Uma nova e ambiciosa rede de percursos pedestres e cicláveis acaba de ser lançada no Alentejo, com o objetivo de divulgar a riqueza histórica, natural e geomineira de uma das regiões mineiras mais importantes do mundo: a Faixa Piritosa Ibérica (FPI).
A Rede de Percursos da Faixa Piritosa Ibérica estende-se por 322 quilómetros, divididos em seis etapas, e atravessa um total de sete concelhos.
A área de intervenção abrange os municípios de Aljustrel, Castro Verde, Almodôvar, Serpa e Mértola, no Baixo Alentejo, e estende-se a norte até Grândola e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, ligando assim vastas áreas do território através de rotas dedicadas ao turismo ativo.
A iniciativa, inspirada no sucesso da Rota Vicentina, foi promovida pela Esdime – Agência de Desenvolvimento Local de Aljustrel, em parceria com a Alentejo XXI, a ADL, a Terras do Baixo Guadiana e a Rota do Guadiana.
A rede contou ainda com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, refletindo um esforço concertado para valorizar esta dimensão do território.
De acordo com Isabel Benedito, presidente da Esdime, o projeto vai além da simples oferta de um novo produto turístico. O foco está em criar uma rede que valorize a identidade e o território local, destacando a singularidade da sua dimensão geomineira.
Os percursos incluem antigas zonas de exploração mineira, trilhos naturais e áreas ambientalmente sensíveis, como a Reserva da Biosfera de Castro Verde, classificada pela UNESCO.
O investimento total no projeto ascendeu a cerca de 200 mil euros, sendo financiado através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR).
A apresentação oficial ao público desta nova infraestrutura de turismo de natureza ocorrerá no contexto do Alentejo Walking Fest. Este evento, que decorre entre 30 de outubro e 9 de novembro, irá servir de montra para as múltiplas rotas agora implementadas, garantindo visibilidade e um envolvimento imediato com o público que procura experiências de caminhada e ciclismo no Alentejo.
O que é a Alentejo Walking Fest
O Alentejo Walking Fest é um festival dedicado a caminhadas, promovendo a descoberta da natureza, cultura, património e gastronomia do Alentejo através de percursos pedestres organizados por toda a região. O evento inclui atividades como conferências, passeios guiados e iniciativas que incentivam um estilo de vida ativo e saudável.
A iniciativa é promovida pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, com o apoio dos municípios do Alentejo. O festival pretende afirmar o Alentejo como destino de caminhadas, valorizar a rede de percursos pedestres sinalizados e envolver a população local, empresas e entidades regionais.
O Rio Guadiana prepara-se para acolher, em novembro, um mês recheado de desporto de cooperação, tradição e superação, destacando-se dois eventos transfronteiriços de grande relevância: a Taça Internacional de Canoagem e a 30.ª edição das X Milhas do Guadiana, que celebram a amizade luso-espanhola.
Canoagem com Selo de Excelência em Alcoutim
O calendário arranca no dia 2 de novembro com a 3.ª Taça Internacional do Guadiana em Canoagem. Organizado pela GD Alcoutim, o evento traz atletas portugueses e espanhóis num encontro que visa promover o espírito de superação e partilha.
Este ano, a taça eleva a fasquia ao contar com o campeão João Ribeiro como embaixador, garantindo um toque de excelência e reconhecimento internacional à prova.
Segundo a autarquia de Alcoutim, esta é uma oportunidade única para reforçar os laços de amizade através do desporto.
Os interessados em participar devem apressar-se, uma vez que as inscrições encerram a 24 de setembro. Para formalizar a sua presença, basta enviar um e-mail para internationalguadianacup@gmail.com.
X Milhas do Guadiana: Três Décadas de História a Unir Fronteiras
Uma semana depois, a 9 de novembro, as atenções viram-se para o atletismo com a realização da 30.ª edição das X Milhas do Guadiana. Esta corrida emblemática assinala três décadas de uma tradição que se tornou um símbolo de cooperação e amizade entre Portugal e Espanha.
Com um percurso único, a prova une, literalmente, três territórios-irmãos e duas nações: a partida dá-se em Ayamonte (Espanha), segue por Castro Marim (Portugal) e culmina com a chegada apoteótica à Praça Marquês de Pombal, em Vila Real de Santo António (Portugal).
O trajeto oferece ainda a todos os participantes vistas inigualáveis sobre o Rio Guadiana, o elo que historicamente liga os dois países.
Organizada em parceria pelas autarquias de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, e apoiada pela Fundação do Desporto e pela Associação de Atletismo do Algarve, a iniciativa transcende o plano desportivo, afirmando-se como um marco cultural de cooperação transfronteiriça.
A edição comemorativa dos 30 anos celebra o desporto como uma «linguagem universal de amizade, superação e partilha», destacando o seu papel fundamental no desenvolvimento regional.
Foto: [[Category:Guadiana International Bridge]] – Creative Commons
O concelho de Alcoutim deu o pontapé deu início a um novo mandato autárquico, após a realização da Sessão de Instalação dos Órgãos Autárquicos.
A cerimónia, realizada ontem, na sexta-feira, dia 24 de outubro, no Espaço Guadiana, sendo formalizado o início dos trabalhos dos novos corpos eleitos, sublinhando o compromisso de responsabilidade e dedicação para com o território.
Tomaram posse os eleitos para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e as diversas Juntas de Freguesia do concelho.
Este momento solene marca a transição de funções e a assunção oficial dos deveres inerentes à gestão e representação democrática local, prometendo servir a população com sentido de missão.
A sessão contou com as intervenções protocolares dos representantes das várias bancadas partidárias, que aproveitaram a oportunidade para reforçar a importância da cooperação e do trabalho conjunto para o desenvolvimento de Alcoutim.
Os discursos centrais foram proferidos por António Matias, que assume a presidência da Assembleia Municipal, e por Paulo Paulino, o reconduzido Presidente da Câmara Municipal.
O novo ciclo autárquico, agora formalmente iniciado, estará focado em prioridades estratégicas bem definidas. A edilidade compromete-se a intensificar os esforços na valorização do território, na promoção da proximidade com os munícipes e na construção de um futuro que se pretende sustentável e coeso para toda a comunidade de Alcoutim.
Com a tomada de posse dos seus representantes, a autarquia de Alcoutim lança-se no próximo mandato, reforçando os pilares da cidadania e da democracia local, prometendo dedicação integral aos desafios e oportunidades que se avizinham.
Na Plaza de la Laguna, frente ao edifício do município espanhol de Ayamonte, foram assinalados os 40 anos de adesão à União Europeia, com a participação dos líderes locais e representantes da Comissão Europeia a debateram o futuro do território, apresentando projetos para a mobilidade sustentável, ordenamento comum e combate a incêndios.
A iniciativa destinou-se também a apresentar os novos planos estratégicos para a Eurocidade do Guadiana, o território único que une Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Durante a sua intervenção, Álvaro Araújo, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e da presidencia rotativa, destacou a visão da Eurocidade como um «território único» com mais de 50.000 habitantes e 500 quilómetros quadrados. Araújo sublinhou que a marca «Eurocidad Guadiana» é crucial para a visibilidade internacional e para combater a sazonalidade turística.
O autarca revelou que os novos fundos comunitários permitirão investir na mobilidade sustentável e partilhou o sonho de criar uma embarcação movida a energia solar para ligar os três municípios. Esta embarcação permitiria aos “eurocidadãos” circular facilmente entre as cidades, mesmo de madrugada, regressando, por exemplo, a Ayamonte às duas, três ou quatro da manhã.
No entanto, lançou um desafio direto aos representantes da Comissão Europeia presentes, apontando as «barreiras” burocráticas que ainda existem e deu como exemplo a dificuldade em trazer jovens portugueses a eventos em Ayamonte, como feiras de formação profissional, devido à burocracia excessiva.
O representante de Ayamonte, Juan Fran, recordou o sucesso de projectos europeus anteriores, como o EDUCI, que transformou a frente ribeirinha da cidade, e apresentou o novo projecto EDIL, de quase onze milhões de euros, destinado a transformar e interligar as praças do município. Castro Marim esteve representado pelo vereador João Pereira.
40 Anos de Europa: De “Costas Voltadas” à Cooperação
Os representantes da Comissão Europeia, Nicolaos Isaris (Espanha) e Luis de Amorim (Portugal), refletiram sobre o impacto «radical» da adesão13. Isaris afirmou que a UE significou «progresso real» em infraestruturas mas, acima de tudo, «abriu a mente», como o demonstram programas como o Erasmus.
Luis de Amorim sublinhou um ponto considerado «irónico», o ter sido a adesão a uma entidade maior (a UE) que permitiu a Espanha e Portugal, que historicamente viviam “de costas voltadas“, melhorar substancialmente a sua cooperação bilateral. Amorim anunciou ainda o programa Discover EU, que oferece 40.000 passes de comboio gratuitos a jovens que celebrem 18 anos.
Os Projectos Estratégicos Transfronteiriços
A sessão serviu ainda para detalhar os projetos concretos que irão moldar o futuro da região, tais como o Planeamento Territorial Sustentável 2030. Silvia Madeira, diretora da Eurocidade, apresentou este plano de ordenamento comum.
A iniciativa tira partido da “feliz coincidência” de os três municípios estarem a rever os seus planos diretores municipais em simultâneo. A proposta central é o projeto «Pontes que nos unem», que inclui a ambiciosa adição de uma passagem ciclo-pedonal à Ponte Internacional do Guadiana e um sistema integrado de transportes entre as três cidades.
Quano ao de Combate a Incêndios, Alejandro García Hernández, Diretor-Geral de Emergências da Junta de Andaluzia, explicou um projeto focado na nova geração de incêndios florestais, que são agora emergências de proteção civil.
O projeto propõe uma mudança de paradigma que é deixar de apenas reagir ao fogo e passar a antecipar-se, através da gestão de «zonas estratégicas» ou «nós de propagação» (como os collados) para mitigar a propagação
Quanto ao Geoparque Transfronteiriço, Rocío Ester García, da Diputación de Huelva, apresentou o projeto Geotrans. Trata-se da criação do primeiro Geoparque transfronteiriço entre Espanha e Portugal, unindo Huelva a quatro municípios do Alentejo (Serpa, Moura, Mértola e Barrancos). O objetivo é usar a geologia singular do território como ferramenta de desenvolvimento sustentável e combate ao despovoamento.
No plano Agroalimentar (Esport Plus): Francisco Mandrique, do clúster agroalimentar Andaluz, detalhou um projeto de apoio à internacionalização de PMEs agroalimentares de Espanha e Portugal. O objectivo é levar os produtos locais aos mercados europeus, capacitando os trabalhadores e ajudando a fixar o emprego qualificado no território.
O desafio Futuro de ligar a «Macro» Europa ao «Micro» Cidadão deu-se no encerramento com um diálogo intergeracional. O nosso diretor e jornalista José Estevão Cruz recordou que a adesão à UE transformou uma «fronteira de guerra numa fronteira de paz.
O ativista social Viriato Vilas Boas deixou um aviso vincado. Segundo ele, a Europa foi bem-sucedida na construção da parte «macro? – As pontes, os edifícios e as instituições. No entanto, alertou que o grande desafio agora é ligar-se ao «micro», os cidadãos dos «bairros sociais» e «guetos», as minorias e os mais pobres, que «não fazem ideia de que isto existe» e se sentem desligados das instituições. Para o ativista, esta desconexão é o que alimenta os extremismos.
Luis de Amorim, da Comissão Europeia, concluiu que o futuro exige «ambição e participação» e que o próprio evento – um diálogo aberto e livre numa praça pública – era a perfeita ilustração do que «é o projeto europeu».
O Município de Loulé está prestes a dar um passo decisivo no reforço das suas capacidades de resposta a emergências regionais. A 27 de outubro, a autarquia louletana irá inaugurar a obra de ampliação do Heliporto Municipal, uma infraestrutura que se reveste de importância vital para a segurança de toda a região, ao acolher a Base de Helicópteros em Serviço Permanente (BHSP) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Este investimento estratégico é crucial para modernizar e aumentar a eficiência da resposta aérea no Algarve, uma zona crítica, especialmente durante os períodos de maior risco, como a época de incêndios rurais. A cerimónia oficial está marcada para as 15h30 e contará com a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sublinhando a relevância nacional desta base para o sistema integrado de proteção e socorro.
A BHSP de Loulé tem sido um pilar da segurança regional e nacional desde o seu estabelecimento em 1998. É a partir desta localização estratégica que são despachados meios aéreos essenciais, garantindo tempos de resposta rápidos e eficazes no combate a sinistros, mas também em missões de busca e salvamento.
A sua área de intervenção abrange não só o Algarve, mas também áreas circundantes do sul do país, tornando-a um ponto nevrálgico nas operações da Proteção Civil em Portugal continental.
A ampliação visa dotar a base de melhores condições logísticas e operacionais, adaptando-a aos desafios do século XXI. A melhoria estrutural do heliporto garante maior segurança para as equipas e, fundamentalmente, uma capacidade reforçada para acolher frotas de helicópteros mais modernas e exigentes tecnologicamente.
Esta modernização é vista como essencial para que o Algarve se mantenha resiliente face aos desafios ambientais e climáticos crescentes. Ao investir nesta infraestrutura, o Município de Loulé formaliza o seu compromisso firme e inadiável com a segurança pública e a proteção dos seus cidadãos.
Com esta inauguração, a Base de Helicópteros de Loulé continuará a operar com maior eficácia e rapidez, assegurando que o sul do país está mais bem preparado para enfrentar qualquer tipo de emergência.
O Município de Alcoutim organiza a XVI edição da Feira da Perdiz nos dias 15 e 16 de novembro, na Avenida dos Almocreves, em Martim Longo.
A feira valoriza o potencial turístico e cinegético do concelho, promovendo a caça como dinamizadora económica e cultural. O evento oferece um programa diversificado: demonstrações de caça, exposições temáticas, gastronomia local centrada em pratos de caça, produtos regionais, animação musical e atividades para quem aprecia caça e público geral.
Reúne caçadores, produtores, artesãos e visitantes, reforçando a tradição e o saber rural no interior algarvio. A entrada é gratuita e o município convida toda a população a participar como forma de dinamizar o território.
Resumo das edições anteriores – XV Feira da Perdiz (2024):
Em 2024 ocorreu a XV Feira da Perdiz, também em Martim Longo, realizada nos dias 16 e 17 de novembro. A programação incluiu atividades típicas como largada de perdizes, demonstrações de falcoaria, exposições sobre a caça, corte de madeira, concursos de cães e matilhas, animação musical, gastronomia regional e ações dedicadas ao público infantil. O evento reafirmou o papel do setor cinegético e valorizou os produtos locais, a cultura rural e o património natural do concelho, sempre com entrada livre para moradores e visitantes.
Fontes consultadas: Conteúdo oficial do Município de Alcoutim – XVI Feira da Perdiz[1] Página oficial da XV edição em 2024.
A Eurocidade do Guadiana consolida o seu papel como referência europeia na gestão transfronteiriça de recursos hídricos ao participar num encontro de alto nível na América do Sul.
A Vice-Presidente, Filomena Sintra, representou a Eurocidade no «Encontro Internacional de Bacias Hidrográficas Transfronteiriças pela Paz», realizado na complexa tríplice fronteira entre Barra do Quaraí (Brasil), Monte Caseros (Argentina) e Bella Unión (Uruguai).
O evento, visou promover a cooperação e partilha de experiências em governança hídrica e foi promovido pelo Comité para o Desenvolvimento da Bacia Hidrográfica do Uruguai (CCRU) em parceria com a Rede Euro-Latino-Americana para a Governação das Bacias Hidrográficas Transfronteiriças.
Sob o mote inspirador «Sem paz não há cooperação nem desenvolvimento transfronteiriço possível», a iniciativa reuniu especialistas, autoridades, académicos, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil de bacias partilhadas da Europa e da América Latina.
Coorganizado pelos Ministérios dos Transportes e Obras Públicas e do Ambiente do Uruguai, o encontro teve lugar na Sala de Relações Públicas da Delegação Uruguaia da Comissão Técnica Conjunta de Salto Grande.
A agenda de atividades incidiu sobre temas-chave para o desenvolvimento regional sustentável, incluindo: o papel das vias navegáveis e bacias transfronteiriças como motores de desenvolvimento; o património da biosfera como instrumento de paz; experiências europeias e latino-americanas na gestão de recursos hídricos partilhados; e a formação de alianças estratégicas entre atores institucionais, sociedade civil e o setor privado.
O ponto alto da reunião foi a assinatura da Declaração de Salto Grande pelos representantes das várias entidades presentes. O documento destaca a importância dos projetos de cooperação em curso na Europa e na América Latina. Propõe, ainda, que as ações estruturais realizadas nestes territórios sejam obrigatoriamente concertadas com os governos locais, regionais e, fundamentalmente, com a sociedade civil, garantindo uma abordagem inclusiva e transparente.
A relevância global do evento foi sublinhada pela presença de figuras de peso internacional, como Sergio Abreu, Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), e Martín Guillermo, Secretário-Geral da Associação das Regiões Fronteiriças Europeias (AERF), juntamente com a representante do Programa Homem e Biosfera da UNESCO, María Rosa Cárdenas.
A participação da Eurocidade do Guadiana neste fórum reforça o seu estatuto internacional e demonstra o valor do modelo ibérico na construção de pontes de cooperação para a paz em regiões com desafios transfronteiriços complexos.
A história sombria de um dos mais duros símbolos da repressão do Estado Novo, o Campo de Concentração do Tarrafal (1936-1954), vai ser revisitada e analisada sob uma perspetiva inovadora na Biblioteca Municipal de Loulé.
No próximo dia 28 de outubro, terça-feira, pelas 18h30, será apresentado o estudo “O campo de concentração do Tarrafal (1936-1954) – História e uma proposta de reabilitação urbana” no âmbito da iniciativa “Livros Abertos”.
O trabalho, apresentado pelos seus autores, José Soares e Luís Gomes, propõe-se a uma dupla análise. Por um lado, mergulha nas causas que levaram à construção do campo em Cabo Verde e detalha o quotidiano da prisão durante os dezoito anos da sua existência, um período marcante para a história política portuguesa e caboverdiana.
Por outro lado, o estudo avança com uma proposta concreta para a sua reabilitação urbana. A componente de reabilitação é crucial, pois visa potencializar o espaço e atribuir-lhe um novo uso, garantindo que este património, carregado de significado histórico, possa ser melhor aproveitado pela comunidade.
Não se trata apenas de preservar a memória, mas de integrar o local na vida contemporânea de forma digna e útil.
Para debater este tema de grande relevância histórica e urbanística, estarão presentes dois especialistas com forte ligação a Cabo Verde. José Soares, natural de Chão Bom – Tarrafal, é licenciado e mestre em História. Com experiência em coordenação de turismo e atualmente deputado na Assembleia Municipal do Tarrafal, traz uma perspetiva local e política essencial à discussão.
Luís Gomes, natural da Cidade da Praia, complementa o painel com a sua vasta experiência em arquitetura e urbanismo. Com mais de 12 anos de prática em planeamento urbano e projetos arquitetónicos, o atual Assessor do Ministro de Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território de Cabo Verde, é o principal impulsionador da visão de futuro para o aproveitamento do antigo campo de concentração.
Esta sessão, que une a memória histórica à visão de futuro e ao ordenamento do território, promete ser um momento de reflexão profunda sobre como lidar com os legados dolorosos do passado, transformando-os em espaços de aprendizagem e serviço comunitário. A entrada é livre e o público está convidado a participar no debate na Biblioteca Municipal de Loulé.
A recente aprovação da lei que proíbe o uso da burca e outras vestes que ocultem o rosto em espaços públicos, contando com os votos favoráveis do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP, está a gerar forte controvérsia em Portugal.
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) reagiu veementemente, classificando a legislação como um “ataque direto aos direitos fundamentais das mulheres, à sua dignidade e à sua autodeterminação”.
Numa nota pública, o MDM esclarece que o cerne da questão não reside na apreciação pessoal da veste, mas sim no reconhecimento do direito das mulheres decidirem sobre a sua vida, a sua fé e a sua forma de expressão. O movimento acusa o Estado de utilizar um pretexto de “proteção” que, na verdade, se traduz em “opressão”.
De acordo com o MDM, a lei reproduz uma visão profundamente paternalista e tutelar, que trata as mulheres como “sujeitos menores, destituídas da capacidade de autonomia moral e decisão individual”. Esta abordagem, segundo a organização, acaba por reforçar as mesmas lógicas de subordinação que alegadamente visa combater.
O movimento argumenta que proibir o uso da burca é negar a voz e a autonomia das mulheres que a escolhem livremente ou por opção religiosa. Nesse sentido, o MDM aponta três eixos de crítica severa à nova legislação: a inconstitucionalidade, a discriminação e o caráter abusivo.
A lei é considerada inconstitucional por violar o direito à liberdade de consciência, de religião e de culto (Artigo 41.º da Constituição da República Portuguesa). É também vista como discriminatória, uma vez que visa especificamente práticas religiosas de uma minoria, e opressiva, ao impor limites à forma como as mulheres podem existir e expressar-se em público.
O MDM condena ainda a retórica usada por alguns proponentes da lei, como a afirmação de que era preciso “impedir que as mulheres andem pela rua como se fossem um animal ou uma mercadoria”. O movimento considera esta linguagem “profundamente ofensiva, hipócrita e desumanizadora”, revelando uma visão que reduz as mulheres à condição de objetos.
Em vez de escutar e respeitar as escolhas das próprias mulheres, o MDM afirma que a lei fala por elas, negando-lhes a autonomia necessária para resistir à discriminação que já enfrentam diariamente. O movimento alerta para as consequências observadas noutros países, onde medidas semelhantes empurraram muitas mulheres para fora do espaço público, afastando-as da escola, do trabalho e da vida comunitária.
“Esta proibição não liberta — exclui. Não emancipa — controla. E aprofundará ainda mais o isolamento daquelas que afirma querer proteger”, sublinha o Secretariado Nacional do MDM.
O movimento feminista alerta para o precedente perigoso que esta lei cria. Hoje é a burca, mas questiona-se se amanhã não será a vez do lenço, do decote, da tatuagem ou do comprimento da saia, sempre em nome de uma suposta “proteção” que, na prática, restringe e impõe um modelo único de mulher.
A posição do MDM é firme: “Nenhuma mulher deve ser forçada a usar burca, mas nenhuma mulher deve ser impedida de a usar, se essa for a sua escolha.”
O movimento rejeita a lei, classificando-a como um insulto à inteligência e à autodeterminação feminina, e apela a todas as mulheres, independentemente da sua opinião sobre o uso da burca, a unirem-se na condenação desta proibição, pelos precedentes que estabelece. O MDM conclui que as verdadeiras mudanças sociais se alcançam através de direitos, diálogo e respeito, e não com leis que restringem e excluem.
O novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras (EES) prometia maior segurança e eficiência, mas o seu lançamento em Portugal está a traduzir-se em longas filas e tempos de espera insuportáveis para os passageiros.
O problema, que já era sentido no Aeroporto de Lisboa, estendeu-se agora com gravidade ao Aeroporto de Faro, um dos principais portões de entrada para o turismo nacional.
Cidadãos de países terceiros, fora do Espaço Schengen, estão a enfrentar esperas que superam facilmente uma hora e, em alguns casos reportados, atingem os 90 minutos. A causa deste congestionamento reside na introdução obrigatória de novos procedimentos digitais e no registo de dados biométricos.
Este processo, fundamental para o funcionamento do EES, exige tempo adicional em cada posto de controlo, retardando significativamente a passagem dos milhares de passageiros que utilizam os aeroportos portugueses diariamente.
A situação tem sido classificada pelas autoridades aeroportuárias como de “constrangimentos graves no controlo de fronteiras”.
No Aeroporto de Faro, à semelhança de Lisboa, estas longas filas representam um risco real de perda de voos, um cenário particularmente preocupante com a aproximação das épocas altas. As demoras constantes têm um impacto negativo direto na experiência do passageiro e na reputação de eficiência dos principais «hubs» nacionais.
Face a este cenário, a própria gestora do aeroporto algarvio emitiu um aviso prático aos passageiros. É fortemente recomendado que aqueles que viajam fora do espaço Schengen reforcem a antecedência da sua chegada ao aeroporto, de forma a mitigar o impacto dos tempos de espera, que se tornaram previsivelmente mais longos desde a implementação do novo sistema.
Embora o EES seja um passo importante para a segurança das fronteiras externas da União Europeia, a sua aplicação prática em Portugal continua a gerar disrupções. A persistência de filas extensas sublinha a necessidade urgente de otimizar os novos procedimentos para garantir que a segurança não comprometa a fluidez essencial ao setor de viagens.
Lisboa, 20 de outubro de 2025 — A Google está a reforçar a sua aplicação de carteira digital, a Carteira da Google (Google Wallet), com a introdução de funcionalidades que visam melhorar a organização e a conveniência para os utilizadores. As novidades recentes focam-se em dar mais controlo ao utilizador sobre os seus itens digitais e em tornar a utilização de passes de fidelidade e bilhetes mais inteligente. Personalização e Organização Aprimoradas Uma das atualizações mais elogiadas é a possibilidade de adicionar alcunhas personalizadas aos cartões, bilhetes ou passes guardados na aplicação. Com um limite de até 25 caracteres, esta funcionalidade permite aos utilizadores nomear cartões idênticos (como múltiplos cartões de transporte ou de fidelização) de forma clara, tornando mais fácil a identificação rápida do item correto no ecrã inicial, um avanço notável para quem gere vários passes da mesma categoria. Notificações Inteligentes Baseadas na Localização A Carteira da Google também se tornou mais “inteligente” ao integrar notificações baseadas na localização. A aplicação passa a mostrar avisos e sugestões de passes ou cartões de fidelidade que podem ser usados quando o utilizador se encontra próximo de um local específico. Por exemplo, ao chegar perto de uma loja onde tem um cartão de fidelização guardado, a aplicação pode exibir uma notificação para aceder ao cartão com um simples toque, eliminando a necessidade de o procurar manualmente. Esta funcionalidade promete agilizar o uso no transporte público, eventos e estabelecimentos comerciais. Expansão de Suporte para Viagens No segmento de viagens, a Google respondeu à concorrência ao adicionar o suporte para que os cartões de embarque de grandes companhias aéreas como a American Airlines, Delta e United Airlines possam ser adicionados diretamente à carteira digital. Este recurso sincroniza as informações do bilhete em tempo real, oferecendo uma alternativa mais eficiente e segura do que guardar screenshots dos cartões de embarque. A empresa prevê que mais companhias aéreas passem a adotar este suporte em breve. Outras Melhorias e Contexto Estas atualizações complementam o leque de funcionalidades já robustas da Carteira da Google, que se estabeleceu como o sucessor do Google Pay e continua a ser um centro seguro para:
Pagamentos Contactless (por aproximação), usando a tecnologia NFC.
Guardar cartões de crédito e débito, bilhetes de eventos, passes de transporte e cartões de fidelização.
Integração com outras apps Google, como o Gmail e o Calendário, para fornecer alertas sobre passes e bilhetes. A Carteira da Google está disponível em mais de 60 países e regiões em dispositivos Android e Wear OS, incluindo Portugal, onde o pagamento por aproximação já é amplamente suportado por diversos bancos nacionais. Com estas novidades, a Google reafirma o seu compromisso em simplificar as transações digitais, oferecendo uma experiência cada vez mais fluida, organizada e segura para os seus utilizadores.
A saúde pública em Portugal enfrenta um novo e significativo período de turbulência, com a greve dos enfermeiros a paralisar centenas de serviços em todo o país.
O protesto, impulsionado pelo desacordo com o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) proposto pelo Ministério da Saúde, reflete um profundo descontentamento profissional, centrado naquilo que os enfermeiros classificam como um «retrocesso social e laboral inadmissível» e no lema «Trabalhar mais e receber menos».
O cerne do conflito reside no ACT, que, segundo as estruturas sindicais, ameaça direitos adquiridos e precariza as condições de trabalho. Os enfermeiros têm sido claros nas suas críticas, sublinhando que as propostas governamentais não só falham em valorizar a classe, como impõem regras que dificultam a sua progressão e aumentam drasticamente a carga horária.
As principais críticas ao ACT apontam para diversos recuos. Entre os mais contestados está o impedimento da progressão na carreira, essencial para a motivação e reconhecimento profissional. Adicionalmente, o Ministério da Saúde propõe a «retirada do tempo de passagem de turno como tempo efetivo de trabalho, ignorando o tempo necessário para a continuidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes».
«A extinção da jornada contínua como regime regra, abrindo caminho a modelos menos favoráveis aos profissionais e a imposição de regimes de Banco de Horas, Adaptabilidade e Horário Concentrado, que podem prolongar o horário diário e semanal até às 60 horas, sem que estas horas adicionais sejam contabilizadas como trabalho extraordinário».
«O fim do pagamento das chamadas horas penosas, do trabalho extraordinário e do pagamento pelo regime de prevenção, resultando numa diminuição real da remuneração».
Os enfermeiros alertam ainda para o risco de precarização das condições de trabalho e a facilitação da entrega da gestão pública das Unidades Locais de Saúde (ULS) às Parcerias Público-Privadas (PPP), um cenário que tem gerado receio entre os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Perante estas críticas, o Ministério da Saúde defende o novo ACT como uma medida de «modernização da gestão» das ULS e de aumento da eficiência. A tutela argumenta que as novas regras visam dotar os serviços de maior flexibilidade na organização do trabalho, permitindo uma melhor adaptação às exigências do sistema de saúde e um controlo mais apertado dos custos operacionais do SNS.
No entanto, a posição do Ministério é contestada pela falta de ações concretas. Até ao momento, não foram apresentadas medidas efetivas para a valorização profissional, nem foram abertos concursos para novas contratações ou para o acesso a categorias superiores. Este vazio agrava o problema da carência generalizada de enfermeiros, que continua a ser um fator de stress e sobrecarga para os profissionais existentes.
A greve tem tido um impacto notório, afetando centenas de serviços em hospitais e centros de saúde, especialmente consultas externas, cirurgia programada e algumas atividades nos centros de saúde. Embora os serviços mínimos tenham sido assegurados, a contestação demonstra a seriedade do descontentamento, simbolizada pela entrega de uma moção com mais de 11.000 assinaturas junto ao Ministério da Saúde. Os enfermeiros exigem uma negociação justa, melhores condições de trabalho e responsabilizam o Governo pela atual precarização da carreira.
O calor tem sido um fator determinante na atual campanha da azeitona, trazendo diversos impactos negativos em Portugal e outros países produtores do Mediterrâneo:
Atraso na campanha: Temperaturas elevadas em outubro causaram atrasos no início da apanha, especialmente no Alentejo, principal região produtora, e podem levar a uma redução de até 10% na produção esperada.alentrium+1
Danos na floração e frutificação: O calor fora de época prejudicou a floração do olival e a pega dos frutos, reduzindo a quantidade de azeitonas formadas, como observado em Trás-os-Montes e Alto Douro.rtp
Redução da síntese lipídica: Altas temperaturas durante a maturação das azeitonas dificultam a produção de óleo, pois causam estresse térmico e prejudicam as enzimas envolvidas na formação do azeite, diminuindo a qualidade e quantidade do produto final.olivonews
Mudanças nos métodos de colheita: Produtores estão tendo que adaptar horários e técnicas, como colher nas horas mais frescas do dia, para evitar danos maiores às frutas.correiobraziliense
Oscilação nos preços: As adversidades climáticas têm impacto direto sobre os rendimentos e, consequentemente, sobre os preços do azeite, embora haja expectativa de alguma recuperação de preços em 2025 devido à entrada de novos olivais produtivos.theportugalnews+1
Necessidade de adaptação e seguros: Agricultores pedem mais apoio e sistemas de seguro para compensar prejuízos devido às condições climáticas extremas, além de investir em práticas agrícolas sustentáveis para tornar as plantações mais resilientes ao calor.rtp+1
Em resumo, o calor extremo está a atrasar a colheita, reduzir a produção, afetar a qualidade do azeite e obrigar os produtores a adaptarem práticas e investirem em resiliência. A tendência é de que este tema ganhe cada vez mais importância no setor oleícola português.alentrium+3
Confira a agenda dos eventos que vão animar a região algarvia ao longo do fim semana.
Até 26 de outubro: FARO: Feira de Sta. Iria.
17 de outubro, sexta: PORTIMÃO: Atuações de Júlia Lima (violoncelo) e Inês Gomes (guitarra clássica), na Casa Manuel Teixeira Gomes (18h00), integradas no Festival de Música Manuel Teixeira Gomes. Saiba mais aqui.
LAGOS: Arranque da FEEL 2025 – Feira de Educação e Escolhas de Lagos, evento dedicado à orientação vocacional e profissional dos jovens, do 8.º ao 12.º ano, no Pavilhão Municipal de Lagos.
LAGOS: Atuação da Orquestra Barroca D’Aquém Mar na Igreja de S. Sebastião (20h00). Os bilhetes custam 8 euros.
SILVES: Apresentação do livro de contos «Como se não houvesse amanhã – Histórias Suicidas», de Sérgio Godinho, com a presença do autor, na Biblioteca Municipal de Silves (18h00).
SÃO BRÁS DE ALPORTEL: Peça de teatro «Sermão de Santo António aos Peixes», pela ACTA, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto (21h00).
LOULÉ: Espetáculo «Carmen, me sem! Carmen, sou eu!», no Cineteatro Louletano (21h00). Os bilhetes custam 10 euros e estão à venda aqui.
OLHÃO: Comédia «Radojka», com Marina Mota, no Auditório Municipal de Olhão (21h30). Os bilhetes custam 18 euros e estão à venda aqui. Atuação da fadista Luana Velasquez nos Mercados de Portimão, integrada na iniciativa «Fado nos Mercados de Olhão • Cantar o Fado pela Luta Contra o Cancro da Mama• Outubro Rosa» (10h30).
VILA REAL DE STO. ANTÓNIO: Concerto com o Coral Luísa Todi, dirigido pelo maestro Fernando Malão, na Igreja Matriz de Vila Real de Santo António (21h00). Entrada gratuita.
18 de outubro, sábado: PORTIMÃO: Espetáculo de teatro infantil «Plastikaos ou o grande rebulixo» no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão (11h00). Os bilhetes custam 7 euros e estão à venda aqui. Ação de Sensibilização: “Comunicar para cuidar: a importância da empatia no percurso oncológico”, com Marta Rodrigues e Amarílis Salema (17h00). Iniciativa integrada na campanha de consciencialização sobre a prevenção do cancro da mama “Outubro Rosa”, promovida pela Associação Dar Amor. Apresentação do livro de contos «Como se não houvesse amanhã – Histórias Suicidas», de Sérgio Godinho, com a presença do autor, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes (18h00). Espetáculo de stand-up comedy «Matrioska», de Guilherme Duarte, no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão (21h00). Os bilhetes custam 18 euros e podem ser adquiridos aqui. Festa dos anos 80, com o DJ Mikas, na Sociedade Vencedora Portimonense (21h30).
LAGOS: Segundo dia da FEEL 2025 – Feira de Educação e Escolhas de Lagos, evento dedicado à orientação vocacional e profissional dos jovens, do 8.º ao 12.º ano, no Pavilhão Municipal de Lagos. Final do XXVI Concurso de Fado Amador “Cidade de Lagos”, no Centro Cultural de Lagos (21h00). Bilhetes à venda no local.
LAGOA: Concerto da Orquestra de Jazz do Algarve com Ola Onabulé, no Auditório Carlos do Carmo (19h00).
ALBUFEIRA: XX Aniversário da FUÉTÈ – Associação de Dança de Albufeira, no Auditório Municipal (19h00). Os bilhetes custam 5 euros. ALBUFEIRA: Comédia “Radojka”, com Marina Mota, no Auditório Municipal (21h00). Os bilhetes custam 17,5 euros e estão à venda aqui.
VILA DO BISPO/BARÃO DE S. MIGUEL: Espetáculo «Mãozorra – Teatro de Marionetas», na antiga Escola Primária de Barão de São Miguel (19h30).
19 de outubro, domingo: ALBUFEIRA: Comédia “Radojka”, com Marina Mota, no Auditório Municipal (16h30). Os bilhetes custam 17,5 euros e estão à venda aqui.
LOULÉ/QUARTEIRA: Corrida MamaMaratona, no Passeio das Dunas, entre Vilamoura e Quarteira (das 08h00 às 13h00).
LOULÉ: Peça de teatro «Barrigas e Magriços», pela companhia «Que Cena! – Grupo de Teatro Infantojuvenil da Nave do Barão», no Cineteatro Louletano (17h00). Os bilhetes custam 5 euros e estão à venda aqui.
A Câmara Municipal de Mértola divulgou o programa oficial da Feira da Caça de Mértola 2025, um dos mais relevantes certames nacionais dedicados à atividade cinegética, à natureza e à preservação das tradições rurais.
O evento anual está agendado para decorrer entre os dias 24 e 26 de outubro, prometendo atrair milhares de visitantes ao coração do Baixo Alentejo.
Durante três dias, o recinto da feira e os espaços adjacentes serão palco de uma agenda diversificada e intensa, pensada para envolver tanto caçadores e profissionais do setor, como o público em geral. A iniciativa visa reforçar o compromisso do município com a valorização dos recursos cinegéticos e naturais, promovendo simultaneamente o turismo e a economia local.
O certame arranca na sexta-feira, dia 24 de outubro, com o tradicional toque de reunir da Montaria da Feira da Caça. O período da tarde será marcado pela Abertura Oficial e pelo início de um Ciclo de Conferências fundamentais, focadas na recuperação e gestão sustentável das espécies cinegéticas.
A noite culminará com animação musical a cargo do Grupo Coral de São João dos Caldeireiros, do Grupo Musical Sons do Lago, e dos esperados concertos de Nuno Ribeiro, seguido por Emanuel e Tânia.
O sábado, dia 25, reserva um dos momentos altos do evento com a realização da 15.ª Taça Ibérica de St.º Huberto, que junta os melhores atiradores ibéricos. As demonstrações de cães de caça e de falcoaria prometem cativar a atenção, enquanto a vertente gastronómica é assegurada pelo Concurso de Mel e por um Showcooking liderado pelo Chef Carlos Matos.
A animação musical noturna contará com Calma e Vento Sul e Koincidências, encerrando a noite com o aguardado concerto do cantor Emanuel.
O último dia, domingo, 26 de outubro, encerra a Feira da Caça com um foco nas atividades desportivas e na riqueza natural. Realiza-se o 13.º Campeonato Nacional de Salto “Fernando Pereira”, provas de caça e sessões de birdwatching, valorizando a biodiversidade local.
Haverá ainda provas de Vinhos, mais um Showcooking e demonstrações de cães de caça. O encerramento oficial será feito ao som do grupo Vizinhos, pondo termo a mais uma edição de sucesso.
A Câmara Municipal de Mértola convida todos os interessados a participar nesta celebração das tradições rurais e da natureza alentejana, reiterando o papel central da Feira da Caça na dinamização cultural e económica do território.
Com a chegada do outono, uma das frutas mais emblemáticas desta época volta a brilhar nas feiras e mercados: a romã. Conhecida pelos seus grãos de cor rubi e sabor único, a romã é um verdadeiro tesouro nutricional, associado a inúmeros benefícios para a saúde.
Rica em antioxidantes, vitamina C, potássio e fibras, a romã auxilia no reforço do sistema imunitário, protege o coração e contribui para a saúde da pele. O seu consumo regular pode ainda ajudar a combater inflamações e a promover uma melhor digestão — razões de sobra para incluir a romã na alimentação diária!
Além de saudável, a romã é versátil na cozinha. Pode ser saboreada ao natural, em sumos ou até como estrela de receitas sofisticadas. Para transformar o fruto numa experiência gastronómica, deixamos uma sugestão irresistível:
Receita: Salada Outonal de Romã, Queijo Feta e Nozes
Ingredientes:
1 romã grande
100g de queijo feta em cubos
50g de miolo de noz
1 molho de rúcula ou agrião fresco
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparação:
Solte os grãos da romã e reserve.
Numa taça, disponha a rúcula ou agrião, os cubos de feta e as nozes partidas.
Junte os grãos de romã e regue com o azeite e o vinagre balsâmico.
Tempere com sal e pimenta e misture delicadamente.
Esta salada traz o frescor e a cor da estação para o prato, é deliciosa e nutritiva — ótima como entrada ou acompanhamento. Experimente e celebre o outono com o melhor que a natureza tem para oferecer!
O popular festival de leituras encenadas da Companhia Cepa Torta está de volta para a sua 9.ª edição, prometendo uma temporada outonal e invernal repleta de drama e inovação.
Entre outubro e dezembro, o público terá acesso a uma programação diversificada que celebra o teatro em voz alta, estendendo a sua presença a novos palcos em Lisboa, Faro e, pela primeira vez, a Lagos, incluindo o Centro Cultural local.
A abertura do festival está marcada pela sátira “O Senhor Biedermann e os Incendiários“, de Max Frisch. Este ano, o evento mantém o foco nas leituras interpretadas de cinco peças teatrais, contando com elencos recheados de nomes reconhecidos das artes cénicas e sessões especiais que incluem conversas com o público, reforçando o diálogo cultural.
A 9.ª edição distingue-se pela introdução de novidades importantes. Destaca-se a 5.ª edição do prestigiado Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, essencial para promover novas vozes no panorama nacional.
Além disso, o festival inova com a estreia de uma oficina de leitura aberta ao público geral, agendada para 1 e 2 de novembro na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, com inscrição de 5 euros. O público pode ainda acompanhar a escrita teatral através dos novos episódios do podcast “Esta Noite Grita-se”.
No campo das leituras, o mês de novembro traz obras de grande relevância, como “Barrete de Guizos”, do mestre Luigi Pirandello, e “Vemo-nos ao nascer do dia”, de Zinnie Harris. O grande destaque de encerramento será “Pedral”, de Sabrina Marthendal, a obra vencedora da 5.ª edição do prémio.
Esta peça será apresentada num espetáculo de elevado perfil na Fundação Calouste Gulbenkian, além de ter apresentações nos palcos algarvios de Faro e Lagos, culminando a temporada. A Companhia Cepa Torta aproveita ainda para fazer circular a sua produção “É e Não É, ou a verdadeira história dos guardas que prenderam Antígona” por vários teatros nacionais, numa iniciativa dedicada a aproximar jovens e famílias da experiência teatral.
Para garantir a presença neste festim cultural, os bilhetes podem ser adquiridos através da BOL ou diretamente nos espaços no dia das sessões. Para as sessões em Lisboa, é possível efetuar reserva antecipada, contactando a produção via e-mail (producao@cepatorta.org) ou telefone (924 744 056).
Yolanda Hopkins, surfista algarvia de 27 anos, inscreveu esta quinta-feira, 16 de outubro, o seu nome nos anais do desporto português ao alcançar um feito inédito: tornou-se a primeira mulher portuguesa a garantir um lugar no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL), o circuito mundial de elite.
Segundo Jessica Mestre, Jornal do Algarve, qualificação, há muito ambicionada, foi matematicamente assegurada nas ondas brasileiras de Saquarema, arredores do Rio de Janeiro, durante o Saquarema Pro, uma prova crucial das Challenger Series. Ao garantir o apuramento para as meias-finais da competição, Yolanda assegurou a sua vaga para a temporada de 2026.
A Ambiolhão E.M, tornou público que irá proceder à execução dois novos de ramais de ligação à rede de drenagem de águas residuais na Rua Azinhaga da Patinha, em Quelfes.
A planta anexa, indica a circulação de veículos no local da intervenção. Prevê-se que os trabalhos tenham início hoje, 15/10/2025, a partir das 09:00, e que tenham a duração dois dias
A Comissão Europeia aprovou o sétimo pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a Portugal, no valor de 1,06 mil milhões de euros.
Este desembolso eleva para 47% a taxa de execução global do programa, evidenciando o cumprimento de todos os 27 marcos e metas estabelecidos nesta fase.
Os fundos destinam-se a investimentos estratégicos, como aquisição de equipamentos médicos, apoio a pessoas em risco de exclusão social, renovação de centrais hidroelétricas na Madeira, compra de veículos para bombeiros e forças de segurança, financiamento de alojamentos de emergência, promoção da igualdade salarial e instalação de estações de carregamento de veículos elétricos.
Portugal já recebeu um total de 13,8 mil milhões de euros do fundo europeu e foi o segundo país a apresentar o sétimo pedido de pagamento, reforçando a confiança da Comissão Europeia na execução do PRR nacional.