FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Agrava-se a situação das empresas mais pequenas

    Agrava-se a situação das empresas mais pequenas

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), concluiu que em 2022 se agravou a situação das suas representadas, atribuindo grande parte das responsabilidades a uma total ou parcial paralisação da actividade económica decretada pelo Governo nos dois anos de pandemia,

    Outro motivo foi a alegada a ausência de medidas adequadas aos problemas e à natureza das empresas.

    Outro fator do agravamento das dificuldades foi o aumento significativos da electricidade, do gás natural e dos combustíveis, salários, matérias-primas e taxas de juro a que somaram as consequências da intempérie das últimas semanas.

    Por Taís motivos, a Confederação está a reclamar a verbas de ajuda, a fundo perdido, para as micro, pequenas e médias empresas, incluindo o apoio à criação de um «Fundo de Tesouraria» e a mobilização  dos fundos previstos no PRR e no quadro comunitário, e a sua reafectação à sustentabilidade da economia real.

  • Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    O pescador devolveu-o ao mar por se tratar de uma espécie em vias de extinção. A sua decisão foi amplamente aplaudida nas redes sociais. Os Guitarfish habitam mares e oceanos em todo o mundo, geralmente em águas rasas e em zonas de clima tropical ou temperado. Geralmente, esses parentes dos tubarões e raias são muito pouco conhecidos na sociedade.

    Há exemplares de tubarão-viola (Rhynochobatus diiddensis) no nosso país levado em 2010, no aquário Sea Life no Porto. A espécie, originária da Índia Oriental, viajou durante 26 horas para chegar a Portugal, onde vai andar em digressão.

    Com um ano e cinco meses de idade, 1,4 metros de comprimento e 30 quilos de peso, este tubarão-viola é um parente próximo das raias e, como todos os da sua espécie, é um animal solitário, que prefere nadar e atuar sozinho, lia-se no site Boas-Notícias.

  • Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    As gerações que sempre lutaram e continuam a solicitar que se aproveitem as possibilidades de regularização dos caudais excessivos podem sentir-se compensadas com estas notícias, uma vez que as possibilidades de chuvas sobre a bacia do Guadiana distribuem-se de forma irregular ao longo das décadas, ora em anos de chuvas torrenciais ora em anos de aridez pronunciada.

    É natural que a situação ainda venha a apresentar mais melhorias neste Inverno, dado que a sabedoria antiga identifica como altamente chuvoso, sempre que Lua Nova coincide com as proximidades do equinócio de Setembro, o que foi o caso do ano em curso.

    A EDIA identificou, desde 1 de dezembro uma subida do nível da água na albufeira de perto de 3,5 metros, aproximando-se da cota 148 metros. A albufeira encaixou mais de 600 milhões de metros cúbicos e tem cerca de 3.180 milhões de metros cúbicos de água armazenados, correspondendo a 76,75% da sua capacidade máxima.

    Na sua capacidade total de armazenamento, de 4.150 milhões de m3, à cota de 152 metros, o Alqueva abrange uma área de 250 quilómetros quadrados e mais de 1.100 quilómetros de margens.

    As comporta da barragem do Alqueva fecharam em 08 de fevereiro de 2002 e atingiu o pleno armazenamento por quatro vezes, durante estes quase 23 anos, efetuando algumas vezes descargas controladas

  • Assembleia Intermunicipal do Algarve apreciou taxa turística

    Assembleia Intermunicipal do Algarve apreciou taxa turística

    A Assembleia Intermunicipal do Algarve reuniu de forma descentralizada em Loulé, no dia 19 de Dezembro, tendo aprovados os principais documentos de gestão da Comunidade Intermunicipal do Algarve, AMAL, Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2023, e discutidas moções dos Grupos Intermunicipais do PSD e PS.

    Estiveram presentes 47 dos 58 membros no Cineteatro Louletano, das várias forças políticas, eleitos nas 16 assembleias municipais da região. Esta forma descentralizada que ocorreu em Loulé, já aconteceu também em Vila Real de Santo António e Lagoa. A sede da Assembleia é na capital do Algarve, Faro.

    Foi apresentada a proposta para a aplicar na região a taxa turística na região no valor de dois euros, conhecida da reunião do Conselho Intermunicipal da AMAL, realizada em novembro e que se encontra sob análise e foi explicada pelo presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, o presidente da Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Daniel do Adro, e do presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins.

    Prevê a aplicação da taxa em todos os concelhos da região e para todas as tipologias turísticas, assim como uma discriminação positiva para a época baixa , na qual será cobrado metade do valor a acordar. A proposta ainda prevê que uma parte das receitas venha a ser aplicada em cada município e a outra parte reverta para a criação de um fundo regional destinado à promoção e animação turística. O modelo a aplicar será decidido por uma Comissão formada por representantes da AMAL, RTA, ATA, AIHSA e AHETA.

      O PSD, viu aprovada a sua moção intitulada «Preço das portagens no Algarve viola a lei”», e a moção do PS as suas moções «Garantir água é garantir o nosso futuro» e «Hospital Central do Algarve é preciso avançar».

      Foram rejeitadas duas moções apresentadas pelo Grupo Intermunicipal da CDU, uma «Pelo direito à saúde. Atrair e fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde, Combater o assalto dos grupos privados de saúde» e uma outra «Pelo fim das portagens na Via do Infante».

      Durante a Assembleia foram ainda aprovados os principais documentos de gestão da Comunidade Intermunicipal do Algarve para o próximo ano, entre os quais as .

        O presidente da AMAL, António Pina, prestou igualmente alguns esclarecimentos sobre as áreas de trabalho mais relevantes para o próximo ano, nomeadamente a Mobilidade/Transportes, Eficiência Hídrica, Eficiência Energética, Ordenamento do Território e Ambiente/Alterações Climáticas.

        A Assembleia Intermunicipal da AMAL volta a reunir em Lagos em abril de 2023.

      • 835 palestinianos em regime de detenção administrativa nas cadeias israelitas

        O regime de detenção administrativa, que tem merecido ampla condenação internacional, permite a Israel manter nas suas prisões, sem acusação ou julgamento, presos palestinianos por tempo indefinido, na medida em que o período de detenção, até seis meses, é infinitamente renovável.

      • Portagens mais baixas só se o Governo pagar

        Qualquer negociação com o Estado, para poupar os utilizadores das autoestradas ao aumento de 10,6% do preço das portagens terá sempre de incluir mecanismos que compensem a Brisa pelo aumento e o possa diluir no tempo, ou incluí-lo no grupo de trabalho de renegociação da concessão.

      • Algarve afirma-se como «Destino com Futuro»

        Algarve afirma-se como «Destino com Futuro»

        Uma campanha que pretende sensibilizar os profissionais do setor para a adoção de ações simples mas que possam contribuir para uma região ainda mais sustentável, designada como “Destino com Futuro – Algarve, é tempo de cuidar”, decorre até ao dia de amanhã, 23 de dezembro e pretende fazer face aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

        A campanha pretende ligar a consciência ambiental à consciência empresarial e sugere aos profissionais do turismo a adoção de medidas que fazem a diferença na redução da pegada carbónica e na diminuição dos consumos energéticos.

        São exemplos o substituir a iluminação convencional por lâmpadas LED, optar por espécies endógenas nos jardins, criar menus sazonais e com produtos locais, investir em tecnologia que permita poupar água, plantar relva adequada ao clima da região ou fazer a separação dos resíduos produzidos entre os quase 50 conselhos práticos para quem trabalha na área do alojamento, do golfe, da restauração e da animação turística.

        A campanha assenta num site com dicas eco-friendly, na produção de spots vídeo relativos a alojamento, restauração, golfe e animação para as redes sociais e em inserções na imprensa especializada do setor.

        Esta é a segunda campanha desenvolvida pelo Turismo do Algarve integrada no projeto AwK – Adaptation with Knowledge, Climate Change, na sequência da primeira, lançada este verão, com o «A Natureza não tira férias», focada na sensibilização dos turistas. Desta vez, os destinatários são os profissionais do setor turístico algarvio.

        O presidente da Região de Turismo do Algarve está seguro que a procura é cada vez mais marcada pela exigência de turistas com consciência ambiental, que só irão comprar produtos ou serviços de empresas responsáveis.

        O financiamento é da EEA Grants, através do Programa Ambiente e o projeto tem como principal objetivo melhorar a resiliência e a capacidade de resposta do Algarve face às alterações climáticas, criando as bases de apoio necessárias à implementação do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Algarve (PIACC-AMAL). Tem uma forte componente de comunicação associada para consciencializar população, empresas e turistas e para motivar à ação, tanto a título individual como coletivo.

      • Acerca do habilidoso Tomás

        Acerca do habilidoso Tomás

        Crónicas do Largo da Bica

        Da malta toda, o que dava mais toquezinhos com a bola era o Tomás. No que diz respeito a toques na bola, ninguém na vila lhe fazia sombra. Nem na Bica, nem nas Hortas, nem no Bairro Operário, nem no Bairro da Caixa, nem tampouco no Bairro da Lata. Ele era um prodigioso malabarista com a borracha. Fosse com os pés, fosse com as mãos. Um fenómeno do outro mundo. Só vendo!

        Eu não era dos piores da Bica. Desenrascava-me mais ou menos com 343 toques de bola no pé direito, de seguidinha, sem a deixar cair no chão. Nunca mais consegui bater esse record pessoal. Tentei durante anos. Quando me aproximava desse incrível número, antes de lá chegar, não aguentava mais: a perna de apoio fraquejava-me. A cada toque que dava, a coxa doía-me cada vez mais e o pé respectivo agarrava-se teimosamente às pedras da calçada. Por fim, apesar da minha vontade, da minha resistência, faltavam-me as forças e a bola escapava-se-me. À socapa, antes de ela cair, tentava apoiar-me a uma parede com a pontinha dos dedos mas, os gajos estavam atentos. Diziam logo que assim era batota e que não valia!

        A seguir vinha o Fausto com 424 toques. Um feito assinalável. Não é para todos. Quem jogou à bola quando era miúdo saberá reconhecer-lhe o mérito. Quando ele estabeleceu o seu fabuloso record, houve um invejoso que reclamou da sua validade. Isto porque ao toque 127, por uma insignificante fracção de segundo, a bola escapou-se-lhe do pé, batendo de raspão na parede da casa do Chico, irmão da Esmália e da Carminda da Rua Estreita. De facto, foi verdade que a bola bateu na parede mas, incrivelmente, esticando-se quase até rasgar a virilha, com a ponta do sapato, ele recuperou o controlo da bola que parecia mesmo ir cair ao chão. Apesar dessa miserável reclamação ciumenta o record foi registado e aceite.

        Mas, voltando ao Tomás, em toquezinhos, ele estava a um nível diferente. O record dele de 4.784 só não tinha outra expressão porque a malta, já cansada de tanto toque, ia-se embora para casa. Sem registo visual não havia reconhecimento. Era melhor ler um livrinho do Major Alvega ou um outro qualquer de cobóis do que estar ali a olhar para uma bola que parecia fazer parte integrante do pé.

        O segredo do Tomás era muito simples. Dava toques com os dois pés. Quando chegava aos quatrocentos, mudava de pé de apoio. Não se cansava nunca. Os toques não eram toques, eram toquezinhos. A bola mal subia, sendo mínimo o risco de perda do controlo da situação. Até parecia que estava atada ao pé com um elástico. Com domínio absoluto da técnica usada para os toques, entusiasmava-se e dificilmente parava. Dava para comer sandes de chouriço enquanto dava toques na bola.

        Uma tarde, já saturados, perguntámos-lhe em quantos ia. Ele mudou de pé de apoio, limpou o suor da testa com as costas da mão, e, sem se desconcentrar, respondeu: “vai em 2.345,6,7,8…”. Fomos para casa lanchar. Ao voltarmos, ainda ele dava toques.

        A rodar a bola na ponta dos dedos como fazem os jogadores de basquetebol, o Tomás também era o melhor. Começava no dedo indicador da mão direita. Quando a bola perdia velocidade, com a mão esquerda empurrava as orelhas da bola e, mudava de dedo. Ia para o polegar, voltava ao indicador, depois ao do meio, ao anelar, ao mindinho, a todos. Aquilo nunca mais acabava. Só mesmo o Tomás!

        Contudo, o que eu mais apreciava nele era o seu fino sentido de humor e a sua capacidade para inventar e contar estórias.

        Costumava dizer-nos que os dedos da mão eram os nossos ministros: o dedo polegar seria o ministro dos transportes por ser utilizado para pedir boleia; o dedo indicador seria o das obras públicas porque com ele se limpa o nariz; o dedo médio seria o da guerra porque quando se dá uma bofetada, ele vai à frente; o dedo anelar seria o das finanças por ser aquele onde se usam os anéis; o dedo mindinho seria o ministro do interior por ser com ele que se verifica se a galinha tem ovo.

        Se visse um carreiro de formigas pretas, dizia que elas iam para um funeral. A partir daí inventava uma qualquer estória em que falava da formiga. Coitada, morrera num terrível acidente, que alguém a pisara sem querer, que tinha sido muito trabalhadora, que tivera muitas amigas.

        Se as formigas transportassem algum alimento para o ninho, dizia que era uma procissão. A estória desenvolvia-se e ficávamos a saber que a formiga da frente era o padre, as outras carregavam os andores.

        Ao meu grande amigo Tomás Rita da Rua Estreita, portanto, do Largo da Bica com todos os direitos, um autêntico portento de imaginação e de habilidade com a bola!

        Henrique Bonança

        Altura – Fevereiro de 2018

      • Casas de fundo imobiliário devolvidas aos moradores em Vila Real de Santo António

        Casas de fundo imobiliário devolvidas aos moradores em Vila Real de Santo António

        Depois de uma luta intensa, como salientou José Vicente, representante dos moradores, a câmara municipal de Vila Real de Santo António, através de um programa de estratégia habitacional ao abrigo do programa governamental de 1º Direito, conseguiu resolver um problema que impede o despejo dos moradores e garante o arrendamento das habitações.

        Para selar essa garantia, estiveram ontem, dia 20 de Dezembro, na Praça Marquês de Pombal, com o presidente da câmara municipal Álvaro Araújo nada menos que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves e a presidente do IRHU, Isabel Dias e, ainda, o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, que reúnem todo o poder institucional na área.

        Estiveram presentes em cerimónia realizada ao ar livre, com temperatura amena, uns rasgos de sol e numa larga aberta num dia que prometia chuva, autoridades locais e regionais e os moradores das casas que vão ser beneficiados com a medida agora adotada. A assinaturas dos contratos tinha já acontecido na última sexta feira e, para lá da cerimónia com os governantes houve o descerrar de placas em cada um dos edifícios abrangidos pela medida, «Foz do Guadiana», «Bela Vista» e «Luz do Guadiana».

        «Hoje é um dia verdadeiramente especial para Vila Real de Santo António», começou por dizer Álvaro Araújo, depois dos cumprimentos aos presentes,. «Hoje é o dia que podemos acreditar que o Natal chegou ao nosso concelho. Assinala-se hoje o primeiro ato oficial para implementar a Estratégia Local de Habitação e apoiar diretamente as pessoas».

        Deu nota que o município, nesta primeira fase adquiriu 70 habitações com um financiamento a cem por cento por parte dos fundos do PRR. Álvaro Araújo agradeceu a Pedro Nuno Santos «por trazer a felicidade à nossa terra, por se preocupar com as famílias que precisam de apoio». Referindo-se à conterrânea Mariana Santos, secretária de Estado da Habitação, disse que, depois de eleito e do primeiro contato ter ficado com a certeza que resolveria o problema dos moradores, cuja solução, na terra, seria considerada um milagre.

        A luta dos moradores

        José Vicente, falou em nome dos moradores mas, antes, citou o nome dos outros que, com ele, dirigiram a luta, Pedro Santos, Ricardo Martins, Alfredo Azevedo, Carla Cruz, Patrícia Martins, Olga Martins, Nádia Cruz, Filomena Rosa. Contou a história.

        Em finais de Abril de 2021, os moradores começaram a receber propostas para todas as habitações, sendo informados da cessação dos contratos de aluguer. «O nosso senhorio, representado por um fundo imobiliário, agiu de má fé, assediando a todo o custo as famílias que ali residem. Fez de tudo para nos afastar das habitações, cometendo até algumas ilegalidades».

        José Vicente falou da angústia das famílias e do medo de ficaram na rua. «Às dezenas de famílias sujeitas a despejo, só lhe restava uma solução, o caminho da luta pelo direito à habitação. Uma vez que as casas tinham sido construídas em terrenos camarário, na vigência de um anterior executivo. Uniram-se, organizaram-se e iniciaram a luta, dispostos a tudo».

        Com os anteriores executivos, reunião após reunião, os assuntos não só marcavam passo como ouvíamos as vozes representativas dizer que só um milagre nos livraria. O representante dos moradores atribuiu o que diziam ser a falta de esperanças à falta de vontade política para resolver o problema. Reconheceu que receberam algum apoio judiciário, embora os problemas continuassem sem fim à vista. Acreditaram que um novo executivo traria uma solução. «Fez-se história onde existia fantasia».

        A opinião do ministro Pedro Nuno Santos

        O ministro relevou o papel dos moradores que em nenhum momento desistiram de lutar pela sua casa, pelo seu teto e, quando o estavam a fazer, estavam a fazê-lo por si, pelas suas famílias e mais que por estes, porque esta luta dos moradores é uma luta que deve servir de exemplo a todos os portugueses. «A vossa lutas e vitória é a de mostrar a todos que é possível, quando as pessoas se organizam e lutam pelos seus direitos, o conseguir ganhar».

        Pedro Nuno Santos associou a vitória dos moradores à do presidente da câmara municipal, porque o governo fez o seu programa, criou o 1º Direito, mas, «se os moradores não se tivessem mexido, se o senhor presidente da câmara não se tivesse mexido, o dinheiro estava aqui estava noutro sítio»

        O papel da autarquia

        Dentro da estratégia local para a habitação, nos moldes em que foi aprovada na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, ao executivo camarário em colaboração com o Governo, Secretaria de Estado da Habitação e Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, adquiriu 27 fogos do Edifício «Luz do Guadiana», com um valor total de cerca de 3 milhões de euros, 15 fogos do Edifício «Foz do Guadiana», com um valor de cerca de 2 milhões de euros e 28 fogos do «Edifício Bela Vista», com um valor um pouco superior a 4 milhões de euros.

          A medida abre caminho para solucionar situações urgentes de carência habitacional de pessoas vulneráveis ou que se encontrem em precariedade por insolvência, de não renovação de contrato de arrendamento ou vítimas de violência doméstica. A estratégia vai abranger 2139 pessoas integradas em 824 agregados familiares, com um investimento de cerca de 107 milhões de euros.

        • Diocese do Algarve celebra Natal pela paz e a vida

          Diocese do Algarve celebra Natal pela paz e a vida

          Esta mensagem é dirigida aos diocesanos e a todos os que visitam o Algarve e passam esta quadra festiva com o convite a celebrar o Natal como a grande festa da vida, «iluminados pela luz que brilhou na noite de Belém». Na frágil criança de Belém, simbolicamente presente em todos os presépios do mundo, «contemplamos um Deus que decide assumir o que nós somos, para que nós tenhamos acesso ao que Ele é».

          Lembrou que, na próxima noite de Natal, cumprem-se dez meses do seu início da guerra na Ucrânia como menciona o Arcebispo da Igreja Greco-Católica de Kiev, Sviatoslav Schevchuk, em carta dirigida ao Presidente da CEP e a todos os bispos portugueses.

          Para o Bispo do Algarve «Contrastam com o espírito e os valores do Natal todas as guerras que persistem em diversos países, nomeadamente a guerra na Ucrânia, implacável na sua ação destruidora de bens e de vidas humanas inocentes, cujas consequências chegam até nós, com a subida dos preços dos bens de primeira necessidade, provocando o aumento da pobreza».

          Afirma que «A vida que brota do mistério da encarnação do Verbo de Deus, ajuda-nos a entender, de modo mais pleno, a nossa humanidade, bem como os valores que, quando acolhidos, defendidos e promovidos, contribuem para tornar este mundo mais solidário e mais fraterno. Deste modo, a fraternidade cristã não se fundamenta, sem mais, numa igualdade de direitos, mas num dom do Alto, dom de Deus que é nos dado e nos capacita para nos acolhermos uns aos outros e juntos construirmos um mundo mais justo para todos».

          Nela descreve o sofrimento, a destruição e a morte provocados por esta guerra “inimaginável no início do terceiro milénio”; reconhece o apoio e a solidariedade dos diferentes países da Europa e do resto do mundo, bem como o seu verdadeiro amor cristão, manifestado no acolhimento aos refugiados – “cada gesto da vossa solidariedade para connosco é sinal da misericórdia divina e da esperança em como Deus nunca nos deixa sozinhos”; testemunha o modo como as comunidades cristãs ucranianas se envolveram com os seus párocos na proximidade aos mais atingidos e na resposta social, de vária ordem, aos mais necessitados.

          A arquidiocese de Kiev vive, como acontece entre nós, do apoio dos seus membros, impossível de realizar neste ambiente de guerra e de extrema necessidade. Por isso o Arcebispo Sviatoslav dirige-nos o pedido de um “urgente apoio financeiro”, pensando de modo particular na continuidade do auxílio aos mais necessitados, na manutenção do Seminário Maior (105 seminaristas) e na sustentação do clero constituído por 370 sacerdotes, que continuam à frente das comunidades desta vasta arquidiocese, constituída por quatro distritos e dez regiões entre as quais as que a guerra nos deu a conhecer: Donetsk, Lugansk, Zaporijia, Karkiv, Odessa, Mykolaiv.

          Apela o bispo à «conhecida generosidade das comunidades cristãs algarvias, bem como a todos quantos, de boa vontade a elas se unirem, na resposta a este pedido. Os vossos Párocos indicar-vos-ão o modo de o fazer, certos de que assim contribuireis para minorar o sofrimento dos nossos irmãos ucranianos. Que a vossa ajuda possa significar para cada um de vós, mais um lugar à mesa na ceia de Natal com a vossa família».

          A eutanásia merece referência especial, pois, para a Igreja «Contrasta, igualmente, com o espírito e os valores natalícios a recente aprovação parlamentar da eutanásia e do suicídio assistido, ainda sujeita aos trâmites legais para a sua aprovação definitiva. Estranhamos como os que legislam e nos governam não colocam o mesmo empenho e a mesma determinação, em dotar o nosso sistema de saúde de cuidados paliativos acessíveis a todos, tão fundamentais para combater e aliviar o sofrimento. Infelizmente constituem verdadeira “miragem” entre nós, levando-nos a considerar o recurso à eutanásia e ao suicídio assistido, como uma solução mais rápida e menos onerosa».

          E adverte para que «ninguém se sinta constrangido a este recurso por falta da devida assistência. Acompanhar e confortar os que sofrem e os que deles cuidam, ajuda a restabelecer a esperança e é sinal de dignificação da vida humana até ao seu termo natural. O acolhimento, a defesa e a promoção da vida situa-se para além da ordem legislativa e jurídica».

          D. Manuel Neto Quintas apelou para que as famílias e os profissionais de saúde, a quem deve ser sempre garantida a objeção de consciência, «rejeitem as possibilidades abertas pela legalização da eutanásia e do suicídio assistido e nunca deixem de testemunhar que a vida humana é sempre um dom precioso, em todas as suas fases, desde a conceção até à morte, que nunca deve ser intencionalmente provocada».

          D. Manuel Neto Quintas

        • Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

          Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

          O projeto prevê a instalação de mais de 44.500 painéis solares com uma potência total instalada de 24,4 MWp e a produção pode superar os 41.000 MWh anuais, permitindo uma redução expressiva nas emissões de CO2 da Almina, contribuindo para o seu objetivo de descarbonização.

          Pretendendo tirar partido da sua localização geográfica, em pleno Alentejo, a empresa portuguesa de exploração mineira focada na extração e valorização de pirites, sulfuretos e de outros minérios, pretende com esta UPAC, que ocupará uma área de cerca de 35 hectares, captar o potencial de geração de energia limpa, obtida a partir do sol, para as suas atividades.

          Os painéis solares que serão instalados na Almina – Minas do Alentejo terão uma capacidade instalada de 24,4 MWp, o que representará a maior UPAC no espaço europeu. Com o elevado número de horas de sol que caracterizam esta região será possível alcançar uma produção de energia de 41.222 MWh anuais, permitindo suprir 25% das necessidades da empresa.

          Além destes painéis solares fotovoltaicos que serão instalados no solo, será também implementado um carport, com uma capacidade instalada de 1 MWp, que irá produzir anualmente aproximadamente 1.553 MWh. Este sistema de estacionamento de viaturas com painéis solares permitirá alimentar a frota automóvel cada vez mais eletrificada da Almina – Minas do Alentejo.

          «Este é um projeto de grande dimensão, que a Greenvolt Next se orgulha de ter a oportunidade de implementar na Almina – Minas do Alentejo. Construir a maior UPAC da Europa é, sem dúvida, um feito para nós, permitindo-nos aplicar neste projeto todo o nosso know-how e profissionalismo», diz Pedro Lavareda de Carvalho.

          João Manso Neto, CEO da Greenvolt, salienta a opção estratégica da Almina – Minas do Alentejo «de procurar uma solução que tem um forte racional económico, já que permitir-lhe-á uma importante estabilidade nos custos com energia num período de preços muito elevados, mas também é revelador da crescente consciência das empresas quanto ao impacto que têm no ambiente».

          «Queremos, com este investimento, aumentar a eficiência do nosso consumo, reduzindo os custos associados, mas também dando um passo importante na redução da nossa pegada carbónica», diz Humberto da Costa Leite, CEO da Almina – Minas do Alentejo. «Na Almina, defendemos a utilização sustentável dos recursos e a minimização dos impactes ambientais da nossa atividade», acrescenta.

          Além da expressiva redução da fatura energética, num contexto marcado pelos elevados preços, a solução apresentada pela Greenvolt Next vem permitir uma forte redução nas emissões de gases poluentes para a atmosfera. Em conjunto evitar-se-á a emissão de 20.104 toneladas de CO2 por ano.

        • Sessenta anos de Museu do Algarve

          Sessenta anos de Museu do Algarve

          Este museu esteve, desde sempre associado ao pintor farense Carlos Porfírio, seu dinamizador e diretor nos primeiros oito anos de existência. O Museu Etnográfico Regional abriu as portas ao público em 15 de dezembro de 1962, materializando uma aposta institucional na dinamização da Cultura através da «Promoção de Museus, Arquivos e instituições culturais».

          Carlos Porfírio como pintor associado a movimentos futurista nacionais e europeus, artes cinematográficas jornalista, e etnógrafo, aproveitando aquele objetivo da recém-criada Junta Distrital de Faro (Lei-n.º 2.100 de 29 de agosto de 1959), funda o Museu a partir do próprio espólio reunido durante a primeira metade do séc. XX onde se destacam objetos sobre a atividade de pesca e agricultura, mobiliário, utensílios domésticos e dezenas de peças de «arte popular».

          No entanto, diz-nos a CCDR-Algarve, «seria redutor se não mencionássemos a série de quadros a óleo que o próprio concebeu para o museu sobre memórias, saberes e tradições do “povo algarvio”, bem como um conjunto de obras de pintores algarvios que pela primeira vez tiveram espaço para serem apresentados».

          Ao longo destes sessenta anos muitas foram as dinâmicas socioeconómicas que foram realizadas e várias gerações passaram ou visitaram as suas instalações, adaptadas aos tempos presentes já no início do séc. XXI dando-lhe uma nova visibilidade social, o que tem permitido preservar o espírito conceptual do seu fundador, mas ao mesmo tempo evidenciar uma nova modernidade na compreensão e sensibilização, sobretudo as gerações mais novas que diariamente atravessam as suas portas e descobrem que a sua história não começou nos seus pais.

        • Alívio no IVA para eventos e congressos

          Alívio no IVA para eventos e congressos

          É uma medida prevista no Acordo de Médio Prazo de melhoria dos rendimentos, dos salários e da competitividade, acordado em Concertação Social. Fica a vigorar em permanência o regime excecional que vigorou durante a pandemia.

          Estão contempladas as despesas relativas ao acolhimento de pessoas estranhas à empresa e as relativas a imóveis ou parte de imóveis e seu equipamento. O Ministério da Economia e do Mar anunciou que será objeto de restituição o montante equivalente aos 50% do IVA suportado e não dedutível, nas despesas relacionadas com transportes e viagens de negócios e do seu pessoal, incluindo as portagens, bem como nas despesas respeitantes a alojamento, alimentação e bebidas.

          A medida destina-se à recuperação da confiança e estabilidade do setor, segundo o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, e está contemplada no Acordo Médio Prazo de melhoria dos rendimentos.

        • Silves com ruas condicionadas por obras

          Silves com ruas condicionadas por obras

          Em Armação de Pêra, entre 19 e 20 de Dezembro a rua de ligação entre a Rua Dr. Manuel de Arriaga e a Rua Eurico Santos Patrício estará condicionada devido à empreitada “Requalificação Urbana da Baixa de Armação de Pêra, 1ª Fase – Infraestruturas de Drenagem e Elevação de Pluviais e Saneamento”.

            A autarquia sugere, como alternativa, que os condutores utilizem a N269-1 e pede a atenção dos automobilistas e residentes para esta situação, e garante que serão tomadas todas as diligências para que os trabalhos decorram de forma célere e eficiente e agradece a melhor compreensão dos munícipes e utentes do sistema pelos transtornos causados.

          • Agência LCPA premiada pelo desenho da revista DOIS

            Agência LCPA premiada pelo desenho da revista DOIS

            A DOIS é uma revista daquele diário digital que se dedica a fazer a cobertura de todos os grandes temas de interesse para o Sul do país, em especial o Algarve e o Baixo Alentejo, apostando sobretudo na Reportagem, na Entrevista e na Imagem de grande qualidade, de acordo com o Estatuto Editorial.

            Com esta distinção, a LCPA, afirma a CCDR Algarve «alcança uma notoriedade reforçada no extremamente competitivo ramo das agências de comunicação e de publicidade, um dos objetivos dos seus responsáveis quando se candidataram a este prémio, permitindo-lhe alargar mercado e conquistar novos clientes nos domínios abrangidos pelos seus quatro estúdios (criativo, digital, produção e media outdoor)».

            Os Prémios Lusófonos da Criatividade são um Festival Internacional de Criatividade sediado em Portugal e também o único mundialmente dedicado exclusivamente a premiar, homenagear e debater os mercados publicitários e de comunicação dos países de língua oficial portuguesa. Foram entregues em Lisboa na última quarta-feira, dia 14 de dezembro,

            Com nove anos de existência, os Lusos têm cumprido a sua missão de enaltecer o melhor trabalho feito por agências, profissionais, estúdios e produtores em todos os países que comungam a nossa língua. Os Lusos têm ainda sido um pilar importante no mercado, na promoção de uma aproximação entre estes mercados, trazendo a Portugal alguns dos maiores nomes mundiais da indústria da criatividade e do design, afirma-se.

          • Falta de médico no Centro de Saúde de Mértola preocupa o município

            Falta de médico no Centro de Saúde de Mértola preocupa o município

            Mesmo tendo em conta que o estado da saúde no país é de extrema preocupação, a autarquia afirma que «é necessário programar e acautelar situações já identificadas e que deixam a descoberto os cuidados de saúde básicos num concelho com as vicissitudes do concelho de Mértola».

            Neste momento, o município já comparticipa a renda da habituação de uma médica para evitar que se desloque para outra localidade, encontrando-se este em conversações com mais dois profissionais, afim de serem contratados pela ULSBA.

            Porém, a vinda destes profissionais de saúde só será possível com apoios ao nível de transporte e alojamento, mais uma vez facultados pela autarquia, sendo que estas situações não se coadunam com as atividades que o município deve exercer.

            Após várias reuniões com todas as Instituições (tutela, ULSBA, diretor do Centro de Saúde de Mértola) a autarquia diz ver-se obrigada a realizar estas diligências para garantir os serviços de saúde dos mertolenses, solicitando a intervenção urgente a este nível, da parte das entidades competentes, de forma a garantir os cuidados médicos básicos a toda a população do concelho.

          • Ministro das Infraestruturas na cerimónia das casas

            Orçamento Municipal de VRSA aumenta investimento e mantém foco no apoio às famílias
            Orçamento Municipal de VRSA aumenta investimento e mantém foco no apoio às famílias
            A Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António aprovou o orçamento municipal para 2023. O documento tem um valor global de 63,2 milhões de euros e reflete 21,7 milhões de euros de receita de capital relacionada com a revisão do Plano de Apoio Municipal, de forma a poder regularizar todas as situações de dívida pendente há vários anos, traduzindo-se num orçamento real de 41,5 milhões de euros.
            Para o exercício de 2023, a previsão prossegue o caminho de sustentabilidade financeira do município e estabelece um conjunto de medidas de otimização da receita estrutural e de controlo e contenção da despesa corrente.

            Apesar das condicionantes estipuladas pelo Fundo de Apoio Municipal (FAM) e do pesado passivo herdado, a proposta assegura o investimento em áreas prioritárias, salvaguardando a requalificação de infraestruturas e equipamentos que carecem de manutenção urgente, dinamizando e valorizando o concelho e as pessoas.

            O orçamento de 2023 assume também as obrigações inerentes à internalização da já extinta empresa municipal Sociedade de Gestão Urbana (SGU) e cumpre na sua plenitude o processo de descentralização de competências.

            No que se reporta às principais rubricas de investimento, o documento reflete o foco de aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em todas as suas dimensões (comparticipados a 100%), onde a área social merece especial relevância, nomeadamente a estratégia local de habitação, para a qual estão destinados 12 milhões de euros para a aquisição de fogos de habitação a custos controlados e para o início da reabilitação dos fogos de habitação social.

            Já na área da saúde, destaca-se a obra de ampliação dos Centros de Saúde de Monte Gordo e de Vila Nova de Cacela, num investimento total de 350 mil euros.

            Relativamente ao investimento no espaço público, evidencia-se a estratégia de dinamização do Centro Comercial a Céu Aberto de VRSA, por via da aprovação do projeto Bairros Digitais, para o qual está previsto um investimento de 1,4 milhões de euros. Ao nível da modernização administrativa, releva a verba de 900 mil euros destinada à implementação de uma Loja do Cidadão.

            Em carteira está ainda a requalificação do Complexo Desportivo de VRSA, que contemplará um investimento superior a meio milhão de euros, com destaque para a renovação da pista e da zona de lançamentos, assim como a reabilitação dos balneários e do sistema de aquecimento de água.

            Merece igual destaque a parcela orçamental destinada à intervenção nos arruamentos e espaços públicos, cujo estado revela a ausência de reposições de massa asfáltica nos últimos anos, assim como as verbas destinadas a obras de requalificação do Centro Cultural António Aleixo.

            Ao nível interno e nas funções gerais, salienta-se o investimento na modernização do parque de máquinas e viaturas do município e na atualização do parque informático do município, que se encontrava à beira da rotura, cujos montantes ascendem aos 500 mil euros.

            Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, «apesar dos condicionalismos, o trabalho desenvolvido ao longo do primeiro ano de mandato permite que este orçamento, ao contrário do que acontece há vários anos, tenha uma forte componente de investimento».

            «Mais relevante do que o montante global do orçamento é o facto de a despesa com investimento se cifrar em cerca de 14 milhões de euros, montante muito superior aos que vinham sendo apresentados em orçamentos anteriores», prossegue o autarca.

            Apesar de não ser ainda legalmente possível a Câmara Municipal deixar de tributar os munícipes e proprietários com a taxa máxima de IMI em 2023, não se prevê a atualização de rendas e taxas com base no valor da inflação previsto pelo INE, aliviando-se, deste modo, a carga fiscal para as famílias e empresas do município no contexto económico atual.

            De acordo com Álvaro Araújo, «as opções estratégicas para 2023 continuarão assim a manter a prioridade nas pessoas e na resolução dos problemas estruturais, restaurando a credibilidade da Câmara Municipal junto dos fornecedores, da banca e das entidades públicas, sem descurar o indispensável saneamento das contas municipais».

            No âmbito da produção do orçamento, foram convidados todos os partidos que concorreram às últimas eleições autárquicas, mesmo aqueles que não conseguiram ter assento na Assembleia Municipal, a fim dar conhecimento prévio do mesmo e esclarecer dúvidas.

          • Operação Brinquedo Seguro da ASE apreende 6.300 peças

            Operação Brinquedo Seguro da ASE apreende 6.300 peças

            Atenta na Quadra Natalícia de modo a garantir que sejam disponibilizados no mercado brinquedos seguros, bem como promover o bom funcionamento do mercado interno, a ASAE apresentou o balanço da ação realizada, na qual foram fiscalizados cerca de 145 operadores económicos, tendo sido instaurado um processo-crime por venda ou ocultação de produtos ou contrafação e fraude sobre mercadorias e 15 processos de contraordenação.

            Destacaram-se como principais infrações a falta de tradução em língua portuguesa com violação das regras relativas aos avisos informativos obrigatórios, o incumprimento dos deveres dos distribuidores; a violação das regras relativas à marcação “CE”, entre outras. Foram apreendidos cerca de 6.300 brinquedos, no valor estimado de 52.000,00 Euros.

            A ASAE, enquanto órgão de polícia criminal, alerta que «manterá a sua atividade neste domínio, com vista ao cumprimento das obrigações legais relativamente aos brinquedos, continuando ainda a colaborar regulamente em ações de cooperação no âmbito da União Europeia, designadamente na colheita de brinquedos para ensaios laboratoriais por forma a verificar os seus requisitos de segurança».

          • “Rota Literária do Algarve” apresenta-se em S. Brás de Alportel

            “Rota Literária do Algarve” apresenta-se em S. Brás de Alportel

            A Rota foi desenvolvida pela Universidade do Algarve, com a coordenação das professoras Rita Baleiro e Sílvia Quinteiro, e é a Direção Regional de Cultura do Algarve (DRC Algarve), quem a apresenta hoje, dia 17 de dezembro, às 15:00 horas, no edifício da câmara municipal.

            Esta Rota «pretende oferecer um olhar diferenciado sobre a região, já que a grande maioria destes itinerários sugere localidades do interior algarvio, ao mesmo tempo que pretende combater a sazonalidade do turismo na região, ao mesmo tempo que promove a literatura portuguesa».

            Tem como ponto de partida textos literários de autores algarvios e de outros que referiram o Algarve e são narrativas sobre um determinado local, que resultam da interseção da seleção de textos literários e da interpretação da paisagem, complementada com outra informação pertinente que o acompanharão numa experiência única e enriquecedora.

            Estes passeios têm ainda o potencial em contexto escolar, na ocupação dos mais idosos, na formação de guias locais e na promoção dos autores algarvios junto de um público internacional, no âmbito do Turismo Literário.

          • Associações algarvias de fora por falta de verba

            Associações algarvias de fora por falta de verba

            No Algarve, ficaram de fora a Companhia de Teatro do Algarve – ACTA, a JAT – Coletivo Janela Aberta Teatro, a Associação Cultural, da Mãozarra, a Associação Cultural, da Folha de Medronho – Associação de Artes Performativas ou da Copodehoje – Associação Cultural. Estas associações cumpriam os critérios estabelecidos nos concursos.

            O PCP propõe a alteração do modelo de apoio às artes, abandonando o modelo concursal e garantindo um outro modelo de financiamento que assegure o apoio a todas as estruturas artísticas e culturais, considerando o seu projeto e plano de atividades e que potencie em todo o território a dinamização e o desenvolvimento cultural do Algarve e do País.

            O deputado João Dias, do Grupo Parlamentar do PCP reuniu com a a ACTA e constatou que «Apesar do reforço orçamental anunciado pelo Governo, o facto é que este foi aplicado de forma discriminatória colocando em risco a sobrevivência de muitas estruturas».

            Verificou também que algumas associações «poderão nem sequer reunir as condições para manter o desenvolvimento do trabalho artístico e cultural, com tudo o que isso significa na fragilização da atividade cultural, no aumento do desemprego de trabalhadores da cultura e contribui para o aprofundamento de desigualdades e assimetrias regionais, podendo levar ao desaparecimento da atividade cultural em diversas localidades».

            O PCP revela que propôs o reforço de 86 milhões de euros para o ano de 2023, «mas mais uma vez, PS, acompanhado do PSD, IL e CH impediram a aprovação desta proposta, sendo responsáveis pela difícil situação de muitas estruturas culturais».

            Este partido anunciou que «exige a correção dos resultados dos concursos e o assegurar o adequado financiamento aos apoios às artes, reforçar as verbas no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes 2023/2026 e assegurar que nenhuma estrutura cultural e artística elegível e que cumpra os critérios estabelecidos pelos concursos – como é o caso destas 5 estruturas algarvias – fica sem o devido apoio».