FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: água

  • Barragem da Bravura em níveis mínimos

    A quantidade de água nas barragens do Algarve eleva-se a apenas 36% da capacidade máxima. É uma situação de natureza crítica, obrigando à manutenção das restrições ao consumo de água.

    Segundo o Correio da Manhã, em todo o País, os dados das 58 barragens monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, o volume médio de armazenamento é de 77%, com 19 a apresentarem disponibilidades hídricas superiores a 80%.

    Em julho houve uma descida no volume armazenado em todas

  • Mértola satisfeita com promessa de água no Espírito Santo

    Mértola satisfeita com promessa de água no Espírito Santo

    Desta vez, é a camara municipal de Mértola que toma posição expressando «a sua satisfação com as recentes decisões anunciadas pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em relação ao abastecimento de água e à recuperação das margens do rio Guadiana no concelho de Mértola».

    Nessa tomada de posição, a autarquia faz também referência à recuperação das margens do Guadiana entre a vila de Mértola e a localidade do Pomarão e considera:

    «Este plano é crucial para resolver os problemas crónicos de escassez de água que afetam as localidades de Espírito Santo e Mesquita, especialmente durante o verão, quando as populações são frequentemente abastecidas por autotanques devido aos grandes défices hídricos existentes nesta freguesia».

    Diz ainda que a instalação de uma unidade de captação de água superficial do rio Guadiana junto ao Pomarão, para reforço do sistema Odeleite-Beliche no Algarve, necessita que salvaguarde estas necessidades do território «sob pena de não tornar justo e equativo o acesso a uma necessidade tão elementar como a água».

    A câmara municipal de Mértola anota ainda que «a reabilitação das margens do rio Guadiana entre Mértola e Pomarão é essencial para melhorar a navegabilidade do rio, que atualmente é prejudicada pelo assoreamento progressivo causado pelo excesso de sedimentos acumulados desde o encerramento das comportas do Alqueva em 2002 que impede que o leito natural do rio realize a sua regeneração natural».

    A autarquia afirma que as decisões da ministra «são resultado direto de um conjunto de diligências que o município tem vindo a desenvolver junto das entidades competentes, com particular ênfase numa reunião realizada durante a semana passada entre a Sra. Ministra do Ambiente e Energia e o Presidente da Câmara de Mértola»,

    Neste encontro a autarquia confirma que «foi discutido o problema crónico de escassez de água e elevado stress hídrico no concelho».

    Na sua nota, diz que a articulação com a Águas Públicas do Alentejo (AgdA) e outras entidades locais «será fundamental para garantir que estas medidas tenham um impacto positivo na vida da população de Mértola».

    A câmara municipal de Mértola agradeceu à ministra Maria da Graça Carvalho, bem como ao eng. Pimenta Machado da APA, «pelo compromisso demonstrado e pela rápida ação em prol do bem-estar dos habitantes do concelho, sublinhando que a garantia de acesso à água potável é um direito fundamental e que necessita de ser salvaguardado».

  • Mais baixas reservas em Espanha da Bacia do Guadiana

    Mais baixas reservas em Espanha da Bacia do Guadiana

    Quanto às zonas específicas desta Bacia Hidrográfica-se, constata-se que a zona Oriental deste sistema de barragens, diminuiu 1,39%, a Ocidental 0,77% e a do Sul mantémo 0%, este último dado.

    A informação foi obtida da Confederação Hidrográfica do Guadiana.

    Foto Com cem olhos no Guadiana - Blog
  • Governo aprovou água para a freguesia do Espírito Santo

    Governo aprovou água para a freguesia do Espírito Santo

    O abastecimento também abrange a localidade de Mesquita, local perto da qual será criada a tomada de água do rio Guadiana, em articulação com a Águas Públicas do Alentejo e a Câmara Municipal de Mértola.

    Como medida adicional foi anunciado o apoio e financiamento da reabilitação das margens do rio Guadiana, entre Mértola e Pomarão, com o objetivo de melhorar a navegabilidade e combater o assoreamento.

    Esta decisão foi tomada na sequência de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, alertou para a grave situação de escassez hídrica no concelho.

    Reuniões entre as equipas técnicas da APA e da Câmara Municipal de Mértola já estão agendadas para dar seguimento a estas medidas.

  • CIBAL debateu ciclo urbano da água

    CIBAL debateu ciclo urbano da água

    Foi efetuada uma apresentação sobre a “Agregação das águas em baixa – Águas do Alto Alentejo, EIM”, pelo presidente Hugo Hilário, estando reunidos dez municípios do Alto Alentejo.

    O Plano de Avisos do Alentejo 2030 foi apresentado pela Secretária Técnica, Telma Guerreiro, e pelo Presidente da Autoridade de Gestão, Ceia da Silva.

    O Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, focou a sua intervenção sobre o Ciclo Urbano da Água e os desafios que se colocam aos municípios do Baixo Alentejo.

    Para além dos municípios do Baixo Alentejo, estiveram também representantes as Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo, Alto Alentejo e Alentejo Central.

  • Malas com água para sensibilizar

    Malas com água para sensibilizar

    Estas malas pretendem simbolizam a quantidade de água que cada turista pode poupar diariamente através de um uso mais consciente e responsável o recurso.

    Trata-se de uma campanha Save Water que, até ao final do ano, vai estar em outdoors publicitários na região do Algarve e em meios digitais nacionais e nos principais mercados emissores de turistas.

    A iniciativa contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, do presidente da Região Turismo do Algarve, André Gomes, da vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Lídia Monteiro, e da Chief Operational Officer da ANA Aeroportos, Chloé Lapeyre.

  • Freguesia do Espírito Santo  quer água do Guadiana

    Freguesia do Espírito Santo quer água do Guadiana

    Os municípios do Baixo Alentejo pretendem que o projeto, para além de servir para abastecer o Algarve, sirva a população local.

    A decisão aprovada, por unanimidade, durante a reunião do conselho intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que integra 13 dos 14 municípios do distrito de Beja.

    A CIMBAL deu nota que o projeto de captação de água do Guadiana para abastecimento ao Algarve, através de uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, no concelho de Castro Marim, esteve em consulta pública até 29 de abril e mereceu parecer negativo da Câmara de Mértola e da Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo (AMGAP).

    O concelho de Mértola, lembra a CIMBAL, é um dos territórios mais suscetíveis à desertificaçãoe debate-se com escassez de água e elevado stress hídrico, agravados por períodos de seca mais prolongados”.

    Muitas das localidades do município de Mértola, são abastecidas com recurso a captações subterrâneas, e pudemos, por diversas vezes, testemunhar que, por largos períodos, o único recurso para o abastecimento público são os transportes frequentes com utilização de autotanque.

    Mais castigada é a freguesia de Espírito Santo, onde o projeto elaborado pela empresa Águas do Algarve, S.A. prevê a criação de uma captação de água superficial na zona estuarina do rio Guadiana, junto à povoação de Mesquita.

    Os autarcas entendem fazer todo o sentido existir uma conjugação de esforços que permita ajudar a solucionar o problema de falta de água nesta freguesia do concelho de Mértola, aproveitando o projeto de reforço de abastecimento de água ao Algarve.

    No documento, a comunidade intermunicipal exorta todos os envolvidos a procurar condições para o abastecimento público de água às localidades da freguesia do Espírito Santo, a partir do projeto proposto ou de outras soluções técnica e financeiramente mais convenientes.

    A tomada de posição vai ser remetida a diversas entidades, como o Ministério do Ambiente e Energia, Agência Portuguesa do Ambiente, Águas do Algarve, Águas Públicas do Alentejo e comissões de coordenação e desenvolvimento regional do Alentejo e do Algarve, entre outras.

    O projeto de captação de água do rio Guadiana no Pomarão para abastecimento ao Algarve, incluído no Plano Regional de Eficiência Hídrica daquela região, está avaliado em cerca de 61,5 milhões de euros e é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    O investimento permitirá reforçar a garantia e aumentar a resiliência do sistema multimunicipal de abastecimento urbano de água do Algarve, face aos efeitos esperados e já sentidos das alterações climáticas, segundo as conclusões do resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

  • Abertas candidaturas no Algarve

    Abertas candidaturas no Algarve

    Foram abertas as candidaturas do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, no valor de 6,6 milhões de euros, destinadas ao apoio de projetos que promovam a gestão eficiente dos sistemas de abastecimento de água da região do Algarve.

    São principais beneficiários as entidades gestoras das redes de abastecimento de água, sendo elegíveis as operações que visem a redução de perdas reais nos sistemas de distribuição de água em baixa do Algarve.

    Abrangem principalmente a reabilitação de infraestruturas degradadas ou inadequadas para uma boa gestão de perdas reais, a gestão de pressões e a deteção de fugas em componentes da infraestrutura mais problemáticos em perdas reais.

    Trata-se do 4º Aviso e surge no âmbito da “Medida SM1 – Reduzir Perdas de Água no Setor Urbano”, gerida pela Comunidade Intermunicipal do Algarve.

    Esta medida integra três vertentes, a requalificação das redes de abastecimento de água; a instalação de zonas de medição; o controlo e criação de zonas de pressão controlada.

    No final da execução, as autoridades prevêm que estejam reabilitados 125 km de rede de abastecimento de água, em baixa, e que se contribua para uma redução de 2hm3 na procura de água nos sistemas naturais.

    O prazo para a apresentação de candidaturas decorre até ao dia 30 de setembro.

  • Aumento do custo da água anunciado em VRSA

    Aumento do custo da água anunciado em VRSA

    Esta subida, segundo a autarquia, apesar de ser de 16% resulta de uma limitação, em relação aos 50% previstos no contrato inicial, antes da revisão da tarifa de abastecimento de água. «Este reajuste tarifário visa exclusivamente incorporar o valor da inflação, conforme dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)».

    Nos termos do contrato, a tarifa deveria ter sido atualizada anualmente desde 2020, explica a câmara municipal e «seria agora cerca de 50% mais cara. Não sendo possível à empresa continuar a manter o tarifário sem, pelo menos, incorporar a inflação, a empresa chegou a este acordo com o município, permitindo poupanças expressivas para os consumidores», justifica.

    O presidente da Câmara Municipal, Álvaro Araújo, esclarece que «esta revisão significa que o custo da água no concelho aumentará apenas 8 cêntimos por metro cúbico. Este valor não será significativo para quem tem consumos normais», e destaca o compromisso da autarquia em minimizar o impacto financeiro nas famílias do concelho.

    «O contrato atual entre a Câmara Municipal e a AdVRSA teve origem numa decisão do anterior executivo, em 2016, formalizada em 2018 e operacionalizada a partir de 2020. Este contrato incluía, além do valor da retribuição ao município, regras para a atualização extraordinária do preço da água e dos restantes serviços nos primeiros sete anos, incluindo as taxas de saneamento, valores que ao serem aplicados de forma integral iriam onerar e sobrecarregar os munícipes de forma incomportável», esclarece a autarquia em nota divulgada.

    O presidente também afirmou que «Caso não se tivesse chegado a este acordo, a falta de atualização das tarifas ao longo dos anos teria levado a um aumento de cerca de 50% em 2024. Além disso, haveria um montante superior a 4 milhões de euros em indemnizações compensatórias pelo incumprimento contratual», recorda Álvaro Araújo.

  • 6120 piscinas 0limpicas é a perda de água no Algarve

    6120 piscinas 0limpicas é a perda de água no Algarve

    Esta é a conclusão da DECO PROteste, após análise dos dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).


    Segundo a organização, as fugas na distribuição dos 16 municípios algarvios resultaram no desperdício de 15,3 milhões de metros cúbicos de água potável em 2022.

    Elsa Agante, da DECO PROteste, estima que isso cobriria 49% das necessidades das famílias numa região sob pressão turística e com períodos de seca prolongados, que levaram a medidas urgentes, posteriormente atenuadas.

    ALTERAÇÃO DE COMPORTAMENTOS

    Os números permanecem estáveis. Em 2021, foram 15,5 milhões m3 e, em 2020, 14,6 milhões. Elsa Agante suspeita que pouco melhorou em 2023 ou neste ano.

    As obras planeadas – a Comunidade Intermunicipal do Algarve tem 43,9 milhões de euros do PRR para renovar 125 quilómetros de rede até 2026 – podem não ser suficientes para solucionar completamente o problema.

    De acordo com a DECO PROteste, os municípios do Algarve com maiores perdas anuais são Lagoa (370 litros por ramal/dia), Lagos (322), Silves (295), São Brás de Alportel (289), Loulé (242) e Castro Marim (220). Por outro lado, Aljezur (2,2), Tavira (45), Alcoutim (61 litros por ramal/dia), Vila Real de Santo António (78) e Portimão (97) são os que menos desperdiçam água.

  • Rede de água substituída em lugar de Pêra

    Rede de água substituída em lugar de Pêra

    Segundo a câmara municipal, a empreitada contemplou «a construção de rede de drenagem de águas pluviais e passagens hidráulicas, para além da instalação de sinalética rodoviária, num investimento que ascendeu a 263 mil euros».

    O investimento insere-se no plano do combate às perdas de água através do aumento da eficiência hídrica do sistema de abastecimento de água.

    A obra pública pretende reforçar os níveis de bem-estar e a melhoria significativa das acessibilidades e da segurança rodoviária, «integrando-se na estratégia mais geral de reabilitação da rede viária e de modernização das redes públicas de abastecimento de água, que a autarquia desenvolve em todo o concelho de Silves».

  • Mértola faz balanço do apoio europeu

    Mértola faz balanço do apoio europeu

    Observa que, nas últimas décadas, tem procurado «melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços de abastecimento de água e de tratamento de águas residuais em várias localidades do concelho, promovendo igualmente a requalificação urbanística das mesmas».

    Desde 2016, a autarquia apresenta candidaturas ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) 2014-2020, tendo conseguido obter a aprovação de 7 operações, num total de investimento elegível de 2.256.750,00 €, com financiamento aprovado pelo Fundo de Coesão de 1.988.886,00 €.

    Através de quatro empreitadas de obras públicas realizadas entre 2016 e 2021, foi feito um investimento total de 3.221.776,00 €. A Câmara Municipal de Mértola recebeu, até o momento, 1.764.199,00 € do Fundo de Coesão, representando 55% do investimento total em requalificação urbana e infraestruturas de abastecimento e saneamento nas localidades de Alcaria Longa, João Serra, Montes Altos e Picoitos.

    Cada projeto incluiu a criação de sistemas de abastecimento de água (dois autónomos e dois conectados ao sistema da AGDA) e sistemas autónomos de tratamento de águas residuais (quatro no total), além da requalificação viária das quatro localidades, visando melhorar a mobilidade e segurança dos residentes.

    Escavadora em obra de canalização rural.
    redes de saneamento e aguas 1 alcaria longa

    Esses investimentos são um avanço importante para a qualidade de vida dos habitantes e visitantes das localidades do concelho de Mértola, refletindo o compromisso da Câmara Municipal de Mértola e da União Europeia com a sustentabilidade e o bem-estar das comunidades locais.

    Em Alcaria Longa, os investimentos abrangeram o sistema de abastecimento de água, o tratamento de águas residuais e pluviais e a requalificação urbana, totalizando 950.044,06 €, com um financiamento aprovado pelo Fundo de Coesão de 546.046,34 €, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 57% para uma população de 46 habitantes.
    POSEUR-03-2012-FC-000431 | Sistema de Abastecimento de Água de Alcaria Longa
    Custo total elegível: 380.985,94 €
    Apoio financeiro da União Europeia: Fundo de Coesão – 235.656,52 €

    POSEUR-03-2012-FC-000428 | Sistema de Saneamento de Águas Residuais de Alcaria Longa
    Custo total elegível: 395.128,09 €
    Apoio financeiro da União Europeia: Fundo de Coesão – 310.389,82 €

    Em João Serra, foram efetuados investimentos no sistema de abastecimento de água e no tratamento de águas residuais e pluviais, além da requalificação urbana, num valor de 642.175,28 €,

    Portão verde e edifício branco em paisagem montanhosa.
    etar picoitos

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  • Destinos insustentáveis na oferta da água diz a Zero

    Destinos insustentáveis na oferta da água diz a Zero

    A associação ambientalista ZERO, referindo-se à captação no Pomarão, considera que o aumento da oferta de água não pode ter por destino consumos insustentáveis.

    Já chegou ao fim no dia 29 de abril, o período de consulta pública ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto de Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve a partir da Solução de Tomada de Água no Pomarão.

    Esta captação superficial na zona estuarina do rio Guadiana, fica localizada a montante do Pomarão.

    Terá uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, percorrendo os concelhos de Mértola, Alcoutim e Castro Marim, numa extensão total de condutas que varia entre 37 e 41 quilómetros, em função da alternativa de traçado.

    O contributo desta captação deverá ser, em média, de 16 a 21 hm3 de água, através de um regime de exploração da captação durante sete meses por ano, entre outubro e abril.

    O bombeamento pode parar nos meses excecionalmente secos e quando, em acumulado, desde o início do ano hidrológico, for atingido um total anual de 30 hm3 ou for atingida a capacidade de armazenamento útil do sistema Odeleite-Beliche (164 hm3).

    A captação de água no Pomarão é uma das medidas definidas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve para a qual estão previstos 61,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) 2021-2026.

    A Zero considera o preconizado na Diretiva Quadro da Água relativamente à necessidade de implementação de estratégias capazes de tornar os usos e consumos de água mais sustentáveis.

    Afirma que se prossegue ‘numa lógica de aumento da captação e retenção de um recurso escasso para fazer face a consumos insustentáveis através de projetos que fomentam um aumento da procura por esse mesmo recurso‘.

    Analisando a natureza do projeto, a associação critica a ‘lógica de pensamento e de atuação ao intervir diretamente sobre as massas de água para captação de caudais adicionais destinados a aumentar a retenção e ou o armazenamento de água, não só com o objetivo de garantir que não falta água às populações’

    Porém, ao mesmo tempo, ‘pretende garantir que a agricultura praticada na região continua a dispor dos caudais necessários para manter ou, até mesmo aumentar, os seus níveis de consumo e desperdício’.

    Veja o comunicado na íntegra no site da Zero.

  • Alívio das restrições da água em estudo

    Alívio das restrições da água em estudo

    Há várias hipóteses a considerar e todas elas são de alívio em relação à presente situação. A ministra esteve em Faro e falou após uma reunião da Subcomissão Regional da Zona Sul da Comissão de Gestão de Albufeiras. Na ocasião, foi avaliada a atual situação dos recursos hídricos no Algarve.

    A ministra sublinhou que no Governo existe a consciência de que a falta de água no Algarve é um problema que veio para ficar, sendo que foi a maior precipitação registada este ano no Algarve que abre caminho ao alívio das restrições.

    Os armazenamentos de abril de 2024 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento do mesmo mês, período de referência 1990/91 a 2022/23), com exceção para as bacias do Ave (71,4%), Mira (42,2%), Ribeiras do Algarve (Barlavento 22,6%) e Arade (44,4%).

    No último dia do mês de abril, as bacias do Oeste (93,2%), Guadiana (93,1%), Tejo (92,3%) e Cávado (91%) eram as que apresentavam maior volume de água.

    De acordo com o SNIRH, das 60 albufeiras monitorizadas, 36 apresentavam no fim de abril disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e três com disponibilidades inferiores a 40%.

  • Cortes iguais querem agricultores algarvios

    Cortes iguais querem agricultores algarvios

    A CSHA representa mais de 1.000 produtores, operadores e associações do setor agrícola algarvio.

    Segundo a CSHA, a previsão de armazenamento de água de superfície nas bacias do Algarve já foi ultrapassada, e a região possui níveis de água suficientes para os próximos anos.

    A comissão espera que os valores dos cortes em vigor desde janeiro sejam atualizados na reunião de terça-feira, com um corte de 15% para o setor urbano e turismo, e de 25% para a agricultura.

    Além do mais, esperam que seja apresentada uma proposta para a legislação da gestão da água subterrânea, permitindo a criação de associações de produtores e usuários de cada aquífero.

    A CSHA também gostaria de ouvir a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciar o aumento do volume de água a ser transferido da barragem do Funcho para a do Arade, no barlavento algarvio.

    A medida foi solicitada pela Associação de Regantes de Silves, Lagoa e Portimão, para que a agricultura naquele perímetro de rega possa operar com um corte de 15%, pois necessita de cinco hectómetros cúbicos de água do Funcho.

  • Terminou a seca, mas deixou rasto

    Terminou a seca, mas deixou rasto

    O IPMA usou o índice PDSI, que se baseia no conceito do balanço da água tendo em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo e permite detetar a ocorrência de períodos de seca classificando-os em termos de intensidade (fraca, moderada, severa e extrema).

    Balanço e lições para o futuro

    A seca que assolou as regiões do Algarve e Alentejo foi um período desafiador que deixou marcas profundas na paisagem, na economia e na vida das pessoas.

    Durante este tempo, enfrentou-se a pior seca de que há registo, com barragens e reservatórios a atingirem níveis críticos de água, afetando severamente a agricultura, uma das principais atividades económicas destas regiões.

    No Algarve, a Barragem da Bravura, em Lagos, chegou a estar a apenas 8% da sua capacidade, o que representou um duro golpe para os agricultores que dependem deste recurso vital.

    A situação não foi muito diferente na Barragem do Arade, que desceu para 15% da sua capacidade, deixando cerca de 1.800 agricultores com uma quantidade de água insuficiente para as suas necessidades.

    A seca prolongada foi exacerbada pelas alterações climáticas, com 2023 a ser registado como o ano mais quente para o planeta, aumentando o pessimismo quanto à possibilidade de recuperação a curto prazo.

    No Alentejo, a situação também foi grave, com o território a sofrer de seca severa e extrema. Apesar de uma ligeira melhoria na primeira quinzena de Março, grande parte do sul de Portugal não viu variações significativas na quantidade de água no solo.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) relatou que, apesar das chuvas que caíram, o período de Outubro de 2021 a Março de 2022 foi o mais seco desde 1931, evidenciando a gravidade e a persistência da seca.

    A seca no Algarve e Alentejo não só afetou a agricultura mas também teve impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e na qualidade de vida das populações.

    A escassez de água levou a restrições no consumo, aumentou os custos de produção e forçou muitos a repensar as práticas de gestão de água e terra. Este período de seca destacou a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, bem como de uma gestão mais sustentável dos recursos naturais.

    Com o anúncio do fim da seca, há uma sensação de alívio, mas também a consciência de que eventos semelhantes podem voltar a ocorrer.

    É crucial aprender com esta experiência e trabalhar para garantir que as regiões do Algarve e Alentejo estejam mais bem preparadas para enfrentar os desafios que as alterações climáticas possam trazer no futuro.

    Foto: Joaquim Félix
  • Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Os pescadores locais, que dependem das águas costeiras para o seu sustento, expressaram preocupações de que o processo de dessalinização possa levar à poluição marinha, afetando negativamente a vida marinha e a qualidade do pescado.

    “O mar é a nossa casa e a fonte do nosso trabalho,” disse João Silva, um pescador veterano de Quarteira. “Qualquer ameaça à pureza das nossas águas é uma ameaça direta à nossa comunidade.”

    A dessalinização, processo que remove o sal e outros minerais da água do mar para torná-la potável, tem sido promovida como uma solução para as crescentes necessidades hídricas da região. No entanto, os resíduos salinos e químicos resultantes do processo podem ser reintroduzidos no oceano, levantando questões ambientais.

    Os pescadores apelam às autoridades para considerarem alternativas e para realizarem estudos de impacto ambiental mais aprofundados. “Não somos contra o progresso,” afirmou Maria Costa, proprietária de uma pequena empresa de pesca. “Mas queremos garantias de que o progresso não virá à custa do nosso modo de vida.”

    A tensão entre o desenvolvimento sustentável e a preservação dos meios de subsistência tradicionais continua a ser um tema quente em Quarteira, com os pescadores determinados a fazer ouvir a sua voz.

    A Associação dos Pescadores Armadores de Quarteira, Quarpesca, classificou, na passada quinta-feira que a instalação de uma estação dessalinizadora na praia da Falésia, concelho de Albufeira será uma tragédia que pode impossibilitar o sustento a muitas famílias de pescadores.


  • Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Este fenômeno ocorre quando a água salgada do mar infiltra os sistemas de drenagem, afetando a qualidade da água que deveria ser reutilizada para fins agrícolas e de irrigação, como é o caso nos campos de golfe, em Castro Marim.

    A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António, é uma infraestrutura vital na gestão de recursos hídricos da região e encontra-se no centro desta problemática.

    A salinidade elevada nas águas residuais provenientes das redes dos municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António tem limitado a capacidade de reutilização da água a apenas 30% do inicialmente previsto. É um revés significativo nos esforços para combater a seca que assola o Algarve, uma região que depende fortemente da eficiência hídrica.

    Os trabalhos de diagnóstico estão em curso para identificar os pontos críticos onde ocorre a intrusão salina. Com o uso de tecnologia avançada e câmaras de vídeo, as entidades gestoras das redes de abastecimento buscam soluções para mitigar este problema. A situação é complexa, pois a salinidade não é removida no processo de tratamento de águas residuais, o que exige uma abordagem multifacetada para resolver a questão.

    A Águas do Algarve, responsável pela gestão dos recursos hídricos na região, reconhece a gravidade do problema e está a trabalhar em conjunto com as câmaras municipais e outras entidades para delinear intervenções corretivas. Estas ações são cruciais não só para os campos de golfe de Castro Marim, mas também para garantir a sustentabilidade hídrica a longo prazo na região.

    Além disso, a problemática da intrusão salina não é exclusiva de Vila Real de Santo António, afetando outras estações de tratamento no Algarve. Isso destaca a necessidade de uma estratégia integrada e de cooperação entre diferentes municípios e entidades para enfrentar os desafios impostos pela natureza e pelo uso humano dos recursos naturais.

    O caso de Vila Real de Santo António é um lembrete da importância de proteger e gerir de forma eficiente os recursos hídricos, especialmente em regiões propensas a secas e onde a água é um bem precioso e limitado.

    A resposta a este desafio será determinante para o futuro da região, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico, e poderá servir de exemplo para outras áreas que enfrentam problemas semelhantes.

  • Lagoa substitui adutora

    Lagoa substitui adutora

    Este investimento, destinado a contribuir para a redução das perdas de água, faz parte da 1ª fase de reformulação e otimização do sistema adutor do concelho, prevista no Plano Tático de Gestão Patrimonial de Infraestruturas do Município de Lagoa, tal como a que teve início há uma semana para substituição da conduta adutora entre Lagoa – Estômbar – Calvário e a obra de instalação de Zonas de Medição e Controlo (ZMC’s) que estão em curso na zona da Praia do Carvoeiro.

    O município de Lagoa vai, em breve, iniciar a substituição da conduta Cerca da Lapa – Sesmarias. O investimento do Município de Lagoa, no que à água diz respeito, já ultrapassa os 5 milhões de euros e irão renovar mais de 15 quilómetros da rede de abastecimento de água do concelho.

    Estes grandes investimentos em obras pouco visíveis, mas cuja ausência logo se nota, destinam-se a preparar o concelho para o futuro, «tornando-o mais resiliente às alterações climáticas através de uma gestão eficiente dos recursos ambientais, sobretudo da água e da energia».

    A renovação das redes de abastecimento de água permitirá a Lagoa alcançar vários objetivos, tais como reduzir o número de ocorrências por falhas no abastecimento; reduzir o volume de perdas reais e aparentes de água; reduzir o volume de água importada pelo sistema e melhorar o desempenho do município em todos os indicadores de avaliação dos sistemas.

    «Estas intervenções já vêm a ser preparadas há mais de dois anos e são intervenções estruturantes que permitirão à autarquia dar uma resposta determinada aos problemas da falta de água, evitando pedir mais esforços à população», afirmou, nas palavras de Luís Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

  • Água do Pomarão para Odeleite tem impactos negativos

    Água do Pomarão para Odeleite tem impactos negativos

    O prazo termina a 29 de abril, sendo a obra denominada Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve – Solução da Tomada de Água no Pomarão.

    Esta obra destina-se a captar água superficial na zona estuarina do Rio Guadiana, junto à povoação de Mesquita, a montante do Pomarão, através de uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, em Castro Marim.

    De acordo com a literatura inclusa, «permitirá reforçar a garantia e aumentar a resiliência do sistema multimunicipal de abastecimento urbano de água do Algarve, face aos efeitos esperados e já sentidos das alterações climáticas».

    A não execução deste projeto, contribuirá para «o agravamento da situação atual de exploração do sistema Odeleite-Beliche, agravando os efeitos da seca na região do Algarve, com previsão de impactos muito significativos na economia, no bem-estar das populações e no aumento da pressão sobre as massas de água»,

    A bombagem da água ocorrerá apenas durante sete meses do ano, entre outubro e abril, com paragem nos meses excecionalmente secos ou depois de ter sido atingida uma acumulação anual de 30 hm3.

    A condutas terão cerca de 37 a 41 quilómetros, passando pelos concelhos de Mértola, Alcoutim e Castro Marim e dependendo de qual dos três traçados alternativos seja adotado.

    Impactos negativos

    Previsivelmente, esta captação de água do Guadiana, que entra em Odeleite em estado natural, afetará de forma negativa, para além da quantidade da massa de água do estuário, a qualidade da água das massas de água que afluem às albufeiras de Odeleite e de Beliche, a alteração de habitats e das comunidades biológicas, o efeito-barreira e a fragmentação de habitats, bem como a disseminação de espécies exóticas invasoras aquáticas.