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Etiqueta: água

  • PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    O PCP considera que a dessalinizadora do Algarve não deve ser rejeitada mas questiona o modelo de gestão através de parceria público-privada. O partido defende uma estratégia integrada para os recursos hídricos da região em vez de soluções pontuais.

    O Partido Comunista Português manifestou preocupações sobre o modelo de gestão previsto para a dessalinizadora do Algarve, baseado numa parceria público-privada.

    Considera que este modelo pode transferir recursos públicos e o controlo de um bem essencial para interesses privados.

    Segundo o PCP, a instalação de uma dessalinizadora na região é uma solução que não deve ser rejeitada, mas levanta questões sobre os elevados custos de investimento e exploração, o significativo consumo energético e o reduzido contributo face às necessidades globais de abastecimento.

    O partido refere ainda os receios da população, pescadores e associações ambientais sobre os impactos ambientais. Atribui a escassez de água no Algarve a décadas de políticas contrárias ao planeamento e investimento na gestão pública dos recursos hídricos da região.

    Apesar do actual ano hidrológico ter sido favorável, com precipitações elevadas, os modelos de previsão climática apontam para maior frequência de períodos de seca.

    Como alternativa, o PCP propõe uma estratégia integrada que inclui o aumento da capacidade de armazenamento com a construção da barragem da Foupana, a interligação entre bacias hidrológicas, o apoio à pequena e média agricultura e a construção de uma rede de pequenos açudes e barragens.

    Este partido defende ainda a construção de mais Estações de Tratamento de Águas Residuais, o combate às perdas nas redes de abastecimento, a modernização do sistema de condutas e a implementação de uma política que regule os usos intensivos da água, dando prioridade ao consumo humano.

    O PCP considera que o modelo de parceria público-privada é apoiado pelo governo PSD/CDS e por outras forças políticas como a Iniciativa Liberal, o Chega e também o PS, alertando que não é aceitável abrir caminho à privatização da água sob o pretexto da necessidade e urgência.

  • Promotor da dessalinizadora nega que obra esteja a prosseguir

    Promotor da dessalinizadora nega que obra esteja a prosseguir

    A antiga proprietária do terreno expropriado para construir uma dessalinizadora em Albufeira acusou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Algarve de prosseguirem com os trabalhos, contrariando os efeitos de uma providência cautelar interposta.

    Em declarações à Lusa, fonte da empresa Águas do Algarve rejeitou a acusação e disse que qualquer atividade realizada após a notificação da providência cautelar foi motivada por questões logísticas e de armazenamento de materiais.

    Num comunicado divulgado hoje, a empresa Seacliff, proprietária do empreendimento turístico Pine Sun Park, em Albufeira, acusou a APA e Águas do Algarve de prosseguirem com as obras da dessalinizadora prevista para o local, apesar de terem sido citadas em 30 de Abril para a suspensão de eficácia das licenças ambientais.

    Os trabalhos continuam no terreno — em aparente violação do artigo 128.º do CPTA, que impõe a paragem automática das obras a partir do momento da citação”, denunciou, em comunicado, a promotora da ação judicial, que foi entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Loulé em 26 de abril.

    Teresa Fernandes, porta-voz da Águas do Algarve, responsável pela obra, confirmou na segunda-feira à Lusa que a empresa já tinha sido notificada da providência cautelar intentada pela Seacliff – Compra e Venda de Imóveis, antiga proprietária do terreno onde será construída a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve.

    Ao ser confrontada hoje com a acusação da antiga proprietária do terreno onde vai ser construída a dessalinizadora, a porta-voz da empresa rejeitou haver incumprimento do efeito suspensivo determinado pela providência cautelar.

    Nós não avançamos com a obra. Essa está parada, suspensa. O que está a acontecer são trabalhos associados à logística e armazenamento de materiais”, justificou a porta-voz da Águas do Algarve.

    A empresa está a “analisar detalhadamente os termos em que assenta a petição inicial” para poder fazer a sua contestação como contrainteressada na causa.

    Por seu turno, a Seacliff refere que estavam em curso no terreno “movimentações de terras, abertura de valas para implantação de tubagens, betonagens e operação de equipamentos pesados”.

    Os autores da ação judicial asseguraram que está “tudo registado em prova fotográfica e videográfica” e alertaram que os trabalhos executados após a notificação da providência cautelar são “nulos”, segundo a lei.

    Com base nestes argumentos, a Seacliff requereu a “declaração de nulidade dos atos de execução praticados após 30 de abril”, a “determinação da imediata cessação das obras” e a “notificação direta dos empreiteiros executantes para imediato cumprimento da ordem/citação do tribunal”.

    Lusa

  • José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve manifestou-se positivamente sobre a nomeação de Macário Correia para liderar Aqua SA, na perspetiva de que a água é fator crítico para o desenvolvimento regional.

    Sobre esta nomeação, afirma que a nomeação do Eng. Macário Correia para presidir à estrutura de missão da estratégia “Agua que une” é uma «decisão política que se saúda com expetativa positiva, considerando a prioridade para a região do Algarve dos investimentos na política pública da água».

    O presidente da CCDR Algarve destaca a ativa participação de Macário Correia no Conselho Regional da CCDR Algarve e no conselho estratégico da agricultura da região, bem como «o seu empenho pessoal no avanço em concreto da iniciativa ITI Água e Paisagem, em reforço da resiliência hídrica e a biodiversidade no Barrocal e interior do Algarve».

    Tecendo algumas considerações sobre o quadro que o ora nomeado vai enfrentar, lembra que «No Algarve, a prioridade no investimento na água, reúne crescente e alargado consenso, com acertada estabilidade da política pública, juntando o Governo, os Deputados à Assembleia da República, as Autarquias, os representantes setoriais da economia, em especial do turismo e da agricultura, a administração desconcentrada do Estado».

    Refere ainda que «A água transformou se num fator crítico para o desenvolvimento regional, para a coesão territorial e para atenuar o despovoamento do interior».

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), no quadro da sua missão, atribuições e competências, é parceiro ativo no desenvolvimento dos diversos projetos de execução da estratégia Água que une, designadamente as barragens do Alportel e da Foupana : os investimentos no domínio da água, são de interesse público regional e essa é a linha de trabalho que prosseguimos na CCDR Algarve.

    Visão de enquadramento – Numa visão de curto e médio prazo, no horizonte 2035, considerando o princípio da subsidiariedade e a governança multinível, é também da de opinião que «a região ganhará em reforçar estes consensos em torno de um pacto regional pela água no horizonte 2035, seguindo o exemplo da vizinha Andaluzia, definindo e calendarizando os investimento em novas fontes e no aumento da eficiência hídrica, assegurando a água para o consumo humano, para a economia, nas suas diversas atividades económicas, em especial no turismo e lazer e para a agricultura».

    Aproveitou para sublinhar ainda a importância das obras já em execução e os esforços para a execução dentro dos prazos dos investimentos em curso no ciclo urbano da água, com financiamento do Programa Regional Algarve 2030 e do Fundo Ambiental e dos investimentos a financiar pelo programa Sustentável 2030.

    Numa perspetiva regional, manifestou também o empenho na articulação com os Municípios, a AMAL e as áreas governativas do Ambiente e Agricultura, colaborando com a nova estrutura de missão na construção conjunta de soluções que permitam aumentar as disponibilidades de água no Barlavento do Algarve, para consumo humano, para o turismo, para a atividade agrícola, dando maior resiliência e disponibilidades de água nos perímetros agrícolas de rega de Silves-lagoa- Portimão e Alvor- Bravura.

    Também o desenvolvimento dos estudos técnicos, decisões políticas e projetos de execução que permitam a prazo estender o regadio coletivo no interior do Município de Olhão, ao Município de Faro (incluindo a Campina de Faro) e ao Município de Loulé, assegurando a viabilidade económica e o contributo da agricultura para o abastecimento e segurança alimentares, e para a diversificação da base económica regional.

  • Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Agricultores e empresas do sul do país podem voltar a fazer novos furos para captação de água subterrânea depois de anos de proibições devido à seca. A medida abrange sistemas aquíferos do Alentejo e Algarve.

    O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou hoje o fim das restrições ao licenciamento de furos de captação de água que vigoravam há vários anos no sul do país. A decisão foi tomada devido à recuperação dos recursos hídricos após as chuvas intensas dos últimos meses.

    A medida vai beneficiar principalmente proprietários rurais, empresas agrícolas e outros utilizadores no Alentejo e Algarve que estavam impedidos de perfurar novos furos para aceder às águas subterrâneas.

    Estamos em condições de levantar as restrições ao licenciamento de captações de água subterrâneas que vigoraram nos últimos anos devido à situação de seca“, disse Montenegro no final do Conselho de Ministros realizado na Ovibeja, em Beja.

    No Alentejo, a medida abrange o sistema aquífero de Moura-Ficalho, enquanto no Algarve inclui os sistemas de Querença-Silves e de Almádena-Odiáxere. Estas zonas estavam sob restrições rigorosas durante o período de seca que afectou o país.

    Apesar do levantamento das proibições, o Governo mantém o apelo à gestão cuidadosa dos recursos hídricos. Montenegro alertou que “esta evolução favorável não deve desviar-nos de proceder a uma gestão rigorosa, equilibrada, cuidada e eficiente dos recursos hídricos“.

    A decisão surge após a melhoria significativa das reservas hídricas do país. Em fevereiro, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente garantiu que o sul tem água armazenada para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias”.

    José Pimenta Machado, da APA, destacou que o país passou por uma “situação verdadeiramente excecional”, com chuvas persistentes “de Bragança a Faro” na sequência das tempestades do início do ano.

    Lusa

  • Macário Correia vai liderar «Água que Une»

    O Governo de Luís Montenegro indicou que o antigo autarca e governante Macário Correia vai liderar a empresa Aqua SA que vai gerir e executar os projetos da estratégia «Água que Une», anunciou o primeiro-ministro.

    Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou na Ovibeja, em Beja.

    Segundo a Lusa, a criação da empresa para gerir os projetos neste setor já tinha sido anunciada no início de outubro pela ministra do Ambiente e Energia.

    Montenegro destacou na ocasião «a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento» do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

  • Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

    Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

    Albufeira, Faro, 25 abr 2026 (Lusa) – Mais de cem pessoas participaram hoje num cordão humano e numa marcha de pescadores por mar na praia da Rocha Baixinha, em Albufeira, contra a instalação da dessalinizadora neste concelho do Algarve.


    Promovidas pelas associações dos Armadores e Pescadores de Quarteira (Quarpesca) e de pesca desportiva de Albufeira (Baleeira), as ações juntaram pescadores, famílias, membros da comunidade local e o presidente da Câmara de Albufeira.

    O protesto pretendeu chamar a atenção para a importância da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos marinhos, num contexto de crescente pressão sobre as zonas costeiras.

    Em declarações à Lusa, Adriano Sabino, presidente da Associação Baleeira, promotora do protesto cívico, disse que a ação “visou dar voz às pessoas que não participaram na consulta pública ou que não tiveram conhecimento da mesma”.

    O responsável criticou a “falta de divulgação sobre o processo de consulta”, argumentando que a população “só conheceu o projeto a fundo quando já havia uma decisão” governamental, sublinhando que o Governo “devia a notificar os cidadãos sobre os períodos da participação pública“.

    Adriano Sabino considera que o processo para a instalação da dessalinizadora perto daquela praia em Albufeira, “requer mais estudos”, considerando que as obras “só deveriam avançar após o término do período de participação pública sobre os tubos de extração e de retorno em curso”, mostrando-se disponível para integrar o grupo de acompanhamento anunciado pelo Governo, caso este assim o entenda.

    Já na marcha por mar, participaram 18 pequenas embarcações de pesca, que efetuaram um percurso junto à costa ao longo da praia da Rocha Baixinha.

    O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, que tem contestado o processo de instalação da dessalinizadora, juntou-se ao protesto promovido pelos pescadores por considerar que “o projeto deve ser revisto, porque contém erros”.

    Rui Cristina disse à Lusa que, “sendo a dessalinizadora um recurso de fim de linha, porque só será utilizada quando forem esgotadas todas as alternativas para abastecimento público de água à região, deve-se analisar bem o projeto e ver todos impactos que possam resultar no meio marinho e nas praias, para não prejudicar o turismo e a vida marinha”.

    Como é possível que o Estudo de Impacto Ambiental não tenha integrado devidamente os molhes da Marina de Vilamoura e da praia de Quarteira, ou como é possível avançar sem avaliar com rigor os efeitos da salmoura numa costa com ventos predominantes de poente para nascente. Há uma grande probabilidade de a salmoura vir para a praia, prejudicando bandeiras azuis, ecossistemas e o turismo, o principal motor da economia do Algarve“, advogou.

    Ao criticar a ausência de alternativas como “um transvase do Pomarão, a construção da barragem da Foupana, bacias de retenção ou o combate às perdas na rede”, o autarca considera que “há agora tempo para reavaliar a declaração de impacto ambiental da dessalinizadora, porque o Algarve tem agora reservas de água para mais dois a três anos“.

    Acedi ao projeto e essas advertências da declaração de impacto ambiental não estão lá vertidas, ou seja, fizeram-se ouvidos moucos. Para quê tanta pressa, para quê tanta sede de ir ao pote, se há aqui vários erros que depois se irão pagar com grande impacto“, alertou.

    Rui Cristina defendeu a necessidade de ser realizado um estudo de impacto ambiental “mais completo, que tenha todas as condicionantes e que se olhe realmente para o emissário, para a sua profundidade“, garantindo que irá acionar “os meios legais para travar a dessalinizadora tal como está e salvaguardar o ambiente e o turismo”.

    A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou na sexta-feira que as obras de construção da dessalinizadora vão ter início na próxima semana, um investimento de 108 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
     
    JPC // MDR
    Lusa/Fim

  • Portugal Precisa Acelerar Reabilitação de Redes de Água e Esgotos

    Portugal Precisa Acelerar Reabilitação de Redes de Água e Esgotos

    Reduzir Perdas e Aumentar Eficiência

    O mais recente Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal (RASARP 2025), divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), revela avanços no acesso e adesão aos serviços de água e saneamento, mas aponta para desafios estruturais persistentes na gestão eficiente dos recursos hídricos e dos resíduos urbanos.

    O relatório, que analisa os dados de 2024, destaca a fragmentação do setor, composto por 352 entidades gestoras, a maioria operando sob gestão direta pelas autarquias. Apesar da tendência de agregação de sistemas, visando ganhos de escala, uma parte significativa destas entidades serve um número reduzido de alojamentos, inferior a 10 mil.

    A ERSAR sublinha a importância da qualidade dos dados e do conhecimento detalhado das infraestruturas para uma gestão eficaz. Vera Eiró, presidente do Conselho de Administração da ERSAR, enfatiza a necessidade de investimento contínuo no conhecimento das redes, permitindo detetar necessidades de reabilitação e reduzir perdas de água.

    O RASARP 2025 indica progressos na acessibilidade aos serviços, com 97% da população a ter acesso ao abastecimento de água e 90% à gestão de águas residuais. A adesão ao serviço também registou melhorias, atingindo 90% tanto no abastecimento de água como no saneamento.

    No entanto, o relatório revela que a reabilitação de condutas de água e coletores de esgoto está a um ritmo lento, comprometendo a resiliência e sustentabilidade futura dos sistemas. No setor em baixa, a maioria das entidades gestoras opera redes envelhecidas, aumentando o risco de perdas e avarias.

    Na gestão de resíduos urbanos, a acessibilidade à recolha seletiva permanece baixa (61%), e a deposição em aterro continua elevada (55%), dificultando o cumprimento das metas comunitárias de reciclagem. A taxa de reciclagem, embora com ligeira melhoria, situa-se em 32%, aquém da meta de 55% fixada no PERSU 2030.

    O relatório também aborda a questão da cobertura de gastos, com as entidades gestoras de menor dimensão e os serviços de resíduos urbanos a enfrentarem maiores dificuldades em recuperar os custos com a prestação dos serviços. A implementação de tarifários PAYT/SAYT, que incentivam a redução da produção de resíduos, ainda é limitada em Portugal continental.

    A ERSAR alerta para a necessidade de reduzir as perdas de água, que atingiram 187,3 milhões de metros cúbicos em 2024, e de aumentar o aproveitamento de água para reutilização. A entidade estima que a eliminação de perdas e o aumento da reutilização da água residual tratada poderiam gerar uma poupança potencial de 158 milhões de euros por ano.

    O relatório RASARP 2025 serve de alerta para a necessidade de um esforço concertado para melhorar a eficiência, a circularidade e a sustentabilidade económica dos serviços de águas e resíduos em Portugal, garantindo a qualidade dos serviços e a proteção do ambiente.

  • Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    A organização não governamental de ambiente Quercus lançou hoje um comunicado expressando profunda preocupação com a falta de informação detalhada e acessível ao público relativamente à gestão e destino da água atualmente armazenada nas barragens portuguesas.

    Num contexto de aparente abundância hídrica, após períodos de seca severa que assolaram o país, a Quercus considera crucial que os cidadãos tenham acesso a informação clara e rigorosa sobre os planos de utilização destes recursos.

    O comunicado da Quercus surge num momento em que as barragens portuguesas apresentam níveis de armazenamento significativamente superiores aos verificados nos últimos anos.

    Esta situação, apesar de positiva, levanta questões pertinentes sobre as prioridades e estratégias para o uso desta água, nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento público, agricultura, produção de energia e manutenção dos caudais ecológicos.

    «É imperativo que o Governo e as entidades responsáveis pela gestão da água garantam a máxima transparência e prestação de contas no que concerne à utilização deste recurso essencial,» afirma o comunicado da Quercus. «Os portugueses têm o direito de saber como esta água será utilizada, qual o impacto ambiental previsto e quais as medidas implementadas para garantir a sua utilização sustentável a longo prazo.»

    A organização ecologista sublinha que a informação deve ser acessível a todos, independentemente da sua formação ou localização geográfica. Nesse sentido, a Quercus apela à disponibilização de dados detalhados, em formatos compreensíveis e fáceis de consultar, sobre:

    A informação deve ser apresentada e atualizada com o histórico dos níveis de água em todas as barragens relevantes; apresentar detalhes sobre a distribuição da água para diferentes setores (abastecimento, agricultura, indústria, energia); dar nota do impacto ambiental e conter avaliações dos potenciais impactos da utilização da água nos ecossistemas fluviais e lacustres.

    Também se requer informação sobre os caudais mínimos garantidos para a manutenção da saúde dos rios e detalhes sobre as estratégias e práticas implementadas para garantir a utilização eficiente e sustentável da água.

    A Quercus recorda que o acesso à informação é um direito fundamental e um elemento essencial para a participação informada dos cidadãos nas decisões que afetam o ambiente e o futuro do país.

    A organização compromete-se a acompanhar de perto a situação e a denunciar quaisquer opacidades ou irregularidades na gestão da água armazenada nas barragens portuguesas. A

    exigência de transparência da Quercus ecoa as preocupações de muitos portugueses que, após períodos de seca, pretendem garantir que a água agora abundante seja gerida de forma responsável e sustentável, assegurando o abastecimento futuro e a preservação dos ecossistemas.

  • Aviso: Interrupção do abastecimento de água

    Aviso: Interrupção do abastecimento de água

    16 de fevereiro
    Entre as 09h30 e as 12h00
    O Município de Castro Marim vai proceder a uma intervenção na rede de abastecimento de água de Castro Marim, na sequência da substituição dos ramais e troço de conduta, motivo pelo qual irá ser interrompido o abastecimento de água ou existir uma redução da pressão no abastecimento

  • Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    A EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) anunciou que, devido aos elevados caudais afluentes ao Sistema Alqueva-Pedrógão, estão a ser realizadas e serão significativamente aumentadas as descargas na Barragem de Pedrógão.

    A medida surge como resposta à necessidade de gerir o volume de água acumulado, que já excede o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Neste momento, (ontem) a albufeira de Pedrógão encontra-se 1,43 metros acima do seu Nível de Pleno Armazenamento, uma situação que justifica a continuidade das operações de descarga. O objetivo é garantir a segurança estrutural do sistema e gerir o armazenamento face à persistência de afluências elevadas.

    Esta operação é integrada com a central hidroelétrica de Alqueva, onde três grupos estão a funcionar em pleno. Esta turbinação está a libertar um caudal instantâneo total da ordem dos 600 m³/s, contribuindo para a gestão do armazenamento na albufeira de Alqueva antes que a água chegue a Pedrógão.

    Contudo, face à pressão hídrica, prevê-se um aumento do descarregamento de caudais na Barragem de Pedrógão nas próximas horas. Este valor deverá atingir a ordem dos 1.500 m³/s, dependendo da evolução hidrológica verificada.

    Como resultado direto destas descargas, é expectável uma subida notável dos níveis do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. O impacto nas áreas ribeirinhas é inevitável, e a EDIA emitiu um apelo urgente à colaboração de entidades e populações.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas, visando a salvaguarda de pessoas e bens. A monitorização da situação é crucial.

    Relativamente ao tempo de trânsito, os caudais descarregados por Pedrógão demoram cerca de 18 horas a atingir o Pulo do Lobo.

    É importante notar que o aumento dos caudais na região de Mértola só deverá ocorrer após um período superior a 18 horas, dependendo das condições de escoamento do rio. A EDIA assegura que está a acompanhar permanentemente a evolução da situação, garantindo os ajustamentos operacionais necessários e a articulação com todas as entidades competentes.

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  • Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    A EDIA anunciou hoje a abertura dos descarregadores de meio fundo da barragem de Alqueva, com início marcado para as 16h00, para a realização de descargas controladas. Esta medida surge como resposta à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que levaram o nível da albufeira a aproximar-se perigosamente do Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Até ao momento, a gestão do volume em Alqueva tem sido realizada sobretudo através do turbinamento das centrais hidroelétricas. Esta operação permitia não só a produção de energia, como também a regulação dos volumes, sendo complementada pelas descargas efetuadas na Barragem de Pedrógão, situada 23 quilómetros a jusante.

    Contudo, face à continuidade das elevadas afluências, tornou-se imperativo complementar a gestão hídrica com descargas também em Alqueva. O objetivo principal é garantir a manutenção das margens de segurança operacionais da albufeira, assegurando a estabilidade e a integridade da estrutura.

    A EDIA alerta que estas descargas irão inevitavelmente provocar uma subida significativa dos níveis e caudais do rio Guadiana, nomeadamente a jusante das barragens de Alqueva e Pedrógão. Esta situação está a ser monitorizada de forma permanente e em estreita articulação com todas as entidades competentes.

    Perante este cenário, a empresa apela veementemente à colaboração das autoridades locais, dos agentes de proteção civil e, em particular, de toda a população que reside ou utiliza as zonas ribeirinhas.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos preventivos, prestando especial atenção às áreas potencialmente inundáveis. A salvaguarda de pessoas e bens é a prioridade máxima, sendo crucial o cumprimento das recomendações das autoridades para evitar situações de risco.

    A EDIA reitera o seu compromisso de monitorizar a evolução hidrológica em permanência, garantindo os ajustamentos operacionais que se revelem necessários e fornecendo informação atualizada de acordo com o desenvolvimento da situação.

  • Barragens do Algarve com níveis históricos

    Barragens do Algarve com níveis históricos

    O “Pleno” hídrico no Sotavento e Barlavento

    De acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Águas do Algarve, as seis principais barragens da região atingiram, esta semana, uma média de 83% da sua capacidade total.

    O destaque vai para o Sotavento, onde as barragens de Odeleite (98%) e Beliche (83%) estão praticamente cheias. No Barlavento, a barragem de Odelouca, a maior da região, respira agora com 89% da sua capacidade, um contraste drástico face aos 33% registados no mesmo período do ano passado.

    AlbufeiraEnchimento (Jan 2026)Estado
    Odeleite98%Descargas controladas
    Odelouca89%Nível de segurança
    Funcho85%Nível elevado
    Beliche83%Recuperação total
    Arade81%Estável
    Bravura70%Recuperação histórica

    O fim da seca e a “Depressão Ingrid”

    O cenário de “seca fraca” que ainda persistia no final de 2025 foi oficialmente dado como encerrado pelo IPMA. A subida dos níveis foi impulsionada por um dezembro onde a precipitação no Algarve e Baixo Alentejo duplicou os valores médios históricos.

    Atualmente, a região está sob o efeito da Depressão Ingrid, que trouxe novos avisos amarelos e chuva persistente. Este fenómeno está a obrigar as autoridades a manter vigilância apertada e a realizar operações de libertação de água para garantir a segurança das infraestruturas.

    Gestão cautelosa apesar da abundância

    Apesar do otimismo, a APA mantém um tom de prudência. O presidente da entidade reforçou que, embora a situação conjuntural seja excelente, a gestão deve continuar a ser rigorosa, lembrando que o Algarve enfrenta ciclos de seca cíclicos e que a eficiência hídrica continua a ser a prioridade estratégica a longo prazo.

    “É tempo de gerir bem e executar os projetos de resiliência, pois a água continuará a ser um recurso escasso no futuro.”


    Redacção GEM-DIGI

  • O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    Que é a Sira Guadiana

    Por trás da gestão da água na vizinha Espanha, existe um sistema invisível de sensores e dados que trabalha 24 horas por dia. Conheça o SIRA, a rede integrada que antecipa cheias, combate a poluição e garante que cada gota do Guadiana é aproveitada com precisão cirúrgica.

    O Rio Guadiana não é apenas uma linha no mapa ou uma fronteira natural; é um organismo vivo que pulsa de acordo com o ritmo das estações e as variações do clima.

    Gerir uma bacia hidrográfica desta importância exige mais do que a simples observação ocular das margens. Atualmente, o comando das operações cabe ao SIRA, uma sigla que esconde uma complexa Rede Integrada de monitorização.

    Este sistema funciona como o sistema nervoso central do rio, integrando sub-redes especializadas que vigiam desde os caudais e as barragens até à qualidade química da água e o estado de saúde dos aquíferos subterrâneos.

    A magia desta gestão acontece através de um fluxo de informação perfeitamente orquestrado, que começa muito antes de a água chegar às nossas torneiras ou aos campos de cultivo.

    Tudo tem início no leito do rio e nas suas infraestruturas, onde uma vasta rede de sensores capta dados em tempo real sobre o estado do meio hídrico, incluindo o comportamento das águas superficiais e até das águas residuais tratadas.

    Estes dados, transformados em sinais digitais, viajam instantaneamente para um centro de controlo onde são processados e analisados.

    É este processamento que permite aos especialistas avaliar o estado do rio em cada minuto, apresentando relatórios detalhados que ajudam os responsáveis a desenhar as melhores estratégias de prevenção e atuação, otimizando o processo de tomada de decisão perante qualquer cenário.

    Esta infraestrutura tecnológica foca-se em dois pilares fundamentais que afetam diretamente a vida das populações: a segurança e a eficiência. Por um lado, o SIRA é a ferramenta essencial para a previsão e atuação em caso de cheias, permitindo conhecer antecipadamente a evolução dos níveis e caudais.

    Com esta informação, a Proteção Civil pode ser avisada com a antecedência necessária para minimizar danos e proteger vidas. Por outro lado, o sistema garante uma vigilância rigorosa da qualidade da água, detetando prontamente parâmetros anómalos que possam indicar descargas poluentes não autorizadas, protegendo assim o ecossistema e a saúde pública.

    Mas o impacto do SIRA vai muito além da gestão de crises. No dia a dia, esta rede permite uma gestão inteligente das reservas de água.

    Ao controlar ao pormenor a operação de barragens, canais e conduções, é possível garantir que a água disponível é distribuída da forma mais eficaz possível pelos seus diversos usos — seja para o abastecimento doméstico, para o regadio agrícola, para a produção de energia hidroelétrica ou para a manutenção dos caudais ecológicos mínimos que o ambiente exige.

    Além disso, ao manter um arquivo histórico de dados fiáveis e continuados, o SIRA não está apenas a resolver os problemas de hoje; está a construir o conhecimento necessário para que as futuras gerações saibam como cuidar de um dos recursos mais preciosos da Península Ibérica.


    Para quem quer ir mais fundo: O “Dicionário” do SIRA

    Se ficou curioso sobre a tecnologia por trás desta vigilância, o SIRA é, na verdade, a união de quatro redes especializadas que funcionam em conjunto:

    • SAIH (Sistema Automático de Informação Hidrológica): É o braço direito da segurança. Mede níveis de rios e albufeiras em tempo real para prever cheias e gerir a abertura de comportas.
    • SAICA (Sistema Automático de Informação de Qualidade das Águas): Funciona como um laboratório permanente. Analisa a composição química da água para detetar poluição de forma imediata.
    • ROEA (Rede Oficial de Estações de Calibração/Aforo): Foca-se na quantidade. É a rede que mede com precisão o volume de água que passa num determinado ponto (caudal).
    • PIEZO (Rede de Piezometria): O olhar subterrâneo. Mede os níveis dos aquíferos (reservas de água debaixo do solo) para garantir que não estão a ser sobre-explorados.

  • Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    A gestão da água para a agricultura no interior do Sotavento Algarvio acaba de ser reforçada, numa medida crucial para a resiliência dos campos de Alcoutim.

    O Ministério da Agricultura e Mar, através do Ministro José Manuel Fernandes, aprovou a transferência da gestão de mais quatro aproveitamentos hidroagrícolas para a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

    Esta decisão, formalizada por despacho de 7 de janeiro, aprova a segunda adenda ao Contrato de Concessão para a Gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, dando seguimento a um modelo de gestão partilhada que visa maior eficiência e capacidade de resposta.

    Para o concelho de Alcoutim, esta é uma notícia de particular relevância, abrangendo duas infraestruturas críticas, que representam a maior área de intervenção desta nova tranche: o aproveitamento de Preguiças (24 ha), na freguesia de Vaqueiros, e o de Pessegueiro (68 ha), em Martim Longo. No seu conjunto, as quatro infraestruturas transferidas abrangem 126 hectares de área beneficiada e uma capacidade de armazenamento de 0,8 hectómetros cúbicos, essenciais para a produção agrícola da região.

    A necessidade desta consolidação surge devido à dificuldade sentida pelas anteriores entidades gestoras. As associações responsáveis pelos aproveitamentos de Pessegueiro, Mealha (Tavira) e Monte da Ladeira (Castro Marim) renunciaram voluntariamente à função, reconhecendo que a ABPRSA, por possuir maior capacidade e recursos humanos, estaria mais apta a prosseguir os fins de interesse público, garantir o cumprimento das obrigações legais e, fundamentalmente, responder aos desafios colocados pela emergência climática.

    No caso específico do aproveitamento das Preguiças, a sua gestão estava suspensa por despacho ministerial desde novembro de 2025, o que torna urgente esta nova atribuição de responsabilidade.

    A integração destes aproveitamentos insere-se numa estratégia ministerial mais vasta de consolidação da gestão dos pequenos aproveitamentos hidroagrícolas no Algarve. O objetivo é claro: garantir o cumprimento das exigências legais, promover a manutenção e valorização das infraestruturas e otimizar o uso e a gestão do recurso água, num contexto de crescente escassez hídrica.

    Para os agricultores de Alcoutim, a centralização da gestão na ABPRSA espera-se que represente uma garantia de maior estabilidade e eficiência operacional nas suas infraestruturas hídricas, assegurando que os aproveitamentos vitais para o interior têm o apoio necessário para enfrentar os períodos de seca e promover a sustentabilidade agrícola local.

  • As descargas  controladas

    As descargas controladas

    Lena Valério é uma das cidadãs a quem se deve uum conjunto de reportagens e fotografias sobre o território mais eloquentes, que ajudam ao conhecimento da paisagem e à natureza das respetivas mutações geográficas.

    O seu perfil no Facebook, cuja consulta recomendamos é um repositório interessantíssimo das paisagens do Baixo-Guadiana e das mutações sazonais.

    Lena Valério anota o estado atual das descargas nas observações que hoje partilhamos.

  • FENAREG pede investimento urgente

    FENAREG pede investimento urgente

    A agricultura portuguesa enfrenta desafios crescentes, e a gestão eficiente da água é o epicentro da sustentabilidade futura, diz a FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal e lança um alerta estratégico contundente sobre a inação no investimento em regadio está a custar ao país mais de 500 Milhões de euros anualmente.

    Para debater esta urgência e traçar o futuro do setor, a FENAREG realiza, a 6 de novembro, as suas XVI Jornadas do Regadio. O evento, que decorre no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, reveste-se de particular importância, assinalando o 20.º aniversário da Federação e contando com o prestígio do Alto Patrocínio do Presidente da República.

    Sob o tema «Regadio: um olhar para o futuro», as jornadas vão servir de plataforma para a Federação exigir a execução imediata da Estratégia Nacional Água que Une. Esta estratégia é vista pelos regantes como o pilar essencial para dotar o setor agrícola das ferramentas necessárias para reforçar a produtividade, garantir a sustentabilidade ambiental e aumentar a competitividade face aos mercados internacionais.

    José Núncio, Presidente da FENAREG, sublinha a dimensão económica da inércia: “Cada ano sem investir em regadio custa a Portugal mais de 500 Milhões de euros”. Este número impressionante reflete as perdas geradas pela falta de modernização e expansão dos sistemas de irrigação, essenciais para mitigar os efeitos da seca e garantir colheitas estáveis.

    As XVI Jornadas do Regadio procuram, mais do que uma celebração de duas décadas de atividade um são um apelo direto aos decisores políticos.

    O futuro da agricultura portuguesa depende da capacidade de Portugal em encarar a água não como um custo, mas como o investimento estratégico fundamental para a segurança alimentar e económica do país.

  • Municípios podem candidatar-se a mais 40 milhões de euros

    Municípios podem candidatar-se a mais 40 milhões de euros

    No dia em que se assinala o Dia Nacional da Água, o Programa Regional Algarve 2030 lançou um aviso-convite (ALGARVE-2024-58) incentivando os municípios da região a apresentarem candidaturas para um investimento total de 40 milhões de euros em projetos de melhoria do ciclo urbano da água em baixa.

    O financiamento destina-se a apoiar operações que visem:

    Expansão da Cobertura de Saneamento, destinada a aumentar o acesso a serviços de saneamento para mais residentes; Construção e Recuperação de Infraestruturas, para investir em novas infraestruturas de abastecimento de água e saneamento, bem como na recuperação das existentes; Redução da Intrusão Salina: para reabilitar e construir infraestruturas que minimizem a intrusão salina nos sistemas urbanos;
    construir e reabilitar infraestruturas de ligação de água em áreas com ausência ou deficiente funcionamento da rede pública.

    De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, o apoio a estas iniciativas é um pilar fundamental da política regional de resiliência hídrica.

    A CCDR Algarve, em colaboração com a AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve), está a trabalhar na alocação de mais fundos europeus para o ciclo urbano da água, no âmbito da reprogramação em curso do Portugal 2030. O objetivo é aumentar a eficiência, reduzir as perdas de água e mitigar os efeitos da intrusão salina.

    A CCDR sublinha que a implementação destes investimentos é crucial para que a região consiga executar integralmente as verbas disponíveis para o ano de 2025.

  • Castro Marim avança com rede de água no interior do concelho

    Castro Marim avança com rede de água no interior do concelho

    O Município de Castro Marim iniciou os trabalhos para alargar a rede de abastecimento e distribuição de água a novas localidades da serra, reforçando o compromisso com a melhoria das condições de vida da população e o acesso a serviços essenciais.

    Depois da abertura da rede em Pisa Barro, em 2024, o novo projeto contempla a instalação de 12 quilómetros de conduta que, segundo a autarquia, vão beneficiar mais de 80 residentes da freguesia do Azinhal, nomeadamente nas povoações de Amendoeira, Marroquil e Cortelha.

    A intervenção inclui também a construção de um depósito no Pero Vaz, que receberá água proveniente do Vale do Gato, passando por Corujos e Corte Gago, assegurando a ligação ao subsistema central de abastecimento.

    Atualmente, estas localidades enfrentam um fornecimento instável, dependente de redes particulares ou fontanários. Com esta obra, o cenário muda radicalmente, garantindo água tratada, segura e em quantidade adequada.

    Segundo o Município, esta operação representa um passo decisivo na expansão territorial da rede pública, promovendo a salubridade, a saúde pública e a sustentabilidade ambiental. A nova infraestrutura permitirá maior resiliência e eficiência, mitigando riscos associados ao consumo de água não tratada.

    O investimento total é de 1.714.490,00 €, com 45% cofinanciado pelo FEDER sobre as despesas elegíveis.

    Este projeto pretende dar continuidade à política iniciada em 2020, quando a autarquia levou água canalizada a mais de 30 povoações das freguesias de Azinhal e Odeleite, e pretende agora chegar aos aglomerados populacionais ainda não servidos.

  • Chuvas de janeiro recuperam média

    Chuvas de janeiro recuperam média

    Com a devida vénia, publicamos este excelente trabalho informativo apresentado no Facebook sobre as chuvas que têm estado a contribuir para a normalização dos caudais de córregos e ribeiras na Bacia do Guadiana:

    Janeiro muito chuvoso no Algarve; Odeleite e Beliche recuperam para valores dentro da média

    O mês de Janeiro de 2025 teve uma precipitação acima da média em toda a região algarvia; contudo, o Sotavento voltou a ter, em termos gerais, acumulados superiores. Os valores médios para este mês rondam os 50/70 mm no litoral e superam os 100 mm na serra, mas este ano os acumulados situaram-se entre os 100 e os 200 mm na maior parte do distrito de Faro.

    Graças à precipitação acumulada durante o Outono e em Janeiro algumas estações meteorológicas do Sotavento já alcançaram ou ultrapassaram a média anual para o ano hidrológico; por exemplo, a média anual de Cacela ronda os 550 mm, contudo, a estação da vila tinha acumulado 607 mm a 31 de Janeiro. Por outro lado, no Barlavento, o acumulado total para o ano hidrológico continua abaixo da média.

    Alguns acumulados no mês de Janeiro

    Cacela: 159 mm
    Junqueira: 125 mm
    Luz de Tavira: 161 mm
    Tavira: 151 mm
    Maragota: 139 mm
    Patacão: 192 mm
    Alte: 192 mm
    São Bartolomeu de Messines: 158 mm
    Alcantarilha: 130 mm
    Silves: 136 mm
    Arronchela: 113 mm
    Lagoa: 107 mm
    Portimão: 112 mm
    Aljezur: 182 mm

    Alguns valores médios para Janeiro

    Faro (71-00): 62,7 mm
    VRSA (71-00): 70,0 mm
    Vila do Bispo (71-00): 79,7 mm
    Tunes (71-00): 65,9 mm
    Praia da Rocha (71-00): 55,6 mm

    Na vizinha Andaluzia Ocidental, a 10 de Fevereiro, a precipitação acumulada para o ano hidrológico encontrava-se ligeiramente acima da média.

    A elevada precipitação que ocorreu no Sotavento trouxe os níveis de armazenamento nas barragens de Odeleite e do Beliche para valores acima da média. Assim, a 31 de Janeiro, Odeleite contava com 98,05 hm3 armazenados, e estava a 75,42% da sua capacidade, enquanto que a barragem do Beliche armazenava 32,47 hm3, valor correspondente a 67,64% da sua capacidade. No Barlavento, a quantidade de água armazenada continua bem abaixo dos valores normais.

    veja o original em: https://www.facebook.com/share/p/19y8uBkJ4q

  • Abastecimento de água em Espírito Santo e Mesquita

    Abastecimento de água em Espírito Santo e Mesquita

    A empresa Águas do Algarve anunciou a adjudicação da prestação de serviços de elaboração do projeto de execução para abastecimento de água às aldeias de Mesquita e a Espírito Santo, no concelho de Mértola.
    No seu comunicado, a empresa revela que o projeto de abastecimento das duas localidades representa um investimento de 1,5 milhões de euros, decorrendo da solução da tomada do Pomarão para assegurar o fornecimento do Algarve.

    A Águas do Algarve acrescenta ainda estar ciente da importância da concretização desta medida e que , já iniciou os contactos com a Câmara de Mértola e a empresa Águas Públicas do Alentejo.

    Foi assinando, entre as entidades envolvidas, um protocolo tripartido de colaboração técnica, no passado dia 15 de dezembro, tendo o mesmo merecido a homologação da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.

    Uma outra novidade é a reabertura a partir do mês de Abril do empreendimento de turístico «Turismo de Aldeia», recentemente anunciado.