FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Algarve

  • Palavra Proibida na BM Vicente Campinas

    Palavra Proibida na BM Vicente Campinas

    A exposição de Livros PALAVRA PROIBIDA, está aberta na Biblioteca Municipal Vicente Campinas em Vila Real de Santo António-

    No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a Biblioteca organizou uma mostra com o intuito de evidenciar a vastidão de livros cuja circulação foi proibida pela ditadura.

    Se não puder deslocar-se à Bibioteca, o que é sempre melhor, e mais abrangente, pode ver a exposição dos vários livros expostos no vídeo:

    ./Carmo Costa

  • Portugal defende título em Tavira

    Portugal defende título em Tavira

    Está prevista a presença do presidente da ANSR, Rui Ribeiro, na cerimónia de entrega dos prémios às equipas vencedoras dos campeonatos nacionais, que terá lugar no dia 21 de abril, domingo, às 16:30 horas, no Parque de Feiras Exposições de Tavira.

    O nosso País vai defender o título de campeão mundial conquistado no ano passado em Lanzarote, Espanha, onde estiveram presentes 67 equipas de todo mundo, tendo a prova sido vencida pela equipa do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

    Os Campeonatos Nacionais de Trauma e Desencarceramento 2024 contam com a participação de 15 equipas de desencarceramento e 40 equipas de trauma provenientes de diversos locais de Portugal continental e Ilhas.

    A organização é da Associação Nacional de Salvamento e Desencarceramento (ANSD), em colaboração com o Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira.

    No âmbito desta temática, a Resposta Pós-Acidente é um dos elementos do Sistema Seguro e está também incluída na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 como uma das áreas chave de intervenção.

    Os cuidados médicos pós-acidente e a rapidez com que o socorro chega ao local do acidente podem significar a diferença entre a vida e a morte.

    Assim, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 irá contemplar um programa com medidas específicas para a Resposta Pós-Acidente.

    Nestas respostas está incluída, a formação sistematizada das equipas de emergência e salvamento, para reduzir os tempos de desencarceramento, bem como a elaboração de planos de ação para diminuir os tempos de socorro.

  • PCP dá relevo à luta na Cimpor

    PCP dá relevo à luta na Cimpor

    Reivindicam aumentos salariais de 8%, 37 horas semanais a partir de janeiro, retribuição do trabalho por turnos, melhorias nas carreiras profissionais e pela manutenção da assistência na doença.

    O PCP considera CIMPOR como uma empresa de um sector estratégico para o nosso país.

    Lembra que o processo de privatização «daquele que foi outrora um dos principais grupos industriais portugueses, começou pelas mãos de um Governo PSD em 1994 e foi desenvolvido posteriormente por sucessivos governos quer do PS, quer do PSD».

    Aquele partido anota que, atualmente, a empresa é totalmente dominada por capital privado e maioritariamente estrangeiro.

    Destaca esta unidade industrial no Algarve, como «importante na diversificação da actividade económica e na promoção do aparelho produtivo regional. Produzir cimento e outros derivados no nosso País, significa não ficar dependente do exterior num bem que é essencial, mas também devia significar a valorização dos seus trabalhadores».

    A presença do PCP, junto dos trabalhadores em greve, «é uma forma de assinalar a importância da luta pelos direitos de quem cria riqueza e faz avançar o País, mas também pela importância que damos à produção e à soberania nacional».

  • Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Quase 80 automóveis clássicos vão alinhar alinham à partida nas 500 Milhas ACP, um dos maiores ralis de regularidade da Península Ibérica.

    A caminho das duas décadas de história, as 500 Milhas ACP regressam ao seu figurino original e levam 77 equipas a percorrer a maior estrada da Europa, a Estrada Nacional 2, para atravessarem Portugal de norte a sul.

    A 19.ª edição da prova do Automóvel Club de Portugal atraiu uma das maiores listas de inscritos de sempre, com 77 clássicos produzidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Entre os participantes, destaque para o carro mais antigo, um Jaguar , um dos exemplares com mais de 70 anos que vão enfrentar o desafio de percorrer toda a EN2.

    Outra raridade em prova é um AC Aceca de 1960, mais um destaque numa lista diversificada e que inclui modelos históricos de asmarcas como a Porsche, MG, Austin Healey, Mercedes-Benz, Alfa Romeo, Fiat, BMW, Simca, Morris, Volvo, Triumph, Peugeot, Volkswagen, Lancia, Citroën, Toyota e Opel.

    Uma odisseia de Trás-os-Montes ao Algarve

    Os concorrentes vão disputar um total de 19 setores de regularidade, divididos em duas etapas, a exigirem perícia e precisão, por entre algumas das mais belas paisagens do país. A concentração de máquinas e pilotos acontece na próxima sexta-feira, em Chaves, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, com a partida do primeiro concorrente a acontecer na manhã de sábado, logo às 06h01, no Km 0 da Nacional 2.

    Os concorrentes rumam a sul e passam por Santa Marta de Penaguião, Lamego, Castro Daire, Tondela, Sertã (local do almoço), Abrantes, Mora, Ferreira do Alentejo, Almodôvar e Faro, que marca o final da EN2, com a chegada da prova a acontecer no Porto de Recreio de Olhão, cidade algarvia que também recebe o jantar e a entrega de prémios.

    Em 2023, as 500 Milhas ACP tiveram emoção e indecisão mesmo até aos últimos quilómetros quanto aos vencedores de cada categoria, além de terem registado uma elevada percentagem de concorrentes a concluir a prova, atestando a excelente preparação das máquinas e equipas.

    Além de um dos maiores e mais importantes ralis de regularidade da Península Ibérica, as 500 Milhas ACP são também uma jornada de descoberta da história e dos territórios atravessados pela Estrada Nacional 2, uma oportunidade única para ver verdadeiras máquinas do tempo num desafiante périplo pelo país.

    PROGRAMA 500 MILHAS ACP

    19 de abril (sexta-feira)

    15h00 / 19h00 – Verificações – Chaves – Estacionamento junto ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

    Após as verificações, as viaturas ficam em exposição durante o resto do dia e noite.

    20 de abril (sábado)

    • 06h01 – Partida do Km 0 em Chaves para o primeiro concorrente
    • 13h00 – Almoço na Sertã
    • 21h38 – Chegada ao Porto de Recreio de Olhão para o primeiro concorrente
    • 22h00 – Jantar e entrega de prémios – Olhão

    HORAS DE PASSAGEM

    • 07h35 Santa Marta de Penaguião
    • 08h10 Lamego
    • 08h52 Castro Daire
    • 09h45 Viseu  
    • 11h05 Penacova
    • 11h42 Góis  
    • 12h30 Pedrogão Grande
    • 13h00 Sertã  
    • 15h00 Abrantes
    • 15h45 Domingão / Ponte de Sor
    • 16h38 Ciborro 
    • 17h30 Escoural
    • 18h05 Torrão
    • 18h22 Odivelas / Ferreira do Alentejo
    • 19h23 Ervidel 
    • 20h00 Almodôvar


  • Alemã morre em queda de falésia

    Alemã morre em queda de falésia

    Alegadamente pode ter-se desequilibrado enquanto tirava fotografias. Às 13:30 horas foi recebido o alerta, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), sendo, de imediato, ativados para o local tripulantes da Estação Salva-vidas de Sagres e elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Lagos.

    Quando localizaram o corpo da vítima, constatado que a mesma já se encontrava sem vida, tendo, após autorização do Ministério Público, recolhido recolhido e transportado o corpo pelos tripulantes da Estação Salva-vidas para o Porto da Baleeira.

    Nesse local, foi declarado o óbito pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). A vítima será posteriormente transportada para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Portimão, pelos elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo.

    O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima e do INEM foram ativados e encontram-se a prestar apoio ao acompanhante da vítima. O Comando-local da Polícia Marítima de Lagos tomou conta da ocorrência.

  • Terminou a seca, mas deixou rasto

    Terminou a seca, mas deixou rasto

    O IPMA usou o índice PDSI, que se baseia no conceito do balanço da água tendo em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo e permite detetar a ocorrência de períodos de seca classificando-os em termos de intensidade (fraca, moderada, severa e extrema).

    Balanço e lições para o futuro

    A seca que assolou as regiões do Algarve e Alentejo foi um período desafiador que deixou marcas profundas na paisagem, na economia e na vida das pessoas.

    Durante este tempo, enfrentou-se a pior seca de que há registo, com barragens e reservatórios a atingirem níveis críticos de água, afetando severamente a agricultura, uma das principais atividades económicas destas regiões.

    No Algarve, a Barragem da Bravura, em Lagos, chegou a estar a apenas 8% da sua capacidade, o que representou um duro golpe para os agricultores que dependem deste recurso vital.

    A situação não foi muito diferente na Barragem do Arade, que desceu para 15% da sua capacidade, deixando cerca de 1.800 agricultores com uma quantidade de água insuficiente para as suas necessidades.

    A seca prolongada foi exacerbada pelas alterações climáticas, com 2023 a ser registado como o ano mais quente para o planeta, aumentando o pessimismo quanto à possibilidade de recuperação a curto prazo.

    No Alentejo, a situação também foi grave, com o território a sofrer de seca severa e extrema. Apesar de uma ligeira melhoria na primeira quinzena de Março, grande parte do sul de Portugal não viu variações significativas na quantidade de água no solo.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) relatou que, apesar das chuvas que caíram, o período de Outubro de 2021 a Março de 2022 foi o mais seco desde 1931, evidenciando a gravidade e a persistência da seca.

    A seca no Algarve e Alentejo não só afetou a agricultura mas também teve impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e na qualidade de vida das populações.

    A escassez de água levou a restrições no consumo, aumentou os custos de produção e forçou muitos a repensar as práticas de gestão de água e terra. Este período de seca destacou a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, bem como de uma gestão mais sustentável dos recursos naturais.

    Com o anúncio do fim da seca, há uma sensação de alívio, mas também a consciência de que eventos semelhantes podem voltar a ocorrer.

    É crucial aprender com esta experiência e trabalhar para garantir que as regiões do Algarve e Alentejo estejam mais bem preparadas para enfrentar os desafios que as alterações climáticas possam trazer no futuro.

    Foto: Joaquim Félix
  • «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    José Carlos Barros, poeta e escritor, primeiro prémio Leya, apresentou na Biblioteca Municipal Vicente Campianas, na passada sexta-feira, a sua mais recente obra literária intitulada «Taludes Instáveis» onde a obra do poeta foi dissecada por Miguel Godinho, em sessão dirigida por Assunção Constantino e que contou com a presença do vereador de pelouro Fernando Horta.

    José Carlos Barros, natural de Boticas, 1963, e vive em Vila Nova de Cacela. É lá que tem produzido as suas mais recentes obras literárias, ao mesmo tempo que prepara a obra artística no campo da pintura, tendo já realizado algumas exposições dos seus quadros.

    Grupo reunido em apresentação de livro.

    Taludes Instáveis , livro que tem na capa uma pintura do neto, é uma coletânea dos seus livros de poemas, publicados até hoje, Pequenas Depressões, 1984, em colaboração com Otília Monteiro Fernandes, Uma Abstração Inútil, 1991, Todos os Náufragos, 1995, Teoria do Esquecimento, 1996, As Leis do Povoamento, 1996, As Moradas Inúteis, 1997, Rumor, 2011, O Uso dos Venenos, 2014, A Educação das Crianças, 2020, Penélope Escreve a Ulisses, 2021, Estação, os poemas do DN Jovem.

    José Carlos Barros é atualmente vereador na câmara municipal de Vila Real de Santo António, onde já desempenhou o cargo de vice-presidente, e foi deputado na Assembleia da República e Diretor da Reserva da Ria Formosa.

    A poesia de José Carlos Barros

    Miguel Godinho apresentou a obra ao público que acorreu à Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António e destacou que a importância da presença da natureza e do mundo natural na obra de Barros não pode ser subestimada.

    Através de suas palavras, somos transportados para paisagens exuberantes, onde o pulsar da vida se entrelaça com a poesia. A escrita é permeada por uma sensibilidade única, capturando a essência das paisagens rurais e a complexidade das interações humanas com o ambiente natural.

    Taludes Instáveis não é apenas uma coleção de poemas; é uma jornada pela vida e pela mente do autor. A organização dos poemas reflete não apenas a cronologia de sua vida, mas também a evolução de suas ideias e emoções ao longo do tempo. Desde os primeiros versos da juventude até as reflexões mais maduras e profundas da idade adulta, Barros nos presenteia com uma visão panorâmica de sua experiência humana.

    A influência de outros poetas contemporâneos é evidente em sua escrita, mas Barros tem o mérito de transcender influências para criar um estilo único e inconfundível. A obra ecoa as vozes de poetas passados e presentes, mas nunca perde sua singularidade, oferecendo uma contribuição distinta e valiosa para o cânone literário.

    Com Taludes Instáveis , José Carlos Barros reafirma seu lugar como um dos principais escritores da atualidade. O estilo minimalista e suas temáticas profundas cativam os leitores, enquanto a habilidade em evocar emoções e memórias perdura muito além das páginas do livro.

    Com a publicação em editoras de renome, como a D.Quixote, Taludes Instáveis está a ser bem acolhida por críticos e leitores, consolidando ainda mais o talento de José Carlos Barros.

    Pontos principais:

    Na relação entre poesia e realidade, o poeta questiona a ideia de que a poesia não serve para nada, defendendo que ela pode ser usada para descrever o mundo de forma profunda e significativa e compara a poesia a um barco que pode navegar pelos rios da vida, levando-nos a lugares inesperados.

    José Carlos Barros acredita que a poesia deve olhar para o passado, não com nostalgia, mas sim para buscar sabedoria e ensinamentos que possam ser aplicados ao presente.

    Destaca a importância da memória para lembrarmos das coisas boas e ruins do passado, e para nos ajudar a tomar melhores decisões no futuro.

    Na relação entre a vida rural e a sabedoria das comunidades antigas, celebra a vida rural e a sabedoria dos que viviam em harmonia com a natureza. Critica a sociedade moderna, que se afastou da natureza e perdeu a capacidade de viver de forma simples e sustentável.

    Falando sobre a beleza e a ética, o autor entende que a beleza e a ética estão intimamente ligadas e acredita que a arte deve ser usada para promover valores como a justiça, a igualdade e a compaixão.

    A poesia desvenda os mistérios da vida, sendo que a linguagem poética é poderosa e pode ser usada para expressar sentimentos e ideias complexas. É uma forma de arte que nos conecta com o mundo natural e com a nossa própria humanidade. É importante ler e apreciar a poesia, pois ela pode nos enriquecer como pessoas.

    Uma leitura da obra confirmará estas apreciações.

    Mãos segurando livro de poesia de José Carlos Barros.

    Fotos do evento por José Luís Rua Nascer

  • Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Os pescadores locais, que dependem das águas costeiras para o seu sustento, expressaram preocupações de que o processo de dessalinização possa levar à poluição marinha, afetando negativamente a vida marinha e a qualidade do pescado.

    “O mar é a nossa casa e a fonte do nosso trabalho,” disse João Silva, um pescador veterano de Quarteira. “Qualquer ameaça à pureza das nossas águas é uma ameaça direta à nossa comunidade.”

    A dessalinização, processo que remove o sal e outros minerais da água do mar para torná-la potável, tem sido promovida como uma solução para as crescentes necessidades hídricas da região. No entanto, os resíduos salinos e químicos resultantes do processo podem ser reintroduzidos no oceano, levantando questões ambientais.

    Os pescadores apelam às autoridades para considerarem alternativas e para realizarem estudos de impacto ambiental mais aprofundados. “Não somos contra o progresso,” afirmou Maria Costa, proprietária de uma pequena empresa de pesca. “Mas queremos garantias de que o progresso não virá à custa do nosso modo de vida.”

    A tensão entre o desenvolvimento sustentável e a preservação dos meios de subsistência tradicionais continua a ser um tema quente em Quarteira, com os pescadores determinados a fazer ouvir a sua voz.

    A Associação dos Pescadores Armadores de Quarteira, Quarpesca, classificou, na passada quinta-feira que a instalação de uma estação dessalinizadora na praia da Falésia, concelho de Albufeira será uma tragédia que pode impossibilitar o sustento a muitas famílias de pescadores.


  • Ponto de Situação da alta velocidade Faro – Huelva

    Ponto de Situação da alta velocidade Faro – Huelva

    A situação atual das reivindicações das autoridades da província de Huelva, juntamente com a CCDR do Algarve e a Câmara Municipal de Faro, reflete uma busca por atenção e ação em relação a um projeto de construção importante.

    As autoridades locais têm expressado a necessidade de avançar com o projeto, que parece ter sido adiado até 2050. Este adiamento tem causado preocupação entre os envolvidos, que esperam uma resposta mais rápida tanto da Comissão Europeia quanto do Governo de Espanha.

    A CCDR do Algarve, uma entidade pública que desempenha um papel crucial no desenvolvimento regional, tem sido uma voz ativa nesse processo, buscando estimular a competitividade e o desenvolvimento sustentável na região. A Câmara Municipal de Faro, representando os interesses locais, também tem participado ativamente nas discussões, enfatizando a importância do projeto para a comunidade local.

    O atraso na construção levanta questões sobre as prioridades e o compromisso das autoridades superiores com o desenvolvimento regional. A Comissão Europeia e o Governo de Espanha são atores-chave que podem influenciar o ritmo e a realização do projeto. A expectativa é que haja uma maior colaboração e um sentido de urgência para atender às demandas das autoridades locais e regionais.

    Este caso destaca a complexidade das relações intergovernamentais e a importância da comunicação eficaz e da ação conjunta para o progresso de projetos significativos que impactam diretamente as comunidades locais. A resolução dessa situação será um indicativo do compromisso com o desenvolvimento regional e a capacidade de resposta às necessidades locais.

    O projeto específico

    O projeto específico em questão, que tem sido alvo de reivindicação por parte das autoridades da província de Huelva, da CCDR do Algarve e da Câmara Municipal de Faro, refere-se ao avanço da linha ferroviária de alta velocidade entre Faro, Huelva e Sevilha.

    Esta infraestrutura é vista como um elemento crucial para o desenvolvimento regional, melhorando as conexões e a mobilidade entre as regiões do Algarve em Portugal e a Andaluzia na Espanha. A linha ferroviária de alta velocidade é esperada para fortalecer os laços históricos, comerciais e culturais, além de promover o turismo e a economia local.

    No entanto, apesar da importância atribuída ao projeto pelas autoridades locais e regionais, parece que tanto a Comissão Europeia quanto o Governo de Espanha não têm demonstrado a urgência esperada para a sua realização. O projeto foi adiado para 2050, o que gerou descontentamento e preocupação entre os defensores da iniciativa, que esperam uma aceleração no processo de planejamento e execução.

    A situação destaca a necessidade de uma maior colaboração e comprometimento entre as entidades governamentais em diferentes níveis para garantir que projetos de infraestrutura essenciais para o desenvolvimento regional sejam priorizados e concluídos em tempo hábil.

    A resolução dessa questão será um teste significativo para a capacidade de resposta das autoridades superiores às necessidades e expectativas das comunidades locais e regionais.

    Benefícios esperados

    Os benefícios esperados da linha ferroviária de alta velocidade entre Faro, Huelva e Sevilha são vastos e abrangentes, refletindo o potencial de transformação que uma infraestrutura moderna e eficiente pode trazer para as regiões envolvidas. Aqui estão alguns dos benefícios mais significativos:

    1. Desenvolvimento Econômico: A linha de alta velocidade é projetada para estimular o crescimento econômico, atraindo investimentos, melhorando o comércio e facilitando o turismo. As cidades e regiões conectadas pela linha podem esperar um aumento na atividade econômica, impulsionado pelo acesso mais fácil e rápido.
    2. Crescimento do Turismo: Com a redução significativa no tempo de viagem, espera-se que mais turistas sejam atraídos para a região, beneficiando-se da facilidade de deslocamento entre destinos culturais e turísticos de Portugal e Espanha.
    3. Coesão Social e Territorial: A linha ferroviária de alta velocidade promoverá uma maior integração entre as regiões do Algarve e da Andaluzia, fortalecendo os laços sociais e culturais e promovendo uma sensação de unidade entre as comunidades transfronteiriças.
    4. Melhoria da Infraestrutura de Transportes: A nova linha ferroviária oferecerá uma alternativa de transporte mais rápida e confortável, incentivando as pessoas a optarem pelo trem em vez de outros meios de transporte menos sustentáveis.
    5. Benefícios Ambientais: Ao proporcionar uma opção de transporte de baixo carbono, a linha de alta velocidade contribuirá para os esforços de descarbonização e para o combate às alterações climáticas, alinhando-se com as metas ambientais europeias.
    6. Desenvolvimento Logístico: A linha melhorará a logística de transporte de mercadorias, tornando o transporte mais eficiente e menos custoso, o que é vital para a competitividade das empresas locais.
    7. Acesso a Oportunidades de Emprego: Com a melhoria das conexões de transporte, os residentes terão acesso mais fácil a uma gama mais ampla de oportunidades de emprego, podendo viver em uma região e trabalhar em outra.
    8. Inclusão Digital e Tecnológica: A linha ferroviária também poderá ser um vetor para a inclusão digital, com a implementação de tecnologias avançadas para a gestão e operação dos serviços ferroviários.
    9. Estímulo à Inovação: A infraestrutura moderna pode estimular a inovação em setores como o turismo, tecnologia e serviços, incentivando a criação de novos negócios e startups.
    10. Melhoria da Qualidade de Vida: A redução do tempo de viagem e a melhoria da qualidade dos serviços de transporte têm um impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos, proporcionando mais tempo para lazer e família.

    A implementação da linha ferroviária de alta velocidade é, portanto, uma peça chave para o desenvolvimento sustentável e integrado das regiões do Algarve em Portugal e da Andaluzia na Espanha, representando um passo significativo para o futuro da mobilidade na Europa.

    A investigação do Huelva Información

    La Línea de Alta Velocidad Sevilla-Huelva ya estaba prevista en el Plan Estratégico de Infraestructuras y Transportes 2005-2020 (PEIT), si los distintos ejecutivos que han pasado por el Gobierno de España hubieran cumplido sus propios planes, la alta velocidad ya sería una realidad para los onubenses desde hace años.

    Hace unos años hubiera sido más barato, pero las últimas estimaciones sitúan la construcción de un nuevo trazado en 1.500 millones de euros. Se tardaría en construir tres años. El problema, es que ahora, tras las últimas revisiones, la proyección es para el año 2050.

    Huelva estaba en ese plan inicial de 2005-2020. Luego colocaron a la provincia en el horizonte 2012-2024, planteándose un nuevo marco de referencia al haberse tenido en cuenta, los cambios significativos acaecidos en el entorno socioeconómico en los últimos años y la nueva definición de la Red Transeuropea de Transporte de diciembre 2013. Tras la última previsión que nos sitúa como la última provincia de España con litoral que tendría la alta velocidad, el Gobierno anunciaba el pasado mes de enero que se continuaba con la tramitación del estudio informativo y la Declaración de Impacto Ambiental (DIA).

    Pese a que ésta es la realidad, el Consejo Económico y Social de la provincia de Huelva (CESpH) sigue sin renunciar a esta infraestructura y la cataloga como una de las seis inversiones que podrían cambiar la realidad socioeconómica de la provincia de Huelva.

    Las ventajas que supondría el AVE Huelva-Sevilla, responsabilidad de la Entidad Pública Empresarial Administrador de Infraestructuras Ferroviarias (ADIF) del Gobierno de España, son evidentes. Reducción del tiempo de viaje, desarrollo económico y social, vertebración territorial, reducción de la siniestralidad… y con la misma viabilidad o mayor que el resto de las provincias de España que ya lo tienen.

    Todo está ya estudiado para iniciar la construcción del AVE, falta la voluntad de invertir. Sería una nueva línea ferroviaria de alta velocidad de doble vía, electrificada con ancho internacional entre Sevilla y Huelva que daría continuidad al actual servicio existente entre Madrid y Sevilla. La velocidad de diseño sería de 350 km/h. No se consideran paradas intermedias salvo para las alternativas que pasan por La Palma del Condado y habría una ausencia de cruces a nivel con otras infraestructuras.

    Se estima que las obras del ave generarían alrededor de 4.500 empleos entre directo e indirectos. A esta cantidad habría que sumarle el incremento en el personal ferroviario, tanto a bordo de los trenes como en el personal dedicado al mantenimiento y explotación de las infraestructuras.

    En sentido contrario, la no ejecución del proyecto convierte al Levante y a la Costa del Sol en zonas más accesible desde la capital de España, con la consiguiente escapada del turismo a estas zonas. No actuar supondría mantener los niveles de eficiencia actuales y no optimizar los costes/tiempo de transporte en la red ferroviaria. Tampoco supone ninguna ventaja ambiental desde el punto de vista de la mejora de las variables de sostenibilidad aplicadas a este medio de transporte.

    De acordo com o Livro Branco do CESpH, «o principal obstáculo é a vontade política. Diferentes governos, tanto PP quanto PSOE, manifestaram a intenção de construir a linha de alta velocidade, mas nenhum incluiu essa infraestrutura dentro da PGE. Foram aprovadas rubricas orçamentais apenas para a realização de estudos, para a apresentação de projectos e para a elaboração da declaração de impacto ambiental. O atual governo também não fez isso.»

    ./Com Huelva Información e Copilot.
  • Albufeira candidata a Cidade Europeia do Desporto 2026

    Na última sexta-feira, o Município de Albufeira formalizou a sua candidatura a Cidade Europeia do Desporto para o ano de 2026.

    O presidente José Carlos Rolo, acolheu Pedro Nuno Santos, presidente da Associação das Cidades Europeias do Desporto, no seu gabinete, entregando-lhe o dossier da primeira etapa da candidatura.

    O presidente da Câmara Municipal de Albufeira expressou grande contentamento, considerando este um momento simbólico para o município: «Hoje, Albufeira torna-se oficialmente candidata a Cidade Europeia do Desporto 2026. Estamos na fase inicial, e em outubro, apresentaremos o dossier completo e acolheremos a Comissão de Avaliação. Continuaremos a investir na melhoria das instalações, na atividade desportiva, e no bem-estar e saúde dos nossos cidadãos».

    Fora dos discursos oficiais, Cristiano Cabrita, vice-presidente encarregado do Desporto, enfatizou que «o Município está plenamente comprometido com os objetivos da candidatura de Albufeira a Cidade Europeia do Desporto, assegurando que possuímos todas as condições necessárias, tanto em termos de qualidade das instalações e atividades desportivas oferecidas pelo Município, quanto da capacidade de hospedar e gerir grandes eventos desportivos

  • Verdelago anuncia prazos em obras

    Verdelago anuncia prazos em obras

    O resort de luxo Verdelago, no Algarve, abriu portas no verão de 2023. Mas ainda há mais de 100 casas para acabar e um hotel para construir, motivo pelo qual foram celebrados novos contratos de empreitada recentemente com três empresas de construção.

    O Verdelago Resort, situado entre a Praia Verde e Altura, já abriu portas, mas ainda não está totalmente concluído. Foi precisamente para avançar com as construções em falta que foram assinados três novos contratos de empreitada, lê-se em comunicado enviado às redações:

    acabamentos e instalações especiais de 56 apartamentos situados nos lotes 12, 32 e 47 vão ser levados a cabo pela Teixeira Duarte;
    acabamentos e instalações especiais de 54 novas townhouses/apartamentos, que compõem os lotes 21, 22, 23, 29 e 30 foram adjudicados à construtora San José;
    empreitada de movimento de terras, contenções, fundações e estrutura do Hotel do Verdelago foi entregue à empresa 3Jb Construções.
    Isto quer dizer que os próximos passos para a construção deste empreendimento de luxo e sustentável no Algarve passam por executar os acabamentos de mais de 100 casas e ainda por preparar o terreno onde vai ser construído o Hotel do Verdelago. A par deste está também prevista a construção de um “mini-resort” para acomodar trabalhadores, com um investimento de cerca de 9 milhões de euros, para fazer face à falta de habitação que complica a contratação de pessoas.

    O Verdelago Resort trata-se de um empreendimento turístico-residencial composto por apartamentos e townhouses de luxo e com o acesso direto à praia a partir de passadiços. Possui 86 hectares de terreno, dos quais apenas 8,7% são ocupados por edifícios desenhados pelo atelier Saraiva + Associados. Destes, 70 hectares são de vegetação e incluem um Parque Verde de Recreio e de Lazer com cerca de 42 hectares, uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares, áreas de interpretação ambiental, conservação e promoção do habitat e um lago com 2 hectares.
  • União dos Sindicatos do Algarve celebra Abril

    União dos Sindicatos do Algarve celebra Abril

    Nesta iniciativa participam a Escola de Dança Urban Expression, a banda Cão Amarelo, dos alunos da Escola de Música Moderna do Sul, dos alunos da Associação Cultural Fusetense, com um projeto de tributo a Xutos e Pontapés e ainda com o projeto Arraial Lalá com a prsença do fadista José Manuel Ferreira.

    No dia 25 de abril, inicia-se pelas 16h00, uma manifestação pela Liberdade agendada para sair do Jardim Manuel Bívar em Faro, percorrendo algumas ruas da cidade de Faro e terminando no Largo de São Pedro.

    Para a União dos Sindicatos do Algarve, o 25 de Abril é celebrado como um dos momentos maiores da história contemporânea de Portugal, pelo que assinalar os seus 50 anos equivale comemorar a concretização coletiva que pôs fim a 48 anos de ditadura.

  • Rotas do Algarve para os EUA

    Rotas do Algarve para os EUA

    Em resposta às notícias de segunda-feira, 8, que circularam em diversos meios sobre o possível cancelamento da rota, André Gomes também mencionou que ainda não há uma confirmação oficial da companhia aérea sobre o adiamento da rota, prevista para começar em maio.

    «Em termos estratégicos, para nós, nada muda, pois considerando o potencial do mercado norte-americano, incluindo Estados Unidos e Canadá, nossas iniciativas promocionais permanecem inalteradas», declarou o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), citado pela TNews.

    André Gomes explicou que a informação de que a rota direta Faro/Newark (Nova Iorque) tinha sido adiada por um ano, de maio de 2024 para maio de 2025, é a que tem sido veiculada pela imprensa especializada norte-americana e que avança com algumas razões para esse adiamento.

    A APAL – Agência de Promoção de Albufeira, que tem agendados dois workshops direcionados ao mercado norte-americano, comunicou que não serão cancelados por causa desta notícia, garantiu o presidente da associação, Desidério Silva, ao TNews.

    As ações promocionais estão previstas para as cidades de Boston, em14 de maio e Nova Iorque, 16 de maio, incluindo a apresentação do destino a várias dezenas de operadores, agências e imprensa.

    Em outubro de 2023, a companhia aérea norte-americana anunciou que a nova rota entre Faro e Newark, Nova Iorque, entrava em operação em 24 de maio, com uma frequência de quatro voos semanais.

    Quando a rota foi anunciada, em outubro passado, aquele responsável referiu que, em termos globais, no acumulado, até ao mês de agosto, o mercado turístico norte-americano tinha crescido 29,3% em relação a 2022 e 40% face a 2019.

    Dificuldades na entrega de aeronaves

    Entretando, sabe-se que a indústria da aviação enfrenta desafios significativos que afetam a entrega de novas aeronaves, um tema que tem sido amplamente discutido em várias fontes de informação.

    A complexidade na construção de aviões comerciais com zero emissões é um dos fatores que contribuem para os atrasos na entrega. A transição para tecnologias mais ecológicas, como motores elétricos e designs inovadores, exige um desenvolvimento extensivo e testes rigorosos para garantir a segurança e a eficiência.

    Além disso, a escassez de mão de obra qualificada é outro obstáculo significativo que a indústria enfrenta. A falta de trabalhadores especializados pode atrasar a produção e, consequentemente, a entrega de novos aviões.

    Este problema é exacerbado pela dificuldade em atrair novos talentos para o setor, muitas vezes devido às condições de trabalho que não são vistas como atraentes.

    Os atrasos nos licenciamentos também desempenham um papel nos adiamentos, juntamente com o aumento dos custos de construção, que foram influenciados pela inflação e pelo aumento dos preços dos materiais.

    Estes fatores, combinados com a procura crescente por aeronaves mais sustentáveis e eficientes, criam um cenário complexo que impacta diretamente os cronogramas de entrega.

    Portanto, os adiamentos na entrega de aviões podem ser atribuídos a uma combinação de desafios técnicos, de mão de obra e econômicos que a indústria da aviação está a tentar superar.

    É um equilíbrio delicado entre inovar para um futuro mais verde e atender às expectativas atuais de produção e entrega.

  • Cavalo marinho protegido


    Trata-se de uma resposta do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) ao alerta da ambientalista Cláudia Sil de que um conjunto de planos de gestão das Zonas Especiais de Conservação (ZEC) do Algarve, em consulta pública, conteriam erros graves, por não abordarem o cavalo-marinho, «Hippocampus» da Ria Formosa.

    Cláudia Sil representa as Organizações Não Governamentais (ONG) do Ambiente na Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) e no Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, advertiu que os planos em consulta vão vigorar por 10 anos.

  • Feira do Queijo e do Mel

    Mértola é prepara mais uma edição da Feira do Mel, Queijo e Pão, evento anual, realizado no Pavilhão Multiusos Expo Mértola e promete oferecer aos visitantes uma experiência única, destacando os sabores e tradições da região.

    Durante três dias, os visitantes terão a oportunidade de apreciar o que de melhor a região tem para oferecer, através de uma variedade de produtos locais, incluindo mel artesanal, queijos tradicionais, pão fresco e vinhos da região.
    Além das delícias gastronómicas, a XXIV Feira do Mel, Queijo e Pão apresenta uma programação que contém workshops, conversas e espetáculos musicais que pretendem animar as noites do evento.

    Na sexta-feira, dia 26, pelas 22h, Ruth Marlene promete colocar todos a cantar as suas músicas populares portuguesas. No sábado, dia 27, pelas 22h, Luís Trigacheiro sobe a palco com uma atuação que promete ser inesquecível e no domingo, dia 28, pelas 17h o grupo Al-Canti encerra a feira com uma atuação repleta de ritmos e melodias tradicionais.

  • Séniores de Castro Marim fazem cravos de Abril

    Séniores de Castro Marim fazem cravos de Abril

    O projeto tem vindo a assinalar uma diferença positiva na vida dos idosos e pretende combater o isolamento e a exclusão socio cultural.

    Construir cravos para decorar o edifício dos Paços do Concelho, é o empenhamento dos mais idosos, com a dinamização da educadora Fátima Valentim e das animadoras do lar.

    Os cravos são feitos à mão pelos idosos de Castro Marim e terão vários tamanhos, com o objetivo de decorar o local onde decorrerão maior parte das iniciativas das comemorações do próximo dia 25 de abril.

  • Mais habitação em V.R.S.António

    Mais habitação em V.R.S.António

    As candidaturas, segundo a câmara municipal local, «representam um investimento de cerca de 90 milhões de euros, financiado a cem por cento pelo PRR, dando assim resposta às metas e compromissos assumidos pela autarquia em matéria de habitação».

    Há ainda mais 10 milhões de euros já realizados que permitiram atribuir casa a mais de uma centena de famílias, ao longo dos últimos dois anos.

    O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo sublinhou que estão a «concretizar uma Estratégia Local de Habitação ambiciosa, que totaliza mais de 100 milhões de euros, e que permitirá pôr fim às situações precárias. O nosso objetivo é proporcionar um lar digno a cerca de 700 famílias do concelho».

    Em destaque nesta nova candidatura está a aquisição e futura atribuição de 114 novos fogos, na zona nascente de Vila Real de Santo António, cujo investimento irá superar os 27 milhões de euros, assim como a aquisição de 13 frações na freguesia de Vila Nova de Cacela.

    Merece também relevo a construção de 96 fogos, de várias tipologias, na zona norte de Vila Real de Santo António. O projeto está avaliado em 14 milhões de euros e permitirá atribuir um lar a cerca de uma centena de famílias.

    A requalificação do parque de habitação social municipal é outra das metas e envolve a recuperação de perto de 400 fogos, num valor que ultrapassa os 45 milhões de euros.

    Álvaro Araújo sublinha que todas estas medidas «quebram um ciclo de duas décadas de desinvestimento e de ausência de requalificação do parque habitacional. Estamos a desenvolver todos os esforços para atribuir, em tempo útil, uma habitação digna a quem mais precisa».

  • Lagoa remove embarcações encalhadas

    Lagoa remove embarcações encalhadas

    A operação foi conduzida pelo Município de Lagoa, com o apoio da Capitania do Porto de Portimão e a colaboração de um dos proprietários de uma das embarcações, com recurso a uma empresa privada.

    Dois dos três veleiros removidos tinham encalhado no final do ano de 2023 e um outro na semana passada, fruto das tempestades que se têm verificado nos últimos meses.

    O Município de Lagoa solicitou a uma empresa privada a remoção da embarcação Lady Stray de 7.90 metros e da embarcação Bitten, aparentemente de origem sueca, de 9 metros, cujo proprietário não foi possível identificar. A remoção da embarcação RAN de 11 metros, foi solicitada pelo proprietário, e executada na mesma operação.

    A operação obrigou a cuidados redobrados e foi acompanhada por uma equipa de mergulhadores profissionais, tendo uma Base de Assistência & Salvação Marítima junto ao Clube Naval de Portimão.

    A remoção da quarta embarcação encalhada na Praia Grande, denominada “Thor”, está marcada para o próximo dia 07 de abril, dia em que a maré será mais favorável, naquela que será mais uma tentativa, por parte do armador, para retirar esta embarcação de maior porte. Terá o auxílio de um rebocador oriundo do Porto de Sines.

  • O eclipse total nos USA em 8 de abril e as crenças

    O eclipse total nos USA em 8 de abril e as crenças

    Um eclipse solar é fenómeno que sempre fascinou a humanidade. No dia 8 de abril, os Estados Unidos serão palco de um eclipse solar total, um evento astronómico que promete atrair a atenção de milhões de pessoas.

    Durante um eclipse, muitas crenças e superstições vêm à tona, especialmente relacionadas com a alimentação e o comportamento. Algumas culturas acreditam que comer durante um eclipse pode ser prejudicial à saúde, enquanto outras veem o evento como um momento de purificação e optam por jejum.

    No entanto, não há evidências científicas que sustentem essas crenças. As autoridades dos EUA, antecipando uma grande afluência de turistas, aconselharam os residentes a se prepararem com alimentos, água e combustível, não por causa de superstições, mas para evitar inconvenientes logísticos, devido ao grande número de visitantes.

    O eclipse de 8 de abril coincide com o máximo solar, um período de alta atividade magnética solar, o que significa que os espectadores poderão desfrutar de uma visão ainda mais enriquecida do Sol, com tonalidades rosadas e uma corona solar mais dinâmica e extensa. Em Portugal, o eclipse não será total, mas ainda assim será parcialmente visível, especialmente ao amanhecer.

    É importante lembrar que, para observar o eclipse, deve-se utilizar filtros solares especiais que cumpram com os requisitos da norma internacional ISO 12312-2, pois olhar diretamente para o Sol pode causar lesões permanentes nos olhos.

    Portanto, enquanto as crenças sobre a alimentação durante um eclipse são parte do folclore cultural, as recomendações práticas das autoridades visam garantir a segurança e o bem-estar de todos durante este espetacular evento celestial.

    com Copilot, Fotor.
  • Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Este fenômeno ocorre quando a água salgada do mar infiltra os sistemas de drenagem, afetando a qualidade da água que deveria ser reutilizada para fins agrícolas e de irrigação, como é o caso nos campos de golfe, em Castro Marim.

    A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António, é uma infraestrutura vital na gestão de recursos hídricos da região e encontra-se no centro desta problemática.

    A salinidade elevada nas águas residuais provenientes das redes dos municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António tem limitado a capacidade de reutilização da água a apenas 30% do inicialmente previsto. É um revés significativo nos esforços para combater a seca que assola o Algarve, uma região que depende fortemente da eficiência hídrica.

    Os trabalhos de diagnóstico estão em curso para identificar os pontos críticos onde ocorre a intrusão salina. Com o uso de tecnologia avançada e câmaras de vídeo, as entidades gestoras das redes de abastecimento buscam soluções para mitigar este problema. A situação é complexa, pois a salinidade não é removida no processo de tratamento de águas residuais, o que exige uma abordagem multifacetada para resolver a questão.

    A Águas do Algarve, responsável pela gestão dos recursos hídricos na região, reconhece a gravidade do problema e está a trabalhar em conjunto com as câmaras municipais e outras entidades para delinear intervenções corretivas. Estas ações são cruciais não só para os campos de golfe de Castro Marim, mas também para garantir a sustentabilidade hídrica a longo prazo na região.

    Além disso, a problemática da intrusão salina não é exclusiva de Vila Real de Santo António, afetando outras estações de tratamento no Algarve. Isso destaca a necessidade de uma estratégia integrada e de cooperação entre diferentes municípios e entidades para enfrentar os desafios impostos pela natureza e pelo uso humano dos recursos naturais.

    O caso de Vila Real de Santo António é um lembrete da importância de proteger e gerir de forma eficiente os recursos hídricos, especialmente em regiões propensas a secas e onde a água é um bem precioso e limitado.

    A resposta a este desafio será determinante para o futuro da região, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico, e poderá servir de exemplo para outras áreas que enfrentam problemas semelhantes.