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Etiqueta: VRSA

  • Pequeno Incêndio em Centro de Abate de Veículos em Vila Real de Santo António

    Pequeno Incêndio em Centro de Abate de Veículos em Vila Real de Santo António

    Mobilizados Bombeiros em Vila Real de Santo António

    Um incêndio de pequenas dimensões deflagrou, ao final da tarde de quinta-feira, no Centro de Abate de Veículos localizado na zona industrial de Vila Real de Santo António, gerando uma significativa quantidade de fumo.

    O alerta foi dado às 16h55, mobilizando de imediato um conjunto de meios de socorro para o local. Segundo informações apuradas, a rápida intervenção dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, apoiados pela PSP de Vila Real de Santo António, permitiu controlar a situação e evitar a propagação das chamas.

    No total, foram mobilizados 11 operacionais, apoiados por 3 veículos. Dada a natureza do material presente num centro de abate de veículos – que inclui substâncias altamente inflamáveis e potencialmente tóxicas como óleos, combustíveis, plásticos e baterias – foi acionada a triangulação diferenciada, com a colaboração da Companhia de Sapadores Bombeiros de Tavira e dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim.

    Apesar da visibilidade do fumo, não há registo de feridos e as causas do incêndio estão agora a ser apuradas pelas autoridades competentes. A rápida resposta dos bombeiros foi crucial para minimizar os danos e evitar uma possível catástrofe ambiental, considerando o potencial de risco associado a este tipo de instalações.

    Com

    Arenilha TV

  • A Igreja de Pombal

    A Igreja de Pombal

    A Palestra de D. Manuel Clemente

    O Marquês e a Igreja: Uma Realidade Indissociável

    D. Manuel Clemente propõe uma mudança de perspetiva: em vez de “Pombal e a Igreja”, deve falar-se da “Igreja de Pombal”. No século XVIII, Portugal era um país confessional onde a distinção entre cidadão e fiel era quase inexistente, sendo o batismo o único registo civil.

    Pombal não agia como um elemento externo à Igreja, mas como um cristão inserido numa visão regalista e galicana. Nesta conceção, o Estado (o Rei) detinha a preponderância sobre os assuntos eclesiásticos nacionais, embora mantendo a ligação espiritual a Roma.O Marquês e a Igreja

    D. Manuel Clemente propõe uma mudança de perspetiva: em vez de “Pombal e a Igreja”, deve falar-se da “Igreja de Pombal”. No século XVIII, Portugal era um país confessional onde a distinção entre cidadão e fiel era quase inexistente, sendo o batismo o único registo civil.

    Pombal não agia como um elemento externo à Igreja, mas como um cristão inserido numa visão regalista e galicana. Nesta conceção, o Estado (o Rei) detinha a preponderância sobre os assuntos eclesiásticos nacionais, embora mantendo a ligação espiritual a Roma.

    O Despotismo Iluminado e a Centralização do Poder

    A governação pombalina é definida pelo binómio “Despotismo e Unidade”.

    • Poder Absoluto: Pombal reforçou o poder real ao máximo, substituindo organismos autónomos por institutos dependentes da coroa.
    • Urgência da Reconstrução: A sua ascensão definitiva ocorreu após o Terramoto de 1755, onde a sua firmeza em Lisboa contrastou com a fragilidade da corte e abalou o otimismo europeu da época.

    O Conflito com a Companhia de Jesus

    Um dos pontos centrais da palestra foi a expulsão dos Jesuítas em 1759. D. Manuel Clemente esclarece que este embate não foi uma luta contra o catolicismo, mas uma disputa de poder e influência:

    1. Resistência nas Missões: O conflito começou com a oposição jesuíta ao Tratado de Madrid (1750) nas “reduções” da América do Sul, o que Pombal considerou uma afronta intolerável ao poder real.
    2. O Atentado ao Rei: Pombal aproveitou o atentado contra D. José I (Processo dos Távoras) para incriminar e eliminar a influência jesuíta e a alta nobreza.
    3. Propaganda e Extinção: Pombal moveu uma campanha internacional de propaganda antijesuítica, culminando na extinção da Ordem pelo Papa em 1773.

    A Reforma da “Jacobeia” e o Iluminismo Católico

    O orador destacou que Pombal estava rodeado de clérigos influentes e “boa gente” da Igreja que apoiavam as suas reformas. Entre eles, destaca-se Frei Manuel do Cenáculo, um dos grandes reformadores do ensino e membro da Jacobeia — um movimento que pretendia regenerar a vida religiosa. Este “Iluminismo Católico” procurava conciliar a fé com o progresso das ciências e da razão.


    Vila Real de Santo António: A Cidade Iluminista

    A fundação de Vila Real de Santo António (VRSA) é apresentada como a tradução física e estética destas ideias.

    • Geometria e Ordem: Ao contrário do estilo barroco (curvo e ornamentado), VRSA segue o modelo da Baixa Pombalina: neoclássica, retilínea, geométrica e unificada.
    • O Rei no Centro: A praça central, inspirada no Terreiro do Paço, simboliza a nova ordem social onde o poder central (o Estado) organiza a vida pública e económica.

    Conclusão

    A palestra concluiu que o legado de Pombal em VRSA é o fruto de uma época onde a Igreja e o Estado, embora em tensão, partilhavam a missão de reorganizar o país sob as luzes da razão e a autoridade soberana do monarca.

    O Despotismo Iluminado e a Centralização do Poder

    A governação pombalina é definida pelo binómio “Despotismo e Unidade”.

    • Poder Absoluto: Pombal reforçou o poder real ao máximo, substituindo organismos autónomos por institutos dependentes da coroa.
    • Urgência da Reconstrução: A sua ascensão definitiva ocorreu após o Terramoto de 1755, onde a sua firmeza em Lisboa contrastou com a fragilidade da corte e abalou o otimismo europeu da época.

    O Conflito com a Companhia de Jesus

    Um dos pontos centrais da palestra foi a expulsão dos Jesuítas em 1759. D. Manuel Clemente esclarece que este embate não foi uma luta contra o catolicismo, mas uma disputa de poder e influência:

    1. Resistência nas Missões: O conflito começou com a oposição jesuíta ao Tratado de Madrid (1750) nas “reduções” da América do Sul, o que Pombal considerou uma afronta intolerável ao poder real.
    2. O Atentado ao Rei: Pombal aproveitou o atentado contra D. José I (Processo dos Távoras) para incriminar e eliminar a influência jesuíta e a alta nobreza.
    3. Propaganda e Extinção: Pombal moveu uma campanha internacional de propaganda antijesuítica, culminando na extinção da Ordem pelo Papa em 1773.

    A Reforma da “Jacobeia” e o Iluminismo Católico

    O orador destacou que Pombal estava rodeado de clérigos influentes e “boa gente” da Igreja que apoiavam as suas reformas. Entre eles, destaca-se Frei Manuel do Cenáculo, um dos grandes reformadores do ensino e membro da Jacobeia — um movimento que pretendia regenerar a vida religiosa. Este “Iluminismo Católico” procurava conciliar a fé com o progresso das ciências e da razão.


    Vila Real de Santo António: A Cidade Iluminista

    A fundação de Vila Real de Santo António (VRSA) é apresentada como a tradução física e estética destas ideias.

    • Geometria e Ordem: Ao contrário do estilo barroco (curvo e ornamentado), VRSA segue o modelo da Baixa Pombalina: neoclássica, retilínea, geométrica e unificada.
    • O Rei no Centro: A praça central, inspirada no Terreiro do Paço, simboliza a nova ordem social onde o poder central (o Estado) organiza a vida pública e económica.

    Conclusão

    A palestra concluiu que o legado de Pombal em VRSA é o fruto de uma época onde a Igreja e o Estado, embora em tensão, partilhavam a missão de reorganizar o país sob as luzes da razão e a autoridade soberana do monarca.

    José Estêvão Cruz com

    NotebookLM

    Fotografia: Eclésia

  • Vila Real de Santo António homenageia personalidades no Dia da Cidade

    Vila Real de Santo António homenageia personalidades no Dia da Cidade

    𝗦𝗲𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗦𝗼𝗹𝗲𝗻𝗲 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗻𝗮𝗹𝗼𝘂 𝗼 𝗗𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗖𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗼𝘀 𝟮𝟱𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗥𝗦𝗔

    O Centro Cultural António Aleixo acolheu, esta quarta-feira, dia 13 de maio, a Sessão Solene Comemorativa integrada nas celebrações do Dia da Cidade e dos 250 anos da fundação de Vila Real de Santo António.

    A cerimónia ficou marcada por vários momentos institucionais, musicais e de homenagem, reconhecendo personalidades, entidades, militares e funcionários que, ao longo do tempo, contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do concelho e para a afirmação da comunidade vila-realense.

    Durante a sessão foram atribuídas medalhas municipais de honra e mérito em diferentes áreas, bem como condecorações da Liga dos Combatentes e homenagens a funcionários reformados do Município.

    A cerimónia encerrou com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, num momento de evocação da história, identidade e futuro do concelho, contando ainda com diversos momentos musicais ao longo da sessão.

    750 Anos

    𝗣𝗲𝗿𝘀𝗼𝗻𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗘𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗛𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗮𝗱𝗮𝘀:

    🔹 𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗛𝗼𝗻𝗿𝗮

    Professora Doutora Maria Alexandra Anica Teodósio.

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗘𝗺𝗽𝗿𝗲𝘀𝗮𝗿𝗶𝗮𝗹

    Frusoal – Frutas do Sotavento Algarve, Lda., Nautiber, Sociedade Turística Vasco da Gama

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹

    ABC – Academia de Ballet Contemporâneo, Conservatório de Vila Real de Santo António, Grupo Musical Sérgio Peres, Dr. António Manuel Cipriano Cabrita,

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼

    ▪️ Grupo de Escoteiros n.º 60 de Vila Real de Santo António, José Manuel Militão, a título póstumo, Joaquim Manuel Henrique Félix, a título póstumo, Valério Miguel de Sousa Fernandes — “Valério Chaveta”, a título póstumo

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹

    António Manuel Gutierres Setúbal, Dr. Mário Augusto Dias de Sousa, Dr. Manuel José dos Mártires Rodrigues, Professor António Pires Guerreiro Nicolau — Mestre Nicolau, a título póstumo.

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼

    Sr. Dr. Miguel Ângelo Machado Vairinhos.

    𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗠𝗲́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗦𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹

    D. Constância do Carmo Viegas Nené, a título póstumo.

    𝗛𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮𝗼𝘀 𝗺𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗟𝗶𝗴𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗼𝗺𝗯𝗮𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀

    Senhor Coronel Raúl Miguel Socorro Folques — Medalha de Honra ao Mérito, Grau Ouro, Sócio António Correia Vidal — Medalha de Bons Serviços, Grau Ouro, Sócio António Custódio Ribeiro Machado — Medalha de Bons Serviços, Grau Ouro, Sócio Hugo Reinaldo Salvador Cavaco — Medalha de Bons Serviços, Grau Ouro, Sócia Lídia Maria Martins Amaro Ribeiro Machado — Medalha de Bons Serviços, Grau Ouro.

    𝗛𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮𝗼𝘀 𝗙𝘂𝗻𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗥𝗲𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗱𝗼𝘀

    Mário Carlos Camacho Ramos, Emídio de Jesus Cerina Padesca Carlos, Guiomar Pereira da Palma, Fernando da Conceição Gomes Lima, Maria de Fátima Catarro Agostinho Ruivinho, Carminda Deus Gutierres Gomes, Etelvina Maria Marreirias Orelhas Madeira, Maria do Rosário Guerreiro Pereira Cavaco, Luís Manuel Matos da Silva.

  • Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio

    Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio

    Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio em ano em que celebra 250 anos da Fundação

    Vila Real de Santo António prepara-se para comemorar, no próximo dia 14 de abril, o 120º aniversário da chegada do comboio à cidade, um marco histórico que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento económico e social do concelho.

    As celebrações terão lugar na Estação Ferroviária de Vila Real de Santo António, a partir das 18:00 horas, com o objetivo de recordar e honrar o dia em que a ligação ferroviária reforçou a integração da cidade no país e impulsionou o seu crescimento.

    O programa comemorativo inclui um apontamento musical na estação, procurando criar um ambiente que evoque a importância do caminho de ferro para a região ao longo do último século.

    «Esta iniciativa visa reconhecer o papel fundamental da ferrovia na coesão territorial e na mobilidade da população“», afirmou fonte da autarquia, sublinhando a relevância histórica da efeméride.

    A cerimónia é aberta ao público e conta com a colaboração da Infraestruturas de Portugal e da CP – Comboios de Portugal.

    A autarquia convida a população a participar nas comemorações e a celebrar este importante momento na história de Vila Real de Santo António.

  • Nos 250 anos da cidade Pombalina

    Nos 250 anos da cidade Pombalina

    Memória e Identidade: Vila Real de Santo António em Destaque na Sociedade de Geografia de Lisboa

    Num encontro que uniu o rigor académico ao fervor identitário, a histórica Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) abriu as suas portas para uma jornada cultural inteiramente dedicada a Vila Real de Santo António (VRSA).

    O evento celebrou não apenas o traçado iluminista da “Vila de Pombal”, mas também o seu papel crucial na história económica e social do Algarve e do país.

    O Palco da História

    O imponente Auditório da SGL serviu de cenário para uma análise profunda sobre a génese da cidade. Fundada em 1774 por ordem do Marquês de Pombal, VRSA é frequentemente citada como um exemplo máximo de urbanismo planeado.

    Durante a jornada, especialistas e entusiastas debateram como a cidade se ergueu das areias em tempo recorde, servindo como uma afirmação de soberania nacional junto à fronteira espanhola.

    Painéis e Temáticas

    A jornada foi estruturada em diversos eixos que ligam o passado ao futuro, com a discussões sobre a simetria das ruas e a importância da Praça Marquês de Pombal como centro nevrálgico.

    Quanto ao Património Industrial foi abordado o legado das conservas de peixe e a ligação umbilical ao Rio Guadiana

    A preservação das tradições locais e a promoção de VRSA como um destino de turismo cultural e desportivo de elite, foi painel de cultura e sociedade

    O objetivo de tratar o caso de Vila Real de Santo António na Sociedade de Geografia, mais do que um ato de descentralização cultural constitui o reconhecimento de que a periferia geográfica de Portugal é, muitas vezes, o centro da nossa resiliência e inovação histórica.

    Um Olhar sobre o Guadiana

    A celebração não esqueceu a vertente transfronteiriça. A relação com a vizinha Ayamonte e o papel do Rio Guadiana como via de comunicação e elemento de união foram destacados como fundamentais para compreender a identidade “vilarrealense”.

    Esta jornada cultural insere-se num esforço contínuo de autarquias e associações locais para elevar o património de Vila Real de Santo António a novos patamares de reconhecimento nacional, reforçando a candidatura das suas áreas históricas a distinções de conservação e valorização urbanística.

  • A fundação de Vila Real de Santo António –  Vídeo

    A fundação de Vila Real de Santo António – Vídeo

    Este vídeo resume o conteúdo de um artigo publicado em 1981 na Revista de Administração Democrática – PODERL LOCAL, sobre a construção, fundação e destino de Vila Real de Santo António, quanto aos objetivos, natureza e evolução como urbe Pombalina.

    No vídeo existe uma nota de como foi criado e executado.

    ./Redação – José Estevão Cruz

  • Dobradinha Histórica: Atletas de Vila Real de Santo António Conquistam Ouro e Prata

    Dobradinha Histórica: Atletas de Vila Real de Santo António Conquistam Ouro e Prata

    Nacionais de Ciclismo de Pista

    Os Campeonatos Nacionais de Pista, que se realizaram recentemente no Centro de Alto Rendimento do Velódromo Nacional de Sangalhos, foram palco de um feito notável para o concelho de Vila Real de Santo António (VRSA).

    Dois atletas oriundos da região, David Costa e Ângelo Correia, asseguraram uma ‘dobradinha’ histórica, elevando o nome do município ao mais alto nível do ciclismo nacional.

    O grande destaque da participação vilarealense deu-se na exigente prova do quilómetro, inserida na classe C4. Esta disciplina, que exige força máxima e precisão cronométrica, foi totalmente dominada pelos representantes de VRSA.

    David Costa demonstrou um desempenho excecional, sagrando-se Campeão Nacional. A festa ficou completa com o colega Ângelo Correia, que garantiu a medalha de prata e conquistou o prestigiado título de Vice-Campeão Nacional.

    Este domínio total do pódio — com ouro e prata a viajarem para Vila Real de Santo António — representa um momento de enorme orgulho desportivo para a comunidade local.

    Ambos os atletas competiram em mais do que uma disciplina ao longo do evento. Além da prova de velocidade pura do quilómetro, David Costa e Ângelo Correia participaram também na prova de eliminação, sublinhando a sua versatilidade e a dedicação ao ciclismo de pista.

    Este sucesso alcançado em Sangalhos não é apenas um triunfo individual para David Costa e Ângelo Correia, mas também uma validação do trabalho desenvolvido na promoção do desporto em Vila Real de Santo António. O concelho reafirma assim a sua posição como um viveiro de talentos, celebrando um feito que inspira a comunidade desportiva.

    por Redacção GEM-DIGI e parceria Arenilha TV

  • Feira da Praia coincide com Eleições Autárquicas

    Feira da Praia coincide com Eleições Autárquicas

    A Feira da Praia volta este fim de semana a transformar Vila Real de Santo António numa verdadeira festa. Tendo iniciado no passado dia 8 prolonga-se até 15 de outubro, reunindo milhares de visitantes portugueses e espanhóis no centro histórico da cidade.

    Este evento multicentenário, com raízes que remontam a 1765, cresceu de uma feira junto ao areal de Monte Gordo para se tornar numa das maiores mostras comerciais do Baixo Guadiana.

    Ao percorrer a Avenida da República e a Praça Marquês de Pombal, o ambiente é vibrante, com dezenas de expositores a oferecer desde roupas, calçado, artigos de casa e utensílios, a artesanato e brinquedos, sem esquecer as irresistíveis bancas de doçaria e produtos locais, como frutos secos, queijos, enchidos e legumes. A restauração também faz parte, com petiscos tradicionais e algumas novidades gastronómicas regionais ao dispor.

    A edição destaca-se, como sempre, pela forte afluência de turistas espanhóis, acima de tudo no dia 12, feriado em Espanha, mantendo o caráter transfronteiriço do certame e reforçando os laços ibéricos da cidade. O espaço de diversão para crianças e famílias complementa a oferta, tornando a visita aprazível para todos.

    Nas ruas, nota-se a envolvência das associações locais, a alegria contagiante dos comerciantes e animação musical e cultural a pautar os dias e noites do evento – seja com artistas de rua, pequenas bandas, ou demonstrações de artes manuais ao vivo. Para os habitantes, é tempo de reencontros, de revisitar tradições e de valorizar uma feira que continua a marcar a identidade de VRSA.

    Se visitar, não deixe de experimentar os sabores regionais, conversar com os artesãos, e sentir a energia única da cidade nestes dias de festa partilhada entre Portugal e Espanha.

    Resumo apoiado por Perplexity
  • Câmara de Vila Real de Santo António recupera gestão da alfândega histórica

    Câmara de Vila Real de Santo António recupera gestão da alfândega histórica

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António anunciou o regresso da Casa da Alfândega, um edifício histórico emblemático, à gestão pública.

    O acordo foi alcançado através de um aditamento ao contrato de exploração celebrado em 2015 com a empresa concessionária do Hotel Bordoy Grand House Algarve (anteriormente Hotel Guadiana).

    O contrato inicial, que previa a exploração do Hotel Guadiana e do edifício da Alfândega até 2045, foi revisto permitindo que a Casa da Alfândega regresse à gestão municipal 20 anos antes do prazo originalmente estabelecido. A autarquia justifica a decisão com a necessidade de colocar o edifício, que se encontrava encerrado, ao serviço dos munícipes e visitantes.

    Segundo a Câmara Municipal, o acordo não acarretou custos adicionais para as finanças municipais, sendo que a resolução foi alcançada através da cedência de outro imóvel à empresa, mantendo inalterados os termos contratuais relativos à exploração do hotel.

    A autarquia planeia agora transformar a Casa da Alfândega numa unidade expositiva e sede para serviços municipais ligados à preservação do património.

    A Casa da Alfândega integra o Conjunto de Interesse Público do Núcleo Histórico Pombalino de Vila Real de Santo António e representa um marco importante na história da cidade. Inaugurada durante a edificação da vila pombalina, a sua localização estratégica junto às Sociedades de Pesca divide a cidade em duas metades simétricas.

    A sua arquitetura, caracterizada pelos seus dois torreões de vigilância, desempenhou um papel crucial na cobrança de impostos sobre as trocas comerciais com Espanha e no combate ao contrabando, tendo sido fundamental na fundação de Vila Real de Santo António.

    Este regresso à gestão municipal, segundo a Câmara Municipal, reforça o compromisso da autarquia com a proteção e valorização do legado histórico da cidade.

  • Aulas de Taekwondo começam em VRSA, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

    Aulas de Taekwondo começam em VRSA, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

    O Taekwondo Clube de Vila Real de Santo António anuncia o início da temporada de aulas 2025/2026, com treinos disponíveis em três localidades do concelho: Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela. As sessões são para ambos os sexos.

    Em Vila Real de Santo António, os treinos iniciam-se a 16 de setembro no Ginásio n.º 2 do Estádio Municipal. As aulas destinam-se a participantes com mais de 10 anos e decorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h00 às 20h00. O mestre é José Teixeira.

    Para a localidade de Monte Gordo, o arranque está marcado para 22 de setembro, no ginásio da Escola Básica 2º e 3º ciclos. As aulas são para crianças e jovens dos 5 aos 13 anos, com treinos às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h00 às 19h00. O mestre responsável é Rogério Rosa.

    Em Vila Nova de Cacela, os treinos já começaram a 9 de setembro no Pavilhão Municipal. As sessões são para crianças a partir dos 5 anos e acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h00 às 20h30. O mestre é também Rogério Rosa.

    Para mais informações, os interessados podem contactar o Mestre José Teixeira, para a localidade de Vila Real de Santo António, através do número 919268470, e o Mestre Rogério Rosa, para as localidades de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, através do número 962532800.

  • Inaugurado o Skate Park de VRSA

    Inaugurado o Skate Park de VRSA

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António (VRSA) assinalou o Dia Internacional da Juventude, a 12 de agosto, com um programa dedicado aos jovens do concelho, destacando-se a inauguração do novo Skate Park da cidade.

    O novo Skate Park, construído com um investimento de cerca de 93 mil euros, está integrado no Complexo Desportivo de VRSA e foi projetado para acomodar atletas de diferentes níveis de experiência. A infraestrutura oferece condições modernas, seguras e inclusivas para a prática de desportos urbanos como skate, BMX e patins.

    A pista inclui diversos elementos como quarter, pirâmide, murete inclinado, bank, corrimão e curb, proporcionando uma variedade de desafios para os praticantes.

    A cerimónia de inauguração decorreu junto ao parque infantil do Complexo Desportivo, onde re realizou uma atuação de dança. Aos discursos oficiais seguiu-se um emotivo d coletivo descerramento da placa.

    As primeiras voltas inaugurais foram realizadas com a participação de atletas locais e dinamizadas pela Associação WallRide com uma aula de skate aberta ao público.

    Segundo a Câmara Municipal, a construção deste novo espaço representa um investimento estratégico na área da juventude, reforçando o compromisso com a criação de infraestruturas que incentivem estilos de vida ativos e saudáveis. A primeira pedra do projeto foi lançada simbolicamente a 12 de agosto de 2024, no âmbito do Dia Internacional da Juventude, dando início a um projeto aguardado pela comunidade jovem do concelho.

    As comemorações do Dia Internacional da Juventude prolongaram-se pela noite, no Jardim da Avenida da República.

  • Comemorações do Dia da Andaluzia

    Comemorações do Dia da Andaluzia

    **Comemorações do Dia da Andaluzia em Huelva e Ayamonte destacam cooperação transfronteiriça**

    Amanhã, dia 28 de fevereiro, a Andaluzia celebra o seu dia autonómico, marcando o referendo de 1980 que concedeu autonomia à região. As cidades de Huelva e Ayamonte preparam uma série de eventos culturais e festivos para assinalar a data, reforçando os laços culturais e históricos com a região vizinha do Algarve, em Portugal.

    Em Huelva, capital da província homónima, as comemorações do Dia da Andaluzia incluem uma variedade de atividades culturais e religiosas. A cidade acolhe procissões e festividades que destacam o rico património religioso da região.

    Estas celebrações são parte integrante da campanha «Em Corpo e Alma», lançada recentemente na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), que visa promover o turismo religioso nos municípios do Baixo Guadiana.


    Ayamonte: Carnaval e festividades locais

    Em Ayamonte, as festividades do Dia da Andaluzia coincidem com o início do Carnaval, proporcionando aos residentes e visitantes uma experiência festiva única. O Carnaval de Ayamonte, que se estende de 27 de fevereiro a 7 de março, inclui desfiles, música e outras atividades culturais que celebram as tradições locais.

    Eurocidade do Guadiana: Fortalecimento dos laços culturais

    A Eurocidade do Guadiana, uma iniciativa de cooperação transfronteiriça que integra os municípios de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Ayamonte, desempenha um papel significativo nas comemorações.

    Recentemente, foi assinado um acordo entre estas autarquias, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) e a Região de Turismo do Algarve, com o objetivo de reforçar a cooperação cultural na área fronteiriça.

    Este acordo prevê a criação de programas musicais de qualidade e o intercâmbio cultural entre os territórios, promovendo atividades que destacam os valores culturais partilhados. citeturn0search10

    Estas iniciativas refletem o compromisso contínuo das regiões do Algarve e da Andaluzia em fortalecer os seus laços culturais e históricos, proporcionando aos cidadãos e visitantes uma celebração rica em tradições e cooperação transfronteiriça.

  • Opinião | A joia da coroa de Vila Real de Santo António

    Opinião | A joia da coroa de Vila Real de Santo António


    Tudo o que já deveria ter sido feito!

    Na realidade Vila Real de Santo António tem uma das joias por lapidar mais importantes do concelho, no sentido de se fazer um projecto verde, verdadeiramente estruturante para a economia e turismo local.

    A zona do pontão de Vila Real de Santo António necessita, com urgência, de uma intervenção de qualidade ambiental que faça, definitivamente, a requalificação daquela zona da cidade de Vila Real de Santo António e seja um polo atrativo para visitantes e locais, com a manutenção da qualidade ambiental e características únicas daquela zona esquecida de Vila Real de Santo Antonio.

    A entrada necessita desde já um projecto interpretativo de Santo António de Arenilha. a aldeia piscatória que tinha igreja e casas onde se alojavam os pescadores e primeiros habitantes de Vila Real de Santo Antonio, verdadeiro embrião da nossa cidade, e como forma de perseverar a nossa identidade e a origem dos nossos antepassados.

    Relembrar que o sino da igreja de Santo António de Arenilha, encontra-se no museu do Castelo de Castro Marim.

    O pontão necessita urgentemente de obras de pavimentação e de implantação de condições de segurança, sinalização e adequação do espaço, para que haja uma circulação segura e para que não voltem a acontecer acidentes como o que tivemos recentemente com Carla Leal.

    A implementação de energias alternativas, numa zona bastante ensolarada, convida necessariamente o municipio a instalar uma rede de iluminação pública inovadora, completamente autónoma da EDP, sem os custos associados a ramais e a consumos de energia, desnecessários e bastantes onerosos, sabendo que existem verbas do fundo ambiental e do PRR.

    A pavimentação adequada, com alcatrão permeável ambiental, da estrada que leva até ao Caramelo com uma ciclovia, em TOPMIX PERMEABLE, nome dado a este revolucionário material que promete uma gestão eficiente de águas pluviais, gestão ambiental, custos reduzidos e facilidade na sua aplicação.

    Como a instalação de uma estrutura em madeira que permita, em toda a longitude da via, o estacionamento em espinha, o qual dará lugar ao quádruplo dos carros que estacionam atualmente no local.

    A requalificação dos passadiços de acesso à praia assim como a ligação dos mesmos ao passadiço de monte gordo como forma de aliviar a massificação da praia de monte gordo.

    Um dos grandes problemas atuais de Monte Gordo é a massificação desordenada do afluxo turístico entre julho e setembro, criando grandes constrangimentos da atividade que devia ser prazenteira e tornar-se, em muitos casos, um inferno estival, gerando muitas críticas e a desvalorização da oferta, quando, na realidade, deveríamos avançar para a certificação de Monte Gordo como um dos melhores destinos turísticos do Mundo.

    É necessária A criação de dezenas de marcos de incêndio, na longitude da praia de Santo Antonio até Monte Gordo, com furos a utilizar, água do subsolo como forma de precaução para futuros incêndios deveras previsíveis atendendo à galopante alteração climática.

    Também a instalação de pequenas bombas de rega com relógios, movidas a energia solar, como forma de arborizar a zona entre o pinhal e a estrada de acesso à praia, criando comodas zonas de lazer e de descanso para peões e atletas.

    Vila Real de Santo António necessita urgentemente desta intervenção. Lembramos que muitos visitantes preferem a cidade para passar ferias, ao invés de zonas turísticas descaraterizadas;preferem uma cidade com o centro comercial a céu aberto dinâmico e atraente, com comércio de qualidade com serviços com alma, com rio, com Espanha e com todo o levante incluindo os concelhos vizinhos de Alcoutim e Castro Marim, que com o nosso concelho também têm motivos vários de atracção cultural.

    Nota: Luis Camarada membro do Conselho Estratégico Municipal, tendo dado esta solução de investimento em várias reuniões do Conselho.

  • Opinião | O estacionamento no centro da cidade

    Opinião | O estacionamento no centro da cidade

    O estacionamento pago em Vila Real de Santo António é uma praga que prejudica o comércio na cidade Pombalina, afirma o comerciante e hoteleiro Luís Camarada.

    O estacionamento na cidade de Vila Real de Santo António foi já declarado como uma inutilidade por parte das autoridades municipais, mas a empresa concessionária apresentou uma providência cautelar que contesta a opinião do município.

    São conhecidos os meandros com que se regem os processos jurídicos e os tempos lentos para que os mesmos se concluam, em decisões concretas.

    Publicamos o texto do Facebook partilhado em VRSA + Espetacular:

    O estacionamento pago em Vila Real de Santo António tornou-se um dos maiores obstáculos para o comércio local. Numa cidade histórica e turística, onde o comércio de proximidade é vital para a economia, a imposição de taxas elevadas para estacionar tem afastado clientes, prejudicado os negócios e descaracterizado a experiência de quem visita ou vive na cidade.

    Impacto no Comércio Local
    Os comerciantes de Vila Real de Santo António têm sentido na pele os efeitos negativos desta medida. Muitos clientes evitam deslocar-se ao centro para fazer compras ou frequentar cafés e restaurantes devido aos custos do estacionamento. Em contrapartida, preferem dirigir-se a grandes superfícies comerciais nas redondezas, onde o estacionamento é gratuito e conveniente.

    A consequência direta é a quebra de receitas para os pequenos negócios, muitos dos quais já enfrentam dificuldades devido à sazonalidade turística e à concorrência das compras online. Para agravar a situação, o estacionamento pago também desmotiva a permanência prolongada dos visitantes, que acabam por limitar o tempo passado na cidade para evitar custos adicionais.

    Menos Visitantes, Mais Comércio Fechado
    Além dos clientes locais, os turistas, essenciais para a economia da cidade, também são afetados. Muitos chegam a Vila Real de Santo António de carro e, ao depararem-se com a falta de opções acessíveis de estacionamento, optam por visitar outras localidades da região, como Monte Gordo ou Ayamonte, onde a experiência é mais cómoda.

    O resultado? Um centro histórico menos movimentado, lojas fechadas e uma cidade que perde progressivamente a sua vitalidade comercial.

    Alternativas para uma Solução Justa
    Embora a gestão do estacionamento seja necessária para evitar congestionamentos e garantir a rotatividade de veículos, há soluções mais equilibradas que podem beneficiar tanto o comércio como os automobilistas. Algumas alternativas viáveis incluem:

    • Primeiros 30 a 60 minutos gratuitos: Permitiria que os clientes fizessem compras rápidas sem o peso adicional de taxas.
    • Tarifas reduzidas para residentes e comerciantes: Uma medida que beneficiaria quem vive e trabalha na cidade.
    • Zonas de estacionamento gratuito em áreas próximas do centro: Com transportes de ligação eficientes para facilitar o acesso ao comércio.
    • Revisão dos horários de pagamento: Reduzir ou eliminar a cobrança em horários de menor movimento, como ao final do dia e fins de semana.
    • Conclusão
    • O estacionamento pago em Vila Real de Santo António, tal como está implementado, representa uma ameaça ao comércio tradicional e à vida económica da cidade. Medidas alternativas poderiam garantir um equilíbrio entre a necessidade de gestão do espaço urbano e a preservação do comércio local.
    • Se esta situação continuar inalterada, corremos o risco de transformar uma cidade vibrante e histórica num local fantasma, onde o comércio de rua se torna apenas uma memória do passado. Está na hora de repensar esta estratégia antes que seja tarde demais.

    Luis Camarada

  • Ordenamento do Território na Eurocidade do Guadiana

    Ordenamento do Território na Eurocidade do Guadiana

    A Eurocidade do Guadiana está a liderar um projeto piloto na UE de un plano conjunto de ordenamento do território em âmbito transfronteiriço, financiado pela União Europeia.

    Esta ação piloto decorre através da Direção-Geral da Política Regional e Urbana, da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa e da Mission Opérationale Transfrontàlier.

    Trata-se de um instrumento de planeamento territorial que abrange os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, sendo uma ação piloto, pioneira na União Europeia.

    Vem no seguimento do realizado no Observatório Transfronteiriço do Guadiana e através de um grupo de trabalho intermunicipal, onde foi apresentada a proposta às ações Resilient Borders, coordenadas pela Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE) e pela Mission Opérationale Transfrontàlier (MOT).

    Podas

    Uma vez aprovado o projeto, a Eurocidade do Guadiana vai já elaborar um documento para articular o previsto nos planos de ordenamento urbanístico e territorial que afetam a os três municipios.

    Deve também apresentar as opções necessárias para que os três municípios possam crescer «tendo complementariedade e as suas necessidades em prol de um crescimento harmonizado e sustentavel».

    A Eurocidade do Guadiana consolida-se, desta forma como um «referente em matéria de cooperação transfronteiriça a nível europeu. Com uma visão partilhada de desenvolvimento e uma longa trajetória de trabalho conjunto, esta região demonstrou os benefícios de uma gestão coordenada do território».

    A Eurocidade do Guadiana foi pioneira na elaboração de uma das primeiras agendas urbanas transfronteiriças da União Europeia.

    Este ambicioso projeto, juntamente com planos de gestão conjuntos em áreas-chave como o turismo e o património, são as bases para uma cooperação mais estreita e eficaz.

    Complexo Desportivo

    O ordenamento do espaço transfronteiriço permite à Eurocidade do Guadiana criar um território coerente e coeso, onde as autoridades competentes coordenam ações de forma conjunta.

    Esta sinergia deve facilitar a construção de infraestruturas necessárias, a criação de espaços públicos partilhados e a resposta coordenada a desafios comuns como as alterações climáticas ou a gestão de recursos naturais.

    Os benefícios desta cooperação afiguram-se múltiplos e traduzem-se numa melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, num maior desenvolvimento económico e numa maior competitividade das empresas do território. Ao trabalharem de forma conjunta, os municípios da Eurocidade do Guadiana conseguirão otimizar recursos, potenciar as suas fortalezas e fazer face aos seus desafios de forma mais eficaz.

    Crias de flamingos
  • A «pequena Lisboa» gabada em Espanha

    A «pequena Lisboa» gabada em Espanha

    Maria Prieto Garcia é redatora e gestora do portal turístico «Huelva, Tu Destino» e graduada en jornalismo pela Universidad de Sevilla. Publicou no «Huelva Información», um interessante artigo sobre Vila Real de Santo António, colocando em evidencia o que tem raízes históricas e classificando a cidade como a bonita e «A pequena Lisboa», que se situa a um salto de Huelva.

    Considera Vila Real de Santo António como um pequeno diamante em bruto que tem todo o encanto, mas vive bem sem a necessidade da massificação turística e se encontra rodeada de natureza selvagem, con ruas que recordam a capital portuguesa.

    Nota-se que ficou encantada com a cidade algarvia junto à foz do río Guadiana onde se elevam duas localidades que, «apesar de estarem situadas ao lado uma da outra, têm cada uma o seu carácter próprio e diferenciado, e não apenas pertencem a países distintos, como cada uma tem a sua singularisdade».

    E anota que, «enquanto Ayamonte é uma povoação de pescadores de Huelva, cheio de vida, que recebe o afluxo constante de visistantes pela sua beleza, praias e gastronomia, Vila Real de Santo António, em Portugal, destaque-se pela sua tranquilidade, elegância e uma arquitetura que recorda a sua capital, Lisboa».

    Importante para a promoção da cidade no mercado turístico espanhol, é que a publicação digital EsDiario recomenda uma escapada para se saciar destes destinos separados por apenas dois quilómetros de água, que se comunicam através da Ponte Internacional do Guadiana e pelo ferry que, em sua opinião, tem um preço simbólico.

    Maria Prieto Garcia iniciou a sua carreira profissional como repórter, redatora, editora e câmara na delegação de Sevilla de Agencia EFE, e como redatora e locutora na Cadena Ser e Onda Cero. Nos últimos anos tem trabalhado como redatora en meios locais como o Diario de Huelva e como gestora em varios departamentos de comunicación deportivos e gastronómicos.

    Veja o artigo do Huelva Información

    por José Estêvão Cruz
  • Vila Real de Santo António – Balanço 2024

    Vila Real de Santo António – Balanço 2024

    Em 2024, Vila Real de Santo António foi palco de diversos acontecimentos relevantes, conforme noticiado pelo portal Guadianadigital.com.

    Na economia e finanças municipais, o município anunciou uma significativa redução no passivo exigível, registando uma descida de 34,5% em 2023.

    Este feito posicionou Vila Real de Santo António entre os três municípios portugueses com maior redução percentual da dívida, conforme o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.

    A habitação gerou polémicas locais, devido ao anúncio da construção de habitações a custos controlados no Cine-Foz, com debates intensos. Declarações de um vereador do PSD alimentaram a controvérsia em torno deste projeto habitacional, refletindo divergências sobre a sua implementação.

    Na área do comércio e digitalização, o centro histórico pombalino iniciou um processo de digitalização do comércio local. As lojas da zona histórica serão integradas em plataformas de comércio eletrónico, numa estratégia de valorização e modernização do setor comercial.

    Quanto ao estacionamento e gestão urbana, a Câmara Municipal rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa ESSE, responsável pela gestão do estacionamento no concelho. A decisão baseou-se em fundamentos jurídicos relacionados com a gestão do espaço público e a prestação de serviços à comunidade.

    Na área do património industrial, as antigas fábricas de conservas da Ramirez, localizadas em Vila Real de Santo António, Matosinhos e Leça da Palmeira, permanecem devolutas e em avançado estado de degradação. Esta situação tem gerado preocupação entre autarquias e populações, suscitando debates sobre a preservação do património industrial.

    Na aquicultura e desenvolvimento sustentável, a empresa MSP – Mariculture Systems Portugal solicitou a atribuição de um Título de Atividade Aquícola para desenvolver um projeto inovador de aquicultura offshore nas águas de Vila Real de Santo António.

    Este empreendimento visa impulsionar a economia local através da produção sustentável de recursos marinhos. A fábrica está prestes a abrir portas.

    Na ambiente e requalificação, o Viveiro Florestal de Monte Gordo foi alvo de um projeto de requalificação. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em colaboração com o município, realizou uma sessão inaugural para marcar o início das obras, destacando a importância da conservação ambiental e do envolvimento comunitário.

    Estes eventos refletem um ano de transformações significativas em Vila Real de Santo António, abrangendo áreas como finanças municipais, habitação, comércio, gestão urbana, património industrial, desenvolvimento sustentável e conservação ambiental.

  • Fim do ano no Baixo Guadiana

    Fim do ano no Baixo Guadiana

    Durante o período de fim de ano, os municípios de Mértola, Alcoutim, Castro Marim, Vila Real de Santo António, em Portugal, e Ayamonte, em Espanha, oferecem diversas celebrações para residentes e visitantes.

    Mértola: Após um interregno de vários anos, Mértola retoma as celebrações de Passagem de Ano.

    No dia 31 de dezembro, a partir das 22h00, o Pavilhão Multiusos Expo Mértola será palco de um evento que inclui a atuação do artista José Malhoa, seguida de um espetáculo de fogo de artifício à meia-noite. A festa continua com a banda Hi-Fi, que animará o público com êxitos das décadas de 80 e 90.


    Alcoutim: No Cais de Alcoutim, a partir das 22h00 de 31 de dezembro, haverá música e baile popular com Valter Reis. À meia-noite, um espetáculo de fogo de artifício assinala a entrada no novo ano, seguido de animação com o Grupo Musical Quarta Série.

    Vila Real de Santo António: Este concelho oferece múltiplas opções para celebrar a Passagem de Ano.

    Em Monte Gordo, as festividades iniciam-se no dia 30 de dezembro, na Avenida Marginal, com atuações de bandas como “La Plante Mutante” e o projeto “Alpha Heroes”.

    No dia 31, a festa continua com o evento “Revenge of the 90’s”, seguido de um espetáculo de fogo de artifício à meia-noite.
    Na sede do concelho, Vila Real de Santo António, a celebração ocorre na Praça Marquês de Pombal, a partir das 22h30 de 31 de dezembro, com a banda TopSom.

    No dia 1 de janeiro, em Vila Nova de Cacela, no Largo Manuel Cabanas, haverá animação a partir das 15h00, incluindo um espetáculo de Charolas, atuação da Orquestra Sérgio Peres e fogo de artifício.

  • Este edifício poderia ser Loja do Cidadão

    Este edifício poderia ser Loja do Cidadão

    O antigo edifício que já albergou a delegação do Banco de Portugal e a esquadra da PSP em Vila Real de Santo António, poderia ser utilizado para uma loja de cidadão, mas segundo revelou Álvaro Araújo, presidente da câmara municipal, não reúne as condições necessárias, por lhe faltarem 50 metros quadrados.

    A revelação foi feita ontem, durante a sessão da Assembleia Municipal, em resposta a uma reclamação efetuada por um cidadão que perguntava, durante o período aberto ao público, a razão pela qual não existe um espaço destinado ao cidadão, que mesmo assim, saiu indignado por não haver um espaço pequeno, por se querer um «palácio».

    Álvaro Araújo explicou aos deputados municipais e ao público presente a sua amargura, por ver recusada a utilização do edifício, por uma ninharia burocrática, quando ali existe um amplo espaço que pode ser recuperado para o efeito.

  • Grande Rota do Guadiana está homologada

    Grande Rota do Guadiana está homologada

    A dia 26 de novembro foi homologada a Grande Rota do Guadiana (GR15) e a sua variante 15.2 no Município de Serpa, anunciou o município de Serpa.

    A Grande Rota do Guadiana (GR15) é uma via pedestre, devidamente assinalada, que se desenvolve ao longo dos territórios do Guadiana, financiada pelo Fundo Ambiental.

    A variante 15.2 torna possível a ligação entre Pias e Vila Real de Santo António, perfazendo na totalidade cerca de 180 quilómetros.

    Esta Grande Rota destaca-se pela diversidade de paisagens, elementos históricos e patrimoniais, e o contacto próximo com a riquíssima fauna e flora existente ao longo do percurso.