FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    As recentes e intensas tempestades que têm assolado o Sul da Europa deixaram marcas visíveis na rede de percursos pedestres mais emblemática do Algarve.

    Os responsáveis pela gestão da Via Algarviana emitiram um alerta urgente, documentado por um testemunho fotográfico impactante, que confirma o estado de cheia em várias secções do percurso.

    A fotografia divulgada foca-se na passagem pela ribeira de Monchique, ilustrando o nível alarmante a que as águas subiram durante o fim de semana.

    O registo mostra claramente o caminho que desce até à ribeira completamente inundado, com a água a cobrir sensivelmente metade de um poste de sinalização, um indicador claro da profundidade e do risco atual.

    Este cenário não se limita apenas às linhas de água. Os gestores da Via Algarviana sublinham que o estado atual de muitos trilhos e caminhos foi gravemente afetado pela saturação dos solos e pela força dos caudais.

    A passagem pela ribeira de Monchique é apenas um exemplo da vulnerabilidade do percurso face à sequência de eventos meteorológicos extremos deste inverno.

    Face à instabilidade e aos perigos inerentes à circulação em caminhos potencialmente danificados ou submersos, a recomendação é perentória: os caminhantes e entusiastas da natureza devem adiar os seus planos de exploração da Via Algarviana por “mais uns dias (ou semanas)”.

    O objetivo é simples: garantir que todos possam desfrutar do percurso em segurança e em pleno contacto com a natureza, assim que as condições climatéricas permitam a recuperação total dos trilhos.

  • IA da Google na prevenção de cheias no Baixo Guadiana

    IA da Google na prevenção de cheias no Baixo Guadiana

    A platafirma Google Flood Hub Prevê Risco de Cheias para os Próximos Dias


    A combinação de chuvas intensas e a gestão dos caudais da Barragem de Alqueva coloca a região do Baixo Guadiana sob vigilância. A plataforma Flood Hub, da Google, utiliza Inteligência Artificial para antecipar subidas do nível das águas, servindo como uma ferramenta crucial de utilidade pública.
    Vila Real de Santo António – A região do Baixo Guadiana enfrenta um cenário de vulnerabilidade meteorológica nos próximos dias. Com a passagem de sucessivas frentes de precipitação e a necessidade de descargas controladas na Barragem de Alqueva para modular os caudais afluentes, o risco de transbordo do rio em zonas críticas aumentou significativamente.
    De acordo com os dados mais recentes processados pela plataforma Flood Hub da Google, o modelo hidrológico aponta para uma subida gradual do nível das águas entre Mértola e a foz do Guadiana. A ferramenta, que cruza dados de satélite com previsões meteorológicas em tempo real, permite antecipar cenários de inundação com uma antecedência de até sete dias, oferecendo uma margem de manobra preciosa para as populações e autoridades locais.
    Tecnologia ao Serviço da Segurança
    O Flood Hub não é apenas um mapa de risco; é um sistema avançado de resposta a crises. Ao contrário dos métodos tradicionais, esta plataforma utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar dois modelos distintos:

    • Modelo Hidrológico: Prevê a quantidade de água que corre no rio.
    • Modelo de Inundação: Identifica as áreas específicas que serão afetadas e a profundidade prevista da água no solo.
      Utilidade Pública: Como o Cidadão Pode Proteger-se
      Para os residentes de localidades como Alcoutim, Guerreiros do Rio ou Azinhal, o acesso a esta informação é gratuito e direto. Através do portal Flood Hub, qualquer utilizador pode:
    • Visualizar em tempo real as zonas com maior probabilidade de inundação.
    • Receber alertas diretamente no smartphone através do Google Maps ou Pesquisa Google.
    • Planear a proteção de bens e a evacuação de gado ou veículos em áreas ribeirinhas antes que o pico da cheia ocorra.
      Recomendações das Autoridades
      Embora a tecnologia da Google ofereça uma previsão de alta precisão (estimada em cerca de 80% de correspondência com a realidade no terreno), a Proteção Civil reforça que estas ferramentas devem complementar os avisos oficiais do IPMA e das autarquias.
      Perante a previsão de chuva forte e vento para esta semana, recomenda-se à população que evite atividades junto às margens, garanta a desobstrução de sistemas de escoamento e acompanhe a evolução dos mapas de risco online.

    por Redacção GEM-DIGI

  • Guadi abandona CRO de Castro Marim

    Guadi abandona CRO de Castro Marim

    É o fim de uma era para a GUADI que decidiu abandonar o Canil Intermunicipal de Castro Marim e VRSA Após 20 Anos de Serviço, rementendo as explicações para mais tarde.

    A comunidade algarvia ligada à causa animal foi surpreendida esta semana com a notícia da saída de uma associação histórica do Centro de Recolha Oficial (CRO) Intermunicipal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (VRSA).

    Após duas décadas de dedicação ininterrupta ao acolhimento de animais, a entidade optou por cessar a sua colaboração, remetendo a explicação completa desta «decisão muito pensada» para um momento posterior.

    Durante 20 anos, a associação foi o pilar da gestão e apoio no canil intermunicipal. O comunicado emitido pela organização sublinha a longevidade deste compromisso, mencionando que, apesar das «muitas adversidades», a equipa conseguiu alcançar resultados significativos na defesa e bem-estar dos animais.

    Com a retirada imediata, há uma alteração operacional crucial para o público. A associação informa que, a partir de agora, qualquer contacto referente a informações ou assuntos relacionados com o canil deve ser dirigido exclusivamente às autarquias de Castro Marim e VRSA.

    A entidade manifesta, contudo, a sua disponibilidade para prestar apoio em “qualquer outro assunto” que não o canil em si.

    Embora a nota oficial assegure que “não há culpa, nem culpados”, o tom da comunicação é marcadamente emocional e sugere que a decisão não foi fácil. A associação refere que a vida “é feita de ciclos” e expressa o seu pesar por não poder, neste momento, fornecer todos os detalhes sobre o fim desta parceria de longa data.

    “Teríamos muito para dizer, mas neste momento não consigo”, confessa a entidade no comunicado, revelando que a decisão, apesar de apresentada como um fecho de ciclo ponderado, pode estar ligada a dificuldades subjacentes que se tornaram insustentáveis.

    A totalidade dos motivos que levaram a esta rutura será, portanto, esclarecida apenas quando os responsáveis se sentirem preparados para tal.

    O adeus é marcado por uma profunda gratidão. A associação aproveitou a oportunidade para agradecer publicamente a todos os voluntários, colaboradores e amigos que, de uma forma ou de outra, fizeram parte da equipa ao longo das duas décadas de serviço no CRO Intermunicipal.

  • CUF Conclui Aquisição de 75% do Hospital Particular do Algarve

    A CUF formalizou um passo estratégico significativo no mapa da saúde nacional. A empresa anunciou a conclusão da aquisição de 75% do capital social do Hospital Particular do Algarve (Grupo HPA Saúde), uma operação que expande drasticamente a sua presença geográfica em Portugal continental e insular.

    O fecho da operação só foi possível após a obtenção do indispensável aval regulatório, nomeadamente a decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência (AdC). Esta compra de participação maioritária representa um investimento substancial, tendo sido liquidada por uma contrapartida que corresponde a cerca de 7,5% do total de ativos da CUF, tomando como referência a situação de junho de 2025, conforme comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

  • Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Entre a Promessa Energética e o Grito de Alerta Ambiental da Serra


    TAVIRA E ALCOUTIM — O interior do Algarve encontra-se no centro de uma nova vaga de investimentos em energias renováveis que está a dividir opiniões.

    A instalação de parques eólicos com aerogeradores de nova geração — caracterizados por uma altura sem precedentes e elevada potência — nos concelhos de Tavira e Alcoutim está a colocar em confronto a urgência da transição energética e a preservação do património natural e social da região.


    O Projeto: Gigantes de Aço no Horizonte

    O principal foco de tensão é o projeto de hibridização da Central Fotovoltaica de Alcoutim (Solara4), que prevê a instalação de 25 aerogeradores com uma potência unitária de 6,6 MW. Somando a outros projetos em avaliação, como os parques de Cachopo (Tavira) e Pereiro, estima-se que mais de uma centena de turbinas possam vir a ocupar uma área de 500 km^2 no nordeste algarvio.

    Estes novos geradores são significativamente mais altos do que os modelos tradicionais, visando maximizar a captação de vento em altitudes superiores, o que altera de forma irreversível a linha do horizonte das serras algarvias.
    Autoridades: O Dilema entre Desenvolvimento e Ordenamento
    As autoridades locais e regionais encontram-se num equilíbrio delicado:

    Impacto Positivo: É reconhecido o potencial de criação de receitas diretas para os municípios (através de taxas e rendas) e o contributo para as metas nacionais de descarbonização. O reforço da rede elétrica na subestação de Tavira é visto como um ativo estratégico.

    Preocupações: Existe o receio de que o interior se torne um “quintal energético” do litoral, sem benefícios diretos na fixação de população ou na descida da fatura de energia para os residentes locais. A pressão sobre o ordenamento do território é uma preocupação constante nas câmaras municipais.
    Sociedade Civil e Ecologistas: “Impactos Irreversíveis”
    A reação da sociedade civil tem sido de forte oposição, liderada por movimentos como a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve (PPSBA) e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
    Em janeiro de 2026, a SPEA emitiu um parecer contundente pedindo o chumbo definitivo do projeto Solara4. Os argumentos focam-se em dois eixos:

    • Biodiversidade: O projeto situa-se num corredor migratório crítico e ameaça espécies protegidas, como a Águia-de-bonelli, o abutre e a cegonha, devido ao risco de colisão.
    • Qualidade de Vida: Aldeias como Malfrades e Monte das Preguiças poderão ficar a menos de 800 metros das turbinas, expondo os moradores a ruído constante e ao impacto visual de estruturas de grande escala.

    “A transição energética é necessária, mas não pode ocorrer à custa da natureza ou da qualidade de vida das populações locais”, afirma a SPEA em comunicado recente.

    Quadro Comparativo de Impactos

    DimensãoAspetos PositivosInconveniências / Riscos
    EconómicaReceitas municipais e investimento direto.Desvalorização de propriedades e impacto no turismo de natureza.
    AmbientalRedução de emissões de CO_2.Risco para aves migratórias e destruição de habitats sensíveis.
    SocialReforço das infraestruturas elétricas.Poluição sonora e alteração drástica da paisagem serrana.

    Antevisão Eólicas

    O processo de consulta pública para a reformulação do projeto de Alcoutim encerra no início de fevereiro, prometendo ser um marco na definição de quão longe o Algarve está disposto a ir na produção de energia “limpa”.

  • Vila Real de Santo António é Palco de estrelato do juvenil mundial em 2026

    Vila Real de Santo António é Palco de estrelato do juvenil mundial em 2026

    A agenda desportiva de Vila Real de Santo António (VRSA) acaba de ganhar um brilho internacional para 2026. O município algarvio será novamente o anfitrião do prestigiado Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16, um evento que atrai as mais promissoras jovens talentos femininas e masculinas do futebol mundial.

    Entre os dias 4 e 17 de fevereiro de 2026, a cidade algarvia transforma-se no epicentro da formação desportiva europeia. Todos os encontros serão disputados no Complexo Desportivo de VRSA, aproveitando a excelência das infraestruturas do Estádio Municipal, reconhecido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como um local ideal para competições de alto nível de formação.

    O torneio contará com um cartaz de luxo e uma forte presença internacional, abrangendo competições femininas e masculinas.

    Na vertente feminina, Portugal terá a difícil tarefa de defrontar as seleções da Alemanha, do México e dos Países Baixos. No que toca à competição masculina, a Seleção Nacional enfrentará equipas de alto calibre, nomeadamente a Alemanha, o Japão e, novamente, os Países Baixos. Esta diversidade de estilos de jogo promete um futebol de elevado nível tático e técnico.

    Mas o que realmente eleva a importância deste torneio não é apenas a competição, mas sim a montra de talentos que representa. Todos os anos, dezenas de ‘olheiros’ dos principais clubes do futebol europeu rumam a VRSA, na esperança de detetar a próxima grande estrela. Para estes jovens atletas, esta é uma oportunidade inigualável para mostrarem o seu valor sob os holofotes e, potencialmente, garantir uma vaga nos plantéis dos gigantes do desporto-rei.

    A organização deste evento de desenvolvimento está a cargo da FPF, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Complexo Desportivo local.

    Os entusiastas do futebol têm uma excelente notícia: a entrada para todos os jogos do Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16 é totalmente livre, permitindo que o público possa assistir, de perto e gratuitamente, ao desabrochar destas futuras estrelas internacionais.

  • Forum da Juventude em Castro Marim

    Forum da Juventude em Castro Marim

    O primeiro Fórum da Juventude – “Castro Marim, Agora é Connosco”, um evento dedicado exclusivamente à juventude do concelho, que decorreu na Antiga Escola Primária de Altura, foi promovido pelo promovida pelo Município local, em parceria com a associação Young Link.

    Num círculo de participação e partilha de ideias, através de um diálogo aberto e descomplicado, uniram-se os jovens do concelho e o Executivo Municipal, com o objetivo de reforçar o envolvimento da juventude na construção do futuro de Castro Marim e na (re)definição de políticas locais.

    Durante o Fórum foram discutidas as condições regulamentares para o lançamento do Orçamento Participativo Jovem (OPJ), uma nova ferramenta de participação que permitirá aos jovens apresentar, votar e ver concretizada uma ideia para o concelho, reforçando o compromisso do Município com a participação ativa da juventude e com a democratização das decisões locais.

    A autarquia de Castro Marim anuncia que este foi apenas o primeiro passo de um caminho de diálogo contínuo entre o Município e os jovens do concelho, do qual resultaram várias ideias e propostas que, a seu tempo, serão desenvolvidas e implementadas.

    A Antiga Escola Primária de Altura, é agora sede da associação Young Link e passa a funcionar como um espaço de encontro, dinamização e envolvimento dos jovens castromarinenses.

    Com esta iniciativa, o Município de Castro Marim quer reafirma o seu compromisso com a juventude, promovendo espaços de escuta ativa, participação cívica e construção conjunta de um território mais inclusivo, dinâmico e preparado para o futuro.

  • Espanhol Pepe Gámez doa coleção a Alcoutim

    Espanhol Pepe Gámez doa coleção a Alcoutim

    Tesouro artístico chega avaliado em mais de 92 Mil Euros

    O património cultural do concelho de Alcoutim acaba de ser significativamente reforçado com uma doação de grande valor e impacto.

    O artista plástico espanhol Pepe Gámez entregou ao Município uma coleção impressionante, composta por 36 obras de arte, entre as quais se contam 25 esculturas e 11 pinturas.

    De acordo com o próprio autor, o valor global desta coleção ultrapassa os 92 mil euros. Mais do que o valor material, estas peças constituem uma autêntica retrospetiva do percurso de Gámez, representando um contributo fundamental para a dinamização artística da região algarvia.

    Residente em Ayamonte, Pepe Gámez é reconhecido pela expressividade das suas criações, que transitam entre a escultura e a pintura. A sua obra reflete uma profunda ligação à sua terra, ao imaginário mediterrânico e à condição humana, empregando uma linguagem visual que funde, com sensibilidade, a tradição e a contemporaneidade.

    Gámez é conhecido por valorizar o imperfeito, o simbólico e o essencial, através do engenho e de uma estética singular. A decisão de doar esta vasta coleção a Alcoutim surge como um gesto de partilha cultural e de valorização da arte junto da comunidade, promovendo a acessibilidade cultural transfronteiriça.

    As 36 obras já se encontram integradas no espólio municipal e estão, de momento, expostas em dois locais emblemáticos do concelho: a Ermida da Conceição e a Biblioteca Municipal Carlos Brito. O Município adianta, contudo, que estas peças poderão vir a ser exibidas noutros espaços públicos e culturais, maximizando a oferta e o acesso à arte para residentes e visitantes.

    O Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino, sublinhou a relevância deste gesto. “Esta doação representa um ato de grande generosidade por parte do artista Pepe Gámez e constitui um enriquecimento significativo do património cultural do nosso concelho”, afirmou o autarca, destacando ainda o papel que Alcoutim pode desempenhar na promoção da cultura.

    O Município de Alcoutim manifestou o seu profundo agradecimento ao artista, garantindo que esta doação reforça o seu firme compromisso com a valorização cultural, a dinamização artística e a preservação deste valioso património para as futuras gerações.

  • Música jovem e património unem-se na Província de Huelva

    Música jovem e património unem-se na Província de Huelva

    Ayamonte Lança Ciclo de Concertos ‘Em Clave de Sol’:

    A Câmara Municipal de Ayamonte e a Juventudes Musicais da cidade uniram forças para apresentar o ambicioso ciclo de concertos ‘Ayamonte em Clave de Sol’.

    Esta iniciativa cultural inovadora tem como objetivo primordial promover o talento da nova geração de músicos, ao mesmo tempo que aproxima a música ao vivo dos habitantes e visitantes, num contexto que celebra a rica herança cultural e patrimonial da localidade.

    O ciclo foi concebido como uma fusão singular que liga arte, cultura e história. Ao longo de seis meses, entre janeiro e junho, o programa integra um total de quatro concertos.

    O aspeto mais distintivo desta proposta é a escolha dos palcos: as atuações realizar-se-ão em quatro espaços culturais e patrimoniais emblemáticos de Ayamonte, transformando monumentos e edifícios históricos em vibrantes salas de espetáculos.

    O arranque do ciclo deu-se com o evento que sublinha a aposta no futuro musical da região: o III Encontro Provincial Jovens Talentos de Huelva. Este concerto inaugural, realizado no Auditório do Centro Cultural Casa Grande “Manuel Rivero González”, serviu como montra do elevado nível artístico dos jovens intérpretes da província.

    Segundo os organizadores, esta iniciativa reflete o contínuo compromisso da autarquia com uma política cultural que seja simultaneamente rica, diversificada e, acima de tudo, acessível a todos os cidadãos. ‘Ayamonte em Clave de Sol’ promete ser um ponto alto na agenda cultural da cidade, oferecendo experiências musicais únicas em cenários de inigualável beleza.

    Os interessados em conhecer em detalhe a programação dos próximos concertos, bem como os locais exatos onde se realizarão, podem acompanhar as atualizações através dos canais oficiais da Câmara Municipal de Ayamonte e da Juventudes Musicais de Ayamonte.

  • Mértola exige resposta do Governo

    Mértola exige resposta do Governo

    Ameaça de Campo de Tiro da FAP cria “Incerteza” no Alentejo

    A Câmara Municipal de Mértola está no centro de uma batalha de comunicação com o Governo, insistindo por esclarecimentos formais sobre a eventual instalação de um campo de tiro da Força Aérea Portuguesa (FAP) no concelho, em substituição do atual complexo de Alcochete.

    Apesar das diligências iniciadas em novembro do ano passado, a autarquia continua sem uma resposta objetiva, alimentando a especulação e a incerteza pública.

    O presidente da Câmara, Mário Tomé, revelou ao Diário do Alentejo (DA) que, embora o Ministério da Defesa Nacional tenha respondido na semana passada, a comunicação falhou em “esclarecer objetivamente se o território de Mértola está, ou não, entre as opções que possam estar a ser analisadas”. Para o autarca, Mértola permanece “sem resposta” substantiva.

  • Herói de extintor na mão evita tragédia no coração de Ayamonte

    Herói de extintor na mão evita tragédia no coração de Ayamonte

    AYAMONTE – O que começou como uma manhã rotineira de sexta-feira no emblemático Restaurante Casa Barbieri rapidamente se transformou num cenário de pesadelo que ameaçou reduzir a cinzas não apenas o estabelecimento, mas todo o edifício histórico onde se encontra.

    A rápida intervenção e a coragem de um funcionário foram os únicos obstáculos entre um susto material e uma catástrofe humana.

    Em entrevista conduzida pela jornalista da Ayamonte Interesa, Alfonso López, empregado de mesa do restaurante, e o proprietário Manuel, recordaram os momentos de pânico vividos após a explosão de uma fritadeira.

    O “Dragão” de Chamas

    O incidente ocorreu por volta das 08h30. Segundo o relato de Manuel à Ayamonte Interesa, o calor acumulado numa das fritadeiras provocou uma ignição súbita. O som de estilhaços de louça a rebentar devido às altas temperaturas foi o primeiro sinal de alerta.

    A violência do fogo era extrema, as chamas pareciam um dragão”, descreveu Alfonso. “Em poucos instantes, a luz foi-se e tudo ficou negro. Estávamos às escuras, rodeados por uma bola de fogo que subia pelo extrator.”

    A Luta Contra o Tempo e o Gás

    Perante o perigo iminente de as chamas atingirem a instalação de gás — o que teria provocado uma explosão estrutural no prédio antigo — Alfonso López assumiu o papel de protagonista.

    Enquanto Manuel tentava desligar os sistemas de segurança, Alfonso descarregou sucessivos extintores contra o fogo, que teimava em reativar-se devido à temperatura crítica do óleo.

    A magnitude do incêndio foi tal que os quatro extintores do restaurante não foram suficientes. Foi necessário o auxílio de vizinhos, incluindo um estabelecimento chinês próximo, que forneceram mais equipamentos. No total, foram utilizados cerca de seis extintores para domar as chamas antes da chegada dos bombeiros.

    Consequências e Recuperação

    O heroísmo teve um custo físico. Alfonso teve de ser assistido em urgências hospitalares devido à inalação de fumo tóxico (“tragou muito fumo”, explicou o proprietário) e submetido a oxigenoterapia. Apesar do susto e dos pulmões afetados, o trabalhador já se encontra em fase de recuperação.

    Quanto aos danos materiais:

    • Cozinha: Cerca de um terço da área foi destruída; o teto e as paredes colapsaram ou ficaram calcinados pelo calor.
    • Estrutura: Danos em canalizações e sistemas elétricos.
    • Limpeza: O restaurante foi invadido por uma camada viscosa de fumo negro e resíduos químicos dos extintores.

    Solidariedade

    Apesar dos «momentos intermináveis de inferno», Manuel destaca a onda de solidariedade que recebeu de amigos e clientes de locais tão distantes como a Irlanda ou o Uruguai. O proprietário espera reabrir as portas da Casa Barbieri já na próxima semana, confiando no apoio da comunidade de Ayamonte para superar este capítulo negro.

    Os bombeiros, que chegaram ao local em apenas cinco minutos após o alerta, realizaram apenas tarefas de ventilação e segurança, uma vez que o “trabalho pesado” de extinção já tinha sido concluído pela audácia de Alfonso.


    Este factos ocorreram a 9 de janeiro, cerca das 20:00 horas e foi a reportagem do nosso colega da vizinha Ayamonte que nos despertou a atenção. diferencia e demonstram a importância e o amor que os trabalhadores demonstram ao local onde trabalham.

    Redação GEM-DIGI e créditos para a Ayamonte Interessa (https://www.facebook.com/watch?v=3543230042508237)
  • Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    A EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) anunciou que, devido aos elevados caudais afluentes ao Sistema Alqueva-Pedrógão, estão a ser realizadas e serão significativamente aumentadas as descargas na Barragem de Pedrógão.

    A medida surge como resposta à necessidade de gerir o volume de água acumulado, que já excede o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Neste momento, (ontem) a albufeira de Pedrógão encontra-se 1,43 metros acima do seu Nível de Pleno Armazenamento, uma situação que justifica a continuidade das operações de descarga. O objetivo é garantir a segurança estrutural do sistema e gerir o armazenamento face à persistência de afluências elevadas.

    Esta operação é integrada com a central hidroelétrica de Alqueva, onde três grupos estão a funcionar em pleno. Esta turbinação está a libertar um caudal instantâneo total da ordem dos 600 m³/s, contribuindo para a gestão do armazenamento na albufeira de Alqueva antes que a água chegue a Pedrógão.

    Contudo, face à pressão hídrica, prevê-se um aumento do descarregamento de caudais na Barragem de Pedrógão nas próximas horas. Este valor deverá atingir a ordem dos 1.500 m³/s, dependendo da evolução hidrológica verificada.

    Como resultado direto destas descargas, é expectável uma subida notável dos níveis do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. O impacto nas áreas ribeirinhas é inevitável, e a EDIA emitiu um apelo urgente à colaboração de entidades e populações.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas, visando a salvaguarda de pessoas e bens. A monitorização da situação é crucial.

    Relativamente ao tempo de trânsito, os caudais descarregados por Pedrógão demoram cerca de 18 horas a atingir o Pulo do Lobo.

    É importante notar que o aumento dos caudais na região de Mértola só deverá ocorrer após um período superior a 18 horas, dependendo das condições de escoamento do rio. A EDIA assegura que está a acompanhar permanentemente a evolução da situação, garantindo os ajustamentos operacionais necessários e a articulação com todas as entidades competentes.

    https://www.facebook.com/share/v/1Joezv6weA

  • Especial: O “Braço de Ferro” Solar em Portugal – Do Litoral Alentejano à Beira Baixa

    Especial: O “Braço de Ferro” Solar em Portugal – Do Litoral Alentejano à Beira Baixa

    Quercus Castelo Branco e o Movimento Cívico Gardunha Sul promoveram uma concentração à porta da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa para contestar a construção da central solar fotovoltaica Sophia, projeto da Lightsource BP avaliado em cerca de 600 milhões de euros e previsto para os concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha‑a‑Nova.

    Os ambientalistas alertam para o abate de cerca de 1.500 azinheiras e sobreiros e para a ocupação de mais de 400 hectares, denunciando riscos de perda de biodiversidade, agravamento do aquecimento local e destruição de recursos naturais que consideram a base da economia regional.lightsourcebp+3[youtube]​

    Durante a iniciativa, autarcas da Comunidade Intermunicipal afirmaram não existir ainda uma posição vinculativa comum dos oito municípios, defendendo que cada caso deve ser analisado com as populações, investidores e poder central, salvaguardando o interesse do território e a identidade dos concelhos.

    A presidente da delegação de Castelo Branco da Quercus, Graça Passos, argumentou que o atual modelo de desenvolvimento é insustentável, citando alertas da Agência Europeia do Ambiente, e defendeu uma redução do consumo de energia, um verdadeiro ordenamento do território e maior transparência na consulta pública conduzida pela APA, que considera pouco acessível e pouco democrática.[youtube]​rtp+1

    Graça Passos sublinhou ainda impactos sociais “gravíssimos” caso a central avance, por considerar que o projeto responde sobretudo à lógica de lucro e não às necessidades reais das populações, colocando em causa a economia local, a segurança alimentar e o futuro das gerações mais novas.

    Referiu sinais de rutura no sistema, como a degradação dos rios, o aumento da temperatura da água e o corte contínuo de árvores, defendendo a necessidade de solidariedade intergeracional e de uma sociedade civil forte, capaz de apoiar os políticos em decisões difíceis.[diariodigitalcastelobranco]​[youtube]​

    Os movimentos acusam ainda o processo de consulta pública de falta de transparência, devido à dificuldade de acesso e leitura dos documentos, e reclamam um levantamento claro das zonas onde podem ser instaladas centrais solares, bem como estudos independentes sobre os impactos totais do projeto Sophia.

    Apesar de a central prometer uma das maiores capacidades fotovoltaicas do país, com 867 MWp de potência instalada e energia suficiente para centenas de milhares de habitações, os contestatários insistem que a transição energética não pode ser feita à custa da destruição de ecossistemas vitais da Beira Baixa.jornaleconomico.sapo+3[youtube]​

    O mapa da energia solar em Portugal está a ser redesenhado, não pelos engenheiros, mas pelas autoridades ambientais e pela pressão cívica. O que começou como uma corrida acelerada ao licenciamento de megaprojetos transformou-se num complexo processo de negociação onde a viabilidade ambiental se tornou o filtro final.

    Vídeo de Beira Baixa TV

    1. O Ponto de Situação: Sul vs. Centro

    Embora geograficamente distantes, os projetos Sofia (Santiago do Cacém) e Sophia (Beira Baixa) partilham mais do que o nome: ambos personificam o dilema entre a descarbonização e a conservação da biodiversidade.

    No Sul (Santiago do Cacém):

    O projeto original enfrentou uma contestação judicial sem precedentes. Embora a APA tenha inicialmente defendido a viabilidade sob condições estritas, o peso do abate florestal (inicialmente previsto em mais de 1 milhão de árvores) e a oposição do Ministério Público forçaram uma reavaliação dos limites de ocupação do solo.

    No Centro (Beira Baixa):

    O cenário é de “pausa técnica”. O projeto Beira recebeu um parecer desfavorável no final de 2025, enquanto o gigante Sophia (867 MWp) está atualmente a ser reformulado. A APA deu aos promotores um prazo de 180 dias para redesenhar as propostas, após identificar impactos negativos severos em habitats protegidos.

    2. A Muralha da Resistência: Populações e Autarquias

    A resistência já não é apenas de grupos ambientalistas isolados, mas de estruturas institucionais:

    Comunidades Intermunicipais (CIM):

    A CIM da Beira Baixa emitiu pareceres negativos, alegando que estes projetos “estrangulam” o desenvolvimento turístico e agrícola.

    Movimentos Cívicos:

    A consulta pública do projeto Sophia bateu recordes em Portugal com mais de 10.000 participações, demonstrando um nível de vigilância cidadã nunca antes visto no setor energético.

    Geoparks e Património:

    A proximidade ao Geopark Naturtejo e ao Parque Natural do Tejo Internacional tem sido o principal argumento técnico para travar as centrais na região Centro.

    O Que Ainda Pode Ser Autorizado?

    A APA e a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) estão a mudar o paradigma do “chumbo total” para a “autorização condicionada”. O que tem hipótese de avançar em 2026 segue estas regras:

    Critério de ViabilidadeDescrição
    HibridizaçãoProjetos que aproveitam infraestruturas já existentes (ex: parques eólicos ou barragens).
    Áreas DegradadasPrioridade total a terrenos industriais, minas desativadas ou solos sem valor ecológico.
    Preservação de AutóctonesGarantia de 100% de manutenção de sobreiros e azinheiras (a linha vermelha da APA).
    Partilha de BenefíciosProjetos que incluam comunidades de energia locais ou redução direta na fatura das populações vizinhas.
    Reportagem elaborada por Redacção GEM-DIGI e apoio de Perplexity IA

  • Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    A EDIA anunciou hoje a abertura dos descarregadores de meio fundo da barragem de Alqueva, com início marcado para as 16h00, para a realização de descargas controladas. Esta medida surge como resposta à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que levaram o nível da albufeira a aproximar-se perigosamente do Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Até ao momento, a gestão do volume em Alqueva tem sido realizada sobretudo através do turbinamento das centrais hidroelétricas. Esta operação permitia não só a produção de energia, como também a regulação dos volumes, sendo complementada pelas descargas efetuadas na Barragem de Pedrógão, situada 23 quilómetros a jusante.

    Contudo, face à continuidade das elevadas afluências, tornou-se imperativo complementar a gestão hídrica com descargas também em Alqueva. O objetivo principal é garantir a manutenção das margens de segurança operacionais da albufeira, assegurando a estabilidade e a integridade da estrutura.

    A EDIA alerta que estas descargas irão inevitavelmente provocar uma subida significativa dos níveis e caudais do rio Guadiana, nomeadamente a jusante das barragens de Alqueva e Pedrógão. Esta situação está a ser monitorizada de forma permanente e em estreita articulação com todas as entidades competentes.

    Perante este cenário, a empresa apela veementemente à colaboração das autoridades locais, dos agentes de proteção civil e, em particular, de toda a população que reside ou utiliza as zonas ribeirinhas.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos preventivos, prestando especial atenção às áreas potencialmente inundáveis. A salvaguarda de pessoas e bens é a prioridade máxima, sendo crucial o cumprimento das recomendações das autoridades para evitar situações de risco.

    A EDIA reitera o seu compromisso de monitorizar a evolução hidrológica em permanência, garantindo os ajustamentos operacionais que se revelem necessários e fornecendo informação atualizada de acordo com o desenvolvimento da situação.

  • Ayamonte: A Junta de Andaluzia investe mais de 2,1 Milhões em cuidados a idosos

    Ayamonte: A Junta de Andaluzia investe mais de 2,1 Milhões em cuidados a idosos

    A Residência de Maiores ‘Lerdo Tejada’ em Ayamonte está a ser alvo de uma transformação profunda, graças a um investimento superior a 2,1 milhões de euros por parte da Junta de Andaluzia.

    A obra, que se encontra atualmente na sua quarta e última fase, tem como objetivo central proporcionar um “salto de qualidade” na assistência prestada aos utentes.

    A fase final dos trabalhos, recentemente visitada pela Conselheira de Inclusão Social, Loles López, juntamente com o autarca de Ayamonte, Alberto Fernández, está orçada em cerca de 1,7 milhões de euros. Este valor é financiado através de um projeto subvencionado com fundos europeus geridos pela Junta de Andaluzia.

    Esta intervenção derradeira abrange a reabilitação e reforma de 33 quartos, essenciais para modernizar as instalações.

    Além disso, a capacidade da residência será ampliada, com a criação de seis novas vagas e, significativamente, o desenvolvimento de três ‘unidades de convivência’. Estas unidades são cruciais para melhorar a qualidade de vida e a interação social dos residentes, promovendo um ambiente mais amável e familiar.

    O Presidente da Câmara, Alberto Fernández, destacou que a modernização permitirá que o centro se posicione “na vanguarda da assistência, atenção e melhoria da qualidade de vida dos utentes”. A obra garante maior acessibilidade, melhores condições de segurança e, sobretudo, um maior conforto para quem ali reside.

    A concretização deste projeto é atribuída ao “firme compromisso” do Governo de Juan Moreno.

    Foi enfatizado que, nos últimos quatro anos, o governo andaluz tem feito um esforço substancial não só no incremento das vagas públicas concertadas para a terceira idade, mas também na manutenção e atualização dos preços associados a estas vagas, garantindo a sustentabilidade e a qualidade do serviço.

    Este investimento em Ayamonte insere-se num programa regional mais vasto, que destina 234 milhões de euros a projetos de criação, reforma e reabilitação de centros de dia e residenciais por toda a Andaluzia.

    O objetivo é reabilitar e atualizar instalações que atendam aos requisitos de assistência e residência exigidos pela legislação atual.

    No entanto, as autoridades fizeram questão de sublinhar que, por muito moderno que seja o edifício, a excelência dos cuidados depende fundamentalmente do “capital humano” que trabalha na residência, reconhecendo o esforço e a dedicação da equipa da ‘Lerdo Tejada’.

    Fontes: Município de Ayamonte e Facebook

  • Lagos: PCP acusa Governo de entregar cuidados de saúde primários a privados

    A decisão do Governo PSD/CDS de avançar com a implementação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) de Modelo C em Lagos, no Algarve, provocou uma reação de “profundo repúdio” por parte do Partido Comunista Português (PCP), que a classifica como mais um passo na ofensiva de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    Em causa está a abertura de um concurso que visa entregar a gestão dos cuidados de saúde primários da cidade, abrangendo 13.950 utentes, a entidades privadas durante um período de cinco anos, mediante um custo avultado de 5.288.034,32 euros.

    Para o PCP, a criação das USF de Modelo C constitui a aplicação de um modelo de gestão privada e lucrativa, totalmente externa ao SNS. Esta modalidade, com um regime jurídico diferenciado, levanta sérias preocupações quanto à qualidade e à garantia de uma carteira básica de serviços essenciais. Segundo o partido, este modelo de gestão não assegura serviços cruciais como a vigilância de grávidas e crianças, a realização de rastreios oncológicos, a vacinação ou as consultas ao domicílio.

    Os comunistas sublinham que se trata de uma “opção política grave” que agrava a fragmentação do SNS, compromete o trabalho em rede e aprofunda as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, numa região já severamente penalizada pela falta de respostas públicas.

    A medida, prevista em legislação aprovada previamente por um Governo do PS e agora assumida e acelerada pela atual coligação PSD/CDS, é vista pelo PCP como uma confirmação da estratégia de desresponsabilização do Estado, fomentando a privatização da saúde e o “negócio da doença”.

    O partido critica o facto de o Governo desviar recursos públicos para entidades privadas, enquanto mantém condições de trabalho pouco atrativas no SNS e falha em garantir a contratação de mais profissionais, contribuindo para a escassez de médicos de família e enfermeiros.

    No Algarve, onde subsistem dezenas de milhares de utentes sem médico de família e os profissionais enfrentam condições particularmente difíceis, o PCP alerta que a introdução do modelo C não só falha em responder às necessidades da população, como irá agravar o problema.

    A receção de financiamento público pelas estruturas privadas, argumentam, acabará por desviar e fixar médicos e enfermeiros nestas unidades, em detrimento do reforço da resposta pública integrada e universal.

    O PCP reafirma a sua exigência pela revogação imediata do Modelo C, defendendo a existência de um modelo público único para a organização dos cuidados de saúde primários.

    Este modelo ideal deve assentar em USF públicas, com profissionais valorizados e uma gestão democrática.

    Segundo os comunistas, um SNS robusto exige um aumento significativo do investimento público e uma aposta clara na promoção da saúde e na prevenção da doença, em oposição à mercantilização dos cuidados.

    Recorde-se que uma proposta de alteração ao Orçamento de Estado apresentada pelo PCP com o intuito de travar este modelo foi chumbada, contando com o voto contra do PSD, CDS, Chega e IL, e a abstenção do PS, que o PCP considera serem “cúmplices no desmantelamento e na privatização do SNS”.

    Em conclusão, o PCP sustenta que a crise no SNS resulta de opções políticas concretas, e a implementação da USF modelo C em Lagos é prova disso, colocando os interesses económicos acima das necessidades da população.

    O partido garante que continuará a intervenção em Lagos, no Algarve e em todo o País, na luta pela defesa e reforço do SNS, lado a lado com utentes e profissionais.

  • Mértola, Capital Nacional da Caça

    Mértola, Capital Nacional da Caça

    Calendário Reforçado para a 4.ª Edição das Jornadas da Caça

    Mértola confirma o seu papel de destaque no panorama cinegético nacional. A Capital Nacional da Caça revelou o calendário da 4.ª edição das Jornadas da Caça, uma iniciativa que visa promover a sustentabilidade e o diálogo no setor, e que tem o seu arranque marcado já para o próximo dia 7 de fevereiro.

    Segundo o Município de Mértola, esta edição apresenta um programa significativamente reforçado e abrangente.

    O calendário foi concebido para ir ao encontro das necessidades de um público diversificado, incluindo caçadores, gestores cinegéticos, estudantes, profissionais do setor e, de forma mais ampla, todos os interessados na conservação da natureza e no mundo rural.

    O programa estende-se até outubro e inclui uma vasta gama de atividades. O calendário está distribuído por formações técnicas, visitas de campo, encontros nacionais, ações práticas, eventos de convívio e momentos cruciais de divulgação científica.

    O foco das Jornadas mantém-se na valorização do património natural do concelho.

    O principal objetivo é incentivar a adoção de práticas sustentáveis e reforçar o diálogo construtivo entre a comunidade cinegética e o público em geral, solidificando a posição de Mértola como um polo de excelência na atividade cinegética nacional.

    A abertura oficial, a 7 de fevereiro, será marcada por uma Formação em Sanidade de Espécies de Caça Menor.

    Este evento técnico abordará temas essenciais, como legislação atual, bases anatómicas, as principais doenças que afetam aves e leporídeos, e incluirá uma componente prática indispensável.

    Realizada no Pavilhão Multiusos Expo Mértola, a primeira jornada conta com a colaboração de entidades como a Escola Profissional Alsud, a Escola de Caça, Pesca e Natureza, a WAVES Portugal e a UTAD, sendo as inscrições limitadas a 20 participantes.

    Estas Jornadas da Caça prosseguirão com a sua agenda diversificada ao longo dos meses, culminando, em outubro, com a realização da tradicional Feira da Caça de Mértola.

  • Fernando Mamede: Portugal chora a perda de quem bateu o Recorde Mundial dos 10.000m

    Fernando Mamede: Portugal chora a perda de quem bateu o Recorde Mundial dos 10.000m

    O atletismo português e internacional está de luto. Foi com profundo pesar que se recebeu a notícia do falecimento de Fernando Mamede, uma figura ímpar cuja carreira foi marcada por um legado de excelência e dedicação que dificilmente será igualado.

    Mamede não foi apenas um atleta de nomeada; foi um pioneiro. O ponto alto da sua notável carreira ocorreu quando superou todas as expectativas, fixando um inigualável recorde mundial na exigente prova dos 10.000 metros. Este feito, que o colocou no panteão dos grandes nomes do desporto mundial, demonstrou a sua garra e o seu compromisso com a perfeição atlética.

    Contudo, o impacto de Fernando Mamede no panorama desportivo nacional e europeu vai muito além do recorde mundial. O atleta acumulou um registo estatístico impressionante que inclui a conquista de três recordes europeus e um espantoso total de duas dezenas de recordes nacionais ao longo da sua trajetória. O seu percurso notável permanecerá, para sempre, como uma referência e uma inspiração para as gerações futuras.

    A comunidade desportiva une-se neste momento de profunda tristeza. À família, amigos e admiradores de Fernando Mamede, são endereçados os sentimentos de solidariedade e as mais sinceras condolências, num reconhecimento pela figura inesquecível que ele representou para Portugal.

    Nota da Direcção: Vimo-lo correr nos primeiros tempos em plena pujança da sua carreia, na pista da Aldeia das Açoteias, no Prémio Amendoeiras em Flor e tivemos oportunidade de o conhecer. Podemos afirmar que Fernando Mamede era um atleta inteiro, mas daqueles que apesar da sua pujança e valor, mantinha algumas dúvidas em torno de si próprio, o que é também apanágio de grandes artistas

  • Dobradinha Histórica: Atletas de Vila Real de Santo António Conquistam Ouro e Prata

    Dobradinha Histórica: Atletas de Vila Real de Santo António Conquistam Ouro e Prata

    Nacionais de Ciclismo de Pista

    Os Campeonatos Nacionais de Pista, que se realizaram recentemente no Centro de Alto Rendimento do Velódromo Nacional de Sangalhos, foram palco de um feito notável para o concelho de Vila Real de Santo António (VRSA).

    Dois atletas oriundos da região, David Costa e Ângelo Correia, asseguraram uma ‘dobradinha’ histórica, elevando o nome do município ao mais alto nível do ciclismo nacional.

    O grande destaque da participação vilarealense deu-se na exigente prova do quilómetro, inserida na classe C4. Esta disciplina, que exige força máxima e precisão cronométrica, foi totalmente dominada pelos representantes de VRSA.

    David Costa demonstrou um desempenho excecional, sagrando-se Campeão Nacional. A festa ficou completa com o colega Ângelo Correia, que garantiu a medalha de prata e conquistou o prestigiado título de Vice-Campeão Nacional.

    Este domínio total do pódio — com ouro e prata a viajarem para Vila Real de Santo António — representa um momento de enorme orgulho desportivo para a comunidade local.

    Ambos os atletas competiram em mais do que uma disciplina ao longo do evento. Além da prova de velocidade pura do quilómetro, David Costa e Ângelo Correia participaram também na prova de eliminação, sublinhando a sua versatilidade e a dedicação ao ciclismo de pista.

    Este sucesso alcançado em Sangalhos não é apenas um triunfo individual para David Costa e Ângelo Correia, mas também uma validação do trabalho desenvolvido na promoção do desporto em Vila Real de Santo António. O concelho reafirma assim a sua posição como um viveiro de talentos, celebrando um feito que inspira a comunidade desportiva.

    por Redacção GEM-DIGI e parceria Arenilha TV

  • Tavira de Luto: Morreu Raminhos dos Santos Bispo

    Tavira de Luto: Morreu Raminhos dos Santos Bispo

    Figura Notável das Artes Gráficas e do Desporto Algarvio

    O Algarve e, em particular, Tavira, estão de luto. Faleceu Raminhos dos Santos Bispo, uma figura incontornável da comunidade, cujo legado se estendeu pelas artes gráficas e, sobretudo, pelo fervoroso mundo do desporto regional.

    A notícia da sua partida deixa um vazio na região, que reconhece o seu vasto contributo quer no setor empresarial quer na comunicação desportiva.

    Conhecido pela sua dedicação, Raminhos dos Santos Bispo desenvolveu grande parte da sua atividade profissional no coração de Tavira, onde se notabilizou no domínio das artes gráficas. O seu trabalho neste campo ajudou a moldar a paisagem visual da região durante muitos anos.

    No entanto, foi o desporto que verdadeiramente moveu Raminhos dos Santos Bispo. A sua paixão inabalável resultou em várias publicações, ficam agora para a posteridade, servindo como um valioso registo da história desportiva algarvia, salienta a Rádio Gilão.

    Esta dedicação ao universo desportivo manifestou-se também na sua longa colaboração com a Rádio Gilão. Durante vários anos, Raminhos dos Santos Bispo contribuiu ativamente para a estação, partilhando o seu conhecimento e entusiasmo com os ouvintes, uma cooperação pela qual a rádio expressou publicamente a sua profunda gratidão.

    Neste momento de profundo pesar, em FOZ – Guadiana Digital, endereça as suas mais sentidas condolências à família.