Autor: jestevaocruz
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Meteorito em Badajoz
𝐁𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐠𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬𝐬𝐨𝐮 𝐨 𝐜𝐞́𝐮 𝐝𝐞 𝐁𝐚𝐝𝐚𝐣𝐨𝐳 𝐞𝐫𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐨𝐜𝐡𝐚 𝐚 𝟏𝟐𝟕 𝐦𝐢𝐥 𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨́𝐦𝐞𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐨𝐫𝐚
Uma enorme bola de fogo foi detetada na madrugada desta segunda-feira a cerca de 104 quilómetros de altitude, sobre Fuenlabrada de los Montes (Badajoz). O fenómeno luminoso avançou em direção a Ciudad Real, até se extinguir a 29 quilómetros de altura sobre El Guijo, na província de Córdoba.
O fenómeno foi registado pelos detetores do projeto Smart, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC). Segundo o astrofísico José María Madiedo, a rocha tinha origem num cometa e entrou na atmosfera terrestre a uma velocidade impressionante — 127 mil quilómetros por hora.
O impacto com o ar fez com que a superfície do meteoroide atingisse temperaturas de vários milhares de graus, gerando a intensa luminosidade que pôde ser observada em grande parte do país.
A passagem foi captada pelos observatórios astronómicos de Huelva, La Hita (Toledo), Calar Alto (Almería), Sierra Nevada, La Sagra (Granada) e Sevilha, às 02h44, e apresentava um brilho comparável ao da Lua cheia, tornando-a visível em toda a Península Ibérica. -
Autárquicas 2025: Composição política e vencedores por concelho
Em 2025, o Algarve apresenta um novo mapa autárquico diversificado. O PS manteve a liderança na maioria dos municípios, mas perdeu autarquias estratégicas para partidos como o Chega (CH) e o PPD/PSD em alguns concelhos, nomeadamente em Albufeira e Vila do Bispo. O movimento independente R-MI segurou Aljezur, e a CDU persiste em Silves.
Concelho, Presidente Eleito, Partido/Coligação, Votos (%)
Albufeira, Rui Cristina, CH, 40,51;
Alcoutim, Paulo Paulino, PS, 56,45;
Aljezur, Manuel Marreiros, R-MI, 56,86;
Castro Marim, Filomena Sintra, PSD, 53,93;
Faro, António Miguel Pina, PS, 39,48;
Lagoa, Luís Encarnação, PS, 51,57;
Lagos, Hugo Pereira, PS, 49,84;
Loulé, Telmo Pinto, PS, 48,21;
Monchique, Paulo Alves, PS, 50,62;
Olhão, Ricardo Calé, PS, 39,26;
Portimão, Álvaro Bila, PS, 41,63
São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, PS, 56,87;
Silves, Luísa Conduto Luís, CDU (PCP-PEV), 36,53;
Tavira, Ana Paula Martins, PS, 46,63;
Vila do Bispo, Paula Freitas, PSD, 40,85;
Vila Real de Sto. António Álvaro Araújo, PS, 39,45;Forças políticas eleitas:
- O PS continua como principal força no Algarve, segurando municípios importantes como Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa, Olhão, Lagos, Monchique e São Brás de Alportel.
- O PSD venceu em Castro Marim e Vila do Bispo.
- O Chega ganha destaque com a conquista de Albufeira.
- A CDU manteve Silves, confirmando a tradição local.
- O independente R-MI consolida Aljezur na margem da Costa Vicentina.
Estes resultados refletem o pluralismo partidário crescente e a consolidação de novos protagonistas políticos na região algarvia, confirmando mudanças significativas na dinâmica do poder local em 2025.Incluir tabela resumida por concelho com partido, presidente e % de votos
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Autárquicas 2025: Resultados nos quatro concelhos do Baixo Guadiana
Os resultados das eleições autárquicas de 2025 trouxeram novidades e confirmações em quatro concelhos do Baixo Guadiana. Mário Tomé continua a liderar em Mértola, enquanto Paulo Paulino mantém o comando em Alcoutim. Em Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo permanece como presidente. Em Castro Marim, Filomena Sintra, que tinha assumido a presidência na reta final do mandato anterior após Francisco Amaral, conquista agora, pela primeira vez, a presidência da câmara em nome próprio.
Concelho Presidente Eleito Notas Mértola Mário Tomé Mantém-se à frente do município Alcoutim Paulo Paulino Reconduzido como presidente Vila Real de S. António Álvaro Araújo Continua como presidente da câmara Castro Marim Filomena Sintra Eleita pela 1.ª vez após sucessão de Francisco Amaral Esta eleição reforça a continuidade em três autarquias e marca a estreia de Filomena Sintra como presidente eleita em Castro Marim.
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Novo sistema de controlo de fronteiras entra em vigor este domingo na União Europeia
A partir de domingo, 12 de outubro de 2025, entrará em funcionamento em Portugal e nos demais países do espaço Schengen o novo sistema europeu de controlo de fronteiras, conhecido como Entry/Exit System (EES).
O sistema aplica-se a todos os cidadãos de países terceiros (não pertencentes à União Europeia) que entram no espaço Schengen para estadias de curta duração — até 90 dias, num período total de 180 dias —, independentemente de necessitarem ou não de visto.
Segundo fonte oficial, incluindo informações do Sistema de Segurança Interna, da GNR e da PSP, este sistema vai substituir o tradicional carimbo no passaporte por registos eletrónicos centralizados, defendendo que o avanço permitirá maior eficiência na gestão das fronteiras e maior segurança. O EES recolhe dados como a data, hora e local de entrada e saída, fotografia e impressões digitais dos viajantes na primeira entrada.
Este novo sistema representa também um reforço na luta contra fraudes documentais, entradas irregulares e a ultrapassagem do tempo legal de permanência, pois a deteção será feita automaticamente, podendo ser acionadas medidas como multas ou deportações para quem estiver em situação irregular.
Outra novidade é a interoperabilidade com outras bases europeias de segurança e partilha de dados em tempo real entre os 29 países do espaço Schengen.
Créditos: SIC Notícias
Informação complementar e atualizada:
- O EES será implementado de maneira faseada ao longo de seis meses, sendo progressivamente expandido por todos os países do espaço Schengen.[1][2][3][4]
- Os principais aeroportos nacionais já começaram a testar este sistema, estando tecnicamente preparados para a recolha e verificação dos dados biométricos dos viajantes.[3]
- Não é necessário passaporte biométrico, embora o uso de dados biométricos se torne obrigatório para o registo digital de entrada e saída.[5]
- O sistema é distinto do ETIAS, uma autorização de viagem que será exigida no final de 2026 e não requer ação imediata dos viajantes.[1]
- A promessa é de uma redução na espera nos controlos das fronteiras e maior capacidade das autoridades para impedir ameaças transfronteiriças e tráfico de pessoas.[4][3]
Esta notícia foi elaborada com base em conteúdos da SIC Notícias, informações oficiais nacionais e comunicados do espaço Schengen sobre o novo Entry/Exit System.
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Feira do Cavalo em Huelva
A Feira do Cavalo integra o evento mais esperado do outono em Huelva, realizado no parque de Zafra e marcado pela tradicional cena do choquito, que serve como o arranque oficioso das festividades.
É um momento vibrante, com casetas decoradas, música, gastronomia típica,especialmente molusco frito, jamón (presunto) e queijo, danças ao som de artistas populares como Mora, Bad Bunny, Raphael, Amistades Peligrosas), e a presença de diversas gerações de famílias e amigos. huelvainformacion
Durante as noites de festa, a alegria é intensa e contagiante, com os mais jovens a envolverem-se nas tendências de TikTok e os mais tradicionais a pedirem músicas clássicas.
Os festejos unem famílias e grupos distintos, e a programação oficial estende-se por todo o fim de semana, até domingo, prometendo energia e momentos únicos em torno do mundo equestre e das tradições regionais.
Foto significativa do evento anual
A edição de 2025 conta com várias imagens marcantes, sobretudo da primeira noite do evento, a famosa «noite do choquito frito» nas casetas da feira, que simboliza o verdadeiro início da celebração.
./com Perplexity e Huelva Información
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Feira da Praia coincide com Eleições Autárquicas
A Feira da Praia volta este fim de semana a transformar Vila Real de Santo António numa verdadeira festa. Tendo iniciado no passado dia 8 prolonga-se até 15 de outubro, reunindo milhares de visitantes portugueses e espanhóis no centro histórico da cidade.
Este evento multicentenário, com raízes que remontam a 1765, cresceu de uma feira junto ao areal de Monte Gordo para se tornar numa das maiores mostras comerciais do Baixo Guadiana.
Ao percorrer a Avenida da República e a Praça Marquês de Pombal, o ambiente é vibrante, com dezenas de expositores a oferecer desde roupas, calçado, artigos de casa e utensílios, a artesanato e brinquedos, sem esquecer as irresistíveis bancas de doçaria e produtos locais, como frutos secos, queijos, enchidos e legumes. A restauração também faz parte, com petiscos tradicionais e algumas novidades gastronómicas regionais ao dispor.
A edição destaca-se, como sempre, pela forte afluência de turistas espanhóis, acima de tudo no dia 12, feriado em Espanha, mantendo o caráter transfronteiriço do certame e reforçando os laços ibéricos da cidade. O espaço de diversão para crianças e famílias complementa a oferta, tornando a visita aprazível para todos.
Nas ruas, nota-se a envolvência das associações locais, a alegria contagiante dos comerciantes e animação musical e cultural a pautar os dias e noites do evento – seja com artistas de rua, pequenas bandas, ou demonstrações de artes manuais ao vivo. Para os habitantes, é tempo de reencontros, de revisitar tradições e de valorizar uma feira que continua a marcar a identidade de VRSA.
Se visitar, não deixe de experimentar os sabores regionais, conversar com os artesãos, e sentir a energia única da cidade nestes dias de festa partilhada entre Portugal e Espanha.
Resumo apoiado por Perplexity
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Haxixe apreendido no Guadiana
Resumo da notícia:
A GNR deteve dois homens, de 42 e 55 anos, e apreendeu cerca de 786 kg de haxixe (equivalente a 1 572 000 doses) e uma embarcação no Rio Guadiana, na zona de Pomarão (Mértola), no dia 7 de outubro. A operação, motivada por atividade suspeita, resultou ainda na apreensão de telemóveis, equipamento informático e material de comunicações. Os detidos permanecem sob custódia da GNR e serão presentes a tribunal em Beja. A ação envolveu vários núcleos da Guarda.
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Interemarche oferece propinas a 200 universitários deslocados
O Grupo Mosqueteiros acaba de lançar o projeto “Por Nossa Conta. Juntos pelos Estudantes”, uma iniciativa inédita que vai oferecer o valor máximo da propina universitária em Portugal (697€, arredondados para 700€) a 200 estudantes deslocados dos vários distritos e regiões autónomas do país.
A medida, que conta com o apoio da Fundação da Juventude, vai beneficiar jovens que estudam a mais de 50 quilómetros da residência habitual, procurando aliviar os encargos financeiros num momento em que está prevista a subida das propinas no Ensino Superior para o ano letivo 2026/2027.
O apoio será atribuído em vales de compras nas insígnias do Grupo – Intermarché, Bricomarché e Roady – podendo ser usados para alimentação, mobiliário ou revisão automóvel. O objetivo é ajudar os estudantes a focarem-se no percurso académico e pessoal.
As candidaturas estão abertas até dia 21 de outubro, na landing page www.por-nossa-conta.pt. Para concorrer, os estudantes devem preencher o formulário, anexar comprovativo de matrícula e residência, e escrever uma carta ao “futuro eu”, explicando como a formação universitária contribui para os seus objetivos e de que forma este apoio pode ajudá-los a conquistar independência financeira. No final, os candidatos devem partilhar uma imagem personalizada nas redes sociais com a hashtag #PorNossaConta.
A seleção terá em conta a criatividade das cartas, sendo o resultado divulgado a 7 de novembro. Esta ação reforça o compromisso do Grupo Mosqueteiros junto das comunidades e, em particular, dos jovens que estudam longe de casa, apoiando-os numa etapa desafiante das suas vidas. O Grupo Mosqueteiros opera em Portugal há mais de 30 anos, com mais de 367 lojas em 189 concelhos.
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Prémio de inovação turística para o Festival do Contrabando
O Festival do Contrabando, organizado pelo Município de Alcoutim e pelo Ayuntamiento de Sanlúcar de Guadiana, foi galardoado com o Prémio de Inovação Turística 2025 pela Agência Destino Huelva, numa cerimónia realizada no emblemático embarcadouro de Sanlúcar.
Este reconhecimento celebra o caráter único, criativo e transfronteiriço de um evento que, desde 2017, tem unido memórias e futuro, pessoas e territórios, através de uma programação cultural que valoriza as raízes raianas com inovação e autenticidade.
Na cerimónia estiveram presentes: Paulo Paulino, Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim José María Pérez Díaz, Presidente do Ayuntamiento de Sanlúcar de Guadiana Júlio Cardoso, Técnico de Turismo do Município de Alcoutim Partilhamos alguns momentos desta distinção que é de todos, das equipas que o tornam possível, das comunidades que o inspiram e de quem o visita com olhos e coração abertos.
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Atentado ambientalista segundo a Zero
A associação ambientalista Zero classifica a ampliação, com a instalação de uma nova célula, como “ilegal” e um “atentado ao ambiente”. O projeto prevê, nos próximos 10 anos, a deposição de mais de 1,5 milhões de toneladas de resíduos, grande parte deles orgânicos não tratados, algo que a legislação nacional proíbe.
Segundo a Zero, esses resíduos vão gerar odores, atrair vetores de doença (insetos, roedores, aves) e produzir efluentes altamente poluentes e de difícil tratamento, além de libertar metano, um gás de estufa que agrava as alterações climáticas. O estudo de impacto ambiental esteve em consulta pública entre 11 de agosto e 22 de setembro. Algarve Marfado
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Gradiva despediu-se dos leitores
Após 45 anos a moldar o panorama editorial português, o fundador da icónica editora passa o testemunho a Manuel S. Fonseca, garantindo a continuidade de um projeto que marcou gerações de leitores com a divulgação científica e a ficção de prestígio.
Lisboa – Guilherme Valente, a figura incontornável por trás da Gradiva, anunciou a sua jubilação 45 anos após ter fundado uma das mais influentes editoras portuguesas. Num movimento que visa assegurar o futuro e a identidade da marca, a gestão da Gradiva será integrada no projeto editorial da Guerra e Paz, liderado por Manuel S. Fonseca.
Figura central da edição em Portugal, Guilherme Valente foi o arquiteto de um catálogo multifacetado que se destacou em duas frentes aparentemente distintas, mas unidas pelo rigor e pela qualidade. Por um lado, criou um fenómeno de divulgação científica com coleções como a “Ciência Aberta”, que, segundo o comunicado, “despertou vocações e fez nascer cientistas”. Por outro, afirmou-se como um editor de referência na ficção, publicando autores como o Nobel da Literatura Kazuo Ishiguro e Ian McEwan.
O seu trabalho foi igualmente decisivo na valorização do pensamento e da cultura em língua portuguesa. Valente dedicou-se a reunir e recuperar a obra completa de ensaístas como Eduardo Lourenço e António José Saraiva, e mais recentemente do italiano Umberto Eco. Foi também o editor que identificou o potencial de José Rodrigues dos Santos, publicando o autor que se tornaria um dos maiores fenómenos de vendas do país e um “esteio de duas décadas da vida editorial portuguesa”.
Na nota de imprensa, Valente justifica a sua decisão com a idade e o atual contexto cultural. “Se eu tivesse menos 10 anos veria seguramente a crise que vivemos – crise de cultura, de conhecimento, de exigência intelectual (…) – como um desafio”, afirma. “Hoje vejo-a como uma razão reforçada para entregar o bastião do que fizemos na Gradiva a quem reúne condições de talento, entusiasmo e, digamos, vitalidade, para prosseguir o mesmo combate e os mesmos ideais.”
A escolha recaiu sobre Manuel S. Fonseca, a quem Valente descreve como “um Amigo que é um Editor, um dos raros a quem atribuo esse título e essa dignidade”. A transição, garante, será feita “sem solução de continuidade”, mantendo a essência do projeto e contando com elementos-chave da equipa que o ajudou a construir a Gradiva.
Manuel S. Fonseca, editor da Guerra e Paz, encara o desafio como “um sonho” e uma “responsabilidade hercúlea”. Citando o escritor americano Delmore Schwarz – “Nos Sonhos Começam as Responsabilidades” –, Fonseca assume publicamente o compromisso de “manter a identidade da Gradiva como uma casa editorial de referência”. Promete ainda ser fiel ao espírito inovador de Valente, procurando “fazer nascer novos projectos editoriais” com o mesmo arrojo que caracterizou o seu antecessor.
O acordo formal que entregará a gestão da Gradiva à Guerra e Paz será oficializado em breve. Com este passo, Guilherme Valente procura garantir que o património literário e científico que edificou continue a ser um agente criativo e relevante na paisagem cultural portuguesa, preservando o legado junto dos seus autores e dos milhões de leitores que a editora conquistou ao longo de quase meio século.
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Podcast “E Antes, Como Era?” resgata memórias do Baixo Guadiana
A Associação Odiana lançou hoje, 6 de outubro, o podcast E Antes, Como Era?, uma iniciativa que dá voz aos idosos do interior algarvio e preserva as suas histórias de vida. O primeiro episódio — A água vinda do poço — conta com o testemunho de Dona Custódia, 94 anos, que relembra os tempos em que a água era transportada em cântaros e cada gota tinha valor.
Este projeto integra o programa Vilas em Movimento BG 2.0, que combate o isolamento social e geográfico da população sénior, promovendo o envelhecimento ativo e a valorização da identidade local. A cada dois meses, um novo episódio será disponibilizado nas plataformas digitais da Odiana, com histórias recolhidas nos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Segundo a equipa da Odiana, o objetivo é transformar o passado num elo de ligação entre gerações, reforçando o sentimento de pertença e cuidando do património imaterial da região.
O projeto conta com o apoio da Fundação Galp, no âmbito do Programa de Parcerias para o Impacto do Portugal Inovação Social, financiado pelos fundos comunitários do Algarve 2030.
Se quiseres, posso adaptar esta notícia para publicação em blog, boletim comunitário ou redes sociais. Desejas que o formate para algum desses canais?
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Nove milhões para Ayamonte
O governo de Espanha acaba de aprovar uma verba próxima dos nove milhões de euros destinada ao desenvolvimento de Ayamonte, inserindo-se num conjunto de investimentos focados na cooperação transfronteiriça e na coesão territorial junto à fronteira com Portugal.
Esta verba faz parte de programas de investimento que têm como objetivo fortalecer as infraestruturas, dinamizar a economia local e promover o planeamento urbano em colaboração com municípios vizinhos, como Vila Real de Santo António e Castro Marim.
Objetivos do Investimento
A aplicação deste financiamento contempla a modernização de infraestruturas urbanas e serviços públicos municipais; projetos conjuntos entre Ayamonte e concelhos portugueses para fomentar o desenvolvimento sustentável e incentivar o turismo regional; e apoio à recuperação económica e à transição ecológica, incluindo ações ambientais e promoção da mobilidade transfronteiriça.
Contexto e Parcerias
Este tipo de apoio insere-se no âmbito do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça (POCTEP), que financia projetos entre Portugal e Espanha, sendo Ayamonte um ponto estratégico dessas iniciativas.
As decisões sobre a utilização dos fundos são feitas por comissões mistas, envolvendo autoridades locais e autonómicas, e frequentemente incluem planeamento articulado entre as cidades da raia, com o objetivo de criar um território mais competitivo e coeso.
Perspetivas Locais
Os projetos financiados com esta verba deverão contribuir para a valorização dos centros históricos, dinamização cultural, investimento na reabilitação urbana e criação de novas oportunidades de negócio e emprego em Ayamonte.
Caso sejam necessários detalhes específicos sobre projetos concretos aprovados, estes geralmente são divulgados pela câmara municipal de Ayamonte e pelas entidades espanholas de desenvolvimento regional, à medida que os financiamentos são executados.[
Os projetos específicos a financiar em Ayamonte com os cerca de nove milhões de euros ainda não foram totalmente detalhados publicamente porque grande parte desta verba está enquadrada na 8.ª convocatória do programa POCTEP, lançada em setembro de 2025.
Segundo as bases oficiais, os projetos elegíveis devem promover o desenvolvimento local integrado e a cooperação com municípios portugueses, abordando áreas como planeamento urbano, turismo sustentável, cultura, proteção ambiental, mobilidade e saúde.
Áreas de investimento confirmadas
- Planeamento urbano e reabilitação dos espaços públicos, com ações previstas na margem do Guadiana e requalificação do centro histórico de Ayamonte;
- Promoção turística integrada entre Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António — incluindo projetos de valorização do rio Guadiana, criação de rotas culturais e eventos transfronteiriços;
- Projetos de mobilidade e acessibilidade, como a melhoria das ligações rodoviárias e ciclovias que favorecem o intercâmbio luso-espanhol;
- Iniciativas ambientais e qualidade de vida: ações para gestão sustentável dos recursos naturais e promoção de espaços verdes, enquadrados no objetivo de desenvolvimento integrado do território.
Processo de seleção de projetos
As candidaturas a estes fundos estão abertas até ao final de setembro de 2025 e a lista definitiva de projetos financiados será divulgada nos próximos meses, após avaliação das propostas submetidas pelos parceiros locais e regionais.
Os critérios de seleção favorecem projetos que explorem a cooperação transfronteiriça e apresentem impacto económico, social e ambiental relevante para Ayamonte e a região raiana.
Neste momento, recomenda-se acompanhar as publicações da Câmara Municipal de Ayamonte e dos sites oficiais do programa POCTEP para obter a lista dos projetos aprovados à medida que forem selecionados e comunicados pelas autoridades competentes.
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O Desafio do Flat Closure Após a Mastectomia
Após uma mastectomia, as mulheres podem optar entre a reconstrução mamária ou o chamado flat closure — um contorno plano do peito. Apesar de ser uma escolha legítima, muitas vezes essa opção encontra obstáculos práticos e institucionais.
O termo flat denial, criado pela organização Not Putting on a Shirt, descreve situações em que a paciente pede o fecho plano, mas este não é realizado. As razões variam: resistência de alguns cirurgiões, falta de formação técnica ou até preconceitos estéticos.
Nas Barreiras administrativas e legais verifica-se a ausência de código médico específico: nos EUA, não existe um código de faturação padronizado para o flat closure. Ambiguidades legais: a lei WHCRA (Women’s Health and Cancer Rights Act) foi, durante anos, interpretada de forma a classificar o fecho plano como cirurgia “eletiva”, em contraste com a “necessidade médica” da reconstrução mamária. Essa classificação permitiu que muitas companhias recusassem a cobertura do procedimento.
Avanços recentes
Em 2024, novas orientações esclareceram que o AFC (aesthetic flat closure) é uma forma válida de reconstrução da parede torácica. Tanto a WHCRA como o Affordable Care Act passaram a reconhecer explicitamente a cobertura do procedimento. Apesar disso, nem todas as seguradoras e médicos atualizaram as suas práticas, mantendo dificuldades no acesso.
Este resumo é baseado no artigo original ‘When Women Say “Ta-Ta” to Ta-Tas’, publicado no Sapiens sob licença Creative Commons. Para ler o artigo completo, acesse [link].” Foto:Mistral
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Mel egípcio de 3 mil anos desafia o Tempo
Arqueólogos descobriram potes de mel com mais de 3 mil anos em tumbas do Egito Antigo, encontrando-os surpreendentemente bem preservados e comestíveis. A descoberta ressalta as propriedades únicas do mel como conservante natural, capaz de resistir ao tempo e manter suas características originais por milênios.
A excepcional preservação do mel egípcio antigo é atribuída à sua composição química. A alta densidade do mel, com baixíssimo teor de água, dificulta o desenvolvimento de bactérias e fungos, micro-organismos responsáveis pela deterioração de alimentos. Adicionalmente, a acidez natural do mel cria um ambiente inóspito para esses micro-organismos.
Outro fator importante é a enzima invertase, adicionada pelas abelhas durante o processo de produção do mel. A invertase quebra açúcares complexos, conferindo ao mel seu sabor característico e contribuindo para a sua capacidade de auto-conservação.
Esse processo natural de «embalsamento» pelas abelhas permite que o mel se mantenha intacto por longos períodos, resistindo a fatores externos e garantindo sua qualidade ao longo de eras.
A descoberta reforça a importância do mel não apenas como alimento, mas também como um conservante natural milenar. Sua capacidade de resistir ao tempo, às guerras e às mudanças de civilizações o torna um produto único e fascinante, capaz de preservar seu sabor e qualidade por milhares de anos.
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Tráfego reposto na ponte do Vascão
A circulação na ponte do Vascão, situada na Estrada Nacional 122 (EN122) e crucial para ligar Alcoutim, Mato e Rácio Bandeja ao Algar, foi reaberta ao tráfego na manhã desta sexta-feira, após a conclusão da fase principal de reabilitação. A informação foi confirmada pela Infraestruturas de Portugal (IP).
A reabertura restabelece a mobilidade e acessibilidade para as populações locais, o transporte de mercadorias e o tráfego de passagem, beneficiando-se agora de uma infraestrutura integralmente reabilitada pela IP. A intervenção visa proporcionar condições de segurança e conforto reforçadas para todos os utilizadores da via.
Enquanto decorrem os trabalhos complementares da empreitada de reabilitação e reforço estrutural, a circulação na ponte estará sujeita a algumas restrições. Durante os dias úteis e no período diurno, o trânsito será alternado nos dois sentidos, regulado por semáforos e com limitação de velocidade. Fora deste período, incluindo durante a noite, fins de semana e dias sem trabalhos previstos, a circulação será permitida em ambas as vias, mantendo-se a limitação de velocidade por razões de segurança.
O projeto de reabilitação da ponte do Vascão representa um investimento total de 2.9 milhões de euros e tem como principais objetivos, aumentar a disponibilidade e viabilidade da ligação entre Alcoutim e Mértola; reforçar a segurança rodoviária; melhorar o conforto na circulação; apoiar a mobilidade das populações locais; garantir a fluidez do tráfego de longa distância na EN122.
A IP sublinha a importância desta intervenção para a região, garantindo uma ligação rodoviária mais segura e eficiente.
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Algarve: Últimas notícias
Centro de Alzheimer de Castro Marim está entre os finalistas dos prémios dos Fundos Europeus. (Sul Informação)
- O atleta Amândio Norberto recebeu a Medalha de Mérito do Município de Castro Marim. (Jornal do Algarve)
- Faro, Portimão, Lagoa, Castro Marim e Alcoutim entraram na Rede de Cidades de Cultura, fortalecendo a projeção europeia da criação artística. (planetalgarve)
- Manifestação “Algarve pela Palestina” em Faro pela libertação de portugueses reféns de Israel. (Jornal do Algarve)
- A PSP estará com radar em Castro Marim – Vila R. Stº António no dia 31 de outubro, sexta-feira, das 09h00 às 12h00. (Algarve Marafado)
- As bibliotecas municipais em concelhos do interior algarvio, como Alcoutim, Monchique ou Castro Marim, são frequentemente o único equipamento cultural. (Sul Informação)
- Gestora de ativos compra a autoestrada A22 (entre Lagos e Castro Marim), cuja concessão vai até 2030. (The Portugal News)
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Municípios podem candidatar-se a mais 40 milhões de euros
No dia em que se assinala o Dia Nacional da Água, o Programa Regional Algarve 2030 lançou um aviso-convite (ALGARVE-2024-58) incentivando os municípios da região a apresentarem candidaturas para um investimento total de 40 milhões de euros em projetos de melhoria do ciclo urbano da água em baixa.
O financiamento destina-se a apoiar operações que visem:
Expansão da Cobertura de Saneamento, destinada a aumentar o acesso a serviços de saneamento para mais residentes; Construção e Recuperação de Infraestruturas, para investir em novas infraestruturas de abastecimento de água e saneamento, bem como na recuperação das existentes; Redução da Intrusão Salina: para reabilitar e construir infraestruturas que minimizem a intrusão salina nos sistemas urbanos;
construir e reabilitar infraestruturas de ligação de água em áreas com ausência ou deficiente funcionamento da rede pública.De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, o apoio a estas iniciativas é um pilar fundamental da política regional de resiliência hídrica.
A CCDR Algarve, em colaboração com a AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve), está a trabalhar na alocação de mais fundos europeus para o ciclo urbano da água, no âmbito da reprogramação em curso do Portugal 2030. O objetivo é aumentar a eficiência, reduzir as perdas de água e mitigar os efeitos da intrusão salina.
A CCDR sublinha que a implementação destes investimentos é crucial para que a região consiga executar integralmente as verbas disponíveis para o ano de 2025.
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Ayamonte receberá nova vara judicial
Ayamonte, Espanha – Ayamonte está entre as oito cidades espanholas selecionadas para receber uma nova vara judicial especializada em violência de gênero. A iniciativa, que entra em vigor em outubro, é resultado dos esforços contínuos e solicitações apresentadas por juízes nas memórias do Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ).
A nova vara judicial visa fornecer um atendimento mais ágil, eficiente e próximo às vítimas de violência de gênero, ampliando a proteção oferecida a elas e suas famílias.
A prefeitura de Ayamonte expressou satisfação com este avanço significativo na área da igualdade, reiterando o compromisso da cidade em construir uma comunidade mais segura e livre de violência.
Esta medida é vista como um passo importante para fortalecer a infraestrutura de apoio às vítimas de violência de gênero e garantir um sistema de justiça mais responsivo e eficaz.
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Algarve Aposta no Desenvolvimento Rural com o Programa PADRE II
A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Autoridade de Gestão do Programa Regional do Algarve 2021-2027, representada pela CCDR Algarve, formalizaram a assinatura do contrato para o PADRE II – Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos 2025 – 2027.
O acordo, com uma dotação de 27,2 milhões de euros provenientes do FEDER, foi celebrado durante o Conselho Intermunicipal realizado na sexta-feira passada, 26 de setembro.
O PADRE II tem como foco principal os territórios rurais e de baixa densidade da região, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE I), implementado entre 2014 e 2020.
O objetivo central do programa é promover a valorização e a dinamização destas áreas, impulsionando o seu desenvolvimento sustentável.
O plano assenta numa estratégia que visa a diversificação económica, a sustentabilidade ambiental e a capacitação da população local, com o intuito de incentivar a fixação de habitantes, fortalecer a resiliência e promover a coesão territorial. A ação do PADRE II está estruturada em cinco eixos principais:
Conservação da Natureza e Biodiversidade: Iniciativas focadas na proteção e preservação do património natural da região.
Criação de uma Rede de Aldeias Inteligentes: Implementação de novas tecnologias para estimular o desenvolvimento e a criação de oportunidades de emprego e de novas formas de ocupação nas áreas rurais.
Medidas Transversais: Consolidação e reforço das boas práticas implementadas durante o período de vigência do PADRE I.
Intervenções Estruturais Territoriais: Ações específicas para cada território, baseadas nos seus recursos endógenos mais relevantes.
Capacitação e Governança: Desenvolvimento de competências e capacidade de gestão, tanto para a implementação do plano como para os seus diversos intervenientes.A coordenação estratégica e operacional do PADRE II será da responsabilidade da AMAL, assegurando a articulação entre o Conselho Intermunicipal, a AG Algarve 2030 (Autoridade de Gestão) e as entidades gestoras de Projetos Transversais.
José Apolinário, presidente da CCDR Algarve e da Comissão Diretiva da Autoridade de Gestão do Programa Regional do Algarve 2021-2027, expressou otimismo em relação ao sucesso do PADRE II, destacando a “articulação sempre muito boa entre a AG e a AMAL e a cooperação e colaboração que todos os municípios têm conseguido ao longo dos últimos anos”.
Composição da AMAL será alterada nas próximas eleições locais
A AMAL, Comunidade Intermunicipal do Algarve, é uma pessoa coletiva de direito público e natureza associativa, constituída pelos 16 municípios da região: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António.
Criada em 13 de março de 1992, a AMAL tem como missão potenciar o desenvolvimento dos municípios, reforçar e promover a identidade da Região do Algarve, através da articulação de interesses e da criação de sinergias.
A sua estrutura é composta pela Assembleia Intermunicipal, o Conselho Intermunicipal e o Secretariado Executivo Intermunicipal.