O executivo municipal de São Brás de Alportel entregou um voto de louvor a Joaquim Manuel Dias, pelo seu contributo e dedicação ao jornalismo local ao longo dos últimos 50 anos, um percurso que classificou como «notável ao serviço da informação, da cidadania e da memória coletiva».
Natural de São Brás de Alportel, Joaquim Manuel Dias iniciou a sua atividade jornalística em 1976, como correspondente do Jornal do Algarve e, desde então, tem sido uma presença constante e respeitada na imprensa regional.
A sua dedicação à valorização da realidade local tem contribuído decisivamente para o reforço da identidade são-brasense e para a promoção de uma imprensa livre, independente e comprometida com a comunidade.
Entre 1985 e 1996, a sua colaboração com o jornal O Sambrasense marcou uma etapa significativa do seu percurso, tendo sido o prelúdio da criação, em dezembro de 1996, do mensário Notícias de S. Braz, do qual é fundador, proprietário e diretor.
Com mais de 27 anos de existência, esta publicação tornou-se uma referência regional, reunindo centenas de colaboradores e promovendo iniciativas culturais, cívicas e de valorização do património humano local.
Joaquim Manuel Dias é igualmente autor de projetos editoriais de grande impacto cultural, como Poetas da Minha Terra e 100 anos, 100 biografias: Figuras do Passado São-Brasense, que «reforçam a sua missão de preservar e divulgar a memória coletiva do concelho».
Para além da vertente jornalística, tem tido uma intervenção ativa no associativismo, sendo cofundador de organizações como a ARSOGAR – Associação dos Órgãos de Comunicação do Algarve –, a AIRA – Associação da Imprensa Regional e Algarvia – e membro ativo da Associação Nacional da Imprensa Regional, onde tem sido uma voz firme na defesa da imprensa local e regional, destaca ainda a câmara municipal.
«A sua generosidade é também visível na doação de exemplares encadernados dos jornais O Sambrasense e Notícias de S. Braz à Biblioteca Municipal, assegurando o acesso das gerações futuras a este valioso legado documental», postula a autarquia.
Cidadão comprometido com a vida associativa local, tem igualmente contribuído de forma relevante em entidades como a Sociedade Criativa 1.º de Janeiro e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.
Diz ainda a autarquia, «Este Voto de Louvor agora atribuído e entregue reflete o profundo reconhecimento da autarquia e da comunidade pelo seu exemplo de dedicação, integridade e serviço público através do jornalismo, afirmando Joaquim Manuel Dias como uma figura incontornável da comunicação social do Algarve e um verdadeiro guardião da identidade são-brasense».
Desde a Direção de «FOZ – Guadiana Digital», dirigimos as nossas congratulações ao homenageado, colega de imprensa e distinguido homem de Imprensa.
Têm-se levantado algumas interrogações sobre as gorjetas na hotelaria, um sistemas que abrangeu a relação entre hoteleiros e os seus colaboradores e que foi tornado obsoleto, ao ser substituído pela contratação coletiva. Com os conhecimentos que adquiridos, decidimos apresentar este trabalho de investigação e memória que colocamos â consideração dos nossos leitores.
Antes da implementação da contratação coletiva na hotelaria portuguesa, vigorava um sistema conhecido como garantias. Este regime era uma prática comum para regular as relações laborais entre empregadores e trabalhadores do setor.
As garantias eram um conjunto de condições mínimas estabelecidas unilateralmente pelos empregadores ou por acordos informais setoriais e a sua abrangência definia aspetos como salários mínimos, horários de trabalho, folgas, férias, subsídios e condições básicas de segurança e higiene.
As garantias não tinham força de lei nem resultavam de negociação formal entre representantes dos trabalhadores e empregadores. Podiam variar significativamente entre empresas e regiões.
A atualização dos valores das garantias dependia da vontade dos empregadores ou de pressões pontuais dos trabalhadores, sem mecanismos obrigatórios de revisão periódica.
Analisando os aspetos positivos, eram rápidas na implantação do sistema, para permitir aos empregadores definir rapidamente as condições de trabalho, sem necessidade de longos processos negociais.
Asseguravam flexibilidade às empresas, que podiam ajustar as condições de acordo com as suas necessidades operacionais e conjuntura económica, bem como lhes assegurava custos administrativos reduzidos: A ausência de negociações coletivas e de protocolos legais simplificava a gestão de recursos humanos.
Não asseguravam, porém proteção para os trabalhadores que tinham pouca ou nenhuma influência sobre as condições impostas, ficando vulneráveis a decisões unilaterais dos empregadores.
As condições podiam variar muito entre empresas, levando a situações de desigualdade salarial e de direitos dentro do mesmo setor e uma ausência de estabilidade: Não havia garantias de manutenção de benefícios ou de atualização de salários, o que criava insegurança laboral.
A inexistência de mecanismos formais de resolução de conflitos aumentava a probabilidade de tensões e greves e o sistema não acompanhava necessariamente as mudanças sociais e económicas, podendo perpetuar práticas desatualizadas ou injustas.
Transição para a Contratação Coletiva
A contratação coletiva veio substituir o sistema de garantias, trazendo maior equilíbrio às relações laborais ao introduzir a negociação formal e o estabelecimento de acordos entre sindicatos e associações patronais.
Foram uniformizadas regras mais homogéneas e transparentes para todo o setor e introduzidos mecanismos de revisão que determinaram processos regulares para atualização de condições de trabalho e resolução de conflitos.
Em resumo, o sistema de garantias proporcionava flexibilidade e simplicidade para os empregadores, mas criava um ambiente de instabilidade e desigualdade para os trabalhadores, o que justificou a transição para o regime de contratação coletiva em Portugal.
Funcionamento do Sistema de Garantias
Durante o período anterior à contratação coletiva na hotelaria em Portugal, o sistema de garantias funcionava, em muitos casos, em articulação com o sistema de gorjetas. Este modelo tinha particularidades relevantes para a remuneração dos trabalhadores e para a gestão dos custos laborais pelos empregadores.
Para cada cargo e especialidade, eram estabelecidos valores mínimos de remuneração, conhecidos como garantias e o montante das gorjetas recebidas pelos trabalhadores era contabilizado como parte do rendimento necessário para atingir o valor da garantia.
Se, num determinado período, as gorjetas não atingissem o valor mínimo estipulado para a função, o empregador tinha de complementar a diferença com recursos próprios, até perfazer a garantia acordada.
Desta forma, os estabelecimentos só desembolsavam verbas próprias para salários quando as gorjetas não eram suficientes para cobrir as garantias.
Este sistema assegurava grandes vantagens ao empregador que via reduzidos os encargos com custos salariais diretos, transferindo parte da remuneração para o sistema de gorjetas.
Persiste a alegação de que constituíam um estímulo à Qualidade do Serviço e um incentivo aos trabalhadores a prestar um serviço de excelência, pois o seu rendimento dependia em grande parte da satisfação dos clientes.
Era introduzida uma maior flexibilidade financeira, pois oss custos com pessoal tornavam-se mais variáveis, acompanhando a sazonalidade e o volume de negócio do estabelecimento.
Porém, para os trabalhadores o sistema de gorjetas significava acima de tudo instabilidade remuneratória e insegurança, pois a sua remuneração podia variar significativamente de acordo com o fluxo de clientes e a generosidade das gorjetas, gerando instabilidade financeira.
Acentuava a desigualdade entre funções, uma vez que certos cargos, com menos contacto com o público, tinham menor acesso às gorjetas, podendo ficar mais dependentes do complemento do empregador.
Introduzia a talta de transparência, pois o controlo e a distribuição das gorjetas nem sempre eram claros ou justos e davam origem a conflitos internos.
Além do mais, havia a dificuldade de fiscalização, uma vez que era difícil garantir que todos os trabalhadores recebessem efetivamente o valor mínimo das garantias, sobretudo em contextos informais ou sem registo rigoroso das receitas de gorjetas.
Considerações Finais
O sistema de garantias alimentado pelas gorjetas representava uma solução pragmática para a hotelaria em contextos de baixa regulamentação laboral. Contudo, a sua dependência de receitas variáveis e a falta de mecanismos de proteção robustos para os trabalhadores justificaram, ao longo do tempo, a transição para modelos mais estáveis e uniformes, como a contratação coletiva, que passou a garantir remunerações mínimas fixas e direitos mais claros para todos os profissionais do setor.
./José Estêvão Cruz com Perplexity
Se quiser aprofundas estas opiniões, pode consultar:
Este verão, a serra são-brasense volta a contar com um reforço de peso na missão de proteger a floresta e as comunidades locais: as patrulhas do Exército Português.
Fruto de uma parceria que já soma 13 anos, o Município de São Brás de Alportel e o Exército renovaram o protocolo que garante ações de vigilância e prevenção de incêndios rurais desde 1 de julho até 30 de setembro.
Com dois terços do concelho integrados na área serrana, esta colaboração é uma peça-chave na Estratégia Municipal de Prevenção de Incêndios Rurais. As patrulhas militares garantem presença no terreno em zonas remotas e de difícil acesso, contribuindo para prevenir comportamentos de risco e identificar situações de perigo antes que se tornem incêndios.
“Este trabalho conjunto tem sido essencial para manter a nossa serra mais segura. A presença do Exército no terreno, aliada ao esforço incansável dos nossos bombeiros, sapadores e da comunidade, reflete a nossa aposta firme na prevenção como melhor arma contra os incêndios”, reagiu o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, afirma Vitor Guerreiro.
Além do apoio do Exército, o Município conta com três Equipas de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, reforçadas no período crítico de verão com mais uma equipa dedicada ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Esta equipa adicional é destacada estrategicamente para a serra em dias de risco muito elevado, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz.
Esta estratégia de proximidade e vigilância ativa é parte integrante do compromisso assumido pela autarquia com a proteção do território, a segurança das populações e a valorização de um património natural que é, também, fonte de identidade e riqueza para o concelho.
Inova com Crackers de Resíduos de Cerveja e Garante Prémio Dieta Mediterrânica
Loulé, Algarve – A cervejaria familiar Nova Vida Cerveja, sediada em Loulé, conquistou o segundo lugar na primeira edição do “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” em 2024 com suas inovadoras Crackers de Dreche. O projeto, que utiliza resíduos de cereais do processo de fabricação da cerveja para criar um novo produto, demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a criatividade no setor agroalimentar.
O prêmio, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve, I.P.) em conjunto com o Município de Tavira e outras entidades, visa incentivar a inovação alinhada com os princípios da Dieta Mediterrânica.
As Crackers de Dreche, ainda em fase de desenvolvimento, representam um passo significativo para a Nova Vida Cerveja, que busca parcerias com produtores locais para expandir a linha de produtos e incorporar ingredientes regionais como ervas e queijos.
“Queremos trazer algo inovador e saudável ao mercado”, afirmam os responsáveis pela Nova Vida Cerveja. “Este produto acompanha muito bem o que já produzimos, a cerveja artesanal.”
A empresa reconhece o prémio como um importante apoio para o desenvolvimento do projeto, abrindo portas para potenciais parcerias e investimentos. A Nova Vida Cerveja projeta, produz, engarrafa e distribui todas as suas cervejas, e está orientada para a “reutilização de produtos, circuitos locais e valorização de produtos locais”. A empresa ambiciona efetivar a análise nutritiva das crackers e conseguir “uma cozinha industrial” para a sua produção.
Sobre o Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica
O “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” é uma iniciativa da CCDR Algarve, I.P., do Município de Tavira, da Associação IN-LOCO e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio. Tem como objetivo selecionar, divulgar e premiar projetos inovadores na área agroalimentar que promovam os princípios da Dieta Mediterrânica e cujos produtores estejam representados na Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira.
[Inserir imagem das Crackers de Dreche ou da Nova Vida Cerveja]
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, apelou hoje aos municípios para aproveitarem os dois terços ainda disponíveis dos fundos para intervenções no litoral, ao abrigo do Programa Operacional “Sustentável 2030”.
Em declarações aos jornalistas na praia de Faro, onde participou num almoço depois de ter estado numa reunião da comissão de acompanhamento da seca na região, na capital algarvia, Maria da Graça Carvalho destacou que há 167 milhões de euros disponíveis para intervir no litoral em projetos ao abrigo desse programa, que só tem intervenções aprovadas no valor de 50 milhões de euros.
«Temos, neste momento, cerca de 50 milhões de euros em obras a decorrer, que são financiadas 85% pelo Programa Operacional Sustentável e cofinanciadas a 15% pelo Fundo Ambiental, em todo o país. A maior de todas é na Figueira da Foz, que começou na segunda-feira» afirmou a governante, frisando que só este projeto representa 20 milhões de euros de investimento.
A ministra salientou que estão também previstas intervenções para reposição de areias na Costa da Caparica, em Esposende, Furadouro (Ovar), em Espinho e no Algarve, como no caso da praia do Vau, em Portimão.
«Vamos ter o contrato pronto ainda este mês para a maior de todas aqui no Algarve, que é no Garrão e Vale do Lobo. E na Fuseta saiu ontem [quinta-feira], em Diário da República, o concurso internacional», adiantou, sublinhando que na Fuseta, concelho de Olhão, já foi feita uma “obra de emergência”.
Segundo explicou Maria da Graça Carvalho, em março “houve um completo arrastar da areia” que deixou a Fuseta “sem praia” e foi preciso fazer uma “obra de urgência” para garantir a sua abertura no início da época balnear, em junho.
«Mas, agora vamos fazer uma obra mais completa, portanto de maior dimensão, para que fique uma extensão de 30 metros de largura de areia na praia da Fuseta», justificou a ministra, que durante a tarde visitou a ilha.
Maria da Graça Carvalho insistiu que o Programa Operacional Sustentável “ainda tem bastante financiamento” disponível, só estando “em obra um terço do financiamento”, sendo que as intervenções têm de estar prontas em 2029 para os montantes serem aproveitados.
«Já conseguimos ter projetos no valor de 50 milhões e agora, por isso, é que estamos a dizer que é preciso executar, é preciso avançar com os projetos para que não se perca o dinheiro e que se aproveite isso para recuperar todo o litoral», disse ainda a ministra, esclarecendo que os projetos podem abranger reposição de areias, intervenções em arribas ou melhorias da qualidade de água.
Mas, apesar de que ainda existir “algum tempo”, é “importante chamar já a atenção, porque o projeto tem que ser preparado, tem que ser submetido, aprovado e depois a obra executada” pelos municípios, com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), reforçou.
ALVOR, PORTUGAL – Inspirado no caranguejo-violinista ( Uca tangeri), crustáceo símbolo da Ria de Alvor, o novo vinho “UCA Violinista” surge como uma homenagem à biodiversidade e à viticultura regenerativa na região algarvia. Produzido pela Sociedade Agrícola do Rio Arade, o vinho busca refletir a leveza, frescura e autenticidade do seu habitat natural.
A marca, idealizada pelo empresário Pedro Garcia de Matos, da Sociedade Agrícola do Rio Arade, possui 27 hectares de vinha e adota práticas sustentáveis em todo o processo produtivo. Roseiras atraem polinizadores, cabras fertilizam o solo naturalmente no inverno e a rega é controlada, minimizando o impacto ambiental. O objetivo é criar um ecossistema equilibrado dentro da vinha, protegendo a envolvente da Ria de Alvor.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve reduziu em 42,3% o consumo de energia do seu edifício-sede, superando as metas de eficiência energética estabelecidas. A modernização, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e com apoio do Fundo Ambiental, elevou a classificação energética do edifício de B para A+.
A principal intervenção foi a instalação de um sistema solar fotovoltaico com armazenamento para autoconsumo, complementado por baterias que otimizam o uso da energia renovável produzida no local e diminuem a dependência da rede elétrica.
De acordo com a CCDR Algarve, o consumo anual de energia elétrica proveniente da rede diminuiu de 109.297 kWh para 63.061 kWh em 2024. Houve também uma redução significativa no consumo de energia primária, que passou de 273.424 kWhEP para 157.653 kWhEP. A iniciativa evitou a emissão de 15,97 toneladas de dióxido de carbono.
Os resultados foram validados por uma avaliação energética, que confirmou a eficácia das medidas implementadas. A CCDR Algarve ultrapassou os objetivos do Plano ECO.AP 2030, que previa uma redução de 20% nos custos com energia e de 7% nas emissões de gases com efeito de estufa para o período 2022-2024.
A CCDR Algarve planeja expandir as medidas de eficiência energética para o Centro de Experimentação Agrária de Tavira e os edifícios de São Francisco e Doglioni, em Faro. O projeto é cofinanciado pelo PRR através do Fundo Ambiental, com o apoio da União Europeia – NextGenerationEU.
Algarve lança Plataforma Colaborativa de Inovação para a Economia do Mar
Sessão no Patacão lança Plataforma de Inovação Colaborativa e revela investimentos estratégicos como o Hub Azul de Olhão, financiado pelo PRR. O objetivo é ligar o conhecimento científico às necessidades das empresas. Redação Gem-Digi 29/06/2025
A economia do mar no Algarve recebeu um novo impulso com a aprovação de 14,5 milhões de euros em fundos do programa MAR 2030. Este financiamento inicial destina-se a fortalecer os setores tradicionais da pesca, aquacultura e transformação de produtos do mar.
O anúncio foi feito durante a sessão pública de lançamento da Plataforma de Inovação Colaborativa da Economia do Mar, que decorreu no passado dia 18 de junho, no auditório dos serviços regionais de agricultura e pescas, no Patacão. O evento, que reuniu cerca de 50 especialistas e empresários, foi promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI ALGARVE).
Durante a sessão, foram destacadas as tendências e oportunidades estratégicas para a região, com especial ênfase no Hub Azul Olhão. Esta infraestrutura de inovação, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 4,7 milhões de euros, estará focada na capacitação em biotecnologia azul, aquacultura e robótica. A apresentação do enquadramento estratégico esteve a cargo de Carlos Pinho, da equipa executiva do Fórum Oceano, a entidade que gere o cluster nacional da economia do mar.
O debate sobre o potencial de transformação da região foi aprofundado numa mesa-redonda dinamizada pela Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia (CRIA) da Universidade do Algarve. A discussão contou com a participação de importantes entidades de investigação, como o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), bem como os Laboratórios Colaborativos S2AquaColab e GreenColab, e a empresa Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana.
Com o intuito de identificar necessidades concretas, a NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve organizou uma dinâmica de grupo para sinalizar prioridades de investimento, capacitação e projetos a desenvolver a curto prazo na fileira do mar.
No final do evento, os participantes visitaram as obras de requalificação do antigo laboratório de sanidade animal, que está a ser transformado num moderno centro de competitividade dedicado ao estudo e aplicação de algas, nomeadamente na agricultura e aquicultura.
Uma das principais conclusões do encontro foi a clara distinção entre as necessidades dos setores. Enquanto os mais tradicionais (pesca e aquacultura) focam-se em melhorias na governação e nos processos de licenciamento, os setores emergentes, como a biotecnologia azul, priorizam a transferência eficaz do conhecimento científico para o tecido empresarial.
A Plataforma de Inovação Colaborativa da Economia do Mar continuará a sua missão de reunir entidades e empresas para desenvolver desafios de inovação e projetos integrados, com vista a captar financiamento nacional e europeu.
O Município de Lagoa promove de 3 a 6 de julho de 2025 a 10ª edição do “Mercado de Culturas… à Luz das Velas“, evento que transformará o centro histórico da cidade num palco de diversidade cultural e celebração do património imaterial da UNESCO.
Com entrada livre, o evento espera atrair cerca de 50.000 visitantes, que poderão desfrutar de uma programação rica em tradições, sabores e expressões artísticas de mais de 60 artesãos de diferentes culturas.
A edição de 2025 terá como tema as «Expressões Culturais Património Mundial» reconhecidas pela UNESCO, apresentando manifestações de países como Portugal, Marrocos, Espanha, Argentina, Uruguai, Guiné, Iraque, Turquia, Arménia, Equador, Peru e Brasil.
Entre os destaques do programa, a gastronomia terá um papel central, com o Convento de São José transformado num espaço dedicado ao couscous e à sua elaboração. O convento acolherá ainda as mostras “Expressões Património Cultural Imaterial da Humanidade” e “História do Fado”.
Todas as noites, a partir das 20:30 horas, milhares de velas serão acesas, formando 40 símbolos representativos das diferentes expressões culturais reconhecidas pela UNESCO, criando um percurso visualmente impactante.
«Assinalar 10 anos do Mercado de Culturas… à Luz das Velas é afirmar o compromisso de Lagoa com a cultura, com o diálogo entre os povos e com a valorização do património da humanidade», afirma Luís Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa. «Esta edição é um convite à reflexão sobre aquilo que nos aproxima e uma oportunidade para promover a paz através da arte, da tradição e do encontro entre culturas.»
O “Mercado de Culturas… à Luz das Velas” consolidou-se como um dos principais eventos do verão algarvio, reforçando o papel de Lagoa como referência cultural na região.
Sendo o jornal algarvio Barlavento,, passados vinte e cinco anos desde que o Aterro Sanitário do Sotavento entrou em funcionamento, e mesmo com «uma gestão cuidada» por parte da Algar, a infraestrutura na Cortelha está a chegar ao limite.
Os camiões carregados não param de chegar e tudo o que entra já não sairá. «É o fim de linha, o destino final» de uma mescla indefinida de resíduos que não são recuperados e falharam o ciclo da reciclagem. Em média, são cerca de 150 mil toneladas por ano, segundo estima Carlos Juncal, engenheiro responsável pela operação no Aterro Sanitário do Sotavento da Algar, na Cortelha, interior do concelho de Loulé, citado pelo jornal
Na madrugada de 28 de fevereiro de 1969, Portugal foi sacudido por um dos maiores sismos do século XX. Com epicentro no Oceano Atlântico, a cerca de 200 km a sudoeste de Sagres, o terramoto atingiu a magnitude de 7,9 na escala de Richter, causando pânico e destruição, sobretudo no Algarve. Num tempo que se teme por novos sismos, a recordação.
O Impacto Devastador:
O abalo sísmico, que ocorreu às 3h41, foi sentido em todo o país, mas foi no Algarve que os seus efeitos foram mais devastadores. Vila do Bispo, Bensafrim, Portimão e Aljezur foram as localidades mais afetadas, com casas e edifícios a ruir, estradas cortadas e infraestruturas danificadas.
Testemunhos da Destruição:
As memórias daquela noite ainda hoje assombram os algarvios. Muitos recordam o tremor violento, o barulho ensurdecedor dos edifícios a desmoronar e o medo que se apoderou de todos. O sismo provocou 13 mortos e centenas de feridos, deixando um rasto de destruição e dor.
Lições Aprendidas:
O sismo de 1969 serviu de alerta para a vulnerabilidade do Algarve a este tipo de catástrofes naturais. Desde então, foram implementadas medidas de prevenção e segurança, como a construção de edifícios mais resistentes e a criação de planos de emergência.
Um Dia para Recordar:
O 28 de fevereiro de 1969 permanece como um dia marcante na história do Algarve. É um dia para recordar as vítimas, homenagear os que ajudaram na reconstrução e reforçar a importância da prevenção sísmica.
O Legado de Solidariedade:
Apesar da tragédia, o sismo de 1969 também deixou um legado de solidariedade e resiliência. Os algarvios uniram-se para reconstruir as suas casas e vidas, demonstrando uma capacidade de superação que continua a inspirar as novas gerações.
O Algarve está em plena celebração do Carnaval, oferecendo uma variedade de eventos que atraem tanto os residentes locais quanto turistas, contribuindo significativamente para a economia regional. Abaixo, destacamos algumas das principais festividades que ocorrem até a próxima quarta-feira, 5 de março de 2025:
Carnaval de Loulé
Reconhecido como um dos mais antigos corsos carnavalescos de Portugal, o Carnaval de Loulé decorre de 2 a 4 de março na Avenida José da Costa Mealha. Com o tema “O carnaval não é uma seca…”, o evento aborda a questão da escassez de água no Algarve. O desfile conta com 15 carros alegóricos e cerca de 600 animadores, incluindo escolas de samba e grupos de animação. As festividades ocorrem diariamente das 15h00 às 18h00, com ingressos a 2 euros, cujas receitas revertem para causas sociais locais.
Carnaval de Quarteira
Também no concelho de Loulé, a cidade de Quarteira celebra o Carnaval com desfiles que refletem a cultura local e atraem numerosos visitantes. As festividades incluem carros alegóricos, grupos de música e dança, proporcionando entretenimento para todas as idades. Os desfiles principais acontecem nos dias 2 e 3 de março, a partir das 15h00, na Avenida Infante de Sagres.
Carnaval de Vila Real de Santo António e Monte Gordo
Em Vila Real de Santo António, as comemorações carnavalescas destacam-se por desfiles temáticos e atividades culturais que envolvem a comunidade local. Os eventos principais ocorrem nos dias 2 e 3 de março, com desfiles a partir das 16h00 no centro da cidade, celebrando a tradição e promovendo o turismo na região.
Carnaval Infantil da Guia
A localidade da Guia, no concelho de Albufeira, antecipa as celebrações com o Desfile de Carnaval Infantil, que ocorrerá no dia 27 de fevereiro às 10h00. Este evento reúne as crianças das escolas locais em um desfile cheio de cor e alegria, promovendo a participação das famílias e da comunidade.
Carnaval de Lagos
A cidade de Lagos também entra no espírito carnavalesco, oferecendo uma programação diversificada que inclui desfiles, bailes e atividades para todas as idades. As festividades estendem-se até o dia 4 de março, com eventos espalhados por diversos pontos da cidade, celebrando a cultura e as tradições locais.
Estas celebrações refletem a riqueza cultural do Algarve e desempenham um papel crucial na dinamização do turismo e da economia local durante o período carnavalesco.
Os agricultores cujas explorações foram afetadas pelos fenómenos meteorológicos Kirk e DANA, bem como pela doença Língua Azul, já podem candidatar-se a apoios financeiros para restabelecer o seu potencial produtivo. O aviso para submissão de candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR2020) está aberto até ao próximo dia 28 de fevereiro.
A Depressão Atmosférica em Níveis Altos (DANA), também conhecida como ‘Gota Fria’, afetou a região do Algarve nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2024, causando estragos significativos, sobretudo no Sotavento. Os concelhos de Olhão e Tavira foram particularmente impactados, registando inundações severas, destruição de infraestruturas agrícolas e perda de produções.
Os apoios disponíveis destinam-se a compensar os agricultores pelos danos sofridos e a permitir a recuperação das explorações. As candidaturas devem ser formalizadas através do Balcão do Beneficiário do PDR2020, acessível via o portal oficial do programa.
Esta medida foi reconhecida como resposta a uma catástrofe natural, conforme estabelecido no Despacho n.º 1219/2025, de 27 de janeiro.
O Município de São Brás de Alportel avança na sua estratégia de eficiência energética com a modernização da iluminação do Campo de Futebol Municipal Sintético. A intervenção inclui a substituição da iluminação tradicional por projetores de nova geração, uma solução mais eficiente e sustentável.
A obra, a cargo da empresa ROLEAR.ON – Soluções de Engenharia, S.A., representa um investimento de 79.644,70 euros e visa otimizar o consumo de energia, melhorar a qualidade da iluminação e reduzir custos operacionais. O sistema atinge um nível de iluminância de 500 lux, cumprindo as normas da EN12193 para instalações desportivas.
O campo passa ainda a dispor do sistema inovador “CASAMBI – Smart Lighting Control”, baseado em Bluetooth Low Energy, permitindo um controlo inteligente e remoto da iluminação, adaptando-se às necessidades dos utilizadores.
Esta aposta, para a autarquia, reflete o compromisso com a «modernização das infraestruturas desportivas e a promoção da sustentabilidade, garantindo melhores condições para atletas e utilizadores do recinto».
A Volta ao Algarve 2025 é uma uma emocionante competição de ciclismo de estrada que promovoe a região no plano desportivo e turístico, tendo decorrido entre de 19 e 23 de fevereiro.
A corrida contou com cinco etapas, incluindo um contrarrelógio decisivo na última etapa, que percorreu 19,6 quilómetros entre Salir e o Alto do Malhão.
O suíço Jan Christen, da equipe UAE Team Emirates, liderou a classificação geral e foi o último a partir no contrarrelógio final.
Conseguiu manter a liderança e venceu a competição, com o português João Almeida, também da UAE Team Emirates, terminando em segundo lugar, apenas quatro segundos atrás. Laurens de Plus, da INEOS Grenadiers, ficou em terceiro lugar, a sete segundos do líder.
A corrida deste ano foi marcada por uma forte competição entre trepadores, sprinters e especialistas em clássicas, com grandes nomes como Jonas Vingegaard e Primoz Roglic a participar.
A etapa final foi especialmente desafiadora, com uma subida de 2,1 quilómetros a uma média de 9,3% no Alto do Malhão.
Foi uma edição memorável da Volta ao Algarve, com muitos momentos emocionantes e uma competição acirrada até o último segundo.
O terceiro dia da prova liga VRSA a Tavira, num total de 183,5 km, e conta com uma partida simbólica da Praça Marquês de Pombal, às 12h00. Os atletas seguem pela Avenida da República, junto ao Rio Guadiana, onde o público terá oportunidade de assistir à passagem dos ciclistas.
O pelotão volta a Vila Real de Santo António, para a meta volante, por volta das 15h50, atravessando depois todo o concelho, entre as 15h50 e as 16h15.
São cinco dias de competição contam com 175 corredores inscritos, em representação de 25 equipas internacionais. O pelotão de luxo inclui vencedores de grandes voltas, campeões olímpicos, mundiais e europeus, grandes especialistas internacionais em provas por etapas, sprinters, trepadores e contrarrelogistas de topo.
Na lista de inscritos destacam-se nomes como João Almeida (UAE Team Emirates – XRG), Jonas Vingegaard e Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike), Primož Roglič, (Red Bull – BORA – hansgrohe), Biniam Girmay (Intermarché – Wanty), Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), e três portugueses do pelotão internacional: Iuri Leitão (Caja Rural), Afonso Eulálio (Bahrain – Victorious) e Rui Costa (EF Education – EasyPost).
Percursos e etapas da Volta ao Algarve
19/02/2025 – 1.ª Etapa: Portimão – Lagos > 190 km
20/02/2025 – 2.ª Etapa: Lagoa – Alto da Foia (Monchique) > 177,6 km
21/02/2025 – 3.ª Etapa: Vila Real de Santo António – Tavira > 183,5 km
22/02/2025 – 4.ª Etapa: Albufeira – Faro > 175,2 km
23/02/2025 – 5.ª Etapa: Salir – Alto do Malhão (Loulé) > 19,6 km (Contrarrelógio Individual)
No dia 16 de fevereiro, pelas 10:00 horas, Silves será palco de mais um passeio dos namorados, por iniciativa da câmara municipal inserida no programa da 9ª Mostra Silves Capital da Laranja e tem como ponto de encontro e partida a zona da FISSUL.
Os participantes poderão optar por um dos dois percursos apresentados, em função da sua aptidão física, um de 5,3 km, com um grau de dificuldade médio/baixo, inteiramente urbano, e outro de 10,3 km, com um grau de dificuldade médio/alto, a realizar em zonas urbanas e de montanha. Terminam ambos na FISSUL.
A iniciativa está integrada no calendário regional de marcha-corrida do Algarve do IPDJ, que visa promover a atividade física junto de toda a população, através de um conjunto de actividades de marcha-corrida que se realizam todos os fins-de-semana, de setembro a junho, em toda a região algarvia
Com o objetivo de comemorar o V Centenário de Luís de Camões, o PCP promove um diversificado conjunto de iniciativas, que se prolongam por 2025, no qual se integra o debate em Faro «A Exaltação do povo e da Pátria na Obra de Luís de Camões».
A sessão está prevista para o dia 19 de Fevereiro, no Club Farense, às 18:00 horas com a participação de Carina Infante do Carmo, professora universitária, e de José Augusto Esteves, dirigente do PCP.
Também para o PCP, Camões e a sua obra são, hoje, património comum da humanidade. «Traduzido em várias línguas, representado, estudado e apropriado em diferentes partes do mundo, o poeta continua a ser, actualmente, um nome maior da história da literatura», salienta a nota da DORAL que divulga a iniciativa.
Luúis de Camões foi «Artista de grande dimensão, não protegido pelo poder, marginalizado pelos poderosos e privilegiados do seu tempo, Camões é um poeta do povo e da pátria portuguesa – pelo modo como refletiu um acontecimento histórico, os descobrimentos geográficos, e como desenvolveu e apurou as capacidades da língua portuguesa».
Esta iniciativa vem na sequência do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, cuja obra, inseparável de um mundo em transformação, é símbolo de humanismo progressista, assinalado em 2024.
«Camões é um poeta do Renascimento, de uma época de exaltação das realizações humanas face ao divino e ao obscurantismo, de um mundo em transição, no qual se vai formando um novo pensamento filosófico e científico, ligado à observação da natureza e à experiência, que as forças reaccionárias dessa altura, nomeadamente através da Inquisição, procuraram reprimir e conter», diz ainda o PCP:
O Partido Comunista Português considera a sua intervenção nas comemorações do V Centenário de Camões como «um contributo insubstituível para a participação ativa do nosso povo nessas comemorações e para um maior conhecimento, difusão, apropriação e fruição da obra do grande poeta».
O Partido Comunista Português está a apelar ao envolvimento de todos os que valorizam Camões e a sua obra, projetando-o na atualidade e afirmando o património cultural português, a língua portuguesa, a cultura e a arte.
A CCDR Algarve informou que se encontra em consulta pública o Programa Base Estudo e Viabilidade do Traçado do de Público em Canal DedicadoTPSP, do tipo Metro-Bus, que irá ligar as localidades de Olhão, Faro, Montenegro, Aero, Universidade do Algarve, Parque das Cidades e Loulé.
Aconsulta está disponível por 30 dias úteis, até 13 de março 2025, no site da CCDR Algarve. Este projeto, abrange uma extensão de 37,6 km, no qual será implementado um sistema transporte público «sustentável, eficiente e integrado na região, na bacia de emprego desta área do território».
O projeto está alinhado com o específico de «RSO2.8 – promover uma mobilidade urbana multimodal sustentável, um projeto estruturante a transição para uma com zero emissões líquidas de carbono» do Programa Regional ALGAR 2030, aprovado pela Comissão Europeia.
A proposta em consulta prevê a criação de um corredor de público dedicado, operado por um sistema de MetroBus ou Bus Rapid Transit (BRT), apresentando como vantagens uma maior eficiência.
O sistema MetroBus ou BRT é projetado para permitir uma melhor integração no tecido urbano, proporcionando uma resposta mais adaptada às necessidades dos cidadãos.
O projeto visa também uma expansão da rede, com possibilidade de pós 2029, integrar outras localidades do Algarve, como Quarteira, Almancil e até Albufeira, contribuindo para a melhoria da conectividade regional.
No plano da sustentabilidade, é um sistema elétrico, para promover a redução de emissões de carbono e incentivando o uso de modos de transporte mais ecológicos.
Os promotores anatam a facilidade do sistema como «serviço complementar e interligado com o serviço oferecido pela rede ferroviária existente, permitindo serviço mais flexível integrado.O traçado proposto foi desenvolvido tendo em consideração as necessidades de mobilidade das popula de Faro, Olhão e Loulé».
Foto: Traçado do corredor Olhão – Faro – Aeroporto – Universidade do Algarve – Parque das Cidade – Loulé através da solução TPSP – em Metrobus (Cenário 4)
Orlando Sobral da Silva, personalidade singular e exemplar na história da democracia são-brasense, faleceu no dia 30 de janeiro, aos 88 anos de idade,
Por constituir uma «imensa perda para o Município e a comunidade são-brasense» e por não ter sido possível, em tempo útil, reunir extraordinariamente a Câmara Municipal, o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel utilizou uma prorrogativa legal e decretou um dia de luto municipal, publicamente manifestado, através do erguer a bandeira do Município a meia haste, no dia 1 de fevereiro, no edifício dos Paços do Concelho.
Reconhecido como são-brasense de coração, Orlando Silva foi desde sempre um cidadão ativo na vida da comunidade, a nível político, cultural e desportivo, sendo «uma figura singular e exemplar da nossa memória e história local».
Defensor e leal aos seus ideais político, Orlando Silva foi membro da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel eleito em quatro mandatos, nomeadamente: de 1983 a 1985 e de 1986 a 1989, enquanto eleito pela Aliança Povo Unido; de 1994 a 1997 e de 2002 a 2005 enquanto eleito pela Coligação Democrática Unitária.
Cidadão exemplar na sua participação cívica, Homem de muitas paixões e interesses com especial foco no desenvolvimento da comunidade, foi um dos fundadores do Grupo de Música Popular Portuguesa «Veredas da Memória« e um «entusiástico defensor das tradições locais e da promoção da cultura. Também se destacou pelo seu envolvimento pioneiro na prática desportiva das marchas e caminhadas, mantendo sempre viva a sua paixão pela natureza», releva a autarquia.
Em dezembro de 2024, tinha já recebido da câmara e ds Assembleia Municipal, um voto de louvor, numa «justa homenagem pelo seu envolvimento na vida democrática do concelho, numa iniciativa integrada nas comemorações do 50.º Aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974».
O presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro, apresentou, em nome da Câmara Municipal, dos seus órgãos eleitos, de todos os seus trabalhadores e colaboradores, em representação da comunidade são-brasense, «os mais sentidos pêsames à sua família enlutada, bem como a todos os seus amigos num reconhecido tributo à sua Vida».