FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Encontro Estratégico para Revitalizar Memória das “4 Cidades Irmãs”

    Encontro Estratégico para Revitalizar Memória das “4 Cidades Irmãs”

    A cooperação intermunicipal e a salvaguarda do património local foram o foco central de uma reunião técnica em Vila Real de Santo António (VRSA), nos dias 22 e 23 de janeiro.

    O encontro juntou os municípios de Fundão, Marinha Grande, Montemor-o-Novo e VRSA para analisar e planear o futuro do projeto «À Descoberta das 4 Cidades», uma iniciativa cultural e educativa que liga estas «cidades irmãs» desde 1988, quando foram promovidas as respetivas vilas.

    A sessão de abertura dos trabalhos foi conduzida pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, e pela Vice-Presidente, Patrícia Jerónimo, contando com a presença de vereadores, eleitos e técnicos de todos os municípios parceiros, ali representados.

    O principal objetivo desta reunião teve o sentido era estratégico de avaliar o estado de execução do projeto no triénio 2024–2026, analisar as metodologias adotadas e promover uma partilha eficaz de boas práticas entre as autarquias.

    O projeto “À Descoberta das 4 Cidades” assume um papel crucial na valorização da memória e da identidade local, dedicando-se à investigação de práticas culturais e ao reforço das tradições.

    O seu pilar fundamental reside no envolvimento direto da comunidade escolar, mobilizando alunos e professores na recolha de testemunhos e no desenvolvimento de atividades colaborativas, garantindo que o conhecimento histórico e patrimonial seja transmitido às novas gerações.

    Durante o encontro, os parceiros definiram as linhas orientadoras do novo eixo temático que irá dominar o projeto no período 2024–2026: «Festas e Romarias das 4 Cidades, do sagrado ao profano».

    Este foco permitirá explorar a rica tapeçaria de celebrações que marcam o calendário cultural de cada município, articulando-se com iniciativas de intercâmbio escolar e educação para a cidadania.

    A ligação entre as quatro cidades remonta a 11 de março de 1988, data em que foram elevadas à categoria de cidades, estabelecendo, a partir daí, um sólido protocolo de geminação. Desde então, celebram anualmente, de forma rotativa, o Dia das 4 Cidades Irmãs, consolidando um laço que demonstra a importância da união e da partilha para a preservação cultural e histórica do país.

  • Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Apanhou Condutores de Surpresa

    Esta é uma reportagem focada no caso recente de multas em Espanha relacionadas com o dispositivo V-16, analisando a legislação atual, os motivos das sanções e a perspetiva de expansão desta medida para o resto da União Europeia.


    Por Redacção Gem-Digi | 26 de Janeiro de 2026

    A transição tecnológica nas estradas espanholas vive um momento de tensão. Desde o passado dia 1 de janeiro, a baliza V-16 conectada tornou-se o único dispositivo legal para sinalizar avarias ou acidentes em Espanha, enterrando definitivamente os clássicos triângulos. Contudo, relatos recentes de condutores multados em 200 euros, mesmo utilizando o dispositivo, lançaram a confusão: afinal, o que está a falhar?

    O Nó Cego da Lei: Quando a Baliza não Basta

    A Direção-Geral de Trânsito (DGT) de Espanha foi clara ao implementar o Real Decreto 159/2021: a segurança vem primeiro. A baliza V-16 foi desenhada para evitar que o condutor saia do carro, reduzindo o risco de atropelamento. No entanto, as multas de 200 euros que têm surgido não se devem, na maioria dos casos, à falta de luz, mas sim a dois fatores críticos:

    1. A Falta de Conetividade: Muitos condutores adquiriram versões antigas da baliza (sem geolocalização). A partir de 2026, apenas os dispositivos “V-16 Conectados” — que enviam sinal à plataforma DGT 3.0 — são válidos. Usar uma baliza analógica é agora equivalente a não ter sinalização oficial.
    2. O Fator Humano (O Colete): É aqui que reside a maior armadilha. Embora a baliza permita sinalizar o perigo a partir de dentro do carro, a lei espanhola continua a exigir o uso do colete refletor se o condutor tiver de abandonar o habitáculo por qualquer motivo. Abandonar o veículo sem o colete continua a ser uma infração grave, punida com os referidos 200 euros e a perda de pontos na carta.

    Espanha: Um Laboratório Isolado?

    Atualmente, Espanha é o pioneiro (e o único país da UE) a tornar este dispositivo digital obrigatório para todos os veículos matriculados no país.

    Nota para condutores portugueses: Se viaja para Espanha com matrícula portuguesa, não é obrigado a possuir a baliza V-16. O tratado de circulação internacional permite que veículos estrangeiros circulem com o equipamento obrigatório do seu país de origem (neste caso, o triângulo e o colete).

    O Dispositivo vai chegar a Bruxelas?

    A questão que se coloca é se a “luz de Espanha” chegará a toda a Europa. A resposta curta é: não de imediato, mas está no radar.

    • Harmonização Europeia: A Comissão Europeia tem como objetivo a “Visão Zero” (zero mortes nas estradas até 2050). Embora ainda não exista uma diretiva que obrigue à substituição dos triângulos pela V-16 em toda a União, Bruxelas acompanha de perto o “caso espanhol”.
    • Barreiras Técnicas: Para que a baliza seja eficaz a nível europeu, seria necessário que todos os estados-membros tivessem uma plataforma de dados semelhante à “DGT 3.0” para receber os alertas de geolocalização, algo que ainda não é uma realidade uniforme.

    Comparativo: Triângulo vs. Baliza V-16

    CaracterísticaTriângulo de Pré-SinalizaçãoBaliza V-16 Conectada
    AtivaçãoExige sair do veículo (Risco elevado)Colocação magnética (Interior)
    VisibilidadeLimitada (Depende dos faróis alheios)360º e visível a mais de 1 km
    TecnologiaAnalógica (Passiva)Digital (Geolocalização em tempo real)
    Custo médio5€ – 10€40€ – 60€ (Inclui dados por 12 anos)

    Conclusão

    O dispositivo V-16 é um salto tecnológico inegável, mas a sua implementação em Espanha serve de aviso para o resto da Europa: a tecnologia não substitui a atenção às regras básicas de segurança. Enquanto a UE não decide o futuro do triângulo, o conselho para quem atravessa a fronteira é manter o colete sempre à mão — e a baliza, se a tiver, devidamente homologada.

  • Volta ao Algarve 2026 com percurso inovador

    Volta ao Algarve 2026 com percurso inovador

    Duelo de Estrelas Prometem Competição Histórica

    A 52.ª edição da Volta ao Algarve (ProSeries) foi oficialmente apresentada em Faro, revelando um percurso de cinco etapas que se estenderá entre 18 e 22 de fevereiro de 2026.

    Com um total de 697,41 quilómetros cronometrados, a organização promete uma corrida mais dinâmica, imprevisível e exigente, desenhada para intensificar o duelo entre os melhores trepadores e contrarrelogistas do pelotão internacional.

    A prova, que se mantém como a única corrida portuguesa por etapas integrada no prestigiado circuito mundial ProSeries, confirmou a presença da líder do ranking UCI de 2025, a UAE Team Emirates-XRG, e um leque impressionante de estrelas, sublinhando o estatuto da Volta como montra de excelência para o turismo algarvio.

    O Traçado Mais Dinâmico: Fóia Mais Dura e Pontos Quentes

    A arquitetura da edição de 2026 introduz várias novidades táticas. A principal alteração reside na abordagem aos dois momentos de montanha cruciais.

    A subida ao Alto da Fóia (Serra de Monchique), na 2.ª etapa (19 de fevereiro), será feita por uma ascensão inédita, mais seletiva e com características de um prémio de 1.ª categoria, incluindo troços com inclinações sustentadas a 14%.

    Este novo final visa tornar a etapa mais decisiva e favorecer os trepadores puros, tal como referiu o diretor de prova, Ezequiel Mosquera.

    Outra inovação chave é a introdução generalizada dos “Pontos Quentes” (metas volantes bonificadas), especialmente visíveis logo na estreia.

    A 1.ª etapa, que arranca em Vila Real de Santo António (nova cidade de partida) e termina em Tavira, contará com o “quilómetro de ouro”, onde três sprints bonificados estarão concentrados num troço de empedrado. Esta combinação tática, altamente televisiva, pode agitar a classificação geral logo no primeiro dia.

    O Contrarrelógio Individual (CRI) terá lugar na 3.ª etapa (20 de fevereiro), com 19,5 quilómetros entre Vilamoura e Quarteira, num traçado urbano que desafia os especialistas.

    O desfecho da corrida será, tradicionalmente, no Alto do Malhão, na 5.ª etapa, mas com a novidade de uma dupla passagem integrada num circuito final de 45 quilómetros, prometendo uma batalha decisiva.

    Duelo Luso-Espanhol: Almeida vs. Ayuso

    O pelotão de luxo contará com 12 equipas WorldTour. Todas as atenções estarão centradas no aguardado confronto entre João Almeida (UAE Team Emirates-XRG), vice-campeão em 2025 e um dos principais candidatos à vitória final, e o espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek).

    Este será o primeiro duelo entre os antigos colegas de equipa após a saída de Ayuso para a formação americana.

    A UAE, que traz ainda os irmãos Rui e Ivo Oliveira e António Morgado, é apenas uma das gigantes em prova.

    Estrelas como Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), o campeão mundial Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team), o contrarrelogista Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) e o sprinter Arnaud De Lie (Lotto Intermarché) engrossam a lista de favoritos.

    Há ainda grande expectativa em torno do jovem francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM Team), apontado como uma das maiores promessas do ciclismo.

    Um Produto Turístico de Valor Estratégico

    Para além do espetáculo desportivo, a Volta ao Algarve reafirma-se como um pilar fundamental na promoção turística da região.

    O evento, que em 2025 gerou um impacto global recorde de 36,5 milhões de euros, serve como uma “montra de excelência” para o destino, captando visitantes fora da época alta, segundo André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.

    A visibilidade global é garantida pela transmissão em direto na RTP2 e RTP Play, em Portugal, e pela distribuição internacional assegurada pela Warner Bros. Discovery através dos canais Eurosport e HBO Max, alcançando um público potencial de milhões de lares em 78 países.

    O impacto mediático em 2025 superou os 27,9 milhões de euros, com a marca Algarve a obter um retorno superior a 24 milhões de euros.

    Paralelamente, o Algarve Granfondo, a prova de participação popular, terá lugar em Lagos no dia 21 de fevereiro, com mais de 1.000 ciclistas amadores esperados para percorrerem os trilhos do interior algarvio, consolidando a ligação da região ao ciclismo.

    por Redacção GEM-DIGI

  • Castro Marim tem «Município Amigo do Desporto»

    Castro Marim tem «Município Amigo do Desporto»

    A autarquia de Castro Marim foi de novo galardoada como “Município Amigo do Desporto”.

    Na quinta-feira, dia 16 de janeiro, sublinhando o compromisso para com o desenvolvimento da área desportiva, recebeu o prémio que valoriza as «práticas adotadas pelos municípios na promoção do desporto e atividade física».

    Trata-se de um reconhecimento público de excelência e de apoio às associações desportivas parceiras do Município de Castro Marim, além do destacar a sua gestão desportiva como eficiente e inovadora.

    Para atribuição do título são consideradas dez áreas, tais como a organização desportiva, instalações, eventos, programas, estratégias de sustentabilidade ecológica, desporto solidário, parcerias, realidade desportiva, legislação, marketing e inovação.

    O programa “Município Amigo do Desporto” é promovido pela plataforma Cidade Social, constituindo uma rede de municípios portugueses, um grupo de partilha de boas práticas, de benchmarking e de formação em relação ao modelo de intervenção dos municípios nas práticas de atividades físicas e no desenvolvimento desportivo.

  • O Palco é a Vila: Teatro Comunitário de Mértola Lança Chamada para Envolver Residentes

    O Palco é a Vila: Teatro Comunitário de Mértola Lança Chamada para Envolver Residentes

    A cultura e a identidade local estão prestes a ganhar um novo palco em Mértola. O projeto Teatro Comunitário de Mértola lançou um apelo à participação de todos os residentes para a criação do seu mais recente espetáculo.

    Este projeto ambicioso propõe uma viagem cénica pela própria vila, transformando os lugares de encontro do coletivo e as paisagens quotidianas em cenários de histórias.

    O novo espetáculo tem como eixo central a exploração do que define a pertença a uma comunidade.

    Os participantes serão convidados a fazer uma profunda incursão sobre os caminhos que ligam o passado ao presente, buscando a verdadeira essência do espírito coletivo de Mértola e descobrindo as histórias de quem por ali passa e habita.

    O Teatro Comunitário de Mértola é um espaço inclusivo, aberto a pessoas de todas as idades e níveis de experiência – ou ausência dela – em representação.

    A iniciativa é um convite direto a quem deseja “contar algo ao mundo”, servindo de plataforma para a dramatização de desejos, inquietações, perguntas, soluções e ideias que o grupo considera importantes partilhar.

    Participar neste projeto vai além da simples encenação. Os ensaios oferecem uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de capacidades artísticas, nomeadamente ao nível da expressão, comunicação e potencial criativo.

    Os participantes terão acesso a técnicas de interpretação, improvisação, preparação e criação artística, explorando o potencial do corpo e da voz, tanto individualmente como em dinâmica de grupo, culminando na apresentação pública de criações coletivas.

    Este projeto de enriquecimento cultural e social é fruto de uma parceria estratégica entre a boa CRIAÇÃO e a Câmara Municipal de Mértola, integrado no âmbito do projeto CLDS 5G MAIS PRÓXIMOS.

    Os interessados em juntar-se a esta comunidade criativa e subir ao palco para contar a história de Mértola devem comparecer nos ensaios, que decorrem todas as quartas-feiras, no horário das 18h00 às 20h00. É o momento ideal para fazer parte do próximo capítulo cultural da vila.

  • Freguesias de VRSA visitaram o Comando Regional de Emergência

    Freguesias de VRSA visitaram o Comando Regional de Emergência

    De visita ao Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC), a convite do Comandante Regional, Vítor Vaz Pinto, estiveram os presidentes das juntas de freguesia do concelho de Vila Real de Santo António.

    Esta visita foi classificada de «muito enriquecedora», dado que permitiu conhecer de perto o trabalho desenvolvido na área da proteção civil e reforçar a importância da cooperação institucional na prevenção, preparação e resposta a situações de emergência.

    Os autarcas agradeceram o convite e a disponibilidade pelo trabalho diário em prol da segurança de todos.

  • Dia Mundial do Cancro com sensibilização em Vila Real de Santo António

    Dia Mundial do Cancro com sensibilização em Vila Real de Santo António

    Foco na prevenção e no exercício

    O Município de Vila Real de Santo António (VRSA) está a preparar-se para assinalar o Dia Mundial do Cancro, que se celebra anualmente a 4 de fevereiro, com uma ação de sensibilização focada nos pilares essenciais da luta contra a doença, a prevenção e rastreio.

    As atividades estão agendadas para o próximo dia 3 de fevereiro, entre as 9h15 e as 11h15, e terão lugar no Pavilhão Municipal Ilídio Setúbal.

    O evento é uma iniciativa do Gabinete Municipal de Saúde da Câmara Municipal de VRSA, estabelecendo uma parceria estratégica com a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

    Durante a manhã, o foco incidirá na importância da prevenção da doença, destacando a relevância dos programas de rastreio e sublinhando o papel crucial do exercício físico como ferramenta de promoção da saúde e de redução do risco oncológico. A autarquia visa assim reforçar a educação para a saúde junto da comunidade local.

    A Câmara Municipal de VRSA está a convidar ativamente toda a população a participar e a vestir uma peça de roupa branca, laranja ou roxa, cores associadas à causa, demonstrando o seu apoio à iniciativa que tem como lema unificador: “Unidos por cada um!”.

    O Dia Mundial do Cancro: Uma Iniciativa Global

    Assinalado a 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Cancro é a principal iniciativa internacional que visa aumentar a consciencialização global sobre a doença, reforçar a educação e incentivar a ação individual e coletiva na sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

    O objetivo primordial é contribuir significativamente para a redução das mortes evitáveis.

    A instituição deste dia a nível mundial ocorreu em 2000, no âmbito da Cimeira Mundial Contra o Cancro para o Novo Milénio, realizada em Paris.

    É promovido e coordenado pela União Internacional Contra o Cancro (UICC), a maior e mais antiga organização internacional dedicada à luta contra o cancro, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A UICC lidera esta campanha global, que frequentemente utiliza um tema trienal, mobilizando milhares de organizações e indivíduos em todo o planeta.

  • Castro Marim tem a bandeira de “Município Amigo do Desporto”

    Castro Marim tem a bandeira de “Município Amigo do Desporto”

    A autarquia de Castro Marim reforçou o seu estatuto de excelência na gestão desportiva ao ser novamente distinguida como “Município Amigo do Desporto” (MAD).

    A entrega oficial da bandeira, realizada na quinta-feira, dia 16 de janeiro, sublinha «o compromisso contínuo do município para com o fomento do desporto e da atividade física na região».

    Este prestigiado galardão não é apenas um símbolo, mas também um reconhecimento público das práticas inovadoras e da gestão desportiva eficiente adotadas.

    O prémio valoriza de forma clara o apoio fundamental prestado às associações desportivas parceiras, essenciais na dinamização da vida comunitária e desportiva local.

    A atribuição do título “Município Amigo do Desporto” assenta numa avaliação rigorosa que abrange dez áreas distintas de intervenção. Entre os critérios analisados destacam-se a organização desportiva, a qualidade das instalações, a realização de eventos e programas, e as estratégias de sustentabilidade ecológica e desporto solidário.

    A lista de avaliação rigorosa inclui ainda a análise das parcerias estabelecidas, a realidade desportiva local, a legislação, e a capacidade de marketing e inovação demonstrada pela autarquia.

    O programa MAD é uma iniciativa promovida pela plataforma Cidade Social e funciona como uma rede essencial de municípios portugueses. Este grupo serve como um centro de partilha de boas práticas, de benchmarking e de formação, auxiliando as autarquias a aperfeiçoar o seu modelo de intervenção na promoção de atividades físicas e no desenvolvimento desportivo.

  • Alcoutim reforça inclusão digital

    Alcoutim reforça inclusão digital

    Alcoutim reforça inclusão digital com Novo Website Institucional Totalmente Acessível

    O Município de Alcoutim deu um passo decisivo na sua estratégia de modernização digital ao lançar, no passado mês de novembro, o seu novo website institucional (www.cm-alcoutim.pt).

    A plataforma foi redesenhada para garantir um acesso mais simples, intuitivo e, fundamentalmente, mais inclusivo à informação e aos serviços municipais, beneficiando munícipes, visitantes e investidores.

    A nova presença online da autarquia algarvia não se limita a uma atualização estética. Apresenta um design renovado, totalmente responsivo e otimizado, assegurando que a navegação seja fluida e eficaz em qualquer dispositivo, seja computador, tablet ou smartphone.

    Este desenvolvimento visa melhorar significativamente a comunicação e a eficiência dos serviços públicos, alinhando-se com as mais recentes diretrizes europeias e nacionais.

    O grande destaque deste projeto reside no seu forte enfoque na acessibilidade.

    O portal foi concebido para eliminar barreiras digitais, permitindo que todos os cidadãos, incluindo pessoas com deficiência visual, auditiva, cognitiva ou motora, possam aceder aos conteúdos de forma autónoma e independente.

    Para tal, o website foi otimizado em conformidade com as rigorosas normas internacionais de acessibilidade web (WCAG 2.1), promovendo uma verdadeira inclusão digital.

    As medidas técnicas implementadas foram diversas: utilização correta de tags HTML semânticas, criação de textos alternativos para imagens, rigorosa correção de contrastes e melhorias nos ficheiros PDF para garantir a acessibilidade e extração do texto.

    Adicionalmente, a estrutura do portal foi reorganizada para facilitar a leitura e a navegação, com ajustes no tamanho da letra, espaçamento entre linhas e na hierarquia dos conteúdos.

    Esta reestruturação procura garantir que grupos historicamente desfavorecidos, como os cidadãos seniores, possam utilizar os serviços públicos sem enfrentar obstáculos digitais.

    Este investimento, que totalizou 10 mil euros (acrescidos de IVA), foi alvo de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    O projeto insere-se no compromisso de Alcoutim de tornar os seus espaços de atendimento, físicos e virtuais, mais inclusivos, tal como previsto no Objetivo Estratégico 11.2 do Despacho Normativo n.º 55/2020. A autarquia ambiciona obter o Selo de Usabilidade e Acessibilidade Digital, reconhecendo a excelência do seu trabalho.

    Paulo Paulino, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, sublinha a importância desta iniciativa: «Este novo website é mais do que uma simples atualização tecnológica. É um investimento na modernização dos serviços municipais e na aproximação entre a autarquia e a população. Queremos que cada cidadão sinta que tem a Câmara sempre acessível, em qualquer lugar e a qualquer hora.»

    O lançamento desta plataforma digital robusta reflete a visão estratégica de Alcoutim de acelerar a transformação digital, oferecendo serviços mais ágeis e transparentes, e reforçando o compromisso do Município em valorizar o território e garantir que todos beneficiem das oportunidades proporcionadas pela tecnologia.

  • Alqueva: Governo aperta uso de água para salvar agricultura no Alentejo e Algarve

    Alqueva: Governo aperta uso de água para salvar agricultura no Alentejo e Algarve

    O Governo de Portugal aprovou um novo pacote de medidas para a gestão e utilização da água no Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA), numa resposta direta à pressão hídrica que afeta o sul do país.

    As novas diretrizes, que visam garantir a sustentabilidade do recurso a médio e longo prazo, foram já detalhadas pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), a entidade responsável pela gestão operacional do maior reservatório da Europa.

    As medidas agora em vigor impõem uma gestão mais rigorosa dos volumes disponíveis, priorizando a eficiência e o uso racional da água, essenciais para a sobrevivência das culturas no Alentejo.

    Embora os pormenores específicos das quotas variem consoante os setores e as necessidades regionais, o objetivo principal é claro: proteger a reserva estratégica e evitar cortes drásticos que poderiam comprometer as campanhas agrícolas futuras.

    Segundo as autoridades, a implementação destas regras é crucial para proteger a resiliência do setor primário.

    O Alqueva não serve apenas o regadiu alentejano, mas também desempenha um papel vital no abastecimento de água para consumo humano e para o apoio à agricultura de valor acrescentado, que tem prosperado na região nos últimos anos.

    A gestão cautelosa é vista como um balanço necessário entre as necessidades imediatas dos agricultores e a garantia de que haverá água disponível em períodos de seca prolongada.

    Um dos benefícios esperados é a estabilização da atividade agrícola nas áreas de regadio mais críticas.

    O Governo e a EDIA esperam que, ao otimizar a distribuição de água, se consiga mitigar os impactos da seca que se tem sentido intensamente, sobretudo nas culturas de maior rendimento e naquelas que empregam um maior número de pessoas na região.

    Esta ação coordenada procura também fornecer maior previsibilidade aos agricultores, permitindo um melhor planeamento das sementeiras e colheitas.

    Adicionalmente, as novas medidas de gestão no Alqueva trazem alívio indireto ao Algarve, uma vez que a capacidade de Alqueva em manter a irrigação no Alentejo reduz a pressão sobre os recursos hídricos algarvios, que têm enfrentado desafios severos.

    A EDIA será agora responsável pela fiscalização rigorosa do cumprimento destas novas regras, assegurando que o uso do recurso hídrico se pauta pela máxima responsabilidade em prol da economia regional.

  • PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    Projeto apresentado na Assembleia da República prevê renovação automática de licenças e criação de subsídios permanentes para combustíveis.

    O Partido Comunista Português (PCP) apresentou na Assembleia da República uma proposta que visa proteger e valorizar a pesca local e artesanal, considerada essencial para a economia das comunidades costeiras e para a soberania alimentar do país.

    Entre as medidas propostas, destaca-se a «renovação automática das licenças» para embarcações de pesca local e artesanal, reduzindo a burocracia e garantindo a continuidade da atividade. Outra medida central é a «criação de um regime permanente de subsídio» para compensar os custos elevados com combustíveis, incluindo descontos no preço da gasolina e do GPL, à semelhança do benefício já aplicado ao gasóleo.

    Segundo o PCP, estas medidas são fundamentais para «travar o abandono da atividade», assegurar «condições dignas para os pescadores» e promover a «sustentabilidade do setor».

    O partido alerta para o «declínio das capturas nacionais na última década», sublinhando que a pesca artesanal tem um papel estratégico na defesa da produção nacional e na preservação das comunidades piscatórias.

    O impacto esperado inclui maior estabilidade económica para os profissionais da pesca, redução da dependência externa em produtos alimentares e valorização das práticas sustentáveis, que contribuem para a preservação dos recursos marinhos.

  • Cinco Séculos de Azulejaria Portuguesa

    Cinco Séculos de Azulejaria Portuguesa

    O Museu Municipal de Tavira, Palácio da Galeria, dirigiu convite ao público pra participar numa oportunidade cultural, a qual classifica como imperdível, consubstanciada numa visita guiada gratuita à aclamada exposição “O Azulejo em Portugal. Uma História em Aberto” amanhã, a partir das 10h30 horas.

    A visita será conduzida pelo técnico superior do Museu Municipal de Tavira, Ricardo Louro, «proporcionando uma perspetiva aprofundada sobre a história, a técnica e a relevância artística deste elemento fundamental da identidade portuguesa».

    Patente no Palácio da Galeria, a exposição constitui um roteiro visual, reunindo 70 obras de referência que integram o prestigiado acervo do Museu Nacional do Azulejo.

    A mostra desenrola uma narrativa cronológica que abarca cinco séculos de produção do azulejo, desde as primeiras encomendas quinhentistas, que marcaram o início da sua utilização em Portugal, até às mais ousadas criações contemporâneas.

    Ao longo das salas de exposição, os participantes terão a oportunidade de descobrir peças de inegável valor histórico, incluindo exemplares oriundos de centros de produção internacionais como Sevilha e Flandres.

    O percurso destaca ainda os painéis decorativos que definiram a arquitetura portuguesa entre os séculos XVII e XIX, culminando nas obras marcantes dos grandes mestres do século XX e XXI.

    Vão ser exibidos e em destaque trabalhos de autores icónicos como Maria Keil, Jorge Barradas, Almada Negreiros e Querubim Lapa, entre outros nomes que elevaram o azulejo à categoria de arte maior.

  • Barragens do Algarve com níveis históricos

    Barragens do Algarve com níveis históricos

    O “Pleno” hídrico no Sotavento e Barlavento

    De acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Águas do Algarve, as seis principais barragens da região atingiram, esta semana, uma média de 83% da sua capacidade total.

    O destaque vai para o Sotavento, onde as barragens de Odeleite (98%) e Beliche (83%) estão praticamente cheias. No Barlavento, a barragem de Odelouca, a maior da região, respira agora com 89% da sua capacidade, um contraste drástico face aos 33% registados no mesmo período do ano passado.

    AlbufeiraEnchimento (Jan 2026)Estado
    Odeleite98%Descargas controladas
    Odelouca89%Nível de segurança
    Funcho85%Nível elevado
    Beliche83%Recuperação total
    Arade81%Estável
    Bravura70%Recuperação histórica

    O fim da seca e a “Depressão Ingrid”

    O cenário de “seca fraca” que ainda persistia no final de 2025 foi oficialmente dado como encerrado pelo IPMA. A subida dos níveis foi impulsionada por um dezembro onde a precipitação no Algarve e Baixo Alentejo duplicou os valores médios históricos.

    Atualmente, a região está sob o efeito da Depressão Ingrid, que trouxe novos avisos amarelos e chuva persistente. Este fenómeno está a obrigar as autoridades a manter vigilância apertada e a realizar operações de libertação de água para garantir a segurança das infraestruturas.

    Gestão cautelosa apesar da abundância

    Apesar do otimismo, a APA mantém um tom de prudência. O presidente da entidade reforçou que, embora a situação conjuntural seja excelente, a gestão deve continuar a ser rigorosa, lembrando que o Algarve enfrenta ciclos de seca cíclicos e que a eficiência hídrica continua a ser a prioridade estratégica a longo prazo.

    “É tempo de gerir bem e executar os projetos de resiliência, pois a água continuará a ser um recurso escasso no futuro.”


    Redacção GEM-DIGI

  • O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    Que é a Sira Guadiana

    Por trás da gestão da água na vizinha Espanha, existe um sistema invisível de sensores e dados que trabalha 24 horas por dia. Conheça o SIRA, a rede integrada que antecipa cheias, combate a poluição e garante que cada gota do Guadiana é aproveitada com precisão cirúrgica.

    O Rio Guadiana não é apenas uma linha no mapa ou uma fronteira natural; é um organismo vivo que pulsa de acordo com o ritmo das estações e as variações do clima.

    Gerir uma bacia hidrográfica desta importância exige mais do que a simples observação ocular das margens. Atualmente, o comando das operações cabe ao SIRA, uma sigla que esconde uma complexa Rede Integrada de monitorização.

    Este sistema funciona como o sistema nervoso central do rio, integrando sub-redes especializadas que vigiam desde os caudais e as barragens até à qualidade química da água e o estado de saúde dos aquíferos subterrâneos.

    A magia desta gestão acontece através de um fluxo de informação perfeitamente orquestrado, que começa muito antes de a água chegar às nossas torneiras ou aos campos de cultivo.

    Tudo tem início no leito do rio e nas suas infraestruturas, onde uma vasta rede de sensores capta dados em tempo real sobre o estado do meio hídrico, incluindo o comportamento das águas superficiais e até das águas residuais tratadas.

    Estes dados, transformados em sinais digitais, viajam instantaneamente para um centro de controlo onde são processados e analisados.

    É este processamento que permite aos especialistas avaliar o estado do rio em cada minuto, apresentando relatórios detalhados que ajudam os responsáveis a desenhar as melhores estratégias de prevenção e atuação, otimizando o processo de tomada de decisão perante qualquer cenário.

    Esta infraestrutura tecnológica foca-se em dois pilares fundamentais que afetam diretamente a vida das populações: a segurança e a eficiência. Por um lado, o SIRA é a ferramenta essencial para a previsão e atuação em caso de cheias, permitindo conhecer antecipadamente a evolução dos níveis e caudais.

    Com esta informação, a Proteção Civil pode ser avisada com a antecedência necessária para minimizar danos e proteger vidas. Por outro lado, o sistema garante uma vigilância rigorosa da qualidade da água, detetando prontamente parâmetros anómalos que possam indicar descargas poluentes não autorizadas, protegendo assim o ecossistema e a saúde pública.

    Mas o impacto do SIRA vai muito além da gestão de crises. No dia a dia, esta rede permite uma gestão inteligente das reservas de água.

    Ao controlar ao pormenor a operação de barragens, canais e conduções, é possível garantir que a água disponível é distribuída da forma mais eficaz possível pelos seus diversos usos — seja para o abastecimento doméstico, para o regadio agrícola, para a produção de energia hidroelétrica ou para a manutenção dos caudais ecológicos mínimos que o ambiente exige.

    Além disso, ao manter um arquivo histórico de dados fiáveis e continuados, o SIRA não está apenas a resolver os problemas de hoje; está a construir o conhecimento necessário para que as futuras gerações saibam como cuidar de um dos recursos mais preciosos da Península Ibérica.


    Para quem quer ir mais fundo: O “Dicionário” do SIRA

    Se ficou curioso sobre a tecnologia por trás desta vigilância, o SIRA é, na verdade, a união de quatro redes especializadas que funcionam em conjunto:

    • SAIH (Sistema Automático de Informação Hidrológica): É o braço direito da segurança. Mede níveis de rios e albufeiras em tempo real para prever cheias e gerir a abertura de comportas.
    • SAICA (Sistema Automático de Informação de Qualidade das Águas): Funciona como um laboratório permanente. Analisa a composição química da água para detetar poluição de forma imediata.
    • ROEA (Rede Oficial de Estações de Calibração/Aforo): Foca-se na quantidade. É a rede que mede com precisão o volume de água que passa num determinado ponto (caudal).
    • PIEZO (Rede de Piezometria): O olhar subterrâneo. Mede os níveis dos aquíferos (reservas de água debaixo do solo) para garantir que não estão a ser sobre-explorados.

  • Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Revolução Azul: Portugal Lança a Reserva D. Carlos,

    O Governo português deu um passo de grande envergadura e decisivo na proteção do oceano ao avançar com o processo de criação da futura Reserva Natural Marinha D. Carlos.

    Esta nova área protegida será a maior alguma vez proposta pelo país, abrangendo uns impressionantes 173 mil km², o que equivale a alcançar a ambiciosa meta de proteger 25% da área marítima sob soberania nacional.

    A vastíssima área de conservação engloba complexos geográficos de elevado valor ecológico, nomeadamente o complexo dos montes submarinos Madeira-Tore e o estratégico Banco de Gorringe.

    A classificação da reserva assenta no melhor conhecimento científico disponível, resultado do trabalho conjunto e detalhado de diversas entidades académicas e públicas.

    Estes ecossistemas são vitais, atuando como verdadeiros santuários para a biodiversidade: contêm recifes de corais de águas frias, raros jardins de gorgónias e funcionam como zonas cruciais de alimentação e reprodução para inúmeras espécies marinhas, incluindo as vulneráveis e migratórias.

    José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e do Mar, sublinhou o duplo benefício da iniciativa. “Esta área marinha protegida terá um impacto positivo na saúde dos ecossistemas e, a médio prazo, na produtividade dos recursos pesqueiros”, afirmou.

    O Ministro destacou ainda o papel dos montes submarinos como “verdadeiras ‘maternidades’ no oceano”, garantindo melhores condições para a sustentabilidade das pescas e para a valorização da economia do mar.

    É importante notar que a proposta da Reserva D. Carlos foi desenhada para ser compatível com a sustentabilidade das comunidades piscatórias. O plano salvaguarda explicitamente as pescarias artesanais, seletivas e de baixo impacto ambiental, provando que a ambição de proteção oceânica pode coexistir com o desenvolvimento da economia azul.

    O processo de classificação desta área histórica está agora aberto à participação pública. A consulta pública da Reserva Natural Marinha D. Carlos encontra-se a decorrer no portal Participa, com um prazo estabelecido até 6 de março de 2026, permitindo que cidadãos e entidades contribuam para a definição final desta monumental área de conservação.

  • Uma Vida Dedicada ao Desenvolvimento Sustentável do Algarve

    Uma Vida Dedicada ao Desenvolvimento Sustentável do Algarve

    João Ministro Distinguido com Prémio Carreira Alumni UAlg 2025:

    A Universidade do Algarve (UAlg) acaba de anunciar o vencedor do Prémio Carreira Alumni 2025. A distinção recaiu sobre João Ministro, um influente licenciado em Engenharia do Ambiente pela instituição, cujo percurso profissional tem sido um modelo de excelência na conservação da natureza e no desenvolvimento sustentável da região.

    O reconhecimento da UAlg premeia um percurso marcado por um forte compromisso com a valorização do património natural e cultural, bem como pela promoção de modelos de desenvolvimento que procuram equilibrar o crescimento económico com a proteção ambiental no sul do país.

    Natural e residente em Loulé, João Ministro tem desenvolvido, desde a década de 90, um trabalho contínuo e inspirador. As suas iniciativas estão intimamente ligadas ao ecoturismo, ao desenvolvimento regional e à dinamização dos territórios rurais e de baixa densidade demográfica.

    Ao longo da sua carreira, esteve na origem e coordenação de inúmeros projetos estruturantes que têm sido cruciais para a afirmação do Algarve como um polo de sustentabilidade. O seu papel tornou-o uma referência incontornável na valorização responsável do território algarvio.

    Com esta honraria, João Ministro passa a integrar o prestigiado grupo de alumni que representam e honram os valores da Universidade.

    A distinção não só reconhece o sucesso individual, mas também reforça a vital ligação entre a formação académica e o impacto positivo que os seus diplomados geram na sociedade. É um merecido reconhecimento pelo seu empenho em transformar a teoria da sustentabilidade em prática regional.

  • Algarve lidera expansão hoteleira em 2026

    Algarve lidera expansão hoteleira em 2026

    Cinco grandes aberturas de luxo e lifestyle

    A região sul do país prepara-se para um ano de forte dinamismo no setor turístico. Entre hotéis de marca internacional e a reconversão de unidades emblemáticas, o Algarve será o grande protagonista do mapa hoteleiro nacional em 2026.

    O setor hoteleiro em Portugal projeta para 2026 um ano de crescimento expressivo, com o Algarve a posicionar-se como um dos principais eixos de investimento. Segundo dados avançados pelo meio especializado Travel News, a região terá pelo menos cinco grandes inaugurações que reforçam a aposta nos segmentos de luxo, lifestyle e residencial turístico.

    O movimento de renovação e expansão será marcado pela chegada de marcas globais e pela transformação de ativos já existentes em Vilamoura, Armação de Pêra e Carvoeiro.

    As novidades no Sul: De Vilamoura a Carvoeiro

    O arranque do ano no Algarve será marcado pela abertura do Nomad Bay Algarve – Carvoeiro, prevista para fevereiro. O projeto da Amazing Evolution contará com 69 apartamentos focados em estadias prolongadas. Logo em seguida, em março, a Guia recebe o Wine & Books by the Sea Algarve Resort (PBH Group). Esta unidade, resultante da reconversão profunda do antigo Vidamar Algarve, disponibilizará 250 quartos.

    Vilamoura é outra das zonas com maior investimento. No primeiro trimestre de 2026, o antigo Dom Pedro Vilamoura reabrirá como Hyatt Regency Vilamoura Algarve, com 257 quartos. Já no final do ano, no quarto trimestre, o edifício do antigo Dom Pedro Marina dará lugar ao Canopy by Hilton Vilamoura Algarve, introduzindo um conceito de design e experiências locais com 155 quartos.

    Ainda no segundo trimestre, Armação de Pêra verá nascer o Casa de Sada Algarve Beach Resort, Curio Collection by Hilton, uma unidade premium com 183 quartos que reforça a presença da marca de luxo da Hilton no litoral algarvio.

    Expansão nacional: Dinamismo de norte a sul

    Embora o Algarve concentre algumas das aberturas mais mediáticas, o restante território português mantém um ritmo de crescimento sustentado, embora com projetos mais dispersos.

    • Lisboa e Cascais: A capital continua a atrair marcas internacionais, com destaque para o Hampton by Hilton Lisbon Baixa e unidades como o The Standard e o Andaz Lisbon. Em Cascais, a reabertura do antigo Onyria como Kimpton Quinta da Marinha e o novo Residence Inn by Marriott são as principais notas.
    • Norte e Porto: No Porto, destacam-se o Debrais Boutique Hotel (Avenida da Boavista) e o 705 Ora Porto Hotel. No interior, o grupo Água Hotels abrirá o Terra Fria em Bragança, num investimento de sete milhões de euros.
    • Alentejo e Ilhas: O Baixo Alentejo receberá o Hotel Rural da Torre Vã (Ourique), enquanto nas ilhas o destaque vai para o Pestana Dunas, em Porto Santo, e novos projetos de pequena escala nos Açores.

    O panorama para 2026 reflete, assim, uma tendência de valorização do património e uma aposta clara na diversificação de conceitos, consolidando Portugal como um destino de referência para o turismo de alta gama.

  • Tragédias ferroviárias em Espanha

    Tragédias ferroviárias em Espanha

    Três acidentes recentes em Espanha, associados a mau tempo e fragilidades de infraestruturas, estão a lançar preocupação acrescida deste lado da fronteira.nytimes+2

    Mau tempo expõe vulnerabilidades

    Nas últimas jornadas, fortes tempestades de chuva, neve e vento têm provocado derrocadas, quedas de muros de contenção e queda de rochas sobre vias e linhas férreas em várias regiões espanholas. Em pelo menos três ocorrências graves, as autoridades apontam diretamente os efeitos do mau tempo sobre estruturas envelhecidas ou mal protegidas, com destaque para o colapso de um muro junto à linha ferroviária perto de Barcelona e para troços rodoviários afetados por neve e derrocadas.global.chinadaily+5

    Mortos, feridos e linhas cortadas

    Os acidentes resultaram em mortos e dezenas de feridos, obrigando à mobilização de dezenas de meios de socorro e ao corte prolongado de ligações, com impacto na circulação diária de trabalhadores e estudantes. Em alguns casos, foi necessária a suspensão total de serviços ferroviários regionais e o encerramento de estradas, enquanto técnicos avaliam a segurança de pontes, taludes e restantes elementos da infraestrutura.surinenglish+6

    Alerta para o lado português

    Na faixa raiana do Baixo Guadiana, onde milhares de residentes mantêm laços familiares, profissionais e comerciais com a Andaluzia e outras regiões espanholas, estes incidentes são acompanhados com particular atenção. Autarcas e agentes de proteção civil admitem, em privado, que a combinação de fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes com redes viárias e ferroviárias nem sempre modernizadas é um desafio comum à Península Ibérica, defendendo uma reflexão conjunta sobre prevenção e investimento em manutenção.wikipedia+3

    O Governo espanhol decretou hoje três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

    CCDR Algarve solidária

    O Conselho Diretivo da CCDR da região do Algarve, Portugal, apresentou uma mensagem de solidariedade e partilha na dor às distintas autoridades de Andaluzia e às famílias dos nossos vizinhos de Andaluzia e da Província de Huelva, vítimas do trágico acidente ferroviário ocorrido em Adamuz, Córdoba.

    José Apolinário, Presidente do Conselho Diretivo da CCDR Algarve, sublinhando a pronta mobilização das forças e serviços da proteção civil e da saúde, num acidente com mais de 150 feridos e várias vítimas mortais, apresentou uma «mensagem fraterna e solidária para com a Andaluzia e a cidade de Huelva, de onde eram oriundos muitos dos feridos e vítimas deste acidente».

    Dada esta calamidade a Junta de Andaluzia de imediato suspendeu o encontro que havia agendado em Ayamonte, no quadro da cooperação da Euroregião e que envolvia a Eurocidade do Guadiana, com a presença dos Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, de Castro Marim e de Ayamonte um gesto de respeito pelas vítimas do drama ocorrido que saudamos, assim como o decretar de três dias de luto nacional.

  • Huelva exige encontro urgente com Sánchez por infraestruturas críticas

    Huelva exige encontro urgente com Sánchez por infraestruturas críticas

    A Cimeira Hispano-Lusa, marcada para 29 de janeiro em La Rábida, Huelva, está a servir de catalisador para uma exigência política urgente. Pilar Miranda, a autarca de Huelva, enviou uma carta formal ao Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, solicitando um encontro de trabalho.

    O objetivo da missiva não é outro senão abordar de forma urgente as infraestruturas pendentes que o Estado mantém com a cidade e a província.

    Miranda reclama um encontro que possa contar com a participação de agentes sociais e representantes institucionais, sublinhando que Huelva sofre há décadas de “uma grave falta de infraestruturas hidráulicas, elétricas e de transportes, especialmente ferroviárias, que representam um agravamento comparativo em relação a outros territórios do país”.

    A autarca destaca o enorme potencial de Huelva como um “nodo logístico, industrial e de conexão natural com Portugal”, e uma cidade em plena transformação. Contudo, adverte que este desenvolvimento está seriamente limitado pela ausência de investimentos estatais chave.

    A ironia de celebrar uma cimeira bilateral entre Espanha e Portugal em Huelva, quando a província carece de uma ligação ferroviária digna, é um dos pontos centrais da reivindicação. Miranda exige a modernização integral da linha Huelva-Sevilha, a conexão de alta velocidade que inclua Faro e o impulso às infraestruturas ferroviárias de mercadorias.

    Esta última reivindicação é, de facto, partilhada por Andaluzia e o Algarve, através de uma iniciativa liderada pelos municípios de Faro, Sevilha e Huelva.

    Huelva não pode nem deve continuar à espera”, sublinha a autarca no seu escrito, no qual exige compromissos concretos e prazos claros por parte do Governo de Espanha. Miranda recorda que os atuais prazos avançados pelo Governo são “irreais”, uma vez que se referem a 42 meses apenas para a redação dos projetos.

    Pilar Miranda confia em que a visita do Presidente do Governo represente “uma oportunidade real para avançar na igualdade e justiça territorial”, mantendo a expetativa de uma resposta de Pedro Sánchez para abordar de forma construtiva as legítimas exigências da sociedade onubense.

  • Crónicas Avulsas: Acerca de Vida, de Diagnóstico e de Doença

    Crónicas Avulsas: Acerca de Vida, de Diagnóstico e de Doença

    Autor: Henrique Bonança

    Encontrei-o, tal como das outras vezes, à entrada de uma das portas do mercado municipal, zona de muito movimento de pessoas; se da última vez que ali o vi, surpreendentemente, vendia à comissão uma espécie de ameijoas de casca escura, desta, embora pequenas e a que antes ninguém ligava, voltara às conquilhas de toda a vida; com toda a certeza, apanhadas na última maré, rasgando com muito esforço as areias da praia de Monte Gordo, meio submerso em águas invernosas e frias, suportando nortadas geladas, a puxar o “arrasto-de-cintura”, de pé descalço e, imagino, de cigarro apagado nos lábios;

    Ao ver-me, para dois dedos de conversa, educadamente, afastou-se da caixa de esferovite abandonada no chão encardido, aproximando-se de mim; acabado de chegar da praia, pedalando a sua bicicleta pela estrada da mata, agora a descansar encostada a uma das paredes do edifício, “oferecia” marisco fresquíssimo aos fregueses passantes, condição facilmente comprovada pelos finos jorros de água salgada lançados em arco para o ar, encharcando a calçada em redor!

    Espantei-me por ver conquilhas à venda, tão raras nos dias de hoje: dizem que pelos turistas que as apanham ainda bebés, para o petisco da tarde, pelos inúmeros arrastões espanhóis que lavram as areias ou, também, pelo excesso de captura dos mariscadores tradicionais!

    “Parvoíces, a razão é outra!” – respondeu-me ele!

    Quando me disse que havia poucas conquilhas por causa da chuva, manifestei sincera surpresa; “no ano passado choveu muito e, neste, ainda mais!”, insistiu; sem me dar tempo de argumentar, continuou: “ muita água doce a vir pelo rio, muitas descargas das barragens…as conquilhas, ao sentirem essa água, para não se afogarem, enterram-se mais do que o normal e os dentes dos arrastos não chegam até elas!”.

    E, enquanto se afastava para aviar uma “medida” a um cliente que o chamara, terminou a conversa dizendo: “a praia é muito grande, não são os arrastos-de-cintura ou os arrastões espanhóis que acabam com as conquilhas!”.

    Confesso que me faltaram os argumentos para contrariar a firme opinião de quem lida e vive da apanha da conquilha: afinal, parece ser só uma questão de instinto de sobrevivência da espécie;

    A nossa mãe natureza e as suas próprias dinâmicas!

    Não muitos dias atrás, não sei em que canal televisivo, nem sequer recordo qual era o tema abordado pelo moderador, escutei um comentador convidado, médico cirurgião famoso, contador de estórias da vida, senhor sempre muito bem humorado, que, recordando os seus tempos de estudante de medicina, avançou com uma muito singular “tirada”: “…a vida é uma doença crónica, sexualmente transmissível, de diagnóstico irreversível!”;

    Ou seja, pelo raciocínio enunciado que sustenta a afirmação, se a vida é uma doença crónica irreversível, a morte será a salvação desse padecimento, a cura ou o remédio que nos libertará dos sofrimentos da vida!

    Todos os que morreram, ao partir curaram-se, logo, todos os vivos estão doentes!

    Sinceramente, para lá da lógica do silogismo, tenho muita dificuldade em aceitar que assim seja!

    De facto, claramente, a acreditar no sentido da polémica afirmação, uma vez que a vida é uma doença sexualmente transmissível, a paixão e o enamoramento, emoções ou sentimentos de muito difícil controlo, provocam a aproximação e interacção ou intimidade entre pessoas de qualquer sexo; estando essas pessoas infectadas por esse fatal vírus de origem desconhecida, serão elas perigosos agentes propagadores dessa terrível maleita, de que só nos livramos com a sempre libertadora morte;

    Uma coisa é certa, sendo a vida uma doença com diagnóstico ao mesmo nível de uma condenação com pena perpétua, sem medicamentos conhecidos que permitam uma prescrição eficaz que a combata, incrivelmente, excluindo aqueles que pelas suas circunstâncias pessoais, envolvendo sofrimento físico ou emocional, estarão disponíveis para apressar o fim, todos os outros querem manter-se saudavelmente doentes!

    Sempre no seguimento do raciocínio anteriormente referido, o instinto de sobrevivência comum a todas as espécies, na nossa será racionalmente inexplicável e contraditório: tendo em conta a doença vitalícia e todo o sofrimento associado, afinal, qual a razão para tão grande esforço e investimento em investigação científica?

    Então, fica por explicar o sentido de tantos recursos alocados à busca da receita certa para adiar pelo maior tempo possível o final, a cura que ninguém parece desejar!

    Henrique Bonança

    Quinta do Sobral, 18 de Janeiro de 2026

    PS1 – Escrevi este texto no preciso dia em que soube do falecimento do meu amigo António Pereira, profissionalmente partilhámos e construímos um caminho de amizade, de respeito e de confiança mútua!

    PS2 – O meu colega e amigo Vítor Barros, economista e filósofo, sem ter eu a certeza de o ter conseguido, poderá talvez reconhecer neste texto que resulta de um sempre difícil esforço de compactação, elementos do pensamento de Platão, de Schopenhauer e de Aristóteles!