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  • Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades em terra são “as maiores ameaças” às florestas marinhas em Portugal

    Atividades terrestres, como a destruição de coberto vegetal ou a utilização de pesticidas, são “as maiores ameaças” à preservação das florestas marinhas existentes na costa portuguesa, disse em Odemira, hoje a bióloga e investigadora Ester Serrão.

    A também docente na Universidade do Algarve falava à agência Lusa à margem da 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que se realiza, até dia 22, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, distrito de Beja.

    De acordo com Ester Serrão, uma das coordenadoras científicas do festival, “as maiores ameaças às florestas marinhas [em Portugal] são as atividades terrestres, que depois têm impacto no oceano”.

    Por exemplo, “quando há destruição da vegetação, provocamos erosão terrestre e existe uma série de partículas do solo que vão sendo arrastadas pelas chuvas, vão parar à costa e soterrar as florestas marinhas”, disse, acrescentando: “o facto de provocarmos erosão costeira que vai soterrar as rochas e cobri-las de sedimentos, faz com que não haja ‘habitat’, ou seja, um espaço de rocha limpa onde os pequenos estados microscópicos se possam agarrar”.

    Ester Serrão apontou ainda a utilização de pesticidas e produtos químicos em meio terrestre como outra ameaça à preservação das florestas marinhas, assim como “atirar âncoras dos barcos ou fazer arrastos”.

    Deita-se uma âncora sobre corais e destruímos os corais, deita-se uma âncora sobre uma pradaria marinha e arrancamos as plantas”, ilustrou.


    Segundo a bióloga, as florestas marinhas “são essenciais para toda uma série de funções dos ecossistemas marinhos da (…) costa”.

    Por isso, frisou, “é importante mostrar que são ecossistemas únicos e muito ricos, mas que enfrentam desafios crescentes, ligados à ação dos seres humanos”.

    A 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, que arrancou na quarta-feira, tem como objetivo “promover o conhecimento científico, a sensibilização e o envolvimento da comunidade na valorização dos ecossistemas marinhos e na proteção dos oceanos”.

    A iniciativa é promovida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, em parceria com o Município de Odemira, o Colégio Nossa Senhora da Graça, a Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes e a Universidade do Algarve e o apoio de várias entidades.

    Segundo a organização, o festival “reúne cientistas, estudantes, residentes e visitantes para um vasto conjunto de iniciativas destinadas à sensibilização para a conservação, partilha de conhecimento científico e descoberta ativa da riqueza dos ‘habitats’ costeiros e marinhos”.

    Queremos que as pessoas saiam do festival a olhar para o oceano de forma diferente e todos com um sentido de responsabilidade e de contribuir para conservar estes ecossistemas, que são tão essenciais para sustentar as gerações futuras e a biodiversidade marinha na nossa costa”, frisou Ester Serrão.

    No âmbito do festival, está prevista, para domingo, a reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, com apresentações de investigadores, empresas e organizações sobre biodiversidade, conservação, restauro, cultivo, inovação e bioeconomia das florestas marinhas.

    Depois, entre os dias 18 e 22, tem lugar um programa “de descoberta” de algas e plantas marinhas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina para alunos universitários, organizado pela Universidade do Algarve.

    As florestas marinhas são formadas por organismos como algas e outras espécies estruturantes dos ecossistemas costeiros, desempenhando “um papel vital na manutenção da biodiversidade, na produção de oxigénio e na captura de carbono”, além contribuírem “para a mitigação das alterações climáticas e equilíbrio dos oceanos”, indicou a organização do festival.

    com
    Lusa

  • Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Maior Área Marinha Protegida de Sempre

    Revolução Azul: Portugal Lança a Reserva D. Carlos,

    O Governo português deu um passo de grande envergadura e decisivo na proteção do oceano ao avançar com o processo de criação da futura Reserva Natural Marinha D. Carlos.

    Esta nova área protegida será a maior alguma vez proposta pelo país, abrangendo uns impressionantes 173 mil km², o que equivale a alcançar a ambiciosa meta de proteger 25% da área marítima sob soberania nacional.

    A vastíssima área de conservação engloba complexos geográficos de elevado valor ecológico, nomeadamente o complexo dos montes submarinos Madeira-Tore e o estratégico Banco de Gorringe.

    A classificação da reserva assenta no melhor conhecimento científico disponível, resultado do trabalho conjunto e detalhado de diversas entidades académicas e públicas.

    Estes ecossistemas são vitais, atuando como verdadeiros santuários para a biodiversidade: contêm recifes de corais de águas frias, raros jardins de gorgónias e funcionam como zonas cruciais de alimentação e reprodução para inúmeras espécies marinhas, incluindo as vulneráveis e migratórias.

    José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e do Mar, sublinhou o duplo benefício da iniciativa. “Esta área marinha protegida terá um impacto positivo na saúde dos ecossistemas e, a médio prazo, na produtividade dos recursos pesqueiros”, afirmou.

    O Ministro destacou ainda o papel dos montes submarinos como “verdadeiras ‘maternidades’ no oceano”, garantindo melhores condições para a sustentabilidade das pescas e para a valorização da economia do mar.

    É importante notar que a proposta da Reserva D. Carlos foi desenhada para ser compatível com a sustentabilidade das comunidades piscatórias. O plano salvaguarda explicitamente as pescarias artesanais, seletivas e de baixo impacto ambiental, provando que a ambição de proteção oceânica pode coexistir com o desenvolvimento da economia azul.

    O processo de classificação desta área histórica está agora aberto à participação pública. A consulta pública da Reserva Natural Marinha D. Carlos encontra-se a decorrer no portal Participa, com um prazo estabelecido até 6 de março de 2026, permitindo que cidadãos e entidades contribuam para a definição final desta monumental área de conservação.

  • Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Por Redação GEM-DIGI | 9 de Janeiro de 2026

    QUARTEIRA — É já na próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro, que se inicia a grande operação de reposição de areia no litoral de Loulé. A intervenção, aguardada com ansiedade num Algarve fustigado por sucessivos temporais, avança num momento de fragilidade institucional: as autarquias clamam por falta de meios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dona da obra, atravessa um período de incerteza na sua liderança.

    Uma Operação de Engenharia Global contra a Erosão

    O arranque dos trabalhos incidirá no troço costeiro entre a praia de Quarteira e a praia do Garrão. A empreitada, orçada em cerca de 14,3 milhões de euros, visa a alimentação artificial do sistema costeiro, repondo o perfil de segurança das praias que perderam milhares de metros cúbicos de areia nos últimos invernos.

    Para mitigar o ceticismo local quanto ao cumprimento de prazos, a investigação sobre a adjudicação revela dados concretos sobre a robustez da operação. A obra está a cargo da Dravo S.A., empresa sediada em Madrid que opera como o braço ibérico do Grupo Van Oord.

    Trata-se de uma garantia técnica relevante: a matriz holandesa é uma das líderes mundiais em engenharia marítima e dragagens, com um histórico de execução de obras complexas e elevada capacidade financeira. Este perfil empresarial afasta, à partida, os receios de insolvência ou incapacidade técnica que frequentemente paralisam obras públicas em Portugal, permitindo antever que o areal estará pronto antes do início da época balnear.

    Autarquias “De Mãos Atadas” e o Vazio Central

    Apesar do avanço das máquinas em Quarteira, o enquadramento nacional permanece crítico. O temporal que atingiu a costa algarvia expôs, uma vez mais, a vulnerabilidade de um modelo de gestão centralizado.

    As Câmaras Municipais debatem-se com um duplo constrangimento:

    1. Falta de Competência Legal: A intervenção direta no Domínio Público Marítimo é exclusiva da administração central.
    2. Incapacidade Financeira: Os orçamentos municipais não comportam obras de dezenas de milhões de euros para proteção costeira.

    As autarquias restam, assim, dependentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Ministério do Ambiente. Contudo, esta dependência agrava-se com a instabilidade na própria agência. Confirmam-se as movimentações para a substituição da atual liderança da APA, criando um cenário onde a entidade responsável por gerir a crise costeira se encontra, ela própria, em gestão de mudança.

    Num momento em que não foi apenas Quarteira a sofrer danos — com registos de destruição em várias frentes de mar da região — a resposta do Estado surge agora com esta obra de grande envergadura, mas deixa por responder às questões estruturais sobre a agilidade e a estabilidade dos organismos que tutelam o litoral português.

  • Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    A Praia de Forte Novo, em Quarteira, uma das joias da coroa do litoral algarvio, encontra-se num estado de degradação que tem suscitado preocupação generalizada, mobilizando a atenção tanto da imprensa regional como nacional. O impacto da recente agitação marítima e de fatores de erosão a longo prazo debilitou significativamente a orla costeira, forçando as autoridades a delinear um plano de intervenção urgente para garantir a segurança e a fruição da praia.

    O cenário atual em Forte Novo é visivelmente alarmante. Relatos e imagens que circulam nos meios de comunicação social mostram uma perda substancial do areal, expondo infraestruturas que normalmente estariam soterradas. O recuo da linha de costa ameaça apoios de praia e passadiços de acesso, essenciais para a mobilidade de veraneantes e residentes. Esta vulnerabilidade estrutural coloca um desafio imediato às entidades gestoras, obrigadas a agir rapidamente antes do início da época balnear.

    O que debilitou a Praia de Forte Novo é, sobretudo, a conjugação de fenómenos meteorológicos extremos – nomeadamente as fortes ondulações e as intempéries típicas do inverno – com a crónica erosão costeira que afeta grande parte da região do Algarve.

    A falta de proteção natural ou a insuficiência das barreiras existentes permitiram que a força do mar removesse toneladas de areia, alterando drasticamente o perfil da praia num curto espaço de tempo.

    Este é um problema que se agrava de ano para ano, exigindo soluções não só reativas, mas também preventivas e sustentáveis.

    Perante a gravidade da situação, as autoridades competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em articulação com a Câmara Municipal de Loulé – já estão a planear as reparações mais imediatas. A prioridade máxima será a reposição do areal. Este processo de ‘engordamento’ da praia será feito através da dragagem e transporte de areias de zonas costeiras adjacentes ou de depósitos marinhos, garantindo a recuperação da largura mínima de praia necessária para a segurança e para a atividade turística.

    Adicionalmente, estão a ser consideradas intervenções de estabilização estrutural. Isto pode incluir a reparação ou reforço de muros de contenção e a realocação de barreiras de proteção para mitigar futuros impactos erosivos. O objetivo é assegurar que a Praia de Forte Novo esteja totalmente operacional e segura a tempo da chegada dos primeiros turistas de verão, minimizando o impacto negativo na economia local, altamente dependente do turismo de sol e mar.

    ./Redacção Gem-Digi

  • Migrantes marroquinos desembarcados vão ter de deixar o país

    Um grupo de 31 migrantes, a maior parte de um total de 38 que desembarcaram na Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo, na passada sexta-feira, Os migrantes, todos cidadãos marroquinos acusado de imigração ilegal por via marítima, terá de abandonar de forma voluntária o território português num prazo de 20 dias, ou será afastado de forma coerciva num prazo máximo de execução de 60 dias, revelou o jornal Expresso.

    Entre os migrantes encontram-se menores, incluindo um bebé de 12 meses e duas crianças de 8 e 10 anos, que se encontram hospitalizados e acompanhados pelos pais.

    O espaço para o CIT foi disponibilizado pelo Serviço de Proteção Civil da Câmara Municipal de Vila do Bispo, que adaptou um pavilhão desportivo para acolher os 38 migrantes.

  • Migrantes auxiliados pela Polícia Marítima de Lagos

    Migrantes auxiliados pela Polícia Marítima de Lagos

    Os elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos auxiliaram no passado dia 8 de agosto, 38 migrantes, dos quais duas crianças, que se encontravam a bordo de uma embarcação de madeira que desembarcou na praia da Boca do Rio, no concelho de Vila do Bispo.

    Foto: Autoridade Marítima Nacional

    O auxílio foi prestado «na sequência de um alerta recebido pelas 20:05 horas, através de um popular que se encontrava nas proximidades, a informar para a chegada de uma embarcação com migrantes. De imediato, foram ativados elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos, da GNR e da Proteção Civil de Vila do Bispo. ​

    À chegada ao local, os elementos da Polícia Marítima constataram que «as pessoas apresentavam sinais de saúde débil, tendo prontamente auxiliado as mesmas».

    Foram também empenhados elementos da GNR, da Proteção Civil de Vila do Bispo, do INEM e dos Bombeiros voluntários de Vila do Bispo e Lagos, encontrando-se a realizar uma avaliação clínica a estes migrantes e a garantir o fornecimento de água e comida.

    O Comando Local da Polícia Marítima de Lagos tomou conta da ocorrência.

    As autoridades, lideradas pela GNR (Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras do Comando Territorial de Faro), prestaram socorro imediato. Relata a SIC Notícias que os migrantes se encontravam em estado debilitado, com sinais claros de desidratação e hipotermia. .

    Segundo o major Ilídio Barreiros declarou à RTP os migrantes são presumivelmente todos cidadãos marroquinos que partiram do Norte de África em busca de um destino na Europa.

    Após o atendimento médico, o grupo foi apresentado ao juiz de turno no Tribunal de Silves, onde foram identificados e detidos por imigração ilegal por via marítima.

    A Câmara Municipal de Vila do Bispo disponibilizou um pavilhão desportivo como Centro de Instalação Temporária para acolher os migrantes enquanto decorre o processo judicial. De acordo com a legislação, possuem duas opções: abandonar voluntariamente Portugal num prazo de até 20 dias ou enfrentar um processo de afastamento coercivo que pode demorar até 60 dias..

    Relata o Expresso que o Governo elogiou a rapidez e eficácia da resposta das autoridades, enfatizando o equilíbrio entre segurança nas fronteiras e respeito pela dignidade humana.

    Resumo das chegadas de migrantes à costa do Algarve (2023–2025)

    • Em 8 de agosto de 2025, uma embarcação de madeira transportando 38 pessoas — entre elas sete menores — chegou à Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo. Vários encontravam-se em estado de desidratação e hipotermia; dez foram hospitalizados Portugal Resident+13Arab News+13Expresso+13.
    • Historicamente, os anos de 2019 e 2020 concentraram o maior número de desembarques nesta região, contabilizando 97 migrantes desembarcados em seis embarcações SIC Notícias+2Portugal Pulse+2.
    • No geral, nos últimos seis anos, pelo menos 140 migrantes chegaram à costa algarvia, conforme levantamento da Lusa Google Drive+6SIC Notícias+6Rádio Renascença+6.
    • Embora dados detalhados para 2023 e 2024 não tenham sido encontrados neste momento, o evento recente de agosto de 2025 demonstra que a rota atlântica direta para o Algarve continua ativa, ainda que com fluxos relativamente restritos Arab NewsTerra Daily.

    Conclusão

    Nos últimos dois anos, embora não exista um registo anual completo, o principal acontecimento foi o desembarque em agosto de 2025 com 38 pessoas. Esse número é significativo dentro do total acumulado e evidencia que os desembarques continuam a ocorrer, ainda que de forma esporádica.

    Se quiser, posso procurar mais dados específicos de 2023 e 2024 ou aprofundar o perfil das operações de salvamento e resposta das autoridades costeiras

    ./Com Redação Digital
  • Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    No próximo dia 3 de Julho, às 18:00 horas na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, a pintora Maria Manuela Santos, apresenta a exposição «Florestas Azuis» que ficará em exibição até dia 31 de Julho, na qual alerta para a Importância vital dos Ecossistemas Costeiros.

    Uma exposição da artista e arquiteta paisagista Maria Manuela Santos, intitulada “Florestas Azuis”, busca consciencializar sobre o papel crucial dos ecossistemas costeiros na mitigação das mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade.

    A mostra, que apresenta obras em diversas técnicas como acrílico e aquarela, explora a beleza e a importância das chamadas Florestas Azuis, manguezais, pradarias marinhas e outros habitats costeiros na captura e armazenamento de carbono, bem como na proteção das zonas costeiras.

    A artista enfatiza a urgência de proteger esses ambientes, alertando para a rápida degradação que sofrem, com consequências graves para a vida marinha, terrestre e a segurança das comunidades costeiras.

    A exposição é um chamado à ação, incentivando uma mudança de atitude em relação à natureza e à valorização desses ecossistemas vitais.

    Maria Manuela Santos, portuguesa radicada no Algarve, combina a sua formação em arquitetura paisagista com uma paixão pelas artes.

    As suas obras são inspiradas nas memórias, experiências e preocupações com o meio ambiente, resultando em composições poéticas e coloridas.

    A artista tem participado em diversas exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, Cabo Verde e Coreia do Sul, e é membro de associações de arte nacionais e internacionais.

  • MAR 2030: Algarve garante 14,5 milhões de Eẽuros para impulsionar Pescas e Aquacultura

    MAR 2030: Algarve garante 14,5 milhões de Eẽuros para impulsionar Pescas e Aquacultura

    Algarve lança Plataforma Colaborativa de Inovação para a Economia do Mar

    Sessão no Patacão lança Plataforma de Inovação Colaborativa e revela investimentos estratégicos como o Hub Azul de Olhão, financiado pelo PRR. O objetivo é ligar o conhecimento científico às necessidades das empresas. Redação Gem-Digi 29/06/2025

    A economia do mar no Algarve recebeu um novo impulso com a aprovação de 14,5 milhões de euros em fundos do programa MAR 2030. Este financiamento inicial destina-se a fortalecer os setores tradicionais da pesca, aquacultura e transformação de produtos do mar.

    O anúncio foi feito durante a sessão pública de lançamento da Plataforma de Inovação Colaborativa da Economia do Mar, que decorreu no passado dia 18 de junho, no auditório dos serviços regionais de agricultura e pescas, no Patacão. O evento, que reuniu cerca de 50 especialistas e empresários, foi promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI ALGARVE).

    Durante a sessão, foram destacadas as tendências e oportunidades estratégicas para a região, com especial ênfase no Hub Azul Olhão. Esta infraestrutura de inovação, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 4,7 milhões de euros, estará focada na capacitação em biotecnologia azul, aquacultura e robótica. A apresentação do enquadramento estratégico esteve a cargo de Carlos Pinho, da equipa executiva do Fórum Oceano, a entidade que gere o cluster nacional da economia do mar.

    O debate sobre o potencial de transformação da região foi aprofundado numa mesa-redonda dinamizada pela Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia (CRIA) da Universidade do Algarve. A discussão contou com a participação de importantes entidades de investigação, como o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), bem como os Laboratórios Colaborativos S2AquaColab e GreenColab, e a empresa Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana.

    Com o intuito de identificar necessidades concretas, a NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve organizou uma dinâmica de grupo para sinalizar prioridades de investimento, capacitação e projetos a desenvolver a curto prazo na fileira do mar.

    No final do evento, os participantes visitaram as obras de requalificação do antigo laboratório de sanidade animal, que está a ser transformado num moderno centro de competitividade dedicado ao estudo e aplicação de algas, nomeadamente na agricultura e aquicultura.

    Uma das principais conclusões do encontro foi a clara distinção entre as necessidades dos setores. Enquanto os mais tradicionais (pesca e aquacultura) focam-se em melhorias na governação e nos processos de licenciamento, os setores emergentes, como a biotecnologia azul, priorizam a transferência eficaz do conhecimento científico para o tecido empresarial.

    A Plataforma de Inovação Colaborativa da Economia do Mar continuará a sua missão de reunir entidades e empresas para desenvolver desafios de inovação e projetos integrados, com vista a captar financiamento nacional e europeu.

  • Autoridade Marítima recolhe embarcação à deriva

    Autoridade Marítima recolhe embarcação à deriva

    Os elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos intercetaram e apreenderam no dia 9 de janeiro, uma Embarcação de Alta Velocidade (EAV) encontrada à deriva a cerca de 5,5 milhas náuticas (aproximadamente 10,2 quilómetros) a sudoeste da Ponta da Piedade, no concelho de Lagos.

    ​O alerta foi recebido pelas 11:00 desse dia, através de um pescador que se encontrava nas proximidades, a informar de uma embarcação à deriva, tendo-se deslocado ao local elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos e tripulantes da Estação Salva-vidas de Sagres.

    Foram ainda ativados elementos da Unidade Central de Investigação Criminal (UCIC) Polícia Marítima e informados o Comando Regional da Polícia Marítima do Sul e a Polícia Judiciária.

    À chegada junto da embarcação, os elementos da Polícia Marítima constataram que não se encontravam tripulantes a bordo nem produto estupefaciente, tendo os tripulantes da Estação Salva-vidas acompanhado a EAV para um local em terra.

    O Comando Local da Polícia Marítima de Lagos tomou conta da ocorrência.

  • Cultura em áreas marinhas desagrada em Lagos

    Cultura em áreas marinhas desagrada em Lagos

    Câmara Municipal de Lagos discorda de exploração de aquacultura em mar aberto no Barlavento Algarvio com a eventual concessão de um Título de Atividade Aquícola (TAA).

    Trata-se da expansão em águas marinhas, na costa sul do concelho vizinho de Vila do Bispo, abrangendo a área 2 956 955 m2), entre a Ponta dos Caminhos e Ponta do Torre.


    Teme-se que prejudique a pesca, a náutica e o turismo e, consequentemente, a economia e tecido social local e algarvios.

    A expansão da exploração pela empresa Finisterra S. A. destina-se à produção de Mexilhão-do-Mediterrâneo (Mytilus galloprovincialis), em regime extensivo, entre a Ponta dos Caminhos e Ponta do Torre (Vila do Bispo), representando uma área total de 2 956 955 m2.

    O que a autarquia teme é que seja afetada a astividade de centenas de embarcações de pesca artesanal exercem a sua faina, impactando negativamente a sua atividade e fontes de rendimento de mais de 300 famílias.

    A área em causa constitui uma zona de pesca com valor significativo na captura de pelágicos (sardinha, carapau e cavala), espécies demersais e moluscos (besugo e polvo), mariscos, entre outas espécies.

    Também a náutica (recreio, turismo de mar, eventos, operadores marítimo-turísticos, reparações navais) será afetada por esta exploração, acarretando consequências nefastas para o concelho de Lagos, bastante ligado a esta valência.

    Tendo em conta o habitual tráfego marítimo na costa do barlavento algarvio, incorre também o risco de que as embarcações de recreio possam afastar-se ou até evitar atracar em território nacional.

    A segurança é outra das preocupações, dado que este tipo de infraestrutura envolve equipamentos (cabos e boias) que condicionam a navegação, muitas vezes com deficiente sinalização que, associadas aos ventos e correntes, podem ser um perigo para pessoas e bens, para além dos danos na reputação relativamente às atividades de mar no território.

    Apesar de reconhecer a importância da aquacultura em mar aberto e os seus contributos para a economia do país, perante os efeitos prejudiciais desta exploração nas atividades piscatórias e náuticas, turismo e economia local, a Câmara Municipal de Lagos manifestou junto da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos a sua total discordância em relação à concessão do TAA à empresa Finisterra.

    Aproveeitou para alertar para a necessidade de se reavaliar a legislação reguladora deste tipo de atividade de forma a ter em conta os impactos negativos nas regiões e implementar instrumentos de fiscalização mais eficazes.

  • Sismo de 3.1 no mar a sul de Sesimbra

    Um sismo ligeiro, de magnitude 3,1 na escala de Richter, foi hoje registado em Portugal, com epicentro a cerca de 30 quilómetros a sul de Sesimbra, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    O abalo foi registado às 03:26, referiu o IPMA, em comunicado.

    De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

  • Agua do mar mais quente no Algarve

    Agua do mar mais quente no Algarve

    Porém, ainda não foram alcançadas as temperaturas mais elevadas em apenas um dia e registadas na última década. Em 2016, a temperatura da água do mar, em Faro atingiu, a 28 de julho os 26,5ºC e a 6 de setembro de 2021, os 26,3ºC.

  • GNR liberta tartaruga de uma rede e de plásticos

    GNR liberta tartaruga de uma rede e de plásticos

    Foi quando encontraram uma tartaruga presa numa arte de pesca, com dificuldades de locomoção. De imediato, foi efetuada a recolha, para monitorização do estado de saúde, libertando-a das artes de pesca e do restante material plástico e devolvendo-a ao seu habitat natural.

    A GNR observa que «Os resíduos de pesca deixados no mar constituem uma parte considerável da poluição plástica nos nossos oceanos. Estima-se que, anualmente, estes materiais sejam responsáveis pela morte de um grande número de espécies marinhas, como baleias, golfinhos, focas, leões marinhos e tartarugas».

    Pretendem alertar a população sobre os problemas da poluição marinha e destacar a importância da participação de todos na preservação dos nossos oceanos.

    Além do mais, solicitam que, caso os cidadão detectem algum foco de poluição, que contactem a GNR, através da Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 ou e-mail sepna@gnr.pt.

  • Pedra do Valado com medidas de compensação

    Pedra do Valado com medidas de compensação

    Contudo, o Governo reconhece que a pesca comercial enfrentará desafios devido às novas restrições.

    Para mitigar o impacto, um mecanismo de compensação, regulamentado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2024 e o Despacho n.º 2182/2024, que exige licenças específicas para a pesca comercial dentro do parque.

    Este mecanismo visa equilibrar a conservação com as necessidades econômicas dos pescadores afetados.

    É importante que os interessados em concorrer às compensações leiam atentamente toda a legislação aplicável para entender completamente os critérios e processos envolvidos.

  • Ganchorra em pesca ilegal

    Ganchorra em pesca ilegal

    Os elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Tavira realizaram na quarta-feira, dia 17 de abril, uma ação de fiscalização destinada à atividade da pesca com recurso à arte da ganchorra rebocada, entre a praia do Barril e a Barra de Tavira, da qual resultou a elaboração de três autos de notícia.

    Durante esta ação foram fiscalizadas cinco embarcações de pesca em plena atividade, com tripulantes de nacionalidade espanhola, com recurso a artes de pesca denominadas de «ganchorra rebocada», estando três delas a operar fora do horário legalmente definido.

  • Cavalo marinho protegido


    Trata-se de uma resposta do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) ao alerta da ambientalista Cláudia Sil de que um conjunto de planos de gestão das Zonas Especiais de Conservação (ZEC) do Algarve, em consulta pública, conteriam erros graves, por não abordarem o cavalo-marinho, «Hippocampus» da Ria Formosa.

    Cláudia Sil representa as Organizações Não Governamentais (ONG) do Ambiente na Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) e no Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, advertiu que os planos em consulta vão vigorar por 10 anos.

  • As algas algarvias da BioEconomia Azul

    As algas algarvias da BioEconomia Azul

    Depois de recuperado o Laboratório Colaborativo vai ser dedicado ao setor das algas e instalado em anteriores instalações laboratoriais na CCDR ALGARVE | Agricultura e Pescas.

    Para tanto, será realizado um esforço coletivo e colaborativo de vários entidades e empresas regionais, tais como a ex-Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., em articulação com área governativa da Agricultura e Alimentação.

    O GreenCoLab recebeu recentemente o parecer favorável da ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A. à sua pretensão de revitalizar as instalações desativadas do antigo Laboratório de Apoio à Produção Animal, gerido pela ex-DRAP Algarve, situadas no Patacão – Faro.

    No imediato, segundo informa a CCDR Algarve, esta solução permitirá desbloquear investimentos superiores a um milhão de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Este valor será repartido entre a reabilitação do edifício e a instalação de duas unidades demonstradoras no âmbito do Pacto da BioEconomia Azul:

    Uma de economia circular, com fecho do ciclo, via reaproveitamento de água e nutrientes de instalações de produção agrícola e aquícola, através de tecnologias de produção de algas;

    Outra, de bio refinaria, para o processamento efetivo de biomassa de algas em ingredientes de alto valor a uma escala demonstradora, em particular de bio estimulantes para culturas agrícolas.

    Paralelamente, para além de manter a vocação inicial das instalações na área do apoio à produção primária, os promotores acreditam que esta é uma oportunidade para projetar os próximos anos.

    A ambição é tornar o Algarve como um dos principais polos mundiais de conhecimento do setor das algas e na criação de conhecimento e produtos de elevado valor acrescentado para aplicação nas áreas da produção agrícola, pescas; assegurar o planeamento e a gestão da política de coesão no âmbito dos programas regionais, e dos programas de cooperação territorial europeia, enquadrados nos ciclos de programação das políticas da União Europeia, tendo em vista o desenvolvimento económico, social e cultural dos territórios que constituem as respetivas circunscrições; e, apoiar tecnicamente as autarquias locais e as suas associações.

  • Morte insólita na atracagem de embarcação turística em Portimão

    Morte insólita na atracagem de embarcação turística em Portimão

    Segundo a agência Lusa, citando Eduardo Pousadas Godinho, o comandante de uma embarcação marítimo turística encontrava-se em manobra de atracagem quando caiu à água e «a embarcação lhe passou por cima”, tendo o barco sido imobilizado pelo segundo comandante e a vítima retirada para o cais, já cadáver.

    Foi o que constataram os militares da UCC â chegada, tendo o óbito sido declarado no local pelo médico da VMER. A bordo da embarcação seguiam um total de 16 tripulantes, tendo resultado do acidente 14 feridos ligeiros, 11 dos quais foram assistidos pelo médico da VMER e três transportados parao hospital de Portimão.

    Reconhecendo que não se trata de um acidente usual, o capitão do porto de Portimão ordenou a abertura de um inquérito e comunicou os factos ao Ministério Público (MP), que deverá agora abrir um inquérito-crime.

    A embarcação envolvida no sinistro tem cerca de oito metros e é semirrígida, com capacidade para 20 pessoas.

    O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado e encontra-se a prestar apoio aos familiares da vítima. Segundo o que foi possível apurar, o comandante da embarcação sofreu uma queda para a água durante a manobra de atracação, tendo a mesma acabado por ferir mortalmente a vítima.

    O Comando-local da Polícia Marítima de Portimão tomou conta da ocorrência.

  • Arqueologia Náutica na Baía de Lagos

    Arqueologia Náutica na Baía de Lagos

    Os trabalhos destinam-se a verificar e registar achados fortuitos declarados nos últimos anos pela comunidade marítima local e tendo em vista monitorização dos sítios arqueológicos, para o qual será feita a prospeção arqueológica com recurso a equipamentos de deteção remota com sonar de varrimento lateral, em alguns naufrágios inventariados.

    Em sessão pública no auditório dos Paços do Concelho Século XXI, em Lagos, prevista para a tarde de 19 de Outubro, os especialistas portugueses e noruegueses vão apresentar os resultados preliminares da sua missão, bem como parte do trabalho de carta arqueológica subaquática do concelho de Lagos, já efetuado pela equipa do projeto Water World.

    A campanha realiza-se em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Lagos, conta com o apoio dos achadores, a empresa WeDive, Marina de Lagos e Centro Náutico Sopromar.

    A equipa multidisciplinar que vai operar no terreno integra arqueólogos e conservadores-restauradores do CNANS/DGPC e do Museu Marítimo da Noruega, num total de oito elementos e a participação do Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa, com quem o Município de Lagos tem um protocolo de cooperação para a investigação e valorização do património submerso da Baía de Lagos.

    O CNANS/DGPC é a entidade responsável em Portugal por determinar o valor científico e patrimonial dos bens arqueológicos depositados em meio aquático, cabendo-lhe as tarefas de inventariação, conservação e restauro, etapas prévias à sua disponibilização para fins de investigação e ou musealização.

    No âmbito do Water World e em parceria com seu parceiro norueguês, o CNANS/DGPC já realizou três outras campanhas de mar, a Portimão/Arade, em março de 2022, a Cascais/Barra do Tejo, em setembro de 2022 e a Berlengas, em maio de 2023.

    Os trabalhos arqueológicos na baía de Lagos integram a quarta e última campanha ao abrigo deste projeto, que chegará ao fim em março de 2024.

    Orçado em 995.000 euros provenientes do Mecanismo Financeiro EEA Grants, o Water World visa capacitar o CNANS/DGPC com metodologias de registo para a monitorização e disseminação do património cultural subaquático. Em ligação com o Museu Marítimo da Noruega, promove a salvaguarda, proteção, conservação, monitorização e disseminação de bens culturais arqueológicos nacionais provenientes de ambientes saturados de água.

  • No limite do drama quase a Virgem cai ao mar

    A Virgem do Mar, transportada numa embarcação de pesca entre saudações dos fiéis, esteve perto de ser testemunha de uma tragédia, na vizinha Andaluzia. Um acontecimento como o ocorrido, adivinha-se, mais cedo ou mais tarde, que poderia acontecer, desde os responsáveis até aos que pontualmente foram ver o desembarque, com barcos carregados de crianças e aquelas motas de água, que põem em perigo a vida de muitas pessoas não só no estuário mas no mar, como sucedeu em Cantil.

    Partilhamos o vídeo de Jose Garcia Garcia, com a devida vénia.