FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Alemanha confinada na Páscoa

    A Alemanha decidiu fechar a maior parte das lojas e cancelar as celebrações religiosas no fim de semana da Páscoa, de 1 a 5 de abril. As reuniões estão proibidas assim como a restauração ao ar livre. A chanceler Angela Merkel, afirmou que a situação é grave, uma vez que o número de casos está a aumentar exponencialmente e as camas dos cuidados intensivos estão a encher-se denovo e a Alemanha entrou numa nova pandemia, devido à propagação de diferentes variantes.

  • CiiP Cacela – Pastores de Santa Rita

    CiiP Cacela – Pastores de Santa Rita

    Mestre Francisco Alves

    Nasceu no Monte das Pereiras, na Junqueira em 1950 e viveu em Santa Rita até ao fim dos seus dias. O seu pai já era pastor.

    Desde pequeno ganhou gosto pelos animais andando com o seu pai na pastagem: fazia vacas e bois a partir das forcas das estevas e assim brincava e se entretinha. «Lembro-me do meu pai se juntar com mais pastores na ponte da Esteveira, que vai para Castro Marim, havia ali uma perna do rio de água salgada e davam banho aos bichos, todos os anos, por altura do São João da Degola, no final de Agosto. Era bom para a saúde dos animais.”

    Casou aos 19 anos, foi para a tropa tendo posteriormente sido chamado para Angola. Quando voltou, foi trabalhar para o caminho-de-ferro, mas passado algum tempo começou a trabalhar por sua conta, na apanha do marisco, a cortar lenha.

    No final da década de 70, início de 80, começou a ter o seu rebanho, em Santa Rita. Chegou a ter 220 cabras vendendo 200 litros de leite de cabra por dia, vendido em cântaros de zinco. Nos últimos anos contava com 25 ovelhas, umas borregas pequenas e perto de 60 cabras, ordenhando apenas para o gasto da casa. «O pastor tem sempre o cajado para jogar aos animais, a funda e o cão. Pastor sem cão é o mesmo que caçador sem espingarda».

    Andava com o seu rebanho por toda a região de Cacela, desde a ilha da ria até à mata da Conceição, passando por terras de proprietários que assim o consentiam. No entanto, recorda que a GNR andava sempre a fiscalizar os pastores e os rebanhos. “Os animais para parirem depende da força da lua, normalmente é na lua cheia ou lua nova.

    Quando nascem, os borregos e os cabritos ficam com as mães, recolhidos no curral, só mais tarde começam a andar com o rebanho. «Sei distingui-los todos. Damos-lhes nomes: é a cereja, é a patifa, … Até pelos chocalhos a gente os conhece».

    Até ao fim dos seus dias, Francisco Gonçalves dedicou-se ao seu rebanho de corpo e alma, como só um verdadeiro mestre sabe faze

    António Afonso

    Conhecido por António Miguel, nasceu em 1937 no sítio da Champana, na Corte António Martins. Filho mais novos de 3 irmãos homens, viveu sempre com os seus pais, mesmo depois de casar-se.

    Veio viver para Santa Rita, nos primeiros anos da década de 60, com a sua esposa, os seus pais e uma filha. Teve depois mais 4 filhos, no total de 3 raparigas e 2 rapazes.

    Dedicado desde sempre aos trabalhos agrícolas, começou a trabalhar cedo em propriedades de lavradores da região. Durante 12 ou 13 anos participou nas campanhas na ceifa no Alentejo, durante os meses de maio e junho, terminando os trabalhos por altura do S. João. «Eram tempos muito duros. A gente ia à ceifa, no Alentejo. Deitávamos molhados e levantávamos molhados. Começávamos a ceifar ao romper do dia e a noite, já nem se via, quando a gente largava. Para ceifar trinta e poucos dias trazíamos para casa 1000 escudos, 1000 e poucos. Era uma miséria. Apanhámos uma herdade que à sombra era o céu

    Mais tarde, emigrou por temporadas de 8/9 meses, para França, onde realizava trabalhos na área da construção civil. Teria continuado a emigrar, pois ganhava-se bem, mas a família reteve-o e não voltou a fazê-lo. Foi com esse dinheiro que comprou os primeiros animais, vacas tourinas, cujo o leite era vendido para cooperativas em Vila Real de Santo António, ajudando no sustento da casa. As vacas e posteriormente as cabras davam trabalho a toda a família: soltá-las, apanhar erva, ordenhar, recolher eram tarefas diárias que tinham de ser feitas nos intervalos dos trabalhos agrícolas. O pai e, depois, a sua esposa, eram o seu grande apoio nesta actividade agro-pastoril. Quando deixou de trabalhar para os outros, António Miguel continuou com as suas cabras, entretendo-se a cuidar delas e levando-as a pastar à volta da aldeia até praticamente ao fim dos seus dias.

  • A iniquidade da vacina que ameaça a todos nós

    A iniquidade da vacina que ameaça a todos nós

    Pronunciando-se no mesmo sentido, Daniel Deusdado afirma: Se não mudarmos a estratégia de vacinação, os países ricos descobrirão rapidamente que vão ter que se revacinar vezes sem fim. E, mesmo assim, os seus cidadãos não poderão sair das fronteiras domésticas anos a fio.

    Adeus turismo, adeus aviação. E tudo isto é muito mais caro, e pior, do que vacinarmos toda a gente globalmente. Esqueçam os rankings da Fórmula 1 da vacina. O maior amigo do coronavírus é o egoísmo, diz Daniel Deusdado, no Diário de Notícias.

    Foto: Photo by Seth Doyle on Unsplash

  • Universidade do Algarve integra laboratório S2AQUAcoLAB

    Universidade do Algarve integra laboratório S2AQUAcoLAB

    Este laboratório pretende ter um papel ativo na transferência de conhecimento e tecnologias e disponibilizar serviços que aumentem a segurança alimentar e diversifiquem os produtos da aquacultura.

    O S2AQUAcoLAB reúne as competências de um Laboratório do Estado (IPMA), de uma Universidade (UAlg), através do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), de um Instituto Politécnico (Instituto Politécnico de Leiria), de um município (Câmara Municipal de Olhão), de uma cooperativa de produtores (Formosa) e de oito empresas privadas, ACUINOVA, Piscicultura Vale da Lama, SPAROS, NECTON, AtlantikFish, Viveiros da Espargueira, Bivalvia, Oceano Fresco e Riasearch, e, eventualmente, outras que possam vir a juntar-se à associação.

    O principal objetivo do S2AQUAcoLAB é fomentar o desenvolvimento da aquacultura, através da investigação sobre a otimização da produção (WP3), com a identificação de bioindicadores de saúde e bem-estar (WP4) e abordar a problemática das alterações climáticas através da adaptação dos sistemas de produção (WP5).

    O objetivo final é gerar novos produtos, impulsionar o desenvolvimento tecnológico e explorar novas perspetivas de mercado (WP6). O S2AQUAcoLAB irá reforçar a incorporação e transferência de conhecimento/tecnologia, bem como reforçar a cooperação estratégica dos parceiros, de uma forma mais focalizada, através do desenvolvimento de atividades de formação no local (WP2).

    O S2AQUAcoLAB espera contratar, até ao final de 2023, dezanove recursos humanos altamente qualificados, incluindo 11 doutorados e 8 mestres, para integrar a sua equipa.

  • Fechar a torneira dia 22 às 22 Horas

    Fechar a torneira dia 22 às 22 Horas

    A Águas do Algarve, afirma ter investido, ao longo dos anos, na melhoria e resiliência do serviço primordial que presta à região, nomeadamente no que concerne ao Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Algarve.

    Para assinalar o Dia Mundial da Água a Águas do Algarve junta-se à iniciativa H2OFF, promovida pela Comissão Especializada de Comunicação e Educação Ambiental da APDA – Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas, com a coordenação de Teresa Fernandes, a pretender chamar a atenção de todos para o valor deste precioso recurso que considera vital com o apelo ÀS 22h00, do dia 22 de março, vamos fechar a torneira durante uma hora!

    «H2Off – hora de fechar a torneira visa, desta forma, promover o uso consciente e eficiente da água, apelando a boas práticas e mudança de comportamentos em nome da sustentabilidade deste recurso escasso, mas essencial à vida

    A Aguas do Algarve, apela ainda que se melhore a utilização da água em todas as atividades diárias, especialmente nas que mais água consomem (regas e lavagens), reduzindo sempre que possível o seu consumo, menos tempo de rega, lavagens mais eficientes, inspeção dos sistemas para ajuste/redução dos gastos de água, manutenção e reparação dos sistemas para prevenção de roturas e perdas, alteração dos sistemas para outros mais eficientes (exemplo: sistemas automatizados, gota a gota, inteligentes, …), soluções construtivas e de utilização que sejam amigas do ambiente, em geral, e que promovam a poupança de água.

  • Canção da Primavera

    Canção da Primavera

    O início da Primavera de 2021 encontra os humanos confinados, mas a Natureza prossegue a tarefa de continuar a vida de outras espécies de habitantes do Planeta. O Sol brilha como sempre brilhou, os pássaros cantam nos ramos e toda a vida animal se compraz. Aqui ficam algumas das canções significativas publicadas por Álvaro Ferreira no seu «Lugar ao Sul».

    Capa do CD “Primavera 2: Música para Guitarra de Coimbra”, de Francisco Filipe Martins (Philips/Poygram, 1998)

    Outros artigos com canções alusivas à Primavera:
    Cantos d’Aurora: “Primavera”
    Roda Pé: “Primavera Alentejana”
    Grupo Coral “Os Ceifeiros de Cuba”: “No Tempo da Primavera”
    Amália Rodrigues: “Primavera” (David Mourão-Ferreira)

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    Outros artigos com música de matriz coimbrã:
    Adriano Correia de Oliveira: um grande cantor silenciado na rádio pública
    Galeria da Música Portuguesa: José Afonso
    Galeria da Música Portuguesa: Adriano Correia de Oliveira
    Galeria da Música Portuguesa: Carlos Paredes
    Galeria da Música Portuguesa: Luiz Goes
    Em memória de Adriano
    Luiz Goes: “É Preciso Acreditar”
    Em memória de Luiz Goes (1933-2012)
    Adriano Correia de Oliveira: “Cantar de Emigração”
    Celebrando Sophia de Mello Breyner Andresen
    Celebrando Carlos Paredes
    Celebrando Edmundo de Bettencourt
    Em memória de Fernando Machado Soares (1930-2014)
    Celebrando Eugénio de Andrade
    Camões recitado e cantado (III)
    José Afonso: “Vejam Bem”
    Jorge Cravo: “Outono à Beira-Rio”PUBLICADA POR ÁLVARO JOSÉ FERREIRA À(S) 09:37

  • Empresa financeira controla Conserveira do Sul em Olhão

    Empresa financeira controla Conserveira do Sul em Olhão

    A Grow Capital Partners trabalha nas áreas de serviços de consultoria em matéria de investimento em ativos financeiros, aconselhamento a veículos de investimento em geração de energia renovável e eficiência energética, serviços de assessoria estratégica e financeira a empresas e assessoria em projetos imobiliários. Actua em Portugal em parceria com a Pátria Imobiliário na Consultoria e Gestão Imobiliária, e com a Sophie Real Estate na Mediação Imobiliária.

    O grupo comprador, liderado por Domingos Lopes , anunciou ter como objetivos o aumento das exportações e dar continuidade à gestão dos antigos proprietários e aumentar. Na sua opinião, «o volume de exportações da Conserveira do Sul tem capacidade para crescer de forma sustentada, até atingir os valores possíveis neste sector», de acordo com o texto do comunicado.

    Durante os próximos meses a nova gestão da empresa será acompanhada pela família fundadora tendo em vista assegurar uma transição natural. O novo líder da equipa de gestão da empresa nota que a Conserveira do Sul está inserida «num meio onde existe este capital humano tão valioso, com anos e anos de experiência num sector tradicional português e, ainda por cima, com a vantagem de estas pessoas e esta empresa terem fatores diferenciadores evidentes nomeadamente as suas marcas e produtos únicos». 

    Para Miguel Magalhães, representante dos novos acionistas, o processo decorreu «com tempo, sem pressa e com a maior discrição para garantir que a vida dos colaboradores da empresa e as suas famílias, além da produção e comercialização dos produtos, eram defendidos e tudo se mantinha sem oscilações e especulações».  Diz ainda que, embora mantenham os olhos mo mercado nacional, a grande aposta será a intenacionalização.

    «Demos tudo a esta empresa, que cresceu com valor, qualidade e criou postos de trabalho. Esta operação garante continuidade ao desenvolvimento da empresa e também a todos os que dela fazem parte. Como numa corrida de estafeta, entregamos, agora, esta magnifica empresa, uma PME moderna e competitiva, a este grupo de investidores em que, de certa forma, nos reconhecemos”, notou um porta-voz da família vendedora.

    A Conserveira do Sul foi fundada em 1950, tem cerca de 100 colaboradores , forte capacidade de produção instalada e marcas comerciais com reputação no mercado interno”. 

  • «Algarve fica-te bem» premiado na ITB Berlim

    «Algarve fica-te bem» premiado na ITB Berlim

    O filme da campanha promocional «O Algarve fica-te bem» venceu na categoria internacional «Destinos Turísticos – Regiões» dos «The Golden City Gate 2021», festival de cinema e multimédia de turismo realizado no âmbito da ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, que este ano decorre num formato totalmente virtual.

    O filme foi produzido pela New Light Pictures para o Turismo do Algarve, superando os restantes filmes num dos mais importantes mercados emissores de turistas para o Algarve, com um registo anual de aproximadamente dois milhões de dormidas na hotelaria da região no período pré-pandemia.

    Criada com o objetivo de motivar os turistas nacionais e estrangeiros a desfrutarem das férias do verão na região, reforçando a confiança na marca «Algarve» e a notoriedade do principal destino turístico do país, a campanha apresenta um filme motivacional protagonizado por um dos casais de influencers de viagens de maior sucesso internacional da atualidade, os @explorerssaurus_, que partilham experiências únicas em lugares excecionais dispersos pela região, tais como quedas de água, vilas pitorescas, praias de extensos areais e águas cristalinas ou mais recônditas e escondidas entre arribas.

    Em nota, o presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, afirmou que «a distinção tem um sabor especial, por ser o reconhecimento internacional do trabalho feito na promoção turística da região, e faz-nos continuar a acreditar que tudo o que aconteceu no último ano não nos impedirá de voltar em força. Muito em breve tornaremos a poder descobrir como nos fica bem este Algarve e desfrutar da vasta oferta turística do destino. Este prémio, no âmbito da ITB Berlim, reforça a mensagem de que a região está preparada para receber turistas de diferentes origens em segurança».

    Anteriormente, o mesmo filme tinha sido premiado no ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo 2020, que decorreu em Viseu, e no Finisterra – Arrábida Film Art & Tourism Festival 2020, em Sesimbra.

  • Jardim da Flora Algarvia em Cacela Velha

    Jardim da Flora Algarvia em Cacela Velha

    Ali estão reunidas espécies representativas da região, em especial aquelas que já foram comuns mas que estão quase a desaparecer do Algarve. A riqueza deste Jardim, um refúgio de biodiversidade, atrai visitantes muito especiais, desde inúmeras espécies de insectos, aranhas, borboletas e pássaros a camaleões, lagartixas e cobras.

    Teresa Patrício, artista plástica de 69 anos, é a responsável por este Jardim. São 900 metros quadrados de Jardim e um pomar tradicional de sequeiro que nasceram em Cacela Velha, no concelho de Vila Real de Santo António, num terreno classificado como Zona Especial de Protecção ao núcleo histórico, com 2,3 hectares.

    O jardim tem como objectivo reunir o maior número de espécies da flora algarvia, dando especial atenção às que se encontram extintas ou em vias de extinção nesta área do litoral de Cacela.

    A «Wilder Rewilding your days», revista online independente dedicada ao jornalismo de natureza, acaba de lhe dedicar um excelente e bem documentado artigo da autoria de Helena Geraldes que pode consultar aqui.

  • No coração do Beliche

    No coração do Beliche

    Foto de Lena Valério

  • Os Carrinhos de Choque’ da feira de Outubro

    Os Carrinhos de Choque’ da feira de Outubro

    Era entre as feiras de Tavira e de Faro. A minha Feira fazia-me esperar meses por ela, levava todo o ano ano a amealhar tostões dentro de uma velha lata, para gastar no evento. Por ordem de importância destinava-se a comprar uma pistola de fulminantes estilo Colt de cowboy, uma lanterna a pilhas com mais foxe do que a do ano anterior, um canivete tipo suisso, umas voltas no carroussel Alverca e ao sempre formidável Poço da Morte com motas e carros..

    Amiúde agitava-se a lata para aferir a quantidade de dinheiro no seu interior, ora escutando o tilintar das moedas ou o seu peso. Se não tivesse o peso calculado pedinchava-se umas moeditas ao pessoal lá de casa e por vezes tinha a sorte de me oferecerem uma notinha de vinte escudos….

    Claro que a cereja no topo do bolo eram mesmo os carrinhos de choque. Convém dizer que havia dois tipos de pistas, uma dos carrinhos que andavam à volta e as batidas eram sempre um tanto violentas por trás e para o efeito os carritos tinham uns valentes pára-choques apoiados em molas. Mas os meus preferidos eram os de movimento livre que se movimentavam em todos os sentidos até andavam para trás e às voltas tipo voo de libelinha.

    Estes carros tinham na traseira um tubo vertical com uma mola que corria sob uma rede metálica eletrificada instalada no topo em toda a superficie da pista que servia para alimentar a energia eléctrica ao carrito.Normalmente havia um protocolo a seguir para escolher o carrito que mais perfomance tinha, tanto em velocidade como em poder de acrobacia. Para isso bastavam uns minutos a olhar à movimentação na pista e havia sempre um que melhor corria, depois olhava-se para o chicote de mola e aquele que mais faíscas fazia era o escolhido e normalmente o melhor tinha sempre a côr vermelha.

    Depois era só esperar que vagasse e ao parar para mudar de condutor e voilá era saltar para dentro. Ao apito do comando para iniciar nova corrida torcia-se o volante e ele arrancava na penica e era só escolher um carro a albarroar que fosse conduzido por moças mais bonitas e força. Por vezes as batidas eram violentas mas faziam parte da corrida. No meu carro havia sempre um pendura e volta sim, volta não trocávamos de lugar até porque cada um tinha cinco senhas para gastar o que dava dez corridas de 1 ou 2 minutos cada.

    Claro que bastava uma simples desatenção para sermos albarroados pela tal menina a quem o tinhamos feito anteriormente. No primeiro dia as corridas eram tão disputadas que era dificil agarrar um carro e duravam por vezes menos de um minuto, nos dias seguintes o tempo de corrida aumentava e no final da feira chegávamos a rodar por volta de cinco minutos… Os bilhetes compravam-se no guichet e em cada cinco ofereciam uma.

    Depois davamos uma volta pela feira mirando os brinquedos expostos, comprava-se algodão doce, um pouco de polvo assado, olhava-se às tendas de frutos secos que iluminadas por candeeiros a petróleo do tipo Petromax com o seu cheiro caracteristico e cravava-se ao pai uma ida ao circo depois do jantar.Só para não ser mais extenso, era um espectáculo a não perder ver a montagem dos circos por pessoal especializado que numas horas montavam as estruturas metálicas de apoio e até ao levantar do enorme e pesado pano de cobertura por cordas e roldanas que cravavam no solo com a ajuda de pesadas marretas.

    Também era de curiosidade ver o alimentar dos leões, elefantes e outros.Nesse tempo em que não havia televisões, Ipods, computadores e telemóveis, havia sim o cinema CineFoz e a sempre a velha Tia Teresa das Ervilhanas a quem comprávamos uma medida de 5 tostões de amendoins e era um prazer o descascar e mastigar dos mesmos deliciando-nos com o sabor que já não é o mesmo…

    Coisas.

    ./Amilcar Carlos

  • Punta Umbria prepara praias para a Semana Santa

    Punta Umbria prepara praias para a Semana Santa

    A presidente, Aurora Águeda comprovou o bom andamento dos trabalhos que decorrem sob a coordenação dos departamentos de turismo, limpesa e segurança e a Giahsa com reforço de meios para abreviar a limpesa.

    Quanto aos festejos da Semana Santa, não serão realizadas procissões nas ruas de Punta Umbria, embora as irmandades já tenham preparados atos para o interior dos templos, dentro do respeito das medidas de segurança. A presidente espera a chegada de muitos visitantes de Huelva, uma vez que a Junta da Andaluzia ter decidido que não se vão abrir as províncias.

    Sublinhou que aguarda a prudência e a máxima responsabilidade da parte dos cidadãos e confia que pode ser um bom arranque e recuperação depois de muitos meses difíceis.

    Foi retirada a areis acumulada no inverno nos caminhos principais de acesso à praia e Aurora Águedo anunciou que já se encontram adjudicados os trabalhos para reparar as paralelas.

    A autarca anunciou o reforço do controlo policial com vista ao cumprimentos das normativas relativas à Covid-19, e conta com a presença de vigilantes municipais nas praias e a colaboração da Protecção Civil.

  • Polos da Biblioteca em Moura reabrem a 22

    Polos da Biblioteca em Moura reabrem a 22

    Os polos da Biblioteca Municipal Urbano Tavares Rodrigues, em Moura vai também reabrir na próxima segunda-feira, 22 de março, acompanhando uma semana depois a reabertura da Biblioteca Municipal ocorrida no passado dia 15 de março.

    Os polos vão funcionar de forma condicionada, estando disponível o empréstimo e devolução de livros ao balcão e em regime de take away, ou de entrega ao domicílio, mediante marcação prévia.

    Os horários de funcionamento são entre as 09:30 as 18:00 horas, com intervalo entre as 12:30 e as 14:00 horas em Santo Aleixo da Restauração, Sobral da Adiça e Amareleja e das 14:00 às 18:00 horas em Santo Amador e Safara.

  • Covid-19 – Ciência contra a conspiração

    Covid-19 – Ciência contra a conspiração

    O European Science-Media Hub in the Panel for the future of Science and Technology (STOA), em colaboração com o Parlamento Europeu em Portugal, organiza o webinar COVID-19: Ciência contra conspiração”.

    O debate terá lugar na segunda-feira, 22 de março, entre as 10:00 horas e as 11:30 hora de Lisboa, mais uma hora em Bruxelas, em português. Participam a eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, o profissional de saúde Bernardo Mateiro Gomes, a especialista em dinâmicas digitais Joana Gonçalves de Sá e a jornalista especializada em ciência Vera Novais. É moderadora Joana Lobo Antunes.

    No contexto deste debate será colocada a interrogação sobre qual a forma de nos defendermos de teorias da conspiração e desinformação? Qual o papel do jornalismo, em particular o jornalismo especializado? Qual o papel dos profissionais de saúde, seja na sua atividade clínica, seja enquanto autoridades a comunicar com o público alargado? Qual o papel da tecnologia, e como podemos amplificar as suas vantagens e mitigar os riscos? A primeira pandemia da era digital veio trazer novos desafios para a ciência. Se, por um lado, foi possível ter cientistas de todo o mundo a colaborar e a comunicar diretamente com os media e o público em geral, por outro lado assistimos também a uma avalanche de desinformação e teorias da conspiração, sobretudo nas redes sociais, que dificultaram a ação dos profissionais de saúde e dos governos.

    Inscrições para o debate pelo e-mail esmh@europarl.europa.eu.

  • Vacina AstraZeneca aprovada na União Europeia

    A Agência Europeia do Medicamento – EMA concluiu que a vacina da AstraZeneca é segura e eficaz.e que, após analisar os casos de trombose ocorridos nas pessoas a quem a vacina havia sido administrada contra a Covid-19, que os benefícios superam largamente os riscos.

  • PCP quer alargamento do perímetro de rega de Alqueva

    PCP quer alargamento do perímetro de rega de Alqueva

    Em comunicado o PCP refere que «o concelho de Cuba está inserido na região vitivinícola da Vidigueira, sendo que nas freguesias de Vila Alva e Vila Ruiva, existe uma importante área de vinha, constituída na sua maioria por vinhas novas, bem tratadas, com boa capacidade produtiva, não obstante os agricultores enfrentarem grandes dificuldades no acesso à água».

    Entende o PCP que a expansão do empreendimento de fins múltiplos de Alqueva (EFMA) e, em particular no Bloco da Vidigueira, representa para os agricultores, onde se integra a referida área das freguesias, uma oportunidade de melhoria das condições de produção.

    Uma vez que é do conhecimento público que o Empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, está numa fase de alargamento do perímetro de rega e, neste caso tem um bloco de rega que está inserido no circuito hidráulico de Vidigueira, o qual é composto por várias freguesias que abrangem dois concelhos, Vidigueira e Cuba”.

     O PCP nota que se refere a cerca de 2200 há, tem 1400 prédios rústicos, que estão envolvidos nestas freguesias: Vila Alva; Vila Ruiva; Vila de Frades; Cuba; Selmes e Vidigueira, e que foram criadas espectativas para a construção deste bloco de rega, que já deveria estar concluído em 2020.

    Para o PCP, «este projecto beneficiará um elevado número de pequenas explorações que com ele conseguirão o acesso à água, permitindo valorizar os investimentos já feitos na sua lavoura, melhorando os níveis de produção, os seus rendimentos e contribuindo para a inversão da tendência associada à desertificação do mundo rural e do abandono de terras».

    Nesse sentido, solicitaram ao Governo esclarecimentos sobre a expansão do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, no caso particular do Bloco da Vidigueira, onde se integra a área agrícola das Freguesias de Vila Alva e Vila Ruiva.

  • Turismo de Natureza na escola hoteleira de VRSA

    Turismo de Natureza na escola hoteleira de VRSA

    No seu décimo quinto ano de atividade, esta nova formação pretende criar impacto positivo na região e alavancar serviços diferenciados que «garantam experiências únicas a quem nos visita».

    O curso é apresentado no momento em que as instituições turísticas nacionais e internacionais apontam para a procura de novas formas de fazer turismo, assente em modelos inovadores, sustentáveis e equitativos. A escola lembra que, há cerca de um ano, foi promovida uma primeira reunião com diferentes parceiros institucionais, empresários e demais interessados, na qual foi apresentada a intenção de dinamizar o curso de TNA.

    A proposta, afirmam, «foi acolhida e considerada relevante por surgir como uma oferta formativa diferenciada, no sentido de valorizar e dinamizar o potencial com que a natureza nos presenteia nesta zona do Sotavento algarvio e do Baixo Guadiana transfronteiriço».

    A EHTVRSA realça que «é notório o entusiamo entre os participantes, cujas motivações são na sua maioria empreendedoras e de prática de um turismo mais sustentável, sendo o curso por si só a oportunidade única para desenvolver experiências pessoais enriquecedoras e de capacitação diferenciada no âmbito de atividades como o birdwatching, canoagem, escalada, entre outras, que serão uma constante, sempre na máxima segurança».

    Nos próximos três semestres, os alunos têm a oportunidade de praticar atividades ao longo da GR 15 – Grande Rota do Guadiana e da Rede de percursos pedestres do Baixo Guadiana, assim como experienciar percursos no âmbito da Rede Europeia de Ciclovias, nomeadamente a Rota da Costa Atlântica, que inicia o seu percurso em Vila Real de Santo António».

    A EHTVRSA, fica localizada numa região que é considerada considerada de baixa densidade populacional, e desenvolve diversas parcerias locais e regionais com vista à valorização da formação profissional e dos recursos naturais do Sotavento, com especial ênfase em toda a região do Baixo Guadiana transfronteiriço, «contribuindo assim para a promoção de uma economia sustentável na região, assente na promoção do estilo de vida mediterrânico, onde se incluem as atividades de lazer e a prática de atividade física regular».

  • Três culturas na XV Semana da Moda de Andaluzia

    Três culturas na XV Semana da Moda de Andaluzia

    Os projetos attega, ANULA Company e Mariana Soares desfilam na Segunda-Feira, dia 22 de março às 18.00 no Conjunto Arqueológico de Itálica, Santiponce, Sevilha.

    Para esta edição, a fundação Três Culturas através do projeto europeu INTREPIDA Plus que lidera, selecionou as designers ANULA Company de Córdova, Attega de Sevilha e Mariana Soares de Lisboa.

    Num ano particularmente difícil para setores como o da moda, a Fundação Três Culturas promove mais um ano, a presença de Portugal junto a marcas andaluzas, na XV Semana da Moda de Sevilha, CODE 41, graças ao projeto INTREPIDA plus, uma iniciativa de cooperação transfronteiriça entre Espanha e Portugal dedicada à internacionalização de empresas geridas por mulheres em ambos países.

    Nesta edição, segundo foi informado na conferência de Imprensa, a CODE 41 converte-se na Semana da Moda de Andaluzia, um novo formato de evento em que, para além da própria moda, terá especial protagonismo o valor patrimonial de Andaluzia, apostando assim em lugares históricos das quatro províncias andaluzas que irão participar: Sevilha, Málaga, Córdova e Cádis.

    A CODE 41 é o primeiro evento de moda presencial de 2021 na Europa. A organização escolheu espaços emblemáticos ao ar livre para assegurar o cumprimento das medidas de segurança sanitárias.

    Em Sevilha, os desfiles serão celebrados no Conjunto Arqueológico de Itálica, situado em Santiponce, Sevilha, espaço monumental que acolherá, de 21 a 27 deste mês, uma programação que inclui três desfiles organizados pela Fundação Três Culturas, previstos para a Segunda-Feira, dia 22 de março, às 18.00 horas locias.

    As Marcas

    attega, projeto pessoal de Gabriela Flores (Sevilha, 1997), estudante de Administração e Gestão de Empresas na Universidade de Sevilha. Apaixonada pela moda, começou a desenhar malas reversíveis prêt-à-porter que tiveram ampla aceitação no mercado. Paralelamente ao design e fabricação das malas, passou a criar peças inspiradas na moda vintage, na natureza e em geral na beleza que reside na simplicidade. Os seus acessórios têm um ar retrô, assim como as suas camisas com gola ‘bobo’, minivestidos e macacões que convidam a desfrutar do simples e do agradável. Um universo colorido que já conquistou prescritores de estilo como María Valdés, Elisa Serrano ou Carlota Weber.

    Gabriela Flores desfruta da escolha cuidadosa de todos os materiais e acompanha desde o princípio todo o processo de fabricação que é 100% realizado em  Andaluzia, concretamente em Sevilha e Ubrique (Cádis). Revistas como a Vogue, entre outras, têm destacado a sua presença no mundo da moda, descrevendo-a como “A marca sevilhana que conquista a geração Z (nascidos entre 1995 e 2008)”.

    ANULA Company é uma marca integrada por Paula Pérez (Córdova, 1987) e Andrea Pareja (Córdova, 1992), duas jovens empreendedoras que trabalham e vivem na cidade de Córdova.

    Andrea é licenciada em Biologia e amante da moda desde pequena. Quando terminou os estudos decidiu dedicar-se totalmente ao mundo do design e da modelação, formando-se em dintintas escolas de Andaluzia.

    Por outro lado, Paula estudou Jornalismo e posteriormente fez um mestrado em Empreendedores de Comunicação e Moda na Universidade de Sevilha. Elas ao coincidir no mesmo estúdio de moda, decidiram empreender juntas. A linha das suas criações está marcada por uma moda sustentável que utiliza tecidos orgânicos produzidos a partir da reciclagem de outros materiais como o plástico. Todas as suas coleções pertencem à filosofia de slow fashion que partilham com outras marcas como Royo Brand, Capitán Denim, Pitusas e Filigranaart. Nesta ocasião apresentarão a coleção Resilencia.

    Mariana Soares (Lisboa, 1997) licenciada e mestre em Design de Moda pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. A sua paixão pela moda surgiu a partir da ilustração de personagens de videojogos, ao ter em conta  como a roupa e os acessórios ajudavam a moldar a personalidade dos mesmos.

    Das colecções lançadas, destaca-se a que se intitula de Ikigai, uma palavra japonesa que se traduz como “razão para existir”. A partir dessa concepção começou a produzir peças de vestuário que respeitassem o meio ambiente e o planeta, ecofriendly e de desperdício mínimo.

    O foco da coleção tem sido a criação de peças sem tamanho específico, com material made in Portugal. Destacam-se peças de tricô feitas à mão em colaboração com @ rosarios_4, empresa portuguesa especializada na fabricação e tingimento de fios ecofriendly. Entre os tecidos que utiliza destacam-se o linho, a fibra de baixa pegada ecológica, ou o deadstock das fábricas portuguesas.

    Como designer, pensa em peças de gênero neutro e trans-sazonais. Tem como foco o conforto e o bem-estar físico e psicológico, sendo as suas coleções um reflexo disso. Nas suas peças predomina a sobreposição de vestes, um estilo oversize, os contrastes entre tons frios e quentes e as linhas irregulares, quase esculturais. A coleção Ikigai rendeu-lhe o terceiro prémio no concurso ModaPortugal.

    A coleção que apresentará no CODE 41 intitula-se de Ataraxia. Depois de um ano particularmente difícil para todos, a designer propõe a procura da calma e da harmonia, que encontra em locais como o Oceanário de Lisboa.

    Acompanhando as criações de Mariana Soares, colaboram no desfile as marcas Rosários4 e calçado Marita Moreno.

    Rosários4

    Empresa localizada em Mira de Aire, zona centro de Portugal. Trata-se de uma marca especializada na produção e tingimento de fios de crochê, de bordado e tricô. Desenvolve produtos inovadores, com especial interesse nas fibras naturais. Desde 2000, possui a certificação de qualidade ISO 9001. Esta garantia de qualidade estende-se a outros produtos, como os seus fios 100% lã, com qualidade Pure New Wool.

    Sapatos da designer Marita Moreno

    Marita Moreno é uma marca portuguesa de acessórios de moda criada com uma perspetiva única do ponto de vista ético, em que a história dos produtos é fundamental para a sua definição como marca de slow fashion. A transparência na produção, responsabilidade social e o compromisso ético são valores intrínsecos a esta marca. Desde o seu começo, tem procurado a sustentabilidade ambiental com a criação de edições limitadas, a utilização de matérias-primas nacionais, a fabricação total em Portugal e a integração dos têxteis tradicionais e artesanais nos seus produtos. A marca  preocupa-se com o processo criativo e a fabricação de sapatos que durem e sejam igualmente apreciados. O seu design é atemporal, evitando tendências que saiam de moda rapidamente. Algo que aliado a uma grande qualidade no material permite desfrutar do calçado por muito tempo, prolongando a vida  do artigo e evitando curtos círculos curtos de existência para os produtos.

    A Fundação Três Culturas do Mediterrâneo é a principal beneficiária do projeto INTREPIDA plus, juntamente com os seguintes parceiros de Espanha e Portugal: Câmara Municipal de Huelva, Mancomunidad Desarrollo Condado de Huelva, Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE) e o Município de Faro. O projeto INTREPIDA plus conta com financiamento europeu do programa INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP).

    Mais informações sobre o projeto INTREPIDA plus em: www.tresculturas.org/intrepida

    Mais informações sobre o CODE 41 em: www.code41.es