FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Centenário de Ramos Rosa com  prémio e colóquio

    Centenário de Ramos Rosa com prémio e colóquio

    No Dia Mundial do Livro, quando se assinalou o 23º aniversário da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, a autarquia revelou o programa alargado de comemorações.

    O programa vai incluir um colóquio internacional dedicado ao poeta, a reformulação do atual Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, um programa direcionado a jovens e uma homenagem com a colocação de uma peça escultórica na Biblioteca Municipal.

    O anúncio foi feito durante as comemorações presididas por Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faroe contou ainda com a presença de José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), e do poeta, ensaísta e professor António Carlos Cortez, que aceitou o convite do Município de Faro para ser o curador das comemorações.

    O colóquio internacional será denominado «António Ramos Rosa: Poesia Liberdade Livre», e realiza-se no dia 17 de outubro, data do 100.º aniversário do poeta. Esta iniciativa pretende abrir a obra de António Ramos Rosa a outros universos da cultura que não apenas o meio académico.

    Espera-se a presença em Faro de diversos e reconhecidos poetas e académicos nacionais e internacionais.

    Outro dos grandes destaques apresentados é a transformação do Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. No âmbito das comemorações, o Município de Faro estabelece uma parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE) para a constituição do novo Grande Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa APE – CM Faro.

    Passa a ser coproduzido entre estas duas entidades, passando de um formato bienal para anual e aumentando o valor do prémio dos atuais 5.000 euros para 12.500 euros.

    Mantendo a aposta na poesia editada em Língua Portuguesa, o Prémio é aberto a todos os autores que editem em português.

    Será também promovida a exposição itinerante «António Ramos Rosa: Uma presença Real», com uma mostra sobre as edições, os livros, os poemas e a presença do autor.

    Esta exposição, que decorrerá entre setembro de 2024 e junho de 2025, estará patente ao público na Biblioteca Municipal e irá circular pelas escolas do concelho de Faro.

    Paralelamente, será promovido entre setembro e dezembro de 2024 um programa direcionado a escolas, que incluirá sessões de poesia, música e conversas, debates em torno da obra de António Ramos Rosa, que serão criados para jovens e realizados nas escolas secundárias do concelho.

    Ao artista Miguel Martins, o município encomendou uma peça escultórica de homenagem a Ramos Rosa, que deverá ser instalada, até final do ano, na Biblioteca Municipal de que é patrono.

    Também até final de 2024, deverá ser editada uma publicação em que um conjunto de autores escolhidos por António Carlos Cortez e vão ser partilahasdas as suas leituras sobre a vida e obra de António Ramos Rosa, através dos seus poemas.

    No âmbito da sessão de apresentação das comemorações, António Carlos Cortez agradeceu o convite mas também a sensibilidade e o cuidado que a Câmara Municipal de Faro tem devotado à Cultura e à figura de António Ramos Rosa.

    «Foi um convite que me surpreendeu mas que julgo que faz algum sentido, por ter sido amigo pessoal de António Ramos Rosa e por ter tido oportunidade de, em 2005, organizar e fazer o prefácio de um livro de António Ramos Rosa, ‘Os Animais do Sol e da Sombra seguido de O Corpo Inicial’, das Edições Quasi», relembrou António Carlos Cortez, adiantando ter uma ligação sentimental a Faro e ao Algarve, por via de amizades com outro poeta farense, Gastão Cruz, e com Nuno Júdice, poeta algarvio falecido em março deste ano.

    «Fazer a curadoria de um programa deste género significa não só ponderar bem o eco da obra de António Ramos Rosa, mas também fazê-lo num contexto que é adverso, seja no ensino, seja na atmosfera cultural, onde há hoje uma resistência seja às humanidades, seja ao ensino da poesia», disse Cortez e revelou:

    «Por isso, este gesto da Câmara Municipal de Faro enche-me de alegria e de responsabilidade e esta ocasião feliz pode ter uma importante ação sob a cidade de Faro e não só: levar António Ramos Rosa às escolas, uma vez que, na verdade, Ramos Rosa e os poetas portugueses são muito pouco conhecidos pelas gerações mais jovens».

    Também o presidente da APE, José Manuel Mendes, agradeceu o diálogo com a Câmara Municipal de Faro que permitiu a criação do Grande Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa APE – CM Faro, um prémio que prestigiará não só quem os poetas que o vieram a receber, mas também quem o promove.

    Invocando António Ramos Rosa, mas também Gastão Cruz e Nuno Júdice como grandes nomes da poesia e da literatura nacional, José Manuel Mendes destacou ainda o facto de este prémio literário ser um galardão aberto à lusofonia e a toda a criação literária feita em português, que até pode vir de fora do espaço lusófono.

    Já o Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, sublinhou o agradecimento a José Manuel Mendes pela parceria com a APE, que permite passar a promover o Grande Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa anualmente, mas também a António Carlos Cortez por aceitar o convite para ajudar a comemorar os 100 anos de António Ramos Rosa com a dignidade que merece.

    «O centenário de António Ramos Rosa, por ser farense e um dos maiores vultos da poesia nacional e internacional, é uma efeméride que é única e que não podíamos deixar de assinalar, até juntando os 50 anos de liberdade e do 25 de Abril, em que também ele teve um papel importante, no plano literário», disse ainda o Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, a concluir.

  • Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    A travessia está prevista para o próximo dia 11 de Maio e, na divulgação do evento a organização, refere que o percurso tem 720 metros, que atravessa o rio Guadiana, pode alcançar uma velocidade de 70 a 80 quilómetros por hora.

    Dos 25 euros que custa o bilhete de participação, cinco revertem a favor da Associação de Alerta de Incêndios Florestais e dos bombeiros voluntários.

    Trata-se de uma ideia lançada pela britânica Jan Felton, administradora de dois grupos na rede social Facebook: Women of Loulé, mulheres de Loulé, e Algarve Womens Network , Rede de Mulheres do Algarve.

    A Associação de Alerta de Incêndios Florestais dedica-se a dar informação sobre a atividade dos bombeiros e a fazer publicações sobre o desenvolvimento de incêndios, de forma a “ajudar a comunidade e os serviços”.

    Foto: Limite Zero
  • Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    «Infelizmente confirma-se o que temos vindo a afirmar, com bastante desilusão» diz a autarquia na sua nota, afirmando que «tudo fará para reverter o total desinvestimento que a anterior governação socialista e a sua tutela da Agricultura deixaram para a nossa terra e para o Bloco de Rega de Reguengos – o esquecimento e o abandono»

    Em abono da sua opinião aponta o atual Plano de Atividades e Orçamento de 2024 da Empresa de Desenvolvimento das Insfraestruturas de Alqueva (EDIA), na sua página 29 do quadro do Referencial Estratégico a Médio Prazo para a Promoção de Novas Áreas de Regadio.

    Lembra que o município de Reguengos de Monsaraz já havia anunciado, na sua Nota de Imprensa de 15 de março de 2024 que «… os 88 milhões de euros que constam na portaria do Governo já não vão chegar para a construção do bloco de rega de Reguengos, uma das empreitadas do projeto. …».

    Para a autarquia, nunca esteve candidato aos fundos europeus do Programa de Desenvolvimento Rural 2020, o PDR 2020, pelo governo liderado pelo Partido Socialista a que acusa de durante oito anos ter iludido, sistematicamente, os agricultores reguenguenses.

    A presidente, Marta Prates, com o apoio do restante executivo em funções, «tudo fará para reverter o estado de abandono a que os agricultores de Reguengos de Monsaraz foram deixados», sublinham.

    Porém não fecha as portas ao diálogo e afirma: «Tal como nós, também a Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), parceiro do Município de Reguengos de Monsaraz nesta exigência, irá trabalhar com o atual Ministério para, em articulação com a autarquia, verificar e demonstrar a necessidade da concretização do financiamento para esta obra essencial para a sobrevivência e futuro do concelho de Reguengos de Monsaraz».

    Foto: créditos a odigital


  • Geminação Alcoutim – Blain

    O Município de Alcoutim celebra o 20º aniversário da geminação com Blain, França, firmada em 25 de abril de 2004.

    Em nota publicada, a Câmara de Alcoutim refere que a geminação, “tem sido um exemplo notável de cooperação internacional, enraizada na partilha de experiências, valores e tradições. Através de programas educacionais, intercâmbios culturais e iniciativas de desenvolvimento comunitário, as duas regiões têm beneficiado mutuamente do conhecimento e da amizade que têm cultivado“.

    Para comemorar a data, estão programadas exposições de fotografia, visitas a pontos de interesse histórico, comemorações oficiais do 25 de abril, e momentos de convívio e partilha entre as comunidades de Alcoutim e Blain.

    No dia 23 de abril, às 10h30, terá lugar a inauguração da exposição de fotografia, que apresenta um olhar sobre as paisagens e culturas de Alcoutim e Blain.

    No dia 25 de abril, enquadrado no programa das comemorações do Dia da Liberdade às 11h15, está previsto o descerramento de uma placa evocativa do 20.º aniversário da geminação.

  • Morreu José Rosa Pereira de Martin Longo

    Morreu José Rosa Pereira de Martin Longo

    Morreu José Rosa, antigo presidente da Junta de Freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim e um dos primeiros militantes do PSD no Algarve, faleceu no dia 22 de Abril. Tinha 82 anos.

    Segundo Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve, que o considerou um homem de causas destacou a energia e tenacidade do José Rosa e considerou-o como grande empresário, criando emprego e dinamismo para a sua terra.

    O vereador da câmara municipal de Alcoutim, presidente do PSD Alcoutim e vereador da Câmara Municipal, Carlos Ludovico lembra-o como alguém que foi um exemplo para todos os alcoutenejos.

    Pesar da Câmara Municipal de Alcoutim

    A Câmara Municipal de Alcoutim aprovou hoje, dia 24 de abril, em reunião do executivo, um voto de pesar pelo falecimento de José Rosa Pereira e um minuto de silêncio em sua homenagem.

    O executivo enalteceu a natureza das funções que desempenhou enquanto autarca, «onde de forma empenhada sempre defendeu a causa pública e os interesses do concelho, com especial ênfase os da freguesia de Martim Longo, onde foi presidente de Junta de Freguesia durante vários anos».

    Louvou ainda a «capacidade demonstrada durante toda a vida na área do empreendedorismo, já que através da sua ação enquanto empresário contribuiu para a dinâmica económica local e, desta forma, para o desenvolvimento do território» e apresentou aos seus familiares as mais sentidas condolências.

  • 1º Concurso de Poesia de Alcoutim

    1º Concurso de Poesia de Alcoutim

    Foi muito concorrida a sessão de entrega dos prémios do 1º concurso de poesia de Alcoutim que decorreu na Biblioteca Municipal Carlos Brito. Os concorrentes, em número de 30, (17 portugueses, 8 ingleses, 2 irlandeses e 3 espanhóis) além do estrangeiro vieram de diferentes partes do país (Porto, Lisboa, Aljustrel, Tavira) e do Concelho de Alcoutim (Marmeleiro, Martin Longo, Santa Marta, Pereiro e da Vila de Alcoutim).

    Os premiados foram, em língua portuguesa, Luís Reina; língua inglesa, Robin Huber; em castelhano, Emílio Piqueras Gomez. Foram também atribuídas Menções Honrosas a Olinda Pina Gil e Lydie. Esta iniciativa foi organizada por Carole Seprengel com a colaboração da Biblioteca Municipal Carlos Brito.

    Com os músicos Marco Koppenhagen e Carole Seprengel a sessão decorreu com grande interesse, correspondendo à sentença de Frederico Garcia Lorca que diz «A poesia não quer adeptos, quer amantes.»

  • APA que castigar algarvios pela escassez de água

    APA que castigar algarvios pela escassez de água

    Normalmente, que tem dinheiro continua a consumir, porque não prescinde e pode pagar, e são as camadas mais desfavorecidas da sociedade a arcar com o desequilíbrio da Natureza e do planeamento humano.

    É o caso de um ex-presidente da APA, que entende que o preço da água no Algarve abaixo da média nacional é erro crasso, alegando que andamos a gastar dinheiro dos nossos impostos para despoluir e para limpar a água para beber. E, no entanto, utilizamos esta água para regar espaços verdes ou lavar carros.

    Contudo, conhecem-se poucas soluções que façam a separação dos contadores entre o consumo doméstico e o das regas.

    As declarações foram de Nuno Lacata que exerceu funções naquele organismo durante 12 anos e deixou o cargo o cargo no final de janeiro, dutrante um debate sobre a crise hídrica no Algarve promovido pela Ordem dos Economistas, Delegação Regional do Algarve, realizado em Faro.

  • Tertúlia sobre 50 anos do 25 de Abril na BM Vicente Campinas

    Esta terça-feira a partir das 18:00 Susana de Sousa a tertúlia modera « A arte, a palavra e a liberdade de expressão», tertulai sobre os 50 anos do 25 d Abril.

    Num só evento vai ser celebrado o «Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor» e os 50.º aniversário da nossa manhã límpida de 25 de Abril de 1974.

    A organização é da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, do Município de Vila Real de Santo António, e coordenada pela São Constantino.

    Paricipam José Carlos Barros , escritor e «Prémio Leya» 2021; Maria Luísa Travassos , diretora do Jornal do Algarve, Elisabete Guerreiro Isabel, artista e professora, Neto Gomes , decano do jornalismo e José Estêvão Cruz , escritor e jornalista – que também vai cantar algumas canções icónicas e inspiradoras de «Liberdade».

  • Poucos clássicos abandonaram as 500 milhas

    Poucos clássicos abandonaram as 500 milhas

    Com quase duas décadas de história, as 500 Milhas ACP são um dos maiores e mais importantes ralis de regularidade da Península Ibérica.

    Não apenas pela quantidade e qualidade dos automóveis que participam, compreendidos entre as décadas de 1950 e 1970, mas também pelo desafio muito particular de percorrer, num único dia, a mais longa estrada da Europa: a emblemática Estrada Nacional 2 de Portugal.

    Este ano, a caravana atravessou a Nacional 2 no figurino original, de norte para sul, desde o Km 0 em Chaves, até ao Km 738 em Faro, com as 500 Milhas a terminarem em Olhão, no porto de recreio daquela cidade algarvia, já ao início da madrugada. Com um total de 77 equipas inscritas.

    Esta foi uma das edições mais concorridas de sempre uma das mais duras, pelas condições atmosféricas que os concorrentes enfrentarem na travessia de Portugal continental, com períodos de chuva, trovoada e até granizo.

    Apesar de alguns dos clássicos das 500 Milhas ACP terem sido fabricados há mais de 70 anos, a taxa de abandonos foi muito reduzida, já que mais de 90 por cento das equipas conseguiu completar as 19 especiais de regularidade e chegar até Olhão, inclusive atravessando a Serra do Caldeirão, já noite dentro e após muitos quilómetros de percurso.


    Nunca digas nunca

    Além do estado irrepreensível de máquinas históricas, também o nível de preparação das equipas era altíssimo, já que a discussão pela vitória nas diferentes categorias (consoante o ano de fabrico do carro) durou, literalmente, até aos últimos quilómetros.

    Trata-se de uma realidade que poderá ser explicada, em parte, pelo curso de navegação para regularidade do ACP, disponível online.

    Para se perceber as curtas diferenças no topo da classificação, no concelho de Almodôvar, imediatamente antes da entrada no Algarve, apenas 9,8 segundos separavam as oito equipas menos pontuadas da prova!

    No final, foram escassos 2 segundos a decidir a vitória na Categoria F, ganha por Nuno Serrano e Tiago Caio, num Porsche 912 Coupé de 1968, logo na frente de Evandro e Adriana Gueiros, num Porsche 911 E 2.2 de 1970. O pódio ficou completo com a equipa de Jorge Magalhães Correia e Eduardo Carpinteiro Albino, noutro Porsche 911 E de 1968.

    Na Categoria E, reservada aos automóveis mais antigos, a emoção também durou até à chegada, em Olhão, onde apenas 5,3s separavam os vencedores, Pedro Carregosa e Ekta Sureschandre, no belo Jaguar Mk2 3.8 de 1960, do raro Fiat Derivazione Abarth de 1959 conduzido por Nuno Pereira de Melo e navegado por Francisco Pereira de Melo.

    Outro exemplar belíssimo, o MG A de 1959 de Pedro e Duarte Brito, completou o pódio da Categoria E.

    a Categoria G, Sancho Ramalho e António Caldeira levaram o seu Alfa Romeo 2000 GTV de 1973 à vitória, com 5,7s de vantagem sobre Luís Miguel Garcia e João Serôdio, num Fiat 124 Special T 1600, de 1974.

    Victor Júlio e José Santos Madeira também estiveram em evidência, com o Lancia Fulvia 1.3 de 1972, conseguindo o derradeiro lugar do pódio.
    Depois de mais uma edição de sucesso, a equipa do ACP Clássicos já aponta baterias à 20ª edição das 500 Milhas ACP, em 2025.

  • Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    A Eurocidade atribuiu o prémio de Cooperação Transfronteiriça aos «Poetas do Guadiana». O prémio será entregue no dia 9 de maio, Dia da Europa, pelo Grupo Europeu de Cooperação Territorial Eurocidade do Guadiana, que também celebra o seu décimo primeiro aniversário.

    Este prémio destaca que o coletivo simboliza a essência da superação de fronteiras como barreiras e, ao mesmo tempo, a fusão cultural.

    Grupo de pessoas sorrindo ao ar livre.
    Poetas do Guadiana em tempos primordiais – foto de José Luís Rua

    O prémio é de reconhecimento pelo trabalho de cooperação e integração os escritores das duas margens do rio. concedido pela Assembleia daquela entidade por sugestão da equipe técnica, e destaca que os poetas encarnam a essência da eliminação das fronteiras como obstáculos e como união de culturas.

    Os autores dos dois países recitam, publicam e organizam recitais nas duas margens do rio, promovendo a criação e divulgação da obra de numerosos escritores.

    Os Poetas do Guadiana, com mais de uma década de experiência, têm partilhado os seus versos não só nas três localidades da Eurocidade, mas também noutros pontos de Huelva e do Algarve, colaborando com alguns dos poetas mais destacados e afastando-se dos formalismos restritivos.

    Com mais de cinquenta publicações, coleções como «Los libros del Estraperlo» ou «Los Cuadernos de la Barranca», antologias e livros de autores emergentes e poetas consagrados, já são mais de cem escritores que publicaram com este grupo poético.

    No lado de Portugal é a Editora Guadiana quem tem assegurado algumas das edições dos poetas portuguese.

    José Luíz Rua e António Cabrita tem assegurado a coordenação informal deste movimento poético transfronteiriço.

    Em maio de 2021 foi lançada a «Poética na Eurocidade do Guadiana«, integrada no projeto EuroGuadiana e coordenada por José Luis Rúa. Este trabalho foi apresentado virtualmente, no Dia da Europa, devido às condições sociais e de saúde da época.

  • Os Maios em Santa Rita

    Os Maios em Santa Rita

    Na Manta Rota, por mão da associação «A Manta» e por Maria Cândida Justo, popularmente conhecida por «Candinhas».

    A exposição de Maios pode ser vista, a partir do dia 1, a partir da zona pedonal e até ao antigo casino/posto de Turismo e junto ao balneário público.

    Já em Santa Rita a iniciativa estará a carfo da câmara municipal de Vila Real de Santo António, com o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, CIIPC, e com a população local.

    Pode ser visitada durante todo o dia, nas ruas da aldeia, permitindo reviver desta antiga tradição festiva, tão característica na região algarvia, onde é costume, no primeiro dia de maio, criarem-se os Maios ou Maias, enfeitá-los e colocá-los na rua.

    São bonecos e bonecas a representar pessoas, em tamanho real, com enchimento de palha, trapos ou jornais amachucados e vestidos com roupa, reminiscências de costumes arcaicos ligados ao fim do Inverno e ao eclodir da Primavera, assinalando a renovação da natureza.

    No concelho de Vila Real de Santo António são elaborados pelas populações «com simplicidade e improvisação, acompanhados de reproduções de animais e objetos de uso comum, encenando atividades quotidianas, com dizeres a propósito em prosa ou verso», segundo destaca a autarquia.

  • PRR da habitação pagou quase tudo a VRSA

    PRR da habitação pagou quase tudo a VRSA

    Também Vizela, Odivelas, Barreiro, Palmela e Seixal já encaixaram pelo menos metade do valor. Já Lisboa ainda só recebeu 45% da verba total aprovada.

    O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) chegou como uma lufada de ar fresco a Portugal, permitindo, entre outras matérias, melhorar e aumentar o parque habitacional do país.

    Foram muitos os municípios que aproveitaram as verbas vindas de Bruxelas para avançar com a construção, reabilitação e compra de casas para colocá-las no mercado a preços mais acessíveis até 2026.

    Há 31 autarquias que contam receber um total de 675 milhões de euros no âmbito do PRR para habitação. Mas a verdade é que mais de metade desta verba está concentrada em apenas cinco municípios: Lisboa, Setúbal, Oeiras, Matosinhos e Coimbra.

    Foi aprovada no âmbito do PRR uma verba de 1.208 milhões de euros para a habitação, que visa aumentar o parque público de habitação a preços acessíveis, reforçar a oferta de habitação social, bem como a de alojamentos para estudantes a custos mais baixos, por exemplo.

    Foram muitos os municípios que de candidataram aos apoios à habitação previstos no PRR e 31 autarquias viram já pagas verbas superiores a 1 milhão de euros, revelam os dados do website Recuperar Portugal atualizados no passado dia 17 de abril.

    No total, estas 31 autarquias conseguiram obter a aprovação de cerca de 675 milhões de euros do PRR para levar a cabo as suas políticas de habitação (que não está pago na totalidade).

    A verdade é que mais de metade desta verba aprovada está concentrada em apenas cinco municípios: Lisboa, Setúbal, Oeiras, Matosinhos e Coimbra, que são os que têm mais valores do PRR aprovados, mostram os dados.

    Fonte: TNews
  • Ganchorra em pesca ilegal

    Ganchorra em pesca ilegal

    Os elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Tavira realizaram na quarta-feira, dia 17 de abril, uma ação de fiscalização destinada à atividade da pesca com recurso à arte da ganchorra rebocada, entre a praia do Barril e a Barra de Tavira, da qual resultou a elaboração de três autos de notícia.

    Durante esta ação foram fiscalizadas cinco embarcações de pesca em plena atividade, com tripulantes de nacionalidade espanhola, com recurso a artes de pesca denominadas de «ganchorra rebocada», estando três delas a operar fora do horário legalmente definido.

  • Liderança na AMAL – correcção

    Liderança na AMAL – correcção

    A notícia que demos estava incorreta, bem como as conclusões retiradas da mesma. Foi um erro de interpretação cometido pela nossa Redacção sobre as mudanças no próximo cargo de Osvaldo Gonçalves.

    Ele foi nomeado como representante dos municípios do Algarve na ALGAR e não para a AMAL, como a notícia refere. Ao visado, ao vice-presidente do município de Alcoutim, à AMAL e à ALGAR, e naturalmente aos nossos leitores, pedimos as nossas desculpas pelo erro cometido.

    O restante articulado fica sem efeito e foi por nós anulado. Reforçaremos a atenção para manter o rigor que nos caracteriza.

  • Portugal defende título em Tavira

    Portugal defende título em Tavira

    Está prevista a presença do presidente da ANSR, Rui Ribeiro, na cerimónia de entrega dos prémios às equipas vencedoras dos campeonatos nacionais, que terá lugar no dia 21 de abril, domingo, às 16:30 horas, no Parque de Feiras Exposições de Tavira.

    O nosso País vai defender o título de campeão mundial conquistado no ano passado em Lanzarote, Espanha, onde estiveram presentes 67 equipas de todo mundo, tendo a prova sido vencida pela equipa do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

    Os Campeonatos Nacionais de Trauma e Desencarceramento 2024 contam com a participação de 15 equipas de desencarceramento e 40 equipas de trauma provenientes de diversos locais de Portugal continental e Ilhas.

    A organização é da Associação Nacional de Salvamento e Desencarceramento (ANSD), em colaboração com o Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira.

    No âmbito desta temática, a Resposta Pós-Acidente é um dos elementos do Sistema Seguro e está também incluída na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 como uma das áreas chave de intervenção.

    Os cuidados médicos pós-acidente e a rapidez com que o socorro chega ao local do acidente podem significar a diferença entre a vida e a morte.

    Assim, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 irá contemplar um programa com medidas específicas para a Resposta Pós-Acidente.

    Nestas respostas está incluída, a formação sistematizada das equipas de emergência e salvamento, para reduzir os tempos de desencarceramento, bem como a elaboração de planos de ação para diminuir os tempos de socorro.

  • PCP dá relevo à luta na Cimpor

    PCP dá relevo à luta na Cimpor

    Reivindicam aumentos salariais de 8%, 37 horas semanais a partir de janeiro, retribuição do trabalho por turnos, melhorias nas carreiras profissionais e pela manutenção da assistência na doença.

    O PCP considera CIMPOR como uma empresa de um sector estratégico para o nosso país.

    Lembra que o processo de privatização «daquele que foi outrora um dos principais grupos industriais portugueses, começou pelas mãos de um Governo PSD em 1994 e foi desenvolvido posteriormente por sucessivos governos quer do PS, quer do PSD».

    Aquele partido anota que, atualmente, a empresa é totalmente dominada por capital privado e maioritariamente estrangeiro.

    Destaca esta unidade industrial no Algarve, como «importante na diversificação da actividade económica e na promoção do aparelho produtivo regional. Produzir cimento e outros derivados no nosso País, significa não ficar dependente do exterior num bem que é essencial, mas também devia significar a valorização dos seus trabalhadores».

    A presença do PCP, junto dos trabalhadores em greve, «é uma forma de assinalar a importância da luta pelos direitos de quem cria riqueza e faz avançar o País, mas também pela importância que damos à produção e à soberania nacional».

  • Reciclagem de telemóveis

    Reciclagem de telemóveis

    A sustentabilidade e a inovação tecnológica são dois pilares fundamentais para o futuro do nosso planeta.

    Bruno Borges, CEO da iServices, partilhou com a Green Savers conhecimentos valiosos sobre como a sua empresa está a liderar pelo exemplo no mercado de reparação de dispositivos móveis.

    A iServices, reconhecida como a melhor empresa de reparação multimarca em 2023, não só repara telemóveis mas também os recondiciona, realizando mais de 40 testes para assegurar a qualidade dos equipamentos recondicionados.

    Esta prática não só oferece aos clientes dispositivos de topo a preços acessíveis mas também promove a economia circular e a sustentabilidade.

    Em 2023, a iServices conseguiu evitar que 43 toneladas de dispositivos se tornassem lixo eletrónico, o que por sua vez preveniu a emissão de 17,5 mil toneladas de dióxido de carbono e economizou uma quantidade de água equivalente a 12 piscinas olímpicas.

    A estratégia de sustentabilidade da empresa baseia-se numa política de 4R’s: Reparar, Recondicionar, Reutilizar e Retomar. Além disso, a iServices está comprometida com um plano de gestão de resíduos responsável e com a transição para uma frota de veículos totalmente elétrica.

    A entrevista completa com Bruno Borges revela mais sobre as iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social da iServices, e pode ser lida na íntegra na Green Savers.A sustentabilidade e a inovação tecnológica são dois pilares fundamentais para o futuro do nosso planeta.

    Bruno Borges, CEO da iServices, partilhou com a Green Savers insights valiosos sobre como a sua empresa está a liderar pelo exemplo no mercado de reparação de dispositivos móveis.

    A iServices, reconhecida como a melhor empresa de reparação multimarca em 2023, não só repara telemóveis mas também os recondiciona, realizando mais de 40 testes para assegurar a qualidade dos equipamentos recondicionados. Esta prática não só oferece aos clientes dispositivos de topo a preços acessíveis mas também promove a economia circular e a sustentabilidade.

    Em 2023, a iServices conseguiu evitar que 43 toneladas de dispositivos se tornassem lixo eletrónico, o que por sua vez preveniu a emissão de 17,5 mil toneladas de dióxido de carbono e economizou uma quantidade de água equivalente a 12 piscinas olímpicas.

    A estratégia de sustentabilidade da empresa baseia-se numa política de 4R’s: Reparar, Recondicionar, Reutilizar e Retomar. Além disso, a iServices está comprometida com um plano de gestão de resíduos responsável e com a transição para uma frota de veículos totalmente elétrica.

    A entrevista completa com Bruno Borges revela mais sobre as iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social da iServices, e pode ser lida na íntegra na Green Savers.

  • Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    O projeto, atualmente aberto a consulta pública, é denominado «Aproveitamento Hidroelétrico de José Maria de Oriol II», foi detalhado pelas autoridades espanholas e está aberto a revisão no «portal Participe» durante 30 dias úteis, terminando a 28 de maio, conforme refere a APA.

    A APA manifestou a sua intenção de participar no processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), dado o potencial impacto ambiental significativo em Portugal, e comunicou-o a Espanha.

    De acordo com o «Protocolo de ação entre o Governo da República Portuguesa e o Governo do Reino de Espanha», a Espanha forneceu documentação sobre os potenciais impactos do projeto transfronteiriço.

    A central hidroelétrica reversível proposta deverá ser construída em Alcántara, Cáceres, utilizando as albufeiras existentes de Cedillo e Alcántara II.

    A Iberdrola, empresa espanhola que supervisiona o projeto, garantiu que a nova central não irá alterar a gestão da água libertada a jusante da albufeira de Cedillo.

    As avaliações de impacto ambiental indicam que se espera que o projeto tenha um impacto ambiental moderado, com efeitos minimizáveis na rede Natura 2000.

  • Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Quase 80 automóveis clássicos vão alinhar alinham à partida nas 500 Milhas ACP, um dos maiores ralis de regularidade da Península Ibérica.

    A caminho das duas décadas de história, as 500 Milhas ACP regressam ao seu figurino original e levam 77 equipas a percorrer a maior estrada da Europa, a Estrada Nacional 2, para atravessarem Portugal de norte a sul.

    A 19.ª edição da prova do Automóvel Club de Portugal atraiu uma das maiores listas de inscritos de sempre, com 77 clássicos produzidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Entre os participantes, destaque para o carro mais antigo, um Jaguar , um dos exemplares com mais de 70 anos que vão enfrentar o desafio de percorrer toda a EN2.

    Outra raridade em prova é um AC Aceca de 1960, mais um destaque numa lista diversificada e que inclui modelos históricos de asmarcas como a Porsche, MG, Austin Healey, Mercedes-Benz, Alfa Romeo, Fiat, BMW, Simca, Morris, Volvo, Triumph, Peugeot, Volkswagen, Lancia, Citroën, Toyota e Opel.

    Uma odisseia de Trás-os-Montes ao Algarve

    Os concorrentes vão disputar um total de 19 setores de regularidade, divididos em duas etapas, a exigirem perícia e precisão, por entre algumas das mais belas paisagens do país. A concentração de máquinas e pilotos acontece na próxima sexta-feira, em Chaves, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, com a partida do primeiro concorrente a acontecer na manhã de sábado, logo às 06h01, no Km 0 da Nacional 2.

    Os concorrentes rumam a sul e passam por Santa Marta de Penaguião, Lamego, Castro Daire, Tondela, Sertã (local do almoço), Abrantes, Mora, Ferreira do Alentejo, Almodôvar e Faro, que marca o final da EN2, com a chegada da prova a acontecer no Porto de Recreio de Olhão, cidade algarvia que também recebe o jantar e a entrega de prémios.

    Em 2023, as 500 Milhas ACP tiveram emoção e indecisão mesmo até aos últimos quilómetros quanto aos vencedores de cada categoria, além de terem registado uma elevada percentagem de concorrentes a concluir a prova, atestando a excelente preparação das máquinas e equipas.

    Além de um dos maiores e mais importantes ralis de regularidade da Península Ibérica, as 500 Milhas ACP são também uma jornada de descoberta da história e dos territórios atravessados pela Estrada Nacional 2, uma oportunidade única para ver verdadeiras máquinas do tempo num desafiante périplo pelo país.

    PROGRAMA 500 MILHAS ACP

    19 de abril (sexta-feira)

    15h00 / 19h00 – Verificações – Chaves – Estacionamento junto ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

    Após as verificações, as viaturas ficam em exposição durante o resto do dia e noite.

    20 de abril (sábado)

    • 06h01 – Partida do Km 0 em Chaves para o primeiro concorrente
    • 13h00 – Almoço na Sertã
    • 21h38 – Chegada ao Porto de Recreio de Olhão para o primeiro concorrente
    • 22h00 – Jantar e entrega de prémios – Olhão

    HORAS DE PASSAGEM

    • 07h35 Santa Marta de Penaguião
    • 08h10 Lamego
    • 08h52 Castro Daire
    • 09h45 Viseu  
    • 11h05 Penacova
    • 11h42 Góis  
    • 12h30 Pedrogão Grande
    • 13h00 Sertã  
    • 15h00 Abrantes
    • 15h45 Domingão / Ponte de Sor
    • 16h38 Ciborro 
    • 17h30 Escoural
    • 18h05 Torrão
    • 18h22 Odivelas / Ferreira do Alentejo
    • 19h23 Ervidel 
    • 20h00 Almodôvar


  • 0cupação de jovens em Mourão

    0cupação de jovens em Mourão

    O objetivo é oferecer aos jovens uma ocupação saudável dos tempos livres, em atividades de interesse municipal.

    O município de Mourão esclarece que desenvolveu o projeto para permitir o “contacto experimental com a vida profissional de forma a potenciar as suas capacidades cívicas e de participação social, sendo ao mesmo tempo um contributo para a inserção no mundo laboral“.

    A iniciativa encontra-se aberta à participação de todos os jovens residentes no concelho de Mourão que estejam à procura do primeiro emprego ou desempregados, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos.

    Vão ser ocupados no desenvolvimento de atividades numa área à sua escolha, como por exemplo a educação, património e cultura, desporto, saúde oiação social,

    Cada candidato tem direito a um seguro de acidentes pessoais e uma bolsa mensal no valor de 400€.