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Etiqueta: Saúde

  • Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve foi autorizada pelo Governo a contratar 117 médicos especialistas, um reforço considerado “histórico” pela instituição e que visa colmatar as carências de profissionais de saúde que afetam a região.

    A autorização surge através de um despacho conjunto dos ministérios da Saúde e das Finanças.

    O pacote de contratações, que representa o maior número de vagas alguma vez atribuído ao Algarve, destina-se a reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde regionais.

    Das 117 vagas, 17 são para Medicina Geral e Familiar (MGF), 96 para especialidades hospitalares e quatro para Saúde Pública.

    Um aspeto particularmente relevante é a existência de 19 vagas consideradas “carenciadas”, às quais está associado um regime remuneratório mais atrativo.

    Este incentivo tem como objetivo fixar médicos em especialidades e zonas geográficas onde a escassez de profissionais é mais acentuada, como é o caso do Algarve.

    Esperamos que a contratação destes 117 profissionais permita melhorar a resposta assistencial na região, reduzindo a pressão sobre os serviços e aumentando o acesso da população a cuidados de saúde diferenciados e de proximidade“, referiu o conselho de administração da ULS em comunicado, citado pela Agência Lusa.

    A ULS do Algarve, responsável pela gestão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como dos cuidados de saúde primários e de saúde pública nos 16 centros de saúde da região, espera que este reforço de pessoal melhore significativamente os serviços prestados à população.

    Este anúncio surge no contexto de um esforço nacional para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    Na segunda-feira, o Governo autorizou a abertura de concurso para mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas a nível nacional, distribuídas por diversas especialidades, incluindo MGF e Saúde Pública.

    Ainda que este reforço seja significativo, importa recordar que, segundo dados divulgados em janeiro pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025, mais de 60% das vagas abertas a nível nacional ficaram por preencher.

    Resta agora saber qual a taxa de ocupação destas novas vagas no Algarve e qual o impacto real na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

    com

    Lusa

  • Privados vão gerir Centro de Saúde em Silves

    Privados vão gerir Centro de Saúde em Silves

    A primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados no Algarve, prevista para Silves, deverá entrar em funcionamento até ao final do ano, servindo 7.750 utentes, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve.

    A Unidade de Saúde Familiar (USF) modelo C de Silves foi adjudicada em 16 de abril, estando atualmente a decorrer o prazo para a entidade adjudicatária entregar os documentos para formalizar o contrato, indicou fonte da ULS Algarve à agência Lusa.

    Para Lagos está também prevista uma USF C, cujo concurso deverá ser lançado em breve, acrescentou a ULS do Algarve, estimando que a mesma possa servir 13.450 utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    O concurso da USF modelo C de Lagos vai ter um preço base de aproximadamente 5,2 milhões de euros, enquanto a de Silves foi adjudicada por 2,9 milhões. O valor global das duas unidades é de cerca de 8,2 milhões de euros.

    As unidades modelo C foram criadas para prestar cuidados de saúde primário em áreas onde há mais de 4.000 utentes sem acesso a médicos de família e são geridas pelo setor privado ou social, através de contratação feita pelas ULS.

    Em janeiro, a Administração Central do Sistema de Saúde estimou que mais de 250 mil utentes deverão ser abrangidos pelos novos centros de saúde com gestão privada (USF C) que vão abrir nas regiões com menor cobertura de médicos de família.

    Estas unidades funcionam com autonomia e permitem complementar os cuidados prestados pelas unidades modelo A e B, que são geridas pelo setor público, através do SNS.

    Os contratos são celebrados por um período de cinco anos, podendo eventualmente renovar-se mediante acordo das partes, indicou a ULS.

    São critérios de avaliação das propostas, o preço global, modelo organizativo e operacional, acessibilidade e continuidade, qualidade e segurança clínica e inovação e melhoria contínua, referiu.

    O Governo aprovou em setembro de 2024 o decreto-lei que prevê a criação de centros de saúde geridos pelas autarquias e setores privado e social, como uma solução complementar à resposta pública no acesso aos cuidados de saúde primários.

    Desta forma, além das USF que integram o SNS, a legislação passou a prever também a existência de centros de saúde geridos por instituições sociais, cooperativas, misericórdias, autarquias ou entidades privadas, incluindo agregações de médicos.

    Lusa

  • António Setúbal prestigiado a nível internacional

    António Setúbal prestigiado a nível internacional

    De Vila Real de Santo António para o Palco Mundial: António Setúbal Distinguido na MISAC no Porto.


    ​O cirurgião António Setúbal, natural de Vila Real de Santo António, foi recentemente homenageado como Presidente Honorário durante o prestigiado evento MISAC (Minimally Invasive Surgery Academy) – The Winners Legacy, realizado na cidade do Porto.

    ​A distinção, que celebra uma vida dedicada à excelência clínica e académica, coloca o médico algarvio num patamar de reconhecimento global, partilhando o palco com figuras cimeiras da medicina moderna.

    O Reconhecimento da Excelência em Laparoscopia
    ​António Setúbal foi distinguido pelo seu contributo ímpar no campo da laparoscopia, com especial enfoque no tratamento da endometriose e da dor pélvica — áreas onde é considerado uma autoridade internacional.

    ​Numa nota partilhada pelo próprio, Setúbal sublinhou o peso institucional desta distinção, realçando o facto de ter sido homenageado ao lado do Professor Arnaud Wattiez, um dos nomes mais influentes do mundo na cirurgia minimamente invasiva.

    ​”Quando esta distinção é atribuída no contexto de colegas internacionais, torna-se ainda mais relevante. Ser entregue ao Prof. Arnaud Wattiez e a mim próprio torna-a ainda mais importante,” referiu o cirurgião.


    Um Percurso com Raízes no Algarve
    ​Apesar da projeção internacional, António Setúbal mantém a ligação às suas origens, sublinhando com orgulho a sua naturalidade de Vila Real de Santo António. O seu percurso é marcado por:

    ​Pioneirismo na implementação de técnicas avançadas de cirurgia laparoscópica em Portugal; ​Educação, na dedicação à formação de novas gerações de cirurgiões através da MISAC: e impacto clínico, no foco constante na melhoria da qualidade de vida de mulheres que sofrem de patologias pélvicas complexas.


    ​O Que é a MISAC?
    ​A Minimally Invasive Surgery Academy (MISAC) é uma instituição de referência dedicada à formação e ao desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva.

    O encontro The Winners Legacy serve como um fórum de elite para os maiores especialistas da área discutirem avanços tecnológicos e celebrarem o legado daqueles que moldaram a especialidade.


    Nota do Editor: A distinção de António Setúbal reforça o papel de Portugal como um centro de excelência na medicina robótica e laparoscópica, provando que o talento local continua a liderar a inovação científica a nível global.

    Com F. Pesquisa

  • Cuidados Médicos no Interior de Castro Marim

    Cuidados Médicos no Interior de Castro Marim

    Saúde Mais Perto com o regresso da Unidade Móvel /

    A Unidade Móvel de Saúde de Castro Marim retomou, esta segunda-feira, o seu serviço de proximidade, levando cuidados médicos e de enfermagem às populações mais isoladas e dispersas do concelho.

    A iniciativa, que já se tornou uma referência na região, visa garantir o acesso à saúde a residentes em aldeias e montes, onde a distância aos centros de saúde pode representar uma barreira significativa.

    O reinício da atividade aconteceu na aldeia da Tenência, na freguesia de Odeleite, com uma receção positiva por parte da comunidade local, que reconhece o valor e a importância deste projeto.

    A Unidade Móvel percorre diariamente diversas povoações do interior do concelho, assegurando cuidados médicos ao domicílio, com foco na população mais vulnerável e frágil.

    O serviço permite um acompanhamento mais assíduo e personalizado, possibilitando uma avaliação abrangente da situação clínica dos pacientes, tendo em conta a sua realidade familiar, habitacional e social.

    Distinguindo-se de outras iniciativas semelhantes na região, a Unidade Móvel de Saúde de Castro Marim oferece um serviço completo, operando em pleno para garantir o acesso à saúde a quem mais precisa.

    Para mais informações sobre o itinerário e horários da Unidade Móvel, os interessados podem consultar os canais de comunicação do Município de Castro Marim.

    Foto: CM Castro Marim
  • ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

    ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

    Por Impedirem Reunião Sindical

    O Hospital Particular do Algarve (HPA) e a empresa Turalvor foram condenados pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ao pagamento de coimas que, no total, ultrapassam os 15.000 euros, acrescidas das custas processuais.

    A decisão surge na sequência de um incidente ocorrido a 22 de janeiro de 2024, quando dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve (Sindicato da Hotelaria do Algarve) foram impedidos de realizar uma reunião plenária com trabalhadores na unidade do HPA em Gambelas, Faro.

    Segundo a ACT, o sindicato cumpriu todos os requisitos legais para a realização da reunião, nomeadamente o pré-aviso com mais de 48 horas de antecedência.

    No entanto, a administração do hospital não disponibilizou um espaço adequado para o encontro e ordenou a saída dos representantes sindicais das instalações. A ACT classificou a contraordenação como «muito grave».

    O HPA foi condenado a pagar uma coima de 10.280 euros, enquanto a Turalvor, empresa responsável pela limpeza e serviço de bar no hospital, foi multada em 4.819 euros.

    O Sindicato da Hotelaria do Algarve, que apresentou a denúncia que originou o processo, expressou satisfação com a decisão da ACT.

    «Consideramos que com esta condenação se fez justiça. É um exemplo de que vale a pena resistir à arbitrariedade patronal e lutar pelos direitos e por melhores condições de trabalho e de vida», referiu um representante do sindicato.

    A estrutura sindical aproveitou ainda a oportunidade para apelar aos trabalhadores para que se sindicalizem e organizem em defesa dos seus direitos laborais.

  • Vila Real de Santo António está na ‘Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis’

    Vila Real de Santo António está na ‘Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis’

    Aderiu durante Assembleia Intermunicipal no Seixal

    Vila Real de Santo António (VRSA) deu um passo significativo no reforço das políticas de saúde pública ao integrar a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis (RPMS).

    A adesão foi formalizada durante a Assembleia Intermunicipal da rede, realizada no passado dia 20 de março no Seixal, onde a autarquia de VRSA se fez representar pela vice-presidente da Câmara Municipal, Patrícia Jerónimo.

    A Assembleia Intermunicipal, ponto alto na vida da RPMS, reuniu autarcas e técnicos de todo o país para debater e alinhar estratégias conjuntas na promoção da saúde e bem-estar das populações.

    A adesão de VRSA à rede foi um dos momentos marcantes do encontro, simbolizando o compromisso crescente do município algarvio com um futuro mais saudável para os seus munícipes.

    A RPMS, criada em 1997, constitui um fórum privilegiado para a troca de experiências e a implementação de políticas públicas inovadoras no âmbito da saúde.

    A rede reúne autarquias empenhadas em colocar a saúde no centro da ação local, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Os objetivos principais passam pela definição de estratégias para a melhoria da saúde pública, a promoção da cooperação intermunicipal e a partilha de boas práticas.

    No contexto do atual ciclo do projeto Cidades Saudáveis (2019-2025), os municípios membros comprometem-se com um modelo de governação local para a saúde, alicerçado em pilares como as pessoas, os territórios, a prosperidade, o planeta e a participação, em consonância com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

    Este compromisso traduz-se na implementação de medidas concretas que visam promover a qualidade de vida e o bem-estar das comunidades locais.

    A integração de VRSA na RPMS surge como um reconhecimento do trabalho já desenvolvido pela Câmara Municipal nesta área, com destaque para a atuação do Gabinete Municipal de Saúde. Este gabinete tem desempenhado um papel fundamental na dinamização de projetos de proximidade com a comunidade e na implementação de soluções inovadoras para os desafios de saúde locais.

    Com esta adesão, o concelho de Vila Real de Santo António consolida uma estratégia consistente e sustentada, colocando a saúde no cerne das suas políticas públicas e alinhando-se com outros territórios que consideram o bem-estar das populações uma prioridade.

    A presença na Assembleia Intermunicipal no Seixal marca o início de uma nova etapa para VRSA na RPMS, abrindo portas a novas parcerias e à partilha de conhecimentos para um futuro mais saudável.

  • Agressões a Profissionais de Saúde em Huelva Aumentam 67%

    Agressões a Profissionais de Saúde em Huelva Aumentam 67%

    Os casos de agressões físicas e verbais contra profissionais de saúde na província de Huelva registaram um aumento preocupante de 67% em comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados recentemente, pelo jornal Huelva Información revelam uma escalada da violência no setor, com consequências diretas no bem-estar dos profissionais e na qualidade dos serviços prestados.

    As autoridades de saúde locais já manifestaram a sua preocupação e prometem reforçar as medidas de segurança nos centros de saúde e hospitais da região. Entre as ações em estudo, encontram-se a instalação de sistemas de vigilância, a formação de pessoal em gestão de conflitos e o reforço da presença policial em horários de maior risco. O objetivo é garantir um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para todos os profissionais de saúde, permitindo-lhes desempenhar as suas funções com tranquilidade e eficácia.

    A situação tem gerado indignação e apelos à sensibilização da população para a importância do respeito e da valorização dos profissionais que dedicam as suas vidas a cuidar da saúde da comunidade.

    Com informações de Huelva Información.*

  • Noites em Branco Afetam Mais de Metade dos Portugueses,

    Noites em Branco Afetam Mais de Metade dos Portugueses,

    Alerta Associação de Sono

    Mais de 50% da população portuguesa não dorme as horas recomendadas, colocando em risco a sua saúde e bem-estar, alerta a Associação Portuguesa de Sono (APS) a propósito do Dia Mundial do Sono, que se assinala a 13 de março. Apesar de uma crescente consciencialização sobre a importância do descanso noturno, os hábitos de sono dos portugueses continuam aquém do ideal, com implicações na saúde física e mental.

    De acordo com a APS, os adultos deveriam dormir entre 7 a 9 horas por noite, enquanto os idosos necessitam de 7 a 8 horas. Para as crianças, o período de sono recomendado situa-se entre as 9 e 11 horas diárias. Contudo, o ritmo de vida acelerado, o ruído urbano e o stress profissional têm contribuído para a deterioração da qualidade do sono, com consequências negativas para a saúde pública.

    A procura por soluções para melhorar o sono tem aumentado, com um mercado crescente de produtos como cobertores pesados, suplementos naturais e tecnologia vestível para monitorizar o sono. No entanto, a Presidente da Direção da APS, Drª. Daniela Sá Ferreira, adverte para a necessidade de cautela na utilização destes dispositivos, sublinhando que «não têm validade científica e não substituem exames médicos». A especialista enfatiza que a chave para um sono reparador reside na biologia e no comportamento, e não apenas na tecnologia

    Para a APS, a regularidade dos horários é tão importante para a saúde como a alimentação e o exercício físico. «A rotina é fundamental; o nosso corpo precisa de saber a que horas vamos dormir,» explica Daniela Sá Ferreira. «Se mantivermos uma rotina adequada, com horários fixos para deitar e acordar, o corpo entende melhor o processo, permitindo adormecer mais rapidamente e reduzir o número de despertares noturnos.»

    A pneumologista recomenda a adoção de medidas práticas de higiene do sono, como criar um ambiente propício ao descanso, com o quarto escuro, silencioso e a uma temperatura amena. A desconexão dos ecrãs é também fundamental, devendo evitar-se a exposição à luz azul pelo menos uma hora antes de deitar, substituindo-a por atividades relaxantes como a leitura, um banho morno ou meditação.

    Para assinalar o Dia Mundial do Sono, a APS preparou um conjunto de atividades a nível nacional, incluindo um concurso de desenho infantil em parceria com a European Sleep Research Society (ESRS) e eventos presenciais em diversas regiões do país, em colaboração com o Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) da Universidade de Coimbra. A campanha Dormir bem para viver melhor reforça a presença online da associação, com o lançamento de um vídeo pedagógico e o apoio de figuras públicas que partilharão os seus testemunhos sobre a importância do sono.

    A Associação Portuguesa de Sono (APS) tem como missão contribuir para a melhoria da saúde pública, aumentando a consciencialização da população sobre a importância do sono e promovendo ações de investigação e divulgação sobre o tema.

  • Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam

    A recuperação após desastres naturais como tempestades e inundações vai muito além da reparação de danos materiais. As marcas emocionais podem ser profundas e exigem atenção especializada.

    Reconhecendo esta necessidade urgente, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) acaba de lançar, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), um guia prático destinado à população: “Como Recuperar Emocionalmente de Situações de Tempestade e Inundações?”.

    O documento, lançado em Lisboa a 5 de fevereiro de 2025, visa apoiar os cidadãos na gestão das reações psicológicas que surgem após o período de maior ameaça. É natural sentir medo do futuro, entrar em choque e sentir-se incapaz de reagir. A tristeza e a raiva perante a destruição dos pertences e a sensação de injustiça são manifestações comuns e válidas.

    Embora a urgência de reparar o que foi danificado seja compreensível, o guia adverte para os riscos de tomar decisões apressadas que possam colocar a segurança em perigo — como subir a telhados instáveis ou mexer em sistemas elétricos danificados. A primeira prioridade deve ser sempre proteger a vida, tanto a própria como a dos outros. Só depois virá o tempo de reconstruir.

    Um dos pontos-chave sublinhados pela OPP é que “cada pessoa reage à sua maneira e ao seu ritmo – não há o certo e o errado”. As reações intensas são uma parte natural da resposta a estas catástrofes. Para que estas emoções diminuam, é preferível aceitá-las e expressá-las, em vez de as ignorar ou evitar.

    O guia oferece recomendações práticas para adultos. É fundamental falar sobre o que se sente, mesmo que não seja fácil, ou simplesmente aceitar o conforto do silêncio ao lado de alguém de confiança. Deve-se resistir à tentação de querer resolver todos os problemas de uma só vez, focando-se em pequenas tarefas de menor risco, para evitar acidentes.

    Outra recomendação essencial é a gestão do consumo de notícias. Embora seja importante manter-se informado através de fontes oficiais, a exposição constante a imagens de destruição e sofrimento pode aumentar a ansiedade e o sofrimento. Reduzir a visualização de notícias e (re)estabelecer comportamentos de autocuidado (rotinas, atividades relaxantes) permite recuperar alguma normalidade e a perceção de controlo.

    No que toca às crianças e jovens, os cuidados exigem uma abordagem específica. Após as inundações, os perigos físicos (detritos, cabos, lama) continuam, exigindo vigilância acrescida. Os pais e cuidadores devem estar física e emocionalmente disponíveis, oferecendo colo ou tempo em família.

    É crucial validar os sentimentos dos mais novos. Os adultos devem incentivar a expressão emocional e assegurar que o que sentem é natural e compreensível, evitando respostas que desvalorizem a sua experiência, como “não te preocupes” ou “já viste a sorte que tens?”. Além disso, ajudar as crianças a organizarem a “história” do que aconteceu (respondendo a dúvidas) e manter rotinas habituais ajuda a restaurar a previsibilidade e a sensação de segurança.

    A recuperação emocional tem um ritmo individual, que pode ser mais rápido ou mais demorado. Se não estiver bem, ou se identificar sinais de alerta em si ou nos outros, o conselho é inequívoco: peça ajuda. Os cidadãos que sintam necessidade de apoio psicológico podem ligar para o Serviço de Aconselhamento Psicológico SNS24, através do número 808 24 24 24, ou consultar os recursos disponibilizados pela OPP em encontreumasaida.pt.

  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • CUF Conclui Aquisição de 75% do Hospital Particular do Algarve

    A CUF formalizou um passo estratégico significativo no mapa da saúde nacional. A empresa anunciou a conclusão da aquisição de 75% do capital social do Hospital Particular do Algarve (Grupo HPA Saúde), uma operação que expande drasticamente a sua presença geográfica em Portugal continental e insular.

    O fecho da operação só foi possível após a obtenção do indispensável aval regulatório, nomeadamente a decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência (AdC). Esta compra de participação maioritária representa um investimento substancial, tendo sido liquidada por uma contrapartida que corresponde a cerca de 7,5% do total de ativos da CUF, tomando como referência a situação de junho de 2025, conforme comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

  • Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    por José Estêvão Cruz

    O Governo decidiu criar uma nova unidade hospitar para o Algarve e ainda bem. CCDRA, por José Apolinário e AMAL, por António Pina, apresentaram as naturais saudações devidas à decisão de uma obra que tardava.

    Porém, tal unidade de saúde só estará concluída no ano de 2031. Ou seja, daqui a cinco anos num Mundo que acelera em termos de construção e tecnologia. Cinco anos é muito tempo no estágio de desenvolvimento atual da Humanidade e no espaço dos países desenvolvidos em que nos integramos.

    É natural que qualquer algarvio se encontre contente com esta decisão, pois é a primeira pedra legal para o arranque, mas sabemos todos os empecilhos que têm sido erguidos no caminho de qualquer obra e a lentidão dos procedimentos e obstruções. Ser PPP também não ajuda.

    Que pensa a sociedade algarvia que já se manifestou e que saúde poderá ser encontrada daqui a cinco anos com o número de residentes e visitantes a aumentar a taxas anormais, teremos de o averiguar.

    Foi, em contexto de parceria público‑privada, com um investimento previsto de cerca de 420 a 426,6 milhões de euros e um encargo total na ordem dos 1 100 milhões ao longo de cerca de 27 anos, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a construção do Hospital Central do Algarve, segundo a CNN Portugal.

    O Executivo estima que a unidade esteja operacional em 2031, depois de décadas de anúncios falhados e «oito primeiras pedras», o que é apresentado como correção tardia de uma injustiça para a região., salienta o Algarve Primeiro.

    Vemos que o novo Hospital Central do Algarve é apresentado como «dia histórico» e «sonho de décadas» por governantes e entidades regionais, mas a distância entre o anúncio e a entrada em funcionamento em 2031, alimenta a inquietação numa sociedade que já sente hoje o SNS no limite.

    Entretanto, vamos ter de lidar com o contraste entre o alívio político-institucional e a ansiedade de profissionais de saúde, autarcas, utentes e empresários perante mais cinco invernos e cinco verões de pressão sobre um sistema fragilizado.​

    O reforço para já das estruturas do SNS é muito mais importante que o anúncio de mais uma PPP.

    O Algarve bateu em 2024 o recorde de hóspedes, com 5,2 milhões de visitantes e cerca de 20,7 milhões de dormidas, mantendo‑se como principal destino turístico nacional e com o aeroporto de Faro a ultrapassar 9,8 milhões de passageiros.

    Esta dinâmica turística, somada ao crescimento de residentes, traduz‑se numa pressão sazonal extrema sobre urgências, internamentos e meios complementares de diagnóstico, num contexto em que os hospitais de Faro e Portimão acumulam queixas de sobrecarga e falta de profissionais.​

    É necessário reconhecer que, se muitos algarvios reconhecerão a importância simbólica e prática de finalmente haver uma decisão com calendário, a promessa tem 20 anos. Ou seja, a necessidade foi reconhecida nessa ocasião e vai ser apenas cumprida 25 anos depois, em 2031. Temos de convir que é um horizonte demasiado distante para as necessidades de hoje.

    E ainda falta saber se ter um novo hospital em 2031 nos trará os cuidados que consigam serviços que possam suprir as listas de espera, a falta de médicos de família e o recurso a privados, que já fazem parte do quotidiano.​

  • A romã come-se melhor no Outono

    A romã come-se melhor no Outono

    Com a chegada do outono, uma das frutas mais emblemáticas desta época volta a brilhar nas feiras e mercados: a romã. Conhecida pelos seus grãos de cor rubi e sabor único, a romã é um verdadeiro tesouro nutricional, associado a inúmeros benefícios para a saúde.

    Rica em antioxidantes, vitamina C, potássio e fibras, a romã auxilia no reforço do sistema imunitário, protege o coração e contribui para a saúde da pele. O seu consumo regular pode ainda ajudar a combater inflamações e a promover uma melhor digestão — razões de sobra para incluir a romã na alimentação diária!

    Além de saudável, a romã é versátil na cozinha. Pode ser saboreada ao natural, em sumos ou até como estrela de receitas sofisticadas. Para transformar o fruto numa experiência gastronómica, deixamos uma sugestão irresistível:

    Receita: Salada Outonal de Romã, Queijo Feta e Nozes

    Ingredientes:

    • 1 romã grande
    • 100g de queijo feta em cubos
    • 50g de miolo de noz
    • 1 molho de rúcula ou agrião fresco
    • 2 colheres de sopa de azeite extra-virgem
    • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
    • Sal e pimenta a gosto

    Modo de preparação:

    1. Solte os grãos da romã e reserve.
    2. Numa taça, disponha a rúcula ou agrião, os cubos de feta e as nozes partidas.
    3. Junte os grãos de romã e regue com o azeite e o vinagre balsâmico.
    4. Tempere com sal e pimenta e misture delicadamente.

    Esta salada traz o frescor e a cor da estação para o prato, é deliciosa e nutritiva — ótima como entrada ou acompanhamento. Experimente e celebre o outono com o melhor que a natureza tem para oferecer!

  • O Desafio do Flat Closure Após a Mastectomia

    O Desafio do Flat Closure Após a Mastectomia

    Após uma mastectomia, as mulheres podem optar entre a reconstrução mamária ou o chamado flat closure — um contorno plano do peito. Apesar de ser uma escolha legítima, muitas vezes essa opção encontra obstáculos práticos e institucionais.

    O termo flat denial, criado pela organização Not Putting on a Shirt, descreve situações em que a paciente pede o fecho plano, mas este não é realizado. As razões variam: resistência de alguns cirurgiões, falta de formação técnica ou até preconceitos estéticos.

    Nas Barreiras administrativas e legais verifica-se a ausência de código médico específico: nos EUA, não existe um código de faturação padronizado para o flat closure. Ambiguidades legais: a lei WHCRA (Women’s Health and Cancer Rights Act) foi, durante anos, interpretada de forma a classificar o fecho plano como cirurgia “eletiva”, em contraste com a “necessidade médica” da reconstrução mamária. Essa classificação permitiu que muitas companhias recusassem a cobertura do procedimento.

    Avanços recentes

    Em 2024, novas orientações esclareceram que o AFC (aesthetic flat closure) é uma forma válida de reconstrução da parede torácica. Tanto a WHCRA como o Affordable Care Act passaram a reconhecer explicitamente a cobertura do procedimento. Apesar disso, nem todas as seguradoras e médicos atualizaram as suas práticas, mantendo dificuldades no acesso.

    Este resumo é baseado no artigo original ‘When Women Say “Ta-Ta” to Ta-Tas’, publicado no Sapiens sob licença Creative Commons. Para ler o artigo completo, acesse [link].” Foto:Mistral
  • Microsite da Saúde e homenagens em VRSA

    Microsite da Saúde e homenagens em VRSA

    O Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António acolheu, quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos profissionais de saúde e profissionais não clínicos das unidades funcionais do concelho, ocasião em que foi também apresentado o novo Microsite da Saúde, uma plataforma digital de proximidade criada para reforçar a comunicação na área da saúde local.

    A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, do Vereador com o pelouro da Modernização Administrativa, Álvaro Leal, e da Enf.ª Patrícia Jerónimo, em representação do Gabinete Municipal de Saúde.

    Marcaram igualmente presença a Dra. Dorinda Santos, em representação do Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve, Dr. Tiago Botelho, e a Dra. Catarina Gouveia, em representação da Diretora Clínica para os cuidados de saúde primários, Dra. Rubina Correia.

    O momento de abertura esteve a cargo do coach Manuel Manero, que conduziu uma intervenção centrada na importância da motivação, da liderança emocional e do trabalho em equipa no setor da saúde pública.

    Seguiu-se a apresentação do Microsite da Saúde – Gabinete Municipal de Saúde, um novo canal digital de comunicação do Município, que reunirá informação atualizada sobre projetos, serviços, campanhas e recursos de saúde no território de Vila Real de Santo António. A ferramenta foi desenvolvida pela Subdivisão de Comunicação e Promoção da Câmara Municipal, em articulação com o Gabinete Municipal de Saúde, e pretende facilitar o acesso da população a informação útil e fiável sobre saúde local.

    O ponto alto da cerimónia foi a entrega de menções honrosas às equipas das seguintes entidades e unidades de saúde, num reconhecimento público pelo trabalho contínuo, humano e especializado em prol da saúde e do bem-estar da comunidade:

    • Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD – VRSA);
    • Unidade de Saúde Familiar Esteva;
    • Unidade de Saúde Familiar Levante;
    • Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP);
    • Unidade de Saúde Pública de VRSA;
    • Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC);
    • Unidade de Apoio à Gestão do ACeS III – Sotavento (Unidade de VRSA);
    • Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos;
    • Equipa Comunitária de Psiquiatria de VRSA;
    • Gabinete do Cidadão – ACeS Sotavento.


    Os diplomas foram recebidos, em nome das respetivas equipas, por:

    • Dra. Sandra Caixerinho (ICAD – VRSA);
    • Dra. Lívia Dari (USF Esteva);
    • Dr. Ricardo Cordeiro (USF Levante);
    • Dr. Luís Abobeleira (URAP);
    • Dra. Halyna Karuna (Unidade de Saúde Pública de VRSA);
    • Enf.ª Lígia Ferreira (UCC);
    • Dra. Suzel Faustino (Unidade de Apoio à Gestão – ACeS III);
    • Dra. Fátima Teixeira (Equipa de Cuidados Paliativos);
    • Dra. Manuela Gonçalves (Gabinete do Cidadão);
    • Dra. Catarina Gouveia, que recebeu a distinção em nome da Equipa de Psiquiatria de VRSA.

    Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, destacou que «estas distinções são dirigidas a equipas inteiras, que diariamente garantem cuidados de proximidade com rigor, humanidade e dedicação. O Município reconhece publicamente o papel fundamental que estas estruturas desempenham no território, mesmo em contextos de grande exigência e complexidade».

    A nova plataforma digital da saúde municipal ficará brevemente acessível e visa reforçar a proximidade com os cidadãos e dar maior visibilidade às respostas locais na área da saúde.


    com Arenilha TV©️2025
  • Neurologista alerta para a Importância da Saúde Cerebral

    Neurologista alerta para a Importância da Saúde Cerebral

    Para o Dia Mundial do Cérebro, a celebrar a 22 de julho, a neurologista Inês Laranjinha, da ULS Santo António e em representação da Sociedade Portuguesa do AVC, sublinha a importância de estimular e proteger o cérebro em todas as fases da vida para prevenir o AVC e outras doenças neurológicas, como a demência.

    Em declarações à imprensa, a especialista enfatizou que o cérebro, «o órgão mais fascinante do nosso corpo», é crucial para as funções vitais, o funcionamento dos outros órgãos e a nossa individualidade. Laranjinha alertou para as devastadoras sequelas que lesões cerebrais, como as causadas pelo AVC e pela demência, podem provocar, incluindo défices de força, sensibilidade, coordenação e cognitivos.

    «As falhas cognitivas, de memória, raciocínio, comportamento e personalidade, têm um impacto quer no doente, quer na sua família e cuidadores, porque cursam com frequência com maior dependência no dia a dia e alteração da identidade própria», explicou a neurologista.

    O foco, segundo Laranjinha, deve ser a prevenção do dano cerebral. No caso do AVC, a prevenção passa por controlar fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

    Relativamente à demência, a especialista destacou que quase metade do risco é modificável, apontando medidas preventivas específicas para cada faixa etária:

    • Infância: Incentivar a escolaridade.
    • Adultos: Praticar atividade física regular, corrigir a falta de audição e tratar doenças cardiovasculares.
    • Idosos: Promover a socialização e corrigir a falta de visão.

    Com o tema deste ano do Dia Mundial do Cérebro a ser “Saúde do Cérebro para todas as idades”, Inês Laranjinha conclui, apelando a que se estime a saúde do cérebro em todos os momentos da vida, “para tornar cada um deles memorável”.

  • Grande manifestação pela saúde em Huelva

    Grande manifestação pela saúde em Huelva

    Uma grande manifestação, como há muito não se via em Huelva, reunindo cerca de cinco mil e quinhentas pessoas, ocorreu a noite de ontem em Huelva, onde a população diz estar a viver uma situação muito mais grave do que as pessoas imaginam, segunfo as palavras do dr. Diego Mora, presidente da Onusap, citadas pelo jornal Huelva Información.

    A manifestação decorreu frente às portas da Delegação Territorial de Saúde e Consumo de Huelva e a palavra de olrdem mais ouvida foi «com a saúde não se brinca».

    Participaram enfermeiros, médicos, técnicos e doentes contra cortes orçamentais que estão à beira de ultrapassar a linha vermelha que coloca em risco os doentes e que os obriga a pagar um seguro privado e a «tirar dinheiro de onde não temos».

    Há cada vez menos serviços, menos funcionários e mais doentes à espera e, no geral «No geral, a situação é absolutamente miserável, segundo a Onusap.

  • Novos edifícios de saúde em Tavira

    Novos edifícios de saúde em Tavira

    A autarquia tavirense, na sequência da transferência de competência na área da saúde para os órgãos municipais, lançou, pelo valor base de €9.856.965,43, a empreitada de execução de edifícios de serviços de saúde em Tavira: unidade de consultas externas de alta resolução e diagnóstico ambulatório e sede do ACES do Sotavento.

    A intervenção propõe a edificação de uma nova unidade de saúde de modo a resolver carências de serviços no atual Centro de Saúde de Tavira.

    As valências de prestação de cuidados de saúde esperadas para estas unidades são as seguintes:

    Ala Norte

    • Consultas externas de especialidades
    • Exames e tratamentos de especialidades
    • Saúde oral / medicina dentária

    Ala Sul

    • Ala Sul
    • Cirurgia de ambulatório
    • Endoscopia
    • Pediatria
    • Centro de Diagnóstico Integrado (CDI)
    • TAC
    • Raio X
    • Análises e laboratório
    • Fisioterapia e reabilitação


    No sentido de dotar toda esta zona com acessibilidades, a autarquia anunciou a criação de uma plataforma que incorporará as circulações viárias, pedonais e estacionamentos.

    A todos estes espaços juntam-se as dependências complementares como vestiários, salas de recobro, instalações sanitárias e material de limpeza. A par destas, estão previstas salas polivalentes/biblioteca/formação/reuniões.

    A aposta na construção de infraestruturas na área saúde é vital para garantir o acesso das populações a cuidados diários e essenciais, assim como na prevenção de doenças

  • Desfibriladores para os bombeiros de VRSA e Castro Marim

    Desfibriladores para os bombeiros de VRSA e Castro Marim

    São desfibrilhadores automáticos para salvar vidas e a entrega simbólica dos equipamentos decorreu no Quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, na presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, que destacou a prioridade atribuída à proteção da vida e a resposta a emergências.

    Os DAE vão ser instalados em locais estratégicos do concelho, assegurando uma resposta rápida em situações de paragem cardíaca súbita, designadamente nos seguintes espaços:

    Parque Municipal de Campismo de Monte Gordo; Piscinas Municipais de Vila Real de Santo António; Viatura da Proteção Civil; Pavilhão Municipal de Vila Nova de Cacela; Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António; Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

    Diversos estudos comprovam que o uso de um desfibrilhador, nos primeiros três minutos após uma paragem cardíaca, pode aumentar a taxa de sobrevivência até 74%.

    Este investimento representa, assim, um passo crucial na proteção da vida e no reforço da segurança da população.

    Para garantir a correta utilização dos dispositivos, foi realizada uma formação em Suporte Básico de Vida (SBV) e utilização de DAE.

    A iniciativa foi desenvolvida em articulação com os Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, o Serviço Municipal de Proteção Civil e o Gabinete Municipal de Saúde, capacitando os funcionários municipais para responderem, de forma eficaz, a emergências nos locais onde os dispositivos serão instalados.

    Com este investimento e a formação complementar, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António diz-se a reafirma «o seu compromisso com a saúde, segurança e bem-estar da comunidade, contribuindo para um concelho mais resiliente e preparado para salvar vidas».

    Desfibriladores
  • Hospital da Bonecada

    Hospital da Bonecada

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, através do Gabinete Municipal de Saúde, organizou a Semana da Saúde Mental, entre os dias até 9 de outubro de 2024, com uma agenda diversificada, voltada para o bem-estar psicológico em todas as fases da vida.

    A 5 e 6 de outubro, realizou o Hospital da Bonecada, dirigido a crianças entre os 3 e os 10 anos de idade.

    O Hospital da Bonecada simula um hospital-modelo, cujo principal objetivo é erradicar a «síndrome da bata branca» nas crianças.

    As crianças levam os seus bonecos ao hospital para que eles lá sejam tratados, em várias «salas», dinamizadas por estudantes de diversos cursos da área da saúde que assumem o papel de profissionais de saúde neste jogo «faz de conta».

    O Hospital da Bonecada é um projeto sem fins lucrativos, sediado na Associação de Estudantes da NOVA Medical School.

    Foi criado em 2001 com base no projeto “Teddy Bear®”, desenvolvido pela EMSA (European Medical Students Association), tendo sido galardoado com o Prémio Hospital do Futuro, concedido pela Sociedade Portuguesa de Pediatria.

    Na edição de 2024, informa a autarquia, o objetivo é dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas edições anteriores, sendo que o tema principal desta edição é «A Criança e a Diferença».

    Através deste tema, o objetivo é normalizar a diferença e enaltecer a importância que esta tem na nossa vida e na sociedade, porque, no final do dia, são as nossas diferenças que nos tornam especiais.

    bonecada