FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Rede AZUL lança ciclo de conversas “Sul como Palco” para repensar a cultura no Algarve

    Rede AZUL lança ciclo de conversas “Sul como Palco” para repensar a cultura no Algarve

    A Rede AZUL – Rede de Teatros do Algarve dá início hoje, dia 2 de maio, a um ambicioso ciclo de conversas intitulado “Sul como Palco”, com o objetivo de fomentar a reflexão e o debate sobre o presente e o futuro da cultura na região algarvia.

    Com curadoria de Rui Horta,reconhecido coreógrafo e diretor artístico, o ciclo percorrerá quatro concelhos do Algarve, promovendo encontros entre especialistas, artistas, programadores e o público em geral.

    O ciclo, que se estenderá ao longo do mês de maio, propõe uma análise multifacetada do panorama cultural algarvio, abordando temas cruciais como a relação entre os teatros e o território, a atração de novos públicos, a sustentabilidade das casas da arte e o futuro da criação artística.

    A primeira conversa, intitulada “Teatros e Território”, terá lugar no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, pelas 15h30.

    O painel de oradores contará com a presença de Pedro Adão e Silva, sociólogo, professor universitário e antigo Ministro da Cultura, Ana Umbelino, investigadora, Dália Paulo, diretora municipal e diretora artística do Cineteatro Louletano, e João Galante, diretor artístico da casaBranca A.C.

    A discussão centrar-se-á na importância dos teatros como agentes de desenvolvimento local e na sua capacidade de promover a coesão social e territorial.

    No dia 9 de maio, o Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, será palco da conversa “Quem vem ao teatro é quem ainda não vem”, que terá como foco a questão da fidelização de públicos e a necessidade de atrair novos espetadores para as salas de espetáculo.

    Américo Rodrigues, diretor-geral das Artes, Raquel Ribeiro dos Santos, programadora de participação na Culturgest, Paulo Francisco, programador do Auditório Carlos do Carmo (Lagoa) e João Costa, diretor artístico da Mãozorra, partilharão as suas experiências e perspetivas sobre esta temática desafiante.

    A 16 de maio, a reflexão desloca-se para Vila do Bispo, onde o Centro de Interpretação da Lota de Sagres acolherá a conversa “As Casas da Arte: a curadoria, as equipas, as redes e a sustentabilidade”. Delfim Sardo, professor universitário e curador de Artes Visuais, Rui Torrinha, diretor artístico da Oficina (Guimarães), Gil Silva, Diretor do Teatro das Figuras (Faro) e Nuno Pereira, presidente do LAC – Laboratório de Atividades Culturais (Lagos) debaterão as estratégias para garantir a viabilidade e o sucesso das instituições culturais, abordando questões como a gestão de equipas, a criação de redes de colaboração e a importância da curadoria.

    O ciclo “Sul como Palco” encerrará no dia 23 de maio, no café-concerto do TEMPO, em Portimão, com a conversa “O Futuro do Futuro: Criação artística, comunidade, reinvenção”. Cláudia Galhós, jornalista e escritora, Mónica Guerreiro, investigadora e diretora artística do Ponto C (Penafiel), José Viegas, chefe de divisão de Cultura da Câmara Municipal de Lagos e Sara Martins, diretora artística da AL-CIA JUVENIL – Companhia Juvenil de Dança Contemporânea do Algarve, serão os protagonistas deste último encontro, que se propõe a imaginar o futuro da criação artística e o seu papel na construção de comunidades mais resilientes e inovadoras.

    A Rede AZUL convida todos os interessados a participarem neste ciclo de conversas, que se apresenta como uma oportunidade única para refletir sobre o futuro da cultura no Algarve e contribuir para o seu desenvolvimento. A entrada é livre.

  • Invocação de Memórias de Mértola

    Invocação de Memórias de Mértola

    Paulo Anjos – sobre a simpatia por Mértola

    Mértola é o Cais fluvial mais ocidental do mediterrâneo e um dos lugares da minha vida. Gosto de pensar que também sou d’aqui.

    Nos anos 80 Mértola era intensa, cosmopolita. Nas mesas do café Guadiana e no Sanremo ouviam-se várias línguas. Varias gentes.
    O campo arqueológico trazia a Mértola o mundo inteiro.

    Do Castelo à Mesquita e até ao largo, parecia uma pitoresca Montmartre. O poder local democrático revolucionava o Concelho, nas mãos de quem lhe queria bem.

    (Respirava-se um tempo novo, a minha vénia à memória de Serrão Martins , a Claudio Torres e tambem à memoria de José Mattoso)

    Eu era criança e o bairro das pré-fabricadas importado da Holanda , onde morava a minha Ina, parecia-me uma aldeia de legos.

    Fazia-se nas rampas íngremes das colinas corridas de carrinhos de rolamentos, o executivo camarário fechava as ruas para a criançada e até organizava um Troféu anual.

    Eu era criança e Mértola uma espécie de livro de histórias, reais.
    No largo sentado debaixo do seu chapéu estava um pintor , daqueles a sério (Mário Elias),lavrando nas suas telas, do outro lado o Senhor Nicolau com o carrinho de gelados artesanais, mais saborosos que os da Olá.

    À minha mesa o Claud, um Belga cunhado da minha Ina que num francês aportuguesado quanto baste, me falava do Anderlecht e de ciclismo.

    O Claud tinha um dente d’ouro como o pirata do Sítio do Pica Pau Amarelo, reformado de carteiro na Bélgica, também era pintor e cantava umas canções estranhas com o meu irmão, sei agora que eram do Brell. Gostava muito do Claud.

    À tarde, quando não era verão, Mértola tinha os jogos do Clube futebol Guadiana, equipavam de vermelho e jogava lá outro cunhado da minha Ina(centralão), iamos ver a bola, eu o meu pai, o meu tio e o Jorginho.

    Gostava daquele futebol sem bancada, sem relva, e sem as rivalidades do futebol da minha cidade. Hoje desencontrada desses tempos e tomando nas mãos as rédeas do seu destino, porque como no Marão mandam os que cá estão


    Mértola escolheu outros caminhos, deixou para trás a Vila Museu, tornou-se Capital, a da caça.

    Li outro dia que, tentam formalizar junto da Unesco uma candidatura…hummm creio que, no caso, a bota não deve bater com a perdigota mas, espero que corra bem. Às vezes um passo atrás são dois à frente.

    Mesmo assim, gosto de pensar que também sou d’aqui, Mértola para mim é uma Terra encantada. Será sempre.

    Paulo Anjos

  • Iluminações… Descentralizações… Veremos…

    Iluminações… Descentralizações… Veremos…

    Raquel Ponte – Onde é citada a senhora Ministra do Ambiente

    A imagem que acompanha esta reflexão, veio de um sonho que tive por estes dias, onde dei por mim a pensar na LUZ, talvez por se cumprir um ano sobre o apagão ibérico, talvez por ter lido recentemente um texto de um grande amigo e sábio da Natureza que discorria sobre energia, território e modelos de extração.

    Talvez também por viver de perto, através do meu marido programador, uma outra forma de pensar sistemas: a das arquiteturas informáticas, onde a resiliência raramente nasce da concentração, mas da distribuição, da redundância e da capacidade de uma parte continuar a funcionar quando outra falha.

    Foi a partir desse cruzamento – memória, território, energia e tecnologia – que esta reflexão começou.

    Há um ano, a Península Ibérica experimentou uma suspensão brusca da normalidade. O apagão não interrompeu apenas o fornecimento de eletricidade. Interrompeu a ilusão diáfana de que os sistemas que sustentam a vida contemporânea são estáveis, neutros e inevitáveis.

    Durante algumas horas, tornou-se visível aquilo que habitualmente permanece escondido: a nossa dependência de infraestruturas complexas, centralizadas e vulneráveis.

    A questão energética não é, portanto, apenas uma questão técnica. É também uma questão política. Diz respeito à forma como organizamos o território, distribuímos poder, produzimos valor e definimos quem participa nas decisões fundamentais da vida coletiva.

    A transição energética tem sido frequentemente apresentada como uma substituição de fontes: menos carvão, mais sol; menos petróleo, mais vento; menos emissões, mais renováveis. Mas esta leitura é insuficiente. Uma energia pode ser limpa do ponto de vista carbónico e permanecer injusta do ponto de vista social. Pode reduzir emissões e, simultaneamente, reproduzir dependências antigas.
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    Se os territórios produzem energia, mas não controlam a sua distribuição, o seu preço ou os benefícios económicos que dela resultam, então a transição permanece incompleta. Troca-se a matéria-prima, mas conserva-se a arquitetura do poder.
    É aqui que a descentralização se torna central!
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    Na informática, programadores e arquitetos de sistemas sabem que, à medida que estruturas e infraestruturas ganham complexidade, a excessiva centralização tende a torná-las mais frágeis. Um único ponto de falha pode comprometer todo o sistema.

    Por isso, os sistemas mais resilientes distribuem funções, replicam dados, criam redundâncias, repartem carga, isolam falhas e permitem que uma parte continue a funcionar mesmo quando outra colapsa. O mesmo princípio deveria orientar a energia.
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    Uma rede elétrica excessivamente dependente de grandes centros de produção e longas cadeias de transporte é vulnerável. Pelo contrário, uma rede composta por múltiplos pontos de produção local, armazenamento distribuído, comunidades energéticas e micro-redes torna-se mais robusta.

    Não porque elimina o risco, mas porque impede que uma falha se transforme automaticamente em colapso generalizado.
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    Descentralizar não significa regressar ao passado nem rejeitar a escala nacional. Significa combinar escalas. Significa reconhecer que a rede pública é indispensável, mas que a autonomia local também o é. Significa passar de um modelo vertical – produzir longe, transportar, vender, consumir – para um modelo mais cooperativo, em que cidadãos, autarquias, escolas, empresas locais e instituições sociais possam também produzir, armazenar, partilhar e decidir.
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    O apagão expôs a fragilidade da concentração. Mas mostrou igualmente outra coisa: quando a lógica automática da produtividade é suspensa, emergem formas de cooperação que a vida quotidiana tende a esmagar.

    A solidariedade, a paciência e a atenção ao outro não são fantasias ingénuas. São capacidades sociais reais, embora frequentemente subordinadas à competição, à velocidade/voracidade da economia e à dependência.
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    Por isso, pensar a energia é também pensar a democracia.
    A pergunta decisiva não é apenas como produzir mais energia renovável. É saber quem a controla, quem beneficia, quem suporta os impactos, quem participa nas decisões e quem fica com o valor.
    Há caminhos concretos já em curso, ainda insuficientes, mas politicamente relevantes.
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    Em Portugal, o enquadramento legal já permite formas de autoconsumo coletivo e a criação de comunidades de energia renovável, abrindo a possibilidade de cidadãos e instituições locais participarem diretamente na produção e gestão da energia. Ainda assim, a distância entre a lei e a prática permanece significativa.
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    Apesar disso, começam a surgir exemplos encorajadores. Em Vila Boa do Bispo, no Marco de Canaveses, foi criada uma comunidade de energia renovável, em parceria com a cooperativa Coopérnico, com investimento reduzido e impacto direto em equipamentos locais, permitindo poupanças concretas e retenção de valor no território.

    Noutras regiões, multiplicam-se projetos de autoconsumo coletivo em escolas, edifícios públicos e pequenas empresas, ainda que muitas vezes limitados por barreiras administrativas, técnicas ou financeiras.
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    Estes casos não representam ainda uma transformação estrutural. Mas demonstram que ela é possível.
    Tal como nos sistemas informáticos mais robustos, a resiliência não nasce da concentração absoluta, mas da capacidade de distribuir, adaptar e continuar a funcionar perante a falha. O desafio energético contemporâneo não é apenas tecnológico, é organizacional e político.
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    O apagão durou poucas horas mas deixou uma pergunta que permanece: Se já temos tecnologia para produzir energia de forma distribuída, se já conhecemos modelos mais resilientes, se já existem experiências concretas no terreno, então o que falta para mudar de escala?
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    A luz do futuro não pode ser apenas a luz que acende casas.
    Tem de ser também a luz que redistribui poder, reduz dependências e devolve às comunidades a capacidade de participar no desenho dos sistemas que sustentam a sua própria vida.
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    Tenho a atual Ministra do Ambiente em muito boa consideração, talvez por isso espere dela mais do que uma resposta a jusante.
    Querida Professora Graça, não basta ponderar processar Espanha pelo que aconteceu. Isso vem depois da falha.
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    O verdadeiro desafio está a montante: ter coragem política para investir na descentralização energética e na resiliência territorial. Isso é que eu gostava de a ouvir dizer.
    Aí, sim, VEREMOS!

    Raquel Ponte / Opinião

  • Mau tempo: PS vai propor que futuros governos estejam obrigados a executar PTRR

    O PS anunciou na quinta-feira um conjunto de exigências sobre o PTRR, como a vinculação de futuros governos à execução do programa, a publicação dos valores por município e a eliminação de burocracia.

    Estas iniciativas foram apresentadas pelo dirigente socialista Filipe Santos Costa no final da reunião desta noite da Comissão Política Nacional do PS, que decorreu na sede do partido, em Lisboa.

    O socialista disse que o partido, nesta reunião, identificou “dez problemas estruturais” no Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) apresentado pelo Governo, entre eles a não delimitação das zonas afetadas pelas tempestades, a não distinção entre resposta a catástrofe e política geral de desenvolvimento ou o risco de sobreposição com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Filipe Santos Costa lamentou também que este seja um programa “sem aprovação parlamentar”, argumentando que “não é um desígnio nacional”, mas “apenas uma intenção do atual Governo”.
    Por isso, explicou, os socialistas apresentarão um “conjunto de exigências concretas
    “, por via parlamentar, para garantir a execução e escrutínio dos fundos do PTRR.

    Entre as exigências está a publicação dos valores definitivos por município, a “eliminação da burocracia que está a travar os pagamentos às famílias“, a definição de um prazo máximo de 30 dias para pagar a todas as candidaturas de habitação já validadas e um plano calendarizado de recuperação das estradas nacionais.

    O socialista destacou também um projeto de resolução que será apresentado pelo grupo parlamentar do PS que “permita vincular futuros governos à execução do programa”. Isto é, assegurar que a mudança de Governo não compromete o cumprimento do PTRR.
    A resiliência precisa de planeamento e estabilidade. O PS fiscalizará a execução do PTRR com a mesma determinação com que contribuiu para a sua conceção. Com propostas concretas, com fontes identificadas e com o único interesse que nos guia, servir Portugal“, sublinhou.

    Nesta reunião, disse fonte socialista à Lusa, foi também eleita uma nova mesa da Comissão Política Nacional, sob proposta do secretário-geral do PS, composta pelo presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes; o presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão; Carla Eliana Tavares, presidente das Mulheres Socialistas; e Sofia Pereira, líder da JS, bem como o presidente do partido, Carlos César, por inerência.

    Esta lista teve 97,44% de votos favoráveis e 2,56% de votos em branco dos membros da Comissão Política Nacional presentes na reunião desta noite, não se registando qualquer voto contra, e representa uma renovação de 50% em relação à composição da mesa anterior.

    Lusa

  • Teatro em Lagoa – Camões

    Teatro em Lagoa – Camões

    A população do concelho de Lagoa ouvirá a poesia ganhar voz, corpo e música num espetáculo que cruza teatro, palavra e emoção.

    Luís de Camões. Uma Voz Escrita!” é a proposta de uma viagem envolvente pela obra de um dos maiores nomes da literatura portuguesa, aproximando o público da riqueza e da intemporalidade da escrita camoniana.

    Em palco, o ator João Loy dá vida aos versos de Camões, num diálogo cénico dinâmico e acessível, acompanhado pela guitarra de Emanuel Ribeiro, que acrescenta sonoridade e sensibilidade a esta experiência única.

    Dirigido aos séniores do concelho, este espetáculo convida à descoberta da força da palavra e da beleza da poesia, numa sessão especial promovida pelo grupo de teatro Associação Coisa Feita.

    6 de Maio de 2026 – 15 âs 16:30

    Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Lagoa
     

  • A polémica de extrair água potável do mar antes de reparar as redes

    A polémica de extrair água potável do mar antes de reparar as redes

    Estalaram no Algarve uma polémica e protestos contra a Dessalinizadora de Albufeira, opondo responsáveis governamentais que a entendem como necessária e movimentos de agricultores, pescadores e populares que entendem que esta deveria ser a última das soluções para resolver o problema das periídicas faltas de água na Região.

    As fontes de informação citadas foram recolhidas pela Redação de FOZ – Guadiana Digital e condensadas neste VODCAST com o auxílio de Inteligência Artificial, com destaque para NotebookLM

  • Três detidos no Algarve em lança suspeita de narcotráfico

    A Polícia Marítima deteve ontem três pessoas e intercetou e apreendeu uma embarcação de alta velocidade (EAV) ao largo do Algarve, suspeita de envolvimento no tráfico de estupefacientes, após realizar uma perseguição marítima.

    Segundo a agência Lusa esta força policial explicou, em comunicado, que realizou a operação hoje de manhã em articulação com a Marinha Portuguesa e a Força Aérea Portuguesa, tendo procedido à detenção de três pessoas de nacionalidade marroquina.

    A operação envolveu “uma perseguição marítima com duas EAV da Polícia Marítima, culminando na abordagem e apreensão da embarcação pelo Grupo de Ações Táticas da Polícia Marítima“.

    As autoridades identificaram ainda “meios logísticos utilizados em atividades de narcotráfico marítimo de longa duração, nomeadamente cerca de 70 jerricans de combustível e material diverso”, detalhou a Polícia Marítima na mesma nota.

  • INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    Lisboa, 27 abr 2026 (Lusa) – O INEM pagou hoje às associações de bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros que estavam em dívida referentes ao transporte urgente de doentes realizado em fevereiro, adiantou o instituto à agência Lusa.

    A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) também confirmou que a dívida vencida do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi “paga hoje na totalidade”.

    Nas redes sociais, a LBP salientou que na quinta-feira, último dia do mês, vencem mais cerca de 10 milhões de euros relativos aos serviços prestados pelos bombeiros em março, “cujo pagamento se espera para esta semana”.

    Fonte do INEM confirmou que a dívida relativa a março vence no final desta semana, estando a “envidar todos os esforços” para fazer os 474 pagamentos às associações de bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa, que são os parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), o “mais rápido possível”.

    O instituto aguarda a necessária autorização do Governo para utilizar o saldo de gerência para fazer o pagamento em causa.
    Segundo a LBP, os “atrasos verificados” nos pagamentos do INEM “provocaram sérios constrangimentos nas tesourarias das associações, nomeadamente, para os pagamentos a funcionários e a fornecedores permanentes”.

    Ao abrigo do acordo assinado com os bombeiros, o INEM tem de pagar até ao último dia do mês seguinte os valores cobrados pelo transporte de doentes urgentes realizados durante o mês anterior.

    O instituto paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo de 8.760 por cada ambulância de socorro, integrada no SIEM, ao qual é acrescido uma taxa variável consoante os quilómetros efetuados nos serviços.

    A LPB pretende a atualização destes montantes, com o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, a adiantar recentemente que já há um “princípio de acordo” para aumentar para os 10.800 euros mensais, mas que está dependente de um reforço orçamental do instituto, que permita acomodar o aumento de despesa.

    Este mês, a LBP anunciou que pretende rescindir o acordo de cooperação com o INEM para a prestação de socorro pré-hospitalar, uma medida aprovada por unanimidade no seu Conselho Nacional e que vai efetivar-se 120 dias depois de o instituto ser notificado.

    “A questão não é o valor, é o incumprimento do contrato”, ressalvou o presidente da LBP, António Nunes, precisando que o INEM está obrigado a liquidar o valor devido aos bombeiros pela assistência pré-hospitalar no mês seguinte ao da prestação do serviço, o que, disse o responsável da liga, ultimamente não tem acontecido.



    com Lusa

  • Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Geoparque Algarvensis entra na Rede Mundial

    O Algarve atingiu ontem um marco histórico na preservação e promoção do seu território. O Geoparque Algarvensis foi oficialmente integrado na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO (GGN), um reconhecimento que coloca o património geológico, natural e cultural dos municípios de Loulé, Silves e Albufeira na elite da sustentabilidade global.

    Com este anúncio, o Algarvensis passa a figurar num grupo restrito de 241 geoparques em 51 países, reforçando a estratégia da região em diversificar a sua oferta para além do turismo de sol e mar, apostando no turismo científico, educativo e de natureza.

    Um Trabalho de Continuidade e Cooperação

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, que apoiou a candidatura desde a génese, sublinha que este sucesso é o resultado de anos de trabalho em rede.

    A estrutura destaca o papel crucial dos municípios fundadores e das suas lideranças, unindo esforços entre:

    • Albufeira: Iniciado pelo falecido José Carlos Rolo e continuado por Rui Cristina.
    • Loulé: Impulsionado por Vítor Aleixo e agora por Telmo Pinto.
    • Silves: Liderado por Rosa Palma e, atualmente, por Luísa Conduto.

    A candidatura contou ainda com o suporte científico da Universidade do Algarve e a colaboração de entidades como a AMAL, a Região de Turismo do Algarve e a Associação In Loco.

    O que muda para a região?

    Este selo da UNESCO não é apenas um título honorífico; é uma ferramenta de desenvolvimento económico e ambiental. Segundo a CCDR Algarve, o reconhecimento abre portas para, em termos de qualificação Territorial passar a existir maior proteção e valorização da biodiversidade e dos recursos geológicos únicos.

    Torna-se mais competitivo para atração de novos nichos de mercado e financiamento internacional para projetos de conservação.

    Em termos de afirmação global adquire um posicionamento do Algarve como um destino de excelência em sustentabilidade e valorização de recursos endógenos.

      Este reconhecimento constitui um marco histórico… evidenciando a relevância do património geológico, natural e cultural à escala global”, refere a CCDR Algarve em comunicado.


      Contexto: O que é a Rede Mundial de Geoparques?

      Os Geoparques Mundiais da UNESCO são áreas geográficas unificadas onde sítios e paisagens de relevância geológica internacional são geridos com um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. O Geoparque Algarvensis junta-se agora aos 12 novos parques anunciados pela organização este ano.

      Para mais informações sobre os novos geoparques: unes.co/tsoecm


      Nota ao Editor:
      O Geoparque Algarvensis abrange uma vasta área do Barrocal e Serra algarvia, sendo um dos seus principais pilares a jazida do Metoposaurus algarvensis, uma espécie de anfíbio gigante com cerca de 227 milhões de anos que dá nome ao projeto.

      JEC e F. Pesquisa

    1. Mais tráfego e acidentes na Via do Infante

      Mais tráfego e acidentes na Via do Infante

      O número de feridos em acidentes rodoviários na Via do Infante (A22) quase duplicou em 2025 face ao ano anterior motivado pelo aumento do tráfego com a abolição de portagens, há um ano e meio, indicam dados da GNR.

      De acordo com os dados da GNR disponibilizados à agência Lusa, dos 355 acidentes rodoviários registados no ano passado na A22 resultaram 105 vítimas, mais 58 do que em 2024.

      Em 2025 – quando entrou em vigor a abolição de portagens, em 01 de janeiro – foram registados mais 139 acidentes do que em 2024, tendo sido contabilizadas 216 ocorrências, refere a força de segurança.

      Apesar da subida do número de acidentes e de feridos graves, que passaram de três para 14, não se registaram vítimas mortais no ano passado, ao contrário de 2024, ano em que ocorreram duas mortes.

      O número de feridos ligeiros aumentou de 87 para 148, refere, ainda, aquela corporação.

      Segundo a GNR, a abolição de portagens na A22 “veio potenciar um aumento do volume” de tráfego naquela via, o que poderá contribuir para o aumento do número de acidentes registados”.

      O aumento do trânsito rodoviário está relacionado com a eliminação de portagens, levando à transferência de circulação de estradas secundárias para o eixo principal, aponta.

      A GNR esclarece ainda que os dados dizem respeito “apenas a acidentes rodoviários”, remetendo eventuais ocorrências e acidentes relacionadas com o estado do pavimento ou outras infraestruturas para a empresa concessionária da via.

      ./com Lusa
       

    2. Variante de Olhão abre em breve e há protestos

      Variante de Olhão abre em breve e há protestos

      Em breve será aberta o trânsito a circular de Olhão, uma via que está a ser criticada pelos residentes como mal desenhada, mas que vai retirar tráfego da cidade.

      A maior crítica reside no fato de dificultar o tráfego pedonal entre o Pechão a Olhão, por falta de passeios, passagens para peões, ou ciclovias.

      «Um muro que se atravessa entre duas partes do concelho, no século XXI», diz o senhpr Adelino Canário no deu mural do Facebook, acrescentando: «Até para ir levar o lixo terei que ir pelo meio da rotunda! E não vou mencionar a vida selvagem que também não tem a vida facilitada».

      O foco da Infraestruturas de Portugal (IP) e da autarquia foi, quase exclusivamente, a resolução de um «nó de trânsito». Olhão era, até agora, o grande estrangulamento da EN125 no Algarve.

      A prioridade foi tirar os milhares de veículos diários da frente ribeirinha e da avenida principal, empurrando-os para a periferia o mais rápido possível.

      O “Custo” do Desvio de Tráfego

      Ao focar-se apenas na fluidez dos motores, o projeto ignorou o que o urbanismo moderno chama de Permeabilidade Urbana, metendo a “Via Rápida” dentro de casa: Ao desenharem a variante como uma estrada de fluxo rápido, criaram uma barreira física que “corta” as veias de comunicação tradicionais entre as freguesias do interior (Pechão e Quelfes) e o centro da cidade.

      A ligação a Pechão foi trataada como uma simples interseção rodoviária, quando, na verdade, é um percurso quotidiano de pessoas. Ao não preverem passeios ou passagens pedonais seguras, o projeto diz implicitamente ao cidadão que só lá vai a motor.

      Olhão quer afirmar-se como uma cidade moderna, virada para o turismo sustentável e para a Ria Formosa, mas constrói-se infraestrutura que obriga à dependência do automóvel até para as tarefas mais básicas, como ir ao lixo ou visitar um vizinho do outro lado da estrada.

      A Justeza da Indignação

      É claro que poucos colocam em causa a necessidade de retirar o trânsito pesado do centro, mas requer-se uma forma mais acertiva que aquela que se vai conseguir para ter em consideração as necessidades da população local.

      A variante, indubitavelmente ajudará a resolver um problema de ontem, o trânsito na EN125, mas cria um problema para o amanhã, o de ter uma cidade dividida por um muro de asfalto, onde a mobilidade suave foi sacrificada no altar da rapidez rodoviária.

    3. Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

      Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

      Albufeira, Faro, 25 abr 2026 (Lusa) – Mais de cem pessoas participaram hoje num cordão humano e numa marcha de pescadores por mar na praia da Rocha Baixinha, em Albufeira, contra a instalação da dessalinizadora neste concelho do Algarve.


      Promovidas pelas associações dos Armadores e Pescadores de Quarteira (Quarpesca) e de pesca desportiva de Albufeira (Baleeira), as ações juntaram pescadores, famílias, membros da comunidade local e o presidente da Câmara de Albufeira.

      O protesto pretendeu chamar a atenção para a importância da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos marinhos, num contexto de crescente pressão sobre as zonas costeiras.

      Em declarações à Lusa, Adriano Sabino, presidente da Associação Baleeira, promotora do protesto cívico, disse que a ação “visou dar voz às pessoas que não participaram na consulta pública ou que não tiveram conhecimento da mesma”.

      O responsável criticou a “falta de divulgação sobre o processo de consulta”, argumentando que a população “só conheceu o projeto a fundo quando já havia uma decisão” governamental, sublinhando que o Governo “devia a notificar os cidadãos sobre os períodos da participação pública“.

      Adriano Sabino considera que o processo para a instalação da dessalinizadora perto daquela praia em Albufeira, “requer mais estudos”, considerando que as obras “só deveriam avançar após o término do período de participação pública sobre os tubos de extração e de retorno em curso”, mostrando-se disponível para integrar o grupo de acompanhamento anunciado pelo Governo, caso este assim o entenda.

      Já na marcha por mar, participaram 18 pequenas embarcações de pesca, que efetuaram um percurso junto à costa ao longo da praia da Rocha Baixinha.

      O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, que tem contestado o processo de instalação da dessalinizadora, juntou-se ao protesto promovido pelos pescadores por considerar que “o projeto deve ser revisto, porque contém erros”.

      Rui Cristina disse à Lusa que, “sendo a dessalinizadora um recurso de fim de linha, porque só será utilizada quando forem esgotadas todas as alternativas para abastecimento público de água à região, deve-se analisar bem o projeto e ver todos impactos que possam resultar no meio marinho e nas praias, para não prejudicar o turismo e a vida marinha”.

      Como é possível que o Estudo de Impacto Ambiental não tenha integrado devidamente os molhes da Marina de Vilamoura e da praia de Quarteira, ou como é possível avançar sem avaliar com rigor os efeitos da salmoura numa costa com ventos predominantes de poente para nascente. Há uma grande probabilidade de a salmoura vir para a praia, prejudicando bandeiras azuis, ecossistemas e o turismo, o principal motor da economia do Algarve“, advogou.

      Ao criticar a ausência de alternativas como “um transvase do Pomarão, a construção da barragem da Foupana, bacias de retenção ou o combate às perdas na rede”, o autarca considera que “há agora tempo para reavaliar a declaração de impacto ambiental da dessalinizadora, porque o Algarve tem agora reservas de água para mais dois a três anos“.

      Acedi ao projeto e essas advertências da declaração de impacto ambiental não estão lá vertidas, ou seja, fizeram-se ouvidos moucos. Para quê tanta pressa, para quê tanta sede de ir ao pote, se há aqui vários erros que depois se irão pagar com grande impacto“, alertou.

      Rui Cristina defendeu a necessidade de ser realizado um estudo de impacto ambiental “mais completo, que tenha todas as condicionantes e que se olhe realmente para o emissário, para a sua profundidade“, garantindo que irá acionar “os meios legais para travar a dessalinizadora tal como está e salvaguardar o ambiente e o turismo”.

      A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou na sexta-feira que as obras de construção da dessalinizadora vão ter início na próxima semana, um investimento de 108 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
       
      JPC // MDR
      Lusa/Fim

    4. A experiência de um português que viveu com mil pinguins na Antártida

      A experiência de um português que viveu com mil pinguins na Antártida

      por Bruno Manteigas, da agência Lusa

      Londres, 26 abr 2026 (Lusa) – Durante os cinco meses que passou em Port Lockroy, na Antártida, o português Tiago Figueiredo aprendeu a conviver com mais de mil pinguins, numa ilha com “autoestradas” e “creches” dedicadas a esta ave não voadora.

      O lisboeta, que completou 48 anos no extremo do hemisfério sul, integrou uma equipa da UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT), organização filantrópica britânica responsável por vários locais na Antártida, como a ilha de Goudier.

      A missão da UKAHT, que se realiza anualmente, inclui várias tarefas, desde a operação de um posto de correios – pelo qual Tiago Figueiredo foi responsável – e de um museu, até ao recenseamento da população de pinguins.

      Quando chegou, em novembro passado, no início do verão antártico, os machos e as fêmeas adultos, monógamos e que acasalam para toda a vida, estavam a construir os seus ninhos com “pequenas rochas que encontram e que roubam uns aos outros”.

      “Nessa fase há bastante neve na ilha e os pinguins deslocam-se no que chamamos de ‘autoestradas dos pinguins’, literalmente caminhos que vão criando no gelo”, contou Tiago Figueiredo à agência Lusa, já no Reino Unido, onde vive há 14 anos.

      Os trilhos são visíveis “porque são mais castanhos, já que eles têm um metabolismo muito rápido e vão deixando lixo (orgânico) por todo o lado”, descreveu.

      “Nessa altura, é relativamente fácil para nós, enquanto residentes temporários da ilha, sabermos exatamente onde eles vão estar. Damos sempre passagem e conseguimos manter-nos afastados dos ninhos”, acrescentou.

      Quando um encontro acontece, os animais aproximam-se dos humanos e esperam que estes se movam para poderem continuar o seu caminho.

      “Os pinguins não têm medo de nós. Ficam à espera, como se fôssemos um semáforo vermelho. O convívio é simples, porque conseguimos evitá-los e manter uma certa distância, que aliás é recomendável”, explicou.

      Com o degelo, a situação complica-se, porque “deixam de ter as autoestradas e passam a andar por todo o lado”.

      Durante a incubação dos ovos e após o nascimento das crias, em dezembro, a movimentação é limitada, pois um adulto fica no ninho, enquanto o outro membro do casal vai à água procurar sustento para a família. 

      É mais tarde, a partir do fim de janeiro, quando já estão suficientemente crescidas para saírem sozinhas que as centenas de crias passam a circular por toda a ilha, que tem apenas uma área equivalente a um campo de futebol.

      “Tal como miúdos, são completamente imprevisíveis e andam por todo o lado. Não demonstram qualquer receio e não se afastam – pelo contrário, chegam a bicar nas nossas botas”, contou o português.

      Este caos levou ao encerramento da ilha a turistas e visitantes em alguns dias, “porque simplesmente era impossível e impraticável”, devido às numerosas “creches”, nome dado aos grupos de pinguins jovens.

      “Eles correm atrás dos pais a pedir comida, cansam-se, e os pais, a certa altura, fogem deles porque já não têm paciência nem comida para lhes dar. As crias ficam onde se cansam e acabam por adormecer, seja numa pedra, num pedaço de madeira ou até na rampa de acesso à casa”, descreveu.

      O estudo da população de pinguins teve resultados positivos: dos 550 casais contabilizados, 445 puseram ovos, mais do que nas épocas anteriores, e a taxa de sobrevivência também aumentou.
      “Tivemos mais ovos de mais casais e mais crias que sobreviveram às primeiras semanas de vida, que são bastante difíceis para eles”, assinalou.

      A espécie nativa é a gentoo, embora, durante esta estação, tenham sido observados diariamente pinguins adelie e chinstrap, anteriormente vistos apenas de forma esporádica.

      Ao longo dos cinco meses em Port Lockroy, Tiago Figueiredo tirou milhares de fotografias às 15 espécies de animais que visitam regularmente a ilha, como focas-leopardo ou os oportunistas ‘sheathbills’, pássaros que “dão um encontrão” às crias de pinguins para lhes roubar comida.

      Também escreveu muitas notas, que continua a partilhar no blogue que criou [https://www.ilhanofimdomundo.com], e pondera escrever um livro com base nos diários que elaborou enquanto carimbava milhares de cartões e postais, incluindo para Portugal.

      Entre as histórias que terá para contar está a surpresa de uma compatriota que, após ler a entrevista à agência Lusa sobre o português que ia “trabalhar no posto de correios mais remoto do mundo”, lhe ofereceu dois pacotes de café nacional durante uma visita turística à ilha.

      “A certa altura, acabou o café que tinha levado e foi aquele que me salvou”, disse Figueiredo.

      No regresso à civilização, em meados de março, estranhou o cheiro a poluição na escala em São Paulo, o barulho dos carros, as filas no supermercado e a necessidade de levar as chaves ao sair de casa.

      Após algumas lavagens, Tiago Figueiredo conseguiu enfim livrar-se do odor dos pinguins na roupa, que inicialmente repudiou, mas ao qual acabou por se habituar.

      “Eu acho que vou ter saudades desse cheiro, para ser sincero. É a memória que fica”, confidenciou.

      BM // VM
      Lusa/Fim 

    5. Novo sismo, de magnitude 2,6 na escala de Richter, sentido na ilha Terceira

      Novo sismo, de magnitude 2,6 na escala de Richter, sentido na ilha Terceira

      Angra do Heroísmo, Açores, 25 abr 2026 – Um novo sismo, de magnitude 2,6 na escala de Richter, foi sentido hoje na ilha Terceira, nos Açores, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (Civisa).

      Segundo o Civisa o abalo foi registado às 18:39 locais (19:39 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de 12 quilómetros a leste-nordeste de Cabo da Praia.

      De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli Modificada) em São Sebastião (concelho de Angra do Heroísmo)”, indicou o Civisa.

      O primeiro sismo, de magnitude 3,1 na escala de Richter, foi registado às 14:23 locais (15:23 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de oito quilómetros a este de Cabo da Praia.

      O abalo “foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli Modificada) em Cabo da Praia, Porto Martins e Santa Cruz (concelho da Praia da Vitória)” e com intensidade III/IV em Lajes, Fontinhas, Fonte do Bastardo (concelho da Praia da Vitória) e São Sebastião (concelho de Angra do Heroísmo), segundo o Civisa.

      As escalas sísmicas – A escala de Richter classifica os sismos segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

      A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.
      Na intensidade IV, considerada moderada, “os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

      Com uma intensidade III, o abalo é considerado fraco, é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados“.

      Os Açores registaram mais de 20 mil sismos em 2025, dos quais 148 foram sentidos pela população, segundo uma carta de sismicidade divulgada na quarta-feira pelo Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.

      O Civisa acrescentou que o elevado número de sismos sentidos “é justificado pela atividade sísmica registada no vulcão de Santa Bárbara”, na ilha Terceira.

      Desde junho de 2022 que a atividade sísmica no Vulcão de Santa Bárbara se encontra “acima dos valores normais de referência”.
      O nível de alerta do Vulcão de Santa Bárbara, que se encontra atualmente em V2 (sistema vulcânico em fase de instabilidade), já foi elevado para V3 (sistema vulcânico em fase de reativação), em junho de 2024 e em novembro de 2025 devido ao aumento da atividade sísmica e à deteção de deformação crustal.

      ASR (CYB) // JMR
      Lusa

    6. Publicitação das Sessões Municipais

      Publicitação das Sessões Municipais

      Parlamento Aprova Obrigatoriedade de Publicitação Autárquica: Consenso em Torno da Imprensa de Proximidade |

      O Parlamento aprovou a alteração ao Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL), tornando obrigatória a publicitação de deliberações autárquicas nos órgãos de comunicação social local e regional.

      A medida, celebrada pela ANIR (Associação Nacional da Imprensa Regional) como uma “vitória histórica”, visa simultaneamente aumentar a transparência democrática e garantir a sustentabilidade económica dos jornais e rádios de proximidade, combatendo o fenómeno dos “desertos noticiosos”.

      Apesar da aprovação sem votos contra, o debate registou matizes distintos entre as bancadas, com o PS e a IL a optarem pela abstenção, enquanto os restantes partidos votaram a favor.

      Síntese das Intervenções dos Representantes Partidários

      Representante / PartidoPosiçãoFoco Principal da Intervenção
      Leitão Amaro (Governo/Ministro)A FavorDefiniu o dia como histórico para a democracia. Sublinhou que a medida cumpre uma promessa antiga, garantindo eficácia externa às decisões autárquicas através de jornalismo profissional e independente.
      António Rodrigues (PSD)A FavorDestacou o cumprimento do programa de governo e a criação de uma “rede de suporte” que moderniza a forma como a informação chega aos cidadãos.
      David Amado (PS)AbstençãoClassificou a medida como “progressista” e essencial para a coesão, mas justificou a abstenção com a necessidade de salvaguardar a autonomia local e o equilíbrio financeiro dos municípios.
      Patrícia Carvalho / Jorge Galveias (CHEGA)A FavorConsideraram que a proposta acaba com uma “injustiça de anos”, reconhecendo o papel da imprensa local como pilar da liberdade.
      Paula Santos (PCP)A FavorEncarou a medida como um mecanismo de apoio justo e necessário para órgãos com dificuldades, garantindo o esclarecimento eleitoral dos cidadãos.
      Rodrigo Saraiva (IL)AbstençãoEmbora concorde com a valorização da imprensa, justificou a abstenção com a necessidade de garantir que o modelo seja “exequível” e adaptado à realidade digital de 2026.
      João Almeida (CDS-PP)A FavorEnfatizou o valor emocional e cívico da imprensa local, defendendo a simplificação de obrigações para reconhecer o serviço público prestado.
      Paulo Muacho (LIVRE)A FavorAlertou para a gravidade dos “desertos noticiosos” e elogiou o financiamento equilibrado que permite o escrutínio livre das decisões territoriais.
      Filipe Sousa (JPP)A FavorSublinhou a modernização do diploma e a importância de não deixar para trás as populações com menor literacia digital.
      PAN e Bloco de EsquerdaA Favor(Votaram favoravelmente a iniciativa, acompanhando o consenso geral de apoio ao setor).

      O Papel da ANIR e da ERC

      A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu o seu aval técnico à proposta, sublinhando o reforço da transparência.

      Para a ANIR, este desfecho é o culminar de um percurso de seis anos de pressão política e técnica. A associação recorda que a proposta atravessou vários governos — desde o acolhimento inicial por Nuno Artur Silva e a sensibilidade de Adão e Silva, até à diligência final dos ministros Pedro Duarte e Leitão Amaro. Após a conquista da duplicação do Porte Pago, a ANIR vê nesta lei um passo decisivo para a sobrevivência do jornalismo regional e digital em Portugal.

      Nota do Investigador: A medida é vista como um balão de oxigénio financeiro para o setor, transferindo para as autarquias o dever de financiar a transparência através do investimento direto em publicidade institucional nos órgãos locais.


      O ponto de vista da Associação Portuguesa de Imprensa

      Ponto CríticoProposta Atual (Governo)Exigência da APImprensa
      Âmbito das FreguesiasApenas freguesias > 10.000 eleitores.Alargar o espectro para incluir mais freguesias.
      Tipo de AtosDeliberações selecionadas.Incluir decisões de Presidentes e Vereadores com impacto público.
      Critério de SeleçãoMeio de “maior circulação”.Clarificação técnica do conceito e preferência pelo regional vs. nacional.
      SustentabilidadePublicitação como apoio indireto.Garantia de que a receita chega a redações profissionais.

      APImprensa: “Transparência é Condição de Eficácia”

      A APImprensa (Associação Portuguesa de Imprensa) acompanhou de perto o processo legislativo de alteração ao RJAL, defendendo que a publicitação obrigatória não é apenas um subsídio, mas um instrumento de escrutínio público e um dever do Estado na promoção da pluralidade.

      As Ideias-Chave da APImprensa

      • Fim da Discricionariedade: A associação enfatizou que esta medida acaba com a dependência dos jornais face à “vontade” de cada autarca, estabelecendo regras claras e preços tabelados para a publicitação.
      • Literacia Cívica: Defendem que o envolvimento dos cidadãos no debate público depende de eles conhecerem as decisões tomadas à porta de casa, o que só é possível através de jornais e rádios locais.
      • Equivalência Digital: Uma das grandes vitórias apontadas pela APImprensa foi a inclusão clara dos jornais digitais e sítios de internet das rádios no regime de publicitação, reconhecendo a realidade tecnológica de 2026.
      • Condição de Eficácia: A associação sublinha que as deliberações com eficácia externa só produzem efeitos após a sua publicação nos termos da nova lei, o que confere um poder acrescido à imprensa regional como “diário oficial” de proximidade.

      Tabela Comparativa de Perspetivas: ANIR vs. APImprensa

      FocoPerspetiva da ANIRPerspetiva da APImprensa
      CombateFocada no combate aos “desertos noticiosos”.Focada no combate à desinformação e opacidade.
      Argumento CentralSustentabilidade económica do setor regional.Literacia cívica e escrutínio democrático.
      Vitória HistóricaCelebra o percurso de 6 anos e o diálogo político.Celebra a inclusão total do digital e das rádios.
      ImplementaçãoDestaca a rede de suporte ao jornalismo local.Destaca a transparência nas tabelas de preços.

      O Percurso Político na Ótica da Associação

      A APImprensa realçou o papel da “Magistratura de Influência” do Presidente da República e a urgência manifestada junto dos grupos parlamentares. Ao contrário da ANIR, que focou muito na genealogia dos governos (de Costa a Montenegro), a APImprensa tem insistido na exposição de motivos técnica, garantindo que as câmaras e assembleias municipais (e freguesias com mais de 10.000 eleitores) não possam contornar esta obrigação.

      Nota de Investigação: Um ponto crítico levantado pela associação durante o processo foi a garantia de que as taxas relativas a estas obrigações sejam regulamentadas pelo Governo de forma justa, para que o custo da democracia não asfixie os pequenos municípios nem subvalorize o trabalho dos jornais.

      F. Pesquisa

      Investigação e Análise de Media

    7. Homem de 57 anos morreu após naufrágio de embarcação na Ponta de Sagres

      Um homem de 57 anos morreu hoje ontem à tarde à tarde (23 de Abril) após a embarcação semirrígida onde seguia ter naufragado, na zona da Ponta de Sagres, distrito de Faro, adiantou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

      O alerta foi dado pelas 17:10 e a vítima foi retirada da água pelos tripulantes da Estação Salva-vidas de Sagres, com o apoio de um surfista que se encontrava nas proximidades, referiu a AMN em comunicado.

      Foram realizadas manobras de suporte básico de vida, mas não foi possível reverter a situação e o óbito foi declarado pelo médico do INEM.

      Uma segunda vítima, um homem com cerca de 50 anos e nacionalidade espanhola, terá conseguido sair da água pelos próprios meios, sem necessidade de assistência médica“, acrescentou a mesma fonte.

      O proprietário da embarcação foi notificado para a necessidade de proceder à retirada da mesma, pode ler-se na mesma nota.

      Para o local foram destacados tripulantes das Estações Salva-Vidas de Sagres, elementos da Capitania do Porto e do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos, dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo e uma aeronave do INEM, detalhou a AMN.

      Foi também ativado o gabinete de psicologia da Polícia Marítima.

      Com Lusa

    8. Centeno será bem recebido como militante do PS

      O secretário-geral socialista já transmitiu a Mário Centeno que terá “todo o gosto” em acolhê-lo como militante do PS e destaca a “relação sadia” com o Presidente da República, mas admitindo possíveis visões diferentes sobre alguns temas.

      Em entrevista à agência Lusa, José Luís Carneiro assume que já disse ao antigo governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças de António Costa, Mário Centeno, que gostaria de contar com o seu contributo no PS.

      Também lhe foi transmitido que se ele quiser dar esse passo, nós também temos todo gosto em acolhê-lo”, responde, quando questionado se gostava de lhe entregar o cartão de militante do PS.

      O líder do PS considera que Centeno é “um quadro dos mais qualificados” que há em Portugal e “que tem de ser valorizado”, lembrando que esteve numa reunião recente do Conselho Estratégico do PS.

      E se ele puder dar o seu contributo ao PS, pois com certeza é bem-vindo”, enfatiza.

      A este propósito, Carneiro recorda que foi quem tratou do processo de entrada no partido da ex-ministra e eurodeputada Marta Temido, tendo sido o ex-primeiro-ministro e antigo secretário-geral socialista António Costa a entregar-lhe o cartão de militante do PS no Congresso de Portimão.

      Já sobre o Presidente da República, António José Seguro – que ocupou o seu atual lugar no Rato entre 2011 e 2014 – o secretário-geral do PS assegura que não houve “qualquer afastamento no plano pessoal ou no plano da amizade, que se conserva”.

      Tenho particularmente a consciência de que tenho funções que é natural que nem sempre sejam compatíveis com a própria visão do Presidente da República, mas isso é natural e é o resultado do desempenho de funções de oposição. Assim como acontecerá também na relação do primeiro-ministro e do Governo com o senhor Presidente da República”, refere.

      Explicando que em Portugal há uma “arquitetura institucional de cooperação, mas de independência”, Carneiro considera que isto significa que cada um tem o dever de se “colocar nos estritos termos daquilo que são as suas atribuições, competências e responsabilidades”.

      O líder do PS destaca que tem com o Presidente da República uma relação “de estima pessoal, consideração, confiança e amizade” e também “uma relação sadia de ponto de vista institucional”.

      Mas eu sei colocar-me no meu lugar de líder de um partido de oposição e tenho também o conhecimento suficiente da vida entre as instituições para respeitar o princípio da separação de poderes e de respeitar a alta magistratura de influência que tem o Presidente da República”, insiste.

      Sobre o pacto para a saúde que Seguro que promover e o facto de o PS poder não concordar com alguns dos seus aspetos, Carneiro lembra a disponibilidade que manifestou de entrar no debate dessa proposta, num encontro com o então ainda candidato presidencial durante a campanha.

      Vamos avaliar depois com ponderação porque nós tivemos também responsáveis governativos na área da Saúde e, para sermos objetivos, nem todos concordam com todas as opções que foram tomadas pelos governos do PS”, afirma, sublinhando a pluralidade que existe no PS.

      O líder do PS foi confrontado com o risco de, numas próximas legislativas, se virar contra o seu partido o argumento usado por Seguro durante a campanha de não colocar “os ovos todos no mesmo cesto” e equilibrar o sistema político.

      É uma expressão que deve a Mário Soares. Não colocar os ovos todos no mesmo cesto, a não ser que os ovos sejam todos de boa qualidade e não se contaminem uns aos outros”, desvia.

      Carneiro escolhe usar a mesma imagem, mas com outro alimento: “colocar todas as maçãs no mesmo cesto. Se elas forem de boa qualidade, então os resultados poderão ainda ser bastante superiores. Se colocar as maçãs todas no mesmo cesto, em regra, o seu aroma dissemina-se por toda uma casa”.

      JF/ACL // SF

      Com Lusa

    9. Títulos de hoje

      Negócios:

      – “Doentes oncológicos penalizados no IRS podem pedir reembolso”

      – “Entrevista a Manuel Freire. ‘O 25 de abril é muito mal explicado aos miúdos’”

      – “Banco de Portugal vai apertar regras do crédito à habitação”

      – “Poliéster e algodão mais caros com a guerra no Irão”

      – “BPCE usa dividendos para pagar mais pelo Novo Banco”

      – “Lei laboral em suspenso até 7 de maio”

    10. Renting ou Compra: O Fim da Ilusão da “Mensalidade Sem Preocupações”?

      Renting ou Compra: O Fim da Ilusão da “Mensalidade Sem Preocupações”?

      Por: Gemini para o guadianadigital.pt

      Durante décadas, o sonho de ter um automóvel à porta passava invariavelmente pela posse.

      “O carro é meu” era o mantra que justificava o esforço financeiro e as idas à oficina. Contudo, a entrada em cena do renting — o aluguer operacional de longa duração — veio prometer uma revolução: a liberdade de conduzir sem os “fantasmas” da manutenção, dos impostos e da desvalorização.

      Mas será que esta paz de espírito é real ou apenas uma despesa adiada?

      A Sedução do “Tudo Incluído”

      Para muitos condutores, a proposta do renting é irresistível. Num mundo de inflação volátil, a ideia de pagar uma mensalidade fixa que engloba o seguro, a assistência em viagem, o IUC e até os pneus é o paraíso do planeamento familiar. Não há surpresas.

      Não há faturas de oficina que estragam as férias. É a “uberização” do automóvel: usamos, pagamos pelo usufruto e, ao fim de três ou quatro anos, trocamos de chaves por um modelo mais eficiente e tecnológico.

      O “Elefante na Sala”: O Ato da Devolução

      Contudo, como em qualquer contrato que parece demasiado perfeito, o diabo está nos detalhes — e, neste caso, nos detalhes da carroçaria.

      O grande “custo invisível” do renting, que tem vindo a desmoralizar muitos utilizadores, surge no momento da entrega da viatura.

      A ilusão de que o carro não é nosso pode levar a um relaxamento no cuidado. Mas a verdade é implacável: na hora da devolução, a locadora espera um ativo pronto a ser revendido.

      Aquele risco “de nada” feito no estacionamento do supermercado ou a jante raspada num passeio mais alto podem transformar-se em faturas de recondicionamento astronómicas.

      Onde o utilizador vê “desgaste normal”, a perícia técnica vê “dano cobrável”.
      Pior ainda: a armadilha das franquias múltiplas.

      Entregar um carro com pequenos toques em três painéis diferentes pode significar o pagamento de três franquias de seguro distintas, anulando qualquer poupança feita ao longo do contrato.

      Veredito: Propriedade ou Subscrição?

      A escolha entre compra e renting não é apenas financeira; é de temperamento.

      • A Compra continua a ser o porto seguro para quem pretende manter o carro por muitos anos e não quer viver sob o escrutínio de um perito de cada vez que o contrato termina. É o pragmatismo de quem aceita a desvalorização em troca da liberdade total de uso (e de alguns riscos).
      • O Renting é a ferramenta ideal para empresas, profissionais liberais (pelas vantagens fiscais) e condutores meticulosos que valorizam a liquidez e a renovação constante.
      • Resumindo:
        Se é daqueles condutores que sofre com cada pequena marca no seu veículo e o mantém num estado imaculado, o renting será o seu melhor amigo. Se, por outro lado, encara o automóvel como uma ferramenta de transporte sujeita às “cicatrizes” do dia-a-dia, a compra tradicional continuará a ser a única forma de evitar surpresas amargas no final da estrada.
        No mercado automóvel, tal como na vida, não há almoços grátis. No renting, a tranquilidade mensal pode ser paga — e bem paga — no último dia do contrato.

    11. Mário Laginha na Casa do Sal

      Mário Laginha na Casa do Sal

      O reconhecido pianista português Mário Laginha foi o grande protagonista de mais uma sessão da edição deste ano das “Tardes ao Sal”, que teve lotação esgotada num final de dia repleto de pura arte e boa música no sábado, dia 18 de abril.

      Considerado como uma das figuras mais marcantes do jazz português e conhecido pela sua expressividade e inovação do seu percurso artístico, o também compositor Mário Laginha encantou os presentes com o seu talento, numa atuação única.

      Este programa é uma iniciativa do Município de Castro Marim que promove momentos musicais que atravessam diferentes linguagens, desde as sonoridades mais tradicionais até ao jazz, e integra também a exposição de pintura “Construir, Destruir, Reconstruir”, assinada por José Mário Carolino.

      O ciclo de concertos encerra a 10 de maio, às 18h00, com o guitarrista e compositor Pedro Jóia, artista de reconhecido mérito que cruza a tradição da guitarra portuguesa e clássica com influências do flamenco e da música mediterrânica.

      iniciativas do município de Castro Marim