FOZ – Guadiana Digital

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  • Duzentos e quarenta metros quadrados de presépio na cidade pombalina

    Duzentos e quarenta metros quadrados de presépio na cidade pombalina

    A cada ano vem crescendo e apresenta já 5.900 peças, ocupando na íntegra o espaço do Centro Cultural António Aleixo. A estrutura, pode continua a crescer, em dimensão e minúcia das centenas de figuras, muitas criadas exclusivamente para esta edição.

    Está construído com mais de 20 toneladas de areia, 4 toneladas de pó de pedra, 3.000 quilos de cortiça e uma diversidade de adereços que procuram recriar cenários natalícios e elementos característicos da região algarvia.

    A montagem ocupou mais de 2.500 horas de trabalho, realizadas ao longo de 40 dias, com preparativos que começaram meses antes, segundo a câmara municipal de Vila Real de Santo António que destaca «as cerca de 100 peças animadas e motorizadas, os lagos e a iluminação que conferem dinamismo à exposição», com o curioso sobrevoo de pássaros mecânicos no seu espaço.

    O Presépio Gigante incorpora elementos distintivos da região algarvia, como a Praça Marquês de Pombal, as salinas, as tradicionais noras e as antigas cabanas de Monte Gordo, para além de ilustrar os episódios bíblicos e cenas alusivas às tradições do Natal.

    «A grande novidade deste ano é a inclusão de uma pedreira com o busto do poeta António Aleixo, natural de Vila Real de Santo António, que ganha destaque entre os cenários minuciosamente trabalhados», observa a autarquia.

    O presépio no CCA é reconhecido como um dos «eventos âncora do município», atraindo também milhares de visitantes de todo o país e da vizinha Espanha, consolidando-se como um marco no Natal algarvio.

    Foca uma vertente ecológica, sendo grande parte dos materiais utilizados naturais ou reciclados, como a cortiça e o musgo. A iluminação é composta por sistemas LED de baixo consumo e a água, usada nos lagos ornamentais, é reaproveitada.

    Tem a assinatura de Augusto Rosa, Teresa Marques, Joaquim Soares e Luís Perrolas e pode ser visitado no Centro Cultural António Aleixo, de 3 de dezembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025, diariamente, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 19:00.

    A 24 e 31 de dezembro, encerra às 18h00. No dia de Natal tem horário normal e no adia de Ano Novo abre às 14:30 horas.

    Entrar no presépio custa 1 euro aos maiores de 10 anos adultos e 50 cêntimos às crianças.

  • Natal a ganhar prémios em Vila Real de Santo António

    Natal a ganhar prémios em Vila Real de Santo António

    A iniciativa que tem como objetivo reforçar o apoio ao comércio local em todo o concelho e promover a sua vitalidade e consolidando-o como uma alternativa competitiva às grandes superfícies comerciais.

    De 15 de novembro a 24 de dezembro, todas as compras de 20 euros ou mais realizadas em estabelecimentos aderentes das freguesias de Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela dão direito a um cupão de participação, habilitando os clientes a um sorteio com prémios aliciantes no valor total de 3.592,34 euros:

    1.º prémio: uma scooter elétrica; 2.º prémio: uma bicicleta elétrica; 3.º prémio: uma trotineta elétrica.

    Como participar?

    Para participar, basta apresentar o talão de compra, de valor igual ou superior a 20 euros, na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António ou nas Juntas de Freguesia de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, onde será entregue o cupão de participação.

    Este deverá ser devidamente preenchido e colocado nas urnas disponíveis até ao dia 26 de dezembro.

    O sorteio dos prémios terá lugar no dia 27 de dezembro de 2024, às 16:00, no palco da Vila Natal de Vila Real de Santo António. A lista dos vencedores será publicada no site oficial do município (www.cm-vrsa.pt).

    Regras de adesão

    Podem aderir à campanha todos os estabelecimentos de comércio, serviços e restauração local do concelho, à exceção de unidades de distribuição alimentar de média e grande dimensão, ginásios e serviços que operem com anuidades, imobiliárias e empresas de construção ou gestão de condomínios.

    Compromisso com a dinamização económica

    Com a campanha «Natal a Ganhar», o município reafirma o seu compromisso com a dinamização económica do concelho e com a valorização do comércio local e do Centro Comercial a Céu Aberto de Vila Real de Santo António, incentivando os munícipes a realizar as suas compras na rede de estabelecimentos tradicionais, durante a quadra festiva.

    A iniciativa constitui um contributo relevante para a promoção da economia local e para a manutenção da vitalidade das áreas comerciais das três freguesias do concelho.

    O município pede apoio ao comércio local, com a participação nesta campanha «Natal a Ganhar», que entende ser um contributo para o crescimento económico do concelho de Vila Real de Santo António.

    comércio

  • Semana da saúde mental em VRSA


    Entre os dias 5 e 9 de outubro de 2024, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, através do seu Gabinete Municipal de Saúde, organiza a Semana da Saúde Mental, informou a autarquia.

    Está agendada uma série de atividades destinadas a promover o bem-estar psicológico em todas as fases da vida.

    O evento conta com uma programação que abrange a vida da infância à terceira idade, envolvendo a comunidade e os profissionais da área da saúde .

    Desta a câmara municipal a realização das I Jornadas Municipais “Saúde Mental ao Longo do Ciclo de Vida”, prevista para o dia 7 de outubro, no Hotel Robinson, na Quinta da Ria, em Vila Nova de Cacela.

    Este evento, voltado para profissionais da saúde, educação, terapeutas e especialistas da área da saúde mental, será uma oportunidade única para partilhar conhecimentos sobre os desafios e boas práticas em saúde mental nas diferentes fases da vida .

    Programa das Jornadas


    Programação inclui quatro painéis temáticos:

    1. Nascer (10h20) – Focado na saúde mental durante a maternidade e infância, com apresentações sobre intervenções precoces e o impacto da saúde mental na família.
    2. Crescer (11h30) – Discutirá o papel da tecnologia no bem-estar infantil e a promoção de competências socioemocionais nas escolas ????.
    3. (Sobre)Viver (14h15) – Abordará temas como a depressão ao longo da vida e a saúde mental nas organizações.
    4. Envelhecer (15h15) – Destinado a discutir o envelhecimento saudável e a importância de cuidar de quem cuida dos idosos.

    A participação nas jornadas é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, que pode ser feita através do email jornadasvrsa.2024@gmail.com ou do formulário online: https://forms.gle/teK4cjAo4myhkBZq7.

    Para além das jornadas, a Semana da Saúde Mental inclui atividades direcionadas a diferentes públicos, como o *Hospital da Bonecada* para crianças, sessões de prevenção e intervenção em saúde mental nas escolas e, no dia 9 de outubro, uma sessão sobre a transição para a parentalidade, intitulada “Quando nasce um bebé, nasce uma família”.

    O evento culminará com a **Feira da Saúde Mental**, que será realizada na Casa da Juventude ????.

  • Zimbrais dunares da Mata litoral

    Zimbrais dunares da Mata litoral

    O projeto Zimbral for LIFE, financiado pelo Programa LIFE da União Europeia, tem como principal objetivo melhorar o estado de conservação dos zimbrais, um habitat prioritário para a biodiversidade em Portugal.

    A sessão contou com a participação de Celeste Sousa, diretora do CFAE Levante Algarvio, Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), além de Carlos Pinto Gomes, da Universidade de Évora.

    Os zimbrais são fundamentais para a proteção das dunas costeiras e para a fauna local. Porém, encontram-se ameaçados pela urbanização e espécies invasoras.

    Como parte da iniciativa, foi realizada uma visita de campo à Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António, onde os participantes puderam observar diretamente o habitat dos zimbrais.

    A visita foi guiada por especialistas da Universidade de Évora e do ICNF, tendo permitido uma experiência educativa única sobre a importância ecológica dos zimbrais e a respetiva preservação.

    O evento destacou a necessidade urgente de sensibilizar a comunidade, especialmente as gerações mais jovens, sobre a importância da conservação ambiental e da proteção dos habitats naturais.

    As entidades promotoras desta ação foram o CFAE Levante Algarvio e a Universidade de Évora, através do projeto Zimbral for LIFE. O público-alvo incluiu professores do ensino básico e secundário, educadores de infância, assim como técnicos de entidades ligadas ao ambiente​.

    Sessão sobre o zimbral
    A importância do Zimbral nas dunas costeiras

    O zimbral, composto principalmente por espécies como o zimbro (Juniperus spp.), desempenha um papel crucial na fixação das dunas litorais. Esta vegetação lenhosa ajuda a estabilizar as dunas, prevenindo a erosão causada pelo vento e pelas marésAlém disso, os zimbrais fornecem um habitat vital para diversas espécies de fauna e flora, contribuindo para a biodiversidade local.

    A presença do zimbral nas dunas também ajuda a manter a integridade do ecossistema costeiro, protegendo as áreas interiores contra a invasão de areia e promovendo a retenção de nutrientes no soloProjetos como o “Zimbral for Life” estão focados na preservação e restauração desses habitats, destacando sua importância ecológica e a necessidade de conservação2.

    Consultar:

  • Livro de António Horta Correia sobre irmão de Lutegarda de Caires

    Livro de António Horta Correia sobre irmão de Lutegarda de Caires

    A obra centra-se na recolha documental e respetiva seleção criteriosa das pessoas do passado de Vila Real de Santo António, onde presidiu à câmara municipal.

    O sétimo volume é a biografia, elaborada a partir de uma recolha documental, de João de Deus Guimarães, notável jornalista e político, nascido em Vila Real de Santo António em 8 de Janeiro de 1860, irmão da poetisa Luthgarda Guimarães de Caires.

    Considerado jornalista notável, foi redator ou diretor dos jornais «A Correspondência» (1893), «O Tempo» (1894), «O Portugal» (1900), «O Progresso» (1900), «O Intransigente» (1910).

    Político Republicano, em 1909, sob pseudónimo de João Diabo, publicou o manifesto político «Carta a El-Rei». Por divergências e perseguições políticas foi forçado a emigrar algumas vezes, para diversos países da Europa e da América. Colaborou com Sidónio Pais e integrou o grupo fundador do movimento de 28 de Maio de 1926.

    A obra de investigação apresenta 300 páginas de informações e documentos, nunca antes compilados e pode ser adquirida junto da Arandis.

  • Algas limpas no concelho de Vila Real de Santo António

    Algas limpas no concelho de Vila Real de Santo António

    Explica que as algas dão à costa através de fenómenos naturais, recorrentes e não controláveis e, sempre que eles ocorrem, «a autarquia tenta remover o material que fica depositado no areal, com a maior brevidade possível».

    A câmara municipal obsrva que, a contrariar as acções, «devido às especificidades da zona de intervenção, os trabalhos de remoção dependem, em grande medida, de variadas circunstâncias que afetam diretamente os resultados pretendidos».

    E afirma que, entre essas limitações, estão «a amplitude e hora das marés ou a grande afluente de pessoas nas praias, durante o dia, sendo que, por questões de segurança, só é possível realizar as operações de limpeza durante o período noturno ou de madrugada».

    Também refere que, na grande maioria das vezes, «após a execução dos trabalhos de remoção, o novo ciclo de maré volta a trazer algas para o areal, transmitindo a sensação de que não foram efetuados quaisquer trabalhos».

    Assim, atibui a estas condicionantes naturais o facto de que, muitas vezes, «não é possível remover o material com a celeridade pretendida, existindo mesmo períodos onde se verifica a acumulação de algas».

    Lamentando os constrangimentos, a autarquia garante que «continuará a realizar todos os esforços para minimizar esses incómodos».

  • JAZZ na marginal do Guadiana

    JAZZ na marginal do Guadiana

    Guadiana Jazz recebe, no dia 18 de Agosto, às 19:00 horas, AZAR AZAR, o alter-ego do teclista e produtor Sérgio Alves.

    O anúncio deste concerto chega com a promessa de um por de sol, na Avenida da República, a prometer uma viagem inesquecível, na qual Sérgio Alves apresenta Cosmic Drops, o seu álbum de estreia.

    Entretanto, o seu talento acompanhou nomes como os Groovelvets, de Marta Ren, Capicua, Virtus ou Minus & MRDolly.

    Foi em 2020 a estreia deste músico com o seu projeto pessoal. Sérgio Alves cresceu em pleno advento do Hip Hop, do House, do Techno, do Broken Beat e de muitas outras expressões da mais moderna música de dança.

    Tem mais de duas décadas e meia de percurso consistente como Dj, contributo para a forma como consegue consolidar a sua personalidade, através do domínio natural de uma imensidão de impulsos.

    A organização é do Município de Vila Real de Santo António.

  • Alfândega pombalina fez 250 anos

    Alfândega pombalina fez 250 anos

    Um dos pontos altos desta inauguração foi a afirmação por parte do presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, de que é intenção do seu executivo fazer reverter o edifício, entretanto cedido a privados e onde funciona um café, à posse do município.

    Depois de dar uma palavra especial «ao nosso querido Professor Doutor Horta Correia», Álvaro Araújo destacou a importância da presença do reputado historiador, «no dia em que se está a fazer a restituição das armas neste edifício» dirigindo-lhe uma saudação especial.» 

    Escudo de Armas VRSA - Inaugurado
    Álvaro Araújo

    Depois de saudar os outros presentes, com destaque para Fernando Pessanha, orador anterior, e Nuno Rufino, autor da réplica do escudo de armas, afirmou: «Como já foi dito aqui, as armas reais colocadas no frontão deste edifício, descerradas com salvas de artilharia por parte do destacamento militar há 250 anos atrás, foram posteriormente removidas após a implantação da República»

    E, sobre o prédio iniciático, historiou: «Também há uns anos atrás este edifício foi retirado da posse do município, neste momento o edifício não pertence ao município. Quando aqui chegámos ao município, este edifício servia de armazém, aqui tinham sacas de batatas, estavam colchões, num edifício com o simbolismo que ele tem, era assim que estava no momento em que cá chegámos». 

    Traçou, depois, um novo rumo: «Por isso, temos um grande objectivo, para além do que fizemos hoje que foi a recolocação das armas no frontal, recuperar também o edifício para as mãos do município, para que o possamos transformar,  dar-lhe a dignidade que ele merece.

    Disse que ali se podia ter um museu ou aquilo que «nós, os órgãos do município, a Câmara e a Assembleia Municipal assim entenderem. Agora, aquilo que é património municipal, diria mais, património nacional, não pode nunca, não poderia nunca, ter sido retirado das mãos do município. Por isso vamos restituir, é este um dos grandes objectivos também que temos em mãos, é restituir, voltar a ter a posse deste edifício para lhe dar a dignidade que ele merece».

    Classificou como importante toda a resenha histórica feita por Fernando Pessanha, e pediu que se aproveitasse o dia «para refletir sobre a história e a cultura numa sociedade. Olhamos sempre para o passado, como disse o Fernando, para o que foi feito, para o que foi construído, para o que foi ensinado e passado de geração em geração. Só assim, como ele dizia, com um olhar crítico e espírito aguçado, poderemos construir um futuro sustentável, uma sociedade unida, responsável e forte». 

    Afirmou que vai procurar criar um momento para discussão, para juntar os historiadores, as várias correntes, as várias doutrinas que existem sobre a fundação de Vila Real de Santo António. Vai ser marcada uma data, brevemente, para que aqueles que entendem da matéria possam vir e esplanar as suas ideias, «para que possamos ter uma linha, uma única linha de pensamento, para que Vila Real de Santo António e a sua história não ande aqui em disputa de várias ideias, mas que tenhamos uma ideia consolidada e para isso vamos preparar esse momento importante para a discussão da nossa história». 

    «Vila Real de Santo António está de parabéns hoje, neste dia 6 de agosto de 2024, que faz, como sabemos, e recordo e volto a dizer, 250 anos do 6 de agosto de 1774, data em que este edifício foi inaugurado», concluiu.

    Fernando Pessanha
    Fernado Pessanha

    Fernado Pessanha fez as honras ca casa na recepção às autoridades e convidados, onde se viram também representações da Capitania do Porto, GNR, PSP, Bombeiros, Protecção Civil, Real Associação do Reino do Algarve e membros dos diversos órgãos autárquicos do município.

    O historiador começou por afirmar que «Na realidade, poucas são as terras que se podem orgulhar de ter uma data de nascimento. A nossa terra tem o privilégio de até ter várias datas de nascimento».

    E constinuou «Realmente, os primórdios dos primórdios se remontam à antiga Vila de Arnilha, que teve o seu nascimento formal em dia 8 de Fevereiro de 1513, como atesta à Carta de Privilégio do Rei Dom Manuel, dia 8 de Fevereiro».

    Destacou que, com a Guerra Fantástica de 1762, «o Estado Português volta a compreender a importância geoestratégica da Foz do Guadiana e nela instala um sistema defensivo que, até já em período de paz, protegeu a fauna das comunidades pescatórias derramadas pelos areais de Santo António de Arnilha e pelos mares de Monte Gordo»

    E, após este enquadramento histórico primordial, destacou: «Foi, portanto, face à problemática do contrabando e da evasão fiscal praticada pelas comunidades pescatóricas que o nosso Marquês de Pombal, ao abrigo do designado Plano de Restauração do Reino do Algarve, manda reconstruir a Vila de Santo António de Arnilha, sobre a designação de Nova Vila de Santo António de Arnilha».

    Assim, continua Pessanha, «Efetivamente, em 16 de Março de 1774 é nomeado o primeiro governador da Nova Vila, Francisco Mendonça Peçanha Mascarenhas, que já comandava o termo de Santo António de Arnilha, pelo menos desde 1766. No dia seguinte, no dia 17 de Março de 1774, é simbolicamente lançada a primeira pedra da Nova Vila de Santo António de Arnilha, numa sessão soleno onde estiveram presentes as autoridades da Câmara de Arnilha em toda a oficialidade e até o próprio juiz de fora da Praça de Castro Marim».

    E lançou o paralelo histórico da comemoração dos 250 anos: «Finalmente, no dia 6 de Agosto, e hoje é o dia 6 de Agosto, no dia 6 de Agosto de 1774, dia em que foi lançada a primeira pedra da nova igreja e em que foram lançadas à água as embarcações concluídas aqui nos taleiros locais, portanto, a norte da malha urbana de Vila Real de Santo António, foi inaugurado o edifício da alfândega e oficialmente descerradas as armas reais portuguesas, simbolicamente colocadas, portanto, na frontaria do edifício que representa a afirmação política, militar e económica do Estado português face ao Estado espanhol. Em carta dirigida ao Governador Peçanha Mascarenhas, de 3 de Agosto de 1774, instruía aqui o Armador Mor do Reino do Algarve».

    E, sobre o brasão reposto e inaugurado momentos antes, explicou:

    «Instruía para que o Governador desse ordem ao Comandante Militar para, na nova Vila, trazer o destacamento militar com o maior número de tropa possível para que fossem dadas as três descargas de artilharia, quando fossem descerradas estas armas reais».

    «Curiosamente, reparem, isto acontece em 1774», anotou Fernando Pessanha, salientando um novo paralelo e curiosidade histórica: «A última vez que a Foz do Guadiana assiste a salvas honoríficas de artilharia foi com a passagem do D. Sebastião pela Foz do Guadiana.»

    Foi exatamente dois séculos antes, em 1574, quando o D. Sebastião faz a sua jornada pelo Alentejo e pelo Algarve e passa pela Foz do Guadiana, vem a Santo António de Arnilha, vai a Ayamonte e vai a Castro Marim.

    Na opinião de Fernado Pessanha, «Estas armas reais, alegadamente destruídas pela citada população vilarealense, quando da implantação da República no 5 de Outubro de 1910.

    O historiador destacou o empenho da arquiteta Perpétua Almeida e o acompanhamento do professor Dr. José Eduardo Horta Correia, na projecção da réplica das armas reais produzida pelo «talentoso escultor vilarelense Nuno Rufino, que se encontra entre nós».

    Nuno Refino, escultor vilarealense

    Filho de Vila Real de Santo António, Nuno, Nuno Miguel Dias Rufino, nasceu no dia 17 de Outubro de 1979. É licenciado em Artes Plásticas, Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e é pós-graduado em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas Artes da mesma universidade.

    Os objetivos do novo escudo

    A obra na frontaria do edifício de Alfândega, réplica, portanto, das armas reais de Dom José I, pretende restituir a dignidade simbólica de um edifício que reflete o plano de restauração do Reino do Algarve concebido por Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal, para o extremo Sotavento-Algarvio, nomeadamente para esta Foz do Guadiana.

    Fernsndo Pessanha terminou o seu discuro alertando: «Neste dia histórico, para a nossa terra, em que são novamente descerradas as armas reais do edifício de Alfândega, importa refletir na importância da história e da cultura para a construção do sentido crítico da nossa sociedade e para a construção de futuros sustentáveis. E nós podemos perguntar-nos, é pertinente? É pertinente este cuidado com a nossa história? É pertinente este cuidado com o nosso património? Naturalmente que é pertinente. A história é o sangue que nos corre nas veias. Nós, seres humanos, somos constituídos pela matéria empírica que alberga a nossa existência.

    «Nós somos feitos de história. Portanto, tendo em consideração que nós somos feitos de história, dificilmente conseguimos compreender de onde viemos, quem efetivamente somos, ou para onde vamos tirar ilações, se eu por vir, se não soubermos da nossa história, da nossa cultura e do nosso património. Portanto, a todos vocês, vilarealenses, a nossa profunda gratidão».

    O Porto de Honra esteve a cargo de «O Coração da Cidade»

  • Universidade e câmara de VRSA assinam memorando em Angola

    Universidade e câmara de VRSA assinam memorando em Angola

    Representantes políticos e empresariais de ambos os países, estiveram presentes no fórum focado em identificar novas oportunidades de negócios e investimento e estimular a participação de novos operadores económicos no esforço de diversificação económica de Angola.

    A sessão de encerramento do Fórum contou com a presença do Primeiro-Ministro da República Portuguesa, Luís Montenegro, do Ministro da Economia da República Portuguesa, Pedro Reis, e do Ministro da Indústria e do Comércio da República de Angola, Rui Miguêns de Oliveira.

  • Nova aquicultura no mar de VRSA

    Nova aquicultura no mar de VRSA

    A instalação proposta é uma plataforma semissubmersível, ancorada permanentemente ao fundo do mar. É uma estrutura estática, não possui motores, tem dimensões aproximadas de 55 por 55 metros e uma superfície operacional de cerca de 3.025 m².

    A MSP planeia produzir robalo e dourada, anualmente com produção estimada de 8.000 toneladas. O sistema de gaiolas para a produção dos peixes será instalado a uma distância de 40 metros em torno da plataforma principal, resultando em dimensões totais do sistema de cerca de 130m x 130m.

    Trata-se de uma plataforma com projeto piloto. A empresa antecipa a possibilidade de instalar estruturas semelhantes noutros pontos do globo. Atualmente, o projeto está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental, e espera receber a aprovação oficial para o projeto até ao final do ano.

    Este desenvolvimento alinha com o compromisso de Portugal em se tornar “líder na economiaazul, e a Mariculture Systems está na vanguarda desta iniciativa com o seu projeto de aquicultura offshore”, sublinha a Direcção Geral de Recursos Marinhos.

    .A empresa espera que este projeto pioneiro abra o caminho para futuros desenvolvimentos na indústria de aquicultura em #Portugal.

    DGRM #Pescas #Aquicultura

  • Exposição DUAS MARGENS

    Exposição DUAS MARGENS

    No dia 11 de Julho de 2024, a Confraria do Atum, de Vila Real de Santo António apadrinhou novamente, a exposição de pintura e escultura, denominada «DUAS MARGENS».

    Esta exposição vai estar patente no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, com obras de autores espanhóis e portugueses e curadoria de Ana Feu, também ela confrade da Confraria do Atum.

    A qualidade dos trabalhos expostos recomenda a visita.

  • A Copa do Guadiana até 1 de julho

    A Copa do Guadiana até 1 de julho

    São centenas os atletas, famílias e apoio das equipas que desfilaram no Estádio em festa do futebol, em cerimónia que contou com a presença de membros da câmara municipal.

    O Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António continuará a acolher, até ao dia 1 de julho de 2024, «o maior torneio nacional de futebol realizado num só concelho».

    A autarquia prevê que a edição de 2024 será a maior de sempre, com a presença de 288 equipas e perto de 5000 participantes, entre atletas e staff, transformando a cidade na «capital do futebol juvenil».

    A competição está dividida em oito escalões, nomeadamente sub-08, 09, 10, 11, 12, 13 e 15, estando reunidas todas as condições para jogos ao mais alto nível com jovens entre os 7 e os 15 anos.

    Este ano, o torneio volta a estar dividido em três momentos. De 22 a 25 de junho (futebol 11) estarão em competição os escalões de Iniciados (atletas nascidos em 2009/2010) e Infantis A (atletas nascidos em 2011).

    Já entre 25 e 28 de junho (futebol 9 e futebol 7) entram em campo os escalões de Infantis A (atletas nascidos em 2011), Infantis B (atletas nascidos em 2012) e Benjamins A (atletas nascidos em 2013).

    Entre 28 de junho e 1 de julho (futebol 7 e futebol 5) competem os escalões de Benjamins B (atletas nascidos em 2014), Traquinas A (atletas nascidos em 2015) e Traquinas B (atletas nascidos em 2016).

    Os jogos terão também lugar no Campo Francisco Gomes Socorro e no Complexo Desportivo de Monte Gordo e decorrem diariamente a partir das 8:30 horas.

    A autasrquia acredita que «voltam a estar criadas todas as condições para a concretização de grandes momentos futebolísticos, juntando as futuras promessas do futebol e os melhores clubes da atualidade».

    A cerimónia de abertura de 22 de junho, com desfile de abertura das equipas de futebol 11,será repetida no dia 28 de junho, às 20:30 horas e sendo esta considerada a cerimónia de abertura do torneio para os restantes escalões.

    A presença, no concelho, de dezenas de equipas e de centenas de participantes de diferentes regiões do país, representa para o concelho, segundo declarou o presidente da câmara muncipal, Álvaro Araujo, «cria uma dinâmica única que beneficia não só a economia local, mas também promove a nossa cidade como um destino turístico e desportivo de referência».

    O suporte ao evento é proporcionado por um quadro de 80 pessoas para suporte e apoio, nomeadamente ao nível técnico.

    Durante toda a prova, será criada a linha «Copa do Guadiana Bus» para transportar os milhares de atletas entre os alojamentos e os locais dos jogos.

  • Novos produtos de tecnologias Microsoft

    Novos produtos de tecnologias Microsoft

    No início da conferência, que conta com mais de 200 mil inscritos online e mais de 300 sessões, a tecnológica anuncia uma nova Inteligência em Tempo Real do Microsoft Fabric, que fornece uma solução completa de Software as a Service (SaaS).

    Este software permite capacitar clientes a trabalhar um grande volume de dados, sensíveis ao tempo e altamente granulares, para que estes possam assim tomar decisões mais rápidas e informadas para os negócios.

    Atualmente em previsão, a Inteligência em Tempo Real pode ser uma ferramenta útil para analistas com experiência low/no-code, pouco ou nemhum código, e para programadores profissionais com ligações de utilizador ricas em código.

    Para além disto, o Microsoft Fabric vai passar a incluir um novo Workload Development Kit, que irá permitir a fornecedores de software independentes (ISVs) e developers estender aplicações dentro do próprio Fabric, de modo a criar uma experiência de utilização unificada, flexível, personalizada e mais eficiente.

    Entre as novidades apresentadas está também o lançamento, em private previsão, das primeiras extensões desenvolvidas pela Microsoft em conjunto com parceiros para o GitHub Copilot, uma ferramenta de programação baseada em IA.

    Estas atualizações têm como propósito permitir a programadores e organizações personalizar a sua experiência de utilização do GitHub Copilot com outros serviços, como o Azure, Docker, Sentry, ou até mesmo dentro do GitHub Copilot Chat.

    No caso do GitHub Copilot for Azure, uma das extensões da Microsoft, é possível verificar-se como a construção em linguagem natural com uma gama mais ampla de funcionalidades pode impulsionar a velocidade de desenvolvimento.

    Ao utilizar a extensão através do Copilot Chat, os developers passam a poder explorar e gerir funcionalidades Azure, enquanto resolvem problemas e localizam registos e códigos relevantes.

    Já ao nível do GPT-4o, o mais novo modelo principal da OpenAI, este passa a estar disponível no Azure AI Studio e como uma API, num modelo multimodal inovador que integra processamento de texto, imagem e áudio para estabelecer um novo padrão para experiências de IA generativa e conversacional.

    A par deste, também o Phi-3-vision, o novo modelo multimodal da família Phi-3 de pequenos modelos de linguagem (SLMs) desenvolvidos pela Microsoft, está agora disponível no Azure.

    Além de serem modelos poderosos, económicos e otimizados para equipamentos pessoais, os Phi-3 oferecem a possibilidade de se inserir imagens e texto e receber respostas em texto. Cada developer pode ainda experimentar estes modelos de fronteira de última geração no Azure AI Playground, bem como começar a construir e personalizar com estes mesmos modelos no Azure AI Studio.

    Outras das parcerias destacadas na conferência é a colaboração entre a Microsoft e a Cognition, que juntas irão disponibilizar a solução Devin, um agente autónomo de IA que possibilita a developers realizar tarefas complexas, tais como migração de código e projetos de modernização.

    Relativamente a novidades no segmento de hardware, a Microsoft anuncia ser o primeiro fornecedor de cloud a utilizar o chip acelerador de IA MI300X da AMD para responder às necessidades de formação e inferência de IA dos clientes, com a disponibilidade geral da série de máquinas virtuais Azure ND MI300X v5 otimizada para workloads de IA e computação de alto desempenho (HPC) como o serviço Azure OpenAI.

    Já no seguimento do lançamento do Azure Cobalt 100, o primeiro processador de computação personalizado da empresa, a tecnológica está a anunciar no Build uma preview de novas máquinas virtuais (VMs) baseadas em ARM Cobalt 100, a primeira geração de VMs a incluir o novo processador Cobalt da Microsoft, construído à medida numa arquitetura ARM e otimizado para um desempenho 40% melhor aos VMs Azure comparáveis ao executar workloads de propósito geral e nativas da cloud.

    Por fim, o Build é ainda palco de novos anúncios para o Copilot, neste caso a respeito do Microsoft Copilot Studio.

    A Microsoft está a introduzir novas funcionalidades de agente, que irão possibilitar aos programadores construir copilotos que podem responder proativamente a dados e eventos, adaptados a tarefas e funções específicas, além de poderem também gerir de forma independente processos de negócios longos e complexos, aproveitar a memória e conhecimento para contexto, raciocinar sobre ações e entradas, aprender com base em feedbacks dos utilizadores e pedir ajuda quando encontram situações que não sabem como lidar.

    Microsoft anuncia uma nova geração de PCs Windows: os Copilot+PC
    Esta segunda-feira, antes do arranque do Microsoft Build, a Microsoft anunciou o lançamento do Copilot+PC, a nova categoria de PCs Windows. Desenvolvidos especificamente para potenciar a utilização de IA, estes novos equipamentos chegam ao mercado como os mais rápidos e inteligentes alguma vez criados.

    Graças a esta inovação, juntamente com as novidades hoje anunciadas no Microsoft Build, a tecnológica pretende oferecer aos developers uma experiência diferenciada com IA.

    SOBRE A MICROSOFT
    Microsoft (Nasdaq “MSFT” @microsoft) cria plataformas e ferramentas robustecidas por Inteligência Artificial para entregar soluções inovadoras que correspondam às necessidades crescentes dos nossos clientes. Enquanto empresa de tecnologia está comprometida com a democratização do acesso a Inteligência Artificial de forma responsável, mantendo a missão de capacitar todas as pessoas e organizações no planeta para atingir mais.

  • Atropelamento em Vila Real de Santo António

    Atropelamento em Vila Real de Santo António

    Segundo a Arenilha TV, ocorreu um atropelamento no Bairro Matadouro em Vila Real de Santo António que provocou um ferido do sexo feminino,.

    Aa vítima foi imobilizada pelos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim e vai ser transportada para uma unidade hospitalar. Estão no local do acidente, 9 operacionais, auxiliados por 3 viaturas.

    A GNR tomou conta da ocorrência.

  • Inaugurado Posto de Turismo em VRSA

    Inaugurado Posto de Turismo em VRSA

    O novo posto de turismo, situado na Rua Conselheiro Frederico Ramirez, no coração do centro histórico, é fruto de uma colaboração entre a Região de Turismo do Algarve (RTA) e o Município de Vila Real de Santo António.

    Após sete anos sem um posto de turismo devido ao encerramento do anterior em Monte Gordo, a cidade celebra agora o preenchimento dessa lacuna com uma instalação moderna e bem equipada.

    O posto operará sob uma gestão partilhada, oferecendo informações turísticas abrangentes e atuando como ponto de venda para produtos locais e centro de promoção turística do município e da região.

    A RTA, que no último ano realizou perto de 400 mil atendimentos nos seus 20 postos distribuídos pela região, vê a inauguração do 21º ponto de atendimento como uma expansão valiosa da sua rede.

  • 250 Anos da Primeira Pedra na Alfândega de VRSA

    250 Anos da Primeira Pedra na Alfândega de VRSA

    Em cerimónia realizada no Cantro Cultural António Aleixo, na presença de autoridades locais e regionais, civis, militares e relegiosas e convidados, incluindo representantes de Angola, decorreram homenagens e reconhecimentos, por serviços de relevo prestados ao município.

    Várias personalidades e entidades foram homenageadas por seus contributos à comunidade, abrangendo áreas como educação, saúde, cultura e desenvolvimento social e econômico local. Medalhas de Honra, Mérito Profissional e Mérito Cultural foram entregues, simbolizando reconhecimento público pelos serviços prestados.

    A encerrar as diversas comunicações e após ter saudados os presentes e autoridades concelhias, o Presidente da câmara municipal Álvaro Araújo dirigiu especiais cumprimentos ao Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, ao Governador da Província do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, ao representante do Ministério da Indústria e do Comércio, Diretora-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola, Maria Filomena Ramos de Oliveira, e a toda a comitiva que se deslocou de Angola, Província do Zaire, para firmar uma colaboração mútua em várias áreas de interesse de ambas as partes, nomeadamente a formação profissional, a agricultura, o turismo e a indústria.

    ccaa alvaro araujo

    Também, um cumprimento especial, para os dois administradores presentes da Província do Zaire, o administrador do município do Nezeto, Tuzay Copinda, e o administrador do município do Soio, José Mendes Belo, e ficam então os cumprimentos a toda a comitiva que veio desde Angola.

    Cumprimento também antigo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, António Maria Farinha Moura, que tinha sido objeto de homenagem na cerimónia e o seu presidente da Câmara, Castro Marim, Francisco Amaral.

    A cidade de Ayamonte fez-se representar pelo alcaide Alberto Fernandez e membros do executivo municipal.

    Álvaro Araújo abriu o discurso da celebração dos 248 anos da fundação dizendo que foi naquele que é o país mais a oeste da Europa, onde se refundou «uma nova vila na Foz do Guadiana, agora sob a designação de Vila Real de Santo António. Foi a 17 de Março de 1774 que, sob as ordens do Marquês de Pombal, foi lançada a primeira pedra da então denominada Nova Vila de Santo António de Arnilha, há exatamente 250 anos. Mas foi somente a 13 de Maio de 1776 que se inaugurou formalmente a já designada Vila Real de Santo António»,

    Salientou que, aquela foi a data «a partir da qual se deu início a uma jornada extraordinária de desenvolvimento e prosperidade. 248 anos. Não é todos os dias que se tem a honra de celebrar um aniversário desta magnitude. A nossa terra está de parabéns. E também os vilarealenses, os monte-de-gordinos e os castelenses merecem esta celebração».

    Recordou que Vila Real de Santo António fez parte integrante do plano de restauração do Reino do Algarve, concebido pelo ilustre Marquês de Pombal.

    «As nossas ruas, a nossa arquitetura de programa, fazem parte da história e da nossa identidade patrimonial. O traçado do edificado urbano da cidade foi concebido e concretizado com base nos ideais do iluminismo. Esta cidade surgiu também da necessidade estratégica inerente à afirmação política, económica e militar do Estado português face ao Estado espanhol na Foz do Guadiana».

    Disse que, desde então, as gentes de Vila Real de Santo António fizeram um caminho de afirmação de uma cidade e de um povo com características muito especiais.

    «A nossa cidade cresceu rapidamente, mas o espírito empreendedor e a resiliência dos vilarealenses, a sua identidade e o seu caráter mantiveram-se intactos. Por isso mesmo, hoje é também dia de homenagear alguns dos nossos que têm vindo a destacar e a representar da melhor forma Vila Real de Santo António. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal pretendeu prestar o reconhecimento público a pessoas e entidades que deram o seu contributo para a comunidade que somos hoje».

    Apresentação de dança folclórica em palco.
    ccaa arte ucraniana

    Homenagens a destacados cidadãos

    A António Maria Farinha Murta, figura de destaque com um vasto percurso profissional e político, foi atribuída a Medalha de Honra da Cidade.

    António Murta foi Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, desempenhou vários cargos a nível desportivo e foi Presidente da Câmara Municipal do nosso município em quatro distintos mandatos. «Teve um papel fundamental na história do nosso Conselho e deixou uma marca significativa no panorama local e regional. Foi para mim uma grande honra poder ter e ter tido a anuência da Câmara e da Assembleia Municipal por unanimidade prestar esta homenagem merecida».

    A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Lourdino Marques, «um apaixonado pela educação, como foi dito, a sua jornada foi marcada por um profundo impacto na educação, na política local e no tecido social da sua comunidade. Desempenhou cargos políticos de grande importância, como por exemplo o Vereador da Câmara Municipal, Deputado Municipal e Presidente da Conselhia do Partido Socialista da nossa terra. Uma inspiração para várias gerações de vilarealenses.»

    A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Maria Fernanda Santos, «uma querida colega de trabalho também, construiu um legado que perdura na memória dos que tiveram o privilégio de a conhecer».

    Fernanda Santos destacou-se na esfera política, em representação da CDU e foi eleita Vereadora da Câmara Municipal e Deputada do nosso Conselho. «Foram duas décadas a contribuir para a educação, para a política e para o tecido social da nossa comunidade».

    A Medalha de Mérito Profissional, foi atribuída, também a título póstumo a Carlos André Gomes, com «quase 40 anos da sua vida dedicados ao Serviço Nacional de Saúde. Desempenhou vários papéis-chave na área da saúde pública, um legado notável de serviço e compromisso».

    A Medalha de Mérito Profissional foi também para Joaquim Gouveia, da cidade dio Fundão, ali presente, «uma figura notável ao serviço da educação, um legado marcante no campo pedagógico e no fortalecimento dos laços entre comunidades».

    O presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António destacou que Joaqauim Gouvei tem como «Uma das suas maiores marcas é o projeto educativo à descoberta das 4 cidades que ainda hoje nos acompanha».

    A Medalha de Mérito Cultural foi atribuída à Associação Naval do Guadiana, «uma entidade com mais de 40 anos de existência e um compromisso inabalável com o desenvolvimento local e a promoção das atividades náuticas. A prova viva de que com visão, trabalho árduo e compromisso comunitário é possível alcançar grandes feitos e deixar um legado duradouro para as gerações futuras.»

    Para finalizar as homenagens e dirigindo-se também às suas famílias ou representantes deixou «em nome da autarquia, o nosso muito obrigado pelo que deram de si por todos nós. Aceitem esta singela homenagem como um agradecimento sentido de toda a comunidade vilarelense. Se foram estes os ilustres que nos honraram, cabe-nos a nós continuar o seu caminho

    Dois homens seguram prémio em palco iluminado.
    ccaa artifice da 4 cidades

    O futuro do concelho

    Álvaro Araújo disse, depois de nomear os homenageados, que «Vila Real de Santo António enfrenta hoje uma série de desafios e, para os superar, precisamos de foco e de ter as nossas prioridades muito bem definidas. É por isso que privilegiamos o turismo enquanto motor do desenvolvimento da cidade e também da região Algarvia».

    Consinuou dizendio «É também por isso que dinamizamos o comércio de rua enquanto motor do desenvolvimento da economia local e da comodidade dos residentes no concelho. Apostamos igualmente na educação enquanto motor do desenvolvimento dos mais jovens, das gerações futuras e na nossa sociedade. Não descuramos a ação social ligada à educação».

    Disse que, no contexto tinha de «destacar a implementação de uma medida extraordinária por parte da Câmara Municipal. Falo-vos do alargamento da gratuidade de refeições escolares a todos os alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário da rede pública, sediados no nosso concelho durante o ano de 2024. Esta medida abrangerá sensivelmente 800 alunos e implica um investimento de cerca de 185 mil euros».

    Em termos de infraestruturas destacou também as obras de requalificação da Escola Dom José I, que já está em fase avançada, o seu projeto e a sua aprovação, um investimento de cerca de 6 milhões de euros com o apoio do PRR.

    O investimos na saúde e segurança enquanto motor do desenvolvimento do bem-estar da nossa população. «Exemplo disso é a recém-inaugurada Esquadra da Polícia de Segurança Pública».

    Afirmou que «Tem sido vários os projetos em que temos apostado sempre com o objetivo de dar mais qualidade de vida à nossa população. Fazemos-lo com uma especial atenção para com os mais frágeis e para com os idosos».

    O projeto ‘Cuidar de Quem Cuidou« é um bom exemplo disso mesmo, disse também. Trata-se de uma iniciativa, no domínio da saúde, do apoio social e da solidariedade intergeracional, vai apoiar muitos idosos do nosso concelho.

    Há trabalho «de forma muito intensa na requalificação de infraestruturas». que exemplificou.

    «Continuamos também a desenvolver a revisão do plano diretor municipal de Vila Real de Santo António».

    Classificou este instrumento de gestãso territorial como «um instrumento estratégico fundamental para uma boa gestão do nosso território e cabe a este executivo recuperar o tempo perdido no passado».

    Lembrou que o PDM atual, com mais de 30 anos, não consegue dar uma resposta a todas as necessidades e por isso a revisão do mesmo constitui uma prioridade deste executivo.

    Prometeu «Um plano mais eficiente, mais moderno e adequado ao nosso município e aos desafios que se colocam ao nosso território será concluído até final deste ano. Asegurar o alojamento digno de famílias em situação econômica ou social vulnerável é também essencial para nós».

    Destacou que, no âmbito da estratégia local de habitação de Vila Real de Santo António, o executivo municipal procedeu à candidatura a fundos comunitários no âmbito do PRR; a aquisição de 114 fogos a construir na freguesia de Vila Real de Santo António; A empreitada de reabilitação de 372 fogos pertencentes ao Parque Habitacional Social do município; e a construção a custos controlados de 96 fogos novos a concretizar em terrenos próprios do município junto à Estação de Caminhos de Ferro de Vila Real de Santo António; a aquisição de 13 fogos a concluir em edifício situado em Vila Nova de Cacela junto ao mercado municipal.

    Classificou a estratégia local de habitação como, seguramente, «o projeto mais relevante do nosso Conselho das últimas décadas. Com esta estratégia estamos a resolver um dos problemas mais graves que a nossa sociedade enfrenta atualmente, o da habitação».

    Para o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António «ter uma casa digna desse nome é algo que não pode ser um milagre para muitos, uma miragem para muitos. Neste sentido, nós autarcas temos de ser capazes de utilizar os instrumentos ao nosso dispor para dar resposta a esta necessidade de muitas pessoas».

    As finanças municipais

    «Os últimos anos têm sido muito duros para a nossa cidade. Estamos a recuperar de uma situação financeira delicadíssima que hipotecou Vila Real de Santo António em vários aspectos».

    Álvaro Araújo destacou que a jornada «não tem sido fácil. Com estratégia, com honestidade e com transparência já conseguimos reduzir esta dívida pública em cerca de 16 milhões de euros em apenas dois anos. Este caminho é fundamental para que possamos trazer de volta a dignidade à nossa terra».

    Falou da dignidade «de assumir os compromissos assumidos e o pagamento do que devemos. A dignidade de podermos voltar a tomar decisões sobre a nossa vida sem qualquer interferência externa. A dignidade de nos afirmarmos como um município de contas certas. Reafirmo o compromisso do atual executivo autárquico de trabalhar incansavelmente por todos os vilarealenses. Continuaremos, como até aqui, a partilhar dois domínios».

    Disse que da recuperação económica e financeira da autarquia, diminuindo uma dívida astronómica que nos fere na nossa honra, e da realização de trabalho e obras em vários domínios que têm impacto direto na qualidade de vida de todos os que residem no nosso Conselho.

    Cantora e quarteto de cordas em concerto ao vivo.
    ccaa orquestra do comite olimpico – foto CM-VRSA

    A cerimónia no Centro Cultural António Aleizxo terminou com a atuação da Orquestra do Comitê Olímpico Português, com a interpretação dos temas Ária da Rainha da Noite, de Mozart, com a soprano Patrícia Modesto, no violino João Castro e José Nascimento, na viola d’arco Ana Teresa Alves e no violoncelo Ferreira.


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  • Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Este prémio foi concedido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Eurocidade do Guadiana e tenta destacar que este grupo de poetas representa a essência da iluminação das fronteiras como barreiras.

    Representa a fusão de culturas e autores de ambos os países recitam problemas, publicam seus livros e organizam recitais nos dois lados do Rio, apoiando a criação e a difusão de obras de um número elevado de autores.

    Em maio de 2021 foi publicada a obra poética na Eurocidade de Guadiana, no âmbito do projeto Euroguadiana, livro apresentado no dia de Europa, ainda se faziam sentir as restrições da pandemia.

    Nas suas páginas mais de 20 autores demonstram a riqueza poética dos três municípios que constituem a Eurocidade.

    Em representação dos poetas, receberam o troféu relativo José Luís Rua Nascer e António Cipriano Cabrita.

    António Cabrita

    Em nome de todo o coletivo português, António Cabrita historiou o percurso dos Poetas do Guadiana:

    «Eu disse muitas vezes que este projeto dos poetas do Guadiana começou de uma forma simples. Fomos nós que começamos a construir a Eurocidade. Não me levem a mal esta pretensão, mas nós só começamos a ver a Eurocidade, porque começamos no dia 21 de enero de 2011, na Casa Grande, em Ayamonte

    «Na altura, com duas pessoas, um que não está a cá porque está longe e o outro porque já não está entre nós, fizemos um encontro de poetas. Um é o Pedro Tavares, que está em Timor por questões profissionais. O outro António Miravente que não está já entre nós».

    Revelou, recorrendo àas suas atas que, na parte portuguesa, estavam também José Cruz, Pedro Tavares, e um amigo professor que foi acompanhar o Pedro Tavares, com música, António Caballé.

    Na parte espanhola estavam o Miravente, estava o José Luiz Rua, Carmen Herrera e a Aurora Canhada. Este era o elenco inicial. Depois fizeram um encontro na biblioteca de Vila Real de Santo António, onte se juntaram mais presenças.

    O terceiro encontro ocorreu no Monte Francisco mais conhecido pelo Montinho,
    de onde saiu a ideia, por sugestão de José Luís Rua, de se fazer uma primeira coletânea, que saiu «com os seus erros, mas foi um marco importante».

    «Aquela primeira coletânea saiu com a colaboração de uma série de pessoas.», disse António Cabrita. Ao longo dos anos, fizeram recitais em Ayamonte, em Castro Marim e em Vila Real de Santo António.

    Lembrou a Poesia na Rua, em Cacela Velha e «aqui deixo o recado que nós, Poetas do Guadiana, temos toda a interesse em agarrar-nos e continuar, que era um evento que se fazia no fim do Verão e que já foi um período muito bonito para a localidade».

    «Em Ayamonte era o Molino Pintado, outro sítio fundamental que nos permitia,
    quase todos os fins de semana, ter uma atividade poética, e foi o cunho que demos ao primeiro Passeio por Ayamonte
    ».

    Agradeceu o prémio e ao público «que é o que, no fim de contas, nos foi comprando livros, de vez em quando, e nos a permitiu seguir

    Em nome dos poetas espanhóis tomou a palavra José Luiz Rua Náscer, incassável fotógrafo, divulgador, curador de coletâneas e elemento humano fundamental na atividade de divulgação da poesia dos «Poetas do Guadiana»

  • Álvaro Araújo preside a Eurocidade do Guadiana

    Álvaro Araújo preside a Eurocidade do Guadiana

    «Sabendo nós que cada vez mais somos solicitados e visitados por estrangeiros do Norte da Europa e de todos os cantos do mundo. E que apreciam não só as nossas praias, o nosso clima, a nossa gastronomia, o nosso golfe, a nossa oferta hoteleira, a nossa história, a nossa cultura, o nosso brio que nos une, a simpatia das nossas gentes e acima de tudo, a paz e a segurança que aqui se vive, neste mundo cada vez mais em guerra e cada vez mais inseguro».

    Continuou dizendo que «com estas características todas e de todo o nosso potencial temos tudo para gerar um turismo de qualidade, gerador de emprego de qualidade bem remunerado que promove uma maior qualidade de vida para as nossas gentes, para os ayamontimos, para os vilarealenses e para os castromarinenses, que no fundo é o que nos motiva».

    Francisco Amaral considerou que se estava por diante de umdesafio para o futuro, que também deve passar pelo estimular do sentimento de pertença à Eurocidade que deve ser sentido pela população dos três municípios.

    O presidente da câmara Municipal de Castro Marim, considera importante que os cidadãos se sintam que fazem parte integrante da comunidade e que tiram dela os seus porveitos.

    «No fundo, fazendo juro a uma história recente de partilha e de contacto permanente com intercâmbios comerciais, económicos, sociais e até familiares.
    No fundo, com o sentido de ter feito o melhor que posso e sei, com os meus colegas Alberto e Alvaro Araújo, no fundo fomos uma equipa motivada, de mangas arreegaçadas, com a Silvia Madeira, com o Fran e outros técnicos, pois para mim foi um orgulho ter presidido a Eurocidade do Guadiana
    », rematou Francisco Amaral.

    Acredita que certamente irá manter e reforçar o seu sonho com o Alvaro Araújo a presidir aos seus destinos e, após agradecer a todos quantos o ajudaram «nesta nobre e honrosa tarefa de presidir», desejou bons ventos para a Eurocidade do Guadiana.

    O discurso da tenente de Alcalde

    Paloma Oganes, justificou a ausência do alcaide de Ayamonte com uma inadiável deslocação a Madrid e considerou ser dia de celebração pela mudança de presidência da Eurocidade, de dois em dois anos «que permite um equilíbrio na representação dos ciudadanos e das administrações dos três municípios».

    Considerou que se tratava d uma demonstração da mais boa sintonia ou mesmo evidência devque o trabalho em equipa é mais enriquecedor e «nos faz chegar mais
    longe, é mais grato, amplia opcções e campos de actuacão, é mais conciliador
    ».

    Lembrou que tinham passado onze anos da criação da Eurocidae do Guadiana, que foram anos difíceis, mas que, agora, já começam a navegar e «já podemos dizer que a nossa frontera líquida se vai diluindo».

    Comprimentos por vídeo conferência

    Alberto, teve presença virtual através de um vídeo especialmente gravado para o evento, no qual como alcalde de Aliamonte, se declarou satifeito por dizer algumas palavras no acto de troca de presidência da Eurocidade.

    Sai o presidente da câmara Francisco Amaral, um presidente que é um amigo, um presidente que é um referente da política municipal em todo o vosso país português.

    Afirmou que Francisco Amaral, com a sua experiência, contribuiu para, durante uma transição complicada, ter prestado um excelente auxílio na definição do rumo da Eurocidade e com muito acerto, «num tempo em que não sabiamos onde ir».

    A falaar sobre o novo presidene, Álvaro Araújo, considerou ser ele «um dos políticos mais proactivos que eu conheci em muito tempo, e eu gosto de trabalhar com ele.
    Ayamonte gosta de trabalhar assim, com a Vila Vial de Santo Antonio, porque o trabalho se faz com impulso e com ganas.

    «Com Álvaro Araújo, na Eurocidade do Guadiana, estamos em boas mão e iremos por um bom caminho».

    De seguida foi assinada a Ata da Assembleia Extraordinária de Eurocidade do Guadiana, lida pela secretária da Assembleia de Eurocidade do Guadiana, para conhecimento dos presentes.

    As palavras do presidente da câmara municipal de VRSA

    Álvaro Araújo, depois de empossado no cargo de presidente da Assembleia Geral, dirigiu palavras de apreço a Francisco Amaral, presidente cessante e a Alberto Fernandez, alcaide de Ayamonte.

    «Hoje é um dia muito especial, o dia em que o município de Vila Real de Santo António assume a presidência da mesa da Assembleia da Eurocidade do Guadiana» começou por dizer Álvaro Araújo, para depois lembrar que se estava, no Dia da Europa, a festejar a Eurocidade, e a comemorar o 11º aniversário da instituição.

    «Nos próximos dois anos, juntamente com Castro Marim e Ayamonte, ambicionamos continuar a elevar tudo que foi feito na Eurocidade de Guadiana para a comunidade local e na projeção exterior do nosso destino comum, uma fronteira líquida que nos une por meio do Rio Guadiana. Que esta nossa missão flua como este Rio Guadiana, contornando obstáculos, sem perder a sua essência.», continuou

    Prometeu espírito da missão e serviço, no modelo de governança partilhada. «Queremos que a Eurocidade de Guadiana seja uma realidade consolidada atrativa, desejada e reconhecida. Tudo isto em prol do desenvolvimento do nosso território,
    no marco dos valores europeus e dos agrupamentos da cooperação territorial
    .», afirmou.

    Depois disse que cooperação transfronteiriça é essencial na cultura, na educação, no turismo. «Há vários anos que é um sucesso e queremos que continue a ser como cooperação, como referido, mas também como aposta no reforço do acesso aos fundos europeus que nos permitam alavancar os projetos e ações que são ambicionados, e trabalhados nos distintos documentos estratégicos devolvidos no seio do Projeto Euroguadiana 2020».

    «Queremos que a Eurocidade do Guadiana formada por estes três municípios seja um território de excelência turística acessível como modelo de gestão entre dois países que se unem para dar o melhor para os seus cidadãos. Queremos soluções eficientes, neste espaço fronteiro, soluções e ações que permitam uma melhor qualidade de vida que potenciem um espaço atrativo de visitar e estar. Queremos bem estar. Somos o agrupamento europeu mais a sul de Europa

    É de opinião que a cooperação transfronteiriça, entre dois países e três municípios, traz um valor acrescentado no desenvolvimento do território, «como um todo que é indiscutível e nos permites pensar e atuar no território com sentido de escala maior dimensão, aos diferentes níveis da atuação supera municipal».

    Terminou apelando à união, a contar com todos, comunidade local, empresas, entidades regionais, associações, coletivos dos três municípios para que participem nas ações da Eurocidade, vivam na Eurocidade, disfrutem do que ela tem de melhor e sejam parte desta realidade.

    A CCDR do Algarve fez-se representar pela doutora Maria Loudes de Carvalho.

  • Maio é o mês da vila do Marquês

    Maio é o mês da vila do Marquês

    Maio é mês das celebrações da fundação da cidade de Vila Real de Santo António e vai ser festejado com a edição do livro de poesia «Margens Livres», pelos Poetas do Guadiana, já amanhã, dia 3, prosseguindo as cerimónias no dia da fundação, dia 13, e o festival histórico «Vila Real de Santo António Setecentista», nos dias 17, 18 e 19.

    Livro "Margens Livres", poesia, cravo vermelho na capa.

    Trata-se da segunda edição do Festival Histórico «Vila Real de Santo António Setecentista», classificado como «evento âncora», integrando recriações históricas, cortejos, espetáculos e animação de entradas livres, com a duração de três dias.

    O festival pretende retratar a vida quotidiana da então vila, no século XVIII, e destacar a sua importância histórica, cultural e social. Ao mesmo tempo, assinalar o 248º aniversário da fundação de Vila Real de Santo António. Inaugura também a contagem decrescente das celebrações dos seus dois séculos e meio de história.

    O festival é composto por recriações, cortejos, espetáculos e animações, terminando nos mercados e banquetes, dando motivos para visitas à cidade e à evocação das personagens de época, dentro do traçado urbano da zona histórica e salientando a imponência da Praça Marquês de Pombal.

    Animação, teatralizações que retratam episódios da história de Vila Real de Santo António, em transversalidade com a História de Portugal, recriações, mercados, gastronomia e espetáculos com muita luz e cor espalhados por vários palcos, são outros dos atrativos.

    Cortejos históricos e mercados

    Os cortejos pelas ruas do Centro Histórico são considerados pontos altos do evento, reavivando uma tradição já enraizada na cidade que costumam atrair centenas de pessoas.

    Ao longo do fim de semana, haverá ainda teatro circense, com diversos ambientes cénicos, retratando episódios históricos ou cenas da vida quotidiana. O Destaque vai também para os concertos musicais e para os espetáculos de danças barrocas.

    No mercado, serão vendidos manjares frescos e acepipes doces, além do artesanato tradicional, tudo rematado com um conjunto de divertimentos para os mais novos.

    O Banquete

    No sábado, dia 18 de maio, um dos pontos altos da noite será o banquete, no Centro Cultural António Aleixo. Aqui, os comensais terão a oportunidade de desfrutar do requinte e da magia de um manjar em homenagem a D. José I.

    Os protocolos, a etiqueta, a gastronomia da época e espetáculos variados fazem parte do menu.

    Espetáculo de videomapping

    Além de um intenso programa de animação, o último dia do festival, a 19 de maio (domingo), encerra com chave de ouro: um grandioso espetáculo final de videomapping, na Avenida da República, frente ao Rio Guadiana, onde não faltará cor, luz e música.

    À exceção do banquete, todos os eventos têm entrada livre.

  • A aula aberta na Secundária do senhor Governador

    A aula aberta na Secundária do senhor Governador

    A iniciativa procurou proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora, numa ótica de partilha de experiências e de pontos de vista, em que tiveram a oportunidade de colocar perguntas ao Governador do Banco de Portugal, ele que estudou como aluno naquele estabelecimento de ensino,

    Nascido em Olhão, em 1966, Mário Centeno viveu em Vila Real de Santo António durante toda a infância e parte da adolescência, até aos 15 anos, mudado, depois, para Lisboa.

    Mário Centeno é, desde julho de 2020, Governador do Banco de Portugal, tendo-se doutorado em Economia pela Universidade de Harvard em 2000. Foi ministro das Finanças entre 2015 e 2020, nos governos de António Costa.

    Veja a aula em Guadinforma