FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Faz falta melhor sinalização na Ponte do Guadiana

    Faz falta melhor sinalização na Ponte do Guadiana

    A câmara municipal de Vila Real de Santo António em parceria com a associação dos Empresários do concelho estão a desenvolver mais uma ação de sensibilização, e a distribuir flyers informativos, para sensibilizar os visitantes que vêm de Espanha em direção a a Castro Marim e Vila Real de Santo António pela EN122, não necessitam entrar na zona de pagamento de portagens,

    Com efeito, até ao Nó da Pinheira frente a Altura, o troço é gratuito, sendo apenas cobrado junto a Tavira para quem segue a Via do Infante em direção ao resto do Algarve.

    Câmara e empresários consideram que por falta de sinalização e informação objetiva à saída da ponte do Guadiana, muitos visitantes espanhóis são levados a adquirir títulos de pagamento de portagens, podendo, em algumas situações, desencorajar a visita ao concelho.

    Esta falta de informação tem estado a criar transtornos e o acumular de filas automóveis desnecessárias, daí a necessidade de clarificar a informação prestada aos automobilistas e implementar sinalização que indique, de forma clara, os trajetos e as saídas gratuitas da autoestrada que liga Portugal e Espanha (Andaluzia) através da fronteira do Guadiana.

    Ao longo dos anos a concessionária da Via do Infante tem levado ao erro inúmeros visitantes para Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim com a compra do voucher inútil.

  • AHETA discorda da taxa turística no Algarve

    AHETA discorda da taxa turística no Algarve

    Os municípios algarvios estão dispostos a avançar para a cobrança de uma taxa turística de dois euros por dia, medida que desagrada à AHETA – Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve,.

    Esta associação de hoteleiros da região, critica os municípios que entendem chegar na pior altura, porque pode deixar afetada a competitividade da região. Neste momento, apenas as autarquias de Faro, com taxa de cinquenta cêntimos, e Vila Real de Santo António, com um euro, ambas por dia e por turista estão a cobrar esta taxa e há receios dos seus efeitos que vão ser somados à inflação que sobe na Europa.

    A taxa esteve suspensa durante o período de pandemia da Covid-19. Só o município de Silves se opõe â aplicação desta taxa no Algarve.

    A decisão da Comunidade Intermunicipal, que em 2019 previa uma taxa mais baixa e mais isenções, foi fortemente criticada pelos hoteleiros. Agora, os municípios querem ouvi-los novamente. Tal como na altura, a autarquia de Silves é a única que se opõe.

  • Eletricidade verde menos apoiada pelo Governo

    Eletricidade verde menos apoiada pelo Governo

    A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alertou para os cortes de que afetam os pequenos e médios agricultores, ao verem reduzido de 20% «para apenas 10%» o apoio na fatura da eletricidade utilizada nas explorações agrícolas e pecuárias, a designada eletricidade verde.

    Diz que não estão a ser pagos aos agricultores os retroativos desde Janeiro deste ano, o que consideram inaceitável numa ocasião em a agricultura enfrenta uma crise que consideram sem precedentes e em que os custos dos fatores de produção não cessam de aumentar. Trata-se, diz, de uma machadada mais do Governo nas explorações agrícolas familiares.

  • Fugiu em contramão por posse de droga

    Um homem de 40 anos foi detido por tráfico de estupefacientes, no dia 4 de outubro, no itinerário complementar n.º1 (IC 1), junto à localidade de Tunes, no concelho de Silves, segundo informa o Comando Territorial de Faro da Guarda nacional Republicana (GNR), tendo a ação efetuada por militares do Destacamento de Trânsito (DT) de Faro.

    Durante uma ação de sinalização e prevenção a um acidente de viação no IC 1, o suspeito após visualizar os militares da Guarda encetou uma fuga em contramão, com o objetivo de evitar os militares, tendo sido intercetado de imediato.

  • Orcas continuam a abalroar veleiros

    Orcas continuam a abalroar veleiros

    Este incidente teve lugar a 6 de Outubro, tendo ocorrido a três quilómetros da costa e causado danos ao veleiro e incapacitando-o de chegar à costa por meios próprios.

    A notícia foi dada pelo diário Correio da Manhã que também relatou que quer o homem de 51 anos quer a mulher de 47 anos não sofreram quaisquer ferimentos.

    Conforme temos vindo a acompanhar aqui em Foz – Guadiana Digital, este ano tem sido fértil em ataques destes predadores, quer na costas lestes de Portugal, quer no Algarve, águas atlânticas, quer nas costas da Andaluzia, em águas mediterrânicas.

    As orcas são predadores de grande envergadura e alimentam-se de atuns e golfinhos e tubarões. A razão porque atacam ainda não está esclarecida pela comunidade científica.

  • Dino d’Santiago felicitado pela CCDR Algarve

    Dino d’Santiago felicitado pela CCDR Algarve

    A coordenação regional releva o fato de o intérprete ter dedicado o prémio “aos 1480 alunos da Escola EB 2,3 Dom Dinis, de 40 nacionalidades diferentes, em Quarteira! Vocês não são o Futuro, são sim o Presente onde urge a Mudança”, prontificando-se a fazer tudo aquilo que estiver ao seu alcance para que “até 2030, o projeto SIC (Sucesso, Inclusão e Cidadania) seja regenerador e intemporal!

    Dino d’Santiago junta este troféu a uma coleção variada de distinções conquistada ao longo da sua carreira artística, nota a CCDR Algarve. É o artista que mais prémios recebeu nos Play – Prémios da Música Portuguesa, prémios anuais cuja primeira edição ocorreu em 2019 (Melhor álbum – Mundu Nóbo, melhor artista solo e prémio da crítica – 2019, Melhor álbum – Kriola, melhor artista masculino e prémio da crítica – 2021, Melhor artista masculino e prémio da crítica– 2022).

    Coletivamente, o projeto Nu Soul Family foi premiado com o MTV Europe Music Award para Melhor Artista Português em 2010, tendo também sido nomeado noutras ocasiões pelas suas participações nos Expensive Soul. Em 2020, Dino d’ Santiago voltou a ser nomeado de novo para o mesmo prémio, desta vez com o seu projeto a solo.

    Em 2021, muito justamenye foi distinguido pelo Município de Loulé com a Medalha de Mérito – Grau Ouro. Nesse ano, seria ainda considerado pela MOST INFLUENTIAL PEOPLE OF AFRICAN DESCENT, um dos Afrodescendentes mais influentes, em termos globais, e colocado entre as personalidades negras mais influentes da lusofonia, listadas na PowerList100 criada pela revista Bantumen com o apoio de várias entidades. No último sábado, também foi galardoado com o prémio para a Melhor Música Tradicional (Voei de mim), na XI Gala da Cabo Verde Music Awards (CVMA).

    Claudino Pereira

    Dino d’Santiago é o nome artístico adotado por Claudino Pereira, nascido em Quarteira, em 1982. Filho de pais cabo-verdianos, naturais de Santiago, cresceu no Bairro dos Pescadores para o qual os pais tinham ido morar ao chegarem a Portugal. Este bairro, que após a revolução do 25 de Abril, tornou-se residência de emigrantes oriundos de Angola, Cabo-Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe para trabalhar na construção civil e no turismo, bairro que começou a ser demolido em 1997 fazendo com que Dino fosse morar com a família para o Bairro da Abelheira. Seria no Coro da Igreja de São Pedro do Mar ali ao lado que começaria a cantar com os pais e os irmãos.

    Nos anos 90 do século passado, com a chegada do hip-hop a Portugal, Dino é convidado por rappers que também moravam no Bairro dos Pescadores para fazer os ganchos nas músicas deles. É nesta altura que começa a compor.

    Torna-se conhecido em 2003, quando, ao acompanhar a sua amiga Carla de Sousa ao casting para a segunda edição da Operação Triunfo, é ouvido a cantar por um dos câmaras. Este pergunta ao rapper Virgul, dos Da Weasel, que era seu amigo, porque é que ele também não se inscrevia para o casting. Passa na seleção ao cantar uma música da banda de rap Black Company e alguns originais seus.

    É na Operação Triunfo que conhece Ludgero Rosas que o convence a mudar de nome artístico. Assim, Dino, que em 2008 havia lançado um primeiro álbum com o pseudónimo “Dino SoulMotion”, passa a ser Dino d’Santiago, nome pelo qual é chamado em Cabo Verde, prestando assim homenagem à terra natal dos pais.

    Após a sua participação no concurso, Dino d’ Santiago dedica-se a vários projectos de hip-hop, R&B e Soul. Colaborou com projetos como os Expensive Soul, para os quais fez coros. No fim da década de 2000, forma o seu próprio grupo, ao qual deu o nome de “Dino & The SoulMotion”, e passou integrar o projeto Nu Soul Family – do qual fez parte parte durante 11 anos, ao lado de nomes como Virgul.

    Atualmente, para além da sua carreira artística, Dino d’Santiago integra o júri do programa televisivo The Voice Portugal, o talent show das noites de domingo da RTP, ajudando a formar e promover novos valores da música portuguesa.

  • Freguesia e Akivida assinam acordo em VRSA

    Freguesia e Akivida assinam acordo em VRSA

    A Akivida disponibilizará salas para atividades dinamizadas pela Freguesia de Vila Real de Santo António, assim como colaborará na dinamização de atividades de índole cultural e recreativa.

    A Freguesia de Vila Real de Santo António considera que a Akivida – Actividades Culturais, Educação, Cidadania e Serviços de VRSA, CRL promove diversas ofertas formativas para várias faixas etárias, da freguesia e também do concelho.

  • CCDR Algarve insiste na alta velocidade ferroviária

    CCDR Algarve insiste na alta velocidade ferroviária

    Esta tomada de posição ocorreu no quadro da XIV Comissão Luso-Espanhola de Cooperação Transfronteiriça, realizada em Vila Nova de Gaia, na qual a CCDR Algarve esteve representada pelo presidente e pela vice-Presidente, Elsa Cordeiro.

    Esta posição acompanha igualmente a defesa da concretização de um investimento no troço de ferrovia entre Tunes e Torre Vã, como vem sendo defendido em diversas ocasiões na Região, designadamente no quadro do debate sobre o futuro Plano Ferroviário Nacional pós 2030.

    José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, afirma ser «urgente avançar com o.s projetos de modernização da linha ferroviária entre Tunes e Terra Vã, uma estimativa de investimento de 253 milhões de euros”.

    Esta obra permitiria reduzir em 30 minutos a viagem de comboio Algarve-Lisboa, uniformizando a velocidade do comboio ao longo e todo o trajeto. Atualmente nos 150 quilómetros entre Torre Vã e Tunes a velocidade média do comboio raramente ultrapassa os 100 quilómetros/hora. Com este investimento, a viagem intercidades ou comboio Alfa entre Lisboa e Faro passaria a 2:30, sendo assim competitivo com o modo autocarro, afirma o organismo regional de coordenação.

    Nos últimos 30 anos, o investimento na Ferrovia mais significativo na ligação a Sul foi a modernização da linha ferroviária entre Pinhal Novo e Torre Vã, um investimento de 225 milhões de euros realizado antes do Euro 2004 a que, só agora em 2022 e 2023, se somarão 80 milhões de euros de conclusão da eletrificação e modernização da Linha Ferroviária do Algarve, concretizados com o apoio dos Fundos Europeus.

  • Incumprimento do ‘Acordo de Albufeira’ preocupa ‘Os Verdes’

    Incumprimento do ‘Acordo de Albufeira’ preocupa ‘Os Verdes’

    Vão ser reduzidas as descargas nas barragens que têm produção hidroelétrica. na zona de Salamanca e Zamora, tendo o governo espanhol legado que não vai conseguir cumprir totalmente este ano, em relação ao Douro, o que está estipulado na Convenção de Albufeira, de 1998, que regula a gestão e caudais dos rios partilhados.

    Diz O PEV que este acordo vem «Num momento em que a seca afectou de forma dramática o nosso país, e uma justa partilha da água, como bem essencial à vida, se assume como imperativo social e ambiental, e que dela depende o equilíbrio dos nossos rios e dos usos fundamentais da água, entre os quais o abastecimento público, Os Verdes consideram que o Governo português está a descurar os interesses nacionais no que respeita os rios partilhados com Espanha»,

    «Os Verdes» considera inadmissível o que dizem ser a falta de firmeza do Governo português no cumprimento de caudais mínimos, «quando estes não são garantidos por se servirem os interesses das hidroeléctricas e da agricultura intensiva do lado espanhol».

    Os Verdes reclamam compromisso sério para a renegociação da Convenção de Albufeira, e uma clara definição de caudais ecológicos diários, substituindo o caudal mínimo em vigor, determinado entre os dois países, para garantir a preservação dos recursos hídricos e dos ecossistemas.

  • Descontos no transporte rodoviário do Baixo-Alentejo

    Descontos no transporte rodoviário do Baixo-Alentejo

    Os percursos são os previstos na concessão do Transporte Rodoviário Intermunicipal do Baixo Alentejo, iniciada no início do corrente ano, informa a CIMBAL.

    Este Regulamento possibilita a utilização regular dos transportes públicos rodoviários, através dos designados “passes de linha” (com origem e destino previamente definidos), através dos seguintes tarifários: Passes de linha até 4 km – 20 €; Passes municipais (origem e destino dentro do mesmo município) – 30 €; Passes intermunicipais (entre municípios da CIMBAL) – 40 €; Passes inter-regionais (entre a CIMBAL e as CIM’s adjacentes) – 50 €. Os transportes escolares e os transportes urbanos do concelho de Beja não estão incluídos nestes tarifários.

    No caso dos utentes que atualmente sejam titulares de passes, as novas tarifas operam automaticamente, ao adquirir a nova vinheta.

    Caso o utente não seja titular de passe, deverá adquiri-lo, junto do Operador e, de seguida, dirigir-se ao seu Município para instruir o processo para beneficiar do desconto (preenchimento de formulário e comprovativo de residência). O Regulamento PART prevê também, no futuro, o desconto nos passes municipais e intermunicipais no transporte ferroviário, estando a ser desenvolvidas as diligências necessárias para a sua operacionalização.

    O PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária pretende estimular a utilização do transporte público de passageiros, em detrimento do transporte individual, e apoiar as famílias nas suas despesas com uma das despesas mais elementares, o acesso à mobilidade.

  • Vento forte em Monte Gordo faz feridos

    Vento forte em Monte Gordo faz feridos

    A tenda estava preparada para o “Algarve Golden Race”, evento de columbofilia agendado para sábado, na estrada que conduz à desativada estação ferroviária daquela localidade balnear, perto da rotunda de Monte Gordo. As viaturas estavam estacionadas na berma da estrada.

    Bombeiros, GNR e populares acudiram ao local e verificaram, para além dos danos em viaturas sobre as quais a estrutura desabou, que tinham ficado feridas três pessoas, felizmente sem gravidade.

    Video:cortesia da ArenilhaTV

  • Construção de Habitação Acessível em Castro Marim

    Construção de Habitação Acessível em Castro Marim

    No auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim, realizou-se ontem, 28 de Setembro a cerimónia de Assinatura do Acordo de Colaboração entre o Município de Castro Marim e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que possibilita o acesso ao financiamento do “1º Direito”.

    A cerimónia contou com a presença da Secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves e o Programa de Apoio ao Acesso à Habitação está inserido na Estratégia Local de Habitação (ELH) do Concelho de Castro Marim, apresentada hoje pela vice-presidente do Município, Filomena Sintra. A ELH do concelho tem por fim promover habitações condignas para 109 famílias, um universo de 282 pessoas, ao abrigo do Programa 1.º Direito, no período de 2022-2025.

    Por forma a abranger os agregados familiares sinalizados em situação de vulnerabilidade, a Câmara Municipal de Castro Marim prevê um investimento de 4.633.000,00 € até ao final de 2025, repartidos entre a reabilitação e a construção de novas habitações.

    Para Filomena Sintra, o Município «procura encontrar soluções para as famílias que, embora não fragilizadas, também não conseguem aceder à habitação, mediante a situação imobiliária que o país atravessa».

    A política de habitação de Castro Marim privilegia também um novo regulamento de benefícios fiscais municipais, a construção de habitação para a venda a custos controlados, o Programa Arrendamento Acessível e a venda de lotes para construção de habitação a custos controlados.

    acordo de colaboração programa «1º direito» castro marim
    acordo de colaboração programa «1º direito» castro marim

    No final da cerimónia, procedeu-se à assinatura do Acordo de Colaboração pelo Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral e, pela Presidente do Conselho Diretivo do IHRU, Isabel Dias. O Acordo foi homologado pela Secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves.

  • Ampliação da Doca de Recreio do Guadiana nas mãos do município

    Ampliação da Doca de Recreio do Guadiana nas mãos do município

    A ANG, em comunicado difundido aos OCS, revela que, em dezembro de 2021 solicitou à Câmara Municipal «uma clarificação da sua posição sobre o projeto, que pelo seu elevado custo inicialmente orçado em seis milhões de euros, e posteriormente inflacionado em cerca de 45% com a crise atual. Em consequência de tal realidade, passou-se a apresentar de difícil concretização, apesar de estar prevista a sua construção em várias fases».

    Fazendo um histórico do processo de ampliação, em 2009 a câmara municipal de VRSA, através da Sociedade Gestão Urbana, mandou elaborar a uma empresa da especialidade, o atual projeto de alargamento do Porto de Recreio, e em simultâneo o respetivo estudo económico, bem como o estudo de impacto Ambiental EIA.

    Depois, foi celebrado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal, a SGU e a ANG, na presença da Presidente do IPTM-Instituto Portuário e Transportes Marítimos para desenvolvimento dos projetos e sua concretização e em 2021, foram reunidos pela concedente DOCAPESA Portos e Lotas S.A., na qualidade de Autoridade Portuária, os pareceres positivos das várias entidades envolvidas, entre as quais a câmara municipal e posteriormente «foi lançada o período de consulta pública, publicada no Diário da Républica, e nas várias entidades oficiais, Capitania do Porto, Docapesca e Câmara Municipal».

    Durante esta consulta, não se registaram reclamações ou foram solicitados esclarecimentos e, do projeto inicial, a ANG, retirou as construções previstas na zona terreste e limitando-se a «propor somente duas pequenas áreas de apoio para instalação de sanitários de apoio aos utentes e WC públicos».

    A ANG diz ter reunido com várias entidades no sentido da auscultação e verificação da possibilidade de recurso a fundos estruturais, que permitissem o financiamento, conjuntamente com créditos bancários da parte não financiável, sempre com o diálogo e conhecimento do município.

    Na CCDR, ficou a nota comunicado de que os fundos disponíveis do PRR, não contemplavam investimentos em áreas concessionadas.

    Dia a Associação que, aquando da visita da ministra da Coesão Territorial na sua visita a VRSA, por ocasião do «Cruzeiro Inaugural do Caminho Marítimo de Santiago», o projeto de ampliação foi elogiado e mostrou publicamente disponibilidade «para ajudar no encontrar de soluções para a concretização do mesmo, o que voltou a abrir uma janela de esperança, mas mesmo assim seria sempre necessário o recurso a créditos bancários avalisados para a parte não financiável».

    Dando nota de dificuldades de financiamento, e agastada pela falta de clarificação do município e pelo facto, de desde 2021, a situação acarreta elevados custos trimestrais para a ANG que a mesma não pode manter por tempo indeterminado, os Órgãos Sociais da ANG reunidos a 23 de setembro e por proposta da direção decidiram solicitar á Autoridade Portuária – Docapesca Porto e Lotas, SA. a «suspensão da concessão para o alargamento do atual Porto de Recreio».

    Diz a ANG que tal decisão é tomada «após minuciosa reflexão». Contudo, a ANG manifesta convicta de que se «trata de uma iniciativa importante para a cidade, com visão de futuro, lançada em 2009 pelo Município e Sociedade de Gestão Urbana, que seria de fundamental importância para o desenvolvimento local, para a sua economia, e para a revitalização de toda a zona ribeirinha, salvaguardando o atual jardim. É, pois, inequívoco que se trata de uma oportunidade perdida para a nossa cidade, que o futuro confirmará».

    A ANG aponta depois, em favor dos seus argumentos os exemplos de transformação ribeirinha e desenvolvimento sustentado em cidades vizinhas, com a concretização de projetos idênticos como é o caso da cidade de Olhão, e outros de cidades da região que há décadas tentam sem êxito, conseguir desbloquear projetos idênticos.

  • Luz verde para o 1º Direito em VRSA

    Luz verde para o 1º Direito em VRSA

    Em cerimónia decorrida na Sala de Atos do município, foi assinado e de imediato homologado o Acordo de Colaboração no âmbito do Programa «1.º Direito» que contou com a presença da secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves.

    Ao abrigo deste contrato, ente município de Vila Real de Santo António e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), este acordo de colaboração, no âmbito do Programa «1º Direito», representa o arranque da Estratégia Local de Habitação (ELH) do concelho e tem um investimento previsto de 101 milhões de euros.

    Presentes estiveram também a presidente do IHRU, Isabel Dias, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, e o presidente da câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo.

    As ações previstas em prol das famílias do concelho vão apoiar um total de 812 agregados e mais de 1.221 pessoas com carências habitacionais de vária ordem, com financiamento a 100% por parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A Estratégia Local de Habitação do Município de VRSA (EHL) é uma das mais providas de verbas do país e a maior do Algarve, apenas comparável aos rácios existentes dos municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, segundo a autarquia. Prevê a construção de novas habitações, a recuperação do parque habitacional existente e a promoção do arrendamento acessível.

    O programa, já divulgado nas nossas páginas, destaca quatro eixos estratégicos: «resolução de situações indignas através da implementação de soluções habitacionais no âmbito do «1.º Direito»; reforço da resposta e da acessibilidade habitacional através do planeamento e gestão; incremento da oferta, da qualidade e da promoção do parque habitacional; promoção do território, da integração social e da atuação preventiva».

    Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, enfatizou o tempo recorde de menos de um ano em que este projeto se desenvolveu de raiz, sublinhando que vai ao encontro das prioridades das famílias e colocará um ponto final na precaridade habitacional.

    Salientou que o diagnóstico foi realizado, durante o último ano, «por equipas especializadas que foram para o terreno e identificaram, in loco, uma realidade mais grave do que era expectável».

    «Esta candidatura representa, por isso, uma viragem de paradigma e põe fim ao esquecimento recorrente no que se reporta à construção, reparação e manutenção de equipamentos habitacionais no concelho. Por outro lado, constitui uma aposta clara na correção dos níveis de especulação imobiliária, procurando uma solução habitacional acessível para que os jovens se fixem e possam viver em Vila Real de Santo António», disse Álvaro Araújo.

    «Esse investimento, quer pela sua dimensão, quer pelo elevado número de agregados familiares que apoia, constitui um marco histórico para o desenvolvimento da nossa terra e representa um compromisso deste executivo para com as famílias vila-realenses», rematou o autarca.

    cerimónia da elh vrsa
    cerimónia da elh vrsa

    Sobre o Programa «1.º Direito»

    A criação da ELH é um requisito obrigatório de acesso às linhas de financiamento do «Programa de Apoio ao Acesso à Habitação – 1.º Direito», que visa a promoção de soluções habitacionais para pessoas que vivam em condições indignas e sem capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.

    Estima-se que a implementação da Estratégia Local de Habitação de VRSA, concretamente a resolução das situações indignas ao abrigo do programa «1º Direito», envolva um investimento global de cerca de 101 milhões de euros, financiado a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

  • Obras da Estação Biológica de Mértola

    Obras da Estação Biológica de Mértola

    A Comissária Europeia Elisa Ferreira e a ministra Ana Abrunhosa marcaram presença na cerimónia do arranque das obras da futura sede da Estação Biológica de Mértola

    “Este projeto é especial” e “cada vez mais precisamos de projetos destes para que a Europa seja uma Europa de todos e não uma Europa de alguns”. Foi com estas palavras que a Comissária Europeia Elisa Ferreira se dirigiu a todos os que se encontravam presentes no Salão Nobre dos Passos do Concelho, na cerimónia que assinalou o início das obras da futura Estação Biológica de Mértola – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia (EBM). Elisa Ferreira acrescentou ainda que, “este é um projeto simbólico e exemplar”, que pode “estimular e ser o motor para o desenvolvimento” de uma região com potencialidade, mas que “não tem conseguido gerar suficientes oportunidades de emprego e trabalho aos jovens”. Para a Comissária Europeia a Estação Biológica de Mértola é um projeto visionário, um grande exemplo de estratégia inteligente de coesão territorial, aliando atração de investidores, transmissão de conhecimentos, investimento, criação de emprego, preservação do património e envolvimento de todos e da sociedade em geral.

    Para Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, “este projeto mostra como estamos a investir bem os fundos de coesão” e “esperamos que seja inspiração para outros territórios”, Ana Abrunhosa reforçou ainda a ideia de “ser necessário multiplicar exemplos como a EBM em Portugal, assim como “não desistir” e “acreditar sempre que não há territórios condenados”.

    Para Isabel Ferreira, Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, a Estação Biológica de Mértola é um projeto cientifico internacional que visa combater esse grave problema que a todos diz respeito, as alterações climáticas.

    Sendo igualmente um projeto que futuramente irá de igual modo criar empregos qualificados e deste modo promover o interior da nossa região e do País.

    Palavras aplaudidas e que fazem eco da opinião e esperança do Presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, que na sua intervenção afirmou “Este é um projeto que irá ultrapassar fronteiras, não só as locais, mas as regionais e internacionais.” O autarca disse ainda “não ter dúvidas que este será um projeto de referência.”

    Tem como principal objetivo apoiar e promover a investigação científica e a transferência de tecnologia de suporte a estratégias de transição (agro)ecológica, com enfoque na regeneração dos ecossistemas, particularmente, os situados em contextos de baixa densidade, de clima semiárido e árido mediterrânico, vulneráveis aos fenómenos da desertificação e das alterações climáticas.

    O projeto, resultante de uma parceria entre o Município de Mértola e o CIBIO InBio – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, está integrado numa candidatura ao Portugal 2020 queprevê o apoio à reabilitação do edifício dos antigos Silos da EPAC em Mértola, edifícios que acolherão os laboratórios, áreas de co-working e as áreas sociais da Estação Biológica de Mértola.

    Numa estratégia de lançamento e organização de toda a atividade da EBM, foi criada em abril de 2022 a Associação sem fins lucrativos, Estação Biológica de Mértola que integra além do Município de Mértola e do CIBIO, a Universidade do Porto e a EDIA S.A. A EBM que já se encontra a funcionar em instalações provisórias cedidas pelo Município de Mértola, tem desenvolvido, deste então, um conjunto de projetos e colaborações com várias entidades do setor académico e empresarial.

  • Fim do estacionamento pago à ESSE

    Fim do estacionamento pago à ESSE

    Embora a Assembleia Municipal do concelho reúna no mesmo dia, será agendada, dias depois, uma nova reunião extraordinária onde se prevê que será tomada a decisão definitiva.

    Alega o município no seu comunicado que “Tal decisão é justificada pela reiterada falta de resposta da ESSE às sucessivas solicitações da Câmara Municipal para que a empresa disponibilizasse informação detalhada e credível sobre os valores (receitas) recebidos pela concessão em 2021 e nos meses de junho e julho de 2022”.

    Álvaro Araújo, presidente da autarquia local justifica a decisão proposta: «o padrão reiterado de oposição da empresa constitui uma violação grave das obrigações contratuais, facto que tem impedido a autarquia de exercer o poder de fiscalização e validação dos valores efetivamente cobrados e, consequentemente, a verificação do cumprimento do contrato de concessão».

    A título de exemplo, recorda que o município, nos termos da concessão, tem direito a receber uma renda mensal de 25 por cento da receita global obtida nos meses de época alta.

    No entanto, e face à ausência de informações detalhadas da ESSE, nomeadamente o fornecimento de documentação de suporte, não foi possível observar o cumprimento desta obrigação, tendo ainda sido detetadas incongruências e omissões no que se reporta às verbas transferidas.

    Assim a autarquia rescindirá o contrato «Face a todos estes incumprimentos, entendemos que o fim da concessão do estacionamento tarifado que tem vindo a ser cobrado, de forma desenfreada, nas freguesias de Vila Real de Santo António e Monte Gordo, é a única solução justa e viável para defender os interesses da autarquia e de todos os munícipes», conclui Álvaro Araújo.

  • Garantia personalizada para a infância

    Com o objetivo de assegurar serviços essenciais, as famílias carenciadas vão ser seguidas por núcleos locais, tendo os agregados abrangidos pela prestação da -Garantia da Infância- intervenção personalizada.

    Os núcleos que atuarão junto das famílias em risco de exclusão social, no seio das redes municipais, ao abrigo do -Plano de Ação da Garantia para a Infância- que prevê a criação de núcleos locais, em articulação com os municípios, de forma a permitir o acompanhamento das crianças, dos jovens e das respetivas famílias em situação de pobreza ou de exclusão social.

    A nova prestação social começou a ser paga este mês a 150 mil crianças e jovens com menos de 18 anos.

  • Sardinha tem agora confraria em Portimão

    Sardinha tem agora confraria em Portimão

    A cerimónia contou com a presença e intervenções de autoridades locais e regionais, designadamente José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, do Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, da vereadora da Câmara Municipal de Portimão, Teresa Mendes e da presidente da Assembleia Municipal de Portimão, Isabel Guerreiro e a presença de diversas outras confrarias.

    Esta confraria, nascida no passado dia 17 de setembro, quer ser muito mais que uma associação de comes e bebes. A madrinha foi a Confraria do Atum de Vila Real de Santo António, representada por vários confrades e por António Cabrita, que também representou a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

    O logótipo, da Confraria Gastronómica da Sardinha de Portimão foi concebido pelo artista plástico João Sena, tendo a conceção do traje o traço da estilista portimonense Sandra Gonçalves e que marca uma herança histórica e uma tradição fortemente enraizadas na cultura da cidade de Portimão.

    É composto por: Boné, de cor azul-marinho, inspirado no modelo usado nesta zona litoral. Capa de cor azul-marinho, com sobrecapa na mesma cor, ambos forrados com tecido no tom prata, que remetem ao mar e à cor da sardinha. Contém também uma rede de malha de pesca na sobrecapa alusiva a esta atividade.

  • Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve

    Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve


    O CiiP de Vila Nova de Cacela continua a desenvolver a atividade de divulgação do património cultural, abordando, desta vez a utilização das vias de comunicação por parte dos almocreves no passado do Algarve

    Salientam que, na região, são referidos em fontes históricas pelo menos desde o séc. XVI e que o estado das vias de comunicação na região é fundamental para se compreender a relevância da profissão.

    Ainda no séc. XIX, citando Vilhena de Mesquita, 2005 lembram que:

    Faltavam no Algarve as vias de comunicação terrestre, amplas, acessíveis e seguras. O que existia era uma desgastada e ancestral via longitudinal, designada por ‘estrada real’ «que marginava, próxima e paralela, à linha costeira (em certos locais coincidente com a actual estrada 125), com poucas ramificações para o interior alentejano, com vários acidentes naturais (rios, desfiladeiros e penhascos) intransponíveis por falta de pontes e de outras obras para a facilitação do trânsito.”)

    E anotam que, segundo Romero Magalhães, 2018. no séc. XVI, não podemos sequer falar de verdadeiras estradas, de vias pavimentadas, mas sim de caminhos maus em terrenos acidentados, onde transitavam apenas cavalos e sobretudo muares, transportando mercadorias. Estradas carroçáveis não as havia. Os principais agentes deste tráfego, eram os almocreves que circulavam por veredas e passagens difíceis com as suas bestas muares carregadas, cruzando a serra, pelo menos mensalmente.

    Para além do desconforto provocado pelas estradas impraticáveis, dificuldade na transposição das linhas de água, relevo acidentado, exposição ao sol intenso ou ao frio e chuva, a almocrevaria não era também uma profissão isenta de perigos. O mais comum, para atravessar a serra algarvia e penetrar na peneplanície alentejana, eram os almocreves circularem em caravanas, protegendo-se em conjunto dos salteadores de estradas. Na serra, especialmente, escondiam-se malfeitores e bandoleiros que assaltavam os passantes. Muitos dos assaltos eram perpetrados por homens ao serviço de proprietários das terras por onde passavam.

    Leia os trabalhos de Ciip de Cacela

  • Só o Algarve não cresceu em dormidas no mês de Julho

    Só o Algarve não cresceu em dormidas no mês de Julho

    Comparando com julho de 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo (-4,5%). Os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+21,0%), Norte (+14,9%) e Centro (+10,6%).

    Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o setor do alojamento turístico registou 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas em julho de 2022, correspondendo a aumentos de 6,3% e 4,8%, respetivamente, face a julho de 2019, ano antes da pandemia.

    Os proveitos totais aumentaram 131,9% para 682,1 milhões de euros e os proveitos de aposento atingiram 535,0 milhões de euros, refletindo um crescimento de 27,6% em ambos os indicadores comparativamente a julho de 2019.

    O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 86,1 euros em julho e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 127,2 euros. Em relação a julho de 2019, o RevPAR aumentou 23,0% e o ADR cresceu 19,0%.

    Em julho, o mercado interno contribuiu com 2,9 milhões de dormida e os mercados externos totalizaram 5,7 milhões. Face a julho de 2019, o mercado interno cresceu 15,8% e os mercados externos atingiram o mesmo nível de 2019.

    No conjunto dos primeiros sete meses de 2022, as dormidas aumentaram 194,3% (+58,5% nos residentes e +406,2% nos não residentes).

    Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 4,4%, consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-9,4%), dado que as de residentes cresceram 7,8%.

    Os proveitos acumulados no período de janeiro a julho de 2022 cresceram 239,4% no total e 242,9% nos relativos a aposento (+10,0% e +11,0%, face a igual período de 2019, respetivamente).

    Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a RA Madeira (+78,6%), Centro (+22,4%), Norte (+21,2%), AM Lisboa (+12,7%) e Alentejo (+12,6%). As dormidas de não residentes aumentaram no Norte (+11,3%), RA Madeira (+11,1%), AM Lisboa (+2,8%) e RA Açores (+0,2%), tendo-se observado as maiores diminuições no Algarve (-8,3%) e Alentejo (-7,4%).