FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Algarve

  • Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

    Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

    Acompanhamento rigoroso e foco na qualificação marcam encontro em Tavira

    A 7.ª Reunião do Comité de Acompanhamento do Programa Regional ALGARVE 2030 decorreu, no passado dia 10 de março, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, reunindo representantes da Comissão Europeia e entidades responsáveis pela execução do programa.

    O encontro, que teve lugar no Museu Zer0, projeto financiado pelo próprio programa, serviu para avaliar o progresso dos investimentos suportados por fundos europeus na região.

    Teve como objetivo principal analisar o ponto de situação da execução do programa ALGARVE 2030 e apresentar o plano de ação para a implementação de novas prioridades. Pretende-se, com este acompanhamento, garantir que os fundos europeus estão a ser aplicados de forma eficaz no desenvolvimento regional e reforçar a articulação entre as diversas entidades envolvidas na gestão do programa.

    O Algarve 2030 é um instrumento essencial para reforçar a competitividade, a qualificação e a sustentabilidade da região“, afirmou José Apolinário, presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030. Apolinário sublinhou ainda a importância do “acompanhamento próximo dos projetos e o diálogo entre as instituições” para assegurar que os fundos europeus contribuem efetivamente para o desenvolvimento do Algarve.

    O Museu Zer0, que acolheu a reunião, é um exemplo de investimento inovador apoiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030. Este espaço, o primeiro museu de arte digital do país, representa um investimento total de 2.362.403,75 euros, dos quais 2.003.887,02 euros (80%) são provenientes de fundos europeus.

    Qualificação de Adultos no centro do debate

    A tarde foi dedicada a uma sessão temática sobre a Qualificação de Adultos, que decorreu na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira. Especialistas e entidades ligadas à formação e qualificação, incluindo Gregório de Castro, da Direção-Geral do Emprego da Comissão Europeia, debateram a importância da aprendizagem ao longo da vida e do reforço das competências da população adulta na região.

    Durante a sessão, foram apresentadas diversas ofertas formativas financiadas pelo ALGARVE 2030, nomeadamente Centros Qualifica, Formações Modulares Certificadas, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Cursos de Especialização Tecnológica. Testemunhos de beneficiários destas medidas foram igualmente partilhados, evidenciando o impacto positivo dos fundos europeus na qualificação e empregabilidade regional.

    Investir na qualificação das pessoas é investir no futuro da região”, frisou José Apolinário. O presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030 salientou que o programa “permite reforçar oportunidades de formação e requalificação ao longo da vida, contribuindo para melhorar as competências dos adultos e para responder às necessidades do tecido económico regional“.

  • PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    Críticas à «Política de Direita»

    O Partido Comunista Português (PCP) no Algarve assinalou o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, com duras críticas às políticas do governo PSD/CDS e aos partidos IL e Chega, acusando-os de promoverem uma “agenda reaccionária” que coloca em risco os direitos das mulheres. Em comunicado, o partido afirmou que as “opções neoliberais” do governo representam “novos perigos para os direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e cidadãs.”

    O PCP Algarve reiterou o seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, destacando as suas iniciativas políticas e institucionais “visando a prevenção e o combate à exploração, às desigualdades, às discriminações, pela igualdade e emancipação.” O partido sublinhou a importância de valorizar a luta das mulheres por direitos e defendeu um “Portugal soberano, de justiça social e promotor da Paz.

    As comemorações do Dia Internacional da Mulher no Algarve contaram com diversas iniciativas, incluindo a “Semana da Igualdade” organizada pela CGTP, que decorreu de 2 a 8 de Março em empresas e locais de trabalho. A Comissão de Igualdade da União de Sindicatos do Algarve e vários sindicatos participaram nas ações, sob o lema “A igualdade que Abril abriu. Reforçar direitos, cumprir a Constituição“.

    O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) também marcou presença com uma Manifestação Nacional de Mulheres em Faro. O desfile percorreu a Avenida Calouste de Gulbenkian e culminou com um espetáculo cultural no Teatro das Figuras.

    Segundo o PCP, o desfile do MDM, organizado pela primeira vez em Faro, contou com mais de 200 participantes, integrando-se nas manifestações realizadas em outras 18 cidades do país e regiões autónomas. A manifestação teve como lema “Vida com dignidade, direitos com igualdade. Enquanto não existirem na vida exigem-se na rua.

    O espetáculo cultural no Teatro das Figuras, que esgotou a sala, foi descrito como “de grande qualidade”, com uma forte componente política e reivindicativa em torno do Dia da Mulher.

    A Direção da Organização Regional do Algarve do PCP saudou todas as mulheres e todos os que se associaram às comemorações do Dia Internacional da Mulher na região. O partido reafirmou o seu compromisso com os direitos das mulheres, pela igualdade e emancipação.

  • Bombeiros algarvios Recolhem 137 Toneladas de Resíduos Elétricos para Reciclagem

    Bombeiros algarvios Recolhem 137 Toneladas de Resíduos Elétricos para Reciclagem

    Destaque para Vila Real de Santo António e Castro Marim

    Dez associações de bombeiros voluntários do distrito de Faro contribuíram significativamente para a 10ª edição do Quartel Electrão, enviando 137 toneladas de equipamentos elétricos usados para reciclagem. A iniciativa foi promovida pelo Electrão, decorreu ao longo de 2025 e envolveu bombeiros de todo o país.

    No distrito de Faro, a Associação Humanitária de Bombeiros de Vila Real de Santo António destacou-se ao recolher mais de 69 toneladas, valendo-lhe o Prémio Regional Sul, que abrange também o distrito de Beja. Este prémio traduz-se num apoio de 750 euros em cartões pré-pagos de combustível. No total, as associações do distrito arrecadaram mais de 13 mil euros em prémios.

    A nível nacional, a 10ª edição do Quartel Electrão superou todos os recordes, com a recolha de 3.007 toneladas de pilhas, baterias, lâmpadas e outros equipamentos elétricos, graças à participação de 225 associações humanitárias. Este valor representa um aumento face às 2.774 toneladas recolhidas na edição anterior. O montante total de prémios distribuídos às associações ascendeu a 359 mil euros, mais 42.691 euros do que em 2024.

    A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz foi a grande vencedora, recolhendo mais de 293 toneladas de resíduos e recebendo um veículo ligeiro de combate a incêndios no valor de 72.500 euros.

    As associações de bombeiros recebem ainda incentivos financeiros por cada tonelada de material recolhido, o que constitui uma forma de recompensar o seu empenho na proteção do ambiente e na promoção da reciclagem.

    Ricardo Furtado, Diretor-Geral de Elétricos e Pilhas do Electrão, sublinhou a importância da parceria com os bombeiros: “O contributo desta iniciativa tem um peso relevante nos resultados globais da atividade e no último ano representou 8% da recolha da rede própria do Electrão”.

    A 11ª edição do Quartel Electrão já está em curso, proporcionando às associações de bombeiros a oportunidade de continuarem a apoiar as suas comunidades e a contribuir para a reciclagem de resíduos elétricos. Os cidadãos podem consultar o site www.ondereciclar.pt para localizarem o quartel aderente mais próximo e entregarem os seus equipamentos elétricos usados.

    Ao longo de dez edições, o Quartel Electrão já recolheu cerca de 20 mil toneladas de resíduos elétricos e atribuiu mais de 2,1 milhões de euros em prémios e incentivos aos bombeiros.

    Com Arenilha TV

  • Faro recebe “Eva

    Faro recebe “Eva

    Exposição de Cláudia Gonçalves em destaque no AP Eva Senses

    O hotel AP Eva Senses, em Faro, abriu as suas portas à arte com a inauguração da exposição “Eva” da artista Cláudia Gonçalves. A mostra, patente até ao dia 12 de abril, apresenta uma coleção de obras que exploram o abstracionismo matérico, um estilo contemporâneo focado na textura e na expressividade dos materiais.

    A inauguração da exposição, que decorreu recentemente no hotel, contou com a presença da artista, amigos, familiares e representantes da direção do AP Eva Senses.

    As obras de Cláudia Gonçalves destacam-se pela utilização de tons neutros e orgânicos, como beges, cremes e brancos. Através de técnicas de aplicação em camadas e efeitos de profundidade, a artista cria composições que procuram transmitir sensações de equilíbrio, serenidade e elegância.

    A exposição “Eva” está instalada num espaço dedicado à promoção de artistas locais, inaugurado no ano passado pelo AP Eva Senses. Esta iniciativa visa reforçar o apoio do grupo AP Hotels & Resorts à cultura da região algarvia.

    O AP Eva Senses, um hotel de quatro estrelas localizado no centro de Faro, oferece vistas privilegiadas para a Marina da cidade e para o Parque Natural da Ria Formosa. A exposição “Eva” surge como mais uma atração para hóspedes e visitantes, consolidando a aposta do hotel na promoção da arte e cultura local.

  • Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    Algarve tranquilo com reservas de água por vários anos

    As chuvas intensas que marcaram o início do ano trouxeram um alívio raro e muito bem‑vindo ao Algarve, uma região historicamente marcada por ciclos de seca severa.

    Depois de vários anos de preocupação crescente com a escassez hídrica, o cenário atual é descrito pelas autoridades como excecional e capaz de garantir o abastecimento público durante dois a três anos, mesmo que não volte a chover de forma significativa.

    Reservas de água em níveis históricos

    Segundo José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as barragens do sul do país encontram‑se “praticamente cheias”, um contraste evidente face ao panorama crítico vivido nos últimos anos.
    O boletim semanal das albufeiras confirma esta tendência: Portugal continental regista 95% da capacidade total de armazenamento, um valor que se aproxima de máximos históricos.

    Mesmo sistemas tradicionalmente mais frágeis, como a albufeira do Arade, apresentam agora níveis muito acima do habitual, situando‑se nos 74% da capacidade. Em alguns casos, como na barragem de Monte da Rocha, foi mesmo necessário proceder a descargas de superfície devido ao enchimento total.

    Impacto no Baixo Guadiana

    No Baixo Guadiana, onde a dependência das reservas hídricas é particularmente sensível — tanto para o consumo humano como para a agricultura — o novo cenário oferece uma margem de segurança inédita nos últimos anos.

    A região, que inclui concelhos como Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, tem beneficiado diretamente da recuperação das bacias hidrográficas do sotavento. A melhoria dos níveis de armazenamento reduz a pressão sobre os sistemas de captação e permite planear a gestão hídrica com maior estabilidade.

    Além disso, o Guadiana, enquanto eixo estratégico para o abastecimento e para a agricultura, apresenta caudais mais regulares, contribuindo para um equilíbrio ambiental que há muito não se verificava.

    Gestão responsável continua a ser essencial

    Apesar do otimismo, as autoridades sublinham que este é um alívio temporário e não uma solução definitiva. O Algarve continua a ser uma região vulnerável às alterações climáticas, com precipitação irregular e forte pressão turística e agrícola.

    Por isso, a APA reforça a necessidade de:

    • Manter práticas de consumo eficiente, tanto no setor doméstico como no agrícola;
    • Apostar em soluções estruturais, como a dessalinização e o reforço das interligações entre sistemas;
    • Monitorizar de forma contínua as bacias mais sensíveis, como as do Arade e do Funcho, que continuam a exigir gestão cuidada.

    Um presente tranquilo, um futuro a planear

    O Algarve respira agora de alívio. As reservas acumuladas garantem estabilidade no curto e médio prazo, permitindo que a região se concentre em preparar o futuro com mais resiliência.
    No Baixo Guadiana, onde a água é um recurso vital para a economia local e para a qualidade de vida das populações, este período de abundância deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar estratégias de gestão sustentável.

  • Dívida de estrangeiros aos hospitais do Algarve ultrapassa um milhão de Euros

    Dívida de estrangeiros aos hospitais do Algarve ultrapassa um milhão de Euros

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve enfrenta um desafio significativo na recuperação de dívidas provenientes de utentes estrangeiros não residentes, com um montante acumulado de 1 milhão e 234 mil euros por cobrar.

    Esta situação coloca a ULS, que integra o Hospital de Faro, o Hospital de Portimão e o Hospital Terras do Infante em Lagos, entre as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais afetadas por esta problemática.

    Os dados oficiais revelam que o elevado número de turistas na região e a complexidade em cobrar seguros internacionais contribuem para esta situação.

    Estima-se que, num ano, cerca de 71 mil estrangeiros recorrem aos serviços de urgência nos hospitais algarvios. Muitos destes utentes não possuem acordo bilateral com Portugal ou seguro de saúde válido, estando, em teoria, sujeitos ao pagamento de taxas de 112 euros por cada utilização do serviço de urgência. Contudo, a cobrança efetiva deste valor nem sempre se concretiza.

    A situação tem a ver com o elevado fluxo de turistas e a dificuldade em acionar seguros internacionais criam um cenário complexo, porque muitos utentes estrangeiros recorrem às urgências sem a cobertura necessária, e a recuperação destes valores torna-se um processo moroso e, por vezes, infrutífero.

    A ULS do Algarve pondera agora reforçar os mecanismos de cobrança e sensibilizar os turistas para a necessidade de garantir a cobertura de saúde adequada antes de viajar para a região.

  • Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Esforço nacional para salvar espécie rara de carvalho

    Universidade do Algarve lidera recuperação nacional do Carvalho-de-Monchique

    O carvalho-de-monchique, uma das árvores autóctones mais raras e ameaçadas de Portugal, está a receber uma nova esperança de sobrevivência através de um projeto nacional ambicioso, impulsionado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A Universidade do Algarve (UAlg) juntou-se a este esforço, desempenhando um papel crucial na conservação ex situ desta espécie em declínio.

    A iniciativa, parte do programa TransForm e coordenada pelo RAIZ em colaboração com o BIOPOLIS e outras universidades, visa criar uma rede nacional de mini-arboreta para a preservação do carvalho-de-monchique ( Quercus canariensis Willd. ), anunciou aquela instituição de ensino superior no Algarve.

    A ação tem por base uma extensa investigação desenvolvida pelo grupo de Biogeografia e Geobotânica Aplicada (BEPE) do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO (Universidade do Porto).

    A participação da UAlg foi facilitada pela professora Manuela David, curadora do Herbário da instituição, que apoiou a integração da universidade no projeto e acompanhou todo o processo.

    Recentemente, no campus da UAlg, foi realizada uma plantação de exemplares de carvalho-de-monchique, numa iniciativa que visa integrar a conservação da espécie na gestão dos espaços verdes da universidade.

    Esta plantação está plenamente alinhada com a visão estratégica da Reitoria para a promoção de campi mais sustentáveis, saudáveis e resilientes», explica Vânia Serrão de Sousa, pró-reitora para as Ciências da Sustentabilidade da UAlg.

    Carvalho-de-Monchique: Universidade do Algarve lidera «Ao integrar a conservação de uma espécie autóctone ameaçada, estamos a contribuir para a adaptação às alterações climáticas, promovendo a biodiversidade, o sombreamento e os serviços de ecossistema, com impacto positivo no bem-estar da comunidade académica.»

    A iniciativa visa igualmente reforçar o compromisso da UAlg com «soluções baseadas na natureza» para os desafios ambientais. A plantação e o acompanhamento dos exemplares contam com a colaboração de José Monteiro, José Bidarra e Helena Rodrigues.

    A Universidade do Algarve comprometeu-se a monitorizar o crescimento e desenvolvimento das árvores, consolidando o seu papel na conservação da biodiversidade e na construção de um campus mais resiliente face aos impactos das alterações climáticas.

    Este projeto pretende sublinha a importância da colaboração entre instituições de ensino superior e entidades de investigação para a proteção do património natural português.

  • Algarve é Destino Convidado na BTL 2026

    Algarve é Destino Convidado na BTL 2026

    Roteiro de Experiências e Forte Aposta no Turismo Interno

    Região assume o papel de Destino Nacional Convidado e apresenta uma programação diversificada, com foco na gastronomia, cultura, novos segmentos turísticos e reforço do mercado português.

    A edição de 2026 da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre entre 25 de fevereiro e 1 de março, contará com uma forte presença do Algarve.

    A região, distinguida como Destino Nacional Convidado, preparou um programa diversificado que visa reforçar o seu posicionamento no mercado interno e apresentar as suas novas apostas para o futuro do turismo.

    O stand do Algarve, localizado no Pavilhão 1 da FIL, será um espaço de interação e descoberta, reunindo municípios, associações e parceiros regionais. A programação incluirá ativações culturais, experiências enogastronómicas e momentos de grande visibilidade mediá

    O Algarve participa na CNN Portugal Summit, integrando a mesa-redonda sobre a diversificação geográfica e setorial do turismo e na Festa de Networking. “After Hour Party – Festa Algarve“, com DJ DEELIGHT, promete animar o Grand Hall da FIL com a energia e a identidade da região.

    O Turismo do Algarve apresentará os destaques e prioridades do destino para 2026, com foco nas linhas estratégicas para o futuro da região, terá visibilidade Mediática com a participação na emissão da TSF a partir da FIL e transmissão do “Expresso da Meia-Noite” em direto do stand do Algarve.

    Na Agenda Cultural destacam-se as atuações de Dino D’Santiago, Entre Aspas & Viviane e um rancho folclórico, evidenciando a riqueza das tradições populares e a expressão cultural algarvia.

    Novas Apostas e Segmentos Turísticos

    A presença do Algarve na BTL 2026 é marcada por uma aposta na diversificação da procura e na valorização de novos segmentos turísticos, com destaque para a apresentação do Centro de Congressos de Lagoa, que visa consolidar o posicionamento do Algarve no segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).

    Prevê-se o lançamento da marca “Algarve by Car”, incentivando a uma experiência autónoma e personalizada do destino, a promoção do turismo náutico com atividades Náuticas da Barragem de Odeleite, valorizando novos polos de atração no interior do território.

    Quanto ao Turismo de Golfe, espera-se a apresentação do PGA TOUR Champions 2026, reforçando o posicionamento internacional do Algarve como destino de referência para esta modalidade e o Enoturismo: Promoção do “Passaporte Rota dos Vinhos do Algarve”, ligando produção, cultura e experiência turística.

    Mercado Interno como Prioridade

    A participação reforçada do Algarve na BTL 2026 enquadra-se na estratégia de consolidação do mercado nacional. Segundo André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve, “Ser Destino Nacional Convidado na BTL 2026 é uma oportunidade estratégica para reforçarmos a ligação ao mercado interno, que continua a ser o principal emissor de turistas para o Algarve e um pilar fundamental da estabilidade da nossa atividade turística.

    Com uma agenda intensa, presença mediática reforçada e uma programação diversificada, o Algarve pretende afirmar-se na BTL 2026 como um destino completo e competitivo, capaz de responder às novas exigências do mercado.

  • Turismo debate salários e condições de trabalho em feira de emprego com forte adesão

    Turismo debate salários e condições de trabalho em feira de emprego com forte adesão

    Mais de 100 empresas e milhares de candidatos reuniram-se na edição de 2026 da Feira de Emprego do Turismo para discutir os desafios e oportunidades do setor.

    A edição deste ano, que superou as expectativas dos organizadores, teve como foco central a necessidade urgente de melhorar as condições de trabalho, nomeadamente os salários e a organização do trabalho, para garantir a retenção de talento.

    Sem condições base, salário e organização do trabalho não há retenção“, foi uma das conclusões retiradas do evento, que procurou promover o contacto direto entre empresas e potenciais colaboradores. A feira contou com a presença de empresas de diversos ramos do turismo, desde hotelaria e restauração a agências de viagens e animação turística.

    António Marto e João Silva Santos, organizadores do evento, destacaram em entrevista ao TNews a evolução da feira ao longo dos anos e a importância da parceria estabelecida para “profissionalizar o processo de matching entre empresas e candidatos“.

    Segundo os responsáveis, esta profissionalização permitiu otimizar a identificação de perfis adequados às necessidades específicas de cada empresa, aumentando as chances de contratação.

    O contexto atual do emprego no turismo foi também um tema central de debate. Apesar do crescimento do setor, a dificuldade em atrair e reter profissionais qualificados persiste, principalmente devido à concorrência salarial com outros setores e países.

    A Feira de Emprego do Turismo procura ser um ponto de encontro para discutir estas questões e encontrar soluções que beneficiem tanto os trabalhadores como as empresas, promovendo um setor mais sustentável e atrativo.

    Foto: Squirrel – Algarve
  • Bispado do Algarve lança Fundo de Apoio a vítimas dos temporais

    Bispado do Algarve lança Fundo de Apoio a vítimas dos temporais

    Em resposta aos recentes e violentos temporais que assolaram a região, causando avultados danos materiais e pessoais, o Bispado do Algarve anunciou a criação de um fundo solidário de emergência.

    Esta iniciativa visa prestar apoio financeiro e logístico direto às famílias e comunidades mais vulneráveis afetadas pela intempérie.

    A decisão sublinha o papel ativo da Diocese na resposta a crises sociais e ambientais, posicionando-se como um pilar de suporte essencial em momentos de adversidade.

    O fundo será gerido pela estrutura diocesana, garantindo que as verbas angariadas sejam canalizadas de forma transparente e eficaz para as necessidades mais prementes, como a reconstrução de habitações, a reparação de infraestruturas comunitárias e a aquisição de bens essenciais.

    A Igreja algarvia apela agora à generosidade de toda a comunidade — fiéis, empresas e a sociedade civil em geral — para que se juntem a este esforço humanitário.

    A magnitude dos prejuízos exige uma mobilização rápida e concertada para que as vítimas possam iniciar o processo de recuperação e regressar à normalidade o mais brevemente possível.

    Detalhes sobre os mecanismos de contribuição, incluindo números de conta bancária e pontos de recolha, serão divulgados nos próximos dias através dos canais oficiais do Bispado. Esta é uma oportunidade crucial para demonstrar a coesão e o espírito de entreajuda que caracterizam a comunidade algarvia perante o flagelo dos elementos, considera a instituição religiosa.

  • Algar Orange alerta para “situação crítica” e pede intervenção imediata do Governo

    Algar Orange alerta para “situação crítica” e pede intervenção imediata do Governo

    A Algar Orange, associação que representa os principais operadores de citrinos do Algarve, emitiu este sábado um comunicado onde traça um cenário negro para o setor após os eventos climáticos extremos que assolaram a região.

    A organização alerta para perdas avultadas na produção e danos estruturais que colocam em risco a sustentabilidade das empresas e o emprego regional.

    Impacto nas Explorações – Segundo o documento, a magnitude da calamidade resultou não só na queda prematura de fruto, mas também na destruição de infraestruturas essenciais, como sistemas de rega e vedações.

    A associação sublinha que a capacidade de recuperação dos produtores está “no limite”, especialmente após sucessivos anos de seca extrema, agora agravados por este fenómeno de precipitação e ventos violentos.

    Exigência de Medidas Extraordinárias – A Algar Orange defende que as linhas de crédito habituais são insuficientes para a realidade atual. O setor exige:

    Apoios a fundo perdido para a reconstrução de infraestruturas; agilização dos seguros agrícolas, cujas coberturas são frequentemente consideradas desadequadas pelos produtores; e isenções temporárias de contribuições sociais para garantir a manutenção dos postos de trabalho.

    «A citricultura é o motor económico do Algarve. Sem um plano de contingência robusto, corremos o risco de ver pomares abandonados e uma perda de competitividade irreparável face aos mercados externos>», afirma a associação no comunicado.

  • Salvamento arriscado

    Salvamento arriscado

    𝗡𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗿𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗼𝘀𝗮 𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟬𝟱, 𝗮 𝗦𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗶𝗻𝘇𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼, 𝗼 𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘂𝗶𝘃𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝗱𝗿𝗼𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗮 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮 𝘁𝗲𝗶𝗺𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗶𝗿, 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗮𝘀𝗳𝗮𝗹𝘁𝗼 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗶𝗮.

    Foi nesse cenário implacável que o alerta soou, cortando a monotonia da tarde: um despiste violento na estrada sinuosa que serpenteava pela serra, um carro precipitado numa ravina íngreme, com uma vida esmagada entre oi carro e o terreno.

    A notícia correu pelos centros operacionais como um choque elétrico, em poucos minutos, a engrenagem complexa do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e do Sistema Integrado de Proteção e Socorro (SIOPS) ativou-se.

    O cenário era desolador. O veículo estava irreconhecível, entalado entre rochas e vegetação, a dezenas de metros da estrada. Por baixo, uma pessoa, a vítima que gemia, com ferimentos graves e o tempo a esgotar-se rapidamente.
    A cada minuto que passava, a hipotermia e o choque eram ameaças tão grandes quanto os próprios ferimentos.
    O local era inacessível e a decisão foi rápida: seria necessário um helicóptero com um recuperador salvador.

    O pedido foi enviado e, pouco depois, o som distante das pás a fustigar o ar anunciava a sua chegada.

    O piloto, com uma perícia notável, pairava sobre a ravina, lutando contra o vento forte e a visibilidade reduzida, enquanto um recuperador agarrado a um cabo era descido até ao local por um guincho.
    No solo, após horas de trabalho hercúleo, os bombeiros conseguiram finalmente libertar a vítima dos destroços e com a máxima delicadeza, a vítima foi imobilizada e preparada para a subida.

    Lentamente, metro a metro, a vítima foi içada da escuridão da ravina, emergindo das profundezas para a luz ténue do fim da tarde.

    No helicóptero, a equipa médica já lá aguardava, pronta para estabilizar a vítima e iniciar o transporte urgente para o hospital.

    Aquele dia foi um testemunho vivo da resiliência, coragem e, acima de tudo, da coordenação perfeita entre os diferentes corpos do SIEM e do SIOPS.

    Naquela tarde fria e chuvosa de 2005, na Serra de Tavira, não foi apenas uma vida que foi salva; foi a prova de que, quando a adversidade ataca, a união e o profissionalismo são a nossa maior garantia de esperança.

    Um relato de João Horta Subchefe de 1ª emSAFEPLACE52


  • A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    Fé, Cultura e Nostalgia

    A semana de comemorações do Dia de Santa Maria encerrou com chave de ouro, estabelecendo um notável balanço entre a tradição religiosa, a dinâmica cultural e a prática desportiva.

    Os eventos, que decorreram na freguesia, refletiram de forma clara a identidade e as ricas tradições locais, confirmando o forte empenho da comunidade na celebração das suas raízes.

    O sucesso e a abrangência do programa foram fruto de uma colaboração estratégica e multifacetada.

    A Junta de Freguesia, promotora da iniciativa, contou com a parceria essencial das Paróquias de Tavira para a dimensão da fé, com a União Cicloturismo Tavirense para os aspetos desportivos, e com o imprescindível apoio do Município de Tavira.

    Esta conjugação de esforços garantiu que a semana fosse marcada pela partilha, pelo convívio e pela ampla participação popular.

    O ponto alto das festividades, que reuniu a comunidade em torno da cultura, foi o espetáculo musical que lotou o Teatro Municipal António Pinheiro (TMAP). Sob o título “Máquina do Tempo – Anos 60”, o evento foi concebido e apresentado pela talentosa Escola de Música da Fuzeta, sob a direção do músico Domingos Caetano.

    O público foi transportado numa autêntica viagem nostálgica, revivendo os grandes êxitos da vibrante década de 1960.

    O palco foi partilhado por alunos, professores e músicos convidados, num TMAP completamente cheio, demonstrando o poder da arte local em mobilizar e encantar a audiência.

    A Junta de Freguesia aproveita para expressar o seu profundo agradecimento a todos os parceiros institucionais, aos artistas que abrilhantaram as celebrações, a todas as entidades envolvidas e, sobretudo, ao público que, com a sua participação ativa, foi decisivo para o sucesso destas comemorações e para a continuada valorização da nossa freguesia.

  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    As recentes e intensas tempestades que têm assolado o Sul da Europa deixaram marcas visíveis na rede de percursos pedestres mais emblemática do Algarve.

    Os responsáveis pela gestão da Via Algarviana emitiram um alerta urgente, documentado por um testemunho fotográfico impactante, que confirma o estado de cheia em várias secções do percurso.

    A fotografia divulgada foca-se na passagem pela ribeira de Monchique, ilustrando o nível alarmante a que as águas subiram durante o fim de semana.

    O registo mostra claramente o caminho que desce até à ribeira completamente inundado, com a água a cobrir sensivelmente metade de um poste de sinalização, um indicador claro da profundidade e do risco atual.

    Este cenário não se limita apenas às linhas de água. Os gestores da Via Algarviana sublinham que o estado atual de muitos trilhos e caminhos foi gravemente afetado pela saturação dos solos e pela força dos caudais.

    A passagem pela ribeira de Monchique é apenas um exemplo da vulnerabilidade do percurso face à sequência de eventos meteorológicos extremos deste inverno.

    Face à instabilidade e aos perigos inerentes à circulação em caminhos potencialmente danificados ou submersos, a recomendação é perentória: os caminhantes e entusiastas da natureza devem adiar os seus planos de exploração da Via Algarviana por “mais uns dias (ou semanas)”.

    O objetivo é simples: garantir que todos possam desfrutar do percurso em segurança e em pleno contacto com a natureza, assim que as condições climatéricas permitam a recuperação total dos trilhos.

  • Volta ao Algarve 2026 com percurso inovador

    Volta ao Algarve 2026 com percurso inovador

    Duelo de Estrelas Prometem Competição Histórica

    A 52.ª edição da Volta ao Algarve (ProSeries) foi oficialmente apresentada em Faro, revelando um percurso de cinco etapas que se estenderá entre 18 e 22 de fevereiro de 2026.

    Com um total de 697,41 quilómetros cronometrados, a organização promete uma corrida mais dinâmica, imprevisível e exigente, desenhada para intensificar o duelo entre os melhores trepadores e contrarrelogistas do pelotão internacional.

    A prova, que se mantém como a única corrida portuguesa por etapas integrada no prestigiado circuito mundial ProSeries, confirmou a presença da líder do ranking UCI de 2025, a UAE Team Emirates-XRG, e um leque impressionante de estrelas, sublinhando o estatuto da Volta como montra de excelência para o turismo algarvio.

    O Traçado Mais Dinâmico: Fóia Mais Dura e Pontos Quentes

    A arquitetura da edição de 2026 introduz várias novidades táticas. A principal alteração reside na abordagem aos dois momentos de montanha cruciais.

    A subida ao Alto da Fóia (Serra de Monchique), na 2.ª etapa (19 de fevereiro), será feita por uma ascensão inédita, mais seletiva e com características de um prémio de 1.ª categoria, incluindo troços com inclinações sustentadas a 14%.

    Este novo final visa tornar a etapa mais decisiva e favorecer os trepadores puros, tal como referiu o diretor de prova, Ezequiel Mosquera.

    Outra inovação chave é a introdução generalizada dos “Pontos Quentes” (metas volantes bonificadas), especialmente visíveis logo na estreia.

    A 1.ª etapa, que arranca em Vila Real de Santo António (nova cidade de partida) e termina em Tavira, contará com o “quilómetro de ouro”, onde três sprints bonificados estarão concentrados num troço de empedrado. Esta combinação tática, altamente televisiva, pode agitar a classificação geral logo no primeiro dia.

    O Contrarrelógio Individual (CRI) terá lugar na 3.ª etapa (20 de fevereiro), com 19,5 quilómetros entre Vilamoura e Quarteira, num traçado urbano que desafia os especialistas.

    O desfecho da corrida será, tradicionalmente, no Alto do Malhão, na 5.ª etapa, mas com a novidade de uma dupla passagem integrada num circuito final de 45 quilómetros, prometendo uma batalha decisiva.

    Duelo Luso-Espanhol: Almeida vs. Ayuso

    O pelotão de luxo contará com 12 equipas WorldTour. Todas as atenções estarão centradas no aguardado confronto entre João Almeida (UAE Team Emirates-XRG), vice-campeão em 2025 e um dos principais candidatos à vitória final, e o espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek).

    Este será o primeiro duelo entre os antigos colegas de equipa após a saída de Ayuso para a formação americana.

    A UAE, que traz ainda os irmãos Rui e Ivo Oliveira e António Morgado, é apenas uma das gigantes em prova.

    Estrelas como Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), o campeão mundial Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team), o contrarrelogista Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) e o sprinter Arnaud De Lie (Lotto Intermarché) engrossam a lista de favoritos.

    Há ainda grande expectativa em torno do jovem francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM Team), apontado como uma das maiores promessas do ciclismo.

    Um Produto Turístico de Valor Estratégico

    Para além do espetáculo desportivo, a Volta ao Algarve reafirma-se como um pilar fundamental na promoção turística da região.

    O evento, que em 2025 gerou um impacto global recorde de 36,5 milhões de euros, serve como uma “montra de excelência” para o destino, captando visitantes fora da época alta, segundo André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.

    A visibilidade global é garantida pela transmissão em direto na RTP2 e RTP Play, em Portugal, e pela distribuição internacional assegurada pela Warner Bros. Discovery através dos canais Eurosport e HBO Max, alcançando um público potencial de milhões de lares em 78 países.

    O impacto mediático em 2025 superou os 27,9 milhões de euros, com a marca Algarve a obter um retorno superior a 24 milhões de euros.

    Paralelamente, o Algarve Granfondo, a prova de participação popular, terá lugar em Lagos no dia 21 de fevereiro, com mais de 1.000 ciclistas amadores esperados para percorrerem os trilhos do interior algarvio, consolidando a ligação da região ao ciclismo.

    por Redacção GEM-DIGI

  • PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    Projeto apresentado na Assembleia da República prevê renovação automática de licenças e criação de subsídios permanentes para combustíveis.

    O Partido Comunista Português (PCP) apresentou na Assembleia da República uma proposta que visa proteger e valorizar a pesca local e artesanal, considerada essencial para a economia das comunidades costeiras e para a soberania alimentar do país.

    Entre as medidas propostas, destaca-se a «renovação automática das licenças» para embarcações de pesca local e artesanal, reduzindo a burocracia e garantindo a continuidade da atividade. Outra medida central é a «criação de um regime permanente de subsídio» para compensar os custos elevados com combustíveis, incluindo descontos no preço da gasolina e do GPL, à semelhança do benefício já aplicado ao gasóleo.

    Segundo o PCP, estas medidas são fundamentais para «travar o abandono da atividade», assegurar «condições dignas para os pescadores» e promover a «sustentabilidade do setor».

    O partido alerta para o «declínio das capturas nacionais na última década», sublinhando que a pesca artesanal tem um papel estratégico na defesa da produção nacional e na preservação das comunidades piscatórias.

    O impacto esperado inclui maior estabilidade económica para os profissionais da pesca, redução da dependência externa em produtos alimentares e valorização das práticas sustentáveis, que contribuem para a preservação dos recursos marinhos.

  • Cinco Séculos de Azulejaria Portuguesa

    Cinco Séculos de Azulejaria Portuguesa

    O Museu Municipal de Tavira, Palácio da Galeria, dirigiu convite ao público pra participar numa oportunidade cultural, a qual classifica como imperdível, consubstanciada numa visita guiada gratuita à aclamada exposição “O Azulejo em Portugal. Uma História em Aberto” amanhã, a partir das 10h30 horas.

    A visita será conduzida pelo técnico superior do Museu Municipal de Tavira, Ricardo Louro, «proporcionando uma perspetiva aprofundada sobre a história, a técnica e a relevância artística deste elemento fundamental da identidade portuguesa».

    Patente no Palácio da Galeria, a exposição constitui um roteiro visual, reunindo 70 obras de referência que integram o prestigiado acervo do Museu Nacional do Azulejo.

    A mostra desenrola uma narrativa cronológica que abarca cinco séculos de produção do azulejo, desde as primeiras encomendas quinhentistas, que marcaram o início da sua utilização em Portugal, até às mais ousadas criações contemporâneas.

    Ao longo das salas de exposição, os participantes terão a oportunidade de descobrir peças de inegável valor histórico, incluindo exemplares oriundos de centros de produção internacionais como Sevilha e Flandres.

    O percurso destaca ainda os painéis decorativos que definiram a arquitetura portuguesa entre os séculos XVII e XIX, culminando nas obras marcantes dos grandes mestres do século XX e XXI.

    Vão ser exibidos e em destaque trabalhos de autores icónicos como Maria Keil, Jorge Barradas, Almada Negreiros e Querubim Lapa, entre outros nomes que elevaram o azulejo à categoria de arte maior.

  • Barragens do Algarve com níveis históricos

    Barragens do Algarve com níveis históricos

    O “Pleno” hídrico no Sotavento e Barlavento

    De acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Águas do Algarve, as seis principais barragens da região atingiram, esta semana, uma média de 83% da sua capacidade total.

    O destaque vai para o Sotavento, onde as barragens de Odeleite (98%) e Beliche (83%) estão praticamente cheias. No Barlavento, a barragem de Odelouca, a maior da região, respira agora com 89% da sua capacidade, um contraste drástico face aos 33% registados no mesmo período do ano passado.

    AlbufeiraEnchimento (Jan 2026)Estado
    Odeleite98%Descargas controladas
    Odelouca89%Nível de segurança
    Funcho85%Nível elevado
    Beliche83%Recuperação total
    Arade81%Estável
    Bravura70%Recuperação histórica

    O fim da seca e a “Depressão Ingrid”

    O cenário de “seca fraca” que ainda persistia no final de 2025 foi oficialmente dado como encerrado pelo IPMA. A subida dos níveis foi impulsionada por um dezembro onde a precipitação no Algarve e Baixo Alentejo duplicou os valores médios históricos.

    Atualmente, a região está sob o efeito da Depressão Ingrid, que trouxe novos avisos amarelos e chuva persistente. Este fenómeno está a obrigar as autoridades a manter vigilância apertada e a realizar operações de libertação de água para garantir a segurança das infraestruturas.

    Gestão cautelosa apesar da abundância

    Apesar do otimismo, a APA mantém um tom de prudência. O presidente da entidade reforçou que, embora a situação conjuntural seja excelente, a gestão deve continuar a ser rigorosa, lembrando que o Algarve enfrenta ciclos de seca cíclicos e que a eficiência hídrica continua a ser a prioridade estratégica a longo prazo.

    “É tempo de gerir bem e executar os projetos de resiliência, pois a água continuará a ser um recurso escasso no futuro.”


    Redacção GEM-DIGI

  • Algarve lidera expansão hoteleira em 2026

    Algarve lidera expansão hoteleira em 2026

    Cinco grandes aberturas de luxo e lifestyle

    A região sul do país prepara-se para um ano de forte dinamismo no setor turístico. Entre hotéis de marca internacional e a reconversão de unidades emblemáticas, o Algarve será o grande protagonista do mapa hoteleiro nacional em 2026.

    O setor hoteleiro em Portugal projeta para 2026 um ano de crescimento expressivo, com o Algarve a posicionar-se como um dos principais eixos de investimento. Segundo dados avançados pelo meio especializado Travel News, a região terá pelo menos cinco grandes inaugurações que reforçam a aposta nos segmentos de luxo, lifestyle e residencial turístico.

    O movimento de renovação e expansão será marcado pela chegada de marcas globais e pela transformação de ativos já existentes em Vilamoura, Armação de Pêra e Carvoeiro.

    As novidades no Sul: De Vilamoura a Carvoeiro

    O arranque do ano no Algarve será marcado pela abertura do Nomad Bay Algarve – Carvoeiro, prevista para fevereiro. O projeto da Amazing Evolution contará com 69 apartamentos focados em estadias prolongadas. Logo em seguida, em março, a Guia recebe o Wine & Books by the Sea Algarve Resort (PBH Group). Esta unidade, resultante da reconversão profunda do antigo Vidamar Algarve, disponibilizará 250 quartos.

    Vilamoura é outra das zonas com maior investimento. No primeiro trimestre de 2026, o antigo Dom Pedro Vilamoura reabrirá como Hyatt Regency Vilamoura Algarve, com 257 quartos. Já no final do ano, no quarto trimestre, o edifício do antigo Dom Pedro Marina dará lugar ao Canopy by Hilton Vilamoura Algarve, introduzindo um conceito de design e experiências locais com 155 quartos.

    Ainda no segundo trimestre, Armação de Pêra verá nascer o Casa de Sada Algarve Beach Resort, Curio Collection by Hilton, uma unidade premium com 183 quartos que reforça a presença da marca de luxo da Hilton no litoral algarvio.

    Expansão nacional: Dinamismo de norte a sul

    Embora o Algarve concentre algumas das aberturas mais mediáticas, o restante território português mantém um ritmo de crescimento sustentado, embora com projetos mais dispersos.

    • Lisboa e Cascais: A capital continua a atrair marcas internacionais, com destaque para o Hampton by Hilton Lisbon Baixa e unidades como o The Standard e o Andaz Lisbon. Em Cascais, a reabertura do antigo Onyria como Kimpton Quinta da Marinha e o novo Residence Inn by Marriott são as principais notas.
    • Norte e Porto: No Porto, destacam-se o Debrais Boutique Hotel (Avenida da Boavista) e o 705 Ora Porto Hotel. No interior, o grupo Água Hotels abrirá o Terra Fria em Bragança, num investimento de sete milhões de euros.
    • Alentejo e Ilhas: O Baixo Alentejo receberá o Hotel Rural da Torre Vã (Ourique), enquanto nas ilhas o destaque vai para o Pestana Dunas, em Porto Santo, e novos projetos de pequena escala nos Açores.

    O panorama para 2026 reflete, assim, uma tendência de valorização do património e uma aposta clara na diversificação de conceitos, consolidando Portugal como um destino de referência para o turismo de alta gama.