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Categoria: Algarve

  • Sismo de magnitude 3.0 registado ao largo de Olhão

    Sismo de magnitude 3.0 registado ao largo de Olhão

    Um sismo de magnitude 3.0 foi detectado hoje às 16h21 a cerca de 55 quilómetros a sul-sudeste de Olhão. O abalo não foi sentido pela população, segundo o IPMA.

    As estações sísmicas da rede do continente detectaram o movimento telúrico com epicentro localizado ao largo da costa algarvia, no distrito de Faro, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera em comunicado.

    O IPMA não recebeu qualquer informação que confirme que este sismo tenha sido sentido pela população. O instituto indicou que emitirá mais informações caso sejam registados novos abalos na região.

    O abalo ocorreu numa zona marítima relativamente próxima da costa algarvia, mas a sua magnitude reduzida e a localização em alto mar impediram que fosse percepcionado em terra.

  • Ciclismo: Clube de Tavira recebe apoio do Crédito Agrícola e muda de nome

    Ciclismo: Clube de Tavira recebe apoio do Crédito Agrícola e muda de nome

    O Clube de Ciclismo de Tavira (CCT), a equipa de ciclismo mais antiga do mundo ainda em atividade, anunciou um novo patrocínio com o Crédito Agrícola.

    A parceria, estabelecida através da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio, atribui o nome do grupo financeiro à equipa, que passa a designar-se Team Tavira Crédito Agrícola.

    A cerimónia de assinatura do contrato decorreu no dia 20 de maio, na Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, em Lisboa, e contou com a presença de Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola, Manuel Lacasta, Presidente da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio, e Marcelino Teixeira, Presidente do Clube de Ciclismo de Tavira.

    O patrocínio surge como um reforço estratégico para o CCT, que procura enfrentar os desafios do ciclismo moderno, nomeadamente no que respeita às exigências logísticas, técnicas e desportivas.

    Segundo a direção do clube, o apoio do Crédito Agrícola permitirá garantir maior sustentabilidade e capacidade de desenvolvimento ao longo da temporada.

    “Esta parceria reflete o compromisso do Crédito Agrícola com a continuidade e o desenvolvimento de uma estrutura histórica do ciclismo português,” afirmou Sérgio Raposo Frade, acrescentando que o objetivo é “ajudar a criar condições de estabilidade e crescimento para o projeto desportivo”.

    Manuel Lacasta, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio, destacou a importância do apoio ao ciclismo, “uma modalidade muito popular e ambientalmente sustentável, especialmente acarinhada e praticada no Sotavento Algarvio.”

    Fundado em 1979, o Clube de Ciclismo de Tavira ostenta um palmarés notável, com quatro títulos na Volta a Portugal, triunfos na Volta a San Luis (Argentina) e na Volta à China, e um quarto lugar no contrarrelógio do Campeonato do Mundo de 2014.

    A presença do logótipo do Crédito Agrícola será visível nos equipamentos dos ciclistas e nas viaturas de apoio da equipa, garantindo visibilidade ao longo da época desportiva.

    “A colaboração do Crédito Agrícola para com o Clube de Ciclismo de Tavira vai além do apoio financeiro,” sublinhou Marcelino Teixeira, agradecendo a “confiança no trabalho que fazemos e no futuro do ciclismo na nossa região.”

    O Crédito Agrícola, enquanto principal banco impulsionador do ciclismo em Portugal, reforça assim a sua ligação ao desporto nacional, apoiando uma equipa com relevância histórica e desportiva, e reiterando o seu compromisso com as comunidades locais.

  • Turismo do Algarve Pede Suspensão Urgente de Sistema no Aeroporto

    Turismo do Algarve Pede Suspensão Urgente de Sistema no Aeroporto

    Controlo Aeroportuário em Crise

    O setor do turismo algarvio clama por uma suspensão temporária do atual sistema de controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais, face aos constrangimentos e longas filas que afetam a imagem da região enquanto destino turístico.

    A situação, que se arrasta há cerca de dois anos, tem gerado crescente preocupação entre os operadores turísticos e as autoridades locais.

    O presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, expressou o receio de que a lentidão no processamento de passageiros extracomunitários esteja a prejudicar a reputação do Algarve, causando “incómodo” aos visitantes.

    Em declarações à Lusa, Gomes sublinhou a necessidade urgente de “soluções práticas e eficazes” para garantir um fluxo de passageiros mais ágil e eficiente nos aeroportos portugueses.

    A raiz do problema reside, segundo os críticos, no sistema informático utilizado, que tem demonstrado falhas tanto na leitura de passaportes como na recolha e armazenamento de dados biométricos.

    André Gomes defende que, perante o “défice” do sistema, a suspensão é a única solução viável até que o problema seja resolvido de forma definitiva.

    António Miguel Pina, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e da Câmara de Faro, partilha da preocupação do setor.

    Pina esclarece que o aumento dos tempos de espera não é imputável à transição das responsabilidades de controlo do SEF para a PSP, mas sim à atualização do sistema informático, que agora integra bases de dados de diversas polícias da União Europeia para um controlo mais rigoroso no espaço Schengen.

    No entanto, este reforço de segurança traduziu-se numa diminuição da velocidade de processamento, especialmente em momentos de maior afluência.

    “O sistema informático, o ‘hardware’, o ‘software’, não responde com a rapidez que antes respondia,” afirmou Pina, defendendo a possibilidade de solicitar ao Governo e, consequentemente, à União Europeia, um “retrocesso” temporário na forma como o controlo é efetuado, até que o sistema informático atinja a velocidade necessária.

    A Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) também manifestou “muita preocupação” com as dificuldades enfrentadas pelos passageiros de fora da União Europeia. O seu presidente, Hélder Martins, admitiu que, nos últimos dias, a situação “melhorou bastante”, mas reconheceu o “mal que já foi feito” à imagem do Algarve, com relatos de “longas filas e longas esperas”. Tal como o Turismo do Algarve, a AHETA defende a suspensão do sistema até que esteja a funcionar em pleno.

    A questão da suspensão do sistema e a busca por soluções eficazes deverão ser alvo de novas discussões entre as autoridades regionais, o governo central e a União Europeia, com o objetivo de minimizar o impacto negativo na atividade turística do Algarve.

    Com Lusa

  • GNR apreende quatro toneladas de haxixe na Ria Formosa

    GNR apreende quatro toneladas de haxixe na Ria Formosa

    A Guarda Nacional Republicana apreendeu cerca de quatro toneladas de haxixe e três embarcações junto à ilha Deserta, na Ria Formosa. Três homens entre os 22 e os 46 anos foram identificados por suspeita de tráfico de estupefacientes.

    A operação decorreu na quinta-feira jno distrito de Faro, depois de os militares da GNR terem detectado movimentos suspeitos durante o patrulhamento da costa.

    Segundo a GNR, foram mobilizados meios marítimos e terrestres para verificar o comportamento das embarcações que se movimentavam de forma suspeita a sul da ilha Deserta.

    A apreensão impediu que as quatro toneladas de resina de canábis entrassem no circuito ilegal de estupefacientes, de acordo com a corporação.

    A GNR realiza missões de patrulhamento e vigilância da costa 24 horas por dia através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, no âmbito do combate ao tráfico de droga.

    Com Lusa

  • Gestão interna do ministério no caso do Lince Ibérico

    Gestão interna do ministério no caso do Lince Ibérico

    A mudança na equipa do lince ibérico em Silves é uma questão de “gestão interna” segundo apurou a agência Lusa, por declarações da ministra do Ambiente.

    Em Almada, a governante disse que a decisão do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de passar a gerir diretamente o Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI) é uma questão de “gestão interna”.

    Não foi uma interferência minha, o ICNF tem autonomia e eu respeito muito, num regime democrático, as autonomias das instituições. Tomou essa decisão e informou-me de que o ia fazer e, portanto, é uma gestão interna”, disse Maria da Graça Carvalho em declarações aos jornalistas à margem de uma iniciativa na Costa da Caparica, no concelho de Almada.

    A ministra, que foi questionada durante uma visita às obras de reposição de areias nas praias da Costa da Caparica, disse ainda perceber que o ICNF queira gerir o projeto, uma vez que, salientou, “tem capacidade para isso” em vez de o projeto estar entregue a um “outsourcing”.

    O partido Livre apresentou na terça-feira um requerimento a questionar a ministra do Ambiente sobre o afastamento da atual equipa do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI), dizendo que o processo deve ser “transparente”.

    No requerimento do Livre, a que a Lusa teve acesso, o partido questionou Maria da Graça Carvalho sobre o motivo para o CNRLI, em Silves, passar a partir de junho a ser gerido diretamente pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), não se renovando o contrato com os atuais responsáveis, uma equipa que integra 14 veterinários e que gere o centro há 16 anos.

    Maria da Graça Carvalho destacou a importância do projeto, indicando que este processo terá um período de transição, mas o responsável pela equipa do CNRLI, Rodrigo Serra, ouvido pela Lusa, assegurou que, a pouco mais de duas semanas da mudança prevista, ainda não começou qualquer transição.

    Para o responsável, uma transição deveria demorar pelo menos um ano, porque o calendário de trabalho com o lince ibérico é de 12 meses, pelo que “o treino de uma equipa não se faz em três semanas”.

    Rodrigo Serra concluiu que com este processo os linces podem correr graves riscos e os profissionais também podem correr riscos. “Há informação que se vai perder”, lamentou, afirmando que os responsáveis do lado de Espanha também “estão preocupados” com o que vai acontecer.

    No requerimento entregue na terça-feira, o Livre defende que o processo “deve ser esclarecido e transparente, uma vez que a conservação do lince ibérico não é matéria de gerência interna do ICNF, mas sim uma política ambiental estratégica, com financiamento público europeu e responsabilidade partilhada perante a sociedade portuguesa e a comunidade internacional”.

    O Livre perguntou à ministra como é que garante que a mudança não compromete o sucesso do programa de reintrodução do lince-ibérico, se existe um plano de transição, e o que vai acontecer com os trabalhadores dos quadros da empresa que operacionalizava o CNRLI desde 2009.

    A equipa técnica do CNRLI manifestou também em comunicado “profunda preocupação” sobre a forma e o calendário previstos para a transição, considerando que é precisa uma transição técnica, legal e operacionalmente segura, “devidamente articulada com os parceiros ibéricos envolvidos no programa de conservação do lince-ibérico nos últimos 16 anos, com sucesso comprovado”.

    A equipa alertou ainda que a transição afeta 14 profissionais altamente especializados, entre veterinários, tratadores, técnicos e “especialistas que acumularam conhecimento único sobre comportamento, reprodução, maneio e recuperação da espécie”, não tendo sido apresentada até agora qualquer solução para esses trabalhadores.

    com

    Lusa

  • Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Número de praias, marinas e embarcações distinguidas desce ligeiramente para 438, mas país continua no top mundial de qualidade e segurança balnear.

    Portugal hasteará a Bandeira Azul em 438 praias, marinas e embarcações durante a época balnear de 2026, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

    Este número representa uma ligeira diminuição face aos 444 galardões atribuídos em 2025. No entanto, Portugal mantém a sua posição de destaque a nível internacional, ocupando o 5º lugar no ranking mundial de praias costeiras com Bandeira Azul e o 2º lugar em praias interiores.

    O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, pelo presidente da ABAE, José Archer. Segundo o responsável, a diminuição no número de galardões reflete, em parte, as condições climatéricas adversas registadas durante a época balnear anterior, que afetaram a qualidade da água em algumas zonas.

    “Tivemos menos galardões que no ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as condições climatéricas que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear,” explicou José Archer.

    Apesar da ligeira quebra, a ABAE sublinha que a situação não é motivo de preocupação, sendo considerada “uma situação pontual.”

    Novidades e Perdas

    Entre as novidades deste ano, destaca-se a estreia do município da Sertã com a Praia Fluvial da Ribeira Grande a receber a distinção.

    A nível nacional, a Foz do Lima e Rodanho (Viana do Castelo), Agudela Sul e Meia Laranja (Matosinhos), Oriola (Portel), Albufeira de Odeleite (Tavira) e Praia do Lago Verde (Castro Marim) são outras das novas praias que ostentarão a Bandeira Azul.

    Por outro lado, várias praias perderam o galardão, incluindo Cavadinho (Braga), Arquiteto Albino Mendo (Mirandela), Espinho-Baía, Cornicovo (Penacova), Cova Gala Hospital (Figueira da Foz), Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), Praia Fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Praia da Pampilhosa da Serra, Porto da Calada (Mafra) e Praia dos Pescadores (Albufeira). Nos arquipélagos, a Calheta dos Lagadores (Praia da Vitória, Açores) e a Calheta (Porto Santo, Madeira) também perderam a Bandeira Azul.

    Ano de Transição e Novos Critérios

    2026 marca um período de transição nos critérios de atribuição da Bandeira Azul, que serão reforçados a partir de 2027, com a introdução de auditores externos na validação das candidaturas.

    Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas,” afirmou José Archer, explicando que a mudança está relacionada com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro.

    Para permitir a adaptação aos novos critérios, a ABAE abrirá um período extraordinário de candidaturas em julho e agosto, com os resultados a serem analisados em setembro.

    Celebração e Compromisso

    O programa Bandeira Azul celebra este ano o seu 40º aniversário. A Praia de Mira, que ostenta o galardão ininterruptamente desde a sua criação, é um símbolo do compromisso de Portugal com a qualidade e a sustentabilidade das suas zonas balneares.

    A primeira cerimónia de hasteamento da Bandeira Azul terá lugar na Praia de Mira, a 8 de junho, seguida pela Praia Fluvial de Mourão, no Alentejo, a 13 de junho. A marina de Angra do Heroísmo, nos Açores, será a primeira a hastear a Bandeira Azul, a 15 de junho.

    Para além das praias e marinas, foram ainda reconhecidos 31 Centros Azuis, estruturas de informação e educação ambiental localizadas nas proximidades das praias, reforçando o compromisso com a sensibilização para a proteção do ambiente.

    com Lusa

  • Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve foi autorizada pelo Governo a contratar 117 médicos especialistas, um reforço considerado “histórico” pela instituição e que visa colmatar as carências de profissionais de saúde que afetam a região.

    A autorização surge através de um despacho conjunto dos ministérios da Saúde e das Finanças.

    O pacote de contratações, que representa o maior número de vagas alguma vez atribuído ao Algarve, destina-se a reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde regionais.

    Das 117 vagas, 17 são para Medicina Geral e Familiar (MGF), 96 para especialidades hospitalares e quatro para Saúde Pública.

    Um aspeto particularmente relevante é a existência de 19 vagas consideradas “carenciadas”, às quais está associado um regime remuneratório mais atrativo.

    Este incentivo tem como objetivo fixar médicos em especialidades e zonas geográficas onde a escassez de profissionais é mais acentuada, como é o caso do Algarve.

    Esperamos que a contratação destes 117 profissionais permita melhorar a resposta assistencial na região, reduzindo a pressão sobre os serviços e aumentando o acesso da população a cuidados de saúde diferenciados e de proximidade“, referiu o conselho de administração da ULS em comunicado, citado pela Agência Lusa.

    A ULS do Algarve, responsável pela gestão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como dos cuidados de saúde primários e de saúde pública nos 16 centros de saúde da região, espera que este reforço de pessoal melhore significativamente os serviços prestados à população.

    Este anúncio surge no contexto de um esforço nacional para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    Na segunda-feira, o Governo autorizou a abertura de concurso para mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas a nível nacional, distribuídas por diversas especialidades, incluindo MGF e Saúde Pública.

    Ainda que este reforço seja significativo, importa recordar que, segundo dados divulgados em janeiro pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025, mais de 60% das vagas abertas a nível nacional ficaram por preencher.

    Resta agora saber qual a taxa de ocupação destas novas vagas no Algarve e qual o impacto real na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

    com

    Lusa

  • Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades terrestres, como a destruição de coberto vegetal ou a utilização de pesticidas, são “as maiores ameaças” à preservação das florestas marinhas existentes na costa portuguesa, disse em Odemira, hoje a bióloga e investigadora Ester Serrão.

    A também docente na Universidade do Algarve falava à agência Lusa à margem da 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que se realiza, até dia 22, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, distrito de Beja.

    De acordo com Ester Serrão, uma das coordenadoras científicas do festival, “as maiores ameaças às florestas marinhas [em Portugal] são as atividades terrestres, que depois têm impacto no oceano”.

    Por exemplo, “quando há destruição da vegetação, provocamos erosão terrestre e existe uma série de partículas do solo que vão sendo arrastadas pelas chuvas, vão parar à costa e soterrar as florestas marinhas”, disse, acrescentando: “o facto de provocarmos erosão costeira que vai soterrar as rochas e cobri-las de sedimentos, faz com que não haja ‘habitat’, ou seja, um espaço de rocha limpa onde os pequenos estados microscópicos se possam agarrar”.

    Ester Serrão apontou ainda a utilização de pesticidas e produtos químicos em meio terrestre como outra ameaça à preservação das florestas marinhas, assim como “atirar âncoras dos barcos ou fazer arrastos”.

    Deita-se uma âncora sobre corais e destruímos os corais, deita-se uma âncora sobre uma pradaria marinha e arrancamos as plantas”, ilustrou.


    Segundo a bióloga, as florestas marinhas “são essenciais para toda uma série de funções dos ecossistemas marinhos da (…) costa”.

    Por isso, frisou, “é importante mostrar que são ecossistemas únicos e muito ricos, mas que enfrentam desafios crescentes, ligados à ação dos seres humanos”.

    A 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que arrancou na quarta-feira, tem como objetivo “promover o conhecimento científico, a sensibilização e o envolvimento da comunidade na valorização dos ecossistemas marinhos e na proteção dos oceanos”.

    A iniciativa é promovida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, em parceria com o Município de Odemira, o Colégio Nossa Senhora da Graça, a Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes e a Universidade do Algarve e o apoio de várias entidades.

    Segundo a organização, o festival “reúne cientistas, estudantes, residentes e visitantes para um vasto conjunto de iniciativas destinadas à sensibilização para a conservação, partilha de conhecimento científico e descoberta ativa da riqueza dos ‘habitats’ costeiros e marinhos”.

    Queremos que as pessoas saiam do festival a olhar para o oceano de forma diferente e todos com um sentido de responsabilidade e de contribuir para conservar estes ecossistemas, que são tão essenciais para sustentar as gerações futuras e a biodiversidade marinha na nossa costa”, frisou Ester Serrão.

    No âmbito do festival, está prevista, para domingo, a reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, com apresentações de investigadores, empresas e organizações sobre biodiversidade, conservação, restauro, cultivo, inovação e bioeconomia das florestas marinhas.

    Depois, entre os dias 18 e 22, tem lugar um programa “de descoberta” de algas e plantas marinhas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina para alunos universitários, organizado pela Universidade do Algarve.

    As florestas marinhas são formadas por organismos como algas e outras espécies estruturantes dos ecossistemas costeiros, desempenhando “um papel vital na manutenção da biodiversidade, na produção de oxigénio e na captura de carbono”, além contribuírem “para a mitigação das alterações climáticas e equilíbrio dos oceanos”, indicou a organização do festival.

    com
    Lusa

  • Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Um incêndio rural que deflagrou em 2022 nas Gambelas, em Faro, e se propagou até à Quinta do Lago, em Loulé, vai ser reproduzido na sexta-feira num exercício operacional da Proteção Civil, foi hoje anunciado.

    O exercício DECIRALG’26 vai envolver 250 operacionais para testar e treinar a resposta das várias entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do distrito de Faro.

    O simulacro vai decorrer na sexta-feira, entre as 07:00 e as 14:00, o que motivará a circulação de vários veículos de emergência e socorro na zona de Gambelas e áreas envolventes, lê-se numa nota da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    O Posto de Comando Operacional (PCO) vai ficar instalado no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, decorrendo o incêndio fictício nas modalidades de exercícios de posto de comando (CPX), para o nível estratégico, e com meios reais (LIVEX), para os níveis de comando tático e manobra no terreno.

    O exercício reproduz um incêndio rural de “elevada intensidade e complexidade operacional”, ocorrido em julho de 2022, na zona das Gambelas, na freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, com propagação até à Quinta do Lago, no concelho vizinho de Loulé.

    Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, “trata-se de um incêndio” com progressão rápida em ‘interface’ urbano-rural, “ameaçando habitações, infraestruturas críticas e zonas densamente povoadas”.

    Em julho de 2022, o fogo deflagrou numa zona residencial junto à Universidade do Algarve, tendo chegado à Quinta do Lago e Vale de Lobo, no concelho de Loulé, afetando uma área de 27 quilómetros de perímetro.

    O combate às chamas envolveu mais de 400 operacionais de várias regiões do país, tendo o fogo afetado quatro habitações, duas delas devolutas, quatro viaturas, 35 jardins de habitação e 13 locais de apoio agrícola.

    O DECIRALG’26 é o “culminar do esforço de planeamento, preparação e articulação” desenvolvido nos últimos meses, visando “o reforço da prontidão operacional para a fase mais exigente do ano no domínio dos incêndios rurais”, lê-se na nota.
    O simulacro coincide com o início do Empenhamento Operacional Reforçado do DECIR, assinalando a entrada no período de maior exigência operacional e de prontidão para responder a incêndios rurais.


     com Lusa

  • PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    O PCP considera que a dessalinizadora do Algarve não deve ser rejeitada mas questiona o modelo de gestão através de parceria público-privada. O partido defende uma estratégia integrada para os recursos hídricos da região em vez de soluções pontuais.

    O Partido Comunista Português manifestou preocupações sobre o modelo de gestão previsto para a dessalinizadora do Algarve, baseado numa parceria público-privada.

    Considera que este modelo pode transferir recursos públicos e o controlo de um bem essencial para interesses privados.

    Segundo o PCP, a instalação de uma dessalinizadora na região é uma solução que não deve ser rejeitada, mas levanta questões sobre os elevados custos de investimento e exploração, o significativo consumo energético e o reduzido contributo face às necessidades globais de abastecimento.

    O partido refere ainda os receios da população, pescadores e associações ambientais sobre os impactos ambientais. Atribui a escassez de água no Algarve a décadas de políticas contrárias ao planeamento e investimento na gestão pública dos recursos hídricos da região.

    Apesar do actual ano hidrológico ter sido favorável, com precipitações elevadas, os modelos de previsão climática apontam para maior frequência de períodos de seca.

    Como alternativa, o PCP propõe uma estratégia integrada que inclui o aumento da capacidade de armazenamento com a construção da barragem da Foupana, a interligação entre bacias hidrológicas, o apoio à pequena e média agricultura e a construção de uma rede de pequenos açudes e barragens.

    Este partido defende ainda a construção de mais Estações de Tratamento de Águas Residuais, o combate às perdas nas redes de abastecimento, a modernização do sistema de condutas e a implementação de uma política que regule os usos intensivos da água, dando prioridade ao consumo humano.

    O PCP considera que o modelo de parceria público-privada é apoiado pelo governo PSD/CDS e por outras forças políticas como a Iniciativa Liberal, o Chega e também o PS, alertando que não é aceitável abrir caminho à privatização da água sob o pretexto da necessidade e urgência.

  • Sapadores Florestais de São Brás de Alportel celebram oito anos de proteção da floresta

    Sapadores Florestais de São Brás de Alportel celebram oito anos de proteção da floresta

    A Equipa de Sapadores Florestais do Município de São Brás de Alportel, no passado dia 15 de março, celebrou o seu oitavo aniversário, o qual marca oito anos de dedicação à proteção da floresta, prevenção de incêndios rurais e apoio à comunidade local.

    Para assinalar a data, os sapadores florestais foram, alguns dias depois recebidos no Salão Nobre da Câmara Municipal, no dia 20 de março, pelo executivo municipal.

    A ocasião serviu para reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, tendo a equipa recebido novo fardamento.

    Esta equipa encontra-se Integrada no Serviço Municipal de Proteção Civil, sendo gerida pelo Município e coordenada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

    A sua intervenção é fundamental na defesa da floresta contra incêndios e na gestão sustentável do espaço rural do concelho.

    O trabalho dos sapadores florestais passa pela limpeza e manutenção de caminhos e acessos florestais, criação de faixas de gestão de combustível em torno de infraestruturas, e limpeza e desobstrução de linhas de água.

    Paralelamente, a equipa desenvolve ações de sensibilização junto da população, presta apoio à realização de queimas controladas e realiza vigilância ativa do território.

    Equipada com formação especializada e equipamento adequado para situações de risco, a equipa assegura a primeira intervenção e o apoio ao combate a incêndios rurais, reforçando a capacidade de resposta do concelho em situações de emergência.

    De acordo com o município, enquanto agentes de proteção civil, «os sapadores florestais desempenham funções essenciais que incluem silvicultura preventiva, manutenção e proteção de povoamentos florestais, instalação e beneficiação de infraestruturas de defesa da floresta, vigilância e apoio ao combate a incêndios, e ações de estabilização de emergência».

    «A equipa de sapadores florestais é um exemplo de dedicação e serviço público, desempenhando um papel essencial na proteção do nosso território“» afirmou Marlene Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, acrescentando:

    «Estes oito anos refletem um trabalho consistente, próximo da comunidade e fundamental para a segurança e valorização do concelho

  • Privados vão gerir Centro de Saúde em Silves

    Privados vão gerir Centro de Saúde em Silves

    A primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados no Algarve, prevista para Silves, deverá entrar em funcionamento até ao final do ano, servindo 7.750 utentes, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve.

    A Unidade de Saúde Familiar (USF) modelo C de Silves foi adjudicada em 16 de abril, estando atualmente a decorrer o prazo para a entidade adjudicatária entregar os documentos para formalizar o contrato, indicou fonte da ULS Algarve à agência Lusa.

    Para Lagos está também prevista uma USF C, cujo concurso deverá ser lançado em breve, acrescentou a ULS do Algarve, estimando que a mesma possa servir 13.450 utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    O concurso da USF modelo C de Lagos vai ter um preço base de aproximadamente 5,2 milhões de euros, enquanto a de Silves foi adjudicada por 2,9 milhões. O valor global das duas unidades é de cerca de 8,2 milhões de euros.

    As unidades modelo C foram criadas para prestar cuidados de saúde primário em áreas onde há mais de 4.000 utentes sem acesso a médicos de família e são geridas pelo setor privado ou social, através de contratação feita pelas ULS.

    Em janeiro, a Administração Central do Sistema de Saúde estimou que mais de 250 mil utentes deverão ser abrangidos pelos novos centros de saúde com gestão privada (USF C) que vão abrir nas regiões com menor cobertura de médicos de família.

    Estas unidades funcionam com autonomia e permitem complementar os cuidados prestados pelas unidades modelo A e B, que são geridas pelo setor público, através do SNS.

    Os contratos são celebrados por um período de cinco anos, podendo eventualmente renovar-se mediante acordo das partes, indicou a ULS.

    São critérios de avaliação das propostas, o preço global, modelo organizativo e operacional, acessibilidade e continuidade, qualidade e segurança clínica e inovação e melhoria contínua, referiu.

    O Governo aprovou em setembro de 2024 o decreto-lei que prevê a criação de centros de saúde geridos pelas autarquias e setores privado e social, como uma solução complementar à resposta pública no acesso aos cuidados de saúde primários.

    Desta forma, além das USF que integram o SNS, a legislação passou a prever também a existência de centros de saúde geridos por instituições sociais, cooperativas, misericórdias, autarquias ou entidades privadas, incluindo agregações de médicos.

    Lusa

  • Promotor da dessalinizadora nega que obra esteja a prosseguir

    Promotor da dessalinizadora nega que obra esteja a prosseguir

    A antiga proprietária do terreno expropriado para construir uma dessalinizadora em Albufeira acusou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Algarve de prosseguirem com os trabalhos, contrariando os efeitos de uma providência cautelar interposta.

    Em declarações à Lusa, fonte da empresa Águas do Algarve rejeitou a acusação e disse que qualquer atividade realizada após a notificação da providência cautelar foi motivada por questões logísticas e de armazenamento de materiais.

    Num comunicado divulgado hoje, a empresa Seacliff, proprietária do empreendimento turístico Pine Sun Park, em Albufeira, acusou a APA e Águas do Algarve de prosseguirem com as obras da dessalinizadora prevista para o local, apesar de terem sido citadas em 30 de Abril para a suspensão de eficácia das licenças ambientais.

    Os trabalhos continuam no terreno — em aparente violação do artigo 128.º do CPTA, que impõe a paragem automática das obras a partir do momento da citação”, denunciou, em comunicado, a promotora da ação judicial, que foi entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Loulé em 26 de abril.

    Teresa Fernandes, porta-voz da Águas do Algarve, responsável pela obra, confirmou na segunda-feira à Lusa que a empresa já tinha sido notificada da providência cautelar intentada pela Seacliff – Compra e Venda de Imóveis, antiga proprietária do terreno onde será construída a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve.

    Ao ser confrontada hoje com a acusação da antiga proprietária do terreno onde vai ser construída a dessalinizadora, a porta-voz da empresa rejeitou haver incumprimento do efeito suspensivo determinado pela providência cautelar.

    Nós não avançamos com a obra. Essa está parada, suspensa. O que está a acontecer são trabalhos associados à logística e armazenamento de materiais”, justificou a porta-voz da Águas do Algarve.

    A empresa está a “analisar detalhadamente os termos em que assenta a petição inicial” para poder fazer a sua contestação como contrainteressada na causa.

    Por seu turno, a Seacliff refere que estavam em curso no terreno “movimentações de terras, abertura de valas para implantação de tubagens, betonagens e operação de equipamentos pesados”.

    Os autores da ação judicial asseguraram que está “tudo registado em prova fotográfica e videográfica” e alertaram que os trabalhos executados após a notificação da providência cautelar são “nulos”, segundo a lei.

    Com base nestes argumentos, a Seacliff requereu a “declaração de nulidade dos atos de execução praticados após 30 de abril”, a “determinação da imediata cessação das obras” e a “notificação direta dos empreiteiros executantes para imediato cumprimento da ordem/citação do tribunal”.

    Lusa

  • José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário tem expetativa positiva sobre Macário Correia na Aqua SA

    José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve manifestou-se positivamente sobre a nomeação de Macário Correia para liderar Aqua SA, na perspetiva de que a água é fator crítico para o desenvolvimento regional.

    Sobre esta nomeação, afirma que a nomeação do Eng. Macário Correia para presidir à estrutura de missão da estratégia “Agua que une” é uma «decisão política que se saúda com expetativa positiva, considerando a prioridade para a região do Algarve dos investimentos na política pública da água».

    O presidente da CCDR Algarve destaca a ativa participação de Macário Correia no Conselho Regional da CCDR Algarve e no conselho estratégico da agricultura da região, bem como «o seu empenho pessoal no avanço em concreto da iniciativa ITI Água e Paisagem, em reforço da resiliência hídrica e a biodiversidade no Barrocal e interior do Algarve».

    Tecendo algumas considerações sobre o quadro que o ora nomeado vai enfrentar, lembra que «No Algarve, a prioridade no investimento na água, reúne crescente e alargado consenso, com acertada estabilidade da política pública, juntando o Governo, os Deputados à Assembleia da República, as Autarquias, os representantes setoriais da economia, em especial do turismo e da agricultura, a administração desconcentrada do Estado».

    Refere ainda que «A água transformou se num fator crítico para o desenvolvimento regional, para a coesão territorial e para atenuar o despovoamento do interior».

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), no quadro da sua missão, atribuições e competências, é parceiro ativo no desenvolvimento dos diversos projetos de execução da estratégia Água que une, designadamente as barragens do Alportel e da Foupana : os investimentos no domínio da água, são de interesse público regional e essa é a linha de trabalho que prosseguimos na CCDR Algarve.

    Visão de enquadramento – Numa visão de curto e médio prazo, no horizonte 2035, considerando o princípio da subsidiariedade e a governança multinível, é também da de opinião que «a região ganhará em reforçar estes consensos em torno de um pacto regional pela água no horizonte 2035, seguindo o exemplo da vizinha Andaluzia, definindo e calendarizando os investimento em novas fontes e no aumento da eficiência hídrica, assegurando a água para o consumo humano, para a economia, nas suas diversas atividades económicas, em especial no turismo e lazer e para a agricultura».

    Aproveitou para sublinhar ainda a importância das obras já em execução e os esforços para a execução dentro dos prazos dos investimentos em curso no ciclo urbano da água, com financiamento do Programa Regional Algarve 2030 e do Fundo Ambiental e dos investimentos a financiar pelo programa Sustentável 2030.

    Numa perspetiva regional, manifestou também o empenho na articulação com os Municípios, a AMAL e as áreas governativas do Ambiente e Agricultura, colaborando com a nova estrutura de missão na construção conjunta de soluções que permitam aumentar as disponibilidades de água no Barlavento do Algarve, para consumo humano, para o turismo, para a atividade agrícola, dando maior resiliência e disponibilidades de água nos perímetros agrícolas de rega de Silves-lagoa- Portimão e Alvor- Bravura.

    Também o desenvolvimento dos estudos técnicos, decisões políticas e projetos de execução que permitam a prazo estender o regadio coletivo no interior do Município de Olhão, ao Município de Faro (incluindo a Campina de Faro) e ao Município de Loulé, assegurando a viabilidade económica e o contributo da agricultura para o abastecimento e segurança alimentares, e para a diversificação da base económica regional.

  • DIA DA EUROPA 2026 ASSINALADO EM FARO COM PROGRAMA DIVERSIFICADO DE INICIATIVAS

    DIA DA EUROPA 2026 ASSINALADO EM FARO COM PROGRAMA DIVERSIFICADO DE INICIATIVAS

    Faro prepara-se para celebrar o Dia da Europa em 2026, a 9 de maio, com um programa abrangente de iniciativas organizadas pela CCDR Algarve, o Programa Regional ALGARVE 2030 e o Europe Direct Algarve.

    A celebração, que ocorrerá num sábado, reveste-se de particular significado, coincidindo com o 40.º aniversário da entrada em vigor dos Tratados de Adesão de Portugal às então Comunidades Europeias, um marco histórico no percurso do país.

    A data evoca a Declaração Schuman, proferida a 9 de maio de 1950, por Robert Schuman, considerada o ponto de partida para a construção da Europa unida.

    Num contexto de pós-guerra, a proposta de cooperação entre estados lançou as bases de um projeto de paz, solidariedade e interdependência, visando a impossibilidade material e ideológica de conflitos futuros.

    As palavras de Schuman, “A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam,” ressoam ainda hoje, sublinhando a importância da construção contínua da União Europeia.

    Em 2026, o Dia da Europa ganha, assim, uma relevância acrescida para Portugal, ao assinalar quatro décadas de integração no projeto europeu, um período que impulsionou o desenvolvimento económico, social e institucional do país.

    As celebrações em Faro terão início nas noites de 8 e 9 de maio, com a iluminação a azul do edifício-sede da CCDR Algarve, em resposta ao desafio lançado pela Comissão Europeia em Portugal, simbolizando a cor da bandeira europeia.

    No dia 8 de maio, pelas 17h00, a Sala de Exposições da CCDR Algarve acolherá a inauguração da exposição “Mário Soares, 100 anos”, uma iniciativa da Fundação Mário Soares.

    Esta exposição, concebida no âmbito do centenário do nascimento do estadista, pretende dar a conhecer a vida, o pensamento e a ação de Mário Soares (1924-2017), figura central na adesão de Portugal às Comunidades Europeias e um defensor incansável da presença de Portugal no projeto europeu, durante o seu mandato como Presidente da República.

    O ponto alto das comemorações será a 9 de maio, com início às 9h30, em frente à CCDR Algarve, com a cerimónia de hastear das bandeiras, acompanhada pelo Hino da Europa, interpretado pela Associação Filarmónica de Faro.

    A este momento solene, seguir-se-á um conjunto de iniciativas abertas à população, promovendo a interação e a participação dos cidadãos na celebração.

    As comemorações estendem-se ao dia 16 de maio, a partir das 10h00, com a realização do evento “A Europa na minha região – No Algarve, juntos fazemos caminho”, na Praça da Liberdade, em Faro. Esta iniciativa, promovida pela Comissão Europeia, através da Direção-Geral da Política Regional e Urbana, transformará a praça num espaço dinâmico e imersivo dedicado à região do Algarve.

    Os participantes terão a oportunidade de participar em atividades interativas e de conhecer projetos financiados por fundos europeus que contribuem para o desenvolvimento da região.

    O programa do dia 16 de maio contará com momentos de destaque, incluindo uma atuação ao vivo da artista Aurea, um showcooking com a chef Noélia Jerónimo, demonstrações científicas com a atleta portuguesa de bodyboard Joana Schenker, atividades criativas, um quiz interativo e experiências imersivas com recurso à realidade virtual, prometendo um dia repleto de informação e entretenimento para todas as idades.

  • Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Agricultores e empresas do sul do país podem voltar a fazer novos furos para captação de água subterrânea depois de anos de proibições devido à seca. A medida abrange sistemas aquíferos do Alentejo e Algarve.

    O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou hoje o fim das restrições ao licenciamento de furos de captação de água que vigoravam há vários anos no sul do país. A decisão foi tomada devido à recuperação dos recursos hídricos após as chuvas intensas dos últimos meses.

    A medida vai beneficiar principalmente proprietários rurais, empresas agrícolas e outros utilizadores no Alentejo e Algarve que estavam impedidos de perfurar novos furos para aceder às águas subterrâneas.

    Estamos em condições de levantar as restrições ao licenciamento de captações de água subterrâneas que vigoraram nos últimos anos devido à situação de seca“, disse Montenegro no final do Conselho de Ministros realizado na Ovibeja, em Beja.

    No Alentejo, a medida abrange o sistema aquífero de Moura-Ficalho, enquanto no Algarve inclui os sistemas de Querença-Silves e de Almádena-Odiáxere. Estas zonas estavam sob restrições rigorosas durante o período de seca que afectou o país.

    Apesar do levantamento das proibições, o Governo mantém o apelo à gestão cuidadosa dos recursos hídricos. Montenegro alertou que “esta evolução favorável não deve desviar-nos de proceder a uma gestão rigorosa, equilibrada, cuidada e eficiente dos recursos hídricos“.

    A decisão surge após a melhoria significativa das reservas hídricas do país. Em fevereiro, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente garantiu que o sul tem água armazenada para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias”.

    José Pimenta Machado, da APA, destacou que o país passou por uma “situação verdadeiramente excecional”, com chuvas persistentes “de Bragança a Faro” na sequência das tempestades do início do ano.

    Lusa

  • Cadáver encontrado na Ria Formosa

    Cadáver encontrado na Ria Formosa

    As autoridades encontraram um cadáver no esteiro Baião, na Ria Formosa, em Faro, após alerta de populares. O corpo foi localizado pelas 10h20 perto da ponte de acesso à ilha de Faro.

    O capitão do porto de Faro, Vítor Conceição Dias, confirmou que a presença do corpo foi comunicada pelas 10h20. O cadáver encontrava-se no esteiro Baião, numa zona próxima da ponte que dá acesso à ilha de Faro.

    A Protecção Civil mobilizou 18 operacionais e oito veículos para o local. Fonte do Comando Regional de Emergência e Protecção Civil do Algarve remeteu esclarecimentos para a Polícia Marítima.

    O corpo será transferido para o Gabinete Médico-Legal de Faro. A investigação ficará a cargo da Polícia Judiciária, que também foi chamada ao local.

    As autoridades não avançaram dados sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado e recuperado, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

    Lusa

  • Turismo do Algarve mantém atratividade apesar da a incerteza global

    Turismo do Algarve mantém atratividade apesar da a incerteza global

    O Algarve alcançou em março uma subida homóloga de 11,9% nos proveitos turísticos e de 3,9% nas dormidas, reforçando a capacidade de atrair visitantes apesar da incerteza a nível mundial, considerou o presidente do Turismo do Algarve.

    De acordo com André Gomes, os valores revelados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o crescimento da atividade turística em Portugal mostram que a região atraiu mais visitantes em época baixa do turismo, mesmo com cenários de incerteza registados a nível global, devido aos efeitos do conflito no Irão e no Médio Oriente na economia.

    Em comunicado, o Turismo do Algarve destacou que a região teve “indicadores de crescimento superiores à média nacional” e o “maior aumento” do país nos proveitos turísticos, assim como “na evolução das dormidas, onde a taxa de variação homóloga, no caso dos não residentes, foi de 4%”, observou.

    Também a estada média dos turistas na região, de 3,58 noites, foi superior à média nacional (2,42 noites).

    Estes resultados são um sinal positivo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, em conjunto com os parceiros públicos e privados, na afirmação da região como destino competitivo, seguro e atrativo todo o ano, e confirmam o Algarve como um destino de confiança, perante os cenários de instabilidade à escala global”, afirmou André Gomes, citado na nota.

    O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) realçou que estes indicadores foram alcançados em março, “ainda em época baixa” do turismo, levando o setor a “encarar com otimismo os meses que se aproximam”.

    O responsável reconheceu, contudo, que os meses de verão que se aproximam vão ser “especialmente desafiantes, se a conjuntura internacional se mantiver”.

    Embora o mercado externo tenha tido relevância para o “bom desempenho” de março (mais 4% ao nível das dormidas, face ao período homólogo), a região mantém-se como “destino de eleição para os portugueses”, tendo registado um crescimento de 3,2% nas dormidas de turistas nacionais”, salientou o Turismo do Algarve.

    O crescimento registado em mercados como Espanha (mais 26,1%), Itália (mais 15,2%) e Irlanda (mais 14,6%) confirma a importância de uma estratégia promocional diversificada, que combina mercados consolidados com mercados de elevado potencial, permitindo reduzir dependências e alargar a base internacional de procura pelo Algarve”, acrescentou.

    Albufeira também mereceu o destaque do Turismo do Algarve, depois de o boletim do INE sobre a atividade turística ter registado, em março, um “crescimento [homólogo] de dormidas de 16% (28,6% nos residentes e 14,3% nos não residentes)” e o concelho “representado 7,4% do total de dormidas turísticas a nível nacional”.

    A presença de sete municípios algarvios entre os 15 principais concelhos nacionais em volume de dormidas confirma a força do Algarve enquanto destino regional integrado e com uma oferta diversificada, em todo o território e ao longo de todo o ano”, concluiu.

    • Lusa
  • Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Os custos de gestão das lamas resultantes do tratamento de águas residuais têm registado um crescimento contínuo nos últimos anos.

    O aumento dos preços da energia e da mão-de-obra, bem como a intensificação da monitorização do mercado, explicam esta escalada.

    As entidades gestoras de saneamento enfrentam uma pressão crescente na gestão das lamas produzidas pelos processos de tratamento de águas residuais.

    Esta actividade essencial tem visto os seus custos aumentar de forma sustentada, criando desafios financeiros para o sector.

    Para além dos factores económicos, as entidades gestoras e as empresas do sector apontam problemas estruturais que agravam a situação.

    A burocracia associada à valorização agrícola directa é uma das principais preocupações, sendo que este destino representa actualmente menos de 10% das lamas tratadas.

    A insuficiência de unidades de tratamento orgânico constitui outro obstáculo significativo. O mercado caracteriza-se ainda por uma reduzida concorrência, com vários concursos públicos a ficarem desertos por falta de interessados.

    Apesar das dificuldades, o sector regista a entrada de novos operadores, o que poderá contribuir para aumentar a oferta e a competitividade.

    Tanto as entidades gestoras como as empresas privadas estão a avançar com novos investimentos para responder a este contexto desafiante e encontrar soluções mais eficazes e económicas para a gestão das lamas.

    Fonte: conferencias@about.pt

  • Agricultores algarvios podem candidatar-se a apoios até 90 mil euros

    Agricultores algarvios podem candidatar-se a apoios até 90 mil euros

    Está aberto um concurso para apoiar explorações agrícolas no Algarve com investimentos até 90 mil euros. As candidaturas decorrem até 31 de Janeiro de 2024.

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) lançou um novo concurso dirigido aos agricultores da região. O programa visa apoiar investimentos nas explorações agrícolas com financiamentos que podem chegar aos 90 mil euros.

    Esta medida insere-se no Programa de Desenvolvimento Rural do Algarve 2014-2020 e pretende modernizar o sector agrícola regional, promovendo a competitividade e a sustentabilidade das explorações.

    Os apoios destinam-se a investimentos em equipamentos, infra-estruturas e tecnologias que contribuam para melhorar a eficiência produtiva e a qualidade dos produtos agrícolas. Podem candidatar-se agricultores individuais, sociedades agrícolas e outras formas de organização do sector primário.

    As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma electrónica da CCDR Algarve. O prazo termina a 31 de Janeiro de 2024, sendo que a documentação necessária e os critérios de elegibilidade estão disponíveis no sítio oficial da instituição.

    Este programa enquadra-se na estratégia regional de apoio ao desenvolvimento rural e à modernização da agricultura algarvia, sector fundamental para a economia da região.

    CCDR Algarve