O Festival Histórico Setecentista abriu com um colóquio que celebrou os 148 anos da fundação de Vila Real de Santo António e marca o início das comemorações dos 250 anos do lançamento da primeira pedra da Casa da Câmara e Alfândega.
O evento destaca a importância da cidade e sua arquitetura setecentista, promovendo atividades que exploram seu potencial.
O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo afirmou que «Vila Real Santo de António tinha necessidade, na nossa ótica, de reforçar o mês de Maio com atividades que, de alguma forma, viessem compensar a baixa ocupação hoteleira».
Explicou, depois a necessidade de estabelecer um evento âncora para colmatar este problema da sazonalidade turística, «Um evento do ano. Neste e no mês de Novembro. Foi fácil, neste caso, encontrar a solução. Porque quisemos voltar a recriar o nosso cortejo histórico, que começou ainda no tempo do António Murta, que foi quando, pela primeira vez, fez um cortejo histórico».
Então, continuou dizendo,«pensámos em fazer, não só um dia, mas sim um fim de semana, em que pudéssemos ter atividades que mostrassem o potencial da nossa cidade, da nossa arquitetura. E, por isso, só o pudemos fazer, sendo um evento setecentista. Não é um evento medieval, nem nada que se pareça. O ano passado, diz quem sabe, tivemos ainda algumas marcas de medieval».
Disse, depois que ali estavam porque «é necessário também fazer um enquadramento histórico sobre aquilo que vai acontecer, sobre aquilo que aconteceu em 1774 e a partir daí».
Lembrou que o evento também marca, este ano, «o início das comemorações dos 250 anos da Fundação, o lançamento da primeira pedra deste edifício, que está aqui ao nosso lado direito», referindo-se ao edifício da primeira Alfândega, com porta para a Avenida da República.
Coronel José Paulo Berger
O Coronel José Paulo Berger, engenheiro militar e especialista em história militar e fortificações, apresentou um panorama histórico da cartografia militar desde o século XVIII, destacando a evolução dos arquivos militares e a importância da documentação histórica para o estudo e compreensão do desenvolvimento da região.
Mencionou a criação do Real Arquivo Militar em 1792 e sua posterior divisão em diferentes organismos, culminando na criação do Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar, responsável pela preservação e valorização do património edificado pelo Exército.
Berger também aborda a importância da cartografia para o planejamento territorial e para as campanhas militares, mencionando a criação da Sociedade Real Marítima Militar e Geográfica em 1798, que teve sua atuação interrompida pela Guerra das Laranjas.
Destacou a importância da obtenção do metro padrão para a medição de distâncias e volumes, e como Portugal participou desse processo.
O palestrante finalizou sua apresentação convidando o público a consultar a documentação histórica disponível no portal das Bibliotecas de Defesa e a entrar em contato com o Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar para obter imagens de alta resolução da cartografia histórica da região.
Fernado Pessanha
Fernando Pessanha discorreu sobre a história de Vila Real de Santo António, focando na importância da cartografia para entender a história local e regional.
O orador discutiu a fundação e refundação da cidade, a importância da cartografia militar para a compreensão do século XVIII e a relação da cidade com eventos históricos e militares mais amplos, como a Guerra Fantástica e a Batalha do Guadiana.
Também mencionou a importância de preservar e estudar documentos históricos para futuras pesquisas e para promover o turismo cultural na região.
A autarquia decidiu, no ano passado, criar para esta data e datas futuras, este festival que faz o enquadramento histórico e, nos próximos três dias, a população e os visitantes podem tomar contato com os pormenores da inauguração de uma vila, hoje cidade, cuja primeira pedra foi colocada a 17 de Março de há 250 anos.
A festa, dias depois da Sessão Solene comemorativa, está no Centro Histórico Pombalino e espalhada pelo Centro Comercial a Céu Aberto, servida por numerosos palcos.
Recriações, cortejos, espetáculos interativos, animações e concertos são motivações que os organizadores esperam que venham atrair um grande número de visitantes e servir para animar, durante os próximos três dias, a população e o comércio local.
O galardão é atribuído todos pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, reconhecendo o seu mérito turístico.
A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade concedido às praias que cumpram um conjunto de critérios relacionados com quatro grupos fundamentais: informação e educação ambiental; qualidade da água; gestão ambiental e equipamentos; e segurança e serviços.
Em simultâneo, as cinco zonas balneares de Vila Real de Santo António – Fábrica-Mar, Manta Rota, Lota, Monte Gordo e Santo António – foram, em 2024, classificadas com «Qualidade de Ouro» pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.
O galardão distingue anualmente a qualidade da água balnear das praias portuguesas, tendo exclusivamente em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas.
Recentemente, estas associações uniram forças numa ação de limpeza ambiental que resultou na recolha impressionante de cerca de sete toneladas de lixo. Este evento não só reflete a responsabilidade ambiental dos caçadores, mas também a sua dedicação em manter a beleza natural e a sustentabilidade da região.
A limpeza ocorreu em vários locais do concelho e foi mais do que uma simples ação de recolha de resíduos; representou um esforço coletivo para a gestão e vigilância dos territórios contra incêndios rurais. A iniciativa culminou com um almoço de convívio em Odeleite, simbolizando a união e o espírito comunitário que caracterizam as populações locais.
Os caçadores são reconhecidos como parceiros importantes no combate aos incêndios rurais, contribuindo significativamente para a vigilância e proteção do ambiente.
Além disso, a sua ação é um passo positivo na luta contra o despovoamento, o isolamento e a desertificação dos territórios do interior do concelho de Castro Marim.
O Município de Castro Marim tem-se esforçado por manter a limpeza dos espaços públicos e privados, melhorando a salubridade e estética da região e, consequentemente, contribuindo para um ambiente mais saudável e agradável para todos.
Esta ação de limpeza ambiental é um exemplo inspirador de como a colaboração entre diferentes entidades e a comunidade pode levar a resultados significativos e positivos para o meio ambiente. É um lembrete de que todos têm um papel a desempenhar na proteção da nossa terra e na promoção de um futuro mais verde e sustentável.
O novo presidente do município pretende dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento do concelho operado nos últimos anos, assumindo o compromisso de «pugnar pela melhoria constante da qualidade de vida de todos os Alcoutenejos, dando continuidade ao trabalho que se encontra em desenvolvimento e cumprindo assim o programa eleitoral do PS sufragado nas últimas eleições autárquicas».
Dirigindo-se aos órgãos autárquicos, do município e das freguesias, e aos parceiros institucionais nas mais diversas áreas, sublinhou que «podem contar com este executivo no sentido de dar continuidade a uma postura de diálogo de modo a manter uma relação de ampla colaboração e proximidade».
Paulo Paulino espera contar com o empenho de todos os funcionários que, por sua vez, afirmou, «poderão contar sempre com a sua disponibilidade».
Na mesma reunião, tomaram posse como vereador José Galrito e a vereadora Rosa Palma. Esta assumiu a vice-presidência.
Foi uma campanha de Segurança Rodoviária da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), e decorreu entre os dias 7 e 13 de maio.
Teve por objetivo alertar os condutores para as consequências negativas e mesmo fatais do uso indevido do telemóvel durante a condução.
Inserida no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2024, a campanha foi divulgada nos meios digitais e através de cinco ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização levadas a cabo pela GNR e pela PSP, em Alenquer, Almodôvar, Évora, Portalegre e Portimão.
Idênticas ações ocorreram nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Esta campanha contou, uma vez mais, com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira na realização de ações de sensibilização, complementando o trabalho de fiscalização que tem sido realizado pelos comandos Regionais da PSP.
É reconhecido que os condutores que utilizam o telemóvel durante a condução são mais lentos a reconhecer e a reagir a perigos, uma vez que a distração ocorre quando duas tarefas mentais – conduzir e utilizar o telemóvel, são executadas ao mesmo tempo, o que provoca lapsos de atenção e erros de avaliação.
O uso de aparelhos eletrónicos durante a condução causa dificuldade na interpretação da sinalização e desrespeito pelas regras de cedência de passagem, designadamente em relação aos peões.
Durante as operações das Forças de Segurança no âmbito desta campanha, realizadas entre os dias 7 e 13 de maio, foram fiscalizados em controlo de velocidade por radar 4,6 milhões de veículos, 4,4 milhões dos quais pelo SINCRO – Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, da responsabilidade da ANSR.
Em termos de fiscalização presencial, as Forças de Segurança procederam à fiscalização de 50,3 mil veículos.
Do total de 4,6 milhões de veículos fiscalizados durante a campanha, registaram-se 22,6 mil infrações.
O evento visa promover a sustentabilidade ambiental e destacar a importância da participação cívica, envolvendo pessoas de todas as idades e contribuindo para os objetivos da Agenda 2030.
Seu propósito é destacar projetos, ideias inovadoras e conhecimentos existentes, fomentando o uso sustentável dos recursos naturais e soluções inspiradas na natureza.
O EcológiTa proporcionará um espaço de reflexão para todos, ressaltando que políticas corretivas são essenciais para atingir a sustentabilidade e corrigir desigualdades geradas por sistemas vigentes.
Durante o evento, haverá diálogos, oficinas, concertos, exposições de produtos ecológicos e outras atividades interativas.
Diariamente, das 15h às 17h, acontecerão atividades náuticas, seguidas pela exposição de produtos e atividades a partir das 18h. Conversaremos com Catarina Barreiros, Tânia Graça, Tiago Lagoa, Sandra Cóias, entre outros, e teremos momentos musicais com Lena D’Água, Surma e o projeto de hip hop Anymal Racional.
Dia 7 de junho, Sexta-feira
15:00h – 17:00h Kayak e SUP
18:30h – 19:30h Vox Pop “Sem Filtros”
20:00h – 21:30h Oficina “10 Passos para uma vida mais sustentável” com Catarina Barreiros
22:00h – 00:00h Momento Musical I Lena D´Água
Dia 8 de junho, Sábado
15:00h – 17:00h Kayak e SUP Vela
18:00h – 19:00h Workshop Fotografia na Natureza
19:00h – 20:00h Oficina Desafio Vegetariano com Sandra Cóias
20:00h – 21:00h À conversa com…Elisa Nair, Noel Santos e Sandra Cóias I Alimentação: a importância de cada um de nós
21:00h – 22:00h Grupo de Teatro Comunitário de Faro – Os Vizinhes
22:00h – 00:00h Momento Musical I Surma
Dia 9 de junho, Domingo
15:00h – 18:30h Vela Gincana de Bicicletas
18:00h – 20:30h Oficina de Brinquedos com Domingos Vaz
18:00h – 19:00h Tertúlia: Eu participo, e tu?
19:30h – 20:30h À conversa com… Tiago Lagoa I Ambiente e Sustentabilidade: nós e as alterações climáticas
20:30h – 21:30h À conversa com…Tânia Graça I Cidadania Ativa: desmistificar para empoderar
22:00h – 00:00h Momento Musical I Anymal Racional
A EcológiTa é um eco-evento e, nesse espírito, são disponibilizadas soluções de mobilidade sustentável para que, gratuitamente, as pessoas se desloquem do centro da cidade para as Quatro-Águas e, para quem quiser comer no local, a par dos estabelecimentos já existem na zona, há food trucks.
Junte-se à EcologiTa para reforçar a importância do nosso planeta e de toda a bioesfera.
Em cerimónia realizada no Cantro Cultural António Aleixo, na presença de autoridades locais e regionais, civis, militares e relegiosas e convidados, incluindo representantes de Angola, decorreram homenagens e reconhecimentos, por serviços de relevo prestados ao município.
Várias personalidades e entidades foram homenageadas por seus contributos à comunidade, abrangendo áreas como educação, saúde, cultura e desenvolvimento social e econômico local. Medalhas de Honra, Mérito Profissional e Mérito Cultural foram entregues, simbolizando reconhecimento público pelos serviços prestados.
A encerrar as diversas comunicações e após ter saudados os presentes e autoridades concelhias, o Presidente da câmara municipal Álvaro Araújo dirigiu especiais cumprimentos ao Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, ao Governador da Província do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, ao representante do Ministério da Indústria e do Comércio, Diretora-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola, Maria Filomena Ramos de Oliveira, e a toda a comitiva que se deslocou de Angola, Província do Zaire, para firmar uma colaboração mútua em várias áreas de interesse de ambas as partes, nomeadamente a formação profissional, a agricultura, o turismo e a indústria.
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Também, um cumprimento especial, para os dois administradores presentes da Província do Zaire, o administrador do município do Nezeto, Tuzay Copinda, e o administrador do município do Soio, José Mendes Belo, e ficam então os cumprimentos a toda a comitiva que veio desde Angola.
Cumprimento também antigo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, António Maria Farinha Moura, que tinha sido objeto de homenagem na cerimónia e o seu presidente da Câmara, Castro Marim, Francisco Amaral.
A cidade de Ayamonte fez-se representar pelo alcaide Alberto Fernandez e membros do executivo municipal.
Álvaro Araújo abriu o discurso da celebração dos 248 anos da fundação dizendo que foi naquele que é o país mais a oeste da Europa, onde se refundou «uma nova vila na Foz do Guadiana, agora sob a designação de Vila Real de Santo António. Foi a 17 de Março de 1774 que, sob as ordens do Marquês de Pombal, foi lançada a primeira pedra da então denominada Nova Vila de Santo António de Arnilha, há exatamente 250 anos. Mas foi somente a 13 de Maio de 1776 que se inaugurou formalmente a já designada Vila Real de Santo António»,
Salientou que, aquela foi a data «a partir da qual se deu início a uma jornada extraordinária de desenvolvimento e prosperidade. 248 anos. Não é todos os dias que se tem a honra de celebrar um aniversário desta magnitude. A nossa terra está de parabéns. E também os vilarealenses, os monte-de-gordinos e os castelenses merecem esta celebração».
Recordou que Vila Real de Santo António fez parte integrante do plano de restauração do Reino do Algarve, concebido pelo ilustre Marquês de Pombal.
«As nossas ruas, a nossa arquitetura de programa, fazem parte da história e da nossa identidade patrimonial. O traçado do edificado urbano da cidade foi concebido e concretizado com base nos ideais do iluminismo. Esta cidade surgiu também da necessidade estratégica inerente à afirmação política, económica e militar do Estado português face ao Estado espanhol na Foz do Guadiana».
Disse que, desde então, as gentes de Vila Real de Santo António fizeram um caminho de afirmação de uma cidade e de um povo com características muito especiais.
«A nossa cidade cresceu rapidamente, mas o espírito empreendedor e a resiliência dos vilarealenses, a sua identidade e o seu caráter mantiveram-se intactos. Por isso mesmo, hoje é também dia de homenagear alguns dos nossos que têm vindo a destacar e a representar da melhor forma Vila Real de Santo António. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal pretendeu prestar o reconhecimento público a pessoas e entidades que deram o seu contributo para a comunidade que somos hoje».
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Homenagens a destacados cidadãos
A António Maria Farinha Murta, figura de destaque com um vasto percurso profissional e político, foi atribuída a Medalha de Honra da Cidade.
António Murta foi Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, desempenhou vários cargos a nível desportivo e foi Presidente da Câmara Municipal do nosso município em quatro distintos mandatos. «Teve um papel fundamental na história do nosso Conselho e deixou uma marca significativa no panorama local e regional. Foi para mim uma grande honra poder ter e ter tido a anuência da Câmara e da Assembleia Municipal por unanimidade prestar esta homenagem merecida».
A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Lourdino Marques, «um apaixonado pela educação, como foi dito, a sua jornada foi marcada por um profundo impacto na educação, na política local e no tecido social da sua comunidade. Desempenhou cargos políticos de grande importância, como por exemplo o Vereador da Câmara Municipal, Deputado Municipal e Presidente da Conselhia do Partido Socialista da nossa terra. Uma inspiração para várias gerações de vilarealenses.»
A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Maria Fernanda Santos, «uma querida colega de trabalho também, construiu um legado que perdura na memória dos que tiveram o privilégio de a conhecer».
Fernanda Santos destacou-se na esfera política, em representação da CDU e foi eleita Vereadora da Câmara Municipal e Deputada do nosso Conselho. «Foram duas décadas a contribuir para a educação, para a política e para o tecido social da nossa comunidade».
A Medalha de Mérito Profissional, foi atribuída, também a título póstumo a Carlos André Gomes, com «quase 40 anos da sua vida dedicados ao Serviço Nacional de Saúde. Desempenhou vários papéis-chave na área da saúde pública, um legado notável de serviço e compromisso».
A Medalha de Mérito Profissional foi também para Joaquim Gouveia, da cidade dio Fundão, ali presente, «uma figura notável ao serviço da educação, um legado marcante no campo pedagógico e no fortalecimento dos laços entre comunidades».
O presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António destacou que Joaqauim Gouvei tem como «Uma das suas maiores marcas é o projeto educativo à descoberta das 4 cidades que ainda hoje nos acompanha».
A Medalha de Mérito Cultural foi atribuída à Associação Naval do Guadiana, «uma entidade com mais de 40 anos de existência e um compromisso inabalável com o desenvolvimento local e a promoção das atividades náuticas. A prova viva de que com visão, trabalho árduo e compromisso comunitário é possível alcançar grandes feitos e deixar um legado duradouro para as gerações futuras.»
Para finalizar as homenagens e dirigindo-se também às suas famílias ou representantes deixou «em nome da autarquia, o nosso muito obrigado pelo que deram de si por todos nós. Aceitem esta singela homenagem como um agradecimento sentido de toda a comunidade vilarelense. Se foram estes os ilustres que nos honraram, cabe-nos a nós continuar o seu caminho.»
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O futuro do concelho
Álvaro Araújo disse, depois de nomear os homenageados, que «Vila Real de Santo António enfrenta hoje uma série de desafios e, para os superar, precisamos de foco e de ter as nossas prioridades muito bem definidas. É por isso que privilegiamos o turismo enquanto motor do desenvolvimento da cidade e também da região Algarvia».
Consinuou dizendio «É também por isso que dinamizamos o comércio de rua enquanto motor do desenvolvimento da economia local e da comodidade dos residentes no concelho. Apostamos igualmente na educação enquanto motor do desenvolvimento dos mais jovens, das gerações futuras e na nossa sociedade. Não descuramos a ação social ligada à educação».
Disse que, no contexto tinha de «destacar a implementação de uma medida extraordinária por parte da Câmara Municipal. Falo-vos do alargamento da gratuidade de refeições escolares a todos os alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário da rede pública, sediados no nosso concelho durante o ano de 2024. Esta medida abrangerá sensivelmente 800 alunos e implica um investimento de cerca de 185 mil euros».
Em termos de infraestruturas destacou também as obras de requalificação da Escola Dom José I, que já está em fase avançada, o seu projeto e a sua aprovação, um investimento de cerca de 6 milhões de euros com o apoio do PRR.
O investimos na saúde e segurança enquanto motor do desenvolvimento do bem-estar da nossa população. «Exemplo disso é a recém-inaugurada Esquadra da Polícia de Segurança Pública».
Afirmou que «Tem sido vários os projetos em que temos apostado sempre com o objetivo de dar mais qualidade de vida à nossa população. Fazemos-lo com uma especial atenção para com os mais frágeis e para com os idosos».
O projeto ‘Cuidar de Quem Cuidou« é um bom exemplo disso mesmo, disse também. Trata-se de uma iniciativa, no domínio da saúde, do apoio social e da solidariedade intergeracional, vai apoiar muitos idosos do nosso concelho.
Há trabalho «de forma muito intensa na requalificação de infraestruturas». que exemplificou.
«Continuamos também a desenvolver a revisão do plano diretor municipal de Vila Real de Santo António».
Classificou este instrumento de gestãso territorial como «um instrumento estratégico fundamental para uma boa gestão do nosso território e cabe a este executivo recuperar o tempo perdido no passado».
Lembrou que o PDM atual, com mais de 30 anos, não consegue dar uma resposta a todas as necessidades e por isso a revisão do mesmo constitui uma prioridade deste executivo.
Prometeu «Um plano mais eficiente, mais moderno e adequado ao nosso município e aos desafios que se colocam ao nosso território será concluído até final deste ano. Asegurar o alojamento digno de famílias em situação econômica ou social vulnerável é também essencial para nós».
Destacou que, no âmbito da estratégia local de habitação de Vila Real de Santo António, o executivo municipal procedeu à candidatura a fundos comunitários no âmbito do PRR; a aquisição de 114 fogos a construir na freguesia de Vila Real de Santo António; A empreitada de reabilitação de 372 fogos pertencentes ao Parque Habitacional Social do município; e a construção a custos controlados de 96 fogos novos a concretizar em terrenos próprios do município junto à Estação de Caminhos de Ferro de Vila Real de Santo António; a aquisição de 13 fogos a concluir em edifício situado em Vila Nova de Cacela junto ao mercado municipal.
Classificou a estratégia local de habitação como, seguramente, «o projeto mais relevante do nosso Conselho das últimas décadas. Com esta estratégia estamos a resolver um dos problemas mais graves que a nossa sociedade enfrenta atualmente, o da habitação».
Para o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António «ter uma casa digna desse nome é algo que não pode ser um milagre para muitos, uma miragem para muitos. Neste sentido, nós autarcas temos de ser capazes de utilizar os instrumentos ao nosso dispor para dar resposta a esta necessidade de muitas pessoas».
As finanças municipais
«Os últimos anos têm sido muito duros para a nossa cidade. Estamos a recuperar de uma situação financeira delicadíssima que hipotecou Vila Real de Santo António em vários aspectos».
Álvaro Araújo destacou que a jornada «não tem sido fácil. Com estratégia, com honestidade e com transparência já conseguimos reduzir esta dívida pública em cerca de 16 milhões de euros em apenas dois anos. Este caminho é fundamental para que possamos trazer de volta a dignidade à nossa terra».
Falou da dignidade «de assumir os compromissos assumidos e o pagamento do que devemos. A dignidade de podermos voltar a tomar decisões sobre a nossa vida sem qualquer interferência externa. A dignidade de nos afirmarmos como um município de contas certas. Reafirmo o compromisso do atual executivo autárquico de trabalhar incansavelmente por todos os vilarealenses. Continuaremos, como até aqui, a partilhar dois domínios».
Disse que da recuperação económica e financeira da autarquia, diminuindo uma dívida astronómica que nos fere na nossa honra, e da realização de trabalho e obras em vários domínios que têm impacto direto na qualidade de vida de todos os que residem no nosso Conselho.
ccaa orquestra do comite olimpico – foto CM-VRSA
A cerimónia no Centro Cultural António Aleizxo terminou com a atuação da Orquestra do Comitê Olímpico Português, com a interpretação dos temas Ária da Rainha da Noite, de Mozart, com a soprano Patrícia Modesto, no violino João Castro e José Nascimento, na viola d’arco Ana Teresa Alves e no violoncelo Ferreira.
Os trabalhos de reparação, com um prazo estimado de conclusão de 30 dias, resultarão na interdição parcial de uma secção próxima à ria, que estará devidamente sinalizada.
Além disso, estão programadas intervenções pontuais ao longo de todo o passadiço para assegurar as melhores condições de uso pelos milhares de residentes e visitantes que o frequentam durante o ano.
O passadiço da Ria de Alvor, com uma extensão total de seis quilómetros, faz parte do percurso natural Ao Sabor da Maré.
É formado por vários passadiços de madeira e caminhos de terra, cruzando de maneira respeitosa os sapais, pequenas lagoas e parte dos cordões dunares, componentes deste valioso ecossistema.
Em junho de 2023, dizem, informaram sobre a apresentação de uma queixa, em colaboração com o BEUC e organizações de mais 19 países, à Comissão Europeia e à Rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, contra o greenwashing praticado por companhias aéreas, que acreditam estarem a enganar gravemente os consumidores.
Destacam que é inaceitável que as companhias aéreas façam alegações de «neutralidade de carbono», «redução da pegada ambiental», «voar de maneira mais sustentável» ou «compensação das emissões de carbono», em um setor altamente poluidor.
Além disso, observam ser inadmissível que os consumidores sejam levados a escolher suplementos que supostamente compensam as emissões ou tarifas denominadas «verdes».
Independentemente de os consumidores pagarem uma «tarifa verde» ou não, «o voo em que embarcam continuará a emitir gases prejudiciais ao clima, tornando a apresentação deste meio de transporte como sustentável um claro caso de greenwashing».
Recentementeconstataran que a Comissão e as autoridades nacionais de proteção ao consumidor anunciaram o início de uma ação contra 20 companhias aéreas por práticas enganosas, identificando diversos tipos de alegações problemáticas e instando as empresas a ajustarem suas práticas à legislação de proteção ao consumidor dentro de 30 dias
Agora, aguardam a apresentação e discussão de medidas que abordem as preocupações levantadas, que, se não forem implementadas, poderão resultar na aplicação de sanções pelas autoridades competentes.
Segundo um comunicado, a Fundação Galp destacou o apoio da Associação Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, parceiro social local na implementação do seu plano de envolvimento com a região.
Imersos num campo de cerca de 250 mil painéis solares, os alunos experienciaram uma aula num contexto real. Foi uma chance para entenderem ´«o universo da energia, visualizarem como funciona um parque solar e a realidade dos profissionais, avaliarem seus conhecimentos sobre o papel das energias renováveis no combate às mudanças climáticas e aprenderem mais sobre a produção solar no Baixo Guadiana».
A atividade Rota da Energia, promovida pela ADENE – Agência para a Energia, parceira da Fundação Galp, iniciou a visita destinada aos jovens do 3º ciclo, incentivando-os a contribuir para a economia de energia.
A Agência Internacional de Energia calcula que mais de 67 milhões de pessoas trabalham no setor energético globalmente. Muitas dessas profissões, inexistentes há poucos anos, são agora fundamentais para uma nova economia de baixo carbono.
Inaugurado em setembro de 2023, o Parque de Alcoutim representa o primeiro grande investimento solar da Galp em Portugal. Composto por quatro centrais fotovoltaicas – São Marcos, Viçoso, Pereiro e Albercas -, o complexo corresponde a 10% da capacidade solar instalada e operada pela empresa, fornecendo energia renovável para mais de 80.000 famílias.
Como parte integrante da comunidade, o parque solar de Alcoutim continuará a organizar visitas escolares de diversas áreas do Algarve, promovendo a literacia energética e a sensibilização das novas gerações, uma ação que faz parte do programa educativo da Fundação Galp.
O evento, organizado pelo Zoomarine, conta novamente com o apoio da Câmara Municipal de Silves e, como nas edições anteriores, haverá dois pontos de encontro: na Praia Grande (Pêra) e na Praia do Vale do Olival (Armação de Pêra).
As inscrições devem ser feitas online, através do link:
Iniciada em 2017, a «Operação Praia Limpa« faz parte da filosofia de responsabilidade ambiental «Together We Protect» e divide-se em duas grandes ações: a limpeza subaquática e a limpeza da praia.
O objetivo principal é remover a maior quantidade possível de detritos, tais como plásticos, pontas de cigarro, latas, artes de pesca abandonadas, partes de embarcações, entre outros, em vários pontos ao longo da costa e do recife natural do Algarve.
O Município de Silves está a convidar todos, individualmente ou em grupo, a participar desta causa que, além de promover a conservação da costa, visa também conscientizar sobre a proteção ambiental e as várias espécies que consideram o oceano como seu habitat.
A atividade tem a colaboração da ALGAR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, APAL – Agência de Promoção de Albufeira, BioReefAP, CCDR – Europe Direct Algarve, DiveSpot, Geoparque Algarvensis, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, UAlg V+ e Visit Algarve Portugal.
A Feira da Cabra retorna com conhecimentos e sabores ligados à raça algarvia, apresentando um programa que engloba concertos, artesanato, produtos tradicionais, tasquinhas de gastronomia regional, exposições de animais, queijaria, showcookings, folclore e entretenimento infantil.
Os destaques do cartaz deste ano são os concertos de Micaela (24 de maio), Buba Espinho (25 de maio) e José Malhoa (26 de maio), que prometem encerrar o evento em alto estilo, com ênfase na música portuguesa.
O Azinhal, uma das aldeias mais tradicionais do município, torna-se novamente o foco de atenção durante o fim de semana, em uma iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim e da Junta de Freguesia do Azinhal.
Para esta acção, escolheu o dia 18:00 de maio, entre as 9:00 e as 18:00 horas, estabelecendo do «Dia da Cal em Cacela Velha»
Recentemente, parece ter-se perdido o hábito secular dos residentes em manter e caiar as suas fachadas e muros, o que pode contribuir para o declínio do caráter e da imagem do centro histórico de Cacela Velha.
Após o sucesso da primeira edição do «Caia-me», realizada em Maio do ano passado e com a ajuda de mais de vinte voluntários que dedicaram seu esforço e motivação para tornar Cacela Velha mais branca, limpa e brilhante, decidiu continuar a iniciativa este ano.
Como Cacela Velha é um dos locais de maior interesse histórico e patrimonial da região e este dia visa contribuir para a valorização do espaço público.
Também para valorizar materiais e práticas tradicionais no contexto da arquitetura tradiciona; fomentar a troca de práticas e saberes associados ao uso da cal; e incentivar a participação da população, agentes locais e público em geral, na preservação e valorização do centro histórico de Cacela Velha
«A dita ‘abolição’ significa apenas a transferência do custo de construção e manutenção dos troços em causa, dos utilizadores para os contribuintes», refere a APC num comunicado enviado às redações.
A associação presidida por Paulo Carmona não faz comentários sobre o enquadramento político da votação da medida, mas lamenta que partidos e comentadores utilizem o termo abolição como «se com esta votação deixássemos, todos nós contribuintes, de as pagar».
Na passada quinta-feira, o parlamento aprovou na generalidade o projeto de lei do PS para eliminar as portagens nas ex-SCUT com os votos a favor dos socialistas, Chega, BE, PCP, Livre e PAN, a abstenção da IL e o voto contra do PSD e do CDS-PP.
A proposta do PS – a única que foi aprovada – pretende acabar com as portagens na A4 – Transmontana e Túnel do Marão, A13 e A13-1 – Pinhal Interior, A22 – Algarve, A23 – Beira Interior, A24 – Interior Norte, A25 – Beiras Litoral e Alta e A28 – Minho nos troços entre Esposende e Antas e entre Neiva e Darque.
De acordo com os socialistas a medida tem um impacto orçamental de 157 milhões de euros.
A APC critica o facto de os partidos assumirem a popularidade da medida junto dos utilizadores, sem referirem o ónus que passou para os que não utilizam estas vias, incluindo os que não têm carro, e estranha mesmo que partidos que sempre se posicionaram «contra a utilização do automóvel», tenham agora votado a favor desta medida «que incentiva o seu uso».
«Esta forma continuada de referir o fim das portagens, como se a medida fosse positiva para os portugueses, distorce a realidade, aumenta a iliteracia fiscal e impede o debate que lamentamos não existir sobre se o custo – da utilização rodoviária ou de outros serviços – deve ser suportado todo através dos impostos, ou também pelo utilizador-pagador», salienta a associação cívica.
A APC lamenta igualmente que o Governo critique a votação do projeto pelo impacto que pode ter na cobrança da receita das «suas contas», esquecendo que os verdadeiros prejudicados são os contribuintes.
Neste contexto, apela a que se reforce a mensagem de que não existe uma abolição de portagens, mas antes uma transferência do custo de construção e manutenção dos troços de autoestradas em causa.
A APC assume-se como uma associação apartidária que pretende reequilibrar a relação entre o Estado e os contribuintes, contribuindo para que «os impostos sejam transparentes, claros e fáceis de entender no seu propósito de bem comum».
Entre os elementos dos seus órgãos contam-se os nomes de Daniel Bessa, João Vilalobos, António Nogueira Leite, Diogo Feio, Carlos Lobo, Cecília Meireles ou Luís Leon.
Este programa é uma excelente oportunidade para agentes culturais que procuram financiamento e apoio para as suas iniciativas.
Para se candidatar, é importante que os interessados sejam entidades coletivas sem fins lucrativos e que estejam formalmente constituídas.
Além disso, não devem ter recebido apoios sustentados (bienais ou quadrienais) da tutela da Cultura no ano civil a que respeita a candidatura.
O programa cobre várias áreas, incluindo «Criação/Produção», «Programação/Circulação», «Apoio ao Associativismo» e «Protocolos».
As candidaturas estão abertas até 24 de maio de 2024, e os documentos necessários para a candidatura podem ser obtidos através do site da Direção Regional de Cultura do Algarve.
É importante notar que o montante disponível para este programa é de 175.500 euros, o que será distribuído como comparticipação a fundo perdido. Isto significa que os beneficiários não terão que reembolsar o apoio financeiro recebido.
Este programa representa uma oportunidade significativa para o enriquecimento cultural da região do Algarve, incentivando a criação e fruição cultural das populações locais.
Para mais informações detalhadas e para aceder ao formulário de candidatura, visite o site oficial da Direção Regional de Cultura do Algarve ou da CCDR Algarve.
A campanha decorre entre os dias 7 e 13 de maio, tendo por objetivo alertar os condutores para «as consequências negativas e mesmo fatais do uso indevido do telemóvel durante a condução».
Quando se conduz a 50 km/h, observa a ANSR, olhar para o telemóvel durante três segundos é o mesmo que conduzir uma distância de 42 metros com os olhos vendados, o que equivale a percorrer uma fila de 10 carros.
A utilização do telemóvel durante a condução aumenta em quatro vezes a probabilidade de ter um acidente, causando um aumento no tempo de reação a situações imprevistas.
A campanha «Ao volante, o telemóvel pode esperar» integrará ações de sensibilização da ANSR em território continental e dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.
Ainda, as operações de fiscalização pela GNR e pela PSP, com especial incidência em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário e de acordo com o PNF de 2024, de forma a contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos condutores no que respeita ao manuseamento do telemóvel durante a condução.
Dois municípios algarvios já cooperavam com os caçadores, na missão de proteger o espaço rural dos incêndios, Alcoutim e Castro Marim, e acaba de se lhes juntar o município de Tavira, são visados.
A edição atual da publicação foca-se no concelho de Vila Viçosa e do que o município pode proporcionar aos amantes da caça.
A atividade, enquanto arte de caçar, assume neste concelho alentejano uma grande importância, desde logo, devido à sua ligação histórica com a Casa de Bragança, que ali fundou uma das suas tapadas.
A revista ilustrada ALVA realça o trabalho realizado em conjunto com o poder local para a implementação de projetos que visam ordenar e proteger o território rural, nomeadamente, contribuir para a diminuição do risco de incêndios.
A revista ALVA contempla as Jornadas do Mundo Rural de Alcoutim, as Jornadas da Caça de Mértola, a Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural de Vilar Formoso, a Feira de Caça e Turismo de Macedo de Cavaleiros e a EXPOCAÇA de Santarém.
O anúncio ocorreu no Aquário Vasco da Gama, em Dafundo, município de Oeiras, distrito de Lisboa, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer. Ele revelou que, na próxima temporada balnear, 398 praias em 103 municípios hastearão a Bandeira Azul.
Uma praia com Bandeira Azul cumpre diversos critérios, incluindo qualidade da água, gestão do espaço, segurança, serviços, vigilância e educação ambiental.
José Archer considerou encorajador o aumento do número de praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, observando que o total está próximo de atingir 400.
Destacou ainda o crescimento contínuo das praias interiores, reconhecendo que são mais sensíveis e desafiadoras para alcançar e manter os padrões exigidos.
“Portugal é notavelmente proeminente nas praias interiores. Somos o segundo país a nível mundial com mais praias fluviais, totalizando 49, mais do que o dobro de Espanha e Itália, um feito digno de destaque”, afirmou.
Quanto às praias costeiras, sublinhou que o número de praias portuguesas com Bandeira Azul está bem estabelecido, crescendo à medida que novas praias são designadas.
Sobre a perda da Bandeira Azul, Archer explicou que todas as decisões foram baseadas na qualidade da água. No caso específico da Zambujeira do Mar, a perda deve-se ao impacto do festival de verão realizado na região do sudoeste alentejano, no município de Odemira, distrito de Beja.
Para as praias fluviais mais vulneráveis, mencionou que um acidente a montante pode ser suficiente para afetar a sua condição.
A antologia conta com a participação de Ana Maria Horta, António Cabrita, Áurea Nobre, Clara Lourenço, João Pereira, João Viegas, José Carlos Barros, José Estêvão Cruz, Miguel Godinho, Paula Amaro e Pedro Tavares e comemora os 30 anos da Editora Guadiana e os 50 anos do 25 de Abril.
Poetas da cidade de Ayamonte estiveram presentes na iniciativa, bem como público local.
Em representação da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, a bibliotecária Assunção Constantino esclareceu que a antologia surgiu do repto lançado pelo Helder, que é o responsável pela editora Guadiana a vários poetas.
É uma antologia de poetas vilarealenses, frisou e esclareceu: « o que não quer dizer que sejam todos poetas nascidos e naturais, mas que, de alguma forma, tem a ligação a esta terra, decorrente da sua atividade profissional, e que aqui se fixaram».
Chamou a atenção para a pintura exposta no hall da biblioteca, inspirada no território, da autoria de Ana Maria Horta, que tinha sido inaugurada na véspera da apresentação do livro
A antologia que apresentamos hoje é uma antologia que reúne os poetas e eles estão aqui quase todos, destinada a assinalar os 50 anos do 25 de abril, da conquista da liberdade. Ela pretende também marcar os 30 anos de existência da editora Guadiana.
Salientou o trabalho excepcional na terra do editor Helder Oliveira, a quem felicitou e louvou a iniciativa de ter lançado o repto aos poetas «Se não fosse a persistência dele, possivelmente, esta editora já tinha as portas fechadas».
Houve palavras para dois ausentes, participantes no «Margens Livres», José Carlos Barros, prémio Leya que, à mesma hora, apresentava na Casa Álvaro de Campos em Tavira a sua coletânea de poesia «Taludes Instáveis» e Pedro Tavares, «que está a uns quantos quilómetros de distância daqui», ironizando sobre a presença em Timor, em cooperação.
Helder Oliveira, editor de muitos dos trabalhos dos «Poetas do Guadiana» e outros escritores que não encontram acolhimento nas grandes editoras, que o livro «Margens Livres» foi uma iniciativa da Editora Guadiana, para comemorar o seu 30º aniversário e que se integrou, pela temática dos poemas nas comemorações oficiais do Município de Vila Real de Santo António, com o apoio da câmara municipal.
Gostaria de agradecer aos autores que participaram num trabalho árduo, ao longo de três ou quatro meses, com um timing específico para ser, enfim, lançado nas comemorações do 25 de abril, e que, no fundo, conseguimos. Agradeceu o apoio ao executivo camarário e acessorias que ali se encontravam representado por Fernando Horta, vereador do pelouro do Património Imaterial, e, ainda, Vítor Junqueira, Miguel Godinho e Assunção Constantino.
Helder Oliveira disse que o título do livro se inspirou no pensamento de Bertolt Brecht, que citou de cór, «do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento, mas ninguém chama violentas às margens do cumprimento».
Para a Editora Guadiana os poemas plasmados no livro manifestam o que, de mais íntimo, possui o ser humano, o sentimento sobre os temas mais pertinentes da nossa sociedade, o que, em seu entender dá continuidade ao serviço público que a editora Guadiana tem vindo a fazer, na edição e produção da obra gráfica, sendo contributo para a cultura da nossa terra. Dentro do aspecto gráfico do livro, chamou a atenção para os flamingos que estão na contracapa, uma das áreas úmidas do Sotavento, e que vem da capa interior, atravessam o livro e saem como mensagem de liberdade.
Fernando Horta fechou o ciclo de intervenções citando o trabalho de Pedro Teixeira, Assunção Constantino, Miguel Godinho e André Oliveira. Relevou, para valorizar o trabalho
desenvolvido na biblioteca Vicente Campinas, «esta casa de porta aberta».
«Celebrar os 50 anos do 25 de abril em liberdade, marcados com um com um livro, um livro de poesia, numa antologia de poetas da nossa terra, edificado por um editora da nossa terra que celebra tão corajosos 30 anos, é um insofismável registro da retoma ao apoio à produção cultural promovida pelos agentes da nossa terra», destacou, para continuar:
Ao serviço do enriquecimento identitário e cultural da nossa comunidade, determinante para a defesa e usufruto da liberdade, nunca será demais agradecer aos nossos poetas.
Fernando Horta terminou citando Garcia Lorca que entendia que a um mendigo deveria dar-se o pão e um livro, referência a que não é apenas a satisfação das necessidades materiais, mas também a cultura e educação que constroem a liberdade humana.