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Etiqueta: habitação

  • Município de Olhão lança concurso para venda de 104 casas a custos controlados

    A Câmara Municipal de Olhão, através da empresa municipal Fesnima, lançou um concurso para a aquisição de 104 habitações a custos controlados, localizadas no Loteamento da Antiga Litografia. A iniciativa visa proporcionar soluções de habitação acessível a jovens e famílias da classe média no concelho.

    As candidaturas estão abertas até 15 de novembro de 2025 e devem ser submetidas nos canais oficiais da Fesnima, cujo anúncio e documentação completa podem ser consultados no seu site.

    Tipologias e preços acessíveis – O projeto, distribuído por seis blocos de cinco pisos, oferece 104 apartamentos e igual número de lugares de estacionamento. As tipologias disponíveis e respetivos preços de venda são:

    T1: 4 fogos, com o preço de 135.000€; T2: 50 fogos, com o preço de 155.000€: e T3: 50 fogos, com o preço de 185.000€. De acordo com o comunicado da autarquia, as casas terão áreas exteriores cobertas «mais amplas do que o habitual neste tipo de habitação».

    A atribuição das frações será realizada através de um procedimento de concurso por sorteio, dividido em duas fases, conforme estipulado no regulamento do concurso.

    Esta ação enquadra-se na política local de habitação do município, que reforça o seu compromisso em oferecer habitação digna e a preços controlados.

  • Reconversão do Monte Fino dá galardão

    Reconversão do Monte Fino dá galardão

    O Município de Vila Real de Santo António foi distinguido com o Prémio de Excelência Autárquica 2025, na categoria de Ação Social, pelo projeto de reconversão habitacional do Monte Fino, uma intervenção apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que criou novos fogos destinados a famílias do concelho, anunciou a autarquia

    A cerimónia de entrega teve lugar em Vila Nova de Poiares, onde o prémio foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, e pela chefe da Divisão de Habitação e Intervenção Social, Marisa Saturnino.

    Ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Município de Vila Real de Santo António apresentou uma candidatura ao programa 1.º Direito, com o objetivo de adquirir, reabilitar e licenciar 29 frações habitacionais para arrendamento público, em regime de renda apoiada.

    As frações, anteriormente integradas no empreendimento turístico Monte Fino, foram reconvertidas para fins habitacionais, permitindo transformar um recurso subaproveitado numa resposta concreta às necessidades de habitação no concelho.

    O Galardão para a autarquia

    O prémio é promovido pelo Observatório Dinâmico das Autarquias, uma iniciativa da entidade Cidade Social, que coordena os Prémios de Excelência Autárquica, valorizando as boas práticas dos municípios nas áreas do desporto, ação social, turismo e cultura.

    O projeto do Monte Fino foi premiado porque «representa uma solução inovadora no domínio da habitação, garantindo acesso a casas condignas a quem mais precisa e reforçando a política municipal de habitação como eixo central da coesão social».

    A atribuição deste Prémio de Excelência Autárquica 2025 está ligada à assunção do compromisso do Município de Vila Real de Santo António com «o desenvolvimento social sustentável e inclusivo, através da criação de soluções estruturais para os desafios habitacionais do território».

  • Direito à habitação leva manifestantes a Lisboa

    Centenas de pessoas concentraram-se hoje no Largo de Camões, em Lisboa, em defesa do direito à habitação, participando na manifestação convocada pela plataforma Casa para Viver, que organizou protestos em 13 cidades do país durante este fim de semana.

    Em declarações à agência Lusa, André Escoval, um dos porta-vozes da organização e membro do movimento Porta a Porta, disse que a manifestação pretende fazer com que «o Governo aplique o caderno reivindicativo de emergência para a habitação que a plataforma Casa para Viver hoje aqui apresenta».

    «Nós estamos perante uma situação de extrema gravidade no nosso país, até já reconhecida pela União Europeia que recomendou ao Governo o controlo das rendas, pediu ao Governo a limitação do alojamento local, e até agora o Governo nada fez, pelo contrário», afirmou André Escoval, defendendo políticas ao serviço de quem precisa de casas para viver.

    «As casas não são uma mercadoria, as casas têm uma função social que é as pessoas viverem nelas e, nesse sentido, [o Governo] tem de tomar medidas condizentes com isso», exigiu.

    A crise da habitação, que afeta Lisboa, mas também a generalidade do país, é o que motiva a manifestação, que juntou, até pelas 16:00, “largas centenas” de pessoas no Largo de Camões, indicou André Escoval, manifestando a convicção de que a adesão «vai crescer ao longo do caminho».

    A concentração foi agendada para as 15:30, com uma marcha do Largo do Camões até ao Arco da Rua Augusta, com passagem pela Praça do Rossio, num percurso de cerca de 1,5 quilómetros.

    «Quem especula, expulsa… quem resiste, constrói!!!», é uma das mensagens nos cartazes erguidos na manifestação.

  • Continua a Polémica das Casas do Cine-Foz

    Continua a Polémica das Casas do Cine-Foz

    O PSD acaba de emitir um comunicado sobre as declarações do seu representante na TVI reafirmando as suas reservas técnicas e políticas e levantando dúvidas sobre a sua legalidade. Afirmam que no seu tempo de gestão compraram terrenos para construir as casas de custos controlados, sem dar «borlas fiscais».

    A borla é uma referência à isenção de taxas aprovada pela Assembleia Municipal para que o proprietário de terreno, em vez de fazer nele habitação para o mercado livre, seja incentivado a destinar a sua utilização para a construção de habitação a custos controlados.

    O PSD aprovou a Estratégia de Habitação Local, tal como todos os outros grupos políticos representados na Assembleia Municipal, PS, CDU, Chega e Independentes, mas tem manifestado o seu desagrado pela localização decidida pela autarquia para o projeto que envolve o Grupo Ferreira.

    PS presta esclarecimentos

    Entretanto, o PS emitiu um comunicado sobre a aquisição dos 114 habitações a custos controlados nos terrenos do Cine-Foz (privados), integrada na Estratégia Local de Habitação e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a rejeitar as suspeitas do PSD, as quais considera infundadas.-

    Afirma que o município, cuja presidência é de sua responsabilidade, remeterá toda a documentação ao Ministério Público, garantindo total abertura e cooperação com as autoridades.

    Justificando as acusações ao presidente o PS lembra que «Para assegurar o sucesso deste projeto habitacional, o Presidente Álvaro Araújo assumiu diretamente a sua coordenação, dado o caráter prioritário e os prazos rigorosos associados ao PRR».

    Paralelamente, o Executivo Camarário propôs aos vereadores PSD «a criação de uma comissão de acompanhamento composta por Técnicos Municipais e Vereadores», reforçando a vontade de manter um diálogo construtivo. Contudo, o PSD rejeitou esta proposta.

    As empresas de 100 euros

    Uma vez que tem estado na ordem do dias deste processo a questão da obra envolver uma empresa de 100 euros de capital, fomos investigar como tal é possível. Eis a resposta:

    Empresas com capital social baixo, como 100 euros, são comuns devido à evolução das leis e práticas comerciais que flexibilizaram os requisitos para constituição de sociedades. No entanto, há vários fatores que explicam por que fornecedores e credores podem confiar em tais empresas, mesmo quando assumem responsabilidades de grande monta:

    1. Limitação de responsabilidade não é sinônimo de confiança automática e o capital social representa apenas o valor inicial investido pelos sócios para criar a empresa e é usado, em parte, para limitar a responsabilidade dos mesmos às suas quotas.

    Em caso de falência, os sócios respondem apenas até ao montante do capital social, o que protege os seus bens pessoais.Credores e fornecedores sabem que o capital social não é a única garantia da saúde financeira da empresa.

    Credores confiam porque as empresas geralmente oferecem outras garantias, como a reputação e histórico de cumprimento das obrigações financeiras são fatores decisivos, por parte da empresa, os bens e ativos da empresa, tais como máquinas, veículos, instalações ou contratos podem servir como garantias reais.

    O seguros e cauções, uma vez que empresas em grandes projetos geralmente contratam seguros ou apresentam cauções financeiras, as garantias pessoais dos sócios: Em alguns casos, os sócios prestam garantias pessoais que ultrapassam o valor do capital social.

    Antes de conceder crédito ou firmar contratos, os fornecedores e credores analisam relatórios financeiros, fluxo de caixa e balanços da empresa, consultam bases de dados de crédito e reputação da empresa, consideram contratos futuros ou obras adjudicadas como garantias indiretas.

    Quanto à dinâmica do mercado e competitividade, a exigência de altos capitais sociais desincentivaria empreendedores e dificultaria a criação de novas empresas e as de baixo capital social podem ser viáveis, desde que gerem fluxos financeiros suficientes para cobrir as suas obrigações.

    Os fornecedores e credores utilizam cláusulas contratuais para se proteger, como prazos de pagamento curtos, juros de mora, ou a possibilidade de reaver os bens vendidos em caso de incumprimento e, no setor da construção, as adjudicações públicas e os contratos incluem garantias bancárias para assegurar a execução do projeto ou o pagamento de fornecedores.

    As construtoras recebem fundos à medida que avançam com o projeto. Há ainda os Certificação de solvência que envolvem empresas licitantes que têm de demonstrar capacidade financeira e técnica.

    Embora o baixo capital social possa parecer surpreendente, o ecossistema jurídico, financeiro e de mercado permite mitigar o risco para credores e fornecedores.

  • Custos controlados em Faro

    Custos controlados em Faro

    Estes foram adquiridos por famílias, e adiantou que o Governo trabalha e vai anunciar em breve medidas que vão no sentido de proporcionar aos municípios mais terrenos para este tipo de construção.

    O papel que pode ser desempenhado pelos municípios

    Os municípios podem conceder uma série de facilidades e incentivos aos promotores privados que participem na construção de habitação de custos controlados, com o objetivo de aumentar a oferta de habitação acessível. Entre as principais facilidades estão:

    Isenções ou reduções no pagamento de impostos municipais, como o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e taxas urbanísticas.

    Podem ceder terrenos municipais a preços reduzidos ou mesmo de forma gratuita, para a construção de habitação de custos controlados.

    Podem facilitar os procedimentos administrativos simplificados e prioridade no licenciamento de projetos de habitação de custos controlados, para reduzir os prazos de aprovação e iniciar as obras mais rapidamente.

    É-lhes possível assumir os custos de construção ou melhoria das infraestruturas públicas necessárias (como redes de água, esgotos, acessos rodoviários) nas áreas onde os projetos serão desenvolvidos.

    Também está ao alcance disponibilização de equipas técnicas municipais para apoiar os promotores privados no desenvolvimento dos projetos, garantindo que estes cumpram todos os requisitos legais e técnicos.

    Alguns estabelecem parcerias público-privadas, onde o município assume uma parte do risco e do investimento, facilitando a execução dos projetos.

    Em alguns casos, os municípios podem conceder apoios financeiros diretos ou subsídios aos promotores, para viabilizar a construção de habitação a preços controlados.

    Estas facilidades visam reduzir os custos de construção e tornar os projetos economicamente viáveis para os promotores privados, enquanto se assegura que os preços finais das habitações se mantêm acessíveis para a população.

  • Governo põe na habitação mais 400 milhões

    Governo põe na habitação mais 400 milhões

    Está dotação enquadra-se no âmbito da contratualização do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, para assegurar a concretização de 26.000 habitações, garantindo até 2026 o financiamento a 100% dessas habitações, em linha com as estimativas apresentadas pelos municípios.

    Tendo em vista a implementação da estratégia de aceleração do PRR preconizada pelo Governo na componente da Habitação, foi aprovada uma programação plurianual de despesa que garanta a previsibilidade da mesma e assegure a cabal execução dos projetos incluídos no PRR e o cumprimento do objetivo estabelecido.

  • Casas do Cine-Foz vão ao ministro

    Casas do Cine-Foz vão ao ministro

    Nesse terreno, recentemente adquirido pela empresa Green Prime que, segundo o presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, tem ligação ao Grupo Ferreira, a autarquia decidiu comprar as habitações a serem construídas por aquela empresa, desde que sejam postas no mercado a custos controlados, utilizando financiamento do PRR.

    A autarquia anunciou que, após a aquisição, seriam as casas alugadas a famílias que possam pagar rendas entre os 260 e os 600 euros, dentro do programa do “rendimento acessível.

    No seu comunicado, os citados moradores apresentam uma declaração, onde se desvinculam de qualquer força política e rejeitam a colagem a interesses partidários. Afirmam-se também apoiantes da estratégia municipal de habitação, proposta pela câmara e aprovada na Assembleia Municipal por unanimidade das forças políticas e movimentos independentes.

    A sua insurgência é contra a sua localização e as discrepâncias no processo, as quais elevaram ao ministro.

  • Novos apartamento entregues em Alcoutim

    Novos apartamento entregues em Alcoutim

    A iniciativa está enquadrada no âmbito do programa 1º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação e do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

    O projeto de reabilitação, com um custo total de 566.961,64€, beneficia de uma comparticipação de 213.131,76€ por parte do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), evidenciando o compromisso do Município em melhorar as condições habitacionais da população de Alcoutim.

    Após a conclusão das obras, a autarquia apresentou uma candidatura ao IHRU no dia 26 de setembro de 2022, no âmbito do 1º Direito, que foi aprovada, resultando na assinatura do contrato em 9 de maio de 2024. Este marco é considerado pelo município como um passo crucial, culminando o extenso processo com a atribuição de quatro apartamentos T2 e um T1 a cinco famílias, melhorando assim as suas condições de vida e assegurando o direito a uma habitação adequada, com o potencial de fixar estas famílias na região.

    Paulo Paulino, Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, enfatizou a importância desta atribuição: «É nossa missão assegurar que todos os munícipes tenham acesso a uma habitação digna e apropriada. Este é um passo essencial para alcançar esse objetivo e estamos dedicados a prosseguir com o desenvolvimento da nossa Estratégia Local de Habitação.»

    A continuidade desta estratégia, releva a autarquia, é vital para garantir que mais famílias em Alcoutim tenham acesso a condições habitacionais superiores, promovendo o bem-estar e a qualidade de vida na comunidade.

    O Município de Alcoutim aproveitou esta oportunidade para reiterar o seu compromisso de «desenvolver políticas habitacionais que atendam às necessidades concretas dos seus habitantes, reconhecendo a habitação como um pilar fundamental para o progresso do concelho»

  • AS 114 casas do Parque do Cine-Foz

    AS 114 casas do Parque do Cine-Foz


    Segundo as declarações prestadas pelo presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, a autarquia emitiu um edital para que privados, que o quisessem, pudessem vender ao município casas para arrendamento acessível.

    Oficialmente é considerado como rendimento acessível rendas de valores mínimos à volta dos 260€ e valores máximos a rondar os 600€, sendo tido em conta a capacidade das famílias para efetuarem os pagamentos, em função de uma avaliação da taxa de esforço.


    A Greeprime, que pertence ao grupo Ferreira., segundo revelou o presidente na Assembleia Municipal, concorreu à execução de um projeto de construção de 114 casas, cujo modelo foi exibido e pode ser encontrado para consulta pública.

    Este projeto e a sua polémica localização foi levado à Assembleia Municipal de 27 Junho, uma vez que tinha associada uma isenção de taxas de construção como incentivo ao investidor que já trabalha e constrói habitação a custos controlados e outras, em todo o país e, no momento está a construir, no Algarve, em Faro, em Loulé, em Portimão.

    O presidente fez saber que teve «o cuidado de ir ver o andar modelo que estava a ser construído a custos controlados também em Faro. E fiquei muito agradado com aquilo que vi. Por acaso, na altura, disse: há aqui determinadas coisas que no nosso território têm que ter alteração, têm que sofrer alteração. E o senhor disse-me que se fizermos, isto é, se houver forma de nós vendermos as casas ao município, não haverá problema nenhum em fazer essas pequenas alterações».

    Álvaro Araújo sublinhou que «O empreendimento, como foi mostrado na sessão, é um empreendimento que tem os materiais de qualidade. Porque é assim, quando o financiamento vem do PRR e vem da Europa, a construção está obrigada a determinadas normas. Por exemplo, de eficiência energética, de eficiência hídrica, de segurança, de acessibilidade, de climatização. Tudo isso tem que ser avaliado. E por isso é que as casas são caras.»

    O projeto encontra-se, para consulta pública, disponível na Câmara Municipal.

    O presidente procurou desfazer os receios de que ali, naquela zona que os moradores vizinhos tem por nobre, porque as taxas de IMI são altas e os prédios tem construção cuidada, se ia construir um bairro social. ««Não são caixotes como as pessoas poderiam pensar», disse.

    Mas eu ficaria muito triste que nós não conseguíssemos executar este projeto. Porque ninguém vai ficar prejudicado e muita gente vai ficar beneficiada. Eu o que vos digo, eu sei que há pessoas que não gostam que eu fale assim, mas é verdade. Eu faço atendimentos e atendo pessoas que 99% dos temas é a habitação. Ainda na semana passada esteve lá um casal de jovens, com um filho e com outro que vem a caminho. E diziam, eu contei isto na sessão e aqui volto a dizer. E diziam, Sr. Presidente, nós estamos numa casa e estamos a ser despejados neste momento.

    O senhorio precisa da casa. Estamos a pagar uma renda de 400 euros. Eu olhei para ele e disse, nós não temos solução para vocês. Infelizmente o município não tem casa disponível.

    O dinheiro do PRR

    Sem o dinheiro do PRR a câmara municipal não poderá comprar «casa absolutamente nenhuma, porque o município não se pode endividar»

    O presidente diz-se «um bocado revoltado. É natural que fique, porque nós, este executivo, estas pessoas que estão aqui a dar a cara, e que dão a cara todos os dias de uma forma transparente, não querem mais do que resolver um problema grave que existe no nosso Conselho. Nós ficamos muito preocupados com o que acontece nos outros concelhos. Mas nós temos que nos preocupar é com o nosso concelho. E o problema da habitação é um problema grave».

    Negou que as casas já estejam atribuídas, e revelou que existe um universo de 1181 famílias que estão identificadas na Estratégia Local de Habitação. «Querem acreditar que todas essas famílias vão degradar, o que quer que seja?» Deixou a pergunta no ar.

  • Sessão sobre habitação no CC António Aleixo

    Sessão sobre habitação no CC António Aleixo

    Devido ás muitas têm dúvidas suscitadas na sociedade vilarealense sobre a construção de edifícios habitacionais no Parque Cine Foz. o presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo anunciou para hoje uma sessão de esclarecimento pública.

    A sessão vai decorrer no Centro Cultural António Aleixo hoje 21h00 horas.

  • Moradores preocupados com  habitação para arrendar

    Moradores preocupados com habitação para arrendar

    Em comunicado à nossa redação um grupo de 150 moradores moradores da zona nascente de Vila Real de Santo António, manifestou-se para dar conhecimento ”de uma situação que tem gerado grande preocupação e indignação na nossa comunidade”.

    Trata-se da possível aquisição pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António de habitações construídas “numa das áreas mais prestigiadas da cidade… condicionada à obtenção de Fundos Europeus”.

    Os moradores julgam saber que a autarquia planeia ”arrendar estas habitações através de arrendamento”

    As marcações do terreno continuaram sem que as suas questões tenha ficado respondidas, designadamente, se existe um projeto; se podem ver a candidatura aos Fundos Europeus e quais são os prazos envolvidos e o destino final das habitações; os critérios de atribuição; saber o impacto deste projeto na comunidade e no valor das habitações em redor, tanto usadas como construção.

    Dizem defender o direito à habitação para todos e consideram que “a construção de habitação numa zona nobre, onde existe uma malha urbana qualificada, com urbanizações desenvolvidas por construtores conceituados ao longo de décadas, não é apropriada”.

    Dizem acreditar que ”esta decisão pode ter um impacto urbanístico nefasto, comprometendo a estética, a qualidade de vida e o valor patrimonial da área. Além disso, pagamos taxas de IMI equivalentes às da Quinta do Lago, e questionamos a equidade desta estratégia urbanística”.

    Pronunciam-se contra o “aumento da densidade populacional pode sobrecarregar infraestruturas existentes, como as estradas. O estacionamento já é limitado e pode ser comprometido sem alternativas adequadas”.

    Entendem que a “construção nesta zona levará à eliminação de um parque de estacionamento central com capacidade para 1200 veículos. Este parque é crucial para residentes e visitantes, e a sua remoção sem uma alternativa viável resultará em sérios problemas de estacionamento no centro da cidade”.

    Acusam a câmara municipal, quanto ao planeamento urbanístico, falta de transparência e consulta pública adequada. “Não houve uma consulta adequada aos moradores sobre este projeto e as decisões estão a ser tomadas sem consideração pelas nossas preocupações”, sublinham.

    Querem garantias de que os coeficientes de IMI para as novas habitações serão justos em relação às habitações existentes. Dizem pagar as taxas de IMI elevadas para manter a qualidade e a valorização das suas propriedades, e temem que a introdução de habitações de arrendamento acessível possa desvalorizar a área.

    Estão a tomar, afirmam, medidas para garantir que “as nossas preocupações sejam ouvidas e que o desenvolvimento urbano em Vila Real de Santo António reflita os interesses e preocupações de todos”

  • Casas de custos controlados anulam parque de estacionamento

    Casas de custos controlados anulam parque de estacionamento

    Trata-se de um terreno privado, adqurido pela empresa que ganhou o concurso público ao abrigo de financiamento do PRR.

    Até agora, a câmara municipal disponibilizava o terreno como alternativa gratuita ao estacionamento tarifado, pagando anualmente cerca de 17.000 euros anuais.

  • Na falta de habitação taxas dos impostos não são fator único

    A relação entre as taxas de imposto e o investimento na construção civil é um tema que gera debates intensos entre empresários, economistas e políticos.

    A construção civil é um setor vital para a economia, pois não só gera empregos como também impulsiona o desenvolvimento de infraestruturas essenciais. No entanto, alega-se frequentemente que as altas taxas de imposto podem desencorajar o investimento neste setor.

    Uma análise estatística pode oferecer uma visão mais clara sobre a veracidade desta afirmação. Ao comparar períodos de diferentes taxas de imposto, é possível observar tendências e correlações.

    Por exemplo, um estudo recente sugere que a redução da taxa de IVA para 6% na construção civil pode ter vantagens como a redução de custos para o consumidor final e o estímulo ao setor, promovendo o crescimento da indústria e o desenvolvimento de infraestrutura.

    Por outro lado, também há desvantagens, como o aumento de custos para as empresas do setor e a redução da arrecadação tributária, o que pode impactar negativamente o orçamento público.

    É importante notar que a aplicação de taxas de imposto mais baixas pode levar a um aumento da informalidade e do trabalho irregular na construção civil, prejudicando tanto os trabalhadores quanto o mercado em termos de competitividade e qualidade.

    Além disso, alguns serviços específicos na construção civil podem estar sujeitos a outras taxas de IVA, como a taxa normal de 23%, o que requer uma consulta à legislação tributária atualizada para garantir a correta aplicação das taxas.

    Para uma análise estatística robusta, seria necessário acessar dados históricos detalhados sobre as taxas de imposto e os níveis de investimento na construção civil ao longo do tempo. Isso permitiria realizar comparações e identificar padrões ou exceções.

    Além disso, seria útil considerar outros fatores que podem influenciar o investimento, como a situação económica geral, a disponibilidade de crédito, a confiança dos consumidores e as políticas governamentais.

    Em suma, enquanto as taxas de imposto são um fator importante, elas são apenas uma parte de um sistema complexo que influencia o investimento na construção civil. Uma abordagem multifacetada que considere todos os fatores relevantes pode fornecer informação mais precisa e fundamentados para políticas públicas e decisões empresariais no setor.

  • PRR da habitação pagou quase tudo a VRSA

    PRR da habitação pagou quase tudo a VRSA

    Também Vizela, Odivelas, Barreiro, Palmela e Seixal já encaixaram pelo menos metade do valor. Já Lisboa ainda só recebeu 45% da verba total aprovada.

    O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) chegou como uma lufada de ar fresco a Portugal, permitindo, entre outras matérias, melhorar e aumentar o parque habitacional do país.

    Foram muitos os municípios que aproveitaram as verbas vindas de Bruxelas para avançar com a construção, reabilitação e compra de casas para colocá-las no mercado a preços mais acessíveis até 2026.

    Há 31 autarquias que contam receber um total de 675 milhões de euros no âmbito do PRR para habitação. Mas a verdade é que mais de metade desta verba está concentrada em apenas cinco municípios: Lisboa, Setúbal, Oeiras, Matosinhos e Coimbra.

    Foi aprovada no âmbito do PRR uma verba de 1.208 milhões de euros para a habitação, que visa aumentar o parque público de habitação a preços acessíveis, reforçar a oferta de habitação social, bem como a de alojamentos para estudantes a custos mais baixos, por exemplo.

    Foram muitos os municípios que de candidataram aos apoios à habitação previstos no PRR e 31 autarquias viram já pagas verbas superiores a 1 milhão de euros, revelam os dados do website Recuperar Portugal atualizados no passado dia 17 de abril.

    No total, estas 31 autarquias conseguiram obter a aprovação de cerca de 675 milhões de euros do PRR para levar a cabo as suas políticas de habitação (que não está pago na totalidade).

    A verdade é que mais de metade desta verba aprovada está concentrada em apenas cinco municípios: Lisboa, Setúbal, Oeiras, Matosinhos e Coimbra, que são os que têm mais valores do PRR aprovados, mostram os dados.

    Fonte: TNews
  • 150 novas casas em Castro Marim

    150 novas casas em Castro Marim

    A câmara municipal de Castro Marim anunciou ter avançado com candidaturas para construir e reabilitar mais de 150 casas no concelho.

    Foi a crise habitacional que o país atravessa, em particular no Algarve e em Castro Marim, que motivou o Município para o desenvolvimento de um conjunto de atos que sustentasse as candidaturas para a construção de 84 fogos e reabilitação de outros 78 já existentes, e ainda também reabilitação de habitações dos próprios agregados, no âmbito do Programa 1.º Direito, do Plano de Recuperação e Resiliência.

    A autarquia especifica que «Serão criadas habitações condignas para 109 famílias e construídos apartamentos para habitação a custos controlados, além da conservação da habitação existente, para as famílias que, embora não fragilizadas, também não conseguem aceder à habitação, mediante a situação imobiliária nacional».

    No município, reconhece a câmara municipal «não temos habitação acessível para as famílias, nem disponível para a Câmara Municipal comprar e disponibilizar para arrendamento»,

    A autarquia salienta o esforço para chegar ao ponto em que «Se tudo for aprovado, teremos cerca de 100 famílias, daqui a três anos, com novas condições de habitabilidade, mais felizes e com outra motivação para a vida, onde a casa é condição básica».

    A preocupação foi enquadrar esta nova realidade dentro das malhas urbanas de Altura e Castro Marim, mas também em áreas mais rurais, como é o caso do conjunto habitacional que nos propõe em Odeleite.

    Por enquanto, e como se trata de uma candidatura, tudo são esperanças e a autarquia assinala que para já, não gostaría de criar expectativas infundadas «mas sentimos que já estamos no caminho de em 2027, poder acontecer”, considera a vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra.

    Trata-se de um investimento superior a 12 milhões de euros, inserido também na Estratégia Local de Habitação, que poderá dar a possibilidade ao Município de construir mais 62 fogos em Castro Marim, 15 em Altura e 7 em Odeleite, de várias tipologias, cujos processos já estão em curso.

    O Município de Castro Marim acredita que a criação de habitação e de infraestruturas é fundamental para aumentar a atratividade do concelho e lutar contra a desertificação, nomeadamente na aldeia de Odeleite.

    Dia ainda Filomena Sintra: «Não vejo a hora de poder ajudar a angústia das famílias que vivem em sobrelotação, ou em condições indignas, muitos deles trabalhadores com filhos, que não encontram no mercado casas para comprar ou arrendar. O nosso compromisso é continuar a trabalhar para que esta realidade possa acontecer. Também estamos muito focados para que famílias que têm casas a necessitar de reabilitação possam ter o apoio necessário para as obras e assim manterem as suas habitações. A par desta estratégia, teremos também um regulamento para venda e construção a custos controlados. Este é nosso foco e para esta matéria empenharemos a nossa equipa».

    A abertura de um período para inscrições dos interessados, com base num regulamento que será público, está prevista paras breve.

    A Estratégia Local de Habitação e o 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação é uma iniciativa governamental e têm como objetivo promover soluções habitacionais adequadas às pessoas ou famílias que vivam em más condições ou estejam em situação de carência financeira.

  • Mais habitação em V.R.S.António

    Mais habitação em V.R.S.António

    As candidaturas, segundo a câmara municipal local, «representam um investimento de cerca de 90 milhões de euros, financiado a cem por cento pelo PRR, dando assim resposta às metas e compromissos assumidos pela autarquia em matéria de habitação».

    Há ainda mais 10 milhões de euros já realizados que permitiram atribuir casa a mais de uma centena de famílias, ao longo dos últimos dois anos.

    O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo sublinhou que estão a «concretizar uma Estratégia Local de Habitação ambiciosa, que totaliza mais de 100 milhões de euros, e que permitirá pôr fim às situações precárias. O nosso objetivo é proporcionar um lar digno a cerca de 700 famílias do concelho».

    Em destaque nesta nova candidatura está a aquisição e futura atribuição de 114 novos fogos, na zona nascente de Vila Real de Santo António, cujo investimento irá superar os 27 milhões de euros, assim como a aquisição de 13 frações na freguesia de Vila Nova de Cacela.

    Merece também relevo a construção de 96 fogos, de várias tipologias, na zona norte de Vila Real de Santo António. O projeto está avaliado em 14 milhões de euros e permitirá atribuir um lar a cerca de uma centena de famílias.

    A requalificação do parque de habitação social municipal é outra das metas e envolve a recuperação de perto de 400 fogos, num valor que ultrapassa os 45 milhões de euros.

    Álvaro Araújo sublinha que todas estas medidas «quebram um ciclo de duas décadas de desinvestimento e de ausência de requalificação do parque habitacional. Estamos a desenvolver todos os esforços para atribuir, em tempo útil, uma habitação digna a quem mais precisa».

  • Portimão recebe socialistas europeus

    Portimão recebe socialistas europeus

    A conferência “Habitação para todos: Cidades e regiões progressistas constroem o futuro da política de habitação” é um evento significativo que destaca a importância de políticas habitacionais inclusivas e acessíveis.

    Realizada no Museu de Portimão, esta conferência reúne especialistas, políticos e cidadãos para discutir e moldar o futuro da habitação na Europa.

    Com a presença de figuras proeminentes como Nicolas Schmit, Comissário Europeu para o Emprego e Direitos Sociais, e outros membros influentes do Partido Socialista Europeu, o evento promete ser um fórum dinâmico para troca de ideias e estratégias.

    A sessão de abertura, em particular, oferece uma oportunidade para os jovens europeus se envolverem e expressarem suas visões sobre o progresso europeu.

    A questão da habitação é uma preocupação crescente na Europa, onde muitos cidadãos gastam uma parte significativa de seus rendimentos em moradia. A conferência aborda essa questão crítica, buscando soluções para garantir que todos tenham acesso a habitação digna e a preços acessíveis, um direito fundamental para a qualidade de vida e bem-estar social.

    Este evento é um passo importante para enfrentar os desafios habitacionais e representa um compromisso coletivo para construir um futuro mais inclusivo e sustentável para as cidades e regiões da Europa.

  • Residência universitária requalificada em Faro

    Residência universitária requalificada em Faro

    Este evento, que ocorreu no dia 19 de março, contou com a presença de várias figuras notáveis, incluindo o reitor da Universidade do Algarve (UAlg), Paulo Águas, e o secretário de estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira.

    Durante a visita, Elvira Fortunato teve a oportunidade de conhecer um dos apartamentos renovados e interagir com estudantes residentes.

    A UAlg destacou que este projeto é apenas uma parte de um plano mais amplo de reformulação das suas instalações residenciais.

    Até agora, três residências foram renovadas com um investimento total de aproximadamente 3,5 milhões de euros, dos quais cerca de 70% foram financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    As renovações não se limitaram apenas ao reforço estrutural, mas também à melhoria da segurança contra incêndios e ao aumento da eficiência energética.

    A universidade planeja continuar estas melhorias com a requalificação da residência universitária da Penha e outras instalações nos próximos anos.

  • Venda das casas a arrefecer e valor por concelho algarvio

    Venda das casas a arrefecer e valor por concelho algarvio



    Passe o rato no concelho para ver o preço

    O mercado de habitação em Portugal está a ajustar-se. A venda das casas está a arrefecer, assim como a contratação de crédito habitação.

    Mas, ainda assim, os preços das casas continuam a subir, embora a menor ritmo em alguns concelhos.

    Com estas recentes alterações, quanto é que custa, afinal, comprar casa em cada município? Descobre tudo neste mapa do Algarve, baseado nos dados recolhidos pelo idealista/news, tendo por base os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

  • Taxas de juros atingiram pico sem compromisso de descida

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira, 11 de janeiro de 2024, que as taxas de juro da zona euro alcançaram o seu nível máximo, após terem aumentado devido à alta inflação no ano passado.assado.

    «A menos que haja choques imprevistos, as taxas não vão continuar a subir» afirmou Lagarde, em uma entrevista ao canal de televisão France 2. «Eu acho que elas chegaram ao seu limite», completou, sem se comprometer, porém, com datas para possíveis reduções nas taxas de juro principais.”