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Etiqueta: trabalho

  • CGTP convoca greve geral para 03 de junho

    A CGTP, através do seu secretário-geral, Tiago Oliveira, convocou hoje, quando se assinala o Dia do Trabalhador, uma greve geral para 03 de junho.

    A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho”, declarou Tiago Oliveira em entrevista à RTP Notícias.

    Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar a trilhar este caminho de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar a trilhar este caminho de exigência da retirada do pacote laboral”, declarou ainda o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses.

    O líder da CGTP estava a referir-se ao pacote laboral que o Governo pretende apresentar ao parlamento para introduzir mudanças na Lei do Trabalho.

    com Lusa

  • ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

    ACT Condena Hospital Particular do Algarve e Empresa Turalvor

    Por Impedirem Reunião Sindical

    O Hospital Particular do Algarve (HPA) e a empresa Turalvor foram condenados pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ao pagamento de coimas que, no total, ultrapassam os 15.000 euros, acrescidas das custas processuais.

    A decisão surge na sequência de um incidente ocorrido a 22 de janeiro de 2024, quando dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve (Sindicato da Hotelaria do Algarve) foram impedidos de realizar uma reunião plenária com trabalhadores na unidade do HPA em Gambelas, Faro.

    Segundo a ACT, o sindicato cumpriu todos os requisitos legais para a realização da reunião, nomeadamente o pré-aviso com mais de 48 horas de antecedência.

    No entanto, a administração do hospital não disponibilizou um espaço adequado para o encontro e ordenou a saída dos representantes sindicais das instalações. A ACT classificou a contraordenação como «muito grave».

    O HPA foi condenado a pagar uma coima de 10.280 euros, enquanto a Turalvor, empresa responsável pela limpeza e serviço de bar no hospital, foi multada em 4.819 euros.

    O Sindicato da Hotelaria do Algarve, que apresentou a denúncia que originou o processo, expressou satisfação com a decisão da ACT.

    «Consideramos que com esta condenação se fez justiça. É um exemplo de que vale a pena resistir à arbitrariedade patronal e lutar pelos direitos e por melhores condições de trabalho e de vida», referiu um representante do sindicato.

    A estrutura sindical aproveitou ainda a oportunidade para apelar aos trabalhadores para que se sindicalizem e organizem em defesa dos seus direitos laborais.

  • Base de vida na Vista Real

    Base de vida na Vista Real

    A Base de Vida, fica localizada na Vista Real, é composta por 26 módulos de contentores metálicos, sendo 20 deles para dormitório de pessoal, dois para refeitórios, dois para balneários, um para armazém e outro para receção.

    É também na Vista Real que está aprovado um hotel destinado a servir de retaguarda para alojamento dos trabalhadores do próprio empreendimento Verdelago, que iniciou a sua exploração em 2023, nas componentes já construídas.

    O promotor diz-se ciente de que a globalidade do empreendimento Verdelago com o hotel de cinco estrelas implica a instalação de cerca de 300 postos de trabalho, com níveis de qualificação exigentes, que face às dificuldades de habitação da região precisariam de um elemento de sustentabilidade e atração. Prevê-se o início da sua construção no início de 2025.

    No que diz respeito à Base de Vida, prevê-se a desinstalação em 2026, com a inauguração do hotel do empreendimento Verdelago.

    Quando a terminar a obra, do empreiteiro Teixeira Duarte, já em funções, a Base de Vida será retirada e serão repostas as condições iniciais do terreno.

  • Greve de dois dias de médicos e enfermeiros


    A partir de dia 18, tem início uma greve nacional dos profissionais de saúde que dura em dois dias. Será marcada por uma manifestação de médicos, no primeiro dia, e por uma concentração de enfermeiros, no segundo, ambas frente do ministério da Saúde em Lisboa.

    Para o presidente dos sindicatos portugueses José Carlos Martins e da Federação Nacional dos Médicos, Redondo Sá as razões que levaram a marcar a paralização têm a ver com administração do descontentamento que existe na área.

  • Plenários no Eva/Barraqueiro

    Plenários no Eva/Barraqueiro

    O STRUP/FECTRANS, delegação do Algarve, anunciou a realização de uma série de plenários vai realizar uma série de plenários com os trabalhadores do grupo EVA/BARRAQUEIRO:Portimão, no mês de Julho.

    Aquela estrutura sindical divulgou também as datas de ocorrência dessas reuniões.

    • Portimão, dia 22/07/2024 pelas 21:00 horas;
    • Lisboa Sete Rios dia 22/07/2024 das 20:00 às 22:30 horas:
    • Lagos, dia 23/07/2024 das 14:00 às 16:00 horas.
    • Albufeira, dia 24/07/2024 pelas 21:00 horas:
    • Faro, dia 25/07/2024 pelas 20:30;
    • Vila Real, dia 26/07/2024 pelas 21:00 horas.

    Fonte: FECTRANS
  • Protestos pelo encerramento da Rio Tinto Plásticos

    Segundo relata o Huelva Información, o encerramento da empresa Rio Tinto Plásticos COEXPAN, parte do Grupo Lantero e localizada em El Campillo, conta com a rejeição entre trabalhadores, partidos políticos e sindicatos, que já se manifestaram.

    Juan Carlos Jiménez, presidente da câmara municipal, afirmou na segunda-feira que a manifestação é um exemplo claro de que a região está unida, contra a alegação de falta de produção, mas que «é evidente que a ausência de produção na Cuenca Minera deve-se ao deslocamento dos empregos para Madrid», o que pode ser objeto de negociação.

    Segundo Diego Pernet, representante dos trabalhadores, trabalham há 33 anos” e são 32 famílias que dependem da empresa. A situação é a de que com a exceção da mineração, tudo mais foi encerrado, não estão dispostos a fechar e vão lutar ao máximo.

    O secretário-geral da FICA-UGT Huelva, nota que o sindicato espera a chegada da direção da empresa e do escritório jurídico para entender a motivação por trás da decisão de cessar as atividades e demitir 100% dos funcionários. Sebastián Donaire, “afirma que a UGT discorda totalmente, pois acreditamos que a situação «foi causada pela empresa, devido à falta de investimento e de trabalho, direcionando pedidos desta fábrica para outras em Madrid, o que indica um encerramento premeditado pela própria empresa. Inicialmente, não consideramos o encerramento das atividades nem demissões.

  • CGTP e as crianças e o horário de trabalho

    A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH) da CGTP-IN tem levantado uma questão crucial que afeta o tecido social: a desregulação dos horários de trabalho de pais e mães e o seu impacto no desenvolvimento das crianças.

    Num comunicado recente, a CIMH sublinha a importância dos direitos fundamentais das crianças ao desenvolvimento físico, mental e social, conforme estabelecido pela Declaração Universal dos Direitos da Criança. No entanto, destaca-se uma lacuna significativa nas condições que as famílias possuem para garantir esses direitos.

    A instabilidade laboral, os baixos rendimentos e os longos horários de trabalho não só afetam a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também têm repercussões diretas na vida das crianças.

    As creches, que deveriam ser espaços de crescimento e aprendizado, correm o risco de se tornarem meros “depósitos”, onde as crianças passam horas extensas devido aos horários desregulados dos pais.

    A CIMH aponta para a necessidade de uma reflexão profunda sobre o modelo atual e suas consequências. A qualidade do tempo partilhado em família está a ser comprometida, e com ela, a saúde emocional e o desenvolvimento das crianças.

    Os primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e motor, e a falta de contato afetivo e de uma rotina estável pode ter efeitos duradouros.

    A comissão exige medidas que respeitem os superiores interesses das crianças, incluindo a redução dos horários de trabalho e o combate ao uso abusivo da laboração contínua e do trabalho por turnos.

    A garantia de horários flexíveis para pais com crianças é vista como um passo fundamental para reverter essa tendência preocupante.

    Este é um chamado à ação para assegurar que as crianças possam crescer em um ambiente que favoreça seu desenvolvimento integral. É um apelo para que a sociedade reconheça a dignidade do trabalho dos pais e o impacto que este tem no futuro das crianças.

    Mais do que nunca, é necessário efetivar os direitos das crianças, permitindo-lhes viver e crescer felizes no país que as viu nascer.

  • Tiago Oliveira é o novo secretário-Geral da CGTP-IN

    Tiago Oliveira é o novo secretário-Geral da CGTP-IN

    O novo secretário-geral da CGTP entende que é, no plano de conflitos em que se desenvolve a luta de classes, e condenou a guerra que «é a destruição das forças produtivas, motor único do desenvolvimento humano e é a negação de tudo o que nós, os trabalhadores, somos». A força de quem trabalha é o fator único do desenvolvimento de tudo o que de bom existe nas nossas vidas, afirmou o novo secretário-Geral.

    Foi revelado que CGTP atingiu 110 mil novas sindicalizações, consideradas «obra e fruto da ação e intervenção de todos os que aqui estão e de todos aqueles que nos locais de trabalho resistem e lutam, todos os dias!».

    A revelação foi feita por Isabel Camarinha, na sua última intervenção enquanto secretária-Geral da CGTP-IN, ao dar começo aos trabalhos do XV Congresso, que juntou mais de 700 delegados eleitos pelos trabalhadores de sectores de todo o país.

    Atribuiu a magnitude do número do alargamento se deve à intervenção nas empresas, locais de trabalho e serviços «onde não entrávamos e passámos a exercer plenamente a atividade sindical. Uma intervenção que temos de continuar e aumentar».

  • Salários em atraso no Ondamar de Albufeira

    A administração do hotel Ondamar de Albufeira apenas pagou, aos seus trabalhadores, vinte e cinco por cento do salário de dezembro e a totalidade do mês de Janeiro. Encerrou ao público no passado dia 5 de fevereiro e ainda não apresentou justificação, segundo revela o SHA/CGTP que vai pedir a intervenção da ACT, a autoridade para as condições de trabalho em Portugal.

    O hotel tem estado a trabalhar bem «e não se entende porque é que os salários não estão a ser pagos», diz o Sindicato de Hotelaria do Algarve (SHA/CGTP-IN), na sua nota.

    Encerrar o hotel no período da Páscoa, que é sempre uma altura de grande ocupação nas unidades hoteleiras da região, « é uma decisão ainda mais incompreensível para os trabalhadores, que se confrontam, desde 5 de Fevereiro, com o encerramento das instalações ao público».

  • Lojas encerradas e despedimentos na H&M Espanha

    A retalhista de moda sueca H&M anunciou um plano para encerrar mais de um quarto das suas lojas e despedir até 588 trabalhadores em Espanha, onde iopera a sua maior rival, a Inditex, dona da Zara.

    A empresa tem 91 lojas e emprega quase 4.000 pessoas em Espanha, de acordo com o relatório anual da H&M e, em comunicado enviado à Reuters, anunciou que pretende encerrar 28 lojas realizar os despedimentos por razões organizacionais, produtivas e económicas não especificadas, disseram os sindicatos CCOO e UGT em comunicado conjunto.

    A empresa tem 91 lojas e emprega quase 4.000 pessoas em Espanha, de acordo com o relatório anual da H&M. A retalhista confirmou em comunicado enviado à Reuters que pretende encerrar 28 lojas. A H&M disse que ter lojas nos locais certos e manter-se competitiva era uma prioridade, e que estava avaliando “consistentemente” seu portfólio de lojas.

  • Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    E lembra que há mais de cem anos, vimos aonde isto no levou, no pico da Revolução Industrial, salientando que devemos ter memória e valorizar as pessoas.

    Para o Padre Miguel Neto, «a dimensão e caracterização do trabalho está a mudar e nós, Igreja, temos de valorizar o fazem as pessoas, sejam elas vindas de qualquer país, oriundas de qualquer povo. Fazem falta TODOS!»

    E, como exemplo, pergunta: «em tantas IPSS, sobretudo aquelas que estão em lugares distantes dos centros urbanos, quem trabalharia na assistência direta aos utentes, se não fossem os imigrantes? Urge que a Igreja fale sobre esta nova dimensão do trabalho humano, talvez com uma encíclica na linha do que foi feito em 1981, com a Laborens Exercens e antes, com a Rerum Novarum».

    Diz que hoje assistimos a uma polarização, na qual participamos falamos e criticamos, «sem tantas vezes repararmos, não só quem esta ao nosso lado, como também em quem nos presta um serviço, tantas muitas vezes tão discretamente, que nem damos por que o façam»

    Para o clérigo da Diocese do Algarve, «Os imigrantes que acolhemos nos nossos países não sabem só servir às mesas, limpar as nossas casas e estabelecimentos (como tantos portugueses imigrantes fizeram na França), serem taxistas ou motoristas de Uber/ TVDE (como tantos portugueses imigrados na França, que foram taxistas); são pessoas que têm vida, que desconhecemos, mas que inclui uma família, uma formação e a busca de uma existência melhor, tantas vezes, não só financeiramente, mas sobretudo de paz, segurança e condições para estar melhor».

    Recorrendo ao processo histórico recorda o caso do nosso pais e sobretudo o Algarve que «sempre foi um espaço de tolerância religiosa e cultural. Prova disso é, precisamente, o facto de a conquista desta região a sul ter sido mais um ato político, do que o sentir do povo que aqui vivia. Havia um salutar convívio entre cristãos, muçulmanos (na sua maioria vindos do Iémen) e judeus, até à conquista, pelo Rei Afonso III. Vários factos apontam para isso mesmo: o rito Moçárabe, no qual eram feitas as celebrações cristãs, o respeito enorme que os muçulmanos tinham pela igreja do Corvo em Sagres, onde repousavam as relíquias de São Vicente, antes de serem levadas pelo Rei Afonso Henriques e os múltiplos relacionamentos mistos, que havia entre os vários povos aqui presentes. Distante e ignorado pelo desejo de conquista da nobreza, a gente do al-Gharb vivia e convivia em salutar paz e tolerância, nestas terras. Infelizmente, não tem recordação dessa memoria. Infelizmente, não temos recordação da necessidade que o povo português teve de ir para fora do seu pais, para melhorar a sua condição de vida. Agora, neste tempo, quase que preferimos as máquinas às pessoas».

    E, nas reflezou que faz sobre os dias de hoje diz-se entristecido e estar à espera de «um dia, ouvir alguém dizer que prefere ir a uma caixa automática de supermercado, do que ir a uma caixa de supermercado onde há um operador oriundo da América do Sul, do Médio Oriente, de África, ou da Ásia».

    Para defender a participação dos emigrantes na economia do nosso Pais recorda que «Se não valorizarmos o trabalho que os imigrantes que recebemos fazem, chegará o momento em que o nosso próprio trabalho vai estar em perigo. Cada vez tenho mais certeza disto».

    Tece depois considerações sobre a inteligência artificial e os usos que os homens estão a fazer, para de livrarem de pagar o trabalho que substituem pelo desempenho das máquinas, com todos os riscos que essas atitusdes comportam.

    E exemplifica: «As portagens não ficaram mais baratas por passarmos com o dispositivo da via verde, em vez de termos um portageiro a quem damos o cartão bancário para pagar; as compras no supermercado (ou outra superfície comercial multinacional) não ficam mais baratas por sermos nós a fazer o trabalho de um operador de caixa; os seguros, comunicações e eletricidade não ficam mais baratos, porque em vez de uma pessoa nos atender o telefone temos um Chat Bot a adivinhar o que queremos e, normalmente, ficamos sem resposta; os bancos não cobram menos comissões bancárias por, muitos deles, já não terem caixas com funcionários para depositar e levantar dinheiro».

  • Protesto nacional por melhores salários

    A central sindical CGTP-In vai levar a efeito, entre os dias 25 de outubro e 11 de novembro, uma ação de «Luta Geral pelo Aumento dos Salários!», realizando de plenários, concentrações, paralisações e greves, nos locais de trabalho de todos os setores e em todo o país. Trata-se da discussão, assunção e luta em torno da exigência do aumento geral e significativo dos salários e das suas reivindicações concretas.

    Para o último dia, 11 de novembro, convocou uma manifestação nacional em Lisboa e no Porto, sob o lema «Pelo Aumento dos Salários|Contra o Aumento do Custo de Vida», tendo por onjetivo para mobilizar os trabalhadores e as famílias, os reformados e pensionistas, os jovens e outras camadas da população, para saírem à rua pelo aumentos dos salários e pensões, o direito à habitação, o direito à saúde e o SNS, a defesa e fortalecimento dos serviços públicos, na exigência de um outro rumo para país.

    A CGTP defende que «é urgente mudar de rumo» e exige o aumento geral dos salários em pelo menos 15%, com a garantia de um mínimo de 150 euros, porque, na opinião de Isabel Camarinha, secretária-geral, «É uma emergência nacional e um elemento fundamental para melhorar de imediato as condições de vida dos trabalhadores e garantir o futuro do país».

    A CGTP defende a fixação do salário mínimo nacional nos 910 euros a aprtir de janeiro de 2024, atingindo os 1.000 euros nesse ano.

  • Greves no Algarve no Hotel Portbay Falésia

    Greves no Algarve no Hotel Portbay Falésia

    Anunciaram a decisão de avançar para a greve a todos os feriados até ao fim do ano, incluindo o de 1 de Janeiro de 2024 e primeiro dia protesto teve lugar na passada quinta-feira, 5 de Outubro, com a adesão à greve a rondar os 70% e a afectar o funcionamento de quase todas as secções.segundo o Sindicato da Hotelaria do Algarve (CGTP-IN).

    O piquete de greve com cerca de 20 trabalhadores à porta do hotel deu visibilidade pública ao protesto, segundo o Sindicato da Hotelaria do Algarve afeto à CGTP-IN.

    Os trabalhadores da unidade hoteleira algarvia lutam por um aumento salarial de 10%, com um mínimo de 100 euros e com efeitos a 1 de Janeiro de 2023; pela reposição do pagamento do trabalho prestado em dia feriado com o acréscimo de 200%; pela redução do horário para as 35 horas semanais, sem perda de remuneração, e pela integração no quadro de todos os trabalhadores com vínculos precários que respondem a necessidades permanentes do hotel.

    Queixam-se que o patronato quer aumentar os lucros à custa da exploração e anunciam greve aos feriados.

    Sendo a versão sindical «O patronato queixa-se da falta de trabalhadores mas continua a recusar o aumento significativo dos salários e a melhoria das condições de trabalho e dos direitos. Na verdade, o que o patronato quer é continuar a aumentar os seus lucros à custa do aumento da exploração e da degradação das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores».

    «Em vez de aceitarem uma melhor distribuição da riqueza que é criada pelos trabalhadores, optarem por, com a ajuda do Governo, ir buscar trabalhadores a outros países onde a mão-de-obra é mais barata, sujeitos a níveis de exploração ainda maiores e, assim que conseguem, acabam por se ir embora à procura de uma vida melhor».

    O Sindicato da Hotelaria do Algarve sublinha a justeza da luta dos trabalhadores do Hotel Portobay Falésia, e apela à sua intensificação e ao fortalecimento da unidade, lembrando que é possível alcançar melhores condições de vida e de trabalho.

    Deu como exemplo a conquista, em 2021, de um aumento geral dos salários que já não acontecia há cerca de 14 anos, bem como a passagem de 30 trabalhadores com vínculos precários, contratados através de empresas de trabalho temporário, para o quadro de efetivos do hotel.

  • Angústia sobre o futuro no Teatro Lethes

    Angústia sobre o futuro no Teatro Lethes

    Metade dos trabalhadores da Companhia de Teatro do Algarve , ACTA , seis, já foram para o desemprego desde o início do ano e um outro deverá seguir o mesmo caminho ainda este mês. o que deixa a direção angustiada, segundo Luís Vicente.

    O motivo é atribuído à falta do apoio do Estado, e a ACTA decidiu adiar a estreia da peça “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa, prevista para o próximo dia 28 de julho, devido à falta de verbas para apoios pontuais para a Criação-Teatro da Direção-Geral das Artes, embora existam esperanças de estreia estreia a 3 de Novembro próximo, no caso chegue o apoio.

    A ACTA , excluída em 2022 do Programa de Apoio Sustentado, na modalidade de Teatro, para quatro anos, está agora a aguardar os resultados do Concurso Pontual de Apoio à Criação-Teatro da Direção-Geral das Artes, inicialmente previstos para final de maio, e já com anúncio para julho.

    Luís Vicente queixa-se do sistema que «permitiu uma companhia da Amadora, o Teatro do Elétrico, ter ficado com as verbas previstas para o Algarve do Programa de Apoio Sustentado para o quatriénio», fazendo com que Lisboa tenha Teatro com as verbas do Algarve-

    “Em Lisboa está a acontecer teatro com verbas do Algarve. Não é normal”, desabafou Luís Vicente, acrescentando que também não acharia normal “se o ACTA concorresse a apoios de outros distritos do país”.

  • Luta por salários dignos e greve nacional na hotelaria

    Luta por salários dignos e greve nacional na hotelaria

    A Federação dos sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), Maria das Dores Gomes, classifica a hotelaria como estratégico para a economia do país, mas sublinha que os trabalhadores têm salários muito baixos, justificando a greve como necessária para que eles obtenham melhorias das retribuições e melhores condições de trabalho, num setor onde são comuns horários longos e instáveis.

    Aquela estrutura sindical recorda que «são as más condições que sente quem trabalha na hotelaria que tem levado muitos trabalhadores a saírem, para outras profissões ou para o estrangeiro, e avisou que se não houver mudanças mais irão sair. Trabalham ao fim de semana, nos feriados, na Páscoa, no Natal, no verão quando filhos estão de férias, se não houver valorização mais trabalhadores sairão, mesmo os jovens que saem das escolas hoteleiras».

    Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria do Algarve, existe uma estratégia bem concertada entre patrões e Governo para que o setor funcione com base na precariedade e baixos salários, incluindo o recrutamento de trabalhadores em países de salários baixos para fazer baixar o valor do trabalho. Afirmam que existem hotéis no Algarve que têm mais estagiários do que trabalhadores com vínculo adequado.

    A FESAH promove a partir de 17 de julho duas semanas de luta, com plenários e ações à porta de hotéis, estando a greve nacional marcada para 28 de julho, incluindo com concentração frente à Secretaria de Estado do Turismo.

    A hotelaria tem 80 mil a 100 mil trabalhadores com vínculo efetivo, mas os dirigentes sindicais estimam que haja mais quase 100 mil a trabalhar no setor, desde logo de empresas de prestação de serviços, como empregados de quarto, que nem estão sujeitos às contratações coletivas do setor.

  • Greve nacional nas IPSS

    Greve nacional nas IPSS

    Em sinal de protesto contra o aumento de todos os bens essenciais, os trabalhadores das Instituições de Solidariedade Social (IPSS) observam hoje uma greve, para tentarem por fim à a desvalorização dos seus salários e à estagnação das suas carreiras, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP.

    Às 11:15 horas concentram-se à porta da sede da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), no Porto (Rua da Reboleira) e o CESP vai estar a recolher assinaturas para um abaixo-assinado que está a chegar a IPSS em todos os distritos de Portugal.

    Nesse documento, são defendendidas as mesmas reivindicações que mobilizam os trabalhadores para esta luta, um aumento salarial de 75 euros para todos os trabalhadores e a valorização de categorias e carreiras profissionais.

  • 1º de Maio celebrado em todo o País

    1º de Maio celebrado em todo o País

    Hoje é feriado em Portugal e em muitos países do Mundo, em honra daquelas que se sacrificaram pela jornada das 8 horas de trabalho. As principais manifestações em celebração deste dia, em todo o País, estão a cargo da CGTP – Intersindical porque, para a central «No 1 de Maio de 1886 as fábricas paravam e os trabalhadores na rua exigiam melhores condições de vida e de trabalho, principalmente a redução do horário de trabalho que muitas vezes chegava às 17 horas diárias».

    No dia internacional do trabalhador, a CGTP homenageia o «sacrifício, esforço, unidade e luta de milhares de trabalhadores que, ao longo destes anos, conquistaram os direitos de que  ainda hoje usufruímos» e não esquece «os milhares de trabalhadores que por esse mundo fora e em Portugal foram assassinados, presos e torturados para que a liberdade e a democracia trouxessem um país e um mundo melhor e mais justo».

    É por isso que , em Maio, continua a lutar «pela justiça social e pelos direitos, por melhores condições de vida e de trabalho, por emprego com direitos, salários e horários dignos, mas também a festejar o que conquistámos num dia em que afirmamos a unidade, fraternidade e solidariedade de todos os trabalhadores».

    Veja o mapa das celebrações

  • PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    Os trabalhadores reclamam a retirada das coberturas de fibrocimento, contendo amianto, perigoso para a saúde humana, não havendo, segundo eles, até ao momento nenhuma data para sua retirada.

    Para o PCP «são necessárias obras nas oficinas de mecânica, eletricidade e carpintaria, para alargar os seus espaços, melhorar o arejamento e aumentar a sua capacidade de armazenamento. Instalar um ponto de água, remodelar o refeitório com o fornecimento de uma refeição a baixo custo, melhorar as instalações sanitárias e balneários e requalificar a entrada dos armazéns, que alaga com a água da chuva são outras intervenções urgentes e reclamadas pelos trabalhadores».

    O PCP chama a atenção para a necessidade da melhoria das condições laborais, «nomeadamente a implementação de jornada contínua de trabalho nos meses de maior calor, minorando a penosidade das tarefas, o reforço do período de férias para os trabalhadores que não o gozam no período estival e o alargamento do Suplemento de Penosidade e Insalubridade a trabalhadores que lidam, diariamente, com produtos tóxicos, como na mecânica e pintura, são também questões focadas pelos trabalhadores como fundamentais à melhoria das suas condições de trabalho e a consequente promoção de um serviço público de qualidade no concelho».

    O PCP entende que a Câmara Municipal deve reunir com os trabalhadores, ouvir as suas propostas e a encontrar soluções para os problemas que precisam ser solucionados com urgência e fez um apelo aos trabalhadores para manterem a sua justa luta e à sua participação na jornada de luta do 1.º de Maio, em Faro.

  • Trabalhadores protestam com greves e manifestação em Lisboa

    Foi significativo o impacto da adesão à greve de sexta-feira na função pública e elevado o número de escolas encerradas e hospitais a funcionar em regime de serviços mínimos, do ponto de vista da Frente Comum, entidade que convocou as formas de luta.

    A greve nacional demonstrativa do descontentamente dos trabalhadores 00:00 sexta-feira, motivada pela exigência de aumentos salariais imediatos, a fixação de limites máximos dos preços de bens e serviços, a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos.

    A Federação Nacional dos Professores deu nota da participação dos professores e educadores na greve, e hoje está em curso uma manifestação nacional, em Lisboa, promovida pela CGTP, pelo aumento geral dos salários e das pensões face à subida do custo de vida.

  • Semana de quatro dias benéfica para trabalhadores e empresas

    Semana de quatro dias benéfica para trabalhadores e empresas

    Não houve lugar a diminuição nos salários dos trabalhadores, durante um período de seis meses. O tipo de empresas abrangeu hospitais, bancos, companhias de construção e outras mais.

    O total de empregados que aceitaram a redução de um dia de trabalho semanal foi de 2.900 e os resultados mostraram-se satisfatórios, de acordo com a correspondente da cadeia informativa, em Londres, Begoça Arce.

    De tal modo que a maioria das empresas se mostra disponível para prosseguir este modelo de horário de trabalho.

    As baixas por doença reduziram 65%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, e o abandono da empresa reduziu 57%.

    De parte dos trabalhadores, há relatos de redução notável dos níveis de fadiga e ansiedadelos, desde que o tempo de trabalho semanal foi reduzido.

    Ao que parece, saber quando começa e chega ao fim o tempo de trabalho, aumenta a qualidade de vida dos trabalhadores, porque o modelo garante mais tempo para o descanso, tarefas domésticas, estudo, conciliando melhor a vida laboral com a vida pessoal.