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Etiqueta: Cultura

  • Castro Marim celebra viagem de Saramago ao Algarve

    Castro Marim celebra viagem de Saramago ao Algarve

    Castro Marim celebra a 5 de junho os 40 anos de Portugal na União Europeia com uma exposição e conferência dedicada à viagem de José Saramago ao Algarve.

    Este evento cultural pretende assinalar uma data histórica importante para Portugal, combinando a celebração da adesão europeia com a homenagem ao ilustre escritor português e à sua ligação com a região algarvia.

    A iniciativa inclui uma exposição temática e uma conferência sobre a viagem de Saramago ao Algarve, proporcionando uma oportunidade única para conhecer melhor a relação do Nobel da Literatura com esta região do país, no contexto das comemorações dos 40 anos de Portugal na UE.

    Fonte: município de Castro Marim

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  • Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cerca de cinquenta associações culturais criaram o Movimento Pela Fábrica para impedir a venda do edifício da antiga Fábrica da Cerveja de Faro a privados. Uma petição online lançada na semana passada já conta com mais de 800 assinantes.

    O movimento surgiu depois de António Miguel Pina, presidente da Câmara de Faro, ter revelado na assembleia municipal de 11 de maio que existem manifestações de interesse de privados na aquisição do imóvel, embora não haja ainda uma decisão tomada.

    Felícia Silva, porta-voz do movimento, explicou que as associações se uniram para defender a continuidade do espaço ao serviço das associações culturais e artísticas.

    O edifício alberga actualmente a sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro e é utilizado por dezenas de associações para actividades culturais.

    O presidente da câmara afirmou que a posição do movimento “é respeitável”, mas contrapôs que existem “outros que entendem de outra maneira e que propõem outro uso” para o edifício, que apresenta sinais de degradação.

    António Miguel Pina disse que a preocupação da autarquia é o estado do edifício, apontando para um relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil que recomenda o “encerramento por falta de licenciamento“.

    A porta-voz do movimento reconheceu que “são necessárias obras no edifício, que é muito antigo“, mas salientou que o espaço é “muito importante” para a história da cidade, paisagem urbana e actividade cultural da última década no concelho. Felícia Silva lamentou não ter acesso ao relatório da Protecção Civil.

    O edifício foi construído entre 1930 e 1940, mas nunca funcionou como fábrica de cerveja. Foi ocupado entre 1968 e 1992 pela sociedade distribuidora de cerveja e vinhos do sul e, mais tarde, pelo Regimento de Infantaria do Sul. No final da década de 1990, foi adquirido pela Câmara Municipal de Faro.

    Entre as entidades que integram o Movimento Pela Fábrica estão a Associação Recreativa e Cultural do Algarve, o Cineclube de Faro, a CÍVIS, o Laboratório de Actividades Criativas, o LAMA Teatro, o Museu Zer0, a Sciaena e a Sociedade Recreativa e Artística Farense.

    Foto: Fabrica_da_Cerveja_5_-Faro,_Portugal-_14.02.2025

  • Residentes da Mina de S. Domingos Transformam Histórias e Afetos em Espetáculo de Teatro Imersivo

    Residentes da Mina de S. Domingos Transformam Histórias e Afetos em Espetáculo de Teatro Imersivo

    A localidade alentejana recebe, entre 11 e 13 de junho, “CALOR”, uma criação artística comunitária que convida o público a percorrer as ruas e a memória viva da antiga exploração mineira.

    MINA DE S. DOMINGOS – O que acontece quando a memória de um território se cruza com a criação artística contemporânea? A resposta surge nos próximos dias 11, 12 e 13 de junho, às 20:30h, com a estreia de CALOR, o novo espetáculo do projeto MALACATE. Mais do que uma representação teatral, a obra é o resultado de meses de convivência e ensaios entre a estrutura artística MEIO DO MATO e os habitantes da Mina de S. Domingos, no concelho de Mértola.

    Uma Palco que é uma Vila Inteira

    Diferente das produções convencionais que se confinam a um palco, “CALOR” propõe uma dinâmica itinerante e imersiva. O ponto de encontro está marcado para a Rua S. Pedro, junto ao antigo minimercado da localidade, de onde o público partirá numa viagem que transforma a vila numa “matéria viva, afetiva e partilhada”.

    Segundo a sinopse da obra, o “calor” que dá título ao espetáculo não se refere apenas às temperaturas elevadas da região, mas sim à “resistência, ao quotidiano das pessoas, à mesa, nas histórias e nos afetos” que caracterizam esta comunidade mineira.

    O Culminar de um Processo Participativo

    A escolha da MEIO DO MATO para esta edição não foi aleatória. A estrutura foi selecionada pelo Conselho MALACATE, um grupo de curadoria composto por residentes locais, após uma residência artística realizada em 2025. Este modelo de governação garante que a arte produzida é, efetivamente, um reflexo das vontades e da identidade de quem ali vive.

    Desde abril de 2026, os ensaios de portas abertas no Cineteatro e a mediação constante permitiram que vizinhos e artistas construíssem juntos a dramaturgia e a interpretação da peça. Alice Duarte, Alex Moniz e Beatriz Marques Dias assinam a direção artística, partilhando a cena com os intérpretes da própria comunidade.

    Informações ao Público

    Devido ao caráter itinerante do evento, a organização recomenda a comparência antecipada no ponto de encontro. O percurso terminará no histórico Cineteatro da Mina de S. Domingos, estando prevista logística de estacionamento no Pago Velho para facilitar o fluxo de visitantes.

    O projeto MALACATE é uma iniciativa da Companhia Cepa Torta em coprodução com a Câmara Municipal de Mértola, contando com o apoio da Direção-Geral das Artes e parcerias locais como a Fundação Serrão Martins e o Grupo Coral da Mina de S. Domingos.

  • Fundação Três Culturas promove língua portuguesa com encontros INTREPIDA

    Fundação Três Culturas promove língua portuguesa com encontros INTREPIDA

    A Fundação Três Culturas realizou encontros que combinaram aprendizagem de português, empreendedorismo e cinema para assinalar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. As actividades começaram em Sevilha a 5 de maio de 2026 e continuam a 12 de maio.

    A iniciativa faz parte do projecto INTREPIDA pro e oferece aulas de português em formato presencial e online, dirigidas a empresárias andaluzas. As sessões presenciais foram conduzidas por Yolanda Camarada, empresária da zona transfronteiriça de Ayamonte, enquanto as sessões telemáticas ficaram a cargo de Nuno Veloso, fundador da Lusoquê? em Sevilha.

    Entre as participantes estiveram Gema Toscano, advogada especializada em imigração, Ángela Moya, da Mancomunidad de Desenvolvimento Condado de Huelva, e Mariló Caro Cals, fundadora do escritório Ruacals Advogados e Secretária-Geral da Associação de Empresárias Sevilhanas.

    No primeiro dia foi exibido o filme “Uma Quinta Portuguesa” (2025), coprodução luso-espanhola nomeada para três prémios Goya. A realizadora Avelina Prat participou numa conversa telemática com mais de cem pessoas no espaço de cinema da Fundação.

    A 12 de maio será projectado o documentário “José e Pilar” (2010), coprodução entre Espanha, Portugal e Brasil sobre o Nobel José Saramago. Pilar del Río, directora da Fundação José Saramago, participará presencialmente numa conversa conduzida pela jornalista Mercedes de Pablos.

    O Dia Mundial da Língua Portuguesa e das Culturas Lusófonas foi declarado pela UNESCO em 2019 para valorizar um idioma falado por mais de 250 milhões de pessoas. O projecto INTREPIDA pro integra o programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP) e tem financiamento europeu.

    Fonte: Intrépida

  • A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, teve uma plateia de entusiastas da literatura na apresentação do mais recente livro de poemas de Miguel Godinho «O equilibrio que se perde por dentro».

    A obra foi editada pela Espúria, colecção ILÌDIMA, representada por Pedro Jubilot, de um coletivo literário algarvio que explora a temática da verdade como um risco, uma inevitabilidade que conduz à queda e ao desequilíbrio.

    José Carlos Barros, prémio Leya da literatura portuguesa, foi o apresentador convidado neste evento cultural que contou com a presença de diversas figuras ligadas à cultura local. Assistiram também representantes da Câmara Municipal, da divisão de arquitetura e da educação

    Durante a apresentação, foi destacado o papel de Miguel Godinho como um «ativo enorme da cultura do território», elogiando o seu trabalho com a comunidade, em particular com os jovens, através dos projetos desenvolvidos na biblioteca.

    Pedro Jubilou, da Espúria, explicou que a escolha de Miguel Godinho para inaugurar a nova coleção da editora foi unânime, sublinhando a qualidade e originalidade da sua escrita. «Estamos muito contentes com o livro, e o que interessa mesmo é falar sobre o livro e sobre o autor» afirmou o editor.

    José Carlos Barros, por sua vez, ofereceu uma leitura pessoal e profunda da obra, destacando a sua estrutura conceptual e a presença de uma tese central que coloca a verdade como um risco que implica perda e instabilidade.

    «A palavra-chave deste livro é a verdade. O princípio condutor deste livro é o de que a verdade se assume como um risco», explicou José Carlos Barros, acrescentando que «a grande questão não é a de cair, que é inevitável. É o estrago que isso nos traz».

    O escritor premiado e crítico literário explorou ainda a intertextualidade presente nos poemas, estabelecendo ligações autores como Allen Ginsberg e Luísa Neto Jorge, e sublinhou a importância da ética como elemento central da obra.

    «O equilíbro que se perde por dentro» promete ser um livro que desafia o leitor a confrontar-se c byom a sua própria busca pela verdade, com os riscos inerentes a essa procura e com a inevitabilidade da queda. A obra está já disponível nas livrarias e promete dar que falar, no panorama literário regional.

    A cerimónia contou com a presença na mesa de Fernado Horta, em representação da câmara municipal anfitriã na Biblioteca Municipal.

    O autor

    Miguel Godinho tem 46 anos, é licenciado em Património Cultural, pós-graduado em História do Algarve. É autor de vários trabalhos de investigação sobre temas relacionados com o património cultural algarvio. É colaborador em alguns jornais com artigos de opinião e crónicas. Está representados em antologias e revistas nacionais e estrangeiras.

    Tem publicados: Os nossos dias, Os lugares Antigos, Poemário prostibular, O Tempo por entre as fendas, e Vertigem.

    Para o autor, este livro é-lhe necessário, na sequência dos acontecimentos de saúde e vida profissional e representa um intervalo de dez anos, desde a sua última publicação, marcados pelo fato de ter deixado precisamente à dez anos de exercer uma função na vida pública.

    «Continuamos por aqui, somos teimosos e vale a pena aproveitar para continuar», sublinhou.

    Para o autor destas linhas, «o Miguel sabe ordenar o Mundo com palavras que podem parecer desarrumadas, mas atravessam precipícios como se lá estivesse o arame invisível do funambulismo

    reportagem de José Estêvão Cruz

  • Ayamonte Celebra a Cultura e Tradição com um Programa Diversificado

    Ayamonte Celebra a Cultura e Tradição com um Programa Diversificado

    A cidade de Ayamonte veste-se de cultura e tradição, oferecendo aos residentes e visitantes um programa repleto de atividades que se estende até ao dia 10 de abril.

    Com eventos para todas as idades e gostos, a iniciativa municipal visa promover o património local e dinamizar a vida cultural da região.

    Desde o dia 12 de março e até 10 de abril, o Centro Cultural Casa Grande acolhe a Exposição Fotográfica do I Rally Entorno Finca El Bosque, uma mostra que celebra a beleza da região através das lentes dos fotógrafos.

    No dia 24 de abril, o Teatro Cardenio será palco da peça “Maestras”, uma homenagem às mestras republicanas que marcaram a história da educação em Espanha.

    O dia 26 de abril traz duas propostas distintas. No Centro Cultural Casa Grande, arranca o II Ciclo de Cinema Documental Andaluz “Fronteira”, que promete dar a conhecer a realidade da Andaluzia através de documentários impactantes. Paralelamente, será organizada uma rota de bicicleta pelo Dia do Clima, com partida no Ecomuseu Molino de El Pintado, incentivando a atividade física e a consciencialização ambiental.

    O dia 27 de abril será marcado pela Primeira Levantá da Hermandad de la Buena Muerte, um momento de fé e tradição acompanhado pela Agrupación Musical Buena Muerte.

    A fechar este ciclo de eventos, no dia 28 de abril, a Praia de San Bruno será palco de uma ação de limpeza, promovendo a preservação do meio ambiente e a consciencialização para a importância da manutenção dos espaços naturais.

    Além destas iniciativas, a autarquia recorda que continuam a decorrer os atos e cultos da Quaresma, que antecedem a celebração da Semana Santa.

    Para mais informações sobre horários e programação completa, os interessados podem consultar a agenda cultural no site oficial do Turismo de Ayamonte: [https://ayamonteturismo.com/agenda-cultural/](https://ayamonteturismo.com/agenda-cultural/)

    A Câmara Municipal disponibiliza ainda uma guia de Ayamonte através da aplicação Aumentur ([https://www.aumentur.app/guiasdeviaje/ayamonte/](https://www.aumentur.app/guiasdeviaje/ayamonte/)) e uma guia Cofrade ([https://guia.ayamontecofrade.com/](https://guia.ayamontecofrade.com/)) com informações sobre a Semana Santa local.

  • Faro recebe “Eva

    Faro recebe “Eva

    Exposição de Cláudia Gonçalves em destaque no AP Eva Senses

    O hotel AP Eva Senses, em Faro, abriu as suas portas à arte com a inauguração da exposição “Eva” da artista Cláudia Gonçalves. A mostra, patente até ao dia 12 de abril, apresenta uma coleção de obras que exploram o abstracionismo matérico, um estilo contemporâneo focado na textura e na expressividade dos materiais.

    A inauguração da exposição, que decorreu recentemente no hotel, contou com a presença da artista, amigos, familiares e representantes da direção do AP Eva Senses.

    As obras de Cláudia Gonçalves destacam-se pela utilização de tons neutros e orgânicos, como beges, cremes e brancos. Através de técnicas de aplicação em camadas e efeitos de profundidade, a artista cria composições que procuram transmitir sensações de equilíbrio, serenidade e elegância.

    A exposição “Eva” está instalada num espaço dedicado à promoção de artistas locais, inaugurado no ano passado pelo AP Eva Senses. Esta iniciativa visa reforçar o apoio do grupo AP Hotels & Resorts à cultura da região algarvia.

    O AP Eva Senses, um hotel de quatro estrelas localizado no centro de Faro, oferece vistas privilegiadas para a Marina da cidade e para o Parque Natural da Ria Formosa. A exposição “Eva” surge como mais uma atração para hóspedes e visitantes, consolidando a aposta do hotel na promoção da arte e cultura local.

  • A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    Fé, Cultura e Nostalgia

    A semana de comemorações do Dia de Santa Maria encerrou com chave de ouro, estabelecendo um notável balanço entre a tradição religiosa, a dinâmica cultural e a prática desportiva.

    Os eventos, que decorreram na freguesia, refletiram de forma clara a identidade e as ricas tradições locais, confirmando o forte empenho da comunidade na celebração das suas raízes.

    O sucesso e a abrangência do programa foram fruto de uma colaboração estratégica e multifacetada.

    A Junta de Freguesia, promotora da iniciativa, contou com a parceria essencial das Paróquias de Tavira para a dimensão da fé, com a União Cicloturismo Tavirense para os aspetos desportivos, e com o imprescindível apoio do Município de Tavira.

    Esta conjugação de esforços garantiu que a semana fosse marcada pela partilha, pelo convívio e pela ampla participação popular.

    O ponto alto das festividades, que reuniu a comunidade em torno da cultura, foi o espetáculo musical que lotou o Teatro Municipal António Pinheiro (TMAP). Sob o título “Máquina do Tempo – Anos 60”, o evento foi concebido e apresentado pela talentosa Escola de Música da Fuzeta, sob a direção do músico Domingos Caetano.

    O público foi transportado numa autêntica viagem nostálgica, revivendo os grandes êxitos da vibrante década de 1960.

    O palco foi partilhado por alunos, professores e músicos convidados, num TMAP completamente cheio, demonstrando o poder da arte local em mobilizar e encantar a audiência.

    A Junta de Freguesia aproveita para expressar o seu profundo agradecimento a todos os parceiros institucionais, aos artistas que abrilhantaram as celebrações, a todas as entidades envolvidas e, sobretudo, ao público que, com a sua participação ativa, foi decisivo para o sucesso destas comemorações e para a continuada valorização da nossa freguesia.

  • O Palco é a Vila: Teatro Comunitário de Mértola Lança Chamada para Envolver Residentes

    O Palco é a Vila: Teatro Comunitário de Mértola Lança Chamada para Envolver Residentes

    A cultura e a identidade local estão prestes a ganhar um novo palco em Mértola. O projeto Teatro Comunitário de Mértola lançou um apelo à participação de todos os residentes para a criação do seu mais recente espetáculo.

    Este projeto ambicioso propõe uma viagem cénica pela própria vila, transformando os lugares de encontro do coletivo e as paisagens quotidianas em cenários de histórias.

    O novo espetáculo tem como eixo central a exploração do que define a pertença a uma comunidade.

    Os participantes serão convidados a fazer uma profunda incursão sobre os caminhos que ligam o passado ao presente, buscando a verdadeira essência do espírito coletivo de Mértola e descobrindo as histórias de quem por ali passa e habita.

    O Teatro Comunitário de Mértola é um espaço inclusivo, aberto a pessoas de todas as idades e níveis de experiência – ou ausência dela – em representação.

    A iniciativa é um convite direto a quem deseja “contar algo ao mundo”, servindo de plataforma para a dramatização de desejos, inquietações, perguntas, soluções e ideias que o grupo considera importantes partilhar.

    Participar neste projeto vai além da simples encenação. Os ensaios oferecem uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de capacidades artísticas, nomeadamente ao nível da expressão, comunicação e potencial criativo.

    Os participantes terão acesso a técnicas de interpretação, improvisação, preparação e criação artística, explorando o potencial do corpo e da voz, tanto individualmente como em dinâmica de grupo, culminando na apresentação pública de criações coletivas.

    Este projeto de enriquecimento cultural e social é fruto de uma parceria estratégica entre a boa CRIAÇÃO e a Câmara Municipal de Mértola, integrado no âmbito do projeto CLDS 5G MAIS PRÓXIMOS.

    Os interessados em juntar-se a esta comunidade criativa e subir ao palco para contar a história de Mértola devem comparecer nos ensaios, que decorrem todas as quartas-feiras, no horário das 18h00 às 20h00. É o momento ideal para fazer parte do próximo capítulo cultural da vila.

  • Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    A Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, a definição de uma Zona Especial de Proteção (ZEP) para o «Monumento de Interesse Municipal designado por Edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados».

    Esta decisão permitirá a proteção deste imóvel, atendendo ao valor histórico e patrimonial que representa para o concelho.

    Recorde-se que, em 2021, o edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados, também designado como conjunto urbano formado pelo recinto de proteção à antena, edifício do centro emissor e edifícios anexos, foi classificado como Monumento de Interesse Municipal.

    O Município deu então início aos procedimentos prévios à deliberação de início do Plano de Pormenor de Salvaguarda para este imóvel, em 2022, tendo a então Direção Regional de Cultura do Algarve recomendado a definição de uma Zona Especial de Proteção para este Monumento de Interesse Municipal.

    Após a aprovação da proposta em Reunião de Câmara, esta será levada para deliberação pela Assembleia Municipal e publicação final em Diário da República.

    José, tens aqui um material riquíssimo para transformar num texto histórico-memorial que dignifique o edifício e, ao mesmo tempo, a memória radiofónica do Algarve. Com base no que está nas tuas abas — a classificação municipal e a referência à instalação da Emissora Nacional em 1947 guadianadigital.pt cm-faro.pt— dá para construir uma narrativa sólida, elegante e útil para publicação.

    Segue uma proposta de estrutura e texto-base, já pronta para ser adaptada ao teu estilo editorial.


    🏛️ História do Edifício da RTP em Faro

    Da Emissora Nacional à Rádio Pública do Algarve

    🌟 1. Origem e implantação (década de 1940)

    O edifício que hoje conhecemos como “RTP Faro” nasceu no contexto da expansão territorial da Emissora Nacional, que a partir de 1947 instalou no Algarve um dos seus centros emissores regionais cm-faro.pt. A escolha de Faro não foi casual: a cidade era o principal polo administrativo e cultural do sul do país, e a rádio assumia-se como instrumento estratégico de comunicação pública.

    O conjunto incluía:

    • o edifício principal do centro emissor,
    • estruturas anexas de apoio técnico,
    • e o recinto de proteção da antena, que marcava a paisagem sonora e visual da cidade.

    A arquitetura, da autoria de Artur Simões da Fonseca, segue o modernismo português de meados do século XX, com linhas sóbrias e funcionais, pensadas para acolher tecnologia de ponta da época cm-faro.pt.


    🎙️ 2. A casa da RDP-Sul e da rádio pública no Algarve

    Com a reorganização dos serviços públicos de radiodifusão, o edifício passou a acolher a RDP – Sul, tornando-se o centro operativo da rádio pública na região. Aqui se produziram:

    • emissões regionais,
    • programas informativos,
    • conteúdos culturais e musicais,
    • e serviços de continuidade para a rede nacional.

    Durante décadas, este edifício foi o ponto de encontro de jornalistas, técnicos, produtores e vozes que marcaram a identidade sonora do Algarve.


    🎚️ 3. Estúdio de gravação e laboratório criativo

    Para além da emissão diária, o edifício funcionou como estúdio de gravação, recebendo músicos, grupos corais, projetos experimentais e produções especiais. Muitos registos sonoros de valor histórico — entrevistas, reportagens, música tradicional algarvia — nasceram dentro destas paredes.

    O espaço técnico, robusto e bem isolado, permitia gravações de qualidade num tempo em que os recursos eram escassos e a criatividade era o principal motor.


    📡 4. Sede da RDP Algarve

    Com a evolução da rádio pública, o edifício consolidou-se como sede da RDP Algarve, mantendo funções de emissão, produção e coordenação regional. Tornou-se um símbolo de serviço público, proximidade e identidade algarvia.


    🏛️ 5. Reconhecimento patrimonial

    Em 2021, o Município de Faro classificou o edifício — incluindo antena, centro emissor e anexos — como Monumento de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor histórico, arquitetónico e cultural para a cidade e para a memória coletiva do Algarve cm-faro.pt.

    Em 2024/2025, avançou-se para a criação de uma Zona Especial de Proteção, reforçando a salvaguarda do conjunto e garantindo que o seu legado será preservado para as gerações futuras guadianadigital.pt.


    📘 6. Um lugar de memória viva

    Hoje, o edifício da RTP em Faro é mais do que um imóvel: é um repositório de histórias, vozes, tecnologias e pessoas que moldaram a presença da rádio pública no sul do país. A sua preservação permite não apenas recordar o passado, mas também inspirar novas formas de comunicar e servir a comunidade.


  • O Universo de Michael Bublé em Lagoa: Auditório Carlos do Carmo Recebe Tributo de Excelência

    O Universo de Michael Bublé em Lagoa: Auditório Carlos do Carmo Recebe Tributo de Excelência

    O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, prepara-se para um arranque de ano em grande estilo, integrando as celebrações dos 253 Anos da Criação do Concelho.

    No âmbito destas comemorações, a programação cultural anuncia a dupla apresentação de “Bublé! The Tribute”, um espetáculo concebido para recriar a sofisticação e o universo sonoro de um dos maiores intérpretes da música contemporânea.

    O público terá duas oportunidades para assistir a esta produção de luxo: no dia 16 de janeiro, pelas 21h30, e no dia 17 de janeiro, pelas 19h00.

    Mais do que um mero concerto de homenagem, “Bublé! The Tribute” é descrito como uma experiência audiovisual e cénica, que promete aliar excelência musical e elegância. O objetivo da produção é envolver o público numa viagem musical inesquecível, celebrando a intemporalidade de temas que transitam entre o swing, o jazz, a pop e a soul.

    No centro da interpretação estará Tiago Rodrigues, cuja voz apaixonada dará vida aos grandes êxitos de Michael Bublé, incluindo clássicos como “Feeling Good”, “Everything” e “Home”. Tiago Rodrigues será acompanhado por nove músicos profissionais, que garantem a riqueza instrumental da produção, sob a direção musical de Carlos Santos (piano) e Josué Gomes (bateria). Os arranjos detalhados prometem dar um novo brilho a estas composições intemporais.

    Os bilhetes para este espetáculo musical têm o custo unitário de 10€, sendo que os portadores do Passaporte Cultural do Município de Lagoa beneficiam de um desconto especial.

    Os ingressos já se encontram disponíveis para venda nos locais habituais, incluindo a Bilheteira Online, balcões dos CTT, Fnac, Worten, na bilheteira do Auditório Carlos do Carmo e no Balcão Único da Câmara Municipal de Lagoa. É um convite imperdível para celebrar o aniversário do concelho ao ritmo de Michael Bublé.

  • O Teatro em Voz Alta Regressa

    O Teatro em Voz Alta Regressa

    O popular festival de leituras encenadas da Companhia Cepa Torta está de volta para a sua 9.ª edição, prometendo uma temporada outonal e invernal repleta de drama e inovação.

    Entre outubro e dezembro, o público terá acesso a uma programação diversificada que celebra o teatro em voz alta, estendendo a sua presença a novos palcos em Lisboa, Faro e, pela primeira vez, a Lagos, incluindo o Centro Cultural local.

    A abertura do festival está marcada pela sátira “O Senhor Biedermann e os Incendiários“, de Max Frisch. Este ano, o evento mantém o foco nas leituras interpretadas de cinco peças teatrais, contando com elencos recheados de nomes reconhecidos das artes cénicas e sessões especiais que incluem conversas com o público, reforçando o diálogo cultural.

    A 9.ª edição distingue-se pela introdução de novidades importantes. Destaca-se a 5.ª edição do prestigiado Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, essencial para promover novas vozes no panorama nacional.

    Além disso, o festival inova com a estreia de uma oficina de leitura aberta ao público geral, agendada para 1 e 2 de novembro na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, com inscrição de 5 euros. O público pode ainda acompanhar a escrita teatral através dos novos episódios do podcast “Esta Noite Grita-se”.

    No campo das leituras, o mês de novembro traz obras de grande relevância, como “Barrete de Guizos”, do mestre Luigi Pirandello, e “Vemo-nos ao nascer do dia”, de Zinnie Harris. O grande destaque de encerramento será “Pedral”, de Sabrina Marthendal, a obra vencedora da 5.ª edição do prémio.

    Esta peça será apresentada num espetáculo de elevado perfil na Fundação Calouste Gulbenkian, além de ter apresentações nos palcos algarvios de Faro e Lagos, culminando a temporada. A Companhia Cepa Torta aproveita ainda para fazer circular a sua produção “É e Não É, ou a verdadeira história dos guardas que prenderam Antígona” por vários teatros nacionais, numa iniciativa dedicada a aproximar jovens e famílias da experiência teatral.

    Para garantir a presença neste festim cultural, os bilhetes podem ser adquiridos através da BOL ou diretamente nos espaços no dia das sessões. Para as sessões em Lisboa, é possível efetuar reserva antecipada, contactando a produção via e-mail (producao@cepatorta.org) ou telefone (924 744 056).

  • Associação Cultural de VRSA em festa

    Associação Cultural de VRSA em festa

    A Associação Cultural de Vila Real de Santo António, por ocasião do aniversário do Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha, realizou um espetáculo com o Grupo Etnográfico e com a Banda Filarmónica, no Centro Cultural António Aleixo.

    O momento foi aproveitado para homenagear a presidente Liliana Neto, o vice-presidente João Borralho e o Maestro Bernardino Segura, pelo emprenho na Associação, em particular, e na cultura local e regional.

    A cerimónia contou com a presença de Valentim Santos, presidente da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, em representação da Freguesia.

  • Loulé recebe o VIII Encontro de História

    Loulé recebe o VIII Encontro de História

    O Convento do Espírito Santo, em Loulé, será palco nos dias 19 e 20 de setembro do VIII Encontro de História de Loulé. O evento reunirá perto de três dezenas de oradores, entre investigadores e especialistas, para discutir temas cruciais relacionados com a cultura, património, identidade local e memória coletiva do concelho.

    Ao longo dos dois dias, o encontro será dividido em sete painéis que abordarão uma vasta gama de tópicos, incluindo política e obras públicas, justiça e arte militar, arquitetura e mobiliário urbano, assistência social e economia, alimentação e arte da cerâmica, bem como a vida e obra de figuras proeminentes de Loulé.

    A sessão de abertura está agendada para as 9:30 horas do dia 19 de setembro, com a conferência inaugural proferida por Maria Helena da Cruz Coelho, que versará sobre «Os bens alimentares no concelho de Loulé à luz dos livros de receitas dos séculos XIV e XV».

    Um dos destaques do programa é o painel dedicado a personalidades louletanas que deixaram a sua marca em diversas áreas profissionais. Serão abordadas as contribuições de Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas durante o Estado Novo; Maria José Estanco, a primeira arquiteta portuguesa; Laura Ayres, médica e investigadora em saúde pública; e Maria Aliete Galhoz, poetisa, ensaísta e investigadora literária.

    No sábado, dia 20 de setembro, às 16h30, será realizado o lançamento das Atas do VII Encontro de História de Loulé, antecedendo a sessão de encerramento do evento.

    Complementando as apresentações, o programa inclui visitas culturais a locais históricos de Loulé, como os Banhos Islâmicos de Loulé e Casa Senhorial dos Barreto, a Igreja Matriz de São Clemente, a Estação Arqueológica do Cerro da Vila (Vilamoura) e um percurso guiado sobre a “Expansão urbana de Loulé entre o período islâmico e o séc. XX”. A Câmara Municipal assegurará o transporte para estas visitas.

    O Arquivo Municipal de Loulé – Professor Joaquim Romero Magalhães, promotor do evento, tem como objetivo, com este encontro, divulgar estudos académicos relevantes para a História local, abrangendo diferentes períodos históricos. A iniciativa visa também dar a conhecer ao público factos, momentos e figuras que desempenharam um papel importante na formação do passado do território louletano.

    Os interessados em assistir às comunicações podem inscrever-se através do link: https://tinyurl.com/ehloule](https://tinyurl.com/ehloule ; As inscrições para as visitas culturais devem ser efetuadas em: https://tinyurl.com/ehloule ; as visitas culturais em https://tinyurl.com/ehloule-visitasculturais.

  • A Aldeia Medieval de Castro Marim regressa no tempo

    A Aldeia Medieval de Castro Marim regressa no tempo


    A 27.ª edição dos Dias Medievais em Castro Marim começa esta quarta-feira, dia 27 de agosto, e prolonga-se até domingo, 31 de agosto. A vila do Baixo Guadiana transforma-se numa autêntica aldeia medieval para cinco dias de recriação histórica, com centenas de espetáculos e a participação de mais de 40 grupos de animação e mais de 500 figurantes.

    O Castelo de Castro Marim será o epicentro da festa, servindo de palco para espetáculos de esgrima, torneios a cavalo, música, teatro de rua e recriações de combates. Nos terrenos do castelo, os visitantes poderão encontrar a maior mostra de ofícios da Idade Média, com dezenas de artesãos a demonstrar técnicas tradicionais como a olaria, a ferraria e a tecelagem. As tabernas, repletas de iguarias da época, prometem uma viagem gastronómica no tempo.

    O programa deste ano inclui o desfile diário de um cortejo histórico pelas ruas da vila, com a participação de mais de 500 figurantes, incluindo cavaleiros, nobres, bobos da corte, monges e mercadores. A recriação do cerco mouro ao castelo, marcada para a noite de sábado, é um dos pontos altos do evento, com uma grandiosa batalha simulada.

    A organização espera que o evento atraia mais de 70 mil visitantes, um aumento em relação aos anos anteriores, em parte devido à aposta em novos espetáculos e em maior número de animação de rua. O presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, destaca que os Dias Medievais são um dos principais cartões de visita da região, unindo cultura, história e turismo.
    Um Olhar para o Passado dos Dias Medievais

    Os Dias Medievais em Castro Marim nasceram em 1997 com o objetivo de celebrar a rica história da vila, que desempenhou um papel crucial durante a reconquista cristã e foi a primeira sede da Ordem de Cristo em Portugal. Desde a sua primeira edição, o evento tem crescido exponencialmente, transformando-se num dos maiores e mais importantes festivais medievais da Europa.

    As primeiras edições focavam-se principalmente nas recriações históricas no Castelo de Castro Marim e em pequenas feiras de artesanato. Com o passar dos anos, o festival expandiu-se para o centro da vila, incorporando mais espetáculos, animação de rua, e uma maior variedade de artesanato e gastronomia. A introdução de espetáculos pirotécnicos e torneios de cavaleiros a grande escala contribuíram para a fama do evento.

    Em 2012, o festival sofreu uma grande alteração, passando a incluir uma componente educativa mais forte, com oficinas para crianças e workshops de ofícios medievais. Nos últimos anos, a aposta tem sido na autenticidade, com a participação de grupos de recriação histórica de renome internacional e na valorização dos produtos locais e da gastronomia algarvia.

    A pandemia de COVID-19 interrompeu o festival em 2020 e 2021, mas o seu regresso em 2022 foi triunfal, demonstrando a resiliência do evento e o desejo do público em reviver as suas tradições. Hoje, os Dias Medievais são um evento de referência que atrai visitantes de todo o mundo, consolidando Castro Marim como um destino de excelência para o turismo cultural e histórico.

  • Castro Marim mergulha na Idade Média

    Castro Marim mergulha na Idade Média

    A 26ª edição dos Dias Medievais em Castro Marim, um dos maiores eventos de recriação histórica da região, decorrerá de 27 a 31 de agosto, transformando a vila numa autêntica viagem ao passado. O evento anual atrai milhares de visitantes e conta com a participação especial das cidades geminadas de Guérande (França) e Cortegana (Espanha).

    Durante cinco dias, reis, rainhas, cavaleiros, mercadores, monges e outras personagens medievais invadirão as ruas de Castro Marim. O Castelo da vila será o epicentro da festa, abrigando representações de artes e ofícios, demonstrações de artesanato e grandes espetáculos, incluindo torneios medievais a cavalo, um dos principais atrativos.

    Os banquetes medievais, servidos à luz de tochas num espaço exclusivo, prometem uma experiência gastronómica única com iguarias da época e animação. Uma mesa real, com capacidade para apenas dez convidados por noite, oferecerá uma experiência imersiva na pompa e circunstância das cortes medievais, mediante reserva antecipada.

    O desfile, realizado no primeiro e último dia do evento, é considerado um dos momentos altos, reunindo animadores, figurantes e moradores locais vestidos a rigor. No Castelo, os visitantes poderão explorar exposições de instrumentos de tortura e punição e da Primeira Sede da Ordem de Cristo.

    A animação será constante, com 30 grupos nacionais e internacionais de países como Itália e França, distribuídos por diversos palcos, apresentando teatros de rua, malabaristas, cuspidores de fogo, gaiteiros, espadachins, músicos medievais e muito mais. A programação também inclui atividades e espaços de animação infantil, como oficinas, jogos e contadores de histórias.

    No Forte de S. Sebastião, um acampamento árabe recriará o quotidiano de uma caravana de comércio de sal e especiarias, enquanto a Real Academia do Terço apresentará demonstrações da vida civil e militar do século XVII, da época da Restauração.

    A organização do evento, a cargo do Município de Castro Marim, reforça a segurança com a presença de forças de proteção civil, GNR, bombeiros, segurança privada e um posto médico equipado.

    Os Dias Medievais de Castro Marim, reconhecidos como um dos primeiros EcoEventos do país, disponibilizarão um copo de barro exclusivo a cada edição, incentivando a redução de resíduos e a utilização de materiais reutilizáveis. O evento também possui o selo “Save Water” da Região de Turismo do Algarve.

    A ilustração da edição de 2025 é da autoria de Abel Viegas, designer gráfico natural de Castro Marim. Os bilhetes estarão brevemente à venda online na BOL e em pontos de venda associados. A Guarda Nacional Republicana também marcará presença no evento.

  • Lagoa celebra 10 anos do “Mercado de Culturas… à Luz das Velas”

    Lagoa celebra 10 anos do “Mercado de Culturas… à Luz das Velas”

    O Município de Lagoa promove de 3 a 6 de julho de 2025 a 10ª edição do “Mercado de Culturas… à Luz das Velas“, evento que transformará o centro histórico da cidade num palco de diversidade cultural e celebração do património imaterial da UNESCO.

    Com entrada livre, o evento espera atrair cerca de 50.000 visitantes, que poderão desfrutar de uma programação rica em tradições, sabores e expressões artísticas de mais de 60 artesãos de diferentes culturas.

    A edição de 2025 terá como tema as «Expressões Culturais Património Mundial» reconhecidas pela UNESCO, apresentando manifestações de países como Portugal, Marrocos, Espanha, Argentina, Uruguai, Guiné, Iraque, Turquia, Arménia, Equador, Peru e Brasil.

    Entre os destaques do programa, a gastronomia terá um papel central, com o Convento de São José transformado num espaço dedicado ao couscous e à sua elaboração. O convento acolherá ainda as mostras “Expressões Património Cultural Imaterial da Humanidade” e “História do Fado”.

    Todas as noites, a partir das 20:30 horas, milhares de velas serão acesas, formando 40 símbolos representativos das diferentes expressões culturais reconhecidas pela UNESCO, criando um percurso visualmente impactante.

    «Assinalar 10 anos do Mercado de Culturas… à Luz das Velas é afirmar o compromisso de Lagoa com a cultura, com o diálogo entre os povos e com a valorização do património da humanidade», afirma Luís Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa. «Esta edição é um convite à reflexão sobre aquilo que nos aproxima e uma oportunidade para promover a paz através da arte, da tradição e do encontro entre culturas.»

    O “Mercado de Culturas… à Luz das Velas” consolidou-se como um dos principais eventos do verão algarvio, reforçando o papel de Lagoa como referência cultural na região.

    Fonte: Município de Lagoa
  • Festa cultural em Castro Marim em dia de celebrações

    Festa cultural em Castro Marim em dia de celebrações

    O facto de o dia 15 de Agosto coincidir com a padroeira da Senhora dos Mártires, levou às instituição do feriado municipal, no concelho de Castro Marim, se realizar no dia 24 de Junho. Este ano, as comemorações foram marcadas por distinções, Caixas e Afetos, protocolos, exposição de cestaria e concertos.

    Assim, o 24 de junho, fez-se com com um programa diversificado e marcado, entre momentos institucionais e atividades culturais, com as celebrações a terem início pela manhã, com o tradicional hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho, acompanhado pelos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, ao som da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense.

    Na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Mártires as portas abriram à eucaristia, antecedendo a cerimónia solene do Dia do Município que ocorreu em tenda instalada na Praça 1.º de Maio, a sessão solene, apresentada pelos jovens castromarinenses David Saúde e Margarida Madeira.

    Foi a hora de apresentar o novo programa «Castro Marim Cuida de Si», destinado a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do concelho através de várias medidas inovadoras.

    As primeiras Caixas de Afetos, são um gesto de boas-vindas e forma de ligar cada bebé castromarinense à sua terra desde o primeiro dia de vida, com a oferta de vários produtos.

    Foram também apresentados ao públicos as obras de renovação do Espaço do Cidadão de Altura, além da abertura de uma nova unidade em Castro Marim, integrada no Gabinete de Apoio ao Munícipe.

    A sessão solene ficou ainda marcada pela assinatura de vários protocolos, começando pela associação sem fins lucrativos Just a Change, cuja missão será reabilitar casas de quatro famílias de Castro Marim, com a participação de 30 voluntários.

    O Município de Castro Marim assinou também um protocolo com a associação juvenil Young Link, atribuindo um espaço para a sede, na antiga Escola Primária de Altura.

    Seguiu-se a assinatura de outro protocolo entre o Município e a Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, que contempla a transmissão de um lote para construção de um Campus Social com respostas sociais de creche, centro de atividades de tempos livres, estrutura residencial para idosos e centro de dia.

    JCom a Associação de Bem-Estar Social da Freguesia do Azinhal foi assinado um protocolo com a intenção da abertura de creche e pré-escolas na respetiva freguesia, enquanto que com a Cegonha Branca – Associação de Solidariedade Social, o protocolo visa a construção de um centro de dia em Altura.

    Um dos pontos primordiais da sessão solene foram as altas distinções municipais Grau Ouro. Começando pelos colaboradores do Município de Castro Marim com 25 de serviço, foram distinguidos Joaquim Manuel Pena e António Manuel Matias Correia.

    A Medalha de Honra do Município, após reunião da Comissão de Condecorações, foi entregue em primeiro lugar a José Fernandes Estevens, que foi presidente da Câmara Municipal de Castro Marim durante 16 anos.

    Num ecrã gigante foram apresentadas todas as suas obras e medidas adotadas durante os seus mandatos, em reconhecimento pelo seu notável exercício e obra que deixou até aos dias de hoje, emocionando o público também com um discurso do seu filho, Pedro Estevens.

    Após a transmissão de um pequeno documentário, seguiu-se a entrega de outra Medalha de Honra do Município, desta vez ao médico e ex-autarca de Alcoutim e Castro Marim durante 32 anos, Francisco Caimoto Amaral, que foi aplaudido de pé por todos os presentes.

    Foram também entregues Medalhas de Mérito do Município ao empresário natural da Corte Pequena e fundador da Rolear, Parreira Afonso, ao acordeonista com origens na freguesia de Odeleite, Miguel Pereira e ao atleta e fundador do Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural Leões do Sul Futebol Clube, Amândio Norberto.

    Aproveitando ainda a entrega da Medalha de Mérito do Município à Verdelago, foram anunciados os novos projetos relacionados com esse empreendimento turístico como o hotel de cinco estrelas na Praia Verde e o Vista Real Resort que servirá de retaguarda para alojamento de trabalhadores da respetiva empresa.

    Foi também apresentado o Jardim D’Alagoa, uma nova Zona de Expansão de Altura e um novo parque urbano que ficará ao serviço dos alturenses, cuja obra iniciará ainda este ano, no âmbito de contrapartidas acordadas, que trará um novo plano de trânsito àquela localidade, abertura de ruas que atualmente não têm saída e novos equipamentos de fruição pública, em plena harmonia e respeito às condições naturais do solo, por si só, com várias linhas de água a proteger.

    A sessão solene, que contou com vários momentos musicais interpretados por Nádia Catarro e André Ramos, terminou com discursos do presidente da Assembleia Municipal de Castro Marim, João Fernandes, e da Presidente do Município de Castro Marim, Filomena Sintra.

    A cerimónia contou também com a presença e participação de entidades oficiais locais e regionais e ex-autarcas que fizeram questão de presenciar este ato solene e também reconhecer o mérito dos ex-presidentes homenageados.

    Ao início da tarde decorreu também a inauguração da exposição «Da Cana ao Cesto», que ficará patente na Casa do Sal até outubro, terminando o Dia do Município no Revelim de Santo António com a atuação de Filipe Rodrigues e um grande concerto de Miguel Araújo.

  • Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/Câmara Municipal de Loulé

    Arrancaram as candidaturas para mais uma edição daquele que é já uma referência das Letras portuguesas, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara Municipal de Loulé.

    Nesta edição, a 10ª, serão admitidas a concurso obras publicadas em livro e em primeira edição no ano de 2024, em Português, de autor português, nos domínios da crónica e dos dispersos literários reunidos em volume.

    De cada livro publicado serão enviados, até ao dia 8 de março, cinco exemplares à APE (Rua de São Domingos à Lapa, 17 – 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do Júri e à Biblioteca Municipal de Loulé.

    O Júri disporá de trinta dias para deliberar, lavrando uma acta final contendo os fundamentos da escolha a que se procedeu.

    A entrega do Grande Prémio ao autor galardoado ocorrerá numa cerimónia pública em Loulé, integrada nas Comemorações da Semana do Município, que acontece em maio.

    O vencedor recebe um prémio pecuniário no valor de 15 mil euros.

    Ano após ano, este galardão tem-se afirmado no contexto nacional e alcançado indiscutível notoriedade, graças também aos nomes distinguidos: Tolentino Mendonça (“Que coisa são as nuvens”), Rui Cardoso Martins (Levante-se o Réu) Mário Cláudio (“A Alma Vagueante”), Pedro Mexia (“Lá Fora”), Mário de Carvalho (“O que eu ouvi na barrica das maçãs”), Lídia Jorge (“Em Todos os Sentidos”), José Eduardo Agualusa (“O Mais Belo Fim do Mundo”), Miguel Esteves Cardoso (“Independente Demente”) e Dulce Maria Cardoso (“Autobiografia não autorizada 2”).

  • Livro sobre José Afonso apresentado no núcleo AJA – VRSA

    Livro sobre José Afonso apresentado no núcleo AJA – VRSA

    A Associação José Afonso apresentou «Semeador de Palavras» no auditório da AKIVIDA, ao fim da trade de quinta-feira,onde foi também inaugurada aa Exposição Fotográfica «As Mulheres na Obra de José Afonso«, de Virginie Duhamel, artista franco-portuguesa.

    Esta exposição, onde cada música inspirou uma foto e uma perspetiva de contar e cantar a Mulher em José Afonso, estará patente na UTL até ao final do mês.

    A iniciativa foi promovida pela AJA-VRSA, no edifício da UTL que abriga o núcleo de Vila Real de Santo António dedicado ao cantor.

    Perante um auditório repleto, na UTL de Vila Real de Santo António, o núcleo local da Associação José Afonso apresentou uma obra, com a edição praticamente esgotada onde os organizadores Guadalupe Magalhães Portelinha e José Rodrigues fazem a análise da correspondência do doutor José Afonso, conhecido popularmente como Zeca Afonso.

    Pedro Rolim, começou a apresentação com agradecimentos à Associação José Afonso e à comunidade de estrangeiros presentes, que estão a aprender sobre a música e a biografia do cantor.

    Semeador de Palavras

    O livro está dividido em duas partes, uma focada no conteúdo, com 117 declarações de José Afonso, incluindo 99 entrevistas e 18 tomadas de posição, abrangendo 20 anos de sua vida (1967-1987).

    As entrevistas são vistas como fundamentais para entender o pensamento e a vida de José Afonso, corrigindo equívocos sobre suas opiniões e ações. O autor destaca a necessidade de um registro fiel de suas palavras e ideias.

    O trabalho envolveu várias pessoas e instituições, incluindo apoio financeiro da Direção-Geral das Artes e colaborações de amigos e jornalistas. O livro busca apresentar José Afonso como um homem comum, com suas inseguranças e contradições, além de seu papel como artista e ativista. Ele é descrito como alguém que lutou contra a opressão e a injustiça, tanto em sua vida pessoal quanto em sua obra.

    José Afonso é retratado como um defensor da liberdade e da igualdade, que usou sua música como uma ferramenta de mudança social. Ele expressou suas opiniões sobre a política e a cultura, mostrando uma evolução ao longo do tempo.

    O livro é considerado um serviço público, uma luta contra o esquecimento e uma forma de preservar a memória de José Afonso. A obra é vista como um testemunho do impacto duradouro de sua arte na cultura portuguesa e internacional.

    Apresentação de Semeador de Palavras - Exposição

    O livro «Semeador de Palavras« é um esforço significativo para documentar e preservar o legado de José Afonso, oferecendo uma visão autêntica de suas ideias e convicções. Através das entrevistas, José Afonso é apresentado não apenas como um ícone cultural, mas como um ser humano com vulnerabilidades, que enfrentou desafios e lutou por suas crenças.

    As reflexões de José Afonso sobre justiça social, liberdade e a importância da arte como meio de resistência permanecem relevantes, ressoando com as lutas atuais por direitos e igualdade.

    A Associação José Afonso, também em Vila Real de Santo António, está comprometida a continuar a divulgar sua vida e obra, reconhecendo a importância de sua mensagem e a necessidade de manter viva a sua memória.

    São estas as palavras finais de Guadalupe Portelinha, vice.presidente da AJA, perante o auditório vilarealense:

    Apresentação de Semeador de Palavras

    « A finalizar, peço desculpa por ser tão longo, dizer-lhe que há neste livro, semeador de palavras, vários momentos que nos desafiam, que criam perplexidade ou surpresa, porque a sua leitura nunca se torna monótona, antes carrega constantes mobilidades.

    Veja-se as suas leituras, Santo Agostinho, a poesia de São João da Cruz, a aproximação àquele Cristo dos que têm fome e sede de justiça, sendo ateu, confesso. E, pese embora algumas desarmonias e desafinações, a Coerência mantém-se firme no homem, na luta contra a injustiça social e na constante e ardente defesa da igualdade e da liberdade.

    É este o Zé que afirma, mesmo depois de morto, serei um homem de liberdade. Em suma, o homem, o cantor, que não sofre das canções, que não sofre das canções, canções, mas também com os seus depoimentos, escreveu o traseiro programa. Político, humanista e revolucionário. Serviu-se das palavras para dizer, escrever e cumprir.

    Pois foi um semeador de palavras. Dizia, semeio as palavras na música. Foi como um autêntico disseminador de palavras, com causas ideais dentro. E tentou sempre espalhar as sementes para que criassem raízes.

    Diz numa das suas canções, semear a palavra para romper e crescer como baleia. Prantei a semente da palavra, antes deixei-a matar o meu gado. Ensinei ao meu filho a labra e a colheita num terreno ao lado. A palavra rompeu, cresceu como baleia.

    E as suas palavras têm sido ouvidas, colhidas, guardadas como tesouros ou voltadas a semear. Não sei em Portugal, como em várias partes do mundo. Este livro guarda algumas dessas palavras, semente, mostras e apergoas.

    Nesta obra se lê grande parte da história da vida, de um homem grande. Sabemos que as histórias dos homens e mulheres grandes são sempre fantásticas, mas também tão reais que se tornam profundamente humanas.

    Diz-se que as últimas palavras de José Afonso foram, não posso parar. Também nós, pessoalmente, enquanto Associação, não podemos parar de divulgar a sua vida de cidadão exemplar e a sua obra que em início lhe pugnaram para o nosso futuro humano. Agradecemos a José Afonso por mais este legado. Muito obrigado».