FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • II Liga – Jornada 24 – Final

    II Liga (34.ª jornada): Classificação após quatro jogos

    Redação, 16 mai 2026 (Lusa) – Classificação da II Liga portuguesa de futebol, após dois jogos da 34.ª jornada:

    Marítimo vence a II Liga
    (+) Promovido à I Liga
    (-) Despromovido à Liga 3
    (a) Disputa o play-off de manutenção/subida à I Liga.
    (x) Disputa o play-off de manutenção/despromoção à Liga 3.

    Nota: A Lusa adota a classificação disponibilizada pelo sítio oficial da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), atendendo aos critérios de desempate definidos no artigo 17.º do Regulamento de Competições.

            V   E   D   GM  GS  V   E   D   GM  GS  J   V   E   D   GM  GS  P
    1 MARÍTIMO 9 4 4 22 17 10 2 4 28 12 34 20 6 8 50 29 66 (+)
    2 ACADÉMICO DE VISEU 11 3 3 30 11 6 5 6 28 22 34 17 8 9 58 33 59 (+)
    3 TORREENSE 10 2 5 25 18 8 3 6 21 15 34 18 5 11 46 33 56 (a)
    4 VIZELA 8 4 5 25 20 6 5 6 14 20 34 14 9 11 39 40 51
    5 FC PORTO B 10 2 5 20 14 5 4 8 21 28 34 15 6 13 41 42 51
    6 UNIÃO DE LEIRIA 7 5 4 26 23 6 5 6 24 21 33 13 10 10 50 44 49
    7 LEIXÕES 7 1 8 22 31 7 4 6 22 23 33 14 5 14 44 54 47
    8 FEIRENSE 6 6 5 17 14 6 3 7 18 24 33 12 9 12 35 38 45
    9 DESPORTIVO CHAVES 6 5 6 18 16 7 1 9 24 24 34 13 6 15 42 40 45
    10 BENFICA B 7 4 6 25 22 4 7 6 18 22 34 11 11 12 43 44 44
    11 LUSITÂNIA LOUROSA 5 7 5 19 23 6 3 7 24 27 33 11 10 12 43 50 43
    12 SPORTING B 7 0 10 23 19 6 3 8 18 15 34 13 3 18 41 34 42
    13 PENAFIEL 7 5 5 19 15 4 3 9 17 22 33 11 8 14 36 37 41
    14 FELGUEIRAS 7 4 6 16 16 3 7 6 13 21 33 10 11 12 29 37 41
    15 FARENSE 4 5 8 14 21 6 5 5 17 15 33 10 10 13 31 36 40
    16 PORTIMONENSE 4 5 7 18 22 6 2 9 20 27 33 10 7 16 38 49 37
    17 PAÇOS DE FERREIRA 5 7 4 20 21 3 5 9 12 26 33 8 12 13 32 47 36
    18 OLIVEIRENSE 6 4 6 25 24 2 6 9 8 20 33 8 10 15 33 44 34 (-)

    DB/PFO // PFO
    Lusa/Fim

  • Ex-autarca de Vila Real de Santo António acusada de desviar verbas através de associação social

    Vila Real de Santo António, Faro, 14 mai 2026 (Lusa) – O Ministério Público (MP) acusou a ex-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António Conceição Cabrita de peculato, por suspeita de utilizar verbas atribuídas a uma associação para entregar dinheiro a vários munícipes sob aparência de apoios sociais.

    A presidente da associação de solidariedade social de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro, também foi acusada do mesmo crime, peculato de titular de cargo político, divulgou hoje o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, num comunicado no seu ‘site’.

    Na acusação, o MP pede a condenação das arguidas “na perda a favor do Estado das vantagens da atividade criminosa (…) que lesaram o município no valor total de 548.211,24 euros”, e a “aplicação da pena acessória de perda de mandato de membro de órgão representativo de autarquia local”.

    Segundo a acusação, os factos decorreram entre os anos de 2016 e 2020 e “a ex-presidente da Câmara, sem existir qualquer instrumento regulamentar que o permitisse, entregou valores monetários a vários munícipes para sua utilização e proveito pessoal, tal como para pagamento de despesas correntes”.

    De acordo com o MP, para realizar essas entregas de dinheiro e pagamentos foram utilizados “fundos previamente transferidos para as contas bancárias daquela associação de solidariedade social pelo município, com a qual eram celebrados protocolos municipais de colaboração anuais visando outros objetivos completamente distintos”.

    Para tanto, as arguidas, agora acusadas, criaram um esquema para camuflar a origem daquelas entregas de dinheiro diretamente aos munícipes de Vila Real de Santo António, dando-lhes a aparência de serem apoios sociais concedidos pela associação de solidariedade social”, sublinha a acusação.

    O MP refere que, “utilizando as verbas previamente transferidas pelo município ao abrigo de protocolos celebrados, a presidente da associação levantava do fundo de maneio desta ou das contas bancárias tituladas pela associação as quantias indicadas pela ex-presidente de Câmara que depois lhe entregava em numerário”.

    Tais montantes eram, depois, utilizados pela ex-presidente de Câmara à sua vontade, e especificamente para entrega, a título pessoal, às pessoas que entendesse”, pode ler-se.

    No âmbito do mesmo plano, por solicitação da ex-presidente de Câmara, a presidente daquela associação, utilizando os fundos depositados pelo município na conta bancária desta, procedeu também a transferências e pagamentos diretos de despesas e faturas vencidas, correspondentes a serviços de consumos de água, eletricidade, gás e despesas de saúde, prestados a munícipes previamente escolhidos e indicados pela ex-presidente de Câmara”, refere ainda.

    Num outro processo, Conceição Cabriata foi detida em 13 de abril de 2021 pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de irregularidades num negócio imobiliário em Monte Gordo, tendo na mesma data o município sido alvo de buscas.

    Conceição Cabrita foi eleita pelo PSD em 2017 para presidir ao município algarvio, depois de ter sido vereadora e vice-presidente do anterior presidente, Luís Gomes, e apresentou a renúncia ao mandato na autarquia na sequência da detenção no inquérito designado por Operação Triângulo.

    com
    Lusa

  • Pequeno Incêndio em Centro de Abate de Veículos em Vila Real de Santo António

    Pequeno Incêndio em Centro de Abate de Veículos em Vila Real de Santo António

    Mobilizados Bombeiros em Vila Real de Santo António

    Um incêndio de pequenas dimensões deflagrou, ao final da tarde de quinta-feira, no Centro de Abate de Veículos localizado na zona industrial de Vila Real de Santo António, gerando uma significativa quantidade de fumo.

    O alerta foi dado às 16h55, mobilizando de imediato um conjunto de meios de socorro para o local. Segundo informações apuradas, a rápida intervenção dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, apoiados pela PSP de Vila Real de Santo António, permitiu controlar a situação e evitar a propagação das chamas.

    No total, foram mobilizados 11 operacionais, apoiados por 3 veículos. Dada a natureza do material presente num centro de abate de veículos – que inclui substâncias altamente inflamáveis e potencialmente tóxicas como óleos, combustíveis, plásticos e baterias – foi acionada a triangulação diferenciada, com a colaboração da Companhia de Sapadores Bombeiros de Tavira e dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim.

    Apesar da visibilidade do fumo, não há registo de feridos e as causas do incêndio estão agora a ser apuradas pelas autoridades competentes. A rápida resposta dos bombeiros foi crucial para minimizar os danos e evitar uma possível catástrofe ambiental, considerando o potencial de risco associado a este tipo de instalações.

    Com

    Arenilha TV

  • Mar 2030 mais perto de Mértola

    Mar 2030 mais perto de Mértola

    Salvador Malheiro Secretário de Estado das Pescas e do Mar, esteve esta manhã em Mértola, revela MMM Mertola Informação.

    Para além de uma reunião realizada no edifico da Estação Biológica de Mértola (EBM) com o Presidente da Câmara Municipal, Mário Tomé e restante executivo.

    Foram abordados temas sobre os desafios e oportunidades do rio Guadiana e respetivo enquadramento do concelho de Mértola no Programa MAR 2030,

    Salvador Malheiro, também marcou presença num encontro no Cais do Guadiana, com alguns pescadores locais.

    No final da reunião hoje realizada, o Presidente do Município de Mértola e o Secretário de Estado das Pescas e do Mar fizeram um balanço muito positivo da mesma.

    Ver em: https://www.facebook.com/share/v/1B7XyfsgrJ

  • A Igreja de Pombal

    A Igreja de Pombal

    A Palestra de D. Manuel Clemente

    O Marquês e a Igreja: Uma Realidade Indissociável

    D. Manuel Clemente propõe uma mudança de perspetiva: em vez de “Pombal e a Igreja”, deve falar-se da “Igreja de Pombal”. No século XVIII, Portugal era um país confessional onde a distinção entre cidadão e fiel era quase inexistente, sendo o batismo o único registo civil.

    Pombal não agia como um elemento externo à Igreja, mas como um cristão inserido numa visão regalista e galicana. Nesta conceção, o Estado (o Rei) detinha a preponderância sobre os assuntos eclesiásticos nacionais, embora mantendo a ligação espiritual a Roma.O Marquês e a Igreja

    D. Manuel Clemente propõe uma mudança de perspetiva: em vez de “Pombal e a Igreja”, deve falar-se da “Igreja de Pombal”. No século XVIII, Portugal era um país confessional onde a distinção entre cidadão e fiel era quase inexistente, sendo o batismo o único registo civil.

    Pombal não agia como um elemento externo à Igreja, mas como um cristão inserido numa visão regalista e galicana. Nesta conceção, o Estado (o Rei) detinha a preponderância sobre os assuntos eclesiásticos nacionais, embora mantendo a ligação espiritual a Roma.

    O Despotismo Iluminado e a Centralização do Poder

    A governação pombalina é definida pelo binómio “Despotismo e Unidade”.

    • Poder Absoluto: Pombal reforçou o poder real ao máximo, substituindo organismos autónomos por institutos dependentes da coroa.
    • Urgência da Reconstrução: A sua ascensão definitiva ocorreu após o Terramoto de 1755, onde a sua firmeza em Lisboa contrastou com a fragilidade da corte e abalou o otimismo europeu da época.

    O Conflito com a Companhia de Jesus

    Um dos pontos centrais da palestra foi a expulsão dos Jesuítas em 1759. D. Manuel Clemente esclarece que este embate não foi uma luta contra o catolicismo, mas uma disputa de poder e influência:

    1. Resistência nas Missões: O conflito começou com a oposição jesuíta ao Tratado de Madrid (1750) nas “reduções” da América do Sul, o que Pombal considerou uma afronta intolerável ao poder real.
    2. O Atentado ao Rei: Pombal aproveitou o atentado contra D. José I (Processo dos Távoras) para incriminar e eliminar a influência jesuíta e a alta nobreza.
    3. Propaganda e Extinção: Pombal moveu uma campanha internacional de propaganda antijesuítica, culminando na extinção da Ordem pelo Papa em 1773.

    A Reforma da “Jacobeia” e o Iluminismo Católico

    O orador destacou que Pombal estava rodeado de clérigos influentes e “boa gente” da Igreja que apoiavam as suas reformas. Entre eles, destaca-se Frei Manuel do Cenáculo, um dos grandes reformadores do ensino e membro da Jacobeia — um movimento que pretendia regenerar a vida religiosa. Este “Iluminismo Católico” procurava conciliar a fé com o progresso das ciências e da razão.


    Vila Real de Santo António: A Cidade Iluminista

    A fundação de Vila Real de Santo António (VRSA) é apresentada como a tradução física e estética destas ideias.

    • Geometria e Ordem: Ao contrário do estilo barroco (curvo e ornamentado), VRSA segue o modelo da Baixa Pombalina: neoclássica, retilínea, geométrica e unificada.
    • O Rei no Centro: A praça central, inspirada no Terreiro do Paço, simboliza a nova ordem social onde o poder central (o Estado) organiza a vida pública e económica.

    Conclusão

    A palestra concluiu que o legado de Pombal em VRSA é o fruto de uma época onde a Igreja e o Estado, embora em tensão, partilhavam a missão de reorganizar o país sob as luzes da razão e a autoridade soberana do monarca.

    O Despotismo Iluminado e a Centralização do Poder

    A governação pombalina é definida pelo binómio “Despotismo e Unidade”.

    • Poder Absoluto: Pombal reforçou o poder real ao máximo, substituindo organismos autónomos por institutos dependentes da coroa.
    • Urgência da Reconstrução: A sua ascensão definitiva ocorreu após o Terramoto de 1755, onde a sua firmeza em Lisboa contrastou com a fragilidade da corte e abalou o otimismo europeu da época.

    O Conflito com a Companhia de Jesus

    Um dos pontos centrais da palestra foi a expulsão dos Jesuítas em 1759. D. Manuel Clemente esclarece que este embate não foi uma luta contra o catolicismo, mas uma disputa de poder e influência:

    1. Resistência nas Missões: O conflito começou com a oposição jesuíta ao Tratado de Madrid (1750) nas “reduções” da América do Sul, o que Pombal considerou uma afronta intolerável ao poder real.
    2. O Atentado ao Rei: Pombal aproveitou o atentado contra D. José I (Processo dos Távoras) para incriminar e eliminar a influência jesuíta e a alta nobreza.
    3. Propaganda e Extinção: Pombal moveu uma campanha internacional de propaganda antijesuítica, culminando na extinção da Ordem pelo Papa em 1773.

    A Reforma da “Jacobeia” e o Iluminismo Católico

    O orador destacou que Pombal estava rodeado de clérigos influentes e “boa gente” da Igreja que apoiavam as suas reformas. Entre eles, destaca-se Frei Manuel do Cenáculo, um dos grandes reformadores do ensino e membro da Jacobeia — um movimento que pretendia regenerar a vida religiosa. Este “Iluminismo Católico” procurava conciliar a fé com o progresso das ciências e da razão.


    Vila Real de Santo António: A Cidade Iluminista

    A fundação de Vila Real de Santo António (VRSA) é apresentada como a tradução física e estética destas ideias.

    • Geometria e Ordem: Ao contrário do estilo barroco (curvo e ornamentado), VRSA segue o modelo da Baixa Pombalina: neoclássica, retilínea, geométrica e unificada.
    • O Rei no Centro: A praça central, inspirada no Terreiro do Paço, simboliza a nova ordem social onde o poder central (o Estado) organiza a vida pública e económica.

    Conclusão

    A palestra concluiu que o legado de Pombal em VRSA é o fruto de uma época onde a Igreja e o Estado, embora em tensão, partilhavam a missão de reorganizar o país sob as luzes da razão e a autoridade soberana do monarca.

    José Estêvão Cruz com

    NotebookLM

    Fotografia: Eclésia

  • Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Número de praias, marinas e embarcações distinguidas desce ligeiramente para 438, mas país continua no top mundial de qualidade e segurança balnear.

    Portugal hasteará a Bandeira Azul em 438 praias, marinas e embarcações durante a época balnear de 2026, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

    Este número representa uma ligeira diminuição face aos 444 galardões atribuídos em 2025. No entanto, Portugal mantém a sua posição de destaque a nível internacional, ocupando o 5º lugar no ranking mundial de praias costeiras com Bandeira Azul e o 2º lugar em praias interiores.

    O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, pelo presidente da ABAE, José Archer. Segundo o responsável, a diminuição no número de galardões reflete, em parte, as condições climatéricas adversas registadas durante a época balnear anterior, que afetaram a qualidade da água em algumas zonas.

    “Tivemos menos galardões que no ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as condições climatéricas que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear,” explicou José Archer.

    Apesar da ligeira quebra, a ABAE sublinha que a situação não é motivo de preocupação, sendo considerada “uma situação pontual.”

    Novidades e Perdas

    Entre as novidades deste ano, destaca-se a estreia do município da Sertã com a Praia Fluvial da Ribeira Grande a receber a distinção.

    A nível nacional, a Foz do Lima e Rodanho (Viana do Castelo), Agudela Sul e Meia Laranja (Matosinhos), Oriola (Portel), Albufeira de Odeleite (Tavira) e Praia do Lago Verde (Castro Marim) são outras das novas praias que ostentarão a Bandeira Azul.

    Por outro lado, várias praias perderam o galardão, incluindo Cavadinho (Braga), Arquiteto Albino Mendo (Mirandela), Espinho-Baía, Cornicovo (Penacova), Cova Gala Hospital (Figueira da Foz), Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), Praia Fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Praia da Pampilhosa da Serra, Porto da Calada (Mafra) e Praia dos Pescadores (Albufeira). Nos arquipélagos, a Calheta dos Lagadores (Praia da Vitória, Açores) e a Calheta (Porto Santo, Madeira) também perderam a Bandeira Azul.

    Ano de Transição e Novos Critérios

    2026 marca um período de transição nos critérios de atribuição da Bandeira Azul, que serão reforçados a partir de 2027, com a introdução de auditores externos na validação das candidaturas.

    Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas,” afirmou José Archer, explicando que a mudança está relacionada com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro.

    Para permitir a adaptação aos novos critérios, a ABAE abrirá um período extraordinário de candidaturas em julho e agosto, com os resultados a serem analisados em setembro.

    Celebração e Compromisso

    O programa Bandeira Azul celebra este ano o seu 40º aniversário. A Praia de Mira, que ostenta o galardão ininterruptamente desde a sua criação, é um símbolo do compromisso de Portugal com a qualidade e a sustentabilidade das suas zonas balneares.

    A primeira cerimónia de hasteamento da Bandeira Azul terá lugar na Praia de Mira, a 8 de junho, seguida pela Praia Fluvial de Mourão, no Alentejo, a 13 de junho. A marina de Angra do Heroísmo, nos Açores, será a primeira a hastear a Bandeira Azul, a 15 de junho.

    Para além das praias e marinas, foram ainda reconhecidos 31 Centros Azuis, estruturas de informação e educação ambiental localizadas nas proximidades das praias, reforçando o compromisso com a sensibilização para a proteção do ambiente.

    com Lusa

  • Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve foi autorizada pelo Governo a contratar 117 médicos especialistas, um reforço considerado “histórico” pela instituição e que visa colmatar as carências de profissionais de saúde que afetam a região.

    A autorização surge através de um despacho conjunto dos ministérios da Saúde e das Finanças.

    O pacote de contratações, que representa o maior número de vagas alguma vez atribuído ao Algarve, destina-se a reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde regionais.

    Das 117 vagas, 17 são para Medicina Geral e Familiar (MGF), 96 para especialidades hospitalares e quatro para Saúde Pública.

    Um aspeto particularmente relevante é a existência de 19 vagas consideradas “carenciadas”, às quais está associado um regime remuneratório mais atrativo.

    Este incentivo tem como objetivo fixar médicos em especialidades e zonas geográficas onde a escassez de profissionais é mais acentuada, como é o caso do Algarve.

    Esperamos que a contratação destes 117 profissionais permita melhorar a resposta assistencial na região, reduzindo a pressão sobre os serviços e aumentando o acesso da população a cuidados de saúde diferenciados e de proximidade“, referiu o conselho de administração da ULS em comunicado, citado pela Agência Lusa.

    A ULS do Algarve, responsável pela gestão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como dos cuidados de saúde primários e de saúde pública nos 16 centros de saúde da região, espera que este reforço de pessoal melhore significativamente os serviços prestados à população.

    Este anúncio surge no contexto de um esforço nacional para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    Na segunda-feira, o Governo autorizou a abertura de concurso para mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas a nível nacional, distribuídas por diversas especialidades, incluindo MGF e Saúde Pública.

    Ainda que este reforço seja significativo, importa recordar que, segundo dados divulgados em janeiro pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025, mais de 60% das vagas abertas a nível nacional ficaram por preencher.

    Resta agora saber qual a taxa de ocupação destas novas vagas no Algarve e qual o impacto real na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

    com

    Lusa

  • ¡AYAMONTE SE MUEVE!

    ¡AYAMONTE SE MUEVE!

    Este sábado 16 llega la Fiesta SBK a Acropolis Café Pub

    Salsa · Bachata · Kizomba

    Al ritmo de DJ Patri ON

    Com as animaçõeses de Gonzalo

    O mejor de todo… ENTRADA GRATUITA

    De 17:00 a 20:00h

    Acrópolis Café SBK · Ayamonte

    Esperam-te na Pista

  • Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades terrestres, como a destruição de coberto vegetal ou a utilização de pesticidas, são “as maiores ameaças” à preservação das florestas marinhas existentes na costa portuguesa, disse em Odemira, hoje a bióloga e investigadora Ester Serrão.

    A também docente na Universidade do Algarve falava à agência Lusa à margem da 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que se realiza, até dia 22, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, distrito de Beja.

    De acordo com Ester Serrão, uma das coordenadoras científicas do festival, “as maiores ameaças às florestas marinhas [em Portugal] são as atividades terrestres, que depois têm impacto no oceano”.

    Por exemplo, “quando há destruição da vegetação, provocamos erosão terrestre e existe uma série de partículas do solo que vão sendo arrastadas pelas chuvas, vão parar à costa e soterrar as florestas marinhas”, disse, acrescentando: “o facto de provocarmos erosão costeira que vai soterrar as rochas e cobri-las de sedimentos, faz com que não haja ‘habitat’, ou seja, um espaço de rocha limpa onde os pequenos estados microscópicos se possam agarrar”.

    Ester Serrão apontou ainda a utilização de pesticidas e produtos químicos em meio terrestre como outra ameaça à preservação das florestas marinhas, assim como “atirar âncoras dos barcos ou fazer arrastos”.

    Deita-se uma âncora sobre corais e destruímos os corais, deita-se uma âncora sobre uma pradaria marinha e arrancamos as plantas”, ilustrou.


    Segundo a bióloga, as florestas marinhas “são essenciais para toda uma série de funções dos ecossistemas marinhos da (…) costa”.

    Por isso, frisou, “é importante mostrar que são ecossistemas únicos e muito ricos, mas que enfrentam desafios crescentes, ligados à ação dos seres humanos”.

    A 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que arrancou na quarta-feira, tem como objetivo “promover o conhecimento científico, a sensibilização e o envolvimento da comunidade na valorização dos ecossistemas marinhos e na proteção dos oceanos”.

    A iniciativa é promovida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, em parceria com o Município de Odemira, o Colégio Nossa Senhora da Graça, a Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes e a Universidade do Algarve e o apoio de várias entidades.

    Segundo a organização, o festival “reúne cientistas, estudantes, residentes e visitantes para um vasto conjunto de iniciativas destinadas à sensibilização para a conservação, partilha de conhecimento científico e descoberta ativa da riqueza dos ‘habitats’ costeiros e marinhos”.

    Queremos que as pessoas saiam do festival a olhar para o oceano de forma diferente e todos com um sentido de responsabilidade e de contribuir para conservar estes ecossistemas, que são tão essenciais para sustentar as gerações futuras e a biodiversidade marinha na nossa costa”, frisou Ester Serrão.

    No âmbito do festival, está prevista, para domingo, a reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, com apresentações de investigadores, empresas e organizações sobre biodiversidade, conservação, restauro, cultivo, inovação e bioeconomia das florestas marinhas.

    Depois, entre os dias 18 e 22, tem lugar um programa “de descoberta” de algas e plantas marinhas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina para alunos universitários, organizado pela Universidade do Algarve.

    As florestas marinhas são formadas por organismos como algas e outras espécies estruturantes dos ecossistemas costeiros, desempenhando “um papel vital na manutenção da biodiversidade, na produção de oxigénio e na captura de carbono”, além contribuírem “para a mitigação das alterações climáticas e equilíbrio dos oceanos”, indicou a organização do festival.

    com
    Lusa

  • Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Um incêndio rural que deflagrou em 2022 nas Gambelas, em Faro, e se propagou até à Quinta do Lago, em Loulé, vai ser reproduzido na sexta-feira num exercício operacional da Proteção Civil, foi hoje anunciado.

    O exercício DECIRALG’26 vai envolver 250 operacionais para testar e treinar a resposta das várias entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do distrito de Faro.

    O simulacro vai decorrer na sexta-feira, entre as 07:00 e as 14:00, o que motivará a circulação de vários veículos de emergência e socorro na zona de Gambelas e áreas envolventes, lê-se numa nota da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    O Posto de Comando Operacional (PCO) vai ficar instalado no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, decorrendo o incêndio fictício nas modalidades de exercícios de posto de comando (CPX), para o nível estratégico, e com meios reais (LIVEX), para os níveis de comando tático e manobra no terreno.

    O exercício reproduz um incêndio rural de “elevada intensidade e complexidade operacional”, ocorrido em julho de 2022, na zona das Gambelas, na freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, com propagação até à Quinta do Lago, no concelho vizinho de Loulé.

    Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, “trata-se de um incêndio” com progressão rápida em ‘interface’ urbano-rural, “ameaçando habitações, infraestruturas críticas e zonas densamente povoadas”.

    Em julho de 2022, o fogo deflagrou numa zona residencial junto à Universidade do Algarve, tendo chegado à Quinta do Lago e Vale de Lobo, no concelho de Loulé, afetando uma área de 27 quilómetros de perímetro.

    O combate às chamas envolveu mais de 400 operacionais de várias regiões do país, tendo o fogo afetado quatro habitações, duas delas devolutas, quatro viaturas, 35 jardins de habitação e 13 locais de apoio agrícola.

    O DECIRALG’26 é o “culminar do esforço de planeamento, preparação e articulação” desenvolvido nos últimos meses, visando “o reforço da prontidão operacional para a fase mais exigente do ano no domínio dos incêndios rurais”, lê-se na nota.
    O simulacro coincide com o início do Empenhamento Operacional Reforçado do DECIR, assinalando a entrada no período de maior exigência operacional e de prontidão para responder a incêndios rurais.


     com Lusa

  • Acidente Mortal em Vidigueira com  GNR a investigar

    Acidente Mortal em Vidigueira com GNR a investigar

    Condutor fugiu após despiste na EN258

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) abriu uma investigação para apurar as circunstâncias de um acidente de viação ocorrido na noite de quarta-feira, na Estrada Nacional 258 (EN258), entre Vidigueira e Pedrógão, que resultou na morte de um homem e na alegada fuga do condutor da viatura.

    Fonte do Comando Territorial de Beja da GNR confirmou à Lusa que o alerta para o despiste foi recebido pelas autoridades pelas 23:40 de quarta-feira.

    No local, os operacionais encontraram um homem sem vida, cuja identidade permanece desconhecida, uma vez que não foram encontrados documentos que o identificassem.

    As autoridades suspeitam que a vítima mortal não era o único ocupante do veículo, levantando a hipótese de o condutor ter abandonado o local do acidente, presumivelmente a pé, após o despiste.

    As razões para a fuga ainda são desconhecidas, sendo que a investigação da GNR visa apurar se o condutor estaria sob o efeito de álcool ou substâncias ilícitas, se possuía carta de condução válida ou se existiram outras motivações para a sua ausência.

    O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou que o óbito da vítima foi declarado no local pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Beja, que se deslocou ao local juntamente com diversas equipas de socorro.

    O corpo do homem foi transportado para as instalações do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) em Beja, onde será realizada a autópsia para determinar a causa da morte e recolher elementos que possam auxiliar na identificação da vítima.

    As operações de socorro mobilizaram um total de 33 operacionais, apoiados por 12 veículos, incluindo meios dos Bombeiros de Vidigueira e Moura, da GNR, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Infraestruturas de Portugal (IP).

    A GNR apela a quem possa ter testemunhado o acidente ou possua informações relevantes para a investigação que contacte as autoridades.

    A colaboração da população é crucial para o esclarecimento das circunstâncias deste trágico evento e para a identificação do condutor em fuga. A investigação permanece em curso, com o objetivo de apurar todas as responsabilidades inerentes ao acidente.

    com Lusa

  • Cardeal Patriarca falou sobre a Igreja e  o Marquês de Pombal

    Cardeal Patriarca falou sobre a Igreja e o Marquês de Pombal

    No âmbito das comemorações dos 250 anos da fundação da nova Vila Real de Santo António, a Igreja Católica esteve presente no Centro Cultural António Aleixo, com D. Manuel Clemente figura maior da Igreja em Portugal.

    No mesmo lugar, à epoca da inauguração de Vila Real de Santo Antônio ali funcionava o Quartel e a Igreja abria pela primeira vez as suas portas, ao mesmo tempo que era inaugurado o primeiro cemitério público de Portugal.

    Guadiana Digital dará ainda hoje nota detalhada dos discursos do padre Tiago, de D. Manuel Clemente e Álvaro Araújo que, como presidente da câmara municipal recebeu o máximo representante da igreja maior do País.

    Destacamos a assertividade do discurso, o tom sereno e coloquial e o profundo conhecimento da história da época explanado pelo convidado de honra da cidade pombalina.

  • Morreu Carlos Brito

    Morreu Carlos Brito

    Faleceu Carlos Brito, escritor, poeta e político, nascido e residente na vila algarvia de Alcoutim.

    Histórico dirigente do Partido Comunista Português Carlos Brito faleceu hoje aos 93 anos no hospital de Faro, confirmou à Lusa o médico e seu amigo pessoal Paulo Fidalgo.  

    Paulo Fidalgo, que foi um dos fundadores do Movimento Renovação Comunista, adiantou que Carlos Brito esteve internado no hospital de Faro recentemente devido a uma infeção respiratória e teve alta hospitalar na passada segunda-feira, já recuperado.

    “Inesperadamente” morreu esta tarde na sua casa de Alcoutim, disse Paulo Fidalgo.

    Carlos Brito foi um dos homens próximos de Álvaro Cunhal, que mais tarde fez parte do Movimento Renovação Comunista e acabou por ser expulso do PCP em 2022.

    Líder da bancada parlamentar do PCP durante cerca de 15 anos, o histórico dirigente comunista foi também o  responsável pelo PCP em Lisboa no 25 de Abril e candidato presidencial do PCP.  

    com Lusa
     

    À familia enlutada, a Direção de FOZ – Guadiana Digital apresenta sentidas condolências

  • CAIA-ME” – Dia da cal em Cacela Velha

    CAIA-ME” – Dia da cal em Cacela Velha

    Ação de voluntariado para a caiação do espaço público

    Sábado, 23 de Maio, 9h00 às 18h00

    Na vila histórica de Cacela Velha o uso da cal branca no revestimento das fachadas contribui para o caráter distintivo deste lugar. Nos últimos anos tem-se perdido o secular hábito dos habitantes manterem e caiarem as suas fachadas e muros comuns o que, entre outros fatores, tem contribuído o empobrecimento do caráter e imagem do núcleo histórico.

    Sendo Cacela Velha um lugares de maior interesse histórico e patrimonial da região, pretende-se com este dia:

    . Contribuir para a dignificação do espaço público de Cacela Velha

    . Revalorizar materiais e práticas ancestrais no contexto da arquitetura tradicional

    . Promover a troca de práticas e conhecimentos relacionados com os usos da cal

    . Envolver a população, agentes locais e público em geral na conservação e valorização do núcleo histórico de Cacela Velha

    Na sequência do sucesso das anteriores edições do “Caia-me” (2023-2025), vamos este ano dar continuidade à iniciativa.

    PARTICIPE NESTA AÇÃO DE VOLUNTARIADO PARA A CAIAÇÃO DE CACELA VELHA!

    Informações e inscrições

    Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela /Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

    Tel. 281 952600 | ciipcacela@gmail.com

    ADRIP- Associação de Defesa, Reabilitação, Investigação e Promoção do Património Natural e Cultural de Cacela

    Email – adrip.cacela@gmail.com

    Apoio: Ibérica – Eventos e Espetáculos e Junta de Freguesia de Vila Nova de Cacela

    Inscrições limitadas obrigatórias até ao dia 22 de Maio

    Almoço oferecido aos voluntários inscritos

  • Opinião – Acerca Daquilo Que Me Recordo da Avenida de Outros Tempos, do seu Comércio, das Pessoas

    Opinião – Acerca Daquilo Que Me Recordo da Avenida de Outros Tempos, do seu Comércio, das Pessoas

    Crónicas Avulsas – Henrique Bonança


    Acerca Daquilo Que Me Recordo da Avenida de Outros Tempos, do seu Comércio, das Pessoas


    Desde logo do icónico café Firmo, do cartaz afixado a proibir os trabalhos manuais às senhoras que passavam as suas tardes na conversa, a fazer malha ou croché e a bebericar um garotinho sentadas nos sofás forrados a napa preta e com os apoios de braços de cor verde, enquanto observavam o interminável vai-e-vem dos que se passeavam lá fora, dos inesquecíveis gelados de corte e de mola da tia Camila a entremear duas saborosas e crocantes bolachas; do pronto-a-vestir Trindade Coelho do senhor Duarte e das suas montras compostas com muita arte e muito bom-gosto, das medidas de madeira e das alcofas cheias de ervelhanas da Tia Maria de saias largas e lenço na cabeça, encostada ao canto exterior da loja, sentada num banquinho de madeira.
    No entanto, se vindos de poente entrássemos na central rua pedonal dos mosaicos para nela comprar, beber café nalguma das suas esplanadas ou simplesmente passear, do nosso lado direito nos depararíamos com a mercearia e riquíssima garrafeira do senhor Madeira, a casa Dynia, ponto de paragem quase obrigatório da criançada pelo facto das suas montras salientes, a partir da quina de metal cromado que as protegia, reflectirem o movimento de uma das pernas criando a ilusão de que seriam duas.
    Praticamente em frente, do outro lado da avenida, com certeza para passar o seu tempo e satisfazer a sua curiosidade, assomando-se às janelas abertas de uma casa térrea de paredes caiadas de branco e platibanda a esconder o telhado, apoiando os cotovelos em almofadinhas, duas irmãs gémeas já idosas, entretinham-se a ver quem por ali se passeava.
    Umas casas a seguir, deparávamo-nos com o Empurre, famosa cervejaria de saborosíssimas tapas e iguarias regionais, onde os clientes se dessedentavam ao balcão de madeira envernizada com imperiais bem tiradas e frescas acompanhadas de tremoços ou ervelhanas ainda na sua frágil casca estaladiça servidas em pires das chávenas de café.
    Continuando no mesmo lado, quase à esquina desse quarteirão, antes de se converter em loja de atoalhados, existia a marcenaria do senhor Gastão, local onde também trabalhava um outro senhor conhecido como Fato Justo, uma vez que se dizia que os caixões ali construídos eram apertadinhos para poupar na madeira.
    A recordação mais antiga, seria eu muito novo, é a do café Portugal, local que conheci por ser lá levado pelos meus pais, tendo gravado na memória um comentário quanto à grande qualidade dos chocos que ali eram cozinhados; em frente à estalagem da Hortinha, espaço onde anos mais tarde foi edificada a actual estação dos correios, localizava-se o café Piquenique, como ele era conhecido, apesar de alguém me ter dito que o seu nome seria outro, local que frequentei algumas vezes com o meu pai, aonde tive a oportunidade de ver uma televisão pela primeira vez na minha vida, experiência marcante que me deixou extasiado.
    Mas, antes do café Piquenique, na mesma fileira de casas, para além da barbearia do senhor Corvo e da pastelaria e cafetaria Ideal do senhor Dourado, recordo o estabelecimento do senhor Marinheiro, entre outras razões, pela fantástica exposição de comboios eléctricos que tanto me atraía, prendendo-me à montra por largos períodos imaginando-me a brincar às estações e, anos mais tarde, em tempos posteriores à revolução de 74, ter na sua montra um anúncio em que se dizia aceitarem-se inscrições num determinado partido político, indicando a condição de se ser apoiante da linha de um dos seus dirigentes históricos.
    No andar de cima da sapataria Duarte, nas suas duas janelas viradas para a avenida cujos mosaicos se esticavam para cada um dos lados, em cada uma delas, muito arranjadas e de lábios pintados de vermelho vivo, como que a vigiar o que se passava junto ao solo, quando o sol já não batia na parede pintada de cor-de-rosa e pelo fresquinho da tarde, punham-se a ver passar outras duas irmãs gémeas tão iguais que era impossível distingui-las cá debaixo.
    Embora não na avenida mas, logo ao virar da esquina da sapataria, na lateral do quarteirão seguinte, encontrávamos a drogaria do senhor Faísca, local de trabalho do senhor Lenine e o senhor Agostinho, estabelecimento antigo onde a pedido do meu pai ia comprar palha-de-aço ou pregos a peso ou, ainda, massa para fixar os vidros das janelas lá de casa.
    Outra vez na avenida, à esquina, a pastelaria Império onde trabalhava a dona Augusta vendia gelados da Olá, rifas em caixas de cartão em que se fazia um buraco para saber qual era o prémio, sombrinhas de chocolate da Regina e, sobretudo, bolos do senhor Parquico: gostava muito dos pastéis-de-nata, do bolo-de-arroz e dos pastéis de feijão que comprava quando tinha dinheiro para isso.
    Em frente ao café Cantinho do Marquês, local de trabalho do senhor Joaquim, do senhor Chico, do senhor Rufino, do senhor Delmar e de outros cujos nomes já não me lembro, situava-se a Casa Capa que abastecia as mercearias e onde os sapateiros que ainda havia na vila iam comprar o couro para as meias solas dos sapatos que arranjavam.
    Claro, como esquecer a barbearia do senhor Padesca, situada antes da sapataria Duarte, que cortava o cabelo ao meu primo Cavaco e que eu acompanhava para entre muitas gargalhadas nossas, nos ser mostrado o pequeno boneco trajado de frade a que o barbeiro puxava um fiozinho escondido nas vestes para levantar e expor as suas partes intimas.
    Para além da Casa Raposo, pronto-a-vestir que até samarras alentejanas vendia e da sua raposa empalhada com óculos de arame apoiados no focinho a dar-lhe ar de grande intelectualidade em harmonia com o nome da loja, espaço ainda para recordar o estabelecimento do senhor Gravanita pela particularidade de ser onde a minha mãe me pedia para ir, para que a dona Risete puxasse as malhas caídas das suas meias-de-vidro.
    Henrique Bonança
    VRSA – 05 de Maio de 2022
    PS – Por economia de espaço, a partir de memórias antigas, apenas referi estes locais e estabelecimentos. Poderiam ser também outros, nomeadamente aqueles que existiam no interior e à volta do antigo mercado da verdura, hoje Centro Cultural António Aleixo. Talvez noutro momento, num outro texto!

  • Os desafios do envelhecimento nas zonas rurais no Webinar da AMAL

    A AMAL organizou, a semana passada, o webinar internacional do projeto europeu Interreg Sudoe RuralSilverHubS, uma iniciativa que reúne parceiros de Espanha, França e Portugal, para enfrentar os desafios do envelhecimento, da despovoação e do acesso a serviços em zonas rurais.

    Este evento foi transmitido online a partir de Portugal e destacou resultados, boas práticas e desafios do envelhecimento no espaço Sudoe (sudoeste europeu). “Futuro”, “oportunidade”, “inovação” e “bem-estar”: assim definiram os participantes a Silver Economy no contexto rural.

    O webinar contou com a participação de cerca de 80 pessoas, entre stakeholders, especialistas e representantes institucionais, com o objetivo de partilhar resultados e soluções inovadoras, no âmbito da Silver Economy.

    A sessão foi conduzida por Simone Julio (Associação Oficina) e teve início com a intervenção de boas-vindas de Marta Farrero, Head of Transversal Projects da Diputación de Tarragona, entidade líder do projeto.

    No primeiro bloco, dedicado aos territory snapshots, foram apresentadas as principais características e desafios dos territórios participantes, que permitiram uma visão comparativa dos contextos rurais nos três países.

    Essas apresentações foram feitas por: Teresa Martinho (Comunidade Intermunicipal do Algarve), Vera Soares (Comunidade Intermunicipal do Ave), Laura Capel (Diputación de Tarragona), Beatriz García (SODEBUR), Isabelle Lesterpt (Gérontopôle Nouvelle-Aquitaine) e Estelle Lafforgue (SilverOcc Clusterlab).

    Seguidamente, foram apresentados os resultados da análise da Silver Economy em Portugal, França e Espanha, oferecendo uma perspetiva global sobre as tendências e oportunidades nos territórios rurais.

    Neste contexto, foi realizada uma sondagem interativa em direto que permitiu conhecer o perfil dos participantes, maioritariamente pessoas entre os 45 e os 55 anos, provenientes, sobretudo, do setor público e da sociedade civil, mas com representação, também, do meio académico e do setor privado.

    Como resultado, os participantes definiram a Silver Economy com quatro conceitos-chave: futuro, oportunidade, inovação e bem-estar.

    O webinar incluiu ainda um bloco dedicado à apresentação de boas práticas, em que se incluíram: o projeto SerrAdentro (Algarve); Cruz Vermelha Portuguesa, região do Ave; Y-logica, Burgos e La Fabrique à Initiative, Nouvelle-Aquitaine, entre outras iniciativas. Estas experiências evidenciaram o potencial da inovação social e tecnológica para melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 55 anos em territórios rurais.

    Posteriormente, realizou-se uma mesa-redonda centrada nos desafios territoriais, nos fatores facilitadores e nas ações prioritárias para impulsionar a Silver Economy.

    Durante o debate, foram abordadas questões como os principais obstáculos em cada território, as iniciativas que têm demonstrado resultados eficazes e as ações mais viáveis a curto e médio prazo.

    A sessão terminou com um espaço aberto de perguntas, promovendo o intercâmbio de ideias e a identificação de oportunidades de colaboração futura.

    O encerramento do evento ficou a cargo da Diputación de Tarragona, com a intervenção de Marta Farrero, que destacou a importância da cooperação transnacional e da partilha de conhecimento para promover territórios rurais mais inclusivos, resilientes e sustentáveis.

    O projeto RuralSilverHubS, com uma duração de 30 meses e um orçamento de cerca de 1,3 milhões de euros, tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 55 anos em zonas rurais através da promoção da Silver Economy, da inovação social e da cooperação territorial.

    O consórcio do projeto é composto por nove parceiros: a Diputación de Tarragona (líder), a Sociedad para el Desarrollo de la Provincia de Burgos (SODEBUR), a Universidade de Vigo, a Fundação Finnova, o Gérontopôle Nouvelle-Aquitaine, o SilverOcc Clusterlab, a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), a Comunidade Intermunicipal do Ave e a Cruz Vermelha Portuguesa.

    Fonte AMAL

  • Mértola Surpreendida com Escolha de Oeiras para Centro de Competências da Caça

    Mértola Surpreendida com Escolha de Oeiras para Centro de Competências da Caça

    A câmara municipal de Mértola considerou inesperada a decisão que levanta questões sobre o envolvimento do município alentejano, reconhecido como “Capital Nacional da Caça”.

    Mértola manifestou publicamente a sua “estranheza e indignação” face à decisão de instalar o Centro de Competências da Caça e Biodiversidade (CCCB) em Oeiras, uma escolha que, segundo o município, foi comunicada sem qualquer consulta ou esclarecimento prévio.

    A autarquia alentejana, que se orgulha do título de “Capital Nacional da Caça”, considera que esta decisão ignora a sua longa história e investimento no setor.

    Temos vindo, ao longo de décadas, a afirmar-nos como referência nacional na área da cinegética, da biodiversidade e da gestão sustentável do território“, afirma a Câmara Municipal em comunicado. A autarquia sublinha ainda que Mértola reúne “condições únicas” para acolher um centro desta natureza, destacando o recente investimento de 7 milhões de euros na Estação Biológica de Mértola.

    Esta infraestrutura, dotada de laboratórios de excelência e de recursos humanos qualificados, alberga, segundo o município, o maior número de investigadores doutorados dedicados à investigação aplicada ao setor da caça em Portugal.

    A autarquia agradeceu ainda o apoio e a solidariedade expressos por entidades do setor da caça, organizações ligadas à biodiversidade e representantes políticos, após a divulgação da intenção de instalar o CCCB fora de Mértola.

    A posição oficial do município e os argumentos que sustentam a defesa da localização do Centro de Competências em Mértola encontram-se detalhados num documento anexo, onde se exploram os fundamentos técnicos, territoriais e estratégicos que justificam a escolha de Mértola.

    A autarquia espera que a análise destes argumentos leve a uma reconsideração da decisão por parte das entidades responsáveis.

    A questão permanece agora em saber se este apelo será ouvido e se Mértola terá a oportunidade de demonstrar o seu potencial para acolher o Centro de Competências da Caça e Biodiversidade.

  • José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve manifestou-se positivamente sobre a nomeação de Macário Correia para liderar Aqua SA, na perspetiva de que a água é fator crítico para o desenvolvimento regional.

    Sobre esta nomeação, afirma que a nomeação do Eng. Macário Correia para presidir à estrutura de missão da estratégia “Agua que une” é uma «decisão política que se saúda com expetativa positiva, considerando a prioridade para a região do Algarve dos investimentos na política pública da água».

    O presidente da CCDR Algarve destaca a ativa participação de Macário Correia no Conselho Regional da CCDR Algarve e no conselho estratégico da agricultura da região, bem como «o seu empenho pessoal no avanço em concreto da iniciativa ITI Água e Paisagem, em reforço da resiliência hídrica e a biodiversidade no Barrocal e interior do Algarve».

    Tecendo algumas considerações sobre o quadro que o ora nomeado vai enfrentar, lembra que «No Algarve, a prioridade no investimento na água, reúne crescente e alargado consenso, com acertada estabilidade da política pública, juntando o Governo, os Deputados à Assembleia da República, as Autarquias, os representantes setoriais da economia, em especial do turismo e da agricultura, a administração desconcentrada do Estado».

    Refere ainda que «A água transformou se num fator crítico para o desenvolvimento regional, para a coesão territorial e para atenuar o despovoamento do interior».

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), no quadro da sua missão, atribuições e competências, é parceiro ativo no desenvolvimento dos diversos projetos de execução da estratégia Água que une, designadamente as barragens do Alportel e da Foupana : os investimentos no domínio da água, são de interesse público regional e essa é a linha de trabalho que prosseguimos na CCDR Algarve.

    Visão de enquadramento – Numa visão de curto e médio prazo, no horizonte 2035, considerando o princípio da subsidiariedade e a governança multinível, é também da de opinião que «a região ganhará em reforçar estes consensos em torno de um pacto regional pela água no horizonte 2035, seguindo o exemplo da vizinha Andaluzia, definindo e calendarizando os investimento em novas fontes e no aumento da eficiência hídrica, assegurando a água para o consumo humano, para a economia, nas suas diversas atividades económicas, em especial no turismo e lazer e para a agricultura».

    Aproveitou para sublinhar ainda a importância das obras já em execução e os esforços para a execução dentro dos prazos dos investimentos em curso no ciclo urbano da água, com financiamento do Programa Regional Algarve 2030 e do Fundo Ambiental e dos investimentos a financiar pelo programa Sustentável 2030.

    Numa perspetiva regional, manifestou também o empenho na articulação com os Municípios, a AMAL e as áreas governativas do Ambiente e Agricultura, colaborando com a nova estrutura de missão na construção conjunta de soluções que permitam aumentar as disponibilidades de água no Barlavento do Algarve, para consumo humano, para o turismo, para a atividade agrícola, dando maior resiliência e disponibilidades de água nos perímetros agrícolas de rega de Silves-lagoa- Portimão e Alvor- Bravura.

    Também o desenvolvimento dos estudos técnicos, decisões políticas e projetos de execução que permitam a prazo estender o regadio coletivo no interior do Município de Olhão, ao Município de Faro (incluindo a Campina de Faro) e ao Município de Loulé, assegurando a viabilidade económica e o contributo da agricultura para o abastecimento e segurança alimentares, e para a diversificação da base económica regional.

  • Macário Correia vai liderar «Água que Une»

    O Governo de Luís Montenegro indicou que o antigo autarca e governante Macário Correia vai liderar a empresa Aqua SA que vai gerir e executar os projetos da estratégia «Água que Une», anunciou o primeiro-ministro.

    Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou na Ovibeja, em Beja.

    Segundo a Lusa, a criação da empresa para gerir os projetos neste setor já tinha sido anunciada no início de outubro pela ministra do Ambiente e Energia.

    Montenegro destacou na ocasião «a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento» do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

  • Rede AZUL lança ciclo de conversas “Sul como Palco” para repensar a cultura no Algarve

    Rede AZUL lança ciclo de conversas “Sul como Palco” para repensar a cultura no Algarve

    A Rede AZUL – Rede de Teatros do Algarve dá início hoje, dia 2 de maio, a um ambicioso ciclo de conversas intitulado “Sul como Palco”, com o objetivo de fomentar a reflexão e o debate sobre o presente e o futuro da cultura na região algarvia.

    Com curadoria de Rui Horta,reconhecido coreógrafo e diretor artístico, o ciclo percorrerá quatro concelhos do Algarve, promovendo encontros entre especialistas, artistas, programadores e o público em geral.

    O ciclo, que se estenderá ao longo do mês de maio, propõe uma análise multifacetada do panorama cultural algarvio, abordando temas cruciais como a relação entre os teatros e o território, a atração de novos públicos, a sustentabilidade das casas da arte e o futuro da criação artística.

    A primeira conversa, intitulada “Teatros e Território”, terá lugar no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, pelas 15h30.

    O painel de oradores contará com a presença de Pedro Adão e Silva, sociólogo, professor universitário e antigo Ministro da Cultura, Ana Umbelino, investigadora, Dália Paulo, diretora municipal e diretora artística do Cineteatro Louletano, e João Galante, diretor artístico da casaBranca A.C.

    A discussão centrar-se-á na importância dos teatros como agentes de desenvolvimento local e na sua capacidade de promover a coesão social e territorial.

    No dia 9 de maio, o Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, será palco da conversa “Quem vem ao teatro é quem ainda não vem”, que terá como foco a questão da fidelização de públicos e a necessidade de atrair novos espetadores para as salas de espetáculo.

    Américo Rodrigues, diretor-geral das Artes, Raquel Ribeiro dos Santos, programadora de participação na Culturgest, Paulo Francisco, programador do Auditório Carlos do Carmo (Lagoa) e João Costa, diretor artístico da Mãozorra, partilharão as suas experiências e perspetivas sobre esta temática desafiante.

    A 16 de maio, a reflexão desloca-se para Vila do Bispo, onde o Centro de Interpretação da Lota de Sagres acolherá a conversa “As Casas da Arte: a curadoria, as equipas, as redes e a sustentabilidade”. Delfim Sardo, professor universitário e curador de Artes Visuais, Rui Torrinha, diretor artístico da Oficina (Guimarães), Gil Silva, Diretor do Teatro das Figuras (Faro) e Nuno Pereira, presidente do LAC – Laboratório de Atividades Culturais (Lagos) debaterão as estratégias para garantir a viabilidade e o sucesso das instituições culturais, abordando questões como a gestão de equipas, a criação de redes de colaboração e a importância da curadoria.

    O ciclo “Sul como Palco” encerrará no dia 23 de maio, no café-concerto do TEMPO, em Portimão, com a conversa “O Futuro do Futuro: Criação artística, comunidade, reinvenção”. Cláudia Galhós, jornalista e escritora, Mónica Guerreiro, investigadora e diretora artística do Ponto C (Penafiel), José Viegas, chefe de divisão de Cultura da Câmara Municipal de Lagos e Sara Martins, diretora artística da AL-CIA JUVENIL – Companhia Juvenil de Dança Contemporânea do Algarve, serão os protagonistas deste último encontro, que se propõe a imaginar o futuro da criação artística e o seu papel na construção de comunidades mais resilientes e inovadoras.

    A Rede AZUL convida todos os interessados a participarem neste ciclo de conversas, que se apresenta como uma oportunidade única para refletir sobre o futuro da cultura no Algarve e contribuir para o seu desenvolvimento. A entrada é livre.