FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Poeira do Sáara a caminho do Algarve

    Poeira do Sáara a caminho do Algarve

    Sim, é mesmo essa a poeira que suja a ropa nas cordas e os automóveis, mas é fundamental para o ciclo das florestas do nosso planeta. Numa nota divulgada o IPMA prevê que as poeiras vão atravessar o Oceano Atlântico e chegar às Caraíbas, por força da influência dos ventos alísios e do anticiclone dos Açores. O fenómeno é natural e anual mas, este ano, o evento será “particularmente intenso”,.

    Está prevista a elevada concentração de partículas no ar em Porto Rico, na República Dominicana e no Haiti, áreas do globo mais atingidas.

    Embora seja um fenómeno irritante para os humanos, essas poeiras são ricas em minerais e nutrientes, depositam-se no oceano e em terra. Constituem um importante fertilizante natural”.

    Associada à passagem das poeiras por Portugal e Espanha chega uma massa de calor oriunda do norte de África que vai afetar a Península Ibérica. Desde o passado sábado que, por iniciativa do IPMA, foi emitido um aviso amarelo para oito distritos do interior do país face à previsão de temperaturas elevadas.

    Braga, Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja são os distritos visados pelo alerta para segunda e terça-feira. Em algumas localidades do Alentejo as temperaturas podem inclusivamente atingir os 40 graus.

    O ciclo das poeiras

    Todos os anos, cerca de 182 milhões de toneladas de poeira viajam com o vento desde o Saara até a Amazônia. Segundo a Nasa, a pesquisa mostrou que o pó traz ainda cerca de 22 mil toneladas de fósforo, presente na areia do deserto, que serve para “alimentar” o solo amazônico e tem grande importância para fortalecer a vida de plantas e árvores da Floresta Amazônica. Segundo o cientista Hongbin Yu, da Nasa e da Universidade de Maryland, a maior parte da poeira vem da parte do Chade do deserto.

    A Nasa divulgou um vídeo, em inglês, para explicar a viagem da poeira do Saara até a Amazônia:

  • As medidas de desconfinamento na Andaluzia

    As medidas de desconfinamento na Andaluzia

    A Espanha abandona hoje o estado de alarme, num momento em que a taxa de incidência da Covid-19 continua a cair. Porém, as medidas de desconfinamento não são idênticas para as diversas regiões do país vizinho e a fronteira com Portugal continuará encerrada até 1 de Julho.

    A considerada “no­va nor­ma­li­da­de” tm­põe res­tri­ções, co­mo a de utilizar a más­ca­ra,manter a dis­tân­cia de se­gu­ran­ça e só a descoberta de uma vacina ou tratamento poderá fazer regressar a vida normal em termos sanitários, já que diversos especialistas apontam para o facto de a Pandemia ter alterado significativamente as permissas de como a humanidade poderá viver no futuro.

    Nos territórios que confinam com os portugueses, nas margens do rio Guadiana, sabe-se que a An­da­lu­zia im­plan­ta­rá já a partir deste do­min­go 400 me­di­das reunidas em de­cre­to pa­ra uma no­va re­a­li­da­de: a ca­pa­ci­da­de per­mi­ti­da no co­mér­cio e res­tau­ra­ção se­rá de 75% no in­te­ri­or e 100% nos ter­ra­ços. A percentagem baixa para 50% nas pis­ci­nas dos ho­téis e para 65% nos ci­ne­mas, mu­seus, te­a­tros e au­di­tó­ri­os. Os con­cer­tos ao ar li­vre pode atingir a ca­pa­ci­da­de má­xi­ma de 1.500 pes­so­ase os fu­ne­rais vão até 60 par­ti­ci­pan­tes. Fei­ras, mercados e ro­ma­ri­as estão fora das recomendações.

    Quanto à Ex­tre­ma­du­ra espanhola, ela regressará ao con­fi­na­men­to se hou­ver novo surto e o con­se­lho es­ta­be­le­ceu pra­zos pa­ra o regresso à normalidade. Na pri­mei­ra fase, até 31 de ju­lho, as li­mi­ta­ções de ca­pa­ci­da­de va­ri­am entre 50% e 75%, diminuindo a seguir.

  • Nos 110 anos do nascimento de António Bandeira Cabrita

    Nos 110 anos do nascimento de António Bandeira Cabrita

    António Bandeira Cabrita nasceu em Vila Real de Santo António em 20 de Junho de 1910, no edifício da esquina sueste da Praça Marquês de Pombal.

    Foi membro do Secretariado do Partido Comunista Português e um dos primeiros portugueses a alistar-se nas milícias populares. Foi promovido a tenente por atos de bravura. Morreu na frente de Talavera. O seu funeral constituiu uma homenagem a um herói de guerra.

    O escritor António Vicente Campinas, nos alvores do regime democrático saído da Revolução de Abril de 1974, ainda exilado em França, escreveu para o Jornal do Algarve uma peça chamando a atenção para a necessidade de Vila Real de Santo António de homenagear de alguma forma «um dos seus mais destacados filhos antifascistas».

    «Não é com o esquecimento que se pode fazer a história. Esquecimento de factos como de pessoas. História de povos e de nações. Mesmo de pequenas terras e seus naturais», dizia ele no texto publicado no Jornal do Algarve em 15 de Fevereiro de 1975. E, após uma cantata à liberdade reconquistada, chamava a atenção para «os que, pela posição corajosa e honrada de lutadores contra o terror e a opressão fascistas, merecem ser lembrados. Mesmo que não pertençam de há muito ao mundo dos vivos». E explicava porquê: «É o dever de quem conhece informar os que nunca souberam. E mesmo os que, por comodismo ou réstia de receio colada às necessidades das conveniências presentes possam ter-se esquecido»

    António Bandeira Cabrita não foi esquecido por Vila Real de Santo António

    António Bandeira Cabrita, tem o seu nome numa Praceta de Vila Real de Santo António, precisamente numa zoma residencial do operariado, embora a deliberação tivesse apontado a Rua Estreita. A deliberação ocorreu na reunião da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, realizada a 12 de junho de 1976, sob a presidência de Joaquim Correia, acolhendo a sugestão de Vicente Campinas, e a câmara municipal presidida por Luís Gomes, por proposta do vereador do PCP José Estêvão Cruz, ali afixou a placa toponímica atual.

    Quando foi dado nome a esta praceta, a democracia portuguesa, na sequência da Revolução de Abril de 1974, dava os primeiros passos na construção do regime democrático em que hoje Portugal vive e é natural que a colocação das placas toponímias tivessem assumido um papel secundário, no dia-a-dia daqueles autarcas.

    Para A. Vicente Campinas, António Bandeira Cabrita, ainda estudante, levou as suas ideias de liberdade para a terra onde nasceu, Vila Real de Santo António. Foi um lutador consequente, um organizador ativista «um homem que morreu na flor da idade, lutando de armas na mão contra o fascismo internacional. Contra o fascismo que, em Espanha, se enraizava, com a ativa e possante ajuda dos grandes interesses da reação mundial, que davam aos Hitlers e Mussolinis os meios de destruição mais desenfreados, para o combate contra a democracia».

    Embora não o tenha citado, António Bandeira Cabrita lutava pela República na vizinha Espanha, contra a sublevação de Francisco Franco. O que Campinas pedia de Paris, como homenagem ao herói republicano seu conterrâneo municipal era muito simples: «que o seu nome fique a ornamentar o de uma praça, de uma avenida, ou de uma rua dessa vila sulina e fronteiriça».

    «É que não será apenas uma justiça que Vila Real de Santo António prestará à memória de um grande democrata, mas também uma honra, para si e para os seus filhos, lembrar aos vindouros que, na longa e triste «noite da opressão e da vergonha fascista» de cerca de meio século, um jovem, filho dessa vila, com a coragem e a consciência dos democratas, lutou, sofreu e morreu pela Liberdade e pela Democracia», dizia António Vicente Campinas.

    O pai de António Bandeira Cabrita era tesoureiro na câmara municipal de Vila Real de Santo António e tinha ao lado do local de trabalho um estabelecimento de comércio e artigos regionais e artísticos, dirigido pela esposa. Segundo Vicente Campinas, era um velho republicano, desde os primeiros alvores da República, respeitado e respeitador, «de uma modesta ímpar».

    O casal teve cinco filhos, quatro raparigas e o António. Desde muito novo denotou uma inteligência fora do comum, com espírito inventivo. Depressa se impôs como um excelente estudante liceal.

    António Bandeira Cabrita voltava para Vila Real de António durante as férias e aqui prosseguia os estudos e experiências inventivas. Ainda segundo António Vicente Campinas, «para fazer compreender a seus jovens amigos os seus ideais de fraternidade, de socialismo, de camaradagem entre os homens, de compreensão entre os estudantes e os trabalhadores. Mas não limitava essa sua atividade a conversas isoladas ou a reuniões restritas com os seus amigos mais chegados. Expandiu-as através de um trabalho de organização dos trabalhadores vila-realenses, com a ajuda de alguns jovens que então começavam a compreender e a aceitar as suas ideias antifascistas

    Já tinha então acontecido o golpe militar de 28 de Maio de 1926 que instaurou o regime do «Estado Novo».

    António Bandeira Cabrita conseguiu que todos os sindicatos operários da sua terra se unissem num único, o Sindicato dos Trabalhadores de Terra e Mar de Vila Real de Santo António, porque entendia que «a força do operariado reside na sua unidade efetiva e duradoura», sindicato que foi uma trave mestra e a cuja direção pertenceu. António Vicente Campinas deu disso mesmo testemunha, poi foi seu camarada nessa direção, quando tinha 18 anos. A sede funcionou no edifício onde mais tarde abriu o famoso café Janelas Verdes.

    Com a extinção dos sindicatos operários decretada pelo ditador Salazar, este sindicato deixou de existir e, tal como os outros em todo o País, viu as suas portas encerradas e os bens confiscados pelo poder fascista em ascensão.

    António Bandeira Cabrita continuou na universidade. Foi preso várias vezes, ainda como estudante, mas retomava sempre o seu posto de luta.

    Participou no golpe mal sucedido de 26 de Agosto de 1931, destinado a derrubar do poder António Oliveira Salazar. Em 2 de Setembro desse mesmo ano de 1931, o navio Pedro Gomes, com 358 deportados a bordo, faz-se ao mar a caminho de Timor. O dirigente comunista António Bandeira Cabrita é um dos deportados.

    2-9-931Deportaram o meu António para Timor

    Escreveu a irmã no seu bloco de notas

    Vamos ainda recorrer ao poder descritivo de António Vicente Campinas para caracterizar a ação desenvolvida por António Bandeira Cabrita:

    «As forças da reação e do crime, as potências imperialistas, faziam ensaios de novas armas, de novos métodos de destruição. A ambição de domínio mundial, de imposição dos seus terríveis métodos de opressão e de destruição massivas sobre outros povos menos preparados material e psicologicamente para uma confrontação bélica, lançou raízes, começando pela vizinha Espanha. A Espanha, que havia pouco tinha conseguido libertar-se, por meio de eleições, de uma monarquia obsoleta e reacionária, implantando, pela vontade da maioria do povo, a República, que atravessava, ainda, as dificuldades inerentes aos males deixados pelo regime anterior da monarquia manchada de sangue de numerosos lutadores assassinados e perseguidos, como Galán e outros, e ainda as novas dificuldades criadas pelos reacionários e privilegiados que tinham sido abatidos dos seus pedestais de senhores todo-poderosos.»

    Vicente Campinas apontava como causa do colapso da República Espanhola, perante as tropas de Franco: «O povo tinha a alma e força de lutador, espírito republicano e democrata. Mas faltava-lhe a experiência e a organização, um comando que pudesse estar à altura da situação. E sobretudo faltava-lhe armas. Com a muralha de peitos e de vontades não se pode fazer face aos pelotões assassinos, armados até aos dentes. E foi assim que, pouco a pouco, a guerra civil foi pendendo a desfavor dos republicanos espanhóis, dos antifascistas de todo o mundo».

    «António Bandeira Cabrita, logo que soube do desencadeamento da guerra civil em Espanha, mesmo nos confins do seu desterro de Timor, onde estava purgando anos de forçada detenção, decidiu ajudar na luta contra o fascismo. Democrata e antifascista consciente e corajoso, defensor da liberdade dos povos evadiu-se de Timor. E veio incorporar-se nas hostes republicanas. Atravessou mares e distâncias, dificuldades e ostracismos, para poder juntar-se aos camaradas que nunca conhecera, mas seus camaradas e irmãos de ideal, vindos de todos os recantos do mundo. Enfileirou então nas Brigadas Internacionais como posto de tenente».

    Campinas assinala também a morte de António Bandeira Cabrita na batalha de Talaveira de la Reina, mas, em termos de rigor histórico, parece mais consistente e estruturada, a versão de Domingos Abrantes, sobre a forma de participação na solidariedade internacionalista.

    Vicente Campinas descreve António Bandeira Cabrita como «um idealista fraterno, um democrata consciente e ativo, um revolucionário e defensor da democracia.

    O dia de todas as revoltas: 26 de Agosto de 1931

    – Deportação para Timor

    A ficha de António Bandeira Cabrita

    Em 1931, António Bandeira Cabrita tem 21 anos. No dia 26 de Agosto estala uma revolta de contornos imprecisos contra a ditadura, da qual o regime se apercebeu com a devida antecedência, devido a contradições, deficiências na preparação e provavelmente a golpes de compromissos difíceis de esclarecer. O jornal Diário da Manhã, afeto à ditadura, sai com a notícia de que haviam sido presos numerosos indivíduos filiados no Partido Comunista e que lhes tinham sido apreendidos documentos comprometedores na própria madrugada desse mesmo dia.

    «Ao cair da noite desse mesmo dia 26 de Agosto, o Governo detinha já o pleno controlo da situação em Lisboa, regressando-se ao «viver habitualmente» na manhã seguinte, excetuando-se um rasto de destruição e violência principalmente por ação do bombardeamento aéreo sobre áreas circundantes do forte de Almada, os 40 mortos, os cerca de 200 feridos e mais de 600 prisioneiros. Destes, 358 embarcarão uma semana depois, sem serem julgados nem autorizados a ver as famílias, para deportação em Timor, a bordo do navio Pedro Gomes». – Francisco Lopes Melo

    Leia-se o que dizia o comunicado de «Um grupo de deportados de Timor à Nação Portuguesa:

    Em 2 de Setembro de 1931 foram embarcados a horas mortas, por entre filas compactas de baionetas que se estendiam da Penitenciária até ao cais de Belém, uma centenas de cidadão portugueses. O barco que os esperava era o «PEDRO GOMES», da Companhia Nacional de Navegação. Seu destino, Timor. Em 28 de Julho já tinha partido, igualmente de Lisboa, o transporte de guerra «GIL EANES», conduzindo também umas dezenas de portugueses embarcados nas mesmas condições. Ambos os barcos aportaram a Dili, capital da Colónia.

    Na expressão de um jornalista holandês de Java, onde quer um quer outro navio tocaram, conduziam a bordo «carga humana». Parte desta, a do «PEDRO GOMES» foi ainda por este paquete transportada a uma dependência da colónia, o ilhéu do Ataúro. A outra foi para longe, para um pequeno enclave que possuímos no território do Timor holandês, com o nome de Oe_Kussi_Ambeno.

    Ataúro, dada a pequenez da sua superfície e a carência de meios de comunicação, é um campo de concentração natural. O mar substitui o arame farpado e a espingarda vigilante das sentinelas. No Oe Kussi havia um verdadeiro campo de concentração, com profundos e largos fossos cheios de água e, em volta, os postes de arame farpado. Metralhadoras em posição vigiavam o campo de um alto próximo. Um comandante, à frente de uma força indígena e empunhando um chicote, dava ordens.

    Num e noutro ponto — os piores climas da Colónia — o termómetro marcava às oito horas da manhã 32 graus centígrados e as chuvas (era o mês de Outubro) começavam a encher os terrenos em volta. Por isso a doença entrou juntamente com os prisioneiros nos campos de concentração e a Morte logo abriu sobre estes, pairando invisível, as asas negras acolhedoras.

    É assim que o Governo da Ditadura, sem processo nem julgamento, trata os portugueses que combatem pela República, implantada por livre vontade da Nação em 1910.

    Judicialmente chama-se a isto degredo, com prisão no lugar de degredo, seguida de pena de morte sem guilhotina nem fuzilamento. A morte deve resultar, ignorada e distante, insidiosa e cobardemente provocada, das privações conjugadas com a natural depressão moral e a ação mortífera do clima.

    António Bandeira Cabrita era um desses 358 deportados. Ali existiam dois campos de concentração. Um em Oekussi e outro em Atauro, um ilhéu inóspito. Ele ficou em Oekussi, pelo que se entende da descrição do livro de Grácio Ribeiro «Deportados».

    «Transposto o fosso e a vedação de arame farpado, muitos dos deportados do 26 de Agosto, aguardam os novos camaradas. O Simões fica perplexo ao ver na sua frente, de braços abertos, o Cabrita, aquele mesmo Cabrita do secretariado do Partido que lhe transmitira ordens relativas ao 17 de Maio e que, mais tarde, juntamente com o Penamacor, injustamente o acusou de terrorista perante o Comité Central. Fora esse Cabrita um dos proponentes da sua irradicação do Partido em aquele mesmo a quem o Simões, na véspera do embarque para Lisboa, escrevera umas carta insultando-o e dizendo-lhe que lamentava não dispor deu uma só hora que fosse de liberdade para lhe cuspir na cara, esmurrá-lo e dizer-lhe, de viva voz, o que então lhe escrevera! O Cabrita ali estava na sua frente, com um riso franco a encher-lhe o rosto bonacheirão e os braços inequivocamente abertos para o abraçar! O Simões não era rancoroso e o Cabrita era, efetivamente, um admirável revolucionário. Estreitaram-se com efusão, com sincera alegria. Poderia qualquer ressentimento substituir tão longa distância, depois de tudo o que se passara? De resto, verificava-se que o veneno de todo aquele caso fora do sinistro Penamacor».

    Prosseguido o relato do encontro, diz Grácio Ribeiro, no seu livro «Deportados»:

    Este reencontro de dois camaradas e amigos irá fortalecer notavelmente a posição do Partido entre os deportados e isso era o mais importante. O Cabrita era dos elementos mais dinâmicos da organização e, quanto a princípios, por muitos era tido como um fanático. Na verdade, ele só vivia para a Revolução e, na sua mente ou no seu coração não havia lugar para outro amor, para qualquer outra paixão. Uma tal natureza não suscitava amizade, de modo que, entre os próprios camaradas, o Cabrita ere um solitário. Só o Simões o compreendia e apreciava devidamente, de maneira que não só olvidou o incidente de Lisboa, como se tornou no seu mais intimo amigo».

    Grácio Ribeiro afirma depois que António Bandeira Cabrita (este Cabrita, é o que se lê no texto, mas o contexto permite afirmar de quem se trata) conseguiu uma licença parta se ir tratar de uma hipotética doença em Macau, donde depois fugiu para a China. Afirma que dali seguiu para Moscovo e depois para Espanha em missão internacional. «Bateu-se heroicamente contra as hostes fascistas de Franco e acabou por morrer em combate. A sua vida foi um dos mais belos exemplos de revolucionário português e o seu nome nunca poderá ser esquecido»

  • Prevenção e segurança nas praias de Vila Real de Santo António

    Prevenção e segurança nas praias de Vila Real de Santo António

    Foram ainda demarcados sentidos de circulação nas zonas e passadiços de acesso ao areal, definidas capacidades máximas nas áreas de estacionamento não ordenado e instalada sinalização, em cada concessão, relativa ao estado de ocupação da praia.

    Todas as zonas balneares do concelho «obedecem agora ao estipulado nas novas regras determinadas pelo Governo da República Portuguesa, nomeadamente no que se refere à utilização do areal, afastamento de toldos e utilização de bares, restaurantes e apoios de praia», segundo verificaram Conceição Cabrita e o coordenador regional do combate à Covid-19, José Apolinário, que esteve de visita à praia de Monte Gordo.

    O também secretário de Estado das Pescas foi acompanhada pelo comandante operacional distrital da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, o tenente-coronel Bartolomeu, o capitão do porto de VRSA e Tavira, Rui Vasconcelos de Andrade, o presidente da ARH/APA Algarve, Pedro Coelho, e pelo vereador Rui Pires na presença de vários concessionários e elementos da direção da Associação de Comerciantes da Praia de Monte Gordo.

    Conceição Cabrita, presidente da câmara municipal de VRSA, explicou que “estas medidas representam mais um esforço para minimizar o contágio por COVID-19 e permitem criar condições para apoiar a atividade turística e tornar o município de Vila Real de Santo António num destino seguro quer para residentes, quer para todos os que escolhem o destino para férias”.

  • «Castro Marim mais perto» está de volta

    «Castro Marim mais perto» está de volta

    Interrompido durante o período de confinamento exigido pelo combate ao Covid-19, foi agora retomado, porém com a observação de todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção-Geral de Saúde, e com novas rotas e novos horários, ajustados a esta nova realidade.

    Apesar da disponibilidade deste transporte, a autarquia continua a apelar aos munícipes para que, se puderem, fiquem em casa.

    Mantém disponíveis os serviços de apoio social ao domicílio, como a entrega de compras e de medicamentos e a linha de apoio psicológico no número 281 510 750. Contando com a colaboração de dezenas de voluntários, a Câmara Municipal continua também a distribuir máscaras comunitárias por toda a população do concelho.

    No “Castro Marim mais Perto” o uso de máscara é obrigatório, regra que deve ser observada porque «ajuda a salvaguardar um eventual contágio, bem como as regras de etiqueta respiratória, quando se espirra ou tosse deverá ser feito para o antebraço.

    O “Castro Marim mais Perto” trabalha agora com uma lotação máxima de dois terços da sua capacidade, regra atual dos transportes públicos.

  • Tribuna pública em Faro da União dos Sindicatos do Algarve

    Tribuna pública em Faro da União dos Sindicatos do Algarve

    A União dos Sindicatos do Algarve (USAL) promove amanhã, dia 16, às 11:00 horas, no Largo do Mercado, em Faro, uma tribuna pública com dirigentes e delegados sindicais, onde está prevista a participação de Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN.

    A tribuna pública de dirigentes e delegados sindicais terá os seguintes objetivos em contexto: “Contra o desemprego?” “Contra os salários em atraso?” “Contra os cortes nos rendimentos dos trabalhadores” e “Contra as violações dos direitos dos trabalhadores”.

  • Aldi abre em Altura

    Aldi abre em Altura

    A marca ALDI, cadeia alemã de supermercados, anunciou oficialmente que abrirá mais uma loja em Altura, concelho de Castro Marim, no próximo dia 17 de Junho. A unidade vai contar com 70 lugares de estacionamento.

    A marca anuncia que, tendo em vista a pandemia provocada pela Covid-19, o novo supermercado Aldi vai seguir todas as normas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), como a utilização de máscara ou viseira para entrar e permanecer no espaço, bem como o distanciamento social.

    A empresa destacou recentemente a qualidade dos produtos, reforçando os 35 prémios «Sabor do Ano» conquistados em 2020 e as distinções da Deco a produtos como o  «Detergente Líquido Universal Tandil, o Papel Higiénico Compacto folha dupla SOLO e o Papel Higiénico Compacto folha quádrupla SOLO».

    No sortido de lojas, destaque para frutas e legumes, a carne fresca de origem 100% nacional, a pastelaria e pão fresco e ainda produtos biológicos, vegetarianos e vegan, sem lactose, ou sem glúten.

    No distrito de Faro, a cadeia também tem unidades em Albufeira, Almancil, Boliqueime, Lagoa, Lagos, Portimão, Tavira, entre outras localidades. As últimas unidades aberta tinham sido Bobadela, em Loures, e Almeirim, no distrito de Santarém. Esta é a décima quarta loja da insígnia no Algarve e a septuagésima sétima no País.

  • Linha de atendimento SOS da GNR

    Linha de atendimento SOS da GNR


    A GNR disponibiliza a Linha SOS Ambiente e Território, gerida pelo SEPNA.

    Está disponível 24 horas por dia e 365 dias por ano, através do número 808 200 520 ou em www.gnr.pt, podendo ser efetuadas denúncias ambientais e obter aconselhamentos sobre matérias relacionadas com a natureza, ambiente, florestas, animais de companhia, leis sanitárias e de ordenamento do território.

    Portugal é reconhecidamente um país rico em património natural, detentor de espécies de flora e de fauna associadas a uma grande variedade de ecossistemas, habitats e paisagens, e a GNR pede ajuda aos portugueses para o proteger!

  • Marinha em busca e salvamento

    Marinha em busca e salvamento


    Foi ainda durante a manhã de terça-feira que o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) recebeu o alerta de que os responsáveis pelo navio porta-contentores, com destino a Sines, teriam identificado a falta de um elemento da sua tripulação, um homem de 54 anos de idade.

    A Marinha informou, em comunicado, que “tendo em conta o período que decorreu entre a hora a que o indivíduo foi visto, pela última vez, a bordo e a hora a que foi detetada a sua ausência, foi definida uma área de busca para atribuição de meios de busca e salvamento, tanto de superfície como aéreos”.

    As operações de busca decorrem com o empenhamento de meios como as embarcações NRP Escorpião e NRP João Roby, bem como a aeronave da Força Aérea Portuguesa P 3-C CUP+, da esquadra 601 – “Lobos”.

    Crédito a: Algarve Marfado
  • Nova zona de lazer além-rio em Mértola

    Nova zona de lazer além-rio em Mértola

    O novo espaço, uma ambição antiga da autarquia, é um ginásio ao ar livre, colocado ao dispor da população e visitantes, com um conjunto de equipamentos de fitness, que todos podem ao mesmo tempo que desfrutam da paisagem do centro histórico da vila de Mértola”.

    O investimento está avaliado em cinco mil euros e visa incentivar a prática de exercício físico e o bem-estar da população. Em declarações prestadas ao Correio do Alentejo, Luís Madeira revelou que a Junta vai em breve instalar equipamentos semelhantes em Namorados, Morena e Neves.

  • Praias portuguesas no topo da qualidade

    Praias portuguesas no topo da qualidade

    Segundo dados da Agência Europeia do Ambiente divulgados pelo executivo comunitário, Portugal está entre os principais da países da União Europeia (UE) com mais águas balneares de excelente qualidade, encontrando-se em sétimo lugar com a classificação de (91,5%), a seguir a Chipre (99,1%), Áustria (98,5%), Malta (97,7%), Grécia (95,7%), Croácia (95,6%) e Alemanha (92,5%).

    Ao todo, o relatório tem em consideração os resultados da monitorização no ano passado de 22.295 zonas balneares na Europa – incluindo do Reino Unido, que deixou de integrar a UE no mês de fevereiro. 85% respeitam as normas.

    De acordo com os dados que ontem foram conhecidos relativamente à qualidade das águas das praias europeias, o relatório salienta que «quase 85% das zonas balneares de toda a PANDEMIA Europa monitorizadas em 2019 respeitavam as normas de qualidade mais elevadas e mais rigorosas da UE, sendo classificadas como excelentes”, permitindo dar “aos banhistas uma boa indicação dos locais onde podem encontrar as águas balneares de melhor qualidade”. Perante a pandemia da covid-19, Bruxelas lembrou ainda a necessidade de manter uma distância mínima de 1,5 a 2 metros em locais exteriores como praias, bem como a adaptação de “disposições especiais para permitir o afastamento físico e a aplicação de medidas especiais de higiene».

  • Requalificação da envolvente à Casa do Sal enquadrada no CRESC ALGARVE 2020

    Requalificação da envolvente à Casa do Sal enquadrada no CRESC ALGARVE 2020

    Este projeto encontra-se incluído no Plano de Ação – PARU, apoiada por Portugal e União Europeia, cofinanciada a 65% pelo FEDER, estando a obra prestes a avançar, segundo avança a câmara municipal de Castro Marim.

    Para o município, «Esta é uma das intervenções urbanísticas mais aguardadas na vila de Castro Marim, que passa pela requalificação e valorização deste espaço público, zona onde se realizam os mercados mensais e zona de acesso à Casa do Sal e ao centro da vila».

    A autarquia observa que existe «uma preocupação estética e de harmonização para esta nova zona de centralidade de Castro Marim».

    Atribui ao projeto o objetivo de valorizar os modos suaves de mobilidade, contemplando várias zonas pedonais e uma área de jardins que priorizou a preocupação ambiental atual, tendo sido realizada uma redução de 3.200m2 para cerca de metade de espaço ajardinado.

    Na construção está previsto que predominem materiais e técnicas tradicionais da região, como o reboco tradicional, o ladrilho regional ou as cantarias em pedra calcária.

  • ALTURA com sentido único a partir do dia 6 de junho

    ALTURA com sentido único a partir do dia 6 de junho

    A autarquia diz que a normativa é a título definitivo e vai «melhorar a circulação pedonal, beneficiando os muitos comerciantes locais que ocupam a Rua da Alagoa».

    Diz também que vai ser interdita, a partir das 19:00 horas, a circulação automóvel da rua da Alagoa entre a Av. 24 de Junho e o parque de estacionamento da praia.

  • Saída de Luís Madeira Santos tem comunicação oficial do presidente em Mértola

    Saída de Luís Madeira Santos tem comunicação oficial do presidente em Mértola

    O presidente da câmara municipal de Mértola, Jorge Rosa, divulgou um comunicado a todos os munícipes e entidades parceiras que onde refere que «por imposição judicial o Sr. Luís Miguel Martins Madeira dos Santos deixou de exercer as suas funções no Gabinete de Apoio aos Eleitos, como Chefe de Gabinete, no dia 26 de maio».

    Diz ainda que o processo «processo de possível incompatibilidade, decorreu durante algum tempo na justiça, duvidando-se sempre que pudesse existir incompatibilidade de funções, por ter sido eleito como presidente de junta de Mértola em regime de não permanência e nomeado na autarquia, dado que no nosso país existem dezenas de situações idênticas, tendo inclusivamente já existido comunicações judiciais recentes no sentido da compatibilidade destas funções».

  • Cinco detidos na fronteira de Castro Marim com documentos falsos

    Cinco detidos na fronteira de Castro Marim com documentos falsos

    O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve na quarta-feira cinco pessoas com documentos falsos no âmbito do controlo de fronteiras terrestres no ponto de passagem de Castro Marim. Os cinco detidos têm nacionalidade estrangeira e estavam a tentar entrar em Portugal com documentos falsificados.

    Segundo o SEF, foi-lhes recusada a entrada em território português e foram entregues às autoridades espanholas. Desde março, apenas podem atravessar a fronteira terrestre com Espanha a cidadãos espanhóis, pessoas residentes naquele país, trabalhadores transfronteiriços, deslocações por força maior ou situação de necessidade, forças de segurança e transporte de mercadorias, devido à pandemia de COVID-19.

    Source: Cinco detidos na fronteira de Castro Marim com documentos falsos – Jornal do Algarve

  • Mudou para 1 de Julho a abertura da fronteira

    Em diplomacia, as pressas são terríveis e a soberba ainda mais. Quase no mesmo momento em que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se pronunciava, enchendo o peito de orgulho patriótico, a dizer que quem manda na fronteira portuguesa é Portugal, a propósito da vizinha Espanha anunciar que abriria as fronteira a 22 de Junho, o Governo espanhol corrigiu e adiou essa abertura para o dia 1 de Julho próximo.

    Aparentemente o Governo de Madrid terá mudado da opinião depois de pedido de esclarecimentos do governo português que se ter manifestou surpreendido com as declarações da abertura da fronteira para o dia 22 de Junho.

    Em resultado e depois de perdidas as janelas de abertura do dia 15, solicitada pelas autoridades de ambos os lados da fronteira, este adiamento deixa o mês de junho praticamente perdido para recebermos turismo espanhol pelas fronteiras terrestes, já que parece que o vírus pode viajar por terra, mas não consegue andar de avião.

  • Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP em Peniche

    Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP em Peniche

    Uma trabalhadora da conserveira ESIP, em Peniche, testou positivo à Covid-19 e a empresa mandou para quarentena duas centenas de trabalhadores.

    Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN), que reuniu com os representantes da ESIP, afirma que os trabalhadores estão preocupados com a situação, mas empenhados em manter o funcionamento da empresa.

    Origem: Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP | AbrilAbril

  • Não será antecipada a abertura da fronteira do Guadiana

    Não será antecipada a abertura da fronteira do Guadiana

    Segundo informa o Canal Costa a partir de Ayamonte, depois de consultada a alcaide de Ayamonte, Natália Santos, apesar dos pedidos do comércio transfronteiriço e mesmo no âmbito da Eurocidade do Guadiana, a fronteira só vai abrir como previsto no próximo dia 15 de Junho.

    O trânsito na fronteira continua reservado ao transporte de mercadorias e trabalhadores transfronteiriços.