nível do Guadiana, levando à inundação de zonas ribeirinhas, campos agrícolas e acessos secundários.

    Em Mértola, o rio galgou margens em áreas historicamente vulneráveis. As zonas baixas junto ao cais e terrenos agrícolas adjacentes ficaram submersos, condicionando a atividade local.

    Embora sem registo de vítimas ou danos estruturais graves, a população acompanhou com apreensão a evolução do caudal, num cenário que reavivou memórias de cheias passadas.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 1

    Mais a sul, na fronteira natural entre Portugal e Espanha, Sanlúcar de Guadiana e Alcoutim viveram horas de particular atenção. A subida do nível do rio afetou zonas ribeirinhas, passadiços e áreas de lazer junto à água, levando ao encerramento preventivo de acessos e à suspensão temporária de atividades turísticas e fluviais.

    A cooperação transfronteiriça revelou-se essencial no acompanhamento da situação, com autoridades dos dois lados do rio em contacto permanente.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 2

    Já no troço final do Guadiana, o impacto fez-se sentir de forma mais alargada. Em Ayamonte, o aumento do caudal provocou a inundação de zonas baixas próximas da foz, afetando áreas agrícolas e alguns arruamentos junto ao rio.

    Do lado português, Castro Marim registou cheias nos sapais e zonas envolventes ao estuário, com especial incidência nos acessos rurais e terrenos agrícolas.

    Em Vila Real de Santo António, o Guadiana atingiu níveis elevados, condicionando a circulação em áreas ribeirinhas e obrigando à monitorização constante da frente urbana voltada para o rio.

    Apesar do impacto visual impressionante, a proteção proporcionada pelo estuário e pelas infraestruturas existentes permitiu mitigar efeitos mais severos no núcleo urbano.

    Situações semelhantes foram registadas em locais como Laranjeiras e Guerreiros do Rio, onde o Guadiana voltou a ocupar o seu leito de cheia, isolando temporariamente caminhos e afetando pequenas explorações agrícolas. Nestes territórios de menor densidade populacional, a resiliência das comunidades e o conhecimento do comportamento do rio foram determinantes para reduzir riscos.

    O balanço do dia de ontem aponta para danos materiais limitados, mas evidencia a vulnerabilidade persistente das zonas ribeirinhas face a episódios meteorológicos extremos.

    Com a previsão de agravamento do estado do tempo nas próximas horas, as autoridades mantêm os planos de contingência ativos, apelando à prudência, à não aproximação às margens do rio e ao acompanhamento das informações oficiais.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 3

    O Guadiana dá hoje um curto sinal de tréguas, mas permanece sob observação apertada, num inverno que volta a testar a capacidade de resposta das populações e das infraestruturas ao longo de um dos rios mais emblemáticos do sul da Península.

  • VRSA e Castro Marim assumem gestão direta do CROA

    VRSA e Castro Marim assumem gestão direta do CROA

    Transparência e Profissionalismo no Bem-Estar Animal anunciam

    Os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim deram um passo decisivo na política de bem-estar animal ao assumirem a gestão direta do Centro de Recolha Oficial de Animais Intermunicipal (CROA). A nova estratégia foca-se na profissionalização dos serviços, no reforço das equipas técnicas e numa comunicação mais transparente e célere com a população.

    Localizado no Sítio de Monte Matos, em Castro Marim, o CROA é uma estrutura vital para a salvaguarda da saúde pública e do bem-estar animal na região. O centro garante a recolha, o alojamento temporário e os cuidados básicos a todos os animais errantes ou abandonados, operando agora sob a responsabilidade integral das autarquias.

    Esta reorganização estratégica visa clarificar responsabilidades e garantir uma maior estabilidade na gestão, permitindo uma resposta mais estruturada e imediata. Até à data, a gestão operacional esteve a cargo da Associação Guadi, cuja colaboração foi relevante no apoio aos animais acolhidos. Encerrado este ciclo, a transição para a gestão direta assegura a continuidade do serviço com um reforço substancial da capacidade institucional.

    Um dos pilares desta nova fase é o investimento em recursos humanos. A equipa técnica, que já contava com a contribuição de uma enfermeira de Castro Marim, integra agora mais uma enfermeira de VRSA, garantindo uma atuação mais próxima e articulada no terreno. Complementarmente, e para responder a uma das maiores necessidades do concelho, VRSA contratualizou um novo médico veterinário, dedicado em exclusivo ao reforço da capacidade de esterilização. Este investimento garante que cada animal sinalizado receba o acompanhamento técnico e clínico adequado.

    No contexto da modernização, foi lançada uma nova página oficial do CROA, gerida em conjunto pelos dois municípios. Esta plataforma digital concentra a divulgação de animais para adoção, o registo de animais perdidos e diversas ações de sensibilização, tornando-se uma ferramenta fundamental para aumentar as taxas de adoção e garantir total transparência sobre o trabalho desenvolvido na estrutura de Monte Matos.

    Para além da gestão do centro de recolha, a autarquia vila-realense continua a consolidar a sua política de proteção com o Programa KAHU. Esta estratégia, prestes a completar meio ano, foca-se no controlo humanizado das colónias de gatos errantes através do método CED (Captura – Esterilização – Devolução).

    O KAHU não se limita ao controlo populacional, integrando a instalação de abrigos normalizados e garantindo condições de higiene e alimentação supervisionada. Esta abordagem equilibra o bem-estar dos felinos com as exigências de saúde pública e sustentabilidade urbana, resultando em colónias saudáveis e monitorizadas.

    Esta reorganização traduz uma opção política clara: assumir diretamente a responsabilidade pela causa animal, reforçando o compromisso público nesta área. Os municípios continuarão a promover a articulação com a sociedade civil, garantindo uma intervenção estruturada e orientada para a melhoria da qualidade de vida de pessoas e animais.

    Os cidadãos são convidados a seguir a nova página oficial para acompanhar o trabalho e as campanhas de adoção: Centro de Recolha de Animais Intermunicipal de VRSA e Castro Marim (facebook.com/croavrsacm).

  • Solidariedade do Algarve para Leiria

    Solidariedade do Algarve para Leiria

    Mais de Uma Tonelada de Bens Essenciais Seguem para Pombal Vítima da Depressão Kristin

    A resposta humanitária e a solidariedade nacional demonstraram mais uma vez a sua força. Em resposta aos graves estragos causados pela depressão Kristin no concelho de Pombal, distrito de Leiria, os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim uniram esforços numa campanha de angariação de bens que superou largamente o objetivo inicial, resultando na recolha de mais de uma tonelada de produtos essenciais.

    A operação de recolha, que decorreu entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro no quartel de bombeiros de VRSA e Castro Marim, reuniu uma vasta e diversificada gama de artigos de primeira necessidade.

    A tonelagem é composta por alimentos para bebés, cereais, leite, azeite, bolachas, arroz, enlatados, massa e água, complementados por produtos de higiene e alimentação para animais de estimação. De vital importância para o processo de reconstrução são também os materiais de construção civil, como telhas, cimento e telas.

    Os bens essenciais seguem viagem ainda esta semana em três viaturas – duas cedidas pelo Município de Castro Marim e uma pela autarquia de VRSA. A gestão de distribuição no terreno será assegurada pela Câmara Municipal de Pombal, que utilizará a sua extensa rede local para garantir que a ajuda chega a todo o território afetado.

    Este notável movimento de apoio foi articulado e organizado pelos Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    A iniciativa contou com a estreita colaboração das Juntas de Freguesia de Castro Marim, Altura, Odeleite, Azinhal, Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, sendo o apoio logístico dos bombeiros fundamental para o sucesso da primeira fase da campanha.

    Embora a primeira remessa de apoio esteja a caminho de Leiria, a solidariedade mantém-se ativa.

    A segunda fase do movimento decorre a partir desta semana, e as doações continuam a ser aceites no quartel de bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, permitindo um fluxo contínuo de ajuda para as populações de Pombal atingidas pela tempestade.

  • Salvamento arriscado

    Salvamento arriscado

    𝗡𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗿𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗼𝘀𝗮 𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟬𝟱, 𝗮 𝗦𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗶𝗻𝘇𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼, 𝗼 𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘂𝗶𝘃𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝗱𝗿𝗼𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗮 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮 𝘁𝗲𝗶𝗺𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗶𝗿, 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗮𝘀𝗳𝗮𝗹𝘁𝗼 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗶𝗮.

    Foi nesse cenário implacável que o alerta soou, cortando a monotonia da tarde: um despiste violento na estrada sinuosa que serpenteava pela serra, um carro precipitado numa ravina íngreme, com uma vida esmagada entre oi carro e o terreno.

    A notícia correu pelos centros operacionais como um choque elétrico, em poucos minutos, a engrenagem complexa do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e do Sistema Integrado de Proteção e Socorro (SIOPS) ativou-se.

    O cenário era desolador. O veículo estava irreconhecível, entalado entre rochas e vegetação, a dezenas de metros da estrada. Por baixo, uma pessoa, a vítima que gemia, com ferimentos graves e o tempo a esgotar-se rapidamente.
    A cada minuto que passava, a hipotermia e o choque eram ameaças tão grandes quanto os próprios ferimentos.
    O local era inacessível e a decisão foi rápida: seria necessário um helicóptero com um recuperador salvador.

    O pedido foi enviado e, pouco depois, o som distante das pás a fustigar o ar anunciava a sua chegada.

    O piloto, com uma perícia notável, pairava sobre a ravina, lutando contra o vento forte e a visibilidade reduzida, enquanto um recuperador agarrado a um cabo era descido até ao local por um guincho.
    No solo, após horas de trabalho hercúleo, os bombeiros conseguiram finalmente libertar a vítima dos destroços e com a máxima delicadeza, a vítima foi imobilizada e preparada para a subida.

    Lentamente, metro a metro, a vítima foi içada da escuridão da ravina, emergindo das profundezas para a luz ténue do fim da tarde.

    No helicóptero, a equipa médica já lá aguardava, pronta para estabilizar a vítima e iniciar o transporte urgente para o hospital.

    Aquele dia foi um testemunho vivo da resiliência, coragem e, acima de tudo, da coordenação perfeita entre os diferentes corpos do SIEM e do SIOPS.

    Naquela tarde fria e chuvosa de 2005, na Serra de Tavira, não foi apenas uma vida que foi salva; foi a prova de que, quando a adversidade ataca, a união e o profissionalismo são a nossa maior garantia de esperança.

    Um relato de João Horta Subchefe de 1ª emSAFEPLACE52


  • Risco de cheias aumenta devido a descargas de barragens e influência das marés

    Risco de cheias aumenta devido a descargas de barragens e influência das marés

    Alerta no Baixo GuadianaRisco de Cheias Aumenta Devido a Descargas de Barragens e Influência das Marés

    Os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António declararam, na tarde de 4 de fevereiro, a Situação de Alerta de âmbito municipal.

    A decisão, tomada às 16h00, surge em resposta ao risco hidrológico elevado que ameaça provocar cheias significativas no troço internacional e terminal do Rio Guadiana, uma área historicamente vulnerável na fronteira entre o Algarve e o Alentejo.

    Esta medida excecional justifica-se por uma conjunção perigosa de fatores. O caudal do Guadiana aumentou de forma sustentada e significativa, impulsionado pelas descargas massivas das barragens de Alqueva e Pedrógão, em Portugal, e da barragem de Chança, em Espanha.

    Este volume de água extraordinário é agravado pela precipitação persistente que tem afetado toda a bacia hidrográfica.

    Contudo, o fator mais crítico reside na zona estuarina: a conjugação da previsão de caudais elevados nas próximas horas com a influência das marés no estuário do Guadiana está a condicionar drasticamente a capacidade de escoamento do sistema fluvial.

    Este cenário traduz-se num risco acrescido para toda a zona ribeirinha dos respetivos concelhos.

    As autoridades alertam para potenciais impactos em pessoas, bens, infraestruturas, acessibilidades e atividades económicas.

    A declaração de alerta permite a ativação imediata de mecanismos excecionais de coordenação e resposta para mitigar os danos.

    Em articulação estreita com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – enquanto Autoridade Nacional de Segurança de Barragens – e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os municípios ativaram os Centros de Coordenação Operacional Municipal (CCOM).

    Entre as medidas já adotadas, contam-se o acompanhamento contínuo da evolução hidrográfica do rio, a articulação permanente com os gestores das barragens para a modulação das descargas, e o reforço da vigilância em zonas historicamente vulneráveis.

    Foi igualmente determinado o encerramento preventivo de vias de comunicação e rodoviárias afetadas por cheias ou com risco iminente de inundação, com a participação ativa dos corpos de bombeiros, forças de segurança e Autoridade Marítima Nacional.

  • Governo Equipara Depressão Cláudia a Catástrofe Natural

    Apoio Agrícola no Algarve Ativado até 2026

    O Governo português deu luz verde a um conjunto de apoios cruciais para a agricultura algarvia, após reconhecer formalmente a Depressão Cláudia como um “fenómeno climatérico adverso equiparável a catástrofe natural”.

    Esta decisão, que sublinha a gravidade dos impactos da intempérie, permite acionar o mecanismo de “Restabelecimento do Potencial Produtivo” no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o Continente.

    Esta medida emergencial visa mitigar os prejuízos e financiar a recuperação das infraestruturas e dos potenciais produtivos que foram danificados pelas chuvas intensas e outros eventos adversos associados à depressão.

    O apoio é visto como um balão de oxigénio vital para a resiliência do setor agrícola da região sul.

    As áreas elegíveis para este apoio concentram-se em várias freguesias e concelhos do Algarve, refletindo os locais mais severamente afetados.

    Os agricultores das seguintes zonas podem apresentar candidaturas: Castro Marim (Odeleite); Faro (União das Freguesias de Faro – Sé e São Pedro); Loulé (Alte e São Sebastião); Portimão (Mexilhoeira Grande); e, Silves, abrangendo as freguesias de São Bartolomeu de Messines, Alcantarilha, Algoz, Pêra e Tunes.

    Os interessados em beneficiar deste apoio devem agir dentro do prazo estipulado e submeter as suas candidaturas através do portal oficial do PEPAC. É imperativo notar que o prazo limite é alargado, estendendo-se até às 17h00 do dia 31 de março de 2026.

    No entanto, é crucial que os agricultores com explorações afetadas procedam primeiro à declaração de prejuízos, um passo prévio obrigatório. Esta declaração de ocorrências deve ser formalizada junto das entidades regionais competentes. Todos os pormenores sobre a legislação aplicável e os formulários de declaração de prejuízos estão disponíveis nos portais oficiais das entidades governamentais e regionais.

  • Luz Verde em Mértola

    Luz Verde em Mértola

    Investimento Reforçado na Educação Sénior, Concessão Turística e Viagem Jovem a Florença

    A Câmara Municipal de Mértola reuniu no passado dia 4 de fevereiro para a sua Reunião Ordinária, sob a presidência de Mário Tomé. O encontro, que contou com a presença unânime de todos os vereadores, resultou na aprovação de um conjunto de propostas estratégicas que marcam o investimento do município em áreas cruciais como a educação, o turismo e o apoio ao associativismo.

    Mértola Consolida-se como Cidade Educadora

    Um dos pilares desta reunião centrou-se na educação e no posicionamento de Mértola no panorama nacional e internacional.

    Foi aprovada, por unanimidade, a alteração ao protocolo de colaboração com a ALSUD – Cooperativa de Ensino e Formação Profissional, garantindo um reforço financeiro para a Universidade Sénior de Mértola.

    O valor por polo foi aumentado para 4.200,00€, garantindo a sustentabilidade e a qualidade da oferta formativa para a população mais velha do concelho.

    Paralelamente, Mértola deu um passo decisivo no seu posicionamento internacional ao aderir à Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE).

    Esta aprovação, acompanhada pela subscrição da Carta das Cidades Educadoras, cimenta o compromisso do município em fazer da educação, em todas as suas vertentes, um motor de desenvolvimento social e cívico.

    Dinamização Turística na Mina de São Domingos

    No campo da economia e do lazer, a Câmara Municipal avançou com uma medida que visa dinamizar a popular praia fluvial da Tapada Grande, na Mina de São Domingos.

    Foi aprovada a proposta de abertura de Concurso Público para a concessão do direito de exploração de embarcações de recreio.

    Esta medida, que será posteriormente enviada para aprovação da Assembleia Municipal, visa potenciar a oferta turística local e o usufruto da zona balnear com atividades aquáticas sustentáveis.

    Mais Apoios para o Desporto e Cultura Jovem

    O associativismo desportivo também viu o seu apoio municipal reforçado. Foi aprovado, por unanimidade, o ajustamento na cabimentação relativa aos Apoios Municipais ao Associativismo Desportivo – Programa PACTARV (Apoio à Cedência de Transportes, Aquisição e Reparação de Viaturas) para 2026.

    Este ajuste implica um reforço de verba no valor de 6.125,00 €, decorrente da aplicação da majoração associada ao número de viaturas por clube, reconhecendo o esforço logístico das associações.

    Por fim, a cultura e a juventude foram contempladas com a aprovação da realização da edição de 2026 da iniciativa “Viagem Cultural com Jovens”.

    O destino escolhido é a icónica cidade de Florença, Itália, definindo-se desde já as datas, condições de participação e critérios de seleção para o que promete ser uma experiência cultural enriquecedora.

    Todas as deliberações desta Reunião Ordinária foram tomadas por unanimidade, sublinhando o consenso político em torno destes investimentos estratégicos para o desenvolvimento futuro de Mértola.

    Os cidadãos interessados em conhecer em detalhe o conteúdo integral das atas desta e de outras reuniões podem fazê-lo através do portal do município.

  • A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    Fé, Cultura e Nostalgia

    A semana de comemorações do Dia de Santa Maria encerrou com chave de ouro, estabelecendo um notável balanço entre a tradição religiosa, a dinâmica cultural e a prática desportiva.

    Os eventos, que decorreram na freguesia, refletiram de forma clara a identidade e as ricas tradições locais, confirmando o forte empenho da comunidade na celebração das suas raízes.

    O sucesso e a abrangência do programa foram fruto de uma colaboração estratégica e multifacetada.

    A Junta de Freguesia, promotora da iniciativa, contou com a parceria essencial das Paróquias de Tavira para a dimensão da fé, com a União Cicloturismo Tavirense para os aspetos desportivos, e com o imprescindível apoio do Município de Tavira.

    Esta conjugação de esforços garantiu que a semana fosse marcada pela partilha, pelo convívio e pela ampla participação popular.

    O ponto alto das festividades, que reuniu a comunidade em torno da cultura, foi o espetáculo musical que lotou o Teatro Municipal António Pinheiro (TMAP). Sob o título “Máquina do Tempo – Anos 60”, o evento foi concebido e apresentado pela talentosa Escola de Música da Fuzeta, sob a direção do músico Domingos Caetano.

    O público foi transportado numa autêntica viagem nostálgica, revivendo os grandes êxitos da vibrante década de 1960.

    O palco foi partilhado por alunos, professores e músicos convidados, num TMAP completamente cheio, demonstrando o poder da arte local em mobilizar e encantar a audiência.

    A Junta de Freguesia aproveita para expressar o seu profundo agradecimento a todos os parceiros institucionais, aos artistas que abrilhantaram as celebrações, a todas as entidades envolvidas e, sobretudo, ao público que, com a sua participação ativa, foi decisivo para o sucesso destas comemorações e para a continuada valorização da nossa freguesia.

  • Na Coesão e Proximidade câmara de Alcoutim aprova apoios

    Na Coesão e Proximidade câmara de Alcoutim aprova apoios

    Cruciais para Seniores e Desporto Local

    A Câmara Municipal de Alcoutim assumiu um forte compromisso com a coesão social e o bem-estar da sua população na reunião executiva desta quarta-feira, 28 de janeiro.

    Foram aprovados protocolos de cooperação que injetam mais de 135.000 euros na rede de apoio social e no movimento desportivo local. Este investimento visa garantir a sustentabilidade dos serviços essenciais, desde o cuidado aos idosos até à formação da juventude.

    O destaque principal vai para a aprovação de um protocolo com a Associação de Solidariedade Social, Cultura, Desporto e Arte dos Balurcos. Este acordo prevê uma comparticipação financeira de 91.000,00 euros, essencial para cobrir as despesas de funcionamento do Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da instituição.

    Este apoio financeiro é vital, reconhecendo o papel crucial que esta Associação desempenha no apoio à população sénior e aos munícipes em situação de maior vulnerabilidade no concelho. Além da vertente financeira, a autarquia reforçou o compromisso com a qualidade dos cuidados de saúde, aprovando um protocolo tripartido que garante o acompanhamento clínico regular dos utentes do Lar por parte de um médico.

    O presidente da autarquia, Paulo Paulino, sublinha a relevância desta ação: “Este protocolo traduz o reconhecimento do trabalho imprescindível que a Associação dos Balurcos desenvolve diariamente junto da nossa população mais idosa e vulnerável. O apoio financeiro agora aprovado é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados, reforçando o compromisso do Município de Alcoutim com a coesão social e o bem-estar da comunidade.”

    Além da rede social, Alcoutim olhou também para o futuro e para a promoção de estilos de vida saudáveis através do desporto. Na mesma reunião, foram aprovadas comparticipações financeiras que totalizam 44.000 euros destinadas a associações desportivas locais.

    O Grupo Desportivo de Alcoutim (GDA) recebeu 35.000 euros e o Clube de Karaté de Alcoutim e Martim Longo foi contemplado com 9.000 euros. Estes fundos destinam-se a apoiar os respetivos planos de atividades para o corrente ano, permitindo a continuidade e o desenvolvimento do trabalho de formação e dinamização desportiva.

    O investimento reconhece o mérito e a consistência destas instituições, destacando, em particular, os excelentes resultados alcançados pelos atletas do GDA na modalidade de canoagem, que tem elevado o nome do concelho a patamares nacionais.

    Para Paulo Paulino, este investimento é crucial: “O Município reconhece o papel fundamental que o movimento associativo desportivo desempenha na formação dos jovens, na promoção de estilos de vida saudáveis e na dinamização do território. Estes apoios são um investimento nas pessoas e no futuro do concelho.”

    A autarquia de Alcoutim reafirma, assim, a sua política de proximidade e cooperação com as instituições locais, assegurando a sustentabilidade dos serviços essenciais e fortalecendo a coesão social do território.

  • Vila Real de Santo António em Alerta

    Vila Real de Santo António em Alerta

    Depressão Leonardo Força Reunião de Emergência e Ativa Nível de Prontidão 4

    O Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Vila Real de Santo António (VRSA) reuniu-se de emergência hoje, 3 de fevereiro, para preparar e definir medidas preventivas perante o iminente agravamento das condições meteorológicas provocado pela Depressão Leonardo.

    De acordo com as previsões emitidas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão começaram a sentir-se com maior intensidade no Baixo Alentejo e Algarve a partir do final da tarde de terça-feira.

    Esperam-se períodos de chuva persistente, vento forte e agitação marítima significativa, com o pico de maior impacto previsto entre a noite de 3 de fevereiro e a manhã de 5 de fevereiro.

    Face à ameaça, o sistema nacional de Proteção Civil encontra-se em estado de prontidão especial – nível 4, e o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado. A região do Algarve mantém, por isso, vários avisos meteorológicos em vigor.

    A reunião do CCOM sublinhou a articulação entre múltiplas entidades. Estiveram presentes responsáveis da saúde, forças de segurança, autarquia, juntas de freguesia, Águas de Vila Real de Santo António, e os Bombeiros de VRSA e Castro Marim, garantindo uma gestão operacional coordenada do território.

    A nível hidrográfico, a situação do rio Guadiana está sob vigilância. Embora estejam previstas marés com alguma amplitude, que poderiam potenciar inundações em zonas vulneráveis se coincidissem com precipitação intensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não emitiu, até ao momento, alertas de cheia para esta zona.

    Estão igualmente programadas descargas controladas nas barragens de Alqueva, Chança, Odeleite e Beliche, mas a amplitude das marés deverá permitir acomodar os aumentos de caudal previstos.

    Em termos de prevenção local, o Município, em colaboração com a Rede Ambiente, reforçou a limpeza e desobstrução de sumidouros e sarjetas, bem como a limpeza dos cursos de água, visando garantir as melhores condições possíveis para o escoamento das águas pluviais.

    O Serviço Municipal de Proteção Civil mantém-se em contacto permanente com a ANEPC, assegurando que qualquer alteração ao estado de alerta ou emissão de avisos de cheia será prontamente comunicada à população.

    Recomendações Essenciais para a População

    Perante este cenário de alerta, a ANEPC apela à adoção de medidas de autoproteção. A população deve proceder à limpeza dos sistemas de drenagem junto às habitações (esgotos e caleiras); fixar estruturas soltas (andaimes, lonas, toldos); evitar a permanência junto à orla costeira e zonas ribeirinhas; não tentar atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam pouco profundas; adotar uma condução defensiva e reduzir a velocidade nas estradas.

    O Município apela à serenidade de todos os munícipes e ao rigoroso cumprimento das orientações emitidas pelas autoridades competentes, assegurando que continuará a monitorizar de perto a evolução da situação meteorológica.

    Para casos de ocorrência, foram divulgados os seguintes contactos de emergência: Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim — 281 543 112; Número nacional de emergência — 112

  • Depressão Kristin: associações empresariais apoiam medidas do Governo,

    Exigem Maior Celeridade e Apoios Não Reembolsáveis

    As principais associações empresariais das regiões de Leiria, Coimbra e Santarém manifestaram um apoio cauteloso às medidas governamentais anunciadas para mitigar os estragos causados pela Depressão Kristin.

    Contudo, alertam para a insuficiência dos apoios face à dimensão dos prejuízos e exigem uma aceleração urgente na aplicação prática das ajudas, incluindo a extensão de subvenções a fundo perdido para microempresas.

    A AIP – Associação Industrial Portuguesa, juntamente com a NERLEI, a NERSANT e a NERC, reuniu em Leiria para avaliar o impacto da tempestade, que se revelou transversal a quase todos os setores económicos. A conclusão é que os efeitos nefastos ultrapassam largamente a mera destruição de ativos físicos.

    Os empresários sublinham que a paragem forçada da atividade, resultante das interrupções no fornecimento de eletricidade e comunicações, está a provocar um agravamento exponencial da situação.

    A este cenário juntam-se penalizações contratuais, a deterioração de stocks e os custos inerentes às manutenções necessárias para o reinício da produção.

    Em termos gerais, as associações consideram que o pacote de medidas anunciado pelo Governo se encontra “globalmente bem estruturado”, dada a informação disponível no momento da decisão.

    Foram especialmente destacadas como positivas as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação dos procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o recurso ao lay-off simplificado e as moratórias fiscais e linhas de apoio financeiro.

    No entanto, a grande preocupação levantada é a celeridade da intervenção. Foi identificada como crítica a velocidade com que as medidas chegarão efetivamente às empresas, um ponto que, segundo as associações, deve seguir as boas práticas adotadas em situações anteriores, como os incêndios de 2017 e a crise pandémica da COVID-19.

    Da reunião resultou um conjunto de propostas prioritárias que foram imediatamente apresentadas ao Ministério da Economia. A principal exigência passa pelo alargamento das subvenções diretas até 10.000€ — atualmente previstas apenas para os setores da agricultura e floresta — a outros setores, nomeadamente microempresas.

    Foi igualmente defendida a ativação urgente do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, permitindo o acesso a apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas pela tempestade. Os líderes empresariais reivindicam ainda a aceleração do acesso a linhas de crédito já existentes e a reprogramação dos contratos de incentivos em vigor.

    Por último, o sector empresarial pressiona o Governo para que agilize os pagamentos, reembolsos e adiantamentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030, essenciais para garantir o fluxo de caixa e a capacidade de investimento nas empresas atingidas.

  • Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Envio de Geradores para o Centro do País

    O Município de Castro Marim em demonstração de «um forte espírito de solidariedade inter-regional» enviou, no dia 31 de janeiro, um carregamento vital de geradores de grande capacidade.

    A ajuda é destinada às zonas do Centro do país, gravemente afetadas pelos danos causados pela recente depressão Kristin.

    A operação logística, conduzida por um motorista do município algarvio, envolveu o transporte de geradores potentes (cerca de 100 kVA), provenientes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil/Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, juntamente com o apoio dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Portimão e Loulé.

    Os equipamentos de maior dimensão serão cruciais para garantir o funcionamento de centros de saúde e outros equipamentos sociais na área de Leiria. Paralelamente, foram igualmente transportados pequenos geradores domésticos com destino ao Município de Pombal.

    Esta ação de apoio é uma resposta direta à solicitação do Comando Nacional para a constituição de um Grupo de Reforço de Bombagem. Este grupo de intervenção especializado na zona centro conta com um total de sete veículos, 25 bombeiros e dois elementos de comando, mobilizados a partir de corporações algarvias essenciais, incluindo Vila Real de Santo António (VRSA), Castro Marim, Lagos, Loulé, Monchique, Albufeira e Vila do Bispo.

    Além do apoio logístico e de recursos humanos, o esforço de ajuda humanitária continua a contar com o contributo da população. Até ao dia 3 de fevereiro, os cidadãos podem participar ativamente na recolha de bens essenciais.

    As doações, que incluem água, alimentos não perecíveis (como conservas, massa, arroz, azeite, leite, papas infantis, bolachas e cereais), produtos de higiene (champô, sabonete, fraldas, toalhetes) e materiais de construção cruciais (telhas, areia, cimento, lonas e mangas de plástico para proteção de telhados), podem ser entregues nos quartéis de bombeiros de VRSA e Castro Marim.

    A mobilização rápida de Castro Marim e a articulação entre as diversas entidades de proteção civil do Algarve sublinham a importância da coordenação nacional em momentos de crise, reforçando o lema de que ‘Juntos vamos ajudar o País’.

  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • O Ritmo da Tradição: Castro Marim promove saúde e convívio

    O Ritmo da Tradição: Castro Marim promove saúde e convívio

    O Regresso do «Baila Coração ao Som do Acordeão»

    A Câmara Municipal de Castro Marim anunciou o regresso da aclamada iniciativa «Baila Coração ao Som do Acordeão», um programa que visa unir a rica tradição popular algarvia com uma política ativa de promoção do envelhecimento ativo e saudável.

    Durante cinco meses, de janeiro a maio, os serões de baile percorrerão as várias povoações do concelho, garantindo animação e um forte impulso ao bem-estar social.

    Mais do que um mero evento de entretenimento, o programa tem um propósito fundamentalmente social e de saúde pública.

    O Município de Castro Marim utiliza o convívio e o exercício físico proporcionado pela dança como ferramentas de combate ao isolamento e à depressão, males que afetam frequentemente as populações mais envelhecidas e isoladas do interior.

    Os bailes, embalados pelo som inconfundível do acordeão, são vistos como um excelente pretexto para a socialização e para o combate às doenças osteoarticulares, contribuindo significativamente para aumentar a qualidade de vida dos munícipes.

    O calendário para 2024 é vasto e começa a aquecer os corações já este mês. O arranque da edição está agendado para o dia 24 de janeiro, no Clube de Caçadores da Corte Pequena. O programa prossegue no dia 31 de janeiro, levando a festa à sede da Banda Musical Castromarinense, em Castro Marim. Todos os serões estão previstos para começar pontualmente às 21h00.

    Em fevereiro, a animação não abranda, com duas datas confirmadas: no dia 21, o palco é o Clube de Caçadores e Pescadores Entre-barragens, seguindo-se o Clube Junqueira, no dia 28.

    Após um interregno em março, os bailes regressam em abril, abrangendo várias associações culturais e recreativas. Estão marcados para o dia 4 de abril, na sede da Associação Recreativa e Cultural do Azinhal; no dia 11, no Clube de Caçadores e Pescadores das Furnazinhas; e, por fim, a 18 de abril, no Clube Desportivo Caça e Pesca do Guadiana, na Corte Gago.

    O ciclo festivo “Baila Coração ao Som do Acordeão” culmina em maio, com os dois últimos encontros: um baile na Antiga Escola do Barrocal/Associação Mito Algarvio, no dia 9, e o encerramento oficial no dia 16 de maio, no Centro de Convívio da Cumeada da Alta Mora.

    Esta iniciativa é uma das bandeiras da política de proximidade da autarquia de Castro Marim na área da saúde e bem-estar, demonstrando um claro empenho na promoção de um envelhecimento ativo e com mais qualidade de vida para toda a comunidade.