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  • PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    PCP questiona parceria público-privada para dessalinizadora do Algarve

    O PCP considera que a dessalinizadora do Algarve não deve ser rejeitada mas questiona o modelo de gestão através de parceria público-privada. O partido defende uma estratégia integrada para os recursos hídricos da região em vez de soluções pontuais.

    O Partido Comunista Português manifestou preocupações sobre o modelo de gestão previsto para a dessalinizadora do Algarve, baseado numa parceria público-privada.

    Considera que este modelo pode transferir recursos públicos e o controlo de um bem essencial para interesses privados.

    Segundo o PCP, a instalação de uma dessalinizadora na região é uma solução que não deve ser rejeitada, mas levanta questões sobre os elevados custos de investimento e exploração, o significativo consumo energético e o reduzido contributo face às necessidades globais de abastecimento.

    O partido refere ainda os receios da população, pescadores e associações ambientais sobre os impactos ambientais. Atribui a escassez de água no Algarve a décadas de políticas contrárias ao planeamento e investimento na gestão pública dos recursos hídricos da região.

    Apesar do actual ano hidrológico ter sido favorável, com precipitações elevadas, os modelos de previsão climática apontam para maior frequência de períodos de seca.

    Como alternativa, o PCP propõe uma estratégia integrada que inclui o aumento da capacidade de armazenamento com a construção da barragem da Foupana, a interligação entre bacias hidrológicas, o apoio à pequena e média agricultura e a construção de uma rede de pequenos açudes e barragens.

    Este partido defende ainda a construção de mais Estações de Tratamento de Águas Residuais, o combate às perdas nas redes de abastecimento, a modernização do sistema de condutas e a implementação de uma política que regule os usos intensivos da água, dando prioridade ao consumo humano.

    O PCP considera que o modelo de parceria público-privada é apoiado pelo governo PSD/CDS e por outras forças políticas como a Iniciativa Liberal, o Chega e também o PS, alertando que não é aceitável abrir caminho à privatização da água sob o pretexto da necessidade e urgência.

  • Morreu Carlos Brito

    Morreu Carlos Brito

    Faleceu Carlos Brito, escritor, poeta e político, nascido e residente na vila algarvia de Alcoutim.

    Histórico dirigente do Partido Comunista Português Carlos Brito faleceu hoje aos 93 anos no hospital de Faro, confirmou à Lusa o médico e seu amigo pessoal Paulo Fidalgo.  

    Paulo Fidalgo, que foi um dos fundadores do Movimento Renovação Comunista, adiantou que Carlos Brito esteve internado no hospital de Faro recentemente devido a uma infeção respiratória e teve alta hospitalar na passada segunda-feira, já recuperado.

    “Inesperadamente” morreu esta tarde na sua casa de Alcoutim, disse Paulo Fidalgo.

    Carlos Brito foi um dos homens próximos de Álvaro Cunhal, que mais tarde fez parte do Movimento Renovação Comunista e acabou por ser expulso do PCP em 2022.

    Líder da bancada parlamentar do PCP durante cerca de 15 anos, o histórico dirigente comunista foi também o  responsável pelo PCP em Lisboa no 25 de Abril e candidato presidencial do PCP.  

    com Lusa
     

    À familia enlutada, a Direção de FOZ – Guadiana Digital apresenta sentidas condolências

  • PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    Críticas à «Política de Direita»

    O Partido Comunista Português (PCP) no Algarve assinalou o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, com duras críticas às políticas do governo PSD/CDS e aos partidos IL e Chega, acusando-os de promoverem uma “agenda reaccionária” que coloca em risco os direitos das mulheres. Em comunicado, o partido afirmou que as “opções neoliberais” do governo representam “novos perigos para os direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e cidadãs.”

    O PCP Algarve reiterou o seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, destacando as suas iniciativas políticas e institucionais “visando a prevenção e o combate à exploração, às desigualdades, às discriminações, pela igualdade e emancipação.” O partido sublinhou a importância de valorizar a luta das mulheres por direitos e defendeu um “Portugal soberano, de justiça social e promotor da Paz.

    As comemorações do Dia Internacional da Mulher no Algarve contaram com diversas iniciativas, incluindo a “Semana da Igualdade” organizada pela CGTP, que decorreu de 2 a 8 de Março em empresas e locais de trabalho. A Comissão de Igualdade da União de Sindicatos do Algarve e vários sindicatos participaram nas ações, sob o lema “A igualdade que Abril abriu. Reforçar direitos, cumprir a Constituição“.

    O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) também marcou presença com uma Manifestação Nacional de Mulheres em Faro. O desfile percorreu a Avenida Calouste de Gulbenkian e culminou com um espetáculo cultural no Teatro das Figuras.

    Segundo o PCP, o desfile do MDM, organizado pela primeira vez em Faro, contou com mais de 200 participantes, integrando-se nas manifestações realizadas em outras 18 cidades do país e regiões autónomas. A manifestação teve como lema “Vida com dignidade, direitos com igualdade. Enquanto não existirem na vida exigem-se na rua.

    O espetáculo cultural no Teatro das Figuras, que esgotou a sala, foi descrito como “de grande qualidade”, com uma forte componente política e reivindicativa em torno do Dia da Mulher.

    A Direção da Organização Regional do Algarve do PCP saudou todas as mulheres e todos os que se associaram às comemorações do Dia Internacional da Mulher na região. O partido reafirmou o seu compromisso com os direitos das mulheres, pela igualdade e emancipação.

  • PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    Projeto apresentado na Assembleia da República prevê renovação automática de licenças e criação de subsídios permanentes para combustíveis.

    O Partido Comunista Português (PCP) apresentou na Assembleia da República uma proposta que visa proteger e valorizar a pesca local e artesanal, considerada essencial para a economia das comunidades costeiras e para a soberania alimentar do país.

    Entre as medidas propostas, destaca-se a «renovação automática das licenças» para embarcações de pesca local e artesanal, reduzindo a burocracia e garantindo a continuidade da atividade. Outra medida central é a «criação de um regime permanente de subsídio» para compensar os custos elevados com combustíveis, incluindo descontos no preço da gasolina e do GPL, à semelhança do benefício já aplicado ao gasóleo.

    Segundo o PCP, estas medidas são fundamentais para «travar o abandono da atividade», assegurar «condições dignas para os pescadores» e promover a «sustentabilidade do setor».

    O partido alerta para o «declínio das capturas nacionais na última década», sublinhando que a pesca artesanal tem um papel estratégico na defesa da produção nacional e na preservação das comunidades piscatórias.

    O impacto esperado inclui maior estabilidade económica para os profissionais da pesca, redução da dependência externa em produtos alimentares e valorização das práticas sustentáveis, que contribuem para a preservação dos recursos marinhos.

  • PCP celebra em Faro a obra de Luís de Camões

    PCP celebra em Faro a obra de Luís de Camões

    Com o objetivo de comemorar o V Centenário de Luís de Camões, o PCP promove um diversificado conjunto de iniciativas, que se prolongam por 2025, no qual se integra o debate em Faro «A Exaltação do povo e da Pátria na Obra de Luís de Camões».

    A sessão está prevista para o dia 19 de Fevereiro, no Club Farense, às 18:00 horas com a participação de Carina Infante do Carmo, professora universitária, e de José Augusto Esteves, dirigente do PCP.

    Também para o PCP, Camões e a sua obra são, hoje, património comum da humanidade. «Traduzido em várias línguas, representado, estudado e apropriado em diferentes partes do mundo, o poeta continua a ser, actualmente, um nome maior da história da literatura», salienta a nota da DORAL que divulga a iniciativa.

    Luúis de Camões foi «Artista de grande dimensão, não protegido pelo poder, marginalizado pelos poderosos e privilegiados do seu tempo, Camões é um poeta do povo e da pátria portuguesa – pelo modo como refletiu um acontecimento histórico, os descobrimentos geográficos, e como desenvolveu e apurou as capacidades da língua portuguesa».

    Esta iniciativa vem na sequência do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, cuja obra, inseparável de um mundo em transformação, é símbolo de humanismo progressista, assinalado em 2024.


    «Camões é um poeta do Renascimento, de uma época de exaltação das realizações humanas face ao divino e ao obscurantismo, de um mundo em transição, no qual se vai formando um novo pensamento filosófico e científico, ligado à observação da natureza e à experiência, que as forças reaccionárias dessa altura, nomeadamente através da Inquisição, procuraram reprimir e conter», diz ainda o PCP:

    O Partido Comunista Português considera a sua intervenção nas comemorações do V Centenário de Camões como «um contributo insubstituível para a participação ativa do nosso povo nessas comemorações e para um maior conhecimento, difusão, apropriação e fruição da obra do grande poeta».

    O Partido Comunista Português está a apelar ao envolvimento de todos os que valorizam Camões e a sua obra, projetando-o na atualidade e afirmando o património cultural português, a língua portuguesa, a cultura e a arte.

  • PCP alerta para degradação do SNS no Algarve

    PCP alerta para degradação do SNS no Algarve

    Entende que a estratégia «tem sido em criar a ilusão de que está a enfrentar os problemas que afectam o Serviço Público manifestando preocupação, sacudindo responsabilidades e apresentando medidas que não são eficazes ou são desajustadas no tempo urgente que é preciso responder».

    «Prejudicadas são as crianças e mães, que assim se vêm perante profundos retrocessos nos seus direitos e numa situação de enorme insegurança e aflição», acrescentam.

    Para o PCP «O momento do parto e a sua assistência devem ser o mais tranquilos, seguros e com a maior qualidade possível, para isso é necessário existirem as melhores condições mas também serviços públicos que transmitem confiança».

    Entende que um caso recente que demonstra todo um inqualificável quadro que se vive no Algarve, «o nascimento esta semana de um bebé numa ambulância a caminho de Faro, sendo que a origem do transporte foi precisamente o concelho de Portimão, que foram obrigados a fazer 70 quilómetros devido ao encerramento da maternidade do Hospital de Portimão».

    A questão que se coloca hoje aos utentes e aos profissionais de saúde, entende a DORAL do PCP é «travar este ciclo de enfraquecimento e degradação do SNS e com a sua luta impedir que se continue a transferir milhões de euros para os grupos económicos privados da saúde em vez de serem utilizados no necessário reforço e valorização do serviço público

    O PCP esteve presente e a manifestar solidariedade aos enfermeiros algarvios, que terminam hoje uma greve de dois dias e que através do seu sindicato de classe o SEP – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, realizaram uma acção no Hospital de Faro de denúncia da falta de 1000 enfermeiros na região e de exigência de melhores condições de trabalho, remuneratórias, de horários e de soluções para o SNS.

  • Paulo Raimundo no Algarve

    Paulo Raimundo no Algarve

    Observa ainda que o Governo «não tem respostas para o flagelo da falta de Habitação e os seus preços inacessíveis, para garantir o acesso aos serviços públicos, em particular ao Serviço Nacional de Saúde com toda a situação de dificuldades a se arrastar.»

    Dá como exemplos o caso da Pediatria e Maternidade no Hospital de Portimão, as portagens na Via-do-Infante que se mantêm, a deficitária rede de transportes regional e as questões relacionadas com a falta de água e a defesa do seu acesso e gestão públicas.

    O jantar/comício do PCP terá também o enquadramento de promoção da Festa do Avante, que se realizará nos dias 6, 7 e 8 de Setembro na Atalaia, Seixal, acrescenta a DORAL.

  • PCP dá relevo à luta na Cimpor

    PCP dá relevo à luta na Cimpor

    Reivindicam aumentos salariais de 8%, 37 horas semanais a partir de janeiro, retribuição do trabalho por turnos, melhorias nas carreiras profissionais e pela manutenção da assistência na doença.

    O PCP considera CIMPOR como uma empresa de um sector estratégico para o nosso país.

    Lembra que o processo de privatização «daquele que foi outrora um dos principais grupos industriais portugueses, começou pelas mãos de um Governo PSD em 1994 e foi desenvolvido posteriormente por sucessivos governos quer do PS, quer do PSD».

    Aquele partido anota que, atualmente, a empresa é totalmente dominada por capital privado e maioritariamente estrangeiro.

    Destaca esta unidade industrial no Algarve, como «importante na diversificação da actividade económica e na promoção do aparelho produtivo regional. Produzir cimento e outros derivados no nosso País, significa não ficar dependente do exterior num bem que é essencial, mas também devia significar a valorização dos seus trabalhadores».

    A presença do PCP, junto dos trabalhadores em greve, «é uma forma de assinalar a importância da luta pelos direitos de quem cria riqueza e faz avançar o País, mas também pela importância que damos à produção e à soberania nacional».

  • PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    O partido insiste na importância de uma gestão pública e sustentável da água, com investimentos significativos em infraestrutura, tecnologia e educação, para garantir que todos os setores da sociedade algarvia tenham acesso a água de forma justa e sustentável.

    O Algarve enfrenta uma crise hídrica severa, exacerbada pela «inação dos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS», segundo o Partido Comunista Português (PCP).

    Esta crise, marcada por secas prolongadas e escassez de água, poderia ter sido atenuada com investimentos públicos adequados e a realização de obras essenciais. O PCP critica a falta de ação política efetiva, apesar dos repetidos avisos e planos apresentados que não abordaram os problemas de forma sustentável.

    Em resposta à crise, foram propostas medidas controversas, como o aumento significativo dos preços da água em escalões variados, o que levanta questões de justiça social. O PCP argumenta que esta estratégia sobrecarrega desproporcionalmente os pequenos consumidores e ignora a necessidade de investimentos públicos para resolver a raiz do problema. A falta de água no Algarve tem desdobramentos profundos, afetando não apenas o consumo doméstico, mas também setores críticos como a agricultura e o turismo, exigindo soluções diferenciadas que considerem as particularidades de cada área.

    O governo anunciou cortes no fornecimento de água para a agricultura e o abastecimento urbano, incluindo o setor turístico, numa tentativa de mitigar a crise. Contudo, o PCP critica a abordagem do governo por não apresentar um plano integrado que equilibre as diversas necessidades de uso da água com a capacidade de armazenamento e promova um consumo eficiente e racional deste recurso vital. Salienta-se a importância de uma gestão equitativa que proteja os pequenos agricultores, a agricultura familiar, e assegure o abastecimento doméstico e público.

    Para além das restrições imediatas, o PCP sublinha a urgência de medidas de longo prazo que abordem a sustentabilidade hídrica. Entre as propostas estão a modernização das infraestruturas de água, o incentivo à agricultura eficiente no uso da água, a conservação dos aquíferos, e a implementação de tecnologias para reduzir as perdas de água. Há também uma ênfase na necessidade de uma gestão pública da água que evite a privatização dos recursos hídricos, garantindo o acesso universal a este bem essencial.

    O partido propõe ainda a avaliação de soluções como a dessalinização e a interligação de sistemas hidrológicos como parte de um esforço mais amplo para enfrentar a crise. No entanto, adverte que tais medidas devem ser cuidadosamente ponderadas para evitar impactos ambientais negativos e garantir que a gestão da água permaneça sob controle público. O PCP defende uma mudança radical na política de gestão da água, com foco em investimentos estratégicos, modernização, e um compromisso firme com a sustentabilidade e a justiça social.

  • Paulo Raimundo no Algarve

    Paulo Raimundo no Algarve

    A deslocação de Paulo Reimundo tem a ver com actual situação política, decorrente da demissão do primeiro-ministro do Governo de maioria do PS, que o PCP considera ser «uma oportunidade que o país e o Algarve devem aproveitar para mudar de política, para exigir um outro rumo que abra possibilidades de solução para os muitos problemas com que os trabalhadores e as populações estão confrontados».

    Caracteriza a difícil situação social decorrente dos baixos salários e pensões que considera insuficientes, e «o brutal aumento do custo de vida, dos problemas na Habitação e nos serviços públicos, em particular no Serviço Nacional de Saúde, as portagens na Via-do-Infante, a deficitária rede de transportes regional», e vem apresentar aos algarvios a alternativa de «continuar nesta aflitiva situação ou dar mais força ao PCP e à CDU».

    Na agenda de Paulo Raimundo está ainda o contacto com a população e feirantes no Mercado mensal de Moncarapacho, às 10:00 horas e um almoço-convívio em Faro, na Cooperativa de Consumo Popular de Faro – COOPPOFA, às 13:00 horas

  • Faleceu Margarida Tengarrinha

    Faleceu Margarida Tengarrinha

    O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português emitiu uma nota a informar do falecimento e a manifestar o seu profundo pesar por aquela que, «desde jovem, participou nas lutas estudantis de 1949 e 1954 em Lisboa, tendo sido membro da Direcção Universitária do MUD Juvenil».

    Ao longo dos anos, Margarida Tengarrinha publicou diversos livros sobre pintura, cultura popular e sobre a sua experiência e intervenção enquanto funcionária do PCP. Tem também uma vasta obra de artes plásticas. Foi professora na Universidade Sénior de Portimão onde leccionava História das Artes.

    Margarida Tengarrinha aderiu ao Partido Comunista Português, com 24 anos, em 1952 e «passou à clandestinidade em finais de 1954. A sua primeira tarefa foi então a criação, com José Dias Coelho (seu companheiro), da “oficina” de produção de documentos de identificação e outros necessários à intervenção clandestina do Partido. Em 1962, após o assassinato de José Dias Coelho, Margarida Tengarrinha foi para o exterior tendo exercido tarefas na «Rádio Portugal Livre». Em 1968 regressa a Portugal, tendo participado na redacção do «Avante!» e do jornal «A Terra». Foi responsável pelos organismos do Trabalho Camponês da Organização do Norte e posteriormente de Lisboa».

    Margarida Tengarrina participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, tendo sido expulsa da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa – ESBAL, pelo papel desempenhado na direcção da luta pela Paz aquando da reunião da NATO em Lisboa em 1952 e participou no Congresso Mundial de Mulheres realizado em Copenhaga, em 1953, e em 1963 em Moscovo.

    Membro do Comité Central do PCP desde Maio de 1974 até 1988. Após o 25 de Abril de 1974 foi membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa, integrou a Comissão para o Trabalho com os Pequenos e Médios Agricultores e a Comissão para a Reforma Agrária. Desde 1986 a viver em Portimão, integrou a Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.

    Margarida Tengarrinha teve uma vida inteiramente dedicada à luta e intervenção pela emancipação dos povos, pela democracia, o progresso social, a paz e o socialismo.

    O corpo de Margarida Tengarrinha estará em câmara ardente na Casa Mortuária da Igreja do Colégio em Portimão, na terça-feira, dia 31 de Outubro, a partir das 9h30, saindo às 12h30 para o crematório de Albufeira. A cremação realizar-se-á às 14h00.

  • Dificuldades no arranque do ensino no Algarve assinaladas pelo PCP

    Dificuldades no arranque do ensino no Algarve assinaladas pelo PCP

    Observa que, depois de dois anos de epidemia e de o último ano ter ficado marcado por uma forte instabilidade social nas escolas, «o governo PS continua a não querer resolver o conjunto de problemas que afetam a escola pública, a sua qualidade e o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem».

    Em muitos agrupamentos e escolas da região «não estão reunidas condições para o normal e adequado funcionamento das escolas e colocação atempada de todos os professores por forma a garantir a organização e programação das aulas e da vida escolar respeitante a professores, alunos, pais «continua a ser um elemento de forte instabilidade, naquilo que deveria ser uma abertura tranquila e normal do ano letivo».

    Para este partido «O Algarve é uma das regiões do País onde o problema é mais acentuado. São centenas, entre horários completos e incompletos em que falta a colocação de professores, atingindo todos os ciclos de ensino».

    O que em anos anteriores constituiu um problema fortemente contestado pelos docentes, «que é a sobrecarga horária com recurso a muitas horas extraordinárias e uma grande pressão e chantagem em alguns casos de professores em situação de baixas médicas», é também objeto de crítica por parte do PCP no Algarve.

    Propõe medidas concretas para atrair mais jovens para a profissão docente, colmatando a falta de professores e rejuvenescendo o quadro actual de docentes. No Algarve para além de professores, também faltam educadores, auxiliares, psicólogos e outros técnicos especializados, assinalam. «Há recurso a professores sem especialização para responder a alunos com necessidades educativas especiais, como acontece em Portimão, há alunos sem vigilância nos recreios, há também faltas no apoio psicológico e de acompanhamento a alunos com problemas de fala».

    Em matéria de condições, ou falta delas, também se verificam insuficiências como a escassez de salas em muitos agrupamentos, sobretudo no 1º ciclo onde até se recorre à instalação de contentores, para além do problema generalizado do elevado número de alunos por sala e turma, há refeitórios que simultaneamente são sala de aula, como acontece em Loulé.

    O PCP reafirma «a necessidade de se orientar e organizar o Sistema Educativo de acordo com o interesse da comunidade escolar, dos projetos educativos e do desenvolvimento do País». E propõe que «A Educação e a defesa da escola pública tem que ser encarada como um dos pilares de desenvolvimento e progresso do País, e não, como tem vindo a acontecer, considerada apenas mais uma despesa»,

    Diz que é «fundamental um Sistema Educativo que integre uma Escola Pública forte, dinâmica, moderna, que combata as desigualdades económicas e sociais, que dê aos alunos iguais oportunidades e os apoios necessários para que tenham sucesso escolar e educativo».

    O PCP continua a afirmar a necessidade de ser garantido o direito à educação de qualidade, e diz que «vai insistir em sede de Assembleia da República na discussão do Orçamento do Estado para 2024 com várias propostas, nomeadamente: na gratuitidade das fichas de exercícios para todos os alunos do ensino obrigatório; no reforço da acção social escolar; na garantia de verbas que deem às escolas recursos que lhes faltam para garantir uma educação efectivamente inclusiva e também que permitam resolver problemas de natureza sócio-profissional que estão a afastar profissionais das escolas e a impedir que os jovens optem pela profissão docente e outras, indispensáveis ao normal funcionamento das escolas».

  • Deputados europeus do PCP percorrem o Algarve

    Deputados europeus do PCP percorrem o Algarve

    João Pimenta Lopes e Sandra Pereira vão contactar com trabalhadores, populações, estruturas sindicais, empresas, associações e outras organizações, «focando o aumento do custo de vida, os baixos salários e a precariedade, a degradação dos serviços públicos, o direito ao emprego com direitos, o direito à habitação, a situação das actividades económicas, a defesa do ambiente e a defesa e promoção da produção regional – aprofundando o conhecimento dos problemas que se fazem sentir e apontando as soluções que são necessárias para lhes dar resposta», informa a Direcção Regional do partido.

    As múltiplas visitas, reuniões e encontros que terão lugar neste âmbito destinam-se a permitir a divulgação do trabalho realizado no Parlamento Europeu e dar relevo às grandes questões nacionais, mas também às regionais e locais, evidenciando a sua articulação com a intervenção levada a cabo pelo PCP no Parlamento Europeu.

    Às 18:00 horas do dia 28 está prevista ume Conferência de Imprensa, na Rua Jornal do Algarve, junto ao Centro de Trabalho do PCP, em Vila Real de Santo António

  • PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    Os trabalhadores reclamam a retirada das coberturas de fibrocimento, contendo amianto, perigoso para a saúde humana, não havendo, segundo eles, até ao momento nenhuma data para sua retirada.

    Para o PCP «são necessárias obras nas oficinas de mecânica, eletricidade e carpintaria, para alargar os seus espaços, melhorar o arejamento e aumentar a sua capacidade de armazenamento. Instalar um ponto de água, remodelar o refeitório com o fornecimento de uma refeição a baixo custo, melhorar as instalações sanitárias e balneários e requalificar a entrada dos armazéns, que alaga com a água da chuva são outras intervenções urgentes e reclamadas pelos trabalhadores».

    O PCP chama a atenção para a necessidade da melhoria das condições laborais, «nomeadamente a implementação de jornada contínua de trabalho nos meses de maior calor, minorando a penosidade das tarefas, o reforço do período de férias para os trabalhadores que não o gozam no período estival e o alargamento do Suplemento de Penosidade e Insalubridade a trabalhadores que lidam, diariamente, com produtos tóxicos, como na mecânica e pintura, são também questões focadas pelos trabalhadores como fundamentais à melhoria das suas condições de trabalho e a consequente promoção de um serviço público de qualidade no concelho».

    O PCP entende que a Câmara Municipal deve reunir com os trabalhadores, ouvir as suas propostas e a encontrar soluções para os problemas que precisam ser solucionados com urgência e fez um apelo aos trabalhadores para manterem a sua justa luta e à sua participação na jornada de luta do 1.º de Maio, em Faro.

  • PCP mobiliza-se em defesa da Constituição de 2 de Abril de 1976

    PCP mobiliza-se em defesa da Constituição de 2 de Abril de 1976

    Durante a sessão, que teve abertura de Jerónimo de Sousa e encerramento por parte de João Oliveira, dirigida por Carina Infante, registaram-se diversas intervenções sobre o texto constitucional e os avanços sociais que, sob a sua égide tiveram lugar na sociedade portuguesa, aprovado faz hoje precisamente 47 anos.

    O PCP anunciou que vai continuar a desenvolver este tipo de ações e entende que é necessário levar às novas gerações a mensagem de que o texto constitucional não bloqueia o desenvolvimento e o progresso da sociedade portuguesa e é um texto cuja frescura abre caminho a avanços sociais, sendo um dos mais avançados do Mundo em direitos, liberdades e garantias.

    Para o testemunhar, basta ler o respetivo articulado.

  • PCP dá nota positiva às novas instalações da PSP

    PCP dá nota positiva às novas instalações da PSP

    O edifício remodelado do antigo Posto Alfandegário, «foi adaptado às novas funções e terá, para os tempos atuais, as condições para o desempenho das missões da PSP e o agrado do corpo policial local, o que garantirá um desempenho mais adequado à garantia das necessidades de segurança atuais», diz aquele partido.

    O PCP não esqueceu o papel desempenhado com que desde há muito interveio na melhoria e concretização dos anseios do comando local da PSP para a adequação de instalações à sua missão, «expresso nos mandatos autárquicos à frente da Câmara Municipal de Vila Real de Stº António, que pela visão do presidente Alfredo Graça, mandou adquirir as instalações do Banco de Portugal e depois por António José Martins que concretizou a transferência para essas instalações».

    Releva também todos os esforços que posteriormente se desenvolveu, quer através da acção local, regional e com intervenção na Assembleia da República (com várias visitas e perguntas ao governo) para encontrar um terreno com outra centralidade depois que a estrutura do edifício da banco de Portugal terem deixado de oferecer condições de segurança condignas.

    O PCP «sempre esteve e estará no apoio à melhoria das condições de segurança para a população, assim como, que as forças policiais disponham dos adequados e proporcionais meios para as garantir», rematam.

  • Reforço da PSP no Algarve é dirigido ao Aeroporto diz o PCP

    Reforço da PSP no Algarve é dirigido ao Aeroporto diz o PCP

    Diz ainda aquele organismo regional que este dito reforço é no fundamental dirigido ao Aeroporto de Faro, «quando se sabe que está em curso o desmantelamento do SEF e, portanto, trata-se da substituição de uns por outros».

    Considera que a decisão entra em contradição com o que o Ministro da Administração Interna afirmou na região quanto à necessidade de reforçar a polícia de proximidade e que é completamente omissa quanto ao movimento, esse sim de grande escala, de aposentações de agentes por questões de limite de idade.

    O Algarve, tal como o restante território nacional, diz o PCP «enfrenta problemas relacionados com a segurança e tranquilidade das populações que são inseparáveis das políticas que ao longo de décadas têm desvalorizado as forças e serviços de segurança e os direitos dos seus profissionais».

    O PCP considera que, estando a região marcada por uma forte presença do Turismo, que chega a duplicar e a triplicar durante meses a população de alguns concelhos, o efetivo existente – PSP, GNR, SEF, PJ, PM – tem-se revelado claramente insuficiente para responder às necessidades das populações.

    Esta realidade, acrescentam. «convive com o arrastamento na construção e requalificação de infraestruturas muitas delas degradadas ou em condições precárias, tornando evidente que os interesses dos grupos económicos e as imposições da UE em torno do défice pesam mais para os Governos do PS e do PSD/CDS que os direitos dos cidadãos».

    Para a DORAL do PCP, nesta como noutras matérias, o «Governo PS não só tem que passar dos anúncios à prática, como deve investir de facto na segurança das populações, valorizando os direitos dos profissionais das forças e serviços de segurança, incluindo os salários e as carreiras, nas instalações e equipamentos destas forças, no alargamento de facto do seu efetivo de modo a garantir uma polícia de proximidade, a segurança e tranquilidade das populações».

  • Comunistas algarvios na Festa do Avante

    Comunistas algarvios na Festa do Avante

    A gastronomia é sempre um atrativo para visita ao pavilhão que representa a região do Algarve na Festa do Avante que começa amanhã na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, e se prolonga até à noite de domingo, 4 de Setembro. onde também acontece o debate, a cultura e a solidariedade.

    Segundo foi divulgado pela organização do PCP no Algarve vão acontecer momentos de debate sobre a realidade nacional e regional, solidariedade internacionalista e animação, ao mesmo tempo que se podem degustar os tradicionais e reconhecidos produtos regionais, do medronho ao marisco, do Dom Rodrigo à sandes de cavala, passando pelo artesanato regional.

    O programa na 46.ª edição da “Festa do Avante!” do Pavilhão do Algarve terá momentos de animação a cargo do Ao Luar Teatro, com a apresentação de «Zé do Burrinho e Xico Ovelha, Unplugged On Tour». No sábado, dia 3, está previsto um debate com o tema “Promover a proteção civil. Valorizar os bombeiros e as associações e, no domingo, acontece um momento de solidariedade internacionalista sobre o mote: “Colômbia – pela paz, democracia e progresso social com a participação do Partido Comunista Colombiano e Marcha Patriótica.

    A exposição «Saramago e a viagem ao Algarve», evocativa do centenário do nascimento do Nobel português da literatura e partindo do seu livro «Viagem a Portugal», que contém um importante roteiro sobre a cultura e património algarvios e que poderá também ser visitada no mesmo espaço.

    A estas propostas, juntam-se à vasta e diversificada programação que caracteriza a Festa do Avante! onde se integra ainda a aula de «Acroyoga para crianças de todas as idades», feita pelo algarvio Filipe Santos na manhã de Sábado, no espaço infantil.

    Para além da componente musical, onde se encontram nomes algarvios como os de Júlio Resende e Dino D`Santiago, assim como de artistas de outras partes do país e do mundo, o programa da “Festa do Avante!” envolverá também o teatro, as artes plásticas, a literatura, a ciência e atividades para as crianças, sem esquecer a diversidade gastronómica e as diferentes mostras de elementos da riqueza cultural do nosso país.

    A EP, entrada permanente, que permite o acesso à festa, durante os três dias pode ser adquirida nos Centros de Trabalho do PCP ou online até hojeo e tem um valor de 27 euros, sendo a festa acessível a toda a gente que nela pretenda participar, independentemente das convicções políticas.

    Os visitantes dispõem de um acampamento, assim como várias possibilidades de excursões em autocarro, com saída da região do Algarve, segundo informação da Direção da Organização Regional do Algarve do PCP, partido organizador da Festa do Avante.

  • Vítimas da gestão privada dos CTT diz o PCP Algarve

    Vítimas da gestão privada dos CTT diz o PCP Algarve

    Segundo o partido, cerca de oito anos depois da privatização dos CTT , em 2014, que o Governo PSD/CDS concretizou, confirmam-se todas as consequências negativas para as salienta ter alertado atempadamente.

    E, explicando o seu posicionamento, afirma que «A lógica de uma gestão desligada dos interesses e necessidades das populações e amarrada aos milhões de euros de lucros que os acionistas estão a ganhar, é a que prevalece. Continua o encerramento de balcões e a redução do seu horário de funcionamento, o despedimento de milhares de trabalhadores (mais de 4000 desde a privatização) e a incapacidade – dados os baixos salários – para fixar novos trabalhadores e a transformação dos CTT num banco privado, em detrimento do serviço postal de qualidade que deveria assegurar»

    Na região do Algarve, diz ainda o PCP, multiplicam-se as queixas e as denúncias quanto aos atrasos na entrega do correio, situação essa que se agrava durante o verão, com reformados a receberam a sua reforma dez dias depois do previsto, com faturas da luz a chegar aos clientes já depois dos prazos de pagamentos, com a imprensa regional a queixar-se de que os jornais chegam a casa dos leitores duas a três semanas depois, com as populações e as empresas prejudicadas com o correio normal e mesmo o azul a chegar cada vez mais tarde.

    Os problemas mais agudos sentem-se junto das populações mais isoladas da serra e interior algarvio, mas também nos grandes centros urbanos, «assistiu-se à redução do número de giros por parte dos carteiros que, tal como outros trabalhadores, não têm mãos a medir para tanto trabalho».

    Tudo isto acontece com a «completa cumplicidade do governo PS que, em vez de ter recuperado para o Estado o controlo e a propriedade dos CTT, ainda recentemente prolongou o contrato de concessão do serviço postal até 2028».

    O PCP entende que as populações algarvias precisam de um serviço postal de qualidade e proximidade e que o Algarve e o País estão a andar para trás nesta como noutras matérias.

    «Como a vida está a confirmar a privatização dos CTT só beneficiou a família Champalimaud e diversos fundos de investimento norte-americanos. O PCP reclama uma intervenção urgente do Governo – que não se pode esconder por detrás da ANACOM – para pôr cobro a uma situação que está a prejudicar a vida de quem trabalha, de milhares de empresas, dos reformados e pensionistas. A defesa do interesse do Algarve e do País reclama a recuperação do controlo público desta empresa», termina.

  • PCP faz comício de Verão no Algarve com Jerónimo de Sousa

    PCP faz comício de Verão no Algarve com Jerónimo de Sousa

    A iniciativa insere-se num conjunto de comícios de verão promovidos pelo PCP nos meses de Julho e Agosto – Alte (9 Julho), Faro (23 Julho), Lagoa (24 Julho), Albufeira (5 Agosto), Olhão (6 Agosto), Lagos (12 Agosto), Quarteira (17 Agosto), Portimão (18 Agosto), Armação de Pêra (20 Agosto), Odeceixe (24 Agosto) – e que antecedem a realização da Festa do Avante nos dias 2, 3 e 4 de Setembro.

    Para a DORAL do PCP, a participação do secretário-geral na iniciativa de 14 de Agosto, «dará voz à luta pelo aumento dos salários e das pensões, à exigência de regulação dos preços dos bens e serviços essenciais, à defesa dos serviços públicos, à luta pela paz e por uma solução política dos conflitos em vez da política de confrontação, guerra e sanções que está a beneficiar os grupos económicos (veja-se os lucros da GALP, da EDP, da SONAE, da Jerónimo Martins ou da banca nos primeiros seis meses do ano) e o aproveitamento que fazem da atual situação».

    Quanto aos problemas específicos do Algarve, «da exploração e da precariedade dos trabalhadores do Turismo e outros sectores à falta de respostas na habitação, da situação de seca que atinge a região aos impactos dos fogos florestais, da falta de médicos de família à manutenção das portagens na Via do Infante, serão também abordados, evidenciando as soluções que o PCP tem vindo a apresentar e que se confrontam, quer com a política do Governo PS, quer com os projetos de retrocesso social que PSD, Chega, IL e CDS apresentam ao País».