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Etiqueta: Natureza

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  • Formigas com asas após chuvas de Outono

    Formigas com asas após chuvas de Outono

    Nos últimos dias, é possível que tenha reparado na presença de grandes quantidades de formigas com asas. Este fenómeno é natural e ocorre especialmente após dias quentes e chuvosos.

    As formigas aladas não pertencem a uma espécie diferente, são machos e rainhas que desenvolvem asas durante o período de reprodução. Nesta fase, conhecida como “voo nupcial”, saem dos ninhos em grandes grupos para acasalar e dar início a novas colónias.

    Este comportamento é mais frequente após dias quentes e húmidos, especialmente no início do Verão ou no Outono. Não há motivo para preocupação: trata-se de um processo natural e temporário, que normalmente dura apenas três a quatro semanas e não requer qualquer intervenção humana.

    Nota científica:
    Em algumas regiões do Algarve e Baixo Alentejo, estas formigas aladas são conhecidas popularmente por “agúdeas”. O nome científico da espécie mais associada a esta designação é Messor barbarus, também chamada de formiga-do-pão.

    Esta espécie destaca-se pela recolha de sementes — atividade fundamental para o equilíbrio ecológico e para a dispersão de plantas. Durante o “voo nupcial”, as rainhas e machos alados de Messor barbarus emergem em grandes quantidades, aproveitando as condições de humidade e calor após as chuvas de outono.

    O ciclo da espécie contribui para a renovação das colónias e reforça a importância das formigas no ecossistema mediterrânico, através da manutenção do solo e reciclagem de matéria orgânica.

  • Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    AMAL e ICNF apresentam o caderno pedagógico «O Camaleão Que Não Mudava de Cor», destinado a alunos do 2º ciclo.

    Trata-se de um livro editado pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e pela Direção Regional do Algarve do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e foi apresentado no Centro de Educação Ambiental de Marim, em Olhão.

    O caderno tem duas partes distintas: a primeira, é um conto para colorir, da autoria de Ana Xavier e ilustrações de João Pinto, que aborda temas como a amizade, a autoestima, a exclusão e as migrações.

    Revela a morfologia e o comportamento do camaleão-comum, a única espécie de camaleão que ocorre em Portugal (e na Europa).

    Tem uma segunda parte, de carácter informativo, sobre as características e comportamento do camaleão-comum, com fotografias de Teresa Patrício, do RIAS e da Associação A ROCHA. No final, tem ainda jogos e desafios propostos pela técnica da AMAL, Susana Marreiros.

    Este projeto está direcionado para alunos do 2º ciclo e assenta no princípio de que «Só se ama aquilo que se conhece», tendo por objetivo dar a conhecer o camaleão-comum e o seu habitat, cuja preservação é urgente.

    Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito da cogestão do Parque Natural da Ria Formosa e financiada pelo Fundo Ambiental.

    Na sessão de apresentação do caderno, estiveram presentes várias turmas da área do Parque Natural da Ria Formosa (Olhão, Faro e Tavira), tendo o conto sido lido por alunos da Escola E. B. 2 3 João da Rosa, a que se seguiu a distribuição dos cadernos pelos alunos e uma apresentação interativa pelo ilustrador João Pinto.

    Tanto o Primeiro Secretário da AMAL, Joaquim Brandão Pires, como o Diretor Regional do ICNF, Castelão Rodrigues, aproveitaram a ocasião para alertar e sensibilizar os mais novos para a importância da preservação não só desta espécie, mas da natureza, como um todo, porque «só assim poderemos ter uma sociedade mais sustentável».

  • Verdes pelo Restauro da Natureza

    A União Europeia tem em vigor a lei do Restauro da Natureza, aprovada pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu.

    Para que o desconhecimento não facilite a falta de ação que possa suceder, o PEV Partidos Verdes Os Verdes lançou uma campanha nacional «Sítios por Restaurar».

  • Restauro da Ribeira do Vascão é interesse europeu

    Restauro da Ribeira do Vascão é interesse europeu

    Alegam que essa recuperação servirá para «diminuir os impactos da seca e favorecer a biodiversidade»

    A ribeira, também designada como rio Vascão, nasce na serra do Caldeirão, entre o Alentejo e o Algarve, desagua no rio Guadiana e está incluída no relatório Rivers2Restore.

    Este relatório, já pela ANP/WWF, em associação com a WWF, inclui 11 projetos de recuperação de rios em Portugal, Áustria, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Letónia, Países Baixos, Roménia, Eslováquia e Espanha.

    A intervenção que propõem proposta para estes rios europeus dizem que permite diminuir o impacto da seca, beneficiar as pessoas e a biodiversidade.

    O modo sugerido é através de uma ação imediata desde a nascente até à foz para eliminar as barreiras existentes, restaurar os rios da Europa e ajudar a cumprir os objetivos de recuperação da natureza recentemente acordados pela União Europeia (UE).
    Segundo a coordenadora de água da associação, Maria João Costa, a bacia do Guadiana é uma das mais áridas e propensas à seca na Europa e alberga várias espécies ameaçadas cujos habitats precisam de ser recuperados.

    Eliminar 17 barreiras

    O projeto previsto para o rio Vascão prevê a eliminação de 17 barreiras fluviais consideradas obsoletas «ao longo da totalidade do seu trajeto», uma vez que a ausência de barreiras favorece o «funcionamento do ecossistema fluvial através do restauro da conectividade ecológica e aumento da disponibilidade de habitats».

    Procuram melhorar as rotas migratórias dos peixes, e proporcionar habitats para outras espécies, como a lontra europeia, melhorando a qualidade e disponibilidade de água, fatores que, destacou, podem depois incentivar a criação de mais emprego e mais receitas de turismo.

    A associação sublinhou que a execução dos 11 projetos propostos para Portugal, Áustria, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Letónia, Países Baixos, Roménia, Eslováquia e Espanha permitem alcançar os 2.200 quilómetros de rios restaurados e quase 10% do objetivo da Estratégia da UE para a Biodiversidade.

  • Viveiro Florestal de Monte Gordo vai ser requalificado

    Viveiro Florestal de Monte Gordo vai ser requalificado

    A história desses serviços remonta a 24 de julho de 1824, quando foram criados como a Administração Geral das Matas do Reino. Para marcar essa efeméride, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) realizou uma sessão inaugural no Viveiro Florestal de Monte Gordo, no dia 24 de julho.

    O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Ricardo Cipriano, destacou o esforço conjunto do município, do ICNF e das escolas locais na reflorestação da Mata Nacional das Dunas Litorais.

    Mencionou que a Universidade de Évora está a estudar a resistência e sustentabilidade do zimbro nessa área. Além disso, enfatizou a importância de combater o abandono de áreas rurais e os riscos de incêndios, pragas e doenças.

    A celebração também incluiu uma visita ao Perímetro Florestal de Conceição de Tavira, com declarações do presidente do Conselho Diretivo do ICNF, Nuno Banza, e da presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins.

    Essas comemorações marcam os 200 anos dos Serviços Florestais em Portugal, com a floresta representando 36% do uso do solo no país (correspondendo a 3.305.000 hectares) e os espaços silvestres abrangendo cerca de 70% do território, totalizando 6.515.600 hectares12. ????????

  • Lince ibérico é sinal de esperança para a biodiversidade

    Lince ibérico é sinal de esperança para a biodiversidade

    Apesar de ter sido considerado criticamente ameaçado no início do século, com apenas uma centena de exemplares restantes, os esforços de conservação têm dado frutos impressionantes.

    Em 2023, a população de lince ibérico atingiu os 2.021 exemplares na Península Ibérica, um aumento significativo em relação ao ano anterior, que contava com 1.668 indivíduos. Este crescimento é resultado do trabalho árduo de projetos como o LynxConnect, coordenado pela Junta da Andaluzia, que reúne várias comunidades autónomas e Portugal.

    Portugal tem desempenhado um papel vital neste processo, com um total de 291 linces, incluindo 53 fêmeas reprodutoras e 100 filhotes no Vale do Guadiana.

    Espanha, por sua vez, viu um aumento em várias de suas populações, com destaque para a região de Andújar Cardeña, que subiu de 268 para 271 linces, e Guarrizas, de 167 para 201 linces.

    Estes números são um testemunho do sucesso das iniciativas de conservação, que incluem a reprodução em cativeiro, a reintrodução na natureza e a melhoria dos habitats naturais.

    A taxa de crescimento da população de linces em Portugal é particularmente encorajadora, com uma taxa de 1,88 crias por fêmea reprodutora, superior à média geral de Espanha, que é de 1,76.

    A tendência ascendente da população de linces ibéricos é um sinal positivo, indicando que, com esforços contínuos e colaboração transfronteiriça, é possível reverter o declínio de espécies ameaçadas.

    Este progresso não só beneficia o lince ibérico, mas também toda a biodiversidade da região, pois a presença do lince ajuda a manter o equilíbrio dos ecossistemas.

    A história do lince ibérico é uma inspiração para a conservação da natureza em todo o mundo, mostrando que a dedicação e o compromisso podem levar a resultados extraordinários.

    Continuaremos a acompanhar o desenvolvimento desta espécie emblemática e a apoiar as medidas que garantem a sua sobrevivência e prosperidade futura.

  • Gatos e cães abandonados rondam o milhão

    Gatos e cães abandonados rondam o milhão

    Esses números são referentes às áreas onde vivem pessoas, ou seja, as zonas humanizadas do território nacional, correspondendo a cerca de 39% do total.

    O estudo, desenvolvido pela Universidade de Aveiro a pedido do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e financiado pelo Fundo Ambiental, utiliza modelos de extrapolação com base na contagem direta de animais errantes em zonas de amostragem.

    Apesar da capacidade para recolher cães e gatos das ruas ter aumentado, os lugares disponíveis nos centros de recolha oficiais ainda são insuficientes para atender às necessidades.

    Em 2022, os canis municipais acolheram 41.994 animais, o maior número desde 2017, mas ainda muito abaixo do estimado de animais ao abandono. Além disso, há um elevado número de animais com dono que não estão esterilizados nem têm identificação eletrónica, passeando pelas ruas sem supervisão.

    Os dados da Guarda Nacional Republicana (GNR), relacionados com a sinistralidade rodoviária, mostram que foram reportados 4.640 atropelamentos entre 2019 e 2022, sendo 4.443 cães e 197 gatos.

    O ano de 2020 registou o maior número de atropelamentos (1.428 cães e 84 gatos). Quanto aos cuidados prestados pelos inquiridos aos animais errantes, 83,4% providenciaram alimento para os gatos, enquanto 70,5% fizeram o mesmo para os cães.

    No entanto, os índices de detenção responsável são baixos, especialmente no que diz respeito à identificação individual e ao acesso ao exterior sem supervisão

  • Fazendeiro de Toledo protege crias de lince ibérico

    Fazendeiro de Toledo protege crias de lince ibérico

    A descoberta de filhotes de lince-ibérico num palheiro em Toledo é um acontecimento significativo, dado o estatuto do lince como espécie ameaçada de extinção.

    A ação rápida do fazendeiro em entrar em contato com as autoridades foi crucial para garantir o bem-estar dos animais. Foi essencial seguir as recomendações dos especialistas em vida selvagem, como não manusear os animais e deixá-los em seu habitat natural, para não atrapalhar seu desenvolvimento ou separá-los de sua mãe.

    A instalação de câmaras para monitorizar linces é uma excelente medida que permite aos conservacionistas observar e garantir a sobrevivência das espécies sem interferir no seu ambiente natural. Desta forma, podem acompanhar a alimentação das crias pela mãe, até que possam estar aptas a integrar o ambiente natural.

    Esses tipos de encontros destacam a importância da convivência entre as atividades humanas e a fauna, bem como a necessidade de proteger as espécies vulneráveis.

  • Hoje é o Dia do Panda

    Hoje é o Dia do Panda

    Os Pandas são conhecidos por possuírem pelagem distinta, preta e branca, e pela dieta, quase exclusiva de bambu. Eles são um símbolo de conservação ambiental e têm um papel crucial nos ecossistemas onde vivem.

    Os pandas gigantes são nativos das regiões montanhosas da China, onde o bambu cresce em abundância. No entanto, devido à perda de habitat e à baixa taxa de natalidade, foram classificados como uma espécie vulnerável. Estima-se que existam menos de 2.000 pandas gigantes a viver no seu habitat natural.

    A conservação dos pandas envolve esforços globais e locais para proteger seu ambiente natural e aumentar a conscientização sobre as ameaças que enfrentam. Projetos de reprodução em cativeiro também têm sido fundamentais para aumentar a população de pandas.

    No Dia do Panda, é essencial que os nossos leitores estejam atentos à necessidade de proteger esses animais únicos e os esforços contínuos para garantir sua sobrevivência.

    Cada indivíduo pode contribuir para esta causa apoiando organizações de conservação e educando-se sobre as questões ambientais que afetam os pandas e outros animais selvagens.

    Com Copilot

  • Carta para a União Europeia em defesa do lobo

    Carta para a União Europeia em defesa do lobo

    Na carta lembra-se que não existem evidências científicas para apoiar uma mudança que poderá ter impactos devastadores, e, por isto mesmo se considera a proposta da Comissão Europeia inaceitável.

    Que a desproteção do lobo em nada resolveria os problemas socioeconómicos que afetam a agricultura e as comunidades rurais. O argumento da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é considerado como promotor da desinformação.

    E explica «Nós, humanos, fazemos parte do ecossistema que partilhamos com outras espécies que desempenham papéis ecológicos cruciais. A forma como gerimos a proteção de espécies como o lobo mostra o nosso empenho na preservação da biodiversidade europeia e reflete a nossa atitude em relação ao ambiente em que vivemos. Podemos decidir se queremos que a natureza na Europa prospere ou apenas sobreviva».

    Defende que a «coexistência entre as pessoas e os grandes carnívoros é possível e provada por mais de 80 projetos de investigação e conservação desde 1992, e os Estados-Membros da UE têm de saber e querer usar as ferramentas de conservação ao seu dispor».

    É citada a Lei de Proteção do Lobo-ibérico que protege esta espécie em Portugal desde 1988, e defende-se que os esforços de conservação atrelados às medidas de promoção da coexistência tornaram possível a convivência harmônica entre as pessoas e o lobo.

    A carta apela ao Governo português que continue a fazer ouvir a sua voz junto da Comissão Europeia e mantenha a posição manifestada no início de 2023 de oposição à redução do estatuto de proteção do lobo.

    Pede, ainda que, enquanto Estado-membro da UE, Portugal deva rejeitar esta proposta. «Esse é o meu apelo – e espero que seja ouvido», apela a pessoa signatária, que remata: «A menos que haja novas provas científicas substanciais recolhidas pelos serviços da Comissão Europeia, considero que a ciência e a opinião pública são claras: a alteração do estatuto de proteção do lobo – quer ao abrigo da legislação da UE, quer da Convenção de Berna – não se justifica».

    O Lobo não é mau!

    Já a WWF considera que a proposta de Ursula van der Lyen poderá ter impactos devastadores e é a «última de uma série de tentativas nos últimos anos para diminuir o estatuto de proteção legal para grandes carnívoros, especialmente lobos».
    Aquela organização aposta mais em alcançar a coexistência e garantir que os agricultores sejam compensados pelas suas perdas, esperando que não sejam sacrificadas décadas de trabalho de conservação simplesmente para obter ganhos políticos.

    A WWF é de opinião que «desproteger o lobo em nada resolve os problemas socioeconómicos que afetam a agricultura e as comunidades rurais, ao contrário do que Ursula von der Leyen pretende insinuar. A coexistência entre humanos e grandes carnívoros é possível!»

    Releva que o ministro do Ambiente e Ação Climática de Portugal, Duarte Cordeiro, já manifestou no início de 2023 sua discordância à diminuição do estatuto de proteção do lobo por meio de carta endereçada à Comissão Europeia com mais 11 ministros europeus. Precisamos que Portugal mantenha esta posição!
    Também apela aos Estados-Membros da UE para que rejeitem esta proposta.

  • Parque Natural do Vale do Guadiana tem 28 anos

    Parque Natural do Vale do Guadiana tem 28 anos

    São duas semanas em que vão ser desenvolvidas atividades como exposições, observação de aves, caminhadas, webinars e ações de educação ambiental. Amanhã decorre o Dia Aberto do Parque Natural do Vale do Guadiana, a 23 de novembro, é assinalado o Dia da Floresta Autóctone e a 26 de novembro o Dia da Oliveira.

    O Parque Natural do Vale do Guadiana, abrange os concelhos de Mértola e de Serpa, estendendo-se por uma área de 69.6 hectares.

    Iniciativas:

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  • Exposição em Alcoutim sobre a recuperação do Lince Ibérico

    Exposição em Alcoutim sobre a recuperação do Lince Ibérico

    De acordo com os organizadores, o propósito é apresentar à sociedade portuguesa o trabalho realizado, o que est+a em andamento e o planeado para o futuro, para alcançar a conservação do Lince-ibérico.

    Esta mostra estará exposta nos 13 municípios que fazem parte da CIMBAL (Alentejo), em três concelhos do Algarve, Alcoutim, Tavira e Silves e, ainda, em Lisboa.

    Imagem: Cimbal
  • RIAS prossegue o trabalho de recuperação de animais selvagens em Olhão

    RIAS prossegue o trabalho de recuperação de animais selvagens em Olhão

    Um deles, bastante pequeno, tinha chegado ao RIAS após ter sido vítima de predação, apresentando pequenas feridas no tórax, resultado dos dentes afiados que o tentaram trincar.

    O segundo camaleão, adulto, ingressou com ferimentos de origem desconhecida, mas a preocupação com este indivíduo era o seu «estado de graça», anotaram os técnicos daquele organismo, pois tratava-se de uma fêmea grávida.

    Sem necessidade de a manter muito tempo em cativeiro, foi libertada poucos dias depois de chegar, para que pudesse procurar um local adequado para os seus ovos.

  • Parque Natural de Doñana em grave risco ambiental

    Parque Natural de Doñana em grave risco ambiental

    A SEO/BirdLife considera que os relatórios são demolidores, uma vez que o estado de alarme se estende de três a nove, num só ano ,nenhum se encontra dentro da normalidade e metade deles estão piores do que seria de esperar, pelos níveis já registados de pluviometria.

    O Parque enfrenta o aumento da aridez, provocada pelas secas, a sobre exploração dos recursos hídricos em redor, pelo que será necessária a redução das extrações de água, no sentido de permitir a recuperação do aquífero e a sua capacidade de respostas aos eventos climáticos presentes e futuros, segundo aquela organização não governamental.

    Artigo original

  • Revisão das carreiras reclamam os vigilantes da Natureza

    Os vigilantes da Natureza protestam por ser já agosto e não terem sido chamados para negociar e rever a sua carreira e porque, apesar das insistências junto do Ministério do Ambiente, está por marcar uma reunião para iniciar o processo de revisão da carreira.

    Entendem como fundamental o aumento de efetivos para 1.500 vigilantes da natureza, pois são pouco mais de 200 a cobrir um território extenso.

    Outras reivindicações têm a ver com suplementos remuneratórios, revisão da idade de aposentação. Entendem também que a aposentação aos 65 ou 66 anos, para quem exerce o trabalho de vigilante da natureza, é incompatível, e querem a melhoria das condições de trabalho, desde a disponibilização de fardas ou viaturas que permitam fazer a vigilância em condições”.

  • Javali persegue cadela que escapa

    Javali persegue cadela que escapa

    Segundo a exoplicação do morador da capital Hueva, na sua rede social, naquele dia, como em qualquer outro, passava a sua pequena cadela e notou que ela cheirava o matagal, como se tivesse dado pela presença de outros bichos, quando lhe saltou um javali, saltando em perseguição do animal, apanhando-os de surpresa.

    Por sorte, conseguiu correr e escapar-se por debaixo da vedação contra o qual o javali emmbirrou e não pode prosseguir-lhe no encalço, conseguindo despistar o ataque do animal selvagem.

    Jesús Llerena, habitante de Huelva diz ter vivido um dos piores momentos da sua vida e lançou uma advertência para que todos os que passeiem por aquele caminho estejam alerta, porque chegou a contar cinco javalis.

    A história vem em primeira mão no Huelva Informacíon e aqui deixamos o enlace para o resptivo video
  • Preservação do Lince Ibérico tem exposição itinerante

    Preservação do Lince Ibérico tem exposição itinerante

    Esta exposição é a que esteve patente na Ovibeja, desenvolvida pela CIMBAL, parceira do projeto LIFE Lynxconnect, com o apoio técnico e científico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na edição dos conteúdos.

    Vai estar patente ao público da capital da Andaluzia até aopróximo dia 5 de junho.

    Destina-se a dar a conhecer à sociedade de Espanha e de Portugal os esforços empreendidos na conservação do Lince-ibérico.

    A itinerância pelos 13 municípios que integram a CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, por três municípios do Algarve (Alcoutim, Tavira e Silves) e a cidade de Lisboa é a próxima etapa.

    Presentes na inauguração logo à tarde, vão estar o cônsul de Portugal em Sevilha, representantes do Governo Central de Espanha e da Consejería de Sostenibilidad, Medio Ambiente y Economia Azul da Junta de Andaluzia, do ICNF e da CIMBAL e do Diretor e outros responsáveis do projeto LIFE Lynxconnect.

    Existem 1.668 exemplares de lince-ibérico na Península, identificados pelo censo relativo a 2022, realizado conjuntamente pelas autoridades de conservação da natureza de Portugal (ICNF) e de Espanha (Consejería de Sostenibilidad, Medio Ambiente y Economia Azul, da Junta de Andaluzia, Consejería de Desarrollo Sostenible, da Junta de Castilla-La Mancha, Consejería para la Transición Ecológica y Sostenibilidad da Junta de Extremadura e Consejería de Medio Ambiente, Mar Menor, Universidades y Investigación da Comunidade de Múrcia).

    A evolução está a ser positiva, tendo o lince passado do nível de «criticamente em perigo» para “em perigo”.

    Contudo, para se atingir o objetivo de tornar a população de Lince-ibérico autossustentável entre 2035 e 2040, alcançando uma população ibérica entre 700 a 750 fêmeas reprodutoras num total de 3 500 exemplares, é preciso continuar o trabalho de conservação no terreno e nos centros de reprodução, e também o esforço de comunicação junto do público sobre o que se fez, porque e como se fez e o que continuará a ser feito para se conseguir retirar o Lince-ibérico da lista de espécies ameaçadas, comomo refere o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em comunicado.

    A colaboração e articulação política, administrativa, técnica e científica desenvolvida conjuntamente entre Portugal e Espanha, desde 2004, que permitiu que em 2022 fossem ultrapassados o milhar e meio de exemplares de lince-ibérico em liberdade, não teria o sucesso amplamente reconhecido a nível mundial, se não tivesse sido precedida e acompanhada por uma forte sensibilização e envolvimento das populações, dos responsáveis locais e da sociedade em geral, incluindo os media.

  • Adotar um golfinho

    Adotar um golfinho

    «Os golfinhos dormem usando um lado do cérebro de cada vez, permitindo que subam à superfície para respirar quando precisam e que fiquem alerta para possíveis riscos?!», dizem-nos os defensores desta espécie. Os golfinhos podem ser encontrados em todos os oceanos da Terra e até mesmo em alguns dos maiores rios da Ásia e da América do Sul, dos polos aos trópicos,

    «Como espécie-chave, os golfinhos desempenham um papel importante no equilíbrio geral dos ambientes marinhos», mas os golfinhos em todo o mundo estão a enfrentar ameaças crescentes, tais como o emaranhamento em artes de pesca, as alterações climáticas, a poluição sonora subaquática, a repressão de rios ou a poluição plástica

    Para os seus defensores e organizações «O emaranhamento em equipamentos de pesca é uma das maiores ameaças enfrentadas pelos golfinhos. A WWF está a trabalhar com os governos para se juntar à Global Ghost Gear Initiative (GGGI) para ajudar a construir a capacidade global para resolver este problema».

    Há um programa pioneiro em Portugal: Observatório Golfinhos no Tejo, de monitorização a partir de terra sobre a ocorrência de cetáceos no Estuário do Tejo, temos por objetivo perceber padrões espaciais, sazonais e de comportamento de utilização do estuário por parte destes «animais lindos»!

    Este projeto, resulta de uma parceria entre a ANP|WWF e o MARE – ISPA (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida). E eles lançam o desafio de poder adotar simbolicamente um golfinho e, com esse ato, ajudar todo o trabalho da organização e ainda receber um certificado de adoção pela «bonita ação».

  • Apadrinhar um ouriço em recuperação

    Apadrinhar um ouriço em recuperação

    Alguns deles foram entregues por serem órfãos, outros por debilidade e outros por cativeiro ilegal ou predação.

    Mas, como informam os responsáveis do Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, «se há ouriços a ingressar, também há ouriços a libertar! Desde o início do mês, é isso que tem acontecido e vai continuar».

    O RIAS está a apelar para que as pessoas considerem «apadrinhar» um ouriço em recuperação, tendo recompensa participar nos momentos da libertação na Natureza.

  • O sucesso na devolução de carnívoros à Natureza

    O sucesso na devolução de carnívoros à Natureza

    Uma equipa internacional liderada por cientistas da Universidade de Oxford analisou dados de quase 300 projectos de relocalização de animais, realizados entre 2007 e 2021, desenvolvidos em 22 países de cinco continentes. Estes trabalhos envolveram 18 espécies diferentes de carnívoros, incluindo grandes felinos, hienas e ursos.

    Os resultados, foram publicados publicados na passada quinta-feira num artigo científico na revista Biological Conservation, indicam que cerca de dois terços dos projetos analisados tiveram sucesso, com os animais a sobreviver na natureza por mais de seis meses.

    Segundo a Wilder, que se dedica ao jornalismo da natureza, a equipa de investigadores determinou quais são os critérios principais que determinam se projetos de «rewilding» com grandes predadores vão ser bem sucedidos.

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