FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Uma oportunidade única para ser voluntário

    O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) lançou um importante apelo à participação cívica, abrindo seis vagas para voluntariado no Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico (CNRLI), localizado em Silves.

    Esta é uma oportunidade excecional para indivíduos motivados que desejam participar ativamente nos esforços cruciais para a recuperação e conservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta: o lince-ibérico.

    As vagas disponíveis dividem-se por dois períodos estratégicos que coincidem com a época de reprodução e o início do desenvolvimento das crias. Existem duas vagas abertas para o período compreendido entre fevereiro e abril e outras quatro vagas disponíveis para os meses de maio a julho de 2026.

    Os voluntários selecionados integrarão a equipa de Etologia e Videovigilância do CNRLI. O seu trabalho consistirá em acompanhar as equipas internas na observação minuciosa e no registo comportamental dos linces, um processo essencial para monitorizar o sucesso da reprodução e o bem-estar dos animais. Para garantir a qualidade do trabalho, todos os voluntários receberão formação especializada para o efeito.

    O CNRLI procura candidatos com elevada motivação e, preferencialmente, com formação académica em áreas como as ciências naturais, a etologia ou as ciências do comportamento.

    Em termos de apoio logístico, o Centro assegurará o alojamento gratuito nas suas instalações durante todo o período de voluntariado. Adicionalmente, será concedido um montante diário equivalente ao subsídio de refeição (€6) por dia de trabalho, e a cobertura por seguro de acidentes pessoais.

    O Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico, coordenado pelo ICNF e em funcionamento desde 2009, desempenha um papel fundamental no Programa de Conservação Ex Situ. O seu objetivo primordial é criar e preparar exemplares em cativeiro para posterior reintrodução no seu habitat natural, reforçando assim as populações selvagens na Península Ibérica.

    Os resultados do Centro em Silves são notáveis e demonstram o sucesso do projeto. Desde a sua criação, nasceram 181 linces no CNRLI, sendo que 114 destes exemplares foram subsequentemente reintroduzidos na natureza em diversas regiões da Península Ibérica. Só durante o ano de 2025, o Centro celebrou o nascimento de 11 novas crias, sublinhando o impacto contínuo do seu trabalho.

    Os interessados em candidatar-se a esta missão de conservação devem enviar os seus currículos e cartas de motivação para o endereço de e-mail: cnrli.voluntarios@gmail.com. Esta é a sua oportunidade de fazer a diferença na recuperação desta espécie icónica.

  • O Jazz Brilha em Lagos

    O Jazz Brilha em Lagos

    Orquestra do Algarve Abre 2026 com Tributo a Ella Fitzgerald

    A Orquestra de Jazz do Algarve (OJA) prepara-se para iniciar o ano de 2026 em grande estilo, marcando o calendário cultural algarvio com um espetáculo imperdível.

    O concerto de abertura está agendado para o próximo dia 28 de janeiro, às 19h00, no Auditório do Centro Cultural de Lagos (CCL), inserido nas celebrações do aniversário da Elevação de Lagos a Cidade.

    Intitulado “Ella & More”, este espetáculo será uma sentida homenagem à “Primeira Dama da Canção”, Ella Fitzgerald, uma das figuras mais incontornáveis da história do jazz mundial.

    A escolha do tema é simbólica, uma vez que a carreira fulgurante de Fitzgerald começou precisamente em orquestras de jazz, e a sua colaboração com grandes formações, como as de Duke Ellington e Count Basie, cimentou o seu estatuto.

    Com 13 prémios Grammy e mais de 40 milhões de álbuns vendidos, o seu legado musical continua a ser uma referência intemporal.

    Para dar corpo e voz a este programa de puro swing, a OJA convidou Sara Miguel, uma voz já familiar ao público da orquestra.

    A cantora portuense tem vindo a consolidar a sua posição no panorama nacional com projetos originais, mantendo sempre uma forte ligação às raízes jazzísticas. Sara Miguel, atualmente residente na Ilha do Pico, nos Açores, regressa ao Continente em exclusivo para apresentar algumas das suas mais notáveis interpretações inspiradas na obra de Ella Fitzgerald.

    Este pontapé de saída para 2026 segue-se a um ano de 2025 notavelmente bem-sucedido para a Orquestra de Jazz do Algarve. As salas continuaram a encher e a OJA recebeu centenas de mensagens de reconhecimento que atestam a qualidade da sua programação intensa, diversificada e dos seus convidados de excelência.

    É um motivo de enorme orgulho para esta orquestra — formada e desenvolvida no Algarve e para o País — sentir o carinho e o apoio constante do público.

    O sucesso da OJA não seria possível sem o apoio estrutural de diversas entidades. A Orquestra conta com o suporte de 12 autarquias algarvias e com o apoio sustentado da DGArtes, renovado até 2030.

    Adicionalmente, a OJA é uma das poucas orquestras a beneficiar do patrocínio de marcas internacionais de referência, como a Denis Wick, a Eastman Winds e a Schilke, que fornecem diariamente equipamentos e instrumentos de excelência, garantindo a alta qualidade sonora das suas apresentações.

    Para 2026, a Orquestra ambiciona alargar o seu alcance a um número ainda maior de algarvios e consolidar o seu crescimento. Mas, por agora, o primeiro grande momento do ano está marcado: Lagos, 28 de janeiro, às 19h00.

    Os bilhetes para o concerto “Ella & More” estarão brevemente disponíveis através da bol.pt e poderão também ser adquiridos diretamente no Centro Cultural de Lagos. Para mais informações, o contacto telefónico é o 282 770 450. Não perca o encontro de jazz que promete aquecer o final de janeiro.

  • Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    por José Estêvão Cruz

    O Governo decidiu criar uma nova unidade hospitar para o Algarve e ainda bem. CCDRA, por José Apolinário e AMAL, por António Pina, apresentaram as naturais saudações devidas à decisão de uma obra que tardava.

    Porém, tal unidade de saúde só estará concluída no ano de 2031. Ou seja, daqui a cinco anos num Mundo que acelera em termos de construção e tecnologia. Cinco anos é muito tempo no estágio de desenvolvimento atual da Humanidade e no espaço dos países desenvolvidos em que nos integramos.

    É natural que qualquer algarvio se encontre contente com esta decisão, pois é a primeira pedra legal para o arranque, mas sabemos todos os empecilhos que têm sido erguidos no caminho de qualquer obra e a lentidão dos procedimentos e obstruções. Ser PPP também não ajuda.

    Que pensa a sociedade algarvia que já se manifestou e que saúde poderá ser encontrada daqui a cinco anos com o número de residentes e visitantes a aumentar a taxas anormais, teremos de o averiguar.

    Foi, em contexto de parceria público‑privada, com um investimento previsto de cerca de 420 a 426,6 milhões de euros e um encargo total na ordem dos 1 100 milhões ao longo de cerca de 27 anos, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a construção do Hospital Central do Algarve, segundo a CNN Portugal.

    O Executivo estima que a unidade esteja operacional em 2031, depois de décadas de anúncios falhados e «oito primeiras pedras», o que é apresentado como correção tardia de uma injustiça para a região., salienta o Algarve Primeiro.

    Vemos que o novo Hospital Central do Algarve é apresentado como «dia histórico» e «sonho de décadas» por governantes e entidades regionais, mas a distância entre o anúncio e a entrada em funcionamento em 2031, alimenta a inquietação numa sociedade que já sente hoje o SNS no limite.

    Entretanto, vamos ter de lidar com o contraste entre o alívio político-institucional e a ansiedade de profissionais de saúde, autarcas, utentes e empresários perante mais cinco invernos e cinco verões de pressão sobre um sistema fragilizado.​

    O reforço para já das estruturas do SNS é muito mais importante que o anúncio de mais uma PPP.

    O Algarve bateu em 2024 o recorde de hóspedes, com 5,2 milhões de visitantes e cerca de 20,7 milhões de dormidas, mantendo‑se como principal destino turístico nacional e com o aeroporto de Faro a ultrapassar 9,8 milhões de passageiros.

    Esta dinâmica turística, somada ao crescimento de residentes, traduz‑se numa pressão sazonal extrema sobre urgências, internamentos e meios complementares de diagnóstico, num contexto em que os hospitais de Faro e Portimão acumulam queixas de sobrecarga e falta de profissionais.​

    É necessário reconhecer que, se muitos algarvios reconhecerão a importância simbólica e prática de finalmente haver uma decisão com calendário, a promessa tem 20 anos. Ou seja, a necessidade foi reconhecida nessa ocasião e vai ser apenas cumprida 25 anos depois, em 2031. Temos de convir que é um horizonte demasiado distante para as necessidades de hoje.

    E ainda falta saber se ter um novo hospital em 2031 nos trará os cuidados que consigam serviços que possam suprir as listas de espera, a falta de médicos de família e o recurso a privados, que já fazem parte do quotidiano.​

  • Espírito do Dakar na 13.ª Edição do ‘Nosso Dakar’ parte do Pomarão

    Espírito do Dakar na 13.ª Edição do ‘Nosso Dakar’ parte do Pomarão

    A 13.ª edição do evento de aventura “Nosso Dakar” teve o seu arranque hoje, sexta-feira, dia 9 de janeiro, no pitoresco local do Pomarão, concelho de Mértola. Organizado pela Longitude 009, este ano o rali celebra um marco duplo de grande relevância para a história dos desportos motorizados nacionais.

    Para além de assinalar a sua 13.ª edição, o “Nosso Dakar” homenageia os 20 anos da partida do primeiro rali Lisboa–Dakar. Com o arranque dado em pleno Baixo Alentejo, este evento assume, assim, um simbolismo acrescido, ligando a atual aventura à memória do percurso histórico que colocou Portugal no mapa dos grandes ralis mundiais.

    O evento, que junta pilotos e aventureiros de várias gerações, é encarado pela organização como muito mais do que um desafio motorizado. Trata-se de um ponto de encontro alicerçado nos valores da famosa prova africana.

    Segundo a Longitude 009, o evento “é mais do que uma aventura, é um ponto de encontro de gerações de pilotos e aventureiros, unidos pela superação, pela amizade e pela liberdade que sempre definiram o Dakar”.

    Os participantes iniciaram a sua jornada no Pomarão, para três dias intensos de navegação e grandes vistas, percorrendo paisagens vastas e desafiantes. A rota desenrola-se pelas serras e planícies que ligam o Alentejo ao Algarve, solidificando a região de Mértola como o ponto de partida ideal para a aventura no sul do país.

  • Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    A gestão da água para a agricultura no interior do Sotavento Algarvio acaba de ser reforçada, numa medida crucial para a resiliência dos campos de Alcoutim.

    O Ministério da Agricultura e Mar, através do Ministro José Manuel Fernandes, aprovou a transferência da gestão de mais quatro aproveitamentos hidroagrícolas para a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

    Esta decisão, formalizada por despacho de 7 de janeiro, aprova a segunda adenda ao Contrato de Concessão para a Gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, dando seguimento a um modelo de gestão partilhada que visa maior eficiência e capacidade de resposta.

    Para o concelho de Alcoutim, esta é uma notícia de particular relevância, abrangendo duas infraestruturas críticas, que representam a maior área de intervenção desta nova tranche: o aproveitamento de Preguiças (24 ha), na freguesia de Vaqueiros, e o de Pessegueiro (68 ha), em Martim Longo. No seu conjunto, as quatro infraestruturas transferidas abrangem 126 hectares de área beneficiada e uma capacidade de armazenamento de 0,8 hectómetros cúbicos, essenciais para a produção agrícola da região.

    A necessidade desta consolidação surge devido à dificuldade sentida pelas anteriores entidades gestoras. As associações responsáveis pelos aproveitamentos de Pessegueiro, Mealha (Tavira) e Monte da Ladeira (Castro Marim) renunciaram voluntariamente à função, reconhecendo que a ABPRSA, por possuir maior capacidade e recursos humanos, estaria mais apta a prosseguir os fins de interesse público, garantir o cumprimento das obrigações legais e, fundamentalmente, responder aos desafios colocados pela emergência climática.

    No caso específico do aproveitamento das Preguiças, a sua gestão estava suspensa por despacho ministerial desde novembro de 2025, o que torna urgente esta nova atribuição de responsabilidade.

    A integração destes aproveitamentos insere-se numa estratégia ministerial mais vasta de consolidação da gestão dos pequenos aproveitamentos hidroagrícolas no Algarve. O objetivo é claro: garantir o cumprimento das exigências legais, promover a manutenção e valorização das infraestruturas e otimizar o uso e a gestão do recurso água, num contexto de crescente escassez hídrica.

    Para os agricultores de Alcoutim, a centralização da gestão na ABPRSA espera-se que represente uma garantia de maior estabilidade e eficiência operacional nas suas infraestruturas hídricas, assegurando que os aproveitamentos vitais para o interior têm o apoio necessário para enfrentar os períodos de seca e promover a sustentabilidade agrícola local.

  • Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    O município de Vila Real de Santo António (VRSA) anunciou que acaba de assegurar o maior investimento estrutural da sua história no parque habitacional municipal.

    Um plano de requalificação de 50 milhões de euros, integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), irá reabilitar profundamente 372 fogos de habitação social, garantindo melhores condições de conforto e segurança a centenas de famílias que aguardavam por esta intervenção há décadas.

    O projeto anuncia-se como representando um passo decisivo para resolver as carências habitacionais do concelho, abrangendo a renovação integral de todos os bairros de habitação social.

    Financiadas a 100% pelo PRR e pelo Programa 1.º Direito, as obras arrancam já este mês de janeiro e estender-se-ão, em várias frentes e em simultâneo, por todas as freguesias, até ao primeiro semestre de 2026.

    O presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, salientou que a iniciativa é «o culminar de uma estratégia rigorosa para devolver a dignidade e a qualidade de vida que os nossos munícipes aguardavam há décadas», tratando-se de um investimento tão ambicioso quanto necessário.

    Ao contrário de manutenções pontuais realizadas no passado, esta intervenção foca-se na reabilitação profunda e estrutural das frações. Os trabalhos são vastos, incidindo sobre o reforço estrutural, a envolvente térmica e acústica, isolamentos e impermeabilizações de coberturas, bem como a substituição integral das redes de distribuição de água, eletricidade, telecomunicações e saneamento.

    Estima-se que as obras permitam uma melhoria mínima de 10% no desempenho térmico de todas as habitações, promovendo uma eficiência energética fundamental para o bem-estar das famílias residentes.

    Consciente do impacto das obras nos agregados familiares, a autarquia implementou um cuidadoso plano logístico, que incluiu reuniões setoriais com os moradores para planeamento.

    Para garantir o bem-estar das famílias durante a intervenção, foi desenvolvida uma solução inovadora de alojamento temporário através de mobile homes, já visíveis.

    Estas estruturas permitirão que os agregados familiares permaneçam em condições de conforto, junto dos seus bairros, enquanto as suas casas são renovadas, minimizando o transtorno. Segundo Álvaro Araújo, este planeamento prova que a coragem política permite «colocar as pessoas no centro da governação», assegurando que nenhum residente será esquecido.

    O investimento global ascende a 50.274.304,71 euros e será distribuído pelos sete bairros e pelos fogos dispersos do concelho. O Bairro Santo António concentra a maior fatia da verba (mais de 20 milhões de euros para 143 fogos), seguido pelo Bairro da Barquinha (cerca de 8,9 milhões de euros para 73 fogos).

    Esta requalificação histórica supera as barreiras financeiras que, durante anos, impediram a melhoria do parque habitacional social de VRSA.

    Com este passo, o município não só investe na revitalização urbana, mas reafirma o seu compromisso com a justiça social, garantindo que as famílias arrendatárias terão finalmente o conforto, a segurança e a qualidade de vida merecidas.

  • Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Por Redação GEM-DIGI | 9 de Janeiro de 2026

    QUARTEIRA — É já na próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro, que se inicia a grande operação de reposição de areia no litoral de Loulé. A intervenção, aguardada com ansiedade num Algarve fustigado por sucessivos temporais, avança num momento de fragilidade institucional: as autarquias clamam por falta de meios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dona da obra, atravessa um período de incerteza na sua liderança.

    Uma Operação de Engenharia Global contra a Erosão

    O arranque dos trabalhos incidirá no troço costeiro entre a praia de Quarteira e a praia do Garrão. A empreitada, orçada em cerca de 14,3 milhões de euros, visa a alimentação artificial do sistema costeiro, repondo o perfil de segurança das praias que perderam milhares de metros cúbicos de areia nos últimos invernos.

    Para mitigar o ceticismo local quanto ao cumprimento de prazos, a investigação sobre a adjudicação revela dados concretos sobre a robustez da operação. A obra está a cargo da Dravo S.A., empresa sediada em Madrid que opera como o braço ibérico do Grupo Van Oord.

    Trata-se de uma garantia técnica relevante: a matriz holandesa é uma das líderes mundiais em engenharia marítima e dragagens, com um histórico de execução de obras complexas e elevada capacidade financeira. Este perfil empresarial afasta, à partida, os receios de insolvência ou incapacidade técnica que frequentemente paralisam obras públicas em Portugal, permitindo antever que o areal estará pronto antes do início da época balnear.

    Autarquias “De Mãos Atadas” e o Vazio Central

    Apesar do avanço das máquinas em Quarteira, o enquadramento nacional permanece crítico. O temporal que atingiu a costa algarvia expôs, uma vez mais, a vulnerabilidade de um modelo de gestão centralizado.

    As Câmaras Municipais debatem-se com um duplo constrangimento:

    1. Falta de Competência Legal: A intervenção direta no Domínio Público Marítimo é exclusiva da administração central.
    2. Incapacidade Financeira: Os orçamentos municipais não comportam obras de dezenas de milhões de euros para proteção costeira.

    As autarquias restam, assim, dependentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Ministério do Ambiente. Contudo, esta dependência agrava-se com a instabilidade na própria agência. Confirmam-se as movimentações para a substituição da atual liderança da APA, criando um cenário onde a entidade responsável por gerir a crise costeira se encontra, ela própria, em gestão de mudança.

    Num momento em que não foi apenas Quarteira a sofrer danos — com registos de destruição em várias frentes de mar da região — a resposta do Estado surge agora com esta obra de grande envergadura, mas deixa por responder às questões estruturais sobre a agilidade e a estabilidade dos organismos que tutelam o litoral português.

  • NVIDIA Lança Isaac Lab-Arena: A Nova Era da Avaliação Escalável de Robótica em Simulação

    NVIDIA Lança Isaac Lab-Arena: A Nova Era da Avaliação Escalável de Robótica em Simulação

    A avaliação de políticas robóticas generalistas – aquelas que devem funcionar eficazmente em diversas tarefas, ambientes e estruturas – tem sido um dos maiores entraves à aceleração da investigação em IA.

    A complexidade e a diversidade exigidas tornam a avaliação em grande escala um processo notoriamente manual, tedioso e que exige infraestruturas personalizadas de alto custo.

    A NVIDIA, em colaboração com a Lightwheel, apresenta agora uma solução promissora para este desafio: o NVIDIA Isaac Lab-Arena. Esta framework de código aberto é uma extensão do NVIDIA Isaac Lab, desenhada especificamente para permitir uma avaliação eficiente e escalável de políticas robóticas em ambientes simulados.

    O Fim da Infraestrutura Personalizada

    O Isaac Lab-Arena visa libertar os programadores da necessidade de construir sistemas complexos do zero, oferecendo APIs simplificadas para a curadoria, diversificação e avaliação paralela em larga escala de tarefas. Isto permite que os investigadores se concentrem no protótipo de benchmarks complexos, em vez de se perderem na sobrecarga da construção do sistema.

    O objetivo é claro: criar um ecossistema crescente de benchmarks prontos a usar e métodos de avaliação partilhados, ancorados num núcleo unificado. Atualmente em fase pre-alpha, a NVIDIA convida a comunidade a participar ativamente na definição do seu roteiro.

    Benefícios Chave do Isaac Lab-Arena

    A arquitetura modular e as funcionalidades avançadas do Lab-Arena prometem revolucionar a forma como as políticas robóticas são testadas:

    Curadoria Simplificada de Tarefas (De 0 a 1): O sistema abandona as descrições monolíticas em favor de uma arquitetura ‘Lego’, que compila ambientes de forma dinâmica a partir de blocos independentes (Objetos, Cenas, Estruturas e Tarefas). Esta modularidade, combinada com um sistema de ‘Interações Padronizadas’ (Affordance system), garante que as tarefas possam ser dimensionadas por diversos objetos.

    Diversificação Automatizada (De 1 a Muitos):Os programadores podem agora misturar e combinar componentes com facilidade. Por exemplo, podem aplicar uma única tarefa a diferentes robôs ou objetos – como mudar uma tarefa de manipulação de uma lata de refrigerante doméstica para um tubo industrial – sem reescrever o código. A equipa ambiciona, no futuro, utilizar modelos de fundação para automatizar ainda mais a geração de tarefas realistas e diversificadas.

    Benchmarking* em Larga Escala e Agnóstico à Política: O Lab-Arena permite que qualquer política robótica seja avaliada em milhares de ambientes paralelos simultaneamente. Este processamento acelerado por GPU garante uma elevada taxa de transferência, permitindo avaliações rápidas mesmo com variações de parâmetros.

    Integração Sem Falhas no Ciclo de Trabalho: Embora o foco principal seja a avaliação, o Lab-Arena integra-se de forma coesa com as estruturas de geração de dados e de treino da NVIDIA. Isto inclui ferramentas como Isaac Lab-Teleop, Isaac Lab-Mimic, e o treino e inferência dos modelos NVIDIA Isaac GR00T N, facilitando um fluxo de trabalho de ciclo fechado.

    Implementação Flexível e Acesso Comunitário: Os programadores podem implementar o Lab-Arena tanto em estações de trabalho locais como em ambientes *cloud-native* (como OSMO), facilitando a integração em pipelines de CI/CD, *leaderboards* e plataformas de distribuição como o LeRobot Environment Hub. A natureza de código aberto com licença comercial encoraja a utilização e contribuição da comunidade, garantindo um núcleo robusto e partilhado de métodos de avaliação.

  • O Universo de Michael Bublé em Lagoa: Auditório Carlos do Carmo Recebe Tributo de Excelência

    O Universo de Michael Bublé em Lagoa: Auditório Carlos do Carmo Recebe Tributo de Excelência

    O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, prepara-se para um arranque de ano em grande estilo, integrando as celebrações dos 253 Anos da Criação do Concelho.

    No âmbito destas comemorações, a programação cultural anuncia a dupla apresentação de “Bublé! The Tribute”, um espetáculo concebido para recriar a sofisticação e o universo sonoro de um dos maiores intérpretes da música contemporânea.

    O público terá duas oportunidades para assistir a esta produção de luxo: no dia 16 de janeiro, pelas 21h30, e no dia 17 de janeiro, pelas 19h00.

    Mais do que um mero concerto de homenagem, “Bublé! The Tribute” é descrito como uma experiência audiovisual e cénica, que promete aliar excelência musical e elegância. O objetivo da produção é envolver o público numa viagem musical inesquecível, celebrando a intemporalidade de temas que transitam entre o swing, o jazz, a pop e a soul.

    No centro da interpretação estará Tiago Rodrigues, cuja voz apaixonada dará vida aos grandes êxitos de Michael Bublé, incluindo clássicos como “Feeling Good”, “Everything” e “Home”. Tiago Rodrigues será acompanhado por nove músicos profissionais, que garantem a riqueza instrumental da produção, sob a direção musical de Carlos Santos (piano) e Josué Gomes (bateria). Os arranjos detalhados prometem dar um novo brilho a estas composições intemporais.

    Os bilhetes para este espetáculo musical têm o custo unitário de 10€, sendo que os portadores do Passaporte Cultural do Município de Lagoa beneficiam de um desconto especial.

    Os ingressos já se encontram disponíveis para venda nos locais habituais, incluindo a Bilheteira Online, balcões dos CTT, Fnac, Worten, na bilheteira do Auditório Carlos do Carmo e no Balcão Único da Câmara Municipal de Lagoa. É um convite imperdível para celebrar o aniversário do concelho ao ritmo de Michael Bublé.

  • Castro Marim: Novo Regulamento para transparência e Planeamento no Apoio às Instituições Sociais

    Castro Marim: Novo Regulamento para transparência e Planeamento no Apoio às Instituições Sociais

    O Município de Castro Marim acaba de dar um passo decisivo para formalizar e otimizar a sua política de apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), publicando um novo Regulamento Municipal que visa assegurar maior transparência e rigor na gestão de dinheiros públicos.

    Esta medida surge num contexto de forte investimento social por parte da autarquia. Nos últimos anos, Castro Marim tem sido fundamental no apoio a grandes investimentos estruturantes, como a construção do Lar de Alzheimer, do Lar de Altura, da Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal e da creche, também em curso, no Azinhal.

    Face a estes investimentos de vulto, tornou-se imperativo criar um quadro normativo que estabelecesse regras claras sobre a atribuição de apoios.

    Publicado em Diário da República, o “Regulamento Municipal de Atribuição de Apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Entidades Equiparadas e Outras Entidades de Reconhecido Interesse Público” estabelece um sistema estruturado para a cooperação e o financiamento de entidades que prestam trabalho social essencial no concelho.

    O principal objetivo é definir, de forma objetiva e equitativa, as regras de acesso aos apoios municipais. O novo documento abrange não só grandes projetos, mas também apoios cruciais a atividades quotidianas, como transportes, intervenções de manutenção e financiamento de ações específicas das instituições.

    Para tal, o regulamento detalha os procedimentos para a apresentação e análise dos pedidos, os critérios de avaliação, e, fundamentalmente, os mecanismos de acompanhamento, fiscalização e controlo.

    Esta regulamentação é vital para o planeamento futuro. No horizonte da Câmara Municipal estão já projetos ambiciosos, incluindo a construção de um novo lar em Castro Marim (com a atribuição de um lote urbano de grande dimensão), o reforço do apoio à Creche no Azinhal e o apoio financeiro para a edificação do novo Centro de Dia em Altura.

    Para as instituições interessadas em candidatar-se aos apoios, o regulamento estabelece um prazo essencial de planeamento. De acordo com o Artigo 6.º, os pedidos de apoio devem ser apresentados através de requerimento dirigido ao Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim até ao dia 31 de julho do ano anterior ao da execução da iniciativa, projeto ou atividade.

    Esta antecedência permite que os apoios sejam devidamente previstos e integrados no Orçamento Municipal e nas Grandes Opções do Plano, garantindo maior previsibilidade para as IPSS. Com a entrada em vigor deste instrumento, o Município de Castro Marim consolida uma relação de maior cooperação e transparência com o tecido social local, promovendo um desenvolvimento mais justo, solidário e sustentável para toda a comunidade.

  • A Coroa de Alqueva: EDIA revela o Simbolismo e a Engenharia por trás do “Coroamento” da Barragem

    A Coroa de Alqueva: EDIA revela o Simbolismo e a Engenharia por trás do “Coroamento” da Barragem

    No Dia de Reis, enquanto muitos procuravam as tradicionais coroas dos bolos-reis, a EDIA e o Centro Alqueva decidiram destacar uma coroa bem diferente, forjada em betão e engenho.

    Através das redes sociais, a entidade que gere a monumental Barragem de Alqueva lançou um desafio: desvendar o significado do “Coroamento” da barragem, um termo que, longe de ser meramente decorativo, representa o culminar de um dos maiores projetos de engenharia da Europa.

    A escolha da data não foi casual, sendo o Dia de Reis considerado pela EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) como «carregado de simbolismo».

    Numa publicação partilhada na página de Facebook do Centro Alqueva, lia-se a metáfora que associava a construção à realeza: «Aqui, a coroa não é de ouro nem de pedras preciosas, mas de engenharia e engenho

    Mas o que significa, concretamente, o Coroamento numa infraestrutura da envergadura de Alqueva? O Coroamento é o acabamento superior da barragem. Trata-se da parte mais alta da estrutura, que remata e “coroa” todo o esforço de construção do maciço estrutural. É, essencialmente, a crista da barragem.

    Tecnicamente, o Coroamento é uma secção vital. Esta parte final do projeto de construção confere não apenas o acabamento arquitetónico, mas também garante a estabilidade final da obra e, frequentemente, suporta a infraestrutura rodoviária que atravessa o topo da barragem. É através do coroamento que se controlam, em detalhe, os movimentos estruturais e se acede a equipamentos chave, sendo o ponto de observação crucial para fiscalizar a integridade da estrutura.

    No caso da Barragem de Alqueva, uma obra monumental que se estende por 450 metros de comprimento e atinge uma altura de 96 metros acima da fundação, o Coroamento é a linha final que assegura a operacionalidade e segurança daquela que é a maior reserva estratégica de água do país. É a perspetiva única sobre uma obra onde, como sublinhado pelo Centro Alqueva, «cada detalhe conta».

    Desta forma, a EDIA conseguiu transformar um conceito técnico de engenharia civil num símbolo de excelência e conclusão. O Coroamento da Barragem de Alqueva é mais do que um acabamento; é a marca visível do triunfo do planeamento e da execução que redefiniu a paisagem e a economia do Alentejo. Um impressionante exemplo do engenho humano que marca o bom ano novo desejado pelo Centro Alqueva.

  • Devido ao mau tempo: Odiana aconselha pedestres a suspender caminhadas

    Devido ao mau tempo: Odiana aconselha pedestres a suspender caminhadas

    A Associação Odiana emitiu um aviso urgente dirigido aos entusiastas do pedestrianismo, desaconselhando veementemente a realização de caminhadas nos próximos dias.

    A medida preventiva surge em resposta à instabilidade meteorológica significativa que se tem feito sentir, visando garantir a segurança de todos os utilizadores dos percursos pedestres.

    De acordo com a associação, as condições meteorológicas adversas tornam os trilhos inseguros para a prática da atividade. A Odiana apela à responsabilidade: «A natureza convida-nos a contemplá-la, mas também nos pede prudência.», diz a Associação.

    Neste contexto, a organização reforça a importância de aguardar por um cenário atmosférico mais favorável e estável antes de regressar aos percursos.

    Chuvas intensas, ventos fortes e pisos escorregadios aumentam drasticamente o risco de acidentes, sendo a prudência a palavra-chave para os adeptos das atividades ao ar livre nesta fase.

    Evitar as caminhadas é, assim, uma medida temporária de prevenção, garantindo que a experiência nos trilhos seja segura e prazerosa quando as condições o permitirem.

    Enquanto se aguarda o regresso da estabilidade, e porque caminhar em segurança é uma prioridade institucional, a Odiana já se prepara para o futuro. Foi prometida para breve a divulgação do cartaz oficial para o aguardado Ciclo de Caminhadas 2026, oferecendo um horizonte de novos trilhos a explorar.

  • Regresso do ‘Fitinhas’: Cinema infantil gratuito no primeiro Semestre de 2026 em MAR Shopping

    Regresso do ‘Fitinhas’: Cinema infantil gratuito no primeiro Semestre de 2026 em MAR Shopping

    As famílias portuguesas já podem marcar nos calendários: o popular ciclo de cinema infantil gratuito “Fitinhas” está de regresso para encantar os mais novos. Promovido pelo MAR Shopping Matosinhos e MAR Shopping Algarve, a iniciativa arranca em janeiro de 2026 e promete trazer alguns dos maiores sucessos de animação que recentemente passaram pelas salas de cinema.

    Com o objetivo de proporcionar uma opção cultural acessível à maioria das famílias, o programa “Fitinhas” regressa ao longo do primeiro semestre de 2026, oferecendo seis sessões recheadas de ação, aventura e emoção. Destinada a crianças dos 3 aos 12 anos, esta ação — que já conta 12 anos de história em Matosinhos e 3 no Algarve — confirma-se como um dos eventos mais aguardados para quem procura diversão de qualidade sem custos associados.

    A programação será idêntica nos Cinemas NOS de ambos os centros comerciais, realizando-se sempre ao primeiro sábado de cada mês, pelas 10h30. Estes são os títulos que prometem encher as salas ao longo do semestre:

    3 de janeiro: “Mauzões 2″
    Os criminosos reformados favoritos de toda a gente estão de volta, mas desta vez veem-se envolvidos num assalto de alto risco, planeado por um novo e inesperado grupo de vilões: As Mazonas. A ação está garantida neste novo capítulo repleto de peripécias.

    7 de fevereiro: “Smurfs: O Grande Filme”
    A Smurfina lidera uma destemida missão de resgate em Paris. Após Gargamel e o seu irmão Razamel raptarem o Grande Smurf, os pequenos azuis terão de enfrentar adversários e encontrar aliados surpreendentes no mundo real.

    7 de março: “Casa de Bonecas da Gabby – O Filme”
    A viagem de Gabby e da avó Gigi sofre uma reviravolta inesperada quando a sua preciosa casinha de bonecas acaba nas mãos da excêntrica senhora dos gatos, Vera. Gabby embarca numa aventura para recuperar a sua amada casa.

    4 de abril: “Wicked: Pelo Bem”
    As feiticeiras Elphaba (a futura Bruxa Má do Oeste) e Glinda (a Bruxa Boa) veem a sua aliança posta à prova por forças que ameaçam destruir tudo o que construíram. Este segundo filme aprofunda a sua luta contra a tirania do Feiticeiro de Oz.

    2 de maio: “Zootopia 2
    Os inspetores Judy Hopps e Nick Wilde estão de volta. Desta vez, encontram-se no rasto de um réptil misterioso que vira do avesso a metrópole de mamíferos. A sua crescente parceria é testada enquanto se infiltram em novas zonas da cidade.

    6 de junho: “Spongebob”
    Na última sessão da temporada, Bob Esponja, acompanhado pelo seu melhor amigo Patrick Estrela, embarca numa missão ousada para provar a sua coragem ao Sr. Sirigueijo. A dupla vai enfrentar o enigmático navio fantasma, o Holandês Voador, numa jornada pelas profundezas marítimas.

    Como Obter Bilhetes Gratuitos
    As sessões são destinadas a crianças dos 3 aos 12 anos, sendo o acesso limitado a um máximo de dois adultos e cinco pessoas por grupo. Para cada sessão, são disponibilizados 450 bilhetes.
    Os ingressos podem ser levantados nos respectivos Balcões de Informações do MAR Shopping Matosinhos e MAR Shopping Algarve, de segunda a sexta-feira, durante o horário de funcionamento, na semana em que decorre a sessão.

    É fundamental consultar o regulamento de acesso disponível em marshopping.com para garantir o seu lugar. Embora a seleção de filmes esteja predefinida, os promotores reservam-se o direito de alterar ou cancelar a programação definida sem aviso prévio.

  • Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    A Praia de Forte Novo, em Quarteira, uma das joias da coroa do litoral algarvio, encontra-se num estado de degradação que tem suscitado preocupação generalizada, mobilizando a atenção tanto da imprensa regional como nacional. O impacto da recente agitação marítima e de fatores de erosão a longo prazo debilitou significativamente a orla costeira, forçando as autoridades a delinear um plano de intervenção urgente para garantir a segurança e a fruição da praia.

    O cenário atual em Forte Novo é visivelmente alarmante. Relatos e imagens que circulam nos meios de comunicação social mostram uma perda substancial do areal, expondo infraestruturas que normalmente estariam soterradas. O recuo da linha de costa ameaça apoios de praia e passadiços de acesso, essenciais para a mobilidade de veraneantes e residentes. Esta vulnerabilidade estrutural coloca um desafio imediato às entidades gestoras, obrigadas a agir rapidamente antes do início da época balnear.

    O que debilitou a Praia de Forte Novo é, sobretudo, a conjugação de fenómenos meteorológicos extremos – nomeadamente as fortes ondulações e as intempéries típicas do inverno – com a crónica erosão costeira que afeta grande parte da região do Algarve.

    A falta de proteção natural ou a insuficiência das barreiras existentes permitiram que a força do mar removesse toneladas de areia, alterando drasticamente o perfil da praia num curto espaço de tempo.

    Este é um problema que se agrava de ano para ano, exigindo soluções não só reativas, mas também preventivas e sustentáveis.

    Perante a gravidade da situação, as autoridades competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em articulação com a Câmara Municipal de Loulé – já estão a planear as reparações mais imediatas. A prioridade máxima será a reposição do areal. Este processo de ‘engordamento’ da praia será feito através da dragagem e transporte de areias de zonas costeiras adjacentes ou de depósitos marinhos, garantindo a recuperação da largura mínima de praia necessária para a segurança e para a atividade turística.

    Adicionalmente, estão a ser consideradas intervenções de estabilização estrutural. Isto pode incluir a reparação ou reforço de muros de contenção e a realocação de barreiras de proteção para mitigar futuros impactos erosivos. O objetivo é assegurar que a Praia de Forte Novo esteja totalmente operacional e segura a tempo da chegada dos primeiros turistas de verão, minimizando o impacto negativo na economia local, altamente dependente do turismo de sol e mar.

    ./Redacção Gem-Digi

  • Algarve ‘foge’ ao frio intenso que atinge o resto do País

    Algarve ‘foge’ ao frio intenso que atinge o resto do País

    Enquanto o Portugal continental se prepara para enfrentar um brusco e rigoroso arrefecimento nas próximas 24 horas, o Algarve mantém-se à margem deste cenário mais severo. As previsões meteorológicas confirmam que a região sul será poupada aos picos mais extremos de frio que se farão sentir do Minho à Beira Interior.

    A restante parte do território nacional deve preparar-se para uma descida acentuada nas temperaturas. Esta frente fria, que se instala amanhã, traz consigo a probabilidade de formação de geadas e condições típicas de um inverno mais rigoroso, exigindo cuidados redobrados, especialmente nas zonas interiores e no Norte.

    Contudo, a situação na região algarvia apresenta um contraste notável. De acordo com os dados mais recentes, a gravidade e a intensidade do frio não atingirão os níveis observados noutras regiões do país. Embora as temperaturas possam registar uma ligeira descida em comparação com os dias anteriores, as mínimas manter-se-ão significativamente mais amenas.

    Este desvio nas condições meteorológicas reitera a particularidade climática do sul de Portugal. A região algarvia continuará a beneficiar de um clima moderado, oferecendo um refúgio para quem procura evitar o rigoroso inverno que se instala no resto do país. As autoridades, no entanto, mantêm o alerta para que os cidadãos de todo o território se protejam contra a sensação térmica mais baixa.

  • Portugal regista aumento chocante de vítimas mortais no Período Festivo

    Portugal regista aumento chocante de vítimas mortais no Período Festivo

    Os festejos de Natal e Ano Novo 2025/2026 foram marcados por um aumento dramático na sinistralidade fatal nas estradas portuguesas.

    Os dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP revelam que, apesar de uma redução no número total de acidentes, o saldo de vítimas mortais disparou, sinalizando a intensidade e gravidade dos sinistros ocorridos.

    Durante o período global da Operação (18 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026), registaram-se 38 vítimas mortais, um aumento de 31% face ao período homólogo anterior.

    Esta tragédia ocorreu em 6083 acidentes, menos 4,4% do que no ano anterior. Esta estatística sublinha uma tendência preocupante: os acidentes que acontecem são significativamente mais graves e letais.

    No que diz respeito apenas ao Ano Novo (27 de dezembro a 4 de janeiro), o aumento foi ainda mais acentuado: 26 mortes em apenas nove dias, representando um crescimento de 86% de vítimas mortais face ao período de 2024/2025.

    A análise das causas aponta para comportamentos de risco recorrentes. Os despistes continuam a ser o flagelo principal, responsáveis por 53% das vítimas mortais no período festivo.

    Seguem-se as colisões (26%) e os atropelamentos (21%). A conjugação de excesso de velocidade, desatenção e cansaço em viagens de maior duração revela-se fatal.

    As 38 vidas perdidas tinham idades entre os 20 e os 88 anos. A esmagadora maioria das vítimas (32) era do sexo masculino. A distribuição geográfica das mortes mostra concentrações críticas nos distritos de Lisboa (7), Aveiro (7), Braga (5) e Porto (4). As estatísticas reforçam que a prudência é a única ferramenta eficaz na prevenção destes desfechos trágicos.

    Em resposta à elevada sinistralidade, as Forças de Segurança intensificaram a fiscalização rodoviária, numa escala impressionante. No total das operações de Natal e Ano Novo, foram controlados cerca de 13,8 milhões de veículos, recorrendo massivamente aos sistemas de radar (SINCRO).

    Deste esforço resultaram 52.114 infrações. Cerca de 60% destas contraordenações dizem respeito, precisamente, ao excesso de velocidade, confirmando que este é o principal motor de risco nas estradas nacionais. Outras infrações relevantes incluíram a ausência de inspeção periódica obrigatória (6,7%) e a utilização indevida do telemóvel ao volante.

    A vertente criminal também revela a persistência de condutas de alto risco. Foram registados 1749 crimes rodoviários, sendo a condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l (1102 casos) e a condução sem habilitação legal (502 casos) as categorias mais proeminentes. Estes números frios expõem a irresponsabilidade que ceifa vidas todos os anos.

    Paralelamente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) manteve um dispositivo especial de prontidão, com o pré-posicionamento de 867 bombeiros e 256 veículos diariamente em 142 locais estratégicos de maior sinistralidade, garantindo a resposta rápida às emergências que infelizmente se materializaram.

    O balanço final das autoridades é claro: a tecnologia de fiscalização pode detetar infrações, mas a mudança só será sustentável se for impulsionada pela responsabilidade individual de cada condutor.

  • Campos de ténis de Altura ganharam uma nova vida

    Os campos de ténis localizados em Altura, na Praceta Professor Luís Amaro, ganharam recentemente uma nova vida após uma requalificação dos mesmos, ficando ao dispor do uso pela comunidade castromarinense.

    Estes campos possuem um piso rápido, construído com materiais e técnicas profissionais, além de novas redes e vedações, contribuindo assim para a promoção da prática de exercício físico e desta modalidade no concelho.

    Será posteriormente implementado um sistema de acesso gratuito, com obrigatoriedade de registo, para utilização dos campos.

    Para utilizar estes campos de ténis, a comunidade deve seguir várias regras como a utilização de calçado adequado, a proibição de bicicletas, trotinetes e skates, não consumir alimentos e bebidas, não permitir a presença de animais de estimação e manter os portões fechados quando o local não estiver a ser utilizado.

    No mesmo local, para breve, está prevista a requalificação do skate park, proporcionando melhores condições de segurança para a sua utilização, além da modernização do equipamento.

  • O Zambujeiro é a fonte da Oliveira

    O Zambujeiro é a fonte da Oliveira

    Zambujeiro e oliveira pertencem à mesma espécie botânica, mas representam duas “faces” distintas: a forma brava (silvestre) e a forma cultivada, selecionada pelo homem para produzir azeitonas maiores e mais oleosas.

    Essa relação explica quer as diferenças de fruto, quer o facto de, a partir de um caroço de azeitona, poder surgir um zambujeiro em vez de uma oliveira de boa qualidade agrícola.wilder+2​

    Duas árvores aparentadas

    O zambujeiro (Olea europaea subsp. europaea var. sylvestris) é a oliveira-brava, espontânea, típica da vegetação mediterrânica, com crescimento lento, porte mais arbustivo e copa intrincada, muitas vezes com ramos espinhosos.gulbenkian+1​

    A oliveira cultivada (Olea europaea subsp. europaea var. europaea) resulta de séculos de seleção humana, tem tronco mais definido, copa trabalhada pela poda e é plantada em olivais para produção regular de azeitona e azeite.florestas+1​

    Frutos: zambujinho e azeitona

    O fruto do zambujeiro, o “zambujinho”, é uma pequena drupa (uma azeitona em miniatura), pouco carnosa, com pouco rendimento em azeite e geralmente sem interesse alimentar ou comercial.lojahusqvarna+1​

    As azeitonas das oliveiras cultivadas são maiores, mais carnudas e ricas em óleo, fruto de sucessivas seleções de variedades como Galega, Cobrançosa ou Cordovil, orientadas para mesa ou para lagar.wilder+1​

    Longevidade e durabilidade

    Tanto zambujeiros como oliveiras podem ser árvores milenares: há registos de espécimes, especialmente de oliveira-brava, com mais de 2 000–3 000 anos, testemunhando uma extraordinária longevidade.gulbenkian+1​

    A madeira de ambas é dura, densa e muito resistente, apreciada em marcenaria e como lenha; a do zambujeiro é particularmente valorizada pela sua durabilidade e pela cor, que ganha grande brilho quando polida.eselx.ipl+1​

    Porque nasce um zambujeiro de um caroço de azeitona

    Quando se semeia um caroço de azeitona, a planta que nasce é um indivíduo geneticamente novo, resultado da recombinação entre pólen e óvulo, e não uma cópia fiel da variedade mãe; por isso, o padrão espontâneo tende a aproximar-se da forma brava, isto é, do zambujeiro.facebook+1​

    Na prática agrícola, recorre-se à enxertia sobre zambujeiro ou sobre plantas de origem seminal: a raiz e o “pé” são bravos, robustos, e a copa recebe uma variedade de oliveira selecionada, garantindo frutos de qualidade e estabilidade produtiva.facebook+1​

    Saiba mais:
  • Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    A grave situação de seca que assolava o Algarve inverteu-se drasticamente. As intensas chuvas recentes elevaram os níveis de armazenamento das albufeiras a patamares historicamente elevados, levando as autoridades a iniciar, durante a manhã deste domingo, descargas controladas em duas barragens cruciais para a região: Funcho, no concelho de Silves, e Beliche, em Castro Marim.

    A Barragem do Funcho, que se tornou um símbolo da recuperação hídrica algarvia, alcançou um impressionante nível de armazenamento de 84%. Esta percentagem obrigou à execução imediata de uma descarga de segurança controlada, uma medida essencial para garantir a integridade estrutural da albufeira e gerir o volume excedentário de água.

    Paralelamente, a Barragem do Beliche, integrante do sistema da bacia hidrográfica do Guadiana, também procedeu ao alívio de caudal. A ação em Castro Marim enquadra-se na gestão da sub-bacia do Guadiana em território nacional, sublinhando a melhoria generalizada da situação que afeta a região fronteiriça.

    O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve reagiu à situação com notório otimismo, classificando o momento como “histórico para o Algarve”. A entidade vê neste excedente hídrico uma oportunidade estratégica, e não apenas um alívio temporário.

    Estamos agora confiantes que esta ‘almofada’ que S. Pedro nos concedeu seja devidamente aproveitada para concretizar as obras estruturais necessárias, evitando a repetição de situações registadas no passado e contribuindo para que esta Região turística de excelência seja cada vez mais segura e resiliente”, afirmou o Comando Regional, numa clara referência à necessidade de investimento a longo prazo em infraestruturas de captação e distribuição.

    As descargas controladas representam um passo fundamental na gestão de risco após a rápida subida dos níveis de água, mas são encaradas sobretudo como um sinal positivo.

    Com as barragens a aliviar pressão e o Funcho perto da sua capacidade máxima, o Algarve ganha uma folga hídrica essencial para planear o seu futuro e reforçar a segurança de abastecimento, transformando a crise da seca numa oportunidade para reforçar a resiliência regional.

  • Área Recreativa de Pedraza

    Área Recreativa de Pedraza

    LUGARES DA EUROCIDADE DO GUADIANA – A Área Recreativa Pedraza fica no termo municipal de Ayamonte, inserida nos montes públicos Coto Santa Eulalia e Coto Mayor, sobre o vale do arroyo Pedraza, um afluente do Guadiana. Localiza-se num pequeno monte coberto por pinheiro-manso, com uma clareira preparada para piqueniques e convívios ao ar livre.​

    Muito próxima da estrada A‑49, que liga Sevilha a Portugal, esta zona de merendas é de acesso fácil a partir de Ayamonte e das localidades vizinhas, o que a torna um local habitual de encontro para residentes e visitantes que procuram um dia de campo perto da cidade. O espaço dispõe de várias mesas de madeira, bancadas e barbacoas, bem como de uma zona de estacionamento delimitada, pensada para proteger a área de lazer da circulação automóvel.​

    O lugar é marcado pelo arroyo Pedraza e pela antiga ponte que o atravessa, uma pequena obra de arquitetura tradicional que muitos ayamontinos consideram um lugar emblemático da sua paisagem de infância.

    Nas imediações, um miradouro de madeira permite observar o vale e as linhas de pinhal, num cenário que liga o interior agrícola ao grande eixo do Guadiana.

    Integrada na Eurocidade do Guadiana, a Área Recreativa Pedraza é um dos exemplos de como os espaços naturais e de lazer contribuem para uma identidade partilhada entre Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    A poucos quilómetros, do lado português, multiplicam‑se as zonas ribeirinhas e os percursos ambientais, compondo um território contínuo onde o rio deixa de ser fronteira para passar a ser lugar comum.​

    Como chegar

    A partir de Ayamonte, o acesso faz‑se pela estrada A‑499 em direção a Villablanca, seguindo depois a sinalização para a Área Recreativa Pedraza, junto ao vale do arroyo. Para quem vem de Castro Marim ou Vila Real de Santo António, o percurso mais direto é atravessar o Guadiana pela ponte internacional, seguir pela A‑49 em direção a Sevilha e sair para a A‑499, acompanhando depois as indicações locais.