FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    O concurso público decorre sobre de modelo de conceção-construção, com a elaboração do projeto de execução por parte do empreiteiro. O prazo termina na próxima quarta-feira. A obra têm um orçamento de 2,2 milhões de euros e um prazo de execução de 355 dias, adianta a empresa AdA, também responsável pelo tratamento das águas residuais.

    Vai ser construída uma estufa para secagem das lamas e incluído o sistema de transporte das mesmas já desidratadas para aquela estufa, estando no processo o sistema de remoção da estufa e o transporte para galera de armazenamento, a báscula de pesagem e a integração da instalação no sistema de telegestão de saneamento da Águas do Algarve.

    Segundo a AdA, a obra visa complementar a fase sólida do sistema de tratamento da ETAR de Vila Real de Santo António e adicionar uma nova etapa de secagem solar das lamas produzidas, o que permite reduzir o volume e a quantidade de lamas finais a transportar para valorização ou para aterro.

    A nota destaca que a empreitada apresenta «mais-valias a nível ambiental, assegurando quer uma melhor qualidade das lamas produzidas, quer uma redução do número de transportes necessário para envio das lamas a destino final, com todas as consequências positivas inerentes a esta situação».

    As lamas são consideradas um produto inevitável resultante do tratamento de águas residuais e a ETAR de Vila Real de Santo António produz anualmente cerca de 3.600 toneladas, revelaram. Este volume representa um custo anual de cerca de 121.000 euros para envio a destino final, com um teor médio de matéria seca de 21%.

    O projeto tira partido das condições climatéricas da região do Algarve, nomeadamente o elevado número de dias de sol, pelo que a empresa defende que «a construção de um sistema de secagem solar de lamas que permita obter um índice de sicidade [secura] significativamente superior».

  • Tão simples… e tão dificil

    Tão simples… e tão dificil

    Até o carros, aviões e barcos andam sozinhos. Transferências imediatas de dinheiro audio livros com leitura para invisuais, leitura de todos os jornais do mundo,  videoconferência, chamadas ilimitadas de vídeo e de voz biliões de emails, entregas ao domicilio, drones, canais ilimitados de tv, impressoras 3 d, cirurgias feitas por robots, exércitos de robots, inteligência artificial, enfim perderia o dia todo a falar de inovação tecnológica pois aquilo que nós não sabemos é muito superior aquilo que se sabe……

    Todos sabemos que estamos a viver um período extremamente difícil talvez o mais complicado da nossa historia contemporânea é inacreditável porque não podemos fazer uma coisa tão simples como VOTAR  a partir do nosso telemóvel, computador, tablet ou maquina multibanco isso resolveria um dos grandes problemas da democracia a falta de participação popular……tão simples e SIMULTÂNEAMENTE tão difícil.

    Luis Camarada Rodrigues 966590997

  • Ponto de situação hoje no Algarve sobre  a Covid-19

    Ponto de situação hoje no Algarve sobre a Covid-19

    Os gráficos disponibilizados pela Delegada de Saúde Regional, Dra. Ana Cristina Guerreiro, atinentes à situação epidemiológica no Algarve.

    O Estado de Emergência vai estar em vigor até às 23:59 horas do dia 30 de Janeiro de 2021. No Algarve, mantem-se ativados todos os Plano de Emergência de Proteção Civil relacionados com a Covid-1, no que diz respeito às estruturas e zonas de apoio à população algarvia, de âmbito municipal e regional.

    Existem 37 estruturas com capacidade para 2.000 camas. Encontra-se acionada a ZAP, no município de Portimão e a ZAP Supramunicipal. Há 16 unidades hoteleiras e militares em reserva com capacidade de 715 camas, sem ocupantes. Existe uma estrutura de apoio de retaguarda (EAR) com capacidade para 1.000 camas, acionada com 5 utentes. Todas estas estruturas estão validadas pelas Autoridades de Saúde, Segurança Social e Proteção Civil.

    No que diz respeito a recursos humanos existe a Brigada de Intervenção Rápida (BIR) constituída 15 pessoas, empenhadas no Lar Residencial São Vicente, da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira; Associação Porta Amiga, em Tavira; Associação ACASO, em Olhão; Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Armação de Pêra, em Silves.

    Os Municípios continuam a assegurar o fornecimento de alimentos e bens essenciais às populações
    mais carenciadas. Para apoiar as autoridade de Saúde mantêm-se preparado o Pavilhão Desportivo Municipal da Penha- Faro, para uma eventual necessidade de instalar um Hospital de Campanha.

    Decorre hoje, dia 22 de janeiro de 2021, com o apoio do Município de Olhão, através do seu Serviço
    Municipal de Proteção Civil e do Corpo de Bombeiros, e da empresa TPO – Transportes e Logística, uma
    operação logística de transporte de Equipamentos de Proteção Individual, da Reserva Estratégica Nacional,
    constituída no Laboratório Militar, em Lisboa, para a Administração Regional de Saúde do Algarve.

    No âmbito do PODCoV, encontram-se operacionais, em todos os Corpos de Bombeiros da Região do
    Algarve, 17 equipas especializadas para resposta à situação pandémica.

    Créditos da Foto

  • Individuais da função pública podem inscrever-se na ADSE

    Individuais da função pública podem inscrever-se na ADSE

    A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN) em comunicado, congratula-se com a admissão na ADSE dos trabalhadores com contrato individual de trabalho na administração central, local e regional da Função Pública.

    Considera que foi dado um um passo fundamental com a publicação do decreto-lei n.º 4/ 2021, de 8 de Janeiro, que possibilita a resposta a uma antiga reivindicação daqueles trabalhadores e que torna possível a correção das injustiças provocadas pelo impedimento injustificado no acesso à ADSE.

    A discriminação que resultava de os trabalhadores com contrato individual de trabalho  não poderem inscrever-se na ADSE, e aceder à proteção médica resultante dos seus próprios descontos, apesar de exercerem as mesmas funções e trabalharem muitas vezes nas mesmas entidades que os demais.

    Para tornar efetivo este direito a FCSAP apela à inscrição na ADSE de todos os trabalhadores que adquiriram este direito, e chama a atenção para que se dê um novo passo e avance « para o reconhecimento do vínculo de nomeação a todos os trabalhadores, para que adquiram o direito à evolução na carreira e a mesma segurança no trabalho».

  • Eurocidade do Guadiana com forte incidência da Covid-19

    Eurocidade do Guadiana com forte incidência da Covid-19

    Ayamonte, presidida por Natália Santos anunciou o fecho do perímetro ao ultrapassar a taxa de 500 casos por cada cem mil habitantes e atingir os 816,4. Está com encerramento ao tráfego rodoviário dos acessos de entrada e saída do município e solicitou aos seus cidadãos que voluntariamente se confinem, devido ao que considerou «alarmante número de casos» de Covid-19.

    As ruas encerradas são a Ronda Felipe IV, que liga à rotunda na N-447, e os acessos à rua Las Flores, e rua Ribera del Guadiana, na N-431, acesso ao polígono industrial La Escarbada.

    Nos próximos 14 dias ficam encerradas as instalações desportivas, o Teatro Cardenio, o centro cultural Casa Grande, a Oficina de Turismo e o Centro Guadalinfo. Também encerram os os parques infantis e os biosaudáveis e foram suspensas as atividades das aulas municipais de Música e a Aula de Convivência, tal como o minimercado municipal. Os municípios vizinhos a Ayamonte estão também a sofrer forte incidência do novo coronavírus.

    Castro Marim, presidida por Francisco Amaral. desde o início do ano tem verificado um grande e progressivo agravamento da pandemia no concelho «causado principalmente pelo relaxamento das práticas de distanciamento físico, durante e depois das festas».

    O município assinala perto de 100 casos e observa que «a introdução de variantes mais contagiosas do vírus e as baixas temperaturas têm contribuído também para este agravamento», sendo que, «neste contexto é especialmente relevante a situação do Centro Infantil de Altura, com um número elevado de crianças infetadas e dos seus cuidadores, o que obrigou ao seu encerramento».

    O número de casos que estão a ocorrer diariamente «está a ultrapassar a capacidade dos serviços de saúde para isolar os infetados e os seus contactos, testar os suspeitos e diagnosticar e tratar os doentes». O município lembra que os profissionais estão muito fatigados e alguns recursos, tais como as provas PCR, que são o pilar do diagnóstico, começam a escassear. De um modo geral, o sistema nacional de saúde, os centros de saúde e os hospitais, estão já para além da sua capacidade de serviço.

    A autarquia apela à população, para que se proteja «com o único meio ao nosso alcance», limitando os contatos pessoais ao mínimo possível com pessoas com quem não convivam. Mesmo que sejam da mesma família, se não vivem juntos, não se juntem, não almocem juntos. Nos locais de trabalho mantenham a distância física sempre, não se juntem, não almocem juntos. Façam ao ar livre tudo o que pode ser aí feito, permaneçam em espaços fechados com outras pessoas o tempo estritamente necessário. A nossa vontade coletiva de conter a pandemia não pode fraquejar neste momento difícil.*Os casos em vigilância são dados sujeitos a consolidação de informação, que divulgaremos assim que estiverem reunidos».

    Vila Real de Santo António, presidida por Conceição Cabrita interditou a circulação pelos passadiços de acesso às praias do concelho, «de forma a evitar a aglomeração de pessoas em espaços públicos e assim travar a propagação da Covid-19». Esta A restrição de acesso é feita junto às entradas dos passadiços, pelo que implicará também a proibição de circulação nestas estruturas.

    Apenas podem aceder aos mesmos os proprietários e funcionários de restaurantes que ali estejam localizados e quem necessitar de se dirigir aos referidos estabelecimentos comerciais, no estrito cumprimento dos normativos legais aplicáveis, nomeadamente, para recolha de refeições em restaurantes que estejam a funcionar em regime de take away.

    Também determinou a proibição de utilização de bancos de jardim, parques infantis e equipamentos públicos para prática desportiva.

    Em declarações prestadas ontem à Rádio Guadiana, a presidente assinalou que até às 23.59 da véspera tinham sido assinalados no concelho 48 novos casos da Covid-19, o que significa que o concelho está a aumentar exponencialmente os casos, está-se a verificar que a infeção está a atingir gente mais jovem e os sintomas causam maior sofrimento. O que pede é que as pessoas cumpram as medidas decretadas pelo Governo.

  • Loulé valoriza antas e escrita do Ameixial

    Loulé valoriza antas e escrita do Ameixial

    O projecto em curso visa o refiorço da singularidade da Serra e do interior do Algarve e integra a estratégia da câmara municipal para a valorização e divulgação dos recursos culturais deste concelho, através do seu património cultural.

    O projeto abrange a Anta do Beringel e a Anta da Pedra do Alagar, monumentos megalíticos pré-históricos com cerca de 7000 anos, bem como os sítios arqueológicos onde foram encontrados alguns exemplares das estelas com escrita do Sudoeste datadas da Idade do Ferro, com cerca de 2500 anos. Distingue-se ainda por ter uma estratégia integrada entre o conhecimento científico dos monumentos e sua a classificação.

    Entre outros aspetos, pretende-se investigar os monumentos e as estruturas ali existentes, conhecer a história desses sítios, mas também compreender o modo de vida das populações antigas que aqui viveram e com quem tinham contactos culturais e comerciais.

    As escavações arqueológicas, fundamentais para o conhecimento científico destes sítios, vão igualmente permitir identificar as ações necessárias à conservação e restauro dos monumentos que, por sua vez, irão garantir condições de proteção e segurança dos próprios monumentos e de quem os visita.

    «As soluções técnicas resultantes dos estudos arqueológicos e de conservação serão deste modo o alicerce para um arranjo paisagístico que se pretende minimalista e integrado na paisagem natural da Serra. Desta forma, para além de se salvaguardar o sítio arqueológico, a sua valorização irá contemplar conteúdos para a visita do público em geral numa linguagem acessível, mas também o reforço da sinalética na rede rodoviária facilitando assim o acesso ao local.

    Por último, para além da sua divulgação em eventos com o envolvimento da comunidade local e da integração no projeto Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, a Autarquia encontra-se a diligenciar o processo de classificação dos sítios que vão ser alvo de valorização.

    A Câmara Municipal de Loulé pretende, com este trabalho, promover não apenas a identidade dos lugares através da valorização destes monumentos do Ameixial, mas também diversificar e potenciar a atratividade do interior do Algarve em termos turísticos, criar condições para a sua visitação, estimular o conhecimento do passado e a visita ao território serrano, e contribuir para a dinamização da economia e atratividade deste território.

    O projeto de valorização da escrita do Sudoeste e das antas do Ameixial conta com fundos comunitários do Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE), integrado no Programa Operacional Regional do Algarve (PO CRESC ALGARVE 2020), cuja entidade promotora é a Associação de Municípios do Algarve (AMAL).

  • Frente ribeirinha de Ayamonte com obra a bom ritmo

    Frente ribeirinha de Ayamonte com obra a bom ritmo

    A presidente (alcaldeza) Natália Santos pretende transformar o município num referente turístico da Andaluzia e a obra em curso destina-se basicamente a integrar o centro urbano com o rio e é uma aposta firme no desenvolvimento turístico e sustentável.

    A obra implica d demolição do velho casario, antigos armazéns e fábricas.

    Desenvolve-se numa área de mais de quarenta mil metros quadrados de superfície e vai unir o acesso norte de Ayamonte com as ruas de Castro Marín, das Flores e do Cais de Portugal, implicando a criação de novas ligações rodoviárias e o desenvolvimento de amplos passeios pedestres frente ao rio, a ampliação da pista de bicicletas, a reordenação das zonas de estacionamento e criação de novos espaços multifuncionais.

    Procura a autarquia fronteiriça conseguir a conservação do ambiente natural, a criação de novos espaços de encontros e novos acessos ao centro da cidade, bem como a reabilitação urbanística do ambiente, a regeneração de espaços urbanos e da flora e fauna da ribeira e recuperação de áreas para espaços verdes.

    Os entulhos gerados pela demolição de algumas das naves e edificações da área serão reutilizados como material de recheio da mesma obra. As obras podem estar concluídas no fim do próximo Verão e são apoiadas por Fundos Europeus FEDER.

  • Acerca de Diferentes Noções de “Já”

    Acerca de Diferentes Noções de “Já”

    Um amigo alemão de longa data, nos tempos em que ele visitava Portugal com alguma frequência, quando combinava encontro para um petisco ou para uma ida à “Praia-do-Coelho”, caso ele previsse não lhe ser possível cumprir com a hora, usava a expressão latina “Pro Tempore” que quererá dizer que é àquela hora, dependendo da conjuntura ou do contexto.

    Ao escutar essas duas palavras, todos sabíamos o seu significado: ele poderia chegar quinze minutos antes ou depois da hora marcada. Ficávamos com meia hora de tolerância para gerir. Se nada fosse dito, a hora da janta seria a indicada, sem falhas, nem mais nem menos minuto.

    Na verdade, o modelo funcionava lindamente: todos conhecíamos as regras e, caso fosse de aplicar o “Pro Tempore”, evitavam-se ansiedades desnecessárias motivadas pela espera.

    Um par de anos mais tarde, em Faro, na recepção de uma empresa seguradora onde trabalhava, ao atender um cliente inglês, simpático senhor de meia-idade detentor de uma testa avantajada e bochechas rosadas que se fazia acompanhar pela esposa, senhora de pose aristocrática, muito rígida e sorriso plastificado, para poder preencher um formulário, necessitei de lhe perguntar a profissão; ele, com sotaque carregado, respondeu prontamente: “Aqui em Portugal sou esperador, é a minha ocupação principal, os portugueses fazem-me esperar muito!”  

    Devo dizer que a resposta não me surpreendeu, aceitei-a com naturalidade. Culturalmente, talvez pela influência do clima, somos um povo que adora sentar-se em esplanadas, bebericar um café, conversar serenamente, sem denotar pressas.

    Como consequência dessa forma de estar descontraída, o advérbio “já” possui vários matizes e pode ser entendido de forma diferente de pessoa para pessoa: para alguns de nós, sobretudo em contexto profissional, terá um significado imediatista, ele é imperativo, algo que implica acção instantânea.

    Por outro lado, para outros não parece possuir essa urgência, tendo em conta a forma como gerem as situações com que se deparam; para estes, a expressão terá um significado que implica reacção ou movimento, todavia, será para mais logo ou assim que for possível. Adquire um sentido muito vago e abrangente, como um medicamento natural para vários males: o que há para fazer, tanto pode ser feito dentro de cinco minutos, como dentro de meia hora.

    Esta postura e comportamento pressupõem o envolvimento de pessoas que por vezes aparentam que nada os perturba, nem sequer parece saberem que há alguém a quem lhe foi dito que iria ou faria “já” qualquer coisa e que esse alguém ficou à espera, a “ferver” intensamente e a pensar que poderia estar a cumprir com outras tarefas mais importantes do que esperar.

    Há pessoas que apesar de dizerem que estão “já” a chegar a determinado local, afinal ainda nem sequer saíram do sítio onde estão. Aconteceu comigo, envolveu um cliente irlandês de têmpera semelhante à nossa: com encontro marcado comigo em Tavira a determinada hora, dez minutos depois telefona para me pedir para eu esperar um pouco mais, uma vez que estava ele a sair de Lagos. Como tinha uma outra reunião marcada com outro cliente em Vila Real de Santo António, não me foi possível aceder ao pretendido e, como consequência, perdi o cliente irlandês.

    O chegar atrasado também pode ser usado artificialmente por quem acha que deste modo projecta nos outros uma portentosa exibição da sua autoridade e da sua grande importância: profissional, particular ou política!

    Em Altura tive um vizinho francês que garantia que em Portugal os mosquitos jamais falham a sua hora de chegada: segundo a sua teoria, depois de muita observação pessoal, dele e da esposa e amigos convidados, a petiscar ao entardecer sentados debaixo do alpendre da sua casa, eles aparecem de rompante ao lusco-fusco, esvoaçam à nossa volta, aborrecem-nos com o irritante zumbido junto às orelhas, atacam-nos impiedosamente, picam-nos a pele, sorvem-nos o sangue durante meia hora e, depois, desaparecem na noite que entretanto chegou de mansinho!

    Henrique Bonança

    VRSA – 5 de Janeiro de 2021

    Photo by Wynand van Poortvliet on Unsplash

  • Serpa planta alfarrobeiras na Zona Sul

    Serpa planta alfarrobeiras na Zona Sul

    A intervenção foi iniciada ontem com o abate de alguns plátanos, junto ao campo de futebol, cujas folhas no inverno causam problemas, como o entupimento de sarjetas. Estas árvores, segundo a autarquia, vão ser substituídas por alfarrobeiras, no caso da via.

    Francisco Godinho, vereador responsável pelo pelouro, justifica a substituição das árvores tendo em conta que “as árvores existentes, mélias e jacarandás, são provenientes de outros continentes e, em termos de porte e desenvolvimento não estão completamente adaptadas ao nosso meio».

    O Município tem vindo a dar preferência à plantação de árvores autóctones e bem-adaptadas à região, pelo que recentemente, na Zona Sul, junto à Creche, e na nova zona urbana, as escolhas recaíram na Tília tormentosa e na Prunus pissardi, conhecidas vulgarmente por tília e ameixoeira de jardim, respetivamente. 

    A autarquia afirma que a introdução de novas espécies autóctones, haverá poupança de recursos, por um lado porque estão adaptadas ao clima, necessitando de menos água, e por outro devido ao alargamento das caldeiras e da adoção do sistema de rega gota a gota, que evita desperdícios.

    Também será instalada tela anti raízes, que impedirá o levantamento do pavimento sobre as raízes das árvores, permitindo que a população usufrua em pleno dos passeios, harmonizando a existência de árvores nos espaços públicos com o usufruto dos mesmos pela generalidade dos utilizadores. 

  • Mértola prorroga prazo de Programa Municipal de Apoio aos empresários (Covid19)

    Mértola prorroga prazo de Programa Municipal de Apoio aos empresários (Covid19)

    Desde o início do ano e até 15 de janeiro de 2021 foram aprovadas 28 candidaturas no valor global de 31.438,94 euros, estando ainda em análise cinco das candidaturas concorrentes.

    Dado que o Fundo Municipal de Apoio ainda tem verbas disponíveis, a câmara municipal anunciou que vai continuar a apoiar os empresários que tiveram quebra de faturação nos meses de março, abril e maio de 2020 e, a título excecional, atribuir um apoio financeiro destinado às empresas e empresários em nome individual com estabelecimento no concelho de Mértola, «em complemento e reforço das medidas económicas nacionais e regionais que foram adotadas por outras entidades, contribuindo para a valorização da economia local, mitigando os efeitos da crise e contribuindo para a manutenção do emprego e das condições de vida da população local, revestindo assim uma dupla natureza: social e económica».

    Este apoio destina-se às empresas, com estabelecimento no concelho de Mértola, de qualquer natureza jurídica, que sofreram uma redução significativa da sua faturação no período de março, abril e maio de 2020, em resultado do encerramento ou redução do negócio por motivos das medidas administrativas no âmbito da pandemia do COVID-19.

  • Quatro mil temporárias marroquinas em Huelva na campanha dos frutos vermelhos

    Quatro mil temporárias marroquinas em Huelva na campanha dos frutos vermelhos

    Já chegaram 1.500, desde 30 de dezembro e, na próxima sexta-feira, chegam mais 545.

    Estas trabalhadoras desembarcam no porto de Algeciras, Cadiz, e são transportadas para a cidade de Huelva em autocarro. A Subdelegação do Governo de Huelva, disse à Europa Press que a primeira fase da contratação na origem ficará completa com a chegada das restantes trabalhadoras em 27 y 29 do mês em curso.

    Na segunda fase, até ao dia 1 de Março, a província de Huelva espera mais 3.700 trabalhadoras a contratar na origem, para a campanha agrícola 2020/2021. A província terá ainda 2.800 mulheres em reserva caso seja necessária mais mão de obra.

    Trata-se de um enorme desafio logístico, em plena crise sanitária receber estas trabalhadoras, assinala aquela subdelegação governamental, uma vez que pressupõe a preparação destas pessoas para a viagem desde Marrocos com provas PRC, embarque e outras, trâmites de passaporte e visto em Algeciras, apresentação de testes negativos, mais a recolha e transporte em autocarro para as cooperativas da província de Huelva.

    Fonte: Huelva Información

  • Biblioteca Vicente Campinas encerra ao público e recorre ao digital

    Biblioteca Vicente Campinas encerra ao público e recorre ao digital

    Para minimizar os impactos causados por esta situação e de forma a permitir aos seus leitores, o acesso à leitura, aponta alguns links para conteúdos digitais acessíveis em: Livros e Jornais

    A biblioteca continuará a manter as atividades que tem vindo a disponibilizar online, na plataforma social Facebook e no próprio blogue, permitindo que o público possa continuar a usufruir de algumas iniciativas que dinamizava regularmente, e que agora realiza em contexto digital, mantendo o contacto com os leitores e conquistando novos públicos.

  • Algarve coopera com Andaluzia sobre resíduos de sabões

    Algarve coopera com Andaluzia sobre resíduos de sabões

    O projeto Economia Circular e Resíduos de Sabonetes de Hotelaria (ECRESHOTO) foi criado no âmbito da Agenda Regional para a Economia Circular em 2018, associado ao programa Interreg VA España-Portugal (POCTEP), que apoia e promove projetos de cooperação transfronteiriça com o apoio da União Europeia.

    É liderado pela CCDR Algarve, visa «conhecer as quantidades de resíduos de sabonete e de outros tipos de resíduos (tais como os bio resíduos, os resíduos têxteis, os móveis e eletrodomésticos) que resultam da atividade hoteleira», e tenta identificar parceiros no tecido empresarial da região que demonstrem interesse em valorizar esses resíduos e produtos, «promovendo um modelo de negócio inovador que integre o seu potencial de circularidade».

    Dadas as características comuns entre a região do Algarve e da Andaluzia, a comissão de coordenação considerou vantajosa a adoção de uma estratégia comum, em particular com a província de Huelva, e estabeleceu contactos de parceria com a Diputación Provincial de Huelva, estendendo a parceria ao NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve.

    A expectativa, no final do projeto, é que, a par do contributo do setor do turismo para a Agenda Regional da Economia circular no Algarve, possa ser conhecida a «quantidade de resíduos produzida, atingir um nível elevado de separação e transporte para destino adequado e promover a sua valorização».

    Aquele organismo da Administração Pública, dirigido por José Apolinário, pretende incentivar a criação de novas empresas de gestão de resíduos, a reconversão de outras já existentes no Mercado, promovendo a «responsabilidade ambiental e social da Hotelaria e dos Operadores de Gestão de resíduos intervenientes no processo, na região do Algarve e da Andaluzia».

    A CCDR faz notar que, ao tratar-se de um projeto participativo, «é essencial o contributo dos agentes da hotelaria e alojamento, bem como dos operadores de gestão de resíduos da região».

    Para conhecer os dados quanto à quantidade, tipologia e encaminhamento dado aos resíduos durante o ano de 2019 na região do Algarve, foi preparado um questionário que está disponível para preenchimento na Plataforma.

    Página da Internet divulgada pela CCDR

  • Município de Mourão amplia cemitério na Aldeia da Luz

    Município de Mourão amplia cemitério na Aldeia da Luz

    O valor global é de cento e dezasseis mil euros. A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva S.A., entidade promotora da construção do cemitério na “nova” Aldeia da Luz comparticipou com trinta e seis mil euros.

    A câmara municipal considera esta obra «essencial para a freguesia que vai colmatar uma carência de espaço há muito sentida, dotando o local de condições de resposta nas próximas décadas».

    O projeto global de ampliação do cemitério contempla três talhões, sendo que nesta fase apenas será concluído um. A obra terá a duração aproximada de seis meses.

  • Agência bancária encerrada por Covid-19 reabre amanhã em VRSA

    Agência bancária encerrada por Covid-19 reabre amanhã em VRSA

    Os trabalhadores encontram-se em isolamento profilático, na expetativa dos testes de diagnóstico. O balcão do mesmo banco mais próximo do banco afetado situa-se em Tavira.

  • Voto antecipado tem mais de 246.000 eleitores

    Voto antecipado tem mais de 246.000 eleitores

    Na eleição para a Presidência da República, estão hoje a votar os eleitores que requereram o voto antecipado em mobilidade, tendo sido alargada a possibilidade para permitir o seu exercício a todos os eleitores recenseados no território nacional, no sétimo dia anterior ao das eleições numa mesa de voto à escolha.

    Existe uma mesa de voto antecipado em cada município do continente e das Regiões Autónoma para os eleitores que antecipadamente manifestaram essa intenção, num plataforma digital ou por via postal à administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, entre os dias 10 e 14 de janeiro.

    São 600 mesas de voto, o que envolve cerca de 2.500 pessoas, no continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, enquanto para deslocados no estrangeiro, estão previstas 117 mesas, nos consulados, num total de 585 membros de mesa.

    Quem, dos inscritos, falhar a votação, pode ainda votar na sua mesa de voto da freguesia em 24 de Janeiro.

    A administração eleitoral garante condições sanitárias e de higiene aos eleitores para votar, tanto hoje como em 24 de janeiro, colocando álcool gel nos locais de votação.

  • Retomada em Mértola a Oficina da Criança

    Retomada em Mértola a Oficina da Criança

    A autarquia informou ainda que, na sequência dos testes efetuados, a 13 e a 14 de Janeiro, quer por ela própria quer pela Autoridade de Saúde Local, em articulação com as demais entidades no terreno, em Corte do Pinto, foram apurados 17 casos positivos e nos serviços de Bombeiros e GNR não foram identificados novos casos positivos.

    Conforme procedimentos em vigor, todos os casos agora reportados como positivos são alvo de apuramento de possíveis linhas de contágio pela saúde pública. ????????????? ?? ?ú???? ?? ó?????, ?????????u ??? ? ????? ???????? ?ã? ???á ??????????, porque até ao momento da publicação do quadro acima não tinha ainda sido recebida a confirmação oficial da Autoridade de Saúde Local. 

  • Jardins sustentáveis com plantas autóctones projeto da UÉ

    Jardins sustentáveis com plantas autóctones projeto da UÉ

    Carla Pinto Cruz, professora do Departamento de Biologia e investigadora no MED da Universidade de Évora (UÉ) lidera este projecto de conservação e gestão do património natural. A finalidade é impulsionar o uso de plantas autóctones nos espaços verdes de localidades do Alentejo Central, mas pode ser replicado em todo o território nacional.

    O sargaço (Cistus monspeliensis), a roselha-grande (Cistus albidus), o rosmaninho (Lavandula pedunculata), o pilriteiro (Crataegus monogyna) ou a gilbardeira (Ruscus aculeatus) são apenas alguns exemplo de espécies nativas que a equipa de investigadores vai usar em espaços verdes no âmbito do projecto “Plantas Nativas na Cidade – Repensar os espaços verdes urbanos”, financiado no valor de 37.903 euros pelo Fundo Ambiental e inserido no Programa de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do Ministério do Ambiente.

    Créditos: Agricultura e Mar

  • «Direito a Desligar em debate no Parlamento Europeu

    «Direito a Desligar em debate no Parlamento Europeu

    Os eurodeputados consideram o direito a desligar um direito fundamental que permite aos trabalhadores absterem-se de desenvolver atividades e responder a chamadas telefónicas, emails e outras mensagens eletrónicas relacionadas com o trabalho fora do seu horário laboral, incluindo em período de férias.

    Os parlamentares encorajam os Estados-Membros a tomar todas as medidas necessárias que permitam aos trabalhadores exercer este direito, incluindo através de acordos coletivos entre os parceiros sociais. No entender dos eurodeputados, os trabalhadores que invoquem o direito a desligar devem ser protegidos de qualquer repercussão negativa.

    Uma vez que o direito a desligar não está formalmente consagrado na lei europeia, o Parlamento Europeu deverá requerer à Comissão Europeia um ato legal relativo a este direito.

    Uma proposta para tal diretiva encontra-se anexada ao relatório que será debatido na quarta-feira e votado na quinta.

  • Rota do Barrocal do Guadiana à Costa Vicentina

    Rota do Barrocal do Guadiana à Costa Vicentina

    O percurso do Barrocal, região situada entre o litoral e a serra algarvia, zona formada tanto por terrenos pouco acidentados como por maciços de calcário, revestidos de vegetação arbustiva e arbórea diversificada, de associação mediterrânea. Nas terras argilosas e férteis do barrocal surgem os pomares mistos de sequeiro, compostos por alfarrobeiras, figueiras,
    amendoeiras e oliveiras.

    No barrocal conservam-se igualmente muitas espécies de fauna, incluindo uma extensa lista de espécies de avifauna. Entre montes, vales e cursos de água, surgem pequenas localidades, aldeias e vilas com muita história, hábitos e costumes cujas populações, orgulhosamente, fazem questão de preservar.
    Pela sua geografia e orografia, com uma altitude média entre 100 e 300 m, viajar pelo barrocal de bicicleta é uma das melhores formas de explorar esta área da região do Algarve, diz o Turismo do Algarve, criador da iniciativa.

    Ficou este percurso do Barrocal estabelecido entre Vila Real de Santo António e Aljezur, que durará cinco dias, sendo em média percorridos 44,5 quilómetros diários. entre as coordenadas 37.19695, -7.41402 e 37.31672,-8802289, num total de 223 quilómetros.