FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Algarve

  • MAR Shopping Algarve oferece actividades infantis gratuitas todos os domingos

    MAR Shopping Algarve oferece actividades infantis gratuitas todos os domingos

    O MAR Shopping Algarve oferece actividades infantis gratuitas todos os domingos. Este centro comercial disponibiliza 450 lugares por sessão para crianças dos 3 aos 12 anos.

    O programa “Dominguinhos” decorre às 11h00 no Piso 0, junto à loja IKEA, todos os domingos às 11h00 (cinema às 10h30), na Área infantil do Piso 0, junto à loja Centroxogo/IKEA, com 450 bilhetes por sessão e para crianças dos 3 aos 12 anos, tendo um limite: máximo de 2 adultos e 5 pessoas por grupo.

    O MAR Shopping Algarve está integrado na empresa global Ingka Centres, tendo lançado o projecto educativo “Dominguinhos”, que oferece actividades gratuitas para crianças e famílias todos os domingos.

    A iniciativa decorre na área infantil do Piso 0, junto à loja Centroxogo/IKEA, e visa promover o desenvolvimento através do brincar.

    Os bilhetes podem ser levantados no balcão de informações de segunda a sexta-feira, durante o horário de funcionamento do centro comercial, sempre na semana da respectiva sessão. O regulamento completo está disponível em marshopping.com.

    Programação de Maio

    2 de Maio – Cinema : “Fitinhas” | Zootrópolis 2 (início às 10h30)

    3 de Maio – Atelier Artístico: Retrato da Minha Mãe (Dia da Mãe)
    Actividade de expressão plástica onde as crianças criam retratos inspirados nas mães ou figuras de cuidado, utilizando técnicas mistas e diferentes materiais.

    10 de Maio – Canções & Dança: Cantar com o Coração
    Espectáculo participativo com canções simples e melodias familiares, onde as crianças exploram a expressão através da voz e do movimento.

    17 de Maio – Teatrinho Infantil – O Jardim Encantado: Espectáculo sobre amizade e convivência num jardim mágico onde flores falam e borboletas são personagens da história.

    24 de Maio – Jogos em Família – Desafio da Família Perfeita: Actividades de cooperação com provas de mímica, ritmo e criatividade para pais e filhos trabalharem em equipa.

    31 de Maio – Jogos em Família – Mini Olimpíadas Afectivas | Corrida do Carrinho : Desafios lúdicos em equipa com jogos de memória emocional e provas colectivas que estimulam coordenação e espírito de grupo.

    Fonte: comunicado de imprensa

  • Teatro em Lagoa – Camões

    Teatro em Lagoa – Camões

    A população do concelho de Lagoa ouvirá a poesia ganhar voz, corpo e música num espetáculo que cruza teatro, palavra e emoção.

    Luís de Camões. Uma Voz Escrita!” é a proposta de uma viagem envolvente pela obra de um dos maiores nomes da literatura portuguesa, aproximando o público da riqueza e da intemporalidade da escrita camoniana.

    Em palco, o ator João Loy dá vida aos versos de Camões, num diálogo cénico dinâmico e acessível, acompanhado pela guitarra de Emanuel Ribeiro, que acrescenta sonoridade e sensibilidade a esta experiência única.

    Dirigido aos séniores do concelho, este espetáculo convida à descoberta da força da palavra e da beleza da poesia, numa sessão especial promovida pelo grupo de teatro Associação Coisa Feita.

    6 de Maio de 2026 – 15 âs 16:30

    Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Lagoa
     

  • Fernando Pessanha apresenta livro sobre corsário do século XV em Lagos

    Fernando Pessanha apresenta livro sobre corsário do século XV em Lagos

    O historiador Fernando Pessanha apresenta no sábado, dia 2 de maio, às 17 horas, na Biblioteca Municipal Júlio Dantas, o livro sobre o cavaleiro Rui Valente.

    A obra venceu o Prémio de Ensaio Histórico da União de Freguesias de Faro.

    O evento, organizado pelo Grupo dos Amigos de Lagos e pela Associação Cívica Tomaz Cabreira, tem entrada livre. A apresentação ficará a cargo do arquitecto Frederico Mendes Paula.

    O livro “O Cavaleiro Rui Valente: um corsário e pirata de Faro no Algarve do séc. XV” aborda a figura histórica de Rui Valente, que fez testamento em 1464. O cavaleiro encontra-se sepultado na Capela de São Domingos, na Sé de Faro, numa arca tumular gótica.

    Fernando Pessanha é doutorado com distinção pela Universidade de Huelva. A sua tese de doutoramento, sobre o militar portimonense Nuno Fernandes de Ataíde, venceu o Prémio Defesa Nacional 2023.

    A investigação de Pessanha inclui informação sobre a presença dos Ataíde em Alvor no período medieval, com a transcrição de documentos referentes a Álvaro de Ataíde e a Nuno Fernandes de Ataíde. O historiador especializa-se em História Militar e no Norte de África.


  • Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Geoparque Algarvensis entra na Rede Mundial

    O Algarve atingiu ontem um marco histórico na preservação e promoção do seu território. O Geoparque Algarvensis foi oficialmente integrado na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO (GGN), um reconhecimento que coloca o património geológico, natural e cultural dos municípios de Loulé, Silves e Albufeira na elite da sustentabilidade global.

    Com este anúncio, o Algarvensis passa a figurar num grupo restrito de 241 geoparques em 51 países, reforçando a estratégia da região em diversificar a sua oferta para além do turismo de sol e mar, apostando no turismo científico, educativo e de natureza.

    Um Trabalho de Continuidade e Cooperação

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, que apoiou a candidatura desde a génese, sublinha que este sucesso é o resultado de anos de trabalho em rede.

    A estrutura destaca o papel crucial dos municípios fundadores e das suas lideranças, unindo esforços entre:

    • Albufeira: Iniciado pelo falecido José Carlos Rolo e continuado por Rui Cristina.
    • Loulé: Impulsionado por Vítor Aleixo e agora por Telmo Pinto.
    • Silves: Liderado por Rosa Palma e, atualmente, por Luísa Conduto.

    A candidatura contou ainda com o suporte científico da Universidade do Algarve e a colaboração de entidades como a AMAL, a Região de Turismo do Algarve e a Associação In Loco.

    O que muda para a região?

    Este selo da UNESCO não é apenas um título honorífico; é uma ferramenta de desenvolvimento económico e ambiental. Segundo a CCDR Algarve, o reconhecimento abre portas para, em termos de qualificação Territorial passar a existir maior proteção e valorização da biodiversidade e dos recursos geológicos únicos.

    Torna-se mais competitivo para atração de novos nichos de mercado e financiamento internacional para projetos de conservação.

    Em termos de afirmação global adquire um posicionamento do Algarve como um destino de excelência em sustentabilidade e valorização de recursos endógenos.

      Este reconhecimento constitui um marco histórico… evidenciando a relevância do património geológico, natural e cultural à escala global”, refere a CCDR Algarve em comunicado.


      Contexto: O que é a Rede Mundial de Geoparques?

      Os Geoparques Mundiais da UNESCO são áreas geográficas unificadas onde sítios e paisagens de relevância geológica internacional são geridos com um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. O Geoparque Algarvensis junta-se agora aos 12 novos parques anunciados pela organização este ano.

      Para mais informações sobre os novos geoparques: unes.co/tsoecm


      Nota ao Editor:
      O Geoparque Algarvensis abrange uma vasta área do Barrocal e Serra algarvia, sendo um dos seus principais pilares a jazida do Metoposaurus algarvensis, uma espécie de anfíbio gigante com cerca de 227 milhões de anos que dá nome ao projeto.

      JEC e F. Pesquisa

    1. Mais tráfego e acidentes na Via do Infante

      Mais tráfego e acidentes na Via do Infante

      O número de feridos em acidentes rodoviários na Via do Infante (A22) quase duplicou em 2025 face ao ano anterior motivado pelo aumento do tráfego com a abolição de portagens, há um ano e meio, indicam dados da GNR.

      De acordo com os dados da GNR disponibilizados à agência Lusa, dos 355 acidentes rodoviários registados no ano passado na A22 resultaram 105 vítimas, mais 58 do que em 2024.

      Em 2025 – quando entrou em vigor a abolição de portagens, em 01 de janeiro – foram registados mais 139 acidentes do que em 2024, tendo sido contabilizadas 216 ocorrências, refere a força de segurança.

      Apesar da subida do número de acidentes e de feridos graves, que passaram de três para 14, não se registaram vítimas mortais no ano passado, ao contrário de 2024, ano em que ocorreram duas mortes.

      O número de feridos ligeiros aumentou de 87 para 148, refere, ainda, aquela corporação.

      Segundo a GNR, a abolição de portagens na A22 “veio potenciar um aumento do volume” de tráfego naquela via, o que poderá contribuir para o aumento do número de acidentes registados”.

      O aumento do trânsito rodoviário está relacionado com a eliminação de portagens, levando à transferência de circulação de estradas secundárias para o eixo principal, aponta.

      A GNR esclarece ainda que os dados dizem respeito “apenas a acidentes rodoviários”, remetendo eventuais ocorrências e acidentes relacionadas com o estado do pavimento ou outras infraestruturas para a empresa concessionária da via.

      ./com Lusa
       

    2. Variante de Olhão abre em breve e há protestos

      Variante de Olhão abre em breve e há protestos

      Em breve será aberta o trânsito a circular de Olhão, uma via que está a ser criticada pelos residentes como mal desenhada, mas que vai retirar tráfego da cidade.

      A maior crítica reside no fato de dificultar o tráfego pedonal entre o Pechão a Olhão, por falta de passeios, passagens para peões, ou ciclovias.

      «Um muro que se atravessa entre duas partes do concelho, no século XXI», diz o senhpr Adelino Canário no deu mural do Facebook, acrescentando: «Até para ir levar o lixo terei que ir pelo meio da rotunda! E não vou mencionar a vida selvagem que também não tem a vida facilitada».

      O foco da Infraestruturas de Portugal (IP) e da autarquia foi, quase exclusivamente, a resolução de um «nó de trânsito». Olhão era, até agora, o grande estrangulamento da EN125 no Algarve.

      A prioridade foi tirar os milhares de veículos diários da frente ribeirinha e da avenida principal, empurrando-os para a periferia o mais rápido possível.

      O “Custo” do Desvio de Tráfego

      Ao focar-se apenas na fluidez dos motores, o projeto ignorou o que o urbanismo moderno chama de Permeabilidade Urbana, metendo a “Via Rápida” dentro de casa: Ao desenharem a variante como uma estrada de fluxo rápido, criaram uma barreira física que “corta” as veias de comunicação tradicionais entre as freguesias do interior (Pechão e Quelfes) e o centro da cidade.

      A ligação a Pechão foi trataada como uma simples interseção rodoviária, quando, na verdade, é um percurso quotidiano de pessoas. Ao não preverem passeios ou passagens pedonais seguras, o projeto diz implicitamente ao cidadão que só lá vai a motor.

      Olhão quer afirmar-se como uma cidade moderna, virada para o turismo sustentável e para a Ria Formosa, mas constrói-se infraestrutura que obriga à dependência do automóvel até para as tarefas mais básicas, como ir ao lixo ou visitar um vizinho do outro lado da estrada.

      A Justeza da Indignação

      É claro que poucos colocam em causa a necessidade de retirar o trânsito pesado do centro, mas requer-se uma forma mais acertiva que aquela que se vai conseguir para ter em consideração as necessidades da população local.

      A variante, indubitavelmente ajudará a resolver um problema de ontem, o trânsito na EN125, mas cria um problema para o amanhã, o de ter uma cidade dividida por um muro de asfalto, onde a mobilidade suave foi sacrificada no altar da rapidez rodoviária.

    3. Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

      Protestos em Albufeira contra a Dessalinizadora

      Albufeira, Faro, 25 abr 2026 (Lusa) – Mais de cem pessoas participaram hoje num cordão humano e numa marcha de pescadores por mar na praia da Rocha Baixinha, em Albufeira, contra a instalação da dessalinizadora neste concelho do Algarve.


      Promovidas pelas associações dos Armadores e Pescadores de Quarteira (Quarpesca) e de pesca desportiva de Albufeira (Baleeira), as ações juntaram pescadores, famílias, membros da comunidade local e o presidente da Câmara de Albufeira.

      O protesto pretendeu chamar a atenção para a importância da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos marinhos, num contexto de crescente pressão sobre as zonas costeiras.

      Em declarações à Lusa, Adriano Sabino, presidente da Associação Baleeira, promotora do protesto cívico, disse que a ação “visou dar voz às pessoas que não participaram na consulta pública ou que não tiveram conhecimento da mesma”.

      O responsável criticou a “falta de divulgação sobre o processo de consulta”, argumentando que a população “só conheceu o projeto a fundo quando já havia uma decisão” governamental, sublinhando que o Governo “devia a notificar os cidadãos sobre os períodos da participação pública“.

      Adriano Sabino considera que o processo para a instalação da dessalinizadora perto daquela praia em Albufeira, “requer mais estudos”, considerando que as obras “só deveriam avançar após o término do período de participação pública sobre os tubos de extração e de retorno em curso”, mostrando-se disponível para integrar o grupo de acompanhamento anunciado pelo Governo, caso este assim o entenda.

      Já na marcha por mar, participaram 18 pequenas embarcações de pesca, que efetuaram um percurso junto à costa ao longo da praia da Rocha Baixinha.

      O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, que tem contestado o processo de instalação da dessalinizadora, juntou-se ao protesto promovido pelos pescadores por considerar que “o projeto deve ser revisto, porque contém erros”.

      Rui Cristina disse à Lusa que, “sendo a dessalinizadora um recurso de fim de linha, porque só será utilizada quando forem esgotadas todas as alternativas para abastecimento público de água à região, deve-se analisar bem o projeto e ver todos impactos que possam resultar no meio marinho e nas praias, para não prejudicar o turismo e a vida marinha”.

      Como é possível que o Estudo de Impacto Ambiental não tenha integrado devidamente os molhes da Marina de Vilamoura e da praia de Quarteira, ou como é possível avançar sem avaliar com rigor os efeitos da salmoura numa costa com ventos predominantes de poente para nascente. Há uma grande probabilidade de a salmoura vir para a praia, prejudicando bandeiras azuis, ecossistemas e o turismo, o principal motor da economia do Algarve“, advogou.

      Ao criticar a ausência de alternativas como “um transvase do Pomarão, a construção da barragem da Foupana, bacias de retenção ou o combate às perdas na rede”, o autarca considera que “há agora tempo para reavaliar a declaração de impacto ambiental da dessalinizadora, porque o Algarve tem agora reservas de água para mais dois a três anos“.

      Acedi ao projeto e essas advertências da declaração de impacto ambiental não estão lá vertidas, ou seja, fizeram-se ouvidos moucos. Para quê tanta pressa, para quê tanta sede de ir ao pote, se há aqui vários erros que depois se irão pagar com grande impacto“, alertou.

      Rui Cristina defendeu a necessidade de ser realizado um estudo de impacto ambiental “mais completo, que tenha todas as condicionantes e que se olhe realmente para o emissário, para a sua profundidade“, garantindo que irá acionar “os meios legais para travar a dessalinizadora tal como está e salvaguardar o ambiente e o turismo”.

      A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou na sexta-feira que as obras de construção da dessalinizadora vão ter início na próxima semana, um investimento de 108 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
       
      JPC // MDR
      Lusa/Fim

    4. Abril no Guadiana e no Algarve

      Abril no Guadiana e no Algarve

      Iniciativas do Poder Local *

      Alcoutim: Cultura e Tradição no Interior

      Em Alcoutim, as celebrações focam-se na memória coletiva e na ligação às freguesias mais isoladas.

      • Destaque Cultural: No dia 24 de abril, o Espaço Guadiana recebe o espetáculo “Abril Agora” (21h30), uma performance que revisita os valores da liberdade através da música e das artes performativas.
      • Protocolo: No dia 25, o hastear das bandeiras ocorre na Praça da República (10h00), seguido da Sessão Solene no Salão Nobre.
      • Ligação à Terra: A celebração funde-se com a tradicional Feira de São Marcos, no Pereiro, reforçando o espírito comunitário que caracteriza o concelho nesta data.

      Castro Marim: Desporto e Arruadas

      O município de Castro Marim apresenta um programa muito dinâmico, levando a música da revolução a quase todas as localidades do concelho.

      • Música Itinerante: A Banda Musical Castromarinense realiza uma arruada monumental ao longo de todo o dia 25, passando por locais como Furnazinhas, Odeleite, Azinhal, Altura e, finalmente, a sede do concelho ao final da tarde.
      • Desporto em Família: O programa inclui um passeio de cicloturismo com partida em Altura e um torneio de futsal familiar no Pavilhão Municipal, promovendo o convívio intergeracional.
      • Simbolismo: Mantém-se a tradicional largada de pombos na Praça 1.º de Maio, logo após o hastear da bandeira nos Paços do Concelho (09h00).

      Vila Real de Santo António: Poesia e História

      Na foz do Guadiana, a tónica é colocada na história da resistência e na homenagem aos grandes vultos da cultura portuguesa.

      • Homenagem Musical: O destaque vai para o espetáculo “Poeta Castrado, não!”, uma homenagem à obra de Ary dos Santos, interpretada por João Frizza e a fadista Alexandra, na Praça Marquês de Pombal.
      • Investigação Histórica: O Arquivo Histórico Municipal tem promovido sessões sobre a resistência às ditaduras em VRSA e Castro Marim, ajudando a documentar casos locais de luta anti-fascista.
      • Nas Freguesias: Monte Gordo e Vila Nova de Cacela também recebem arruadas e animação musical (como a atuação de Zé Aníbal junto ao Casino), garantindo que a festa não se limita ao centro histórico.

      Resumo das Iniciativas no Algarve (Visão Geral)

      De uma forma geral, os municípios algarvios em 2026 seguem três eixos principais:

      1. Sessões Solenes: Momentos de debate político nas Assembleias Municipais, onde se avalia o estado da democracia local.
      2. Música da Liberdade: Concertos de tributo a nomes como Zeca Afonso, Sérgio Godinho e Paulo de Carvalho são comuns em quase todas as cidades (Loulé, Faro e Portimão têm programas de grande escala).
      3. Projetos de Cidadania: Em Tavira, por exemplo, destaca-se a exposição sobre o SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), recordando a luta pelo direito à habitação no pós-25 de Abril na região.
        Espero que este resumo seja útil para o teu trabalho de investigação! Se precisares de detalhes sobre algum evento específico ou de contactos de fontes locais, estou à disposição.

    5. Iniciativa CDU pela Constituição da República Portuguesa

      Iniciativa CDU pela Constituição da República Portuguesa

      Divulgação em todas as escolas do concelho de Faro

      No âmbito do 50º aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP), aprovada no dia 2 de abril de 1976, a CDU apresentou uma proposta na Assembleia Municipal de Faro para a distribuição de exemplares da CRP por todos os alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, das escolas do Concelho.

      Dois anos após a revolução de 25 de abril de 1974, a CRP, como Lei fundamental do nosso país, consagrou direitos e liberdades, assim como a autonomia do Poder Local Democrático.

      Nesse sentido, e como forma de celebração e de promoção do conhecimento do seu importante conteúdo às gerações mais novas, a CDU propôs e foi aprovada pela AM de Faro uma edição física da Constituição da República Portuguesa.

    6. AMAL Reforça Compromisso com Economia Azul

      AMAL Reforça Compromisso com Economia Azul

      Ao Integrar Rede UPWELLING

      A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) oficializou a sua adesão à Rede UPWELLING, um projeto ambicioso cofinanciado pelo programa Interreg Atlantic Area, marcando um passo significativo no reforço da sua aposta na Economia Azul e no desenvolvimento sustentável da região.

      A decisão foi tomada na reunião do Conselho Intermunicipal realizada a 10 de abril, na sequência de um convite formalizado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

      A Rede UPWELLING, que agrega parceiros de diversos países banhados pelo Oceano Atlântico, visa consolidar competências, impulsionar a inovação e promover a colaboração entre entidades públicas, privadas e organismos do sistema científico e tecnológico, todos com um interesse comum no futuro da Economia Azul.

      A iniciativa surge como resposta à crescente importância deste setor, considerado crucial para um desenvolvimento económico sustentável e responsável com os recursos marinhos.

      Um dos pilares centrais do projeto é a criação da plataforma UPWELLING, uma ferramenta digital que pretende mapear os principais atores do setor da Economia Azul e facilitar a sua interação.

      Esta plataforma servirá como um diretório abrangente, permitindo a identificação de parceiros potenciais, a partilha de conhecimento especializado e a promoção de iniciativas de cooperação transnacional.

      Com a sua integração na Rede UPWELLING, a AMAL beneficia de uma maior visibilidade a nível regional e atlântico, sendo reconhecida como um membro ativo e relevante do ecossistema UPWELLING.

      Esta adesão permitirá à AMAL aceder a novas oportunidades de financiamento, partilhar experiências e boas práticas com outros membros da rede, e fortalecer a sua capacidade de resposta aos desafios e oportunidades que se apresentam no setor da Economia Azul.

      A Economia Azul assume um papel fundamental no desenvolvimento sustentável do Algarve,” afirmou uma fonte da AMAL, sublinhando a importância da região como “um importante polo de investigação e desenvolvimento nessa área.”

      A participação na Rede UPWELLING, acrescentou a fonte, “virá reforçar as parcerias já desenvolvidas com o IPMA no âmbito da Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa, bem como dar continuidade à colaboração fomentada no projeto AZA4ICE, sobre economia circular na aquacultura.”

      A adesão da AMAL à Rede UPWELLING representa um compromisso renovado com a Economia Azul e um reconhecimento do seu potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, social e ambiental do Algarve.

      A colaboração transnacional e a partilha de conhecimento facilitadas por esta iniciativa deverão contribuir para o crescimento sustentável do setor e para a preservação dos recursos marinhos para as gerações futuras.

    7. Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

      Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

      Investimento milionário

      Municípios do Algarve, Autoridade Nacional de Emergência e Bombeiros unem esforços para o DECIR 2026, visando uma resposta eficaz durante o período de maior risco.

      Os 16 municípios do Algarve aprovaram um protocolo que visa reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026.

      A iniciativa, promovida pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, conta com o envolvimento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, da Federação dos Bombeiros do Algarve e das 13 Associações Humanitárias de Bombeiros do distrito.

      O protocolo, que estará em vigor entre 15 de maio e 15 de outubro, período considerado de maior vulnerabilidade a incêndios rurais, define os critérios e procedimentos para o financiamento do DECIR.

      Este dispositivo tem-se revelado crucial no ataque inicial aos fogos, minimizando a sua propagação e impacto.

      Este ano, os municípios do Algarve comprometem-se a contribuir com um total de 1.023.264,00€ para o DECIR. A decisão de aumentar o investimento foi tomada durante a reunião do Conselho Intermunicipal, realizada na passada sexta-feira, 10 de abril.

      Uma parte significativa deste financiamento destina-se a aumentar a comparticipação diária dos 1.191 bombeiros que integram o dispositivo. Cada município contribuirá com 63.954,00€ para assegurar um apoio diário de 36 euros por bombeiro, um aumento de 6 euros face a 2025. A ANEPC complementará este apoio com mais 84 euros por bombeiro, um acréscimo de 9 euros em relação ao ano anterior.

      O DECIR 2026 procura garantir uma resposta eficaz aos incêndios rurais em toda a região, sem comprometer a capacidade de resposta a outras situações de emergência. A iniciativa torna-se ainda mais relevante considerando o aumento populacional que o Algarve regista durante o período de verão, fruto do turismo.

      O protocolo estabelece ainda que as Associações Humanitárias de Bombeiros e os Corpos de Bombeiros Municipais devem constituir as Equipas de Intervenção do DECIR, seguindo as diretrizes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, para os diferentes níveis de empenhamento operacional: Bravo (15 a 31 de maio), Charlie (1 a 30 de junho), Delta (1 de julho a 30 de setembro) e, novamente, Charlie (1 a 15 de outubro).

    8. Trevo de Quatro Folhas: Raro Tesouro Botânico Esconde Segredos no Algarve?

      Trevo de Quatro Folhas: Raro Tesouro Botânico Esconde Segredos no Algarve?

      A busca pelo trevo de quatro folhas, um símbolo universal de sorte e raridade, transcende o mero folclore. Enquanto a maioria associa esta peculiaridade botânica à sorte e ao misticismo, a investigação revela uma intrincada teia de genética, ambiente e, possivelmente, um segredo bem guardado no coração do Algarve.

      Comummente, o trevo branco ( *Trifolium repens*) apresenta três folhas, tornando o surgimento de um espécime com quatro uma anomalia. A probabilidade estatística aponta para um caso em cada dez mil, um número que instiga colecionadores e botânicos amadores a vasculhar prados e jardins em busca deste “unicórnio verde”.

      Segundo informações recolhidas a partir de estudos recentes, nomeadamente os documentados pelo site especializado PlantSnap, a ocorrência de trevos de quatro folhas é influenciada por diversos fatores.

      A genética desempenha um papel crucial, com algumas variedades de trevo a demonstrarem uma predisposição para produzir a quarta folha.

      No entanto, o ambiente também exerce a sua influência. Fatores como o stress ambiental, a poluição e até mesmo a radiação podem induzir mutações que resultam na formação da rara folha extra.

      Mas e o Algarve? Será que esta região, conhecida pela sua beleza natural e clima ameno, esconde uma população particularmente rica em trevos de quatro folhas?

      Apesar da ausência de estudos científicos rigorosos que confirmem esta hipótese, relatos anedóticos de residentes locais sugerem que a região poderá ser um hotspot para este fenómeno.

      “Lembro-me de quando era miúdo, passava horas a procurar trevos de quatro folhas nos campos perto da minha aldeia,” recorda Manuel Silva, um agricultor algarvio de longa data. “Encontrava-os com alguma frequência, o que me fazia pensar que eram mais comuns por aqui.”

      Estas observações, embora não constituam prova científica, despertam o interesse em investigar mais a fundo. A composição do solo algarvio, rica em minerais e oligoelementos, bem como a exposição solar intensa e a ocasional seca, poderão criar as condições propícias para a mutação genética que leva à formação do trevo de quatro folhas.

      A investigação, ainda em curso, pretende analisar amostras de trevo branco recolhidas em diferentes áreas do Algarve, procurando identificar características genéticas que possam explicar a alegada maior prevalência do trevo de quatro folhas.

      Paralelamente, serão realizados estudos ambientais para avaliar a influência do solo, da água e da exposição solar na ocorrência desta anomalia botânica.

      Se confirmada, a descoberta de uma concentração invulgarmente alta de trevos de quatro folhas no Algarve não só reforçaria o imaginário da região como um lugar abençoado pela natureza, como também representaria uma oportunidade para a comunidade científica aprofundar o conhecimento sobre a genética e a adaptação das plantas ao ambiente.

      Até lá, a busca pelo trevo de quatro folhas no Algarve continuará a ser um mito e passatempo popular e uma metáfora da esperança e da raridade, recordandonos que, por vezes, a sorte pode estar escondida nos lugares mais inesperados.

    9. A Geopolítica da Água no Algarve e o Custo da Sobrevivência

      A Geopolítica da Água no Algarve e o Custo da Sobrevivência

      A recente reunião entre a CCDR Algarve e os agentes do setor agrícola, nas instalações do Patacão, trouxe à agenda temas que ultrapassam a mera gestão administrativa.

      Por trás da linguagem oficial sobre «reposição de potencial produtivo» e «reforço de apoios», escondem-se dilemas estruturais: a viabilidade económica da água tecnológica, a eficácia da retenção hídrica e a gestão de prioridades entre o turismo e a produção alimentar.

      Solução ou fardo económico é o que se questiona sobre
      a central de dessalinização de Albufeira, apresentada como a «jóia da coroa» da resiliência algarvia. No entanto, a análise de custo-benefício revela nuances importantes.

        Com efeito, no fator custo, estima-se que a produção da água dessalinizada ronde os €0,80 a €1,10 por m3, sendo que. em comparação, os custos atuais de água superficial para regadio são significativamente inferiores.

        Quanto à sustentabilidade energética, os processo de osmose inversa são um consumidor intensivo de energia e sem uma fonte renovável dedicada, o preço da água ficará refém das oscilações do mercado.

        Com uma capacidade de 16 hm³, a central visa primariamente o consumo humano e turístico. Para a agricultura, esta água é, na prática, um «seguro de vida» de custo elevado, apenas comportável para culturas de altíssimo valor acrescentado.

        O Papel dos Açudes
        Enquanto se investem milhões em alta tecnologia, a engenharia civil tradicional de retenção parece ter passado para segundo plano.

          Especialistas apontam que a construção de pequenos açudes e a limpeza de linhas de água permitiriam reter o escoamento episódico das chuvas intensas, cuja água atualmente se perde no oceano em poucas horas.

          Sabe-se que a construção destas infraestruturas enfrenta uma malha apertada de licenciamentos ambientais. O paradoxo está na dificuldade em licenciar uma charca ou um açude de proximidade e contrasta com a celeridade dos grandes projetos estruturantes.

          A recarga de aquíferos é tecnicamente a solução mais eficiente para o armazenamento de longo prazo, compensando as perdas por evaporação das barragens. as quais, no Algarve, podem atingir valores críticos, mas a gestão deste recurso sofre de uma pressão cruzada.

            Agricultura vs. Turismo: Existe uma tensão latente entre a necessidade de água para a manutenção da produção agrícola e a manutenção dos padrões de consumo do turismo (piscinas e duches de praia).

            Nas negociações sobre os rios internacionais, o argumento da «solidariedade ibérica» esbarra frequentemente na percepção de Madrid de que o Algarve utiliza recursos hídricos escassos para fins recreativos, o que dificulta a obtenção de caudais adicionais para a agricultura portuguesa.

            A estratégia da CCDR em reforçar a proximidade com as Organizações de Produtores é um passo para organizar a procura, mas não resolve a escassez da oferta.

            A decisão que se coloca ao Algarve não é apenas técnica, mas política, sobre se deve a região apostar tudo na água industrializada, ou existe espaço para recuperar a gestão hídrica de proximidade e impor limites ao consumo não produtivo.

              A utilidade desta informação reside na compreensão de que a água mais cara não é necessariamente a mais eficaz para manter vivo o tecido agrícola da região.
              José Estêvão Cruz, com F. Pesquisa (GEM)

            1. Proprietários Rurais com Prazos Apertados

              Proprietários Rurais com Prazos Apertados

              Em causa a limpeza de terrenos e a prevenção de Incêndios

              Proprietários de terrenos agrícolas e florestais em Portugal continental enfrentam um período crucial nos próximos meses, com a exigência de realizar a limpeza e gestão de combustíveis nos seus terrenos, numa altura em que o país se prepara para a época de incêndios florestais.

              A obrigatoriedade, ditada pela legislação em vigor, visa reduzir significativamente o risco de ignição e propagação de incêndios, protegendo vidas, bens e o património natural.

              De acordo com fontes oficiais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o prazo para a implementação das medidas de gestão de combustíveis, que incluem a remoção de mato seco, arbustos e outras cargas combustíveis, varia consoante a localização e a tipologia dos terrenos.

              Em áreas consideradas de maior risco de incêndio, nomeadamente as Zonas Críticas, os prazos são mais apertados, com a exigência de que a limpeza seja efetuada o mais brevemente possível.

              É imperativo que os proprietários rurais tomem consciência da sua responsabilidade na prevenção de incêndios,” observando que a negligência na limpeza dos terrenos não só coloca em risco as suas propriedades e a segurança das comunidades, como também acarreta coimas pesadas e outras sanções legais.

              As medidas de gestão de combustíveis estão detalhadas no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), incluem:

              Faixas de gestão de combustível, sendo a proteção com largura definida em torno de habitações, aglomerados populacionais, empresas e outras infraestruturas sensíveis.

              Desmatação e poda para remoção de mato seco, arbustos e árvores mortas ou doentes, bem como a poda de árvores para evitar o contacto com o solo e a propagação de incêndios pela copa.

              Limpeza de bermas de estradas e caminhos com a remoção de vegetação inflamável ao longo das bermas de estradas e caminhos florestais para facilitar o acesso de veículos de combate a incêndios e reduzir o risco de ignições acidentais.

              As autarquias desempenham um papel fundamental na fiscalização do cumprimento destas obrigações, podendo notificar os proprietários incumpridores e, em casos de persistência da negligência, realizar a limpeza coercivamente, imputando os custos aos proprietários.

              Costumam prestar apoio técnico aos proprietários, através de programas de apoio à gestão de combustíveis e de ações de informação e sensibilização.

              Apesar dos esforços de sensibilização e fiscalização, muitos proprietários rurais continuam a ignorar as suas obrigações, seja por falta de recursos, desconhecimento da lei ou negligência.

              Esta situação representa um desafio para as autoridades, que procuram conciliar a necessidade de proteger as florestas e as comunidades com a realidade socioeconómica dos proprietários rurais.

              A época de incêndios florestais aproxima-se rapidamente, e a limpeza dos terrenos é uma medida essencial para reduzir o risco de ignição e propagação de incêndios.

              Os proprietários rurais devem agir de imediato, cumprindo as suas obrigações legais e contribuindo para a segurança de todos. O tempo urge, e a prevenção é a chave para evitar tragédias.

            2. Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta Rumo à Classificação Nacional

              Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta Rumo à Classificação Nacional

              A histórica Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta, no Algarve, está prestes a ser elevada à categoria de património de interesse nacional.

              A decisão, que deverá ser formalizada nos próximos meses, reconhece a importância cultural e histórica deste edifício emblemático, testemunha de décadas de dedicação ao salvamento marítimo e à segurança da comunidade piscatória local.

              A Estação de Socorros, localizada estrategicamente na linha da frente da Fuzeta, desempenhou um papel crucial no apoio a embarcações em dificuldades e no resgate de vidas em perigo nas águas desafiantes da Ria Formosa e do Atlântico adjacente.

              A sua construção, datada do início do século XX, reflete um período de crescente preocupação com a segurança marítima, impulsionada pelo desenvolvimento da pesca e do comércio marítimo na região.

              Fontes próximas ao processo de classificação adiantam que a iniciativa partiu de um conjunto de esforços concertados entre a autarquia de Olhão, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e diversas associações de defesa do património local.

              A apresentação de um dossier robusto, que detalha a relevância histórica, arquitetónica e social da Estação de Socorros, foi fundamental para sensibilizar as autoridades para a necessidade de proteger e preservar este valioso legado.

              «Esta classificação nacional é um reconhecimento justo e merecido da importância da Estação de Socorros para a identidade da Fuzeta e da região algarvia» afirmou um representante da autarquia, que preferiu não ser identificado. «Estamos empenhados em garantir que este património seja preservado para as futuras gerações, honrando a memória daqueles que aqui serviram e arriscaram as suas vidas para salvar outros.»

              Espera-se que a classificação nacional impulsione a requalificação e revitalização da Estação de Socorros, transformando-a num espaço museológico e interpretativo, onde os visitantes poderão conhecer a história do salvamento marítimo no Algarve e a importância da Ria Formosa para a comunidade local.

              A reabilitação do edifício deverá incluir a recuperação da sua arquitetura original e a criação de espaços expositivos que retratem a história da estação, os equipamentos utilizados e as histórias de vida dos homens e mulheres que ali trabalharam.

              O processo de classificação, que se encontra numa fase adiantada, deverá ser concluído até ao final do ano corrente.

              A DGPC já manifestou a sua concordância com a proposta e está a ultimar os procedimentos legais necessários para a sua formalização.

              Após a publicação em Diário da República, a Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta passará a integrar o património nacional, garantindo a sua proteção e preservação para as futuras gerações.

              A atribuição desta distinção nacional representa um passo importante para a valorização do património marítimo português e para a promoção do turismo cultural na região algarvia, consolidando a Fuzeta como um destino de excelência para quem procura conhecer a história e a cultura do litoral português.

              foto: José Prego from Moura, Portugal, CC BY 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by/2.0, via Wikimedia Commons
            3. ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

              ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

              Por Impedirem Reunião Sindical

              O Hospital Particular do Algarve (HPA) e a empresa Turalvor foram condenados pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ao pagamento de coimas que, no total, ultrapassam os 15.000 euros, acrescidas das custas processuais.

              A decisão surge na sequência de um incidente ocorrido a 22 de janeiro de 2024, quando dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve (Sindicato da Hotelaria do Algarve) foram impedidos de realizar uma reunião plenária com trabalhadores na unidade do HPA em Gambelas, Faro.

              Segundo a ACT, o sindicato cumpriu todos os requisitos legais para a realização da reunião, nomeadamente o pré-aviso com mais de 48 horas de antecedência.

              No entanto, a administração do hospital não disponibilizou um espaço adequado para o encontro e ordenou a saída dos representantes sindicais das instalações. A ACT classificou a contraordenação como «muito grave».

              O HPA foi condenado a pagar uma coima de 10.280 euros, enquanto a Turalvor, empresa responsável pela limpeza e serviço de bar no hospital, foi multada em 4.819 euros.

              O Sindicato da Hotelaria do Algarve, que apresentou a denúncia que originou o processo, expressou satisfação com a decisão da ACT.

              «Consideramos que com esta condenação se fez justiça. É um exemplo de que vale a pena resistir à arbitrariedade patronal e lutar pelos direitos e por melhores condições de trabalho e de vida», referiu um representante do sindicato.

              A estrutura sindical aproveitou ainda a oportunidade para apelar aos trabalhadores para que se sindicalizem e organizem em defesa dos seus direitos laborais.

            4. Adicional ao IMI: Prazo para declaração de herdeiros termina

              Adicional ao IMI: Prazo para declaração de herdeiros termina

              Nem todos precisam de se preocupar

              O dia 31 de março marcou o fim do prazo para os cabeças de casal identificarem os herdeiros junto da Autoridade Tributária. No entanto, para patrimónios de menor valor, a lei garante isenção automática.

              Terminou ontem o prazo legal para que os cabeças de casal de heranças indivisas submetessem a declaração identificando os herdeiros e as respetivas quotas-partes para efeitos de Adicional ao IMI (AIMI).

              A partir de hoje, 1 de abril, arranca a segunda fase do processo: a confirmação por parte de cada herdeiro.

              O “alívio” dos 600 mil euros – Apesar da pressão do calendário fiscal, muitos contribuintes podem respirar de alívio. Segundo as regras em vigor, se a soma do Valor Patrimonial Tributário (VPT) dos imóveis da herança (destinados a habitação ou terrenos para construção) for inferior a 600.000 €, não há lugar ao pagamento deste imposto.

              Nestes casos, a Autoridade Tributária aplica uma isenção automática, e o cabeça de casal fica dispensado de qualquer burocracia. «Se o valor não atinge o limiar, o Fisco ignora a cobrança, tratando a herança como isenta sem necessidade de declaração“» explicam especialistas.

              Para as heranças que excedem o valor de 600 mil euros e cujos cabeças de casal cumpriram o prazo de março:

              De 1 a 30 de abril: Todos os herdeiros devem aceder ao Portal das Finanças para confirmar a sua quota-parte.

              Setembro: É o mês do pagamento do imposto, que deve ser liquidado numa única prestação.

              Para quem tem patrimónios modestos, o calendário do AIMI passa ao lado, mantendo-se apenas a obrigação do pagamento do IMI tradicional, cujas notas de liquidação começam a chegar em breve.

              Dica ao leitor: Verifique sempre o Valor Patrimonial Tributário na caderneta predial dos imóveis para confirmar se está ou não abrangido por este «imposto sobre a fortuna»

            5. Três milhões para os accionista da ALGAR

              Três milhões para os accionista da ALGAR

              Contentores a abuçar denunciam autarcas que votaram contra.

              O setor da gestão de resíduos no Algarve transformou-se num campo de batalha político e financeiro. No centro da contenda está a ALGAR, empresa responsável pelo tratamento e valorização de resíduos sólidos na região, que acaba de aprovar a distribuição de 3 milhões de euros em dividendos aos seus acionistas.

              A decisão, tomada pela estrutura controlada pelo grupo privado EGF (Empresa Geral do Fomento), contou com o voto contra unânime dos 16 municípios algarvios, que detêm 44% do capital.

              O Paradoxo Financeiro

              Enquanto a administração da ALGAR celebra resultados que permitem esta distribuição de lucros, os autarcas da região descrevem um cenário de “incipiência” e degradação do serviço público.

              O principal argumento dos municípios é ético e operacional: como pode uma empresa distribuir lucros “extraordinários” quando as ilhas de ecopontos transbordam e a recolha seletiva falha sistematicamente?

              A ALGAR faz um trabalho péssimo na recolha de resíduos. Somos nós, os municípios, que respondemos diariamente perante as populações e que, muitas vezes, temos de usar os nossos próprios recursos para fazer o trabalho que lhes competia.”

              Telmo Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Loulé.

              Os Dados da Discórdia

              A investigação revela um fosso entre a contabilidade da empresa e a realidade das ruas. Cidades como Loulé pagam anualmente cerca de 6 milhões de euros à ALGAR pelo serviço.

              Os 3 milhões de euros agora distribuídos são vistos pelos autarcas como um valor que deveria ser obrigatoriamente reinvestido na modernização da frota e na frequência da recolha.

              Municípios como Albufeira e Loulé têm vindo a denunciar publicamente a falta de capacidade da empresa em cumprir o Plano Estratégico de Resíduos Urbanos (PERSU).

              A Estrutura de Poder

              A ALGAR é controlada pela EGF (56%), que por sua vez foi privatizada em 2014 e integrada no grupo Mota-Engil. Esta estrutura de gestão privada de um serviço essencial tem sido alvo de críticas recorrentes, pois os objetivos de rentabilidade dos acionistas privados parecem colidir com a necessidade de investimento público numa região que sofre com a sazonalidade extrema do turismo.

              Conclusão do Apuramento

              A distribuição de lucros no Algarve não é apenas uma questão de números, mas de modelo de gestão.

              Para os reguladores e autarcas, o facto de a empresa apresentar excedentes financeiros enquanto o serviço é considerado “deficitário” sugere que as tarifas cobradas aos cidadãos podem estar desajustadas ou que as metas de qualidade do contrato de concessão não estão a ser exigidas com o rigor necessário.

              A tensão atinge agora o nível máximo, com os municípios a exigirem uma revisão urgente do modelo de governação da ALGAR, sob pena de a região enfrentar uma crise ambiental e de imagem em pleno arranque da época turística de 2026.

            6. Lagoa Ganha Novo Pulmão Verde

              Lagoa Ganha Novo Pulmão Verde

              Parque Urbano do Parchal Abre Portas

              O concelho de Lagoa conta, desde o passado dia 21 de março, com o seu primeiro parque urbano.

              O Parque Urbano do Parchal, localizado no Parchal, abriu as suas portas numa cerimónia que reuniu centenas de pessoas, incluindo famílias, representantes do executivo municipal, o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, entidades locais e diversas coletividades do concelho.

              Com uma área de 33.000 metros quadrados, o novo parque oferece uma vasta gama de opções de lazer e desporto, incluindo equipamentos infantis e geriátricos, uma área de workout e uma zona de bar para convívio familiar.

              A componente ambiental é um dos pilares do projeto, com a plantação de 525 árvores e mais de 14 mil arbustos de espécies mediterrânicas, adaptadas ao clima local e com baixas necessidades hídricas.

              O Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, citado durante a inauguração, sublinhou a importância estratégica deste investimento: «Este parque é o primeiro de uma estratégia clara para o concelho, que passa pela criação de mais espaços verdes e pela promoção da qualidade de vida.».

              O autarca referiu ainda a importância do parque como um ponto de encontro para residentes e visitantes.

              O projeto, que representou um investimento de cerca de 2,8 milhões de euros com financiamento do Portugal 2030, integra ainda um sistema de rega gota-a-gota e uma plataforma de monitorização em tempo real, demonstrando o compromisso do município com a sustentabilidade e a inovação.

              A inauguração contou com a participação ativa de várias coletividades locais, como o Che Lagoense, a AABV – Associação Académica Bela Vista, o Corpo Nacional de Escutas do Parchal – Agrup. Nº 1256, a Sociedade Recreativa Ferragudense, a Santa Casa da Misericórdia de Estômbar e a Associação Barracão de Xangô, com momentos de animação a cargo da Capoeiragem Malta do Sul.

              O Parque Urbano do Parchal está aberto ao público todos os dias, com horários diferenciados consoante a estação do ano: das 7h00 às 00h00 no Verão e das 7h00 às 23h00 no Inverno. Este novo espaço ambiciona ser um ponto de referência no concelho, promovendo o bem-estar, o lazer e a convivência entre a população.

            7. Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

              Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

              Acompanhamento rigoroso e foco na qualificação marcam encontro em Tavira

              A 7.ª Reunião do Comité de Acompanhamento do Programa Regional ALGARVE 2030 decorreu, no passado dia 10 de março, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, reunindo representantes da Comissão Europeia e entidades responsáveis pela execução do programa.

              O encontro, que teve lugar no Museu Zer0, projeto financiado pelo próprio programa, serviu para avaliar o progresso dos investimentos suportados por fundos europeus na região.

              Teve como objetivo principal analisar o ponto de situação da execução do programa ALGARVE 2030 e apresentar o plano de ação para a implementação de novas prioridades. Pretende-se, com este acompanhamento, garantir que os fundos europeus estão a ser aplicados de forma eficaz no desenvolvimento regional e reforçar a articulação entre as diversas entidades envolvidas na gestão do programa.

              O Algarve 2030 é um instrumento essencial para reforçar a competitividade, a qualificação e a sustentabilidade da região“, afirmou José Apolinário, presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030. Apolinário sublinhou ainda a importância do “acompanhamento próximo dos projetos e o diálogo entre as instituições” para assegurar que os fundos europeus contribuem efetivamente para o desenvolvimento do Algarve.

              O Museu Zer0, que acolheu a reunião, é um exemplo de investimento inovador apoiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030. Este espaço, o primeiro museu de arte digital do país, representa um investimento total de 2.362.403,75 euros, dos quais 2.003.887,02 euros (80%) são provenientes de fundos europeus.

              Qualificação de Adultos no centro do debate

              A tarde foi dedicada a uma sessão temática sobre a Qualificação de Adultos, que decorreu na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira. Especialistas e entidades ligadas à formação e qualificação, incluindo Gregório de Castro, da Direção-Geral do Emprego da Comissão Europeia, debateram a importância da aprendizagem ao longo da vida e do reforço das competências da população adulta na região.

              Durante a sessão, foram apresentadas diversas ofertas formativas financiadas pelo ALGARVE 2030, nomeadamente Centros Qualifica, Formações Modulares Certificadas, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Cursos de Especialização Tecnológica. Testemunhos de beneficiários destas medidas foram igualmente partilhados, evidenciando o impacto positivo dos fundos europeus na qualificação e empregabilidade regional.

              Investir na qualificação das pessoas é investir no futuro da região”, frisou José Apolinário. O presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030 salientou que o programa “permite reforçar oportunidades de formação e requalificação ao longo da vida, contribuindo para melhorar as competências dos adultos e para responder às necessidades do tecido económico regional“.