FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Cultura

  • Teatro em Loulé «Perfil Perdido»

    Teatro em Loulé «Perfil Perdido»

    Hoje e amanhã em Loulé pode ver «Perfil Perdido», uma produção conjunta do Cineteatro Louletano com o São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional S. João e Centro Cultural Vila Flor, explora a relação pai-filho num espectro alargado, como um estaleiro e arena onde entram em jogo espaços, tempos e estados feitos da tensão entre o que é domesticável e o que é indomável. Entre a animalidade e a humanidade. Corpos em metamorfose e desdobramento.

    Criada em estreita relação com os dois artistas singulares que estarão no palco, Beatriz Batarda e Romeu Runa, a peça aborda questões de género, filiação, domesticidade e os limites entre realidade e ficção.

    Continuando a sua exploração sobre as formas de representação, Marco Martins parte destas premissas para criar um espetáculo que cruza linguagens para abordar questões ligadas à perceção e condicionamento implícitas nas nossas noções e experiências de descendência e ascendência.

    Ver ficha do espetáculo

  • Mar Shopping oferece em 12 dias mil bilhetes de cinema por dia

    Mar Shopping oferece em 12 dias mil bilhetes de cinema por dia

    Os promotores dizem que as portas estão abertas para «assistir aos melhores filmes do ano e às últimas novidades da sétima arte, apoiar o cinema e promover a cultura. Esta iniciativa permitirá aos os visitantes daquelas superfícies comerciais assistir aos filmes em cartaz nos «Cinemas NOS». Os fins-de-semana estão excluídos da oferta bem como as sessões com tecnologia IMAX®, antestreias ou sessões privadas. No MAR Shopping Algarve haverá 500 bilhetes disponíveis por dia e no de Matosinhos 800 bilhetes.

    Para levantar o seu bilhete os visitantes de cada centro comercial necessitam apenas de apresentar o Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade junto das bilheteiras dos cinemas no MAR Shopping Algarve e no MAR Shopping Matosinhos. Poderá ser levantado um limite máximo de 1 bilhete por dia, por pessoa, e de 10 bilhetes por grupo. Os bilhetes serão atribuídos de acordo com a ordem de chegada, até ser atingido o limite diário da oferta de entradas disponíveis em cada um dos centros comerciais.

    A diretora-geral do MAR Shopping Algarve, Ana Antunes, afirma que «esta iniciativa surge como forma de promover o regresso a uma das artes mais populares e apreciadas pelos nossos visitantes, o cinema». Já a diretora-geral do MAR Shopping Matosinhos, Sandra Monteiro, prefere sublinhar que «o apoio à cultura permanece como um objetivo importante da Ingka Centres nos seus centros comerciais» e revela que pretendem continuar a proporcionar e oferecer este tipo de experiências aos seus visitantes».

  • Convívio cultural transfronteiriço na Eurocidade do Guadiana

    Convívio cultural transfronteiriço na Eurocidade do Guadiana

    Poetas que escreveram para este livro procederam à leitura de poemas, junto às fachadas dos três municípios e José Luís Náscer, responsável pela edição procedeu à apresentação da obra.

    Para as celebrações do Dia da Europa, a Eurocidade do Guadiana organizou uma série de atos, dando grande visibilidade mediática ao evento com iniciativas realizadas com a presença de público e transmitidas em direto pelas redes sociais.

    Toda a programação conjugou a música, a poesia, entrega de prémios e discursos de responsáveis pelos municípios envolvidos e dirigentes da própria Eurocidade. Susana Travassos participou e o grupo Energia Mako & Akira, animou com a iniciativa música e vinho. Foi entregue o prémio de cooperação transfronteiriça ao serviço de transportes fluviais que opera no rio Guadiana, entre Ayamonte e Vila Real de Santo António e apresentado o livro de poesia «Poética na Eurocidade do Guadiana», poesia bilingue de autores de ambas as margens deste rio peninsular.

    Este livro foi financiado pelo programa Interreg Espanha-Portugal 2020. As intervenções de apresentação estiveram a cargo de Eladio Horta, por Ayamonte; Carmo Costa, por Vila Real de Santo António e Célia Segura, por Castro Marim.

    Os atos inaugurais foram realizados na sexta-feita passada. No município de Ayamonte com o içar da bandeira local e da Europa e declaração institucional por parte de Javier López, com leitura de poesia por parte de Carmen Azaústre, acompanhada na viola por Pako Barrera. Em Castro Marim foi Nuria Guerreiro quem içou a bandeira, Filomena Sintra dirigiu a palavra aos assistentes e António Cabrita leu poemas acompanhado à guitarra por Natálio Martin. Em Vila Real de Santo António coube ao presidente da câmara municipal Luís Romão içar a bandeira e fazer a declaração institucional. São Constantino leu a poesia. acompanhado na guitarra por André Ramos, neste dia tão emblemático para a Eurocidade do Guadiana.

    Para além das comemorações do dia da Europa, as comunidades transfronteiriças da foz do rio Guadiana aproveitaram a oportunidade para reforçar laços institucionais, de amizade e cultura.

    . /José Estêvão Cruz

  • Cultura a percorrer montes isolados de Castro Marim

    Cultura a percorrer montes isolados de Castro Marim

    É o repto do projeto Castro Marim (COM) Vida quelançou a iniciativa «A Música bate à porta», atividade com o duplo sentido de, por um lado, dar um pezinho de dança para quebrar o isolamento social, e por outro, apoiar a cultura e os artistas locais.

    Também, pretende «quebrar a inibição e o isolamento social dos idosos, agravado pela pandemia, relembrando que a população se encontrava privada de eventos sociais há mais de um ano».

    Todas as segundas-feiras, às 14:00 horas, promete percorrer as localidades mais distantes e menos povoadas do concelho castromarinense. A atuação, seja ela de música, poesia, canto ou instrumental, tem uma duração máxima de 30 minutos em cada monte, levando a cultura e animação às localidades mais isoladas.

    Com regras muito restritas naquilo que é o contacto interpessoal no contexto pandémico, é permitido que se juntem as pessoas do mesmo agregado familiar.

    «A Música bate à porta» é uma atividade dinamizada pela Equipa Técnica do Castro Marim (COM) e resulta de um desafio claro e resposta prioritária ao isolamento dos idosos provocado pela Covid-19 e foi integrado nas comemorações do 25 de abril do Município de Castro Marim.

    Esta é uma iniciativa que se enquadra na atividade 7 «Sénior Informado e em Segurança», do projeto CLDS 4G «Castro Marim (COM)Vida», promovido pelo Município de Castro Marim e coordenado pela associação Odiana, cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

  • Festival “Algarve é União” com convite à fusão solidária de Cultura e Sociedade

    Festival “Algarve é União” com convite à fusão solidária de Cultura e Sociedade

    Está fechado o cartaz do festival “Algarve é União”para os dias 8 e 9 de maio, em formato live streaming, no canal de youtube e nas plataformas de comunicação da União Audiovisual, que organiza com o apoio da Câmara Municipal de Faro, Associação Recreativa e Cultural de Músicos, Direção Regional de Cultura do Algarve, entre outros.

    Prevêem-se dois dias, em que várias artes se unem em prol de uma causa solidária, com o objetivo de apoiar os profissionais da cultura, através da angariação de fundos, de bens de primeira necessidade e de bens alimentares não perecíveis, ao mesmo tempo que lhes “dá palco” novamente.

    No sábado, dia 8 de maio sobem ao palco do festival as Academia de Dança do Algarve; Urban Xpression; As Histórias da Rosa Curiosa; VATe; Mákina de Cena; Plasticine; The Black Teddys; Fuza Flowz; Daniel Kemish; Dj Deelight e Bubba Brothers.
    Domingo, 9 de maio, a programação está a cargo de: Leon Baldesberger; Gaveta da Pedra; Kilavra; Macadamia Acoustic experience; Nanook; Stone Breaker; 8000 Comedy Show; LUM; Teresa Aleixo.

    O encerramento do festival é feito por Wilson Honrado, numa atuação marcada para as 22:00 horas, acompanhada pela performance visual de Vj Draft, que também marca presença nos sets de Dj Deelight e de Bubba Brothers.

    Nos dois dias do “Algarve é União”, os espetáculos têm início às 14:00 horas. O acesso ao festival é gratuito, sendo possível contribuir para o mesmo (mínimo 1€), nos dias em que decorre.Também é possível realizar donativos para esta causa, sempre que o leitor deseje, na página da União Audiovisual.

    O cartaz é considerado pela organização como bastante eclético e o festival conta também com o apoio de nomes bem conhecidos do setor cultural, que se assumem como «embaixadores» desta causa: Viviane, Luís Vicente, Eliseu Correia, SEN, Moçê dum Cabréste, Tim, Fernando Júdice, Wilson Honrado, entre muitos outros.

    Para além dos artistas que sobem ao palco, são muitos os técnicos que marcam presença neste “Algarve é União”, um evento que é realizado também para estes profissionais, mas que, acima de tudo, só é possível, pelo trabalho único que realizam.

    Para Inês Sales, da União Audiovisual, “Quando as forças se unem… nada é obstáculo! E assim nasceu mais um projecto… Algarve é União!”.

    A responsável pela comunicação da associação, reforçou também a ideia de que “é com muita vontade em apoiar os profissionais do sector cultural e em dar-lhes voz, que mais uma vez a União Audiovisual se organizou e produziu, um evento cultural dando visibilidade a artistas algarvios de diversas áreas artísticas como o teatro, a dança, a poesia, a música e o stand up comedy”.
    Segundo Inês Sales “o maior apoio que poderemos dar a estes artistas e técnicos, para além dos alimentos e dos bens de 1ª necessidade, são as palmas, é a presença e os sorrisos de os recebermos de braços abertos, onde eles mais amam estar… num palco!”. E termina com um apelo, “apoiem esta iniciativa com a vossa presença, seja física ou virtua
    l!”.

    E fazendo jus ao lema “Ninguém Fica para Trás”, nos dias em que acontece o festival, também vai ser possível contribuir para o sucesso desta causa, com a entrega de bens alimentares não perecíveis e bens de primeira necessidade, sendo que tudo o que for angariado reverte inteiramente a favor da União Audiovisual.

    Durante os dois dias do festival e na semana em que acontece, vão ser vários os pontos de recolha, estando os mesmos a funcionar nos seguintes locais:

    • – Associação Recreativa e Cultural de Músicos – Faro: dia 5 de maio, entre as 10h00 e as 19h00; dias 8 e 9 entre as 9h00 e as 18h00 (inclusive bens alimentares perecíveis)
    • – Associação Cultural Re-Criativa República 14 – Olhão: dia 5 de maio, entre as 10h00 e as 14h00; dia 7, entre as 17h30 e as 23h00; dias 8 e 9, entre as 10h00 e as 23h00
    • – ETIC_Algarve – Faro: dias 8 e 9 de maio, entre as 9h00 e as 18h00
    • – Postos de Turismo da Região de Turismo do Algarve – Faro, São Brás, Olhão e Loulé: de 3 a 9 de maio, entre as 9h00 e as 18h00

    O festival “Algarve é União” conta ainda com os seguintes apoios:

    • General Sponsor: Associação Cultural Re-Criativa República 14; Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve (ETIC); Hotel Eva; Ideias Frescas; PassMúsica; Região de Turismo do Algarve; União das Freguesias de Faro
    • Sponsor: Algarpalcos; Rise; Sala SIGA; Sons da Fortuna; Stage Team; Subsolo; Take5
    • Product Sponsor: Agrivabe; Círculopalino; Dedicated Store Lisboa; Doma; Madre Fruta; Mendes Gonçalves; Printhink; Super Bock
    • Media Sponsor: Barlavento; Cultugarve; Dirty Sock; Correio de Lagos; Litoralgarve; Rádio Foia; Rádio Gilão; Rádio Portimão; Rádio Solar; Região Sul; RUA FM; Sul Informação

    Na certeza de que, com união ninguém fica para trás, a União Audiovisual esta a convidar todos a fazer parte deste “Algarve é União” e a apoiar os profissionais da cultura. «Porque a Cultura é segura!»

  • Lagos em casa com…

    Lagos em casa com…

    Em 2021 o município de Lagos apresenta uma novidade especial na forma da sua iniciativa iniciativa “O palco em casa”. Agora, o emblemático palco do Centro Cultural de Lagos entra nas casas das pessoas com «os melhores espetáculos de música, dança e teatro».

    O veículo de transmissão é a página de Facebook do município e os protagonistas são artistas, bandas e associações culturais locais. Naturalmente que a plataforma utilizada alarga este espetáculo a uma escala não possível num teatro local.

    No caso do “Lagos em casa com…”, serão partilhados dois vídeos a cada quarta-feira e a cada domingo (19:00 e 21:00 horas) e tem início no dia 3 de março. Quanto ao “O palco em casa” terá lugar às sextas e sábados a partir das 21:00 horas, sendo o primeiro espetáculo transmitido no no dia cinco de março.

    Dado o período delicado de crise pandémica em que a cultura foi fortemente afetada, o município de Lagos diz que pretende «reforçar o seu contributo para este setor, apoiando e promovendo a criação artística e cultural lacobrigense, mas também oferecendo à comunidade a oportunidade de se entreter com os seus artistas favoritos».

    Com cerca de 52 vídeos partilhados e mais de 340 mil visualizações em 2020, teve a iniciativa “Lagos em casa com…” que a autarquia classifica como um enorme sucesso.

  • Apoio renovado às associações de Alcoutim

    Apoio renovado às associações de Alcoutim

    A autarquia afirma que está «consciente da importância do associativismo» e que o objetivos dos apoios é «é dar resposta às dificuldades financeiras das associações no cumprimento dos respetivos planos de atividades, já que estas, pela sua representatividade, assumem um importante papel na dinamização e desenvolvimento social, cultural, recreativo e desportivo».

    Os beneficiários dos apoios financeiros agora atribuídos foram a Associação Cultural, Social e Recreativa Estrela Pereirense, o Grito d’Alegria – Associação Cultural e Recreativa dos Amigos de Giões, Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Santa Marta, a ASDT – Associação Sociocultural e de Desenvolvimento dos Tacões e a Associação Inter-vivos.

    A verba mais significativa no valor de 3.000 euros, é destinada à Associação Inter-vivos para fazer face às despesas com a participação do atleta Micael Simão no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.

  • Seleção prepara estreia na Liga das Nações com todos atletas disponíveis

    Seleção prepara estreia na Liga das Nações com todos atletas disponíveis

    A seleção portuguesa de futebol começou hoje a preparar o duelo de sábado com a Croácia, do arranque da Liga das Nações, com um treino em que Fernando Santos contou com os 25 jogadores convocados.

    De acordo com a Federação Portuguesa de Futebol, na Cidade do Futebol, em Oeiras, o selecionador nacional esteve à sua disposição todos os futebolistas chamados, incluindo o capitão Cristiano Ronaldo e os estreantes Rui Silva, guarda-redes do Granada, e Francisco Trincão, extremo transferido recentemente do Sporting de Braga para o FC Barcelona.

    Antes da sessão, que foi realizada à porta fechada como medida de prevenção contra a pandemia da covid-19, jogadores, treinadores e o restante ‘staff’ da seleção nacional efetuaram testes ao novo coronavírus, com os resultados a serem todos negativos.

    Portugal, atual detentor da Liga das Nações, volta a treinar na terça-feira, novamente na Cidade do Futebol, às 10:30, num apronto que será outra vez à porta fechada.

    Pela primeira vez, todos os 25 jogadores convocados por Fernando Santos estão instalados na chamada ‘Casa dos Atletas’ até viajarem no final da semana para o Porto, onde vão defrontar os atuais vice-campeões mundiais, na primeira jornada do Grupo 3.

    Três dias depois do duelo no Estádio do Dragão, Portugal desloca-se a Solna, nos arredores de Estocolmo, para defrontar a Suécia.

    A seleção nacional ainda não efetuou qualquer jogo em 2020, devido à covid-19. O último encontro aconteceu em 17 de novembro do ano passado, no triunfo por 2-0 no Luxemburgo, que valeu a qualificação para a fase final do Euro2020, que, entretanto, foi adiado para 2021, devido à pandemia.

  • Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

    Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

    “Caro Leitor, esta é a última presença da Cotovia na Feira do Livro de Lisboa. A editora fecha no final do ano”, lê-se na mensagem publicada pela editora, sobre uma imagem do seu pavilhão, no Parque Eduardo VII. “A partir de amanhã [terça-feira], disponibilizamos livros descatalogados no nosso pavilhão da Feira”, acrescenta a mensagem.

    ‘Crónicas 1974-2001’, de Nuno Brederode dos Santos, e ‘Bucólicas’, de Virgílio, estão entre as mais recentes e derradeiras edições dos Livros Cotovia, assim como textos dramáticos de Federico García Lorca, Giovanni Testori e Witold Gombrowicz, incluídos na coleção ‘Livrinhos do Teatro’, construída em parceria com a companhia Artistas Unidos.

    A Livros Cotovia foi fundada em 1988, por André Fernandes Jorge (1945-2016), com seu irmão, o poeta João Miguel Fernandes Jorge, que abandonou o projeto editorial pouco tempo depois.

    Ao longo de mais de 30 anos, a editora ultrapassou os 700 títulos, de 350 autores, “todos eles relevantes”, para “um público leitor que sabe o que quer”, como escreve no seu ‘site’, e todos eles detentores de uma identidade própria, marcada, na sua maioria, pela imagem gráfica original, desenhada pelo cineasta João Botelho.

    Os portugueses A.M. Pires Cabral, Teresa Veiga, Daniel Jonas, Luís Quintais, Paulo José Miranda, Jacinto Lucas Pires, Eduarda Dionísio, Luísa Costa Gomes, constam do catálogo da Cotovia, assim como o angolano Ruy Duarte de Carvalho e os brasileiros André Sant’Anna, Bernardo Carvalho, Carlito Azevedo e Marcelo Mirisola, entre muitos outros autores de língua portuguesa dos dois lados do Atlântico.

    Martin Amis, Virginia Wolf, Roberto Calasso, Doris Lessing e Natalia Ginzburg estão entre os autores traduzidos ao longo dos anos pela Cotovia, assim como John Milton, Robert Louis Stevenson e Arthur Schnitzler.

    “Responsável pela edição, pela primeira vez em língua portuguesa, de vários autores de renome internacional, e também pela descoberta e promoção de alguns autores rapidamente reconhecidos como os ‘novos’ da literatura portuguesa, a Cotovia é ainda uma das raras editoras que em Portugal publica regularmente textos dramáticos (portugueses e em tradução)”, descreve, na apresentação que a Cotovia mantém no seu ‘site’.

    Nas coleções de Ensaio, Ficção, Poesia encontram-se autores como Paul Celan, Iosif Brodskii, Luis Cernuda, Doris Lessing, Eric Rohmer, Reiner Werner Fassbinder, Thomas Bernhard, Christa Wolf, José Ortega y Gasset, Simone Weill, Victor Aguiar e Silva, João Barrento e Jorge de Sena.

    Na coleção de clássicos gregos e latinos, a Cotovia publicou Homero, Virgílio, Ovídio, Apuleio, Petrónio, Horácio, entre muitos outros, fazendo com que os seus títulos chegassem ao público em geral, acompanhando-os ainda de estudos e ensaios.

    Após a morte do fundador, em 2016, a direção editorial dos Livros Cotovia ficou entregue a Fernanda Mira Barros, que fazia parte da equipa há mais de 20 anos. Licenciada em Línguas e Literaturas Inglesa e Alemã, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mira Barros fora responsável pela criação do ‘blog‘ da Cotovia, em 2011.

    No passado mês de fevereiro, a Cotovia anunciou o encerramento da sua loja, na rua Nova da Trindade, em Lisboa, situada no edifício projetado por Raul Lino, que acolhera a histórica Livraria Opinião, na década de 1970, e que se apresenta vazio à espera de licenciamento de obras.

    O encerramento da loja foi então marcado para 13 de março, poucos dias antes da declaração do estado de emergência, por causa da pandemia. Na altura, a editora transferiu a venda de livros para o seu ‘site’.

    Quanto à Feira do Livro de Lisboa, lê-se na mensagem da Livros Cotovia: “Estamos (péssima localização, mas não dependeu de nós) a abrir o corredor mais perto do relvado central, quando se desce o Parque pela ala direita”.

    A mensagem acrescenta que a Livraria Flâneur representa a editora, no Porto. E conclui: “Obrigada a todos os nossos leitores”.

    Ao longo dos meses de confinamento, o setor livreiro foi um dos mais afetados pelas medidas de contenção destinadas a travar a propagação do novo coronavírus, com o encerramento de livrarias por todo o país, e a paralisação do mercado editorial.

    As perdas financeiras chegaram a atingir os 45,9%, ou 1,07 milhões de euros, segundo o painel de vendas Gfk, para a semana 4 e 10 de maio, a primeira após a possibilidade de reabertura, prevista no plano de desconfinamento, iniciado em 1 de maio.

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    Source: Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

  • PCP/Algarve quer o apoio imediato aos trabalhadores das artes e da cultura

    PCP/Algarve quer o apoio imediato aos trabalhadores das artes e da cultura

    A justificar a sua exigência para execução imediata, aquele partido assinala que “As dificuldades sentidas pelos trabalhadores das artes e da cultura ao longo dos anos viram-se profundamente agravadas no decorrer das medidas de combate e prevenção do surto epidémico. A situação é particularmente preocupante numa região como a do Algarve, marcada por uma profunda sazonalidade, decorrente de décadas de promoção da monoatividade do turismo e que afeta de forma acrescida todo o universo de trabalhadores directa ou indirectamente associados às artes do espectáculo”.

  • Jornadas do Contrabando anunciam Festival

    Jornadas do Contrabando anunciam Festival

    Foi a quarta edição. O tema viu-se alargado às memórias de fronteira, ao património intangível e imaterial e a estudos do património rural e edificado.

    Falou-se do reconhecimento e valorização de uma identidade local, fortemente marcada pelas ligações fronteiriças.

    Foram as necessidades locais, agravadas pelos acontecimentos bélicos da primeira metade do séc. XX, que fizeram disparar as ações de contrabando. A atividade deu um apreciável contributo para a sobrevivência e manutenção das populações., na conjuntura adversa.

    Para o município de Alcoutim «Estes são dados históricos considerados inegáveis. O contrabando tradicional criou uma rede de contatos e relações familiares ligando ambas as margens do Guadiana, situação que se pretende valorizar, nos nossos dias, numa perspetiva de promoção turística do território».

    Foram apresentados os documentário «220 m de Guadiana», por Paulo Vinhas Moreira; «Atores e episódios de uma serra de variadas ruralidades na primeira metade do século XX», por Miguel Rego; «Apresentação do Festival do Contrabando»; por Júlio Cardoso; «Bandoleros y Contrabandistas en la Sierra de la Contienda», por António Rodríguez Guillén; «Fome, Guerra e Epidemia na Zona Transfronteiriça do Guadiana Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O caso de Alcoutim», por Joaquim Vieira Rodrigues; «Modos de vida no interior serrano algarvio e a dieta mediterrânica», por Jorge Queiroz; «A arquitetura tradicional do Baixo Guadiana da orla do rio às achadas de Alcoutim», por Miguel Reimão Costa e «Contrabando no Baixo Guadiana».

    Estas jornadas anteciparam o Festival do Contrabando também com a realização do espectáculo, «Evaristo, Um Clássico nunca Visto», pela Companhia Profissional de Teatro de Improviso Instantâneos que decorreu no Espaço Guadiana, na vila de Alcoutim, uma novela teatral que levou o público para uma viagem aos anos 30 e 40 do século XX, tendo como base estórias de vida alcoutenejas, contadas pelo público presente.

    O Festival do Contrabando, mais que um festival pretende ser a junção e fusão da homenagem a uma atividade que ao longo da história foi importante para as gentes da fronteira, recorrendo às artes e à cultura.

    Nos dias 27, 28 e 29 de março. Alcoutim apresenta a todos os visitantes, um mercado de época, gastronomia local, desfiles etnográficos, teatro de rua, bandas de música de rua, oficinas de artesanato e muita mais animação, tendo como grande atrativo a Ponte Pedonal Transfronteiriça Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana, disponibilizando a experiência pioneira de caminhar sobre o Rio Guadiana e transpor a fronteira de forma original e única, um sonho antigo das duas vilas.

    Veja mais em www.facebook.com/festivaldocontrabando/