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Etiqueta: património

  • Mértola requalifica património religioso

    Mértola requalifica património religioso

    Este protocolo, visa o apoio no seguimento das ações de conservação e reabilitação do património religioso existente no concelho e o município revelou ter a intenção de próximos anos continuar a comparticipar financeiramente as ações de conservação e reabilitação das igrejas com o montante máximo de 18 245,00€, tal como já o fez em anos anteriores.    

    Estas ações de conservação do património têm como objetivo não apelas evitar a degradação, bem como potenciar estes espaços como locais de visita.

  • Oficina de costura avental com tecido

    Oficina de costura avental com tecido

    A oficina terá a orientação de Maria José Torres e Marilyn Pannett e será realizada no CIIP, em Santa Rita já amanhã, domingo, 15 de Maio, entre as 10:00 e as 17:00 horas, com pausa para almoõ.

    Será necessário necessário saber utilizar máquina de costura própria e transportável. O valor da oficina inclui kit de tecidos necessários para o avental, porém cada participante pode levar, se o desejar, retalhos a seu gosto para personalizar o seu avental, bem como rendas ou fitas decorativas.

    É também necessário levar alfinetes, tesoura de bico fino e, preferencialmente, uma vez que o processo de coser à mão será muito demorado atendendo ao tempo da oficina.

    O valor mínimo da participação reverter para ajuda humanitária à Ucrânia.

  • Conferências sobre património religioso em Lagoa

    Conferências sobre património religioso em Lagoa

    No âmbito do projeto de inventário e catálogo monográfico do património e da memória político administrativa do município de Lagoa, a autarquia tem em curso o inventário do património histórico, arquitetónico e artístico do seu território.

    Este inventário, que é ao mesmo tempo catálogo, sustentado por trabalho de terreno e criteriosa crítica de fontes e bibliografia, abrange todo o património religioso e tem também por objetivo a disseminação do conhecimento sobre esta área patrimonial.

    A conferência prevista pretende divulgar a metodologia de trabalho, sustentada na gestão da informação, e partilhar alguns dos dados ainda em construção. Este trabalho incide não somente no património considerado nobre como é o caso, por exemplo, da Igreja Matriz de Estômbar, mas também no considerado pequeno património, como é caso dos Passos da Paixão de Cristo da cidade de Lagoa.

    A conferência será dinamizada por Bárbara Santos que é mestranda em História e Patrimónios, com especialização em História da Arte, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, e licenciada (2020) em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que presta serviços no Município de Lagoa, como técnica na área de História da Arte, estando integrada no projeto da Casa da Cidadania de Lagoa. Entre 2020 e 2021 realizou nesta câmara o seu Estágio PEPAL.

  • Alcoutim e Associação Cumeadas unem-se pelo património natural

    Alcoutim e Associação Cumeadas unem-se pelo património natural

    O protocolo, no valor de 28.00 euros, tem por objetivo «dinamizar o trabalho de equipa nas diversas áreas em que a associação presta serviços, no sentido de melhorar e valorizar todas a comunidade rural, designadamente com o desenvolvimento de ações de sensibilização junto da população, assim como colaboração na organização de jornadas e eventos».

    Pretendem também apoiar o funcionamento ativo da equipa de Sapadores Florestais, cujas competências passam pelo desenvolvimento de ações de silvicultura preventiva, ações de vigilância de incêndios e apoio ao combate, em primeira intervenção, ações de rescaldo e vigilância após rescaldo.

    A Cumeadas tem sede na aldeia do Pereiro e presta apoio, desde 2000, aos produtores florestais alcoutenejos. A associação tem como principal missão dinamizar o investimento sustentável em Alcoutim, procurando descomplicar os projetos de desenvolvimento. É hoje, também, um parceira na defesa da floresta e dos seus recursos e na gestão e ordenamento do território.

  • Concursos sobre três imóveis de Castro Marim do Fundo Revive  Natureza

    Concursos sobre três imóveis de Castro Marim do Fundo Revive Natureza

    Há agora um prazo para a apresentação de candidaturas que decorre até ao próximo dia 28 de abril, com toda a informação disponível no site do Fundo. Estas candidaturas abrangem os sete imóveis afetos ao Fundo Revive Natureza, cujos prazos terminam no próximo dia 14 de março, «Casa Florestal de Sapadores», no distrito de Coimbra e concelho da Figueira da Foz; «Casa de Cantoneiros de Poio Negro», no distrito da Guarda e concelho de Manteigas; «Casa de Jones», no distrito da Guarda e concelho de Manteigas; «Moinhos da Corredoura», no distrito da Guarda e concelho de Celorico da Beira; «Casas Florestais do Bloco do Talhão 1», no distrito de Leiria e concelho da Marinha Grande; «Casa Florestal de Praia», no distrito de Leiria e concelho da Marinha Grande; e «Casa Florestal do Pedrógão», no distrito e concelho de Leiria.

    No âmbito de 25 concursos já encerrados, respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais, foram apresentadas e analisadas 367 candidaturas, o que «reflete o grande interesse demonstrado por parte dos privados na reabilitação e valorização deste património devoluto há anos, mas com um elevado potencial de atração turística». Todos estes imóveis têm já a decorrer projetos inovadores que se espera venha dar nova vida às “Casas da nossa história”, gerar riqueza e criar novos postos de trabalho.

    O Fundo Revive Natureza chegou ao final de 2021 com 38 concursos lançados, dos quais 32 respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais e 6 relativos a estações de caminho de ferro. 

    Refira-se, ainda, que aos primeiros concursos para atribuição de direitos de exploração sobre as seis estações ferroviárias, lançados a 28 de setembro de 2021 e cujo prazo para apresentação de candidaturas terminou no passado dia 26 de janeiro, foram apresentadas 11 propostas.

    Foi manifestado manifestado interesse para as seis estações, uma vez que todas obtiveram pelo menos uma candidatura, sendo aquela que suscitou maior procura a do Vimieiro, localizada no concelho de Arraiolos.

    Durante o ano de 2022, a TF Turismo Fundos, em conjunto com a IP Património, pretende lançar os restantes concursos relativos às estações ferroviárias.  e a Secretária de Estado do Turismo acredita, ainda que «num futuro próximo, todos nós poderemos reviver estes imóveis e embarcar em novas experiências para conhecer o património natural, cultural e histórico dos territórios».

  • «Cercado das Alcarias» Mesquita-Mértola publicam resultados

    «Cercado das Alcarias» Mesquita-Mértola publicam resultados

    O trabalho está assinado por Maria Fátima Palma do CEAACP – Campo Arqueológico de Mértola e Bilal Sarr da Universidade de Granada sobre a Primeira Campanha de trabalhos | 2021, realizada noo verão de 2021, entre junho e setembro, na Aldeia de Mesquita, na Freguesia do Espírito Santo, Concelho de Mértola.

    O nosso jornal acompanhou de perto o início deste projeto em que toda a população da aldeia passou a acreditar, e o início do «Projeto IACAM – Intervenção Arqueológica das Cercas das Alcarias de Mesquita (Mértola, Portugal)». como é designada a intervenção arqueológica, cujos primeiros resultados vieram a lume no número 9 da revista Kairos.

    Da Hispânia ao al-Andalus: Arabização, islamização e resistência no meio rural «nasce em resultado dos mais recentes trabalhos de investigação arqueológica no território de Mértola enquadráveis entre o século VIII e XIII. Mas, sobretudo, só foi possível devido a uma antiga parceria entre o Campo Arqueológico de Mértola e a Universidade de Granada, nomeadamente com o grupo de investigação THARG (HUM-162) do Departamento de História Medieval, Ciências e Técnicas Historiográficas», revelam os autores.

    Muitas das linhas de investigação são eixos comuns e têm vindo a fortalecer-se há décadas, mas continuando atuais e pertinentes, destacam e, «para o caso em questão destaca-se a transição do mundo tardo antigo ao alto medieval e os processos de transformação (arabização e islamização) que levam ao desaparecimento da Hispânia e à formação do al-Andalus»

    E foi assim que, após uma vontade conjunta em estudar o território de Mértola, foi eleita a zona da Aldeia da Mesquita, devido a diversos fatores e evidências histórico arqueológicas que levaram à candidatura e obtenção de financiamento no programa de “Proyectos de investigación e intervención arqueológica española en el exterior“, do Ministério da Cultura e Desporto de Espanha (Projeto T002020N0000045514). Este projeto foi candidatado através da Universidade de Granada – Espanha (UGR) e dirigido pelo professor e investigador Bilal Sarr (UGR) juntamente com a arqueóloga Maria Fátima Palma (Campo Arqueológico de Mértola/CEAACP/FCT-BD/ 118065/2016/UGR), com uma importante participação financeira da Câmara Municipal de Mértola, organização do Campo Arqueológico de Mértola, e com o apoio essencial do Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património (CEAACP), do Museu de Mértola, da Sociedade Recreativa Mesquitense, Mesquita Turismo de Aldeia e da Junta Freguesia do Espírito Santo.

    A escolha desta zona foi determinada pelos elementos atrás referidos, bem como dos próprios interesses do projeto de investigação, no sentido de caracterizar a ocupação humana neste território na cronologia abordada (entre os séculos VI –XIII). Assim os objetivos gerais do projeto e desta intervenção visam contribuir para o debate da transição do mundo tardo antigo ao alto medieval; Estudar o processo de arabização e islamização e as suas resistências no ocidente islâmico, mais especificamente nesta região do Garb al-Andalus; Analisar as transformações no âmbito rural nos séculos tardo-antigos e da alta idade média; Fortalecer as relações hispano-lusas, especialmente, no que respeita a colaborações em cultura e investigação; Gerar conhecimento e divulgar socialmente para ajudar a construir uma sociedade mais e melhor instruída, e que possa gerir e divulgar o seu património, não só no presente, mas também no futuro; Fomentar a proteção e preservação da cultura e do património; Gerar e valorizar os novos elementos patrimoniais, contribuindo indiretamente para o desenvolvimento de novos modelos de turismo cultural e sustentabilidade, em consonância com a zona em que se insere o sítio arqueológico (Freguesia do Espírito Santo, concelho de Mértola, Baixo Guadiana).

    Trabalhos de prospeção geofísica com GPR, na zona da Cerca das Alcarias, a cargo do Laboratório de Geofísica e Sismologia de Universidade de Évora –27/07/2021.

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  • Ganhar a cidadania para o património pombalino

    Ganhar a cidadania para o património pombalino

    Enumero, para que não se percam no esquecimento do tempo, alguns dos nomes principais daqueles que, sempre bem acolhidos, mas por vezes mal compreendidos, deram parte do melhor do seu esforço para que, no dias de hoje, ainda possamos respirar alguma da realidade do que foi a vila fundada pelo Marquês de Pombal, dentro do espírito do Século das Luzes.

    Começo pelo arquitecto Joaquim Cabeça Padrão, o primeiro que iniciou vários estudos sobre o património no território do Algarve, com maior incidência no concelho de Albufeira. Ele fez as primeiras fotografias e o levantamento daquilo que ainda existia de pé, no início dos anos setenta. Já faleceu, mas ainda tive oportunidade de trocar com ele alguma palavras e impressões que ajudaram a que também ficasse cativo pela causa do património. 

    No início dos anos 80, um grupo de intelectuais interessados pelo património, onde se encontravam o dr. Fernando Reis,  o eng.  Eduardo Horta Correia, o arq. João Horta e o historiador Hugo Cavaco, reuniu-se em torno da revista ADIPACNA, tendo realizado um seminário, que contribuiu para o lançamento da ideia da necessidade de classificação do núcleo pombalino. Esta ideia foi acolhida pela câmara municipal, então presidida por Alfredo Graça e onde o vereador do pelouro da cultura e do urbanismo era António José Martins que viria a ser mais tarde também presidente da câmara municipal. 

    António Murta e Luís Gomes também tomaram  acções de relevo com o objectivo de levar à lei a classificação do núcleo histórico pombalino. O arq. Rui Figueiras, um jovem precocemente ceifado pela morte, também viria a ter um papel determinante neste processo, em especial na minúcia da análise e na recuperação do Torreão Sul.

    Pode afirmar-se que, mais pressão, menos pressão, mais cedência menos cedência, todos os que em Vila Real de Santo António se interessavam pelas questões do património vieram a ter a sua oportunidade de participar na defesa do património pombalino e nalgumas ações para a sua recuperação, embora, as verbas fossem sempre curtas. 

    Deve também figurar nos registos que o projecto de recuperação do edifício da câmara municipal e outros da zona histórica, elaborado pelo arquitecto João Horta, ainda sob a responsabilidade da Câmara municipal socialista e entregue para ser apoiado pelos fundos do Interreg II, já pela câmara CDU presidida por António José, nunca chegou a ser posto em prática porque as verbas daquele programa “sumiram” nas opções de responsáveis regionais para outros projetos muito longe da fronteira, cujas assimetrias se procurava corrigir.

    E chegamos hoje, depois de vários estudos internacionais, diversos seminários e congressos, a relembrar novamente a necessidade manter vivac a valorização do património do iluminismo, onde o núcleo histórico da nossa cidade se enquadra. Num tempo em que deve estar na ordem do dia a construção de uma sociedade socialista, é validamente progressista lembrar que, no advento do triunfo do capitalismo sobre a sociedade feudal, também existiu progresso e avançado para a Humanidade, embora este sistema esteja ultrapassado no seu desígnio.

    Aprendi, pela participação nestes eventos, a tirar uma constatação que gostaria de exprimir, no sentido de se tentar compreender alguma distanciação por parte das populações locais das ações em defesa do património, identificadas como exercício de elites ou, pior, como sorvedouros de dinheiro público ou empecilhos para a construção de edifícios modernos.

    É que, são os especialistas que o dizem, a beleza e o valor do património de Vila Real de Santo António, não reside nos seus edifícios de arquitetura pobre, destinados na sua origem a residências e a apoios à fabricação e conservação do pescado. Reside sim, na monumentalidade da sua retícula, do retângulo perfeito, na relação do obelisco e da praça com os eixos dos poderes temporal e espiritual, tendo por centro o rei absoluto. E, também, no facto de ter sido em Vila Real de Santo António que se terá ido mais longe, a nível mundial, na implantação da ideia do urbanismo iluminista.

    E é isto que tem de ser explicado às pessoas, para que a defesa passe para a cidadania e para não ser apenas objecto de louváveis e bem vindos estudos académicos, mas fazer parte da memória de toda a gente.

    José Estevão Cruz

  • Oficina de cerâmica em Cacela

    Oficina de cerâmica em Cacela

    Realizou-se no CIIP Cacela, em Santa Rita, concelho de Vila Real de Santo António,no passado Domingo, mais uma oficina, desta vez sobre Estampagem em Cerâmica.
    Com a ceramista Annette Kalle, o Centro de Informação e Conservação do Património de Cacela, explorou diversas técnicas de estampagem em cerâmica (com rendas, redes, plantas,…) criando peças que, depois de cozidas, embelezarão as as casas das pessoas.

  • Casula regressa e está exposta no Núcleo Museológico de Arte Sacra de Mértola

    Casula regressa e está exposta no Núcleo Museológico de Arte Sacra de Mértola

    As duas custódias do século XVII e um ex-voto ao Senhor do Calvário do século XIX, segundo informa a câmara municipal de Mértola, «foram de imediato integrados na exposição do núcleo de Arte Sacra tendo uma casula, que também integrava este lote, ficado em reserva porque necessitava de um expositor específico com condições adequadas à sua conservação».

    Trata-se de uma casula do século XVI, executada em veludo bordeaux com a aplicação de um bordado. Os motivos decorativos sob a base de linho, bordado a ouro, são executados em seda recortada contornada por um fino fio de cor azul representando, para além de elementos vegetalistas, centauros, um unicórnio e outros animais como aves e coelhos. Para esta casula foi executado um expositor que responde aos requisitos da conservação, mas também da segurança e do destaque que esta peça merece.

    A Câmara Municipal de Mértola e o Museu de Mértola mostram-se reconhecidos à Diocese de Beja, à Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Mértola e ao Sr. Padre António Marques de Sousa, a devolução destes objetos ao seu local de origem e convida a população do concelho de Mértola para (re)visitarem o núcleo de Arte Sacra e desfrutarem deste Património que considera ser de todos.

  • Escavações promissoras em Mesquita – Mértola

    Escavações promissoras em Mesquita – Mértola

    Estiveram presentes vários participantes do Campo Arqueológico de Mértola, Marco Fernandes, arqueólogo e José Nogueira, ajudante, a equipa do Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora e Instituto de Ciências da Terra, liderada por Bento Caldeira, José Borges, Rui Oliveira e os diretores da intervenção e do projeto IACAM, Mª de Fátima Palma e Bilal Sarr.

    A prospeção geofísica tem-se centrado no setor 1, ao pé da Ermida de Nossa Senhora das Neves e no seu interior. As primeiras impressões têm sido muito promissoras, até elevando as expectativas dos resultados da investigação que já se projetava no setor.

    Além disso, algumas áreas foram limpas, removendo pedras colapsadas para facilitar os levantamentos GPR nos sectores 2, 3 e 4. O material recuperado tem sido abundante, sendo as mais importantes as peças meladas e manganês e de vidrado verde que ligam Mesquita à rede de troca de al-Andalus.

    Interior da Ermida da Aldeia da Mesquita
  • Património religioso de Mértola com apoio municipal

    Património religioso de Mértola com apoio municipal

    A câmara municipal de Mértola está a comparticipar com o montante de dezoito mil euros para, na primeira fase, serem executadas pinturas exteriores e interiores, pequenos arranjos e rebocos, e iluminação nos edifícios das igrejas de Alcaria Ruiva, Algodôr, Corte Gafo de Cima, Santana de Cambas, Vale de Açor de Cima e Capela da Nª Srª das Neves, em Mesquita.

    Concluídas estão já as intervenções nas igrejas de Alcaria Ruiva, Algodôr, Corte Gafo de Cima e vale de Açor de Cima.

    A autarquia salienta que, é de todo o interesse renovar o protocolo de colaboração, tendo em conta a necessidade de intervenções em outros edifícios religiosos do concelho e está a ser realizado um levantamento em todas as igrejas, de forma a intervencionar, no próximo ano as prioritárias.

  • Passeios pedestres de interpretação da paisagem

    Passeios pedestres de interpretação da paisagem

    Na 14ª edição de “Passos Contados”, seis passeios temáticos distribuídos entre Junho e Novembro, propõem novas experiências de interpretação e descodificação das paisagens culturais, seus valores naturais e elementos patrimoniais, no sotavento algarvio.

    Para a organização, o CIIP, trata-se de «uma forma diferente e estimulante de conhecer o nosso património, conversando com os orientadores dos percursos e numa relação próxima com a natureza».

    Este ano começam em Junho, com um percurso que propõe a exploração das margens da Ria Formosa, à procura dos animais da maré baixa com as biólogas Paula Moura e Ana Moura; em Julho, é a observação das estrelas e constelações num percurso noturno com o astrónomo Ricardo Freitas; em Agosto, é proposto um final de dia na safra do sal nas salinas da foz do Guadiana com os produtores de sal Jorge Filipe Raiado, Sandra Madeira e salineiros; em Setembro, é dado a conhecer e valorizar o pomar tradicional de sequeiro (o figo, a amêndoa e a alfarroba) no barrocal algarvio com a engenheira Ana Arsénio, o agricultor João Sol e o arquiteto paisagista José Carlos Barros; em Outubro, será explorado o ciclo do medronho: do fruto à aguardente com os engenheiros Ana Arsénio e David Santo e elementos da população local.

    «Passos Contados» encerram em Novembro com uma experiência de descoberta de Cacela Velha e Vila Real de Santo António a partir da poesia e da prosa com e poeta José Carlos Barros.

    A iniciativa realiza-se com cumprimento das normas de controlo e segurança definidas pela DGS no âmbito da pandemia de COVID 19. Uso de máscara obrigatório. A edição deste ano insere-se no Projeto «Bezaranha», enquadrado na Operação “ALG-04-2114-FEDER-00009 Algarve – Programação Cultural em Rede”, ao abrigo do Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020, com organização da câmara municipal de Vila Real de Santo António e o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela

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  • Preocupação com a Fortaleza de Cacela Velha

    Preocupação com a Fortaleza de Cacela Velha

    Sandra de Jesus questiona sobre «qual o interesse por detrás desta demora e inércia», uma vez que , «a cada dia que passa, a situação agrava-se mais e mais».

    A Resolução em causa data de 30 de Maio de 2018, precisamente há três anos, e foi tomada pela Assembleia da República, por iniciativa do PCP. Era recomendado ao Governo que promovesse, «com caráter de urgência, uma intervenção na Ria Formosa na zona de Cacela Velha e da Fábrica com vista à preservação do património ambiental e cultural e das atividades económicas que aí se desenvolvem»

    E observava que, longo dos últimos anos, «em consequência do forte assoreamento, muitos viveiros na zona de Cacela Velha e da Fábrica foram desativados, a atividade de marisqueio sofreu um declínio acentuado, muitas embarcações de pesca tiveram de ser deslocadas para outras zonas do litoral algarvio e as atividades marítimo-turísticos ficaram fortemente condicionadas, com dramáticas consequências para a preservação das comunidades locais e do seu modo de vida.»

    Os fortes temporais no inverno de 2017 agravaram os problemas existentes e colocaram em risco o conjunto patrimonial do Núcleo Histórico de Cacela Velha, classificado como Imóvel de Interesse Público.

  • O Cante Alentejano foi deixado para trás pela câmara de Beja diz a CDU

    O Cante Alentejano foi deixado para trás pela câmara de Beja diz a CDU

    No 6.º aniversário do reconhecimento do Cante Alentejano como Património Cultural e Imaterial da Humanidade, a CDU afirma que o executivo PS na Câmara de Beja deixou cair a estratégia de promoção. 

    A coligação PCP-PEV emitiu um comunicado no qual interpreta a atitude da câmara municipal de Beja no 6º do aniversário do reconhecimento do Cante Alentejano como Património Cultural e Imaterial da Humanidade como o ter deixado «cair a estratégia de promoção». 

    Recorda que em 2015, foi aprovada na Assembleia Municipal de Beja a classificação do Cante Alentejano pela UNESCO como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, e que no âmbito desta estratégia, o município concretizou o projeto «Cante nas escolas», a fim de criar raízes desta prática nas idades mais jovens, «rentabilizando artistas e músicos locais».

    Diz a CDU que, a maioria PS, que tinha votado contra a candidatura, está a demonstrar «uma enorme falta de sensibilidade sobre todo o processo» e que «não foi capaz de dar continuidade a nenhum dos objectivos desta estratégia».

    Os eleitos da CDU afirmam no mesmo comunicado que as medidas de salvaguarda pretendem «assegurar a identidade musical da região e a sua perpetuação geracional» e desafiam a câmara municipal para que tome medidas imediatas que «valorizem este património mundial, fomentando o envolvimento de todos os agentes e actores do cante, grupos corais, autarquias, instituições e pessoas singulares, de forma a prosseguir a dinâmica criada aquando da candidatura».