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  • Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Algarve ganha novo selo da UNESCO

    Geoparque Algarvensis entra na Rede Mundial

    O Algarve atingiu ontem um marco histórico na preservação e promoção do seu território. O Geoparque Algarvensis foi oficialmente integrado na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO (GGN), um reconhecimento que coloca o património geológico, natural e cultural dos municípios de Loulé, Silves e Albufeira na elite da sustentabilidade global.

    Com este anúncio, o Algarvensis passa a figurar num grupo restrito de 241 geoparques em 51 países, reforçando a estratégia da região em diversificar a sua oferta para além do turismo de sol e mar, apostando no turismo científico, educativo e de natureza.

    Um Trabalho de Continuidade e Cooperação

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, que apoiou a candidatura desde a génese, sublinha que este sucesso é o resultado de anos de trabalho em rede.

    A estrutura destaca o papel crucial dos municípios fundadores e das suas lideranças, unindo esforços entre:

    • Albufeira: Iniciado pelo falecido José Carlos Rolo e continuado por Rui Cristina.
    • Loulé: Impulsionado por Vítor Aleixo e agora por Telmo Pinto.
    • Silves: Liderado por Rosa Palma e, atualmente, por Luísa Conduto.

    A candidatura contou ainda com o suporte científico da Universidade do Algarve e a colaboração de entidades como a AMAL, a Região de Turismo do Algarve e a Associação In Loco.

    O que muda para a região?

    Este selo da UNESCO não é apenas um título honorífico; é uma ferramenta de desenvolvimento económico e ambiental. Segundo a CCDR Algarve, o reconhecimento abre portas para, em termos de qualificação Territorial passar a existir maior proteção e valorização da biodiversidade e dos recursos geológicos únicos.

    Torna-se mais competitivo para atração de novos nichos de mercado e financiamento internacional para projetos de conservação.

    Em termos de afirmação global adquire um posicionamento do Algarve como um destino de excelência em sustentabilidade e valorização de recursos endógenos.

      Este reconhecimento constitui um marco histórico… evidenciando a relevância do património geológico, natural e cultural à escala global”, refere a CCDR Algarve em comunicado.


      Contexto: O que é a Rede Mundial de Geoparques?

      Os Geoparques Mundiais da UNESCO são áreas geográficas unificadas onde sítios e paisagens de relevância geológica internacional são geridos com um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. O Geoparque Algarvensis junta-se agora aos 12 novos parques anunciados pela organização este ano.

      Para mais informações sobre os novos geoparques: unes.co/tsoecm


      Nota ao Editor:
      O Geoparque Algarvensis abrange uma vasta área do Barrocal e Serra algarvia, sendo um dos seus principais pilares a jazida do Metoposaurus algarvensis, uma espécie de anfíbio gigante com cerca de 227 milhões de anos que dá nome ao projeto.

      JEC e F. Pesquisa

    1. Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta Rumo à Classificação Nacional

      Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta Rumo à Classificação Nacional

      A histórica Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta, no Algarve, está prestes a ser elevada à categoria de património de interesse nacional.

      A decisão, que deverá ser formalizada nos próximos meses, reconhece a importância cultural e histórica deste edifício emblemático, testemunha de décadas de dedicação ao salvamento marítimo e à segurança da comunidade piscatória local.

      A Estação de Socorros, localizada estrategicamente na linha da frente da Fuzeta, desempenhou um papel crucial no apoio a embarcações em dificuldades e no resgate de vidas em perigo nas águas desafiantes da Ria Formosa e do Atlântico adjacente.

      A sua construção, datada do início do século XX, reflete um período de crescente preocupação com a segurança marítima, impulsionada pelo desenvolvimento da pesca e do comércio marítimo na região.

      Fontes próximas ao processo de classificação adiantam que a iniciativa partiu de um conjunto de esforços concertados entre a autarquia de Olhão, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e diversas associações de defesa do património local.

      A apresentação de um dossier robusto, que detalha a relevância histórica, arquitetónica e social da Estação de Socorros, foi fundamental para sensibilizar as autoridades para a necessidade de proteger e preservar este valioso legado.

      «Esta classificação nacional é um reconhecimento justo e merecido da importância da Estação de Socorros para a identidade da Fuzeta e da região algarvia» afirmou um representante da autarquia, que preferiu não ser identificado. «Estamos empenhados em garantir que este património seja preservado para as futuras gerações, honrando a memória daqueles que aqui serviram e arriscaram as suas vidas para salvar outros.»

      Espera-se que a classificação nacional impulsione a requalificação e revitalização da Estação de Socorros, transformando-a num espaço museológico e interpretativo, onde os visitantes poderão conhecer a história do salvamento marítimo no Algarve e a importância da Ria Formosa para a comunidade local.

      A reabilitação do edifício deverá incluir a recuperação da sua arquitetura original e a criação de espaços expositivos que retratem a história da estação, os equipamentos utilizados e as histórias de vida dos homens e mulheres que ali trabalharam.

      O processo de classificação, que se encontra numa fase adiantada, deverá ser concluído até ao final do ano corrente.

      A DGPC já manifestou a sua concordância com a proposta e está a ultimar os procedimentos legais necessários para a sua formalização.

      Após a publicação em Diário da República, a Estação de Socorros a Náufragos da Fuzeta passará a integrar o património nacional, garantindo a sua proteção e preservação para as futuras gerações.

      A atribuição desta distinção nacional representa um passo importante para a valorização do património marítimo português e para a promoção do turismo cultural na região algarvia, consolidando a Fuzeta como um destino de excelência para quem procura conhecer a história e a cultura do litoral português.

      foto: José Prego from Moura, Portugal, CC BY 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by/2.0, via Wikimedia Commons
    2. Mértola Aposta na Preservação do Património

      Mértola Aposta na Preservação do Património

      Programa “Casas Brancas

      A Câmara Municipal de Mértola lançou o programa “Casas Brancas”, uma iniciativa ambiciosa que visa apoiar financeiramente a renovação das fachadas das habitações no centro histórico da vila, promovendo a salvaguarda da sua identidade arquitetónica.

      O programa oferece apoios que podem cobrir até 90% do valor da obra, incentivando proprietários, arrendatários e ocupantes de imóveis a preservar as características tradicionais da vila.

      “Preservar a identidade de Mértola é cuidar do nosso património”, afirma a autarquia, sublinhando a importância da iniciativa para a valorização da imagem urbana e para a manutenção da arquitetura que distingue a vila.

      O programa “Casas Brancas” surge como resposta à necessidade de revitalizar o centro histórico, garantindo que as intervenções respeitem a história e cultura locais.

      Para além do apoio financeiro significativo, o programa estabelece critérios específicos para as obras de renovação. Segundo informação disponibilizada no site da autarquia (merto.la/casasbrancas), as candidaturas devem seguir as seguintes diretrizes:

      Tipologia da Intervenção: As intervenções elegíveis incluem a pintura e caiação exterior de fachadas, com especial atenção à utilização de materiais e técnicas tradicionais.


      Cores e Acabamentos: A escolha das cores deve respeitar a paleta tradicional de Mértola, com predomínio do branco e outros tons claros que caracterizam a paisagem urbana.


      * **Materiais:** A utilização de materiais compatíveis com a arquitetura tradicional é fundamental, com preferência por cal e outros materiais naturais.
      * **Aprovações:** As intervenções estão sujeitas a aprovação prévia da Câmara Municipal, garantindo que o projeto está em consonância com as normas de preservação do património.
      * **Documentação:** Os candidatos devem apresentar documentação detalhada, incluindo plantas do imóvel, orçamentos e fotografias do estado atual da fachada.

      Os interessados em candidatar-se ao programa “Casas Brancas” devem consultar o site da Câmara Municipal (merto.la/casasbrancas) para conhecer todos os detalhes, normas e documentação necessária. A autarquia espera que esta iniciativa contribua para a revitalização do centro histórico de Mértola, consolidando o seu estatuto como um local de referência no património nacional.

    3. São Brás de Alportel celebra o Património Arquitetónico

      São Brás de Alportel celebra o Património Arquitetónico

      Entre os dias 19 e 26 de setembro, São Brás de Alportel irá acolher um programa diversificado de atividades no âmbito das Jornadas Europeias do Património (JEP) 2025, subordinadas ao tema «Património arquitetónico – janelas para o passado, portas para o futuro».

      O programa, que inclui visitas guiadas, oficinas para famílias e conversas com especialistas, visa explorar a rica história e o património da vila, com foco no seu património arquitetónico.

      A iniciativa arranca na sexta-feira, dia 19 de setembro, com a visita guiada «Que Histórias nos contam as casas? – da Arquitetura civil à arquitetura religiosa». Destinada a alunos, a atividade, conduzida pela arqueóloga Angelina Pereira, terá lugar na Igreja Matriz de São Brás de Alportel, entre as 09h45 e as 11h45, com o objetivo de sensibilizar para a importância da salvaguarda e valorização do património arquitetónico do Centro Histórico.

      No sábado, dia 20 de setembro, pelas 18h00, o Centro da Calçadinha será palco da visita guiada «Per solis occasum in Romana via – A herança romana». A atividade, também liderada por Angelina Pereira, é dirigida ao público em geral e visa explorar a herança romana na região, com particular atenção para a Calçadinha de São Brás de Alportel.

      A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia até às 16h00 de sexta-feira, 19 de setembro, através do telefone 289 840 019 ou do e-mail centro.calcadinha@cm-sbras.pt.

      As famílias com crianças entre os 6 e os 12 anos poderão participar na oficina «Era uma vez… Roteiro para Crianças e Famílias», no domingo, dia 21 de setembro, às 09h45, no Centro da Calçadinha. Partindo da Lenda da Fonte Santa, os participantes serão desafiados a explorar a história da vila e a refletir sobre o seu futuro, tornando-se «repórteres documentais» por um dia.

      A oficina é gratuita, mas limitada a 20 crianças e sujeita a inscrição obrigatória até às 16h00 de sexta-feira, 19 de setembro, através do telefone 289 840 019 ou do e-mail centro.calcadinha@cm-sbras.pt.

      A programação das JEP 2025 em São Brás de Alportel encerra no dia 26 de setembro, sexta-feira, às 18h00, com mais uma sessão do Ciclo de Conversas com História. Desta vez, o Geoponto de Funchais será o palco da conversa subordinada ao tema «Fósseis e Pedras – Viagem a um tempo longo», liderada pelo Prof. Dr. Paulo Carvalho Fernandes, da Universidade do Algarve. Esta atividade gratuita, organizada pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel, convida a uma exploração do passado geológico da região a partir do ponto de Funchais.

      As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa do Conselho da Europa e da União Europeia, coordenadas a nível nacional pelo Património Cultural I.P. A Câmara Municipal de São Brás de Alportel, através do Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha, associa-se a esta iniciativa com um programa que visa promover a redescoberta da história e a valorização do património local.

    4. Câmara de Vila Real de Santo António recupera gestão da alfândega histórica

      Câmara de Vila Real de Santo António recupera gestão da alfândega histórica

      A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António anunciou o regresso da Casa da Alfândega, um edifício histórico emblemático, à gestão pública.

      O acordo foi alcançado através de um aditamento ao contrato de exploração celebrado em 2015 com a empresa concessionária do Hotel Bordoy Grand House Algarve (anteriormente Hotel Guadiana).

      O contrato inicial, que previa a exploração do Hotel Guadiana e do edifício da Alfândega até 2045, foi revisto permitindo que a Casa da Alfândega regresse à gestão municipal 20 anos antes do prazo originalmente estabelecido. A autarquia justifica a decisão com a necessidade de colocar o edifício, que se encontrava encerrado, ao serviço dos munícipes e visitantes.

      Segundo a Câmara Municipal, o acordo não acarretou custos adicionais para as finanças municipais, sendo que a resolução foi alcançada através da cedência de outro imóvel à empresa, mantendo inalterados os termos contratuais relativos à exploração do hotel.

      A autarquia planeia agora transformar a Casa da Alfândega numa unidade expositiva e sede para serviços municipais ligados à preservação do património.

      A Casa da Alfândega integra o Conjunto de Interesse Público do Núcleo Histórico Pombalino de Vila Real de Santo António e representa um marco importante na história da cidade. Inaugurada durante a edificação da vila pombalina, a sua localização estratégica junto às Sociedades de Pesca divide a cidade em duas metades simétricas.

      A sua arquitetura, caracterizada pelos seus dois torreões de vigilância, desempenhou um papel crucial na cobrança de impostos sobre as trocas comerciais com Espanha e no combate ao contrabando, tendo sido fundamental na fundação de Vila Real de Santo António.

      Este regresso à gestão municipal, segundo a Câmara Municipal, reforça o compromisso da autarquia com a proteção e valorização do legado histórico da cidade.

    5. Sanatório de São Brás de Alportel

      Sanatório de São Brás de Alportel

      O Sanatório de São Brás de Alportel, um marco histórico na luta contra a tuberculose no Algarve, poderá ser classificado como património de interesse público.

      A iniciativa partiu da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, em colaboração com o município de São Brás de Alportel. O processo segue agora para decisão final do Património Cultural, I.P.

      Construído em 1918 por iniciativa do médico Carlos Vasconcelos Porto, o sanatório representou uma resposta inovadora à saúde pública em Portugal no início do século XX. A CCDR Algarve destaca a importância do edifício, não só como marco na história da saúde regional, mas também como exemplo da arquitetura sanitária modernista no sul do país.

      «A classificação do Sanatório é um passo fundamental para garantir a preservação deste património», afirmou a CCDR Algarve. A autarquia pretende integrar este processo numa estratégia mais ampla de valorização do património local, reconhecendo o edifício como elemento central na memória coletiva da região serrana.

      A CCDR Algarve, cuja missão inclui a salvaguarda e valorização do património cultural, tem vindo a colaborar com os municípios na proteção de edifícios com relevância histórica e cultural.

    6. A «pequena Lisboa» gabada em Espanha

      A «pequena Lisboa» gabada em Espanha

      Maria Prieto Garcia é redatora e gestora do portal turístico «Huelva, Tu Destino» e graduada en jornalismo pela Universidad de Sevilla. Publicou no «Huelva Información», um interessante artigo sobre Vila Real de Santo António, colocando em evidencia o que tem raízes históricas e classificando a cidade como a bonita e «A pequena Lisboa», que se situa a um salto de Huelva.

      Considera Vila Real de Santo António como um pequeno diamante em bruto que tem todo o encanto, mas vive bem sem a necessidade da massificação turística e se encontra rodeada de natureza selvagem, con ruas que recordam a capital portuguesa.

      Nota-se que ficou encantada com a cidade algarvia junto à foz do río Guadiana onde se elevam duas localidades que, «apesar de estarem situadas ao lado uma da outra, têm cada uma o seu carácter próprio e diferenciado, e não apenas pertencem a países distintos, como cada uma tem a sua singularisdade».

      E anota que, «enquanto Ayamonte é uma povoação de pescadores de Huelva, cheio de vida, que recebe o afluxo constante de visistantes pela sua beleza, praias e gastronomia, Vila Real de Santo António, em Portugal, destaque-se pela sua tranquilidade, elegância e uma arquitetura que recorda a sua capital, Lisboa».

      Importante para a promoção da cidade no mercado turístico espanhol, é que a publicação digital EsDiario recomenda uma escapada para se saciar destes destinos separados por apenas dois quilómetros de água, que se comunicam através da Ponte Internacional do Guadiana e pelo ferry que, em sua opinião, tem um preço simbólico.

      Maria Prieto Garcia iniciou a sua carreira profissional como repórter, redatora, editora e câmara na delegação de Sevilla de Agencia EFE, e como redatora e locutora na Cadena Ser e Onda Cero. Nos últimos anos tem trabalhado como redatora en meios locais como o Diario de Huelva e como gestora em varios departamentos de comunicación deportivos e gastronómicos.

      Veja o artigo do Huelva Información

      por José Estêvão Cruz
    7. ADPM em 2024

      ADPM em 2024

      A Associação de Defesa do Património de Mértola, neste final do ano, sinónimo de festividades, aproveitou o último dia de 2024 para partilhar, em jeito de balanço, alguns dos momentos mais emblemáticos do se trabalho do ano.

      As escolhas são dos seus colaboradores, tantos que optou por não os referenciar.

      Chamam a atenção para o lançamento do projeto da Plataforma de OSC (organizações da sociedade civil), para Gestão Delegada, em São Tomé e Príncipe, do Novos Horizontes, em Moçambique.

      Há também o EcoRaízes, em Cabo Verde, a reabilitação, em Mértola, do antigo posto da guarda fiscal e criação da exposição do património natural e cultural do Rio Guadiana.

      Passa pelos diversos workshops, dias abertos, ações de demonstração e ações de capacitação sobre boas práticas agrícolas.

      Sentem que podem afirmar que acabam 2024 com o sentimento de missão cumprida e expressam o seu profundo agradecimento a quem com esteve com a Associação ao longo desses momentos, em Portugal, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

    8. Castelo de Salir proposto para interesse público

      Castelo de Salir proposto para interesse público

      O Castelo de Salir pode vir a ser classificado como monumento de interesse público (MIP), por iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. que propôs ao Património Cultural, I.P. a abertura do procedimento de classificação, dentro do lema «Juntos o Algarve Avança»

      A pretensão é da Câmara Municipal de Loulé que deseja que o Castelo de Salir, na freguesia de Salir, venha a obter o grau de interesse público «com o objetivo final da apropriação pública deste bem patrimonial e a potenciação dos seus valores culturais e identitários, atendendo a que constitui um testemunho do património arquitetónico medieval islâmico e medieval cristão, na categoria de arquitetura defensiva.»

      Para a Unidade de Cultura da CCDR Algarve, o Castelo de Salir representa um valor cultural e histórico de grande significado no território nacional, pertence a um património medieval islâmico e medieval cristão na categoria de arquitetura defensiva do Algarve.

      Foi conquistado por D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, depois da tomada da cidade de Tavira e outros castelos do litoral, entre 1248 e 1249.

      Ali acampou até à chegada do exército de D. Afonso III, e daí partiram para a conquista da cidade de Faro.

      No local foram realizados trabalhos de investigação arqueológica, desenvolvidos desde 1987, da responsabilidade científica da professora Helena Catarino, que confirmam a importância.

      As ruínas do castelo localizam-se na zona poente da povoação, integradas na zona urbana da vila, sobre um cabeço calcário com 256 metros de altura.

      O Castelo de Salir é uma fortificação de origem islâmica, com origem provavelmente no século XII e terá feito parte das fortificações que foram reconstruídas na época almóada para a defesa de Loulé e para proteger as povoações da região rural.

      Os trabalhos de investigação arqueológica realizados revelaram uma malha urbana bastante densa, tendo sido identificadas estruturas pertencentes a seis casas e dois arruamentos.

      Estas casas terão funcionado durante os séculos XII e XIII, tendo sido abandonadas após a conquista cristã. O processo de conquista deste castelo foi bastante duro para a sua população, uma vez que os vestígios encontrados nas escavações arqueológicas mostram níveis de destruição violentos e incêndios de grandes dimensões (Catarino, 1997).

      Atualmente, na área musealizada, podem ver-se as ruínas das casas identificadas durante as escavações arqueológicas, com silos escavados na rocha, arruamentos e canalizações bem como um estreito passadiço ou adarve entre a muralha e algumas das habitações. Apesar da fortificação se encontrar muito destruída pode ainda ver-se um troço de muralha na área escavada e quatro torres, algumas camufladas por entre o casario atual de Salir.

      Com o propósito de valorizar as ruínas foi inaugurado em 2002 o Pólo Museológico de Salir onde se encontram expostos materiais recolhidos durante os trabalhos de escavação arqueológica.

    9. Alfândega pombalina fez 250 anos

      Alfândega pombalina fez 250 anos

      Um dos pontos altos desta inauguração foi a afirmação por parte do presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, de que é intenção do seu executivo fazer reverter o edifício, entretanto cedido a privados e onde funciona um café, à posse do município.

      Depois de dar uma palavra especial «ao nosso querido Professor Doutor Horta Correia», Álvaro Araújo destacou a importância da presença do reputado historiador, «no dia em que se está a fazer a restituição das armas neste edifício» dirigindo-lhe uma saudação especial.» 

      Escudo de Armas VRSA - Inaugurado
      Álvaro Araújo

      Depois de saudar os outros presentes, com destaque para Fernando Pessanha, orador anterior, e Nuno Rufino, autor da réplica do escudo de armas, afirmou: «Como já foi dito aqui, as armas reais colocadas no frontão deste edifício, descerradas com salvas de artilharia por parte do destacamento militar há 250 anos atrás, foram posteriormente removidas após a implantação da República»

      E, sobre o prédio iniciático, historiou: «Também há uns anos atrás este edifício foi retirado da posse do município, neste momento o edifício não pertence ao município. Quando aqui chegámos ao município, este edifício servia de armazém, aqui tinham sacas de batatas, estavam colchões, num edifício com o simbolismo que ele tem, era assim que estava no momento em que cá chegámos». 

      Traçou, depois, um novo rumo: «Por isso, temos um grande objectivo, para além do que fizemos hoje que foi a recolocação das armas no frontal, recuperar também o edifício para as mãos do município, para que o possamos transformar,  dar-lhe a dignidade que ele merece.

      Disse que ali se podia ter um museu ou aquilo que «nós, os órgãos do município, a Câmara e a Assembleia Municipal assim entenderem. Agora, aquilo que é património municipal, diria mais, património nacional, não pode nunca, não poderia nunca, ter sido retirado das mãos do município. Por isso vamos restituir, é este um dos grandes objectivos também que temos em mãos, é restituir, voltar a ter a posse deste edifício para lhe dar a dignidade que ele merece».

      Classificou como importante toda a resenha histórica feita por Fernando Pessanha, e pediu que se aproveitasse o dia «para refletir sobre a história e a cultura numa sociedade. Olhamos sempre para o passado, como disse o Fernando, para o que foi feito, para o que foi construído, para o que foi ensinado e passado de geração em geração. Só assim, como ele dizia, com um olhar crítico e espírito aguçado, poderemos construir um futuro sustentável, uma sociedade unida, responsável e forte». 

      Afirmou que vai procurar criar um momento para discussão, para juntar os historiadores, as várias correntes, as várias doutrinas que existem sobre a fundação de Vila Real de Santo António. Vai ser marcada uma data, brevemente, para que aqueles que entendem da matéria possam vir e esplanar as suas ideias, «para que possamos ter uma linha, uma única linha de pensamento, para que Vila Real de Santo António e a sua história não ande aqui em disputa de várias ideias, mas que tenhamos uma ideia consolidada e para isso vamos preparar esse momento importante para a discussão da nossa história». 

      «Vila Real de Santo António está de parabéns hoje, neste dia 6 de agosto de 2024, que faz, como sabemos, e recordo e volto a dizer, 250 anos do 6 de agosto de 1774, data em que este edifício foi inaugurado», concluiu.

      Fernando Pessanha
      Fernado Pessanha

      Fernado Pessanha fez as honras ca casa na recepção às autoridades e convidados, onde se viram também representações da Capitania do Porto, GNR, PSP, Bombeiros, Protecção Civil, Real Associação do Reino do Algarve e membros dos diversos órgãos autárquicos do município.

      O historiador começou por afirmar que «Na realidade, poucas são as terras que se podem orgulhar de ter uma data de nascimento. A nossa terra tem o privilégio de até ter várias datas de nascimento».

      E constinuou «Realmente, os primórdios dos primórdios se remontam à antiga Vila de Arnilha, que teve o seu nascimento formal em dia 8 de Fevereiro de 1513, como atesta à Carta de Privilégio do Rei Dom Manuel, dia 8 de Fevereiro».

      Destacou que, com a Guerra Fantástica de 1762, «o Estado Português volta a compreender a importância geoestratégica da Foz do Guadiana e nela instala um sistema defensivo que, até já em período de paz, protegeu a fauna das comunidades pescatórias derramadas pelos areais de Santo António de Arnilha e pelos mares de Monte Gordo»

      E, após este enquadramento histórico primordial, destacou: «Foi, portanto, face à problemática do contrabando e da evasão fiscal praticada pelas comunidades pescatóricas que o nosso Marquês de Pombal, ao abrigo do designado Plano de Restauração do Reino do Algarve, manda reconstruir a Vila de Santo António de Arnilha, sobre a designação de Nova Vila de Santo António de Arnilha».

      Assim, continua Pessanha, «Efetivamente, em 16 de Março de 1774 é nomeado o primeiro governador da Nova Vila, Francisco Mendonça Peçanha Mascarenhas, que já comandava o termo de Santo António de Arnilha, pelo menos desde 1766. No dia seguinte, no dia 17 de Março de 1774, é simbolicamente lançada a primeira pedra da Nova Vila de Santo António de Arnilha, numa sessão soleno onde estiveram presentes as autoridades da Câmara de Arnilha em toda a oficialidade e até o próprio juiz de fora da Praça de Castro Marim».

      E lançou o paralelo histórico da comemoração dos 250 anos: «Finalmente, no dia 6 de Agosto, e hoje é o dia 6 de Agosto, no dia 6 de Agosto de 1774, dia em que foi lançada a primeira pedra da nova igreja e em que foram lançadas à água as embarcações concluídas aqui nos taleiros locais, portanto, a norte da malha urbana de Vila Real de Santo António, foi inaugurado o edifício da alfândega e oficialmente descerradas as armas reais portuguesas, simbolicamente colocadas, portanto, na frontaria do edifício que representa a afirmação política, militar e económica do Estado português face ao Estado espanhol. Em carta dirigida ao Governador Peçanha Mascarenhas, de 3 de Agosto de 1774, instruía aqui o Armador Mor do Reino do Algarve».

      E, sobre o brasão reposto e inaugurado momentos antes, explicou:

      «Instruía para que o Governador desse ordem ao Comandante Militar para, na nova Vila, trazer o destacamento militar com o maior número de tropa possível para que fossem dadas as três descargas de artilharia, quando fossem descerradas estas armas reais».

      «Curiosamente, reparem, isto acontece em 1774», anotou Fernando Pessanha, salientando um novo paralelo e curiosidade histórica: «A última vez que a Foz do Guadiana assiste a salvas honoríficas de artilharia foi com a passagem do D. Sebastião pela Foz do Guadiana.»

      Foi exatamente dois séculos antes, em 1574, quando o D. Sebastião faz a sua jornada pelo Alentejo e pelo Algarve e passa pela Foz do Guadiana, vem a Santo António de Arnilha, vai a Ayamonte e vai a Castro Marim.

      Na opinião de Fernado Pessanha, «Estas armas reais, alegadamente destruídas pela citada população vilarealense, quando da implantação da República no 5 de Outubro de 1910.

      O historiador destacou o empenho da arquiteta Perpétua Almeida e o acompanhamento do professor Dr. José Eduardo Horta Correia, na projecção da réplica das armas reais produzida pelo «talentoso escultor vilarelense Nuno Rufino, que se encontra entre nós».

      Nuno Refino, escultor vilarealense

      Filho de Vila Real de Santo António, Nuno, Nuno Miguel Dias Rufino, nasceu no dia 17 de Outubro de 1979. É licenciado em Artes Plásticas, Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e é pós-graduado em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas Artes da mesma universidade.

      Os objetivos do novo escudo

      A obra na frontaria do edifício de Alfândega, réplica, portanto, das armas reais de Dom José I, pretende restituir a dignidade simbólica de um edifício que reflete o plano de restauração do Reino do Algarve concebido por Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal, para o extremo Sotavento-Algarvio, nomeadamente para esta Foz do Guadiana.

      Fernsndo Pessanha terminou o seu discuro alertando: «Neste dia histórico, para a nossa terra, em que são novamente descerradas as armas reais do edifício de Alfândega, importa refletir na importância da história e da cultura para a construção do sentido crítico da nossa sociedade e para a construção de futuros sustentáveis. E nós podemos perguntar-nos, é pertinente? É pertinente este cuidado com a nossa história? É pertinente este cuidado com o nosso património? Naturalmente que é pertinente. A história é o sangue que nos corre nas veias. Nós, seres humanos, somos constituídos pela matéria empírica que alberga a nossa existência.

      «Nós somos feitos de história. Portanto, tendo em consideração que nós somos feitos de história, dificilmente conseguimos compreender de onde viemos, quem efetivamente somos, ou para onde vamos tirar ilações, se eu por vir, se não soubermos da nossa história, da nossa cultura e do nosso património. Portanto, a todos vocês, vilarealenses, a nossa profunda gratidão».

      O Porto de Honra esteve a cargo de «O Coração da Cidade»

    10. Igreja de Tavira recebe visita comentada

      Igreja de Tavira recebe visita comentada

      Esta visita enquadra-se na descoberta do património cultural da região com uma série de visitas comentadas, iniciadas no dia 20 de maio no Castelo de Paderne, em parceria com o Município de Albufeira que o organismo regional está a promover.

      A visita também se enquadra-se na celebração dos 60 anos da Carta de Veneza, «marco importante na história da conservação e restauro de monumentos e sítios».

      Em foco salientam os promotores, está ´«o passado da Igreja de Santa Maria do Castelo, Monumento Nacional desde 1910 e um dos dois únicos templos existentes na região algarvia que fazem parte da Rota dos Templos Marianos».

      Esta Igreja destaca-se pelo seu valor patrimonial, cultural e histórico e está intrinsecamente ligada à história de Tavira e aos sepulcros dos sete cavaleiros mártires e de D. Paio Peres Correia, conquistador de Tavira aos Mouros, lembra a CCDR Algarve.

      Acompanhados por especialistas como Pedro Gago da Unidade de Cultura da CCDR, Marco Sousa Santos , do Museu Municipal de Tavira e Fátima Llera, da In Situ, os participantes poderão inteirar-se sobre aspetos da história artística do monumento e sobre aos resultados da intervenção em curso no interior do templo.

      O esclarecimento incide especialmente sobre a recente descoberta de pintura mural a fresco e sobre a intervenção de restauro dos painéis de azulejos figurativos.

      A operação foi financiada pelos fundos europeus geridos na Região, no âmbito do Programa Regional CRESC ALGARVE 2020, visou a requalificação dos retábulos, pinturas e alguma estatuária que se encontrava degradada e reforçou a importância da valorização e divulgação do património cultural edificado.

    11. Fátima Palma fala das escavações na Mesquita

      Fátima Palma fala das escavações na Mesquita

      A recente entrevista de José Serrano, ao Diário do Alentejo, com Maria de Fátima Palma, arqueóloga e coordenadora científica do projeto Iacam, que, com a devida vénia, resumimos e partilhamos com os nossos leitores, revelou detalhes fascinantes sobre a quarta campanha de escavações na aldeia da Mesquita, em Mértola.

      O projeto, uma colaboração entre a Universidade de Granada e o Campo Arqueológico de Mértola, trouxe à luz novos dados que enriquecem o entendimento do local.

      Foram identificadas três fases distintas: uma necrópole do século X com sepulturas cristãs, uma casa medieval islâmica do século XII ao XIII com um pátio central e vários compartimentos, e uma necrópole do século XVI próxima à ermida de Nossa Senhora das Neves.

      Estes achados sublinham a importância da Mesquita como um sítio de valor arqueológico e histórico, fornecendo uma janela para o passado da região e reforçando o vínculo da comunidade com sua herança cultural.

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    12. O esplendor da cal nas paredes de CacelaVelha

      O esplendor da cal nas paredes de CacelaVelha

      Para esta acção, escolheu o dia 18:00 de maio, entre as 9:00 e as 18:00 horas, estabelecendo do «Dia da Cal em Cacela Velha»

      Recentemente, parece ter-se perdido o hábito secular dos residentes em manter e caiar as suas fachadas e muros, o que pode contribuir para o declínio do caráter e da imagem do centro histórico de Cacela Velha.

      Após o sucesso da primeira edição do «Caia-me», realizada em Maio do ano passado e com a ajuda de mais de vinte voluntários que dedicaram seu esforço e motivação para tornar Cacela Velha mais branca, limpa e brilhante, decidiu continuar a iniciativa este ano.

      Como Cacela Velha é um dos locais de maior interesse histórico e patrimonial da região e este dia visa contribuir para a valorização do espaço público.

      Também para valorizar materiais e práticas tradicionais no contexto da arquitetura tradiciona; fomentar a troca de práticas e saberes associados ao uso da cal; e incentivar a participação da população, agentes locais e público em geral, na preservação e valorização do centro histórico de Cacela Velha

    13. Carga humana sobre as Grutas de Benagil em discussão pública

      Carga humana sobre as Grutas de Benagil em discussão pública

      Junto ao relatório, elaborado pelo Grupo de Trabalho das Grutas de Benagil, liderado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I. P., podem ser encontrados os respetivos anexos.

      No dia 30 de agosto de 2023, por despacho conjunto dos Secretários de Estado da Defesa Nacional, do Turismo, Comércio e Serviços, do Mar, do Ambiente, da Conservação da Natureza e Florestas, da Administração Local e Ordenamento do Território e da Secretária de Estado das Pescas, foi criado o grupo de trabalho multidisciplinar denominado “Grupo de Trabalho das Grutas de Benagil”.

      Este grupo teve por missão de estabelecer a capacidade de carga humana e de determinar as condições de acesso às Grutas de Benagil, localizadas ao largo da Praia de Benagil, no concelho de Lagoa.

      Depois de cinco reuniões de concertação e diálogo entre todas as entidades, de membros daquele grupo e contributos escritos recebidos, foi elaborado um Relatório de Progresso, sistematizado pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, em articulação com a CCDR Algarve.

      Considera-se que «Dada a importância dos valores a preservar na Gruta de Benagil, mas também a relevância socioeconómica das atividades existentes no local», ser de interesse colocar o Relatório de Progresso e anexos na plataforma PARTICIPA, submetendo os referidos documentos a procedimento de consulta pública, bem como a realização dos ajustamentos que se venham a justificar nos documentos a submeter superiormente à Tutela, habilitando as decisões consideradas adequadas.

      Todos estão convidados a participar e a apresentar os seus contributos na plataforma PARTICIPA, colaborando desta forma para a criação de um modelo de gestão da visitação das Grutas de Benagil.

    14. Atentos à Rádio Clube Alcoutim 94.4 FM

      Atentos à Rádio Clube Alcoutim 94.4 FM

      Terá um episódio especial de apresentação, que visa «celebrar e preservar o rico património imaterial e as memórias dos habitantes de Alcoutim, assim como oferecer uma visão única do trabalho desenvolvido pelo Museu Municipal de Alcoutim», salienta a câmara municipal local.

      A série inaugural, «Alcoutim Lembra Abril», terá início em 27 de janeiro, com episódios quinzenais aos sábados às 10 horas, além de repetições todas as quartas-feiras às 10 horas. Esta série especial destacará as memórias e histórias relacionadas com o 25 de abril de 1974, a Revolução dos Cravos, e está integrada no projeto «50 Anos de Liberdade», que celebra o 50º Aniversário deste acontecimento «tão marcante da história recente do nosso país».

      A autarquia assinala que «Não se trata apenas de recordar um evento histórico, mas de dar voz às vivências únicas que esse momento trouxe para as vidas dos convidados e unindo-nos na celebração de uma conquista que alterou o rumo da nossa história». A sintonia é nos 94.4 da FM e promete «uma jornada fascinante pelas memórias que moldaram Alcoutim».

    15. APALA quer preservar tradições

      APALA quer preservar tradições


      Esta associação alturense promove a pesca sustentável e lúdica, a educação ambiental, a valorização da cultura da pesca e a ação pedagógica sobre a mesma, para todas as idades. Trabalha essencialmente com o objetivo de preservar esta atividade e garantir que a mesma continue a ser parte importante, no Sotavento algarvio, para as gerações futuras.

      No plano pedagógico, a associação vai apostar em formações na área da pesca para todas as idades, com protoco que visam a colaboração entre várias entidades formadoras. A APALA declara-se como uma associação amiga do ambiente e ainda preocupada com o futuro, não só do mar, mas também das gerações seguintes. Quer ser um agente de mudança na promoção da educação ambiental e do desenvolvimento local.

      No sábado, dia 25 de novembro, realizou-se a primeira ação da associação naquilo que é considerado a preservação ambiental.

      Os membros pertencentes à APALA arregaçaram todos as mangas e realizaram uma limpeza do lixo na área abrangida da associação, a praia da Alagoa.

    16. Grutas de Benagil com acesso regulamentado

      Grutas de Benagil com acesso regulamentado

      A decisão publicada ontem esta quarta-feira, dia 30, em Diário da República a criação e tem em conta o fato de que as Gruta, localizadas ao largo da Praia de Benagil, são um dos principais pontos turísticos do Algarve, designadamente o Algar de Benagil, tendo suscitado, nos últimos anos, a curiosidade de um crescente número de pessoas, que as procura por via marítima, levando a um aumento expressivo do número de visitantes que permanece naquela área, sobretudo no período estival.

      O Governo considera necessária a definição do limite máximo da capacidade de carga humana nas Grutas de Benagil, sendo fundamental regulamentar o respetivo acesso, face à necessidade de proteção e prevenção de situações de risco para a segurança das pessoas, sobretudo considerando a elevada erosão que se tem manifestado naquela área, o que impõe a definição de regras de utilização para os visitantes, para reforço da sua segurança, como explana na decisão.

      O grupo de trabalho será composto por 20 elementos, incluindo representantes dos gabinetes da Secretaria de Estado da Defesa Nacional, da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, da Secretaria de Estado do Mar, da Secretaria de Estado do Ambiente, da Secretaria de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, da Secretaria de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território e da Secretaria de Estado das Pescas, bem como representantes da Câmara Municipal de Lagoa, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve, entre outros.

      Um dos objetivos do grupo de trabalho será avaliar a possibilidade de criar uma taxa única de acesso às Grutas de Benagil. O Grupo de Trabalho será coordenado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que assegura o apoio logístico e administrativo necessário. O Despacho esclarece ainda que o Grupo de Trabalho pode convidar outras entidades cujo contributo seja considerado relevante para a prossecução dos trabalhos” .

      Dentro de dez dias têm de estar nomeados todos os representantes das entidades que compõem o Grupo de Trabalho e a apresentação das conclusões deve ser feita até ao dia 31 de dezembro de 2023.

    17. A Cor do Património exposta em Mourão

      A Cor do Património exposta em Mourão

      Esta mostra, que pode ser visitada até 29 de Janeiro do próximo ano, foca essencialmente temas do património arquitetónico alentejano, mas também de outros pontos do país, incluindo das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. Com um «tratamento rigoroso da arquitetura e a utilização de harmonias cromáticas vibrantes, os trabalhos de Duarte Botelho chamam a atenção para a riqueza do nosso património histórico-arquitetónico».

      A pintura de Duarte Botelho «tem tido uma ampla aceitação e divulgação internacional, sobretudo através dos canais institucionais dirigidos a um turismo de cariz cultural». Iniciou o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, transitou posteriormente para o Departamento de Arquitetura, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

      É membro da Sociedade Nacional de Belas Artes, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Ordem dos Arquitetos.

      O Museu da Luz integra a Rede Portuguesa de Museus e está aberto de terça a domingo.

    18. Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve

      Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve


      O CiiP de Vila Nova de Cacela continua a desenvolver a atividade de divulgação do património cultural, abordando, desta vez a utilização das vias de comunicação por parte dos almocreves no passado do Algarve

      Salientam que, na região, são referidos em fontes históricas pelo menos desde o séc. XVI e que o estado das vias de comunicação na região é fundamental para se compreender a relevância da profissão.

      Ainda no séc. XIX, citando Vilhena de Mesquita, 2005 lembram que:

      Faltavam no Algarve as vias de comunicação terrestre, amplas, acessíveis e seguras. O que existia era uma desgastada e ancestral via longitudinal, designada por ‘estrada real’ «que marginava, próxima e paralela, à linha costeira (em certos locais coincidente com a actual estrada 125), com poucas ramificações para o interior alentejano, com vários acidentes naturais (rios, desfiladeiros e penhascos) intransponíveis por falta de pontes e de outras obras para a facilitação do trânsito.”)

      E anotam que, segundo Romero Magalhães, 2018. no séc. XVI, não podemos sequer falar de verdadeiras estradas, de vias pavimentadas, mas sim de caminhos maus em terrenos acidentados, onde transitavam apenas cavalos e sobretudo muares, transportando mercadorias. Estradas carroçáveis não as havia. Os principais agentes deste tráfego, eram os almocreves que circulavam por veredas e passagens difíceis com as suas bestas muares carregadas, cruzando a serra, pelo menos mensalmente.

      Para além do desconforto provocado pelas estradas impraticáveis, dificuldade na transposição das linhas de água, relevo acidentado, exposição ao sol intenso ou ao frio e chuva, a almocrevaria não era também uma profissão isenta de perigos. O mais comum, para atravessar a serra algarvia e penetrar na peneplanície alentejana, eram os almocreves circularem em caravanas, protegendo-se em conjunto dos salteadores de estradas. Na serra, especialmente, escondiam-se malfeitores e bandoleiros que assaltavam os passantes. Muitos dos assaltos eram perpetrados por homens ao serviço de proprietários das terras por onde passavam.

      Leia os trabalhos de Ciip de Cacela

    19. Vinhos do Algarve na Vinipax de Beja

      Vinhos do Algarve na Vinipax de Beja

      O Município de Beja aposta neste evento como forma de apoio ao desenvolvimento regional e às culturas locais, através da valorização dos seus patrimónios, materiais e imateriais, tradicionais e inovadores, ao mesmo tempo que estimula a produção, a transformação e a comercialização, o espírito criativo, o empreendedorismo e a inovação.

      Os vinhos, os produtos agroalimentares, o turismo, a biodiversidade, as artes e ofícios, a gastronomia, a caça e a pesca, a tradição taurina e as aves serão as atividades em destaque. As manifestações culturais e os espetáculos marcam a agenda deste evento proporcionando momentos de animação e descontração para todos os gostos e idades.

      As conversas e debates serão uma das componentes do vasto programa. Para os mais novos haverá um espaço de aprendizagem, descoberta e aventura ‘Beja Educa’, com muitas surpresas que proporcionarão experiências memoráveis.

      Pretende a autarquia que a Vinipax se continue a afirmar ao nível internacional, facto que tem sido garantido pela cobertura mediática dada pela presença de jornalistas estrangeiros provenientes da Europa e da América. É uma feira que marca o calendário regional e nacional de eventos, com uma componente internacional cada vez mais consistente, garantida pela presença de expositores estrangeiros, nomeadamente na Vinipax.

      O Cante Alentejano, uma das manifestações culturais mais genuínas do Alentejo, irá soar nos palcos deste espaço de negócios, troca de experiências mas, sobretudo, de bons momentos de convívio, juntamente com outros sons e ritmos.

      ‘Patrimónios do Sul’ resulta do esforço de um conjunto de parceiros que, coordenados pela Câmara Municipal de Beja, através dos seus contributos, colaboram na construção de um programa rico e diversificado.

      A vinipax

      Provas de vinho, degustação de produtos e animação musical são algumas das atividades que estão já a ser preparadas. pelo município de Beja que confirmou a presença de duas dezenas de produtores. A feira mostra a cultura dos vinho do sul, nomeadamente das regiões do Alentejo, Algarve, península de Setúbal e Tejo.

      A feira mostrará a influência mediterrânea nestas regiões, onde é mais notória, com semelhanças ao nível das castas e dos métodos culturais, que aliados à tecnologia, que concorrem para a produção de vinhos gulosos, maduros, expressivos e com amplo espectro de degustação, que marcam a identidade dos vinhos do sul.

      A Vinipax, integrada na feira Patrimónios do Sul, procura ser uma homenagem ao melhor da vida e da experiência alentejana, a ser partilhada por milhares de visitantes, amadores e profissionais. A programação conta com provas de vinho comentadas, com destaque para o tradicional vinho de talha e vinhos de Beja, provas de harmonização, que fazem a ligação entre vinhos e gastronomia, entre outras atividades.

      Nesta 14.ª edição que procura ser o maior evento de vinhos do sul de Portugal vão estar em destaque os vinhos, os produtos agroalimentares, o turismo, o património cultural, a biodiversidade, as artes e ofícios, a gastronomia, a caça e pesca, a tradição taurina e as aves.

      O evento apresenta também uma loja renovada de vinhos, e conta com a presença da região convidada dos vinhos do Douro e do Porto, que realizam uma prova temática, logo no primeiro dia.

      O Município de Beja apresenta a Vinipax/Patrimónios do Sul na Casa do Alentejo, em Lisboa e no Castelo de Beja, nos próximos dia 6 e 8 de setembro, das 17h às 21h00, e das 18h às 21h00, respetivamente, com prova de vinhos, degustação de produtos regionais e animação musical.