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Categoria: Algarve

  • CCDR Algarve e AMAL propõem reforço de 164,4 milhões no PRR regional

    CCDR Algarve e AMAL propõem reforço de 164,4 milhões no PRR regional

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve defendeu o reforço dos investimentos públicos no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, mais alojamento estudantil, requalificação e preservação do património cultural classificado e dinamização da economia azul, no âmbito da consulta pública do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Tendo sido aberta entre o dia 6 e 21 de abril a consulta pública relativa à Proposta de Atualização do PRR, a CCDR Algarve retomou a análise efetuada anteriormente pelo seu Conselho Regional em 21 de fevereiro de 2021, revisitando as candidaturas entretanto aprovadas e em execução e os projetos submetidos na primeira oportunidade, defendendo o reforço das verbas inicialmente previstas, num trabalho desenvolvido em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

    Os investimentos previstos nas componentes procuram a adequação da resposta de alojamento estudantil , a reabilitação do património classificado, o Hub Azul do Algarve e descarbonização economia do mara construção de novas infraestruturas e recuperação, reabilitação e ampliação de escolas do 2.º e 3.º ciclos e escolas secundárias, a Área de Acolhimento Empresarial de Lagos, a ponte Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana, a variante Norte a Olhão e reclamada também a requalificação da Estrada Nacional 2, entre Faro e São Brás de Alportel, o reforço do investimento alocado ao Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve) e a renovação da linha do Sul, no troço entre a Torre Vã e Tunes.

    A CCDR Algarve destaca a defesa da requalificação do património cultural classificado «sendo necessário um montante estimado de 35,4 Milhões de Euros, conforme levantamento efetuado pela área governativa da Cultura, através da Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCA)».

    O PRR é classificado um dos principais instrumentos no âmbito do mecanismo de financiamento extraordinário da União Europeia (UE) Next Generation EU. Prevê um conjunto de reformas e de investimentos desenhados para acelerar a recuperação económica, no seguimento da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2, e a convergência com a União Europeia numa economia mais verde, mais digital e competitiva.

    No âmbito da sua missão e atribuições, compete à CCDR Algarve a coordenação e articulação das diversas políticas sectoriais de âmbito regional, contribuindo para a definição das bases gerais da política de desenvolvimento regional, no âmbito da política de desenvolvimento económico e social do País, dinamizando e participando nos processos de planeamento estratégico de base territorial, bem como fomentar parcerias entre agentes regionais e elaborar programas integrados visando a coesão e a competitividade territoriais.

    No âmbito da Lei Orgânica das Comissões de Desenvolvimento Regional, compete ao Conselho Regional, órgão consultivo da CCDR, representativo dos vários interesses e entidades relevantes da região, entre outras, «pronunciar-se sobre os projetos de relevância nacional a instalar na região” e “dar parecer sobre os planos e programas de desenvolvimento regional, nomeadamente sobre os planos e programas de investimentos da administração central na região».

  • PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    PCP diz que ainda há amianto nas oficinas do município de Tavira

    Os trabalhadores reclamam a retirada das coberturas de fibrocimento, contendo amianto, perigoso para a saúde humana, não havendo, segundo eles, até ao momento nenhuma data para sua retirada.

    Para o PCP «são necessárias obras nas oficinas de mecânica, eletricidade e carpintaria, para alargar os seus espaços, melhorar o arejamento e aumentar a sua capacidade de armazenamento. Instalar um ponto de água, remodelar o refeitório com o fornecimento de uma refeição a baixo custo, melhorar as instalações sanitárias e balneários e requalificar a entrada dos armazéns, que alaga com a água da chuva são outras intervenções urgentes e reclamadas pelos trabalhadores».

    O PCP chama a atenção para a necessidade da melhoria das condições laborais, «nomeadamente a implementação de jornada contínua de trabalho nos meses de maior calor, minorando a penosidade das tarefas, o reforço do período de férias para os trabalhadores que não o gozam no período estival e o alargamento do Suplemento de Penosidade e Insalubridade a trabalhadores que lidam, diariamente, com produtos tóxicos, como na mecânica e pintura, são também questões focadas pelos trabalhadores como fundamentais à melhoria das suas condições de trabalho e a consequente promoção de um serviço público de qualidade no concelho».

    O PCP entende que a Câmara Municipal deve reunir com os trabalhadores, ouvir as suas propostas e a encontrar soluções para os problemas que precisam ser solucionados com urgência e fez um apelo aos trabalhadores para manterem a sua justa luta e à sua participação na jornada de luta do 1.º de Maio, em Faro.

  • Cimeira tecnológica ibérica em Olhão

    Cimeira tecnológica ibérica em Olhão

    Apoiada no crescimento exponencial da informática na Península Ibérica nos últimos anos, esta primeira edição da Iberian Technology Summit que se vai realizar em Olhão, quer dar um impulso extra à indústria técnica na região do Algarve.

    Começa amanhã dia 28 e acaba a 29 de Abril, no Real Marina Hotel & Spa em Olhão, com previsão de 800 participantes que vão assistir a uma Hackathon, Workshops e apresentações de uma série de especialistas. A Iberian Technology Summit (ITS) reunirá profissionais de TI e digitais.

    Kaila Bloomfield, organizadoras do evento, confia que seja oferecida «uma oportunidade única para indivíduos de todas as origens e níveis de competências se reunirem e explorarem as últimas inovações em TI e software».

    O encontro acolhe quem esteja à procura de iniciar uma nova carreira, avançar a sua atual ou encontrar uma forma de entender como fazer crescer o seu negócio, não sendo «necessário qualquer conhecimento prévio».

    A cimeira receberá líderes da indústria que apresentarão sessões sobre tecnologia e soluções empresariais em inglês, português, e espanhol. Estão previstas 54 apresentações e 11 workshops práticos de alta qualidade sobre como utilizar os produtos Microsoft para resolver os desafios da vida real das empresas. Oradores como Jon Levesque (Washington, EUA), Maíra Wenzel (Los Angeles, EUA) e Miguel Coquet (Faro, PT) partilharão o seu ponto de vista sobre envolvimento, adoção e como criar centros locais de conhecimento que influenciam empregos, comunidade e melhor concorrência no mercado.

    Os workshops irão cobrir uma série de tópicos, incluindo “RH num dia à maneira da Microsoft”, “Como utilizar a IA” e “Como criar um centro automatizado de contacto com o cliente”. Uma vez que os lugares são limitados para os workshops, uma pequena taxa de reserva garantirá um lugar.

    Uma Plataforma de Poder Hackathon terá também lugar onde as equipas terão a oportunidade de desenvolver soluções de software para desafios relacionados com as alterações climáticas, com uma recompensa para a melhor equipa. Além disso, os peritos apresentarão sessões sobre soluções Microsoft e oferecerão conselhos àqueles que querem juntar-se à indústria mas não sabem por onde começar, bem como como levar as empresas numa viagem técnica mas de custos minimizadores.

    A Iberian Technology Summit é principalmente apoiada pelo International Workplace Group (IWG), Microsoft e KnK Group, e o salão de exposições, os coffee breaks e os eventos noturnos darão aos participantes a oportunidade de se encontrarem com possíveis empregadores e de estabelecerem uma rede de contactos com os seus pares.

  • Estágios Internacionais de Atletismo em Lagoa

    Estágios Internacionais de Atletismo em Lagoa

    No período da Páscoa, recebeu uma equipa da Alemanha (LG Brilux Muenster), outra da Dinamarca (Vejle if Atletik) e duas da Bélgica (Zwat e Atletiek Volharding Beveren) num total de mais de 40 atletas.

    Na semana passada, de 17 a 22 de abril, a pista de atletismo da Bela Vista recebeu o estágio da Seleção Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo(FPA), onde marcaram presença o técnico nacional de 400m/ 400m e 12 atletas convocados pela FPA.

    A autarquia considera que «tem sido muita para realizar estágios na nova pista de atletismo do Estádio da Bela Vista, entre equipas estrangeiras, equipas nacionais e seleções nacionais, vários têm sido os atletas que têm treinado na mais recente pista, com excelentes condições que esta oferece, bem como nas quatro rampas existentes».

    Salienta que para além do clima ideal para a prática da modalidade, as excelentes condições do equipamento desportivo são os principais fatores de atratividade reconhecidos por atletas e treinadores e que entre alojamentos, alimentação e lazer, estes estágios representam para a economia local uma importante fonte de receita,
    destacando «a relevância das políticas municipais para o desenvolvimento desportivo do concelho, que investe na constante melhoria dos equipamentos desportivos».

    Recorde-se que a atleta Patrícia Mamona escolhe, frequentemente, Lagoa e a pista de atletismo do Estádio da Bela Vista para treinar, tendo inclusive marcado presença na cerimónia de inauguração da nova pista.

    «Trabalhamos diariamente para promover a prática desportiva no concelho, para dar as melhores condições aos nossos atletas. No entanto, também apostamos no turismo desportivo como apoio à nossa economia local. Ter instalações desportivas de excelência e vê-las a serem reconhecidas na europa é uma mais valia para o concelho», realça Luís Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

  • Colisão no cruzamento da Praia Verde na EN 125

    Colisão no cruzamento da Praia Verde na EN 125

    Desta vez foi mesmo uma viatura da GNR uma das envolvidas numa colisão que ocorreu esta noite no cruzamento das Praia Verde, para o qual a câmara municipal de Castro Marim outras entidades têm reclamado a necessidade de existência de uma rotunda, dado se tratar de um local que proporciona muitas colisões.

    Há três feridos, dois com gravidade. No local estavam 21 operacionais auxiliados por oito viaturas.

    Com Arenilha TV
  • Corpo de de homem encontrado no areal de Altura

    Corpo de de homem encontrado no areal de Altura

    Na sequência de um alerta, dado através de um concessionário da praia, deslocaram-se para o local elementos do comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, da equipa de Vigilância Motorizada, dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim e do INEM.

    O óbito foi declarado no local pela Delegada de Saúde, tendo o corpo sido transportado para o Instituto de Medicina Legal de Faro.

    com Arenilha TV
  • Continua a criação de taxas para resolver problemas estruturais

    Continua a criação de taxas para resolver problemas estruturais

    Cada taxa que se cobra sobre os turistas, é mais um prego na competitividade do turismo algarvio, em relação as outros destinos que competem com a Região, todos o sabem.

    Comentando a proposta feita pelo Governo na passada sexta-feira aos municípios com menos água, nomeadamente do Algarve, para criarem taxas turísticas que revertam para a sustentabilidade ambiental, o presidente da AMAL afirmou que «esse é o princípio que está na origem da cobrança de um valor aos turistas por cada dormida, embora as taxas turísticas tenham sempre de ser impostas por cada autarquia no seu concelho», do que se deduz que não apenas se trata de um apoio à proposta, como também a assunção da sua viabilidade, em relação ao Algarve.

  • 25 DE ABRIL vive no coração do povo

    25 DE ABRIL vive no coração do povo

    Naquela madrugada, tudo eram incertezas, menos para aqueles que se movimentavam já para as posições previamente combinadas, nos planos dos militares.

    Que se movimentavam para colocar ponto final na ditadura iniciada por Salazar, na sequência do golpe contra a Segunda República, o qual haveria de instituir um regime fascista de perseguições, prisões, morte , degredo, guerra e vida arrastada, exceto para a meia dúzia de privilegiados do regime.

    A história do 25 de Abril será hoje recontada por todo o país, em múltiplas iniciativas promovidas pelos partidos, autarquias locais e Assembleia da República, em apoio do regime democrático e constitucional e se opõem ao regresso das teorias que, em 1926, arrastaram Portugal para a cauda da Europa e o isolamento internacional.

    O 25 de Abril é, sem dúvida, de todos os democratas, partidos e cidadãos, mas ninguém se deve admirar pelo facto de o PCP, que apesar de ilegalizado por Salazar e Caetano, organizasse a luta clandestina no interior do País, tendo os seus militantes sido aqueles que mais perseguidos foram pelo regime que caiu em 25 de Abril e sinta muito mais a alegria da transição democrática.

    Na passada sexta-feira, no Arquivo Histórico Municipal, assistimos a uma conferência pelo professor Mário Sousa, onde deu nota da vida de resistência contra a ditadura dos algarvios que combateram o regime, apresentando nomes, participações em ações de luta e as motivações, algumas absurda e fruto de denúncias, expressas em fichas da extinta PVDE – PIDE – DGS.

    Celebremos pois Abril, já com o perfume que anda no ar das próximas comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, no próximo ano.

    José Estêvão Cruz
    Diretor
  • 500 milhas do ACP partiram de Faro

    500 milhas do ACP partiram de Faro

    As 500 Milhas ACP com clássicos elegantes na maior estrada da Europa. A prova do ACP Clássicos estendeu-se por 740 quilómetros e 16 horas, numa maratona de História e resistência. 

    Com partida de Faro, a Estrada Nacional 2 recebeu, no sábado, a 18.ª edição das 500 Milhas ACP, uma das maiores provas de regularidade histórica na Península Ibérica, que levou 65 equipas a percorrer a ligação entre Faro e Chaves.

    «Todos os anos, as 500 Milhas ACP são um desafio para largas dezenas de equipas, aos comandos de automóveis produzidos entre as décadas de 50 e 70 do século passado. Na edição deste ano estiveram em prova 65 exemplares clássicos, numa maratona que atravessou Portugal continental de sul para norte, entre Faro e Chaves, num percurso pela Estrada Nacional 2 que totalizou 740 quilómetros», anota o ACP sobre a prova.

    O apelo das 500 Milhas ACP voltou a atrair diferentes gerações, pois no pelotão abundaram os casos de pais e filhos, de avós e netos, unidos pelo gosto dos Clássicos e das provas de Regularidade. Exemplo disso, o caso de Ricardo Seara Cardoso, navegado pelo pai, Carlos Seara Cardoso, num belo Bond Equipe GT, exemplar construído em 1971 por um pequeno fabricante inglês. Além de vários modelos históricos da Porsche, Jaguar, Mercedes-Benz ou Alfa Romeo, as 500 Milhas ACP também tiveram três Alpine A110, um raro AC Aceca de 1960, um Fiat 600 Derivazione Abarth 750 (de 1959), ou um Austin Healey de 1954, o carro mais antigo em competição. 

    As equipas concentraram-se em Faro, na tarde de sexta-feira, para as verificações, com o primeiro concorrente a arrancar da cidade algarvia na manhã seguinte, logo pelas 06h01. Seguiu-se a travessia do território continental português, num périplo que passou por Ferreira do Alentejo, Mora, Abrantes, Sertã, Tondela, Lamego e Santa Marta de Penaguião. Pelo meio, a caravana fez uma paragem em Constância, no distrito de Santarém, onde máquinas e pilotos puderam recuperar energias para a segunda metade da maratona.

    Durante a tarde, a caravana parou na cénica Barragem da Aguieira, que antecedeu a última secção, com os 218 quilómetros finais, rumo a Chaves. A chegada à histórica cidade transmontana aconteceu já de noite, depois das 22h00, culminando uma competição com 19 classificativas de Regularidade, com as equipas divididas em três categorias (consoante o ano de fabrico dos automóveis). 

    Emoção até ao último quilómetro 

    E apesar de ser uma prova com mais de 700 quilómetros, a discussão pelos primeiros lugares em cada categoria foi muito renhida, o que atesta a qualidade e a preparação das equipas.

    Sancho Ramalho e António Caldeira venceram a Categoria G e foram também a formação que menos penalizou em todo o percurso, com um Alfa Romeo 2000 GTV. A escassos 3,5 pontos ficaram Ricardo e Carlos Seara Cardoso, no Bond Equipe GT, num duelo que gerou incerteza mesmo até à entrada em Chaves, até porque Miguel Ferraz de Menezes e Rui Rola Martins também ficaram a apenas 7,5 pontos do vencedor, num Alfa Romeo Junior Zagato. 

    Na Categoria F, Pedro Manso Pires e Luís Caetano (Austin Mini Cooper S) receberam em Chaves o troféu do primeiro lugar, mas Carlos Brízido e António Costa (Porsche 911 E) ficaram a apenas 5,2 pontos, com Pedro Black e Suzana Freire D’Andrade (Volvo 122-S) a completarem os lugares do pódio. 

    Já na Categoria E, reservada aos automóveis mais antigos, os Jaguar Mk2 monopolizaram as primeiras posições, com o triunfo de Pedro Carregosa e Ekta Sureschandre, na frente de Frederico Valsassina e Vasco Mendes, enquanto o Porsche 356 de Fernando Carpinteiro Albino e Xavier Albino ficou logo atrás.

    Para Luís Cunha, secretário-geral do ACP Clássicos, a competitividade da prova e a resistência de máquinas e pilotos foram os grandes destaques desta 18.ª edição das 500 Milhas ACP: “Continuamos, felizmente, a ter uma parte significativa do nosso pelotão composto por automóveis dos anos 50 e 60, mas vemos também automóveis cada vez mais bem preparados e equipas com um grande nível desportivo. Foram registadas pouquíssimas falhas mecânicas, o que é de realçar num percurso de 740 quilómetros realizados num único dia. Atravessar a Estrada Nacional 2 é sempre um desafio especial, pela diversidade de paisagens e pelo apelo da condução”, afirmou Luís Cunha. 

    com MotorSports – ACP

  • «Viagem ao Algarve» esteve exposta em Lepe

    «Viagem ao Algarve» esteve exposta em Lepe

    Inaugurada em novembro de 2022, por ocasião do lançamento da Rota Literária Saramago no Algarve, a exposição, que resulta de uma recolha fotográfica feita a partir dos locais visitados pelo Prémio Nobel da Literatura, português, aquando da sua visita ao Algarve, em resultado da sua obra Viagem a Portugal.

    Esteve patente ao público na Capilla de San Cristóbal, em Lepe (Espanha), até hoje, integrada no programa da XXIX Festa da Cultura e do Livro de Lepe.

    A inauguração da exposição, em Lepe, realizou-se no dia 11 de abril, em cerimónia presidida pelo alcaide de Lepe, Juan Manuel González, e contou com as intervenções de Adriana Freire Nogueira, Diretora Regional de Cultura do Algarve, de Carlos Afonso, presidente da Associação 1/4 Escuro, de Diego Mesa, autor da publicação Viagem ao Algarve e da “Rota Literária Saramago no Algarve”, e de José Luis Silva, diretor do Taller Municipal de Fotografía de Lepe.

    A “Rota Literária Saramago no Algarve”, escrita por Diego Mesa, a partir do seu livro Viagem ao Algarve, foi inspirada na Viagem a Portugal de José Saramago, e dá a conhecer um novo olhar sobre os locais que o Prémio Nobel da Literatura visitou em 1980. Os itinerários de Vila Real de Santo António e Castro Marim já estão disponíveis na página da DRCAlg,

    Saramago, aquando da sua visita a Portugal, entra no Algarve por Alcoutim. Enganado pela prespetiva não percebe que do outro lado da Margem do Rio é Sanlucar, dada as semelhanças na paisagem. A Raia, a linha de fronteira que separa geograficamente Portugal e Espanha, é um território de partilha de elementos históricos, linguísticos, culturais e económicos.

    Os projetos Rota Literária Saramago no Algarve e a exposição Viagem Fotográfica pretendem ser também elementos de ligação entre as Regiões EuroAAA (Alentejo, Algarve e Andaluzia). Estes projetos constituem uma oportunidade para dar a conhecer os territórios que inspiraram vários escritores, nomeadamente os lugares, os monumentos, as paisagens, os sabores, as tradições, os costumes e as gentes.

  • Busca dramática por jovem desaparecida em Monte Gordo

    Busca dramática por jovem desaparecida em Monte Gordo

    Segundo o Capitão do Porto de Vila Real de Santo António, João Martins, a rapariga terá entrado na água por volta das 20h00, de ontem, para praticar Stand Up Paddle e devido ao vento norte que se fazia sentir na altura terá perdido o controlo e levada em direção ao mar alto.

    Há 16 operacionais, auxiliados por cinco meios terrestres, marítimos e aéreos, entre eles um avião da Força Aérea Portuguesa e uma Lancha da Marinha Portuguesa. De referir que estão também nas buscas no terreno, desde a primeira hora, operacionais espanhóis., tendo as buscas sido alargadas até Olhão.

    A Autoridade Marítima Nacional, na sequência de um alerta recebido pelas 20h30 de ontem, 15 de abril, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), a informar que uma jovem tinha entrado no mar com uma prancha de stand-up paddle, não conseguindo remar para terra, dá nota de terem sido «ativados para o local elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, da Estação Salva-vidas de Vila Real de Santo António, da Estação Salva-vidas de Tavira, o navio NRP Cassiopeia, da Marinha Portuguesa, bem como elementos da Unidade de Controlo Costeiro (UCC), da GNR, e da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR), de Espanha, para efetuar buscas por mar».

    Foram também ativados para o local militares da Marinha Portuguesa, com recurso à mota 4×4, da Vigilância Motorizada da Autoridade Marítima Nacional e elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Vila Real de Santo António, com recurso a viaturas todo-o-terreno, para efetuarem buscas por terra, assim como uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

    Nas operações de busca, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, estão empenhadas uma embarcação do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, duas embarcações das Estações Salva-vidas de Vila Real de Santo António e Tavira, o navio NRP Oríon, da Marinha Portuguesa, uma embarcação da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR), uma embarcação da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, bem como uma mota 4×4 da Vigilância Motorizada da Autoridade Marítima Nacional, uma viatura do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, uma viatura todo-o-terreno do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Real de Santo António e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

    O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado e encontra-se a prestar apoio aos familiares da vítima.

    Com Arenilha TV.
  • Lagoa investiu 3,381 milhões em educação

    Lagoa investiu 3,381 milhões em educação

    A autarquia sublinha que «tem vindo a apostar, cada vez mais, na área da educação, com aplicação de uma política de ‘Educação para Todos’, que contempla medidas e condições indispensáveis para o cumprimento de uma educação universal e uma educação com uma forte componente social, que, por um lado, disponibiliza mais e melhores condições às crianças e jovens e, por outro, apoia as famílias com os encargos e despesas com a educação dos filhos».

    A despesa com a educação ascenderá a cerca de 3,5 milhões de euros, se for considerado o gasto com «o pessoal não docente, programas de apoio aos alunos, oferta educativa diversificada, transportes escolares, refeições, prolongamento de horário e enriquecimento curricular, bem como na manutenção e apetrechamento das escolas do concelho».

    E esclarece que, da verba total investida no setor da educação, a contratação de pessoal não docente absorveu mais de 810 000.00 mil euros; o prolongamento de horário, na Componente de Apoio à Família e Atividades de animação e Apoio à Família, captou mais de 381 000,00 mil euros, enquanto o apoio para despesas gerais ultrapassou os 260 000.00 mil euros.

    O investimento nos transportes escolares atingiu os 116 000.00 mil euros, tendo o restante valor sido investido na ação social escolar, apetrechamento das escolas e em projetos de promoção de programas específicos, tais como o “Portal Bullying”, “Aprender+”, “Lagoa a Ler”, “EPIS”, e tem vindo a potenciar o enriquecimento curricular, social e pessoal das mesmas.

    À promoção destes programas juntam-se ainda os projetos nas áreas da psicomotricidade, da psicologia, neuropsicologia, terapia da fala, mediação escolar, prevenção da violência escolar, música no pré-escolar e 1º ciclo.

    A autarquia destaca ainda a sua politica de «estreita proximidade com os agentes educativos e com a comunidade escolar, numa verdadeira cooperação que permite realizar uma forte aposta na educação das novas gerações».

    «Hoje, mais do que nunca, Lagoa demonstra uma preocupação com a área da Educação tornando-a, cada vez mais, uma das suas maiores prioridades e um dos seus maiores investimentos. Os Agrupamentos de Escolas existentes no concelho (Agrupamento de Escolas Rio Arade e Agrupamento de Escolas ESPAMOL) tem hoje mais alunos, maior oferta formativa, são agrupamentos mais procurados por alunos não residentes no concelho, tem melhores condições e são um exemplo a seguir a nível regional e nacional», sublinha

    Quanto à mitivação, considera o presidente das câmara municipal que «Investir na educação, das nossas crianças, dos nossos jovens, dos nossos adultos e dos nossos seniores, é a nossa maior prioridade. Seja através das escolas, das IPSS´s, da Universidade Sénior ou do nosso Centro Qualifica. Lagoa é e será, cada vez mais, uma cidade educadora”.

  • CCDR Algarve já tem programa 2030

    CCDR Algarve já tem programa 2030

    É o resultado de «prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia» e coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais, o que «obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo», afirma o organismo regional.

    A CCDR algarvia nota que «do contexto regional e do balanço do PO Algarve 2020, reforçam-se os elementos estruturantes da visão estratégica para a região, pela incorporação de conhecimento e inovação na valorização dos recursos endógenos diferenciadores; a preservação de elementos de identidade territorial, ora com novas ameaças e riscos; a qualificação de estruturas físicas e amenidades do território, enquanto instrumentos fulcrais para a atratividade de investimentos e residentes, e a capacitação multinível e intersectorial dos agentes de transformação do território, dos recursos humanos, das empresas e das instituições públicas e associativas, alavancando os ativos patrimoniais, culturais e turísticos

    Resultante da decisão na reunião extraordinária do Conselho Europeu de julho de 2020, 300 milhões de euros destinam-se a acelerar a diversificação da base económica, robustecendo os atores e ativos regionais, tornando-os mais resilientes e aptos para responder a choques externos, «com o intuito de minimizar os fortes impactos económicos e sociais, procurando desenvolver os setores de especialização regional (EREI), e potenciar a correção de desequilíbrios crónicos derivados do perfil assente nos serviços, em particular no turismo, muito afetado pela pandemia».

    Esperam os responsáveis que, em termos operacionais os objetivos de política e os objetivos específicos mobilizados contribuiam para concretizar a visão: de uma região «reconhecida internacionalmente pela qualidade de vida e identidade, dotada de atores capacitados para fazer face aos novos desafios, por via de escolhas sustentáveis, conducentes a um Algarve mais inteligente, mais conectado, mais verde e com menos carbono, mais social e inclusivo, mais coeso e próximo das pessoas.»

    Reconhecida a fragilidade da estrutura empresarial, «a mudança de perfil exige uma política robusta em matéria de atração de investimento e promoção de novos negócios».

    Desta forma, tendo em vista um Algarve mais competitivo, a aposta passa prioritariamente pela «consolidação do ecossistema de inovação como fator de competitividade e sustentabilidade, reforçando a colaboração entre produtores de conhecimento e o tecido empresarial, estimulando a digitalização da economia e os domínios da EREI (turismo, mar, saúde, recursos endógenos terrestres, indústrias culturais e criativas, digitalização e TIC, sustentabilidade ambiental) alinhados com os desafios societais.»

    Esperam que as comunidades de inovação, baseadas em processos de descoberta empreendedora, entre os centros de investigação e as empresas, deverá resultar o desenvolvimento de novos produtos, soluções e serviços, que com caráter inovador, promovam o desempenho económico regional, capitalizem emprego adequadamente remunerado e a desejável qualidade de vida.

    No Turismo, motor do crescimento regional nos anos pré-pandemia, a aposta passa pelo apoio à sua requalificação em moldes ambientalmente mais sustentáveis e que contribuam para a redução da sazonalidade e para o aumento do seu valor acrescentado.

    Dizem também que se vai procurar partir do reconhecimento internacional do destino Algarve para fomentar circuitos de comercialização e consumo de base local e para alavancar a visibilidade externa e a exportação de produtos de qualidade diferenciadores (citrinos, vinho, frutos secos, doçaria, flor do sal, mariscos, algas), cujas cadeias de valor são aposta para a diversificação.

    Face ao PR 2020, vão ser reforçadas as dotações de apoio à internacionalização e as relativas ao sistema de incentivos de base territorial (para melhor aderência às realidades e prioridades regionais), mas também para fomentar o aumento da copromoção empresas/academia nas áreas de especialização das infraestruturas tecnológicas existentes na Região. Complementarmente, procurar-se-á garantir a cobertura de conectividade de alta velocidade (5G), estando os apoios focados nas áreas de baixa densidade e interior.

    Para um Algarve mais verde e com menos carbono, em linha com o Pacto Ecológico Europeu e a Lei Europeia do Clima, a refletir no PNEC, as intervenções a apoiar serão direcionadas para minimizar as vulnerabilidades da região às alterações climáticas e à descarbonização. Será promovida a gestão adequada dos recursos hídricos (em linha com o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve) e dos resíduos; defesa, adaptação e valorização da biodiversidade e gestão e valorização das áreas protegidas; descarbonização nos diferentes setores da economia, incluindo os transportes; a eficiência energética, o combate da pobreza energética, a produção e utilização de energias renováveis, bem como a incorporação de processos de produção mais circulares.

    Face ao PR 2020, reforçam-se as dotações para valorizar e tornar resilientes os recursos e ativos territoriais, mitigando riscos e adaptando os territórios e as comunidades para os efeitos crescentes das alterações climáticas. Regista-se uma aposta na mobilidade urbana intermodal sustentável, com dimensões que vão da micrologística funcional à estruturação de oferta de transporte público descarbonizado, que sirva a maior bacia de emprego do sul do país.

    Para um Algarve mais social e inclusivo, em linha com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, o foco centrar-se-á no reforço da oferta de qualificações de nível superior, em áreas que permitam alimentar, com jovens qualificados, as apostas na diversificação da base económica regional, procurando estruturar-se redes de qualificação, públicas e privadas, de nível intermédio e superior, por forma a reforçar sinergias e complementaridades e suprir necessidades emergentes nos domínios EREI, bem como promover uma cultura de formação permanente ao longo da vida, que acelere as transformações digital e climática, e estimulem a requalificação e adaptabilidade de trabalhadores e empregadores, afirmando a região no quadro da sociedade do conhecimento.

    Por outro lado, e tido como garante de melhor inclusão social, vão promover atuações que inovem nas respostas e nos serviços de interesse geral para enfrentar os desafios demográficos, por forma a potenciar os fatores de fixação e atratividade de jovens e profissionais altamente qualificados, para reverter a perda demográfica em escalões etários jovens, atenuar o aumento do índice de envelhecimento e manter um crescimento populacional sustentável, pela melhoria dos fatores de competitividade regional e o investimento na qualidade do emprego. Daí que, em matéria de apoios ao emprego, de qualificações e competências, as prioridades terão em conta as necessidades específicas dos territórios de baixa densidade, designadamente em matéria de valorização dos recursos endógenos, de energias limpas e renováveis, de mobilidade e circularidade.

    Face ao PR 2020, consagra a programação uma reorientação significativa: «prioridade no acesso e criação de emprego com promoção das qualificações e do emprego qualificado, redução dos apoios de banda larga à criação de emprego e ao empreendedorismo, reforço significativo das verbas destinadas à qualificação de nível superior e à inserção de jovens no mercado de trabalho, à adaptação à mudança de trabalhadores, empresas e empresários, bem como o reforço das verbas para a inclusão social e saúde, em particular nos investimentos ao nível da medicina nuclear».

    Para fomentar um Algarve mais coeso e próximo dos cidadãos, as intervenções incidirão nas zonas urbanas e nas não urbanas, centradas em abordagens e instrumentos territoriais distintos, em função das caraterísticas territoriais, funcionais ou temáticas.

    Assim, nas áreas urbanas pretende-se consolidar a abordagem prevista no modelo territorial, explorando as complementaridades entre os polos urbanos, única via para promover a coesão territorial e a inserção competitiva da região em escalas macro (Ibérica e faixa atlântica). Para tal evidenciam-se os instrumentos alinhados com os centros regionais estruturantes, bem como numa abordagem intermunicipal para outros tipos de ação complementares.

    Nos restantes instrumentos, um dos objetivos prioritários é o reforço das redes e de Serviços de Interesse Geral, com vista à adequada provisão e acessibilidade por parte das populações: nas zonas urbanas, garantindo as necessárias complementaridades entre serviços já existentes ou a criar; nas zonas não-urbanas, garantindo um nível de cobertura mínima de serviços básicos, e de condições de base, sem as quais é impossível fixar e atrair população, investimento e emprego.

    Nas áreas não urbanas, evidencia-se a proposta de Investimento Territorial Integrado (ITI) temático do Algarve e Alentejo, associado aos temas da água e ecossistemas de paisagem, promovendo o combate aos desequilíbrios regionais e potenciando as capacidades e os recursos comuns. Acresce uma abordagem de continuidade na valorização dos recursos endógenos, envolvendo os atores do território, através do Plano de Ação de Desenvolvimento dos recursos Endógenos (PADRE).

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional tem como missão assegurar a coordenação e articulação das diversas políticas sectoriais de âmbito regional, aqui se incluindo as responsabilidades de gestão que lhe sejam confiadas no âmbito da política de coesão da união europeia.

    Resultado de prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia «a programação do Algarve 2030 coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais. Tal obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo».

  • Ministro do ambiente acompanhou trabalhos em Silves

    Ministro do ambiente acompanhou trabalhos em Silves

    A visita foi aproveitada para fazer o ponto de situação das iniciativas em curso naquele concelho, no que respeita às candidaturas aprovadas, apoio à operatividade da Rede Primária de Faixas de Gestão do Combustível e ao processo de implantação das áreas integradas de gestão da paisagem.

    O ministro fez-se acompanhar pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, e o Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, ICNF, Nuno Banza.

    Pelo município de Silves esteve presente a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, o vereador Maxime Sousa Bispo e o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Florestas da CMS, Nelson Correia.

  • PCP mobiliza-se em defesa da Constituição de 2 de Abril de 1976

    PCP mobiliza-se em defesa da Constituição de 2 de Abril de 1976

    Durante a sessão, que teve abertura de Jerónimo de Sousa e encerramento por parte de João Oliveira, dirigida por Carina Infante, registaram-se diversas intervenções sobre o texto constitucional e os avanços sociais que, sob a sua égide tiveram lugar na sociedade portuguesa, aprovado faz hoje precisamente 47 anos.

    O PCP anunciou que vai continuar a desenvolver este tipo de ações e entende que é necessário levar às novas gerações a mensagem de que o texto constitucional não bloqueia o desenvolvimento e o progresso da sociedade portuguesa e é um texto cuja frescura abre caminho a avanços sociais, sendo um dos mais avançados do Mundo em direitos, liberdades e garantias.

    Para o testemunhar, basta ler o respetivo articulado.

  • Aquacultura do Algarve no Polo Azul de Olhão

    Aquacultura do Algarve no Polo Azul de Olhão

    Trata-se de uma infraestrutura que funcionará como um laboratório vivo, essencial para o desenvolvimento de serviços, bens e produtos nas áreas da biotecnologia, alimentação e valorização de recursos endógenos do mar, com conclusão da entrada em funcionamento prevista dentro de dois anos.

    Será reconstruído e ampliado o edifício existente no limite sul da área portuária de Olhão, no pontão nascente do porto de pesca, comprometendo-se o Consórcio à execução do projeto e criação de sinergias que «potenciem o desenvolvimento, atraiam empresas e investimento, e criem postos de trabalho».

    Abrangerá a área de 836 m2, onde vão ser serão instalados vários laboratórios de ensaios e cultivo de organismos marinhos, sendo o Polo dotado com capacidade para biologia molecular, biologia geral ou patologia, incluindo novas tecnologias e robótica, bioprospecção para a indústria cosmética e a farmacêutica.

    O Polo HUB Azul do Algarve resulta de uma candidatura a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência liderada pelo Município, e traduzir-se-á num investimento de 4,4 milhões de euros, repartidos pelo Fundo Azul e pela autarquia.

    Os responsáveis da autarquia pretendem «criar condições para uma economia do mar mais competitiva, mais coesa e inclusiva, mas também mais descarbonizada e sustentável, com maior capacidade de aproveitamento das oportunidades provenientes das transições climática e digital, ao mesmo tempo que se reforçam a formação e a capacitação técnica dos trabalhadores e estudantes na área do mar».

  • Rallye Casinos do Algarve de regresso a Silves

    Rallye Casinos do Algarve de regresso a Silves

    A prova será disputada este ano nos pisos de terra do município de Silves e regressa 28 anos depois ao principal rali algarvio, com o percurso a utilizar parte dos antigos troços de Águas Frias e do mundial de ralis.

    A parte competitiva começa amanha, na sexta-feira, dia 30 de Março, com o shakedown /qualifying stage em Lagoa e com a redesenhada super especial noturna de Lagos. No sábado o rumo é o do município de Silves, mais concretamente nas freguesias de S. Bartolomeu de Messines e S.Marcos da Serra, onde os concorrentes irão disputar 8 provas especiais de classificação, com uma visita por volta da hora de almoço ao parque de assistência em Lagoa. A prova encerra com a city stage de Portimão, com a cerimónia de pódio a ter lugar mais uma vez em frente no Hotel Algarve Casino.

    Pontuável para os Campeonatos de Portugal de Ralis, Clássicos de Ralis e 2 Rodas Motrizes, Campeonato Promo de Ralis e o Campeonatos Promo e Start Sul de Ralis, e detentor do selo verde enquanto evento sustentável da FPAK (beneficiando da atribuição do selo de Ecoevento por parte da ALGAR), a prova estará limitada a 60 viaturas inscritas.

    O Rallye Casinos do Algarve 2023 é uma organização do Clube Automóvel do Algarve, sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com o patrocínio da Solverde Casinos e Hotéis, dos municípios de Lagoa, Lagos, Portimão e Silves e ainda do Medronhito do Caldeirão. Poderá acompanhar o desenrolar nas redes sociais do CAAL (Facebook, Twitter,Instagram) e no site oficial www.rallyecasinosdoalgarve.com

    Surgido em 1970 como prova de concentração turística o Rallye Casinos do Algarve, então designado de Volta ao Algarve, depressa se afirmou como uma das provas de referência no que toca a classificativas em terra no Campeonato Português de Ralis, cujo calendário passou a ocupar a partir de 1973, e também como um dos grande eventos diferenciadores dentro da animação desportivo-turística da região algarvia fora da época alta turística.

    O prestígio da prova sobe quando em 1977 passa a integrar o calendário do Campeonato Europeu de Ralis, sendo palco da decisão do mesmo em 1980, edição em que o Audi Quattro faz a sua primeira aparição no mundo dos ralis, feito igualado pelo Lancia Delta S4 na edição de 1985.

    A prova passaria do Racal Clube para o Clube Automóvel do Algarve em 1993, passando a correr em pisos de asfalto, tendo sido palco da final do FIA European Rally Trophy em 2017 e 2018 e da Taça de Portugal de Ralis em 2014 e 2022, voltando agora ao seu piso original e revisitando os troços de terra do município de Silves.

  • Percorrer 7km para virar à esquerda em segurança na Nora

    Percorrer 7km para virar à esquerda em segurança na Nora

    Álvaro Araújo, presidente da autarquia reuniu, ontem por videoconferência, com o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, para encontrar uma solução para o cruzamento de Santa Rita (Nora), «cujos acessos foram vedados pela concessionária, causando prejuízos e constrangimentos a moradores e empresas».

    A solução definitiva para a resolução do problema da segurança naquele local, no entender do presidente, passa pela construção urgente de uma rotunda.

    A reunião contou com a presença do chefe de divisão de Obras Municipais e Espaço Público da Câmara Municipal de VRSA e de uma empresária local.

    No modelo de circulação agora definido, é necessário percorrer mais de 7 km para fazer inversão de marcha em segurança, nas rotundas mais próximas, para entrar ou sair no acesso principal à aldeia de Santa Rita sempre que tal manobra implique a viragem à esquerda ou o cruzamento da via principal.

  • Freguesias com apoio mediante candidatura

    Freguesias com apoio mediante candidatura

    Este vai comparticipar essas despesas a 100%, até ao máximo de 75 mil euros por freguesia, mediante candidatura prévia à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

    Poderão ser financiados gastos com equipamentos e dispositivos médicos; equipamentos de proteção individual; testes, análises laboratoriais e outros meios de diagnóstico; medicamentos; assistência de emergência a população vulnerável; ações de sensibilização e sinalização relativas à prevenção da doença; e ações de desinfeção e disponibilização de desinfetantes.

    Quando não recuperável nos termos da legislação em vigor, o IVA também será considerado despesa elegível.

    O Programa procura reconhecer «o papel das freguesias na primeira linha de resposta à pandemia, tanto na prevenção, como na proteção e apoio à população, especialmente a mais vulnerável, respostas que se revelaram fundamentais para ultrapassar uma crise sanitária sem precedentes. Garante, ainda, a igualdade no tratamento às Autarquias Locais, colocando as freguesias nas mesmas condições dos municípios e entidades intermunicipais, também ressarcidos por despesas no mesmo âmbito», segundo a CCDR Algarve.

    O apoio está disponível para todas as freguesias da Região, mediante a apresentação de candidatura à CCDR do Algarve até ao dia 17 de abril.

  • As atuais opções do Metrobus do Algarve

    As atuais opções do Metrobus do Algarve

    O estudo foi desenvolvido pela CCDR do Algarve com o objetivo de melhorar a acessibilidade em transoporte público naqueles concelhos, aumentar a atratividade para novas atividades económicas mais qualificadas, promover a inclusão social, consolidar o papel do aeroporto na região do Algarve e promover a descarbonização dos transportes.

    A ferrovia

    O estudo identificou constrangimentos importantes sobre a utilização de uma via única no canal ferroviário, este com poucas hipóteses de ser utilizado, que a coexistência com serviços em tram-train é muito difícil e que a sua inserção urbana implica importantes obras de adaptação das zonas de paragem, pasra além de ter sido considerado muito elevado o preço do material circulante.

    Contudo, esta solução parece apresentar importantes vantagens, designadamente a ligação ao Parque das Cidades e o serviço direto ao centro de Loulé.

    A rodovia

    Já em relação à flexibilidade a solução rodoviária introduz um desvio do corredor ferroviário na zona de Faro e a aproximação do Aeroporto à Universidade, a utilização de um corredor paralelo ao IC4, a norte do Patacão, coincidindo com a proposta do município de Loulé, propondo também uma extensão à Fuseta.

    Traçado

    A solução tecnológica de metrobus(BRT) apresenta acomplementaridade com a rede ferroviária: no centro de Olhão, Faro (Bom João), Patacão (estação proposta) e Parque das Cidades, releva a necessidade de atrair novos utilizadores para a ferrovia convencional, por via da melhor articulação entre os modos de transporte e pela utilização de veículos ambientalmente mais eficientes.

    Promove a utilização de veículos com melhor integração no tecido urbano e capacidade de expansão para outro tipo de serviços e procura responder às necessidades de mobilidade dos equipamentos e empreendimentos existentes e previstos. Apresenta uma oferta de maior qualidade, com horários mais adaptados às necessidades da população e melhores velocidades
    comerciais.

    São apresentadas algumas variantes de traçado do corredor de TPSP na cidade de Faro, como a proposta de aproximação à Estação Ferroviária de Faro (traçado base ); uma variante no acesso à estação de Bom João, que pode necessitar de envolver algumas operações de desenho urbano (traçado variante ) ou, por outro lado, criar um desvio ao centro da cidade de Faro (traçado a verde ).

    No presente estado de desenvolvimento do estudo estas soluções são encaradas em pé de igualdade, pelo que a CCDR Algarve entende que devem ser analisadas em maior detalhe em fases posteriores do estudo, no sentido de avaliar os méritos e deméritos relativos de cada solução.