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Etiqueta: água

  • Aquoponia é simbiose de plantas e peixes

    Aquoponia é simbiose de plantas e peixes

    A água utilizada para a criação de peixes em tanques fica rica em nutrientes provenientes de suas fezes. É então utilizada como fertilizante para as plantas que são cultivadas em sistemas hidropónicos, nos quais as raízes das plantas ficam suspensas em uma solução nutritiva. Desse modo, a água é reciclada, reduzindo consideravelmente seu consumo.

    Como a região do Algarve possui uma agricultura tradicionalmente baseada no uso intensivo de água e agroquímicos, a Aquoponia poderia ser uma alternativa sustentável e inovadora que contribuiria para a preservação dos recursos hídricos e para a produção de alimentos mais saudáveis. Além disso, poderia gerar novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento econômico para a região

    Além de utilizar de forma mais eficiente a água, a aquaponia também possibilita a produção de alimentos de alta qualidade de forma sustentável. Os peixes fornecem proteínas e outros nutrientes essenciais, enquanto as plantas produzem uma ampla variedade de vegetais e ervas frescos. Esses produtos podem ser vendidos diretamente aos consumidores locais ou serem processados e comercializados em outros mercados.

    Outra vantagem é a sua versatilidade. Esse sistema pode ser implementado tanto em pequenas e médias propriedades agrícolas como em espaços urbanos, como telhados de prédios ou ambientes internos. Isso permite um maior aproveitamento do espaço disponível, reduzindo a necessidade de grandes áreas de cultura.

    ./Facebook: Jorge Severino

  • Descarga da Edia é um ano de consumo de Huelva dizem espanhóis

    Descarga da Edia é um ano de consumo de Huelva dizem espanhóis

    O jornal Huelva Información, refletindo a opinião local, noticiou com destaque a notícia e, embora referisse que se tratava de uma descarga ecológica, não deixou de indiretamente assinalar que tinha sido uma perda, dois anos consecutivos, o despejar «uns 300 metros cúbicos por segundo, entre os dias 27 e 29 de fevereiro».

    Entretanto, chegou à imediações da Aldeia da Mesquita uma máquina de sondagens que se julga estar relacionada com a captação de água no rio Guadiana, perto do antigo porto mineiro do Pomarão.

    Na margem espanhola, onde existe uma captação das águas da barragem do Chança, para abastecimento dos campos de Huelva, as organizações agrárias daquela província andaluza, após encontro com o secretário de Estado do Meio Ambiente, no Governo de Pedro Sanchez, obtiveram o compromisso para que sejam resolvidas as captações de «Bocachanza», para poderem assegurar os 75 hm3 procedentes do Guadiana, previstos no Plano Hidrológico, ainda antes de 15 de abril.

    Foto créditos: Huelva Información
  • É a ERSAR quem orienta os preços da água

    É a ERSAR quem orienta os preços da água

    Cada um dos municípios algarvos recebeu-as no passado dia 23 de janeiro, tendo sido apresentadas e amplamente discutidas com os municípios em reuniões tidas em sede da Comunidade Intermunicipal do Algarve. ​

    Para o regulador, «o propósito dos aumentos tarifários recomendados nestas orientações é o de induzir a redução da procura mediante regras e critérios específicos».

    Diz ainda que será salvaguardada a manutenção da aplicação de tarifários especiais, designadamente, tarifários sociais e para famílias numerosas e garantindo que todos os consumidores do Algarve sentem o aumento tarifário proporcional aos níveis tarifários base já aplicados em cada um dos municípios.

    Diz ainda a ERSAR que as orientações inserem-se no conjunto de medidas mais alargadas aprovadas na reunião do Conselho de Ministros de 08 de fevereiro​, que resultam da última reunião da ​Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca.

    A ERSAR, diz ser preocupante, prevendo-se que se venha a agudizar nos próximos meses. Importa, por isso, assegurar que são tomadas as medidas necessárias para assegurar o abastecimento contínuo de água dos sistemas públicos»

  • Governo decidiu apoios ao setor agrícola

    Governo decidiu apoios ao setor agrícola

    O Governo observa que «O setor agrícola apresenta-se particularmente sensível aos efeitos das alterações climáticas, com uma situação de seca com repercussão muito significativa na região da Algarve, cujos níveis de aprovisionamento hídrico têm registado uma diminuição preocupante»

    As medidas excecionais de gestão do respetivo uso, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 26-A/2024, de 20 de fevereiro, implicam, nesta fase, uma possível redução até 25 % do volume de água consumido pelo setor agrícola, com a consequente quebra de produção e respetivos rendimentos.

    O Governo diz aguardar a evolução das condições climatéricas nestes meses de fevereiro, março e abril, bem como dos consumos de água dos diversos utilizadores, monitorização da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

    No âmbito da missão e atribuições da CCDR Algarve, I.P., nos termos dos artigos 3º e 4º do Decreto-lei nº 36/ 2023 , de 26 de maio, foi concertado entre os serviços desconcentrados da agricultura e pescas com o sector associativo agrícola da região confederações agrícolas, organizações de produtores e associações de regantes, a apresentação aos ministérios sectoriais competentes em razão da matéria, de um programa de apoio para compensação dos efeitos da seca e restrição do uso da água ao nível das explorações agropecuárias e entidades gestoras dos aproveitamentos hidroagrícolas públicos e a proposta de medidas de investimento em novas fontes de disponibilidade de água no curto prazo e melhoria da eficiência hídrica.

    Com o objetivo de apoiar encargos de tesouraria para financiamento da atividade dos operadores da produção, transformação ou comercialização de produtos agrícolas, foi criada uma Linha de Crédito, designada «Linha de Tesouraria — setor agrícola II», com bonificação de juros de 100%, a pagar pelo IFAP.

    O Governo diz estar a preparar «medidas de apoio ao investimento na construção de pequenas charcas e reservatórios, assim como de melhoria da eficiência hídrica em aproveitamentos hidroagrícolas, desde logo com o financiamento da medida especifica do PRR, monitorização e controlo dos consumos, gestão inteligente e combate às perdas nos sistemas, bem como relacionados com a captação do volume morto da barragem do Arade».

    A CCDR Algarve I.P., no exercício da missão atribuída pela respetiva lei orgânica, vai manter um acompanhamento ativo e informado na implementação destas medidas, bem como na salvaguarda das disponibilidades de água para o setor agrícola.

    Desde o passado dia 2 e até 29 de fevereiro, está aberto um período de apresentação de candidaturas à «Operação 3.2.2 – Pequenos Investimentos nas Explorações Agrícolas, para captações de água subterrânea (furos), sistema de bombagem associado e painéis fotovoltaicos na zona do Sotavento Algarvio, com uma dotação orçamental total de 2.000.000 €, disponibilizados pelo PEPAC».

  • A polémica com os gastos de água de Lagoa

    A polémica com os gastos de água de Lagoa

    As notícias publicadas são verdadeiras ao ser afirmado que Lagoa é o concelho do país com o maior gasto de água, mas também, não deixa de corresponder à realidade o fato de o Município de Lagoa se sentir de certa forma injustiçado. e entender prestar esclarecimentos «para repor a verdade dos factos».

    A autarquia alega em sua defesa que com apenas 23 734 habitantes, Lagoa tem a sétima maior oferta hoteleira do país. e nos meses de verão, entre população residente e flutuante, o concelho chega a acolher 100 mil pessoas.

    «São 100 mil pessoas que usufruem das infraestruturas de Lagoa, nomeadamente da água que consomem para beber, das refeições, que tomam banho ou lavam roupa ou a loiça. Durante quatro meses a população do concelho multiplica por quatro o universo que está a ser utilizado para fazer a média do consumo de água. O Município de Lagoa considera, no mínimo, desonesto que esse consumo seja distribuído/dividido pelos 23 734 habitantes residentes, dando a ideia errada de que os Lagoenses pouco ou nada se preocupam com um bem essencial e tão escasso como a água».

    E mostra que não é por acaso que os concelhos que aparecem imediatamente depois de Lagoa, Albufeira e Loulé, se juntam a Lagoa no pódio dos concelhos com maior oferta hoteleira em todo o Algarve. Mais do que o consumo médio de água, o que o indicador referido nas notícias mostra é a vitalidade do turismo em Lagoa como uma atividade económica geradora de riqueza e emprego, assim como a resiliência e preparação das infraestruturas de uma pequena localidade para receber e acolher condignamente largos milhares de pessoas.

    De resto, consciente que a gestão da água é um imperativo de sobrevivência no Algarve, onde este bem é cada vez mais escasso, o Município de Lagoa tem feito nos últimos anos um considerável esforço financeiro na substituição de condutas da rede de abastecimento de água e apresenta a sua longa lista de investimentos em benefício do abastecimento e poupança de água.

    Desta forma, a questão levantada pela Câmara Municipal de Lagoa destaca uma preocupação relevante em relação à análise do consumo de água, especialmente em regiões com significativa atividade hoteleira ou turística. O critério de dividir o consumo total de água pela população total para determinar o consumo per capita pode, de fato, distorcer a percepção do consumo real de água por habitante, especialmente em áreas onde o turismo desempenha um papel importante na economia local.

    A análise do consumo de água per capita é um método comumente utilizado para avaliar a eficiência do uso da água e identificar potenciais áreas de melhoria. No entanto, este método assume que o consumo de água é relativamente uniforme entre a população, o que pode não ser o caso em áreas com grandes flutuações na população devido ao turismo ou outras atividades sazonais.

    Em áreas turísticas, como pode ser o caso de Lagoa, o consumo de água pode ser significativamente impactado pelos visitantes, que não são contabilizados na população residente. Hotéis, restaurantes e atrações turísticas podem aumentar o consumo de água de forma considerável, resultando em uma representação imprecisa se o consumo total de água for simplesmente dividido pelo número de residentes permanentes.

    Em alguns casos, pode ser mais apropriado considerar separadamente o consumo de água por setores de atividade econômica ou ajustar a análise de consumo per capita para refletir a população flutuante devido ao turismo.

    A preocupação da Câmara Municipal de Lagoa destaca a importância de utilizar critérios de análise que reflitam com precisão o consumo de água, especialmente em áreas onde o turismo tem um impacto significativo.

    Seria interessante que as entidades de gestão de recursos hídricos procuracem esclarecer os seus métodos de análise para garantir uma avaliação justa e precisa do uso da água, considerando as nuances locais e as demandas específicas do setor hoteleiro e turístico.

    Neste caso, que os orgãos de comunicação social que noticiaram, quer a câmara municipal de Lagoa, cumpriram a missão de informar com clareza os seus cidadãos.

    Há contudo um pormenor uma questão que tem de ser levada em conta. Nem todos os concelhos tem a capacidade o potencial de aproveitamento turístico igual e as medidas de restrição do consumo, têm sempre como referência os contadores e não se preocupam com quem beneficia dos ganhos das atividades económicas.

  • Transvases de água em Portugal abrem debate

    Transvases de água em Portugal abrem debate

    No entanto, a seca persistente no Sul do país, especialmente no Algarve, reacende o debate sobre a necessidade de transvasar água da barragem do Alqueva para o sistema Odeleite-Beliche.

    Para os agricultores do Algarve, a principal preocupação reside na necessidade de garantir água para rega, fundamental para a agricultura algarvia, especialmente durante a seca. A falta de água pode levar a perdas significativas nas colheitas e prejudicar a economia regional.

    A seca também afeta a população do Algarve, que rebe água do abastecimento público, com algumas zonas a sofrerem restrições no consumo de água e a ameaça de medidas de aumentos significtivos do preço por metro cúbico. O transvase poderia ajudar a aliviar a pressão sobre os recursos hídricos da região.

    Alguns ambientalistas adotaram uma posição moderada que, embora defenda o transvase, entende que devem ser tomadas medidas para minimizar o impacto ambiental, como a definição de caudais ecológicos mínimos nos rios e a monitorização da qualidade da água.

    A oposição ao transvase Alqueva-Odeleite-Beliche chega em especial de outros ambientalistas, mais preocupados com as consequências, receando que o transvase possa ter um impacto negativo no ecosistema do rio Guadiana e na albufeira do Alqueva, pondo em risco a fauna e flora aquática.

    A população alentejana teme que o transvase possa levar à diminuição da água disponível para a região, afetando a agricultura e o abastecimento público e uma parte dos especialistas em gestão da água entende que existem alternativas mais sustentáveis ao transvase, como a reabilitação de albufeiras, a modernização dos sistemas de rega e a sensibilização para o consumo responsável da água.

    Neste momento, está em estudo o Transvase Cabril-Tejo com a transferência de água da albufeira da barragem do Cabril para o rio Tejo, tendo sido, a água do Cabril, utilizada para compensar os caudais do Tejo e evitar a subida da cunha salina, demonstrando o potencial desta solução.

    Assim, o debate sobre os transvases de água em Portugal é complexo e envolve diversos fatores, desde as necessidades da agricultura e do abastecimento público até à preservação ambiental. Considera-se importante encontrar soluções que conciliem as diferentes necessidades e garantam a sustentabilidade dos recursos hídricos a longo prazo.

    O Algarve, nas soluções que vier a encontrar para a regular consinuidade do seu abastecimento deve analisar muito bem a capacidade das albufeiras do Algarve para armazenar água da chuva, o impacto do transvase na qualidade da água do rio Guadiana, o custo da construção e manutenção dos sistemas de transvase, a necessidade de uma política nacional de gestão da água abrangente e sustentável.

    A transparência do processo deve também ser apoiada em dados científicos, para que se possa tomar a melhor decisão para o futuro do Algarve e do País.

  • Uma dessalinizadora em Odemira propõem agricultores e fluricultores

    Uma dessalinizadora em Odemira propõem agricultores e fluricultores

    A Associação de Horticultores, Fruticultores e Fluricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur elaborou um estudo que propõe a construção de uma central dessalinizadora em Odemira, distrito de Beja

    Segundo a Agência Lusa, a central de dessalinização abasteceria o Perímetro de Rega do Mira, com uma capacidade de 25 milhões de metros cúbicos de água por ano ano, com uum investimento de 200 milhões de euros.

    O presidente da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), Luís Mesquita, disse à agência Lusa, que a entidade tinha encomendado um estudo prévio a uma empresa israelita, especializada na área, com vista à construção de uma dessalinizadora no território.

    Este estudo abrange três cenários cenários: «A costa vicentina, com uma dessalinizadora mesmo junto à costa, Sines, ou Odmira em local mais interior para não colidir com o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).

  • PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    O partido insiste na importância de uma gestão pública e sustentável da água, com investimentos significativos em infraestrutura, tecnologia e educação, para garantir que todos os setores da sociedade algarvia tenham acesso a água de forma justa e sustentável.

    O Algarve enfrenta uma crise hídrica severa, exacerbada pela «inação dos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS», segundo o Partido Comunista Português (PCP).

    Esta crise, marcada por secas prolongadas e escassez de água, poderia ter sido atenuada com investimentos públicos adequados e a realização de obras essenciais. O PCP critica a falta de ação política efetiva, apesar dos repetidos avisos e planos apresentados que não abordaram os problemas de forma sustentável.

    Em resposta à crise, foram propostas medidas controversas, como o aumento significativo dos preços da água em escalões variados, o que levanta questões de justiça social. O PCP argumenta que esta estratégia sobrecarrega desproporcionalmente os pequenos consumidores e ignora a necessidade de investimentos públicos para resolver a raiz do problema. A falta de água no Algarve tem desdobramentos profundos, afetando não apenas o consumo doméstico, mas também setores críticos como a agricultura e o turismo, exigindo soluções diferenciadas que considerem as particularidades de cada área.

    O governo anunciou cortes no fornecimento de água para a agricultura e o abastecimento urbano, incluindo o setor turístico, numa tentativa de mitigar a crise. Contudo, o PCP critica a abordagem do governo por não apresentar um plano integrado que equilibre as diversas necessidades de uso da água com a capacidade de armazenamento e promova um consumo eficiente e racional deste recurso vital. Salienta-se a importância de uma gestão equitativa que proteja os pequenos agricultores, a agricultura familiar, e assegure o abastecimento doméstico e público.

    Para além das restrições imediatas, o PCP sublinha a urgência de medidas de longo prazo que abordem a sustentabilidade hídrica. Entre as propostas estão a modernização das infraestruturas de água, o incentivo à agricultura eficiente no uso da água, a conservação dos aquíferos, e a implementação de tecnologias para reduzir as perdas de água. Há também uma ênfase na necessidade de uma gestão pública da água que evite a privatização dos recursos hídricos, garantindo o acesso universal a este bem essencial.

    O partido propõe ainda a avaliação de soluções como a dessalinização e a interligação de sistemas hidrológicos como parte de um esforço mais amplo para enfrentar a crise. No entanto, adverte que tais medidas devem ser cuidadosamente ponderadas para evitar impactos ambientais negativos e garantir que a gestão da água permaneça sob controle público. O PCP defende uma mudança radical na política de gestão da água, com foco em investimentos estratégicos, modernização, e um compromisso firme com a sustentabilidade e a justiça social.

  • Preço da água vai subir e muito no Algarve

    Preço da água vai subir e muito no Algarve

    No primeiro escalão, será de 15 por cento, no terceiro 30 e no quarto 40 por cento. À hotelaria, comércio e indústria, vai ser aplicado um aumento de 15 por cento.

    A cobrança vai chegar com a fatura do mês de março e as percentagens vão variar de forma diferenciada. Segundo António Miguel Pina disse aos jornalistas no final da reunião que decidiu o aumento, ele resulta de um instrumento proposto pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

    No nosso site, estamos a tentar saber se estes aumentos repercutem como os regulares, resultantes da inflação e do clausulado dos contratos, sendo extraordinários, vão ou não, ter repercussão nas taxas associadas de saneamento básico e resíduos sólidos, o que elevaria as faturas a preços proibitivos.

    Segundo António Miguel Pina, a AMAL, cujo executivo é constituído pelos presidentes das câmaras municipais algarvias, encara esta medida como «instrumento de sensibilização adicional», para penalizar quem consume mais água.

    O autarca adianta que o consumo urbano, no primeiro mês deste ano, continua a aumentar em relação ao mês homologo do ano anterior» e queixa-se da falta de consciencialização e contribuição para se reduzir o consumo de água, num momento em que é preciso o esforço de todos para enfrentar a escassez hídrica no Algarve.

    António Miguel Pina entende que é de facto preciso «chocar de alguma maneira» e revela que, em breve vão chegar outros instrumentos.

  • A água nas barragens da Bacia do Guadiana em Espanha

    A água nas barragens da Bacia do Guadiana em Espanha

    Para tal, a CHG analisa como se apresentam as diversas aportações e se distribuem os recursos de forma eficiente, conjugando dois objetivos, o de armazenar o maior volume de água possível e o de proteger as pessoas e bens, situados nas águas sob as barragens.

    Neste momento, e segundo foi divulgado pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, na data do dia 22 de janeiro, a reserva hidráulica da bacia do Guadiana, do lado de Espanha, apresenta um total armazenado de 2.994,43 hm3, correspondendo a 31,54% da capacidade e apresentando uma subida de +5,04%, em relação à média dos últimos dez anos.

    As barragens da Zona Oriental da Bacia Hidrográfica do rio Guadiana represam 86,08 hm3, as da Zona Ocidental 2.612,16 hm3 e,as da Zona Sul, 296,19 hm3. Em relação a percentagens, a oriental apresenta 21,66% da capacidade, a ocidental, 32,16 e a sul 30,35%.

  • Luta pela água organiza-se no Algarve

    Luta pela água organiza-se no Algarve

    Começa com críticas às medidas do governo, que acusa de tornar a agricultura no parente pobre da economia da região e sugere soluções para combater a escassez de água no Algarve.

    A nova Comissão pretende reunir os interesses de todas as atividades agrícolas do Algarve, desde a produção de fruta, vinho, aromáticas, animal, entre outras que perduram e identificar a economia e paisagem algarvia, reunindo, para já, mais de 120 entidades e agricultores.

    Considera que os cortes de 25% do fornecimento de água para a agricultura são uma «mera operação de cosmética», que em alguns casos, a redução pode chegar a 50%, uma vez que foi anunciado um corte de 15% para a utilização da água subterrânea, sendo que a «água subterrânea representa 75% da água utilizada pela agricultura».

    Foi proposto um corte entre 44% e 50% para a utilização da água superficial, sendo que a água superficial representa 25% da água utilizada pela agricultura.

    Diz a CSHA que os cortes anunciados se somam aos anteriores, porque nos anos de 2022 e 2023, houve cortes ao consumo de água pela atividade agrícola, quer na água subterrânea, quer na água superficial dos perímetros de rega do Alvor e Silves, Lagoa e Portimão;

    Foram considerados 35 hectómetros de chuvas até abril, água que até agora ainda não existe, acrescentam para lembrar que «com esta quantidade de água disponível e se não chover, não teremos condições de fazer produção em grande parte das áreas instaladas».

    Para a Comissão, os cortes anunciados configuram no desaparecimento do sector agrícola no Algarve, com consequente impacto ao nível do emprego e da economia da região, da alteração da paisagem, que afetará o turismo do Algarve, e do custo da alimentação dos portugueses.

    Não sendo contra as medidas e apoiando soluções concretas, não aceitam que a agricultura continue a ser considerada o parente pobre da economia algarvia e defendem a redução dos valores dos cortes, a definição do intervalo de tempo da sua vigência, a execução rápida, de obras com meios remotos, nas redes urbanas que reduzam as perdas de água tratada.

    Defendem ainda uma fortíssima campanha de sensibilização junto da população que vise a redução do consumo de água, proibir e suspender a instalação de novos investimentos consumidores de água de forma transversal a toda a economia regional, reativar furos das Câmaras Municipais, onde exista água subterrânea disponível.

    Quer também o levantamento e redução dos caudais ecológicos existentes na região do Algarve, investir em unidades móveis de dessalinização para tratamento de água salobra, implementar estratégia urgente para o transvase da água do Pomarão para Odeleite, aprovar a ligação entre a Barragem de Santa Clara e Odelouca e considerar a existência de uma moratória para legalização de furos.

    A médio e longo-prazo, defende a construção da Barragem da Foupana e outra na zona do Algarve Central, o desenvolvimento de sistema de retenção de água nas serras algarvias, o desenvolvimento de sistema para aproveitamento da água existente em lagos a norte de Monchique.

  • Corta-se a água e ainda bem que chove

    Corta-se a água e ainda bem que chove

    Ainda bem que chove, mas o que se tem observado, ao longo dos anos, é que as medidas são apenas tomadas quando a corda já está prestes a sufocar. Caracterizam-se por serem medidas repressivas, uma vez que, nas medidas preentivas, o que se tem observado é que há muito lirismo e pouco investimento. Cortar e reprimir até à carência, é sempre o mais fácl.

    Acontece que, há medida que se vão exaurindo mais soluções para se encontrar água, não se conhecem estudos que nos digam até onde se pode ir no crescimento sustentado das disponibilidades de água, quando todas as previsões e comportamento do clima apontam para o aumento da seca, devido às alterações. Falta-nos saber como quem nos governa planerá no futuro a gestão dos recursos que são, para além de escassos, finitos.

    As medidas, para já e para logo

    O volume titulado para rega no perímetro hidroagrícola do Sotavento terá uma redução de 50% e o Governo afirma que a redução na captação superficial vai ser compensada pela reativação de furos em zonas em que os aquíferos não estejam em situação crítica e também pela Água para Reutilização. Com esta medida pretende-se reduzir o consumo de água em 50% na agricultura.

    O volume utilizado para rega a partir da albufeira do Funcho, face à campanha de rega homóloga, vai ser reduzido, em cerca de 40% e reduz-se também, em 15%, a captação de água subterrânea para rega.

    Além das novas medidas, o Ministério da Agricultura e Alimentação nota que estão em curso obras de caráter estrutural, asseguradas com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, num valor próximo dos 240 milhões de euros.

    Espera-se a Construção de uma dessalinizadora em Albufeira, com capacidade para tratar 16hm3/ano e que pode atingir 24hm3/ano numa segunda fase. Está ainda em procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, prevendo-se o lançamento do concurso de conceção/construção até ao início de fefereiro.

    Continua a apostar-se na captação do Pomarão, para aportar mais 30 hm3 às afluências à barragem de Odeleite, ainda está em procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental e o fim da obra está previsto para 2026.

    A capacidade útil da barragem de Odelouca será aumentada através da descida do nível de captação num investimento de 5 milhões de euros e encontra-se a decorrer. O reforço da interligação do sistema de abastecimento público do Barlavento/Sotavento, num investimento de 26 milhões de euros, também se encontra a decorrer.

    O Aumento da disponibilização de Água para Reutilização para a rega de campos de golfe e agrícola, num valor de 8hm3/ano e com um investimento de 23 milhões de euros, concluído em 2025 (atualmente disponibilizados 2,5 hm3/ano).

    Quanro à redução de perdas no setor urbano, espera-se que em 2026 estarão requalificados 125 km de rede, num investimento de 43,5 milhões de euros dos quais estão em curso 14 milhões de euros.

    A redução de perdas no setor agrícola nos perímetros hidroagrícolas, terá investimento de 14,5 milhões de euros e, nos privados, de quatro milhões de euros.

    O Governo destacou que, no que diz respeito à região do Alentejo, a ligação da barragem do Monte da Rocha a Alqueva foi adjudicada na semana passada.

    No âmbito da agricultura, explica que foi aprovado estudo prévio da barragem da Foupana. Além de se ter aberto um aviso no PDR2020 dirigido e para apoio aos agricultores do Algarve, para captação subterrânea, com a devida autorização por parte da Agência Portuguesa do Ambiente. O ministério diz ainda estar a profundar o debate e análise de possíveis medidas compensatórias.

    Recorde-se que inicialmente a Agência Portuguesa do Ambiente ponderou cortar em 70% o abastecimento agrícola em território algarvio, sugestão que foi alvo de críticas do setor.

  • Consequências graves com os cortes de água prevê Macário Correia

    Consequências graves com os cortes de água prevê Macário Correia

    Enfatizou a importância da agricultura e a necessidade de revisão destes cortes. Macário Correia também destacou a ineficiência no ciclo urbano de água, onde, segundo ele, há uma perda significativa de 30 hectómetros cúbicos de água tratada devido à falta de ação dos municípios da região.

    A crítica estende-se à gestão de água no ciclo urbano, onde ele aponta a perda de milhões de metros cúbicos de água tratada nos sistemas de canalização. Salienta a necessidade de um investimento mais eficaz para resolver este problema, especialmente na região do Algarve, que enfrenta escassez de água e secas recorrentes. Esta situação contrasta com a agricultura, que, segundo Correia, apresenta uma perda muito menor em recursos hídricos.

    Finalmente, Correia apela para uma revisão dos cortes de água propostos, argumentando que as consequências económicas incluem impactos nas exportações, aumento das importações, risco para os empregos e aumento dos preços dos produtos. Sugere uma distribuição mais equitativa dos cortes, questionando a lógica de impor cortes mais severos à agricultura, que, segundo ele, utiliza a água de maneira mais eficiente.

    Por outro lado, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, expressou a necessidade de reduzir os consumos hídricos em barragens específicas da região. A redução planeada é de 70% para a albufeira de Odeleite e 50% para a do Funcho-Arade.

    O ministro também mencionou que as medidas para reduzir o consumo urbano em 15% ainda estão a ser finalizadas, incluindo a redução da pressão da água, como uma das soluções em andamento.

    Este conjunto de medidas reflete a tentativa de equilibrar as necessidades hídricas durante a situação de seca severa, enquanto procura atender às necessidades de diferentes setores.

    Newsroom Insigth
  • Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) continua a considerar a situação como muito preocupante, e perto de catastrófica e salienta a necessidade de se poupar água a sério.

    Só a imprevisível chuva poderá evitar a falta de água, provavelmente até ao fim de agosto próximo, e as reduções no consumo previstas podiam permitir que a região tivesse água até ao fim do corrente ano.

    Também a redução coersiva do consumo, apoiada no aumento das tarifas de água para determinados escalões, pode vir a ser encarada, definidos consumos considerados moderados e, acima disso, penalizar os «consumidores inconscientes» com o pagamento de coimas.

    Os mais avisados especialistas em matéria de tempo, que se apoiam no saber secular para apreciar situações difíceis que já enfrentaram, consideram que a chegada deste frio, algo radical no mês de Janeiro, poderá eliminar bicharada e fungos parasitas e permitir salutares colheitas na próxima Primavera. O tempo é aleatório, até mesmo para a computação quântica.

  • Mais dinheiro para a eficiência hídrica do Algarve

    Mais dinheiro para a eficiência hídrica do Algarve

    Desta forma podem ser reabilitados os sistemas de abastecimento em baixa, para reduzir as perdas reais de água. Até ao momento, foram aprovadas 31 candidaturas, no valor de 21 milhões de euros, em investimento.

    A decisão sobre as candidaturas apresentadas, cabe a uma Comissão de Gestão composta pela Comunidade Intermunicipal, pela Agência Portuguesa do Ambiente, representada pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve, e pela Universidade do Algarve.

    No final da execução do projeto, prevê-se que sejam reabilitados 125 km de rede de abastecimento de água em baixa, contribuindo para uma redução de 2hm3 na procura de água nos sistemas naturais.

    No âmbito desta medida, a AMAL tem vindo, também, a desenvolver outras iniciativas, como, por exemplo, ações de formação sobre redução de perdas de água no setor urbano, dirigidas às 19 Entidades Gestoras dos sistemas de abastecimento de água em baixa, mais concretamente aos municípios e empresas municipais.

  • Laranja algarvia no mercado pode desaparecer

    Laranja algarvia no mercado pode desaparecer

    Desta feita, os produtores de laranja algarvia, em especial os da região de Silves, desesperados com a falta de água, estão a alertar sobre a possibilidade de desaparecimento da cultura de citrinos. Não sabem como podem sobreviver a cultivar uma planta que é de regadio, obrigatoriamente de água e é o ex-líbris deste território.

    O perímetro agrícola de Silves, Lagoa e Portimão tem 90% dos seus terrenos agrícolas dedicados à produção de citrinos e 50% da produção portuguesa é cultivada em Silves. Em plena colheita, há seca severa, devido à ausência da precipitação necessária nos últimos três anos e até à poupança forçada, na distribuição da água.

    O risco de escassez tem consequências na subida do preço e na diminuição da exportação e, no mês de novembro, no Arade estava-se a 14,9% da reserva, em Odelouca 24% e no Funcho a 33%, segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos

    Depois deste calor anormal na quadra natálícia, está a ser anunciada a formação de um rio atmosférico, mas, na observação prevista do seu desenvolvimento, apenas afetará a região Norte.

  • Parque Nacional de Doñana com apenas 2% da água

    Parque Nacional de Doñana com apenas 2% da água

    Jaime Velazques, em trabalho para a Euronews, anota que se está a retirar muito mais água do que realmente temos e que o último recenseamento revela que apenas metade das aves que habitualmente param nestes charcos chegou este ano, na migração de inverno.

    A redução da precipitação e a sobre-exploração do aquífero para o cultivo de frutos silvestres, em muitos casos através de poços ilegais, levaram o parque nacional à beira do colapso e a UNESCO a considerar retirar o reconhecimento de Doñana como Património Mundial.

    As autoridades espanholas decidiram apresentar um plano de 1,4 mil milhões de euros para salvar a zona húmida, o qual prevê a substituição de algumas das estufas por culturas de sequeiro ou a devolução do terreno ao seu estado original.

    Os agricultores dos arredores de Doñana podem vir a receber receberão até 100.000 euros por hectare pelo abandono das culturas, mas, segundo apurou o jornalista da Euronews, questionam o verdadeiro alcance da medida e asseguram que só a redução do volume de extração do aquífero fará com que a água volte a correr para Doñana.

    Créditos: Euronews
  • Portugal e Espanha não cumprem a Convenção da Água das Nações Unidas

    Portugal e Espanha não cumprem a Convenção da Água das Nações Unidas

    Afiram que desde que os dois países assinaram a Convenção de Albufeira e a Convenção Internacional da Água da ONU, houve um «aumento significativo dos conflitos pela água, devido aos impactos das alterações climáticas e aos consumos crescentes, muitos deles evitáveis e supérfluos. Associado à retirada excessiva de água dos rios e do subsolo houve um declínio da biodiversidade, devido à poluição e à má gestão da água».

    As organizações signatárias são da opinião que a Convenção de Albufeira, na sua forma atual, é inadequada para enfrentar os problemas existentes. Nos últimos anos, organizações de ambiente e da sociedade civil têm trabalhado por melhorias na cooperação transfronteiriça entre as autoridades portuguesas e espanholas em matéria de gestão da água.

    Em dezembro de 2022, cinco destas organizações decidiram informar o Comité de Implementação da Convenção da Água da ONU sobre «as deficiências no planeamento pelos dois países, a falta de transparência e as dificuldades de envolvimento no processo de planeamento». Na opinião das organizações, Portugal e Espanha não cumprem os requisitos da Convenção da Água da ONU. Desde então, surgiu uma viva comunicação entre o Comité de Implementação da Convenção da Água da ONU e os dois países.

    Apesar de ter ficado claro que Portugal e Espanha estão em estreita comunicação para sincronizar as respostas ao Comité de Implementação, este ainda não está satisfeito com elas. Numa carta de 14 de março de 2023, o Comité de Implementação concluiu que não existe um plano integrado de gestão das bacias hidrográficas partilhadas, tal como estipulado pela Convenção de Albufeira.

    Consequentemente, o Comité coloca como questões as perguntas sobre a razão por que os planos nacionais de gestão de cada uma das bacias hidrográficas partilhadas não são baseados num planeamento integrado ao nível das bacias; porque não existe um secretariado permanente para a Convenção de Albufeira onde cidadãos e organizações possam colocar questões e obter informação; e porque não há uma definição clara sobre o papel e as responsabilidades do secretariado permanente da Convenção de Albufeira.

    O Comité conclui ainda que faltam opções para a participação pública no trabalho da Convenção de Albufeira. Os dois países enviaram as suas respostas a 23 de junho, Portugal e 13 de julho, Espanha, e reiteram novamente que existe coordenação.

    Porém, de facto, asseveram os ambientalistas «os planos de gestão das bacias hidrográficas não estão bem coordenados entre Portugal e Espanha e não está em funcionamento um secretariado conjunto para a Convenção de Albufeira, tal como aprovado pelos dois Governos há 15 anos, em 2008».

    A próxima reunião do Comité, onde será decidido o plano de ação, terá lugar nos dias 11 e 12 de dezembro de 2023.

    NOTA:

    Em 1998, os governos português e espanhol assinaram a Convenção sobre a Cooperação para a Proteção e o Aproveitamento Sustentável das águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, habitualmente denominada por Convenção de Albufeira, na qual se comprometeram a cooperar na gestão dos rios Lima, Minho, Douro, Tejo e Guadiana. A Convenção foi revista em 2008. Além disso, os dois países assinaram a Convenção Internacional da Água da ONU, que também exige que os dois países cooperem nesses rios transfronteiriços.

  • Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    José Apolinário falava em Matinlongo, na abertura da Feira da Perdiz, uma iniciativa do Município de Alcoutim, defendendo o consenso regional em torno da disponibilidade de novas fontes de abastecimento de água, considerando «premente a execução das verbas dos projetos elencados no plano de eficiência hídrica do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas também preparar o pós PRR, com o início dos trabalhos de viabilidade económica e técnica de uma conduta de água nos 77 quilómetros entre as barragens de Alqueva e de Odeleite, bem como do projeto da Barragem de Foupana».

    O Presidente da CCDR Algarve destacou igualmente a importância no novo quadro comunitário 2021-2027, a continuidade do Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE) no Programa Regional ALGARVE 2030 , incidindo nos territórios rurais e de baixa densidade, com a implementação de ações de valorização económica de recursos endógenos, com vista à diversificação económica, sublinhando e agradecendo o empenho do Município de Alcoutim na realização da Feira da Perdiz, e da promoção associada de produtos locais e do território do interior.

    Nesta 14.ª edição da Feira da Perdiz, voltaram a Martinlongo as empresas e associações ligadas aos setores da caça, pesca e desenvolvimento rural, disponibilizando várias atividades como exposições de espécies cinegéticas, artesanato, atividades equestres, atividades infantis, concurso canino, concurso de matilhas e concurso de mel, e da produção apícola.

  • Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    O motivo da recusa desta eventual cedência de água do Alqueva a Espanha tem a ver com a e os prejuízos da agricultura no Alentejo, segundo agência Lusa.

    Trata-se de uma reacção à recomendação do parlamento regional da Andaluzia, em Espanha, solicitandoa utilização da água da barragem, gerida em Portugal pela EDIA.