FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: incêndios

  • Resposta a incêndios rurais complexos testada no Algarve

    Resposta a incêndios rurais complexos testada no Algarve

    O processo de aprontamento do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do Algarve, no âmbito da Autoridade Nacional de Proteção Civil, incluiu no Algarve uma vertente especifica do programa regional de treino operacional dedicada aos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) de todos os Municípios.

    O objetivo foi o de preparar as consideradas áreas chave da ação das autarquias em teatros de operações complexos.

    Neste percurso de aperfeiçoamento foi abordada a Logística Operacional, no contexto do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) / Sistema de Gestão de Operações (SGO), com destaque para a implementação das áreas funcionais das Zonas de Concentração e Reservas (ZCR) e Pontos de Trânsito (PT)..O mesmo para a organização dos sistemas logísticos a implementar nos teatros de operações.

    Foram igualmente explorados temas nucleares na dinâmica das estruturas municipais de proteção civil, como foi o caso das comunicações de emergência, dos sistemas de informação geográfica e de apoio à decisão, empenhamento de máquinas de rasto, bem como o papel dos SMPC no sistema de monitorização e comunicação de risco, de alerta especial e de aviso à população.

    Os vários elementos dos SMPC foram ainda sensibilizados para a condução de veículos táticos fora de estrada em situações adversas, participando numa banca pratica dinamizada por formadores da área temática que os preparou para esse efeito.

    O ambicioso cronograma de preparação para o período historicamente mais vulnerável à ocorrência e desenvolvimento de incêndios rurais culminou com um exercício de decisão, na modalidade de TTX (Tabletop Exercise) onde participaram os Coordenadores Municipais de Proteção Civil, enquanto dirigentes dos Serviços Municipais.

    O exercício, baseado em cenários de ocorrências reais que assolaram a região nos últimos anos, levou os participantes a elaborar planos logísticos, a materializar planos de comunicações, a organizar zonas de concentração e reserva, e sobretudo focarem-se na articulação, coordenação e no trabalho em rede na sustentação da resposta a situações de exceção, no principio da cooperação entre SMPC para otimizar as capacidades logísticas existentes.

    fonte: Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

  • EDP distribuição ilibada de incêndio de Monchique

    EDP distribuição ilibada de incêndio de Monchique

    Um juiz da comarca de Portimão considerou que existiam falhas na investigação levada a cabo e decidiu aplicar o princípio da presunção de inocência na decisão instrutória, realizada na passada sexta-feira, de acordo com o Jornal de Notícias (JN).

    A acusação realizada pelo Ministério Público (MP) afirmava que o fogo teria sido causado pelo contacto repetido de um cabo elétrico de média tensão com ramos de eucaliptos na zona de Perna Seca, em Taipas. Esta também declarava que a EDP e o gestor responsável pela manutenção de redes elétricas não mantiveram limpa, como deveriam, uma faixa de segurança adequada junto ao referido cabo.

    O incêndio que assolou Monchique em 2018 durou sete dias e chegou a alastrar-se aos concelhos vizinhos de Portimão, Silves e Odemira. O rescaldo contabilizou a destruição de 111 casas de primeira e segunda habitação, 26 mil hectares de de floresta ardida, 41 pessoas feridas e a morte de mais de cinco mil animais.

    ver mais

  • Ponto de situação dos incêndios no Algarve

    Ponto de situação dos incêndios no Algarve

    Ao longo da noite, que findou as chamas lavraram intensamente nos concelhos de Tavira e Vila Real de Santo António, obrigando mais pessoas a abandonar as suas casas, informou a Proteção Civil.

    O fogo obrigou a cortar a A22, entre os nós de Tavira e Altura, assim como a Estrada Nacional 125, entre Conceição de Tavira e Vila Nova de Cacela.

    A EN 125 foi reaberta, às 22h37, continuando no entanto com circulação “condicionada”, devido à passagem dos meios de combate ao fogo, segundo o comando regional do Algarve.

    Foram criadas duas zonas de apoio à população, no Azinhal, Castro Marim, e em Tavira.

    O incêndio, que progredia com uma “rapidez fulminante”, de acordo com um balanço realizado antes da meia-noite, mantém-se “ativo com intensidade”. Os bombeiros tentam proteger pessoas e a mata nacional

    Logo, pelas 11h00, as Autoridades farzem um novo ponto da situação, no Azinhal, no concelho de Castro Marim, onde está instalado o Posto de Comando.

  • Incêndio em Castro Marim resiste apesar dos esforços e dos meios

    Incêndio em Castro Marim resiste apesar dos esforços e dos meios

    As altas temperaturas e o vento forte que contribuíram para o reacendimento do incêndio que deflagrou durante a noite de ontem persistem e dificultam o trabalho de populares que auxiliam os bombeiros que se mobilizaram de todo o Algarve, com meios aéreos e que está ainda numa situação complicada.

    O fumo atinge já as praias no litoral, causando também grande apreensão de quem está nas praias. Segundo a Arenilha TV, no local, o incêndio, que deflagrou na localidade de Pernadeira, na freguesia de Odeleite, no concelho de Castro Marim, «estaria dominado por volta das 10:20, mas a última atualização indica que continua ativo, neste momento aproximou-se da localidade da Cortelha. Estão neste momento no terreno, 9 meios aéreos, 279 operacionais e 89 viaturas».

  • Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    «Infelizmente é o habitual: Calor = Incêndios em Monchique», sublinha a ALGFUTURO que diz ter acompanhado, estudado e proposto soluções, como aconteceu no último incêndio, do qual exibe fotos.

    «Tudo conhecido, mas poderes começam por demorar “séculos” a dar resposta às vítimas ou nunca dão. Medidas de fundo não há: Florestação ;- atração de população ; Incentivos a novas atividades; – Polos de vivência com serviços sociais comuns; Garantir limpezas das matas, recolha e aproveitamento de massa ardida;- Incentivos à reflorestação, etc., etc., etc.»

    Classifica como enorme a incompetência pública, sendo os bombeiros a sacrificar-se para salvar o que a incúria não preveniu. «A serra fica deserta de pessoas e vegetação, a água da chuva vai direta para o mar em vez de se infiltrar para recarga aquíferos, etc.. Mas nada: a causa é o asar!… Tão pequeno que é o Algarve é tudo litoral e turismo a caminho do colapso».

    Declaram-se solidários com a população, sempre com a esperança que, desta vez sem burocracias inventadas e sem falsas promessas, ajudem os prejudicados.

    «Nesta como noutras matérias querem quebrar-nos e calar a nossa voz, por todos os meios, mas nunca o conseguirão. Não baixaremos os braços, nem os nossos gritos de protestos», reiteram.

  • Época de incêndios preparada pela AMAL

    Época de incêndios preparada pela AMAL

    A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) já começou as preparações para a época de incêndios.

    A Brigada de Sapadores Florestais conta agora com mais um veículo especial para ajudar na defesa da floresta. 

    Entretanto o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) entregou esta semana à AMAL um trator com grade de discos (na imagem), destroçador florestal e corta-matos que vai ajudar no desempenho da Brigada Intermunicipal de Sapadores Florestais nos trabalhos que têm sido desenvolvidos ao longo dos últimos meses. 

    Com este material, a Brigada procura estar em pleno para o trabalho de antecipação ao combate a incêndios, na preparação e planeamento de uma resposta de defesa das florestas e do meio rural no Algarve. 

    A criação desta Brigada Intermunicipal decorre de uma Resolução do Conselho de Ministros para “promover uma nova lógica de intervenção no território florestal, criando Gabinetes Técnicos Florestais Intermunicipais, alterando o patamar territorial de planeamento e dando capacidade de intervenção pública através da criação de Brigadas Especiais de Sapadores Florestais com competências, nomeadamente, no âmbito de ações de silvicultura preventiva e de intervenção e emergência pós-fogo”. 

    O Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal, financiado pelo Fundo Florestal Permanente, entrou em funcionamento a 1 de setembro de 2018, e a Brigada, composta por três equipas, está no terreno desde maio de 2019.