FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • António Setúbal prestigiado a nível internacional

    António Setúbal prestigiado a nível internacional

    De Vila Real de Santo António para o Palco Mundial: António Setúbal Distinguido na MISAC no Porto.


    ​O cirurgião António Setúbal, natural de Vila Real de Santo António, foi recentemente homenageado como Presidente Honorário durante o prestigiado evento MISAC (Minimally Invasive Surgery Academy) – The Winners Legacy, realizado na cidade do Porto.

    ​A distinção, que celebra uma vida dedicada à excelência clínica e académica, coloca o médico algarvio num patamar de reconhecimento global, partilhando o palco com figuras cimeiras da medicina moderna.

    O Reconhecimento da Excelência em Laparoscopia
    ​António Setúbal foi distinguido pelo seu contributo ímpar no campo da laparoscopia, com especial enfoque no tratamento da endometriose e da dor pélvica — áreas onde é considerado uma autoridade internacional.

    ​Numa nota partilhada pelo próprio, Setúbal sublinhou o peso institucional desta distinção, realçando o facto de ter sido homenageado ao lado do Professor Arnaud Wattiez, um dos nomes mais influentes do mundo na cirurgia minimamente invasiva.

    ​”Quando esta distinção é atribuída no contexto de colegas internacionais, torna-se ainda mais relevante. Ser entregue ao Prof. Arnaud Wattiez e a mim próprio torna-a ainda mais importante,” referiu o cirurgião.


    Um Percurso com Raízes no Algarve
    ​Apesar da projeção internacional, António Setúbal mantém a ligação às suas origens, sublinhando com orgulho a sua naturalidade de Vila Real de Santo António. O seu percurso é marcado por:

    ​Pioneirismo na implementação de técnicas avançadas de cirurgia laparoscópica em Portugal; ​Educação, na dedicação à formação de novas gerações de cirurgiões através da MISAC: e impacto clínico, no foco constante na melhoria da qualidade de vida de mulheres que sofrem de patologias pélvicas complexas.


    ​O Que é a MISAC?
    ​A Minimally Invasive Surgery Academy (MISAC) é uma instituição de referência dedicada à formação e ao desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva.

    O encontro The Winners Legacy serve como um fórum de elite para os maiores especialistas da área discutirem avanços tecnológicos e celebrarem o legado daqueles que moldaram a especialidade.


    Nota do Editor: A distinção de António Setúbal reforça o papel de Portugal como um centro de excelência na medicina robótica e laparoscópica, provando que o talento local continua a liderar a inovação científica a nível global.

    Com F. Pesquisa

  • Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses elege novos Órgãos Sociais

    Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses elege novos Órgãos Sociais

    Quadriénio 2026–2030.

    O ato eleitoral reuniu dirigentes das várias federações nacionais, autarcas e representantes do setor cinegético, que testemunharam a renovação da confiança na liderança da estrutura máxima da caça em Portugal.

    Vítor Palmilha foi reconduzido como Presidente da Direção, anunciando, no discurso de tomada de posse, que este será o seu último mandato.

    O dirigente afirmou que não poderia ignorar os apelos de diferentes setores para continuar a liderar a Confederação num momento de desafios significativos para a atividade cinegética. Garantiu ainda que trabalhará para defender os interesses dos caçadores e preparar uma transição sólida para uma nova liderança.

    Composição dos novos Órgãos Sociais

    • Presidência da Direção: Vítor Palmilha
    • Assembleia Geral: António Martins Antunes (Federação de Viseu)
    • Conselho Fiscal: José Fernando Figueiredo Luís (Federação do Algarve)
    • Conselho Jurisdicional: Manuel Carvalho Pereira (Federação do Algarve)
    • Conselho Técnico: Manuel António Carvalho (Federação da 1.ª Região Cinegética)
    • Conselho Disciplinar: Jorge Íris Nogueira (Federação da Beira Interior)
    • Conselho de Arbitragem: Nelson Ribeiro Coutinho (OESTECAÇA)

    Durante a cerimónia, foi sublinhado o contributo essencial dos caçadores para a recuperação do património cinegético, bem como para a preservação da fauna e flora. Foi igualmente referido o peso económico do setor e a necessidade de medidas concretas por parte do Governo para responder aos desafios atuais.

    No encerramento, Vítor Palmilha reafirmou total disponibilidade para colaborar com as entidades públicas, alertando, contudo, para a importância de que as reformas não sejam feitas sem ouvir as organizações representativas do setor. Reforçou ainda o compromisso de união entre todas as federações que integram a CNCP, do Minho ao Algarve.

    Federações que integram a CNCP

    A Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses agrega as seguintes federações:

    • Federação de Caçadores de Entre Douro e Minho
    • Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética
    • Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu
    • Federação de Caça e Pesca da Beira Litoral
    • Federação de Caça e Pesca da Beira Interior
    • FEDERCAÇA – Federação de Caçadores do Centro
    • OESTECAÇA – Federação das Zonas de Caça do Oeste
    • FAC – Federação Alentejana de Caçadores
    • Federação de Caçadores do Algarve

  • Abril no Guadiana e no Algarve

    Abril no Guadiana e no Algarve

    Iniciativas do Poder Local *

    Alcoutim: Cultura e Tradição no Interior

    Em Alcoutim, as celebrações focam-se na memória coletiva e na ligação às freguesias mais isoladas.

    • Destaque Cultural: No dia 24 de abril, o Espaço Guadiana recebe o espetáculo “Abril Agora” (21h30), uma performance que revisita os valores da liberdade através da música e das artes performativas.
    • Protocolo: No dia 25, o hastear das bandeiras ocorre na Praça da República (10h00), seguido da Sessão Solene no Salão Nobre.
    • Ligação à Terra: A celebração funde-se com a tradicional Feira de São Marcos, no Pereiro, reforçando o espírito comunitário que caracteriza o concelho nesta data.

    Castro Marim: Desporto e Arruadas

    O município de Castro Marim apresenta um programa muito dinâmico, levando a música da revolução a quase todas as localidades do concelho.

    • Música Itinerante: A Banda Musical Castromarinense realiza uma arruada monumental ao longo de todo o dia 25, passando por locais como Furnazinhas, Odeleite, Azinhal, Altura e, finalmente, a sede do concelho ao final da tarde.
    • Desporto em Família: O programa inclui um passeio de cicloturismo com partida em Altura e um torneio de futsal familiar no Pavilhão Municipal, promovendo o convívio intergeracional.
    • Simbolismo: Mantém-se a tradicional largada de pombos na Praça 1.º de Maio, logo após o hastear da bandeira nos Paços do Concelho (09h00).

    Vila Real de Santo António: Poesia e História

    Na foz do Guadiana, a tónica é colocada na história da resistência e na homenagem aos grandes vultos da cultura portuguesa.

    • Homenagem Musical: O destaque vai para o espetáculo “Poeta Castrado, não!”, uma homenagem à obra de Ary dos Santos, interpretada por João Frizza e a fadista Alexandra, na Praça Marquês de Pombal.
    • Investigação Histórica: O Arquivo Histórico Municipal tem promovido sessões sobre a resistência às ditaduras em VRSA e Castro Marim, ajudando a documentar casos locais de luta anti-fascista.
    • Nas Freguesias: Monte Gordo e Vila Nova de Cacela também recebem arruadas e animação musical (como a atuação de Zé Aníbal junto ao Casino), garantindo que a festa não se limita ao centro histórico.

    Resumo das Iniciativas no Algarve (Visão Geral)

    De uma forma geral, os municípios algarvios em 2026 seguem três eixos principais:

    1. Sessões Solenes: Momentos de debate político nas Assembleias Municipais, onde se avalia o estado da democracia local.
    2. Música da Liberdade: Concertos de tributo a nomes como Zeca Afonso, Sérgio Godinho e Paulo de Carvalho são comuns em quase todas as cidades (Loulé, Faro e Portimão têm programas de grande escala).
    3. Projetos de Cidadania: Em Tavira, por exemplo, destaca-se a exposição sobre o SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), recordando a luta pelo direito à habitação no pós-25 de Abril na região.
      Espero que este resumo seja útil para o teu trabalho de investigação! Se precisares de detalhes sobre algum evento específico ou de contactos de fontes locais, estou à disposição.

  • Ministra do Ambiente visita draga holandesa na reposição de areia no Algarve

    Ministra do Ambiente visita draga holandesa na reposição de areia no Algarve

    A ministra Maria da Graça Carvalho, embarcou recentemente na draga holandesa Vox Alexia para acompanhar os trabalhos de reposição de areia em cinco praias do Algarve, entre Quarteira e Garrão, no concelho de Loulé, destruídas pelas tempestades de inverno.

    O projeto envolve a dragagem de cerca de 1,3 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do mar, com a operação praticamente concluída e prevista para finalizar antes do verão.

    Detalhes da Intervenção

    Os areais afetados sofreram erosão severa devido às condições meteorológicas adversas do último inverno, com recuos significativos na linha de costa.

    A draga Vox Alexia, de tecnologia avançada, transporta os sedimentos para as praias vulneráveis, combinando reposição de areia com proteção de arribas, num investimento de 14,3 milhões de euros.

    A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) supervisiona a obra, integrada na estratégia de gestão sustentável da zona costeira.

    Imagem Ministério do Ambiente e Energia

  • “Meio Arado”: Guadiana, Memórias e Tradições Lavradas a Quatro Mãos em Alcoutim

    “Meio Arado”: Guadiana, Memórias e Tradições Lavradas a Quatro Mãos em Alcoutim

    Poesia ocupou a Sala das Sessões do Município de Alcoutim

    A Sala das Sessões da Câmara Municipal de Alcoutim encheu-se na tarde de 18 de Abril para a apresentação do livro de poesia «Meio Arado», uma colaboração entre os autores José Dias Rodrigues e Fernando do Marmeleiro.

    A obra, descrita como um testemunho das raízes e vivências da região, foi acolhida com entusiasmo pela autarquia e pela comunidade local.

    O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Paulino, abriu a sessão, destacando a importância de registar e preservar a memória coletiva do concelho.

    Reconhecendo a dedicação dos autores à temática do Guadiana, das tradições e das memórias da região, enfatizou o apoio do município a projetos que contribuam para a valorização do território.

    Sempre que escrevem, surge o Guadiana, a nossa região, as nossas tradições, memórias que têm sempre a ver com o nosso território“, afirmou o autarca, sublinhando o compromisso de Alcoutim em acolher iniciativas que “registrem, conservem e façam com que estes registos permaneçam“.

    A apresentação da obra esteve a cargo de António Matias, que ofereceu uma análise detalhada e perspicaz dos poemas de cada autor. Matias enquadrou a obra no conceito de cultura popular, citando o etnólogo e pedagogo Viegas Guerreiro, para quem “a cultura é a cultura de todos“.

    Fernando do Marmeleiro

    Realçou a importância de valorizar os saberes e conhecimentos adquiridos nos “bancos da vida“, defendendo um diálogo entre a cultura popular e a erudita.

    António Matias que é também presidente da Assembleia Municipal, descreveu o livro como “uma lavoura com parelha em manhã-nado“, metaforizando a colaboração entre os autores com a imagem do trabalho conjunto no campo.

    Apontou diferenças nas abordagens de cada um, mas sublinhou a obediência “às arriatas e à sensibilidade ao esquilhão“, resultando numa lavoura que, apesar das nuances, encontra um propósito comum.

    Analisando os poemas de José Dias Rodrigues, Matias destacou a centralidade de Alcoutim, das paisagens, da natureza e das pessoas, com o Guadiana a assumir um papel preponderante. Evidenciou temas como a saudade, o amor, a velhice, a tristeza, a esperança e a liberdade, sublinhando a homenagem aos poetas Luzano Camões, Flor Bela, Tadão Pessoa, Sofia, Joaquim Pessoa e António Leixo.

    Particularmente emotiva foi a referência ao poeta Carlos Escobar, falecido em 2024, com a leitura de um poema a ele dedicado.

    No que concerne à “lavoura” de Fernando do Marmeleiro, Matias salientou a ligação umbilical a Alcoutim, mesmo nas voltas que o autor deu pelo mundo.

    Descreveu a obra como um retrato dos “chãos, cheiros e sabores” do mundo, com destaque para o Guadiana, o hogar, a esboa, a remota, a garboa e o tacar.

    Evidenciou temas como o amor, a saudade, a natureza, a revolução de Abril e o regresso à terra natal. Emocionado, Matias partilhou a sua experiência pessoal no Portel do Cargo, durante o 25 de Abril, ao analisar um poema de Marmeleiro.

    Após a apresentação, os autores tomaram a palavra. José Dias Rodrigues expressou o seu agradecimento à Câmara Municipal, à Vereadora da Cultura e à Chefe de Divisão, Manuela Teixeira, pelo apoio fundamental na edição do livro. Reconhecendo a ausência de “grande interesse literário“, enfatizou o valor da obra como “testemunho” de dois amigos de Alcoutim sobre a terra e as suas vivências.

    Fernando do Marmeleiro agradeceu também ao município e a todos os presentes, partilhando a génese da colaboração com José Dias Rodrigues.

    Sublinhou a importância de ler e compreender a poesia, convidando os presentes a “perceber” os poemas em vez de simplesmente os ler. Tal como Matias, homenageou Carlos Brito, lendo o poema “Só por livre pensamento“, dedicado ao poeta alcoutenejo.

    A apresentação de «Meio Arado» foi um momento de celebração da cultura local, da amizade e da poesia. A obra, que já se encontra disponível, promete tocar os corações dos alcoutenejos e de todos aqueles que se identificam com as memórias, as tradições e os afetos da região.

  • Iniciativa CDU pela Constituição da República Portuguesa

    Iniciativa CDU pela Constituição da República Portuguesa

    Divulgação em todas as escolas do concelho de Faro

    No âmbito do 50º aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP), aprovada no dia 2 de abril de 1976, a CDU apresentou uma proposta na Assembleia Municipal de Faro para a distribuição de exemplares da CRP por todos os alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, das escolas do Concelho.

    Dois anos após a revolução de 25 de abril de 1974, a CRP, como Lei fundamental do nosso país, consagrou direitos e liberdades, assim como a autonomia do Poder Local Democrático.

    Nesse sentido, e como forma de celebração e de promoção do conhecimento do seu importante conteúdo às gerações mais novas, a CDU propôs e foi aprovada pela AM de Faro uma edição física da Constituição da República Portuguesa.

  • Bisontes no Alto Tejo: A Nova “Brigada Natural” contra Incêndios em Espanha

    Bisontes no Alto Tejo: A Nova “Brigada Natural” contra Incêndios em Espanha

    O projeto de reintrodução do bisonte-europeu no Alto Tejo (Guadalajara, Espanha) é não só credível, como representa uma das frentes mais avançadas do chamado rewilding (reconstrução selvagem) na Europa.
    Sob a égide da organização Rewilding Spain.

    Com o apoio de entidades científicas como a Universidade do País Basco e o Centro de Conservação do Bisonte Europeu, a iniciativa no município de El Recuenco utiliza estes animais como “engenheiros de ecossistemas”.

    A técnica baseia-se na capacidade do bisonte de consumir até 30 kg de matéria vegetal por dia, funcionando como um sapador florestal natural que reduz a carga de combustível e, consequentemente, o risco de incêndios catastróficos.
    Abaixo, apresento a notícia redigida com base nos dados mais recentes desta investigação.

    Num esforço inovador para combater a desertificação populacional e o risco crescente de grandes incêndios, a região do Alto Tejo recebeu recentemente uma manada de bisontes-europeus (Bison bonasus). O projeto, integrado na iniciativa Iberian Highlands, visa restaurar processos ecológicos perdidos há milénios, utilizando o maior herbívoro da Europa como uma ferramenta de gestão florestal viva.

    O “Aparador de Relva” de Uma Tonelada

    A lógica por trás da introdução destes animais é estritamente técnica. Com o abandono do pastoreio tradicional, as florestas espanholas acumularam uma densidade excessiva de mato e biomassa seca — o combustível perfeito para os incêndios de “sexta geração”.
    Os bisontes atuam em três frentes principais:

    1. Controlo de Biomassa: Consumindo vegetação lenhosa e rebentos que outros animais ignoram, os bisontes limpam o subsolo florestal.
    2. Criação de Clareiras: Ao abrirem caminho na mata densa, permitem a entrada de luz, o que favorece o crescimento de erva (menos inflamável que o mato) e aumenta a biodiversidade de insetos e aves.
    3. Dispersão de Sementes: Através das suas fezes e do pelo, os bisontes transportam sementes, revitalizando solos empobrecidos.

    Ciência e Monitorização de Precisão

    A credibilidade do projeto assenta num acompanhamento rigoroso. A manada, composta atualmente por fêmeas e machos provenientes de centros de conservação, vive em regime de semi-liberdade numa área de 400 hectares de mata pública.

    Os animais estão equipados com coleiras GPS que permitem aos investigadores da Rewilding Spain e de várias universidades europeias mapear exatamente como a sua presença altera a estrutura da vegetação.

    Estudos preliminares em outras zonas de Espanha, como Segóvia, indicam que a presença de grandes herbívoros pode reduzir drasticamente a velocidade de propagação de um incêndio florestal.

    Impacto Social: O Regresso à Vida Rural

    Para o autarca de El Recuenco, Enrique Collada, o projeto é a “joia da coroa” da vila. Com apenas cerca de 80 habitantes, o município vê nos bisontes uma oportunidade de ecoturismo e criação de emprego local.

    Ao contrário do que se poderia prever, a presença destes animais é compatível com atividades tradicionais como a caça, a recolha de cogumelos e a extração de madeira, criando um modelo de coexistência sustentável.

    “Esperamos que o bisonte nos ajude a reduzir o risco de incêndios catastróficos através do pastoreio, ao mesmo tempo que coloca o Alto Tejo no mapa do turismo de natureza internacional,” afirma Collada.

    Desafios e Futuro

    Embora existam debates académicos sobre se o bisonte-europeu viveu historicamente em todas as zonas da Península Ibérica, a sua eficácia funcional como substituto de herbívoros extintos é amplamente aceite pela comunidade científica de conservação. O projeto do Alto Tejo junta-se agora a outros núcleos na Roménia e Polónia, consolidando o bisonte como uma peça-chave na resiliência climática da Europa.

    Repotagem de GEM-DIGI
    F. Pesquisa
    Investigação e Análise de Dados

  • AMAL Reforça Compromisso com Economia Azul

    AMAL Reforça Compromisso com Economia Azul

    Ao Integrar Rede UPWELLING

    A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) oficializou a sua adesão à Rede UPWELLING, um projeto ambicioso cofinanciado pelo programa Interreg Atlantic Area, marcando um passo significativo no reforço da sua aposta na Economia Azul e no desenvolvimento sustentável da região.

    A decisão foi tomada na reunião do Conselho Intermunicipal realizada a 10 de abril, na sequência de um convite formalizado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    A Rede UPWELLING, que agrega parceiros de diversos países banhados pelo Oceano Atlântico, visa consolidar competências, impulsionar a inovação e promover a colaboração entre entidades públicas, privadas e organismos do sistema científico e tecnológico, todos com um interesse comum no futuro da Economia Azul.

    A iniciativa surge como resposta à crescente importância deste setor, considerado crucial para um desenvolvimento económico sustentável e responsável com os recursos marinhos.

    Um dos pilares centrais do projeto é a criação da plataforma UPWELLING, uma ferramenta digital que pretende mapear os principais atores do setor da Economia Azul e facilitar a sua interação.

    Esta plataforma servirá como um diretório abrangente, permitindo a identificação de parceiros potenciais, a partilha de conhecimento especializado e a promoção de iniciativas de cooperação transnacional.

    Com a sua integração na Rede UPWELLING, a AMAL beneficia de uma maior visibilidade a nível regional e atlântico, sendo reconhecida como um membro ativo e relevante do ecossistema UPWELLING.

    Esta adesão permitirá à AMAL aceder a novas oportunidades de financiamento, partilhar experiências e boas práticas com outros membros da rede, e fortalecer a sua capacidade de resposta aos desafios e oportunidades que se apresentam no setor da Economia Azul.

    A Economia Azul assume um papel fundamental no desenvolvimento sustentável do Algarve,” afirmou uma fonte da AMAL, sublinhando a importância da região como “um importante polo de investigação e desenvolvimento nessa área.”

    A participação na Rede UPWELLING, acrescentou a fonte, “virá reforçar as parcerias já desenvolvidas com o IPMA no âmbito da Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa, bem como dar continuidade à colaboração fomentada no projeto AZA4ICE, sobre economia circular na aquacultura.”

    A adesão da AMAL à Rede UPWELLING representa um compromisso renovado com a Economia Azul e um reconhecimento do seu potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, social e ambiental do Algarve.

    A colaboração transnacional e a partilha de conhecimento facilitadas por esta iniciativa deverão contribuir para o crescimento sustentável do setor e para a preservação dos recursos marinhos para as gerações futuras.

  • Margem Esquerda do Guadiana Aposta na Bio-Região

    Margem Esquerda do Guadiana Aposta na Bio-Região

    Impulsionar Desenvolvimento Sustentável

    Um projeto ambicioso, financiado pelo Alentejo 2030, visa transformar cinco municípios da região, com foco na agricultura biológica e na gestão sustentável dos recursos.

    A Margem Esquerda do Guadiana (BIOMEG) prepara-se para dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento com a aprovação do Plano de Desenvolvimento Local PDLBIOMEG 2025/28, um projeto abrangente que pretende impulsionar a região como um modelo de sustentabilidade.

    Financiado pelo programa Alentejo 2030, o projeto, com uma duração de três anos (2025-2028), surge como a primeira iniciativa de animação integral da BIOMEG.

    Os municípios de Mourão, Barrancos, Moura, Serpa e Mértola serão o palco de um conjunto de ações concertadas, que visam promover a autonomia da região na gestão dos seus recursos alimentares e ambientais.

    A Rota do Guadiana – Associação de Desenvolvimento Integrado lidera a candidatura, que conta com um consórcio alargado de parceiros, incluindo a AGROBIO, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o CEBAL e o NERBE.

    O plano ambiciona incentivar produtores, consumidores, organizações e entidades públicas a adotarem práticas mais sustentáveis, com um foco particular na agricultura biológica.

    O objetivo é criar uma dinâmica que envolva todos os atores da região, desde os agricultores até aos consumidores, numa lógica de economia circular e de valorização dos produtos locais,” explica fonte da Rota do Guadiana.

    O PDLBIOMEG 2025/28 prevê uma série de iniciativas, incluindo programas de formação e capacitação em agricultura biológica, jornadas técnicas, seminários e ações de educação alimentar.

    Serão também promovidos encontros de agricultores e elaborado um plano de adaptação às alterações climáticas, um desafio premente para a região.

    Para além da vertente formativa, o projeto contempla ações de promoção territorial, como estratégias de marketing, organização de mercados biológicos, fins de semana gastronómicos, produção de conteúdos audiovisuais e ações de sensibilização ambiental.

    A qualificação do espaço público nos municípios envolvidos e a reabilitação de equipamentos coletivos, incluindo a criação de um laboratório biológico, são também prioridades.

    O projeto tem sido encarado como uma oportunidade de diversificação económica e criação de emprego na região.

    O Presidente do NERBE, José Calixto, sublinha a importância da iniciativa para o desenvolvimento do setor agroalimentar: “Acreditamos que a Bio-região pode ser um fator de atratividade para novos investimentos e de fixação de jovens qualificados na Margem Esquerda do Guadiana”.

    A implementação do PDLBIOMEG 2025/28 será acompanhada de perto, com avaliações externas e intercâmbios nacionais e internacionais, garantindo a eficácia das medidas implementadas e a partilha de boas práticas.

    Com este projeto, a BIOMEG pretende consolidar a sua estratégia de desenvolvimento sustentável, valorizando os seus recursos endógenos e promovendo um modelo económico mais equilibrado e resiliente.

  • A Mina de São Domingos Renasce Através do Teatro Comunitário

    A Mina de São Domingos Renasce Através do Teatro Comunitário

    Projeto MALACATE / A Mina de São Domingos, outrora palco de intensa atividade mineira, volta a ser o epicentro de uma iniciativa artística transformadora.

    O projeto MALACATE, conhecido pelo seu impacto na revitalização cultural e social da região, regressa para uma nova edição focada na criação de um espetáculo de Teatro Comunitário, reforçando a sua missão de mediação entre a arte contemporânea e a população local.

    Após uma residência artística cuidadosamente planeada e realizada em 2025, o Conselho MALACATE, um grupo de curadoria composto por membros da própria comunidade, selecionou o coletivo Meio do Mato para liderar o processo criativo deste ano. A escolha reflete a crescente importância da participação ativa da comunidade na definição do rumo artístico do projeto.

    A abordagem do Meio do Mato assenta numa metodologia colaborativa, privilegiando a escuta e a partilha com os habitantes da Mina de São Domingos.

    O objetivo é construir um espetáculo que ressoe com a história, as vivências e as aspirações da comunidade, transformando a experiência teatral num reflexo autêntico da sua identidade.

    Os ensaios para o espetáculo arrancam hoje, 13 de abril, no Cineteatro da Mina de São Domingos, e estão abertos a todos os interessados em participar.

    Conscientes da importância de facilitar a adesão da comunidade, os organizadores definiram dois turnos diários, das 16h às 18h e das 18h às 20h, que decorrerão de segunda a quarta-feira durante o mês de abril, e de segunda a sexta-feira no mês de maio.

    Esta flexibilidade horária demonstra um compromisso em integrar o maior número possível de participantes, independentemente das suas ocupações ou horários.

    O culminar deste intenso processo colaborativo será a apresentação do espetáculo de Teatro Comunitário, com três sessões agendadas para os dias 12, 13 e 14 de junho, no Cineteatro da Mina.

    A expetativa é que o espetáculo não seja apenas uma peça teatral, mas sim um testemunho vivo da força da comunidade e da sua capacidade de se reinventar através da arte.

    O projeto MALACATE, financiado por diversas entidades, incluindo a Câmara Municipal de Mértola e a Direção-Geral das Artes, tem vindo a afirmar-se como um motor de desenvolvimento cultural e social na região.

    Ao proporcionar oportunidades de participação e expressão artística, o projeto contribui para o reforço da identidade local e para a promoção do diálogo intercultural.

    A iniciativa MALACATE representa um exemplo inspirador de como a arte pode ser um catalisador para a mudança social e para a revitalização de comunidades com histórias ricas e complexas, como a da Mina de São Domingos. O espetáculo de Teatro Comunitário é, sem dúvida, um evento a não perder para quem se interessa pela cultura, pela história e pelo poder transformador da arte.

    No Concelho de Mértola

    O MALACATE tem vindo a consolidar a sua posição como um dos projetos culturais mais relevantes no concelho de Mértola.

    Para além de impulsionar a criação artística, o projeto desempenha um papel crucial na dinamização da economia local e na promoção do turismo cultural.

    A sua abordagem colaborativa, que envolve a comunidade em todas as fases do processo criativo, garante que as iniciativas desenvolvidas respondam às necessidades e aos interesses da população.

    O impacto do MALACATE vai para além da vertente artística, contribuindo para o reforço do tecido social e para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da Mina de São Domingos e do concelho de Mértola.

  • Cuidados Médicos no Interior de Castro Marim

    Cuidados Médicos no Interior de Castro Marim

    Saúde Mais Perto com o regresso da Unidade Móvel /

    A Unidade Móvel de Saúde de Castro Marim retomou, esta segunda-feira, o seu serviço de proximidade, levando cuidados médicos e de enfermagem às populações mais isoladas e dispersas do concelho.

    A iniciativa, que já se tornou uma referência na região, visa garantir o acesso à saúde a residentes em aldeias e montes, onde a distância aos centros de saúde pode representar uma barreira significativa.

    O reinício da atividade aconteceu na aldeia da Tenência, na freguesia de Odeleite, com uma receção positiva por parte da comunidade local, que reconhece o valor e a importância deste projeto.

    A Unidade Móvel percorre diariamente diversas povoações do interior do concelho, assegurando cuidados médicos ao domicílio, com foco na população mais vulnerável e frágil.

    O serviço permite um acompanhamento mais assíduo e personalizado, possibilitando uma avaliação abrangente da situação clínica dos pacientes, tendo em conta a sua realidade familiar, habitacional e social.

    Distinguindo-se de outras iniciativas semelhantes na região, a Unidade Móvel de Saúde de Castro Marim oferece um serviço completo, operando em pleno para garantir o acesso à saúde a quem mais precisa.

    Para mais informações sobre o itinerário e horários da Unidade Móvel, os interessados podem consultar os canais de comunicação do Município de Castro Marim.

    Foto: CM Castro Marim
  • Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Investimento milionário

    Municípios do Algarve, Autoridade Nacional de Emergência e Bombeiros unem esforços para o DECIR 2026, visando uma resposta eficaz durante o período de maior risco.

    Os 16 municípios do Algarve aprovaram um protocolo que visa reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026.

    A iniciativa, promovida pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, conta com o envolvimento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, da Federação dos Bombeiros do Algarve e das 13 Associações Humanitárias de Bombeiros do distrito.

    O protocolo, que estará em vigor entre 15 de maio e 15 de outubro, período considerado de maior vulnerabilidade a incêndios rurais, define os critérios e procedimentos para o financiamento do DECIR.

    Este dispositivo tem-se revelado crucial no ataque inicial aos fogos, minimizando a sua propagação e impacto.

    Este ano, os municípios do Algarve comprometem-se a contribuir com um total de 1.023.264,00€ para o DECIR. A decisão de aumentar o investimento foi tomada durante a reunião do Conselho Intermunicipal, realizada na passada sexta-feira, 10 de abril.

    Uma parte significativa deste financiamento destina-se a aumentar a comparticipação diária dos 1.191 bombeiros que integram o dispositivo. Cada município contribuirá com 63.954,00€ para assegurar um apoio diário de 36 euros por bombeiro, um aumento de 6 euros face a 2025. A ANEPC complementará este apoio com mais 84 euros por bombeiro, um acréscimo de 9 euros em relação ao ano anterior.

    O DECIR 2026 procura garantir uma resposta eficaz aos incêndios rurais em toda a região, sem comprometer a capacidade de resposta a outras situações de emergência. A iniciativa torna-se ainda mais relevante considerando o aumento populacional que o Algarve regista durante o período de verão, fruto do turismo.

    O protocolo estabelece ainda que as Associações Humanitárias de Bombeiros e os Corpos de Bombeiros Municipais devem constituir as Equipas de Intervenção do DECIR, seguindo as diretrizes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, para os diferentes níveis de empenhamento operacional: Bravo (15 a 31 de maio), Charlie (1 a 30 de junho), Delta (1 de julho a 30 de setembro) e, novamente, Charlie (1 a 15 de outubro).

  • Trevo de Quatro Folhas: Raro Tesouro Botânico Esconde Segredos no Algarve?

    Trevo de Quatro Folhas: Raro Tesouro Botânico Esconde Segredos no Algarve?

    A busca pelo trevo de quatro folhas, um símbolo universal de sorte e raridade, transcende o mero folclore. Enquanto a maioria associa esta peculiaridade botânica à sorte e ao misticismo, a investigação revela uma intrincada teia de genética, ambiente e, possivelmente, um segredo bem guardado no coração do Algarve.

    Comummente, o trevo branco ( *Trifolium repens*) apresenta três folhas, tornando o surgimento de um espécime com quatro uma anomalia. A probabilidade estatística aponta para um caso em cada dez mil, um número que instiga colecionadores e botânicos amadores a vasculhar prados e jardins em busca deste “unicórnio verde”.

    Segundo informações recolhidas a partir de estudos recentes, nomeadamente os documentados pelo site especializado PlantSnap, a ocorrência de trevos de quatro folhas é influenciada por diversos fatores.

    A genética desempenha um papel crucial, com algumas variedades de trevo a demonstrarem uma predisposição para produzir a quarta folha.

    No entanto, o ambiente também exerce a sua influência. Fatores como o stress ambiental, a poluição e até mesmo a radiação podem induzir mutações que resultam na formação da rara folha extra.

    Mas e o Algarve? Será que esta região, conhecida pela sua beleza natural e clima ameno, esconde uma população particularmente rica em trevos de quatro folhas?

    Apesar da ausência de estudos científicos rigorosos que confirmem esta hipótese, relatos anedóticos de residentes locais sugerem que a região poderá ser um hotspot para este fenómeno.

    “Lembro-me de quando era miúdo, passava horas a procurar trevos de quatro folhas nos campos perto da minha aldeia,” recorda Manuel Silva, um agricultor algarvio de longa data. “Encontrava-os com alguma frequência, o que me fazia pensar que eram mais comuns por aqui.”

    Estas observações, embora não constituam prova científica, despertam o interesse em investigar mais a fundo. A composição do solo algarvio, rica em minerais e oligoelementos, bem como a exposição solar intensa e a ocasional seca, poderão criar as condições propícias para a mutação genética que leva à formação do trevo de quatro folhas.

    A investigação, ainda em curso, pretende analisar amostras de trevo branco recolhidas em diferentes áreas do Algarve, procurando identificar características genéticas que possam explicar a alegada maior prevalência do trevo de quatro folhas.

    Paralelamente, serão realizados estudos ambientais para avaliar a influência do solo, da água e da exposição solar na ocorrência desta anomalia botânica.

    Se confirmada, a descoberta de uma concentração invulgarmente alta de trevos de quatro folhas no Algarve não só reforçaria o imaginário da região como um lugar abençoado pela natureza, como também representaria uma oportunidade para a comunidade científica aprofundar o conhecimento sobre a genética e a adaptação das plantas ao ambiente.

    Até lá, a busca pelo trevo de quatro folhas no Algarve continuará a ser um mito e passatempo popular e uma metáfora da esperança e da raridade, recordandonos que, por vezes, a sorte pode estar escondida nos lugares mais inesperados.

  • Alunos de Hotelaria e Desporto Exploram Oportunidades Transfronteiriças no Algarve e Andaluzia

    Alunos de Hotelaria e Desporto Exploram Oportunidades Transfronteiriças no Algarve e Andaluzia

    No Algarve e Andaluzia

    Estudantes de animação desportiva e hotelaria de Portugal e Espanha participaram num programa piloto inovador que lhes permitiu conhecer de perto o mercado de trabalho transfronteiriço, abrindo portas para futuras oportunidades profissionais.

    A iniciativa, promovida pelo projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia-Algarve, financiado pela União Europeia, teve como objetivo diminuir as barreiras à mobilidade laboral entre as duas regiões.

    O Serviço Andaluz do Emprego e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são os principais parceiros deste projeto.

    Um grupo de cinco alunos do Instituto IES Guadiana de Ayamonte, acompanhados por um professor e técnicos da Eurocidade do Guadiana, visitou diversas empresas e organizações ligadas ao turismo ativo e desporto no Algarve.

    O périplo algarvio incluiu visitas ao Jardim Funcional em Vila Real de Santo António e ao Centro Náutico 818, onde tiveram a oportunidade de contactar com as equipas de gestão e de conhecer o funcionamento interno das instalações.

    A comitiva explorou ainda o empreendimento turístico Verdelago e o Parque de Aventura, um dos maiores polos de atração turística da região, observando a sua gestão durante a receção de diferentes grupos de visitantes.

    Em sentido inverso, alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António deslocaram-se a Ayamonte. O programa começou com uma visita guiada ao Mercado Municipal, com o intuito de conhecerem os produtos locais.

    Seguiu-se um workshop prático no restaurante Meraki, liderado pelo chef Joaquín Nacimiento, onde os estudantes puderam vivenciar a dinâmica de uma cozinha profissional e trocar impressões com o chef principal sobre estágios e oportunidades de trabalho no setor.

    A visita incluiu ainda a Delicatessen Merkajamón, um estabelecimento premiado e reconhecido na Guia Repsol. A equipa da Merkajamón partilhou com os futuros profissionais do setor as características do negócio, apresentou uma das mais importantes adegas da região e demonstrou técnicas de corte de presunto ibérico.

    A Eurocidade do Guadiana desempenhou um papel fundamental na organização das atividades e na promoção da cooperação transfronteiriça. O projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia-Algarve pretende facilitar a mobilidade laboral e empresarial entre as duas regiões, promovendo o conhecimento mútuo e a criação de redes de contacto.

    Fonte; Ayamonte.es

  • A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, teve uma plateia de entusiastas da literatura na apresentação do mais recente livro de poemas de Miguel Godinho «O equilibrio que se perde por dentro».

    A obra foi editada pela Espúria, colecção ILÌDIMA, representada por Pedro Jubilot, de um coletivo literário algarvio que explora a temática da verdade como um risco, uma inevitabilidade que conduz à queda e ao desequilíbrio.

    José Carlos Barros, prémio Leya da literatura portuguesa, foi o apresentador convidado neste evento cultural que contou com a presença de diversas figuras ligadas à cultura local. Assistiram também representantes da Câmara Municipal, da divisão de arquitetura e da educação

    Durante a apresentação, foi destacado o papel de Miguel Godinho como um «ativo enorme da cultura do território», elogiando o seu trabalho com a comunidade, em particular com os jovens, através dos projetos desenvolvidos na biblioteca.

    Pedro Jubilou, da Espúria, explicou que a escolha de Miguel Godinho para inaugurar a nova coleção da editora foi unânime, sublinhando a qualidade e originalidade da sua escrita. «Estamos muito contentes com o livro, e o que interessa mesmo é falar sobre o livro e sobre o autor» afirmou o editor.

    José Carlos Barros, por sua vez, ofereceu uma leitura pessoal e profunda da obra, destacando a sua estrutura conceptual e a presença de uma tese central que coloca a verdade como um risco que implica perda e instabilidade.

    «A palavra-chave deste livro é a verdade. O princípio condutor deste livro é o de que a verdade se assume como um risco», explicou José Carlos Barros, acrescentando que «a grande questão não é a de cair, que é inevitável. É o estrago que isso nos traz».

    O escritor premiado e crítico literário explorou ainda a intertextualidade presente nos poemas, estabelecendo ligações autores como Allen Ginsberg e Luísa Neto Jorge, e sublinhou a importância da ética como elemento central da obra.

    «O equilíbro que se perde por dentro» promete ser um livro que desafia o leitor a confrontar-se c byom a sua própria busca pela verdade, com os riscos inerentes a essa procura e com a inevitabilidade da queda. A obra está já disponível nas livrarias e promete dar que falar, no panorama literário regional.

    A cerimónia contou com a presença na mesa de Fernado Horta, em representação da câmara municipal anfitriã na Biblioteca Municipal.

    O autor

    Miguel Godinho tem 46 anos, é licenciado em Património Cultural, pós-graduado em História do Algarve. É autor de vários trabalhos de investigação sobre temas relacionados com o património cultural algarvio. É colaborador em alguns jornais com artigos de opinião e crónicas. Está representados em antologias e revistas nacionais e estrangeiras.

    Tem publicados: Os nossos dias, Os lugares Antigos, Poemário prostibular, O Tempo por entre as fendas, e Vertigem.

    Para o autor, este livro é-lhe necessário, na sequência dos acontecimentos de saúde e vida profissional e representa um intervalo de dez anos, desde a sua última publicação, marcados pelo fato de ter deixado precisamente à dez anos de exercer uma função na vida pública.

    «Continuamos por aqui, somos teimosos e vale a pena aproveitar para continuar», sublinhou.

    Para o autor destas linhas, «o Miguel sabe ordenar o Mundo com palavras que podem parecer desarrumadas, mas atravessam precipícios como se lá estivesse o arame invisível do funambulismo

    reportagem de José Estêvão Cruz

  • A Geopolítica da Água no Algarve e o Custo da Sobrevivência

    A Geopolítica da Água no Algarve e o Custo da Sobrevivência

    A recente reunião entre a CCDR Algarve e os agentes do setor agrícola, nas instalações do Patacão, trouxe à agenda temas que ultrapassam a mera gestão administrativa.

    Por trás da linguagem oficial sobre «reposição de potencial produtivo» e «reforço de apoios», escondem-se dilemas estruturais: a viabilidade económica da água tecnológica, a eficácia da retenção hídrica e a gestão de prioridades entre o turismo e a produção alimentar.

    Solução ou fardo económico é o que se questiona sobre
    a central de dessalinização de Albufeira, apresentada como a «jóia da coroa» da resiliência algarvia. No entanto, a análise de custo-benefício revela nuances importantes.

      Com efeito, no fator custo, estima-se que a produção da água dessalinizada ronde os €0,80 a €1,10 por m3, sendo que. em comparação, os custos atuais de água superficial para regadio são significativamente inferiores.

      Quanto à sustentabilidade energética, os processo de osmose inversa são um consumidor intensivo de energia e sem uma fonte renovável dedicada, o preço da água ficará refém das oscilações do mercado.

      Com uma capacidade de 16 hm³, a central visa primariamente o consumo humano e turístico. Para a agricultura, esta água é, na prática, um «seguro de vida» de custo elevado, apenas comportável para culturas de altíssimo valor acrescentado.

      O Papel dos Açudes
      Enquanto se investem milhões em alta tecnologia, a engenharia civil tradicional de retenção parece ter passado para segundo plano.

        Especialistas apontam que a construção de pequenos açudes e a limpeza de linhas de água permitiriam reter o escoamento episódico das chuvas intensas, cuja água atualmente se perde no oceano em poucas horas.

        Sabe-se que a construção destas infraestruturas enfrenta uma malha apertada de licenciamentos ambientais. O paradoxo está na dificuldade em licenciar uma charca ou um açude de proximidade e contrasta com a celeridade dos grandes projetos estruturantes.

        A recarga de aquíferos é tecnicamente a solução mais eficiente para o armazenamento de longo prazo, compensando as perdas por evaporação das barragens. as quais, no Algarve, podem atingir valores críticos, mas a gestão deste recurso sofre de uma pressão cruzada.

          Agricultura vs. Turismo: Existe uma tensão latente entre a necessidade de água para a manutenção da produção agrícola e a manutenção dos padrões de consumo do turismo (piscinas e duches de praia).

          Nas negociações sobre os rios internacionais, o argumento da «solidariedade ibérica» esbarra frequentemente na percepção de Madrid de que o Algarve utiliza recursos hídricos escassos para fins recreativos, o que dificulta a obtenção de caudais adicionais para a agricultura portuguesa.

          A estratégia da CCDR em reforçar a proximidade com as Organizações de Produtores é um passo para organizar a procura, mas não resolve a escassez da oferta.

          A decisão que se coloca ao Algarve não é apenas técnica, mas política, sobre se deve a região apostar tudo na água industrializada, ou existe espaço para recuperar a gestão hídrica de proximidade e impor limites ao consumo não produtivo.

            A utilidade desta informação reside na compreensão de que a água mais cara não é necessariamente a mais eficaz para manter vivo o tecido agrícola da região.
            José Estêvão Cruz, com F. Pesquisa (GEM)

          1. O Braço de Ferro entre a Energia “Verde” e a Integridade Ecológica

            O Braço de Ferro entre a Energia “Verde” e a Integridade Ecológica

            Com a consulta pública a decorrer até 16 de abril, o futuro dos parques eólicos de Viçoso, Pereiro, São Marcos e Albercas está sob escrutínio.

            Movimentos locais e organizações ambientalistas alertam que o preço da descarbonização não pode ser a destruição de ecossistemas críticos.

            O Nordeste Algarvio volta a ser o epicentro de uma disputa ambiental. Em causa está a modificação dos projetos de hibridização de quatro centrais fotovoltaicas (CF), que prevêem a instalação de torres eólicas em zonas de elevado valor ecológico. Embora a “hibridização” (combinar sol e vento num mesmo local) seja tecnicamente eficiente, o impacto geográfico está a gerar uma onda de contestação.

            O Que Pode Acontecer ao Projeto?
            O desfecho desta consulta pública no portal Participa.pt poderá ditar três caminhos distintos para as infraestruturas planeadas:

            Luz Verde com Condicionantes Estritas: A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pode emitir uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas exigir a alteração da localização de aerogeradores específicos para proteger rotas de aves ou reduzir o ruído junto a populações.

            Chumbo por Efeitos Cumulativos: Se ficar provado que a soma destes parques com outras infraestruturas energéticas na região ultrapassa a “capacidade de carga” do território (fragmentação excessiva de habitats), o projeto pode ser travado ou obrigado a uma reformulação profunda.

            Caso o projeto avance sem contemplar as preocupações locais, é provável que o caso transite das plataformas de consulta para os tribunais, tal como tem acontecido noutros pontos do país (ex: Serra de Arga).

            As Estratégias das Organizações Opositoras
            Para obviar (evitar ou impedir) a concretização do projeto nos moldes atuais, as associações e cidadãos estão a mover-se em várias frentes:

            A demonstração de incompatibilidade biológica, uma vez que as organizações estão a compilar dados sobre a presença de espécies protegidas (como aves de rapina e morcegos) que podem não ter sido devidamente acauteladas nos estudos de impacto ambiental da empresa promotora.

            A prova de risco de mortalidade direta é um dos argumentos mais fortes para o chumbo. Exixgtem atgumentos como o da “Saúde Pública” onde, para além da natureza, o foco está nas pessoas.

            A oposição destaca o impacto do ruído de baixa frequência e o efeito de shadow flicker (sombra intermitente das pás), que afetam a qualidade de vida e a saúde mental dos residentes nas proximidades.

            Quanto à exigência de uma Transição Energética Justa
            O argumento central não é contra a energia renovável, mas sim contra o local da sua instalação.

            As organizações defendem que a energia “verde” deixa de o ser quando destrói serviços de ecossistema e desvaloriza o território rural, defendendo o ordenamento do território em vez da proliferação desregulada de torres.

            «Nem toda a energia ‘verde’ é sustentável.» — Esta frase resume o sentimento da contestação: a urgência climática não deve servir de “cheque em branco” para sacrificar a biodiversidade remanescente.

            Até ao dia 16 de abril, qualquer cidadão pode consultar os documentos técnicos e submeter o seu parecer no portal

          2. UAlg Acolhe Encontro Internacional sobre Comunicação de Ciência e Institucional

            UAlg Acolhe Encontro Internacional sobre Comunicação de Ciência e Institucional

            AUniversidade do Algarve (UAlg) recebe, durante dois dias, especialistas de nove universidades parceiras da Aliança SEA-EU para debater e partilhar estratégias de comunicação.

            A Universidade do Algarve é palco de um encontro internacional dedicado à comunicação, reunindo especialistas das nove universidades que integram a Aliança SEA-EU.

            O objetivo principal é a partilha de boas práticas, projetos inovadores e estratégias eficazes nos domínios da comunicação institucional e, em particular, da comunicação de ciência.

            O programa, que decorre nos dias 14 e 15 de abril, arrancou com uma sessão de boas-vindas, com a participação da pró-reitora Vânia Sousa e do docente Manuel Célio Conceição, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UAlg e investigador do CIAC.

            Seguiu-se uma análise do trabalho desenvolvido no âmbito do grupo de trabalho (WP6) da SEA-EU, liderada por Irene de Andrés Márquez, responsável pela comunicação da Aliança, e Manuel Célio Conceição, coordenador da Comunicação de Ciência.

            Um dos momentos altos da primeira manhã foi a conferência de Cristina Veiga-Pires, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UAlg e Diretora Executiva do Centro de Ciência Viva do Algarve.

            A apresentação, intitulada “Science Is for Everyone — But Only If We Make It So!”, convidou à reflexão sobre a relevância da ciência na sociedade e a necessidade urgente de democratizar o acesso ao conhecimento científico.

            A sessão incluiu ainda a apresentação de diversos projetos de comunicação de ciência desenvolvidos pelas universidades da Aliança SEA-EU. Entre eles, destacaram-se o “SEA-EU Falling Walls” da Universidade Nord (Noruega), o “SYREN Project” da Universidade do Algarve e o “Science Comes to Town” da Universidade de Split (Croácia).

            O período da manhã encerrou com uma sessão de perguntas e respostas, incentivando a interação entre os oradores e o público presente.

            A iniciativa, aberta à comunidade académica, representa uma oportunidade valiosa para estabelecer contactos com iniciativas internacionais e refletir sobre os desafios que se colocam atualmente à comunicação de ciência.

            Além da sessão pública, o programa prossegue com reuniões internas entre as comitivas das universidades parceiras, onde serão avaliados os progressos e planeadas as próximas etapas do trabalho conjunto.

            A UAlg preparou ainda atividades de cariz social e cultural para os participantes, com destaque para uma visita à ilha da Culatra, no âmbito do projeto Culatra 2030.

            Universidade do Algarve
          3. Alcoutim Assinalou Dia do Combatente

            Alcoutim Assinalou Dia do Combatente

            O município de Alcoutim assinalou hoje o Dia do Combatente com uma cerimónia de homenagem no Monumento aos Combatentes, localizado na vila.

            A iniciativa, que visa recordar o sacrifício dos militares alcoutenejos em tempos de guerra, contou com a presença do vereador José Galrito e da vice-presidente, Rosa Palma, que depositaram uma coroa de flores junto ao monumento.

            A data, 9 de Abril, coincide com o aniversário da Batalha de La Lys, confronto ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, em 1918, onde centenas de soldados portugueses perderam a vida.

            O Monumento aos Combatentes, que perpetua os nomes dos militares falecidos durante a Guerra Colonial, serve como um memorial permanente aos alcoutenejos que serviram o país em conflitos bélicos.

            A estrutura procura simbolizar o sacrifício e o contributo destes homens, mantendo viva a memória daqueles que deram a vida por Portugal.

            A cerimónia reforça o reconhecimento da autarquia para com todos os alcoutenejos que combateram em defesa da pátria e em prol da liberdade, nos diversos palcos de guerra em que Portugal esteve envolvido.

          4. Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

            Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

            Desenvolvimento Transfronteiriço

            O Comité Empresarial Andaluzia-Algarve reiterou a importância da conexão ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro como um projeto estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico e a integração territorial entre as duas regiões.

            A posição foi reforçada durante a apresentação do balanço do Projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia-Algarve 2024-2026, liderado pela Confederação de Empresários da Andaluzia (CEA).

            O projeto Eures, com duração de dois anos, focou-se no reforço da cooperação transfronteiriça e na promoção da mobilidade laboral como ferramenta de competitividade para as empresas.

            A criação e consolidação do Comité Empresarial Andaluzia-Algarve como espaço de diálogo e proposta conjunta entre organizações empresariais dos dois lados da fronteira foi um dos resultados mais significativos.

            Apesar dos progressos alcançados, o balanço do projeto aponta para a persistência de obstáculos estruturais que dificultam a integração real do espaço transfronteiriço.

            As organizações empresariais identificaram a necessidade urgente de melhorar a conectividade, simplificar a legislação, reduzir barreiras administrativas e oferecer apoio personalizado a pequenas e médias empresas (PMEs), trabalhadores independentes e empreendedores.

            Neste contexto, a melhoria da ligação ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro surge como uma prioridade fundamental. A infraestrutura é vista como essencial para facilitar a mobilidade de pessoas, impulsionar a atividade económica, reforçar o turismo e promover uma maior coesão territorial entre a Andaluzia e o Algarve.

            Além da ligação ferroviária, o Comité Empresarial sublinhou a importância de investir em infraestruturas hídricas tanto em Huelva como no Algarve.

            O acesso à água é considerado um fator crucial para garantir a competitividade do território e o desenvolvimento sustentável de setores-chave como o turismo, a agricultura, a indústria e as novas atividades ligadas à transição ecológica.

            Outras áreas de foco incluem a necessidade de simplificar os processos de implantação de empresas no território vizinho, abordando dificuldades relacionadas com licenças, permissões, diferenças regulatórias e acesso à informação.

            Para tal, o Comité Empresarial defende a criação de ferramentas mais eficazes de informação, aconselhamento e apoio empresarial transfronteiriço.

            A formação profissional também foi identificada como uma área prioritária. O projeto revelou a necessidade de reforçar as competências de empresários e trabalhadores em áreas como a digitalização, o empreendedorismo, a consultoria, a implantação empresarial no país vizinho e a adaptação a novos setores emergentes.

            A CEA reafirmou o seu compromisso com a continuidade da cooperação empresarial entre a Andaluzia e o Algarve, com o objetivo de transformar as conclusões do projeto em propostas concretas para promover o emprego, o investimento e a competitividade do espaço transfronteiriço.

            A organização, que representa mais de 200.000 empresas e 800 organizações setoriais e territoriais na Andaluzia, compromete-se a continuar a defender os interesses do tecido empresarial andaluz em todos os fóruns de decisão.