FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Algarve

  • Reposição de areias em Quarteira poderá durar 15 anos

    Reposição de areias em Quarteira poderá durar 15 anos

    A intervenção de alimentação artificial de areia realizada na zona costeira entre Quarteira e Garrão (concelho de Loulé, Algarve) garantiu um areal amplo e seguro a tempo do início da época balnear de 2026.

    A obra foi classificada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como uma das intervenções mais relevantes do litoral algarvio.

    Há poucos meses, a erosão era de tal ordem que o mar ameaçava os apoios de praia e a base das arribas, expondo rochas e colocando em risco a atividade turística.

    Embora o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto, celebre o impacto imediato da intervenção na economia local e na segurança dos banhistas, o investigador Óscar Ferreira, da Universidade do Algarve, alerta que os efeitos são temporários.

    Ele estima que a proteção dure entre 12 e 15 anos, período após o qual o processo terá de ser repetido, já que a dinâmica natural do mar transportará progressivamente estes sedimentos para outras praias vizinhas (como a Quinta do Lago e a Praia de Faro).

    Por fim, o especialista sublinha que, enquanto as frentes urbanas consolidadas dependem deste tipo de reposição dispendiosa, as áreas naturais adjacentes em risco (como o Forte Novo ou partes de Vale do Lobo) devem começar a ser geridas através de planos de ordenamento e de relocalização, em vez de dependerem apenas da engenharia costeira.

    com Lusa

  • Sombrinhas e concessões em vários pontos de vista

    Sombrinhas e concessões em vários pontos de vista

    Fizemos uma investigação em que o ordenamento do território, a sociologia popular e a engenharia financeira do Estado se cruzam na areia. .

    Porquê dar concessões em praias de acesso público?

    Quando nos perguntamos sobre o porquê de dar concessões em praias de acesso público, soa a contradição o cede um espaço do Domínio Público Marítimo que é todos. A decisão do Estado parece assentar numa estratégia de transferência de custos, arrecadação de receitas e ordenamento que se não mostra disponível para assumir.

    O manter uma praia limpa, segura e infraestruturada durante a época balnear custa muito dinheiro e, em vez de gastar fundos públicos com limpezas diárias, instalação de passadiços, casas de banho e postos de primeiros socorros, delega em privados.

    Os concessionários, em troca de assumirem esses custos e obrigações, recebem o direito exclusivo de explorar comercialmente uma zona da praia onde podem montar bares, restaurantes e aluguar de toldos e sombrinhas.

    Assim, a ocupação das praias mais populares, que tendia a ser caótica e ambientalmente destrutiva, encontrou na concessão a ferramenta jurídica encontrada para impor regras de capacidade e salvaguarda ambiental.

    As pessoas agregam-se junto às concessões

    É certo que as pessoas têm a tendência de se agregarem junto das concessões, fenómeno de explicação puramente

    comportamental e geográfico e desafia a lógica do espaço disponível.

    Há razões muito explicativas para este afunilamento, tais como a geometria da praia e as Marés, onde as concessões ocupam geralmente o «miolo» da praia, a zona com melhor acesso pedonal, geralmente no término de passadiços, por mais segura.

    Quando a maré sobe, o espaço livre reduz-se. Como a lei estipula que a faixa de areia molhada ou seja, a linha de água e os primeiros metros, é sempre pública e de livre circulação, as pessoas instalam-se ali para garantir proximidade ao mar.

    Para além do mais e, por mero instinto de segurança, especialmente em famílias com crianças, os banhistas querem ficar no enquadramento visual dos nadadores salvadores, cujos postos estão obrigatoriamente localizados nas concessões.

    Ficar perto da concessão significa estar a poucos passos do bar, da casa de banho, do chuveiro e do acesso pavimentado. caminhar 200 ou 300 metros para o lado para ter espaço vazio implica abdicar desse conforto.

    Porque é que a tutela decidiu só agora levantar o assunto

    A questão dos toldos e da privatização informal das praias é antiga, mas o ecossistema atual mudou drasticamente, forçando os responsáveis governamentais a reagir por três fatores principais:

    A pressão turística e a erosão costeira, assentes no aumento exponencial do volume de banhistas nos últimos anos, enquanto a área de areia útil diminuiu em várias zonas devido à erosão e subida do nível do mar. O espaço tornou-se um recurso escasso e valioso.

    com a transferência de competências determinada pela descentralização mais regional que local, muitas competências de gestão das praias passaram do Estado central (APA) para os Municípios e para as CCDR’s.

    As autarquias estão agora na linha da frente do escrutínio público e político, lidando diretamente com as queixas de moradores e turistas sobre o “abuso” do espaço por parte de alguns concessionários.

    Não se deixa de observar que, casos e Incidentes de segurança privada a tentar expulsar banhistas de zonas públicas, ganham tração imediata nas redes sociais.

    Tal obriga o poder político a demarcar posições e a clarificar que a praia não é privada, até para evitar a degradação da imagem do turismo organizado.

    A contratação dos nadadores-salvadores

    Esta é considerada uma das maiores fragilidades do modelo português e decorre de, por lei, a responsabilidade financeira e contratual de garantir a segurança dos banhistas nas praias concessionadas é do concessionário, e não do Estado ou da autarquia.

    O Estado esquivou-se deste encargo direto e criou um modelo onde a segurança depende da viabilidade económica de um negócio privado de verão.

    Há várias razões para o Estado não ter assumido esta contratação nas zonas não concessionadas nas chamadas “praias selvagens” ou os intervalos entre concessões

    É que contratar, formar e equipar milhares de profissionais para cobrir toda a extensão da costa portuguesa durante apenas quatro meses implicaria uma estrutura logística e financeira pesada que o Ministério da Defesa, via Autoridade Marítima Nacional, ou o Ministério do Ambiente preferem não assumir.

    Há também uma falta crónica de nadadores-salvadores em Portugal. Os salários baixos, a precariedade de um trabalho de três ou quatro meses e o custo do alojamento nas zonas turísticas afastam os jovens.

    Se o Estado decidisse abrir concursos públicos diretos, provavelmente competiriam com os privados pelas mesmas escassas candidaturas, inflacionando o mercado.

    Nas praias não vigiadas, as sem concessão, a abordagem do Estado é a sinalização de aviso “Praia Não Vigiada”, transferindo a responsabilidade do risco para o próprio banhista, em vez de assumir a tutela da segurança nesses locais como lhe compete.

    FOZ – Guadiana Digital, acompanhará o desenvolvimento dos comportamentos, pois a época balnear ainda mal começou.

  • Homem morre em despiste no IC27 em Castro Marim

    Homem morre em despiste no IC27 em Castro Marim

    Um homem de 29 anos morreu e uma mulher grávida de 31 anos ficou ferida com gravidade num despiste violento no IC27, em Castro Marim. O acidente ocorreu na zona da Junqueira, com a viatura a cair da ponte sobre a Ribeira da Caroucha.

    A vítima mortal foi encontrada em paragem cardiorespiratória após o despiste. Apesar das manobras de reanimação realizadas no local, o homem acabou por falecer.

    A mulher grávida ficou encarcerada dentro da viatura e teve de ser desencarcerada pelos bombeiros. Foi transportada para o hospital com ferimentos graves.

    O trânsito no IC27 esteve condicionado durante as operações de socorro às vítimas, causando perturbações na circulação rodoviária.

    Para o local foram mobilizados 29 operacionais, apoiados por 8 viaturas terrestres e um helicóptero, numa operação de socorro de grande dimensão.

    Com Arenilha TV

  • Edifício-sede do Turismo do Algarve recebe classificação AQUA+

    Edifício-sede do Turismo do Algarve recebe classificação AQUA+

    O edifício-sede do Turismo do Algarve recebeu a classificação AQUA+, uma distinção que reconhece o compromisso da organização com a sustentabilidade e eficiência hídrica. Esta certificação projeta uma poupança significativa de 518 mil litros de água por ano, demonstrando o investimento em práticas ambientalmente responsáveis.

    A classificação AQUA+ representa um marco importante na política de sustentabilidade do Turismo do Algarve, alinhando-se com os objectivos de preservação ambiental e uso eficiente dos recursos hídricos na região.

    Esta iniciativa enquadra-se na estratégia mais ampla de promoção do turismo sustentável no Algarve, contribuindo para a preservação dos recursos naturais da região e servindo de exemplo para outras organizações do sector.

    em Planeta Algarve, Jorge Matos

  • Associação propõe reconhecimento de TVDE como serviço público de transporte

    Associação propõe reconhecimento de TVDE como serviço público de transporte

    A Associação Nacional Movimento TVDE propôs aos partidos parlamentares o reconhecimento das plataformas TVDE como serviço público de transporte de passageiros, equiparando-as aos táxis. A proposta surge no âmbito da revisão da lei que regula o sector.

    A ANM-TVDE enviou a proposta a todos os partidos com representação parlamentar durante o debate na especialidade de alterações à lei n.º 45/2018, que estabelece o regime jurídico da actividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados através de plataforma electrónica.

    A associação pretende “a eliminação das actuais desigualdades entre os sectores TVDE e táxi” e que o sector seja reconhecido “em igualdade de dignidade e relevância para a mobilidade nacional relativamente ao sector do táxi”.

    A estrutura defende que a lei deve “assegurar condições de concorrência equilibradas entre os diversos operadores do mercado” e pede a valorização das plataformas TVDE “enquanto componente relevante do sistema nacional de mobilidade”.

    Segundo a associação, os TVDE representam “dezenas de milhares de profissionais e veículos que contribuem diariamente para a mobilidade da população, para a actividade turística e para a economia nacional”.

    A proposta surge depois de o PSD ter apresentado uma iniciativa que prevê a possibilidade de os táxis operarem através das plataformas TVDE, o que, segundo a ANM-TVDE, reforça a necessidade de “garantir regras equilibradas para todos os profissionais que prestam serviços através das mesmas plataformas digitais”.

    Em contrapartida, a associação manifesta disponibilidade para que os operadores TVDE possam prestar serviço através de aplicações utilizadas pelo sector do táxi, promovendo “uma maior integração tecnológica e liberdade de escolha para profissionais e passageiros”.

    “O sector TVDE desempenha hoje um papel essencial na mobilidade nacional, assegurando diariamente o transporte de milhões de passageiros através de plataformas digitais disponíveis 24 horas por dia”, afirmou o presidente da ANM-TVDE, Victor Soares.

    Para o dirigente, “a legislação deve acompanhar esta realidade e reconhecer a importância estratégica do sector para o país”.

    com Lusa

  • Fortaleza de Sagres entre os 147 finalistas das Novas 7 Maravilhas de Portugal na categoria Castelos

    Fortaleza de Sagres entre os 147 finalistas das Novas 7 Maravilhas de Portugal na categoria Castelos

    A Fortaleza de Sagres foi seleccionada entre os 147 finalistas das Novas 7 Maravilhas de Portugal na categoria Castelos. Esta é uma oportunidade única para que este monumento histórico do Algarve seja reconhecido nacionalmente.

    A votação está aberta e todos os portugueses podem participar para eleger as novas 7 maravilhas do país. A Fortaleza de Sagres, com a sua localização privilegiada no extremo sudoeste da Europa e a sua importância histórica nos Descobrimentos portugueses, merece o voto de todos.

    Este processo de votação permitirá destacar o património histórico português e promover o turismo cultural nas diferentes regiões do país, incluindo o Algarve.

  • Projeto SEAWATCH recebe 32 viaturas Volkswagen para época de verão 2026

    Projeto SEAWATCH recebe 32 viaturas Volkswagen para época de verão 2026

    O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) recebeu 32 novas viaturas Volkswagen como parte do projeto SEAWATCH, uma iniciativa destinada a reforçar a segurança balnear durante a época de verão de 2026.

    Esta entrega representa um importante investimento na modernização da frota de emergência marítima, equipando o ISN com veículos de última geração que permitirão uma resposta mais eficaz e rápida em situações de socorro.

    O projeto SEAWATCH visa melhorar significativamente as capacidades de vigilância e socorro nas zonas balneares, contribuindo para a segurança dos banhistas e praticantes de desportos náuticos durante a época balnear.

    As novas viaturas Volkswagen estão equipadas com tecnologia avançada e foram especialmente adaptadas às necessidades operacionais do Instituto de Socorros a Náufragos, permitindo uma maior eficiência nas operações de salvamento marítimo.

    Imagem – Volkswagen com histórias

  • Hugo Pereira candidata-se à liderança do PS Algarve

    Hugo Pereira candidata-se à liderança do PS Algarve

    O presidente da Câmara de Lagos formalizou na sexta-feira a candidatura à presidência da Federação Regional do Algarve do PS. As eleições estão marcadas para 19 e 20 de junho.

    Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos, é o primeiro candidato a formalizar a sucessão de Luís Graça na liderança da estrutura socialista algarvia. O deputado à Assembleia da República termina o quarto mandato no cargo, o limite previsto nos estatutos do partido.

    A candidatura foi apresentada junto da Comissão Organizadora do Congresso sob o lema “Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!” e centra-se em três eixos principais: habitação, rendimentos das famílias e investimentos estruturantes na região.

    O PS perdeu a maioria no distrito de Faro para o Chega nas duas últimas eleições legislativas, apesar de ter conquistado a maioria dos municípios e freguesias algarvios nas eleições autárquicas. Esta situação deixa o próximo líder da federação com a missão de recuperar o terreno perdido para o partido liderado por André Ventura.

    “É tempo de ouvir mais, preparar melhor e construir um projeto ambicioso que coloque o Algarve no centro das decisões nacionais”, declarou Hugo Pereira. O candidato reconhece que os resultados eleitorais refletem “um afastamento de parte do eleitorado” devido à “perceção de insuficientes respostas aos problemas específicos da região”.

    Entre os principais desafios identificados estão a crise no acesso à habitação, o reforço dos rendimentos das famílias e a mitigação dos efeitos do elevado custo de vida que afeta a região.

    Luís Graça foi eleito pela primeira vez para a liderança da estrutura partidária regional em 2018. As eleições nas federações socialistas decorrem em 19 e 20 de junho.

    com Lusa, e foto CM de Lagos

  • Migrantes na agricultura são principal alvo de tráfico humano em Portugal

    Migrantes na agricultura são principal alvo de tráfico humano em Portugal

    Portugal registou 690 alegadas vítimas de tráfico humano entre 2021 e 2024, sendo 250 casos confirmados, segundo a Agência Lua. Os trabalhadores migrantes na agricultura sazonal e portugueses de contextos desfavorecidos são os grupos mais vulneráveis.

    O Grupo de Especialistas contra Tráfico de Seres Humanos do Conselho da Europa identificou os trabalhadores migrantes recrutados em condições de grave dificuldade económica como os principais alvos de exploração na agricultura sazonal portuguesa.

    O relatório, divulgado hoje, aponta também os cidadãos portugueses de contextos socioeconómicos desfavorecidos ou com problemas de saúde mental como grupos vulneráveis.

    Dos 250 casos confirmados de tráfico humano no período analisado, 216 vítimas são do sexo masculino e 32 do feminino. Entre as vítimas contam-se 39 crianças, sendo três raparigas e 36 rapazes. A grande maioria das vítimas são estrangeiros (228), enquanto 20 têm nacionalidade portuguesa.

    A exploração laboral representa a maior parte dos casos registados (233 ocorrências). A região Centro concentra o maior número de situações, destacando-se os distritos de Beja e Braga.

    O relatório regista uma oscilação significativa no número de vítimas confirmadas por ano: 45 casos em 2021, 35 em 2022, 134 em 2023 e 36 em 2024. Os dados de 2024 representam uma descida de 98 casos face ao ano anterior.

    As crianças aparecem cada vez mais como vítimas de tráfico, sobretudo relacionado com exploração no desporto. Os casos de exploração sexual infantil ocorrem principalmente na Madeira, enquanto as situações envolvendo mulheres em exploração sexual concentram-se em Lisboa, Porto e Algarve.

    O documento identifica ainda outros grupos de risco: mulheres em situação de prostituição, pessoas sem-abrigo e pessoas com deficiência. O relatório refere preocupações específicas com rapazes migrantes no âmbito do recrutamento desportivo e a persistência de casamentos infantis, precoces e forçados.

    O Conselho da Europa reconheceu os progressos de Portugal no combate ao tráfico de seres humanos, mas recomendou melhorias na identificação das vítimas e no acesso destas a assistência jurídica e indemnizações.

    com Lusa

  • Primeiro de 66 veículos de combate a incêndios no Algarve entregue em Vila do Bispo

    Primeiro de 66 veículos de combate a incêndios no Algarve entregue em Vila do Bispo

    A Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Paula Freitas e o Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Diretiva do Programa Regional ALGARVE 2030, José Apolinário, procederam à entrega do primeiro veículo de apoio na prevenção de fogos rurais, de entre os 66 veículos financiados pelo Programa Regional ALGARVE 2030.

    A entrega deste primeiro veículo assinala o arranque da concretização dos investimentos aprovados no âmbito do aviso ALGARVE-2024-56 – «Meios materiais para proteção civil e prevenção e gestão de catástrofes ITI – CIM-AMAL», destinado ao reforço da capacidade operacional dos agentes de proteção civil da região.

    No caso de Vila do Bispo, os novos meios resultam da candidatura apresentada pelo Município para a operação «Aquisição de Veículos Operacionais de Proteção e Socorro – Município de Vila do Bispo», aprovada pelo Programa Regional ALGARVE 2030.

    A operação representa um investimento total aprovado de 969.900 euros, dos quais 915.000 euros correspondem à despesa elegível, sendo comparticipada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 549.000 euros.

    O projeto contempla a aquisição de quatro novos veículos operacionais para o Corpo de Bombeiros de Vila do Bispo, contribuindo para o reforço da capacidade de prevenção e combate a incêndios rurais e para uma resposta mais eficaz em situações de emergência.

    Segundo a CCRD Algarve «a renovação e modernização destes meios permitirá aumentar a eficácia e a rapidez das operações de combate a incêndios, melhorar as condições de segurança dos operacionais e reduzir os custos de manutenção associados ao atual parque de viaturas».


    A aprovação enquadra-se na estratégia regional do organismo regional de reforço da proteção civil e gestão integrada de riscos promovida pelo ALGARVE 2030, «através de um conjunto de investimentos que visam aumentar a capacidade de prevenção, alerta e socorro dos agentes de proteção civil e apoiar a implementação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais».

    No âmbito deste aviso foram aprovadas operações promovidas por Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, abrangendo a aquisição de veículos operacionais de proteção e socorro, equipamentos especializados e outros investimentos destinados ao reforço da capacidade de resposta dos corpos de bombeiros e serviços municipais de proteção civil.

    No conjunto das candidaturas aprovadas ao abrigo deste aviso, o investimento ultrapassa os 16,3 milhões de euros, correspondendo a mais de 9,1 milhões de euros de apoio FEDER, permitindo a aquisição de 66 veículos de prevenção e combate a incêndios, que serão entregues progressivamente aos diversos municípios algarvios ao longo dos próximos meses.

    Para a CCDR Algarve este investimento constitui um «exemplo da forte coordenação e cooperação existente no Algarve entre municípios, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), AMAL e Programa Regional ALGARVE 2030, colocando os fundos europeus ao serviço da proteção das populações, da salvaguarda do território e do reforço da resiliência regional face aos desafios colocados pelas alterações climáticas».

    Foto Município de Vila do Bispo e informações CCDR Algarve

  • Algarve celebra Dia Nacional do Pescador com homenagens às comunidades marítimas

    Algarve celebra Dia Nacional do Pescador com homenagens às comunidades marítimas

    Seis concelhos algarvios organizaram eventos para reconhecer o contributo dos pescadores locais, com actividades que incluem exposições, degustações gastronómicas e cerimónias de homenagem.

    As comunidades piscatórias do Algarve foram homenageadas durante as celebrações do Dia Nacional do Pescador, com iniciativas promovidas pelos municípios de Olhão, Lagos, Portimão, Loulé, Tavira e Vila Real de Santo António.

    Em Olhão, a autarquia prestou homenagem à comunidade marítima local, reconhecendo a importância histórica e económica da actividade piscatória no concelho. A cidade, conhecida como um dos principais centros pesqueiros da região, destacou o papel fundamental dos pescadores na identidade local.

    Lagos organizou comemorações específicas para assinalar a data, enquanto o Museu de Portimão dedicou actividades especiais ao Dia Nacional do Pescador, aproveitando a ligação histórica da cidade à pesca e às conservas.

    Em Loulé, os visitantes puderam saborear “Petiscos do Pescador”, numa iniciativa gastronómica que promoveu os produtos do mar locais. Tavira prestou homenagem às “gentes do mar”, reconhecendo a tradição marítima que marca o concelho.

    Vila Real de Santo António completou o rol de celebrações regionais, honrando os pescadores locais numa cerimónia que destacou a importância da actividade pesqueira na economia e cultura do concelho fronteiriço.

    As iniciativas reflectem o reconhecimento do sector da pesca como pilar fundamental da economia algarvia e da preservação das tradições marítimas da região.

    CCDR Algarve assinala a iniciativa

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. assinalou esta data como contributo fundamental dos pescadores, armadores, mariscadores, aquicultores e restantes profissionais ligados ao mar para o desenvolvimento regional, para a preservação do património cultural marítimo e para a sustentabilidade da economia azul.

    Segundo os dados mais recentes da publicados pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), referentes ao ano de 2025, Estatísticas da Pesca, as principais lotas algarvias registaram cerca de 14,3 mil toneladas de pescado descarregado.

    Olhão manteve-se como a principal lota algarvia em volume de pescado descarregado, com 5.851 toneladas, seguindo-se Portimão com 4.982 toneladas e Lagos com 2.034 toneladas. Vila Real de Santo António registou 1.289 toneladas descarregadas e Tavira 183 toneladas.

    De acordo com os últimos dados oficiais consolidados do Instituto Nacional de Estatística (INE) (2023), o Algarve continua igualmente a afirmar-se como a principal região nacional da aquicultura, concentrando cerca de 57% da produção portuguesa do setor e aproximadamente 65% do valor nacional das vendas da aquicultura, com especial destaque para a produção de ostras, amêijoas, dourada, robalo e aquicultura offshore.

  • Debate Sobre Inovação do Algarve e a Estratégia de Inovação Inteligente

    Debate Sobre Inovação do Algarve e a Estratégia de Inovação Inteligente

    O Conselho Regional de Inovação do Algarve reuniu-se a 26 de maio de 2026 para discutir o futuro da Estratégia Regional de Especialização Inteligente, num momento de redefinição das políticas europeias de inovação.

    Durante o encontro, responsáveis da CCDR Algarve e da Agência para o Desenvolvimento e Coesão defenderam um modelo de governação mais colaborativo e focado nas áreas em que o Algarve tem maior potencial, como turismo, mar, saúde, tecnologia e indústrias criativas.

    Foram ainda apresentados resultados de projetos regionais e sublinhada a necessidade de reforçar a articulação entre instituições públicas, empresas, universidades e sociedade civil para garantir uma região mais inovadora e competitiva.

    Segue-se versão alargada da reunião:

    Na sessão de abertura, Cristiano Cabrita, Vice-Presidente da CCDR Algarve, destacou a importância do envolvimento coletivo dos diversos stakeholders regionais no desenvolvimento estratégico do Algarve, sublinhando que o sucesso da região depende do compromisso conjunto e do conhecimento prático do território.

    O Vice-Presidente defendeu um modelo de governação colaborativo, assente na cooperação entre entidades públicas, privadas, académicas e sociedade civil, considerando essencial o reforço da chamada “hélice quádrupla” para a criação de valor e impulsionar o desenvolvimento regional.

    Sublinhou igualmente o papel estruturante da EREI e a evolução muito positiva do ecossistema regional de inovação em áreas estratégicas como a saúde, a cultura, o turismo e as indústrias criativas.

    Cristiano Cabrita salientou, ainda, que o Algarve atravessa atualmente um momento de transformação institucional, decorrente das novas competências atribuídas às CCDR, reforçando que esta evolução exige maior articulação, cooperação e planeamento estratégico entre todos os agentes regionais.

    A intervenção de Duarte Rodrigues, Vice-Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, centrou-se na evolução das políticas europeias de inovação e no futuro da Estratégia de Especialização Inteligente. Duarte Rodrigues destacou que a EREI entra agora numa nova fase, deixando de estar associada à obrigatoriedade de acesso aos fundos europeus e passando a depender do seu valor efetivo para os ecossistemas regionais de inovação.

    Neste contexto, mencionou a necessidade de adaptação da estratégia regional às novas prioridades europeias, fortemente orientadas para a competitividade e para as tecnologias críticas, nomeadamente nas áreas do digital, das tecnologias limpas, da biotecnologia e da defesa.

    Defendeu igualmente o reforço da articulação entre os níveis regional, nacional e europeu, bem como a integração de diferentes instrumentos de financiamento e políticas públicas numa abordagem mais coerente e estratégica.

    O primeiro painel, subordinado ao tema “Especialização Inteligente no Algarve”, contou com a participação de Hugo Pinto, Professor da Faculdade de Economia e Investigador do CinTurs da Universidade do Algarve, que apresentou a comunicação “Estratégias de Especialização Inteligente: lições, impactos e futuro nas políticas regionais de inovação”.

    A apresentação abordou as Estratégias de Especialização Inteligente (RIS3) enquanto instrumento central das políticas regionais de inovação da União Europeia, destacando o seu papel na promoção da transformação estrutural das regiões através da concentração de recursos em domínios onde estas possuem vantagens competitivas.

    Estas estratégias, introduzidas como condição de acesso a fundos europeus no período 2014-2020 e mantidas no atual quadro comunitário, baseiam-se numa lógica de especialização focada e territorial, articulando conhecimento local com oportunidades globais e promovendo a cooperação entre empresas, instituições de ensino e investigação, administração pública e sociedade civil.

    A implementação das RIS3 enquadra-se nas novas políticas industriais, assentes numa abordagem territorial e suportada por evidência, exigindo a definição de uma visão estratégica partilhada, a seleção criteriosa de prioridades e a concretização de ações transformadoras.

    Este processo enfrenta desafios significativos, nomeadamente a dificuldade de conciliar interesses distintos entre os vários atores e de assegurar liderança e legitimidade política na definição de prioridades, necessariamente dinâmicas e evolutivas.

    A estratégia implica igualmente uma reconfiguração dos papéis no ecossistema regional de inovação: as empresas assumem um papel ativo na co-definição de políticas; as instituições científicas reforçam a ligação entre conhecimento e desenvolvimento regional; o Estado atua como agente mobilizador e indutor de investimento; e a sociedade participa na co-criação de soluções. Neste contexto, a governação multinível revela-se essencial, articulando os níveis regional e nacional.

    Em Portugal, este modelo materializou-se através da Estratégia Nacional de Especialização Inteligente (ENEI) e das estratégias regionais desenvolvidas pelas CCDR. No caso do Algarve, a estratégia regional está alinhada com a ENEI 2030 e assenta em domínios como o turismo e o mar, a energia e ambiente, o agroalimentar, as tecnologias de informação e as indústrias culturais e criativas, procurando valorizar as especificidades do território.

    A apresentação sublinhou ainda a importância de aprender com o passado, nomeadamente através da análise de clusters e trajetórias de especialização, que condicionam as opções estratégicas atuais, ainda que não as determinem. Foram identificados fatores críticos para o sucesso das RIS3, como o reforço do foco estratégico, a promoção da colaboração intersectorial, a articulação de instrumentos financeiros, o fortalecimento da governação e da monitorização, bem como a definição de uma visão clara de longo prazo para o desenvolvimento regional.

    O painel “ALGARVE 2030 e a Especialização Inteligente: dos desafios da execução às novas prioridades estratégicas” contou com a intervenção de Aquiles Marreiros, Vogal Executivo do Programa Regional ALGARVE 2030, que destacou o papel transformador do Conselho Regional de Inovação do Algarve na consolidação do ecossistema regional de inovação.

    Aquiles Marreiros evidenciou igualmente a evolução da estratégia regional desde os primeiros instrumentos de inovação até à atual EREI, destacando ganhos significativos ao nível da governação, organização e capacidade de execução. Referiu também exemplos concretos de projetos colaborativos com impacto regional, como o Observatório do Turismo Sustentável do Algarve e o projeto Culatra 2030. O Vogal Executivo do ALGARVE 2030 destacou, ainda, a crescente diversificação da economia regional, com o reforço de competências em áreas como saúde, tecnologia, sustentabilidade, digitalização e economia do mar, bem como os novos desafios colocados pelos instrumentos STEP e pelas tecnologias de duplo uso associadas à área da defesa.

    O segundo painel, dedicado ao tema “Impacto das Plataformas de Inovação e Colaboração na Estratégia Regional”, contou com a intervenção de Maria de Lurdes Carvalho, Diretora da Unidade de Planeamento e Desenvolvimento Regional da CCDR Algarve, que apresentou o balanço das atividades desenvolvidas no âmbito da EREI.

    Maria de Lurdes Carvalho salientou o trabalho realizado pelas plataformas de inovação e colaboração nas áreas das indústrias culturais e criativas, saúde, bem-estar e longevidade, bem como turismo, evidenciando o papel dos Espaços de Descoberta Empreendedora (EDE) na articulação entre atores regionais e na geração de novas ideias e projetos.

    Foram igualmente apresentados resultados concretos em matéria de investigação, inovação e competitividade empresarial, nomeadamente projetos ligados à economia azul, aquacultura sustentável, biotecnologia, transição digital, economia circular e energias renováveis, bem como o acesso a instrumentos de financiamento como o Horizonte Europa e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Na sessão de encerramento, José Apolinário, Presidente do Conselho Diretivo da CCDR Algarve, reforçou a importância do envolvimento ativo de todos os agentes regionais na consolidação do sistema regional de inovação e na preparação do próximo quadro financeiro europeu para o período 2028-2034.

    O Presidente da CCDR Algarve alertou para a necessidade de garantir estratégias adaptadas às especificidades regionais, defendendo maior autonomia na definição das prioridades e uma distribuição equilibrada dos instrumentos financeiros. Sublinhou igualmente a importância de reforçar o investimento em investigação e desenvolvimento na região, consolidando projetos de maior maturidade e ligação às empresas.

    José Apolinário destacou também os progressos alcançados pelo Algarve em áreas como tecnologia, digitalização, biotecnologia, saúde e turismo, valorizando o trabalho colaborativo desenvolvido pelo ecossistema regional de inovação e conquistas recentes, como o financiamento obtido pelo ICArEHB no âmbito do programa Teaming for Excellence.

    A sessão terminou com um apelo à continuidade do compromisso coletivo entre instituições, empresas, centros de investigação e sociedade civil, considerado fundamental para assegurar um Algarve mais inovador, competitivo e sustentável.

  • Vila Valverde: hotel rural de 5-estrelas no Algarve quer conquistar portugueses

    Vila Valverde: hotel rural de 5-estrelas no Algarve quer conquistar portugueses

    Este projeto nasceu da paixão de Luís Tavares e Mário Martins partilhada pelos dois homens pela arquitetura e pelo design, resultando numa unidade hoteleira que se destaca pela sua singularidade no panorama turístico algarvio.

    O Vila Valverde representa uma abordagem diferente ao turismo de luxo na região, focando-se numa experiência mais intimista e personalizada.

    Localizado numa propriedade de sete hectares, o hotel oferece uma atmosfera rural autêntica, longe da agitação das zonas turísticas mais movimentadas do Algarve. A filosofia do estabelecimento passa por proporcionar aos hóspedes uma experiência que combina o luxo moderno com a tranquilidade do campo algarvio.

    O proprietário Luís Tavares tem agora como objetivo principal conquistar o mercado nacional, apostando numa estratégia direcionada especificamente para os portugueses. Esta decisão surge num momento em que o turismo interno ganha cada vez mais relevância no setor hoteleiro português.

    A arquitetura do hotel, desenvolvida por Mário Martins, privilegia a integração com a paisagem natural envolvente, utilizando materiais locais e técnicas tradicionais reinterpretadas com uma visão contemporânea. Cada detalhe foi pensado para criar uma harmonia perfeita entre o interior e o exterior.

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  • Praias fluviais no Algarve: alternativas aos areais atlânticos

    Praias fluviais no Algarve: alternativas aos areais atlânticos

    Pego Fundo e Odeleite são as praias fluviais oficiais do Algarve. Água mais quente que o mar, menos confusão e entrada gratuita no interior, lembra o site ekonomist, para as citar

    Para o EKONOMIST, «O Algarve é mundialmente conhecido pelas suas praias de areia dourada e mar azul-turquesa, mas a região oferece também alternativas mais tranquilas e frescas no interior. As praias fluviais do Algarve, embora menos conhecidas, proporcionam uma experiência única para quem procura fugir às multidões dos areais atlânticos durante os meses de verão.

    Com apenas duas praias fluviais oficialmente reconhecidas – Pego Fundo e Odeleite – o Algarve apresenta opções limitadas mas de qualidade para os amantes de águas doces. Estas praias oferecem vantagens significativas: água mais quente que o mar, menos confusão e, principalmente, entrada totalmente gratuita.»

    Os seus destaques vão para a Praia Fluvial de Pego Fundo «é uma das jóias escondidas do interior algarvio», llocalizada no concelho de Tavira, na freguesia de Cachopo, junto à Ribeira de Odeleite e para a Praia Fluvial de Odeleite que «oferece uma paisagem deslumbrante, com as águas calmas da albufeira rodeadas por colinas verdejantes, especialmente belas durante a primavera».

    O Ekonomista – Conteúdo que descomplica – é um publisher online de referência, orientado para ajudar os leitores na gestão da vida prática quotidiana e na tomada de decisões.”
    e-konomista .artigo original: https://www.e-konomista.pt/praias-fluviais-no-algarve/

  • Portugal continental com concentração de pólen elevada na próxima semana

    Portugal continental com concentração de pólen elevada na próxima semana

    Portugal continental vai registar níveis elevados de concentração de pólen na atmosfera durante a próxima semana, entre sexta-feira e 4 de junho.

    As regiões autónomas mantêm valores baixos, segundo as previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

    Todo o território continental estará em risco baixo a moderado de concentração de pólen, sobretudo das árvores oliveira, pinheiro, bétula, sobreiro e carvalhos e das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, azeda, urtiga e urticáceas, incluindo a parietária.

    As regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Porto, Coimbra e Castelo Branco vão ter concentração destes pólenes de árvores e ervas durante o período previsto, de acordo com o Boletim Polínico da SPAIC.

    Lisboa, Setúbal e Faro registarão concentração elevada para as árvores oliveira, pinheiro, sobreiro e carvalhos, excluindo a bétula, mantendo-se as mesmas ervas.

    No Alentejo, a concentração elevada será para as árvores oliveira, pinheiro e sobreiro e das ervas gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas.

    Nas regiões autónomas, a situação será diferente, com concentração baixa de pólenes. No Funchal, as previsões apontam para os pólenes das árvores cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano e também das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas.

    Em Ponta Delgada, destacam-se os pólenes das árvores cipreste e pinheiro e das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas.

    com Lusa

  • ERS ordena medidas no hospital de Faro após morte de utente

    ERS ordena medidas no hospital de Faro após morte de utente

    A Entidade Reguladora da Saúde ordenou à Unidade Local de Saúde do Algarve que garanta qualidade e celeridade nos cuidados de urgência após a morte de um utente que esperou quatro horas para ser observado.

    O doente faleceu no hospital de Faro na sequência de hemorragia interna detectada após acidente rodoviário.

    A decisão consta das deliberações do primeiro trimestre do regulador da saúde, divulgadas hoje. O utente deu entrada nas urgências do hospital de Faro depois de um acidente rodoviário e aguardou quatro horas até à primeira observação médica.

    Durante a espera, o doente começou a sentir falta de ar e foi levado para a sala de cirurgia, onde os médicos detectaram hemorragia interna. O utente acabou por falecer.

    A unidade de saúde admitiu à ERS alguns constrangimentos nas urgências devido às dificuldades em contratar médicos e enfermeiros.

    Contudo, o hospital considerou que o rápido agravamento do quadro clínico não parece decorrer directamente da falta de pessoal, podendo estar relacionado com a condição de base do utente, que tinha cirrose hepática.

    O hospital acrescentou que o doente já tinha recorrido anteriormente 44 vezes à urgência.

    Na decisão, a ERS ordena à ULS do Algarve que tome medidas para assegurar a qualidade e segurança dos cuidados de saúde prestados, designadamente na activação da Via Verde AVC e Trauma.

    O regulador determina ainda que o hospital deve adoptar procedimentos internos para garantir que os cuidados são prestados com qualidade, celeridade e prontidão, não sujeitando os utentes a períodos de espera excessivos e fazendo retriagens sempre que excedido o tempo estabelecido no sistema de triagem de Manchester.

    com Lusa

  • Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos sobre grávida recusada no Hospital de Faro

    Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos sobre grávida recusada no Hospital de Faro

    A ministra da Saúde disse hoje que a Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro, assegurando que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias.

    Segundo a Agência Lusa, Ana Paula Martins afirmou, em declarações à SIC, que “felizmente” o INEM foi rápido, mas salientou a importância das unidades de saúde garantirem formação aos seus profissionais para que a lei seja cumprida.

    A ministra disse ainda que em breve terá o relato completo dos factos passados na ULS do Algarve. Segundo uma notícia avançada pela SIC, o Hospital de Faro recusou atender na passada sexta-feira uma mulher de 37 anos grávida de 40 semanas, porque não tinha ligado previamente para a linha SNS 24 antes de se deslocar às urgências.

    O INEM, que assistiu a grávida à porta da urgência, insistiu que a mulher fosse admitida mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 quilómetros.

    A mulher chegou ao final de tarde numa sexta-feira ao hospital de Faro pelos próprios meios, vinda desde Almancil.

    De acordo com a SIC, a grávida tinha contrações cada vez menos espaçadas, depois de lhe rebentarem as águas, mas apesar da aparente iminência do parto, as urgências fecharam-lhe a porta.
    Sem contacto prévio para a linha SNS 24, nem sequer pôde inscrever-se na urgência.

    O bloco de partos estava fechado e a única obstetra ao serviço responderia apenas a casos de risco previamente identificados.
    A mulher ligou ao 112 ainda no hospital. Foi acionada uma viatura médica de emergência que se encontrava perto para assistir a grávida à porta das urgências.

    O médico do INEM confirmou a iminência do parto e até insistiu para que o hospital de Faro abrisse uma exceção. No entanto, o hospital considerou não haver risco.

    Após 70 quilómetros de viagem na ambulância, acompanhada pela VMER, a criança viria a nascer saudável pouco depois de chegar a Portimão.

    A lei que estabelece a necessidade de contacto telefónico prévio com a linha SNS 24 determina também que, mesmo quando não há contacto, deve ser assegurada a inscrição na urgência e triagem.

    com Lusa

  • Museu Municipal de Tavira convida à descoberta das Salinas de Tavira

    Museu Municipal de Tavira convida à descoberta das Salinas de Tavira

    O Museu Municipal de Tavira retoma o projeto “Cabaz do Mar” com uma nova proposta dedicada ao universo das salinas de Tavira. A atividade realiza-se no próximo dia 31 de maio, às 10h30.

    O Museu Municipal de Tavira está a convidar a comunidade a participar numa experiência «única de descoberta das tradicionais salinas de Tavira, através da retoma do projeto “Cabaz do Mar”

    Esta iniciativa, proporcionará aos participantes uma oportunidade singular de conhecer de perto este importante património cultural e ambiental da região, segundo a autarquia.

    O projeto “Cabaz do Mar” tem como objetivo promover o conhecimento e a valorização do património marítimo de Tavira, proporcionando experiências educativas que conectam a comunidade com as suas raízes culturais e tradições ancestrais.

    As salinas de Tavira constituem um elemento fundamental da identidade local, representando séculos de tradição salineira que moldaram a paisagem e a economia da cidade.

    Esta atividade educativa permite aos visitantes compreender os processos tradicionais de produção de sal, bem como a importância ecológica destes espaços como habitat de diversas espécies de aves migratórias.

    A participação na atividade requer inscrição prévia, sendo recomendada para pessoas de todas as idades interessadas em descobrir mais sobre este fascinante universo das salinas. Os participantes terão a oportunidade de observar o trabalho tradicional dos salineiros e compreender a importância desta atividade para a preservação da biodiversidade local.

  • Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cerca de cinquenta associações culturais criaram o Movimento Pela Fábrica para impedir a venda do edifício da antiga Fábrica da Cerveja de Faro a privados. Uma petição online lançada na semana passada já conta com mais de 800 assinantes.

    O movimento surgiu depois de António Miguel Pina, presidente da Câmara de Faro, ter revelado na assembleia municipal de 11 de maio que existem manifestações de interesse de privados na aquisição do imóvel, embora não haja ainda uma decisão tomada.

    Felícia Silva, porta-voz do movimento, explicou que as associações se uniram para defender a continuidade do espaço ao serviço das associações culturais e artísticas.

    O edifício alberga actualmente a sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro e é utilizado por dezenas de associações para actividades culturais.

    O presidente da câmara afirmou que a posição do movimento “é respeitável”, mas contrapôs que existem “outros que entendem de outra maneira e que propõem outro uso” para o edifício, que apresenta sinais de degradação.

    António Miguel Pina disse que a preocupação da autarquia é o estado do edifício, apontando para um relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil que recomenda o “encerramento por falta de licenciamento“.

    A porta-voz do movimento reconheceu que “são necessárias obras no edifício, que é muito antigo“, mas salientou que o espaço é “muito importante” para a história da cidade, paisagem urbana e actividade cultural da última década no concelho. Felícia Silva lamentou não ter acesso ao relatório da Protecção Civil.

    O edifício foi construído entre 1930 e 1940, mas nunca funcionou como fábrica de cerveja. Foi ocupado entre 1968 e 1992 pela sociedade distribuidora de cerveja e vinhos do sul e, mais tarde, pelo Regimento de Infantaria do Sul. No final da década de 1990, foi adquirido pela Câmara Municipal de Faro.

    Entre as entidades que integram o Movimento Pela Fábrica estão a Associação Recreativa e Cultural do Algarve, o Cineclube de Faro, a CÍVIS, o Laboratório de Actividades Criativas, o LAMA Teatro, o Museu Zer0, a Sciaena e a Sociedade Recreativa e Artística Farense.

    Foto: Fabrica_da_Cerveja_5_-Faro,_Portugal-_14.02.2025

  • Concessionários de praia pedem clarificação sobre colocação de chapéus-de-sol

    Concessionários de praia pedem clarificação sobre colocação de chapéus-de-sol

    Concessionários das praias pedem clarificação das regras sobre a colocação de chapéus-de-sol particulares na frente das concessões, cujo impedimento foi hoje classificado como “um abuso” pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

    Em declarações aos jornalistas, André Sousa, concessionário na praia do Garrão (Algarve), afirmou que a situação resulta de uma falta de consenso e de orientações claras, sublinhando que os operadores têm seguido, até aqui, as indicações constantes na sinalização existente e nos editais de praia.

    A verdade é que parece que nunca houve nenhuma lei, mas nos editais de praia vinha sempre a dizer que era obrigatório cumprir a sinalética em vigor”, afirmou, considerando que os concessionários organizam o espaço, recomendando aos utentes a colocação dos seus chapéus-de-sol fora das áreas de sombra das concessões.

    Apesar das críticas do responsável da APA, André Sousa defende que os concessionários não atuaram de forma abusiva.
    Eu acho que não foi abuso. Simplesmente acho que todos os concessionários cumpriam com as regras em vigor, em que havia sinalética que era obrigada a colocar”, sustentou.

    Segundo o responsável, o problema reside na coexistência de diferentes interpretações das normas. “O edital de praia também tem as suas próprias regras e agora parece que não há um consenso. Dizem-nos uma coisa, está escrita outra. Nós, concessionários, precisamos de ver isto resolvido para sabermos como proceder”, acrescentou.

    Nunca obrigámos ninguém a sair. Sempre recomendámos às pessoas, informando todos os utentes de que a zona de chapéus-de-sol, como indica a sinalética, é daquele lado. Há quem acate, há quem cumpra, há quem não cumpra”, explicou.

    O concessionário sublinhou ainda que não compete aos operadores fazer cumprir eventuais restrições porque não são “autoridade nenhuma”.

    Segundo André Sousa, essa competência é da polícia marítima e “viu-se muitas vezes pessoas a serem autuadas e retiradas da zona e outras não”.

    Ainda assim, admite que a eventual permissão generalizada para colocar chapéus-de-sol particulares em frente às concessões poderá ter impacto económico.

    Provavelmente sim, porque é uma zona concessionada e o utente que vai pagar para estar numa área concessionada, com direito a espreguiçadeira e chapéu-de-sol, se tiver uma pessoa logo à frente com um chapéu particular, se calhar não vai achar muita piada”, afirmou.

    João Carreira é concessionário na Costa de Caparica e rejeitou a ideia de haver “abuso” por parte dos responsáveis das concessões, afirmando que os banhistas nunca foram proibidos de colocar chapéus e os proprietários gerem o espaço para garantir uma ocupação ordenada.

    “Não há um abuso”, declarou João Carreira, assegurando que os concessionários “não dizem para não meter chapéus na praia” e têm “a área concessionada dividida em duas zonas”, colocando as suas zonas de sombra em 30% da concessão.

    À frente ficam os nadadores-salvadores e “o resto dos 70% é zona livre, para o utente levar o seu chapéu”, pormenorizou, argumentando que “não faz sentido estar a desordenar e a criar falta de segurança”.

    João Carreira frisou que as zonas estão identificadas com placas homologadas pelas autoridades marítimas, ficando a área para chapéus-de-sol particulares nas laterais da zona de sombras a cargo do concessionário, e defendeu que “não faz muito sentido” alguém estar numa sombrinha da concessão e outra pessoa meter um chapéu particular ao lado.

    Isso não faz muito sentido, porque nós temos a responsabilidade de garantir a segurança da praia, temos a responsabilidade de dar, entre aspas, as nossas casas de banho para serem usadas por toda a gente e não cobramos nada. Portanto, nós damos segurança e apoio a todos os utentes. E, por sua vez, temos estas contrapartidas de explorar 30%”, justificou, apelando ao “bom senso” para não criar problemas onde não existem.

    com Lusa