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Etiqueta: incêndios

  • Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Investimento milionário

    Municípios do Algarve, Autoridade Nacional de Emergência e Bombeiros unem esforços para o DECIR 2026, visando uma resposta eficaz durante o período de maior risco.

    Os 16 municípios do Algarve aprovaram um protocolo que visa reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026.

    A iniciativa, promovida pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, conta com o envolvimento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, da Federação dos Bombeiros do Algarve e das 13 Associações Humanitárias de Bombeiros do distrito.

    O protocolo, que estará em vigor entre 15 de maio e 15 de outubro, período considerado de maior vulnerabilidade a incêndios rurais, define os critérios e procedimentos para o financiamento do DECIR.

    Este dispositivo tem-se revelado crucial no ataque inicial aos fogos, minimizando a sua propagação e impacto.

    Este ano, os municípios do Algarve comprometem-se a contribuir com um total de 1.023.264,00€ para o DECIR. A decisão de aumentar o investimento foi tomada durante a reunião do Conselho Intermunicipal, realizada na passada sexta-feira, 10 de abril.

    Uma parte significativa deste financiamento destina-se a aumentar a comparticipação diária dos 1.191 bombeiros que integram o dispositivo. Cada município contribuirá com 63.954,00€ para assegurar um apoio diário de 36 euros por bombeiro, um aumento de 6 euros face a 2025. A ANEPC complementará este apoio com mais 84 euros por bombeiro, um acréscimo de 9 euros em relação ao ano anterior.

    O DECIR 2026 procura garantir uma resposta eficaz aos incêndios rurais em toda a região, sem comprometer a capacidade de resposta a outras situações de emergência. A iniciativa torna-se ainda mais relevante considerando o aumento populacional que o Algarve regista durante o período de verão, fruto do turismo.

    O protocolo estabelece ainda que as Associações Humanitárias de Bombeiros e os Corpos de Bombeiros Municipais devem constituir as Equipas de Intervenção do DECIR, seguindo as diretrizes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, para os diferentes níveis de empenhamento operacional: Bravo (15 a 31 de maio), Charlie (1 a 30 de junho), Delta (1 de julho a 30 de setembro) e, novamente, Charlie (1 a 15 de outubro).

  • Proprietários Rurais com Prazos Apertados

    Proprietários Rurais com Prazos Apertados

    Em causa a limpeza de terrenos e a prevenção de Incêndios

    Proprietários de terrenos agrícolas e florestais em Portugal continental enfrentam um período crucial nos próximos meses, com a exigência de realizar a limpeza e gestão de combustíveis nos seus terrenos, numa altura em que o país se prepara para a época de incêndios florestais.

    A obrigatoriedade, ditada pela legislação em vigor, visa reduzir significativamente o risco de ignição e propagação de incêndios, protegendo vidas, bens e o património natural.

    De acordo com fontes oficiais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o prazo para a implementação das medidas de gestão de combustíveis, que incluem a remoção de mato seco, arbustos e outras cargas combustíveis, varia consoante a localização e a tipologia dos terrenos.

    Em áreas consideradas de maior risco de incêndio, nomeadamente as Zonas Críticas, os prazos são mais apertados, com a exigência de que a limpeza seja efetuada o mais brevemente possível.

    É imperativo que os proprietários rurais tomem consciência da sua responsabilidade na prevenção de incêndios,” observando que a negligência na limpeza dos terrenos não só coloca em risco as suas propriedades e a segurança das comunidades, como também acarreta coimas pesadas e outras sanções legais.

    As medidas de gestão de combustíveis estão detalhadas no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), incluem:

    Faixas de gestão de combustível, sendo a proteção com largura definida em torno de habitações, aglomerados populacionais, empresas e outras infraestruturas sensíveis.

    Desmatação e poda para remoção de mato seco, arbustos e árvores mortas ou doentes, bem como a poda de árvores para evitar o contacto com o solo e a propagação de incêndios pela copa.

    Limpeza de bermas de estradas e caminhos com a remoção de vegetação inflamável ao longo das bermas de estradas e caminhos florestais para facilitar o acesso de veículos de combate a incêndios e reduzir o risco de ignições acidentais.

    As autarquias desempenham um papel fundamental na fiscalização do cumprimento destas obrigações, podendo notificar os proprietários incumpridores e, em casos de persistência da negligência, realizar a limpeza coercivamente, imputando os custos aos proprietários.

    Costumam prestar apoio técnico aos proprietários, através de programas de apoio à gestão de combustíveis e de ações de informação e sensibilização.

    Apesar dos esforços de sensibilização e fiscalização, muitos proprietários rurais continuam a ignorar as suas obrigações, seja por falta de recursos, desconhecimento da lei ou negligência.

    Esta situação representa um desafio para as autoridades, que procuram conciliar a necessidade de proteger as florestas e as comunidades com a realidade socioeconómica dos proprietários rurais.

    A época de incêndios florestais aproxima-se rapidamente, e a limpeza dos terrenos é uma medida essencial para reduzir o risco de ignição e propagação de incêndios.

    Os proprietários rurais devem agir de imediato, cumprindo as suas obrigações legais e contribuindo para a segurança de todos. O tempo urge, e a prevenção é a chave para evitar tragédias.

  • Herói de extintor na mão evita tragédia no coração de Ayamonte

    Herói de extintor na mão evita tragédia no coração de Ayamonte

    AYAMONTE – O que começou como uma manhã rotineira de sexta-feira no emblemático Restaurante Casa Barbieri rapidamente se transformou num cenário de pesadelo que ameaçou reduzir a cinzas não apenas o estabelecimento, mas todo o edifício histórico onde se encontra.

    A rápida intervenção e a coragem de um funcionário foram os únicos obstáculos entre um susto material e uma catástrofe humana.

    Em entrevista conduzida pela jornalista da Ayamonte Interesa, Alfonso López, empregado de mesa do restaurante, e o proprietário Manuel, recordaram os momentos de pânico vividos após a explosão de uma fritadeira.

    O “Dragão” de Chamas

    O incidente ocorreu por volta das 08h30. Segundo o relato de Manuel à Ayamonte Interesa, o calor acumulado numa das fritadeiras provocou uma ignição súbita. O som de estilhaços de louça a rebentar devido às altas temperaturas foi o primeiro sinal de alerta.

    A violência do fogo era extrema, as chamas pareciam um dragão”, descreveu Alfonso. “Em poucos instantes, a luz foi-se e tudo ficou negro. Estávamos às escuras, rodeados por uma bola de fogo que subia pelo extrator.”

    A Luta Contra o Tempo e o Gás

    Perante o perigo iminente de as chamas atingirem a instalação de gás — o que teria provocado uma explosão estrutural no prédio antigo — Alfonso López assumiu o papel de protagonista.

    Enquanto Manuel tentava desligar os sistemas de segurança, Alfonso descarregou sucessivos extintores contra o fogo, que teimava em reativar-se devido à temperatura crítica do óleo.

    A magnitude do incêndio foi tal que os quatro extintores do restaurante não foram suficientes. Foi necessário o auxílio de vizinhos, incluindo um estabelecimento chinês próximo, que forneceram mais equipamentos. No total, foram utilizados cerca de seis extintores para domar as chamas antes da chegada dos bombeiros.

    Consequências e Recuperação

    O heroísmo teve um custo físico. Alfonso teve de ser assistido em urgências hospitalares devido à inalação de fumo tóxico (“tragou muito fumo”, explicou o proprietário) e submetido a oxigenoterapia. Apesar do susto e dos pulmões afetados, o trabalhador já se encontra em fase de recuperação.

    Quanto aos danos materiais:

    • Cozinha: Cerca de um terço da área foi destruída; o teto e as paredes colapsaram ou ficaram calcinados pelo calor.
    • Estrutura: Danos em canalizações e sistemas elétricos.
    • Limpeza: O restaurante foi invadido por uma camada viscosa de fumo negro e resíduos químicos dos extintores.

    Solidariedade

    Apesar dos «momentos intermináveis de inferno», Manuel destaca a onda de solidariedade que recebeu de amigos e clientes de locais tão distantes como a Irlanda ou o Uruguai. O proprietário espera reabrir as portas da Casa Barbieri já na próxima semana, confiando no apoio da comunidade de Ayamonte para superar este capítulo negro.

    Os bombeiros, que chegaram ao local em apenas cinco minutos após o alerta, realizaram apenas tarefas de ventilação e segurança, uma vez que o “trabalho pesado” de extinção já tinha sido concluído pela audácia de Alfonso.


    Este factos ocorreram a 9 de janeiro, cerca das 20:00 horas e foi a reportagem do nosso colega da vizinha Ayamonte que nos despertou a atenção. diferencia e demonstram a importância e o amor que os trabalhadores demonstram ao local onde trabalham.

    Redação GEM-DIGI e créditos para a Ayamonte Interessa (https://www.facebook.com/watch?v=3543230042508237)
  • Fogo deflagrado em Aljezur está dominado mas não extinto

    Fogo deflagrado em Aljezur está dominado mas não extinto

    O fogo foi dado como dominado esta quarta-feira de manhã, mas não está extinto, mantendo-se as operações de vigilância e rescaldo, devido ao risco de reativações.

    Estão no terreno cerca de 693 operacionais, apoiados por 223 veículos e 12 meios aéreos e, durante a noite anterior, foi possível controlar as várias reativações, o que permitiu estabilizar o perímetro.

    Há registo de 12 feridos ligeiros, entre bombeiros e civis, acima de tudo por inalação de fumo, tendo sido destruída uma casa de segunda habitação em Aljezur. Não há, neste momento, habitações em risco.

    O vento forte tem sido o principal obstáculo, provocando reativações e projeções fora do perímetro controlado, bem como o terreno de mato, pinhal, eucaliptal e sobreiros favoreceu a rápida propagação inicial.

    A Proteção Civil alertou que, apesar do domínio, é necessário manter vigilância apertada, sobretudo devido às previsões meteorológicas e à possibilidade de agravamento com a passagem do ciclone Gabrielle, que poderá trazer ventos até 100 km/h.

    A áreas afetadas

    O fogo começou na freguesia da Bordeira (Aljezur) e alastrou a Lagos, atingindo zonas como Barão de São João e Bensafrim. Houve também preocupação com possíveis projeções em direção a Monchique e Vila do Bispo, mas a situação foi estabilizada.

    Resumindo a situação, o incêndio encontra-se dominado mas não extinto, com centenas de operacionais ainda no terreno. O risco de reativações mantém-se elevado devido ao vento e às condições meteorológicas previstas.

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    www.sulinformacao.pt; pt.euronews.com; RTP – Rádio e Televisão de Portugal ; Jornal o Postal do Algarve; Copilot

  • Incêndios devastam 60 Mil Hectares

    Incêndios devastam 60 Mil Hectares

    A recente vaga de incêndios florestais em Portugal devastou cerca de 60 mil hectares, colocando em evidência a urgência de uma transformação profunda na gestão do território e da floresta.

    Se até 15 de julho de 2025 haviam ardido 10.768 hectares, as últimas semanas somaram mais de 50 mil hectares, incluindo incêndios de grandes dimensões em Arouca, Penamacor e no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

    Estes incêndios, além de afetarem comunidades locais, causam danos irreparáveis a ecossistemas sensíveis, comprometendo a biodiversidade, a qualidade do solo e o ciclo da água.

    Diante deste cenário, a GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) defende um modelo de gestão florestal focado em espécies autóctones, ecologicamente adaptadas ao território português, como o carvalho, sobreiro, medronheiro, castanheiro, pinheiro-bravo e outras espécies nativas.

    A organização acredita que esta abordagem permite restaurar a biodiversidade, conservar o solo, regular os ciclos hídricos e aumentar a resiliência às alterações climáticas, ao mesmo tempo que reduz o risco estrutural de incêndios.

    A transformação da paisagem tem de ser vista sobretudo como uma transformação social que encaixe no contexto sociocultural específico de cada território. Trabalhamos com foco no restauro ambiental, mas é um trabalho sobre as pessoas“, afirma Miguel Jerónimo, coordenador dos projetos Renature, promovidos pela GEOTA.

    A organização sublinha a importância do envolvimento das comunidades locais neste processo, destacando que a mudança da paisagem é, acima de tudo, um processo social que exige ouvir quem vive nos territórios, perceber as suas necessidades e integrar o conhecimento local no planeamento das ações.

    Os territórios afetados pelos incêndios enfrentam uma degradação acelerada dos solos e dos ecossistemas, agravada pelas alterações climáticas e pela ausência de gestão ativa da paisagem. Em áreas como a serra de Monchique, a GEOTA observa sinais claros de desertificação, com espécies autóctones a adaptarem-se a novas condições ecológicas.

    Os projetos Renature, implementados pela GEOTA na serra de Monchique, serra da Estrela e no Pinhal de Leiria, visam reverter este cenário.

    Estes projetos seguem uma metodologia estruturada e replicável, baseada no envolvimento direto de proprietários e comunidades locais, na reflorestação com espécies autóctones, na atuação de equipas técnicas especializadas e no recurso a materiais contratados localmente.

    Contam ainda com parcerias com instituições públicas e são financiados por investimento privado. Até ao momento, os três projetos em curso totalizam mais de 1,8 milhões de árvores plantadas, cerca de 3.000 hectares intervencionados e a participação ativa de mais de 700 proprietários e comunidades.

    José Nascimento, proprietário na serra de Monchique apoiado pelo GEOTA, relata: “Antes do incêndio de 2018 o terreno era ocupado por eucalipto e algum medronheiro. Agora foi possível replantar esta área apenas com espécies autóctones, medronheiros e sobreiros.”

    Nuno Lourenço, representante da Junta de Freguesia de Cortes do Meio na serra da Estrela, reforça: “Este projeto tem um valor enorme para nós. A comunidade de Cortes do Meio está profundamente grata e orgulhosa pelo trabalho que aqui tem sido feito na serra da Estrela e estamos comprometidos em dar continuidade ao projeto que iniciámos em conjunto com o GEOTA.”

    Além da reflorestação, os projetos Renature promovem ações de voluntariado ambiental com as comunidades, escolas e empresas, fomentando o envolvimento ativo da sociedade na recuperação das paisagens.

    “Os projetos de voluntariado desenvolvidos no âmbito do Renature Leiria, na Mata Nacional de Leiria, são socialmente relevantes, potenciando uma sensibilização geral, transversal a diferentes gerações da comunidade para o combate aos problemas ecológicos e a favor da sua recuperação ambiental”, afirma a Engª Mónica Almeida, Chefe da Divisão de Gestão Florestal do Centro Litoral do ICNF.

    Perante a dimensão dos desafios, a GEOTA apela à ação imediata: “Não podemos esperar pelo próximo verão para agir. O tempo da prevenção, do planeamento e da recuperação é agora e deve-nos envolver a todos.”

  • Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    O Município de Castro Marim ativou a sua Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF) para garantir a vigilância diária e a primeira intervenção contra incêndios rurais durante o período de junho a setembro, com possibilidade de extensão consoante as condições meteorológicas.

    A EMIF, composta por seis operacionais e equipada com uma viatura de primeira intervenção, irá percorrer mais de 16 mil quilómetros em 122 dias, cobrindo todo o território concelhio. A iniciativa, coordenada pelo SEPNA/GNR no âmbito do DECIR, integra o esforço nacional de prevenção de incêndios florestais.

    O dispositivo conta com o apoio de diversas entidades, incluindo Sapadores Florestais, Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, SEPNA, vigilantes da natureza do ICNF e associações de caçadores.

    O município alerta para o elevado risco de incêndio devido ao acúmulo de pasto resultante das chuvas da primavera e apela à população para a adoção de comportamentos responsáveis e redobrados cuidados no uso do fogo durante o verão.

  • Incêndio difícil em Villablanca

    Incêndio difícil em Villablanca

    Um amplo dispositivo com quatro meios aéreos assim como outros meios terrestres do “Consorcio Provincial de Huelva” e do “Plan Infoca” combatem um incêndio em Villablanca, “Finca La Gitana”, a 23 quilómetros de Vila Real de Santo António, informa a ArenilhaTv.

    O alerta foi dado, cerca das 12:51, hora portuguesa, nas imediações do KM5 da estrada A-499. Neste momento não se consegue determinar a área ardida, porque o incêndio continua ativo.

    Foram desalojadas cinco pessoas, de três residências, uma delas ferida com queimaduras. A estrada A-499 está cortada ao trânsito.

  • A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    O eucalipto, que alimenta as grandes indústrias de celulose no centro do país, é frequentemente citado como a principal causa dos incêndios em Portugal, sendo incompatível com o clima local.

    Tem sido inúmeros os alertas sobre os perigos da proliferação dos eucaliptos, pouco tem sido feito para mitigar o risco. O maior incêndio do ano, antes destes, ocorreu na Madeira, onde centenas de hectares de eucaliptos foram consumidos pelas chamas.

    Nos últimos anos, os incêndios florestais em Portugal têm apresentado um aumento significativo em frequência e intensidade, o que levanta preocupações sobre a gestão do território e as condições climáticas na região. De acordo com dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), nos últimos cinco anos, houve um registro alarmante de incidentes, com cerca de 13.000 hectares queimados apenas em 2022. Esta situação tem gerado sérios danos ao meio ambiente, à biodiversidade e à economia local, especialmente em áreas do interior do país, onde a vegetação é mais densa e suscetível ao fogo.

    Os fatores que contribuem para a incidência de incêndios florestais em Portugal são variados. A mudança climática tem intensificado as temperaturas extremas e reduzido a umidade do ar, criando um ambiente propício para o alastramento das chamas. Além disso, a gestão inadequada do território, marcada pelo abandono de terrenos agrícolas e florestais, resulta no acúmulo de biomassa, que serve como combustível para os incêndios. Regiões como a Beira Alta e o Minho têm sido particularmente afetadas, com suas florestas densas e uma biodiversidade rica, mas vulnerável a esses eventos devastadores.

    Estudos recentes também indicam que a falta de investimento em infraestrutura e na prevenção de incêndios tem exacerbado a situação. A escassez de recursos para a manutenção de caminhos e acessos nas áreas florestais dificulta o combate aos incêndios, além de aumentar o risco de grandes incêndios devido à dificuldade em controlar o fogo rapidamente. As florestas de pinheiro e eucalipto, predominantemente presentes no interior de Portugal, são espécies altamente inflamáveis e, quando combinadas com as condições climáticas adversas, criam um cenário alarmante para os ecossistemas e as comunidades locais.

    Estratégias de prevenção e preparação

    O combate aos incêndios no interior de Portugal tem se beneficiado de um conjunto diversificado de estratégias de prevenção e preparação. Uma das abordagens mais eficazes envolve a implementação de programas de sensibilização que buscam informar a população sobre a importância das práticas adequadas de manejo de florestas e da minimização de riscos. Esses programas frequentemente oferecem workshops e materiais informativos, permitindo que os cidadãos compreendam melhor como atuar proativamente em caso de incêndios e a relevância das práticas preventivas.

    A limpeza regular das florestas é outra estratégia fundamental na mitigação do risco de incêndios. A acumulação de material combustível, como folhas secas e galhos, cria um cenário propenso para o início e a rápida propagação de incêndios. Portanto, ações como o desbaste e a remoção de resíduos florestais são promovidas em várias comunidades. Além disso, a prática de queimadas controladas se apresenta como uma técnica eficaz, quando realizada sob condições adequadas e com monitoramento, ajudando a reduzir a carga de combustível nas florestas e, consequentemente, o potencial de incêndios descontrolados.

    Outro aspecto crucial da prevenção é a colaboração entre diferentes entidades. Associações de bombeiros, Organizações Não Governamentais (ONGs) e a comunidade local desempenham papéis vitais nesse esforço. A troca de informações e recursos entre essas partes garante uma resposta coordenada e eficiente em caso de emergência. Finalmente, a formação e capacitação de voluntários são indispensáveis, fornecendo a esses indivíduos as habilidades necessárias para atuar em situações de incêndio. Essa preparação não apenas fortalece a rede de apoio durante emergências, mas também estimula a resiliência da comunidade frente aos desafios que os incêndios florestais podem trazer.

    Tecnologia e inovação no combate aos incêndios

    A crescente ameaça de incêndios florestais em Portugal tem impulsionado o investimento em tecnologias inovadoras que visam aprimorar as estratégias de combate e prevenção. Uma das ferramentas mais promissoras é o uso de drones, que oferecem uma visão aérea detalhada das áreas afetadas. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos, esses dispositivos permitem a detecção precoce de focos de incêndio, possibilitando uma resposta mais rápida por parte das equipes de emergência.

    Além dos drones, imagens de satélite desempenham um papel crucial no monitoramento das condições climáticas e na identificação de áreas propensas a incêndios. Essas imagens são utilizadas para analisar a vegetação, a umidade do solo e outros fatores que podem influenciar o surgimento de focos. Essa abordagem baseada em dados permite que as autoridades planejem ações preventivas, otimizando o uso de recursos e minimizando riscos.

    Sistemas de monitoramento em tempo real também têm se mostrado essenciais no combate aos incêndios. Com o uso de sensores e redes de comunicação, é possível acompanhar a evolução das chamas e as condições meteorológicas, garantindo uma coordenação mais eficaz das operações de combate. Essas inovações possibilitam um uso mais direcionado de recursos, como equipes de combate e equipamentos, aumentando a eficácia no controle das chamas.

    As novas técnicas de combate, como o uso de retardantes e outros produtos químicos, apresentam vantagens adicionais em relação aos métodos tradicionais. Os retardantes criam uma barreira que impede a propagação do fogo, sendo utilizados para proteger áreas vulneráveis. A aplicação dessas tecnologias e metodologias inovadoras não apenas melhora a capacidade de resposta, mas também redefine as práticas de combate, contribuindo para um futuro mais seguro em relação aos incêndios florestais em Portugal.

    Desafios e oportunidades futuras

    O combate aos incêndios no interior de Portugal ainda enfrenta uma série de desafios significativos. Entre esses, destacam-se as limitações financeiras que impactam diretamente a capacidade de resposta e a implementação de medidas preventivas. Muitas vezes, os investimentos em tecnologias de monitoramento e em formação especializada para equipes de combate são insuficientes, resultando em uma resposta que pode ser lenta e ineficaz. Além disso, a falta de infraestrutura adequada em áreas rurais e de difícil acesso torna o combate aos incêndios mais complicado, exacerbando as consequências de um evento já devastador.

    Com relação às oportunidades futuras, é imperativo considerar a implementação de políticas públicas que incentivem investimentos em um sistema de gestão de incêndios mais resiliente. Uma abordagem integrada, que envolva as comunidades locais, instituições de ensino e órgãos governamentais, pode promover uma maior conscientização sobre o cuidado com as florestas e a utilização de práticas de manejo sustentável. Por exemplo, programas de reabilitação de áreas afetadas por incêndios e a criação de corredores ecológicos podem contribuir para a mitigação dos riscos.

    Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, como drones para monitoramento aéreo e sistemas de alerta precoce, podem ser oportunidades valiosas para fortalecer a resposta a eventos de incêndios. A promoção de parcerias público-privadas também se revela uma estratégia eficaz, pois pode unir esforços e recursos de diferentes setores na luta contra este problema. Essas iniciativas são cruciais para que o sistema de gestão de incêndios se torne não apenas mais eficaz, mas também mais sustentável no longo prazo.

    incêndios
  • Amal debate floresta

    Amal debate floresta

    A importância crescente das autarquias na gestão florestal e no processo de gestão integrada do fogo rural conferiu especial relevância ao seminário, onde o presidente da AMAL, António Pina, expressou preocupação com a pressão sobre os municípios nesta área.

    António Pina criticou a perceção equivocada das competências municipais, do quadro constitucional e da distribuição de responsabilidades na administração do Estado.

    Após os incêndios de Pedrógão, acusou o Estado de transferir responsabilidades para os municípios, questionando a quem recai a culpa, quando falham as infraestruturas ou a administração central.

    O presidente da AMAL defendeu que os autarcas devem ser responsáveis pelas suas áreas e colaborar onde não têm competência, mas não devem ser responsabilizados por falhas fora do seu âmbito.

    O secretário de Estado das Florestas, presente durante todo o seminário, considerou as discussões muito pertinentes e afirmou conhecer bem a realidade do setor, ressaltando que não se pode esperar que o governo atual resolva em 50 dias o que não foi feito em anos. Rui Ladeira enfatizou que ainda há muito trabalho pela frente.

  • Bombeiros dominam incêndio na Corte António Martins

    Bombeiros dominam incêndio na Corte António Martins

    Ao local acorreram Bombeiros de Vila Real de Santo António, Castro Marim e os Bombeiros Municipais de Tavira, bem como o Serviço Municipal de Proteção Civil.

    Estão no local, 20 operacionais, auxiliados por quatro viaturas e um meio aéreo. O alerta foi dado cerca das 14:05 horas de ontem, entrando em fase de rescaldo, 40 minutos depois. A GNR tomou conta da ocorrência.

    FOZ com Arenilha TV
  • 200 casas precárias queimadas em Palos de la Frontera

    Vários feridos e 200 casas precárias queimadas num incêndio em Palos de la Frontera que devastou cinco hectares de terra, segundo o diário Huelva Información.

    O sinistro ocorreu ontem à noite e várias pessoas sofreram leves queimaduras, de acordo com os serviços de emergência do 112 da Andaluzia, que se encontra adstrito à Consejería de la Presidencia, Interior, Diálogo Social y Simplificación Administrativa de la Reunião.

    No telefone 112 foram recebidos quase três dezenas de avisos sobre o incêndio, minutos depois das 23 horas de ontem, domingo, sendo respondidos pelo centro coordenador que acionou os Bombeiros, a Guarda Civil, a Polícia Local, a Cruz Vermelha, o Centro de Emergência Sanitária (CES) 061 e o INFOCA . As equipas médicas trataram várias pessoas no local devido a pequenos cortes e queimaduras, sem transferência hospitalar.

    Os Bombeiros, por sua vez, confirmaram que o incêndio queimou 200 casas precárias e cinco hectares de terreno . Os recursos da Câmara Municipal irão agora trabalhar na limpeza e movimentação das brasas para a sua completa extinção.

  • Incêndio junto do porto de pesca de VRSA

    Incêndio junto do porto de pesca de VRSA

    O incêndio que deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 22 de agosto, ainda causou alguma apreensão nos banhistas que se encontravam na Praia de Santo António, uma vez que o vento de Nordeste transportava o fumo que parecia estar sobre as árvores da mata.

    Porém, era na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, junto ao porto de pesca e das instalações da Docapesca, que o fogo ardia. a levantar densas nuvens de fumos supostamente tóxicos, devido à natureza e ao uso dos solos,pouco apropriado a uma Reserva Natural, dado àquela área.

    Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), fez saber que, no local encontravam-se 33 operacionais, nove meios terrestres, bombeiros voluntários de Vila Real de Santo António e Castro Marim, municipais de Tavira, Polícia Marítima e Proteção Civil).

    Foi decisiva, no debelar do incêndio, a presença de dois helicóptero, um deles Kamov, ao qual já fizemos referência nas nossas páginas. e a abundância de água nas imediações.

    O incêndio foi declarado como dominado, às 14:51 horas, prosseguindo, depois, os operacionais no terreno, os trabalhos de consolidação de rescaldo

    Com ArenilhaTV
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    incendio na reserva do sapal 02
  • Kamov-32 no Algarve para a Proteção Civil

    Kamov-32 no Algarve para a Proteção Civil

    Ficam assim ampliadas a para seis, as aeronaves afetas ao dispositivo aéreo que opera a partir da Região do Algarve, entre aviões e helicópteros de combate a incêndios rurais.

    O HEBP Kamov-32, estava ao serviço da ANEPC, desde o dia 21 de junho, no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), estacionado na Base Aérea n.º 11 em Beja, face às obras de ampliação e requalificação da Base de Helicópteros em Serviço Permanente (BHSP) do Algarve, instalado no Heliporto Municipal de Loulé e cujo prazo de conclusão da placa derrapou, por motivos alheios ao Estado, para o mês de dezembro do corrente ano.

  • Poluentes dos incêndios no Canadá chegam hoje

    Poluentes dos incêndios no Canadá chegam hoje

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) destaca, no entanto, que não representam qualquer ameaça para a saúde humana., já que as concentrações destes poluentes são inferiores aos limites legais estabelecidos.

    Uma circulação ciclónica, associada a uma depressão centrada a noroeste dos Açores, terá promovido o transporte a larga escala destes poluentes, principalmente monóxido de carbono, ao longo do Atlântico Norte.

    Segundo o IPMA, «Estes poluentes continuarão a ser transportados pela referida circulação, chegamao território da Península Ibérica hoje, mas em concentrações menores que nos Açores».

  • Projeto PRADE em Castro Marim para reflorestar a serra ardida

    Projeto PRADE em Castro Marim para reflorestar a serra ardida

    Vai ser colocada em prática uma estratégia de reflorestação na área ardida no incêndio de Castro Marim de 2021, com espécies autóctones de crescimento lento, resilientes e tolerantes a ambientes secos, alfarrobeiras, medronheiros, sobreiros e azinheiras.

    A intervenção vai estender-se por 34 hectares e engloba também a recuperação das espécies arbóreas sobreviventes ao incêndio, nomeadamente as que integram o tradicional pomar de sequeiro Algarvio, e a beneficiação da rede de caminhos rurais.

    Um Gabinete Técnico Local de Apoio ao Desenvolvimento de Ações e Projetos de Combate à Desertificação, para acompanhar todo o processo no terreno, será criado a partir da requalificação da antiga escola primária da localidade da Corte Pequena, prevendo-se que se desenvolva atá ao final do próximo ano.

    O PRADE comporta um investimento total de 896.036,13 €, elegível até 810.941,41 €, e será financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Aviso 13/REACT/2021, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado a 100% pelo FEDER.

    Para o município de Castro Marim, «O território do interior do Baixo Guadiana é uma zona considerada das mais sensíveis da Europa, classificada pelas Nações Unidas como estando em risco de desertificação. Mas o interior algarvio debate-se também com o despovoamento e o interessante do surgimento da Cooperativa GuadiMonte passa também pelo facto dos cooperantes fundadores terem uma ligação à terra, sendo, na sua maioria, pessoas que regressaram para investir naquele que é o legado dos seus familiares».

  • Incêndio no antigo edifício da Frigarve

    Incêndio no antigo edifício da Frigarve

    O edifício está há muito devoluto, com presenças esporádicas de sem-abrigo. Não houve registo de feridos, mas o edifício ficou tomado pelas chamas, com fumo negro a sair pela torre, tendo ardido lixo que se encontrava no interior, principalmente pneus

    Na operação de combate às chamas estiveram presentes 31 operacionais, elementos da PSP, Polícia Marítima, Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Real de Santo António, e 12 viaturas, assinalando-se a presença do autotanque dos Bombeiros de Olhão, tendo sido observado por muitos populares que se deslocaram ao local.

    Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, o incêndio foi causado pelo lixo que se encontrava dentro do edifício. Após o fogo estar circunscrito, ainda ficou em combustão.

    Imagem cedida por ArenilhaTV
  • Solidariedade para com populações afetadas por incêndios

    Solidariedade para com populações afetadas por incêndios

    A associação defende a criação de apoios desburocratizados às famílias e empresas que viram o seu sustento posto em causa e disponibiliza-se para ajudar a «a desenhar esses mesmos apoios».

    Observa que «O flagelo dos incêndios florestais não terminou e o país está a sofrer as suas consequências: Portugal será, atualmente, um dos países europeus com mais área ardida. A área protegida mais extensa do país, a Serra da Estrela, tem sido especialmente afetada, com muitos milhares de hectares ardidos e um ecossistema ambiental e económico de enorme importância destruído».

    Cinco anos depois da tragédia que se abateu em força sobre uma parte do território nacional, o pesadelo dos incêndios ainda não terminou e, com o aumento de temperaturas e a seca extrema que assola o território nacional, a situação poderá continuar ainda durante o mês de setembro e, talvez, em outubro.

    A AHRESP também manifesta a solidariedade com as empresas e empresários «atingidos por esta devastação» e com quem trabalha diariamente na promoção das regiões portuguesas como destinos turísticos de excelência.

    E pede também a todos os turistas e visitantes, que seja redobrada a atenção nos seus comportamentos, evitando os de risco numa altura tão delicada.

  • Presos em Lagoa autores de fogo posto

    Presos em Lagoa autores de fogo posto

    Foi na sequência de um alerta recebido pelas 15:32 horas, através da GNR de Lagoa, a informar a ocorrência de um incêndio junto à praia.

    De imediato, foram ativados elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Portimão e, para o local, deslocaram-se também elementos dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, de Silves e de Portimão, elementos da GNR de Lagoa e um helicóptero.

  • Incêndios são desprezo pelo mundo rural diz o PCP Algarve

    Incêndios são desprezo pelo mundo rural diz o PCP Algarve

    Aquele partido anota a «sobrelotação do litoral e a desvalorização da pequena e média agricultura e pastorícia, fragilizando todas as estruturas que contribuem para a prevenção dos fogos».

    «Face aos incêndios que nos últimos dias têm atingido a região do Algarve, designadamente nos concelhos de Faro e Loulé, e que já destruíram centenas de hectares de florestas e matos, atingiram habitações, provocaram avultados prejuízos económico, o PCP manifesta a mais viva solidariedade para com todas as vítimas destes acontecimentos e um firme apreço por todos os agentes envolvidos no combate», diz aquele partido na sua nota da Direcção Regional do Algarve.

    Prosseguindo a sua análise, afirma que existe «uma política nacional que, no que à floresta diz respeito, não respondeu, nem dá mostras de inversão apesar das consequências trágicas como as que se verificaram mais recentemente na região nos incêndios de 2018 que atingiram de forma significativa o Algarve. Apesar dos muitos relatórios e leis em abundância, os problemas centrais da valorização do preço da madeira, da criação das 500 equipas de Sapadores Florestais previstas na Lei, da dinamização do ordenamento do território e da aposta em espécies autóctones, da elaboração do Cadastro Florestal continua a marcar passo».

    Afirma ainda que se aplica uma política em que «a falta de meios e medidas faz com que prevaleçam os interesses dos grupos económicos no ordenamento florestal e do território em detrimento dos interesses coletivos em termos de proteção civil, de defesa da produção nacional e de desenvolvimento regional».

    E ainda: «uma política que, no quadro da Proteção Civil, continua a registar a descoordenação e dispersão de meios, e a não dar respostas a um seu pilar fundamental, os bombeiros, não assegurando um comando nacional próprio, não garantindo um financiamento estável e que se agravou face aos acréscimos de custos com os combustíveis».

    O PCP dá nota de, perante a dimensão evidente dos prejuízos e dos impactos no território, já ter questionado a Comissão Europeia quanto aos meios que podem ser disponibilizados para apoio ao nosso País e que, quanto às medidas estruturais para prevenir estas situações, «apresentará, na Assembleia da República, propostas que garantam a aplicação de critérios de apoio às vítimas semelhantes aos previstos na Lei de apoio às Vítimas dos Incêndios de 2017, aprovada a partir de uma proposta inicial do PCP, bem como uma proposta no sentido de garantir procedimentos imediatos no que à estabilização de emergência diz respeito».

  • Algarve terá máquina de rastos em incêndios rurais

    Algarve terá máquina de rastos em incêndios rurais

    A ação de treino operacional decorreu ao longo dois dias em Silves, no distrito de Faro. Entre os mais de cinquenta elementos que participaram na atividade formativa promovida pelo Comando Regional do Algarve, com o apoio do município de Silves, estão operadores de máquinas e manobradores, indicados pelos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) e pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e provenientes destes organismos da administração pública ou de empresas prestadoras de serviços às autarquias, na prevenção e combate aos incêndios, comunicou aquela autoridade.

    A formação contou com uma sessão teórica que permitiu abordar temas nucleares do empenhamento destes meios fundamentais no esforço da resposta operacional, designadamente a organização dos Teatros de Operações, as Comunicações e os Protocolos de Segurança durante o combate a incêndios rurais.

    «Os formandos ficaram assim com conhecimentos sobre as técnicas e as capacidades de intervenção de maquinaria para assegurar uma plena articulação com todas as forças que concorrem para a rápida extinção dos incêndios rurais», salienta a nota.

    A formação também incluiu exercícios práticos no terreno com recurso à maquinaria, gentilmente cedida pelo Serviço Municipal de Silves e pelo ICNF.

    O Plano de Operações Regional do Algarve para esta temática estabelece os mecanismos de mobilização e sustentação logística e operacional destes meios técnicos, sob coordenação da Equipa Tática de Empenhamento de Máquinas de Rastos (ETEMR).

    O dispositivo de combate a incêndios rurais entrou na sexta-feira na sua máxima capacidade, com a entrada em vigor do denominado do nível IV, que termina a 30 de setembro. Nos próximos três meses, vão estar operacionais em Portugal 12.917 operacionais, 3.062 equipas, 2.833 veículos e 60 meios aéreos.