FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Algarve

  • Simplex Urbanístico em debate no Algarve

    Simplex Urbanístico em debate no Algarve

    A iniciativa terá lugar no dia 16 de fevereiro, sexta-feira da próxima semana, a partir das 9:30 horas, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, no Campus de Gambelas, em Faro.

    A iniciativa é do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., Conselho Regional de Faro da Ordem dos Advogados e Secção Regional do Algarve da Ordem dos Arquitetos.

    Decorre da publicação do Decreto-lei n.º 10/2024, de 8 de janeiro, que vem proceder à reforma e simplificação dos licenciamentos no âmbito do urbanismo, ordenamento do território e indústria.

    Pretendem os organizadores promover um debate alargado, o qual será enriquecido com perspetivas diferentes trazidas por participantes no processo legislativo, académicos, advogados e arquitetos, bem como de técnicos da Administração responsáveis pela aplicação do novo regime.


  • Jornadas do Mundo Rural ocorrem em Alcoutim

    Jornadas do Mundo Rural ocorrem em Alcoutim

    A Sessão de Abertura é às 9h30, e será orientada por Osvaldo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Mário Tomé, presidente da Câmara Municipal de Mértola, e José Apolinário, presidente da CCDR Algarve.

    Quatro painéis no debate

    29 de Fevereiro:

    Painel 1 – ÁGUA (10h00): Especialistas discutirão sobre os desafios e estratégias para a gestão sustentável dos recursos hídricos.

    Painel 2 – ECOSSISTEMAS E PAISAGEM (15h00): Este painel abordará questões relacionadas com a preservação dos ecossistemas e paisagens.

    1 de Março:

    Painel 3 – AGROFLORESTA E O CLIMA (9h30): Serão debatidas as práticas de agrofloresta e sua relação com as mudanças climáticas.

    Painel 4 – CINEGÉTICA (15h00): Este painel discutirá questões relacionadas com a gestão cinegética, incluindo doenças dos coelhos e a assinatura do Protocolo entre a Autarquia e as Zonas de Caça Associativa.

    O evento é organizado em parceria com diversas entidades locais e nacionais e visa promover a discussão construtiva e busca de soluções para os desafios enfrentados pelo mundo rural.

    A organização espera a participação de representantes de diferentes setores e interessados no desenvolvimento sustentável da região.

    Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo Gonçalves, «Estas Jornadas representam um importante espaço de diálogo e partilha de conhecimento entre a comunidade, especialistas e decisores, visando encontrar soluções sustentáveis para os desafios que enfrentamos no meio rural».

  • Venda das casas a arrefecer e valor por concelho algarvio

    Venda das casas a arrefecer e valor por concelho algarvio



    Passe o rato no concelho para ver o preço

    O mercado de habitação em Portugal está a ajustar-se. A venda das casas está a arrefecer, assim como a contratação de crédito habitação.

    Mas, ainda assim, os preços das casas continuam a subir, embora a menor ritmo em alguns concelhos.

    Com estas recentes alterações, quanto é que custa, afinal, comprar casa em cada município? Descobre tudo neste mapa do Algarve, baseado nos dados recolhidos pelo idealista/news, tendo por base os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

  • Restaurante totalmente destruído na Praia da Luz

    Restaurante totalmente destruído na Praia da Luz

    Segundo o Comando Sub-regional do Algarve da Proteção Civil, o estabelecimento de restauração, fechado e sem ninguém lá dentro, ardeu na totalidade.

    São ainda desconhecidas e estão a ser investigadas pelas autoridades policiais as causas do fogo, tendo estado envolvidos. no combate às chamas, 25 elementos da Proteção Civil, apoiados por nove veículos.

  • Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    A Galp Energia, em colaboração com a empresa norte-americana Powin, anunciou a instalação de um sistema de armazenamento de energia em grande escala, utilizando baterias, numa das suas centrais fotovoltaicas localizadas em Alcoutim, no Algarve.

    Este sistema, com capacidade de 5MW/20MWh, representa o primeiro passo da empresa na hibridização do seu vasto portefólio de produção de energia solar na Península Ibérica, que alcança quase 1,5 GW em operação.

    O objetivo desta iniciativa é permitir que a Galp armazene energia solar durante períodos de alta produção para utilizar quando a procura for maior, otimizando assim o valor gerado pela energia solar.

    O projeto em Alcoutim marca a primeira incursão da Powin no mercado europeu, que é visto como um campo de rápido crescimento para soluções de armazenamento de energia por meio de baterias.

    Esta parceria entre a Galp e a Powin não só sublinha a importância das soluções de armazenamento de energia para uma transição energética sustentável, mas também reflete o compromisso da Galp em aumentar sua produção de energia renovável.

    Com o foco na transformação de sua base industrial para a produção de combustíveis verdes e a venda de energia renovável, a Galp vê o armazenamento de energia como essencial para garantir um fornecimento constante de energia para seus negócios.

    Jeff Waters, presidente executivo da Powin, destacou a significância do projeto para além da sua capacidade em megawatts, vendo-o como o início de uma parceria duradoura e um marco para a Powin na Europa, após a abertura de um escritório em Madrid.

    Apontou também para a expectativa de que a Europa implemente mais de 90 GWh de projetos de armazenamento de energia através de baterias de grande escala até 2030, indicando a posição estratégica da Powin para atender a crescente procua por soluções de armazenamento de energia na região, bem como no Médio Oriente e África, apoiando assim o crescimento rápido do setor de armazenamento de energia.

  • Poeiras do deserto são risco para a saúde hoje e amanhã no Algarve e Alentejo

    Poeiras do deserto são risco para a saúde hoje e amanhã no Algarve e Alentejo

    Afetará principalmente as regiões do Alentejo, Algarve e o interior da região Centro. A DGS forneceu conselhos para lidar com a redução da qualidade do ar devido a este fenómeno.

    «Prevê-se a ocorrência de uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar afetando, nomeadamente, as Regiões do Alentejo e Algarve e o interior da Região Centro», alerta a nota no site da DGS.

    O poluente tem efeitos na saúde humana, provavelmente na população mais sensível, crianças e idosos, pelo que devem ser redobrados os cuidados, avisam.

    Quanto aos conselhos, devem ser evitados os esforços prolongados, limitada a atividade física ao ar livre e evitada a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.

    Os idosos, crianças, doentes com problemas respiratórios e doentes do foro cardiovascular, devido à sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, devem ainda, «sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas». Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.

    Em caso de agravamento de sintomas, a DGS aconselha a contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.

  • Uma dessalinizadora em Odemira propõem agricultores e fluricultores

    Uma dessalinizadora em Odemira propõem agricultores e fluricultores

    A Associação de Horticultores, Fruticultores e Fluricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur elaborou um estudo que propõe a construção de uma central dessalinizadora em Odemira, distrito de Beja

    Segundo a Agência Lusa, a central de dessalinização abasteceria o Perímetro de Rega do Mira, com uma capacidade de 25 milhões de metros cúbicos de água por ano ano, com uum investimento de 200 milhões de euros.

    O presidente da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), Luís Mesquita, disse à agência Lusa, que a entidade tinha encomendado um estudo prévio a uma empresa israelita, especializada na área, com vista à construção de uma dessalinizadora no território.

    Este estudo abrange três cenários cenários: «A costa vicentina, com uma dessalinizadora mesmo junto à costa, Sines, ou Odmira em local mais interior para não colidir com o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).

  • Turismo no Algarve prepara o futuro

    Turismo no Algarve prepara o futuro

    O programa prevê a realização de 440 horas de formação online em áreas cruciais como Liderança e Gestão de Equipas, Competências de Gestão, Marketing e Literacia Digital, Serviço de Excelência no Setor Turístico, e Gestão Sustentável dos Recursos e Eficiência Hídrica, envolvendo 1800 participantes através das escolas de Hotelaria e Turismo de Faro, Portimão e Vila Real de Santo António.

    Este esforço de capacitação é motivado em resposta às necessidades identificadas por associações setoriais, com o objetivo de apoiar empresários do turismo a melhorar a qualidade do serviço prestado, um elemento considerado inegociável para a região do Algarve, conforme destacado por André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

    O programa enfatiza a importância da excelência no serviço como um pilar fundamental para sustentar a economia regional e reforçar o Algarve como destino turístico de eleição, beneficiando do sucesso contínuo e dos recordes alcançados pela região em vários indicadores turísticos em 2023.

    Além disso, o programa «Competências do Futuro Algarve» inclui um levantamento de necessidades de formação junto do setor empresarial para identificar competências prioritárias e tendências no setor turístico, culminando na criação de programas de formação adaptáveis às necessidades específicas dos profissionais.

    Com duas fases de implementação previstas para períodos fora da época alta turística e complementadas por bootcamps presenciais, o programa visa não só a melhoria imediata das competências profissionais mas também a avaliação e introdução de melhorias contínuas no conteúdo formativo, reforçando o compromisso com a excelência e sustentabilidade no turismo algarvio.

  • Milhares de pessoas em Alta Mora e Castro Marim

    Milhares de pessoas em Alta Mora e Castro Marim

    A organização foi da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos da Alta Mora (ARCDAA), apoiada pelo município de Castro Marim.

    O festival fez-se de caminhadas, música, dança, teatro, gastronomia, artesanato e exposições na sua programação, com destaque para a «Torta de Amêndoa Gigante», com o comprimento de 42 metros, apresentada pela vice-presidente Filomena Sintra e apadrinhada pelo chef Francisco Siopa.

    A sessão inaugural, no dia 2 de Fevereiro, tinha contado com as participações do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, do presidente da câmara municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, da presidente da Junta de Freguesia de Odeleite, Rosário Sousa, do Padre da Paróquia de Odeleite, Armando da Silva, e do presidente da ARCDAA, Válter Matias.

    No município, salienta-se que «o sucesso deste evento realça o esforço envolvido na organização do festival, que luta contra o isolamento e a desertificação do território do interior do concelho de Castro Marim».

    Marcha-corrida foi êxito de participação

    A Marcha-corrida organizada pela câmara municipal de Castro Marim, realizada no dia de ontem, domingo, teve a participação de mais de 600 pessoas, a circularem com o belo cenário da Reserva Natural do Sapal.

    Com dois percursos de distintos graus de dificuldade, o primeiro de 10 quilómetros, pela Reserva Natural do Sapal, e o segundo de 3,5 quilómetros pela Vista Real, aqui já por paisagens únicas e as salinas tradicionais, pode considerar-se ter tido um assinalável êxito de presenças.

    marcha corrida cm 2024

    A iniciativa tem características únicas para o contacto direto com a fauna e a flora do concelho e o objetivo de «contribuir para o desenvolvimento do exercício físico e dos bons hábitos de saúde, além da criação de laços de amizade e de solidariedade», como assinala a autarquia.

    A prova inseriu-se no calendário regional de marcha e teve, como parceiros de organização, o Instituto Português do Desporto e Juventude e Plano Nacional de Ética no Desporto.

    fotos: CM-Castro Marim
  • PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    PCP analisa o quadro da seca no Algarve e as medidas

    O partido insiste na importância de uma gestão pública e sustentável da água, com investimentos significativos em infraestrutura, tecnologia e educação, para garantir que todos os setores da sociedade algarvia tenham acesso a água de forma justa e sustentável.

    O Algarve enfrenta uma crise hídrica severa, exacerbada pela «inação dos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS», segundo o Partido Comunista Português (PCP).

    Esta crise, marcada por secas prolongadas e escassez de água, poderia ter sido atenuada com investimentos públicos adequados e a realização de obras essenciais. O PCP critica a falta de ação política efetiva, apesar dos repetidos avisos e planos apresentados que não abordaram os problemas de forma sustentável.

    Em resposta à crise, foram propostas medidas controversas, como o aumento significativo dos preços da água em escalões variados, o que levanta questões de justiça social. O PCP argumenta que esta estratégia sobrecarrega desproporcionalmente os pequenos consumidores e ignora a necessidade de investimentos públicos para resolver a raiz do problema. A falta de água no Algarve tem desdobramentos profundos, afetando não apenas o consumo doméstico, mas também setores críticos como a agricultura e o turismo, exigindo soluções diferenciadas que considerem as particularidades de cada área.

    O governo anunciou cortes no fornecimento de água para a agricultura e o abastecimento urbano, incluindo o setor turístico, numa tentativa de mitigar a crise. Contudo, o PCP critica a abordagem do governo por não apresentar um plano integrado que equilibre as diversas necessidades de uso da água com a capacidade de armazenamento e promova um consumo eficiente e racional deste recurso vital. Salienta-se a importância de uma gestão equitativa que proteja os pequenos agricultores, a agricultura familiar, e assegure o abastecimento doméstico e público.

    Para além das restrições imediatas, o PCP sublinha a urgência de medidas de longo prazo que abordem a sustentabilidade hídrica. Entre as propostas estão a modernização das infraestruturas de água, o incentivo à agricultura eficiente no uso da água, a conservação dos aquíferos, e a implementação de tecnologias para reduzir as perdas de água. Há também uma ênfase na necessidade de uma gestão pública da água que evite a privatização dos recursos hídricos, garantindo o acesso universal a este bem essencial.

    O partido propõe ainda a avaliação de soluções como a dessalinização e a interligação de sistemas hidrológicos como parte de um esforço mais amplo para enfrentar a crise. No entanto, adverte que tais medidas devem ser cuidadosamente ponderadas para evitar impactos ambientais negativos e garantir que a gestão da água permaneça sob controle público. O PCP defende uma mudança radical na política de gestão da água, com foco em investimentos estratégicos, modernização, e um compromisso firme com a sustentabilidade e a justiça social.

  • Preço da água vai subir e muito no Algarve

    Preço da água vai subir e muito no Algarve

    No primeiro escalão, será de 15 por cento, no terceiro 30 e no quarto 40 por cento. À hotelaria, comércio e indústria, vai ser aplicado um aumento de 15 por cento.

    A cobrança vai chegar com a fatura do mês de março e as percentagens vão variar de forma diferenciada. Segundo António Miguel Pina disse aos jornalistas no final da reunião que decidiu o aumento, ele resulta de um instrumento proposto pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

    No nosso site, estamos a tentar saber se estes aumentos repercutem como os regulares, resultantes da inflação e do clausulado dos contratos, sendo extraordinários, vão ou não, ter repercussão nas taxas associadas de saneamento básico e resíduos sólidos, o que elevaria as faturas a preços proibitivos.

    Segundo António Miguel Pina, a AMAL, cujo executivo é constituído pelos presidentes das câmaras municipais algarvias, encara esta medida como «instrumento de sensibilização adicional», para penalizar quem consume mais água.

    O autarca adianta que o consumo urbano, no primeiro mês deste ano, continua a aumentar em relação ao mês homologo do ano anterior» e queixa-se da falta de consciencialização e contribuição para se reduzir o consumo de água, num momento em que é preciso o esforço de todos para enfrentar a escassez hídrica no Algarve.

    António Miguel Pina entende que é de facto preciso «chocar de alguma maneira» e revela que, em breve vão chegar outros instrumentos.

  • Município de Faro recebe competências na Ilha do Farol

    Município de Faro recebe competências na Ilha do Farol

    O núcleo do Farol da Ilha da Culatra, conhecido como Ilha do Farol, continuará no domínio público marítimo, ficando a gestão deste território a ser realizada pela Câmara de Faro. A autarquia tem já em estudo a concretização de alguns projetos, ao abrigo da sua nova competência.

    Rogério Bacalhau, presidente da autarquia, disse aos jornalistas que existe um conjunto de imóveis devolutos, para desenvolver atividades e eventualmente instalar equipamentos públicos, que a câmara tem intenção de recuperar. Entre os projetos está um posto de Proteção Civil e com equipamento de bombeiros, para dar melhor segurança a quem ali permanece, em particular no verão.

    Será também criado um polo de investigação do Centro de Ciências do Mar, CCMAR, da Universidade do Algarve e um espaço para residências artísticas, valências que «serão uma mais-valia para o núcleo do Farol e para o concelho». revelou.

    O presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, APSA, José Luís Cacho, disse acreditar que a partir de agora será possível dar melhores condições a quem reside ou visita o Farol, assim como impulsionar o desenvolvimento do núcleo, criando valor para a ilha e para Faro.

    O presidente da Associação de Moradores da Ilha do Farol, que no verão recebe milhares de visitantes e onde residem 160 a 180 pessoas durante todo o ano, tem por premente o problema das acessibilidades, completamente destruídas e que precisam de ser reparadas o mais urgente possível.

  • Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    E lembra que há mais de cem anos, vimos aonde isto no levou, no pico da Revolução Industrial, salientando que devemos ter memória e valorizar as pessoas.

    Para o Padre Miguel Neto, «a dimensão e caracterização do trabalho está a mudar e nós, Igreja, temos de valorizar o fazem as pessoas, sejam elas vindas de qualquer país, oriundas de qualquer povo. Fazem falta TODOS!»

    E, como exemplo, pergunta: «em tantas IPSS, sobretudo aquelas que estão em lugares distantes dos centros urbanos, quem trabalharia na assistência direta aos utentes, se não fossem os imigrantes? Urge que a Igreja fale sobre esta nova dimensão do trabalho humano, talvez com uma encíclica na linha do que foi feito em 1981, com a Laborens Exercens e antes, com a Rerum Novarum».

    Diz que hoje assistimos a uma polarização, na qual participamos falamos e criticamos, «sem tantas vezes repararmos, não só quem esta ao nosso lado, como também em quem nos presta um serviço, tantas muitas vezes tão discretamente, que nem damos por que o façam»

    Para o clérigo da Diocese do Algarve, «Os imigrantes que acolhemos nos nossos países não sabem só servir às mesas, limpar as nossas casas e estabelecimentos (como tantos portugueses imigrantes fizeram na França), serem taxistas ou motoristas de Uber/ TVDE (como tantos portugueses imigrados na França, que foram taxistas); são pessoas que têm vida, que desconhecemos, mas que inclui uma família, uma formação e a busca de uma existência melhor, tantas vezes, não só financeiramente, mas sobretudo de paz, segurança e condições para estar melhor».

    Recorrendo ao processo histórico recorda o caso do nosso pais e sobretudo o Algarve que «sempre foi um espaço de tolerância religiosa e cultural. Prova disso é, precisamente, o facto de a conquista desta região a sul ter sido mais um ato político, do que o sentir do povo que aqui vivia. Havia um salutar convívio entre cristãos, muçulmanos (na sua maioria vindos do Iémen) e judeus, até à conquista, pelo Rei Afonso III. Vários factos apontam para isso mesmo: o rito Moçárabe, no qual eram feitas as celebrações cristãs, o respeito enorme que os muçulmanos tinham pela igreja do Corvo em Sagres, onde repousavam as relíquias de São Vicente, antes de serem levadas pelo Rei Afonso Henriques e os múltiplos relacionamentos mistos, que havia entre os vários povos aqui presentes. Distante e ignorado pelo desejo de conquista da nobreza, a gente do al-Gharb vivia e convivia em salutar paz e tolerância, nestas terras. Infelizmente, não tem recordação dessa memoria. Infelizmente, não temos recordação da necessidade que o povo português teve de ir para fora do seu pais, para melhorar a sua condição de vida. Agora, neste tempo, quase que preferimos as máquinas às pessoas».

    E, nas reflezou que faz sobre os dias de hoje diz-se entristecido e estar à espera de «um dia, ouvir alguém dizer que prefere ir a uma caixa automática de supermercado, do que ir a uma caixa de supermercado onde há um operador oriundo da América do Sul, do Médio Oriente, de África, ou da Ásia».

    Para defender a participação dos emigrantes na economia do nosso Pais recorda que «Se não valorizarmos o trabalho que os imigrantes que recebemos fazem, chegará o momento em que o nosso próprio trabalho vai estar em perigo. Cada vez tenho mais certeza disto».

    Tece depois considerações sobre a inteligência artificial e os usos que os homens estão a fazer, para de livrarem de pagar o trabalho que substituem pelo desempenho das máquinas, com todos os riscos que essas atitusdes comportam.

    E exemplifica: «As portagens não ficaram mais baratas por passarmos com o dispositivo da via verde, em vez de termos um portageiro a quem damos o cartão bancário para pagar; as compras no supermercado (ou outra superfície comercial multinacional) não ficam mais baratas por sermos nós a fazer o trabalho de um operador de caixa; os seguros, comunicações e eletricidade não ficam mais baratos, porque em vez de uma pessoa nos atender o telefone temos um Chat Bot a adivinhar o que queremos e, normalmente, ficamos sem resposta; os bancos não cobram menos comissões bancárias por, muitos deles, já não terem caixas com funcionários para depositar e levantar dinheiro».

  • O que as pessoas entregam para reciclar

    O que as pessoas entregam para reciclar

    No ano de 2023 a associação Electrão recolheu e vinte e sete mil toneladas de equipamentos elétricos, o que representa mais 16% que no ano anterior, mas avalia que os números ficaram longe das 100 mil toneladas anuais por reciclar.

    Esta associação de gestão de resíduos, ´é responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem, embalagens, pilhas e equipamentos elétricos usados e afirma que os bons resultados se devem ao empenho dos parceiros e ao alargamento dos locais de recolha e dos serviços ao cidadão, havendo já 11.500 pontos de recolha no país.

    Portugal, está, contudo abaixo do cumprimento das metas europeias, baseando o cálculo no que se etima vender am Portugal todos os anos. São 245 mil toneladas de equipamentos elétricos, com 60% deles a ser para substituir outros, que vão originar resíduos. «O que significa que se produzem anualmente 147 toneladas de resíduos. Se no ano passado só foram recolhidas 46 mil toneladas (destas, 27 mil pela Electrão), faltam cerca de 100 mil».

    Noutras contas, a produção de resíduos elétricos e eletrónicos ronda os 14,5 quilogramas per capita mas só foram recolhidos 4,5 quilos, pelo que cada português, em média, tem 10 quilos de resíduos, que deviam estar a ser recolhidos e tratados.

    A associação diz que «muitos equipamentos estarão esquecidos nas gavetas e acumulados em garagens, sótãos e arrecadações. E cita um estudo segundo o qual existem, em média, 74 equipamentos elétricos nas casas europeias».

    Segundo afirma o diretor-geral da associação, Ricardo Furtado, faz com que o problema essencial resida «nos milhares de toneladas que são desviadas, todos os anos, do circuito formal da reciclagem para o mercado paralelo. Esta prática implica graves prejuízos para a saúde pública e para o ambiente, já que estes aparelhos são tratados sem que seja acautelada a sua descontaminação”.

    A associação Electrão recorda que oferece na região de Lisboa um serviço de recolha porta-a-porta para grandes eletrodomésticos, que facilita a vida ao cidadão e ajuda a combater o mercado paralelo. E ainda sobre o balanço do ano passado diz que entre os equipamentos elétricos mais reciclados estão os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secar roupa.

    Em segundo lugar os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores, e depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar, e ainda os equipamentos de informática e telecomunicações. Monitores e televisores, tal como as lâmpadas, representam uma minoria.

    A associação tem como principal missão assegurar a reciclagem dos resíduos recolhidos, contribuindo para a minimização do impacto ambiental e para um reaproveitamento dos materiais que os constituem, promovendo a economia circular.

  • Agricultores em luta por melhor vida no setor

    Agricultores em luta por melhor vida no setor

    Uma série de protestos e cortes de estradas em todo o País, procurando chegar às áreas de fronteira, onde o outro lado enfrenta problemas de natureza comum, sacudiu Portugal de norte a sul, por iniciativa do Movimento Cívil de Agricultores, que procurou sacudir a inércia com que a agricultura portuguesa vai definhando e só ainda não caiu de todo, porque o desastre vai sendo atamancado por subsídios.

    O que derramou a taça foi o fim de um subsídio, apesar dos 500 milhões para a agricultura anunciado dias antes pelo Governo que, talvez temesse um levantamento deste tipo.

    As reivindicações caseiras, pacíficas e ordeiras, que cortaram estradas, mas procuraram facilitar corredores de escoamento aos utentes, terminaram ao fim da tarde com um comunicado do ministério da agricultura, a abrir linhas de crédito sem juros e a repor subsídios com intenção de corte.

    Mas estes protestos em Portugal, são parentes dos protestos dos agricultores europeua e estão relacionados com as preocupações sobre os acordos comerciais entre a União Europeia e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), onde há o receio de que a importação de produtos agrícolas desses países possa prejudicar a produção local, devido à concorrência desigual em termos de normas ambientais, sociais e de segurança alimentar.

    Os agricultores estão a pedir garantias e medidas de proteção para o setor agrícola local antes que esses acordos sejam implementados, pare se ter uma visão mais geral que abrange os 27 países da União Europeia.

    Se forem implementados sem as devidas salvaguardas, poderá haver uma pressão significativa sobre os preços dos produtos agrícolas locais e sobre a sustentabilidade das práticas agrícolas europeias. Além disso, eles temem que a concorrência desleal possa levar a uma perda de empregos no setor agrícola.

    Fraca participação no Algarve

    Foi a fraca participação impediu a realização da marcha lenta que os agricultores algarvios tinham previsto fazer entre Faro e Castro Marim, tendo apenas sido efetuado um trajeto por autoestrada entre Faro e Tavira, segundo a agência de notícias Lusa.

    Convocada para o estádio do Algarve, no Parque das Cidades Faro-Loulé, às cinco da manhã, tinha a partida para Castro Marim, pela Estrada Nacional 125, prevista para asseis horas de ontem, mas o grupo de cerca de 15 participantes apenas saiu de Faro rumo a Tavira, pelas 8h30.

  • Algarve em Barcelona procura respostas à seca

    Algarve em Barcelona procura respostas à seca

    O Algarve enfrenta uma seca hidrológica prolongada, resultante da ausência significativa da precipitação que afeta os níveis de armazenamento das reservas de água.

    Reunião profissional em sala de conferências moderna.

    Durante dois dias, com reuniões e visitas a instalações, procura-se a troca de experiências entre ambos os países, em especial quanto à gestão da água e com preocupações sérias e de elevada complexidade.

    A comitiva algarvia foi recebida pela Agência Catalã da Água , a Cônsul do Consulado Geral de Portugal, em Barcelona, registando a presença das equipas da Dessalinizadora de Llobregat, da EDAR de Prat de Lllobregat, da Estacão de Regeneração de Águas del Prat e do Centro Tecnológico da Água da Acciona.

    A delegação da empresa algarvia deixou «simpatia e disponibilidade para as entidades governamentais de gestão da Água da Catalunha pela desafiante situação hídrica que estão a atravessar».

  • Ana Lima Mendes expõe pintura em Vila Real de Santo António

    Ana Lima Mendes expõe pintura em Vila Real de Santo António

      Ana Lima Mendes, nasceu em 26 de fevereiro de 1968, vive em Vila Real de Santo António, sendo filha de pais algarvios oriundos de famílias humildes que ela própria assinala que lhe transmitiram os bons valores que carrega até aos dias de hoje.

      Assinala que a arte lhe surgiu como forma de expressão, quando as palavras lhe faltavam e constitui um passatempo que lhe surgiu há cerca de dois anos, com o objetivo de manter a mente ocupada, mas que, rapidamente, se lhe apoderou do quotidiano.

      «Como destemida que sou, tentei desenvolver uma nova aptidão, pois acredito que nunca é tarde para continuar a sonhar», revela na sua nota de apresentação, a que FOZ – Guadiana Digital teve acesso.

      Diz que a sua vida se resume em simples palavras «Sou forte, porque já fui fraca, sou destemida, porque já tive medo e sou sábia, porque já fui tonta».

      Nós que bem conhecemos a cidadã Ana Mendes, entendemos que há coisas na vida que sempre nos surpreendem.

    • ‘Ser Frágil’ de Luísa Currito no dia bissexto

      ‘Ser Frágil’ de Luísa Currito no dia bissexto

      … Frágil é procurar a verdade quando se vive no mundo de mentiras…

      … um lindo poema um livro pode ter nascido de contemplação de morada de um pôr de sol…

      … noutra vida teremos oportunidade de Agir de outra forma, se ela existir…

      Maria Luísa Currito nasceu em 8 de dezembro de 1952, em Vila Real de Santo António onde reside. Formou-se no Magistério Primário de Faro em 1972. Em 1995 licenciou-se em história na Universidade Nova de Lisboa. Foi como professora que teve a sua principal atividade e, no âmbito da educação, desempenhou, ainda, o cargo de Delegada Escolar e o presidente do Agrupamento de Escolas.

      Foi durante várias décadas membro da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco em Vila Real de Santo António. Exerceu vários carros políticos e regionais.

      Valoriza a família e sempre a teve como a sua prioridade. Ler e escrever são complementos essenciais à vida. Sempre viu na escrita um interlocutor passivo e recetivo a todos os sonhos, anseios, reflexões, frustrações e motivações.

      Pela sua recetividade e cumplicidade considera a escrita a forma ideal e fácil para libertar a criatividade e as emoções.

    • Câmaras de VRSA e Castro Marim subsidiam bombeiros

      Câmaras de VRSA e Castro Marim subsidiam bombeiros

      A autarquia foi, segundo declarações do presidente da câmara municipal, até ao limite do que o pode fazer, tendo em atenção que a sua participação com a câmara municipal de Castro Marim poderá ser maior, quando for ultrapassado o problema do visto do Tribunal de Contas.

      A medida agora envolve uma verba inferior à participação inicialmente prevista e ascende a 441 mil euros e destina-se a fazer face à missão da corporação durante o ano de 2024 e corresponder ao compromisso já estabelecido, em 2023, entre o Município de Vila Real de Santo António e a Associação de Bombeiros.

      Os vereadores do PSD, apesar de não discordarem do apoio a prestar àquela associação, recusaram-se aprovar a medida, porque não estão seguros de que o parecer jurídico da câmara municipal seja suficiente para ultrapassar as resrvas colocadas pelo Tribunal de Contas, face à situação periclitante das finanças municipais.

      Recorde-se que, neste momento o Corpo de Bombeiros, mantido pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, é responsável pela resposta operacional, em matéria de proteção e socorro, na área geográfica dos concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

      O protocolo,estará vigente até 31 de dezembro de 2024, salienta a autarquia, com o objetivo de «assegurar uma transição adequada até que o protocolo plurianual celebrado anteriormente entre as partes produza efeitos, estando sua eficácia pendente de uma decisão favorável do Tribunal de Contas (TC)».

      Neste processo, o Tribunal de Contas concedeu o visto positivo ao financiamento do Município de Castro Marim, e recusado ao município de Vila Real de Santo António, tendo a solução agora seguida pela autarquia vila-realense «assegurar a manutenção dos serviços de socorro, emergência e proteção às populações até à resolução do impasse com as entidades financeiras».

      Segundo o Tribunal de contar, o município de VRSA não «dispõe de fundos disponíveis que lhe permitam suportar o compromisso assumido referente à despesa gerada pelo contrato submetido a fiscalização prévia e não se encontrar abrangido por nenhuma suspensão decorrente da utilização de financiamento destinado a reduzir os pagamentos em atraso no âmbito de um programa de assistência económica, contraído pelos anteriores executivos, situação que deixou o município numa situação de rutura financeira».

      Uma das principais iniciativas incluídas no protocolo é a sustentação logística da atividade no âmbito do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS). Além disso, será mantido um Centro Intermunicipal de Proteção Civil dedicado à gestão de emergências com uma linha de atendimento permanente.

      No concelho de Vila Real de Santo António encontra-se em vigor, cobrada pelas Águas de Vila Real de Santo António, uma Taxa Municipal de Protecção Civil de cerca de 1€ por contador.

    • Portagens nas SCUT podem durar até ao fim da concessão

      Portagens nas SCUT podem durar até ao fim da concessão

      Apesar de Pedro Nuno dos Santos estar a manifestar a vontade de acabar com as portagens, se o PS continuar a governar Portugal, as estradas que, inicialmente, não tinham custos para os utilizadores, passaram a ter portagens nas concessões SCUT.

      Ainda ecoam as palavras da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, proferidas em 2023, ao manifestar a opinião à agência portuguesa de notícias, Lusa, que é possível elaborar programas de redução das portagens nas ex-SCUT, mas que a abolição apenas poderá ser ponderada no final das concessões.

      É que, segundo a governante, a questão da abolição das portagens nas ex-SCUT é complexa e está ligada ao término das concessões, o que reforça a convicção que, do ponto de vista jurídico, as portagens podem acabar, sem governo indemnizar as empresas que ganharam as concessões.

      Deste a criação das SCUT pagas, as promessas têm sempre ficado por curtas reduções, parcialmente comidas pelas taxas de inflação, a qual, nestes casos, tende a ser pela bitola máxima da prevista.

      Até à data e veremos o que segue, as regiões abrangidas são prejudicadas por este fator de extorsão da riqueza produzida em favor do grupo económico que ficou com a concessão desta autoestrada.

      No caso do Algarve, o evitar do uso da via portajada, é um factor de atraso ao desenvolvimento, de agravamento da sinistralidade pela sobrecarga da EN125, perda de competitividade por parte das empresas na região e de empobrecimento das populações.