O caso aconteceu ontem, quinta feira, quando uma pessoa de idade avançada e por causas ainda desconhecidas, estava em vias de se precipitar da uma ponte sobre um esteiro do rio Guadiana, no Bairro de Canela, frente a Vila Real de Santo António.
Passava das dez horas da manhã, segundo as autoridades do país vizinho, Instituto Armado, quando um agente da Guadia Civil, observou como esse homem se encontrava prestes a atirar-se às águas. Não teve dúvidas do que estava a ponto de ocorrer, conseguindo salvar-lhe e vida.
Foi levado em bom estado para o centro de saúde local. Tratou-se de um ato humanitário, tendo o agente, com a sua abnegada atuação, evitado o pior.
A Biblioteca Municipal Vicente Campinas de Vila Real de Santo António criou, no ano de 2019, o Clube Malha de Letras.
Desde o início, o projeto foi anunciado com a frase: «Tricotando histórias: a malha, o tricot, o saber fazer de outros tempos entrelaçando a literatura de todas as épocas».
A atividade foi interrompida durante a pandemia, viria a ser retomada no ano de 2021. Desde então, o Clube Malha de Letras permanece ativo e dinâmico, reunindo duas vezes por semana, às terças e às quintas-feiras à tarde.
Este clube foi criado com o firme propósito de vir a ser um espaço de encontro intergeracional e de partilha de saberes de outros tempos e da atualidade.
O tricot, o crochet e o macramé, entre outras técnicas, foram dando forma a trabalhos criativos, artísticos e diversificados, sempre com um propósito de cariz social e solidário e primando, a todo o tempo, pelo esmero e dedicação dos seus membros.
Desta forma, diferentes instituições foram já contempladas com aquilo que foi o fruto do trabalho desenvolvido no seio deste clube.
Os trabalhos que têm vindo a ser criados ultimamente, tem sido diversos brinquedos em tricot, que foram entregues à Liga Portuguesa contra o Cancro para serem oferecidos às crianças com cancro, tornado os seus dias mais felizes e coloridos.
Em paralelo foram criadas também em tricot, diversos trabalhos de tamanhos reduzidos, com o propósito de virem a ser entregues à Nascer Prematuro – Associação Portuguesa de Pais de Bebés Prematuros, para o serviço de Neonatologia do Hospital de Faro.
O encontro enquadrou-se em «mais um capítulo da longa e frutífera geminação do município algarvio com aquela vila da França, com a qual há duas décadas que unem esforços para promover o entendimento mútuo, compartilhando tradições, história e valores».
recebidos pela autarquia
O município endereçou um agradecimento «a cada aluno, professor, pais e colaboradores que contribuem para tornar este intercâmbio uma experiência inesquecível».
Com o impulso dado pela Confraria do Atum e o apoio do município de Vila Real de Santo António, entre os dias 17 e 25 de fevereiro de 2024, realiza-se o festival «Terra do Atum».
A iniciativa que tem por objetivo valorizar o atum como produto emblemático da região e destacar as tradições, as memórias e as raízes culinárias associadas ao pescado.
Está programada uma série de atividades que envolverá residentes e visitantes, em ambiente festivo e educativo e pretende «valorizar a herança cultural e a tradição pesqueira enraizada na história da cidade».
A cerimónia de abertura, foi agendada para o dia 17 de fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de VRSA e coincide com a geminação da Confraria do Atum de VRSA com a homóloga espanhola «Cofradía del Bonito del Norte de Colindres», localizada na Cantábria.
O «Terra do Atum» contempla diversos momentos culturais, como poesia, música, pintura e escultura, programados para o Centro Cultural António Aleixo, em VRSA, no dia 22 de fevereiro, com entrada livre.
atum vermelho
Entre os dias 22 e 25 de fevereiro, a Praça Marquês de Pombal será ponto de encontro e de convívio com diversos stands e tasquinhas que darão a oportunidade de provar várias iguarias feitas à base de atum.
No dia 23, o Salão Nobre da Câmara Municipal de VRSA volta a acolher diversos painéis informativos sobre «O atum e a sua história» e «O atum e a sua produção», além de uma apresentação da «Associação dos Profissionais da Arte do Chá de Macau».
O ponto alto do festival será no dia 24 de fevereiro, com o X Capítulo da Confraria do Atum de Vila Real de Santo António, cerimónia a realizar no Centro Cultural António Aleixo, às 11h00.
Antes dos atos capitulares, a reunião contempla dois momentos públicos: uma receção na Escola de Hotelaria e Turismo de VRSA, bem como um desfile das confrarias convidadas pelas ruas do Centro Histórico, a partir das 10:30 horas.
O cortejo dará a conhecer os tons amarelos e azuis dos trajes da confraria vila-realense, cores que evocam as fardas tradicionais dos operários das muitas fábricas de conservas que existiram na cidade do Guadiana.
O Festival encerra no dia 25 de fevereiro com um painel dedicado ao «Atum e a sua Gastronomia», no Salão Nobre da Câmara Municipal de VRSA.
O Festival «Terra do Atum» resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de VRSA e a Confraria do Atum de Vila Real de Santo António, «entidade que tem como missão levar mais longe a história do atum e da indústria conserveira, episódios que marcaram gerações em VRSA e estão ainda hoje presentes em muitos dos pratos típicos da cidade ou nos hábitos alimentares dos vila-realenses».
A primeira etapa da Volta ao Algarve foi ganha pelo ciclista belga Gerben Thijsen (Intermarché-Wanty), assumindo a primeira liderança na Volta ao Algarve, ao vencer ao sprint a primeira etapa, que ligou Portimão a Lagos.
Foram 200,8 quilómetros percorridos nesta priemira da tirada, tendo Thijsen gasto 4:52.04 horas, o mesmo tempo do neerlandês Marijn Van den Berg (EF Education-EasyPost) e do belga Jordi Meeus (BORA-hansgrohe), segundo e terceiro classificados.
Thijsen tem quatro segundos de vantagem sobre Van den Berg e seis sobre Meeus, graças às boficações, por ter chegado em primeiro lugar.
Hoje est~e em disputa a segunda etapa, entre Lagoa e o Alto da Fóia, com contagem de montanha de primeira categoria a coincidir com a meta, colocada a 171,9 da partida.
Classificação da primeira etapa
Gerben Thijssen, Bel (Intermarché-Wanty), 04:52.04 horas com a média: de 41,045 km/h).
Marijn van den Berg, Hol (EF Education-EasyPost), m.t.
As entidades gestoras das Zonas de Caça Turística podem alterar os seus Planos de Ordenamento e Exploração Cinegética (POEC) para o efeito.
A decisão porque a população de javalis em Portugal Continental está já acima da capacidade de suporte do meio, e a redução do número destes animais pode evitar prejuízos na agricultura e eventuais acidentes rodoviários.
Nas ZCT com menos de 400 hectares, onde, de acordo com o Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de agosto, só pode ser explorada uma espécie ou grupo de espécies, entende-se que o javali deve ser incluído em todos os «grupos de espécies».
As entidades titulares ou gestoras de zonas de caça interessadas em realizar medidas de correção de densidade de javalis podem requerer estas ações junto do ICNF.
Huelva, Sevilha e Faro continuam a lutar pelo seu objetivo de conseguir que Lisboa, Madrid e Buxelas se disponham a incluir muito antes de 2050, a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade que uma a Andaluzia e o Algarve, dois destinos turísticos europeus de excelência.
A presidente da Câmara Municipal da Huelva, Pilar Miranda, promoveu uma reunião com os presidentes da Câmara Municipal de Sevilha e o presidente da Câmara Municipal de Faro, respetivamente José Luis Sanz e Rogério Bacalhau e assinaram um «manifesto institucional».
O documento vai agora ser apreciado em sessões plenárias municipais das cidades envolvidas e, em seguida, será apresentado a Madrid e Bruxelas.
Este documento insta as autoridades nacionais e europeias a assumirem um compromisso inequívoco com o desenvolvimento de uma linha de alta velocidade Faro-Huelva-Sevilha.
Apela também aos governos espanhol e português para que transmitam à União Europeia a necessidade de ligar o Algarve à Andaluzia através de um corredor ferroviário, defendam a sua inclusão como projeto prioritário na Rede Transeuropeia de Transportes e disponibilizem os fundos necessários para o desenvolvimento do projeto.
No âmbito das qualificações, o «Aviso» dirigido aos Centros Qualifica, com uma dotação de 2.4M€, visa «apoiar a sua atividade e promover a Aprendizagem ao Longo da Vida e a melhoria das qualificações escolares e profissionais de adultos, valorizando os percursos individuais das pessoas».
No que respeita ao emprego, foi publicado Aviso-convite ao IEFP com uma dotação de 3.6M€, para financiar os Estágios Profissionais na região, desenvolvidos em atividades económicas que integrem a Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Algarve (EREI3), tendo como foco apoiar a diversificação da base económica regional, e promovendo a transição de qualidade de jovens para o mercado de trabalho.
A lógica é a do reforço da interação entre empresas e infraestruturas científicas e tecnológicas e de criação de empregos sustentáveis e de qualidade, foram dedicados 3.8M€ para contratação de recursos humanos altamente qualificados (licenciados, mestres, doutorados ou pós-doutorados), por entidades cuja estratégia de inovação esteja alinhada com a EREI.
Foi publicado Aviso geral dirigido a PME, bem como Aviso específico dirigido a PME estabelecidas em territórios de baixa densidade, com uma dotação de 1.2M€ e 200 mil € respetivamente. As infraestruturas científicas, instituições científicas e tecnológicas e Laboratórios Colaborativos encontram também Aviso próprio com dotação de 2.4M€ para apoiar a contratação de recursos humanos altamente qualificados.
Com 300 mil € dedicados para inclusão social, foi publicado Aviso para ações de criação, desenvolvimento e crescimento de Centros para o Empreendedorismo de Impacto, que tenham como fim a dinamização dos ecossistemas locais ou regionais de inovação social e de empreendedorismo de impacto através de processos de incubação, aceleração e capacitação.
A região algarvia, «com o financiamento destas ações, espera alcançar resultados significativos rumo às metas de 2030 no âmbito do Programa ALGARVE 2030 e também do Pilar Europeu dos Direitos Sociais», entende a CCDR Algarve.
Trata o traçado base da ligação em sistema de transporte público e em canal dedicado e segregado (TPSP), do tipo metro-bus (BRT), projeto desenvolvido em articulação com os Municípios de Faro, Olhão e Loulé, a Universidade do Algarve, o Aeroporto Internacional – ANA e o Turismo do Algarve.
Esta iniciativa encontra-se integrada no Portugal 2030, e recebeu a posição favorável do Conselho Regional e a aprovação da Comissão Europeia considerado como projeto estruturante no ALGARVE 2030.
Segundo informa o organismo regional adjudicatário do estudo, «pretende promover a mobilidade urbana multimodal sustentável, como parte da transição para uma economia com zero emissões líquidas de carbono e de descarbonização dos transportes públicos na região».
Tem em conta ser o padrão de ocupação do território no Algarve um povoamento disperso e uma rede urbana policêntrica, com numerosas deslocações pendulares casa-trabalho, de média distância em viatura própria, com impactos negativos para o ambiente, em especial nesta bacia de emprego estratégica para a região.
Depois do estudo de procura realizado no final de 2023, este é o segundo passo metodológico até ao Programa Base.
Com a execução do Programa Base, do sistema de transporte público em canal dedicado e segregado (TPSP), do tipo metro-bus, entre Olhão–Faro–Aeroporto-Universidade do Algarve-Parque das Cidades-Loulé, a desenvolver com os Municípios, ficará definido o estudo do traçado, a proposta de localização das paragens, o veículo padrão estabelecido, a estimativa dos custos de construção das infraestruturas e do material circulante.
O estudo a desenvolver terá o grau de detalhe inerente à fase de Programa base e terá de ser validado pelos Municípios envolvidos.
foto: (Fonte: “Estudo sobre Metro Ligeiro no Eixo Loulé, Faro e Olhão – Relatório Preliminar”, 2022)
Esta decisão pode levar Portugal a alterar novamente a metodologia de cálculo do ISV para estes veículos.
A legislação atual, que inclui um desconto no valor do imposto baseado na idade do veículo, difere nas componentes de cilindrada e emissões de CO2, o que foi considerado contrário ao direito da União Europeia.
Esta diferença de tratamento tributário entre veículos importados e similares já presentes no mercado nacional viola o princípio do mercado único europeu, segundo O TJUE.
Como consequência, os compradores de veículos importados desde 2021 podem ter o direito de reaver parte do valor pago pelo imposto, desde que apresentem uma reclamação à Autoridade Tributária ou recorram judicialmente.
A Associação do Comércio Automóvel de Portugal indicou, contudo, que o caso ainda não está fechado, sugerindo que o processo de ajuste à decisão do TJUE ainda poderá envolver etapas adicionais.
Esta decisão destaca a complexidade e o desafio de harmonizar os sistemas fiscais nacionais dentro do quadro regulatório da União Europeia, especialmente no que toca à livre circulação de mercadorias, um dos pilares fundamentais do mercado único europeu.
Nas antigas instalações onde funcionou a Gráfica do Sul, em Vila Real de Santo António, a Cannprisma já investiu também no seu próprio laboratório de extração de 5000 m2 em instalações e equipamento
Esta empresa algarvia é uma das cerca de 20 licenciadas, segundo o Observatório Português de Canábis, embora a cofundadora Elsa Pereira, em entrevista ao Dinheiro Vivo aponte para um número possivelmente maior devido às múltiplas licenças que a própria Cannprisma detém.
A firma já investiu aproximadamente 25 milhões de euros, parte deste montante proveniente de fundos europeus, como o programa CRESC Algarve 2020, para desenvolver estufas de alta segurança e laboratórios farmacêuticos com tecnologia avançada, visando iniciar a sua produção em junho de 2024 com a expectativa de colher entre três e seis toneladas de flor de canábis seca.
O processo de estabelecimento, segundo a fundadora revelou-se, complexo e demorado, envolvendo quase três anos «apenas para a instalação do complexo de produção».
Elsa Pereira descreve àquele jornal o desafio de navegar por múltiplos licenciamentos e a colaboração com diversas entidades, desde ministérios ao Infarmed e autoridades policiais.
Atualmente, a empresa possui sete estufas dedicadas ao cultivo de várias estirpes de canábis, adequadas para diferentes patologias, ocupando um complexo de nove hectares em Castro Marim, equipado com instalações de alta segurança.
A Cannprisma espera alcançar um volume de negócios significativo em seu primeiro ano de produção e também planeia expandir a sua atuação para o segmento de óleos de canábis até 2025.
A iniciativa visa atender a uma gama mais ampla de pacientes, incluindo crianças pequenas e idosos, que podem enfrentar dificuldades com a vaporização.
Com uma equipe de sócios-fundadores especializada e uma estratégia de investimento contínuo, incluindo a possibilidade de concorrer a programas do Algarve 2030, a Cannprisma se posiciona como uma empresa inovadora e integral na cadeia de valor da canábis medicinal, buscando oferecer soluções e produtos diversificados para cultivo, distribuição, fabricação e pesquisa.
“Entretanto, a Cannprisma já investiu também no seu próprio laboratório de extração – 5000 m2 de instalações e equipamento state-of-the-art em Vila Real de Santo António.”
Ontem, dia 10 de fevereiro, ocorreu um trágico incidente no porto de Barbate, Golfo de Cádiz, onde dois agentes da Guardia Civil, de 39 e 43 anos, pertencentes ao Grupo Especial de Aclividades Subaquáticas (GEAS) e ao Grupo de Acción Rápida (GAR), respectivamente, perderam a vida ao serem atropelados por uma narco lancha durante uma operação.
A embarcação utilizada pelos narcotraficantes, significativamente maior e mais potente, passou por cima da lancha dos agentes, resultando em um impacto fatal.
Na sequência deste evento lamentável, o Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, anunciou a detenção de oito indivíduos relacionados com o incidente.
As investigações conduzidas pela Guardia Civil permitiram a captura de cinco suspeitos durante a madrugada seguinte ao ataque e de mais três ao longo do dia.
Os detidos, todos de nacionalidade espanhola e com idades entre 21 e 54 anos, possuem antecedentes criminais variados, incluindo tráfico de drogas, atentado contra autoridade, lesões, delitos contra o património e branqueamento de capitais. Estas detenções encerram a lista de envolvidos diretamente no ataque, segundo confirmou o ministro.
Este incidente destaca não apenas os perigos enfrentados pelos agentes da lei na luta contra o narcotráfico, mas também a determinação das forças de segurança em perseguir e capturar aqueles que cometem tais atos criminosos.
A Guardia Civil, utilizando o Sistema Integrado de Vigilância Exterior (SIVE), detectou a embarcação suspeita e realizou uma operação que culminou na detenção dos ocupantes após uma manobra de evasão que resultou na queda destes ao mar.
Este acontecimento gerou uma onda de consternação entre políticos de diferentes partidos e reafirmou o compromisso das autoridades em combater o tráfico de drogas e proteger seus agentes. O incidente em Barbate é um lembrete sombrio dos riscos enfrentados pelas forças de segurança na sua missão de manter a segurança e a ordem pública.
Os gatos veem os humanos de uma forma complexa, a qual pode envolver ambos os aspectos, como companheiros e como instrumentos de sobrevivência.
A relação entre gatos e humanos é multifacetada, sendo influenciada pela domesticação, pela evolução conjunta e pelas experiências individuais de cada gato.
Do ponto de vista da sobrevivência, é claro que os gatos domésticos dependem dos humanos para alimentação, abrigo e cuidados veterinários. Essa dependência pode fazer com que eles nos vejam como uma fonte crucial de satisfação das suas necessidades básicas, o que é um aspecto instrumental da relação.
Por outro lado, estudos comportamentais mostram que os gatos podem criar laços afetivos fortes com seres humanos, comparáveis aos laços que formam com outros gatos.
Os gatos demonstram comportamentos que indicam afeto, como ronronar, esfregar-se em seus humanos, e trazer «presentes». Esses comportamentos sugerem que gatos também veem os humanos como companheiros.
Além disso, a maneira como gatos comunicam com humanos, por meio de miados mais frequentemente com humanos do que com outros gatos, sugere uma adaptação específica para viverem em harmonia conosco.
Portanto, a relação entre gatos e humanos é complexa e não se limita a uma visão puramente utilitária ou emocional, englobando aspectos de sobrevivência e companheirismo.
No entanto, a seca persistente no Sul do país, especialmente no Algarve, reacende o debate sobre a necessidade de transvasar água da barragem do Alqueva para o sistema Odeleite-Beliche.
Para os agricultores do Algarve, a principal preocupação reside na necessidade de garantir água para rega, fundamental para a agricultura algarvia, especialmente durante a seca. A falta de água pode levar a perdas significativas nas colheitas e prejudicar a economia regional.
A seca também afeta a população do Algarve, que rebe água do abastecimento público, com algumas zonas a sofrerem restrições no consumo de água e a ameaça de medidas de aumentos significtivos do preço por metro cúbico. O transvase poderia ajudar a aliviar a pressão sobre os recursos hídricos da região.
Alguns ambientalistas adotaram uma posição moderada que, embora defenda o transvase, entende que devem ser tomadas medidas para minimizar o impacto ambiental, como a definição de caudais ecológicos mínimos nos rios e a monitorização da qualidade da água.
A oposição ao transvase Alqueva-Odeleite-Beliche chega em especial de outros ambientalistas, mais preocupados com as consequências, receando que o transvase possa ter um impacto negativo no ecosistema do rio Guadiana e na albufeira do Alqueva, pondo em risco a fauna e flora aquática.
A população alentejana teme que o transvase possa levar à diminuição da água disponível para a região, afetando a agricultura e o abastecimento público e uma parte dos especialistas em gestão da água entende que existem alternativas mais sustentáveis ao transvase, como a reabilitação de albufeiras, a modernização dos sistemas de rega e a sensibilização para o consumo responsável da água.
Neste momento, está em estudo o Transvase Cabril-Tejo com a transferência de água da albufeira da barragem do Cabril para o rio Tejo, tendo sido, a água do Cabril, utilizada para compensar os caudais do Tejo e evitar a subida da cunha salina, demonstrando o potencial desta solução.
Assim, o debate sobre os transvases de água em Portugal é complexo e envolve diversos fatores, desde as necessidades da agricultura e do abastecimento público até à preservação ambiental. Considera-se importante encontrar soluções que conciliem as diferentes necessidades e garantam a sustentabilidade dos recursos hídricos a longo prazo.
O Algarve, nas soluções que vier a encontrar para a regular consinuidade do seu abastecimento deve analisar muito bem a capacidade das albufeiras do Algarve para armazenar água da chuva, o impacto do transvase na qualidade da água do rio Guadiana, o custo da construção e manutenção dos sistemas de transvase, a necessidade de uma política nacional de gestão da água abrangente e sustentável.
A transparência do processo deve também ser apoiada em dados científicos, para que se possa tomar a melhor decisão para o futuro do Algarve e do País.
Para objeto das melhorias estão sinalizadas a Urbanização Casas da Alcaria, na localidade de Cerro do Enho, na estrada de acesso à Praia Verde, no Monte do Eucalipto (Malhão), no caminho municipal entre a Quinta da Fornalha e Rio Seco (passagem superior da A22), na Av. Infante Dom Henrique em Castro Marim, mais concretamente em frente à escola EB 2, 3 de Castro Marim, nos armazéns municipais e na área em frente à escola EB 1 de Castro Marim.
Na Urbanização Casas da Alcaria, a Câmara revela que, embora seja relativamente recente e tenha já sido alvo de uma intervenção municipal posterior, ficou a pecar por erros estruturais, que implicam fazer um saneamento geral e a respetiva pavimentação integral.
Nesta urbanização, outras intervenções vão ser levadas a cabo, em particular no que se refere às zonas de deposição de resíduos.
Criar melhores condições de mobilidade aos transeuntes e assegurar melhores condições de circulação e segurança rodoviária a peões e automobilistas, são os principais objetivos desta empreitada.
Naquela cidade beirã foi feita a apresentação e a assinatura das adendas aos contratos de financiamento pelo PRR das Ligações Transfronteiriças, que incluem as ligações Bragança-Puebla de Sanabria (Espanha), Vinhais-Bragança (Estrada Nacional 103), Itinerário Complementar 31 (entre Castelo Branco e Monfortinho), ponte internacional sobre o rio Sever (entre Montalvão e Cedillo) e ponte internacional sobre o rio Guadiana (entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana).
Esteve presente a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa e o presidente da Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate.
Na sede da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, foram assinadas as cinco adendas aos contratos de financiamento para as Ligações transfronteiriças.
«Estas cinco ligações transfronteiriças foram dos primeiros projetos anunciados, porque para nós era fácil porque já estavam identificadas pelos dois governos português e espanhol como prioritários», frisou Ana Abrunhosa.
A governante, salientou que só na Cimeira Luso-Espanhola da Guarda, que se realizou em 2020,«foi assinado o primeiro documento político daquilo que é uma ligação muito longa».
«Esse documento político revelou-se importante para as escolhas que fizemos a seguir. A partir daí essa estratégia também passou a ser o nosso referencial para o POCTEP [Programa de Cooperação Transfronteiriça Interreg Espanha-Portugal]. Se há uma estratégia ela é conjunta», declarou.
Consideradas todas as ligações transfronteiriças «estamos a falar de 110 milhões de euros iniciais, que na reprogramação [do PRR] passou para 140 milhões de euros».
Esta medida tem como objetivos alavancar o desenvolvimento da mobilidade transfronteiriça e melhorar a competitividade das empresas promovendo, por exemplo, a mobilidade dos trabalhadores
A CCDR Algarve considera que André Jordan foi «justamente apontado como o “pai” do turismo dos últimos 50 anos, um estudioso dos acontecimentos e das pessoas, como gostava de se definir», e releva a obra feita no Algarve e no País».
André Jordan foi reconhecido como grande impulsionador do turismo na região e deu o seu contributo para o desenvolvimento regional, sendo um dos principais responsáveis por posicionar o Algarve como um dos principais destinos de golfe e de turismo do Mundo.
André Jordan foi considerado em 2014 como uma das 12 personalidades mais influentes no turismo a nível mundial, foi condecorado em 2005 com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio e, em 2023, com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Comercial, pelo Presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa.
Também a nível de ação cultural, André Jordan deixou a sua marca, tendo sido um dos fundadores do Festival Internacional de Música do Algarve, na década de 70 do século XX e promotor de iniciativas em diversos pontos da região e do país.
Em 1 de junho de 2011 foi lhe atribuído o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve, Universidade que em sua homenagem decretou luto académico.
Essa inovação representa um salto significativo em relação às baterias comumente encontradas no mercado, principalmente para veículos elétricos.
O foco da investigação estava em criar um sistema com assimetria entre carga e descarga: carregamento ultrarápido e descarga gradual. Para isso, analisaram a velocidade das reações químicas comparada à mobilidade de determinados compostos essenciais.
O elemento indium emergiu como um metal promissor devido à sua rápida movimentação e baixa cinética de reação superficial, possibilitando cargas velozes e descargas lentas.
«Desejamos projetar eletrodos que funcionem em sintonia com nossa rotina diária», explica Shuo Jin, autor principal do estudo. «Precisamos de dispositivos que carreguem rapidamente e durem por longos períodos. O índio mostrou-se um excelente candidato, podendo ser combinado com diversos materiais catódicos para criar uma bateria de carga rápida e descarga lenta».
Apesar dos resultados animadores, a bateria possui limitações. O índio é um metal pesado, o que restringe o seu uso em determinadas aplicações. Os pesquisadores acreditam na possibilidade de encontrar ligas com propriedades similares, mas sem esse inconveniente, tornando-se verdadeiras candidatas às baterias do futuro.
Esse avanço poderia revolucionar o transporte elétrico, minimizando «ansiedade de alcance» – a preocupação com a autonomia dos veículos.
«A ansiedade de alcance é o maior obstáculo à eletrificação dos transportes, superando até mesmo questões de custo e capacidade das baterias», afirma o Professor Lynden Archer, líder do projeto. «Com carregamento de 5 minutos para um veículo elétrico, não seria necessário uma bateria gigantesca para 483 quilômetros de autonomia. Poderíamos reduzir o tamanho e o custo das baterias, facilitando a adoção generalizada dos EVs»-
O estudo completo foi publicado na revista científica Joule.
A iniciativa terá lugar no dia 16 de fevereiro, sexta-feira da próxima semana, a partir das 9:30 horas, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, no Campus de Gambelas, em Faro.
A iniciativa é do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., Conselho Regional de Faro da Ordem dos Advogados e Secção Regional do Algarve da Ordem dos Arquitetos.
Decorre da publicação do Decreto-lei n.º 10/2024, de 8 de janeiro, que vem proceder à reforma e simplificação dos licenciamentos no âmbito do urbanismo, ordenamento do território e indústria.
Pretendem os organizadores promover um debate alargado, o qual será enriquecido com perspetivas diferentes trazidas por participantes no processo legislativo, académicos, advogados e arquitetos, bem como de técnicos da Administração responsáveis pela aplicação do novo regime.
O Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve revelou que deram entrada cerca de 20 toneladas de citrinos doados por um dos parceiros da região e, numa semana, foram várias as doações de novas empresas parceiras.
O Banco Alimentar do Algarve continua a reforçar os seus apoios no sentido de melhorar os cabazes e, desta forma, aumentar o combate ao desperdício alimentar, afirmaram.