FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • PS propõe Monchique e Alcoutim nos apoios pós-tempestade Kristin

    O Partido Socialista (PS) apresentou hoje uma proposta na Assembleia da República (AR) visando a inclusão dos municípios algarvios de Monchique e Alcoutim no regime excecional e temporário de apoio à reabilitação e reconstrução das áreas afetadas pela tempestade Kristin.

    A iniciativa surge na sequência de danos significativos registados nestes concelhos durante a passagem da depressão, que assolou Portugal continental no final de janeiro. A proposta, defendida pelos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Faro, visa alterar a proposta de lei n.º 59 do Governo, que estabelece um regime de apoio para a reconstrução de infraestruturas em concelhos afetados. Segundo os socialistas, a exclusão de Alcoutim e Monchique deste regime configura uma injustiça e um erro, privando os municípios de acesso a apoios estatais diretos e afetando a cobertura de seguros.

    Alcoutim, em particular, enfrentou inundações severas devido à subida do caudal do Rio Guadiana, causando estragos na zona ribeirinha, na praia fluvial e em localidades como Guerreiros do Rio e Laranjeiras. Monchique, por seu lado, registou danos em dezenas de estradas nacionais e municipais, devido a deslizamentos de terra e queda de árvores, dificultando a circulação e o acesso a diversas áreas.

  • Castro Marim vai demolia as construções ilegais

    Castro Marim vai demolia as construções ilegais

    A cãmara municipal de Castro Marim decidiu intensificar a fiscalização urbanística e prepara-se para demolir construções ilegais dispersas pelo concelho, incluindo casas de madeira, contentores e outras estruturas não licenciadas.

    O cerco será apertado em torno das construções ilegais que, segundo a autarquia, têm proliferado no concelho e, no exercício das suas competências em matéria de ordenamento do território, pretende combater a proliferação de operações urbanísticas realizadas sem o devido licenciamento, avançando com processos de demolição.

    Nos últimos anos, a fiscalização municipal contabilizou cerca de 100 autos de notícia relativos a construções e intervenções urbanísticas ilegais. Entre as infrações mais comuns, destacam-se a instalação de casas de madeira, casas móveis pré-fabricadas, casas modulares e contentores marítimos.

    A autarquia reconhece que parte destas infrações são cometidas por cidadãos estrangeiros, quer por desconhecimento da legislação portuguesa, quer por terem sido induzidos em erro. No entanto, sublinha a importância de assegurar uma ocupação do solo planeada, legal e ordenada, garantindo o cumprimento da lei e a defesa do interesse público.

    «Antes de avançar para este tipo de solução habitacional, a instalação destas estruturas está obrigatoriamente sujeita a licenciamento municipal, nos mesmos termos legais aplicáveis à construção de uma habitação convencional», alerta a Câmara Municipal.

    Nos casos em que não haja licenciamento prévio e as construções não reunirem condições para legalização, a autarquia garante que recorrerá a medidas de tutela da legalidade urbanística, procedendo à demolição das edificações ilegais. Caso os infratores não procedam voluntariamente à demolição, a Câmara Municipal executará as obras coercivamente, imputando os custos aos infratores e comunicando os factos ao Ministério Público.

    A autarquia garante que procederá à verificação individualizada de todas as situações identificadas, avançando com as demolições de forma faseada e por lotes, com integral respeito pelos procedimentos legais aplicáveis. Para esse efeito, orçamentará os valores associados às demolições, assegurando uma atuação planeada e financeiramente sustentada.

    Paralelamente, a Câmara Municipal apela ao Governo para que crie um diploma legal específico que regule as novas realidades habitacionais, como casas móveis e pré-fabricadas, definindo as condições de implantação e deslocação destas estruturas.

    A iniciativa do município visa também garantir a segurança e o planeamento urbano adequado, especialmente em situações de emergência, onde a habitação dispersa não legal pode dificultar as operações de socorro.

  • Festival das Amendoeiras em Flor declarado importante pelo Secretário de Estado do Turismo

    Festival das Amendoeiras em Flor declarado importante pelo Secretário de Estado do Turismo

    Durante a sua visita a Castro Marim para participar em Alta Mora no Festival das Amendoeiras em Flor o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, sublinhou a relevância destes eventos na valorização do património e no impulsionamento do turismo, comércio e serviços, setores que, em conjunto, representam uma parte significativa da economia nacional.

    Destacou ainda a importância de Alta Mora no contexto do Algarve, afirmando metaforicamente que «não há Algarve sem Alta Mora», festival que considerou como «bom exemplo de mobilização de pessoas e recursos na afirmação de um território que conta na promoção do Algarve e na valorização turística».

    Na visista que realizou ao empreendimento turístico Verdelago Resort, localizado na Praia Verde. Pedro Machado teve a oportunidade de conhecer os projetos futuros daquela unidade, incluindo a construção de uma desalinizadora e de um hotel de cinco estrelas.

    Foram também abordados temas como a autossustentabilidade hídrica e energética do projeto, a criação de uma comunidade energética para servir o território, e os desafios relacionados com a habitação para os trabalhadores.

    A visita, segundo a camara municipal de Castro Marim, permitiu ainda analisar os protocolos existentes entre o Estado português e outros países para a disponibilização e qualificação de mão de obra para projetos turísticos de grande dimensão.

    O promotor do Verdelago Resort manifestou ao governante a dificuldade em obter apoios para investimentos na área da habitação para os trabalhadores, dada a dimensão da empresa. O Secretário de Estado comprometeu-se a acompanhar de perto este investimento, realçando a sua importância para o desenvolvimento turístico da região.

  • Amcal lança projeto “Traga Pilhas” no Alentejo Central

    Amcal lança projeto “Traga Pilhas” no Alentejo Central

    Recolher Tonelada e Meia de Pilhas Usadas Anualmente

    A Associação de Municípios do Alentejo Central (Amcal), em parceria com a ERP Portugal, deu hoje o pontapé de saída para o projeto “Traga Pilhas”, uma iniciativa ambiciosa que visa promover a recolha seletiva de pilhas usadas nos concelhos de Alvito, Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo, nos distritos de Beja e Évora.

    A primeira fase do projeto consiste na distribuição de 25 mil sacos especialmente concebidos para a recolha de pilhas usadas.

    O principal objetivo do “Traga Pilhas” é retirar estes resíduos perigosos do lixo comum e dos ecopontos amarelos, onde frequentemente são depositados de forma incorreta.

    A Amcal e a ERP Portugal esperam recolher cerca de uma tonelada e meia de pilhas usadas por ano, encaminhando-as posteriormente para unidades de tratamento especializadas.

    Em comunicado, a Amcal sublinhou a importância de combater a prática de depositar pilhas no lixo indiferenciado, alertando para os «sérios riscos ambientais e de saúde pública» inerentes à sua composição química.

    O saco “Traga Pilhas” foi desenhado para ser facilmente acoplado ao ecoponto amarelo, já utilizado pelos residentes do Alentejo Central no sistema de recolha seletiva porta a porta.

    Esta solução visa simplificar o processo de separação das pilhas usadas, tornando-o mais acessível e intuitivo para os cidadãos.

    Nelson Brito, secretário-geral da Amcal, reforçou a importância da participação ativa dos cidadãos na triagem e separação de resíduos: «A triagem e a separação começam nas nossas casas. Sistemas de recolha seletiva como o ‘Traga Pilhas’ são boas práticas que estão a ser implementadas no País e na Europa, e que contribuem para um futuro mais sustentável.»

    A Amcal espera que o projeto “Traga Pilhas” contribua significativamente para aumentar a consciencialização da população sobre a importância da reciclagem de pilhas e para reduzir o impacto ambiental negativo destes resíduos perigosos.

    Créditos: Ayamonte interesa

  • Vila Real de Santo António acolhe Feira Transfronteiriça de Formação e Emprego

    Vila Real de Santo António acolhe Feira Transfronteiriça de Formação e Emprego

    Focada no Desporto e Turismo de Natureza

    Vila Real de Santo António prepara-se para acolher, na próxima quinta-feira, a terceira edição da Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais.

    O evento poderá integrar centenas de estudantes provenientes de Portugal e Espanha. A iniciativa é parte integrante do projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve e pretende facilitar a ligação entre a formação académica e as oportunidades de emprego para jovens de ambos os lados da fronteira.

    Este ano, a feira assume um cariz temático particularmente relevante, centrando-se na formação em atividades relacionadas com o Desporto e o Turismo de Natureza.

    A escolha do tema surge em consonância com a recente atribuição à Eurocidade do Guadiana do título de Comunidade Europeia do Desporto 2026, um reconhecimento destinado a impulsiona a região como um polo de excelência na área desportiva.

    O evento representa uma oportunidade única para os estudantes explorarem as diversas ofertas formativas disponíveis, tanto em Portugal como em Espanha, e para estabelecerem contactos com potenciais empregadores.

    A feira contará com a presença de instituições de ensino, empresas e entidades públicas, que apresentarão programas de formação, oportunidades de estágio e ofertas de emprego nas áreas do desporto, turismo ativo e desenvolvimento sustentável.

    A organização da feira é coordenada pelo projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve (#EuresTAA), com o apoio da ACES Europa (#ACESeuropa) e da Eurocidade do Guadiana (#EurociudadGuadiana #EurocidadeGuadiana), uma parceria transfronteiriça que engloba os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António (#Ayamonte #CastroMarim #VRSA #EuroGuadiana).

    Com a crescente procura por profissionais qualificados no setor do desporto e turismo de natureza, a Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais posiciona-se como um evento crucial para o desenvolvimento económico e social da região EuroGuadiana, promovendo a mobilidade laboral e o intercâmbio de conhecimentos entre Portugal e Espanha.

  • Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    A organização não governamental de ambiente Quercus lançou hoje um comunicado expressando profunda preocupação com a falta de informação detalhada e acessível ao público relativamente à gestão e destino da água atualmente armazenada nas barragens portuguesas.

    Num contexto de aparente abundância hídrica, após períodos de seca severa que assolaram o país, a Quercus considera crucial que os cidadãos tenham acesso a informação clara e rigorosa sobre os planos de utilização destes recursos.

    O comunicado da Quercus surge num momento em que as barragens portuguesas apresentam níveis de armazenamento significativamente superiores aos verificados nos últimos anos.

    Esta situação, apesar de positiva, levanta questões pertinentes sobre as prioridades e estratégias para o uso desta água, nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento público, agricultura, produção de energia e manutenção dos caudais ecológicos.

    «É imperativo que o Governo e as entidades responsáveis pela gestão da água garantam a máxima transparência e prestação de contas no que concerne à utilização deste recurso essencial,» afirma o comunicado da Quercus. «Os portugueses têm o direito de saber como esta água será utilizada, qual o impacto ambiental previsto e quais as medidas implementadas para garantir a sua utilização sustentável a longo prazo.»

    A organização ecologista sublinha que a informação deve ser acessível a todos, independentemente da sua formação ou localização geográfica. Nesse sentido, a Quercus apela à disponibilização de dados detalhados, em formatos compreensíveis e fáceis de consultar, sobre:

    A informação deve ser apresentada e atualizada com o histórico dos níveis de água em todas as barragens relevantes; apresentar detalhes sobre a distribuição da água para diferentes setores (abastecimento, agricultura, indústria, energia); dar nota do impacto ambiental e conter avaliações dos potenciais impactos da utilização da água nos ecossistemas fluviais e lacustres.

    Também se requer informação sobre os caudais mínimos garantidos para a manutenção da saúde dos rios e detalhes sobre as estratégias e práticas implementadas para garantir a utilização eficiente e sustentável da água.

    A Quercus recorda que o acesso à informação é um direito fundamental e um elemento essencial para a participação informada dos cidadãos nas decisões que afetam o ambiente e o futuro do país.

    A organização compromete-se a acompanhar de perto a situação e a denunciar quaisquer opacidades ou irregularidades na gestão da água armazenada nas barragens portuguesas. A

    exigência de transparência da Quercus ecoa as preocupações de muitos portugueses que, após períodos de seca, pretendem garantir que a água agora abundante seja gerida de forma responsável e sustentável, assegurando o abastecimento futuro e a preservação dos ecossistemas.

  • Ana Luísa Pereira da Palma assume o cargo depois do falecimento de António Pereira

    A Assembleia de Freguesia do Azinhal formalizou, a tomada de posse de Ana Luísa Pereira da Palma como nova presidente da Junta, na sequência do falecimento de António Pereira, que havia sido reeleito em outubro do ano passado.

    Ana Luísa Pereira da Palma torna-se, assim, a primeira mulher a liderar a Junta de Freguesia do Azinhal. Com a necessidade de preencher a vaga no executivo, a até então número dois da lista mais votada (PPD/PSD), ascendeu automaticamente ao cargo.

    A nova presidente, natural e reside no Azinhal, expressou um “sentimento de grande responsabilidade” ao assumir as funções, destacou o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo antecessor, de quem reconheceu o mérito de ter trabalhado muito para o desenvolvimento da nossa aldeia, da nossa freguesia e do bem-estar das nossas gentes”.

    Ana Luísa Pereira da Palma sublinhou a importância de princípios como “saber ouvir, saber estar e, muito importante, saber respeitar” para alcançar bons resultados na sua gestão.

    Inês Pereira Guilherme tomou posse como membro da Assembleia de Freguesia do Azinhal.

    António Pereira (PPD/PSD) havia conquistado a reeleição para a Junta de Freguesia do Azinhal nas últimas eleições autárquicas com 46,7% dos votos (149 votos), seguido pelo PS com 41,7% (133 votos) e pelo Chega com 8,2% (26 votos).

    Um Legado de Serviço Público

    Falecido recentemente, António Pereira, nascido a 27 de fevereiro de 1946, dedicou a sua vida ao serviço público e à comunidade do Azinhal. Além de ter presidido à Junta de Freguesia por diversos mandatos, iniciados em 1982, António Pereira desempenhou funções como vice-presidente do Município de Castro Marim e vereador da Câmara Municipal.

    O seu envolvimento na vida associativa do concelho foi notório, tendo sido fundador e presidente de diversas instituições, entre as quais a Casa do Povo do Azinhal, a Associação de Bem Estar Social da Freguesia do Azinhal, a Associação Nacional de Criadores de Cabra de Raça Algarvia, a Associação de Defesa Sanitária do Concelho de Castro Marim e o Rancho Folclórico do Azinhal. Para além disso, liderou a União Desportiva Castromarinense durante duas décadas.

  • Gatos isolados preocupam associações que pedem ajuda

    Gatos isolados preocupam associações que pedem ajuda

    A recente subida do nível do rio Guadiana, na sequência de intensas chuvas a montante em território espanhol, provocou uma situação de emergência no concelho de Mértola.

    Um abrigo de animais, localizado numa área ribeirinha, foi inundado, deixando 22 gatos isolados e em risco. O abrigo, gerido informalmente por voluntários dedicados à proteção animal, acolhia animais abandonados e à espera de adoção.

    A rápida elevação das águas apanhou os responsáveis de surpresa, impossibilitando a remoção atempada dos animais para um local seguro. O nível da água subiu de forma alarmante em poucas horas e, infelizmente, não tiveram tempo suficiente para retirar todos os gatos do abrigo e ficaram desesperados para os trazer de volta em segurança

    Nota: A imagem estiliza uma hipotética situação e foi obtida com recurso a IA.

  • Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    As chuvas intensas que marcaram o início do ano trouxeram um alívio raro e muito bem‑vindo ao Algarve, uma região historicamente marcada por ciclos de seca severa.

    Depois de vários anos de preocupação crescente com a escassez hídrica, o cenário atual é descrito pelas autoridades como excecional e capaz de garantir o abastecimento público durante dois a três anos, mesmo que não volte a chover de forma significativa.

    Reservas de água em níveis históricos

    Segundo José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as barragens do sul do país encontram‑se “praticamente cheias”, um contraste evidente face ao panorama crítico vivido nos últimos anos.
    O boletim semanal das albufeiras confirma esta tendência: Portugal continental regista 95% da capacidade total de armazenamento, um valor que se aproxima de máximos históricos.

    Mesmo sistemas tradicionalmente mais frágeis, como a albufeira do Arade, apresentam agora níveis muito acima do habitual, situando‑se nos 74% da capacidade. Em alguns casos, como na barragem de Monte da Rocha, foi mesmo necessário proceder a descargas de superfície devido ao enchimento total.

    Impacto no Baixo Guadiana

    No Baixo Guadiana, onde a dependência das reservas hídricas é particularmente sensível — tanto para o consumo humano como para a agricultura — o novo cenário oferece uma margem de segurança inédita nos últimos anos.

    A região, que inclui concelhos como Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, tem beneficiado diretamente da recuperação das bacias hidrográficas do sotavento. A melhoria dos níveis de armazenamento reduz a pressão sobre os sistemas de captação e permite planear a gestão hídrica com maior estabilidade.

    Além disso, o Guadiana, enquanto eixo estratégico para o abastecimento e para a agricultura, apresenta caudais mais regulares, contribuindo para um equilíbrio ambiental que há muito não se verificava.

    Gestão responsável continua a ser essencial

    Apesar do otimismo, as autoridades sublinham que este é um alívio temporário e não uma solução definitiva. O Algarve continua a ser uma região vulnerável às alterações climáticas, com precipitação irregular e forte pressão turística e agrícola.

    Por isso, a APA reforça a necessidade de:

    • Manter práticas de consumo eficiente, tanto no setor doméstico como no agrícola;
    • Apostar em soluções estruturais, como a dessalinização e o reforço das interligações entre sistemas;
    • Monitorizar de forma contínua as bacias mais sensíveis, como as do Arade e do Funcho, que continuam a exigir gestão cuidada.

    Um presente tranquilo, um futuro a planear

    O Algarve respira agora de alívio. As reservas acumuladas garantem estabilidade no curto e médio prazo, permitindo que a região se concentre em preparar o futuro com mais resiliência.
    No Baixo Guadiana, onde a água é um recurso vital para a economia local e para a qualidade de vida das populações, este período de abundância deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar estratégias de gestão sustentável.

  • Dívida de estrangeiros aos hospitais do Algarve ultrapassa um milhão de Euros

    Dívida de estrangeiros aos hospitais do Algarve ultrapassa um milhão de Euros

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve enfrenta um desafio significativo na recuperação de dívidas provenientes de utentes estrangeiros não residentes, com um montante acumulado de 1 milhão e 234 mil euros por cobrar.

    Esta situação coloca a ULS, que integra o Hospital de Faro, o Hospital de Portimão e o Hospital Terras do Infante em Lagos, entre as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais afetadas por esta problemática.

    Os dados oficiais revelam que o elevado número de turistas na região e a complexidade em cobrar seguros internacionais contribuem para esta situação.

    Estima-se que, num ano, cerca de 71 mil estrangeiros recorrem aos serviços de urgência nos hospitais algarvios. Muitos destes utentes não possuem acordo bilateral com Portugal ou seguro de saúde válido, estando, em teoria, sujeitos ao pagamento de taxas de 112 euros por cada utilização do serviço de urgência. Contudo, a cobrança efetiva deste valor nem sempre se concretiza.

    A situação tem a ver com o elevado fluxo de turistas e a dificuldade em acionar seguros internacionais criam um cenário complexo, porque muitos utentes estrangeiros recorrem às urgências sem a cobertura necessária, e a recuperação destes valores torna-se um processo moroso e, por vezes, infrutífero.

    A ULS do Algarve pondera agora reforçar os mecanismos de cobrança e sensibilizar os turistas para a necessidade de garantir a cobertura de saúde adequada antes de viajar para a região.

  • Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Universidade do Algarve lidera recuperação nacional do Carvalho-de-Monchique

    O carvalho-de-monchique, uma das árvores autóctones mais raras e ameaçadas de Portugal, está a receber uma nova esperança de sobrevivência através de um projeto nacional ambicioso, impulsionado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A Universidade do Algarve (UAlg) juntou-se a este esforço, desempenhando um papel crucial na conservação ex situ desta espécie em declínio.

    A iniciativa, parte do programa TransForm e coordenada pelo RAIZ em colaboração com o BIOPOLIS e outras universidades, visa criar uma rede nacional de mini-arboreta para a preservação do carvalho-de-monchique ( Quercus canariensis Willd. ), anunciou aquela instituição de ensino superior no Algarve.

    A ação tem por base uma extensa investigação desenvolvida pelo grupo de Biogeografia e Geobotânica Aplicada (BEPE) do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO (Universidade do Porto).

    A participação da UAlg foi facilitada pela professora Manuela David, curadora do Herbário da instituição, que apoiou a integração da universidade no projeto e acompanhou todo o processo.

    Recentemente, no campus da UAlg, foi realizada uma plantação de exemplares de carvalho-de-monchique, numa iniciativa que visa integrar a conservação da espécie na gestão dos espaços verdes da universidade.

    Esta plantação está plenamente alinhada com a visão estratégica da Reitoria para a promoção de campi mais sustentáveis, saudáveis e resilientes», explica Vânia Serrão de Sousa, pró-reitora para as Ciências da Sustentabilidade da UAlg.

    Carvalho-de-Monchique: Universidade do Algarve lidera «Ao integrar a conservação de uma espécie autóctone ameaçada, estamos a contribuir para a adaptação às alterações climáticas, promovendo a biodiversidade, o sombreamento e os serviços de ecossistema, com impacto positivo no bem-estar da comunidade académica.»

    A iniciativa visa igualmente reforçar o compromisso da UAlg com «soluções baseadas na natureza» para os desafios ambientais. A plantação e o acompanhamento dos exemplares contam com a colaboração de José Monteiro, José Bidarra e Helena Rodrigues.

    A Universidade do Algarve comprometeu-se a monitorizar o crescimento e desenvolvimento das árvores, consolidando o seu papel na conservação da biodiversidade e na construção de um campus mais resiliente face aos impactos das alterações climáticas.

    Este projeto pretende sublinha a importância da colaboração entre instituições de ensino superior e entidades de investigação para a proteção do património natural português.

  • O exemplo da Frusoal

    O exemplo da Frusoal

    O Triunfo da Cooperação sobre o Isolamento em Cacela

    ​A história da Frusoal confunde-se com a própria evolução da paisagem agrícola de Vila Nova de Cacela.

    Num território onde a terra sempre foi generosa, mas o mercado implacável, a empresa surge como a resposta necessária a um cenário de fragmentação que ameaçava a viabilidade das explorações familiares.

    ​O sucesso da Frusoal é a prova de que a resistência inicial de poucos foi vencida pela visão estratégica de outros. É um caso de estudo sobre como a união de esforços e a profissionalização da gestão podem transformar uma região marcada pelo pessimismo num polo de exportação e orgulho local.

    Visto no Facebook em Mais Cacela

  • Alta Mora celebra «Festival das Amendoeiras em Flor» com reforço institucional e emoção comunitária

    Alta Mora celebra «Festival das Amendoeiras em Flor» com reforço institucional e emoção comunitária

    A aldeia de Alta Mora, no interior do concelho de Castro Marim, voltou a transformar-se num polo de encontro e celebração com a 5.ª edição do Festival das Amendoeiras em Flor, um evento que une natureza, cultura e resistência comunitária.

    A sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, e da presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, cuja participação foi recebida com especial reconhecimento pela população e pela organização.

    Um festival que afirma o interior

    Na intervenção inicial, foi sublinhado o simbolismo da presença das autoridades nacionais e locais. “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região que preserva a sua identidade”¹, afirmou um dos oradores, destacando o papel do festival na promoção do interior algarvio.

    A presidente da Câmara, Filomena Sintra, foi várias vezes referida como parceira essencial na construção do evento ao longo dos anos. A sua presença constante desde os primórdios do projeto foi lembrada com gratidão: “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco”², afirmou Walter Matias, líder da associação organizadora.

    O esforço de uma comunidade que não desiste

    A preparação desta edição foi marcada por condições meteorológicas adversas, mas a resiliência da população falou mais alto. “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos”³, recordou Matias, sublinhando o contributo dos cerca de 200 voluntários envolvidos.

    A autarca Filomena Sintra foi destacada como presença ativa e solidária durante todo o processo, acompanhando a organização “neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento”⁴. O agradecimento público reforçou a ligação entre o município e a aldeia, num esforço conjunto para manter vivo o interior do concelho.

    Uma aldeia envelhecida que se reinventa

    Alta Mora tem hoje apenas cerca de 20 habitantes permanentes, muitos deles idosos. O festival é, por isso, mais do que um evento cultural: é uma estratégia de revitalização. “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes”⁵, lamentou Matias, defendendo que iniciativas como esta ajudam a criar pequenas dinâmicas económicas e a atrair visitantes.

    Um dos momentos mais simbólicos foi a referência às amendoeiras decorativas criadas a partir de árvores queimadas no incêndio de 2021. “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos”⁶, destacou o dirigente, homenageando aqueles que considera “a alma deste evento”.

    A força das parcerias

    Além da Câmara Municipal, foram reconhecidos os apoios da Junta de Freguesia, da Caixa Agrícola e da associação ADRIP, cuja equipa “é o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio”⁷.

    Cultura, natureza e identidade

    O festival oferece música, teatro, caminhadas e animação de rua, convidando visitantes a descobrir um Algarve interior autêntico, longe dos circuitos turísticos tradicionais.

    A mensagem final da organização foi clara: Alta Mora quer continuar viva — e precisa de todos para isso.


    Notas de rodapé (citações diretas do documento)

    1. “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região…”
    2. “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco.”
    3. “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos.”
    4. “A Câmara… também nos acompanharam neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento.”
    5. “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes.”
    6. “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos.”
    7. “Eles são o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio.”

    Se quiseres, posso também preparar uma versão mais curta para redes sociais, ou uma versão institucional para a Câmara Municipal ou para a Associação de Amigos de Alta Mora.

  • Algarve é Destino Convidado na BTL 2026

    Algarve é Destino Convidado na BTL 2026

    Roteiro de Experiências e Forte Aposta no Turismo Interno

    Região assume o papel de Destino Nacional Convidado e apresenta uma programação diversificada, com foco na gastronomia, cultura, novos segmentos turísticos e reforço do mercado português.

    A edição de 2026 da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre entre 25 de fevereiro e 1 de março, contará com uma forte presença do Algarve.

    A região, distinguida como Destino Nacional Convidado, preparou um programa diversificado que visa reforçar o seu posicionamento no mercado interno e apresentar as suas novas apostas para o futuro do turismo.

    O stand do Algarve, localizado no Pavilhão 1 da FIL, será um espaço de interação e descoberta, reunindo municípios, associações e parceiros regionais. A programação incluirá ativações culturais, experiências enogastronómicas e momentos de grande visibilidade mediá

    O Algarve participa na CNN Portugal Summit, integrando a mesa-redonda sobre a diversificação geográfica e setorial do turismo e na Festa de Networking. “After Hour Party – Festa Algarve“, com DJ DEELIGHT, promete animar o Grand Hall da FIL com a energia e a identidade da região.

    O Turismo do Algarve apresentará os destaques e prioridades do destino para 2026, com foco nas linhas estratégicas para o futuro da região, terá visibilidade Mediática com a participação na emissão da TSF a partir da FIL e transmissão do “Expresso da Meia-Noite” em direto do stand do Algarve.

    Na Agenda Cultural destacam-se as atuações de Dino D’Santiago, Entre Aspas & Viviane e um rancho folclórico, evidenciando a riqueza das tradições populares e a expressão cultural algarvia.

    Novas Apostas e Segmentos Turísticos

    A presença do Algarve na BTL 2026 é marcada por uma aposta na diversificação da procura e na valorização de novos segmentos turísticos, com destaque para a apresentação do Centro de Congressos de Lagoa, que visa consolidar o posicionamento do Algarve no segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).

    Prevê-se o lançamento da marca “Algarve by Car”, incentivando a uma experiência autónoma e personalizada do destino, a promoção do turismo náutico com atividades Náuticas da Barragem de Odeleite, valorizando novos polos de atração no interior do território.

    Quanto ao Turismo de Golfe, espera-se a apresentação do PGA TOUR Champions 2026, reforçando o posicionamento internacional do Algarve como destino de referência para esta modalidade e o Enoturismo: Promoção do “Passaporte Rota dos Vinhos do Algarve”, ligando produção, cultura e experiência turística.

    Mercado Interno como Prioridade

    A participação reforçada do Algarve na BTL 2026 enquadra-se na estratégia de consolidação do mercado nacional. Segundo André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve, “Ser Destino Nacional Convidado na BTL 2026 é uma oportunidade estratégica para reforçarmos a ligação ao mercado interno, que continua a ser o principal emissor de turistas para o Algarve e um pilar fundamental da estabilidade da nossa atividade turística.

    Com uma agenda intensa, presença mediática reforçada e uma programação diversificada, o Algarve pretende afirmar-se na BTL 2026 como um destino completo e competitivo, capaz de responder às novas exigências do mercado.

  • Icónico Hotel Garbe Renasce como “Casa de Sada Beach Resort” em 2026

    Icónico Hotel Garbe Renasce como “Casa de Sada Beach Resort” em 2026

    Armação de Pêra, Silves – O emblemático Hotel Garbe, marco histórico do turismo no Algarve, prepara-se para uma nova vida sob o nome de “Casa de Sada Beach Resort“.

    A reabertura, prevista para junho de 2026, surge após cerca de dois anos de profundas obras de remodelação, conforme anunciado pelo grupo Hilton, proprietário da unidade hoteleira.

    O futuro resort, com 183 quartos, ambiciona revitalizar a oferta turística da região. Para além do alojamento, o complexo incluirá um espaço de 300 m2 para eventos, piscina, restaurantes e bares, prometendo uma experiência completa aos seus futuros hóspedes.

    Apesar da data de reabertura apontada, o ritmo atual das obras levanta algumas dúvidas sobre a sua concretização no prazo previsto. A dimensão da intervenção em curso sugere que ainda há um extenso trabalho a realizar antes da conclusão do projeto. Essa incerteza reflete-se na ausência de abertura para reservas no site do Hilton.

    Construído entre 1959 e 1962, o Hotel Garbe integrou a primeira vaga de desenvolvimento turístico do Algarve. Originalmente com 60 quartos, o edifício foi alvo de duas ampliações ao longo dos anos. Em 2010, após ser vendido, perdeu o seu nome original e passou a designar-se Holliday Inn.

    A transformação para “Casa de Sada Beach Resort” representa um novo capítulo na longa história deste hotel, que assistiu ao crescimento e evolução do turismo na região. A renovação procura, assim, conciliar a tradição do espaço com as exigências do mercado atual, numa aposta que poderá trazer novo dinamismo a Armação de Pêra.

  • Amendoeiras em Flor pintam Alta Mora

    Amendoeiras em Flor pintam Alta Mora

    Coesão Territorial no Algarve Interior

    Castro Marim – O Festival das Amendoeiras em Flor regressa a Alta Mora, no concelho de Castro Marim, entre os dias 20 e 22 de fevereiro de 2026, celebrando a beleza da paisagem florida e promovendo o património cultural e natural do interior algarvio.

    A 5ª edição do evento contará com a presença de José Apolinário, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), na sessão de abertura.

    Organizado pela Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos da Alta Mora (ARCDAA), o festival procura dinamizar a região fora da época alta turística, combinando atividades de pedestrianismo, valorização do património local e uma programação cultural diversificada.

    O objetivo é impulsionar a economia local e reforçar a identidade do interior algarvio.

    A presença da CCDR Algarve no evento, confirmada por fonte oficial, demonstra a importância estratégica que a instituição atribui ao Festival das Amendoeiras em Flor como ferramenta de coesão territorial.

    O evento contribui para aumentar a atratividade do interior, atenuando o impacto da sazonalidade turística e promovendo um desenvolvimento mais equilibrado da região.

    A edição de 2026 integra-se no projeto “Cultura aos Montes”, uma iniciativa da ARCDAA financiada pelo Programa Regional ALGARVE 2030.

    Este projeto visa promover a inclusão social, combater o isolamento e dinamizar culturalmente os territórios do interior, integrando o Festival das Amendoeiras em Flor como uma das suas ações de maior visibilidade e impacto na comunidade.

    Através de ações em rede e da participação ativa no festival, pretende-se reforçar o tecido social e económico da região, oferecendo alternativas de lazer e cultura aos residentes e visitantes.

  • Turismo debate salários e condições de trabalho em feira de emprego com forte adesão

    Turismo debate salários e condições de trabalho em feira de emprego com forte adesão

    Mais de 100 empresas e milhares de candidatos reuniram-se na edição de 2026 da Feira de Emprego do Turismo para discutir os desafios e oportunidades do setor.

    A edição deste ano, que superou as expectativas dos organizadores, teve como foco central a necessidade urgente de melhorar as condições de trabalho, nomeadamente os salários e a organização do trabalho, para garantir a retenção de talento.

    Sem condições base, salário e organização do trabalho não há retenção“, foi uma das conclusões retiradas do evento, que procurou promover o contacto direto entre empresas e potenciais colaboradores. A feira contou com a presença de empresas de diversos ramos do turismo, desde hotelaria e restauração a agências de viagens e animação turística.

    António Marto e João Silva Santos, organizadores do evento, destacaram em entrevista ao TNews a evolução da feira ao longo dos anos e a importância da parceria estabelecida para “profissionalizar o processo de matching entre empresas e candidatos“.

    Segundo os responsáveis, esta profissionalização permitiu otimizar a identificação de perfis adequados às necessidades específicas de cada empresa, aumentando as chances de contratação.

    O contexto atual do emprego no turismo foi também um tema central de debate. Apesar do crescimento do setor, a dificuldade em atrair e reter profissionais qualificados persiste, principalmente devido à concorrência salarial com outros setores e países.

    A Feira de Emprego do Turismo procura ser um ponto de encontro para discutir estas questões e encontrar soluções que beneficiem tanto os trabalhadores como as empresas, promovendo um setor mais sustentável e atrativo.

    Foto: Squirrel – Algarve
  • Linha de apoio para a pesca de 3,5 milhões

    O Governo anunciou uma linha extraordinária de 3,5 milhões de euros para compensar perdas de rendimento no setor da pesca provocadas pelos temporais recentes, com um processo de candidatura descrito como célere e simplificado.

    Montante global: 3,5 milhões de euros, financiados através do programa MAR2030.

    São beneficiários os armadores de embarcações de pesca da frota do continente, com descargas em lotas nacionais e o destinam-se a compensar perdas de rendimento de embarcações que ficaram impedidas de operar devido ao mau tempo desde o final de 2025.

    O processo é considerado simplificado quando o período de paragem tenha sido igual ou superior a 30 dias, seguidos ou interpolados, entre 15 de novembro de 2025 e 20 de fevereiro de 2026.

    Também, quando se registe uma quebra de vendas com a perda de pelo menos 30% do valor das vendas em lota entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, face aos mesmos meses do ano anterior.

    Quanto dos requisitos de atividade: embarcações têm de ter exercido pesca no mar pelo menos 120 dias nos dois anos civis anteriores ao pedido, estando as candidaturas abertas até 27 de fevereiro de 2026, analisadas por ordem de chegada, sendo obrigatório que a data de submissão coincida com um dia efetivo de paragem da embarcação.

    O cálculo do apoio tem fórmula semelhante à usada na pandemia de Covid‑19, tomando como referência 30 dias de paragem e o volume de vendas de 2025.

    O Governo afirma que o modelo e o procedimento foram desenhados para garantir rapidez na decisão e no pagamento, com o objetivo de começar a pagar ainda em fevereiro.

  • Bispado do Algarve lança Fundo de Apoio a vítimas dos temporais

    Bispado do Algarve lança Fundo de Apoio a vítimas dos temporais

    Em resposta aos recentes e violentos temporais que assolaram a região, causando avultados danos materiais e pessoais, o Bispado do Algarve anunciou a criação de um fundo solidário de emergência.

    Esta iniciativa visa prestar apoio financeiro e logístico direto às famílias e comunidades mais vulneráveis afetadas pela intempérie.

    A decisão sublinha o papel ativo da Diocese na resposta a crises sociais e ambientais, posicionando-se como um pilar de suporte essencial em momentos de adversidade.

    O fundo será gerido pela estrutura diocesana, garantindo que as verbas angariadas sejam canalizadas de forma transparente e eficaz para as necessidades mais prementes, como a reconstrução de habitações, a reparação de infraestruturas comunitárias e a aquisição de bens essenciais.

    A Igreja algarvia apela agora à generosidade de toda a comunidade — fiéis, empresas e a sociedade civil em geral — para que se juntem a este esforço humanitário.

    A magnitude dos prejuízos exige uma mobilização rápida e concertada para que as vítimas possam iniciar o processo de recuperação e regressar à normalidade o mais brevemente possível.

    Detalhes sobre os mecanismos de contribuição, incluindo números de conta bancária e pontos de recolha, serão divulgados nos próximos dias através dos canais oficiais do Bispado. Esta é uma oportunidade crucial para demonstrar a coesão e o espírito de entreajuda que caracterizam a comunidade algarvia perante o flagelo dos elementos, considera a instituição religiosa.

  • Revolução na Carta de Condução

    Revolução na Carta de Condução

    As Novas Normas Europeias que Vão Mudar a Vida dos Condutores Portugueses

    A União Europeia está a preparar uma profunda revisão das regras relativas à carta de condução, um movimento que visa aumentar a segurança rodoviária e harmonizar os requisitos de circulação em todos os Estados-membros.

    Estas novas normas, resultantes da proposta para a 4.ª Diretiva Comunitária sobre Cartas de Condução, terão um impacto direto em Portugal. A principal questão que se coloca aos condutores nacionais é: quando é que estas alterações entrarão em vigor e o que se espera que mude no seu dia a dia?

    As novas regras pretendem modernizar o sistema de licenciamento, preparando-o para a era digital e respondendo aos desafios demográficos e ambientais atuais.

    Embora o processo legislativo esteja em curso, as linhas orientadoras já desenham um futuro com mais controlos, maior digitalização e requisitos específicos para determinadas faixas etárias e tipos de veículos.

    A digitalização é um dos pilares centrais desta reforma. Está previsto o lançamento de uma carta de condução digital válida em toda a UE, acessível através de uma aplicação móvel.

    Isto não só simplificará a fiscalização pelas autoridades, como também facilitará o processo de renovação ou substituição de documentos, permitindo aos condutores portugueses comprovar a sua elegibilidade em qualquer país da União sem necessitar do documento físico.

    Outra proposta que tem gerado debate intenso é a necessidade de exames médicos mais frequentes para condutores idosos. O objetivo é garantir que as capacidades psicomotoras se mantêm adequadas à condução, reduzindo o risco de acidentes.

    Embora a frequência exata ainda esteja a ser negociada, a tendência aponta para que os condutores com mais de 70 anos em Portugal possam ter de passar por avaliações médicas e psicológicas mais rigorosas e regulares para manter a validade da sua licença.

    Para os novos condutores, as regras também serão reforçadas. A Diretiva propõe a implementação de um período de experiência de pelo menos dois anos, que poderá incluir uma tolerância zero para o consumo de álcool e regras mais apertadas sobre limites de velocidade. Esta medida procura reduzir a sinistralidade entre os condutores mais jovens e inexperientes.

    Relativamente ao cronograma, é crucial entender que estas são propostas. Após aprovação final no Parlamento Europeu e no Conselho, os Estados-membros terão um período de transposição.

    O cenário mais provável aponta para que as propostas sejam finalizadas entre 2024 e 2025, com a obrigatoriedade de implementação em Portugal a ocorrer, gradualmente, nos anos seguintes – potencialmente entre 2027 e 2029. As datas específicas dependerão da velocidade com que o Governo Português transpuser a Diretiva para a lei nacional.

    Os condutores portugueses devem, assim, estar atentos. As mudanças não exigirão uma alteração imediata das cartas existentes (que continuarão válidas até à sua data de expiração), mas introduzirão novos requisitos para renovações e para o acesso às futuras cartas digitais, tornando a segurança rodoviária uma prioridade cada vez mais central na legislação europeia.