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  • Iluminações… Descentralizações… Veremos…

    Iluminações… Descentralizações… Veremos…

    Raquel Ponte – Onde é citada a senhora Ministra do Ambiente

    A imagem que acompanha esta reflexão, veio de um sonho que tive por estes dias, onde dei por mim a pensar na LUZ, talvez por se cumprir um ano sobre o apagão ibérico, talvez por ter lido recentemente um texto de um grande amigo e sábio da Natureza que discorria sobre energia, território e modelos de extração.

    Talvez também por viver de perto, através do meu marido programador, uma outra forma de pensar sistemas: a das arquiteturas informáticas, onde a resiliência raramente nasce da concentração, mas da distribuição, da redundância e da capacidade de uma parte continuar a funcionar quando outra falha.

    Foi a partir desse cruzamento – memória, território, energia e tecnologia – que esta reflexão começou.

    Há um ano, a Península Ibérica experimentou uma suspensão brusca da normalidade. O apagão não interrompeu apenas o fornecimento de eletricidade. Interrompeu a ilusão diáfana de que os sistemas que sustentam a vida contemporânea são estáveis, neutros e inevitáveis.

    Durante algumas horas, tornou-se visível aquilo que habitualmente permanece escondido: a nossa dependência de infraestruturas complexas, centralizadas e vulneráveis.

    A questão energética não é, portanto, apenas uma questão técnica. É também uma questão política. Diz respeito à forma como organizamos o território, distribuímos poder, produzimos valor e definimos quem participa nas decisões fundamentais da vida coletiva.

    A transição energética tem sido frequentemente apresentada como uma substituição de fontes: menos carvão, mais sol; menos petróleo, mais vento; menos emissões, mais renováveis. Mas esta leitura é insuficiente. Uma energia pode ser limpa do ponto de vista carbónico e permanecer injusta do ponto de vista social. Pode reduzir emissões e, simultaneamente, reproduzir dependências antigas.
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    Se os territórios produzem energia, mas não controlam a sua distribuição, o seu preço ou os benefícios económicos que dela resultam, então a transição permanece incompleta. Troca-se a matéria-prima, mas conserva-se a arquitetura do poder.
    É aqui que a descentralização se torna central!
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    Na informática, programadores e arquitetos de sistemas sabem que, à medida que estruturas e infraestruturas ganham complexidade, a excessiva centralização tende a torná-las mais frágeis. Um único ponto de falha pode comprometer todo o sistema.

    Por isso, os sistemas mais resilientes distribuem funções, replicam dados, criam redundâncias, repartem carga, isolam falhas e permitem que uma parte continue a funcionar mesmo quando outra colapsa. O mesmo princípio deveria orientar a energia.
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    Uma rede elétrica excessivamente dependente de grandes centros de produção e longas cadeias de transporte é vulnerável. Pelo contrário, uma rede composta por múltiplos pontos de produção local, armazenamento distribuído, comunidades energéticas e micro-redes torna-se mais robusta.

    Não porque elimina o risco, mas porque impede que uma falha se transforme automaticamente em colapso generalizado.
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    Descentralizar não significa regressar ao passado nem rejeitar a escala nacional. Significa combinar escalas. Significa reconhecer que a rede pública é indispensável, mas que a autonomia local também o é. Significa passar de um modelo vertical – produzir longe, transportar, vender, consumir – para um modelo mais cooperativo, em que cidadãos, autarquias, escolas, empresas locais e instituições sociais possam também produzir, armazenar, partilhar e decidir.
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    O apagão expôs a fragilidade da concentração. Mas mostrou igualmente outra coisa: quando a lógica automática da produtividade é suspensa, emergem formas de cooperação que a vida quotidiana tende a esmagar.

    A solidariedade, a paciência e a atenção ao outro não são fantasias ingénuas. São capacidades sociais reais, embora frequentemente subordinadas à competição, à velocidade/voracidade da economia e à dependência.
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    Por isso, pensar a energia é também pensar a democracia.
    A pergunta decisiva não é apenas como produzir mais energia renovável. É saber quem a controla, quem beneficia, quem suporta os impactos, quem participa nas decisões e quem fica com o valor.
    Há caminhos concretos já em curso, ainda insuficientes, mas politicamente relevantes.
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    Em Portugal, o enquadramento legal já permite formas de autoconsumo coletivo e a criação de comunidades de energia renovável, abrindo a possibilidade de cidadãos e instituições locais participarem diretamente na produção e gestão da energia. Ainda assim, a distância entre a lei e a prática permanece significativa.
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    Apesar disso, começam a surgir exemplos encorajadores. Em Vila Boa do Bispo, no Marco de Canaveses, foi criada uma comunidade de energia renovável, em parceria com a cooperativa Coopérnico, com investimento reduzido e impacto direto em equipamentos locais, permitindo poupanças concretas e retenção de valor no território.

    Noutras regiões, multiplicam-se projetos de autoconsumo coletivo em escolas, edifícios públicos e pequenas empresas, ainda que muitas vezes limitados por barreiras administrativas, técnicas ou financeiras.
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    Estes casos não representam ainda uma transformação estrutural. Mas demonstram que ela é possível.
    Tal como nos sistemas informáticos mais robustos, a resiliência não nasce da concentração absoluta, mas da capacidade de distribuir, adaptar e continuar a funcionar perante a falha. O desafio energético contemporâneo não é apenas tecnológico, é organizacional e político.
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    O apagão durou poucas horas mas deixou uma pergunta que permanece: Se já temos tecnologia para produzir energia de forma distribuída, se já conhecemos modelos mais resilientes, se já existem experiências concretas no terreno, então o que falta para mudar de escala?
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    A luz do futuro não pode ser apenas a luz que acende casas.
    Tem de ser também a luz que redistribui poder, reduz dependências e devolve às comunidades a capacidade de participar no desenho dos sistemas que sustentam a sua própria vida.
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    Tenho a atual Ministra do Ambiente em muito boa consideração, talvez por isso espere dela mais do que uma resposta a jusante.
    Querida Professora Graça, não basta ponderar processar Espanha pelo que aconteceu. Isso vem depois da falha.
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    O verdadeiro desafio está a montante: ter coragem política para investir na descentralização energética e na resiliência territorial. Isso é que eu gostava de a ouvir dizer.
    Aí, sim, VEREMOS!

    Raquel Ponte / Opinião

  • Duas centrais fotovoltaicas aos pés do Alqueva

    Duas centrais fotovoltaicas aos pés do Alqueva

    Dois projetos de contrução de centrais fotovoltaicas perto da Barragem do Aluqueva, um da EDP Renováveis e outro da Projeto da Lightsource BP, podem ser implantados nas margens do rio Guadiana.

    Ambos os projetos estão em consulta pública e aguardam a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para obter a Declaração de Impacte Ambiental favorável.

    A Central Fotovoltaica da Sobreira de Baixo está prevista para os concelhos de Vidigueira e Portel e será a maior central solar da EDP na Europa, com uma potência instalada de 242 MWp e uma produção anual estimada de 418 GWh.

    O investimento ronda os 115 milhões de euros. O projeto prevê o abate de centenas de azinheiras e sobreiros, com a compensação de replantar o triplo das árvores abatidas.

    A ligação à rede elétrica será feita através da infraestrutura da Central Hidroelétrica de Alqueva II, permitindo uma operação híbrida que combina energia solar e hídrica.

    Quanto à Central Solar Fotovoltaica do Alqueva, planeada para o concelho de Moura, o projeto representa um investimento de 365 milhões de euros para uma potência de 431,5 MWp.

    A produção anual estimada é de 680 GWh, o que corresponde a cerca de 1,4% do consumo atual de eletricidade em Portugal. O projeto inclui a instalação de quase 630 mil painéis solares e um parque de baterias, para armazenamento de energia,

    por Redacção Digital

    fotovoltaicas
  • Usar o «Modo seco» para poupar energia

    Usar o «Modo seco» para poupar energia

    Com as intensas ondas de calor do verão, os aparelhos de ar condicionado tornam-se essenciais para manter os ambientes frescos. Contudo, o alto custo da eletricidade pode fazer com que o uso contínuo desses aparelhos se torne um pesadelo financeiro. Por sorte, existe um truque simples que pode ajudar a diminuir esses gastos sem comprometer o conforto.

    Vários aparelhos de ar condicionado modernos têm uma função eficiente e pouco conhecida: o “Modo Humidade” ou “Modo Seco”. Indicado por um ícone de gota de água no controle, este modo não resfria o ambiente drasticamente, mas diminui a umidade do ar. Em climas úmidos, como os das regiões litorâneas, essa função pode ser uma solução econômica e eficaz contra o calor.

    Quando o Modo Humidade é ativado, o ar condicionado age como um desumidificador, estabilizando a temperatura do ambiente de forma confortável e constante, utilizando menos energia que o modo de resfriamento convencional. Isso resulta em economia na fatura de energia e aumenta o conforto nos dias úmidos.

  • Silves e a suficiência energética

    Silves e a suficiência energética

    Este evento é destinado a autarcas, técnicos municipais, juntas de freguesia, empresas municipais, misericórdias e IPSS, visando promover a eficiência energética, combater a pobreza energética e incentivar a produção e uso de energias renováveis.

    A presidente do Município de Silves, Rosa Palma, fará a abertura do seminário, que concluirá com uma visita às Piscinas Municipais de Silves, local de um projeto de eficiência energética que é considerado como exemplar”.

    Segundo a CCDR Algarve: «Para um Algarve mais verde e menos carbono, alinhado com o Pacto Ecológico Europeu e a Lei Europeia do Clima, refletido no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), as ações apoiadas pelo PR ALGARVE 2030 focarão em minimizar as vulnerabilidades climáticas da região e acelerar a descarbonização».

    Com o objetivo específico de promover a eficiência energética e reduzir emissões de gases de efeito estufa, pretendem apoiar iniciativas de Descarbonização da Administração Pública Local e da CCDR, que devem ser «exemplares na promoção de um uso mais eficiente dos recursos, diminuindo o consumo de energia primária e as emissões de GEE».

    O PR ALGARVE 2030 apoiará a descarbonização da Administração Pública Local, CCDR e IPSS, em vários setores, com ênfase no parque edificado público, especialmente nas áreas de equipamentos sociais e econômicos, educação e esporte, incluindo habitação social pública, contribuindo para a redução da pobreza energética e promovendo a descarbonização e transição energética das atividades desenvolvidas, é o compromisso.

  • Iluminação LED de Lagoa na V Fase

    Iluminação LED de Lagoa na V Fase

    Este projeto, com um investimento total de cerca de 150 mil euros, visa reduzir o consumo energético e promover a sustentabilidade económica e ambiental do concelho.

    A atual fase da iniciativa cobrirá áreas como parte da Estrada Nacional 125, o Parque Municipal de Feiras e Exposições de Lagoa, a zona Industrial, as Alagoas Brancas, a Urbanização das Covas da Areia e áreas adjacentes.

    Além disso, nas próximas semanas, o Município começará a Fase IV em Ferragudo, no centro urbano da vila, e em Estômbar Parchal, especificamente na zona da Mexilhoeira da Carregação, com um investimento adicional de aproximadamente 750 mil euros.

    Nos últimos anos, Lagoa tem investido significativamente na reabilitação da iluminação pública em várias zonas, trazendo benefícios ambientais e economizando nos custos de iluminação pública.

    As novas luminárias possuem um sistema de regulação que permite diminuir a iluminação pública durante a noite, reduzindo a potência e, consequentemente, o consumo energético.

    Com estes avanços, o concelho de Lagoa está rapidamente a caminho de atingir 50% de cobertura com iluminação LED, alinhando-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em particular com os objetivos 7º e 12º, que visam «Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e moderadas».

  • Parque Solar do Viçoso visitado por estudantes

    Parque Solar do Viçoso visitado por estudantes

    Segundo um comunicado, a Fundação Galp destacou o apoio da Associação Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, parceiro social local na implementação do seu plano de envolvimento com a região.

    Imersos num campo de cerca de 250 mil painéis solares, os alunos experienciaram uma aula num contexto real. Foi uma chance para entenderem ´«o universo da energia, visualizarem como funciona um parque solar e a realidade dos profissionais, avaliarem seus conhecimentos sobre o papel das energias renováveis no combate às mudanças climáticas e aprenderem mais sobre a produção solar no Baixo Guadiana».

    A atividade Rota da Energia, promovida pela ADENE – Agência para a Energia, parceira da Fundação Galp, iniciou a visita destinada aos jovens do 3º ciclo, incentivando-os a contribuir para a economia de energia.

    A Agência Internacional de Energia calcula que mais de 67 milhões de pessoas trabalham no setor energético globalmente. Muitas dessas profissões, inexistentes há poucos anos, são agora fundamentais para uma nova economia de baixo carbono.

    Inaugurado em setembro de 2023, o Parque de Alcoutim representa o primeiro grande investimento solar da Galp em Portugal. Composto por quatro centrais fotovoltaicas – São Marcos, Viçoso, Pereiro e Albercas -, o complexo corresponde a 10% da capacidade solar instalada e operada pela empresa, fornecendo energia renovável para mais de 80.000 famílias.

    Como parte integrante da comunidade, o parque solar de Alcoutim continuará a organizar visitas escolares de diversas áreas do Algarve, promovendo a literacia energética e a sensibilização das novas gerações, uma ação que faz parte do programa educativo da Fundação Galp.

  • Hora do Planeta

    Hora do Planeta

    Neste ano a Hora do Planeta, uma iniciativa da WWF, que se assinala amanhã 23 de março, tem como finalidade incentivar as pessoas a irem além do gesto simbólico de desligar as luzes por 60 minutos.

    Está lançada uma campanha de «pequenas ações, grande impacto» com a qual os organizadores convidam a que cada cidadão realize, durante o apagão (ou durante o dia da iniciativa) uma ou várias atividades de que goste, de forma isolada ou coletiva, em prol do ambiente.

    A Hora do Planeta é o maior evento mundial dedicado à consciencialização para a proteção do ambiente, que vai ser realizado entre as 20:30 e as 21:30 horas, sempre em hora local, em mais de 190 países e territórios, o correspondente a 90% do mundo.

    O evento oficial da WWF decorre em Lisboa, no Mercado de Alvalade, a partir da 16:00 horas, e contará com animação, um concerto, workshops de sustentabilidade gratuitos e o desligar simbólico de um interruptor gigante.

    O objetivo é mostrar como as opções individuais contam e como todas elas somadas são a chave para garantir um futuro mais sustentável ao Planeta.

  • Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    A Galp Energia, em colaboração com a empresa norte-americana Powin, anunciou a instalação de um sistema de armazenamento de energia em grande escala, utilizando baterias, numa das suas centrais fotovoltaicas localizadas em Alcoutim, no Algarve.

    Este sistema, com capacidade de 5MW/20MWh, representa o primeiro passo da empresa na hibridização do seu vasto portefólio de produção de energia solar na Península Ibérica, que alcança quase 1,5 GW em operação.

    O objetivo desta iniciativa é permitir que a Galp armazene energia solar durante períodos de alta produção para utilizar quando a procura for maior, otimizando assim o valor gerado pela energia solar.

    O projeto em Alcoutim marca a primeira incursão da Powin no mercado europeu, que é visto como um campo de rápido crescimento para soluções de armazenamento de energia por meio de baterias.

    Esta parceria entre a Galp e a Powin não só sublinha a importância das soluções de armazenamento de energia para uma transição energética sustentável, mas também reflete o compromisso da Galp em aumentar sua produção de energia renovável.

    Com o foco na transformação de sua base industrial para a produção de combustíveis verdes e a venda de energia renovável, a Galp vê o armazenamento de energia como essencial para garantir um fornecimento constante de energia para seus negócios.

    Jeff Waters, presidente executivo da Powin, destacou a significância do projeto para além da sua capacidade em megawatts, vendo-o como o início de uma parceria duradoura e um marco para a Powin na Europa, após a abertura de um escritório em Madrid.

    Apontou também para a expectativa de que a Europa implemente mais de 90 GWh de projetos de armazenamento de energia através de baterias de grande escala até 2030, indicando a posição estratégica da Powin para atender a crescente procua por soluções de armazenamento de energia na região, bem como no Médio Oriente e África, apoiando assim o crescimento rápido do setor de armazenamento de energia.

  • Investigados novos materiais para as baterias

    Investigados novos materiais para as baterias

    As baterias recarregáveis de íons de lítio são fundamentais na tecnologia moderna, mas apresentam desafios ambientais e dificuldades de reciclagem devido à dependência de lítio e outros metais de terras raras.

    A Microsoft uniu-se ao Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico (PNNL) para desenvolver um novo material para baterias, visando reduzir a dependência global do lítio.

    A colaboração entre a Microsoft e o PNNL utilizou a inteligência artificial (IA) e a plataforma Azure Quantum Elements para acelerar a pesquisa de materiais. Esta abordagem inovadora permitiu previsões 1.500 vezes mais rápidas das propriedades dos materiais, em comparação com os métodos tradicionais, empregando algoritmos de IA e sistemas de computação de alto desempenho da Microsoft

    O processo foi iniciado com a análise de 32,6 milhões de materiais, reduzindo-se a 500.000 candidatos estáveis através de algoritmos de IA. Após uma triagem adicional baseada em propriedades funcionais e simulações dinâmicas, a equipe da Microsoft Quantum identificou 150 materiais promissores. Este refinamento, combinado com o conhecimento do PNNL, levou à seleção de um grupo principal de 18 candidatos.

    Desta forma, a parceria culminou na identificação de um novo material eletrolítico que utiliza cerca de 70% menos de lítio, substituindo parte dele por sódio.

    Este material, já sintetizado pelo PNNL, está atualmente em fase de testes para avaliar sua estabilidade e eficiência. A Microsoft e o PNNL enfatizam o potencial da IA para transformar radicalmente a pesquisa em química e ciência dos materiais, condensando séculos de inovação em décadas. Brian Abrahamson, do PNNL, destaca a importância desta inovação no desenvolvimento de novas baterias, um desafio global crítico.

    Artigo completo em língua inglesa em Microsoft’s AI found a new material to replace li-ion batteries | TechSpot

    1. Fábrica de hidrogénio funcional em Huelva no ano de 2008

      Fábrica de hidrogénio funcional em Huelva no ano de 2008

      Desta forma, a província de Huelva terá vantagem tecnológica sobre outras localidades para que continuem a chegar investimentos comprometidos com a geração e transporte de energias renováveis.

      A Casa Colón, em Huelva, acolheu a apresentação deste projeto, anunciado na cimeira do clima do Dubai, há pouco mais de um mês, e estiveram presentes o presidente da Junta de Andalucía, Juanma Moreno, o CEO da Cepsa, Maarten Wetselaar, segundo relata o jornal onubense Huelva Información.

      O CEO da C2X, Brian Davis, destacou a idoneidade da cidade de Huelva para desenvolver este projeto, que envolve um investimento de até 1.000 milhões de euros e a criação de 2.500 postos de trabalho diretos e indiretos associados.

      Calcula-se que, em 2028, a fábrica de metanol verde de Huelva estará em plena capacidade, tornando-se a maior da Europa e uma das cinco maiores do mundo, com uma capacidade de produção anual de 300.000 toneladas.

      Segundo Juanma Moreno, a aliança entre a Cepsa e a C2X «faz de Huelva o epicentro, a capital da energia limpa, principalmente do hidrogénio verde. A Andaluzia e Huelva têm uma vantagem tecnológica sobre outros territórios da Europa que nos permitirá atrair investimento e capacidade produtiva nos próximos anos

      Assegurou, ainda, a Andaluzia tomou a decisão de ser líder na geração de energia limpa e renovável e «vamos consegui-la nesta legislatura, queremos ser líderes, não em Espanha, mas na Europa e queremos liderar todos os projetos de hidrogénio verde».

    2. Mais de metade da energia de Portugal foi renovável

      Mais de metade da energia de Portugal foi renovável

      Em 2023, Portugal alcançou um marco significativo na produção de energia renovável, abastecendo 61% do consumo elétrico do país com um total de 31,2 Terawatt-horas (TWh), o valor mais alto registado no sistema nacional.

      A contribuição do Algarve para a energia renovável de Portugal está-se a tornar cada vez mais significativa. A empresa Águas do Algarve (AdA) possui três instalações fotovoltaicas e está a construir mais quatro, além de 55 instalações com unidades de microprodução fotovoltaica, totalizando uma capacidade de 220 kWp​​.

      O objetivo desses investimentos é aumentar a produção de energia renovável 100% para autoconsumo, visando atingir a neutralidade energética nas operações do grupo Águas de Portugal até 2030​​.

      O Algarve é uma região ideal para a instalação de fotovoltaicas, pois beneficia do maior número de horas de sol no país, propício para a produção consistente de energia solar​​.

      Nos próximos dez anos, está previsto um investimento de cerca de 44,8 milhões de euros para estabelecer plantas de energia renovável na região. Estas instalações serão principalmente de energias eólica, hídrica e solar, sendo um componente crucial do programa ZERO desenvolvido pela Águas do Algarve, SA, parte do Programa de Neutralidade Energética do grupo AdP​​.

      A REN, empresa responsável pela rede elétrica, detalhou que a energia eólica foi responsável por 25% do consumo, seguida pela hidroelétrica (23%), fotovoltaica (7%) e biomassa (6%). A produção hidroelétrica cresceu 70% em relação ao ano anterior, enquanto a fotovoltaica aumentou 43% devido à expansão da capacidade instalada.

      A produção de energia não renovável caiu para 19% do consumo, o menor valor desde 1988, influenciado pelo aumento da energia renovável e pelo saldo importador, que atingiu 20% do consumo, o mais alto desde 1981. O consumo de eletricidade pela rede pública aumentou 0,8%, chegando a 50,7 TWh, o mais alto desde 2018. Em dezembro, 73% da eletricidade consumida em Portugal veio de fontes renováveis, com a hidroelétrica mostrando índices de produtividade favoráveis.

      Por outro lado, o consumo de gás natural em 2023 foi o menor desde 2014, com uma redução de 21% em relação a 2022, principalmente devido a uma diminuição de 42% no segmento de produção de energia elétrica.

      A maioria do gás natural foi fornecida pelo terminal de GNL de Sines, proveniente principalmente da Nigéria e dos Estados Unidos. Em dezembro, o consumo de gás seguiu a tendência de queda do ano, com uma contração de 11,5%.

    3. Alcoutim pode ser compensado pela energia solar produzida

      Alcoutim pode ser compensado pela energia solar produzida

      O novo parque solar de Alcoutim, a que já nos referimos em anteriores edições, gera 144 megawatts previne a emissão de 75 mil toneladas de dióxido de carbono, tendo o investimento ultrapassado 70 milhões de euros.

      A unidade de Alcoutim tem uma capacidade de produção anual estimada de 250.000 megawatts-hora de eletricidade, sendo composta por quatro centrais fotovoltaicas em S. Marcos, Viçosa, Pereiro e Albercas e é composta por 252.532 painéis solares a abranger 250 hectares. Estima-se que a energia produzida em Alcoutim possa descarbonizar Sines e «acabar nos depósitos» dos portugueses.

      Osvaldo Gonçalves,assume que o projeto tem natureza estruturante e cria alguns postos de trabalho que são fundamentais para a estratégia de fixação de jovens e de pessoas no concelho a cuja câmara municipal preside.

      O ministro Duarte Cordeiro sente que o Governo tem necessariamente que compensar Alcoutim pela disponibilidade que demonstrou, pelo que se espera o anúncio das medidas a tomar.

    4. Tavira pede mudança de local para fotovoltaica

      Tavira pede mudança de local para fotovoltaica

      A autarquia já se pronunciou com um parecer desfavorável ao projeto, previsto para a freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, remetido à Comissão de Acompanhamento.

      Para a autarquia, a instalação de painéis solares, inversores e postos de transformação naquele território vai afetar uma paisagem do barrocal algarvio com elevado interesse, que importa de facto preservar, pelos seus valores naturais”«.

      No PDM de Tavira, aquela área está classificada como espaço natural de proteção paisagística e área de proteção aos sistemas aquíferos, na unidade de paisagem do Barrocal, encontrando-se abrangida pela Reserva Ecológica Nacional (REN).

      Na área de máxima infiltração do aquífero Peral-Moncarapacho, a prioridade deve ser, segundo a autaruia, permitir a infiltração de água nos solos, alegou, considerando que “não é benéfica a existência de 14 MVA (megavoltampere) de armazenamento por baterias” de iões de lítio devido ao risco de “provocar eventuais contaminações das águas infiltradas”.

      O município considera que a disseminação de blocos de painéis pelo território irá provocar a fragmentação desta unidade paisagística extremamente bem conservada e que, pelos motivos expressos, não se revê na colocação de uma infraestrutura com esta dimensão na localização proposta, devendo ser equacionada outra.

    5. Huelva terá a principal fábrica europeia de hidrogénio verde

      Huelva terá a principal fábrica europeia de hidrogénio verde

      Esta nova fábrica produzirá 100.000 toneladas de amoníaco verde, para ser transportado desde o porto de Huelva para o de Roterdão, onde será reconvertido em hidrogénio, para sua distribuição posterior.

      Este anúncio foi feito na passada terça-feira, durante a visita do rei dos Países Baixos, Guilherme Alexandre, que estava acompanhado pelo ministro do Clima e Política Energética do país vizinho, Roberto Jettem, às instalações da fábrica de Puertollano, em Ciudad Real.

      Esta ultima central conta com um eletrolisador de 20 MW de potência e com uma capacidade de 3.000 toneladas de hidrogénio à escala Industrial

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    6. Eficiência energética no Algarve

      Eficiência energética no Algarve

      O plano dá cumprimentos às orientações do Governo enquadradas pelo Programa de Eficiência de Recursos na Administração Pública para o período até 2030, assim como às orientações e políticas internas que «visam melhorar os indicadores referentes aos seis objetivos prioritários do Plano, ao longo do período de vigência», dividindo-se por seis objetivos:

      Objetivo 1 – Concluir a certificação energética dos edifícios abrangidos pelo Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), nos termos dos Decreto-Lei n.º 101 -D/2020, de 7 de dezembro; Objetivo 2 – Aumentar a Incorporação de Energias Renováveis no Consumo Final de Energia através soluções de autoconsumo e armazenamento; Objetivo 3 – Aumentar a Eficiência Hídrica; Objetivo 4 – Aumentar a Eficiência Material; Objetivo 5 – Capacitar e Sensibilizar os trabalhadores sobre a eficiência energética, hídrica e de materiais: Objetivo 6 – Comunicar a Estratégia da área governativa no âmbito ECO.AP 2030; medida: promover ações de divulgação dos objetivos, metas, planeamento e resultados ao abrigo do ECO.AP 2030.

      Nos dois Edifícios onde atualmente desempenha a sua missão – Edifício na Praça da Liberdade e Palácio Doglioni, ambos em Faro –, com a implementação deste Plano, a CCDR pretende reduzir em 20 % os custos de funcionamento em energia e em 7 % a emissão de gases com efeito estufa.

    7. Sugestão para canais e barragens do Guadiana

      Sugestão para canais e barragens do Guadiana

      O projeto piloto gerou 1 MW de energia limpa por ano e também evitou a evaporação de 9.000 quilolitros de água anualmente do canal e praticamente elimina a necessidade de adquirir vastas extensões de terra e limita a evaporação da água do canal de 750 metros, resolvendo simultaneamente dois desafios ao fornecer energia e segurança hídrica.

      Se aplicado em canais de rega, açudes e pequenas barragens, depois de um conveniente estudo ecológico certamente se poderiam recolher benefícios para evitar a substituição dos montes com painéis solares como está a acontecer de forma massiva e preocupante na serra do Algarve.

    8. Avança a Central Fotovoltaica de Santa Bárbara de Nexe

      Avança a Central Fotovoltaica de Santa Bárbara de Nexe

      A cerimónia ocorre às 11:30 do próximo dia 31 de Março , anunciou a empresa promotora do investimento, a construir no sítio do Medronhal. A potência a instaladar será de 13 megawatts-pico e terá uma produção de 24 gigawatts-hora/ano. A previsão é de conseguir alimentar cerca de 7.000 lares/ano e evitar a emissão de mais de 6.000 toneladas de Co2 por ano.

      Participará no evento o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, o representante da Génese Natural, promotora da obra, Rogério da Ponte, e Andreas Schuenhoff, diretor do Grupo Asunim, empresa chave em projetos fotovoltaicos e investidora neste projeto algarvio.

      A Génese Natural projeta desenvolver e construir um total de 100 megawatts de parques fotovoltaicos em Portugal, além de construir e operar parques solares fotovoltaicos «na melhor região de Portugal em radiação solar», o Algarve, como afirmam.

      A Génese Natural é, dede 2015, uma parceria de duas empresas, a Cardinal Flexível, Lda. e a ASUNIM U.K Ltd. para promover, a nível nacional, parques solares fotovoltaicos de produção de energia elétrica de fonte renovável. A empresa é participada pelo Grupo Asunim que constitui uma referência internacional na energia solar fotovoltaica.

    9. Alcoutim tem a maior Central Fotovoltaica do País

      Alcoutim tem a maior Central Fotovoltaica do País

      O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, esteve ontem em Alcoutim e inaugurou a Central Fotovoltaica Riccardo Totta, o maior projeto do género até agora existente no País.

      É convicção do minisstro que projetos como este «vão tornar o preço da eletricidade mais estável e mais barato, porque a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis é muito mais barata do que a partir dos combustíveis fosseis» disse o ministro durante a conferência de Imprensa e acrescentou: “Este tempo em que o mundo enfrenta uma crise energética, nós estamos bem mais preparados do que os outros e quantos mais projetos como este entrarem em funcionamento, melhor preparados estaremos num futuro próximo”.

      Para o diretor de projetos da WElink para a Penísula Ibérica, Hugo Paz, o projeto «preserva totalmente o habitat natural de várias espécies endógenas”,

      Paulo Paulino, vice-presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, representou a autarquia em substituição do presidente Osvaldo Gonçalves, esteve ausente “por motivos de força maior”, revelando que o projeto tem um investimento de cerca de 200 milhões de euros no concelho, classificando-o como o maior alguma vez feito o território do interior do Algarve. Relevou o compromisso da empresa em mudar a sua sede social para o concelho e o recurso a empreiteiros locais, durante a execução da obra.

      Há uma a nova dinâmica económica criada em todo o concelho, com especial incidência nas áreas do material de construção, oficinas, restauração, distribuição alimentar, hotelaria, alojamento e farmácias que «Tem sido muito importante para todo o comércio, contrariando os efeitos adversos causados pela pandemia».

      .Além dos colaboradores contratados, a central fotovoltaica conta com rebanhos de ovelhas, que através da sua alimentação contribuem para a manutenção do corte da vegetação, sob os painéis.

      As ovelhas, o que fazem é comer o pasto e, dessa forma, reduzem o crescimento do pasto e permitem que a manutenção do corte da vegetação. O que as ovelhas comerem, nós não precisamos de cortar”, explicou.

      As ovelhas são acompanhadas por pastores locais, que já estão no local com o primeiro lote. No futuro, vão chegar mais duas centenas de ovelhas.

      Um dos maiores do género na Europa

      Localizada nas freguesias de Vaqueiros e Martim Longo, no interior do Algarve, a central agora inaugurada conta com uma potência de 219 megawatts e 661.500 painéis de energia solar instalados em 320 hectares dos 800 hectares inicialmente previstos no Estudo de Impacto Ambiental.

      Segundo Hugo Paz, o projeto Solara4  irá gerar 382 gigawatts por hora de energia limpa, o que equivale ao abastecimento de, aproximadamente, 200 mil casas e uma redução de 326 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono por cada ano.

      Classificou-o com características únicas que o tornaram num caso de estudo a nível mundial devido à área montanhosa e à «extrema complexidade logística do local devido à obrigatoriedade, por questões ambientais, de utilizar apenas os caminhos existentes».

      Após a conclusão desta primeira fase do projeto, Hugo Paz admite que no futuro, que não definiu, existe o objetivo de continuar a desenvolver o seu potencial, com a implementação de sistemas de armazenamento que irão ser determinantes para alterar e revolucionar o panorama energético do País.

      Contudo, adianatou que pode vir a ser instalados mais painéis nas zonas livres do terreno, além do sistema de armazenamento que poderá chegar aos 70 megawatts.

      Um olho na rendibilidade

      Uma central como esta, uma vez que está a produzir energia, a mesma tem de ser injetada obrigatoriamente na Rede Elétrica Nacional e não a podemos guardar. Mas se tivermos uma capacidade de armazenamento, podemos usar essa energia de uma forma mais inteligente e injetar nos horários onde o preço é mais elevado e assim contribuir para o controlo dos custos de energia”, explica.

      Sendo um projeto de grande dimensão, requer uma manutenção bastante difícil e Hugo Paz salientou que podem vir a contratar vinte pessoas para assumirem os trabalhos de controlo da vegetação, a limpeza dos painéis e a manutenção do ponto de vista elétrico, que será feita com equipas locais e da região.

      O porquê do nome da Central Fotovoltaica

      A inauguração contou ainda com a participação do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, e de representantes das entidades envolvidas no projeto.

      Localizada nas freguesias de Vaqueiros e Martim Longo, no concelho de Alcoutim, no nordeste algarvio, a central fotovoltaica, com uma potência de 219 Megawatts, é a maior, atualmente, a operar em Portugal e uma das maiores da Europa não subsidiada, promovida pela WElink Energy/Solara4 em parceria com a China Triumph International Engineering Company (CTIEC), segundo explicam os responsáveis pelo projeto, acrescentando que, “comparativamente, é cerca de cinco vezes superior à Central da Amareleja, que, em 2008, era a maior central solar do mundo”.

      O projeto conta com 661.500 painéis instalados, que ocupam uma área descontínua de 320 hectares, acompanhando a orografia do terreno e mantendo corredores verdes, o que representou um desafio da engenharia para minimizar o impacto no meio ambiente. No total, 40 postos de transformação fazem a ligação entre a subestação da Central e a subestação da Rede Elétrica Nacional (REN) em Tavira.

      Lançada em março de 2017, a Central Fotovoltaica Riccardo Totta – até aqui designada por Solara4 ou Central Fotovoltaica de Alcoutim – começou a ser implementada em 2019, num processo de engenharia moroso, sofreu uma paragem em 2020 devido à pandemia de covid-19 e ficou concluída este ano, tendo recebido, a 15 de setembro, a licença de exploração por parte da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

      A maior central solar do país ganha o nome de Riccardo Totta, em homenagem ao proprietário do terreno que colaborou com a WElink/Solara4 para que o projeto se concretizasse.

    10. União Europeia insiste em carregador universal

      União Europeia insiste em carregador universal

      Apesar de há muitos anos estar na ordem do dia, a criação de um carregador universal para telemóveis ainda vem longe.

      Agora e novamente, a Comissão Europeia, aproveitando a acção conjunta dos 27 países que formam a UE em torno da compra das vacinas e do PRR, parece estar decidida a colocar um ponto final nesta questão e acabar com o desconforto dos cidadão que enfrentam a compra de carregadores de todos os tamanhos e feitios e harmonizar o formato do interface de carga em torno de um único modelo.

      A proposta apresentada esta semana pela Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu, vai alterar uma diretiva do ano de 2014 e pode fazer com que todos os dispositivos comercializados na União Europeia sejam compatíveis com um carregador USB-C. Para os equipamentos que requerem mais potência e voltagem, a proposta é a da utilização da tecnologia padrão USP-PD.

      A iniciativa é do comissário da Indústria e Mercado Interior, Thierry Breton e destina-se a acabar com a obrigatoriedade de comprar o carregador no momento da compra do dispositivo eletrónico. Em Bruxelas, calcula-se que tal vai trazer uma poupança aos consumidores europeus da ordem dos 250 milhões de euros. É claro que, a implementação da medida, vai demorar e contará com a resitência das empresas, em especial da Apple que não utiliza aquele tipo de carregadores.

      Em 2018, os carregdores foram responsáveis pela formação de onze mil toneladas de resíduos eletrónicos, com emissões associadas de seiscentas quilotoneladas de CO2, informou a Comissão Europeia.

    11. Moura produzirá painéis solares e baterias

      Moura produzirá painéis solares e baterias

      Trata-se de um consórcio entre o grupo português Lux, liderado por Rui Torrão e Paulo Torrão, que atua no sector do turismo e o empresário Miguel Matias, do setor das energias, ex-diretor de Inovação da Galp Energia e fundador do Grupo Self Energy e da Optimeyes Energy Ltd, com sede em Londres.

      O Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e o secretario de Estado da Energia, João Galamba, estivrea, presentes no arranque da nova fábrica de painéis solares fotovoltaicos flexíveis e de baterias de lítio de alta temperatura de Moura.

      O projeto tem em vista a implantação de uma unidade industrial inovadora, a qual «combinada a produção de painéis solares flexíveis de baixo peso e de baterias de alta eficiência de lítio, num investimento inicial de cerca de 5 milhões de euros, cofinanciado pelo Programa Operacional Alentejo 2020 em cerca de 2,96 milhões de euros e que deverá recuperar, em Moura, mais de 40 postos de trabalho diretos, uma parte dos quais altamente qualificados, e outros 200 postos de trabalho indiretos na promoção, venda, desenvolvimento e instalação das soluções a fabricar», segundo a autarquia

      A cerimónia foi o primeiro passo visível deste projeto classificado como relevante e resulta de «um intenso esforço de promoção do Município de Moura, da região Alentejo e do Pais como plataforma para o desenvolvimento industrial das tecnologias verdes».

      Em Moura, a parceira tecnológica selecionada para a energia solar fotovoltaica é europeia e líder nos painéis de alta eficiência possibilitando que estes, além de flexíveis, apresentem um peso oito vezes inferior aos tradicionais, permitindo a sua aplicação em superfícies curvas, ou mesmo embutidas em telhas ou outro tipo de coberturas.

      Relativamente à tecnologia eleita para a produção de baterias de lítio de alta eficiência “XNRGI”, tem já uma patente registada nos EUA e uma fábrica em operação na Índia, sendo a unidade fabril de Moura a primeira do género no mercado europeu.