João Fortes, presidente da Câmara de Mourão, enviou ao Ministro da Economia e do Mar uma carta sobre a decisão do Governo em cancelar as autorizações de residência, por via do investimento externo no setor turístico.
No entender do presidente, esta medida «compromete dramaticamente as expetativas das populações de Alqueva, ao pôr em causa a execução de projetos de investimento estruturantes para a região e para o país».
O autarca defende que o programa do Governo «Mais Habitação» deve ser afinado, considerando que «a decisão unilateral de considerar o país como um todo igual entre si, sem considerar as regiões do interior mais desfavorecidas e que não estão em convergência com o litoral do país, é manifestamente nocivo para o desenvolvimento do território».
Para o edil que representa o Município de Mourão, «é dramático o efeito da suspensão do investimento turístico financiado por investimento externo, que potenciaria no caso concreto da sociedade local a criação de quase duzentos postos de trabalho diretos e indiretos».
Refere ainda que «qualquer tipo de projeto com elevado interesse municipal é uma benesse que gera instantaneamente proveitos na economia local, num concelho com menos de 2.500 habitantes, dos quais quase 30 por cento têm mais de 65 anos de idade.»
Adianta ainda que com «a decisão do governo de acabar com a atribuição de autorizações de residência por via do investimento vai fazer com que Mourão veja ruir uma rara oportunidade de iniciar um processo de recuperação do seu atraso económico e social relativamente ao nível atingido no litoral de Portugal para promover o bem-estar social da população.»
João Fortes preconiza que «mais que o Estado vir e proibir tudo, deve existir uma intervenção para um ajustamento legal por parte da tutela que permita a autorização de residência de investidores externos em projetos turísticos com impacto económico e social relevante em zonas desertificadas, do interior e que apresentam um desfasamento a nível dos principais indicadores de coesão social e territorial comparativamente com a média europeia».
Uma mulher, de 38 anos de idade, foi identificada e detida no norte do país por suspeitas da prática do crime de burla qualificada, falsificação de documentos e outros, informa a Polícia Judiciária (PJ).
Aquela polícia adianta que a ação foi levada a cano por inspetores da Diretoria do Sul, com a colaboração da Diretoria do Norte, no âmbito de uma investigação em curso e em cumprimento de mandado emitido pelo DIAP de Faro. A detida estava fugida à justiça aproximadamente há dez anos, pela prática de crimes da mesma natureza em várias localidades do país, e já fora declarada contumaz, no ano de 2020, juntamente com outro arguido anteriormente identificado e detido.
A prova será disputada este ano nos pisos de terra do município de Silves e regressa 28 anos depois ao principal rali algarvio, com o percurso a utilizar parte dos antigos troços de Águas Frias e do mundial de ralis.
A parte competitiva começa amanha, na sexta-feira, dia 30 de Março, com o shakedown /qualifying stage em Lagoa e com a redesenhada super especial noturna de Lagos. No sábado o rumo é o do município de Silves, mais concretamente nas freguesias de S. Bartolomeu de Messines e S.Marcos da Serra, onde os concorrentes irão disputar 8 provas especiais de classificação, com uma visita por volta da hora de almoço ao parque de assistência em Lagoa. A prova encerra com a city stage de Portimão, com a cerimónia de pódio a ter lugar mais uma vez em frente no Hotel Algarve Casino.
Pontuável para os Campeonatos de Portugal de Ralis, Clássicos de Ralis e 2 Rodas Motrizes, Campeonato Promo de Ralis e o Campeonatos Promo e Start Sul de Ralis, e detentor do selo verde enquanto evento sustentável da FPAK (beneficiando da atribuição do selo de Ecoevento por parte da ALGAR), a prova estará limitada a 60 viaturas inscritas.
O Rallye Casinos do Algarve 2023 é uma organização do Clube Automóvel do Algarve, sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com o patrocínio da Solverde Casinos e Hotéis, dos municípios de Lagoa, Lagos, Portimão e Silves e ainda do Medronhito do Caldeirão. Poderá acompanhar o desenrolar nas redes sociais do CAAL (Facebook, Twitter,Instagram) e no site oficial www.rallyecasinosdoalgarve.com
Surgido em 1970 como prova de concentração turística o Rallye Casinos do Algarve, então designado de Volta ao Algarve, depressa se afirmou como uma das provas de referência no que toca a classificativas em terra no Campeonato Português de Ralis, cujo calendário passou a ocupar a partir de 1973, e também como um dos grande eventos diferenciadores dentro da animação desportivo-turística da região algarvia fora da época alta turística.
O prestígio da prova sobe quando em 1977 passa a integrar o calendário do Campeonato Europeu de Ralis, sendo palco da decisão do mesmo em 1980, edição em que o Audi Quattro faz a sua primeira aparição no mundo dos ralis, feito igualado pelo Lancia Delta S4 na edição de 1985.
A prova passaria do Racal Clube para o Clube Automóvel do Algarve em 1993, passando a correr em pisos de asfalto, tendo sido palco da final do FIA European Rally Trophy em 2017 e 2018 e da Taça de Portugal de Ralis em 2014 e 2022, voltando agora ao seu piso original e revisitando os troços de terra do município de Silves.
A tarde do passado domingo, dia foi preenchida com muitas tarefas, desde a observação de uma horta no centro da aldeia de Santa Rita, ao abordar das fases de planeamento e preparação da horta, seleção de sementes e criação de viveiro de plantas. Foram também dadas dicas para as diversas etapas, ao longo do desenvolvimento das plantas, até à sua colheita.
A horta pedagógica do Centro de Investigação e Investigação do Património de Cacela foi melhorada e enriquecida com novas plantações com o envolvimento ativo dos participantes na oficina.
O CIIPC manifestou público agradecimento especial à orientadora Ana Arsénio, técnica superior agrícola na Associação IN LOCO, licenciada em Engenharia Horto-Frutícola, pela partilha de saberes-fazeres.
Álvaro Araújo, presidente da autarquia reuniu, ontem por videoconferência, com o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, para encontrar uma solução para o cruzamento de Santa Rita (Nora), «cujos acessos foram vedados pela concessionária, causando prejuízos e constrangimentos a moradores e empresas».
A solução definitiva para a resolução do problema da segurança naquele local, no entender do presidente, passa pela construção urgente de uma rotunda.
A reunião contou com a presença do chefe de divisão de Obras Municipais e Espaço Público da Câmara Municipal de VRSA e de uma empresária local.
No modelo de circulação agora definido, é necessário percorrer mais de 7 km para fazer inversão de marcha em segurança, nas rotundas mais próximas, para entrar ou sair no acesso principal à aldeia de Santa Rita sempre que tal manobra implique a viragem à esquerda ou o cruzamento da via principal.
Uma conferência por Maria José Roxo, professora catedrática, sobre a posse e uso da terra e a sua influência na degradação dos recursos naturais no Baixo Alentejo, vai ser realizada no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, na próxima quinta-feira, dia 30 de março, pelas 21h30.
A conferência, de entrada livre, está integrada no ciclo «Terra e Paisagens no Sul», anunciou a EDIA, parceria, para o efeito, com a Câmara Municipal de Beja e a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a contar com o apoio da Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja e da Universidade Sénior de Beja.
Este ciclo de conferências «pretende ajudar a perceber como se foi definindo a paisagem alentejana e moldadas as suas gentes. Nesta conferência serão abordadas as políticas agrícolas têm incentivado ao longo do tempo a exploração da terra. A agricultura intensiva praticada no Baixo Alentejo, baseada em monoculturas de sequeiro e de regadio, tem conduzido a uma erosão acelerada do solo e à perda de fertilidade».
A conferência abordará a «mudança climática e a sobre-exploração dos recursos hídricos tem causado a diminuição da disponibilidade de água, afetando não só a agricultura, mas também os ecossistemas e as comunidades locais. A análise centra-se no caso das Serras de Serpa e de Mértola».
A autora, Maria José Roxo, é Professora Catedrática do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Investigadora integrada no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais CICS NOVA. É membro da Academia das Ciências de Lisboa.
Estive com ele poucos dias antes de me terem comunicado que tinha sido evacuado de helicóptero para o Hospital de Faro. Vi-o com ar abatido, mas resignado, e notei que se encontrava doente.
Procurei animá-lo, como devemos fazer com todos os amigos, mas sempre o julguei um homem capaz de vencer a adversidade. Riu-se, como quem diz, «Só eu sei como me sinto». Assim, quando me comunicaram o seu falecimento, reagi como se já estivesse à espera.
Era um amigo da minha rua e sempre nos demos bem, apesar de ideias distintas sobre a vida e sobre os rumos do País e do Mundo. Estive com ele e mais outros amigos, no tempo das chamadas radio piratas, que deram origem às Rádios Locais. Chamava-se «Antena 10» e durou até à legalização das novas rádios, como a Rádio Guadiana da qual era proprietário e principal rosto.
José Mendes era um homem muito popular, residia em Monte Gordo e tornou-se empresário no setor da animação, onde envolveu toda a família. Era um perfecionista em relação aos equipamentos que utilizava e desejava ter sempre o melhor para servir o público.
Os microfones da sua Rádio Guadiana estiveram sempre abertos a todas as forças políticas, aos tempos de antena e à participação popular.
À Ermelinda, com ele radialista de todo o tempo, e â família enlutada, FOZ – Guadiana Digital apresenta as mais sentidas condolências, e a solidariedade para que o projeto da Rádio Guadiana prossiga na área geográfica da sua cobertura.
Vai ser colocada em prática uma estratégia de reflorestação na área ardida no incêndio de Castro Marim de 2021, com espécies autóctones de crescimento lento, resilientes e tolerantes a ambientes secos, alfarrobeiras, medronheiros, sobreiros e azinheiras.
A intervenção vai estender-se por 34 hectares e engloba também a recuperação das espécies arbóreas sobreviventes ao incêndio, nomeadamente as que integram o tradicional pomar de sequeiro Algarvio, e a beneficiação da rede de caminhos rurais.
Um Gabinete Técnico Local de Apoio ao Desenvolvimento de Ações e Projetos de Combate à Desertificação, para acompanhar todo o processo no terreno, será criado a partir da requalificação da antiga escola primária da localidade da Corte Pequena, prevendo-se que se desenvolva atá ao final do próximo ano.
O PRADE comporta um investimento total de 896.036,13 €, elegível até 810.941,41 €, e será financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Aviso 13/REACT/2021, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado a 100% pelo FEDER.
Para o município de Castro Marim, «O território do interior do Baixo Guadiana é uma zona considerada das mais sensíveis da Europa, classificada pelas Nações Unidas como estando em risco de desertificação. Mas o interior algarvio debate-se também com o despovoamento e o interessante do surgimento da Cooperativa GuadiMonte passa também pelo facto dos cooperantes fundadores terem uma ligação à terra, sendo, na sua maioria, pessoas que regressaram para investir naquele que é o legado dos seus familiares».
O presidente da Associação do Turismo Chinês em Portugal (ACTEP) considera que Macau “tem um papel fundamental na relação turística entre os dois países e é uma clara vantagem para Portugal na atração de turistas chineses, quando comparado com outros países europeus”.
Young Liang defende que Macau é “um extraordinário destino como também um ponto de partida para os turistas portugueses explorarem a China Continental, em particular a região do delta do Rio das Pérolas, Macau é ao mesmo tempo um eficaz veículo de promoção de Portugal no mercado chinês”.
Os responsáveis da autarquia passaram por um dia de muita felicidade com a inauguração deste projeto relevante na área da saúde e do apoio social. A Estrutura Residencial e Centro de Dia “José Cabrita” Alzheimer e Outras Demências, da St. Casa da Misericórdia de Castro Marim, tão ansiada, tornou-se realidade aos olhos de todos que presenciaram o ato.
O novo equipamento social, segundo a autarquia, destina-se a proporcionar alojamento residencial permanente ou temporário a 70 pessoas adultas com perturbação neuro cognitiva (demência), incorporando ainda uma unidade de reabilitação e serviços de saúde especializados. Simultaneamente, o centro de dia terá capacidade para 20 pessoas.
É a primeira unidade deste tipo a sul do Tejo e uma das primeiras do Paí. Com um custo de cinco milhões de euros, recolheu um financiamento de mais de 80% do valor elegível.
A unidade de cuidados está incluída no Plano de Ação da ARU e do PARU, e obteve apoio do programa PO CRESC Algarve 2020, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado pelo FEDER em milhão e meio de euros, somados ao milhão de euros de apoio do Município de Castro Marim. O restante montante foi assumido pela Santa Casa da Misericórdia, através de capitais próprios e empréstimo bancário.
Este vai comparticipar essas despesas a 100%, até ao máximo de 75 mil euros por freguesia, mediante candidatura prévia à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
Poderão ser financiados gastos com equipamentos e dispositivos médicos; equipamentos de proteção individual; testes, análises laboratoriais e outros meios de diagnóstico; medicamentos; assistência de emergência a população vulnerável; ações de sensibilização e sinalização relativas à prevenção da doença; e ações de desinfeção e disponibilização de desinfetantes.
Quando não recuperável nos termos da legislação em vigor, o IVA também será considerado despesa elegível.
O Programa procura reconhecer «o papel das freguesias na primeira linha de resposta à pandemia, tanto na prevenção, como na proteção e apoio à população, especialmente a mais vulnerável, respostas que se revelaram fundamentais para ultrapassar uma crise sanitária sem precedentes. Garante, ainda, a igualdade no tratamento às Autarquias Locais, colocando as freguesias nas mesmas condições dos municípios e entidades intermunicipais, também ressarcidos por despesas no mesmo âmbito», segundo a CCDR Algarve.
O apoio está disponível para todas as freguesias da Região, mediante a apresentação de candidatura à CCDR do Algarve até ao dia 17 de abril.
Milhares de pessoas concentram-se na Praça da Concórdia, perto da Assembleia Nacional, em protesto contra a reforma do sistema de pensões e o mentor: Emmanuel Macron.
O presidente francês conseguiu a aprovação do polémico projeto-lei que aumenta dos 62 para 64 anos a idade de reforma. Sem maioria garantida na câmara baixa do Parlamento, o Governo da primeira-ministra Elisabeth Borne optou por não levar a lei a votos, forçar, antes a aprovação através do artigo 49.3 da Constituição francesa. Constituição. Na prática, contempla a possibilidade de se aprovarem leis sem que estas sejam votadas.
Um ultraje para várias forças da oposição que já acenaram com moções de censura. Enquanto isso, os sindicatos apelaram a protestos ainda mais musculados para os próximos dias, num braço-de-ferro que promete durar e abalar o executivo. /EURONEWS
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas manifestou ao secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, a sua preocupação com a situação em que se encontram as Micro, Pequenas e Médias Empresas, para que informe o Governo.
Recebidos em audiência «depois passados três meses sobre os prejuízos resultantes das intempéries, continuam as Empresas sem resposta e sem ponto da situação relativamente aos apoios apregoados frente às câmaras de televisão».
Dizem ter sido remetidos para a Sra. Ministra da Coesão Territorial, a quem foi cometido o acompanhamento dos apoios e a cujos serviços solicitámos audiência, e que foram recentemente notificados do adiamento desta «para dia 3 de Abril!». A exclamação dá nota do descontentamento.
Insiste, a CPPME, recolocando ao secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, questões anteriormente colocadas pelas Associações Sectoriais, nomeadamente das Feiras e Mercados sobre diversas questões de funcionamento e acesso, bem como do Sector de Beleza, sobre Formação e questões fiscais e de licenciamento para a prestação destes serviços.
´«O constante aumento dos bens e matérias necessários ao conjunto da atividade económica, bem como o agravamento da situação na restauração, com o aumento dos encerramentos de empresas foram igualmente preocupações manifestadas.»
As artistas selecionadas vão desenvolver, durante um mês, trabalho artístico, cruzando as questões relacionadas com o condicionamento social da mulher na intersecção com a criação artística, em zonas do interior, longe das luzes da ribalta da urbe.
A Cepa Torta recebeu 37 candidaturas e foram selecionadas duas artistas vencedoras e duas suplentes. As duas vencedoras, Marta Xavier e Catarina Vieira, vão viajar até à Mina de S. Domingos, no mês de Abril, onde podem desenvolver o seu trabalho com as necessárias condições, «aproveitando este maravilhoso lugar e a generosidade das suas gentes para pensar e criar com toda a liberdade e dignidade que muitas vezes ainda faltam às mulheres criadoras», informa a organização. São elas Marta Xavier e Catarina Vieira.
«VAGABUNDAS» é uma residência artística que tem como objetivo promover a criação artística no feminino e na interseção com o desenvolvimento de trabalho artístico descentralizado, em particular em comunidades com problemas de desenvolvimento e desertificação.
Com uma periodicidade anual, esta residência inspira-se na história de Mercedes Blasco, um dos muitos pseudónimos de Conceição Vitória Marques, e no nome da sua obra literária mais conhecida “Vagabunda”, um diário de memórias da mulher e da artista.
Reconhecer a sua importância e tê-la como inspiração é reforçar a sua existência, o seu legado e dar a relevância política que, em vida, Mercedes não teve. Inspiramo-nos na sua história para criar VAGABUNDAS, residência artística de criação para mulheres portuguesas.
Fazê-lo no interior, na aldeia natal de Mercedes, na Mina de S. Domingos (Mértola), é afirmar a necessidade de uma criação mais descentralizada, sustentável e verdadeiramente acessível e participada.
O estudo foi desenvolvido pela CCDR do Algarve com o objetivo de melhorar a acessibilidade em transoporte público naqueles concelhos, aumentar a atratividade para novas atividades económicas mais qualificadas, promover a inclusão social, consolidar o papel do aeroporto na região do Algarve e promover a descarbonização dos transportes.
A ferrovia
O estudo identificou constrangimentos importantes sobre a utilização de uma via única no canal ferroviário, este com poucas hipóteses de ser utilizado, que a coexistência com serviços em tram-train é muito difícil e que a sua inserção urbana implica importantes obras de adaptação das zonas de paragem, pasra além de ter sido considerado muito elevado o preço do material circulante.
Contudo, esta solução parece apresentar importantes vantagens, designadamente a ligação ao Parque das Cidades e o serviço direto ao centro de Loulé.
A rodovia
Já em relação à flexibilidade a solução rodoviária introduz um desvio do corredor ferroviário na zona de Faro e a aproximação do Aeroporto à Universidade, a utilização de um corredor paralelo ao IC4, a norte do Patacão, coincidindo com a proposta do município de Loulé, propondo também uma extensão à Fuseta.
Traçado
A solução tecnológica de metrobus(BRT) apresenta acomplementaridade com a rede ferroviária: no centro de Olhão, Faro (Bom João), Patacão (estação proposta) e Parque das Cidades, releva a necessidade de atrair novos utilizadores para a ferrovia convencional, por via da melhor articulação entre os modos de transporte e pela utilização de veículos ambientalmente mais eficientes.
Promove a utilização de veículos com melhor integração no tecido urbano e capacidade de expansão para outro tipo de serviços e procura responder às necessidades de mobilidade dos equipamentos e empreendimentos existentes e previstos. Apresenta uma oferta de maior qualidade, com horários mais adaptados às necessidades da população e melhores velocidades comerciais.
São apresentadas algumas variantes de traçado do corredor de TPSP na cidade de Faro, como a proposta de aproximação à Estação Ferroviária de Faro (traçado base ); uma variante no acesso à estação de Bom João, que pode necessitar de envolver algumas operações de desenho urbano (traçado variante ) ou, por outro lado, criar um desvio ao centro da cidade de Faro (traçado a verde ).
No presente estado de desenvolvimento do estudo estas soluções são encaradas em pé de igualdade, pelo que a CCDR Algarve entende que devem ser analisadas em maior detalhe em fases posteriores do estudo, no sentido de avaliar os méritos e deméritos relativos de cada solução.
Carlos Brito, 90 anos, natural de Moçambique, atualmente a residir em Alcoutim, não se remete a uma atitude contemplativa e persiste em estar presente e intervir, o que se reflete nos seus versos, críticos e apelativos.
O texto poético que apresenta carrega-se de imagens, metáforas e alegorias, onde transparecem as angústias da idade: a doença, a solidão, a decrepitude, a morte. Mas são as palavras natureza, paz, amor e ir em frente, as mais marcantes neste seu sétimo livro de poesia.
São cerca de 10 km, num percurso circular que nos levará ao topo do Cerro do Guilhim e onde podems observar «as bonitas vistas panorâmicas sobre o Algarve?».
Contam com a presença da Professora Manuela David, da Universidade do Algarve, para ajudar a conhecer melhor a vegetação típica do Barrocal que se encontra ao longo do percurso.
As Jornadas da Caça irão iniciar já na sexta-feira, dia 24 de março, pelas 18:30 hortas, no Pavilhão Multiusos.
A jornada de março, tem como principal objetivo a apresentação das Jornadas da Caça, que se vão realizar este ano e que terminam em outubro, na Feira da Caça. Vão ser detalhadas as sete Jornadas que se vão realizar ao longo do ano e desvendados alguns projetos que a autarquia está a implementar com o objetivo de apoiar o setor.
A autarquia lançou convite para se assistir a esta jornada e falar um pouco de caça, ao sabor de alguns dos produtos locais.
O Município de Mourão procedeu à instalação de lombas redutoras junto aos acessos à Ponte sobre a Ribeira do Guadalim, situada no Caminho Municipal 1139.
A autarquia justifica a medida, «atendendo ao desnível existente em ambos os encontros, e às recomendações expressas no Relatório de Inspeção à Ponte»,
As lombas estão já instaladas próximas aos encontros poente e nascente, de forma a obrigar a uma redução de velocidade no acesso ao tabuleiro e consequentemente a uma redução de risco de acidentes.
Foi neste último verão, na esplanada de “O Pescador”, restaurante à beira-rio onde se petiscam das mais tradicionais iguarias da nossa típica culinária, integrado numa área que me remete para um passado de tantas boas recordações, espaço de brincadeira que se eternizava em infindáveis tardes, entre mergulhos no Guadiana saltando das escadas do cais da Sacor, nadar em cuecas na praia-dos-empelotes ou correr atrás das gaivotas, ao repartir um fabuloso arroz de lingueirão que enchia uma panela de barro, que o Rafael nos falou do seu avô.
Mirava, a divagar por entre memórias, o outro lado da avenida calçada com paralelepípedos de granito; ali, mesmo em frente da nossa mesa, terminava o antigo jardim e a linha de impecáveis canteiros rectangulares bordejados a relva, guardados zelosamente pelo senhor João, jardineiro incumbido de evitar excessos nas brincadeiras; nesse olhar, procurei sem já a encontrar, a velha guarita de madeira pintada de cinzento, abrigo do Guarda-Fiscal de vigia ao rio, nas noites de frias nortadas.
A minha filha sentava-se à minha frente, os meus netos a meu lado, entre mim e a mãe; o cantante sotaque alentejano do Rafael, vindo do outro lado da mesa, resgatando-me do vagabundear por outros tempos, captou a minha atenção: “…o meu avô chamava-se António Guerreiro, um homem alto e forte, bem constituído, era ele que cuidava das plantações na Mata Nacional de Valverde, na Bacia Hidrográfica do Sado, e escolhia para abate os pinheiros mansos de grande porte, de troncos com a forma certa para fazer as cavernas das embarcações construídas em madeira…”.
Sendo os meus netos, por via materna, trinetos de um construtor naval de Vila Real de Santo António, o senhor José do Nascimento, homem empreendedor e apaixonado pela sua profissão, cujos filhos, Germano, João e António, foram seus continuadores na actividade, o tema despertou em mim interesse suficiente para tentar perceber se essa madeira, oriunda da zona de Grândola, seria utilizada nos velhos estaleiros da nossa terra.
Através de contactos com os antigos grandes mestres José Calvinho e António “Cavalinho”, ambos felizmente ainda entre nós, obtive a confirmação: nessa época, até aos finais dos anos sessenta do século passado, a madeira dos pinheiros mansos tinha de facto origem em Grândola, servindo para as cavernas, comprada a um madeireiro de nome João Bones que as transportava pela calada da noite, uma vez que o veículo usado vinha sempre com excesso de carga; as quilhas e as tábuas para os cascos e posterior calafetagem eram de pinheiro bravo, provavelmente vindo de Monchique e de Leiria ou de outras paragens.
Portanto, as circunstâncias e dinâmicas da vida, proporcionaram esta interessante casualidade: apesar da distância geográfica, vários anos mais tarde, os descendentes desses protagonistas que contribuíram de diferentes formas para o desenvolvimento da indústria de construção naval e, consequentemente, a criação de muitos empregos ligados às indústrias piscatória e conserveira, encontraram-se.
O meu filho Max, em conversa a propósito desta coincidência, referiu a probabilidade da existência de um fenómeno, a que à falta de melhor explicação, alguns dizem ser o destino!
Tomando como exemplo um autocarro que parte com um determinado destino, ele será linear; contudo, ao regressar ao ponto de partida, tornar-se-á circular. Ao longo da viagem existem paragens intermédias. Os passageiros decidem se saem nessa paragem ou se continuam. Estará essa decisão pessoal, previamente programada por alguma entidade com capacidades incomensuráveis?
No caso do encontro entre a Íris e o Rafael, várias gerações depois, para além de ser uma feliz e peculiar coincidência, aceitando como adquirido a existência de um destino pré-programado, na linha de pensamento abordado no anterior parágrafo, estaríamos em presença de um destino circular!
Em anterior crónica, creio já ter abordado a questão da crença no destino, em oposição a uma interpretação mais objectiva e racional, baseada em circunstâncias e casualidades, passando pelo livre arbítrio ou decisões assumidas a cada momento por cada um de nós, das quais resultarão factos que por sua vez coincidem ou não com outros.
Sem me atrever a questionar a sua existência – respeito e admiro quem possui essa convicção – confesso ter dificuldade em conceber uma entidade com suficiente poder para à escala do Universo, com tantas formas de vida todas elas diferentes e a interagir, tudo programar e condicionar a um plano meticulosamente elaborado.
Será assim?
Henrique Bonança Quinta do Sobral, 19 de Março de 2023