FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Natureza

Added by PressForward

  • Reserva do Sapal em debate para a cogestão

    Reserva do Sapal em debate para a cogestão

    «Porque todos queremos uma RESERVA VIVA», é o lema para no dia 17 em Castro Marim e 24 em Vila Real de SAnto António, nos auditórios das bibliotecas municipais de cada uma destas localidades, às 10:30 horas, decorram sessões participativas no âmbito da Comissão de Cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    Para a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), «o objetivo da iniciativa passa por ouvir todos os que partilhem interesse em relação aquela área protegida, contribuindo com a sua participação ativa para a estratégia de promoção e valorização da Reserva».

    É o início do processo de participação pública, no âmbito da implementação do modelo de cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA).

    Em concreto, haverá recolha das propostas das entidades do território, das populações locais e demais stakeholders, que contribuam para melhorar o Plano de Cogestão da RNSCMVRSA, o qual determina a estratégia a implementar com vista a valorizar e promover a Reserva, sensibilizar as populações locais e melhorar a comunicação com todos os interlocutores e utilizadores.

  • Suspensa a caça à rola-brava até 2024

    Suspensa a caça à rola-brava até 2024


    Foi adotada pelo Governo a medida de suspensão da caça à rola-brava para proteção temporária da espécie, tal como na época venatória anterior, sendo a medida prolongada por mais duas épocas ou seja, até 2024..

    É uma espécie migradora, pois que, todos os anos, estas aves atravessam duas vezes o deserto do Saara nas suas viagens entre a Europa e África. Já foi abundante em Portugal, mas agora apresenta no país e na Europa em geral uma tendência fortemente regressiva desde há várias décadas.

    Para sustentar esta interdição temporária as autoridades cinegéticas apoiam-se em estudos que demonstram que a caça praticada durante a sua migração em países como França, Espanha e Portugal é insustentável, apesar de notarem alguma redução recente da pressão da caça.

    O esforço que começou na época venatória de 2021-2022, Portugal, num esforço conjunto com França e Espanha, proibiu temporariamente a caça da rola-brava, medida que se prolonga agora para as épocas venatórias 2022-2023 e 2023-2024.

    Veja mais em LPN

  • Um peixe a ser salvo que só existe no rio Guadiana

    Um peixe a ser salvo que só existe no rio Guadiana

    À semelhança do que aconteceu o ano passado, o projeto conseguiu ter êxito também agora, na reprodução de larvas de saramugo (Anaecypris hispanica).

    Durante o mês passado, Maio, foram detectados nos tanques de reprodução, larvas correspondentes a três das cinco subpopulações que são mantidas «no âmbito deste programa cujo principal objetivo se centra na manutenção das reservas genéticas destas sub-populações, assim como na sua reprodução».

    tanques de Saramugo

    Desde 2006, que estas populações são mantidas em tanques separados, que reproduzem o melhor possível o habitat natural da espécie e esta nova descendência servirá agora para reforçar as populações existentes em meio natural.

    A introdução acontecerá quando as ribeiras estabilizarem e mantiverem condições ambientais propícias, após a retoma do caudal, que tanto pode ocorrer no outono, no inverno ou apenas na próxima primavera.

    Recorde-se que o projeto LIFE Saramugo teve a primeira reunião a 9 de Julho de 2015 da CATC, onde foi apresentado o progresso das ações do projeto e onde foram propostas medidas alternativas ou complementares para levar a cabo os trabalhos propostos na candidatura, para a conservação do pequeno saramugo.

  • Alcoutim e Associação Cumeadas unem-se pelo património natural

    Alcoutim e Associação Cumeadas unem-se pelo património natural

    O protocolo, no valor de 28.00 euros, tem por objetivo «dinamizar o trabalho de equipa nas diversas áreas em que a associação presta serviços, no sentido de melhorar e valorizar todas a comunidade rural, designadamente com o desenvolvimento de ações de sensibilização junto da população, assim como colaboração na organização de jornadas e eventos».

    Pretendem também apoiar o funcionamento ativo da equipa de Sapadores Florestais, cujas competências passam pelo desenvolvimento de ações de silvicultura preventiva, ações de vigilância de incêndios e apoio ao combate, em primeira intervenção, ações de rescaldo e vigilância após rescaldo.

    A Cumeadas tem sede na aldeia do Pereiro e presta apoio, desde 2000, aos produtores florestais alcoutenejos. A associação tem como principal missão dinamizar o investimento sustentável em Alcoutim, procurando descomplicar os projetos de desenvolvimento. É hoje, também, um parceira na defesa da floresta e dos seus recursos e na gestão e ordenamento do território.

  • RIAS de Olhão devolve camaleão à Natureza

    RIAS de Olhão devolve camaleão à Natureza

    O RIAS recebeu uma chamada um pouco insólita, relata estre Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa, localizado na Quinta de Marim (Olhão).

    De Lisboa, ligou-lhes uma pessoa que tinha em sua posse um camaleão. A história relatada ao RIAS era que conhecia uma senhora que esteve no Algarve e decidiu levar um camaleão que encontrou nas suas férias, o qual manteve ilegalmente e em muito más condições.
    O RIAS relembra que o camaleão-comum é uma espécie cujo habitat natural inclui pinhais e dunas costeiras, mas também pomares tradicionais, e em Portugal esta espécie existe apenas pelo Algarve.

    Convenceram então a senhora a dar-lhes o camaleão para que o pudessem manter em melhores condições até virem ao Algarve. Finalmente concretizada a viagem, o camaleão chegou ao RIAS sem lesões físicas aparentes e «ficou sobre monitorização para confirmar que conseguiria capturar alimento sozinho e que o seu comportamento dito natural, não se havia alterado».

    Confirmado o bem-estar do animal geral, foi então devolvido à Natureza poucos dias depois, por quem fez mais de 200 km para o entregar ao seu local de origem. O RIAS é o tem como principal objetivo recuperar animais selvagens feridos ou debilitados.

    FONTE – RIAS – Facebook

  • ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    O imaturo foi batizado de Torto. Era uma das crias resgatadas pela equipa do ICNF com a colaboração da Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e da empresa JJTomé. Em comunicado, o ICNF explica que a ave esteve em recuperação no Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Câmara Municipal de Lisboa ao qual chegou com ferimentos num dos olhos, tendo sido alvo de tratamentos diversos que visaram a sua recuperação.

    Após a nota de alta, foi planeada a sua libertação. A Fundacion CBD-Hábitat, de Espanha, cedeu um emissor GPS/GSM, com o objetivo de monitorizar a sua adaptação ao meio natural.

    Desde 2004 que os Governos português e espanhol trabalham em colaboração conservar esta espécie. Até à atualidade têm vindo a ser desenvolvidos trabalhos de monitorização dos territórios em que a espécie ocorre em Portugal Continental.

  • Mais um lince ibérico nos campos de Mértola

    Mais um lince ibérico nos campos de Mértola

    Assistiram ao ato o deputado presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, Pedro do Carmo, o presidente da câmara municipal Jorge Rosa, o presidente do ICNF Nuno Banza e a diretora regional do ICNF Olga Martins.

    Uma ação que se insere na relação de complementaridade entre a conservação da natureza e da biodiversidade e a atividade e gestão cinegéticas, a qual torna possível o sucesso na reintrodução e recuperação do lince ibérico, bem como de outras espécies ameaçadas.

    O concelho de Mértola tem um troço da EN 122 onde a circulação deve ser feita a 30 km por hora, para evitar atropelamentos aos animais desta espécie protegida.

  • Saramugo deu a ganhar 25.000 euros no Joker da RTP1

    Saramugo deu a ganhar 25.000 euros no Joker da RTP1

    O conhecimento ou intuição de que o saramugo é uma espécie endógena do rio Guadiana, permitiu a uma concorrente do Jocker da RTP1, estacionar no penúltimo patamar do concurso e levar para cada o segundo prémio.

    Aqui, em Guadiana Digital, desde há muito que vimos a dar conhecimento desta espécie que já se encontra em regiome de protecção, em especiala pelo projeto VALAGUA, do qual a Odiana, uma associação de direito privado dos concelhos de Castro Marim, Alcoutim e Vila Real de Santo António é parceira.

    O projeto VALAGUA – Projeto de Valorização Ambiental e Gestão Integrada da Água e dos Habitats no Baixo Guadiana Transfronteiriço, é cofinanciado pelo Programa de Cooperação Interreg Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020.

    Está sob a chefia da ADPM, Mértola e visa contribuir para a proteção e a gestão sustentável dos espaços naturais do Baixo Guadiana e, em particular, dos sistemas ribeirinhos característicos deste território, incidindo, sobretudo, no desenvolvimento e na partilha de instrumentos de gestão integrada da água e da biodiversidade, na valorização ecoturística dos recursos naturais e no envolvimento dos atores sociais, políticos e técnicos com intervenção na temática.

    A Odiana participa neste projecto com várias acções, entre as quais o Estudo de Restauro Ecológico e Valorização do Habitat do Saramugo nos Açudes de Várzeas, Galaxes e Bentos (Alcoutim); Restauro Ecológico Funcional e Acessos à Zona da Barquinha (VRSA); e Marcação Percurso Pedestre na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e VRSA.

    Salvaguarda do Saramugo (sapo.pt)

  • Jardim da Flora Algarvia em Cacela Velha

    Jardim da Flora Algarvia em Cacela Velha

    Ali estão reunidas espécies representativas da região, em especial aquelas que já foram comuns mas que estão quase a desaparecer do Algarve. A riqueza deste Jardim, um refúgio de biodiversidade, atrai visitantes muito especiais, desde inúmeras espécies de insectos, aranhas, borboletas e pássaros a camaleões, lagartixas e cobras.

    Teresa Patrício, artista plástica de 69 anos, é a responsável por este Jardim. São 900 metros quadrados de Jardim e um pomar tradicional de sequeiro que nasceram em Cacela Velha, no concelho de Vila Real de Santo António, num terreno classificado como Zona Especial de Protecção ao núcleo histórico, com 2,3 hectares.

    O jardim tem como objectivo reunir o maior número de espécies da flora algarvia, dando especial atenção às que se encontram extintas ou em vias de extinção nesta área do litoral de Cacela.

    A «Wilder Rewilding your days», revista online independente dedicada ao jornalismo de natureza, acaba de lhe dedicar um excelente e bem documentado artigo da autoria de Helena Geraldes que pode consultar aqui.

  • Lagarta do Pinheiro

    Lena Valério fotografou um desfile da Lagarta do Pinheiro

    Foto: Processionária por Lena Valério